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Declaração conjunta assinada por Dom Schneider: o ensinamento de Francisco é herético, conforme definido dogmaticamente pelo Concílio de Trento
UM SELETO GRUPO de teólogos e sacerdotes, incluindo quatro bispos – sendo um deles Dom Athanasius Schneider –, tornou pública, no último dia 16 deste mês (setembro/2022), uma declaração comum contra um novo documento herético produzido por Francisco, por meio do qual – numa situação impensável e inadmissível –, se ensina o erro a toda a Igreja a partir da Cátedra Petrina.
Desta vez, a heresia pela qual se acusa o Papa é sobre a recepção da Sagrada Comunhão. O documento denuncia um erro gravíssimo contido na carta apostólica Desiderio Desideravi (de 29 de junho de 2022) que passou praticamente desapercebido. No documento, Francisco ensina uma doutrina que já foi infalivelmente condenada pelo Concílio de Trento, e que de fato representa uma das bases da heresia protestante: o Sola Fide.
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A Igreja Católica e a escravidão
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| 'Casamento de negros (escravos) de uma casa rica', pelo pintor e historiador Jean-Baptiste Debret |
RECEBEMOS DO LEITOR "Gui-2000" a mensagem que reproduzimos abaixo:
“O meu professor chegou na sala falando que a Igreja era a favor da escravidão na época colonização! E que ela considerava que os negros não tinham almas, e falou ainda que tava numa bula, Dum Diversos, só que ai pesquisei, mas n achei neste saite, e mostrei que n era bem aquilo, mas ai ele me disse que a Igreja na epoca tinha poder para acabar com a escravidão, contanto que na epoca nem se discutia sobre, só começou a discutir sobre o assunto no século 19! (...) Eu nem sei o que faço mais, meus professores falam coisas erradas da Igreja ao meu ver, revogo, e eu que estou errado, porque n tenho fontes históricas, alguém poderia me explicar tudo e me dar fontes históricas!”
A Igreja Católica e a escravidão

RECEBEMOS DO LEITOR "Gui-2000" a mensagem que reproduzimos abaixo:
** Ler a nossa resposta num estudo completo“O meu professor chegou na sala falando que a Igreja era a favor da escravidão na época colonização! E que ela considerava que os negros não tinham almas, e falou ainda que tava numa bula, Dum Diversos, só que ai pesquisei, mas n achei neste saite, e mostrei que n era bem aquilo, mas ai ele me disse que a Igreja na epoca tinha poder para acabar com a escravidão, contanto que na epoca nem se discutia sobre, só começou a discutir sobre o assunto no século 19! (...) Eu nem sei o que faço mais, meus professores falam coisas erradas da Igreja ao meu ver, revogo, e eu que estou errado, porque n tenho fontes históricas, alguém poderia me explicar tudo e me dar fontes históricas!”
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Concílio de Trento, Sessão II: Decreto sobre as regras de vida e outras atitudes que devem ser observadas no Concílio
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| Catedral de S. Vigilio, Trento, Itália (imagem atual) |
EM CONTINUIDADE À NOSSA série especial sobre o Concílio de Trento (leia a primeira parte aqui), publicamos agora a íntegra do texto da segunda sessão do Sacrossanto Concílio, o "Decreto sobre as regras de vida e outras atitudes", por Sua Santidade o Papa Paulo III, um conteúdo de inestimável valor histórico e teológico...
** Ler o documento na íntegra
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Abertura do Sacrossanto Concílio de Trento

EM CONTINUIDADE À NOSSA série especial sobre o Concílio de Trento (leia a primeira parte aqui), publicamos a íntegra do texto de abertura do Sacrossanto Concílio, por Sua Santidade o Papa Paulo III, um conteúdo de inestimável valor histórico e teológico...
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Bula Convocatória do Concílio de Trento no Pontificado de Paulo III

EM CONTINUIDADE À NOSSA série especial sobre o Concílio de Trento (leia a primeira parte aqui), publicamos abaixo a íntegra da Bula Convocatória de Sua Santidade o Papa Paulo III, um conteúdo de inestimável valor histórico e teológico...
** Ler a convocação na íntegra
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Concílio de Trento, Sessão II: Decreto sobre as regras de vida e outras atitudes que devem ser observadas no Concílio
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| Catedral de S. Vigilio, Trento, Itália (imagem atual) |
O SACROSSANTO CONCÍLIO Tridentino, congregado legitimamente no Espírito Santo e presidido pelos mesmos três Legados da Sé Apostólica, reconhecendo, como o bem aventurado Apóstolo São Tiago, que toda dádiva excelente e todo dom perfeito vem do Céu e desce do Pai das Luzes, que concede com abundância a sabedoria a todos os que a pedirem, sem se incomodar com sua ignorância, e sabendo também que o princípio da sabedoria é o temor de Deus, resolveu e decretou exortar a todos e a cada um dos fiéis cristãos congregados em Trento, agora, que procurem emendar-se dos seus erros e pecados cometidos até o presente e procedam daqui para a frente com temor a Deus sem condescender aos desejos da carne, perseverando, como possa cada um, na oração e confessando frequentemente, comungando, frequentando as igrejas e, enfim, cumprindo os preceitos divinos; pedindo também deste Deus, todos os dias, em suas orações particulares, pela paz dos príncipes cristãos e pela unidade da Igreja.
Exorta também aos bispos e demais pessoas constituídas da ordem sacerdotal que venham a esta cidade para celebrar o Concílio Geral, para que se dediquem com esmero aos contínuos louvores a Deus, ofereçam seus sacrifícios, ofícios e orações, e celebrem o Sacrifício da Missa, – ao menos nos Domingos, dia em que Deus criou a luz, ressuscitou dos mortos e infundiu em seus discípulos o Espírito Santo, fazendo como manda o mesmo Espírito por meio de Seu Apóstolo, – súplicas, orações, pedidos e ações de graças por nosso santíssimo Padre, o Papa, pelo Imperador, pelos Reis, por todos os que se acham constituídos em dignidade e por todos os homens para que vivamos pacífica e tranquilamente, gozemos da paz e vejamos o aumento da Religião.
Exorta também que jejuem pelo menos todas as sextas-feiras em memória da Paixão do Senhor, doem esmolas aos pobres e que sejam celebradas todas as quintas-feiras na igreja catedral a Missa do Espírito Santo com as liturgias e outras orações estabelecidas para a ocasião, e nas demais igrejas se digam, ao menos nos mesmos dias, as liturgias e orações, sem que o período dos Divinos Ofícios sofra interrupções ou conversações, senão ao que concerne ao sacerdote, em voz alta ou em silêncio.
É também necessário que os Bispos sejam irrepreensíveis, sóbrios, castos e muito atentos ao governo das suas casas; os exorta igualmente a que cuidem, antes de tudo, da sobriedade em sua mesa e da moderação em suas refeições. Além disso, como acontece muitas vezes, evitar na mesma mesa as conversações inúteis, e em vez disso, que seja lida a sagrada Escritura.
