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12 de Junho – Festa do Sagrado Coração de Jesus


TODO O MÊS DE junho é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus; a Festa ou Solenidade do Sagrado Coração de Jesus é no dia 12 de junho.

    Todos sabemos que o coração é um órgão muscular situado na cavidade torácica, que recebe o sangue e o bombeia por meio de movimentos ritmados, fazendo fluir a vida em todo o corpo. Mas, além de designar um órgão vital do corpo humano, a palavra “coração” também significa, num sentido analógico, um conjunto de valores de ordem moral e espiritual. Assim, metaforicamente, diz-se que tal pessoa tem um “coração de ouro”, e/ou que alguém tem um “coração de pedra”. No primeiro caso, significa que tal pessoa é bondosa, generosa, amorosa; no segundo, que alguém é insensível, mesquinho, frio. Pode-se dizer também que alguém tem o coração aberto ou fechado, manso ou cheio de ódio, mole ou duro, etc, etc. Rotineiramente, fazemos inúmeras correlações simbólicas a propósito do coração humano.

A grande apostasia e o "suicídio da Igreja" foram previstos em Fátima?


Adaptado do artigo de Orlando Fedeli "Foi revelado o Terceiro Segredo de Fátima?"

EM 1936, POUCO ANTES antes de partir em viagem para os EUA, consta que o Secretário de Estado do Papa Pio XI, o Cardeal Eugênio Pacelli – futuro Papa Pio XII –, disse, de maneira assustadoramente profética, ao Conde Enrico Pietro Galleazzio (negritos nossos):

Suponha, meu caro amigo, que o comunismo seja apenas o mais visível dos órgãos de subversão contra a Igreja e contra a Tradição da Revelação divina; então [se for assim] nós vamos assistir à invasão de tudo o que é espiritual: a filosofia, a ciência, o direito, o ensino, as artes, a imprensa a literatura, o teatro, a religião. Estou obcecado pelas confidências da Virgem à pequena Lúcia de Fátima. Essa obstinação de Nossa Senhora diante do perigo que ameaça a Igreja é um aviso divino contra o suicídio que representaria a alteração da fé, em sua liturgia, sua teologia e em sua alma. (...) 

Ouço ao meu redor os inovadores que querem desmantelar a Capela Sagrada, destruir a Chama universal da Igreja, rejeitar seus ornamentos, dar-lhe remorso pelo seu passado histórico. Pois bem, meu caro amigo, estou convicto de que a Igreja de Pedro deve assumir o seu passado ou então ela cavará a sua sepultura.

(...) um dia virá em que o mundo civilizado renegará seu Deus, em que a Igreja duvidará, como Pedro duvidou. Ela será tentada a crer que o homem se tornou Deus, que seu Filho é apenas um símbolo, uma filosofia como tantas outras, e nas igrejas os cristãos procurarão em vão pela lâmpada vermelha onde Deus os espera.[1]

     Que profecias precisas!

Com a eleição de Leão XIV, sexto papa após João XXIII, prova-se falsa a profecia de Garabandal?

PERGUNTA: NO CONTEXTO DAS PROFECIAS atribuídas às aparições em Garabandal (San Sebastián de Garabandal, Espanha), ocorridas entre 1961 e 1965, a vidente Conchita González disse que haveria três papas após João XXIII. De fato, já tivemos seis: 1) Paulo VI, 2) João Paulo I, 3) João Paulo II, 4) Bento XVI, 5) Francisco e agora 6) Leão XIV. A profecia, então, falhou?

     [* Um sedevacantista resolveria de pronto a questão, pela invalidade ou ilegitimidade de todos esses pontífices. Porém, mesmo se considerarmos essa hipótese, ainda teremos que reconhecer que todos eles podem ser chamados "papas do Concílio Vaticano II" ou, ao menos, temos que reconhecer que todos foram os autênticos Chefes do Estado do Vaticano nas últimas décadas, e a referida profecia poderia se referir a eles com esta conotação.]

    João Paulo I, por causa do seu curtíssimo reinado, pode ser descartado da lista, mas ainda assim são 5 papas. A profecia, então, falhou? As aparições podem ser definitivamente consideradas como falsas?

    A profecia em questão é tema complexo e sujeito a interpretações variadas. Segundo os relatos devidamente documentados, Conchita teria dito que, após João XXIII (falecido em 1963), haveria mais três papas antes do "fim dos tempos", com a ressalva de que um deles "não seria contado", o que se explicaria por um pontificado muito curto — e aqui, inegavelmente, temos algo já impressionante:  como explicar que crianças muito humildes, pobres camponesas de 11 e 12 anos, no início da década de 1960, soubessem que haveria, mais de uma década depois, um papa que reinaria por apenas um mês?

