A Santa Missa é de grande auxílio para as almas do Purgatório (Excelências da Santa Missa XI)


Leia o primeiro capítulo

Por S. Leonardo de Porto-Maurício, da Ordem dos Frades Menores

S. Leonardo de
Porto-Maurício
PARA CONCLUIR esta instrução, refleti que não foi premeditadamente que eu disse anteriormente que uma única Santa Missa, tomada em si e em relação ao seu valor intrínseco, basta para esvaziar inteiramente o Purgatório e abrir a todas as almas, que lá se acham, as portas do Paraíso. Com efeito, este Divino Sacrifício vai em auxílio das almas dos falecidos, não só satisfazendo por suas dívidas como propiciatório, mas ainda obtendo-lhes a libertação, como impetratório. Isto decorrente claramente da conduta da Igreja, que não somente oferece a Santa Missa pelas almas sofredoras, como também insere orações para libertá-las.

Ora, a fim de excitar vossa compaixão por essas santas almas, sabei que o fogo em que estão mergulhados é tão devorador quanto o do próprio Inferno; tal é a opinião de São Gregório. Instrumento da Justiça Divina, ele age sobre as almas com tão grande ardor que lhes causa dores intoleráveis e superiores a todos os suplícios que jamais se pode ver, experimentar ou sequer imaginar aqui na Terra. Muito mais, porém, sofrem elas pela pena de dano, e é a privação da bem-aventurada Visão de DEUS. Elas experimentam, diz São Tomás, uma insuportável angústia, causada pelo desejo que têm de ver o Soberano Bem, desejo que não pode ser satisfeito.

Pois bem, consulta-vos intimamente e respondei à pergunta: Se vísseis vosso pai e vossa mãe a ponto de afogar-se num lago e que para salvá-los vos bastasse estender a mão, não seríeis levados, pela caridade e pela Justiça, a socorrê-los? E então! vedes com os olhos da Fé tantas pobres almas de vossos parentes próximos, queimando vivas num lago de fogo, e não quereis impor-vos um pequeno incômodo para assistir devotamente à uma Santa Missa em seu sufrágio! De que é feito o vosso coração?

Pois quem pode duvidar que a Santa Missa leve um grande auxílio a essas pobres almas? Quanto a isto, ouvi São Jerônimo. Ele vos dirá claramente que, ao celebrar-se a Santa Missa por uma alma do Purgatório, o fogo tão devorante que ordinariamente a consome, suspende sua ação e ela não sofre pena alguma enquanto dura o Sacrifício. Animae quae sunt in Purgatorio pro quibus solet sacerdos in Missa orare, ínterim nullum tormentum sentiunt dum Missa celebratur.

Além disso, afirma que, a cada Santa Missa, muitas almas ficam livres do Purgatório e voam para o Paraíso? Missa celebrata, plures animae exeunt de Purgatorio.

São Pedro Damião
(1007-1072)
Acresce que esta caridade, exercida em favor das pobres almas, redundará inteiramente em vosso proveito. Infinidade de exemplos poderia eu apresentar-vos em apoio desta afirmação. Contentar-me-ei com um fato perfeitamente autêntico, acontecido com São Pedro Damião. Criança ainda, ele perdeu o pai e foi recolhido na casa de um dos irmãos, que o tratava com muita desumanidade a ponto de deixá-lo andar descalço, em andrajos e lhe faltando tudo. Sucedeu que um dia o menino achou, na rua, uma moeda qualquer. Imaginai a sua alegria e como lhe pareceu ter achado um tesouro. Mas em que empregá-lo! A pobreza sugeria-lhe mil projetos. Por fim, depois de refletir longamente, decidiu dar o dinheiro a um sacerdote para que celebrasse uma Santa Missa pelas santas almas do Purgatório. Podeis acreditar: desde então a fortuna mudou para ele. Recolheu-o outro dos irmãos, mais compassivo, que o amou como um filho deu-lhe roupas convenientes, enviou-o à escola, contribuindo assim para que ele se tornasse esse grande homem e grande Santo, ornamento púrpuro e forte sustentáculo da Igreja.

Vede como uma única Santa Missa, encomendada com ligeiro sacrifício, se tornou para ele a origem de tão grande bem. Ó bem-aventurada Santa Missa! Que ajuda ao mesmo tempo os mortos e os vivos, que alcança graças para o tempo presente e para a eternidade. Essas santas almas são tão gratas a seus benfeitores, que chegando ao Céu, elas se constituem seus advogados e jamais os abandonam até que os vejam de posse da Glória. Foi o que verificou uma mulher de má vida em Roma. Inteiramente esquecida de sua salvação, não pensava senão em satisfazer suas paixões, e servia de agente de satanás para corromper a mocidade.