Instrua também cada um a seus familiares e empregados que não sejam devedores, alcoólatras, ambiciosos, soberbos, blasfemantes, nem dados a prazeres sensuais, fujam dos vícios e abracem as virtudes, manifestando alinhamento em suas vestes e também atos de honestidade e modéstia correspondentes aos ministros dos ministros de Deus.
Além disso, sendo o principal cuidado, empenho e intenção deste Sacrossanto Concílio, que dissipadas as trevas das heresias, que por tantos anos cobriram a Terra, renasça a luz da Verdade católica, com o favor de Jesus Cristo, que é a verdadeira Luz, bem como a sinceridade e a pureza e se reformem as coisas que necessitam de reforma.
O mesmo concílio exorta a todos os católicos aqui congregados que depois de se congregarem e, principalmente, aos que estão instruídos nas sagradas Escrituras, que meditem por si mesmo com diligência e esmero os meios e modos mais convenientes para poder dirigir as intenções do Concílio, e conseguir o efeito desejado, e com isto se possa com maior rapidez, deliberação e prudência, condenar o que deva ser condenado e aprovar o que mereça aprovação, e todos, por todo o mundo, glorifiquem a uma só voz e com a mesma confissão de fé a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
A respeito do modo com que se exponham os ditames, logo que os sacerdotes do Senhor estejam sentados no lugar de bênçãos, segundo o estatuto do Concílio de Toledo, ninguém possa fazer ruídos com vozes destonadas nem perturbar de modo tumultuoso, nem tampouco discutir com premissas falsas, vãs, ou obstinadas, sem que tudo o que venham a expor seja atenuado e suavizado de algum modo ao ser pronunciado, para que não se ofendam os ouvintes e nem se perca a retidão do juízo com a perturbação dos ânimos.
Determinação da Próxima Sessão
Depois disto estabelecido, e decretando o Concílio que, se acontecer por casualidade que alguns não tomem o assento que lhes corresponde e expressem suas opiniões, ainda que valendo-se da fórmula de Placet, assistam às congregações e executem durante o Concílio outras ações quaisquer que sejam, e nem por isto serão seguidos de qualquer prejuízo, e nem tampouco adquirirão novos direitos.
Marcou-se, a seguir, o dia de quinta-feira, 4 do próximo mês de fevereiro, para celebrar a sessão seguinte.
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Abertura do Sacrossanto Concílio de Trento
EM CONTINUIDADE À NOSSA série especial sobre o Concílio de Trento (leia a primeira parte aqui), publicamos abaixo a íntegra o texto de abertura do Sacrossanto Concílio, por Sua Santidade o Papa Paulo III, um conteúdo de inestimável valor histórico e teológico. Segue:
Procedimentos Introdutórios
** Leia na continuação: Sessão II – Decreto sobre as regras de vida e outras atitudes que devem ser observadas no Concílio
___
Fonte:
• NABETO, Carlos Martins, portal Agnus Dei, disp. em:
http://agnusdei.50webs.com/
Acesso 15/1/016
• Tradução: Dercio Antonio Paganini
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| Santo Inácio de Loyola diante do Papa Paulo III (obra de 1909/15) |
Procedimentos Introdutórios
Em Nome da Santíssima Trindade, seguem as ordens, constituições, atas e decretos feitos no Concílio Geral, Sacrossanto e Ecumênico de Trento, presidido em Nome de nosso santíssimo Cristo Pai e Senhor, por Paulo, por divina Providência, Papa III com este nome, pelos reverendíssimos e Ilustrissimos senhores Cardeais da Santa Igreja Romana, Delegados da Sé Apostólica, Juan Maria de Monte, Bispo da Palestina, Marcelo Cervini, Presbítero da Santa Cruz em Jerusalém, Reginaldo Polo, inglês, diácono de Santa Maria em Cosmedin.
Em Nome de Deus. Amém.
No ano do Nascimento de nosso Senhor de MDXLV (1545), na terceira convocação, no terceiro Domingo do Advento do Senhor, em que caiu a festividade de Santa Luzia, terceiro dia do mês de dezembro do décimo segundo ano de pontificado, pela providência de Nosso Senhor Jesus Cristo, de Paulo, Papa III, o terceiro com este nome, foi celebrada uma procissão geral na cidade de Trento, desde a Igreja da Santíssima e Única Trindade, até à Igreja catedral, para proceder ao feliz início do Sacrossanto, Ecumênico e Geral Concílio de Trento, e participaram dela os três delegados da Sé Apostólica e o Reverendíssimo e Ilustríssimo Senhor Cristóvão Madruci, Cardeal Presbítero da Santa Igreja Romana, do título de São Cesário e também dos Reverendos Padres e Senhores Arcebispos, Bispos, Abades, doutores e ilustres e nobres senhores que são mencionados com muitos outros doutores e teólogos, como canonistas e legisladores, e grande número de Barões e Condes, e também o clero e o povo da dita cidade.
Finalizada a procissão, o referido primeiro Delegado Reverendíssimo e Ilustríssimo Cardeal de Monte, celebrou a Missa do Espírito Santo, na santa Igreja catedral, e pregou o Reverendo Padre e senhor Bispo de Bitonto. Depois de acabada a Missa, deu a benção ao povo, o expressivo Reverendíssimo senhor Cardeal de Monte, e comparecendo depois diante dos mesmos Delegados e Prelados a honrada pessoa do mestre Zorrilla, secretário do Ilustríssimo Senhor Diego de Mandonza, embaixador do Imperador e Rei da Espanha, e apresentou as cartas em que o dito Embaixador pedia desculpas por sua ausência, as quais foram lidas em voz alta. Depois disto, foram lidas as Bulas da convocação do Concílio e imediatamente o expressivo Reverendíssimo Delegado Monte, voltando-se aos Padres do Concílio disse:
Decreto em que se declara a abertura do Concílio.
Tens por bem aceitar e declarar para a honra e glória da Santa e Indivisível Trindade, Pai e Filho e Espírito Santo, para aumento e exaltação da fé e da religião Cristã, extirpação das heresias, paz e concórdia da Igreja, reforma do clero e povo Cristão, e a humilhação e total ruína dos inimigos do Nome de Cristo, que o Sagrado e Geral Concílio de Trento tenha inicio e permaneça em exercício?
Responderam todos os presentes: "Assim o queremos".
Determinação da Próxima Sessão
Em virtude de estar próxima a Festa da Natividade de Jesus Cristo, Nosso Senhor, e seguindo-se outras festividades do ano que termina e do que principia, aceitais por bem que a próxima sessão se celebre na Quinta-feira depois da Epifanía, que será em 7 de janeiro do ano do Senhor de 1546?
Responderam todos: "Assim o queremos".
