Que maravilhoso e belo é o Tempo do Advento!


"Ao celebrar anualmente a Liturgia de Advento, a Igreja atualiza esta espera do Messias: participando da longa preparação da Primeira Vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua Segunda Vinda." (CIC §524)

O TEMPO DO ADVENTO começa com as vésperas do domingo mais próximo ao 30 de novembro e termina antes das vésperas do Natal. Para os cristãos, é um tempo de preparação, de expectativa e alegria, em que os fiéis, esperando o Nascimento do Salvador do Mundo, vivem o arrependimento, com penitência (para nos tirar do nosso sonambulismo do pecado e fazer nascer em nós a verdadeira esperança) e promovem a fraternidade e a paz. A palavra advento, do latim Adventus, do verbo advenire, significa vinda, chegada, começo, início, princípio. Os dias que vão de 16 a 24 de dezembro (Novena de Natal) são para nos prepararmos mais especificamente para a grande Festa do Natal do Senhor.

Com o Advento, a Igreja inicia o novo Ano Litúrgico. Esse tempo litúrgico possui dupla característica: é um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a Primeira Vinda do Filho de Deus entre os homens, e também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da Segunda Vinda do Cristo no fim dos tempos. Por este duplo motivo, o Tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa e alegre expectativa.

O Advento é, portanto, um tempo especial para que façamos uma séria e profunda revisão sobre nossa vida pessoal e também sobre o mundo em que vivemos. É um momento privilegiado para averiguarmos se a Semente de Amor lançada por Jesus Cristo no coração dos homens está nascendo e frutificando.

O Natal é uma celebração que nos transmite profundas verdades de vida. Ao contemplarmos a gruta de Belém, descobrimos o imenso Amor de Deus, – Criador e Todo-Poderoso, Alfa e Ômega, Princípio e Fim de todas as coisas, – que se presta a assumir nossa mísera condição humana e vir ao mundo, sob a frágil forma de uma criança, para nos salvar. É Deus que se humaniza para divinizar o homem.

Celebrar o Natal é descobrir, na pequenez e na pobreza do Presépio, a Grandeza e a Riqueza do Amor divino. É perceber a lição de humildade radical que o Cristo veio nos ensinar. É optar pelo Caminho que Ele veio nos mostrar, Caminho que, em última análise, é Ele próprio. É acolher com total sinceridade e abertura a este Deus – que é, ao mesmo tempo, infinito em grandeza e pequenino; majestoso e tão humilde, – no mais profundo de nossas almas, corações e mentes, juntamente com as verdades que Ele veio nos comunicar, vivendo-as no nosso cotidiano. Isto inevitavelmente nos tornará seres humanos melhores, mais amorosos e um pouco mais plenos a cada dia. É assumir compromisso com os princípios e causas do Evangelho, lutando em defesa da vida, ao lado dos que sofrem, proclamando sem medo as verdades eternas, como fizeram os primeiros cristãos. É ser reflexo de Jesus neste mundo de dores, incompreensões e dificuldades.

Os cristãos devem celebrar o Natal com tal espírito. E é por ser uma comemoração tão importante que se faz necessário que nos preparemos bem; – é esta a finalidade do Tempo do Advento.


A Coroa do Advento


Um dos símbolos do Advento é a Grinalda ou Coroa, que representa o infinito Amor de Deus. Quatro velas são acesas e colocadas num círculo, sendo acesa uma a cada semana do Advento. Elas simbolizam a Luz do Cristo que nasce para iluminar nossas vidas.

O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do Mistério cristão e nos insere no caráter missionário da Vinda de Cristo. Ao serem aprofundados os textos litúrgicos desse tempo, constata-se na história da humanidade o Mistério da Vinda do Senhor Jesus, que de fato se encarna e se torna Presença salvífica na história, confirmando a Promessa e a Aliança feita entre Deus e os homens nos tempos antigos. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15). 

O Advento recorda também o Deus da Revelação. Aquele que É, o mesmo que Era e que Vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação, mas cuja consumação se cumprirá no “Dia do Senhor”, no final dos tempos. Toda a humanidade (consciente ou não), juntamente com a Criação, vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus.

A celebração do Advento é, portanto, um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o Mistério da salvação e assim termos a Jesus como referência e fundamento, dispondo-nos a “perder” a vida em favor do anúncio e instalação do Reino.

Deus é fiel às suas Promessas: o Salvador virá. Daí a alegre expectativa, que deve, nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não estamos diante de algo irreal, fictício ou passado; estamos diante de uma realidade concreta e sempre atual. A esperança da Igreja se consumará definitivamente na Parusia (volta) do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é Maranatha!: Vinde, Senhor Jesus!

O tempo do Advento, enfim, é tempo de esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas; esperança na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições e de toda dor, frustração, decepção com este mundo de sofrimento. Sem uma entrega de todo o ser a Cristo não há como viver a alegria e a esperança da expectativa da Sua vinda. É necessário, portanto, que especialmente nesses dias santos “preparemos o caminho do Senhor” em nossas próprias vidas, combatendo incessantemente o pecado e santificando nossas vidas, através da a oração e da imersão na Palavra.


Vem depressa, Senhor, Deus Menino! Vem até nós uma vez mais, vem salvar-nos, nós que temos fome e sede de Justiça!

O dia certo para montar a Árvore de Natal e o Presépio

Devem-se montar a Árvore de Natal, a decoração natalina e o Presépio do Senhor no Primeiro Domingo do Tempo do Advento.

Um dos grandes símbolos do período natalino, a Árvore de Natal simboliza, segundo a tradição da Igreja Católica, a vida. Vale lembrar ainda que a árvore não deve ser montada toda de uma vez: o ideal é ir acrescentando enfeites e adereços aos poucos, durante as quatro semanas do Advento, simbolizando a preparação espiritual que devemos realizar durante este tempo.

Durante o Natal, no Hemisfério Norte, todas as árvores perdem as folhas, com exceção do pinheiro. Por isso é que esta árvore se tornou símbolo da vida, celebrada no Natal com o Nascimento do Menino Jesus. A preparação da árvore, então, deve ser intensificada durante a última semana que antecede o Natal. Até o Segundo Domingo do Tempo do Advento, tudo ainda é muito sóbrio, mesmo nas leituras feitas nas Missas. É só a partir do Terceiro Domingo do Tempo do Advento que a Bíblia começa a falar do Nascimento de Jesus, e se inicia um momento de maior expectativa. Esse é o momento, portanto, de intensificar a decoração da árvore.

O Presépio, ainda mais especialmente, deve seguir a mesma linha da preparação da Árvore de Natal. Aos poucos, pode-se começar a montar a gruta, acrescentar os animais e os pastores. Maria, José e o Menino devem ser dispostos no Presépio o mais próximo possível do dia de Natal.

O Presépio foi uma invenção de São Francisco de Assis, para lembrar a simplicidade e as dificuldades enfrentadas por Maria e José no Nascimento do Cristo neste mundo. É muito importante envolver as crianças na montagem dos presépios, para que elas percebam o real sentido do Natal e entrem no espírito deste tempo especialíssimo.

Nós, da revista e site "O Fiel Católico", desejamos um santo e muito feliz Tempo do Advento a todos os nossos leitores, amigos e irmãos em Cristo!

___
Ref.:
• BIANCHI, Enzo. Dar Sentido ao Tempo, São Paulo: Loyola, 2007, pp. 11-14
• Site "Catequisar", disponível em:
https://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/natal/23.htm
Acesso 29/11/014
www.ofielcatolico.com.br

Os Anjos de Deus


ADICIONANDO-SE A PALAVRA “anjos” a um buscador da Internet, incrível é a quantidade de informação que aparece; são muitas páginas contaminadas pela doutrina new age. Ainda mais curiosa é a busca por imagens de anjos: encontramos seres "fofinhos", bebezinhos gorduchos, garotinhos meio afeminados com asinhas coloridas saindo pelas costas... Muitos artigos sobre os anjos estão, sem dúvida, deformados por uma certa cultura esotérica pseudo-mística. Entre outros absurdos, é possível até encontrar um anjo específico para cada dia da semana(!).

Comecemos, então, dizendo o que os anjos de Deus não são: não são "reencarnações"; não são homens ou mulheres alados; não são "lugares" nos quais se sente a Presença do Criador; não são como gnomos ou duendes; não são uma espécie de "energia" nem tampouco algum tipo de fumaça branca.

Apesar de tudo, é preciso dizer que também se pode encontrar informação confiável na rede. Um dos artigos de valor que encontramos na internet é o de P. B. Celestino que, em relação a isso, dizia:

“A humanidade no seu conjunto parece obedecer a uma espécie de 'lei do bêbado': depois de uma queda para a direita, procura compensá-la inclinando-se para a esquerda, e acaba caindo nessa direção. Assim, às épocas de racionalismo exacerbado e míope, seguem-se outras em que proliferam as mais tresloucadas fantasias e crendices, e a doutrina sobre os anjos está entre as que mais facilmente se prestam a essas deformações. O nosso tempo inclui-se entre as segundas, a julgar pelo número de 'caricaturas' deformadas desses seres não-humanos, ― sob a forma de duendes, gnomos, espíritos 'desencarnados', deidades e extraterrestres, ― que se misturam inextricavelmente nas estantes das livrarias e lojas de bibelôs, bem como nas cabeças de alguns…”

Muito bem dito.

