Cardeal Burke já pediu a Leão XIV pela restauração da Missa tradicional em latim
NOSSO VELHO AMIGO o Cardeal Raymond Burke declarou, durante a Conferência Sobre Fé e Cultura organizada pela Sociedade da Missa em Latim da Inglaterra e do País de Gales[1], na última sexta-feira (14/6/2025), que pediu ao papa Leão XIV pelo fim das restrições à celebração da Missa tradicional em latim impostas durante o pontificado de Francisco.
Missa de Sempre ou Missa do Século XVI? – História da santa Missa dita 'Tridentina'
VEIO EM BOM MOMENTO o prof. Lucas Lancaster nos oferecer uma palestra de esclarecimento, em vídeo, a respeito deste tema sobre o qual já nos debruçamos e esclarecemos por aqui, há algum tempo. Afinal, em termos históricos e de história da liturgia, é correto dizer que a Missa dita tridentina é a Missa de Sempre, como sempre foi entendia e celebrada pela Igreja, ou essa Missa remonta ao século XVI? É correto afirmar que se trata um rito já em uso na Igreja desde os seus primórdios ou foi elaborada pelo Papa São Pio V?
Para aprofundar esta questão, com indicação de fontes e farta referência bibliográfica, leia o nosso artigo "'Missa de Sempre' – Faz sentido essa expressão?", acessando este link. Segue abaixo o vídeo do prof. Lancaster.
O rito tridentino é dogma de fé? A Liturgia e a autoridade do clero posta em xeque
RECEBEMOS DO LEITOR Wesley Marcos Vicente, ao nosso artigo intitulado "'Missa de Sempre' – Faz sentido essa expressão?" o comentário que reproduzimos abaixo, seguido de nossa resposta, a qual julgamos que possa vir a ser útil para outros. O Bom Deus, pela intercessão da Santíssima Virgem, preserve-nos de ensinar ou induzir a qualquer erro.
O estudo de vocês é muito bom e profundo. Contudo, cabe ressaltar algumas perguntas.
A primeira: O Papa São Pio V criou um dogma quando determinou que o rito tridentino? Respondo: Não. Pois, sabemos todos que um dogma deve ser universal em relação a geografia (imutável em todo o mundo), tem que ser uma verdade atemporal (desde sempre, ou desde que Deus a criou ou a permitiu). Explico: Vocês mesmo tentaram com contorcionismo interpretativo dizer que o que ele determinou com "SEMPRE" não é bem assim ("Não quer dizer que exatamente aquele rito, com todas aquelas mesmas normas"), pois existem inúmeros ritos espalhados pelo mundo inteiro, como também a liturgia sofreu muitas mudanças ao longo do tempo ("Não se pode negar que houve um desenvolvimento da liturgia no correr dos séculos"). Então, se não é dogma, não vejo o porquê deste alvoroço em tratar a missa nova como válida, pois se vamos aceitar a reunião de milhares de bispos em um concílio e, no fim, ser apresentado um documento, aceito por todos, e adicionando uma reforma litúrgica como legítimo, não temos o que discutir, entretanto, se vamos considerar este concílio como "fumaça do demônio", então para o mundo que eu quero descer, pois não há nada mais herético e protestante que não acatar a decisão de bispos legalmente constituídos em um concílio legalmente instituído com documentos legais.
Segunda: O autor deste artigo te qual autoridade e formação? Acredito eu que ele é liturgista, teólogo, filósofo, historiador e sacerdote, pois achei muito pretensioso quando disse: "a chamada "missa nova" pode ser considerada um desvio completo e radical desse mesmo desenvolvimento orgânico presente em toda a história da Igreja". No texto cortado o autor determina que aquilo que foi legalmente constituído é radicalmente errado (Missa nova), enquanto o que outra Missa que também foi legalmente constituída é radicalmente verdade. Como ele identificou esse "erro" e esta "verdade"? Sabemos que aquilo que não é dogma pode ser modificado (como vimos na primeira pergunta), sabemos também que muitos outros pontos da vivência da Igreja sofreram alterações e evoluções ao longo do tempo, não vou aprofundar, mas a adoração Eucarística (com Jesus exposto) começou no segundo milênio, o monaquismo moldou a Europa, mas apareceu à posteriori, a forma de aplicar e exigir os sacramentos também foi sendo aperfeiçoado, etc. Então vejo uma certa rebeldia e precipitação por parte dos autores e dos tradicionalistas, talvez por isso alguns foram excomungados.