** Leia na continuação: Sessão II – Decreto sobre as regras de vida e outras atitudes que devem ser observadas no Concílio
___
Fonte:
• NABETO, Carlos Martins, portal Agnus Dei, disp. em:
http://agnusdei.50webs.com/
Acesso 15/1/016
• Tradução: Dercio Antonio Paganini
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Bula Convocatória do Concílio de Trento no Pontificado de Paulo III
EM CONTINUIDADE À NOSSA série especial sobre o Concílio de Trento (leia a primeira parte aqui), publicamos abaixo a íntegra da Bula Convocatória de Sua Santidade o Papa Paulo III, um conteúdo de inestimável valor histórico e teológico. Segue abaixo:
Paulo Bispo, servo dos servos de Deus, para perpétua memória
** Leia a continuação: Abertura do Sacrossanto Concílio de Trento
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Fonte:
• NABETO, Carlos Martins, portal Agnus Dei, disp. em:
http://agnusdei.50webs.com/
Acesso 11/12/015
• Tradução: Dercio Antonio Paganini
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Paulo Bispo, servo dos servos de Deus, para perpétua memória
CONSIDERANDO QUE DESDE os princípios de nosso Pontificado, – não por algum mérito de nossa parte, porém por Sua grande bondade, nos confiou a Providência de Deus Onipotente, – que em tempos tão revoltosos e que em circunstâncias tão mesquinhas de quase todos os negócios, foi eleita nossa solicitude e vigilância Pastoral; desejávamos por certo aplicar soluções aos males que há tanto tempo tem afligido, e quase oprimido a república cristã: mas nós, possuídos também, como homens, de nossa própria debilidade, compreendemos que eram insuficientes nossas forças para sustentar tão grave peso. Então, como entendêssemos que se necessitava de paz, para libertar e conservar a república de tantos perigos que a ameaçavam, achamos ao contrário que tudo estava cheio de ódios e contradições e em especial, opostos entre si aqueles príncipes aos quais Deus havia confiado todo o gerenciamento das coisas.
Assim sendo, tomando-se por necessário que fosse apenas um o redil, e um só o pastor do rebanho do Senhor, para manter a unidade da religião cristã, e para confirmar entre os homens a esperança dos bens celestiais; se achava quase quebrada e despedaçada a unidade do nome cristão, com cismas, contradições e heresias.
Desejando nós também que fosse prevenida e assegurada a república contra as armas e os feitos dos infiéis; pelos erros e culpas de todos nós, visto que ao descarregar a Ira divina sobre nossos pecados, foi perdida a ilha de Rodes, foi devastada a Hungria, e concebida e projetada a guerra por mar e por terra contra a Itália, contra a Áustria e contra a Escalavônia: porque, não sossegando em tempo algum nosso ímpio e feroz inimigo, os Turcos; julgava que os ódios e contradições que fomentavam os cristãos entre si, era a ocasião mais oportuna para executar de modo feliz seus desígnios. Sendo pois chamados, como dizíamos, em meio de tantas turbulências, de heresias, de contradições, de guerras, de tormentas tão revoltosas como se revoltaram para reger e governar a nave de São Pedro; e desconfiando de nossas próprias forças voltamos ante todas as coisas, nossos pensamentos a Deus, para que Ele mesmo nos vigorasse e armasse nosso ânimo de fortaleza e constância, e nosso entendimento do Dom de conselho e sabedoria.
Depois disto, considerando que nossos antepassados, que tanto se distinguiram por sua admirável sabedoria e santidade, se valeram muitas vezes nos mais iminentes perigos da república cristã, dos concílios ecumênicos, e das juntas gerais dos Bispos, como do melhor e mais oportuno remédio; tomamos também a resolução de celebrar um concílio geral: e averiguados os pareceres dos príncipes, cujo consentimento em particular nos parecia útil e condizente para celebrá-lo; então, achando-os inclinados a tão santa obra, indicamos o concílio ecumênico e geral de aqueles Bispos, e a reunião de outros Padres, a quem tocasse concorrer para a cidade de Mantova.
No ano da Encarnação do Senhor 1537, terceiro de nosso pontificado, como consta em nossas escrituras e monumentos, assinando sua abertura para o dia 23 de maio, com esperanças quase certas que quando estivermos ali congregados em nome do Senhor, sua Majestade estará no meio de nós, como prometeu, e dissipará, por sua bondade e misericórdia, todas as tempestades destes tempos, e todos os perigos com o alento de sua boca. Mas como sempre o inimigo arma laços de linhagem humana contra todas as obras piedosas; inicialmente nos foi recusada toda a esperança e expectativa sobre a cidade de Mantova, a não admitir algumas condições muito alheias à conduta de nossos superiores, das circunstâncias do tempo, de nossa dignidade e liberdade, e do nome e da honra eclesiástica desta Santa Sé, e as que temos expressados em outros documentos apostólicos.
Consequentemente precisamos procurar outro lugar e determinar outra cidade, a qual não nos ocorreu prontamente oportuna e nem proporcionada, nos vimos em necessidade de prorrogar a celebração do Concílio até o dia primeiro de novembro. Entretanto, nossos perpétuos e cruéis inimigos, os Turcos, invadiram a Itália com uma forte e numerosa esquadra, tomou, saqueou e destruiu alguns lugares na costa de Pulla, e levou muitas pessoas como escravos cativos. Nós estivemos ocupados, em meio do grande temor e perigo por que passavam todos, em reforçar nosso litoral e ajudar com nossos socorros, os cidadãos, sem deixar de aconselhar e exortar os Príncipes cristãos para que nos indicassem um lugar oportuno para celebrar o Concílio. Mas, sendo vários e duvidosos seus pareceres e crendo que o tempo corria mais rápido do que exigiam as circunstâncias, com bom senso e, a nosso ver, também com resoluções prudentes, elegemos Veneza, que era uma cidade grande, e também por Ter entrada franca, gozava de uma situação inteiramente livre e segura para todos, em virtude da probidade, crédito e poder dos Venezianos, que nos ofereciam a cidade.