Já não fazia nenhuma boa ação, a não se encomendar quase todos os dias uma Santa Missa pelas almas do Purgatório.Oh! Essas almas, como se pode crer piedosamente, oraram tão bem por sua benfeitora, que um belo dia, tomada de profunda contrição de suas faltas, ela abandonou sua casa infame, foi prostrar-se aos pés de um zeloso confessor, fez sua confissão geral e pouco tempo depois morreu em consoladoras disposições, de modo que todos ficaram persuadidos de sua salvação eterna. Esta graça tão admirável foi atribuída à eficácia das Santas Missas que ela encomendava pelas lamas do Purgatório. Despertemos também nós, e não deixemos que os publicanos e as mulheres da má vida nos precedam no Reino de DEUS (Mt 21,31).

Se fôsseis dessa raça de ingratos que não só faltam à caridade, que se esquecem de rezar por seus falecidos, e não participam nunca de uma Santa Missa por esses pobres afligidos, mas ainda, violando toda justiça, recusam aplicar os legados piedosos de Missas, indicados no testamento de seus parentes. Oh! Então eu me inflamaria a vos diria em face: “Retira-vos, sois piores que um demônio, pois, realmente, os demônios só torturam as almas dos réprobos, mas vós, vós atormentais as almas dos eleitos; os demônios exercem sua raiva sobre os condenados, mas vós sois cruéis com os predestinados, os amigos de DEUS. Não, não há para vós, nem confissão que valha, nem padre que vos possa absolver se não fizerdes penitência de tão grande pecado e não solverdes inteiramente as dívidas que tendes com os mortos.”

Mas, direis, não tenho meios de encomendar essas Missas, não é possível. – Não tendes meios? Não é possível? E para manter essa casa confortável, para andar suntuosamente vestido, para gastar loucamente em festins, em recepções de prazer, e, às vezes, em, divertimentos criminosos, tendes meios.

Depois quando se trata de pagar vossas dívidas, aos pobres defuntos; não possuís nada! Não é possível?! Ah! compreendo: não há ninguém na Terra para cobrar essas contas. Mas tereis que prestá-las a DEUS. Continuai, portanto, a comer os bens dos mortos, os legados piedosos, os sacrifícios, mas sabei que é para vós que está escrito nos Profetas uma ameaça de desgraças, de calamidades, de
tribulações, de ruína irreparável para vossos bens, vossa honra e vossa vida. Eis a palavra de DEUS que não poderá ficar sem efeito: Comederunt sacrificia mortuorum et multiplicata est in eis ruína – “Comeram os sacrifícios dos mortos e multiplicou-se neles a ruína” (Sl 102, 28-29). Sim, ruínas, infortúnios, perdas irreparáveis às casas que não se desobrigaram de seus deveres para com os mortos.

Vede quantas famílias extintas, quantas casas arruinadas, lojas fechadas, comércio em apuros, falências, quantos males, quantos lamentos! Mas qual é a causa? Um exame atento revelaria que uma das causas principais é a crueldade para com os pobres mortos, recusando-lhes os sufrágios devidos, negligenciando o cumprimento dos legados piedosos. Comederunt sacrificia mortuorum et multiplicata est in eis ruín.

Entretanto, não consiste ainda nisto todo o castigo de DEUS àqueles sem amor a seus falecidos: outro maior lhes está reservado na outra vida. São Tiago assegura que eles serão julgados por DEUS com todo o rigor da justiça, sem misericórdia, pois que eles mesmos foram impiedosos com os pobres mortos. Judicium sine misericordia illi qui non fecit misericordiam. (Tg 2, 13). Permitirá DEUS que seus herdeiros lhes paguem na mesma moeda, e é, que suas últimas disposições não sejam cumpridas, as Missas deixadas em testamento não sejam realizadas: e, se forem celebradas, DEUS não as aplicará a eles, mas a outras almas que nesta vida tiveram compaixão dos mortos. Isto nos ensinam, outrossim, nossas crônicas, a respeito de um irmão que, após a morte, apareceu a um de seus companheiros, revelando-lhe que no Purgatório sofria dores extremas, especialmente por ter sido muito negligente em rezar por seus irmãos falecidos. Até aquele momento ele não recebera nenhum alívio dos sufrágios e Missas oferecidos em seu favor. Como punição por sua negligência, DEUS os aplicava a outras almas que em vida tinham sido devotas das almas sofredoras.