O Calendário Litúrgico Católico celebra duas festas angélicas, uma no dia 29 de setembro, – a Festa dos Três Arcanjos, S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael, – e outra a 2 de outubro, – a Festa dos Anjos da Guarda. Mas, afinal, quem são os anjos?

Talvez o Concílio da Igreja que mais se dedicou a explicar a doutrina sobre os anjos foi o de Latrão IV, do ano 1215. Neste se afirmou, num contexto de profissão da fé, que os anjos foram criados por Deus desde o inicio do tempo. No caso dos demônios, o Concilio diz que foram anjos criados bons, que se fizeram maus pelo uso de seu livre arbítrio. Evidentemente, houve pronunciamentos magisteriais sobre os anjos antes desta data, por exemplo, o do Papa Zacarias, no ano 745, que rejeitou os vários nomes dos anjos, ficando somente com os de Miguel, Gabriel e Rafael, já que são os únicos mencionados pela Sagrada Escritura. O Concilio de Aix-la-Chapelle, no ano 789, fez o mesmo.


O testemunho das Sagradas Escrituras

A palavra anjo vem do grego angelos, que serviu para traduzir a palavra hebraica mal’ak, que, de maneira geral, significa “mensageiro”. O que nos diz a Bíblia Sagrada sobre os anjos? Bastante. Em resumo:

• Os anjos são filhos de Deus (cf. Jó 1,6; 2,1);

• São protetores dos homens (cf. Sl 90,11);

• Vivem nos Céus
(cf. Mt 28,2);

• São de natureza espiritual (cf. 1 Re 22,19-21; Dn 3,86; Hb 1,14);

• Há anjos bons e anjos maus
(cf. Zc 3,1);

• Sabemos que existem os Serafins (cf. Is 6), Querubins (cf. Gn 3,24; Ex 25,22; Ez 10,1-20), Tronos, Dominações, Potestades e Principados (cf. Cl 1,16), Virtudes (cf. Ef 1,21), Arcanjos (cf. 1 Ts 4,15-16; Judas 9) e os anjos que cuidam dos indivíduos (cf. Tb 5; Sl 90,11; Dn 3,49s; Mt 18,10).

Os Evangelhos dizem que os anjos  contemplam a Face de Deus (Mt 22,30; 18,10) e que se alegram pela conversão dos homens (Lc 15,10). Dizem ainda que eles levaram Lázaro ao seio de Abraão (Lc 16,22).

Em relação aos três Arcanjos: 

• Gabriel, seu nome significa “Deus é Força”, aparece em Dn 8,16; 9,21; Lc 1,19.26; 

• Miguel, seu nome significa “Quem (é ou pode ser) como Deus?”, aparece em Dn 10,13.22; 12,1; Jud 9; Ap 12,7. São Miguel é o Padroeiro de toda a Igreja;

• Rafael, seu nome significa “Deus Cura”, aparece em Tb 3,25. 



A hierarquia angélica e as relações com os seres humanos

Segundo S. Tomás de Aquino, a Luz Divina é comunicada aos Anjos de maneira hierárquica, graduada e ordenada, da primeira Hierarquia até a última. A palavra "hierarquia", neste caso, significa Principado Sagrado; a palavra "Principado" compreende duas realidades: o próprio Príncipe e a multidão ordenada sob ele. O Principado Sagrado, entendido no seu significado pleno e perfeito, designa toda a multidão das criaturas racionais e chamadas a participar das coisas santas sob o Governo Único de Deus, Príncipe supremo e Rei soberano de toda esta multidão. Não há uma classificação total e e uniformemente definida na Igreja sobre os Nove Coros dos Anjos. A de Dionísio Aeropagita e a do Papa São Gregório permanecem a referência.

A distinção mais divulgada de uma hierarquia entre os anjos aparece na obra De Coelesti Hierarquia (Sobre a Hierarquia Celeste), atribuído a Dionísio, o Areopagita, datada entre os séculos IV e V. Nesta, os anjos são "classificados" em três Ordens, cada uma formada por três Coros, num total de nove Coros Angélicos: Serafins, Querubins e Tronos fazem parte da primeira hierarquia dos anjos; Dominações, Virtudes e Potestades formam a segunda hierarquia; os Principados, os Arcanjos e os Anjos (como os de guarda) estariam na terceira. Todos esses anjos têm, como resume o teólogo francês J. Daniélou, duas funções: louvar a Trindade Santíssima e guardar e defender tudo o que é de Deus. 

O Catecismo da Igreja Católica diz que os anjos são criaturas pessoais, ou seja, dotadas de inteligência e vontade; são imortais, porque puramente espirituais, e superam em perfeição as criaturas visíveis (CIC §330). A perfeição dos anjos não permite, no entanto, que eles penetrem nossas consciências; temos que manifestar-lhes as nossas necessidades, mas basta falar com eles mentalmente, e nos entenderão. O fato de os anjos serem pessoas nos faz ver que são capazes de relações de amizade e de fraternidade com pessoas humanas. Os santos anjos são nossos amigos. Seria bom se cultivássemos essa amizade frequentemente, conversando com eles, pedindo a sua proteção e agradecendo seus favores. Nessas angélicas relações amistosas, o nosso anjo da guarda ocupa o primeiro posto: é o anjo que mais deveria ser tratado por nós.

A Primeira Hierarquia: Serafins – Querubins – Tronos
Representa Deus nas suas Perfeições mais íntimas: Amor ardente, Luz viva, Santidade inalterável.

A Segunda Hierarquia: Dominações – Virtudes – Potestades
Representa Deus na sua Soberania sobre todas as criaturas: Poder sem limites, Força irresistível, Justiça imutável.

A Terceira Hierarquia: Principados – Arcanjos – Anjos
Representa Deus nas suas ações: sábio Governo, sublimes Revelações, constantes testemunhos de Bondade.


A devoção aos anjos não contraria a centralidade de Cristo

Todos os anjos estão ao serviço de Cristo, e é uma honra para eles servir a Jesus e a todos os seres humanos por amor ao Deus Uno e Trino. O Catecismo da Igreja destaca esse serviço humilde e eficaz a Cristo e a toda a Igreja (Cat. 333-335).

Os santos foram muito devotos dos anjos. São Josemaría Escrivá, por exemplo, deixava que o seu anjo da guarda contasse o número de orações e mortificações que ele ia fazendo, tinha-o presente nos trabalhos apostólicos que realizava, chamava-o “Relojoeirinho” (porque era muito pontual em despertar-lhe e até consertou-lhe um relógio numa ocasião!), dedicava as terças-feiras a tratá-lo mais intensamente, rezava ao anjo da guarda de alguém com quem queria conversar ou escrever-lhe uma carta; viu o Opus Dei no dia 2 de outubro de 1928, Festa dos Anjos da Guarda; confiou os diversos trabalhos dessa nova fundação a cada um dos arcanjos. O livro “Caminho”, um verdadeiro clássico moderno da espiritualidade cristã católica, indica nove pontos seguidos à devoção aos anjos. Como São Josemaría, poderíamos elencar vários outros santos cuja devoção aos anjos nos anima a ser mais amigos desses celestes espíritos.

Os anjos estão presentes na Liturgia da Igreja, muito especialmente quando a Santa Missa é celebrada. Os textos litúrgicos fazem referências a esses celestes adoradores de Deus. O “Glória a Deus nas alturas” foi uma oração entoada por eles (cfr Lc 2,13-14). As Orações Eucarísticas, na sua primeira parte (prefácios), terminam “com os anjos e os arcanjos e com todos os coros celestiais” cantando o hino da glória de Deus que é o “Santo, Santo, Santo”, Hino dos Serafins (cf. Is 6).

Na Oração Eucarística I ou Cânon Romano, a Oferenda é levada ao Deus Todo-Poderoso “per manus sancti angeli”, ou seja, pelas mãos do santo anjo. São Beda dizia que “da mesma maneira que vemos como os anjos rodeavam o Corpo do Senhor no sepulcro, devemos crer que estão fazendo a corte a Jesus na consagração”.

Enfim, toda a vida do novo Povo de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, recebe a proteção dos anjos. Nós, membros da Igreja, podemos e devemos intensificar a nossa devoção a esses celestiais guardiões da nossa fé, esperança e caridade, do nosso trabalho pela causa de Deus e do nosso caminho rumo ao Céu. Sejamos gratos aos nossos anjos da guarda e, sobretudo, agradeçamos ao Senhor por esses angélicos companheiros.


Referências bíblicas

• Gênesis 3, 24: Querubins;
• Isaías 5, 2: Serafins;
• Ezequiel 10, 3: Querubins e Tronos;
• Daniel: Miríades Angélicas, Gabriel e Miguel;
• Tobias: Rafael;
• 2 Macabeus: Exércitos Celestes, Miguel;
• 1 Tessalonicenses 4, 16: Arcanjo;
• Romanos 8, 38: Anjos, Principados, Potestades;
• 1 Coríntios 15, 24: Principados, Dominações, Potestades;
• Efésios 1,21: Principados, Potestades, Virtudes, Senhorias ou Dominações;
• Efésios 3, 10: Dominações e Potestades celestes;
• Efésios 6, 12: Principados e Potestades;
• Colossenses 1, 15: Tronos, Dominações, Principados e Potestades;
• Colossenses 2, 10: Principados e Potestades;
• Colossenses 2, 15: Principados e Potestades;
• 1 Pedro 3, 22: Anjos, Principados e Potestades;
• Judas 9: Arcanjo Miguel;
• 2 Pedro 10, 11: as Glórias;
• Hebreus 12, 22: exército incontável de Anjos;
• Apocalipse: os Sete Anjos, Miguel, os Vigilantes, etc.

