Mensagem final do Papa Francisco na conclusão do Sínodo sobre a Família


CONCLUÍRAM-SE OS TRABALHOS do Sínodo dos Bispos sobre a Família (encerrado no último domingo, 25/10/015). Em sua intervenção final, o Papa Francisco deixou uma mensagem na qual procurou realçar a importância de se "defender o homem e não as ideias"; "o espírito e não 'a letra da doutrina'". Como de costume, sua preocupação central e ênfase estão na afirmação da Igreja como "Igreja dos pobres e dos pecadores". Em dados momentos, traz à discussão a relação entre as maneiras de difusão e aplicação da Doutrina da Igreja, enquanto conjunto de ensinamentos formais, e a realidade objetiva do mundo contemporâneo, com as suas particularidades e problemas próprios.
...Os verdadeiros defensores da doutrina não são os que defendem a letra, mas o espírito; não as ideias, mas o homem; não as fórmulas, mas a gratuidade do amor de Deus e do seu perdão. (...) Aquilo que parece normal para um bispo de um continente, pode resultar estranho, quase um escândalo, para o bispo doutro continente; aquilo que se considera violação de um direito numa sociedade, pode ser preceito óbvio e intocável noutra; aquilo que para alguns é liberdade de consciência, para outros pode ser só confusão. Na realidade, as culturas são muito diferentes entre si e cada princípio geral, se quiser ser observado e aplicado, precisa de ser inculturado.

Evidentemente, há polêmica envolvendo os frutos que serão futuramente gerados pelo Sínodo e o discurso papal, haja vista as mensagens que temos recebido. Para muitos, as considerações de Francisco seriam pouco claras e até contraditórias em alguns pontos (em um ponto enfatiza a suposta necessidade da inculturação na Igreja, que tantos maus frutos já rendeu na sua História recente, e em outro cita o 'perigo do relativismo'). O texto recorda certos pontos doutrinais sobre o Matrimônio e a família enquanto tal, mas é fato que omite pontos importantes e apresenta ambiguidades, além de enormes lacunas abertas na Disciplina em nome de uma "misericórdia pastoral" que poderá inegavelmente induzir ao relativismo (seria muita ingenuidade supor que isso não acontecerá, dada a realidade atual da Igreja).

Até aqui apresentamos a situação, de forma resumidíssima. Não nos cabe responder as perguntas lançadas no ar. Deixaria realmente o documento uma ampla margem para ser explorado como arma contra a Doutrina perene da Igreja? Publicamos abaixo  o texto integral do discurso de Francisco, um assunto que não podemos ignorar, para a reflexão de nossos leitores.


Amadas Beatitudes, Eminências, Excelências, Queridos irmãos e irmãs!

Quero, antes de mais, agradecer ao Senhor por ter guiado o nosso caminho sinodal nestes anos através do Espírito Santo, que nunca deixa faltar à Igreja o seu apoio.

Agradeço de todo o coração ao Cardeal Lorenzo Baldisseri, Secretário-Geral do Sínodo, a D. Fabio Fabene, Subsecretário e, juntamente com eles, agradeço ao Relator, o Cardeal Peter Erdö, e ao Secretário Especial, D. Bruno Forte, aos presidentes delegados, aos secretários, consultores, tradutores e todos aqueles que trabalharam de forma incansável e com total dedicação à Igreja: um cordial obrigado!

Agradeço a todos vós, amados padres sinodais, delegados fraternos, auditores, auditoras e conselheiros, párocos e famílias pela vossa ativa e frutuosa participação.

Agradeço ainda a todas as pessoas que se empenharam, de forma anônima e em silêncio, prestando a sua generosa contribuição para os trabalhos deste Sínodo.

Estai certos de que a todos recordo na minha oração ao Senhor para que vos recompense com a abundância dos seus dons e graças!

Enquanto acompanhava os trabalhos do Sínodo, pus-me esta pergunta: Que há-de significar, para a Igreja, encerrar este Sínodo dedicado à família?

Certamente não significa que esgotamos todos os temas inerentes à família, mas que procuramos iluminá-los com a luz do Evangelho, da tradição e da história bimilenária da Igreja, infundindo neles a alegria da esperança, sem cair na fácil repetição do que é indiscutível ou já se disse.

Seguramente não significa que encontramos soluções exaustivas para todas as dificuldades e dúvidas que desafiam e ameaçam a família, mas que colocamos tais dificuldades e dúvidas sob a luz da Fé, examinamo-las cuidadosamente, abordamo-las sem medo e sem esconder a cabeça na areia.

Significa que solicitamos todos a compreender a importância da instituição da família e do Matrimônio entre homem e mulher, fundado sobre a unidade e a indissolubilidade e a apreciá-la como base fundamental da sociedade e da vida humana.

Significa que escutamos e fizemos escutar as vozes das famílias e dos pastores da Igreja que vieram a Roma carregando sobre os ombros os fardos e as esperanças, as riquezas e os desafios das famílias do mundo inteiro.

Significa que demos provas da vitalidade da Igreja Católica, que não tem medo de abalar as consciências anestesiadas ou sujar as mãos discutindo, animada e francamente, sobre a família.
Significa que procuramos olhar e ler a realidade, melhor dito as realidades, de hoje com os olhos de Deus, para acender e iluminar, com a chama da fé, os corações dos homens, num período histórico de desânimo e de crise social, econômica, moral e de prevalecente negatividade.

Significa que testemunhamos a todos que o Evangelho continua a ser, para a Igreja, a fonte viva de novidade eterna, contra aqueles que querem «endoutriná-lo» como pedras mortas para as jogar contra os outros.

Significa também que espoliamos os corações fechados que, frequentemente, se escondem mesmo por detrás dos ensinamentos da Igreja ou das boas intenções para se sentar na cátedra de Moisés e julgar, às vezes com superioridade e superficialidade, os casos difíceis e as famílias feridas.
Significa que afirmamos que a Igreja é Igreja dos pobres em espírito e dos pecadores à procura do perdão e não apenas dos justos e dos santos, ou melhor dos justos e dos santos quando se sentem pobres e pecadores.

Significa que procuramos abrir os horizontes para superar toda a hermenêutica conspiradora ou perspectiva fechada, para defender e difundir a liberdade dos filhos de Deus, para transmitir a beleza da Novidade cristã, por vezes coberta pela ferrugem duma linguagem arcaica ou simplesmente incompreensível.

No caminho deste Sínodo, as diferentes opiniões que se expressaram livremente – e às vezes, infelizmente, com métodos não inteiramente benévolos – enriqueceram e animaram certamente o diálogo, proporcionando a imagem viva duma Igreja que não usa «impressos prontos», mas que, da fonte inexaurível da sua fé, tira água viva para saciar os corações ressequidos[1].

E vimos também – sem entrar nas questões dogmáticas, bem definidas pelo Magistério da Igreja – que aquilo que parece normal para um bispo de um continente, pode resultar estranho, quase um escândalo, para o bispo doutro continente; aquilo que se considera violação de um direito numa sociedade, pode ser preceito óbvio e intocável noutra; aquilo que para alguns é liberdade de consciência, para outros pode ser só confusão. Na realidade, as culturas são muito diferentes entre si e cada princípio geral, se quiser ser observado e aplicado, precisa de ser inculturado[2].

O Sínodo de 1985, que comemorava o vigésimo aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II, falou da inculturação como da «íntima transformação dos autênticos valores culturais mediante a integração no cristianismo e a encarnação do cristianismo nas várias culturas humanas»[3]. A inculturação não debilita os valores verdadeiros, mas demonstra a sua verdadeira força e a sua autenticidade, já que eles adaptam-se sem se alterar, antes transformam pacífica e gradualmente as várias culturas[4].

Vimos, inclusive através da riqueza da nossa diversidade, que o desafio que temos pela frente é sempre o mesmo: anunciar o Evangelho ao homem de hoje, defendendo a família de todos os ataques ideológicos e individualistas.

E, sem nunca cair no perigo do relativismo ou de demonizar os outros, procuramos abraçar plena e corajosamente a bondade e a misericórdia de Deus, que ultrapassa os nossos cálculos humanos e nada mais quer senão que «todos os homens sejam salvos» (1Tm 2 4), para integrar e viver este Sínodo no contexto do Ano Extraordinário da Misericórdia que a Igreja está chamada a viver.

Amados irmãos!

A experiência do Sínodo fez-nos compreender melhor também que os verdadeiros defensores da doutrina não são os que defendem a letra, mas o espírito; não as ideias, mas o homem; não as fórmulas, mas a gratuidade do amor de Deus e do seu perdão. Isto não significa de forma alguma diminuir a importância das fórmulas, das leis e dos mandamentos divinos, mas exaltar a grandeza do verdadeiro Deus, que não nos trata segundo os nossos méritos nem segundo as nossas obras, mas unicamente segundo a generosidade sem limites da sua Misericórdia (cf. Rm 3,21-30; Sl 129/130; Lc 11,37-54). Significa vencer as tentações constantes do irmão mais velho (cf. Lc 15,25-32) e dos trabalhadores invejosos (cf. Mt 20,1-16). Antes, significa valorizar ainda mais as leis e os mandamentos, criados para o homem e não vice-versa (cf. Mc 2,27).

Neste sentido, o necessário arrependimento, as obras e os esforços humanos ganham um sentido mais profundo, não como preço da Salvação – que não se pode adquirir – realizada por Cristo gratuitamente na Cruz, mas como resposta Àquele que nos amou primeiro e salvou com o preço do seu sangue inocente, quando ainda éramos pecadores (cf. Rm 5,6).