    A exclusão de um papa, claro, é associada a João Paulo I, com seu pontificado de apenas 33 dias em 1978. Então, que pensar?


Contexto e interpretação da profecia


O que Conchita realmente disse: a principal vidente de Garabandal relatou que a Virgem Maria lhe dissera que, após João XXIII, haveria apenas quatro papas, mas...

23/7/2024 | Santa Brígida: Mística, Mãe, Vidente — 5 fatos essenciais sobre sua vida e obra

HÁ UM INTERESSE GERAL por Santa Brígida da Suécia em todo o mundo, que desperta com força maior em tempos de crise como os nossos, especialmente por conta de suas profecias para o fim dos tempos, e mais especialmente ainda por aquelas que mencionam os dias em que vivemos agora, que são muito impressionantes, das quais constam os seguintes trechos:

“O tempo do Anticristo estará próximo quando a medida da injustiça transbordar e quando a perversidade crescer em grandes proporções, quando os cristãos amarem as heresias e os injustos pisotearem os servos de Deus... e... desprezarem a espiritualidade e a justiça. (...) Este será o sinal de que o Anticristo virá sem demora.”
“Um sinal dos eventos que marcarão o fim dos tempos será este: os sacerdotes deixarão de usar o hábito santo e se vestirão como pessoas comuns; as mulheres se vestirão como os homens e os homens como as mulheres. (…) Esta é a hora de Satanás, que tem a infame intenção de destruir a minha Criação...”[1]


    Realmente impressionante. Mas a história e os fatos envolvendo a vida de Santa Brígida são bastante desconhecidos, já que as fontes confiáveis sobre os seus dados biográficos são escassas. No artigo que publicamos em nossa plataforma exclusiva, falamos um pouco mais sobre esta Santa muito especial, celebrada em 23 de julho, uma mística da Idade Média que foi esposa, mãe de uma grande família (e de uma Santa canonizada) e de uma grande Santa canonizada, dama de companhia de uma rainha e fundadora de uma ordem religiosa que existe até os dias de hoje.

Devoção aos Sagrados Corações: paralelos entre as aparições do Sacratíssimo Coração de Jesus e as de Nossa Senhora em Fátima

AOS 13 DE MAIO de 1917, como todos sabemos, Nossa Senhora apareceu pela primeira vez a três pastorinhos em Fátima, Portugal. Exatamente três anos depois – em 13 de maio de 1920 – Margarida Maria Alacoque, uma freira que recebeu visões de Jesus e de Seu Sagrado Coração, foi canonizada santa.

    Este providencial alinhamento de datas pode indicar que as visões de Santa Margarida Maria e as aparições de Fátima estão relacionadas. Como?

Novena Irresistível ao Sagrado Coração de Jesus

EM UMA DAS APARIÇÕES a Santa Margarida Maria Alacoque, Jesus disse: “Eis o Coração que tanto amou os homens, que não poupou nada até esgotar-se e consumir-se, para testemunhar-lhes seu amor. Como reconhecimento, não recebo da maior parte deles senão ingratidões...”.

17/5/2024 | Vaticano divulga novas normas para investigações de aparições

O Dicastério para a Doutrina da Fé divulgou hoje um documento que detalha sobre novas normas relativas a casos de relatos de fenômenos sobrenaturais. Em regra, nem o bispo local nem a Santa Sé poderão mais declarar que tais fenómenos sejam de origem sobrenatural, mas apenas autorizar e promover a devoção e/ou as peregrinações.

São Francisco de Assis realmente profetizou a apostasia na Igreja?

NOTA-SE, ULTIMAMENTE, UM INTERESSE crescente sobre profecias, visões e previsões sobre o futuro, o que é comum em tempos de crise na Igreja e decadência moral na sociedade. Nesse rol se destacam as profecias escatológicas (escatologia, como já devem saber, é a disciplina da Teologia que estuda os eventos relacionados ao fim dos tempos).