____
Fonte:
Adaptado do artigo do Pe. Françoá Costa, disponível em
http://www.presbiteros.com.br/site/o-misterio-dos-anjos-quem-sao-eles/
Acesso 25/11/014
__________________
Referência bibligráfica:
• A. VACANT, “Ange”, in F. VIGOUROUX (ed.), Dictionaire biblique, I,1 A, Paris : Letouzei et Ané, 1895, pp. 576-590.
• A. V. de PRADA, O Fundador do Opus Dei (3 volumes), São Paulo: Quadrante, 2004.
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, n. 325-336.
• F. F. CARVAJAL, Antología de textos para hacer oración y para la predicación, Madrid: Palabra, 1983, pp. 85-95.
• J. DANIÉLOU, O Mistério do Advento, RJ: Agir, 1958.
P. B. CELESTINO, Os anjos, São Paulo: Quadrante.
• O artigo de P. B. CELESTINO, “Os anjos e o nosso anjo” se encontra em http://www.quadrante.com.br/ sessão “artigos >> doutrina e teologia” (visitada no dia 26/09/2010). • P. M. GALOPIN, “Ángel”, in P.-M. BOGAGERT e outros (responsáveis), Diccionario Enciclopédico de la Biblica, BARCELONA: HERDER, 1993, 73-76.
www.ofielcatolico.com.br

Pais são presos por não aceitarem "ideologia de gênero"

O casal Eugen e Luise Martens pode perder a liberdade porque sua filha se negou a participar das aulas obrigatórias de “educação sexual”


Eugen e Luise Martens

O QUE ESTÁ ACONTECENDO com o mundo? Satanás está solto e furioso? Os sinais dos últimos tempos realmente parecem mais do que claros. Vemos igrejas, símbolos religiosos e a própria Eucaristia sendo profanados de maneiras como nunca antes. Cristãos são perseguidos, flagelados, crucificados, mortos.

O socialismo, antes abertamente condenado pela Igreja (e nas aparições reconhecidas de Nossa Senhora), e que muitos consideram um mal debelado, agora se manifesta sob a sua forma mais tenebrosa: a cultura marxista, que parece tomar conta do mundo inteiro, com sua bandeira de ódio a Cristo, à família e a toda moralidade cristã erguida cada vez mais alto. Trema diante do caso desta família, lançada na cadeia por não querer que suas crianças sejam doutrinadas pelo Estado na ideologia de gênero, que sustenta que não existem diferenças reais entre os sexos, que seriam apenas meros construtos sociais, e que os pequenos precisam "escolher" se vão querer viver como meninos ou meninas.

Enquanto o Brasil, até aqui, resistiu bravamente à implantação legal da ideologia de gênero, alguns fatos ocorridos fora do continente podem ajudar a esclarecer ainda mais de que se trata essa grande farsa, concebida para destruir a sociedade, a família e o próprio homem.

Na Alemanha (num pequeno município da Renânia, Norte-Vestfália), um casal, pai de nove filhos, está ameaçado de perder a liberdade, simplesmente porque sua filha se negou a participar das aulas de “educação sexual” previstas para a escola primária(!). A polícia alemã já encarcerou Eugen Martens, em agosto de 2013, e só não prendeu ainda sua esposa, Luise, porque ela está amamentando o filho mais novo (veja matéria na íntegra). O agente policial que visita a família, no entanto, garante: “O escritório da promotoria fará aplicar a decisão do juiz”. Ou seja, mais dia menos dia, também a mãe será presa.

É verdade que, na Alemanha, “a escola é obrigatória, e se uma criança falta às aulas, a escola tem obrigação de denunciar os pais e o tribunal pode multar essa família”. Mas, até aqui, o casal não se tem mostrado negligente em relação à educação de suas crianças: elas têm ido à escola regularmente. Qual o crime cometido por Eugen e Luise? Apenas a filha recusando-se a receber aulas de gênero.

As aulas da chamada “educação sexual” têm um conteúdo perverso, como conta Mathias Ebert, fundador da Associação Besorgte Eltern (Pais Preocupados), fundada justamente para denunciar a corrupção dos seus filhos por parte do Estado: “Não só se ensina às crianças como funciona o sexo entre homens e mulheres, mas se coloca uma ‘variedade’ de práticas sexuais: sexo oral, anal e muito mais. A partir da escola primária, dizem aos meninos que o seu 'gênero' não está determinado, e que não podem saber se serão meninos ou meninas; que devem refletir”(!).

Ebert também afirma que a prisão da família Martens não é um caso isolado na Alemanha. “Não conheço o número exato de pais presos, mas só o pequeno grupo de pais da cidade de Paderborn tem passado, no total, 210 dias presos”, explica. “É um escândalo enorme, também, porque são justamente as crianças que querem sair da aula. Na cidade de Borken, por exemplo, em uma classe, a 'lição' perturbou tanto as crianças que seis delas desmaiaram”(!).


Filme produzido pela Associação Besorgte Eltern
sobre o caso de Eugen e Luise Martens


Não é preciso atravessar o oceano para descobrir uma situação tão ou até mais trágica do que essa. No Brasil, as escolas ensinam às crianças, desde a mais tenra infância, como acontece um ato sexual – chegam a fazer encenações ou demonstrações com objetos de plástico –, como usar um método anticoncepcional, como se masturbar etc. Com a ideologia de gênero, novas perversões estão sendo preparadas: além de aprender o sexo antinatural, as crianças precisariam questionar a própria “identidade” e, como nas escolas alemãs, ser levadas a “refletir” “se são meninos ou meninas”. Os pais "retrógrados" que não concordarem com tudo isso terão o mesmo fim de Eugen e Luise Martens: a cadeia.

É com esse enfoque que a Organização Mundial da Saúde trata da educação das crianças e adolescentes. O documento Standards for Sexuality Education in Europe ('Padrões para a Educação Sexual na Europa'), – após deixar bem claro que o seu "conceito de educação sexual” não tem nada a ver com “preparação para o casamento e para a família”1, – diz que a educação dos pais em matéria de sexualidade “é inadequada para a sociedade moderna”2, – como se coubesse ao Estado a decisão sobre a “medida de todas as coisas”, incluindo a educação de nossos próprios filhos(!).

Pensará a Igreja que a educação sexual não é importante? Pelo contrário: a Igreja reconhece a importância de que “crianças e os adolescentes (...) sejam formados numa educação sexual positiva e prudente, à medida em que vão crescendo”3. O que acontece na Alemanha, porém (e de igual forma em todo o Ocidente), é um desrespeito ao princípio da subsidiariedade. “A educação sexual, direito e dever fundamental dos pais, deve atuar-se sempre sob a sua solícita guia, quer em casa quer nos centros educativos escolhidos e controlados por eles”4, conforme o Papa João Paulo II. Ou seja, a sociedade e o Estado devem colaborar, na medida do possível, com a educação dos pais, e não o contrário. – São “os pais, que transmitiram a vida aos filhos, (...) seus primeiros e principais educadores”, e este direito-dever não só é essencial, mas também insubstituível e inalienável 5.

A fundação Besorgte Eltern tem realizado inúmeras manifestações na Alemanha, exigindo respeito não só ao papel primordial dos pais na formação de seus filhos, como à própria integridade das crianças. “Que não se deturpe os sentimentos das crianças”, pede Mathias Ebert. “Está claro que, se deixaram as aulas, é por causa do clima que respiram em casa. Mas isto é errado? É errado que um menino tenha determinados valores, transmitidos por sua família, e viva com base neles? Creio que não”.


** Não deixe de assistir, abaixo, ao documentário norueguês (2010) que desmontou de uma vez a polêmica e absurda "teoria do gênero", tão querida pelo movimento revolucionário (e pelo nosso atual governo). O vídeo mostra a luta de uma ideologia fabricada contra a mais pura e evidente realidade. – As pesquisas mostram como a suposta "igualdade de gênero" é um mito que não passa por absolutamente nenhum crivo científico.



_______
Referências:
1. Standards for Sexuality Education in Europe, p. 12
2. Ibidem, p. 21
3. Gravissimum Educationis, 1
4. Familiaris Consortio, 37
5. Ibidem, 36
www.ofielcatolico.com.br

Pela Santa Missa agradecemos dignamente a Deus todos os benefícios (Excelências da Santa Missa – VIII)


Leia o primeiro capítulo

Por S. Leonardo de Porto-Maurício, da Ordem dos Frades Menores

S. Leonardo de
Porto-Maurício
A TERCEIRA DÍVIDA ou obrigação é a do reconhecimento pelos benefícios de que nos cumulou carinhosamente nosso DEUS. Computai todos os favores que dele tendes recebido, os bens da natureza e da Graça, o corpo, a alma, os sentidos, as faculdades, a saúde, a vida... A própria Vida, enfim, de seu Filho JESUS, e a Morte que por nós sofreu, elevam além de qualquer medida a divida de gratidão que temos para com DEUS. Como poderemos agradecer-Lhe suficientemente?

