A virtude da epiqueia (do grego epieikeia, também conhecida como aequitas, equidade em latim) é uma virtude moral que pertence à justiça, especificamente à justiça legal. Ela consiste na disposição de corrigir ou moderar a aplicação rígida da letra da lei quando esta, por ser universal e geral, não se adequa perfeitamente a um caso concreto particular, de modo a seguir o espírito da lei e o bem comum, em vez de sua formulação literal.
A tese da falsa Irmã Lúcia: quais as chances?
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| Paulo VI com o Bispo Pereira Venâncio e Ir. Lúcia (ou será que...?) |
NOSSO ARTIGO E VÍDEO sobre a clara e bem evidente possibilidade de a apostasia propiciada pelo Concílio Vaticano II ter sido prevista em Fátima (veja) trouxe alguns comentários sobre a tese da substituição da vidente Ir. Lúcia dos Santos por uma impostora, defendida inclusive por bons amigos e irmãos em Cristo e apologetas que eu respeito, como o prof. Carlos Bezerra. De fato, não é de hoje que me questionam quanto à minha posição sobre o assunto. Segue abaixo a minha resposta, tão sucinta quanto possível.
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Entenda o Vaticano II: Um guia simplificado — parte 2
NESTE SEGUNDO EPISÓDIO da série sobre o sobre o Concílio Vaticano II e suas causas e consequências para a vida da santa Igreja, o prof. Henrique Sebastião aprofunda suas análises com uma linguagem simples e acessível, porém não rasa, voltada para todos os católicos que desejam entender seus impactos e desafios. Toda semana um novo vídeo desta série.
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20-21/8/2025 | Santa Sé incluiu peregrinação da FSSPX ao Calendário Jubilar, mas perseguição à Missa tradicional continua
A INCLUSÃO DA PEREGRINAÇÃO da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) no calendário oficial do Jubileu de 2025 pela Santa Sé é específica e oficial, não genérica. O site oficial do Jubileu (iubilaeum2025.va) lista explicitamente a Peregrinação da Fraternidade como um evento jubilar, marcando a primeira vez, em décadas, que um grupo com status canônico não regularizado é reconhecido dessa forma em um calendário vaticano. Isso difere de inclusões genéricas, como peregrinações de dioceses ou grupos leigos, pois destaca nominalmente a FSSPX, apesar de todas as tensões históricas.
A peregrinação ocorreu nos dias 20 e 21 de agosto deste 2025, com foco em Roma, como parte das celebrações do Ano Jubilar "Peregrinos da Esperança". A programação principal foi a seguinte:
• No dia 20, a chegada dos participantes e as preparações gerais, incluindo a conclusão da novena à Imaculada Conceição (iniciada em 11 de agosto).
• 21 de agosto: Rosário público no Colle Oppio e Missa Solene na Basílica de São João de Latrão (sim, você não leu errado), e uma procissão até a Porta Santa da Basílica de São Pedro, com o lucro das indulgências jubilares. A celebração culminou na Festa do Coração Imaculado de Maria (22 de agosto), com ênfase em devoções tradicionais.
• Participaram cerca de 600 sacerdotes, 500 religiosas e uma multidão de milhares de fiéis de diversos países, vindos de distritos da FSSPX na Europa, nas Américas e na Ásia...
A grande apostasia e o "suicídio da Igreja" foram previstos em Fátima?
EM 1936, POUCO ANTES antes de partir em viagem para os EUA, consta que o Secretário de Estado do Papa Pio XI, o Cardeal Eugênio Pacelli – futuro Papa Pio XII –, disse, de maneira assustadoramente profética, ao Conde Enrico Pietro Galleazzio (negritos nossos):
Suponha, meu caro amigo, que o comunismo seja apenas o mais visível dos órgãos de subversão contra a Igreja e contra a Tradição da Revelação divina; então [se for assim] nós vamos assistir à invasão de tudo o que é espiritual: a filosofia, a ciência, o direito, o ensino, as artes, a imprensa a literatura, o teatro, a religião. Estou obcecado pelas confidências da Virgem à pequena Lúcia de Fátima. Essa obstinação de Nossa Senhora diante do perigo que ameaça a Igreja é um aviso divino contra o suicídio que representaria a alteração da fé, em sua liturgia, sua teologia e em sua alma. (...)
