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O conceito católico de epiqueia e a sagração dos novos bispos da FSSPX

A virtude da epiqueia (do grego epieikeia, também conhecida como aequitas, equidade em latim) é uma virtude moral que pertence à justiça, especificamente à justiça legal. Ela consiste na disposição de corrigir ou moderar a aplicação rígida da letra da lei quando esta, por ser universal e geral, não se adequa perfeitamente a um caso concreto particular, de modo a seguir o espírito da lei e o bem comum, em vez de sua formulação literal.

A busca da data histórica do Nascimento de Cristo: 25 de dezembro é uma possibilidade factual


O TEMPO LITÚRGICO do Natal vai da véspera do próprio Natal de Nosso Senhor até o primeiro domingo depois da Festa da Epifania, em 6 de janeiro, quando se comemora o Batismo do mesmo Jesus Cristo.

A melhor edição da Bíblia Sagrada já publicada em idioma português

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REALMENTE NENHUMA EDIÇÃO da Bíblia Sagrada se compara com a da Realeza para quem se preocupa com fidelidade à Tradição da Igreja. Vou deixar um resumo aqui, já que é da minha obrigação enquanto editor católico.


    A edição da Bíblia Sagrada com tradução do Pe. Matos Soares publicada pela Editora Realeza (parte da Associação Cultural Christus Regnat) é frequentemente considerada superior por muitos teólogos, estudiosos e fiéis católicos tradicionalistas, em comparação com as versões de outras editoras. Isso se deve a uma combinação de fatores teológicos, editoriais e de fidelidade à tradição da Igreja. Algumas das razões para isso são estas:



    1. Fidelidade absoluta à Vulgata Sixto-Clementina (1932)


    A Realeza republica a tradução original de 1932 do Pe. Matos Soares, feita diretamente da Vulgata Latina (edição oficial de Sixto V e Clemente VIII, promulgada em 1592/1598 e confirmada pelo Concílio de Trento como autêntica). Essa versão é vista como o ápice da obra do tradutor, com notas exegéticas baseadas exclusivamente nos Padres da Igreja, Doutores, Papas e teólogos pré-conciliares, sem influências de críticas modernas muitas vezes problemáticas.


    Em contraste, por exemplo, a edição da Ecclesiae usa a edição de 1956, na qual o autor revisou o texto conforme os "originais" hebraicos e gregos disponíveis na época (influenciado pela encíclica Divino Afflante Spiritu de Pio XII, de 1943). Embora isso seja louvável para efeito de estudos acadêmicos, tradicionalistas argumentam que introduz variações sutis e uma abordagem mais "crítica" que pode diluir a autoridade da Vulgata, considerada o texto latino oficial por séculos. A Realeza é elogiada por preservar a "garantia eclesial de não ter erros contra a fé e a moral", como destacado em resenhas apologéticas.



    2. Revisões e aperfeiçoamentos editoriais


    A primeira edição da Realeza (2022) já foi um marco: após mais de 50 anos sem reedição fiel, dedicaram dois anos a um trabalho realmente meticuloso (sou parte disso), incluindo ilustrações clássicas de Gustave Doré (da La Grande Bible de Tours), que enriquecem a edição visual e devocionalmente.


    A segunda edição (2024) esgotou rapidamente e trouxe melhorias como: diagramação em duas colunas, índice digital para buscas rápidas, lombada mais fina para melhor manuseio, e múltiplas revisões corrigindo até erros tipográficos da original, sem alterar o texto.


    A terceira edição (lançada agora em novembro de 2025) é ainda mais aperfeiçoada: passou por mais cinco revisões minuciosas, adicionando novos anexos e recursos textuais/litúrgicos exclusivos (como índices expandidos, orações e referências litúrgicas tradicionais). Este volume vai conter, além do texto da Bíblia, o devocionário exclusivo do próprio Pe. Matos Soares (ilustrado com artes de Julius Schnorr), o Missal cotidiano e mais o Catecismo de São Pio X original de 1912 (o verdadeiro, recomendado pelo Papa Santo). Tudo isso a torna, sem dúvida, a melhor edição da Bíblia católicas já publicada em língua portuguesa, e é vista como um "tesouro para a Tradição".