Por fim, temos uma hierarquia a seguir, e devemos seguir, enquanto um papa não declarar o contrário, precisamos seguir as determinações dos concílios e do magistério da igreja. Não sejam protestantes e por um conjunto de cismas abandonem a Igreja e a sua santa hierarquia.
Não estou defendendo abusos litúrgicos, mas temos que ser coerentes com o evangelho e com a sã doutrina.
Paz e bem,
Wesley Marcos Vicente
21/1/2023 | Cardeal Zen sobre restrições à Missa tradicional: "Por que humilhar o Papa Bento XVI?"
O BISPO EMÉRITO de Hong Kong, cardeal Joseph Zen, criticou firmemente as restrições do Papa Francisco à Missa tradicional em latim, bem como o Sínodo do Papa sobre a sinodalidade.
'Missa de Sempre' – Faz sentido essa expressão?
“O MOTU PRÓPRIO “TRADITIONIS Custodes” (não sem motivo apelidado 'Carcereiros da Tradição', que é uma tradução possível do seu título), publicado em 21 de julho de 2021, gerou uma confusão enorme em torno do tema “Missa Tridentina” nos ambientes católicos, que perdura até hoje. Consideramos por bem esclarecer alguns pontos importantes que envolvem a questão e costumam permanecer subentendidos, incomodando os mal entendedores (para os quais meia palavra não basta).
Uma dessas coisas é a expressão “Missa de Sempre”, que a muitos incomoda pelo fato de ser, geralmente, mal usada e/ou mal compreendida. Qualquer pessoa que conheça minimamente a diversidade de tradições litúrgicas da Igreja sabe bem que há diversos ritos verdadeiramente católicos – alguns que caíram em desuso e outros que permanecem há mais de mil anos, como os das igrejas da Índia (siro-malabar e siro-malankar); da África (com o rito copta ao norte, etíope na região ao sul do Saara) e zairense; no Oriente Próximo há os ritos bizantino, maronita e siríaco; no Ocidente temos os ritos ambrosiano, cartuxo, moçárabe e outros – além, é claro, do rito romano. Outro exemplo é a Divina Liturgia de São Tiago, uma das mais antigas, que até hoje é celebrada pela Igreja Greco-Católica Melquita.
A partir dessa visão panorâmica, pode soar estranho falar em “Missa de Sempre”, porque o rito romano não é o mais antigo dentre esses listados acima. E se não é o mais antigo, o que significa então dizer “Missa de Sempre”? Mais: se existem diversos ritos, por que, então, tanto se critica a chamada "missa nova" de Paulo VI?
Maus padres podem oferecer falsos sacrifícios no Altar, durante a Missa? Quando e como a Eucaristia e os demais Sacramentos são validamente ministrados?
VEIO O ESTUDANTE de nosso Curso permanente de Teologia integral, Maurício Araújo, trazer-nos uma pergunta (em nosso grupo de estudos via WhatsApp) para a qual a resposta se faz importantíssima a todo aquele que procura observar retamente à Sã Doutrina da Igreja Católica e Apostólica. Segue:
"Em absoluto, acrescentamos e agregamos (...) com o consentimento e a autoridade de todos, que qualquer bispo ou diácono que haja sido ordenado na Igreja Católica e depois se haja levantado contra ela (...) se celebram intentam contra o único sacrifício divino, oferecendo sacrifícios falsos no altar (...) É necessário que os sacerdotes e ministros que servem ao altar e aos sacrifícios sejam íntegros e imaculados" (Epístola 72,2). (Cipriano de Cartago)
(Citado em Nabeto, Carlos Martins. A Igreja de Cristo. Série Citações Patrísticas. Vol. 4. Ed. 1ª. 2004.)
Caríssimos, esta citação de Cipriano de Cartago, como pode acontecer?
Como um sacerdote, ao se colocar contra a Igreja, pode fazer um sacrifício falso no altar?