Ouço ao meu redor os inovadores que querem desmantelar a Capela Sagrada, destruir a Chama universal da Igreja, rejeitar seus ornamentos, dar-lhe remorso pelo seu passado histórico. Pois bem, meu caro amigo, estou convicto de que a Igreja de Pedro deve assumir o seu passado ou então ela cavará a sua sepultura.(...) um dia virá em que o mundo civilizado renegará seu Deus, em que a Igreja duvidará, como Pedro duvidou. Ela será tentada a crer que o homem se tornou Deus, que seu Filho é apenas um símbolo, uma filosofia como tantas outras, e nas igrejas os cristãos procurarão em vão pela lâmpada vermelha onde Deus os espera.[1]
Entenda o Vaticano II: Um guia simplificado — parte 1
NESTE PRIMEIRO EPISÓDIO, o prof. Henrique Sebastião inicia suas análises sobre o Concílio Vaticano II e suas causas e consequências com uma linguagem simples e acessível, voltada para todos os católicos que desejam entender seus impactos e desafios. Toda semana um novo vídeo desta série.
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▶️ Conferência mencionada sobre o papel dos leigos durante as crises da Igreja: Leigo tem que 'calar a boca' sobre a crise na Igreja?
▶️ Assista ao primeiro episódio desta série.
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O Modernismo resumido
O MODERNISMO, ASSIM COMO afirma o gigantesco Santo e Papa Pio X na Encíclica Pascendi Domini Gregis (1907), é “a síntese de todas as heresias” e leva “à destruição não apenas da Religião católica, mas de todas as religiões” (n. 39). A razão de seu terrível poder destrutivo reside no fato de que ele ataca não esta ou aquela verdade, mas sim a própria natureza da verdade.
De acordo com o Modernismo, a verdade não é algo externo ao homem (uma realidade objetiva à qual o intelecto humano deve se conformar); em vez disso, é imanente no homem, algo que misteriosamente borbulha das profundezas de seu subconsciente, ou das "suas entranhas", para citar Joe Biden. Quando esse erro filosófico é aplicado à religião, o resultado é que o Catolicismo — o Depósito único de verdades divinamente reveladas — torna-se meramente uma expressão do "sentimento religioso" dos crentes (como São Pio X o chama em toda a Pascendi) que aderem a uma tradição particular, como a uma questão de herança cultural ou de mera preferência pessoal. E uma vez que as culturas e preferências evoluem com o tempo, o mesmo deve acontecer com todo dogma religioso[1].
Leão XIV e a cruel revolução do Vaticano II
Traduzimos uma interessantíssima reflexão postada no noticioso "The Remnant" (Minesota, EUA) pelo colunista Robert Morrison: gostaríamos de ter as respostas para as suas perguntas.
EM SEU DISCURSO do Angelus de 27 de julho (2025), o Papa Leão XIV falou sobre a necessidade de nós, católicos “evitarmos a crueldade com o nosso próximo se quisermos poder chamar Deus de nosso Pai”, nos seguintes termos:
Quando recitamos o Pai-Nosso, além de celebrarmos a graça de sermos filhos de Deus, também expressamos nosso compromisso de corresponder a esse dom amando-nos uns aos outros como irmãos e irmãs em Cristo. Refletindo sobre isso, um dos Padres da Igreja escreveu: 'Devemos lembrar... e saber que, quando chamamos Deus de 'nosso Pai', devemos nos comportar como filhos de Deus' (São Cipriano de Cartago, De Dom. orat. , 11), e outro acrescenta: 'Não podeis chamar de Pai o Deus de toda a bondade se conservais um coração cruel e desumano; pois, nesse caso, não tendes mais em vós a marca da bondade do Pai celestial' (São João Crisóstomo, De orat. Dom. , 3). Não podemos rezar a Deus como 'Pai' e depois sermos rudes e insensíveis com os outros.'