    3. Opiniões de teólogos e entendedores


    Em círculos tradicionalistas (como blogs apologéticos e canais católicos tradicionalistas no YouTube, ex.: comparações entre edições), a Realeza é preferida por ser "a única tradução com imprimatur integral da Santa Sé (Pio XI) sem adulterações pós-Vaticano II". Críticos de outras edições apontam que a versão de 1956, recorrem à Vulgata como base, mas incorporam "dúvidas críticas" sobre interpretações, o que pode confundir leigos. A Realeza, por outro lado, é "um símbolo do compromisso com a Tradição bimilenar", ajudando fiéis a "mergulhar nas Escrituras com segurança e reverência".


    Exemplos: Resenhas em sites como Apologética Católica chamam a Realeza de "extraordinária" por sua precisão e acessibilidade; estudos comparativos enfatizam que a Vulgata da Realeza é a "mais confiável para meditação litúrgica". Teólogos como os que citam São Jerônimo ('Ignorar as Escrituras é ignorar Cristo') veem nessa edição uma ponte direta à tradição monástica e patrística.


    Em resumo, a superioridade percebida está na pureza doutrinal, revisões rigorosas e recursos devocionais que tornam a Realeza ideal para quem prioriza a Vulgata tradicional. Se você busca uma para estudo litúrgico ou pessoal, a terceira edição é mesmo imperdível.

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Maria Corredentora? Mediação universal de Nossa Senhora? Tire suas dúvidas

O INACREDITÁVEL DOCUMENTO "Mater Populi Fidelis", do Dicastério para a Doutrina da Fé, capitaneado por Dom Tucho, para o espanto de muitos fiéis católicos (não o meu, que nada mais espero dessa nova 'igreja conciliar'), na prática proíbe aos católicos chamarem Nossa Senhora de "Corredentora" ou de "Medianeira" daqui para diante. De fato, o texto é apenas um resumo consolidado dos argumentos geralmente protestantes contra o uso desses títulos-tributos para a Santíssima Virgem Maria.

    O documento "desaconselha" o uso desses títulos, alegadamente, por razões "teológicas, pastorais e... ecumênicas". Nesta última palavra, porém, distingue-se, clara como água, a única verdadeira razão para tal aberração.

    Embora reconheça a cooperação singular de Maria na obra da salvação, o texto afirma que esses termos específicos são teologicamente "ambíguos" e que podem levar a "equívocos". Contra o título "Corredentora", o principal argumento apresentado é o risco de obscurecer a Mediação única de Cristo. O prefixo "co-" poderia sugerir uma participação equivalente à de Jesus, diminuindo a verdade revelada fundamental de que Cristo é o único Redentor. Além disso, o título não possuiria fundamento claro nas Sagradas Escrituras nem na Tradição apostólica antiga, sendo de uso relativamente recente. Lembra que o Concílio Vaticano II (claro...), de forma deliberada, evitou o termo para manter a centralidade de Cristo, e afirma que tal doutrina ainda não é madura para uma definição dogmática.

    Em relação ao título "Medianeira de todas as graças", o documento reafirma que Cristo é o único Mediador entre Deus e os homens, conforme a Escritura (1Tm 2,5). O uso deste título para Maria poderia gerar "confusão doutrinal", sugerindo que ela seja uma fonte de graça "paralela" ou independente de Cristo. A mediação de Maria é de intercessão e de maternidade, um papel subordinado e dependente da mediação exclusiva de Cristo, de quem fluem todas as graças. Por fim (e aqui chegamos ao cerne da questão toda, o motivo real da publicação desse documento) ambos os títulos representam um obstáculo significativo ao diálogo ecumênico com outras denominações cristãs. Bingo!

    A recomendação do documento, por fim, é favorecer títulos como "Mãe do Povo Fiel" ou "Mãe da Igreja", que expressam o papel de Maria de forma teologicamente segura, sem os riscos de desequilíbrio doutrinal associados aos de "Corredentora" e "Medianeira de todas as graças".

*  *  *

    Apresentados os pontos centrais da questão até aqui, passemos a analisá-los com um pouco mais de detalhe:


    1. O título Corredentora aplicado a Maria, juntamente com a noção da sua mediação universal, podem ser mal interpretados e/ou gerar equívocos?