Se, duma parte, a lei da gratidão é observada mesmo pelos animais selvagens, que às vezes mudam sua ferocidade em afeição àqueles que lhe fazem bem (como quando recebem alimento ou um afago carinhoso), quanto mais deverá ser ela observada entre os homens, dotados de razão e tão prodigiosamente favorecidos pela liberalidade de DEUS! Doutra parte, porém, nossa miséria é tão grande que não temos sequer o meio de satisfazer pelos menores benefícios recebidos de DEUS. Pois o menor de todos, provindo das Mãos de tão grande REI e acompanhado dum Amor infinito, adquire um preço infinito e nos obriga a um reconhecimento também infinito. Infelizes que somos! Se não podemos suportar o peso de um só benefício, como poderemos arcar com o fardo de Graças inumeráveis?

Sendo assim, portanto, estaremos destinados à triste contingência de viver e morrer ingratos para com nosso Benfeitor. Consolai-vos, porém, pois o meio de dar ações de graças suficientes ao Boníssimo DEUS nos é ensinado pelo rei Davi, que, contemplando com espírito profético o Divino Sacrifício, confessava que só ele bastava para dar a DEUS ações de graças adequadas. "Quid retribuam Domino pro omnibus quae retribuit mihi?", perguntava. “Que retribuirei ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito?”

E responde: Calicem Salutaris, ou, segundo outra versão: Calicem Levabo! “Elevarei ao Céu o Cálice do Senhor”, isto é, oferecer-Lhe-ei um Sacrifício que será infinitamente agradável, e com o qual somente satisfarei a minha dívida por tantos e tão grandes benefícios.

Acresce que este Sacrifício foi instituído pelo nosso Redentor, principalmente para este fim, quero dizer, para reconhecer a divina Munificência e agradecer-Lhe, e por isso chama-se Eucaristia por excelência, o que significa “Ação de Graças”. Ele mesmo nos deu o exemplo, quando na Última Ceia, antes de pronunciar nessa primeira Missa as palavras da Consagração, elevou os olhos ao céu e deu graças a seu PAI: "Elevatis oculis in caelum, tibi gratias apens fregit".

Ó divina Ação de Graças, que nos descobre o fim sublime para que foi instituído este augusto Sacrifício, e nos convida a conformar-nos a nosso Chefe, a fim de que sempre, ao assistir à Santa Missa, saibamos servir-nos de tão grande Tesouro, oferecendo-o em ação de graças a nosso soberano Benfeitor, e associando-nos ao Paraíso todo, à Santíssima Virgem, aos Anjos e Santos, que se enchem de alegria ao ver-nos render a nosso adorável DEUS este Tributo de reconhecimento!



A venerável Irmã Francisca Farnese vivia em contínuos tormentos de Amor, por se ver inteiramente cumulada de Benefícios divinos, sem encontrar o meio de depor tão pesado fardo, dando ao Senhor um reconhecimento suficiente. Certo dia apareceu-lhe a Santíssima Virgem e, depondo-lhe nos braços o Divino Infante (!), disse-lhe: “Toma-O, Ele é teu, e saibas dele servir-te, pois com Ele pagarás todas as tuas dívidas.”!

Ó bem-aventurada Santa Missa, graças à qual o Filho de DEUS é depositado, não em nossos braços, mas em nossas mãos e em nosso coração! Uma Criancinha nos é dada, a fim de que dela nos sirvamos, e não há dúvida de que com ela possamos solver completamente a Dívida de reconhecimento que temos para com DEUS. Mais ainda: se bem refletirmos, na Santa Missa damos, de certo modo, a DEUS algo mais do que Ele nos deu: pois DEUS PAI nos deu somente uma vez o seu Divino FILHO, na Encarnação, enquanto nós lho damos sem cessar neste Santo Sacrifício.

De modo que parece o sobrepujamos, por assim dizer, se não no próprio Dom, pois maior não pode haver que o FILHO de DEUS, mas ao menos em aparência, renovando tantas vezes o mesmo Dom!

Ó imenso, infinito DEUS! Ó DEUS, Fonte do Amor! DEUS todo Amor! Quem dera pudéssemos ter uma infinidade de línguas para agradecer-vos pelo incalculável Tesouro que nos destes, instituindo a Santa Missa! E vós, que fazeis? Abristes enfim os olhos para reconhecer tão preciosíssimo Tesouro? Se, no passado, Ele foi para vós como um Tesouro Oculto, agora que começais a conhecê-lo, não exclamais transportados de admiração: Oh! Que admirável Tesouro! Que imenso Tesouro!

** Ler o nono capítulo 

___
Fonte:
MAURÍCIO, Leonardo de Porto. As Excelências da Santa Missa, conforme a ed. romana de 1737 dedicada a S.S. o Papa Clemente XII
www.ofielcatolico.com.br

Alguns esclarecimentos essenciais sobre catolicismo

O LEITOR RONALDO Gomes enviou-nos um longo comentário, com uma série de questões importantes. Este post contém os diversos pontos apresentados pelo leitor, organizados, seguidos de nossas respostas. A maioria das questões abordadas já foram respondidas neste blog em postagens específicas; mesmo assim, nunca é demais reforçar e reafirmar as verdades da fé, principalmente para quem ainda não as conhece.



Caríssimo Ronaldo, assim como você, eu um dia tive as mesmas dúvidas que você agora nos apresenta, E sei que muitos outros "evangélicos" também as têm. Creio que você tem boa vontade e um desejo sincero de conhecer a verdade, e lá no fundo da alma percebe que ainda não chegou a essa Verdade, sente e sabe que alguma coisa falta. Por isso é que você procura o debate, procura compreender sempre mais. Conheço muitos ditos "evangélicos" honestos e sinceros em sua fé. Mas os "pastores" incutiram tanto preconceito em suas mentes que fica difícil enxergar a realidade com nitidez, até acerca de algumas realidades bem óbvias.

Eu também era assim: já fui "evangélico", "batizado" na igreja batista (na realidade um tremendo absurdo, pois eu já havia sido batizado em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo há muito tempo, e a ideia de re-batismo configura a heresia chamada donatista), e participava ativamente em cultos e ações de diversas denominações. Ia aos cultos com muita fé, lia a Bíblia com seriedade e realmente buscava a Deus de boa vontade. Mas as pregações fundamentalistas e os tais "cursos bíblicos" que fazia me cegavam o espírito, e era como se eu pulasse todas as passagens das Sagradas Escrituras que mostravam que as minhas crenças estavam completamente equivocadas.

Assim como você, eu também não aceitava, de maneira nenhuma, que a Igreja Católica fosse a primeira e única Igreja de Jesus Cristo. Eu tinha deixado entrar em minha mente e em minha alma essa mentira absurda de que católicos são "idólatras", que "adoram" imagens e santos, que Maria era "uma mulher como outra qualquer", o Papa a besta do Apocalipse, etc, etc.

Mas Deus abriu meus olhos, em sua infinita Misericórdia, e Jesus Cristo mesmo, inclusive com sinais maravilhosos, praticamente me forçou a retornar à sua Igreja, que é Católica e Apostólica, e cuja sede primacial está em Roma. Fui praticamente obrigado a aceitar a imensa Graça de pertencer ao seu Corpo Místico neste mundo, do qual é Ele próprio a Cabeça.

Lá vou eu mais uma vez tentar esclarecer as mesmas dúvidas, e gostaria que você soubesse que peço realmente a Deus por sua vida, que a Luz divina brilhe em sua mente e em sua alma clareando seus caminhos; que brilhe em seu espírito como brilhou para mim, mesmo eu não merecendo.

Às vezes preciso ser firme nas minhas colocações, mas o meu sentimento para com todos os protestantes sinceros é o de irmão. Amo a todos profundamente, com amor fraterno, e por isso às vezes me exaspero no meu zelo em fazê-los compreender os enganos que aceitam como verdade, – como eu também um dia aceitei.

Vou respondendo à sua mensagem ponto a ponto, tópico por tópico, poque você coloca muitas questões importantes:


1. Deus condena as imagens? Deus condena os ídolos, e mesmo tendo mandado Moisés confeccionar, em bronze, a imagem de uma serpente (Nm 21,5-9), essa imagem teve de ser depois destruída. Por quê?’

Começo dizendo que, para entender a insistente questão das imagens, – se elas são condenadas ou não por Deus, – simplesmente não importa o que aconteceu, depois, com a serpente de bronze. Isso não tem importância absolutamente nenhuma. Nenhuminha! É muito comum isto acontecer: quando um católico dá o exemplo da serpente de bronze, para demonstrar que Deus não proíbe imagens, o "evangélico" responde: "Mas a serpente foi destruída, por causa da idolatria!"... Pois eu insisto que isso não tem nada a ver com a questão.

O que importa, neste caso, é que foi Deus quem mandou fazer a imagem, e era uma imagem para uso cultual. Por meio daquela imagem, Deus operou a cura no povo. Portanto, se Deus mesmo manda fazer imagens, vemos que o uso das imagens não é assim radicalmente proibido, nem é pecado. Ao contrário, estamos vendo com toda a clareza que é estimulado por Deus. Não há, então, nenhum problema no uso das imagens em si, e quando Deus proíbe as imagens no Livro do Deuteronômio (5,8), está evidentemente se referindo a um tipo específico de imagem.

Logo, se a imagem da serpente foi depois destruída, este é um outro problema, uma outra questão, completamente diferente. Sim, a imagem da serpente precisou ser destruída, conforme relata o texto sagrado, porque o povo já prestava culto à imagem em si, colocando-a no lugar de Deus, assim como no caso do bezerro de ouro. E então já começava a ocorrer, neste caso sim, idolatria à uma imagem por si mesma. Entenda, por favor, que isso não tem absolutamente nada a ver com as imagens usadas nas igrejas católicas.