O primeiro dever da Igreja não é aplicar condenações ou anátemas, mas proclamar a misericórdia de Deus, chamar à conversão e conduzir todos os homens à salvação do Senhor (cf. Jo 12, 44-50).
Do Beato Paulo VI temos estas palavras estupendas: «Por conseguinte podemos pensar que cada um dos nossos pecados ou fugas de Deus acende n’Ele uma chama de amor mais intenso, um desejo de nos reaver e inserir de novo no seu plano de salvação (...). Deus, em Cristo, revela-Se infinitamente bom (...). Deus é bom. E não apenas em Si mesmo; Deus – dizemo-lo chorando – é bom para nós. Ele nos ama, procura, pensa, conhece, inspira e espera… Ele – se tal se pode dizer – será feliz no dia em que regressarmos e Lhe dissermos: Senhor, na vossa bondade, perdoai-me. Vemos, assim, o nosso arrependimento tornar-se a alegria de Deus»[5].

Por sua vez São João Paulo II afirmava que «a Igreja vive uma vida autêntica, quando professa e proclama a misericórdia, (...) e quando aproxima os homens das fontes da misericórdia do Salvador das quais ela é depositária e dispensadora»[6].

Também o Papa Bento XVI disse: «Na realidade, a misericórdia é o núcleo da mensagem evangélica, é o próprio nome de Deus (...). Tudo o que a Igreja diz e realiza, manifesta a misericórdia que Deus sente pelo homem, portanto, por nós. Quando a Igreja deve reafirmar uma verdade menosprezada, ou um bem traído, fá-lo sempre estimulada pelo amor misericordioso, para que os homens tenham vida e a tenham em abundância (cf. Jo 10, 10)»[7].

Sob esta luz e graça, neste tempo de graça que a Igreja viveu dialogando e discutindo sobre a família, sentimo-nos enriquecidos mutuamente; e muitos de nós experimentaram a ação do Espírito Santo, que é o verdadeiro protagonista e artífice do Sínodo. Para todos nós, a palavra «família» já não soa como antes, a ponto de encontrarmos nela o resumo da sua vocação e o significado de todo o caminho sinodal[8].

Na verdade, para a Igreja, encerrar o Sínodo significa voltar realmente a «caminhar juntos» para levar a toda a parte do mundo, a cada diocese, a cada comunidade e a cada situação a luz do Evangelho, o abraço da Igreja e o apoio da misericórdia Deus!
Obrigado! Obrigado!

_____________________________
1 Cf. PAPA FRANCISCO, Carta ao Magno Chanceler da "Pontificia Universidad Católica Argentina", no centenário da Faculdade de Teologia, 3 de Março de 2015.

2 Cf. PONTIFÍCIA COMISSÃO BÍBLICA, Fé e cultura à luz da Bíblia. Actas da Sessão Plenária de 1979 da Pontifícia Comissão Bíblica, LDC, Leumann 1981; CONC. ECUM. VAT. II, Gaudium et spes, 44.

3 Relação final (7 de Dezembro de 1985), II/D.4: L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 22/XII/1985), 652.

4 «Em virtude da sua missão pastoral, a Igreja deve manter-se sempre atenta às mudanças históricas e à evolução das mentalidades. Certamente não para se submeter a elas, mas para superar os obstáculos que possam opor-se à recepção das suas recomendações e das suas directrizes» (Entrevista ao Cardeal Georges Cottier, La Civiltà Cattolica, 3963-3964, 8 de Agosto de 2015, p. 272).

5 Homilia, 23 de Junho de 1968: Insegnamenti 6, 1968, 1177-1178.

6 Carta. enc. Dives in misericordia, 30 de Novembro de 1980, 13. Disse também: «No mistério pascal, (…) Deus mostra-Se-nos por aquilo que é: um Pai de coração terno, que não se rende diante da ingratidão dos seus filhos, e está
sempre disposto ao perdão» (JOÃO PAULO II, Alocução do «Regina Caeli», 23 de Abril de 1995: Insegnamenti 18/1, 1995, 1035). E descrevia a resistência à misericórdia com estas palavras: «A mentalidade contemporânea, talvez mais do que a do homem do passado, parece opor-se ao Deus de misericórdia e, além disso, tende a separar da vida e a tirar do coração humano a própria ideia da misericórdia. A palavra e o conceito de misericórdia parecem causar mal-estar ao homem» (Carta enc. Dives in misericordia, 2).

7 Alocução do «Regina Caeli», 30 de Março de 2008: Insegnamenti 4/1, 2008, 489-490. E, referindo-se ao poder da misericórdia, afirma: «É a misericórdia que põe um limite ao mal. Nela expressa-se a natureza muito peculiar de Deus - a sua santidade, o poder da verdade e do amor» (Homilia no Domingo da Divina Misericórdia, 15 de Abril de 2017: Insegnamenti 3/1, 2007, 667).

8 Uma análise, em acróstico, da palavra «família» ajuda-nos a resumir a missão da Igreja na sua tarefa de: Formar as novas gerações para viverem seriamente o amor, não como pretensão individualista baseada apenas no prazer e no «usa e joga fora», mas para acreditarem novamente no amor autêntico, fecundo e perpétuo, como o único caminho para sair de si mesmo, para se abrir ao outro, para sair da solidão, para viver a vontade de Deus, para se realizar plenamente, para compreender que o matrimônio é o «espaço onde se manifesta o amor divino, para defender a sacralidade da vida, de toda a vida, para defender a unidade e a indissolubilidade do vínculo conjugal como sinal da graça de Deus e da capacidade que o homem tem de amar seriamente» (Homilia na Missa de Abertura do Sínodo, 4 de Outubro de 2015) e para valorizar os cursos pré-matrimoniais como oportunidade de aprofundar o sentido cristão do sacramento do Matrimónio; Aviar-se ao encontro dos outros, porque uma Igreja fechada em si mesma é uma Igreja morta; uma Igreja que não sai do seu aprisco para procurar, acolher e conduzir todos a Cristo é uma Igreja que atraiçoa a sua missão e vocação; Manifestar e estender a misericórdia de Deus às famílias necessitadas, às pessoas abandonadas, aos idosos negligenciados, aos filhos feridos pela separação dos pais, às famílias pobres que lutam para sobreviver, aos pecadores que batem às nossas portas e àqueles que se mantêm longe, aos deficientes e a todos aqueles que se sentem feridos na alma e no corpo e aos casais dilacerados pela dor, a doença, a morte ou a perseguição; Iluminar as consciências, frequentemente rodeadas por dinâmicas nocivas e subtis que procuram até pôr-se no lugar de Deus criador: tais dinâmicas devem ser desmascaradas e combatidas no pleno respeito pela dignidade de cada pessoa; ganhar e reconstruir com humildade a confiança na Igreja, seriamente diminuída por causa da conduta e dos pecados dos seus próprios filhos; infelizmente, o contratestemunho e os escândalos cometidos dentro da Igreja por alguns clérigos afetaram a sua credibilidade e obscureceram o fulgor da sua mensagem salvífica; Labutar intensamente por apoiar e incentivar as famílias sãs, as famílias fiéis, as famílias numerosas que continuam, não obstante as suas fadigas diárias, a dar um grande testemunho de fidelidade aos ensinamentos da Igreja e aos mandamentos do Senhor; Idear uma pastoral familiar renovada, que esteja baseada no Evangelho e respeite as diferenças culturais; uma pastoral capaz de transmitir a Boa Nova com linguagem atraente e jubilosa e tirar do coração dos jovens o medo de assumir compromissos definitivos; uma pastoral que preste uma atenção particular aos filhos que são as verdadeiras vítimas das lacerações familiares; uma pastoral inovadora que implemente uma preparação adequada para o sacramento do Matrimônio e ponha termo a costumes vigentes que muitas vezes se preocupam mais com a aparência duma formalidade do que com a educação para um compromisso que dure a vida inteira; Amar incondicionalmente todas as famílias e, de modo particular, aquelas que atravessam um período de dificuldade: nenhuma família deve sentir-se sozinha ou excluída do amor e do abraço da Igreja; o verdadeiro escândalo é o medo de amar e de manifestar concretamente este amor.
[Texto original: Italiano]

____
Fonte:
 News.Va, disp. em
news.va/pt/news/discurso-do-santo-padre-no-encerramento-da-xiv-ass

Acesso 26/10/015
www.ofielcatolico.com.br

46 comentários:

  1. pela primera vez um texto politicamente correto no fiel católico . precisa falar a verdade sem medo, não é pecado criticar o papa se ele erra r . será que o Henrique virou relativista tambem ?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Discordo. Este blog sempre teve uma postura equilibrada, sem extremismo e sem fanatismo. Gostei muito do texto, está expondo a situação sem criar agitação nem polêmica desnecessária. Tem muito palhaço torcendo pro circo pegar fogo por aí

      Excluir
    2. Caro anônimo, pelo que eu entendi, Henrique apenas quis deixar para nós leitores a resposta da pergunta se o documento poderia ser usado como arma contra a doutrina da Igreja, deixando o texto para avaliarmos. A meu ver, porém, a própria análise do apostolado já responde a pergunta, afirmando que o texto do papa irá induzir ao relativismo (até porque o próprio texto é relativista). Santo Atanásio, rogai por nós! A paz de NSJC!

      Excluir
    3. ... O texto recorda certos pontos doutrinais sobre o Matrimônio e a família enquanto tal, mas é fato que omite pontos importantes e apresenta ambiguidades, além de enormes lacunas abertas na Disciplina em nome de uma "misericórdia pastoral" que poderá inegavelmente induzir ao relativismo (seria muita ingenuidade supor que isso não acontecerá, dada a realidade atual da Igreja).
      A colocação acima mostra que a abordagem do site não foi politicamente correta, mas de alguém preocupado com a situação, e expõe possibilidade de danos á fé, pois suscitaria dúvidas no texto.

      Excluir
  2. Tem um canto do padre Zezinho que diz assim: "o senso do pecado estamos nós perdendo, para a eternidade estamos nós morrendo". Parece que esse canto tem tudo haver com esse sínodo e os equívocos do Papa Francisco. Peçamos ao nosso bom Deus que tenha piedade de nós.