    Sim, sem dúvida. Todavia, o mesmo vale para praticamente todos os outros títulos dogmáticos conferidos a Nossa Senhora. Todos eles requerem boa catequese para serem corretamente  compreendidos. "Mãe de Deus", por exemplo, é um título que igualmente pode soar ambíguo e que tem potencial para gerar equívocos. Tanto é assim que esta é uma das principais armas usadas pelos protestantes desde sempre contra o culto mariano. No entanto, o primeiro a chamar Maria Mãe de Deus foi o próprio Espírito Santo, pela boca de Santa Isabel, como vemos no primeiro capítulo do Evangelho segundo São Lucas: "De onde me vem a honra de vir a mim a mãe do meu Senhor?" (Lc 1,43).

    Essa frase, conforme dita por Santa Isabel inspirada pelo Espírito Santo, no original, é a seguinte:

πόθεν μοι τοῦτο ἵνα ἔλθῃ ἡ μήτηρ τοῦ κυρίου μου πρὸς μέ


    A palavra grega traduzida por "Senhor", aí, é κυρίου (kyriou), que significa exatamente o título divino "Senhor". O κυρίου (Kyriou) em Lc 1,43 é a mesma palavra grega usada no Novo Testamento e na Septuaginta (LXX) para traduzir o Nome divino יהוה (YHWH) do Deus de Israel. Como por exemplo:

    Êxodo 3,14 – “Eu Sou o Que Sou” — ἐγώ εἰμι ὁ ὤν… κύριος — “Eu Sou o Senhor”.

    Atos 2,36 – Pedro no Pentecostes: κύριον αὐτὸν καὶ χριστὸν ἐποίησεν ὁ θεός — “Deus o fez Senhor e Cristo”.


    A forma κυρίου (genitivo singular masculino de κύριος), no contexto da passagem em questão, apresenta Santa Isabel reconhecendo, por Inspiração divina, que o Filho de Maria não é apenas um profeta, mas o próprio SENHOR Encarnado.    

    Note-se, então, que mesmo com o "risco" de alguém entender errado o título de Mãe de Deus, a Igreja não pode negá-lo nem deixar de reconhecê-lo, já que consta da Revelação e foi sempre reafirmado pelo santo Magistério, em todos os Papas, Doutores e Santos da Igreja.

    Entretanto, pessoas ignorantes e/ou mal intencionadas continuam imaginando que dizer isso é um grave erro e até uma blasfêmia, já que Deus é o Criador de todos e Maria é criatura, portanto não poderia ser "mãe de Deus". Evidentemente, o sentido do dogma não é este, mas sim o de que Jesus, sendo Deus e sendo homem a um só tempo, é inteiramente Filho de Maria. Ela, portanto, é sua mãe. Ele sendo Deus, ela é então Mãe de Deus. Ponto.

    Maria, por óbvio, não poderia ser Mãe de Deus Pai (dizer isso, sim, seria blasfêmia), mas é evidentemente a Mãe de Deus Filho. Isso está bem resumido inclusive no catecismo de João Paulo II: "Chamando-a de ‘Mãe de Deus’, a Igreja confessa que Jesus é inseparavelmente verdadeiro Deus e verdadeiro homem" (§ 495).

    Dissemos todo este preâmbulo para esclarecer que a Igreja não teme, nunca temeu e não pode temer proclamar a verdade por receio de ser mal interpretadaDeus não se rebaixa por medo de confusão; a Igreja não adapta a Revelação ao entendimento dos ignorantes ou mal-intencionados. Ela ensinadefende, explica — mas não nega e nem se omite.


    2. O prefixo "co-", de Corredentora, poderia sugerir uma participação equivalente à de Jesus na economia da salvação, diminuindo a verdade fundamental de que Cristo é o único Redentor?


    Não, absolutamente. Por isso mesmo não se diz que Maria é redentora, mas sim corredentora, isto é, que participa, que colabora, que atua conjuntamente. Nossa Senhora é corredentora de modo participativo, subordinado e dependente em relação a Cristo. Nunca houve confusão em relação a esse princípio fundamental em nenhum dos proponentes dessa doutrina. A justificativa apresentada, portanto, não se sustenta.