Porém, tendo se passado muito tempo, e sendo necessário avisar a todos sobre a eleição da nova cidade, e não sendo isso possível, devido à proximidade de primeiro de novembro, que se divulgasse a noticia que se havia assinado, e estando também próximo ao inverno, nos vimos outra vez obrigados a fazer nova prorrogação do início do Concílio até a próxima primavera, no dia primeiro de maio. Tomada e firmemente resolvida esta determinação, havendo-nos preparado, assim como preparado todas as coisas para realizar e celebrar o Concílio exatamente conforme a vontade de Deus, crendo que era muito condizente, tanto para sua celebração, como para toda a cristandade, que os príncipes cristãos tivessem entre si paz e concórdia, insistimos em rogar e suplicar a nossos caríssimos filhos em Cristo, Carlos, sempre augusto imperador dos Romanos, e Francisco, rei cristão, ambos colunas e apoios principais do nome cristão, que fizessem uma reunião entre si e conosco. Com efeito, com ambos havíamos trocado correspondência muitíssimas vezes, e tido contato por meio de Núncios e Delegados escolhidos entre nossos veneráveis irmãos Cardeais, para que se dignassem a esquecer as inimizades e discórdias, e que tivessem uma piedosa aliança e amizade, e prestassem seu auxílio aos interesses da cristandade que estavam em decadência, pois tendo eles o poder principal concedido por Deus, para conservá-lo teriam que dar rígida e severa conta dos mesmos a Deus se não fizessem assim, e nem dirigissem seus desígnios ao bem comum da cristandade. Por fim, sensibilizados os dois por nossas súplicas, ambos concorreram a Nice, para onde também fizemos uma viagem longa e muito penosa em nossa avançada idade, movidos pela necessidade da causa de Deus e do restabelecimento da paz. Entretanto, sem nos omitirmos, pois estava chegando o tempo assinalado para o início do Concílio, o primeiro de maio, enviamos a Veneza os Delegados de suma virtude e autoridade, escolhidos entre os mesmos irmãos Cardeais da Santa Igreja Romana, para que fizessem a abertura do Concílio, recebessem os Prelados que viriam de todas as partes e executassem e tratassem tudo que fosse necessário até que nós voltássemos da viagem e das conferências de paz e pudéssemos então fazer parte do mesmo com mais exatidão. Nesse meio tempo, nos dedicamos àquela santa e extremamente necessária obra de tratar da paz entre os Príncipes, o que fizemos com sumo cuidado e com toda a caridade e esmero de nossa parte. Nossa testemunha é Deus, em cuja clemência confiávamos, quando nos expusemos aos perigos de vida e do caminho. Nosso testemunho é nossa própria consciência, que em nada por certo tem que nos responder, ou por haver omitido, ou por não haver buscado os meios de conciliar a paz.
Testemunhos são também os mesmos príncipes aos quais tantas vezes e com tanta veemência suplicamos por meio dos Núncios, cartas, delegados, avisos, exortações e toda espécie de rogos para que esquecessem suas inimizades e se confederassem e concorressem unidos, com suas providências, a socorrer a república cristã, que estava em grande e iminente perigo. Finalmente, testemunhos são aquelas vigílias e cuidados, aqueles trabalhos que dia e noite afligiam nosso ânimo e aqueles graves e freqüentíssimos desvelos que temos tido por esta causa e objeto. Sem que, todavia hajam tocado a finalidade pretendida por nossos desígnios e disposições. Esta foi a vontade de Deus, de quem, sem dúvida, não perdemos a esperança de que olhara algumas vezes com benignidade os nossos desejos. Nós, por certo, de nossa parte, nada omitimos de tudo quanto pertencia ao nosso ofício pastoral. E se existe alguns que possam interpretar em sentido contrário estas nossas ações de paz, sentimos muito, mas no meio de nossa dor damos graças a Deus Onipotente, Quem por nos dar o exemplo de ensinamento e paciência, quis que seus apóstolos sofressem injúrias pelo nome de Jesus Cristo, que é a nossa paz. E ainda que naquele nosso congresso e colóquio que tivemos em Nice, não se pode, por nossos pecados, efetuar uma verdadeira e perpétua paz entre os príncipes, porém foi feita uma trégua por dez anos e nós ficamos esperançosos de que com esta oportunidade se poderia celebrar mais comodamente o sagrado Concílio, e também, além disso, efetivar-se a paz com a autoridade do mesmo, insistimos com os príncipes que se chegassem pessoalmente ao Concílio, conduzissem os Prelados que tinham consigo e chamassem os ausentes.
Os príncipes se escusaram por ter na ocasião, necessidade de voltar a seus reinos e também porque os prelados que haviam vindo consigo, cansados da viagem e preocupados com os gastos, pudessem descansar e se restabelecer, e então nos exortaram a prorrogar a celebração do Concílio. Como tivéssemos a dificuldade em conceder essa prorrogação, recebemos nesse meio tempo, cartas de nossos delegados que estavam em Veneza, nas quais nos diziam que passados já muitos dias da data marcada para o início do Concílio, haviam chegado àquela cidade apenas um ou outro prelado das nações estrangeiras. Com estas novidades, e vendo que de nenhum modo se poderia celebrar o Concílio naquela ocasião, concedemos aos príncipes que a data de início fosse prorrogada para o santo dia de Páscoa, festa próxima à Ressurreição do Senhor. As bulas de nosso decreto sobre a alteração da data foram expedidas e publicadas em Gênova, em 28 de junho do ano da Encarnação do Senhor de 1538. Tivemos um maior gosto com esta prorrogação, pois os príncipes nos prometeram que enviariam suas embaixadas a Roma para que negociassem ali, juntamente conosco, e mais comodamente, os pontos que faltavam para resolver para a conclusão do tratado de paz e que não tiveram tempo de ser tratados em Nice.
Os príncipes se escusaram por ter na ocasião, necessidade de voltar a seus reinos e também porque os prelados que haviam vindo consigo, cansados da viagem e preocupados com os gastos, pudessem descansar e se restabelecer, e então nos exortaram a prorrogar a celebração do Concílio. Como tivéssemos a dificuldade em conceder essa prorrogação, recebemos nesse meio tempo, cartas de nossos delegados que estavam em Veneza, nas quais nos diziam que passados já muitos dias da data marcada para o início do Concílio, haviam chegado àquela cidade apenas um ou outro prelado das nações estrangeiras. Com estas novidades, e vendo que de nenhum modo se poderia celebrar o Concílio naquela ocasião, concedemos aos príncipes que a data de início fosse prorrogada para o santo dia de Páscoa, festa próxima à Ressurreição do Senhor. As bulas de nosso decreto sobre a alteração da data foram expedidas e publicadas em Gênova, em 28 de junho do ano da Encarnação do Senhor de 1538. Tivemos um maior gosto com esta prorrogação, pois os príncipes nos prometeram que enviariam suas embaixadas a Roma para que negociassem ali, juntamente conosco, e mais comodamente, os pontos que faltavam para resolver para a conclusão do tratado de paz e que não tiveram tempo de ser tratados em Nice.