    Hoje falaremos, portanto, das profecias do santo "Pai Seráfico", como o chamam os frades: o gigante São Francisco de Assis, que nunca foi aquele jovenzinho saltitante que corria alegremente atrás de passarinhos, como vemos em filmes e ilustrações modernistas, mas sim um grande asceta e um destemido evangelizador que enfrentou, sozinho, “sem bolsa nem alforje”, um exército sarraceno, adentrando o seu acampamento e pronto ao martírio para tentar converter o sultão Al-Malik al Kâmil al Ayoubi – e não foi amigavelmente recebido em nome do respeito humano, como vejo alguns (verdadeiros ‘caras de pau’) dizerem por aí, mas só não foi executado nessa ocasião, da maneira mais cruel possível, pelo fato de o Sultão ter-se admirado com a sua imensa coragem (aqui temos um bom texto a respeito).

    Sim, é fato que São Francisco escreveu profecias sobre o futuro da Igreja, e o que ele diz é verdadeiramente aterrador. Quando tantos perdem seu tempo atrás de falsos videntes e profecias anônimas duvidosas, surpreende que estas, atestadas e tão impactantes, sejam ainda desconhecidas da maioria. Seus escritos foram publicados, traduzidos para inglês, no ano 1882, com o Imprimatur do Bispo de Birmingham, sob o título “Obras de São Francisco” como reedição de uma publicação alemã anterior, em Colônia, no ano de 1848 (a obra pretendia ser prática e devocional, por isso não contém referências aos autores da compilação que contém). O original em inglês está disponível na biblioteca digital “Internet Archive”, digitalizado pelo Google como parte da coleção da Universidade de Harvard. e pode ser encontrado neste link. O texto que disponibilizamos mais abaixo, traduzido, é do capítulo XIII, intitulado “O Santo profetiza grandes cismas e tribulações na Igreja”, iniciando à pág. 248.

    Dada a intensidade e a assustadora atualidade da profecia, creio que se destinava a nos alertar a todos, fiéis católicos, sobre os últimos tempos, sobre a apostasia final da Igreja e quanto ao falso profeta precursor do Anticristo. O desafio é ler e não tremer. Ou ler e não associar o que diz à realidade que agora mesmo nos cerca. Segue.



Tradução da obra “WORKS OF THE SERAPHIC FATHER ST. FRANCIS OF ASSISI”

Capítulo XIII, pp. 248ss.


Pouco antes da morte do Pai santo, ele convocou seus Filhos e os alertou sobre problemas que haviam de vir, dizendo: “Ajam com bravura, meus irmãos; ganhem coragem e confiem no Senhor. Aproxima-se o tempo no qual haverão grandes provas e aflições; perplexidades e discórdias, tanto espirituais como temporais; [essas coisas] virão em abundância; a caridade de muitos esfriará, enquanto a malícia dos ímpios aumentará.

    Os demônios obterão um poder fora do usual; a imaculada pureza de nossa Ordem, e de outras, será tão obscurecida que haverá bem poucos cristãos obedientes ao verdadeiro Soberano Pontífice e à Igreja Romana com corações leais e caridade perfeita.

    Nos tempos desta tribulação, um homem não canonicamente eleito será elevado ao Pontificado; ele, com a sua astúcia, empenhar-se-á em levar muitos ao erro e à morte. Então escândalos se multiplicarão, nossa Ordem será dividida e muitas outras serão totalmente destruídas, porque consentirão o erro em vez de o combater.

    Haverá uma tal diversidade de opiniões e cismas entre o povo, os religiosos e o clero, que, se aqueles dias não fossem abreviados pela imensa misericórdia de Deus, se não fossem guiados no meio de tão grande confusão, segundo as palavras do Evangelho até os eleitos seriam levados ao erro. Então a nossa Regra e nosso modo de vida serão violentamente combatidos por alguns, e provas terríveis cairão sobre nós.

    Os que permanecerem fiéis receberão a coroa da vida; mas ai dos que, confiando somente em sua Ordem, tornarem-se “mornos”, pois não serão capazes de suportar as tentações permitidas como teste para os eleitos. Os que perseverarem em seu fervor, e que mantiverem sua virtude com amor e zelo pela verdade, sofrerão injúrias e perseguições como sendo rebeldes e cismáticos; pois os seus perseguidores, instigados por espíritos malignos, dirão que prestam um grande serviço a Deus, eliminando-os como se fossem seres pestilentos; mas o Senhor será o refúgio dos aflitos e salvará todos que n’Ele confiarem. E a fim de serem como o seu Mestre, estes, os eleitos, agirão com confiança, e com sua morte obterão para si próprios a vida eterna; escolhendo obedecer a Deus e não aos homens, eles não temerão nada e preferirão perecer do que aprovar a falsidade e a perfídia.