    Esclarecendo, a Corredenção mariana é a doutrina segundo a qual Maria, por sua livre adesão ao plano de Deus e por sua participação única nos sofrimentos de Cristo (especialmente ao pé da Cruz), cooperou de modo singular na obra da Redenção. Ela não é "redentora" no sentido de ser capaz, por ela mesma, de nos redimir como o Cristo (Ele é, sim, o único Redentor em sentido absoluto, segundo a Igreja Católica confessou desde sempre).

    
É verdade, reconhecemos, que nem a Corredenção e nem a Mediação universal de Maria foram proclamadas dogmaticamente, como verdade de fé (ou seja, não são verdades que obriguem os fiéis a crer de fide); no entanto, essas doutrinas foram ensinadas e corroboradas por numerosos papas (como Pio IX, Leão XIII, Pio X, Pio XI, Pio XII) em encíclicas, alocuções e catequeses, e estão presentes na Liturgia, na oração e em hinos tradicionais aprovadíssimos pelo Magistério. São defendidas por grandes Santos (como São Luís de Montfort, São Maximiliano Kolbe, Santa Catarina Labouré) e Doutores (como São Boaventura, São Bernardo, São Lourenço de Brindisi). São, portanto, parte do ensino constante e perene da santa Igreja e neste sentido podem ser considerados como verdades de fé.

    Um exemplo prático semelhante de verdade católica infalível não definida solenemente é a imoralidade intrínseca do aborto: mesmo sem nunca ter sido definida por um Concílio ou Papa ex cathedra, assim é, porque todos os Papas, em todos os tempos, a ensinaram como certa. Estamos tratando de verdades seguras para serem acreditadas, ainda que não obrigatórias sob pena de heresia.


    3. O uso desses títulos é mesmo "relativamente recente"? Desde quando a Igreja crê nisso? Quando surgiram essas expressões na História? Quem defendeu essa doutrina pela primeira vez?

    A doutrina da Corredenção mariana como a participação única e subordinada de Maria na obra redentora de Cristo tem raízes muito antigas na Tradição da Igreja, ainda que a expressão específica "Corredentora" (ou co-redemptrix em latim) seja um desenvolvimento posterior.

    1. Raízes antiquíssimas da ideia (séculos II-IV)

  • A doutrina não tem nada de nova: baseia-se na participação especialíssima de Maria na salvação, inspirada em passagens bíblicas como Lc 1,38 ("Faça-se em mim segundo a tua palavra") e Jo 19,25-27 (Maria ao pé da Cruz, como "mãe" da humanidade redimida).

  • Primeiro defensor do conceito: Santo Ireneu de Lyon (c. 130-202), bispo e teólogo do século II(!), é considerado o pioneiro. Em sua obra Adversus Haereses (c. 180 d.C.), compara Maria à "nova Eva": assim como Eva colaborou na queda do homem por desobediência, Maria colabora na redenção por obediência total a Deus, tornando-se "causa salutis" (causa da salvação) para a humanidade, por meio de seu Filho. Isso é o embrião da ideia de cooperação redentora, mas sem o termo "corredentora".

    • Outros Padres da Igreja primitiva, como Santo Efrém, o Sírio (século IV), e São Cirilo de Alexandria (século V), reforçam isso: Cirilo chama Maria de "Tesouro venerável do mundo inteiro" pela qual a Trindade é glorificada, enfatizando sua união com Cristo na salvação.

    Essa fase é mais sobre a Maternidade espiritual de Maria e sua associação à Cruz, sem uma terminologia técnica.     2. Evolução medieval: O conceito se aprofunda (séculos X-XIII)

  • No século X, surge o título mais ousado de "Redentora" (redemptrix), atribuído a Maria em textos litúrgicos e teológicos, destacando sua intercessão e sofrimento unidos ao de Cristo. Isso reflete uma piedade crescente, mas ainda subordinada à redenção única de Jesus.

