4/1/2023 | "Tucho" Fernandez, em nota, tenta esclarecer a Fiducia Supplicans: "Calma..."
A Igreja verdadeira ainda respira. E reage! (atualizado em 3/1/2024)
A Conferência Episcopal Nigeriana assegura a todo o povo de Deus que o ensinamento da Igreja Católica sobre o Matrimónio permanece o mesmo. Portanto, na Igreja não há a possibilidade de se abençoar uniões e atividades entre pessoas do mesmo sexo. Isso iria contra a Lei de Deus os ensinamentos da Igreja, as leis da nossa nação e as sensibilidades culturais do nosso povo.[1]
Já a nota da Conferência dos Bispos da Polônia destacava o seguinte:
Evitar a confusão e o escândalo é virtualmente impossível se a Igreja abençoa relações homossexuais. (...) Como a prática de atos sexuais fora do casamento, isto é, fora da união indissolúvel entre um homem e uma mulher aberta à transmissão da vida, é sempre uma ofensa à vontade e à sabedoria de Deus expressa no sexto mandamento do Decálogo, as pessoas que estão em tal relacionamento não podem receber uma bênção. Isso se aplica em particular a pessoas em relacionamentos do mesmo sexo. (...) Uma bênção só faz sentido quando uma pessoa a pede de boa fé quer reorganizar a sua vida de acordo com a vontade de Deus expressa nos Mandamentos.
"O comportamento pecaminoso e as inclinações desordenadas nunca podem ser abençoados ou tolerados. Mesmo a aparência de endosso de qualquer mal moral deve ser evitada a todo custo, para que não se infira que aquele que dá a 'bênção' seja também um cooperador formal no mal, o que é sempre proibido." (Fonte)
Ainda em tempo, juntamente com inúmeros padres ao redor do mundo, como o Mons. Charles Pope, reitor e da Arquidiocese de Washington, DC, que já tornou público que, como sacerdote, tem o dever de proteger seus fiéis de confusão e do erro teológico, por isso não irá fazer bênçãos a duplas gays e a casais irregulares (veja), também o Arcebispo-Maior Sviatoslav Shevchuk, líder da Igreja Greco-Católica Ucraniana, declarou à CNA que “O discernimento pastoral nos exorta a evitar gestos, expressões e conceitos ambíguos que possam distorcer ou deturpar a Palavra de Deus e o ensinamento da Igreja” (veja).
Logo depois veio a reação do Cardeal Arcebispo de Montevidéu, Uruguai, Dom Daniel Sturla, mais um a se posicionar publicamente da mesma maneira, declarando que a Fiducia Supplicans não pode ser efetivamente obedecida, pois abençoar um par homossexual "não é mais uma bênção de pessoas, mas desse 'casal', e toda a Tradição da Igreja, inclusive um documento de apenas dois anos atrás, diz que não é possível fazer isso", e concluiu alertando para a grande "confusão" que o documento está provocando, lamentando especialmente que isso tenha acontecido no tempo santo do Natal. Disse ainda o Arcebispo, um tanto enigmaticamente, que o famigerado documento “está dividindo as águas dentro da Igreja” (veja).
Acrescente-se a forte declaração do bispo de Moyobamba, Peru, Raphael Escudero Lopez-Brea, que escreveu uma carta contra o documento sem meias palavras. Disse ele por exemplo:
Não minimizemos as consequências destrutivas e míopes resultantes deste esforço de alguns hierarcas da Igreja para legitimar tais bênçãos, em alguns casos com boas intenções e noutros com a intenção de destruir o Depósito Sagrado da Tradição da Igreja[2].
[1] Nigerian Catholic Bishops Clarify Pope’s Declaration, Say No Blessing For Same-sex Unions, Marriages As ‘They’re Against God’s Law, Teachings’, em Sahara Reporters, disp. em:
https://saharareporters.com/2023/12/21/nigerian-catholic-bishops-clarify-popes-declaration-say-no-blessing-same-sex-unions
Acesso 28/12/2023.