Ambos os soberanos também nos haviam pedido, por esta razão, que a pacificação precedesse à celebração do Concílio, pois se restabelecida a paz, o concílio seria sem dúvida muito mais útil e saudável para a república Cristã. Sempre, por certo, tiveram muita força sobre nossa vontade, as esperanças que os príncipes nos davam de seus desejos de paz, o que facilitou nossa decisão em favor de seus apelos. Estas esperanças de paz aumentaram muito devido à amistosa e benévola conferencia de ambos soberanos entre si, depois de nos termos retirado de Nice, e essas conferências era entendida por nós com extraordinário júbilo, e nos confirmou na justa confiança de que chegássemos a crer que finalmente Deus havia ouvido nossas orações, e aceitado a nossos desejos de paz, pois nós, pretendendo e estreitando a conclusão dessa conferência, e sendo de ditame, não só dos príncipes mencionados, mas também nosso caríssimo filho em Cristo, Ferdinando, rei dos romanos, o qual também achava que não deveria se realizar o Concílio antes de estar concluída a paz, empenhando-nos, todos nós, por meio de cartas e embaixadores, para que concedêssemos novas prorrogações, e insistindo com especialidade o sereníssimo César, demonstrando que havia prometido aos que estivessem separados da unidade católica, que interporia conosco sua mediação para que se encontrasse algum meio de concórdia, o que se poderia fazer comodamente antes de sua viagem à Alemanha. Nós, persuadidos com a mesma esperança de paz que sempre, e por desejos de tão grandes príncipes, vendo principalmente que nem para o dia assinalado da festa da Ressurreição, haviam chegado a Veneza mais prelados, informados já com o nome de prorrogação, que tantas vezes havia sido repetida em vão, achamos melhor suspender a celebração do Concílio geral, e a nosso critério e da Sé apostólica. Tomamos assim, nossas resoluções e despachamos nossas cartas a cada um dos mencionados príncipes, feitas em 10 de junho de 1539, como claramente se pode nelas ver. Feita pois, por nós e por motivos de força maior aquela suspensão, enquanto esperávamos um tempo mais oportuno, e algum tratado de paz que contribuísse depois, a dar autoridade e militância de padres ao Concílio, e assim, mais recursos saudáveis à república Cristã, pois de um dia para o outro caíram muito as ocupações da cristandade para um estado deplorável, pois os Húngaros, depois de morto seu rei, chamaram os Turcos.
O rei Ferdinando declarou-lhes guerra, uma parte dos Flamengos se tumultuou, rebelando-se contra o César, que passou a subjugá-los em Flandes, pela França, porém, amistosamente e com grande harmonia do rei cristianíssimo, e com grandes indícios de benevolência entre os dois, e dali até a Alemanha, começou a celebrar as remunerações de seus príncipes e cidades com o objetivo de tratar a concórdia que havia oferecido. Frustadas, porém, todas as esperanças de paz, e parecendo também que aquele meio de procurar e tratar a concórdia das remunerações seria a mais eficaz para suscitar maiores turbulências do que para apaziguá-las, nós resolvemos voltar a adotar o antigo remédio de celebrar o Concílio geral, e oferecemos essa decisão ao César, por intermédio de nossos delegados e Cardeais da Santa Igreja Romana, e o mesmo tratamos com Ratisbona, chamando a ela nosso amado filho em Cristo, Gaspar Contareno, Cardeal de Santa Praxedes, nosso delegado e pessoa de suma doutrina e integridade, para que pudéssemos pelo mesmo juízo daquela região, o mesmo que havíamos receado antes o que haveria de suceder, a saber, que declarássemos que tolerassem certos artigos dos que estão apartados da Igreja, até que se examinassem e decidissem pelo concílio geral, não permitindo a fé católica Cristã, nem nossa dignidade, nem a da Sé Apostólica, que os concedêssemos. Mandamos que o melhor fosse proposto abertamente ao Concílio para que fosse celebrado o quanto antes. Nem jamais tivemos, na verdade, outro parecer nem desejo de que ele se congregasse na primeira ocasião o concílio ecumênico e geral. Esperávamos por certo que se poderia restabelecer com ele a paz do povo cristão e a unidade da religião de Jesus Cristo, mas não obstante, desejávamos celebrá-lo com a aprovação e gosto dos príncipes cristãos. Enquanto esperávamos sua vontade, enquanto observávamos esse tempo decorrido , esse tempo de Tua aprovação, ó Deus!
O rei Ferdinando declarou-lhes guerra, uma parte dos Flamengos se tumultuou, rebelando-se contra o César, que passou a subjugá-los em Flandes, pela França, porém, amistosamente e com grande harmonia do rei cristianíssimo, e com grandes indícios de benevolência entre os dois, e dali até a Alemanha, começou a celebrar as remunerações de seus príncipes e cidades com o objetivo de tratar a concórdia que havia oferecido. Frustadas, porém, todas as esperanças de paz, e parecendo também que aquele meio de procurar e tratar a concórdia das remunerações seria a mais eficaz para suscitar maiores turbulências do que para apaziguá-las, nós resolvemos voltar a adotar o antigo remédio de celebrar o Concílio geral, e oferecemos essa decisão ao César, por intermédio de nossos delegados e Cardeais da Santa Igreja Romana, e o mesmo tratamos com Ratisbona, chamando a ela nosso amado filho em Cristo, Gaspar Contareno, Cardeal de Santa Praxedes, nosso delegado e pessoa de suma doutrina e integridade, para que pudéssemos pelo mesmo juízo daquela região, o mesmo que havíamos receado antes o que haveria de suceder, a saber, que declarássemos que tolerassem certos artigos dos que estão apartados da Igreja, até que se examinassem e decidissem pelo concílio geral, não permitindo a fé católica Cristã, nem nossa dignidade, nem a da Sé Apostólica, que os concedêssemos. Mandamos que o melhor fosse proposto abertamente ao Concílio para que fosse celebrado o quanto antes. Nem jamais tivemos, na verdade, outro parecer nem desejo de que ele se congregasse na primeira ocasião o concílio ecumênico e geral. Esperávamos por certo que se poderia restabelecer com ele a paz do povo cristão e a unidade da religião de Jesus Cristo, mas não obstante, desejávamos celebrá-lo com a aprovação e gosto dos príncipes cristãos. Enquanto esperávamos sua vontade, enquanto observávamos esse tempo decorrido , esse tempo de Tua aprovação, ó Deus!
Nos vimos, ultimamente, necessitados de resolver que todos os tempos são do divino Beneplácito, quando se tomam resoluções de coisas santas e da piedade cristã. Portanto, vendo com gravíssima dor de nosso coração, que pioravam de dia a dia os assuntos da cristandade, pois a Hungria estava oprimida pelos Turcos, os Alemães em grande perigo, e todas as demais províncias cheias de medo, tristeza e aflição, determinamos não aguardar mais o consentimento de nenhum príncipe, senão atender unicamente à vontade de Deus Onipotente, e os interesses da república Cristã. Em conseqüência, então, não podendo mais dispor de Veneza, e desejando atender assim o bem estar eterno de todos os Cristãos, bem como a comodidade da nação alemã, na eleição do lugar em que haveríamos de fazer realizar o Concílio, ainda que houvessem sido propostos outros lugares, sabíamos que os alemães desejavam que se elegesse a cidade de Trento, ainda que nós julgássemos que poderiam ser tratados mais comodamente todas as resoluções na Itália, ajustamos, movidos por nosso amor paternal, nossas determinações a suas petições, e em conseqüência elegemos a cidade de Trento para que fosse sede do Concílio Ecumênico no dia primeiro do próximo mês de novembro, determinando aquele lugar como próprio para que pudessem ali chegar os Bispos e Prelados da Alemanha e de outras nações próximas com bastante facilidade, e os de Espanha, França e outras províncias também chegariam sem muitas dificuldades. Dilatamos a abertura até aquele dia assinalado, para dar tempo de serem publicadas as notas deste nosso decreto, por todas as nações Cristãs de modo que todos os prelados tivessem tempo de chegar a tempo.