  • São Bernardo de Claraval (1090-1153), Doutor da Igreja e grande mariólogo medieval, é um dos primeiros a defender explicitamente a participação de Maria na redenção. Em seu Sermão sobre a Assunção (século XII), ele descreve Maria como cooperadora no mistério da redenção, completando o que "falta" à Paixão de Cristo (ecoando Cl 1,24, sobre São Paulo como "corredentor"). Bernardo enfatiza que Maria, ao pé da Cruz, sofreu com Cristo e assim se tornou "mãe dos viventes" na salvação.


    3. O surgimento da expressão "Corredentora" (século XIV)

  • A expressão "Corredentora" surge pela primeira vez no século XIV, em meio ao florescimento da teologia escolástica e da espiritualidade franciscana. Ela expressa melhor o caráter subordinado da participação de Maria (o prefixo "co-" significa "com" ou "junto a", nunca "igual a" Cristo, o único Redentor).

    • Quem defendeu pela primeira vez? Não há um único "inventor", mas teólogos como Alberto Magno (século XIII, precursor) e, mais explicitamente, autores franciscanos do século XIV (como São Pedro de João Olivi ou Guilherme de Ware) usam termos semelhantes em tratados sobre a dor de Maria no Calvário. O termo se populariza em escritos devocionais e litúrgicos, como hinos e orações que invocam Maria como "corredentora" pela sua oferta sacrificial.

    • Por volta de 1373, o teólogo Jean Gerson (ou outros contemporâneos) o emprega em contextos acadêmicos, ligando-o à ideia de Maria como "reparadora" do pecado original.

    Essa terminologia se torna comum no século XV, com o Concílio de Basileia (1439) discutindo-a, e se universaliza na teologia católica a partir daí.

    4. Desenvolvimento moderno e Magistério (séculos XIX-XX)

  • Papas como São Pio X (encíclica Ad Diem Illum, 1904) e Pio XII (Mystici Corporis, 1943) usam o termo ou o conceito, afirmando que Maria foi "associada" à redenção por Deus, completando-a com seu sofrimento (novamente, Cl 1,24).

*  *  *

    Aí está, caríssimos irmãos, uma breve apresentação do problema e um brevíssimo resumo da história. Não entraremos em pormenores por ora, mas cabe esclarecer, antes de finalizar, que os termos Redenção e Mediação referem-se a realidades distintas, mas inseparáveis. Redenção é o que fez Nosso Senhor Jesus Cristo ao redimir a humanidade na Cruz, o que representa a parte, por assim dizer, mais importante da sua missão. Já Mediação é como geralmente se designa tudo o que Ele fez e faz para nos ligar a Deus. Jesus é Mediador porque é Redentor: Maria, unida a Ele, participa, de modo subordinado e dependente, dessa mesma missão: ela é Corredentora quando ajuda na obra da salvação, e Medianeira quando faz com que as graças cheguem até nós.

    Por fim, destacamos que o Magistério da Santa Igreja, por meio do seu órgão competente (antigamente a Congregação da Inquisição ou Santo Ofício, criada em 1542), detém plenamente o direito de vetar a promulgação de determinado dogma. Este é o papel que lhe cabe propriamente. Pe. José Eduardo virá rápido e com toda a presteza reafirmar e berrar isso aos quatro cantos. Aqui nos limitamos a demonstrar, apenas, porque as razões apresentadas no documento Mater Populi Fidelis definitivamente não se sustentam segundo a sacra Tradição da Igreja Católica.

Atenção: em razão do ocorrido e visando o esclarecimento do povo católico, a editora Realeza (site 'Obras  Católicas') aplicou temporariamente um desconto especial de 50% à obra clássica do Revmo. Pe. José Bover, SJ, "Maria Medianeira Universal". Este livro não é uma coleção de sentimentalismos devocionais, mas de uma investigação teológica meticulosa e profunda. Acesse por este link e garanta o seu desconto: adquira agora o seu exemplar!