Por mais que se trate de uma piedosa exortação, ficamos nos perguntando o que o novo pontífice pretende fazer para lidar com uma das crueldades mais perversas do mundo atual: os ataques contínuos do próprio Vaticano à pura Fé católica, e a sua perseguição às almas que nada mais desejam do que praticar a Religião com fidelidade. Parafraseando São João Crisóstomo, no Angelus, Leão XIV poderá chamar a Deus de Pai se mantiver o silêncio reinante nas últimas duras décadas sobre essas crueldades insondáveis?
As lembranças dos pecados passados devem ser queimadas na "Fornalha da Misericórdia Divina"
A OBRA "TEOLOGIA Espiritual", (Spirtitual Theology, T&T Clark publishers) do Pe. Jordan Aumann, OP, em muitos dos seus trechos pode surpreender a muitos. Ao tratar sobre a purificação da memória, refere o seguinte:
Esqueça os pecados do passado. Este é o primeiro passo, e é absolutamente indispensável para todos os que aspiram a salvação eterna. A lembrança dos seus próprios pecados ou dos pecados do outro tem um forte poder de sugerir à alma novamente as mesmas coisas, levando a uma nova tentação e novamente ao pecado, especialmente se uma imaginação vívida está associada com a lembrança. A alma deve rejeitar imediatamente e energicamente qualquer recordação deste tipo.
Nosso Senhor se sacrificou "por muitos" ou "por todos"?
NAS PASSAGENS DAS SAGRADAS Escrituras que narram a instituição da Eucaristia durante a Última Ceia, sempre reforçada na Liturgia cristã (cf. Mt 26,26-28; Mc 14,22-24), encontramos a formulação que se traduz de forma exata com a palavra "muitos". Nosso Senhor nunca disse que entregava seu Corpo e Sangue "por todos", mas por muitos:
Leigo tem que calar a boca? Qual o seu papel na crise da Igreja?

NÃO VEJO ASSUNTO mais importante que este, no momento presente. Vejo com muita clareza que estamos vivendo um momento chave na história da Igreja, e que chega rápido o momento em que essa cisão mal-disfarçada entre luz e trevas no seio do Rebanho de Cristo vai ficando mais e mais nítida, o abismo cada vez mais profundo e, muito em breve, a continuar assim, não será mais possível contorná-lo; a convivência entre esses opostos vai se tornando insuportável e algo realmente importante deve acontecer logo: será impossível ao verdadeiro católico continuar "vivendo de aparências".
7/2025 | 50 dias de Leão XIV: uma análise
Vivemos o tempo da grande apostasia? Divisões e contendas: a profecia se cumpre

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, ao contrário do que muitos equivocadamente supõem hoje, nunca foi um pacifista (que é diferente de ser pacífico), mas avisou-nos com assombrosa clareza de que não veio trazer a paz ao mundo, mas sim a espada. Em uma passagem belíssima, profetizou exatamente o que estamos presenciando agora, especialmente dentro da própria Igreja:
Até os próprios cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois; vós valeis mais que muitos pássaros [porque dissera antes que os pássaros do céu são guardados e sustentados por Deus Pai do Céu].
Todo aquele, portanto, que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos Céus. Porém aquele que me negar diante dos homens, também Eu o negarei diante de meu Pai, que está nos Céus.
Não julgueis que vim trazer a paz ao mundo; não vim trazer a paz, mas a espada.
Porque vim separar o filho de seu pai, e a filha de sua mãe, e a nora da sua sogra. E os inimigos do homem serão os de sua própria casa.
Faz lembrar a forte profecia de Nossa Senhora dada em Akita, Japão, à Irmã Agnes Sasagawa[1]:
A obra do demônio se infiltrará mesmo na Igreja, de tal forma que veremos cardeais se opondo a cardeais, bispos contra bispos. Os padres que me veneram serão desprezados e combatidos por seus confrades (...) igrejas e altares serão saqueados; a Igreja estará cheia daqueles que aceitam concessões e o demônio pressionará muitos padres e almas consagradas a abandonarem o serviço do Senhor." (Mensagem aos 13 de outubro de 1973)
As Sagradas Escrituras, que constituem o documento infalível da Igreja por excelência, atestam que nos últimos dias a Fé verdadeira seria quase extinta no mundo. Dizem que no próprio “lugar santo” se instalaria a “abominação da desolação” (Mt 24,15) predita pelo Profeta Daniel, e que haveria um engano tão profundo que, se fosse possível, até os eleitos se perderiam (Mt 24,24).