E para ter deixado de assinalar nesta ocasião o término de um ano na mudança do lugar do concílio, como tínhamos prescrito em outras ocasiões e bulas, o motivo foi de nós não termos querido diferenciar a esperança de sanar de algum modo a república Cristã que tem sofrido tantas perdas e calamidades. Não obstante as circunstâncias de tempo, conhecemos as dificuldades, compreendemos que é incerto quanto se pode esperar de nossa resolução, mas sabendo que está escrito: Mostre ao Senhor tuas resoluções e espera Nele que Ele as cumprirá, decidimos que o mais acertado colocar nossa esperança na clemência e na misericórdia deste mesmo Deus Onipotente, Pai, Filho e Espirito Santo, e de Seus bem aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, as quais gozamos na terra, e além disso, com o conselho e consenso de nossas veneráveis irmãos cardeais da Santa Igreja Romana.
Quitada e resolvida a suspensão acima mencionada, a mesma que removemos e quitamos pela presente Bula, indicamos, anunciamos, convocamos, estabelecemos e decretamos que o santo, ecumênico e Geral Concílio, haverá de ter início, prosseguir e finalizar com o auxílio do mesmo Senhor, para sua honra e glória, e em benefício do povo cristão, na cidade de Trento, lugar confortável, livre e oportuno para todas as nações, no dia primeiro do próximo mês de novembro do presente ano da encarnação do Senhor 1542, requerendo, exortando, advertindo e além disso, ordenando com todo rigor e preceito em força do juramento que fizeram a nós e a esta Santa Sé, e em virtude de santa obediência e sob as demais penas que tem por costume intimar e propor contra os que não concordem quando se celebram Concílios, que tanto nossos veneráveis irmãos de todos os lugares, os Patriarcas, os Arcebispos, Bispos e nossos amados filhos, os Abades, como todos os demais a quem por direito ou por privilégio é permitido tomar assento nos Concílios Gerais, e dar seu voto, que todos devam absolutamente vir e assistir esse Sagrado Concílio, a menos que se achem legitimamente impedidos, circunstância na qual estão obrigados a avisar com fidedigno testemunho, ou assistir pelo menos por seus procuradores e enviados com legítimos poderes. Pedindo e também suplicando pelas entranhas da misericórdia de Deus e nosso Senhor Jesus Cristo, cuja religião e verdades de fé se combatem por dentro e por fora tão gravemente, aos mencionados Imperador e Rei Cristão, assim como os demais reis, duques e príncipes, cuja presença se em algum tempo tenha sido necessária à santíssima fé de Jesus Cristo, e à salvação de todos os Cristãos, é principalmente neste tempo que se desejam ver salva a república Cristã, se compreendem que tem estreita obrigação para com Deus, por todos os benefícios que tem recebido de Suas mãos, não abandonem a causa, nem os interesses desse mesmo Deus, colaborem por si mesmos à celebração do Concílio, onde será muito proveitosa sua piedade e virtude para a utilidade comum e sua salvação, e também de outros, tanto na vida temporal como na eterna. Mas se (o que não quereríamos) não puderem participar eles próprios, que enviem seus embaixadores autorizados que possam representar no Concílio, cada um a pessoa de seu príncipe, com prudência e dignidade.
Quitada e resolvida a suspensão acima mencionada, a mesma que removemos e quitamos pela presente Bula, indicamos, anunciamos, convocamos, estabelecemos e decretamos que o santo, ecumênico e Geral Concílio, haverá de ter início, prosseguir e finalizar com o auxílio do mesmo Senhor, para sua honra e glória, e em benefício do povo cristão, na cidade de Trento, lugar confortável, livre e oportuno para todas as nações, no dia primeiro do próximo mês de novembro do presente ano da encarnação do Senhor 1542, requerendo, exortando, advertindo e além disso, ordenando com todo rigor e preceito em força do juramento que fizeram a nós e a esta Santa Sé, e em virtude de santa obediência e sob as demais penas que tem por costume intimar e propor contra os que não concordem quando se celebram Concílios, que tanto nossos veneráveis irmãos de todos os lugares, os Patriarcas, os Arcebispos, Bispos e nossos amados filhos, os Abades, como todos os demais a quem por direito ou por privilégio é permitido tomar assento nos Concílios Gerais, e dar seu voto, que todos devam absolutamente vir e assistir esse Sagrado Concílio, a menos que se achem legitimamente impedidos, circunstância na qual estão obrigados a avisar com fidedigno testemunho, ou assistir pelo menos por seus procuradores e enviados com legítimos poderes. Pedindo e também suplicando pelas entranhas da misericórdia de Deus e nosso Senhor Jesus Cristo, cuja religião e verdades de fé se combatem por dentro e por fora tão gravemente, aos mencionados Imperador e Rei Cristão, assim como os demais reis, duques e príncipes, cuja presença se em algum tempo tenha sido necessária à santíssima fé de Jesus Cristo, e à salvação de todos os Cristãos, é principalmente neste tempo que se desejam ver salva a república Cristã, se compreendem que tem estreita obrigação para com Deus, por todos os benefícios que tem recebido de Suas mãos, não abandonem a causa, nem os interesses desse mesmo Deus, colaborem por si mesmos à celebração do Concílio, onde será muito proveitosa sua piedade e virtude para a utilidade comum e sua salvação, e também de outros, tanto na vida temporal como na eterna. Mas se (o que não quereríamos) não puderem participar eles próprios, que enviem seus embaixadores autorizados que possam representar no Concílio, cada um a pessoa de seu príncipe, com prudência e dignidade.
Ante todas essas coisas, que se ponham a caminho, o que lhes é extremamente fácil, sem evasivas nem atrasos, para vir ao Concílio, os Bispos e Prelados de seus respectivos reinos e províncias. Circunstância que em particular é absolutamente de conformidade com a justiça que o mesmo Deus e nós alcancemos dos Prelados e príncipes da Alemanha. É sabido que iniciado o Concílio, principalmente por sua causa e desejos, e na mesma cidade que eles haviam pretendido, que todos o celebrem perfeitamente e lhe dêem o esplendor com sua presença para que melhor e com maior comodidade, se possa quanto antes, e do melhor modo possível, tratar no mesmo Sagrado e Ecumênico Concílio, consultar, expor, resolver e levar até o final, desejando todas as coisas que sejam necessárias na integridade e verdade da Religião Cristã, ao recebimento dos bons costumes à cura dos males, à paz, unidade e concórdia dos cristãos entre si, tanto dos príncipes como das populações, assim como rechaçar o ímpeto com que maquinam os Bárbaros e infiéis para oprimir toda a cristandade, sendo Deus quem guie nossas deliberações e quem leve à frente de nossas almas, a luz de Sua sabedoria e verdade. E para que cheguem a estas novas escrituras, e quanto existe nelas, como notícia que todos devem Ter, e nenhum deles possa alegar ignorância, principalmente por não ser eventualmente livre o caminho para que cheguem a todas as pessoas a quem determinadamente se deveria intimar, queremos e ordenamos que quando houver reuniões de pessoas na basílica do Vaticano do Príncipe dos Apóstolos, e na igreja de Latrão, a ouvir a missa, sejam lidas publicamente e com vós clara e alta, pelos cursores de nossa Cúria, ou por alguns notários públicos, e lidas, sejam fixadas nas portas das ditas igrejas, também nas portas da Chancelaria Apostólica, e no lugar de costume no campo de Flora, e aonde possam estar expostas por algum tempo para que possam ser lidas e suas notícias cheguem a todos, e quando as tirarem dali, sejam colocadas cópias nos mesmos lugares. Nossa vontade determinada é que todas a quaisquer pessoas mencionadas mesta Bula, estejam obrigadas e compelidas por sua leitura, publicação e fixação durante dois meses depois de fixada, contados desde o dia de sua publicação e fixação, como se tivesse lido e intimado a suas próprias pessoas.