    Alguns pregadores manterão silêncio sobre a verdade, outros a calcarão aos pés e a negarão. A santidade de vida será desprezada até pelos que exteriormente a professam, pois naqueles dias Nosso Senhor Jesus Cristo lhes mandará não um verdadeiro pastor, mas um destruidor.

O que a Igreja Católica ensina sobre aparições e revelações particulares


EPIFANIAS
SÃO ACONTECIMENTOS inexplicáveis e raros. São aparições através das quais a Graça de Deus se manifesta, invariavelmente para fortalecer a Fé dos fiéis, ou para os exortar a permanecer no Caminho, que é Cristo, e guardar a mesma Fé, ou para nos advertir quanto a perigos iminentes. Quanto a este assunto, as aparições da Virgem Maria reconhecidas pela Igreja ao redor do mundo constituem um fascinante capítulo, mas um estudo cuidadoso a respeito se faz necessário, porque o lidar com tais ocorrências tanto pode nos ajudar e fortalecer em nossa jornada neste mundo quanto, se mal interpretadas, induzir ao erro.

    Achamos conveniente, portanto, publicar alguns esclarecimentos a respeito de como a Igreja Católica vê as revelações e aparições chamadas particulares.

Pio XII confirmou que o Segredo de Fátima prevenia sobre a apostasia na Igreja, mas foi ignorado por seus sucessores

UM TESTEMUNHO NOTÁVEL, embora de relevância indireta, é o do Cardeal Eugenio Pacelli – antes de se tornar o Papa Pio XII – quando era Secretário de Estado do Vaticano durante o reinado de Pio XI.

    Falando ainda antes de a Irmã Lúcia ter escrito o Terceiro Segredo, o futuro Pio XII fez uma profecia espantosa sobre uma futura convulsão na Igreja:


As mensagens da Santíssima Virgem a Lúcia de Fátima me preocupam. Essa persistência de Maria sobre os perigos que ameaçam a Igreja é um aviso do Céu contra o suicídio de se alterar a Fé na Sua liturgia, na Sua teologia e na Sua alma. (...) Ouço à minha volta inovadores que querem desmantelar a Capela-Mor, destruir a chama universal da Igreja, rejeitar os Seus ornamentos, fazê-la ter remorsos do Seu passado histórico.[1]


Três dias de trevas? Esta é uma profecia reconhecida pela Igreja? Padre Pio tem algo a ver com isso?

PRATICAMENTE TODO FIEL católico já ouviu falar sobre a famosa profecia dos “três dias de trevas”. Segundo esta, depois de guerras e revoluções sociais, com uma aparente vitória total do Diabo na História e sobre a sociedade humana, Deus enviará um grande castigo sobre a Terra, a qual será inteiramente recoberta por densas trevas, por três dias: durante esse tempo, os demônios virão a este mundo sob formas terríveis, e ceifarão as vidas de todos os que encontrarem, especialmente as dos ímpios. 


    Todos deverão, então, refugiar-se em suas casas, trancar portas e janelas e fechar as cortinas, para que já não faleçam pela pavorosa visão dos seres infernais. A única luz que se poderá utilizar nesses dias assustadores será a das velas bentas – de preferência, velas de cera de abelha. Em consequência desse castigo, os maus serão destruídos, mas aqueles bem-aventurados que sobreviverem se converterão. A Igreja será, então, purificada e renovada, e a partir daí desfrutará de grande poder e prestígio entre as nações: Rússia, Inglaterra e China se converterão à Fé católica. 


    Algumas versões dão conta de que, nesses dias, São Pedro e São Paulo, em pessoa, retornarão ao mundo para converter os povos e anunciar a eleição de um novo, fidelíssimo e poderoso Papa, que reinará gloriosamente sobre a multidão dos fiéis, os quais restaurarão o mundo. 


    Eis aí, resumidamente, o conteúdo da profecia dos três dias de trevas, difundida há muito tempo (nossas avós já falavam disso, e tremiam!) e que ultimamente tem ganhado grande atenção por meio de divulgações na internet, com versões e relatos que variam em certos detalhes. Ao mesmo tempo, há grande obscuridade com relação à veracidade e, especialmente quanto à origem dessa crença. Queremos, com este estudo, esclarecer os fatos, como é da nossa vocação. Que Nosso Senhor nos abençoe para que digamos aqui somente a verdade, e assim sejamos úteis a todos quantos aqui vierem.

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Tenhamos compaixão das pobres almas do Purgatório – e elas terão por nós!

