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4/1/2023 | "Tucho" Fernandez, em nota, tenta esclarecer a Fiducia Supplicans: "Calma..."

APÓS A GRANDE COMOÇÃO gerada pela publicação do documento Fiducia Supplicans, e por conta da enorme crise por este gerada, inclusive com a reação maciça de bispos e muitas conferências episcopais em diversas partes do mundo (veja), o Dicastério para a Doutrina da Fé publica agora supostos "esclarecimentos" (em 5 páginas!) sobre o inexplicável documento. 

A Igreja verdadeira ainda respira. E reage! (atualizado em 3/1/2024)

GRAÇAS AO BOM DEUS, as reações à verdadeira aberração intitulada Fiducia Supplicans têm sido maravilhosas, vieram rápido e continuam acontecendo. A situação escala a um ritmo alucinante e são muitas informações chegando ao mesmo tempo, de modo que temos dificuldade em noticiar tudo. Em comunhão com as Conferências Episcopais do Cazaquistão, do Malawi, da Zâmbia, do Zimbawe, de Camarões, da Ucrânia e da Polônia, também os Bispos da Nigéria concluíram o mesmo, declarando em nota pública:

A Conferência Episcopal Nigeriana assegura a todo o povo de Deus que o ensinamento da Igreja Católica sobre o Matrimónio permanece o mesmo. Portanto, na Igreja não há a possibilidade de se abençoar uniões e atividades entre pessoas do mesmo sexo. Isso iria contra a Lei de Deus os ensinamentos da Igreja, as leis da nossa nação e as sensibilidades culturais do nosso povo.[1]

Já a nota da Conferência dos Bispos da Polônia destacava o seguinte:

Evitar a confusão e o escândalo é virtualmente impossível se a Igreja abençoa relações homossexuais. (...) Como a prática de atos sexuais fora do casamento, isto é, fora da união indissolúvel entre um homem e uma mulher aberta à transmissão da vida, é sempre uma ofensa à vontade e à sabedoria de Deus expressa no sexto mandamento do Decálogo, as pessoas que  estão em tal relacionamento não podem receber uma bênção. Isso se aplica em particular a pessoas em relacionamentos do mesmo sexo. (...) Uma bênção só faz sentido quando uma pessoa a pede de boa fé quer reorganizar a sua vida de acordo com a vontade de Deus expressa nos Mandamentos. 
    
    Poucos dias depois, a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) determinaram que não sejam dadas bênçãos a casais do mesmo sexo e nem a a "casais irregulares" (veja). Além de tantos Bispos dignos, vimos como a importante Congregação dos Padres da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria tomaram uma firme decisão no mesmo sentido, publicando uma carta que rechaça o documento do Vaticano (veja), assim como a Confraria do Clero Católico da Província Britânica de St. Gregory, the Great, que fez o mesmo (veja), e a Confraria de Clero Católico dos EUA, que igualmente respondeu com um sonoro "não" ao projeto revolucionário de Francisco e "Dom 'Tucho'":

"O comportamento pecaminoso e as inclinações desordenadas nunca podem ser abençoados ou tolerados. Mesmo a aparência de endosso de qualquer mal moral deve ser evitada a todo custo, para que não se infira que aquele que dá a 'bênção' seja também um cooperador formal no mal, o que é sempre proibido." (Fonte)

    Ainda em tempo, juntamente com inúmeros padres ao redor do mundo, como o Mons. Charles Pope, reitor e da Arquidiocese de Washington, DC, que já tornou público que, como sacerdote, tem o dever de proteger seus fiéis de confusão e do erro teológico, por isso não irá fazer bênçãos a duplas gays e a casais irregulares (veja), também o Arcebispo-Maior Sviatoslav Shevchuk, líder da Igreja Greco-Católica Ucraniana, declarou à CNA que “O discernimento pastoral nos exorta a evitar gestos, expressões e conceitos ambíguos que possam distorcer ou deturpar a Palavra de Deus e o ensinamento da Igreja” (veja). 

    Logo depois veio a reação do Cardeal Arcebispo de Montevidéu, Uruguai, Dom Daniel Sturla, mais um a se posicionar publicamente da mesma maneira, declarando que a Fiducia Supplicans não pode ser efetivamente obedecida, pois abençoar um par homossexual "não é mais uma bênção de pessoas, mas desse 'casal', e toda a Tradição da Igreja, inclusive um documento de apenas dois anos atrás, diz que não é possível fazer isso", e concluiu alertando para a grande "confusão" que o documento está provocando, lamentando especialmente que isso tenha acontecido no tempo santo do Natal. Disse ainda o Arcebispo, um tanto enigmaticamente, que o famigerado documento “está dividindo as águas dentro da Igreja” (veja).

    Acrescente-se a forte declaração do bispo de Moyobamba, Peru, Raphael Escudero Lopez-Brea, que escreveu uma carta contra o documento sem meias palavras. Disse ele por exemplo:

Não minimizemos as consequências destrutivas e míopes resultantes deste esforço de alguns hierarcas da Igreja para legitimar tais bênçãos, em alguns casos com boas intenções e noutros com a intenção de destruir o Depósito Sagrado da Tradição da Igreja[2].