Ordenamos também e decretamos que se de indubitável e correta fé aos seus exemplares que estejam escritos ou firmados por mãos de algum notário público, e referendados com o selo de alguma pessoa eclesiástica constituída em dignidade. Não seja, pois, licito a pessoa alguma, quebrar ou contradizer temerariamente a esta nossa Bula de invicção, aviso, convocação, estatuto, decreto, mandamento, preceito e rogo. E se algum presunçoso atentar contra ela, saiba que incorrerá na indignação de Deus Onipotente, e também na de seus bem aventurados apóstolos Pedro e Paulo.
Dado em Roma, em São Pedro, aos 22 de maio do ano da Encarnação do Senhor de 1542 e oitavo de nosso Pontificado
Paulo III PP
** Leia a continuação: Abertura do Sacrossanto Concílio de Trento
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Fonte:
• NABETO, Carlos Martins, portal Agnus Dei, disp. em:
http://agnusdei.50webs.com/
Acesso 11/12/015
• Tradução: Dercio Antonio Paganini
www.ofielcatolico.com.br
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História da Igreja,
Tira-dúvidas
O Concílio ecumênico de Trento: um marco na história da Igreja
A PARTIR DESTA, passamos a publicar uma série de postagens que visam o esclarecimento daquele que foi, possivelmente, o mais importante dos Concílios Ecumênicos promovidos pela Igreja Católica: o de Trento, o Concílio da Contrarreforma. Dado que muitas aberrações são ditas a respeito deste assunto, e um grande número de pessoas que jamais o estudaram emitem opinião sobre ele, consideramos de grande importância trazê-lo ao conhecimento de nossos leitores. Nesta primeira parte, trataremos do Concílio, suas causas e consequências, e a partir daí publicaremos todos os seus documentos, na íntegra, acrescidos de comentários. Nosso Senhor nos conceda, uma vez mais, que este nosso trabalho, para a Sua Glória, seja útil.
O que foi o Concílio Ecumênico de Trento?
Martinho Lutero publicara, em 31 de outubro de 1517, suas 95 teses sobre a indulgência. Em 15 de junho de 1520, o papa Leão X assinou a Bula de advertência de excomunhão contra Lutero. Excomunhão esta que veio a ser efetivada no dia 3 de janeiro do ano 1521. Com isto, selava-se definitivamente a divisão religiosa, – com evidentes consequências políticas, – da Alemanha.
No Parlamento de Nuremberg, os representantes do Reino alemão exigiam a convocação de um concílio ecumênico. O imperador Carlos V queria que Trento, situada no Reino alemão, fosse o local do Concílio. O papa Clemente VII, lembrado dos Concílios de Constança e Basileia, evitava a convocação. Em 1527, o imperador voltou à tentativa de dispor o Papa em favor da ideia do Concílio. Pretendia este a convocação de um concílio ecumênico, a reforma da Igreja e a superação da divisão. – Aqui abrimos um espaço para esclarecer que a designação 'concílio ecumênico' significa uma reunião de representantes do conjunto dos bispos católicos do mundo todo (somente no final do século passado a palavra 'ecumenismo' passou a ser utilizada para definir um movimento surgido nos meios protestantes, buscando a reunião de todas as comunidades protestantes e, mais adiante, de todos os cristãos). O lmperador Carlos V queria, entretanto, que o Concilio se realizasse em território alemão para facilitar a participação dos luteranos, que queria trazer de novo à unidade da Igreja; o Papa, porém, preferia uma cidade da Itália; em suma, Imperador, Papado, protestantes, Espanha e França tinham algo a dizer sobre a convocação do Concilio, mas em termos divergentes.
Todavia, o encontro entre o Papa e o Imperador, aos 5 de novembro de 1529, não demoveu o primeiro de sua recusa. Carlos V acreditava que a não convocação poderia acarretar danos maiores do que as consequências temidas pelo Pontífice, mas na Assembléia Geral do Reino, em Augsburgo, em 1530, os esforços do Imperador pela unidade foram frustrados ('Confissão de Augsburgo').
Todavia, o encontro entre o Papa e o Imperador, aos 5 de novembro de 1529, não demoveu o primeiro de sua recusa. Carlos V acreditava que a não convocação poderia acarretar danos maiores do que as consequências temidas pelo Pontífice, mas na Assembléia Geral do Reino, em Augsburgo, em 1530, os esforços do Imperador pela unidade foram frustrados ('Confissão de Augsburgo').
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| Carlos IV |
Bem outra foi a reação do sucessor de Clemente VII, Paulo III (1534-1549): tão logo tomou posse de suas funções, posicionou-se favoravelmente à ideia do concílio e procurou, desde o início de 1535, concretizar seus planos nesse sentido. Inicialmente foi convocado o Concílio, primeiro para Mântua, em 1536, e, posteriormente, em 1537, para Vicenza, não chegando, porém, a acontecer, devido a uma série de dificuldades políticas e de cunho prático. Além disso, numa e noutra oportunidade, foi impedida a sua abertura pela ausência de participantes. Em 1539, foi adiado o concílio por tempo indeterminado.
No ano 1541, num encontro pessoal com o Papa, voltou o Imperador a propor a cidade de Trento para sediar o Concílio. Afinal, efetivamente, convocou Paulo III o Concílio para ser ali realizado, a partir de 1º de novembro de 1542. Como, no entanto, no verão de 1542, irrompera uma guerra entre a Alemanha e a França, também essa convocação ficaria sem efeito. Assim, em 29 de setembro de 1543, mais uma vez suspendeu o Papa o Concílio. Aos 30 de novembro de 1544, porém, levantou a suspensão e estabeleceu o dia 15 de março de 1545 como termo inicial do evento. Contudo, no dia fixado, além dos dois delegados do Papa, não haviam chegado outros participantes.
Desta sorte, depois de tantas dificuldades e adiamentos, só pôde o Concílio ter início em 13 de dezembro de 1545. Haviam, desta vez, comparecido 4 arcebispos, 21 bispos e 5 superiores gerais de ordens religiosas. No princípio do verão, subiu esse número para 66 participantes, dos quais um terço era constituída de italianos.