    ResponderExcluir
  3. Esperemos por uma boa exortacao papal pos-sinodal... ate la rezemos.

    ResponderExcluir
  4. Caros amigos...
    Estamos vivendo em um tempo profético, porque Deus é especialista em levantar novos profetas para uma era de crise. A crise que, por sinal, não é ruim, pelo contrário, seu papel é fundamentalmente provocar em nós uma reflexão que possibilite novas ideias, criatividade, soluções, respostas, saídas, enfim, todo movimento consciente possível para cada situação. Somos capazes, através daquilo mesmo que fomos dotados, de pensar, refletir e agir. Meus amigos, no entanto, a grande novidade sempre será Deus, não é mesmo? Vejamos, os grandes cismas da humanidade, os grandes conflitos, as guerras, os desafios, para cada um destes há o suscitar de Deus que, com suas próprias mãos, levanta homens e mulheres de bem a inaugurar um novo tempo, o Seu Tempo! Hoje, tenho certeza, o Senhor está a suscitar uma nova juventude, um verdadeiro exército de homens e mulheres protagonistas de seu tempo, que doarão suas vidas, a perderão até mesmo para este mundo, ganhando-a para a vida eterna, em Nome Daquele que sempre será a Resposta, a Solução, a Saída, a Criatividade, a Novidade! Estamos no tempo da Misericórdia, e o Senhor quer levantar Jovens Profetas com a ousadia e intrepidez que o Espírito Santo derrama sobre os corações daqueles que Lhe são abertos. Você que me lê neste momento, Deus te chama! Nós somos os seus braços! Nós somos a sua voz! Não tenha medo! Coragem, ele te chama! Sejamos anunciadores intrépidos, a profetizar sem parar, a liberar a Palavra, sem cessar. São inúmeros os que esperam, como toda criação, “o momento de se revelarem os filhos de Deus” (cf. Rm 8,19). Sim, o mundo aguarda a manifestação dos filhos de Deus! Os filhos deste mundo aguardam o resgate de sua dignidade, de quem realmente são, através dos filhos de Deus! Ele quer precisar de mim e de você! Ao invés de repetirmos sem efeito algum as mazelas que este mundo oferece, sem esperança, Deus espera que assumamos o nosso lugar, de protagonismo, de liberdade verdadeira, da identidade que não nos poderão tirar jamais, a que o Amor do Pai selou por meio de seu Filho na força do Espírito Santo! É chegada a hora, da revelação dos Filhos Amados de Deus que profetizam seu Amor...

    Irmão de Caminhada
    Lucas Lastória
    Missão Athos2

    ResponderExcluir
  5. Pela falta de comentários num site tão importante como este, vejo que a maioria dos católicos não compreende o perigo que nos cerca neste momento.
    Freitas

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Falta de comentários neste Apostolado? Ledo engano caro Freitas. O que mais há aqui são comentários advindos de todos os lados, que os diga nosso professor Henrique Sebastião.
      Agora, querer expor quaisquer comentários antes de ver publicado algo efetivamente oriundo do Santo Magistério, a respeito do Sínodo é um tanto precipitado, não acha?
      Digam-nos então, quais são os perigos que a maioria dos católicos não compreende e que nos cerca neste momento?
      Será que você não se esqueceu de comentá-los?
      Seja Louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!

      Excluir
    2. Querido André, quis dizer os comentários nesta matéria. Sei que tem muito comentário nas outras. Agora também já percebi que vieram outros comentários nesta. demorou um pouco mas veio ..

      Freitas

      Excluir
  6. Talvez seja resultado de minha apoucada inteligência, mas o fato é que não consigo entender certas expressões do Papa Francisco. Alhures havia dito que Deus é “um Deus de surpresas”; neste discurso Sua Santidade fala em NOVIDADE ETERNA. Outra coisa: “DEFENDER O HOMEM E NÃO AS IDEIAS”. Na verdade não demorei em ter uma ideia destas expressões. Mas estas ideias não seriam compatíveis com a infalibilidade pontifícia. Logo as rejeito, mas continuo em minha ignorância. O bom mesmo seria que bondosamente e com simplicidade o papa explicasse pra gente num gesto de misericórdia paternal. Por exemplo: DEUS DE SURPRESAS. Se a Revelação Pública de todas as verdades foi terminada com a morte do último Apóstolo, como poderá haver surpresas neste sentido de, de repente, aparecer novas verdades? NOVIDADE ETERNA: logo penso em evolução contínua e enculturada dos dogmas. Mas isto seria a quintessência do Modernismo. DEFENDER O HOMEM E NÃO AS IDEIAS: mas as ideias não vêm da razão que constitui o distintivo da dignidade humana, distinguindo-o dos irracionais? Não são as ideias que comandam o homem? Sempre aprendi que o homem deve ser formado e educado a ter ideias corretas, sadias e sobretudo sobrenaturais. Ideias platônicas com abstração da vida do homem talvez seja a explicação correta que o papa quer dizer. Mas não explicando, fica algo ambíguo. Poderá, inclusive, ser interpretado pelos modernistas no sentido do relativismo e naturalismo, ou seja, o que importa, não são os dogmas (esta palavra causa arrepios e ojeriza nos modernistas) mas deve-se olhar a vivência do homem e isto não genericamente, mas em cada país, em cada cultura. O papa, que pese ser jesuíta, não fala neste discurso, nem uma vez o nome de Jesus (Vamos vê-lo nas citações da Bíblia que o papa manda conferir). São Paulo empregava este Santíssimo nome a todo momento! Mas Nosso Senhor Jesus Cristo é sempre o mesmo, ontem, hoje e sempre; por isso devemos rejeitar toda novidade e ideias estranhas (estas sim, devem ser banidas). Nosso Nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida. Estar com Jesus é um doce paraíso. Seu jugo é suave, seu fardo é leve. Quem estiver aflito e sobrecarregado de problemas vá a Jesus e encontrará alívio. Aprendamos de Jesus a mansidão e a humildade, e encontraremos descanso para as nossas almas. Com estas e outras palavras de Jesus Cristo, com estas ideias sobrenaturais, procuro consolar e firmar as famílias aflitas e tentadas a dissolução.
    O Papa também assim se expressou: “Sem cair na fácil repetição do que é indiscutível ou já se disse”. No meu bestunto, francamente que penso o contrário: Não por ser fácil mas inteiramente SEGURO dever-se-ia justamente insistir no que já foi dito por Nosso Senhor Jesus Cristo e pelo Magistério Vivo, Perene e Infalível da Igreja. Aliás o Apóstolo São Paulo não mandou em nome de Jesus que há de julgar os vivos e os mortos que o Bispo Timóteo, pregasse e insistisse, (quer agrade quer desagrade), na doutrina de sempre?
    O Papa também disse: “o Evangelho que continua a ser, para a Igreja, a fonte viva de novidade eterna, contra aqueles que querem “endoutriná-lo” como pedras mortas para as jogar contra os outros”. Não só não entendi, mas fez-me lembrar de uma catequese super-progressista que apareceu em França (após o CVII), com o nome de “pedras vivas” (Pierres Vivantes”). Eram verdadeiramente pedras que jogaram contra Jesus Cristo, porque verdadeiras heresias. Nestas aulas catequéticas as palavras chaves são: vivência, evolução e sentimento. Na mesma época apareceu o famigerado Catecismo Holandês.
    Gostaria de pedir explicações de outras passagens. Mas cansei-me e paro por aqui. Peço as orações de todos porque me sinto cansado, não desanimado. Repito: a Santa Madre Igreja é divina. Se fosse possível, mas não o é, os modernistas a destruiria pelos fundamentos, como disse São Pio X.
    Comentário do Pe Elcio Murucci - que achei muito pertinente.

    ResponderExcluir
  7. Acho que alguns católicos parecem não estar cientes da realidade da Igreja. O papa quer que a Igreja saia de uma posição burocrática, passiva e até não realista. Ou nas palavras do papa: Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças. Ou em outra oportunidade ele disse que uma Igreja que não anuncia o evangelho se torna uma ONG (não recordo se foi exatamente assim, mas é dessa forma que eu entendi). Quantos irmãos perdemos do nosso convívio nas missas por essa passividade, por essa postura burocrática da Igreja? Até um termo desprovido de sentido como, "católico não praticante", foi criado e aceito! Jesus não pediu aos discípulos pra se sentarem e anunciar o evangelho apenas aos que os vierem procurar, e sim, ir em busca das pessoas. Porque nossa sociedade vive este caos ético, moral, de violência etc? Os valores Cristãos que eram fortes e presentes outrora se perderam ao longo do tempo e se não tomarmos uma atitude esse processo vai simplesmente continuar. Entendo a insatisfação de muitos com as mudanças, é próprio do ser humano resistir a elas, querendo se manter numa zona de conforto, mas se nós olharmos o mundo lá fora, veremos que a mudança é necessária. Penso que o papa parece entender este aspecto, e seu discurso reproduz essa vontade de mudança. Muitas pessoas estranham o que o papa fala, mas percebo que ele quer uma igreja que acolha e transforme o mundo e não um mundo que se transforme e caiba dentro da Igreja, quer que se busque 1 ovelha desgarrada pra junto das outras 99 e não que nos contentemos só com as 99, o que também já se encontra muito distante da realidade, pois mais parece que existem na verdade 99 ovelhas desgarradas...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Prezado Tiago, não vejo relação entre os pontos que você está defendendo e o afrouxamento com relação à doutrina. Quando você diz que o caos moral e o aumento da violência, entre outros problemas, são consequência do fato de os valores cristãos terem se perdido no passar dos tempos, eu não posso deixar de pensar que em grande parte o que nos levou a esse estado de coisas foi justamente o desleixo, da parte dos homens à frente da Igreja, com relação à disciplina.