Citamos o caso específico da serpente, mas existem diversos outros exemplos de imagens que foram feitas conforme a Vontade de Deus, descritas na Bíblia. Como se pode dizer que Deus condena as imagens, se Ele mesmo mandou que se confeccionassem dois querubins para serem colocados sobre a Arca da Aliança, e era por meio dela que o SENHOR se manifestava? Como se pode dizer que Deus condena as imagens, se Ele mesmo ordenou que se construísse o seu Templo repleto de imagens, – esculpidas, entalhadas, fundidas, bordadas... Imagens de anjos, de flores, de palmas, de bois, de leões, de querubins com asas, alguns com duas faces, e muitas outras mais? – Tudo isso está na Bíblia (veja aqui). 

Então, será que Deus diz uma coisa em uma parte da Bíblia, e logo depois se contradiz numa outra parte? Não. Nós é que precisamos pedir por discernimento, para entender a Verdade. Vemos claramente que as imagens que a Bíblia condena são as imagens dos ídolos, isto é, dos falsos deuses, as imagens pagãs que eram adoradas no lugar do único Deus Vivo, Criador e Todo-Poderoso. As imagens católicas não são ídolos, – e quem diz o contrário mente, servindo ao pai da mentira, – porque representam somente anjos de Deus, santos de Deus e o próprio Jesus Cristo, Filho de Deus. Procure o quanto quiser, você jamais encontrará a imagem de algum deus pagão numa igreja católica. Então veja e compreenda, de uma vez por todas, que você está confundindo coisas que são completamente diferentes.

O vocábulo "ídolo" vem do latim idolus, que deriva do grego eidolon. Significa, literalmente, imagem ou objeto inanimado ao qual se atribui vida e poder próprios. Veja como é totalmente impossível classificar como ídolos, isto é, como deuses pagãos, as imagens católicas.

Nós, católicos, não cremos que os santos sejam os nossos salvadores, nem os criadores do Universo e nem os juízes dos vivos e dos mortos. Por isso, os santos, nossos irmãos no Céu, não podem receber culto de latria, isto é, de adoração, que é devida somente a Deus. Esta é a doutrina católica, que está no Catecismo da Igreja Católica e em todos os documentos oficiais da Igreja, e de todos os Papas de todos os tempos.

Não há como se argumentar quanto a isto, porque é fato objetivo, facilmente demonstrável, e contra fatos não existem argumentos. Se você me mostrar em qualquer documento católico uma linha, ou uma vírgula sequer, dizendo que devemos "adorar" as imagens, eu deixo de ser católico na mesma hora. Isso simplesmente não existe. Então, quando um "pastor" chama um católico de "idólatra", ele está sendo maledicente, caluniador e mentiroso. Como falei acima, está servindo a satanás, que é o pai da mentira.

Para encerrar de vez este assunto, no livro de Ezequiel, cap. 41, também há menções ao uso de imagens no culto a Deus, novamente citando querubins, anjos com duas faces, leões, etc. Veja bem que a descrição é feita pelo profeta Ezequiel, um dos que mais condenou a idolatria no seu tempo. Ele condena as imagens dos ídolos, mas menciona a presença das imagens no Templo de Deus como coisa perfeitamente normal, e parece que o faz até com certo orgulho pelo Templo ricamente ornamentado, pela maneira como o descreve em detalhes.

Percebe, então, como nem toda imagem é condenada por Deus? Que, ao contrário, as imagens sempre foram usadas no culto a Deus, e como a Bíblia o demonstra claramente? 


2. Muitos católicos dão mau exemplo, observam devoções estranhas, exageram no uso das imagens...’

Essa discussão sobre imagens e devoção aos santos nos leva a um outro assunto, cujo esclarecimento é muito importante. Acontece que nem todos os católicos são santos, e nem todos são instruídos. Existem no catolicismo, – assim como em qualquer outra religião, – pessoas ignorantes, que não tiveram boa formação. Há muita gente extremamente simples na Igreja, e também existem muitos católicos simplesmente infiéis, que praticam o sincretismo religioso, – um grave pecado.

E acontece também que nem todos aqueles que se declaram "católicos" o são, de fato. Por isso é que existem, sim, pessoas que exageram em certas devoções, confundem as coisas, não compreendem o papel e a função dos santos e das imagens, nem o que significa a comunhão dos santos, o que significam em nossa fé. Mas nada disso representa a Igreja, pois, como é claro, a Igreja não pode ser representada pelas pessoas que não praticam aquilo que ela ensina.

Você me mandou o link de um vídeo, até bastante conhecido, de um padre que perde a calma com uma senhora que interrompia a cerimônia do Batismo a todo instante, e que num dado momento chega a chamá-lo de "palhaço". O que tem isso a ver com o assunto que estamos discutindo? Ele falhou, sim, ao reagir de modo agressivo, mas quem disse que o padre é um ser humano perfeito, impecável, infinitamente paciente? Que ele nunca pode perder a calma, não pode falhar, não pode pecar? Ora, o padre também é humano, sujeito a errar e a pecar. Não preciso dizer que eu também posso lhe mostrar dúzias de vídeos de "pastores evangélicos" fazendo e dizendo tremendos absurdos, e até bêbados, violentos... Um famoso é aquele que achou que leu na Bíblia que deveria fazer sexo com a esposa de um pobre coitado que frequentava a sua "igreja" (você pode ver aqui, se quiser)...

Outro vídeo que você me mandou mostra uma imagem sacra que cai do andor e se quebra, e o outro é uma procissão de Semana Santa, com o tradicional encontro da imagem de Jesus carregando a cruz, "Nosso Senhor dos Passos", e Nossa Senhora que sofre, chamada "Nossa Senhora das Dores". Bem, eu já expliquei porque as imagens católicas não são ídolos.

Ainda sobre isso, é interessante você saber que muitas igrejas protestantes também fazem uso de imagens, muitas até bem parecidas com as da Igreja Católica, como na luterana, na adventista e até mesmo em igrejas "evangélicas" surgidas mais recentemente. Você poder ver algumas fotos dessas imagens neste link.


3. Por que neste blog o termo evangélicos é usado entre aspas? Por que se afirma que a palavra mais certa é protestantes?’

A palavra mais correta seria, sim, protestante, embora existam imensas diferenças entre as igrejas ditas protestantes históricas e as novas comunidades ditas "evangélicas". Por quê? Porque no tempo de Lutero só existiam a Igreja Católica e a Ortodoxa, – sendo que ambas professam a Sucessão Apostólica e têm a Tradição dos Apóstolos como regra de fé. – Até então, para ser cristão, era preciso ser católico ou ortodoxo. Lutero, no século XVI, começou um movimento de protesto contra a Igreja, por entender que era preciso começar uma "nova igreja", que negava a autoridade do sucessor de Pedro e a Tradição dos Apóstolos, tendo como regra principal a sola scriptura, a doutrina que você observa e que diz que somente a Bíblia serve como regra de fé e prática.

A partir daí, começaram a surgir divisões e mais divisões, e subdivisões, e subdivisões das subdivisões, como continua ainda hoje... Pois, se a única regra é a Bíblia, cada um interpreta "do seu jeito", e está feita a confusão. Umas "igrejas" pregam a teologia da prosperidade, outras a condenam; umas admitem o divórcio, outras não; umas batizam por imersão, outras por aspersão; umas admitem "pastoras", outras não; etc, etc, etc... E todas acham que observam a Bíblia, que são conduzidas pelo Espírito Santo. 

Ora, se o mesmo Deus estivesse orientando todas essas "igrejas", deveriam estar todas falando a mesma língua, ensinando a mesma coisa, pois Deus é um só, e um Reino não se divide contra si mesmo, como disse Jesus.

Alguns "evangélicos" argumentam dizendo que as diferenças estão apenas nos detalhes, que os fundamentos da fé são iguais em todas as igrejas "evangélicas". Mas isso simplesmente não é verdade. O caso da "teologia" da prosperidade é um ótimo exemplo: se eu creio que Deus abençoa com prosperidade àqueles que lhe são fiéis, então o meu modo de vida será de um jeito determinado, isso vai definir o meu comportamento e a minha maneira de me relacionar com Deus. Além disso, o meu estado de vida material servirá como parâmetro para que eu saiba se estou sendo realmente fiel, se sou um bom cristão ou não. Se eu continuo pobre, então não estou fazendo o que deveria fazer. Posso chegar ao ponto de crer que não devo ajudar os pobres, porque isso seria desvio de recursos, como ensina o "pastor" R. R. Soares (veja aqui). Claro, se Deus dá abundância material e vitória financeira a quem lhe é fiel, eu não tenho mesmo que ajudar ninguém, porque quem não tem dinheiro é porque não é fiel a Deus e não merece ajuda.

Por outro lado, se eu não aceito este tipo de doutrina, o meu comportamento será totalmente diverso. Passo a entender a fé e a enxergar a vida de um modo completamente outro; meus modos, posturas e ações serão de outra natureza. Posso chegar ao ponto de um S. Francisco de Assis, que dava graças a Deus pela "irmã pobreza", confiando plenamente no que Jesus diz no Evangelho segundo Lucas (6,20-21). Veja que adotar ou rejeitar esse tipo de crença não é apenas um detalhe, ao contrário: é algo que vai moldar integralmente o meu modo de vida.