Santa Mechtilde von
Hackeborn (1240-1298)
Antes de terminar esta instrução, permiti-me caro leitor, suplicar-vos de joelhos e mãos postas de não fechar este livro sem tomar a firme resolução de fazer, no futuro, todo o esforço para assistir ou encomendar todas as Santas Missas que vossas ocupações e vossa condição vos permitirem, não só pelas almas dos falecidos, mas também pela vossa, e isto por dois motivos. Em primeiro lugar, para alcançardes uma boa e santa morte, pois é opinião constante dos teólogos que não há meio mais eficaz para se chegar a um bom fim, do que a Santa Missa. Ainda mais, Nosso Senhor JESUS CRISTO revelou a Santa Mechtilde que aquele que, durante a vida, tiver tido o hábito de assistir devotamente à Santa Missa, será consolado na morte pela presença dos Anjos e dos Santos protetores, que o defenderão poderosamente contra todos os ataques dos demônios. Ah! De que bela morte será coroada a vossa vida, se a tiverdes empregado em assistir a todas as Santas Missas que puderdes.

Em segundo lugar, para sair prontamente do Purgatório e alçar à Glória eterna. Já provamos suficientemente a eficácia da Santa Missa para apressar a remissão das penas do Purgatório. Contentai-vos aqui com o exemplo e autoridade do grande servo de DEUS, João d´Ávila, oráculo da Espanha. Encontra-se em artigo de morte e alguém lhe perguntou o que mais queria depois da morte, e ele respondeu: "Missas, Missas, Missas"!

Mas se me permite, eu quisera dar-vos, sobre este ponto, um conselho de grande importância: cuidai de mandar celebrar durante vossa vida todas as Santas Missas que desejaríeis que fossem celebradas depois de vossa morte, e não encarregueis disto os que ficarem no mundo depois de vós. Tanto mais que Santo Anselmo vos ensina que uma única Santa Missa assistida ou celebrada por vossa intenção
durante vossa vida, vos será talvez mais útil que mil depois de morrerdes. Audire devote unicam Missam in vita vel dare eleemosynam pro ea, pordest magis quam relinquere ad celebrandum mille post obitum.

Bem compreendera esta verdade aquele rico mercador de Gênova que ao morrer, não deixou nenhuma disposição para assegura-se sufrágios. Todos se admiravam de que um homem tão rico, tão
piedoso e generoso para com todo mundo, tivesse sido tão cruel consigo. Mas, terminados os funerais, encontraram-se lançadas, em um de sus livros de contas, as grandes caridades que fizera por sua alma durante a vida. “Missas celebradas por minha alma, dois mil escudos; para o casamento das jovens, dez mil; para tal santuário, duzentos, etc”. – E, no fim, lá estava escrito: “Porque quem deseja o próprio bem, faça-o a si durante a vida, e não conte com os outros para que lho façam depois de morto.” É provérbio bastante conhecido que uma vela à frente clareia mais que uma tocha atrás. Aproveitai tão belo exemplo e pesai bem a utilidade e as vantagens da Santa Missa. Deplorai a cegueira em que tendes vivido até agora, desestimando o valor de tão grande tesouro, que por longo tempo tem sido para vós um tesouro oculto.

Agora, portanto, que lhe conheceis o preço, bani de vosso espírito e mais ainda de vossos lábios estas expressões escandalosas: “Uma missa a mais, uma missa a menos, pouco importa. Já basta assistir à Santa Missa nos dias de preceito! A Missa daquele padre é uma Missa de semana santa: quando ele sobe ao Altar, eu fujo da Igreja.” E tomai novamente a resolução de assistir, de hoje em diante, a todas as Santas Missas que puderes, e assistir com a devida devoção: e, para que assim seja, servi-vos, com a graça de DEUS do método piedoso e fácil que segue.

** Ler o capítulo seguinte

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Fonte:
MAURÍCIO, Leonardo de Porto. As Excelências da Santa Missa, conforme a ed. romana de 1737 dedicada a S.S. o Papa Clemente XII, pp. 34-41.
www.ofielcatolico.com.br

11 comentários:

  1. Caros irmãos fieis católicos
    Eis um excelente artigo sobre os erros do movimento carismático dentro da Santa Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.
    Aconselho aos irmãos seguidores deste movimento, que se desarmem e abram seus corações para as verdades.

    http://pensamentosdedeuss.blogspot.com.br/2014/02/estudo-sobre-as-criticas-do-movimento.html

    Seja Louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!