As lembranças dos pecados passados devem ser queimadas na "Fornalha da Misericórdia Divina"


A OBRA "TEOLOGIA Espiritual", (Spirtitual Theology, T&T Clark publishers) do Pe. Jordan Aumann, OP, em muitos dos seus trechos pode surpreender a muitos. Ao tratar sobre a purificação da memória, refere o seguinte:

Esqueça os pecados do passado. Este é o primeiro passo, e é absolutamente indispensável para todos os que aspiram a salvação eterna. A lembrança dos seus próprios pecados ou dos pecados do outro tem um forte poder de sugerir à alma novamente as mesmas coisas, levando a uma nova tentação e novamente ao pecado, especialmente se uma imaginação vívida está associada com a lembrança. A alma deve rejeitar imediatamente e energicamente qualquer recordação deste tipo.

    Para esclarecer, essa purificação da memória não é uma negação ingênua de que você pecou – como se os seus pecados nunca tivessem acontecido – mas é, isto sim, uma recusa do filho de Deus em voltar a chafurdar na vergonha ou no falso prazer dos pecados cometidos. Tais lembranças, especialmente perigosas quando fazem o fiel "reviver", na memória, pecados de impureza cometidos no passado, podem levar, por um lado, à tentação de pecar novamente, ou, por outro, ao escrúpulo exagerado e ao desespero.

Manual Bíblico Católico — questão 1



    ** Conteúdo extraído de nossa Formação em Teologia Católica Clássica

I — Onde está escrito na Bíblia que a "única regra de fé e prática" dos cristãos é a própria Bíblia?


A afirmação de que "a única regra de fé e prática dos cristãos é a Bíblia" tem sua origem na chamada "Reforma" Protestante do século XVI. Essa teoria é baseada no princípio "Sola Scriptura" ('Somente a Escritura'), segundo o qual "a Bíblia tem absoluta primazia, sendo ela a única regra de Fé e Prática que todo ser humano deve seguir".

Nosso Senhor se sacrificou "por muitos" ou "por todos"?


NAS PASSAGENS DAS SAGRADAS Escrituras que narram a instituição da Eucaristia durante a Última Ceia, sempre reforçada na Liturgia cristã (cf. Mt 26,26-28; Mc 14,22-24), encontramos a formulação que se traduz de forma exata com a palavra "muitos". Nosso Senhor nunca disse que entregava seu Corpo e Sangue "por todos", mas por muitos:

Sobre o documento da Igreja que garante perpetuamente a celebração, sem impedimentos, da Missa Tradicional


Santo Antônio de Pádua ou de Lisboa


SABE AQUELE "SANTO" que costuma "desencalhar" o povo quando sua imagem é virada de cabeça para baixo num copo d’água? Pois bem, aquele não é Santo Antônio. Antônio não é esse e nem tem nada a ver com esse tipo de prática inspirada na bruxaria.

Corpus Christi – Corpo de Cristo: origem, natureza e importância

Por Felipe Marques – Frat. Laical São Próspero

É INCRÍVEL PENSAR que, mesmo depois de tanto tempo desde a Instituição da Santa Eucaristia na Santa Missa de Lava-pés (a Santa Ceia de Cristo com seus Apóstolos logo antes da Paixão), e mesmo depois de tantos séculos com os bispos fielmente preservando a Tradição de fazer aquilo que Jesus pediu, como é narrado por São Lucas: “...Fazei isto em Minha memória...” (22, 19), muitos ainda desconfiem das palavras do Salvador: “... isto É O MEU CORPO... este Cálice É A NOVA ALIANÇA EM MEU SANGUE, que é derramado por vós...” (São Lucas 22, 29 – 20).

O concílio do Vaticano II é o problema, ou será que não?


EM PRATICAMENTE TODO ambiente católico, em qualquer grupo de estudos católico, em qualquer curso de história da Igreja, na boca de qualquer professor ou comentarista da situação da Igreja de hoje, nos blogs, canais do Youtube e nos textos ou vídeos postados em redes sociais e também em ambientes acadêmicos, o concílio do Vaticano II é assunto obrigatório.

Por que os Papas não são mais coroados com a Tiara?


A COROAÇÃO DO PAPA com a Tiara, um símbolo de poder diretamente relacionado ao reconhecimento e à reverência que a Igreja presta a Cristo, a quem o Papa representa na Terra, como Rei do Universo (logo ao reinado social de Nosso Senhor no mundo), foi infelizmente abandonada por Paulo VI em 1963, como um gesto de suposta humildade. Todavia, não se esperava que a coroação de Paulo VI fosse a última cerimônia desse tipo na história da Igreja, nem que o papado fosse tão rapidamente privado de um símbolo que o definiu por mais de um milênio, a Tiara Papal.