Do mesmo modo, eu poderia falar da questão do divórcio, que algumas igrejas “evangélicas” não admitem, baseadas em Malaquias 2,16, Gênesis 2,24 e Mateus 19,6. Outras igrejas “evangélicas” admitem o divórcio em alguns casos, como quando há imoralidade sexual envolvida, e para isso citam Mateus 19,9. Existem também algumas outras bem mais liberais, que simplesmente usam (nas palavras da introdução da Bíblia NVI) de “interpretações menos rígidas”...

Eu poderia também falar da questão do batismo infantil, que algumas igrejas praticam, buscando como sempre legitimar a sua opção na interpretação de uma série de passagens do Antigo e do Novo Testamento (veja aqui) e outras não admitem em hipótese alguma. Encontrei até um fórum de discussão com um debate infinito entre “evangélicos” a respeito deste assunto, alguns defendendo o batismo infantil e outros o condenando com veemência, e – surpresa! – todos acreditam piamente que estão fundamentados na Bíblia.

Eu poderia ainda falar das igrejas “evangélicas” que guardam o sábado, enquanto outras guardam o domingo, e outras ainda que não guardam dia nenhum; poderia falar das igrejas que praticam a chamada “santa ceia”, porque Jesus assim ordenou (Lucas 22,19), e das que simplesmente não praticam, porque interpretam a ordem divina de algum outro modo; poderia falar das igrejas que não aceitam mulheres como “pastoras” ou “bispas”, baseadas na Bíblia (I Timóteo 2,11-12), e das outras que não só aceitam como até têm mulheres como líderes; poderia falar das “igrejas” que pregam que o Batismo é uma condição necessária para a salvação, baseadas em Marcos 16,16, e das que dizem que não é, baseadas em Lucas 23,43 e outros...

Veja bem, mais uma vez, que eu não estou falando de detalhes, de costumes que não fazem diferença na vida prática cristã. Estou falando de questões fundamentais, de temas que incorrem na própria salvação ou perdição da alma! E, também sobre estas, as igrejas “evangélicas” discordam entre si! Cada uma delas crê e prega sua própria verdade, baseada em quê? Na Bíblia? Claro e evidente que não, porque a Palavra de Deus não se contradiz. O problema acontece porque cada uma destas "igrejas" se baseia na sua própria interpretação particular da Bíblia. Apenas isso e mais nada. Consegue compreender isto? Será que tudo fica um pouco mais claro, agora?

Segundo dados oficiais, existem dezenas de milhares (!) de seitas ditas igrejas “evangélicas” diferentes no mundo, sendo que cada uma delas prega algo diferente, como acabamos de ver, algumas chegando ao extremo de aceitar e praticar o "casamento gay" (veja aqui) e promover o aborto (caso da Universal do Edir Macedo – veja aqui), e de pastores que incentivam seus fiéis a destruírem imagens católicas.

Por isso é que o Senhor deu autoridade aos Apóstolos, e incumbiu a Pedro de apascentar o seu rebanho, e confirmar os seus irmãos (Jo 21,15-17; Lc 22, 31-32). Se fosse para cada um ler a Bíblia, interpretar "do seu jeito" e começar uma nova Igreja, o Senhor não teria conferido autoridade aos seus Apóstolos, até para perdoar ou reter os pecados (Jo 20 22-23). Mas a própria Bíblia diz que é a Igreja a coluna e o sustentáculo da Verdade para o cristão (1Tm 3,15). Por isso é que o termo "protestante" é mais adequado. Todas as igrejas ditas "evangélicas" surgiram de um movimento de protesto, por isso denominado protestante.

É importante saber que, muitos séculos antes de surgir o protestantismo, o povo católico já era chamado de "povo evangélico". Isso porque "evangélico", evidentemente, vem de "Evangelho", e quem produziu, canonizou, preservou, e traduziu os Evangelhos foi a Igreja Católica.

Sim, se não fosse pela Igreja Católica nós não teríamos a Bíblia Sagrada, hoje. Logo, é totalmente incorreto chamar um grupo que surgiu depois de mais de mil e quinhentos anos de história da Igreja de "evangélico", como se fossem eles os doadores ou os seguidores do Evangelho. Nada mais equivocado. Nada mais injusto.


4. Enquanto protestante, eu fui humilhado por parentes católicos... ’

Se os seus parentes católicos lhe ofenderam de alguma forma, é claro que isso não tem nada a ver com a Igreja Católica. Tenho certeza que você consegue perceber isso. Eu já fui tantas vezes ofendido por "evangélicos" e espíritas, aqui mesmo neste blog, que já perdi as contas... Há histórias impressionantes de ex-"evangélicos" que chegaram a ser expulsos de casa por terem se convertido ao catolicismo (se quiser conhecer um caso interessante, assista este vídeo).

Pessoas se agridem, se humilham, se atacam umas às outras todos os dias, neste mundo. Isso não depende da religião de ninguém. Depende da educação de cada um e, no caso da religião, depende principalmente do quanto cada um é capaz de entender e praticar a sua própria fé. Nem todo católico é santo, como eu já disse, e nem todo protestante pratica aquilo que aprende em sua congregação.


5. Prefiro viver a minha fé em intimidade com Deus!

Só pode pensar algo assim quem nunca compreendeu nem vivenciou realmente a fé católica. Pertencer à Igreja de Cristo não quer dizer que não podemos ou não devemos cultivar uma experiência pessoal com Cristo. Aliás, a realidade é bem o contrário disso: nossa prática de fé se dá, em primeiro lugar, diretamente com Deus, nosso Criador. E não há intimidade maior com Deus, que seja possível aos seres humanos neste mundo, do que a participação na Sagrada Eucaristia, que é a Comunhão com o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.


6. Que sentido há no gesto de se percorrer um longo caminho de joelhos, e em outras formas de penitência que os católicos fazem? Esse não é o tipo de sacrifício que encontramos na Bíblia...’

Quando ao sacrifício particular, oferecido a Deus, São Paulo Apóstolo diz: "Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus" (Rm 12,1). Cada um oferece sacrifício a Deus da maneira que considera conveniente, conforme aquilo que há em seu coração, em conformidade com a sua consciência diante de Deus. Você pode julgar o que Deus aceita e o que não aceita, quando lhe é oferecido com pureza de alma, profunda devoção e amor sincero?


7. Se o Papa quer a Igreja Católica unida aos protestantes, deveria mandar por decreto que se tirassem todas as imagens de todas as igrejas católicas...’

O Papa não quer e nem deve querer a Igreja "unida aos protestantes". O que ele deve buscar é conduzir o povo de Deus aqui na Terra sob a Luz do Espírito Santo, em Cristo, com Cristo e por Cristo, e isso não significa abrir mão da Verdade para fazer as pazes com quem quer que seja.

Se o Papa mandasse abolir todas as imagens sacras para agradar aos protestantes, isso seria o mesmo que renegar toda a história da Igreja, repleta da Graça divina, pois desde o começo a Igreja Primitiva sempre utilizou as imagens para evangelizar os povos pagãos. Você já ouviu falar em arte paleocristã?

Pois é... A arte paleocristã estuda o conjunto de manifestações artísticas dos primeiros cristãos, que vem desde as origens da Igreja e ganhou cada vez mais força com a expansão do cristianismo. Desde o início, os cristãos fizeram uso de imagens no culto, e eu mesmo conheci um protestante que ficou muito admirado ao visitar a Terra Santa e ver relíquias antiquíssimas, que datavam dos primeiros séculos. Assim ele percebeu o quanto a tradição que ele seguia era diferente da Tradição dos primeiros cristãos: a Tradição Apostólica, que a Igreja Católica preserva e observa.

Veja mais sobre isso neste link. – Veja que estou indicando um site de pesquisa, não uma página católica.

Então, entenda: se o Papa simplesmente renegasse toda a História da Igreja, juntamente com o legado dos primeiros cristãos, a fé da Igreja primitiva, tudo isso só para ficar "de bem" com os protestantes, que não param de caluniar a Igreja, ele estaria simplesmente sendo infiel à fé cristã de sempre.


8. ‘Não encontro na Bíblia Maria subindo ao Céu...’

Não, a Bíblia não diz que Maria Santíssima foi assunta ao Céu. Isso é matéria de fé, faz parte da tradição da Igreja. Não vamos entrar neste assunto específico aqui, porque é extenso e merece um post exclusivo, e principalmente porque, antes, você precisa compreender um dos fundamentos da fé cristã.

Nós, católicos, não cremos somente e exclusivamente naquilo que está escrito literalmente na Bíblia, porque eleger Bíblia como única e exclusiva regra de fé seria contrariar a própria Bíblia. Sabe por quê? Porque a Bíblia mesmo diz que a Igreja é a Coluna e o Fundamento da Verdade para o cristão, e não as Escrituras isoladamente.

"Escrevo para que saibas como convém andar na Casa de Deus, que é a Igreja do Deus Vivo, a coluna e o fundamento da Verdade" (1 Tm 3,15). – Veja que a Bíblia cristã estava sendo escrita, pelos Apóstolos, para que soubéssemos como nos portar na Igreja! Percebe que a regra da nossa fé é a Igreja instituída por Jesus Cristo, e não a Bíblia sozinha? As Escrituras são sagradas para nós, sim, e são úteis para nos instruir, mas não são e nem nunca foram a única base, o fundamento exclusivo para os cristãos.