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  2. Estimado, André e irmãos seguidores desse apostolado.
    Lendo seu comentário irmão, suscitou em meu coração a vontade de partilhar um dos maiores paradoxos que estou vivendo em minha humilde caminhada Cristã ultimamente. Como compreender seu posicionamento sem se deparar com diversas situações que me levou a questioná-lo. Se possível, dê-me conhecer seu ponto de vista com base no que vou relatar.

    Confesso que ainda não estudei o link que propôs e muito menos li a postagem acima, mas quero meditar com base na frase que colocou: Aconselho aos irmãos seguidores deste movimento (RCC), que se desarmem e abram seus corações para as verdades.

    No ultimo sábado participei de uma formação em minha paróquia, no qual o sacerdote apresentou três DVDs. No primeiro ele tratou de apresentar os 50 anos do Concilio Ecumênico Vaticano II. Confesso que fiquei chacado com o que vi porque o vídeo tratou superficialmente as mudanças do Concilio e, dentre elas, de maneira muito profunda, a liturgia. Logo, me deparei com bispos que participaram do momento na Santa Sé, onde relataram que foi o início de grande primavera para a Igreja. Cenas de diversas inculturações na missa tomou conta das diversas cenas do primeiro vídeo. Sabendo da importancia da Santa Missa, comecei a ficar sem chão com o que via. As pessoas ao meu redor observam aquilo e demonstravam que aquilo era o caminho e não o que a equipe litúrgica da minha diocese tem proposto: Como se celebrar bem a Santa Missa? (respeitando o Missal Romano e aquilo proposto no Concílio).

    No segundo DVD tratou de apresentar um documentário da primeira ação pós-concílio que os bispos Lltinoamericano realizará. Foi a abordagem do primeiro CELAM que ocorrerá em Medelim, na Colômbia. Ai fiquei num mato-sem-cachorro mesmo porque Dom Hélder Câmara, Romero, Boff, entre outros, ganharam os holofotes no documentário. E a platéia que me acompanhava, pessoas de bem e muito mais experientes que eu se exaltava cada vez que eles se pronunciavam. E eu, um verdadeiro peixe fora d'agua. Minha respiração voltou apenas quando no final do documentário, os idealizadores fizeram questão de apresentar diversos olhares sobre nosso caminhar, dentre eles, Carismáticos, Conservadores, Ultra-conservadores, Liberais, etc. etc. Comecei a me deparar com alguns olhares que defendo também e me senti mais aliviado.

    No terceiro DVD tratou de apresentar a encíclica Evangelium Gaundium do Papa Francisco, que fala sobre a Alegria do Evangelho, onde consta as questões ecológicas já abordadas aqui. Também pude me deparar com diversos pensamentos e pessoas da Igreja. Foi um pouco mais leve que o segundo, porque manteve-se um nível equilibrado de pensadores e seguidores católicos do Evangelho. Era menos agressivo aos meus olhos e coração.

    Continua...

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    1. Tenho as mesmas dúvidas que você.

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  3. Irmãos, fiz todas as colocações acima, bem rápidas, sem citar links por não os terem agora, para que possam compreender um pouco minha indagação e me iluminarem se possível for. A questão é: Com tudo o que vi naquela formação, como os depoimentos, as defesas ou os ataques de vivência espiritual, enfim, os diversos olhares, realmente existiria uma única certeza para balizar uma religiosidade Católica? Concordo que praticar os métodos carismáticos na Santa Missa pode até ser um sacrilégio em alguns casos, mas julgar ao ponto de que a opção espiritual deles é imperfeita e que deve ser banido, realmente é o caminho? E seus, frutos fora das Missas, como ficam? Eu sou um dos seus frutos.

    Lembro que no final da formação meu pároco disse que não importava o carisma da pessoa, forma de enxergar e viver sua espiritualidade; que realmente somos diferentes desde o início dos tempos. Ele disse que isso sempre existiu e que era o belo da Igreja Católica. Apesar das diversidades, o mais bacana é o foco em comum: Jesus Cristo.
    Gostei da colocação dele porque sai com a sensação de que querendo ou não, para meu crescimento espiritual tenho de aprender a conviver com os irmãos diferentes, o que fora uma grande barreira naquele dia.

    Mas, pergunto-lhes: Qual é o modelo de Fiel Católico para vocês? Nas questões de vivência reliogiosa existiria uma verdade absoluta? Seriam os conservadores, os carismáticos, os revolucionários ou os liberais? Como ficam as centenas de congregações de vida consagrada?