O primeiro período de sessões durou de 13 de dezembro de 1545 a 2 de junho de 1547. Contra a vontade do Imperador, pretendia-se tratar de questões de fé e da reforma simultaneamente, assim como quanto ao dever de residência dos bispos. Além disso, foram discutidos a doutrina geral sobre os Sacramentos e os Sacramentos do Batismo e da Confirmação.
Na quarta sessão foi deliberado a respeito do decreto sobre as fontes da Fé. Na quinta sessão, expediu-se o decreto sobre o Pecado Original e, na sexta sessão, o decreto sobre a Justificação, que fora objeto de cuidado especial, tornando-se assim o decreto dogmático mais significativo do Concílio.
Na quarta sessão foi deliberado a respeito do decreto sobre as fontes da Fé. Na quinta sessão, expediu-se o decreto sobre o Pecado Original e, na sexta sessão, o decreto sobre a Justificação, que fora objeto de cuidado especial, tornando-se assim o decreto dogmático mais significativo do Concílio.
Em princípios de 1547, transferiu-se o Concílio para Bolonha, porquanto em Trento irrompera um surto de tifo. Por certo, tinha o Papa, além deste, um outro motivo para a transferência: queria distanciar o Concílio da área de dominação do Imperador. Paulo III confirmou, aos 11 de março de 1547, a decisão de transferência do Concílio, tomada pela maioria de dois terços. O imperador exigiu a volta para Trento, sobretudo porque, a seu ver, os protestantes certamente se recusariam a vir para uma cidade como Bolonha, situada no Estado Pontifício. O Papa negou o atendimento à exigência imperial, baseado no fato de que a decisão final sobre a transferência competia ao próprio Concílio.
Em Bolonha levara o Concílio adiante as deliberações acerca da Eucaristia, Penitência, Extrema-unção, Ordem e Matrimônio. Além disso, foi debatida a doutrina sobre o Sacrifício da Missa, o Purgatório e as Indulgências. Em 13 de setembro de 1549, o Papa voltou a suspender o Concílio. Morreu em 10 de novembro de 1549.
Seu sucessor, Júlio III (1550-1555), transferiu o Concílio de volta para Trento, onde foi reaberto solenemente em 1º de maio de 1551. Em fins de 1551 e princípios de 1552, apareceram no Concílio enviados de Estados imperiais protestantes, com a exigência de que todos os pronunciamentos até então feitos pelo Concílio sobre a fé deveriam ser anulados, o que dificilmente seria exequível. Foram publicados os decretos sobre os Sacramentos, que haviam sido objeto de estudo em Bolonha, além dos decretos da reforma da gestão dos bispos e da conduta de vida dos clérigos. Motivos políticos levaram, em 28 de abril de 1552, a nova suspensão do concílio, que somente em 1562 foi reaberto. Entrementes faleceram, além de Júlio III, também os seus sucessores Marcelo II e Paulo IV.
Pio IV (1559-1565) finalmente, deu prosseguimento ao Concílio. A abertura, efetuada em 18 de janeiro de 1562, contou com a presença de 109 cardeais e bispos. Em 11 de março, foi discutido o dever de residência dos bispos, o que levou à manifestação de opiniões divergentes e a uma nova e maior interrupção do Concílio, até que o Papa, em 11 de maio, proibiu o debate sobre o referido tema. Concomitantemente àquelas medidas, foram expedidos decretos sobre os demais Sacramentos e emitidos também decretos de reforma, entre outros, os concernentes à rejeição de exigências de abolição do celibato.
A vigésima segunda sessão, de 17 de setembro de 1562, ocupou-se com males existentes nas dioceses. Com o renovado pronunciamento sobre o dever de residência dos bispos, a exaltação dos ânimos reveladas nas contestações chegou ao ponto de se temer a dispersão do Concílio. A controvérsia trouxe à baila mais uma vez as relações entre o Papa e o Concílio. Contudo, o novo presidente da assembleia conciliar, Monrone, conseguiu salvar a situação, obtendo a aceitação de um compromisso relativamente aos pontos controvertidos: foi apenas rejeitada a doutrina protestante acerca das funções do bispo. Nessa mesma sessão, foi também declarada vinculativa a obrigação dos bispos de estabelecerem em suas dioceses seminários para a formação de sacerdotes.
Na vigésima quarta sessão, promulgou o concílio diversos pontos do decreto de reforma e concluiu, na sessão final de 3 e 4 de dezembro de 1563, os decretos sobre o Purgatório, as Indulgências e a Veneração dos santos.
A vigésima segunda sessão, de 17 de setembro de 1562, ocupou-se com males existentes nas dioceses. Com o renovado pronunciamento sobre o dever de residência dos bispos, a exaltação dos ânimos reveladas nas contestações chegou ao ponto de se temer a dispersão do Concílio. A controvérsia trouxe à baila mais uma vez as relações entre o Papa e o Concílio. Contudo, o novo presidente da assembleia conciliar, Monrone, conseguiu salvar a situação, obtendo a aceitação de um compromisso relativamente aos pontos controvertidos: foi apenas rejeitada a doutrina protestante acerca das funções do bispo. Nessa mesma sessão, foi também declarada vinculativa a obrigação dos bispos de estabelecerem em suas dioceses seminários para a formação de sacerdotes.
Na vigésima quarta sessão, promulgou o concílio diversos pontos do decreto de reforma e concluiu, na sessão final de 3 e 4 de dezembro de 1563, os decretos sobre o Purgatório, as Indulgências e a Veneração dos santos.
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| Papa Pio IV |
Várias reformas haviam ficado inconcluídas, entre as quais, sobretudo, as do Missal e do Breviário e, ainda, a da edição de um Catecismo geral. Essas tarefas foram encomendadas, pelos padres conciliares, ao Papa. Em 26 de janeiro de 1564, homologou o Papa os decretos conciliares. Uma coletânea das decisões dogmáticas e a profissão da fé tridentina foram tornadas de uso obrigatório para todos os bispos, superiores de ordens religiosas e doutores.
Ao fim, o Concílio não conseguiu cumprir a tarefa que lhe fora inculcada pelo Imperador, no sentido de restabelecer a unidade na Fé. No entanto, delineou claramente a concepção de fé católica frente à Reforma. Pio IV morreu em 9 de dezembro de 1965. Seu sucessor, Pio V, divulgou o Catecismo estatuído pelo Concílio (1566), bem como o Breviário reformado (1568) e o novo Missal (1570).
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Fonte:
• WALLPERT, Rudolf Fisher Léxico dos Papas, São Paulo: Vozes, 2006
• COMBY, Jean. Para ler a história da Igreja, Do século XV ao século XX, Vol. II. São Paulo: Loyola, 2ª ed. 2001
• COMBY, Jean. Para ler a história da Igreja, Do século XV ao século XX, Vol. II. São Paulo: Loyola, 2ª ed. 2001
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