      Um exemplo muito nítido é o "esquecimento" da doutrina que afirma a realidade do inferno: no tempo de nossos pais e avós, as pessoas tinham medo do inferno. Hoje, simplesmente não se fala mais nisso, porque se imagina que é preciso enfatizar (apenas e tão somente) a misericórdia. Fala-se somente no perdão, no amor, na caridade, na necessidade de se acolher as minorias, os excluídos...

      Mas, como lembrou muito bem o grande Cardeal Michael Dolan, formou-se agora uma nova minoria, um novo grupo de excluídos que na prática não têm merecido a atenção do Santo Padre: os fiéis que querem viver em santidade (leia aqui a carta do Cardeal:
      ofielcatolico.com.br/2005/10/cardeal-dolan-pede-que-igreja-acolha.html).

      Tenho a nítida impressão (sem nenhuma ironia) que as ovelhas desgarradas do nosso tempo são aqueles que querem imitar os santos. Há caridade para todos, – para os hereges, para os que não creem, para os que renegam a Cristo, – e todos os discursos levam a crer (embora não o digam textualmente, gritam nas entrelinhas), que basta ter boa vontade, que a religião realmente não importa e todas são mais ou menos iguais.

      Então, insisto que não entendo essa relação que você vê entre burocracia e conservar a sã Doutrina. Será que para vencer a burocracia e praticar a caridade é preciso abraçar o relativismo? Por que tanta ênfase na famigerada "inculturação", que já gerou tantos maus frutos, tanta corrupção, tanto materialismo, perda do sentido do Sagrado, tanta profanação na Missa, tanta degradação da Liturgia?

      Concordo com muito do que você disse, mas entendo que se a Igreja quiser deixar de ser o que sempre foi, – relegando sua dimensão espiritual, sagrada e divina, – nessa verdadeira obsessão em se aproximar do mundo, aí sim correrá o risco de se tornar uma mera ONG assistencialista.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

      Excluir
    2. "Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças."

      Tiago, a "segurança" que todo verdadeiro católico quer se agarrar é a doutrina sagrada da Igreja, meu filho! Para esse Papa parece que isso é o que menos importa! Jesus disse "pobres sempre os tereis", mas a Igreja está praticando quase que uma "pobrelatria"! Primeiro Jesus, Gente! primeiro o sagrado, primeiro o Evangelho, senão não tem sentido, querido! Desde o Vaticano 2 a Igreja começou a esvaziar por causa desse papo de por só a misericórdia em primeiro lugar e a verdade fica de escanteio, daí fez um pacto com o socialismo, que todo mundo sabe! O PT nasceu dentro da Igreja, um escândalo! Tudo por causa desse pensamento! O evangelho virou luta de classes na cabeça dos padres e agora até do papa! Jesus nunca pregou luta de classes, gente! Todo mundo que queria conhecer a Palavra de Deus começou vazar pra seita evangélica, pq na Igreja só tinha discurso socialista. Agora com esse papa a coisa tá entornando de vez. O povo da teologia da libertação (isso é heresia gente!) tá fazendo a festa!
      Parabéns Henrique, tem que chacoalhar esse povo, que a coisa tá feia!
      Freitas

      Excluir
    3. Henrique Sebastião e Anônimo compreendo seus pontos de vista, mas dessa forma nós estamos fazendo da igreja um clube fechado, onde as pessoas precisam de credenciais pra entrar, tipo: vc é casal de 2° união? Então não entra, vc é assim, vc é assado, então não serve. Penso que o caminho não é esse. Henrique não vejo o benefício de uma doutrina rígida, quando ela afasta as pessoas da Igreja e de Deus. Quando disse burocracia, me referi a uma necessidade de se ficar criando entraves e mais entraves por causa de problemas. E estamos sofrendo de véspera, pois até onde eu sei o papa não alterou uma virgula da doutrina, todo mundo está apenas especulando. Me parece que o papa quer um novo caminho, mas ainda não há nada definido. Eu não era nascido quando ocorreram as mudanças do Concílio Vaticano II, mas pelo que li e ouvi, houve uma celeuma semelhante com esta questão de sagrado, ao se abandonar o latim etc. Certa vez um padre me disse a respeito: Quando virávamos de costas para celebrar a missa, os homens começavam a fazer "catira" e as mulheres fofocar. Tem muita gente que até hoje reclama das mudanças, mas que sentido há em se conservar tais coisas para se manter apenas uma aparência de sagrado? Henrique vc apenas confirma o que eu disse sobre as ovelhas desgarradas. Essa minoria representada pelo Cardeal Michael Dolan já está no caminho, então busquemos os que não estão e não fiquemos ofendidos por receber menos atenção do que aqueles que precisam ser resgatados. Porque pensando dessa forma parecemos o irmão invejoso da parábola do filho pródigo, que repreende o pai por acolher novamente o irmão que havia se perdido no mundo. Sinceramente não compreendo e não vejo o que o papa está fazendo como aberração doutrinária ou heresia. Penso que o papa está racionalizando a doutrina, outrora frutífera, mas que, atualmente perdeu a capacidade de frutificar. Como bem observou o Henrique, em geral, nossa sociedade mudou e não se impressiona mais apenas com inferno, mas infelizmente deixou de se impressionar por Deus. Temos que atrair as pessoas de volta pra Deus e será inútil buscar resultados diferentes do que temos, fazendo sempre as mesmas coisas, sempre da mesma forma concorda? Se o papa manter as coisas como estão ou se mudar vou respeitar sua decisão, pois ele é o encarregado de apascentar o rebanho do Senhor. A única coisa que posso fazer e faço, é atender a seus pedidos de que oremos por ele e pedir que o Espirito Santo o ilumine em suas decisões.

      Excluir
    4. A doutrina da Igreja perdeu a capacidade de dar frutos? Se for assim, então o Espírito Santo, que inspirou e inspira a doutrina, nos abandonou.
      Na parábola do filho pródigo, ele se ARREPENDE de ter se perdido no mundo, de ter pecado. Ele não busca por falsa misericórdia do pai, SEM ARREPENDIMENTO OU MUDANÇA DE VIDA.
      Só podemos atrair as pessoas para a Igreja se elas querem fazer parte da Igreja, deixando o pecado e se arrependendo verdadeiramente. É o mundo que tem que se converter para Cristo, não o contrário.
      Na cabeça do senhor Tiago, NSJC deveria ter dito para a mulher adúltera: "Eu não te condeno. Agora vai e continua fazendo a mesma coisa, pois eu não me importo se pecaste contra o Matrimônio e não queres mudar de vida, pois a minha Misericórdia é a misericórdia deste mundo."
      Foi isso que o Papa sugeriu, nas entrelinhas, sem supostamente mudar em nada a Doutrina da Igreja, apenas usando de um vocabulário extremamente facilitador para o relativismo e a falsa misericórdia.
      Você não é o primeiro a achar que a preservação da Doutrina, QUE SERVE A DEUS E NÃO AO HOMEM, torna a Igreja um clube fechado, que só seria aberto se fosse conivente com o pecado, Tiago. Na época de Nosso Senhor, vários outros também pensavam assim: "Ao ouvirem isso, muitos dos seus discípulos disseram: "Dura é essa palavra. Quem consegue ouvi-la?
      61 Sabendo em seu íntimo que os seus discípulos estavam se queixando do que ouviram, Jesus lhes disse: "Isso os escandaliza?" 66 Daquela hora em diante, muitos dos seus discípulos voltaram atrás e deixaram de segui-lo.
      67 Jesus perguntou aos Doze: "Vós também não quereis ir? " (São João 6, 60-61, 66-67). Foi nessa mesma passagem que NSJC falou sobre o mistério eucarístico, e muitos achando duras estas palavras, apostataram. Ele não foi atrás deles tentando convertê-los, até porque sabia que eles não queriam mudar de vida. Portanto, Tiago, a Igreja não pode mudar a Verdade (doutrina), só porque alguns se recusam a mudar e não concordam com ela. Se as pessoas estão deixando a Igreja por achar os Mandamentos muitos duros, que fiquem fora dela e não queiram bancar um suposto filho pródigo ou mulher adúltera que não muda de vida e quer Misericórdia sem arrependimento. A paz de NSJC!

      Excluir
    5. Lamento que aqui não tenhamos a ferramenta "curtir", Petrivalianici, porque o seu comentário ganharia a minha "curtida".

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

      Excluir
    6. Não, Tiago, você não "compreende" meus pontos de vista. Se realmente compreendesse, não voltaria a insistir nas mesmas ideias, como está fazendo.

      No Cristianismo de Jesus Cristo não existe "doutrina rígida" e "doutrina light": existe a Sã Doutrina, e esta é imutável.

      Há, como sempre houve, todo um conjunto de premissas que são naturalmente exigidas pela própria adesão ao Evangelho e à Igreja de Cristo. Existem, sim, exigências, e quem quer integrar o Corpo de Cristo precisa cumpri-las. Isso afasta algumas pessoas? Por certo que sim: àquelas que não se dobram, que não querem mudam a direção de suas vidas (literalmente, aquelas que não querem se converter).

      Esse "novo cristianismo" que você propõe, – que aceita tudo em nome da caridade e da misericórdia, – é uma novidade completa! Isso nunca existiu e claramente nunca foi da Vontade de Nosso Senhor.

      As Sagradas Escrituras, bem como toda a Tradição e o Magistério da Igreja sempre condenaram, por exemplo, as práticas homossexuais. Isso afasta algumas pessoas da Igreja? Sim, afasta aquelas que não querem aderir ao Evangelho, que não querem "nascer de novo". Outas tantas aceitam a Palavra de Deus (o próprio Cristo), aderem ao Evangelho e passam a integrar a Igreja, recebendo os Sacramentos e encontrando uma vida totalmente nova, muito melhor que a anterior, mais rica, uma vida cheia de esperança e propósito. Uma vida de bem-aventurança, cujo fim será a Eternidade em Deus!