Palavra aos católicos, por Sidney Silveira — sobre o presente momento de contendas e reações desproporcionadas

JAMAIS ESCONDI DE PESSOAS próximas — nem de ninguém, diga-se — minha adesão à posição doutrinal da FSSPX em face da crise que sangra a Igreja Católica desde o Concílio Vaticano II. Isto aliás não é de hoje: já em 2009 eu publicava no Brasil "A Candeia Debaixo do Alqueire", livro em forma de "quaestio disputata" da lavra do tomista argentino Álvaro Calderón, até então um completo desconhecido entre nós.
Padre José Eduardo está furioso!
Sobre a polêmica do livro 'Os Erros do Catecismo Moderno' do Centro Dom Bosco — CDB
AQUI VOS FALA Henrique Sebastião. Eu custei a me aperceber da repercussão causada pela campanha de lançamento do livro "Os Erros do Catecismo Moderno", de Michael Haynes. Foi a pergunta de um aluno de nossa Formação Teológica que me fez proceder a uma breve pesquisa e ver que estão pipocando respostas indignadas à iniciativa do Centro Dom Bosco (CDB).
Por que é importante falar sobre o Purgatório e o Inferno aos enfermos e moribundos
ENTRE MUITOS OUTROS, podemos certamente dizer que um dos fatores que mais contribuem para os problemas no mundo de hoje é a falta de ensinamentos consistentes e contundentes sobre a existência do Inferno e também do Purgatório, e sobre o consequente sofrimento intenso que aguarda a grande maioria de nós após a morte. Muitos crimes, ofensas, agressões e destruições deixavam de ser praticados, em outros tempos, porque as pessoas tinham mais medo dessas coisas.
Em defesa da doutrina católica sobre o Purgatório, São Roberto Belarmino explica as consequências da descrença no Purgatório:
Por que os Papas não são mais coroados com a Tiara?
A COROAÇÃO DO PAPA com a Tiara, um símbolo de poder diretamente relacionado ao reconhecimento e à reverência que a Igreja presta a Cristo, a quem o Papa representa na Terra, como Rei do Universo (logo ao reinado social de Nosso Senhor no mundo), foi infelizmente abandonada por Paulo VI em 1963, como um gesto de suposta humildade. Todavia, não se esperava que a coroação de Paulo VI fosse a última cerimônia desse tipo na história da Igreja, nem que o papado fosse tão rapidamente privado de um símbolo que o definiu por mais de um milênio, a Tiara Papal.
O início do pontificado de Leão XIV parece animador. Mas já se aproximam grandes batalhas.

A PRIMEIRA SEMANA do pontificado de Leão XIV foi ao menos promissora, este é um fato que nem o mais pessimista dos analistas pode negar. Poderíamos até dizer que esse primeiro início foi como um mar de rosas: gestos e palavras de aprovação gerais, muito afeto, sorrisos e aplausos entusiasmados chegaram até ele de todos os cantos do planeta, até da parte de jornalistas de veículos nada católicos. Todavia, como era de se esperar, os primeiros obstáculos, as oposições, mesmo ainda veladas, e os imensos desafios, já aparecem no horizonte. Mas até as críticas feitas até aqui representam um sinal altamente positivo para os verdadeiros católicos, já que partem daqueles manjados veículos de comunicação de massa que são publicamente adeptos de ideologias anticristãs, os mais desonestos em noticiar tudo o que acene contra a concepção de justiça que eles têm. Estes, como a Globo, essa máquina de propaganda estatal que geralmente elogiava Francisco — assim como desavergonhadamente enaltece Lula da Silva e Alexandre de Moraes —, já tecem críticas a Leão XIV. Ótimo sinal! Como dizia o Bem-aventurado Fulton Sheen, no dia em que o mundo amar a Igreja — ou um Papa, por conseguinte —, desconfie. O mundo deve odiá-lo, como odiou a Cristo.












