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Os três grandes defeitos na vida interior, segundo o Pe. Júlio Maria de Lombaerde


O CÉLEBRE PADRE JÚLIO Maria de Lombaerde, ferrenho combatente contra a invasão das seitas protestantes no Brasil e um dos mais intransigentes defensores do culto mariano em suas mais fortes expressões, definiu em sua obra "Meu dia com Maria" (1912), as principais falhas que segundo sua percepção atravancam a vida interior do fiel católico. Reproduzimos aqui o trecho, com o fito de auxiliar nossos leitores em seu crescimento espiritual.


Primeiro defeito: uma fidelidade farisaica

Há muitas almas piedosas que parecem confundir os bons exercícios de piedade da Igreja com a sua própria piedade [ou segundo a sua interpretação particular do que seja piedade cristã], estreitando-se num apertado formalismo, onde a alma vegeta, desprovida de ar, de expansão e de vida.


Seu defeito dominante pode levar sua alma à perdição. Saiba como identificá-lo e vencê-lo


A VIDA ESPIRITUAL não é fácil, pelo contrário, nessa peregrinação rumo à Pátria Celeste caminhamos e caminharemos ainda por vias duras, tortuosas e acidentadas e não faltarão as noites frias e ameaçadoras e os dias de jornada por longos desertos escaldantes; enfrentaremos animais selvagens, verdadeiras bestas assassinas; lutaremos contra assaltantes de toda espécie; precisaremos cultivar a sabedoria e o discernimento para evitar as armadilhas dos nossos inimigos, tanto os visíveis quanto (principalmente) os invisíveis. E diariamente – mas especialmente quando o fim de tudo chegar –, teremos que enfrentar o pior de todos os nossos inimigos: nós mesmos.

    Sim. Enfrentar o Eu, para muitos, se não para todos, é o maior dos obstáculos. E tanto mais duro, beirando o impossível, será para aqueles que não reconhecem sua própria fragilidade, não conhecem o seu “ponto fraco”: o ponto que frequentemente será atacado pelos mais diversos inimigos, especialmente os espirituais. Grande teólogo e mestre, o Padre Garrigou-Lagrange definiu o defeito dominante nos termos seguintes:

Os três grandes defeitos na vida interior, segundo o Pe. Júlio Maria de Lombaerde


Da obra "Meu dia com Maria" (1912), reeditada pela editora Realeza (2024) 


Primeiro defeito: uma fidelidade farisaica


Há muitas almas piedosas que parecem confundir os bons exercícios de piedade da Igreja com a sua própria piedade [ou segundo a sua interpretação particular do que seja piedade cristã], estreitando-se num apertado formalismo, onde a alma vegeta, desprovida de ar, de expansão e de vida.

Carregar a cruz e ser feliz!

HÁ ALGUNS MESES postei um artigo sobre as relações entre a Religião e as expectativas humanas de felicidade [leia] (fruto de uma entrevista que concedi a uma estudante muito agradável e gentil), que parece ter provocado um efeito profundo em algumas almas, a julgar pelas reações em forma de mensagens e até pedidos de ajuda que tenho recebido desde então.

    
Na última dessas  mensagens, um leitor especial — um sacerdote que se identifica como sendo “da Tradição” —, questionou com veemência os meus escritos, lembrando-me que o Caminho cristão é um Caminho de Cruz, e, portanto, um caminho de dores, de tribulações, de renúncias e sofrimentos sem fim, num combate tormentoso que durará até o último dia de nossas vidas neste mundo. Só depois desta vida é que, enfim, se perseverarmos e guardarmos a fé até o final, receberemos o prêmio eterno, e então — somente então —, saberemos o que é felicidade. Insistiu ainda esse Padre que a recusa da cruz é garantia de condenação ao Inferno.

        A partir deste ponto, compartilho a resposta que enviei para esse Padre (muito digno, por sinal), porque considero que as questões aí abordadas sejam de interesse geral. Segue...

Cristo ressuscitou! Mas alguma coisa realmente mudou para nós?

RECENTEMENTE, OCORREU-ME QUE estávamos no auge do Tempo Pascal, e tive que me perguntar: alguma coisa realmente mudou para nós – ou a vida continua como sempre?


    Às vezes me pergunto se muitos de nós não somos um pouco como os dois discípulos no caminho de Emaús: eles tinham ouvido falar do túmulo vazio; na verdade, era o assunto da conversa. Talvez eles quisessem acreditar que Jesus havia ressuscitado, mas não podiam deixar de se sentir céticos – tanto que isso pode ter influenciado no fato de nem terem reconhecido Jesus quando Ele passou a caminhar ao lado deles. Pois no Evangelho, São Lucas diz que “os olhos deles os impediam de reconhecê-lo”.

Cair e voltar a cair em pecado é nossa sina: é possível vencer este ciclo maldito e se tornar mais santo após cada queda?