      É esta a função primordial da Igreja: chamar aqueles que chafurdam na lama para que se ergam, se purifiquem e assumam a dignidade de filhos e filhas de Deus! Não é a Igreja que deve descer, assemelhar-se ao mundo, aceitar o mundo, e sim o contrário.

      Os "entraves" a que você se refere são os "entraves" impostos pelo divino Fundador da Igreja em Pessoa, que disse que a Porta era estreita e o Caminho apertado, avisou que teríamos que carregar, cada um de nós, as nossas cruzes, e que somente os que perseverassem até o final seriam salvos.

      [continua...]

      Excluir
    7. Ao citar o exemplo da doutrina do inferno, em meu comentário anterior, me parece que não fui claro: dentro do contexto da queda moral da sociedade, o que eu queria dizer é que até há algumas poucas décadas, quando a maioria esmagadora da população era cristã e católica, não se ouvia dizer de tantos crimes hediondos, praticados tão ordinariamente. A razão, entre outras coisas, é que as pessoas temiam o inferno. Claro que esse não é o único motivo (esta é uma conversa longa), mas há amplos estudos sobre prisioneiros que se convertem às "igrejas evangélicas" na cadeia e mudam radicalmente sua conduta. São amplos testemunhos de criminosos de alta-periculosidade que atribuem a mudança radical à consciência do inferno, uma eternidade de sofrimento que o espera caso ele não se converta (mude radicalmente a direção de sua vida).

      Já na Igreja Católica abandonou-se completamente essa doutrina. Ora, um filho precisa de carinho e castigo, compreensão e reprimenda, "mãozinha na cabeça" e dura severidade: cada coisa no seu momento certo. Mas a Igreja agora deixa de lado, evita ou tenta "reinterpretar" todas as passagens em que Jesus fala em castigo, condenação, inferno, e até mesmo em justiça. Querem enfatizar apenas aquelas que falam em perdão e amor. Esta é a Doutrina pela metade, e assim se torna manca... falsa!

      Da Santa Missa tradicional, em latim, você claramente não tem conhecimento suficiente para falar a respeito, então (perdoe o mau jeito) deveria manter silêncio sobre o assunto. Falar que o padre dá as costas ao povo é a maior estupidez que se pode dizer quanto a isso. Não vou entrar no tema, porque é complexo, e talvez publiquemos um ou alguns artigos a respeito por aqui, em forma de postagens.

      Só digo que no rito antigo da Missa (ao qual eu prefiro e com a Graça de Deus assisto todos os domingos e sempre que possível), estão todos, sacerdote e povo, de frente para Deus, – por isso se diz Altar Versus Deum, – geralmente muitíssimo mais atentos do que na Missa nova, e a espiritualidade é realmente incomparável, porque do início ao fim todas as atenções estão concentradas em Deus, no Cristo e em seu Sacrifício pela nossa salvação. O padre mal aparece, e é assim que deve ser: não há aquele costume de se dizer: "Esse padre é legal, é bonzinho, simpático!" ou "Aquele padre é ruim, não gosto dele, é antipático"...

      Nas Missas novas vejo moças de micro-saias e shorts que mais parecem roupa de baixo, e moços que olham mais as moças do que o Altar; outros vão à fila da Comunhão mascando chicletes; conversas paralelas incessantes... E tudo é aceito com toda a "misericórdia", sem que se instrua o povo. Convido-o a assistir à Santa Missa tridentina em qualquer igreja e tentar encontrar esse tipo de comportamento.

      De resto, acho que nossas opiniões já estão bem claras e não convém prolongar este debate estéril. Continuo respeitando, amando e rezando pelo Papa, legítimo sucessor de Pedro e Pontífice Nostro.


      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

      Excluir
    8. Aiai !!! Que comentário!!! parabéns, Henrique!

      Excluir
    9. (...) ''O padre mal aparece, e é assim que deve ser: não há aquele costume de se dizer: "Esse padre é legal, é bonzinho, simpático!" ou "Aquele padre é ruim, não gosto dele, é antipático"...

      Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini Tuo da Gloriam.

      Excluir
    10. "Lamento que aqui não tenhamos a ferramenta "curtir", Petrivalianici, porque o seu comentário ganharia a minha "curtida".

      A minha também.

      "Temei o Senhor, todos vós, os seus Santos, porque de nada carecem os que O temem. Pois aos que procuram o Senhor não faltará nenhum bem" (Sl 33, 10-11)
      Alleluia, alleluia!
      "Vinde a mim vós todos que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei". (S. Mt 11, 28)
      Alleluia!

      Excluir
  8. A questão não é se tal grupo recebe mais ou menos atenção que determinado outro grupo. Muito menos de se tratar a Igreja como um "clube" exclusivo. Se trata de que a Igreja não foi fundada por nós, ela não é "nossa" para fazemos o que bem entendermos dela e adaptá-lá ao gosto dos tempos e ao nosso próprio gosto. A Igreja foi fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, que deixou diretrizes, ou seja, sus Doutrina, que compreendem a máteria da Igreja e da Salvação. Tal Doutrina é a Verdade de Cristo e como Verdade não se contradisse em toda sua existência, pois afinal a Verdade é única. Portanto, o centro doutrinário da Igreja é por definição imutável. A Doutrina evolui e se aprofunda, mas não se contradiz, pois se o fizesse não poderia ser Verdade. Existem questões da Doutrina que são claras e de entendimento pacífico, por exemplo o caso dos recasados, onde tentar espremer nas entrelinhas compreensão diversa, que busque "adocicar" a Doutrina para agradar os paladares contemporâneos, o que acarretaria em inevitável contradição ao Magistério consolidado, é clara e oura distorção e não poderia ser Verdade. Em suma, a questão é manter-se fiel aos ensinamentos de Cristo, que não se limitaram à misericórdia, e cuja Misericórdia, segundo nos ensina a Igreja, é distinta de um permissionismo politicamente correto. A Igreja, assim como Jesus fez, deve chamar a conversão, ou seja mudança de direção. Não é a Igreja que deve se converter ao mundo e às porcas necessidades da sociedade moderna.

    ResponderExcluir
  9. " A verdade acima de tudo,nem que voltemos a ser apenas doze"
    São João Paulo ll"

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Corretíssima, Regina!
      Freitas

      Excluir
  10. No sínodo foi "desnudado os corações fechados que freqüentemente se escondem por trás até mesmo dos ensinamentos da Igreja ou de boas intenções, a fim de se sentar na cadeira de Moisés e julgar, às vezes com superioridade e superficialidade, casos difíceis e famílias feridas." Papa Francisco.
    O papa também denunciou "teorias da conspiração" e as "visões limitadas" de alguns participantes no encontro, e disse que a Igreja não pode transmitir a sua mensagem para as novas gerações "às vezes incrustada em uma linguagem que é arcaica ou simplesmente incompreensível".
    O papa censurou também os líderes imutáveis da Igreja que "enterram a cabeça na areia" e se escondem atrás de doutrina rígida enquanto as famílias sofrem, dizendo que os líderes da Igreja devem enfrentar questões difíceis "sem medo, sem enterrar nossas cabeças na areia.".

    Alguns deram a excelente ideia de criar o botão de curtir, pois eu dou outra sugestão, criar o botão do vestir, vestir a carapuça, mas de qualquer forma, aqueles aqui que quiserem vesti-la fiquem a vontade.

    Minha curtida vai para o Papa Francisco!

    E que Deus abençoe e continue iluminando o papa Francisco, o vigário de Cristo e a sua Igreja Católica Apostólica Romana.

    A paz de nosso Senhor.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Caríssimo Sebastião, "xará" em Cristo Jesus,

      Não são "alguns", como você diz. Sou eu mesmo.

      Fui eu quem disse que, se tivéssemos um botão de "curtir", teria "curtido" um comentário que, em minha muito humilde opinião, contêm um trecho radioso, por ser corretíssimo, o seguinte:

      "Só podemos atrair as pessoas para a Igreja se elas querem fazer parte da Igreja, deixando o pecado e se arrependendo verdadeiramente. É o mundo que tem que se converter para Cristo, não o contrário."

      Foi dita aí uma verdade irretocável, inegável, – inescapável. – Quanto à sua "carapuça", agradeço a sugestão, mas com toda a honestidade diante do SENHOR, creio que não mereço vesti-la. Não me encaixo em nenhum dos tipos descritos.

      Não vou entrar no mérito do seu comentário, porque tudo o que ele diz já foi respondido em minhas respostas anteriores ao Tiago Agi, e com detalhes. Não entende o meu ponto de vista quem não quer.

      Agora, veja que curioso: nesta mesma postagem eu fui chamado de "relativista", em um comentário, e "coração fechado" ou "teórico da conspiração" que "enfia a cabeça na areia", em outro.

      Note como é difícil (e uma tarefa ingrata) tentar trilhar o caminho reto e manter-se longe dos extremos. De um lado, há muitos "palhaços" belicosos, ansiosos em ver "o circo pegar fogo"; gente que parece só ter ódio e pedras na mão contra tudo o que vem de Papa Francisco. De outro lado, há um batalhão que elegeu o Papa atual uma espécie de novo messias, ou uma espécie de ser angélico que paira acima do bem e do mal, impecável e infalível em absolutamente tudo o que diz e faz.

      Estes últimos são incrivelmente rápidos em gritar que qualquer mínimo vestígio de preocupação com certas posturas temerárias do atual Pontífice é a marca incontestável dos covardes, hereges, falsos católicos ou coisa pior. Curiosamente, até há pouco tempo, com o grande Bento XVI, esses defensores ardorosos não eram tão comuns.

      Enfim, gostaria apenas de lembrar o que diz o Artigo 212 do Código de Direito Canônico:

      "§2 Os fiéis têm a faculdade de expor aos Pastores da Igreja as suas necessidades, sobretudo espirituais, e os seus anseios.