    Abraço fraterno!

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    1. Caríssima José Antonio, irmão em Cristo Jesus!

      Primeiro leia todo artigo que eu os indiquei. Lá estão todas as respostas para suas indagações a respeito das criticas ao movimento carismático “católico”. A autora do estudo também já pertenceu a RCC, mas, segundo ela, nunca aprendeu nada naquele movimento.

      Caso queira, será de grande valia ler primeiro o testemunho da autora

      http://pensamentosdedeuss.blogspot.com.br/2013/12/meu-testemunho-de-conversao-ao.html

      Hoje em dia fala-se muito para querer justificar os abusos litúrgicos, que o movimento carismático foi aprovado pela Santa Sé, sim, é verdade, mas, somente o movimento, e não os abusos (orações em língua, repouso e batismo somente no espírito, etc.). Eu desconheço um documento da Santa Sé que autorize tais praticas.

      O documento 53 da CNBB orienta, disciplina e condena certas praticas místicas carismáticas.

      http://www.cnbb.org.br/documento_geral/LIVRO%2053-.pdf

      Para um fiel católico o que era pecado, salvação, Sacrifício Eucarístico, perdão, caridade e, principalmente, os santos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo há dois mil anos, sem enfeites, sem deturpações, sem acréscimos, ainda o é hoje. Para o cristianismo católico são verdades absolutas! Creio eu...

      Seja Louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!
      Salve Maria!

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    2. Olá, André! Obrigado por partilhar.

      Li o relato de conversão dela e confesso que o que percebi foi que ela passou por provações muito maiores que a RCC apresenta. Observei uma mistura de manifestações religiosas que já conhecia e que, sem o mínimo de fé em Jesus Cristo e sua Igreja deixaria qualquer um balançado, ou melhor, louco. Coitada, ela se deparou com todo tipo de problemas que nossa Igreja apresenta, infelizmente. Feliz ela que foi conduzida para buscar fontes verdadeiras, que aos meus olhos são mais eficazes como a tradição.

      Analisando bem o início da história dela me deparei com o meu processo de corversão que basicamente é bem parecido, inclusive na mesma época. Diferente dela, fui conduzido para não ter contato com tudo aquilo relatado e que nos afasta de Deus. Fui privado e para minha felicidade pude conhecer uma pessoa que me apresentou outras visões do catolicismo (a tradição) que hoje a tenho como minha esposa. Minha companheira rumo ao céu, felizmente. Acreditem, irmãos, nos conhecemos num território carismático, onde ambos gostavam e gostamos até hoje de apreciar (Canção Nova).Confesso que nunca me deparei com tudo o que ela relatou lá. Já participei de diversas pregações naquele local em que muitos pregadores até criticam certos abusos e atitudes. Vocês podem não acreditar, mas já presenciei muitas vezes isso pessoalmente e na televisão.

      Não quero aqui fazer crítica ou defesa do movimento, com suas atitudes, se são corretas ou não. Mas chamo a atenção para o fato de que infelizmente nos dias hoje, observo que eles são os únicos estruturalmente de expressão da Igreja que não tem medo de anunciar a verdade; que toca a maioria dos problemas. Vejo, infelizmente, que são os únicos, tirando todos os seus abusos citados por você, estimado André, que como porta de entrada, desde que de maneira ordenada e orientada, suas ações trazem muitos frutos sim. Tanto que através deles conheci os Padres Paulo Ricardo de Azevedo, Padre José Augusto, Padre Léo (que tem uma interessante dinâmica de evangelização, muito mais depois de morto) que jamais tinha visto em lugar algúm.

      Amados, não porque fui resgatado por eles em seus métodos de evangelização, mas chamo a atenção para observarmos realmente se seus apostolados, são sim importantes?

      Claro que tudo o que é demais é ruim. Por exemplo, me doi quando falam que devemos deixar pastoral da conservação. Ai entra o ponto que chamo a atenção. Será que Deus realmente quer que sejamos plenamente conservadores em nossos gestos e atitudes? Uma Igreja inteira se manifesta num pais com bispos tradicionais clamando para que olhemos o DOC 100 da CNBB comunidades de comunidades e o paradoxo aumenta a cada dia.

      Onde devemos ir? Como devemos ir?

      Abraço fraterno.