Nos primeiros séculos do cristianismo, na Igreja primitiva, a Bíblia simplesmente não existia ainda. Depois, durante longas eras, a grande maioria dos cristãos era constituída por analfabetos. Como se conduziam, então, os cristãos? Pela instrução da Igreja, a única Igreja que Cristo deixou e que tem dois mil anos de história: a Igreja Católica. 

O grande erro dos protestantes é pensar que a Bíblia é mais importante do que a Igreja. Não é! Jesus não escreveu nenhum livro; mas Ele fundou, diretamente, a sua Igreja neste mundo, e garantiu que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela (Mt 16, 18). Ocorre que a Bíblia é um livro, e mesmo sendo o Livro inspirado, cada indivíduo que a ler poderá elaborar sua própria e particular interpretação das Escrituras. Por isso existem milhares de "igrejas" que ensinam coisas diferentes, e todas elas dizem que a sua interpretação da Bíblia é a certa, como já demonstramos.

Depois de fundar a Igreja sobre Pedro, Jesus disse a este mesmo Pedro (líder dos Apóstolos, isto é, o primeiro Papa), que tudo o que ele ligasse na Terra seria ligado no Céu, e o que ele desligasse na Terra seria desligado no Céu (Mt 16,18). Essa é a autoridade que a Igreja possui na Terra, dada por Jesus Cristo. O Senhor ainda disse aos Apóstolos que os pecados que eles perdoassem seriam perdoados, e os que eles não perdoassem seriam retidos (Jo 20, 23).

Cristo não diz, em momento algum, que deveríamos seguir exclusivamente a Bíblia, ao contrário. E a própria Bíblia diz que devemos guardar não só o que foi escrito, mas também a Tradição da Igreja: "Então, irmãos, estai firmes e guardai a Tradição que vos foi ensinada, seja por palavras, seja por epístola nossa". (2 Ts 2, 15)

As epístolas dos Apóstolos formam a maior parte do Novo Testamento da Bíblia. Então vemos a própria Bíblia afirmando que devemos guardar não só a Escritura, mas também a Tradição: "Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a Tradição que de nós recebeu." (2 Ts 3, 6)

As tradições dos homens, a tradição dos antigos fariseus, foi substituída pela Tradição Cristã, a Tradição Apostólica: Tradição esta que inclui a própria Bíblia Sagrada Cristã, e que é preservada integralmente pela Igreja Católica Apostólica Romana.

† † †

Agradecemos pelas muitas perguntas, prezado Ronaldo, e rezamos para que a Luz divina ilumine continuamente o seu discernimento.
ofielcatolico.blogspot.com

Um homossexual fala sobre a "homofobia" da Igreja Católica

Cardeal Raymond Burke

Por Aleteia – Em um artigo da revista “Celebrate Life” intitulado “Saindo de Sodoma”, Eric Hess, um dos maiores ativistas gays da história dos EUA (Wisconsin), fala sobre sua experiência com o Cardeal Burke, chamado por alguns de "homofóbico" após a sua participação no sínodo dos Bispos sobre a Família.

EM SEU ARTIGO, Eric relata sua infância turbulenta (seu pai era dependente de álcool e violento), que o levou, “em meio à dor, a buscar o amor do meu pai nos braços de outros homens”. Após uma juventude de muita confusão afetiva (Eric situa, hoje, a causa das desordens sexuais, do direito ao aborto e dos direitos homossexuais na “mentalidade anticonceptiva predita em 1968 pelo Papa Paulo VI na ‘Humanae Vitae’”), em 1995, ele colocou em uma caixa sua Bíblia e todas as imagens religiosas que conservava da sua infância e as enviou ao bispo de “La Crosse”, Wisconsin, com uma carta na qual declarava sua renúncia à Igreja Católica.

“Para a minha surpresa, reconhece Eric hoje, o bispo Raymond Burke me respondeu com outra carta, na qual me dava a conhecer sua tristeza; disse que respeitava a minha decisão e que notificaria a paróquia na qual fui batizado. Afirmou que rezaria por mim e que desejava que chegasse o momento no qual eu me reconciliaria com a Igreja.”

No entanto, Eric (que, nessa época, era um dos ativistas gays mais atuantes de Wisconsin) lembra ter pensado: “Que arrogante!”. Depois, replicou ao bispo Burke com outra carta, acusando-o de assédio. “Meus esforços por desanimá-lo caíram por terra”, pois o bispo lhe enviou uma outra carta garantindo-lhe que não voltaria a escrever-lhe, mas que, se um dia ele quisesse se reconciliar com a Igreja, ele o receberia de braços abertos.

O tempo passou, mas “o Pai, o Filho e o Espírito Santo nunca desistiram de mim”, conta Eric, que então conversou “com um bom sacerdote”, cujas orações se uniram às do bispo.

Finalmente, “em 14 de agosto de 1998, a graça divina entrou na minha alma, em um restaurante chinês, junto ao meu companheiro de mais de 8 anos; naquela tarde, o Senhor me chamou ao tribunal da sua graça de cura: o santo sacramento da Penitência. O padre com quem eu havia conversado estava me esperando lá. Enquanto eu caminhava até ele, uma voz interior falou ao meu coração; era amável, radiante e clara dentro da minha alma. E me dizia: este sacerdote é a imagem do que você poderia chegar a ser, se voltar a mim”.

A caminho de casa, naquele dia, Eric disse ao seu companheiro: “Preciso voltar à Igreja Católica”. Mais tarde, ligou para o bispo Burke, “para que fosse o primeiro a ficar sabendo que eu estava voltando para a Igreja”. Então marcamos um encontro.

“Um mês depois da minha reconciliação com Deus e com a Igreja, entrei na sala do bispo e ele me abraçou. Perguntou-me se eu me lembrava de tudo aquilo que lhe enviei em uma caixa anos antes. É claro que eu me lembrava. Foi então que o bispo me devolveu a caixa, dizendo que ele sempre acreditou que eu voltaria.”

Vários anos se passaram, o bispo Burke participou do sínodo dos bispos sobre a família e recebeu algumas acusações de homofobia. Eric Hess confessa que o bispo de Saint Louis “é difamado pela sua fidelidade a Deus, à Igreja e às almas. Posso dizer que é um pastor de verdade, que para mim se tornou um pai espiritual, imagem do nosso Pai do céu”.

Realmente, isso é todo o contrário da imagem com que alguns querem identificar o cardeal Raymond Burke e às vezes até a Igreja em si.

______
Fonte:
Alfa y Omega, em
http://www.alfayomega.es/noticias_digital/2014/10/20141031_BurkeGay.php
Acesso 15/11/014

• Com o apostolado "Fratres in Unum"
ofielcatolico.com.br

Estado quer obrigar cristãos a celebrar "casamento" gay


UM CASAL DE protestantes em Coeur d'Alene, Estado de Idaho, EUA, abriu processo judicial contra as autoridades locais, que os têm ameaçado repetidamente, – com multa e até prisão!, – para que celebrem "casamentos" entre pessoas do mesmo sexo.

Donald e Evalyn Knapp (foto), um casal sexagenário de protestantes que realiza cerimônias de casamento em sua capela, foram repetidamente advertidos de que seriam processados e arriscariam incorrer em multa de prisão caso se recusassem a celebrar "casamentos" entre pessoas do mesmo sexo. As ameaças tinham como suposto fundamento uma lei regional que proíbe a discriminação pela orientação sexual.

O casal está sendo orientado legalmente pela Alliance Defending Freedom, organização engajada na defesa da liberdade religiosa frente à crescente pressão jurídica enfrentada por cristãos devido aos seus valores e princípios religiosos, ligados à defesa da vida humana desde a concepção e à sacralidade da família. O processo foi aberto para evitar o risco de que as autoridades locais possam puni-los com multa e até seis meses de cadeia, como haviam ameaçado.

† † †


No Estado de Nova Iorque, outro casal de protestantes, responsável por uma igreja, foi condenado em decisão judicial a pagar multa por ter se recusado a celebrar um "casamento" entre duas mulheres. 

O casal, acusado de "homofobia", já provou que não odeia nem discrimina, e inclusive demonstrou ter contratado funcionários declaradamente homossexuais, e e não poderia celebrar a união exclusivamente por questões não de discriminação, mas de princípios religiosos, – o que de modo algum pode caracterizar "crime de homofobia". 

Para o Estado de Nova Iorque, entretanto, isso não é suficiente. Cynthia e Robert Gifford (foto) foram condenados a pagar multa de US$13 mil por sua recusa em realizar a celebração em sua própria fazenda(!), onde moram há 25 anos, onde trabalham e criaram seus filhos.


       Diante de tais precedentes, podemos esperar, para um futuro muito próximo, uma tremenda intensificação da perseguição gayzista. Estamos a um passo de entrar num período de trevas profundas e terríveis perseguições, já que os princípios da doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo vêm sendo sistematicamente criminalizados pelos governos ao redor do mundo, a cada dia que passa.

_____
Fontes:
ACI/New York Post/Alliance Defending Freedom
ofielcatolico.com.br

Atos de Consagração ao Sagrado Coração de Jesus


Ato de Consagração da Família ao Sagrado Coração de Jesus
(Texto aprovado por São Pio X em 1908)

SAGRADO CORAÇÃO de Jesus, que manifestastes à Santa Margarida Maria o desejo de reinar sobre as famílias cristãs, viemos hoje proclamar vossa Realeza absoluta sobre a nossa família.