Só a Bíblia é confiável?


ALGUÉM QUE NÃO se identificou fez hoje uma pergunta ao nosso apostolado que entendemos por bem reproduzir aqui, na forma de post, seguida de nossa resposta, porque a questão colocada traz uma daquelas ideias equivocadas na qual, com certeza, muitas pessoas acreditam em nossos dias. Segue:


Li uma resposta que orientava quem fez a pergunta a pensar se a Bíblia era a única regra de fé e prática.

Bom...a meu ver, somente os escritos dos Apóstolos e a Torá e os escritos usados desde o tempos de Jesus são totalmente confiáveis. Tudo mais, para mim, pode ser fonte de pesquisa, mas nunca um livro sagrado, com inspiração divina.

Os homens santos de hoje devem seguir a Jesus e deixa- Lo ser engrandecido. "Que Ele cresça..."


    Entendo que a lógica do seu pensamento até parece fazer sentido à primeira vista, querido(a) leitor(a), (poderia por favor deixar o seu nome na próxima vez?). Só não entendi ter colocado a Bíblia cristã e a Torá em pé de igualdade, já que segundo a primeira vivemos agora os tempos da Nova e Eterna Aliança, sendo que as coisas antigas já passaram (conf. 2 2Cor 5,17-18). Mas veja que essa mesma lógica remete a um círculo infinito que obriga a retornar ao mesmo ponto: veja, se as Sagradas Escrituras são a única fonte confiável, então somos obrigados a ser Igreja, porque a própria Escritura vai atestar que "a Igreja é a Casa do Deus vivo, e a coluna e o sustentáculo da Verdade" (conf. 1Tm 3,15). Outras traduções corretas dessa passagem trazem "é a coluna e o firmamento" ou "o sustentáculo" da Verdade. Veja que é a própria Bíblia a atestar que aquele que quer seguir a Cristo não pode se basear somente no que foi escrito, mas precisa aceitar a continuidade histórica desse mesmo Cristo no mundo, que está na Igreja!

A mitra dos bispos e papas e o simbolismo pagão


RECEBEMOS DO LEITOR que se identifica com o nome "Emerson" a pergunta que reproduzimos abaixo, seguida de nossa resposta:

(...) uma coisa me deixou muito em dúvida. Vi um desses vídeos onde acusam a igreja católica de adorar o Deus Mitra e até distorceram uma explicação de um padre sobre o natal para comprovar o culto ao Deus mitra.
Até ai tudo bem estava me divertindo com as heresias ai então o autor falou que presta serviço a várias instituições catolicas e que a razão social da maioria começa com mitra e o nome da instituição comprovando o culto ao tal deus sol.
Fiz uma rápida busca e realmente percebi que varias dioceses tem o mitra antes do nome e também percebi o termo mitra diocesana.
Sei que mitra é o chapel cônico que os bispos e o papa usa.
Gostaria de saber qual o verdadeiro significado do termo mitra para igreja e se tem alguma ligação com o deus pagão e porque o nome aparece na frente do nome das dioceses."

Salve Maria, Emerson!

Muitas vezes, optamos por nem sequer abordar questões deste tipo, não só por se tratarem de temas que, teologicamente falando, são realmente muito rasteiros, infantis mesmo, como também porque sabemos que apenas o falar sobre tais coisas já pode se tornar uma maneira de ajudar esses verdadeiros maníacos na divulgação dessas tolices caluniosas contra a Igreja de Cristo. O objetivo do nosso trabalho por aqui é exatamente o contrário: buscamos o esclarecimento das questões da fé. Em todo caso, como você infelizmente nos diz que se deixou perturbar por essa grande bobagem, consideramos por bem publicar uma resposta em forma de post.

Os católicos da época do concílio Vaticano II não notaram a ruptura?

A geração da época parece não ter se apercebido exatamente do que estava acontecendo...