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    3. Caríssimos, deixo bem claro, ou melhor, repito: A Santa Igreja não é contra ao movimento carismático, por consequência, eu também não sou. A questão são as farras que a grande parte do movimento faz, no que diz respeito a Santa Liturgia.
      Faz-se necessario um belo estudo sobre quem faz maior “malo” a Santa Igreja, se os abusos da RCC ou se as heresias marxistas da TL.
      A meu ver, são os dois principais movimentos de onde sairam os padres casados (que deixaram a “batina”).
      Que o Nosso Senhor Jesus Cristo, tenha piedade, misericordia e compaixão!
      Ave, Rainha dos céus, Ave Senhora dos Anjos. Salve raiz, salve, porta, pela qual veio a luz para o mundo. Alegra-te, Virgem gloriosa, entre todas mais bela e mais formosa e a Cristo por nós implora!

      Ave, Regina caelórum, Ave Domina Angelórum...

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    4. Prezado, André.

      Na minha modéstia opinião, penso que, após o Concílio, quem fez e ainda faz mais mal à Santa Igreja, entre as duas opções que nos apresentou, a RCC com seus exageros ou a TL extremada, creio, sem dúvida, que é o movimento socialista infiltrado na Santa Igreja (a TL). Sem sombra de dúvidas.

      Quanto ao abandono dos sacerdotes para se casar, penso que nem um, nem outro. Vejo que é muito mais falta de crer nos propósitos deixados por Nosso Senhor Jesus Cristo, seu Sagrado Magistério e Doutrina, que qualquer outro movimento. Falta de cultivação da Fé sabe? Brechas para as opções mundanas, em muitos casos, procura à vida tão cobiçada numa sexualidade inconsebível.

      Sobre sua inquietude ao abandono do clero do celibato, me fez lembrar a atitude do Beato Paulo VI, quando se deparou com o declíneo do clero em sua época.

      Ele, com a gigantesca lista que continha centenas de nomes de padres que haviam pedido para deixar o sagrado ministério, um dia se deparou com o nome de um grande amigo seu que não me recordo o nome agora. Pediu para chamá-lo e propor-lhe um diálogo. Quando seu amigo chegou, iniciou-se o diálogo e onde o Santo Padre tentou compreender o real motivo pelo qual pedirá a suspensão. Seu amigo rodeava com diversas justificativas que não convencerá. O Beato, muito sábio, em uma das colocações do amigo, captou o verdadeiro motivo e deu-lhe a seguinte resposta:

      Você querer se unir a uma pessoa para satisfazer seus prazeres, tudo bem. Vá e faça o que lhe é de liberdade e sofra as consequencias. Mas agora, querer mudar àquilo que já conhecia antes de adentrar à vida consagrada à Deus, não tem cabimento.

      Naquele momento, com um punhal no coração, o Beato encerrou a audiência e o concedeu a suspensão. Cada um seguiu seguir seu caminho.

      Penso que deveríamos ser como o Beato em algumas ocasiões incompreensíveis. Por mais que tais atitudes de alguns irmãos sejam incorretas, existe a liberdade que o próprio Senhor nos proporcionou e por esse motivo não podemos nos fechar às coisas, ou melhor, às evangelizações e aceitações. Uns agem exageradamente achando fazer o certo e outros nem tanto. Seguem na inércia sem fazer outro enxengar o verdadeiro sentido da caminhada. Porém em ambos, creio, seguem confiantes estarem no caminho.

      Eu, irmão, analisando tudo, me identifico com as propostas deste apostolado, através do Blogger O Fiel Católico: O olhar e o coração na Tradição, no Magistério, na Doutrina e, principalmemte, na Fidelidade à Igreja de Cristo. Sabem o por que? Porque não tenho poder de convencer meu padre ou bispo a ser perfeito. Se olhar a perfeição do outro, ficarei louco, é isso. Chego a conlusão nesse diálogo que devo denunciar sim, porém, com muita cautela porque vivemos um ambiente paradoxal em que não nos dá tanta certeza.

      Se todos fossem tradicionais, por exemplo, talvez seria mais fácil seguir uma única linha de raciocínio, ou melhor, espiritualidade.

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    5. Penso como você e gostaria de contactá-lo para poder discutir sobre esses caminhos que hoje se apresentão.

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    6. Olá, Celso.
      Paz e Bem!

      Sem dúvidas podemos fazer contato. Segue meu e-mail particular francoadm@bol.com.br
      Abraço fraterno.

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  4. Com certeza a Santa Missa tem um valor infinito, seja para quem esta vivo, seja para quem esta no purgatório sendo purificado, portanto rezemos com fé e amor.

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