[2] A declaração de
Dom Escudero completa está disponível no InfoCatolica, artigo "Mons. Rafael Escudero: Fiducia supplicans 'daña la comunión de la Iglesia'", disp. em:
https://www.infocatolica.com/?t=noticia&cod=48384
Acesso 3/1/2023.
Padres da Imaculada Conceição tomam firme decisão diante da nova determinação do Vaticano sobre casais irregulares e uniões gays
A CONGREGAÇÃO DOS PADRES MARIANOS da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria é uma comunidade fraterna de vida consagrada. São conhecidos pela devoção a Maria Imaculada, à oração pelas pobres almas do Purgatório e pelo serviço ativo à Igreja. Fundada na Polônia em 1670 por Santo Estanislau Papczynski, hoje a Congregação tem bem mais de 500 padres e irmãos que trabalham em 19 países, incluindo: Estados Unidos, Argentina, Bielorrússia, Brasil, Camarões, República Tcheca, Alemanha, Índia, Itália, Cazaquistão, Letónia, Lituânia, Filipinas, Polónia, Portugal, Ruanda, Sri Lanka, Ucrânia e Reino Unido.
Cardeal Müller alerta aos padres: "Cometerão sacrilégio se abençoarem pares homossexuais!"
ALÉM DAS CONFERÊNCIAS EPISCOPAIS da África (Zâmbia e Malawi) e também da Ucrânia que, segundo matéria publicada pelo jornalista Juanjo Romero no InfoCatólica, aderiram à posição da Arquidiocese de Santa Maria em Astana, Cazaquistão, no sentido de resistir publicamente à decisão da Santa Sé quanto à aplicação de bênçãos para casais irregulares e duplas do mesmo sexo (veja), agora também o Cardeal Gerhard Ludwig Müller, ex-prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé se manifestou de modo semelhante. Segue o artigo escrito por ele e publicado no noticioso The Pillar. Segue o texto, bastante esclarecedor e didático, com tradução de Henrique Sebastião:
21/12/2023 | Declaração da FSSPX sobre bênçãos para casais irregulares e duplas do mesmo sexo
Pelo Revmo. Padre Davide Pagliarani, Superior Geral da FSSPX
Tradução de Henrique Sebastião
Quem me ama observa – e faz observar – os Meus mandamentos.
A DECLARAÇÃO FIDUCIA SUPPLICANS, do Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé sobre a questão das bênçãos para "casais irregulares e 'casais' do mesmo sexo" nos deixa consternados. Tanto mais que este documento foi assinado pelo Papa.
19/12/2023 | Uma primeira reação pública: em resposta à decisão do Vaticano, Arcebispo proíbe padres de praticar qualquer forma de bênção para pares do mesmo sexo
ROMA – UM ARCEBISPO metropolitano tornou-se o primeiro prelado a emitir orientações ao seu rebanho sobre a declaração do Vaticano que permite bênçãos para pessoas do mesmo sexo (veja). Assim ele proibiu firmemente seus sacerdotes e fiéis de acatar a decisão da Santa Sé e de aceitar ou realizar qualquer forma de bênção de casais em situação irregular ou duplas homossexuais.
Na declaração datada de 19 de dezembro e enviada a todos os sacerdotes e paróquias da sua arquidiocese, Dom Tomash Peta, Arcebispo de Santa Maria de Astana, Cazaquistão, juntamente com o conhecido Bispo Auxiliar Athanasius Schneider, afirmaram e definiram categoricamente que a nova declaração Fiducia supplicans, que determina que se abençoem duplas do mesmo sexo nas igrejas, como se fossem "casais", é na verdade um “grande engano”, e que tais bênçãos “contradizem direta e seriamente tanto a Revelação Divina quanto a Doutrina e a prática ininterrupta e bimilenar da Igreja Católica”.
Francisco aprova, oficializa e assim obriga as bênçãos a duplas homossexuais: a abominação da desolação no lugar santo
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