    Abaixo, em vídeo, nosso parceiro de apostolado Lorenzo Lazzarotto atualizava (em 29/12) as reações ao redor do mundo, incluindo alguns que se manifestaram favoravelmente, em contraste com as muitas conferências episcopais, além de bispos e cardeais que se manifestaram contra, e demonstram bem a separação entre joio e trigo que será forçosa daqui para diante. Tudo isso por enquanto. As boas novas não cessam, graças à Misericórdia divina. Rezemos.



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[1] Nigerian Catholic Bishops Clarify Pope’s Declaration, Say No Blessing For Same-sex Unions, Marriages As ‘They’re Against God’s Law, Teachings’, em Sahara Reporters, disp. em:
https://saharareporters.com/2023/12/21/nigerian-catholic-bishops-clarify-popes-declaration-say-no-blessing-same-sex-unions
Acesso 28/12/2023.

[2] A declaração de
Dom Escudero completa está disponível no InfoCatolica, artigo "Mons. Rafael Escudero: Fiducia supplicans 'daña la comunión de la Iglesia'", disp. em:
https://www.infocatolica.com/?t=noticia&cod=48384
Acesso 3/1/2023.

Padres da Imaculada Conceição tomam firme decisão diante da nova determinação do Vaticano sobre casais irregulares e uniões gays

A CONGREGAÇÃO DOS PADRES MARIANOS da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria é uma comunidade fraterna de vida consagrada. São conhecidos pela devoção a Maria Imaculada, à oração pelas pobres almas do Purgatório e pelo serviço ativo à Igreja. Fundada na Polônia em 1670 por Santo Estanislau Papczynski, hoje a Congregação tem bem mais de 500 padres e irmãos que trabalham em 19 países, incluindo: Estados Unidos, Argentina, Bielorrússia, Brasil, Camarões, República Tcheca, Alemanha, Índia, Itália, Cazaquistão, Letónia, Lituânia, Filipinas, Polónia, Portugal, Ruanda, Sri Lanka, Ucrânia e Reino Unido.

Cardeal Müller alerta aos padres: "Cometerão sacrilégio se abençoarem pares homossexuais!"

ALÉM DAS CONFERÊNCIAS EPISCOPAIS da África (Zâmbia e Malawi) e também da Ucrânia que, segundo matéria publicada pelo jornalista Juanjo Romero no InfoCatólica, aderiram à posição da Arquidiocese de Santa Maria em Astana, Cazaquistão, no sentido de resistir publicamente à decisão da Santa Sé quanto à aplicação de bênçãos para casais irregulares e duplas do mesmo sexo (veja), agora também o Cardeal Gerhard Ludwig Müller, ex-prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé se manifestou de modo semelhante. Segue o artigo escrito por ele e publicado no noticioso The Pillar. Segue o texto, bastante esclarecedor e didático, com tradução de Henrique Sebastião:

O documento em questão, que a assembleia geral de Cardeais e Bispos desse Dicastério não discutiu nem aprovou, reconhece que a hipótese (ou ensinamento) que propõe é completamente nova e que se baseia sobretudo no "ensinamento pastoral" do Papa Francisco. Segundo a Fé católica, o Papa e os bispos podem colocar certos acentos pastorais e relacionar criativamente a Verdade da Revelação com os novos desafios de cada época, por exemplo no campo da doutrina social ou da bioética, respeitando os princípios fundamentais da antropologia cristã. Mas essas inovações não podem ir além daquilo que lhes foi revelado de uma vez por todas pelos Apóstolos como Palavra de Deus.

21/12/2023 | Declaração da FSSPX sobre bênçãos para casais irregulares e duplas do mesmo sexo


Pelo Revmo. Padre Davide Pagliarani, Superior Geral da FSSPX
Tradução de Henrique Sebastião



Quem me ama observa – e faz observar – os Meus mandamentos.


A DECLARAÇÃO FIDUCIA SUPPLICANS, do Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé sobre a questão das bênçãos para "casais irregulares e 'casais' do mesmo sexo" nos deixa consternados. Tanto mais que este documento foi assinado pelo Papa.

19/12/2023 | Uma primeira reação pública: em resposta à decisão do Vaticano, Arcebispo proíbe padres de praticar qualquer forma de bênção para pares do mesmo sexo

ROMA – UM ARCEBISPO metropolitano tornou-se o primeiro prelado a emitir orientações ao seu rebanho sobre a declaração do Vaticano que permite bênçãos para pessoas do mesmo sexo (veja). Assim ele proibiu firmemente seus sacerdotes e fiéis de acatar a decisão da Santa Sé e de aceitar ou realizar qualquer forma de bênção de casais em situação irregular ou duplas homossexuais.


    Na declaração datada de 19 de dezembro e enviada a todos os sacerdotes e paróquias da sua arquidiocese, Dom Tomash Peta, Arcebispo de Santa Maria de Astana, Cazaquistão, juntamente com o conhecido Bispo Auxiliar Athanasius Schneider, afirmaram e definiram categoricamente que a nova declaração Fiducia supplicans,  que determina que se abençoem duplas do mesmo sexo nas igrejas, como se fossem "casais", é na verdade um “grande engano”, e que tais bênçãos “contradizem direta e seriamente tanto a Revelação Divina quanto a Doutrina e a prática ininterrupta e bimilenar da Igreja Católica”.

Francisco aprova, oficializa e assim obriga as bênçãos a duplas homossexuais: a abominação da desolação no lugar santo

COMENTÁRIOS E ANÁLISES POR Frederico Viotti, IPCO.


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