PARA O CRISTÃO, não existe mal maior do que o pecado. Nenhuma provação ou dificuldade pode ser comparada com a gravidade do pecado, porque é esta a única coisa que pode ferir ou até mesmo romper a nossa Comunhão com Deus.

    Entretanto, sejamos francos: todos nós pecamos. Quantas vezes ao longo de nossa jornada, voltamos as costas para Deus e o traímos, em troca dos deleites enganadores e vãos do pecado?

    Cientes disso, percebemos que é fundamental aprender como agir diante do pecado já cometido. Pois, quantas vezes, mesmo após uma santa Confissão, nós não conseguimos nos perdoar pelo mal que cometemos e, como a mulher de Ló, ficamos paralisados contemplando o passado.

    Nosso Senhor quer nos ver arrependidos pelos nossos pecados, e também fazendo tudo ao nosso alcance para nunca mais cairmos em tentação. Porém, esse arrependimento jamais deve vir acompanhado de ansiedades, perturbações e desconfianças na Misericórdia divina.

    O segredo da relação do cristão com seu pecado é que ele precisa ter uma atitude dupla: por um lado, compreender que NADA deve ser tão detestado e evitado quanto o pecado. Por outro, infelizmente, nós precisamos lembrar que teremos quedas ao longo de nossa jornada. E precisamos conviver com elas, para que consigamos perseverar até o fim.

    Como fazer isso? Lorenzo Lazzarotto explica no vídeo, com base nos ensinamentos de São Francisco de Sales! 


— ÍNDICE DO VÍDEO 

00:00 — O mal supremo: o pecado.
01:06 — "Venci o pecado"
03:45 — A arte de aproveitar as próprias faltas.
05:50 — Mansidão para consigo mesmo.
07:58 — Jesus quer nos salvar.
10:19 — Nossos pecados e a humildade.
13:48 — Um erro muito comum.
16:32 — Mais Santos do que antes da queda.

O segredo cristão e católico para a felicidade – já neste mundo

"Filhos, sede alegres! Não quero escrúpulos nem tristeza: Basta-me que não façais pecados."
(São Filipe Neri, 'o Santo da Alegria')[1]

HOJE É DIA DE DIREÇÃO espiritual! O prof. Henrique Sebastião vai compartilhar com os seus leitores o seu maior segredo para a felicidade que já é possível neste mundo! Meu nome é Paula, sou graduanda de sociologia em uma universidade de Curitiba e entrei em contato com esse homem admirável há umas semanas para pedir uma entrevista para um trabalho da faculdade. Ele disse que podia responder algumas perguntas e essa conversa aconteceu pelo Whatsapp. Eu fiz questão de transcrever a parte que ele deu a resposta da minha pergunta “O que é a felicidade? Dá para ser feliz neste mundo ou nós temos que esperar para sermos felizes só no Céu?”.

    Mandei essa transcrição para ele, dizendo que a resposta dele mudou a minha vida (de verdade!), e ele perguntou se podia fazer uma revisão no meu texto e postar nesse maravilhoso site O Fiel Católico. Depois eu acrescentei mais algumas coisinhas que eu tinha “pulado” na nossa conversa gravada e ficou esse texto que para a minha honra vai ser postado. Prefiro não divulgar o meu nome completo por motivos particulares, mas o que me deixa muito feliz (olha aí a felicidade já nesse mundo!) é saber que com certeza vai ajudar muitas outras pessoas, como me ajudou.

O mínimo para ter uma vida de oração aceitável a Deus, em três passos simples


É UM FATO COMPROVADO e atestado que muitos problemas e um oceano de desentendimentos e conflitos seriam evitados se as pessoas se prestassem mais, pacientemente, a dizer o óbvio. E quantas vezes não deixamos de dizer coisas muito importantes – coisas que mudariam tudo se fossem ditas claramente – por considerar e pressupor que aquilo é tão óbvio que não precisa ser pronunciado?

    Então, vou aqui dizer coisas que deveriam ser óbvias para todo fiel católico de fé verdadeira:

Um manual diário para a vida interior, fundamentado na Bíblia Sagrada

COMO DIRETOR DE APOSTOLADO, volta e meia recebo pedidos sobre indicações de livros, boa parte das vezes vindo de pessoas que desejam saber de títulos voltados à espiritualidade, à santificação, ao enriquecimento da  vida interior. Pois bem, preciso dizer, então, que dificilmente poderia indicar alguma obra mais edificante do que a coleção "Maná da Alma", escrita pelo Venerável Padre Paulo Ségneri.