Isso tem a ver com Docetismo?
Alguém saberia me dizer?
INTROIBO AD ALTARE DEI
OS HOMENS À FRENTE da Igreja Católica nunca saberão – não enquanto respirarem neste mundo – quantos crentes em sentido estrito se perderam no momento em que decidiram por deixar de celebrar a Missa em latim.
Desde que, em 1970, Paulo VI aprovou a tradução para as diferentes línguas do mundo, dos livros litúrgicos e, nomeadamente, do Ordinário da Missa, suprimindo o uso do latim – que, para mim, continha o sentido de todos os Mistérios e Sacralidades envolvendo o Rito – tudo deixou de ter sentido.
Sentido em Mistérios? Sei, sim, a frase é aparentemente contraditória, mas não mais contraditória do que qualquer coisa que se possa dizer sobre mistérios. E a Missa é Mistério. E a liturgia é Mistério.
[Reflexão atribuída a Agustina Bessa-Luís, romancista portuguesa]
A Missa tradicional sob ameaça? Santa Sé envia pesquisa aos Bispos sobre o Summorum Pontificum de Bento XVI
PODERIA O MOTU PROPRIO SUMMORUM PONTIFICUM, que reconhece a validade, a licicitude e o direito dos católicos à continuidade do rito latino tradicional (autorizando a celebração da santa Missa no rito tradicional em latim), estar ameaçado?
Santa Missa da terça-feira da Semana Santa / Apostolado F.E.R.R.

Comunhão espiritual
Creio, ó meu Jesus, que estais presente no Santíssimo Sacramento, amo-Vos sobre todas as coisas e desejo possuir- Vos em minh’alma. Mas, como agora não posso receber-Vos sacramentalmente, vinde ao menos espiritualmente ao meu coração... E como se já Vos tivesse recebido, uno-me inteiramente a Vós, não consintais que de Vós jamais me aparte.Santa Missa da segunda-feira da Semana Santa
Celebrada no Seminário da Imaculada Conceição da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

Comunhão espiritual
Creio, ó meu Jesus, que estais presente no Santíssimo Sacramento, amo-Vos sobre todas as coisas e desejo possuir- Vos em minh’alma. Mas, como agora não posso receber-Vos sacramentalmente, vinde ao menos espiritualmente ao meu coração... E como se já Vos tivesse recebido, uno-me inteiramente a Vós, não consintais que de Vós jamais me aparte.Missa Solene do Domingo de Ramos na Capela Nossa Senhora das Dores em Brasília
Comunhão espiritual
Creio, ó meu Jesus, que estais presente no Santíssimo Sacramento, amo-Vos sobre todas as coisas e desejo possuir- Vos em minh’alma. Mas, como agora não posso receber-Vos sacramentalmente, vinde ao menos espiritualmente ao meu coração... E como se já Vos tivesse recebido, uno-me inteiramente a Vós, não consintais que de Vós jamais me aparte.A Missa à distância e a Comunhão espiritual: para quando não for possível comungar sacramentalmente
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| Crédito da imagem: PASCOM da Paróquia de São Sebastião de Conselheiro Lafaiete - MG |
Missa à distância
Temos hoje uma multidão de fiéis católicos que desejam assistir à santa Missa, como sempre fizeram, mas agora não podem. Muitos se escandalizam pela interrupção das celebrações, alguns não se conformam, consideram uma falta de fé da parte do clero. Pode-se discutir quanto a essas questões, mas a verdade é que objetivamente não há o que se fazer quanto a essa situação. Há uma multidão de católicos privados da santa Missa. Ponto.Esta é uma situação inédita para todos nós, que faz lembrar as palavras do Profeta: "Buscai ao SENHOR enquanto se pode encontrar, invocai-o enquanto está perto" (Is 55,6). Quantos há que não o buscaram enquanto podiam, agora querem e já não podem mais encontrar o Senhor Sacramentado.
Este artigo, todavia, procura orientar e esclarecer de que modos podemos permanecer em comunhão íntima com Deus, mesmo nestes nossos tempos de crise nunca vista e de igrejas trancafiadas.