      § 3. Os fiéis, segundo a ciência, a competência e a proeminência de que desfrutam, têm o direito, e mesmo por vezes o dever, de manifestar aos sagrados Pastores a sua opinião acerca das coisas atinentes ao bem da Igreja, e de a exporem aos restantes fiéis, salva a integridade da fé e dos costumes, a reverência devida aos Pastores, e tendo em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas."

      Note bem que o CDC diz muito claramente que temos não só o direito, mas o "dever" de nos manifestarmos. Também se peca por omissão.

      Talvez muitos dos desmandos e escândalos, que hoje se tornaram comuns na Igreja, ocorram pela falta de fiéis que cumpram o seu dever de protestar contra os erros e profanações que tantos padres e bispos despreparados aprontam contra a Sagrada Liturgia e a sã Doutrina.

      Como diz um nosso irmão em Cristo, "o mínimo que se espera das ovelhas, se não têm forças para enfrentar os lobos, é que gritem, e gritem muito, que façam um escândalo", e assim talvez intimidem o devorador.

      Mui respeitosamente, não permitiremos que nenhum tipo de falsa piedade nos cale. Enquanto cristãos católicos (e não integrantes do 'Estado Islâmico'), graças a Deus, somos livres.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

      Excluir
    2. “Mui respeitosamente, não permitiremos que nenhum tipo de falsa piedade nos cale. Enquanto cristãos católicos (e não integrantes do 'Estado Islâmico'), graças a Deus, somos livres”

      Propomos a leitura de um texto do Pe. Garrigou Lagrange, que foi um dos maiores católicos tomistas contemporâneos, retirado de seu tratado de espiritualidade As três idades da vida interior (T I – cap. VIII). É de uma realidade singular e recorda que a verdadeira caridade deve levar a sermos misericordiosos com o pecador, mas não com o pecado.
      “Existe uma falsa caridade, uma espécie de indulgência culpável e de debilidade, como a doçura daqueles que não ofendem ninguém, porque tem medo de todos. Há também uma suposta caridade, espécie de sentimentalismo humanitário que busca admitir a verdade e que, muitas vezes, por seu contato, a contamina.
      Um dos principais conflitos desse momento é aquele que surge entre a verdadeira e a falsa caridade. Esta última nos faz pensar nos falsos cristos de que fala o Evangelho; eles são mais perigosos antes de serem desmascarados do que quando se fazem conhecer como verdadeiros inimigos da Igreja.
      “Optima corruptio pessima”, a pior degradação é aquela que nos atrai para o que há de melhor, até a mais alta virtude teologal. O bem aparente que atrai o pecador é, de fato, ainda mais perigoso porque é o simulacro (a representação) de um bem maior; como por exemplo o ideal dos “pan-cristãos” que buscam a união das igrejas em detrimento da fé que essa união supõe.
      Se, então, por estupidez ou covardia daqueles que deveriam representar a verdadeira caridade, aprovam alguma coisa que se afirma ser falso, pode-se resultar em um dano incalculável, às vezes até maior do que daqueles que se fazem perseguidores declarados, com o qual mostram que não se pode ter nada em comum. “
      Fonte: http://www.sanpiox.it/public/index.php?option=com_content&view=article&id=1677:misericodia-per-il-peccatore-o-per-il-peccato&catid=62&Itemid=82

      Seja Sempre louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!
      Para sempre seja louvado!

      Excluir
    3. Sebastião, por que é que eu tenho a estranha sensação de que você e Tiago Agi são a mesma pessoa? Os dois (?) têm o idêntico dom de deturpar o que estou dizendo, e responder com novos comentários dizendo a mesma coisa que já foi dita da primeira vez, com palavras ligeiramente diferentes.

      O seu segundo comentário não será publicado, porque o que você afirma a meu respeito é absurdo demais, além de ser apenas uma repetição um pouco mais desaforada de tudo o que você mesmo e Tiago (?) já disseram com toda a clareza em seus comentários anteriores.

      Eu não vou cair na esparrela de fazer o mesmo e repetir tudo que já disse de novo, com outras palavras, para que você treplique e aí entremos nessa "queda de braço" para ver quem fala por último. Até porque, se eu digo "bola" e você entende "guarda-chuva", como está acontecendo, o diálogo é completamente impossível.

      Nosso Senhor o ilumine e guarde, e Salve o Papa!

      Apostolado Fiel Católico

      Excluir
    4. Perfeito, Henrique e André. Segundo Sebastião, o Papa teria censurado os líderes imutáveis da Igreja que "enterram a cabeça na areia e se escondem atrás de uma doutrina rígida". Pois eu digo que, como nós católicos temos um único líder imutável, Nosso Senhor Jesus Cristo, se o Papa censurou alguém foi ele, por suas palavras aos que apostataram por acharem sua Doutrina rígida demais também, na citação que eu fiz em outro comentário do capítulo seis do Evangelho segundo São João.
      São os falsos líderes que têm medo de enfrentar questões difíceis com catolicidade e apostolicidade, passando a ser coniventes com muitos problemas sem enfrentá-los, inventando um novo tipo de misericórdia, de Igreja, de doutrina e de Deus! São eles que não têm coragem de proclamar a Fé de ontem, hoje e sempre, enterrando suas cabeças na areia movediça do relativismo, que sem solidez alguma só pode levar as almas para o inferno.
      Rezemos pelo Papa, que apesar de algumas polêmicas também sabe defender a Fé da Igreja com a verdadeira Misericórdia e acolhimento e que todos os santos e santas, especialmente Santo Atanásio e os irmãos Macabeus, intercedam por nós! A paz de NSJC!

      Excluir
    5. Muito bem. São Paulo apóstolo dos gentios enterrou a cabeça na areia se escondendo atrás de uma doutrina rígida?
      O nome é pra homenagear São Francisco de Assis? E São Francisco que era muito rígido , ele enterrou a cabeça na areia se escondendo atrás de uma doutrina rígida? Eu não quero ser leviano, mas é verdade, Petrivalianci, mas eu tmbem acho muito mais fácil se esconder na areia fofa do relativismo do que na pedra dura da doutrina como sempre foi.

      Freitas

      Excluir
    6. Querer ficar de bem com todo mundo nunca dá certo. Olha o Fratres:

      No dia seguinte ao XIV Sínodo sobre a família, todos parecem ter vencido: o Papa Francisco, porque conseguiu arquitetar um texto de compromisso entre as posições opostas; os progressistas, porque o texto aprovado admite os divorciados recasados à Eucaristia; os conservadores, porque o documento não contém uma referência explícita à comunhão para os divorciados e rejeita o “casamento homossexual” e a teoria de gênero.

      A moral da inculturação, que é a do “caso por caso”, relativiza e dissolve a lei moral, que é por definição absoluta e universal. Não existe nenhuma boa intenção ou circunstância atenuante capaz de transformar um ato mau em bom. A moral católica não admite exceções: ou é absoluta e universal, ou não é uma lei moral.

      Excluir
    7. Olha Henrique, não posso dizer que discordo da maior parte do que o Tiago Agi disse, e isto não quer dizer que somos a mesma pessoa. Se for assim eu posso pensar que você e Petrivalianici são a mesma pessoa, por compartilharem uma linha de raciocínio semelhante. E não vi nada de desaforado em meu comentário, acho que você está muito impressionado com alguma coisa.
      Interessante é que aqueles que postam comentários numa linha de raciocínio semelhante a que você defende, têm vários comentários publicados ao longo da página. Até parece que estão tentando sufocar até os nossos gritos.
      Peço o favor que você me esclareça apenas um único ponto: Porque os casais de de 2° união, ou seja, recasados, não podem se arrepender e ser perdoados? Talvez se você me esclarecer este único ponto, eu possa entender o ponto que você defende.

      A paz de Cristo a todos

      Excluir
    8. É exatamente por causa dessa sua última pergunta que eu suspeito que você e Tiago sejam o mesmo, "Sebastião": seria muito incrível duas pessoas diferentes enxergarem uma mesma coisa que não existe, e fazerem a mesma pergunta sem sentido. Tiago perguntou a mesma coisa, numa mensagem que também não foi publicada, – exatamente por não ter sentido e eu ter mais o que fazer da vida do que discutir se bola é guarda-chuva.

      Como você insiste nessa "conversa de malucos", porém, e não dá sinais de que vá se conformar por alguém ousar dizer algo que contrarie suas convicções, vou satisfazê-lo e responder à sua pergunta final, em duas partes:

      1) Se você me mostrar aonde foi que eu afirmei que membros de casais de segunda união (adúlteros) não podem ser perdoados, eu prometo que lhe escrevo uma resposta. Até de quinhentas laudas, se quiser.

      2) Afinal de contas, como é que eles poderiam "se arrepender", e de quê, exatamente? Se estão numa segunda união estável, é porque não acham errado terem se divorciado e iniciado este novo relacionamento, para começo de conversa. Como é que poderiam se arrepender, se estão convictos da sua opção?

      Eu poderia dizer "me arrependo por ter roubado", por exemplo, e continuar roubando? "Arrependo-me por ter lhe batido", e continuar batendo em você? Trata-se de um pecado contínuo, e que só cessa e me permite o arrependimento se eu tiver pelo menos a firme intenção de deixar de cometê-lo.

      Não é óbvio?

      Fique em paz, ninguém está atacando ninguém, aqui. Não somos rebeldes, não levantamos dúvida sobre a autoridade do Papa nem nada parecido com isso. Estamos simplesmente repetindo o que é e sempre foi da Doutrina católica.