Queremos, de agora em diante, viver a vossa Vida; queremos que floresçam, em nosso meio, as virtudes as quais prometestes e, já neste mundo, a paz.

Queremos banir para longe de nós o espírito mundano que amaldiçoastes.

Reinareis em nossas inteligências pela simplicidade de nossa fé; em nossos corações pelo Amor sem reservas de que estamos abrasados para convosco, e cuja Chama manteremos pela recepção frequente de vossa divina Eucaristia.

Dignai-Vos, Coração divino, presidir as nossas reuniões, abençoar as nossas empresas espirituais e temporais, afastar de nós as aflições, santificar as nossas alegrias, aliviar as nossas penas.

Se alguma vez, algum de nós tiver a infelicidade de vos ofender, lembrai-vos, ó Coração de Jesus, que sois bom e misericordioso para com o pecador arrependido.

Quando soar a hora da separação, nós todos, os que partem e os que ficam, seremos submissos aos vossos eternos Desígnios. Consolar-nos-emos com o pensamento de que há de vir um dia em que toda a família, reunida no Céu, poderá cantar para sempre a vossa Glória e os vossos benefícios.

Digne-se o Coração Imaculado de Maria, digne-se o glorioso Patriarca São José, apresentar-Vos esta consagração e no-la lembrar todos os dias de nossa vida. Viva o Coração de Jesus, nosso Rei e nosso Pai!



Ato de Consagração Pessoal ao Sacratíssimo Coração de Jesus
(de Santa Margarida Maria Alacoque)

Eu, (seu nome), vos dou e consagro, ó Sagrado Coração de Jesus Cristo, a minha vida, as minhas ações, minhas penas e sofrimentos, para não querer mais servir-me de nenhuma parte do meu ser, senão para vos honrar, amar e glorificar. É esta a minha vontade irrevogável: ser todo vosso e tudo fazer por vosso amor, renunciando de todo o meu coração a tudo quanto vos possa desagradar!

Tomo-vos, pois, ó Sagrado Coração, por único Bem do meu amor, Protetor da minha vida, Segurança da minha salvação, Remédio da minha fragilidade e da minha inconstância, Reparador de todas as imperfeições da minha vida e meu Amparo seguro na hora da morte.

Sê, ó Coração de Bondade, a minha Justificação diante de Deus, Vosso Pai, para que desvie de mim a Sua justa Cólera.

Ó Coração de Amor, deposito em Vós toda a minha confiança, pois tudo temo de minha malícia e de minha fraqueza, mas tudo espero de Vossa Bondade. Extingui em mim tudo o que possa vos desagradar ou que se oponha à vossa Vontade.

Seja o vosso puro Amor tão profundamente impresso em meu coração, que jamais possa eu vos esquecer nem me separar de Vós. Suplico-vos que o meu nome seja escrito no vosso Coração, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e toda a minha glória em viver e morrer como vosso servo. Amém.



Fórmula de Consagração de toda a Humanidade ao Coração Sacratíssimo de Jesus
(Carta Encíclica 'Annum Sacrum', de Leão XIII)

Ó Dulcíssimo Jesus, ó Redentor do gênero humano, lançai um olhar sobre nós, humildemente prostrados diante do vosso Altar! Somos vossos e vossos queremos ser; e para podermos viver mais estreitamente unidos a Vós, eis que cada um de nós se consagra ao vosso Sacratíssimo Coração. Muitos, porém, já não vos conhecem; muitos, ao desprezar os vossos Mandamentos, repudiam-Vos. O Benigníssimo Jesus, tende piedade de uns e de outros; e atraí todos ao vosso Coração Santíssimo.

Oh Senhor, sê o Rei não só dos fiéis que não se distanciaram de Vós, mas também destes filhos pródigos que Vos abandonaram; fazei com que estes retornem à Casa Paterna o quanto antes para não morrerem de miséria e fome. Sê o Rei de todos os que vivem no engano do erro ou que por discordarem de Vós se separaram; chamai-os ao Porto da Verdade e da Unidade da Fé para que assim, em breve, não haja mais que um só rebanho sob um só Pastor.

Sê finalmente o Rei de todos os que estão envoltos nas superstições do paganismo e não recuseis tirá-los das trevas para traze-los à Luz do Reino de Deus.

Obtende, ó Senhor, a integridade e liberdade segura para a vossa Igreja; dai a todo o povo a tranquilidade da ordem; fazei com que de uma extremidade à outra da Terra ressoe esta única voz: “Seja louvado este Coração do qual provém a nossa salvação! A Ele a Glória e a Honra pelos séculos! Amém!”1






_____________________

Acadêmicos reagem à doutrinação socialista no ENEM

Clique para ampliar

RIO DE JANEIRO – Um conjunto de questões da prova de Ciências Humanas do último exame nacional de ensino médio (ENEM-2014) abriu um debate entre acadêmicos sobre o direcionamento ideológico e a doutrinação dos estudantes por meio do teste. O sociólogo Demétrio Magnoli (foto), que propôs a discussão, disse que algumas respostas tidas como "corretas" estão carregadas de ideologia antiamericana, de ódio à Imprensa e de ideias das políticas racialistas, todos pontos característicos dos governos da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula.

Pelo menos seis questões trariam esses vieses, segundo Magnoli e outros especialistas que se manifestaram publicamente. Como de costume (e como já se pôde observar fartamente na campanha eleitoral petista deste ano), os partidários do governo tentaram defender o tom da prova citando supostos trechos com matiz similar nas primeiras edições do exame, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que é disparado o "saco de pancadas" favorito dos esquerdistas tupiniquins... O fato óbvio é que, ainda que alguma coisa semelhante tenha acontecido no passado (embora esta seja uma afirmação no mínimo controversa), um erro não justifica o outro.

Bem mais plantado sobre a realidade objetiva dos fatos, Magnoli cita a questão em que um texto do filósofo Marcos Nobre versa sobre "política e conservadorismo brasileiros". Pelo gabarito divulgado pelo Ministério da Educação, a resposta "certa" é: “A característica do sistema político brasileiro (...) obtém sua legitimidade da sustentação ideológica das desigualdades sociais”.

"O que há de fundo nessa questão é que é preciso remodelar a sociedade, o que seria feito pelo poder público, a partir de um combate das ideologias difundidas pelos meios de comunicação", – defende Magnoli. – "O que está por trás é que existe uma clara conspiração para difundir uma certa visão de mundo. O que está aí é o núcleo de controle da mídia. Todas as edições do ENEM vão nessa linha".

Num artigo publicado na última segunda-feira no noticiário "O Globo", o sociólogo criticou questões referentes à "Comissão Nacional da 'Verdade' (sic)" e ao "Golpe de 1964", que transmitiram a ideia de que “a imprensa é má e o governo é bom”. Em relação às políticas racialistas, Magnoli fez ressalvas sobre os enunciados referentes à Frente Negra Brasileira e a um parecer do Conselho Nacional de Educação que instituiu o Ensino de "História e Cultura Afro-Brasileira e Africana" nas escolas.

Professora de História do tradicional Colégio Sacré-Coeur, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, Alice da Costa concorda com o sociólogo e criticou o que chamou de “caráter catequizante” das questões de Ciências Humanas:

"A prova apresentou questões de cunho ideológico, como um gesto de catequese ideológica, pelo qual os candidatos seriam forçados a se curvar à doutrina política do governo, repetindo exaustivamente a sua ideologia, sob pena de ficar excluído do ensino superior", – afirma. – "Essas questões que abordam políticas sociais adestram o candidato. De alguma forma, pretendem rebater e criticar os governos neoliberais do passado."


"Não é de hoje", diz pesquisador

Doutor em Ciência Política e pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (RJ), Simon Schwartzman (foto) elogia a análise de Magnoli e ressalta que a crítica se estende a edições anteriores do ENEM: "O texto do Demétrio é excelente, mas não surpreendente, por que não é de hoje que o ENEM inclui questões que supostamente avaliariam o pensamento crítico, mas, na realidade, só avaliam o 'politicamente correto' na visão de seus autores."

No Enem 2012, a polêmica girou em torno da prova de Linguagens. Como noticiado à época, pelo menos oito questões mostravam preocupação excessiva em defender o uso oral e coloquial da língua em detrimento da norma culta. No mesmo ano, candidatos receberam a nota máxima em redação apresentando textos com erros grosseiros como “trousse”, “enchergar” e “rasoavel”(!), além de desvios graves de concordância. Após a revelação na mídia e a indignação da sociedade, o MEC tornou os critérios de correção um pouco mais rigorosos. Na edição do fim de semana, havia duas questões sobre variação linguística. O professor Claudio Cezar Henriques, titular do Instituto de Letras da UERJ, critica esse tipo de abordagem:

"A equipe que elabora a prova de Linguagens é de sociolinguística(!), trabalha com variação linguística, não é de Português(!). A prova tem que usar textos e questões que envolvam a esfera acadêmica e a linguagem padrão contemporânea. Mas, às vezes, o texto traz no conteúdo uma ideologia dos interesses dos partidos políticos que comandam a banca do ENEM."

____
Fonte:
http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/academicos-atacam-doutrinacao-do-enem-14546063#ixzz3Ix9YbPZb
Acesso 13/11/014
ofielcatolico.com.br

Receba O Fiel Católico em seu e-mail