    Tratam-se de meditações diárias sobre temas bíblicos – baseadas em passagens didáticas das Sagradas Escrituras –, para serem feitas todos os dias do ano. São, portanto, 365 meditações no total, divididas em doze volumes, um para cada mês. Pela graça de Deus, recebi a imensa honra e também o prazer de revisar esta obra, que está sendo relançada agora em belíssima edição de luxo pela Editora Realeza (site Obras Católicas), assumindo também o seu projeto gráfico, e faço questão de deixar aqui o meu testemunho: muito provavelmente, em toda a minha vida de estudos e apostolado, nestas tantas décadas de vida, nenhum outro livro tenha "conversado" comigo de modo tão impressionante como este. Digo que foi capaz de me tirar dúvidas antigas e que me consolou de certas dores, chegando mesmo a curar em minha alma algumas feridas muito antigas. Lendo essas linhas, traçadas há séculos por um santo sacerdote, senti o Cristo a falar comigo, a me indicar a sua vontade para minha vida, a me fortalecer na Fé e a dissipar trevas.

O Rei dos reis quer que sejamos felizes junto d'Ele


Cristo cura os enfermos em Betesda, por Carl H. Bloch (1834-1890)


OH! SE NOS COMPENETRÁSSEMOS destas palavras: 

Série imperdível com o prof. dr. Joel Gracioso: Contemplatio, espiritualidade e cultura

ESTREIA NO PRÓXIMO dia 5 de outubro a série de lives produzida pelo prof. dr. Joel Gracioso que buscará aclarar a necessária (e atualmente tão comprometida) relação entre a espiritualidade e a cultura na formação do sujeito, fundamentada na obra e no pensamento dos grandes pensadores da Cristandade, como Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino. Imperdível.

"...cultura é aquilo que cultiva as faculdades naturais do ser humano – de maneira que essas faculdades atinjam uma excelência e uma nobreza que o ajude a atingir a plenitude do seu ser. Esse tipo de cultura é impossível sem o cultivo de uma verdadeira espiritualidade e sem meditarmos sobre a questão do Divino na vida do ser humano."




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Joel Gracioso é Mestre e Doutor em Filosofia pela USP, membro da Sociedade Brasileira de Filosofia Medieval e professor na Faculdade de São Bento (SP), no Seminário Maria Mater Ecclesiae do Brasil e no Instituto de Teologia Bento XVI. É um colaborador regular da Fraternidade Laical São Próspero e articulista da revista O Fiel Católico.

Oração para obter o perdão do pecado da impureza e da pornografia, e para não voltar a cair neles

Por Henrique Sebastião

 NESTES TEMPOS INSANOS, um pobre leigo pecador e indigno como eu torna-se diretor espiritual. Alguns me procuram pedindo conselhos e, na medida de minhas pequeninas forças, tento ajudar. Vivo uma vida só de lutas, de cair e levantar, portanto posso dizer, ao menos isto, que tenho experiência na batalha.

Citação da semana: Revmo. Padre Ivan Chudzik, IBP


Na vida de oração, Nosso Senhor nos dá sempre a Graça, mas nem sempre nos dá consolação.


Se te empenhastes na oração, mas saístes do teu oratório com a sensação de que fracassastes em rezar bem –, porque não experimentastes de Deus nenhuma consolação –, não te iludas: muitas vezes, a Graça se deu justamente pelo fato de teres lutado, mesmo sem nenhuma consolação sensível, contra as tentações do demônio e as fraquezas da tua natureza.”

Catequeses de Dom Henrique – por Dom Henrique Soares da Costa

A partir desta, apresentamos uma seleta de breves catequeses muito breves de Dom Henrique, transcritas de vídeos e gravações que este modelar e saudoso pastor de almas nos deixou ao partir para a vida eterna em Cristo. Nesta, o tema é o diabo, seus demônios e suas tentações, e sobre como vencê-los, em palavras tão sucintas quanto repletas de verdade.



Guia OFC-CoA de leitura da Bíblia


A PARTIR DESTE, o apostolado O Fiel Católico (OFC), em conjunto com seus parceiros do grupo Contra os Acadêmicos (CoA), administradores do site homônimo, especializado em Filosofia, disponibilizarão uma série de artigos visando auxiliar nossos leitores em sua vida interior/espiritual, de modo prático, didático e sistemático. Iniciando com este riquíssimo Guia para e leitura da Bíblia.

Pandemia: as igrejas devem reabrir ou permanecer fechadas?

Igrejas na Polônia: o álcool a 70% tomou o lugar da água benta, mas as portas estão abertas

NOSSA PUBLICAÇÃO sobre a reação de Dom Giovanni D'ercole, Bispo italiano que se levanta contra o Governo do seu país pedindo a imediata abertura das igrejas (leia), gerou uma reação inusitada.

Estes nossos tempos de pandemia e de provações fizeram nascer uma compreensão completamente equivocada sobre a importância dos templos em que cultuamos o Deus Vivo e Verdadeiro, que são para nós como que "Casas de Deus" e que é aonde acorremos para desfrutar da Santa Missa e comungar do Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
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