      Apostolado Fiel Católico

      Excluir
    9. Henrique, deixando as "teorias da conspiração" de lado, a impressão que eu tive lendo os comentários acima, foi de que os casais de 2° união eram considerados pecadores obstinados e irrecuperáveis. Lendo seu último comentário, acho que não estou tão fora do sentido assim.
      Seu raciocínio é claríssimo, chega a ser matemático de tão exato e perfeitamente ressonante com a doutrina e a Bíblia.
      Mas como vamos aplicá-lo as pessoas que já estão a anos vivendo uma 2° união, já têm filhos e tudo mais? Creio ser esta a resposta que o papa Francisco procura formular, daí o papa dizer que não podemos fazer do evangelho (acho que podemos incluir a doutrina), pedras mortas para atirar contra os outros.

      Existem inúmeras situações incontornáveis, simplesmente pela inviabilidade de se refazer o 1° matrimônio. E o que você propõe não é simples arrependimento, mas arrependimento e reparação, como se fosse exigido de um sujeito que matou, a devolução da vida tirada, ou a devolução da bofetada dada, para um arrependimento válido. As pessoas podem reconhecer que destruíram seus casamentos por n motivos, que de fato pecaram, mas reparar tal situação é outra história.
      Não vou me alongar muito, pois não quero correr o risco de ficar escrevendo, e meu comentário não ser publicado de novo.

      A paz de Cristo.

      Excluir
    10. Caro Sebastião, agora que acusou, você tem a obrigação de provar. Em que comentário eu ou qualquer outra pessoa falamos que os casais de segunda união são pecadores obstinados e irrecuperáveis?
      Em que comentário qualquer pessoa falou que os adúlteros não podem se arrepender, e não que eles podem, mas o arrependimento precisa de conversão? Pelo visto, creio que Henrique estava certo e quanto mais nós falamos bola, mais você entende guarda-chuva.
      Como aplicar o raciocínio da Igreja aos casais de segunda união que já têm filhos e tudo mais? Simples: da mesma forma que se aplica a todos os pecadores, tendo eles que se confessar, prometer que vão lutar contra o pecado e mudar de vida. Os que cometeram adultério devem abandonar a sua vida extra-conjugal, como fez a mulher que foi salva por Nosso Senhor do apedrejamento, voltar a viver corretamente o santo matrimônio e, se esse retorno não for possível, que vivam em castidade (assim como os católicos homossexuais, por exemplo).
      Mudar de vida não significa necessariamente a reparação dos pecados, Sebastião. Um matador de aluguel arrependido não pode ressuscitar aqueles que matou, mas pode deixar sua vida criminosa e lutar pela vida, além de pedir perdão aos outros. O mesmo se aplica a alguém que vivia dando bofetadas nos outros. E uso estes exemplos que você deu em situações contínuas porque o pecado do adultério em segunda união é um pecado contínuo, como explicado por Henrique. A paz de NSJC!

      Excluir
    11. Petrivalianici a impressão que eu tive foi que você e outros defenderam que os casais de 2° união não podiam ser perdoados, porque não se arrependeram, leiam o que vocês mesmos escreveram.
      Repito: seu raciocínio é claríssimo, chega a ser matemático de tão exato e perfeitamente ressonante com a doutrina e a Bíblia.
      Mas, sem ofensa, é pedra morta.
      Parece que estou numa aula de direito penal com o professor me explicando o que é crime continuado.
      Temos que observar com muita atenção o que nosso papa diz, ele não é relativista, não é comunista, modernista ou sentimentalista, não é um papa formado dentro de um escritório no vaticano, não é ignorante quanto a doutrina ou evangelho. Ele é pastoral, vemos isso ao observar sua biografia e suas ações. E mais, é um dos papas mais corajosos e rigorosos em anos, que crítica a cúria e todo o clero que se comporta de maneira destoante com a mensagem de humildade, caridade, misericórdia e conversão da Igreja e de Cristo.
      Quando o papa diz a respeito: " de se sentar na cadeira de Moisés e julgar". Está dando um puxão de orelhas pesadíssimo, creio que ele faz referência a são Mateus 23.

      Você está usando a passagem da mulher adúltera como os protestantes, de forma isolada e distorcida. O que lemos em são João 8 é isto: "Os escribas e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher que fora apanhada em adultério.
      Puseram-na no meio da multidão e disseram a Jesus: Mestre, agora mesmo esta mulher foi apanhada em adultério". Logo a mulher não seria apedrejada por ser divorciada e estar numa 2° união (digamos assim), mas ela foi apanhada traindo seu marido, em flagrante delito. Mesmo porque a 2° união não era adultério para os judeus, segundo a lei de Moisés. A situação que estamos discutindo aqui não está em pé de igualdade com aquela relatada no Evangelho, cuidado com as pedras mortas, mais uma vez.
      Insisto que se está pedindo aos casais de 2° união, reparação e não simples arrependimento. Uma coisa é uma pessoa confessar que pecou contra a castidade antes do casamento, e se comprometer a abster-se de relações sexuais. Outra coisa é exigir que ela se torne virgem de novo como forma de arrependimento válido, ou seja, a necessidade de se reparar um estado anterior ao pecado. Algumas vezes é possível, outras impossível.
      Em uma dada situação, fulana diz: estou separada do meu marido, mas quero reconstruir minha vida, ter uma família. Alguém lhe diz: então você deve voltar ao convívio com seu marido. Fulana retruca: mas ele é violento, ele me espanca, temo por minha própria vida ao lado dele. Alguém diz: mas assim diz a doutrina e a Bíblia. Isso seria "enterrar a cabeça na areia", ou lavar as mãos. O papa quer algo mais do que fórmulas prontas.
      Não estou acusando ninguém aqui de ser anti-papa Francisco, mas chamando a atenção quanto a incompreensão de sua mensagem.

      A paz de Cristo.

      Excluir
    12. Caro Sebastião,

      Creio que sua dificuldade é entender a dimensão transcendental da Doutrina de Cristo.

      A Sã Doutrina é imutável, pois "Jesus Cristo é sempre o mesmo: ontem, hoje e por toda a eternidade."

      Não se pode mudar a Verdade revelada por Nosso Senhor para atender sentimentalismos, materialismo ou necessidades humanas.

      Chamar a Doutrina de 2000 anos de pedra morta por não atender as necessidades pessoais do mundo atual é complicado, creio que é mais complicado do que se questionar um Papa em alguns aspectos pastorais, ex cathedra.

      Não estou "julgando" ninguém, mas já estive do lado que achava que Igreja tinha que se moldar ao mundo, e nesta época estive em derrocada.

      Agora, para ser sucinto, apenas lhe digo que entendi minha insignificância perante os santos de todos os tempos, perante a Igreja, que é Corpo de Cristo, e principalmente perante o Próprio Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

      Precisamos entender isso, não são necessidades sexuais, ou quaisquer outras necessidades humanas mais importantes que a Palavra de Deus.

      Relativizar a Lei imutável do matrimônio, em tempos de ataque a família [ideologia de gênero, ditadura gay e feminista etc.], só vai trazer mais confusão, num mundo de pessoas confusas, que confundem Amor com sexo, Caridade com assistencialismo, Misericórdia com complacência.

      Pense nisso, perante toda a história da Igreja nós somos um nada, só seremos algo se morrermos para nós mesmos e vivermos para Cristo.

      É difícil? Claro, pois é a porta estreita.

      Mas temos que entender que cada tem sua história, sua função como membro do Corpo de Cristo, mas lembrar sempre que "Não é o servo maior do que o seu Senhor".

      Paz e Bem!

      Excluir
    13. Sebastião, quando uma mulher se separe de seu marido porque ele é violento, a própria Igreja lhe assegura, que ela não peca, porque nestes casos, é melhor haver separações de corpos, antes que um mal aconteça, porém, a Igreja não diz para daí seguir a um novo matrimonio, seguindo o conselho de São Paulo de 1º Cor. 7, que diz que em certos casos é melhor o homem e a mulher se separarem, porem, não devem se casar, pois JESUS, deixou bem dito, que não pode haver o divorcio, isto é contrário ao que DEUS constituiu desde o principio. Portanto, dada as circunstâncias, não tem como permitir que alguém se separe e case novamente, isto nunca existiu na Igreja, se alguém se separou e casou novamente a revelia da Igreja, agora estas pessoas estão em um situação irregular perante a Igreja, e enquanto persistir esta irregularidade, a Igreja pede que não comunguem e nem se confessem, porque se não as coisas só tende a piorar ainda mais. O que se pode fazer nestes casos: 1º) recorrer a tribunal eclesiástico, para conseguir a nulidade do suposto casamento (O Papa Francisco facilitou muito neste caso); 2º) Podem até viver juntos, mas não como marido e mulher, mas como irmãos (proposta do Papa São João Paulo II) e 3º) Continuar como estão, mas em obediência a Igreja não receber a Comunhão e nem frequentar a confissão, e esperar e acreditar na infinita misericórdia de DEUS, que quer que obedeçamos a Igreja, mas saberá julgar a todos segundo o que se passa na mente e no coração de cada um. O que não se pode, é querer forçar a Igreja a faze algo que contrarie totalmente o que sempre foi ensinado, aí já é querer fazer a vontade do mundo e não a vontade de DEUS.