 RECENTEMENTE, EM UM GRUPO de estudos católico no qual participo, surgiu uma questão particularmente interessante, que julgo conveniente compartilhar com os nossos leitores. Alguns membros levantaram a seguinte questão: se houve mesmo a tão comentada descontinuidade da Fé católica — na doutrina, na moral, nos costumes e na disciplina da Igreja—, com o advento do concílio Vaticano II, então porque, conversando com pessoas que viveram durante esse momento de transição, vemos que elas parecem não ter notado algo assim tão crítico?

Cristãos devem guardar o sábado ou o domingo? Um estudo integral

JÁ FALAMOS SOBRE esse assunto de forma breve aqui em "O Fiel Católico", com o apontamento de referências bíblicas e históricas (leia), mas parece não ter sido o suficiente, na medida em que continuamos recebendo mensagens indignadas a respeito, acusando a Igreja de ter mudado o Mandamento divino sobre o dia de descanso, santificação e adoração. Retornamos, portanto, ao problema, desta vez de maneira ampliada e mais completa.



Introdução

A controvérsia acerca do dia de guarda é antiga: nasceu já na Igreja primitiva, mas foi logo resolvida. Ao longo da História, porém, a questão ressurgiu, especialmente com o advento da apostasia do protestantismo, resultando no que vemos hoje: grupos e indivíduos que se autodenominam igualmente "cristãos" mas que observam dias diferentes para dedicar a Deus e ao repouso. De um lado, a maioria observa com sinceridade o domingo, o primeiro dia da semana bíblico, o Dia do Senhor, memorial da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Assistir pornografia reprograma o cérebro


PORNOGRAFIA É COISA muito antiga na história humana. Arqueólogos descobriram centenas de afrescos e esculturas sexualmente explícitas nas ruínas do Monte Vesúvio em Pompeia, Itália, por exemplo, assim como em esculturas do século X na Índia, e a arte japonesa do shunga já retratava casais em cenas de sexo explícito no século XVII.

Seu defeito dominante pode levar sua alma à perdição. Saiba como identificá-lo e vencê-lo


A VIDA ESPIRITUAL não é fácil, pelo contrário, nessa peregrinação rumo à Pátria Celeste caminhamos e caminharemos ainda por vias duras, tortuosas e acidentadas e não faltarão as noites frias e ameaçadoras e os dias de jornada por longos desertos escaldantes; enfrentaremos animais selvagens, verdadeiras bestas assassinas; lutaremos contra assaltantes de toda espécie; precisaremos cultivar a sabedoria e o discernimento para evitar as armadilhas dos nossos inimigos, tanto os visíveis quanto (principalmente) os invisíveis. E diariamente – mas especialmente quando o fim de tudo chegar –, teremos que enfrentar o pior de todos os nossos inimigos: nós mesmos.

    Sim. Enfrentar o Eu, para muitos, se não para todos, é o maior dos obstáculos. E tanto mais duro, beirando o impossível, será para aqueles que não reconhecem sua própria fragilidade, não conhecem o seu “ponto fraco”: o ponto que frequentemente será atacado pelos mais diversos inimigos, especialmente os espirituais. Grande teólogo e mestre, o Padre Garrigou-Lagrange definiu o defeito dominante nos termos seguintes:

Lucas Lancaster atropela Rodrigo Silva. De novo.

Para não esquecer o que ensinaram os Papas acima de qualquer suspeita



Sobre a ideia do respeito por todas as religiões e outros bichos:


"Todos [os católicos] devem evitar familiaridade ou amizade com qualquer um suspeito de pertencer à maçonaria ou a grupos afiliados. Conhecei-os pelos seus frutos e evitai-os. Toda familiaridade deve ser evitada, não apenas com aqueles libertinos ímpios que promovem abertamente o caráter da seita, mas também com aqueles que se escondem sob a máscara da tolerância universal, respeito por todas as religiões e o desejo de reconciliar as máximas do Evangelho com as da revolução. Esses homens buscam reconciliar Cristo e Belial, a Igreja de Deus e o estado sem Deus."
(Sua Santidade o Papa Leão XIII, Encíclica CUSTODI DI QUELLA FEDE, 8/12/1892, n. 15)

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