NO MÊS DE SETEMBRO do ano 1870, uma religiosa do Mosteiro das Irmãs Redentoristas de Malines, na Bélgica, sentiu repentinamente uma profunda tristeza que, a partir de então, não a deixava, dia e noite. A pobre Soror Maria Serafina do Sagrado Coração (a mesma mítica que viu Lutero no Inferno – leia sua biografia) tornou-se então um enigma, para si própria e para a sua comunidade. Pouco depois tempo depois, chegava a notícia da morte de seu pai, ocorrida nos campos de batalha da Guerra Franco-Prussiana. Desde esse dia, a religiosa começou a ouvir gemidos angustiosos de uma voz que lhe dizia sempre: "— Minha filha querida, tem piedade de mim! Tem piedade de mim".

A Beata que viu Martinho Lutero no Inferno


NO ANO DE 1883 a Bem-Aventurada Sóror Maria Serafina Micheli (1849-1911), fundadora do Instituto das Irmãs dos Anjos, passava pela cidade de Eisleben, na Saxônia, Alemanha. Eisleben é a cidade natal de Lutero. Naquele dia, comemorava-se o quarto centenário do nascimento desse grande heresiarca (10 de novembro de 1483). Lutero dividira a Igreja e a Europa: dessa divisão advieram crudelíssimas guerras de religião que duraram décadas a fio.


    A população aguardava o imperador alemão Guilherme I, que devia presidir as solenidades. A Beata não se interessou pela agitação, e seu único desejo era encontrar uma verdadeira igreja onde pudesse rezar e visitar a Jesus Sacramentado. Mas já era noite e as igrejas estavam fechadas. Na escuridão, localizou uma com portas trancadas, e ajoelhou-se nos degraus de acesso.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida – antes de 'dia das crianças', 12 de outubro é dia de Nossa Senhora


NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO Aparecida é o título completo que a Igreja dedicou a esta especial devoção brasileira à Santíssima Vigem Maria. “Nossa Senhora Aparecida” é a diletíssima Padroeira do Brasil.


Por que 'Aparecida'?

No Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida, como também no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, constam os registros históricos da origem da imagem de Nossa Senhora cunhada "Aparecida". A história foi registrada pelo Pe. José Alves Vilela no ano 1743, e confirmada pelo Pe. João de Morais e Aguiar em 1757.

A Sagrada Face: qual era a aparência de Jesus Cristo?

RECEBEMOS HÁ ALGUNS dias, de um inscrito de nossa Formação Teológica Integral cujo nome não estamos autorizados a publicar, a seguinte pergunta:

Por gentileza, poderiam me informar o que  a tradição da Igreja diz a respeito da aparência física de Jesus?

    Apesar de se tratar de uma questão acidental (secundária, que não tem importância doutrinal), essa é também uma dúvida ou curiosidade recorrente, que surge de tempos em tempos, em perguntas semelhantes que nos fazem via redes sociais ou por mensagens enviadas ao nosso e-mail. Assim, resolvemos postar aqui a nossa resposta, ampliada, para que mais pessoas possam saciar essa curiosidade, que não deixa de ser interessante. Segue:


O autêntico Segredo de La Salette (fonte primária)


ENCERRANDO ESTA SÉRIE série especial sobre as aparições de Nossa Senhora em La Salette, com o objetivo de esclarecer os fatos e auxiliar àqueles que buscam a verdade sobre um tema tão difícil – já que há muita desinformação e mesmo muita oposição a respeito, da parte de modernistas inseridos na Igreja –, concluímos com os textos verdadeiros, escritos diretamente pelos videntes, sobre o tão falado e tão deturpado Segredo de La Salette. A fonte primária está citada ao final dos textos[1]. Segue.


___________
[1]Como vimos em nosso estudo anterior, no ano de 1999 o Padre Michel Corteville encontrou nos arquivos do Vaticano os documentos originais com as narrações de Maximin e Mélanie escritas em 1851 e enviadas ao papa Pio IX, publicando-as no livro que escreveu junto com o Padre René Laurentin, intitulado Découverte du secret de La Salette (Fayard, Paris, 2001) [https://www.fayard.fr/documents-temoignages/decouverte-du-secret-de-la-salette-9782213612836]. Esses textos podem ser encontrados no original em: http://JesusMarie.free.fr/apparitions_salette_secret.html
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 Tradução de Roberto Mallet. Fonte: BLOY, Léon. Aquela que chora – e outros textos sobre Nossa Senhora da Salette. Campinas: Ecclesiae, 2016, pp. 145-153.