      Excluir
    14. Aí não é questão de impressão, Sebastião. Eu realmente falei que os adúlteros da segunda união, COMO QUAISQUER OUTROS pecadores, só podem ser perdoados se arrependerem-se. Sinto muito Sebastião, mas o discurso do Papa, além de contraditório, é relativista sim, pois relativiza as boas obras como meio de salvação e insinua que o perdão de Deus não se dá por arrependimento verdadeiro, "mas unicamente segundo a generosidade sem limites da sua Misericórdia". Dizer que a Misericórdia divina não tem limites é dizer que por mais que pequemos, nós vamos acabar sendo perdoados de qualquer jeito.
      Como dizia Lutero, mesmo? "Seja um pecador e peque fortemente, mas creia e se alegre em Cristo mais fortemente ainda…Se estamos aqui (neste mundo) devemos pecar…Pecado algum nos separará do Cordeiro, mesmo praticando fornicação e assassinatos milhares de vezes ao dia”. (Carta a Melanchthon, 1 de agosto de 1521 – American Edition, Luther’s Works, vol. 48, pp. 281-82, editado por H. Lehmann, Fortress, 1963).
      Se Francisco não é comunista, e seus discursos na visita á América Latina nunca existiram, pelo menos ele possui traços modernistas e sentimentalistas fortíssimos, Sebastião, e o próprio texto do Sínodo é prova disso.
      Você insiste nessa conversa de pedras mortas, mas tenho que dizer que morto é esse pensamento farisaico. Para os fariseus, a segunda união não representava adultério, mas Nosso Senhor Jesus Cristo foi enfático ao declarar que, se um homem deixa a sua esposa e passa a viver com outra, ou se a esposa faz o mesmo com o marido, ambos estão cometendo adultério. Sabe o que eu acho engraçado? Que aqueles que defendem a Sã e imutável Doutrina da Igreja agora são os que "se sentam na cadeira de Moisés", mas o argumento que os judeus usavam a favor da segunda união era justamente que Moisés a havia permitido! E NSJC mais uma vez explica que o grande profeta do Antigo Testamento havia feito isso por causa da dureza do coração dos israelitas, mas que no princípio não era assim.
      Quanto à tal fulana que não pode mais viver com o marido, EU JÁ FALEI no comentário anterior que, nesse tipo de situação, o fiel pode viver na castidade ao invés de retomar a relação infeliz, permanecendo fiel ao Santo Matrimônio sem cometer adultério. Isso não é fórmula pronta, até porque não estamos falando de matemática, é o catolicismo puro e simples, que não dá abertura para o pecado.

      Excluir
    15. Caro Sebastião, a despeito do meu pouco conhecimento em doutrina, tentarei ajudar-lhe a compreender o que os prezados colegas já explanaram nos outros comentários, pois infelizmente sou levado a concordar que realmente quando lhe dizem "bola", você está entendendo "guarda-chuva". Para isso vou pontuar seu último comentário.
      "Petrivalianici a impressão que eu tive foi que você e outros defenderam que os casais de 2° união não podiam ser perdoados, porque não se arrependeram, leiam o que vocês mesmos escreveram. "
      Não é impressão. O arrependimento é indispensável para o perdão.
      §1861 O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, como o próprio amor. Acarreta a perda da caridade e a privação da graça santificante, isto é, do estado de graça. Se este estado não for recuperado mediante o ARREPENDIMENTO e o perdão de Deus, causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno, já que nossa liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem regresso. No entanto, mesmo podendo julgar que um ato é em si falta grave, devemos confiar o julgamento sobre as pessoas à justiça e à misericórdia de Deus.
      "Repito: seu raciocínio é claríssimo, chega a ser matemático de tão exato e perfeitamente ressonante com a doutrina e a Bíblia."
      E é assim que deve ser. Sendo a Igreja, coluna e sustentáculo da verdade (Cf. 1Tm 3,15), a Sagrada Escritura, Tradição e a Doutrina do Magistério da Santa Igreja são o caminho mais seguro para vivermos como cristãos.
      "Mas, sem ofensa, é pedra morta."
      Bom, isso você diz por sua prórpria conta e risco. Já que foi o próprio Cristo, o Verbo encarnado quem disse esta "pedra morta".
      Marcos, 10
      2.Chegaram os fariseus e perguntaram-lhe, para o pôr à prova, se era permitido ao homem repudiar sua mulher. 3. Ele respondeu-lhes: "Que vos ordenou Moisés?" 4. Eles responderam: "Moisés permitiu escrever carta de divórcio e despedir a mulher." 5. Continuou Jesus: "Foi devido à dureza do vosso coração que ele vos deu essa lei; 6. mas, no princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. 7. Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher; 8. e os dois não serão senão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. 9. Não separe, pois, o homem o que Deus uniu." 10. Em casa, os discípulos fizeram-lhe perguntas sobre o mesmo assunto. 11. E ele disse-lhes: "Quem repudia sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira. 12. E se a mulher repudia o marido e se casa com outro, comete adultério."
      "Você está usando a passagem da mulher adúltera como os protestantes, de forma isolada e distorcida. O que lemos em são João 8 é isto: "Os escribas e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher que fora apanhada em adultério....."
      Na verdade aí é você que está entendendo guarda-chuva quando estão falando bola. O que o colega disse é que assim como a mulher que cometeu adultério e foi salva por Jesus é chamada à conversão, ou seja, a uma mudança de vida, ao abandono dos seus hábitos pecaminosos, da mesma forma acontece com qualquer outro pecador, inclusive com os recasados, que nas próprias palavras de Jesus são também adúlteros. (Continua...)

      Excluir
    16. (...Continuação)
      "Parece que estou numa aula de direito penal com o professor me explicando o que é crime continuado.
      Insisto que se está pedindo aos casais de 2° união, reparação e não simples arrependimento. Uma coisa é uma pessoa confessar que pecou contra a castidade antes do casamento, e se comprometer a abster-se de relações sexuais. Outra coisa ....."
      Aproveitando a analogia do crime continuado vamos olhar o caso dos recasados. O que você argumenta é que uma pessoa nessa situação pode ter se arrependido de ter abandonado seu casamento (o único válido pela Igreja) sem precisar modificar sua situação de 2o casamento, pois o nem sempre seria possível restaurar a 1a união. Dentro da analogia o que você está dizendo é que a pessoa que comete um crime continuado pode arrepender-se dele sem deixar de praticá-lo. É como você estivesse dizendo que um sequestrado possa se dizer arrependido e buscar o perdão sem libertar a cativa. Perceba a incongruência. Peceba também que NSJC disse que o adultério não consiste apenas em deixar seu marido/esposa, mas em se casar com outra. Ou seja, enquanto esta segunda união estiver em andamento, vivendo como casados, se está em situação de adultério, é como se um marido todas as noites fosse visitar sua amante. O que você propõe é que este marido/esposa adúltera se diga arrependido sem deixar de frequentar sua amante.
      A questão aqui não é de reparação, mas de abandono da situação de pacado, ou seja de conversão, mudança de vida. E como os demais colegas já comentaram, consta na Igreja os caminhos possíveis para isso.
      Por fim, como você pode ver NSJC foi muito claro quanto a esta questão, não apenas eles como também o foram os santos apóstolos, os santos pais da igreja e consequentemente todo o Santo Magistério da Igreja. Querer "afrouxar" ou "alargar" a porta estreita, "adocicando" a dureza da Palavra para satisfazer às necessidades do homem contemporâneo seria deixar de seguir à Deus para colocar o homem em seu lugar.
      Lembremo-nos que o cristianismo é o caminho da Cruz, o que nos foi prometido para este mundo foi a Cruz.
      Mateus, 16
      24. Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.
      25. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á.
      26. Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida?...

      Excluir
    17. Só corrigindo:

      Onde escrevi ex cathedra, quiz dizer "algo pastoral, não um pronunciamento ex cathedra".

      Excluir
  11. Obrigado a todos, depois de tanto conversar e ler a respeito, reconheço que esta questão é muito complexa para mim. Realmente há o risco de se levar a Igreja por caminhos incertos e inseguros. Embora, a privação da comunhão cause grande sofrimento as pessoas, ministrá-la sem critério pode acarretar sofrimentos e confusões ainda maiores.

    Que o Espirito Santo ilumine as decisões do nosso papa Francisco.

    A paz de Cristo a todos vocês.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Caro Sebastião, irmão em Cristo Jesus!
      Como Agente de Pastoral Familiar, indico-o algumas literaturas a respeito deste delicado assunto para reflexão, enquanto o Magistério da Igreja não publicar algo novo relativo à família:

      - FAMILIARIS CONSORTIO – do N. 79 ao 84
      http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/apost_exhortations/documents/hf_jp-ii_exh_19811122_familiaris-consortio.html

      - RECONCILIATIO ET PAENITENTIA - N. 34
      http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/apost_exhortations/documents/hf_jp-ii_exh_02121984_reconciliatio-et-paenitentia.html

      - DIRETÓRIO DA PASTORAL FAMILIAR – Documento da CNBB N. 79
      http://www.diocesedediamantino.com.br/Arquivos%20para%20downloads/Diret%C3%B3rio%20da%20Pastoral%20Familiar.pdf

      O anseio do vosso coração é perceptível a uma revelação de “infinita misericórdia” para os casos especiais de segunda união.

      Seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!

      Excluir
    2. Salve Maria Imaculada, Sebastião,

      Confesso que por vezes me falta a virtude da paciência e a da mansidão.

      Às vezes sou agressivo nos modos com que me expresso, na maioria das vezes não propositalmente. Isto é, o que digo soa mais agressivo do que eu gostaria.

      Por fim, para mim este nosso diálogo foi proveitoso, e faço questão de elogiar a humildade genuinamente cristã que transparece do seu último comentário.

      Um fraterno abraço e a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

      Excluir

** Assine a revista O Fiel Católico digital e receba nossas novas edições mensais em seu e-mail por uma colaboração mensal de apenas R$7,00. Ajude-nos a continuar trabalhando pelo esclarecimento da fé cristã e católica!


AVISO aos comentaristas:
Este não é um espaço de "debates" e nem para disputas inter-religiosas que têm como motivação e resultado a insuflação das vaidades. Ao contrário, conscientes das nossas limitações, buscamos com humildade oferecer respostas católicas àqueles sinceramente interessados em aprender. Para tanto, somos associação leiga assistida por santos sacerdotes e composta por professores doutores, mestres e pesquisadores. Aos interessados em batalhas de egos, advertimos: não percam precioso tempo (que pode ser investido nos estudos, na oração e na prática da caridade) redigindo provocações e desafios infantis, pois não serão publicados.

Receba O Fiel Católico em seu e-mail