A Aparição da Santíssima Virgem na montanha da Salette em 19 de setembro de 1846 segundo Mélanie Calvat (fonte primária)


Publicado pela Pastora da Salette com o Imprimatur do Mons. Bispo de Lecce[1]

[O texto de autoria de Mélanie Calvat 
de 1879]


– I –


No dia 18 de setembro, véspera da santa Aparição da Santa Virgem, eu estava sozinha, como de costume, cuidando das quatro vacas de meus senhores. Por volta das onze horas da manhã, vi chegar perto de mim um menino. Assustei-me ao vê-lo, pois achava que todos deviam saber que eu evitava todo tipo de companhia. O menino se aproximou e me disse: "Menina, vim ficar contigo; também sou de Corps". Ouvindo isso, minha maldade natural se mostrou e eu lhe disse: "Não quero ninguém perto de mim, quero ficar sozinha". Depois me afastei, mas ele me seguia, dizendo: "Ah, deixa eu ficar contigo; meu patrão me enviou aqui para que cuide das minhas vacas junto com as tuas. Eu sou de Corps"...

A aparição de Nossa Senhora em La Salette: a verdadeira história – parte 5


O DESAPARECIMENTO DOS ESTADOS Pontifícios, o enfraquecimento do poder da Igreja em toda a Europa, o progresso do ateísmo e do anticlericalismo depois a eclosão da Primeira Guerra Mundial, tudo apontava (pensadores católicos famosos como Léon Bloy, Louis Massignon, Paul Claudel e até Jacques Maritain falaram sobre isso) a veracidade do segredo confiado aos videntes de La Salette. 

    A partir de 1851, após minuciosa e exaustiva investigação eclesiástica, a aparição foi reconhecida como autêntica, e autorizado o seu culto. Mélanie Calvat tornou-se freira aos vinte anos, assumindo o nome de Irmã Marie de la Croix, dedicando sua vida inteira à divulgação da mensagem recebida do Céu. Sobre a grande apostasia e o subsequente castigo universal descrito na aparição segundo ela, em linhas muito impressionantes, dizia que "essas coisas acontecerão quando a desordem moral seja completa sobre a terra e o mundo esteja entregue às suas ímpias paixões", sem acrescentar datas. 

Aparição de Nossa Senhora em La Salette: a verdadeira história – parte 4

Mélanie Calvat e Maximin Giraud, os videntes de La Salette, retratados pouco tempo após a Aparição que colocaria suas vidas de cabeça para baixo.

Ler a primeira parte

O porquê da polêmica


Católicos modernistas e liberais, poderes civis e associações anticatólicas sabiam que se a mensagem dada em La Salette fosse bem recebida, a causa da Revolução estaria perdida. Para complicar ainda mais o quadro, vários charlatães passaram a espalhar mensagens falsas, atribuindo-as aos videntes. Após a publicação do segredo na data prescrita, os inimigos de La Salette exacerbaram ainda mais a oposição.

A aparição de Nossa Senhora em La Salette: a verdadeira história – parte 3

O Santuário de Notre Dame de La Salette, hoje.

Ler a primeira parte

NO DIA SEGUINTE ao da aparição de 19 de setembro de 1846, a notícia se espalhava como um incêndio. La Salette tinha em torno de oitocentos habitantes, um pequeno vilarejo de camponeses dos Alpes. Muitos vinham perguntar a Maximim e Mélanie o que sucedera, e eles repetiam sempre a mesma história, à exaustão.

    O ocorrido, claro, chegou ao pároco de La Salette, um experiente ancião. A santa Igreja, como Mãe e Mestra, sempre espera o momento certo para se manifestar, pois há critérios estabelecidos para discernir quanto aos casos de aparições. 
E o pároco, num primeiro momento, adotou uma atitude prudente, mas diante da clara sinceridade das duas crianças, e do fato de que ambas se repetiam com precisão ao contar exatamente todos os detalhes do sucedido, logo acreditou. No fim de semana seguinte, ele falou no ambão da paróquia sobre a aparição, o que constrangeu o bispo local, Dom Philibert de Bruillard, que o repreendeu duramente. Todavia, logo na sequência dos fatos, dando-se conta de tantas e tão claras evidências, também ele acreditou na veracidade das aparições. Pouco depois, o cardeal-arcebispo de Lyon, Dom Louis-Jacques-Maurice de Bonald, manifestou-se cético, exigindo das crianças, para que aceitasse a realidade das aparições, a revelação do segredo que lhes fora dado por Nossa Senhora.
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