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Palavra aos católicos, por Sidney Silveira — sobre o presente momento de contendas e reações desproporcionadas


JAMAIS ESCONDI DE PESSOAS próximas — nem de ninguém, diga-se — minha adesão à posição doutrinal da FSSPX em face da crise que sangra a Igreja Católica desde o Concílio Vaticano II. Isto aliás não é de hoje: já em 2009 eu publicava no Brasil "A Candeia Debaixo do Alqueire", livro em forma de "quaestio disputata" da lavra do tomista argentino Álvaro Calderón, até então um completo desconhecido entre nós.

O Pai-Nosso – o certo é dizer 'dívidas' ou 'ofensas'?


RECEBEMOS POR E-MAIL, de um leitor cujo nome não estamos autorizados a divulgar, a seguinte pergunta:

No Pai nosso o que é correto rezar: 'perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido', ou 'perdoai as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores'? Dizem que a tradução correta dos evangelhos originais é a segunda hipótese. Henrique Sebastião, se puder tirar esta minha dúvida eu agradeço. A paz de Jesus."

Como fica subentendido, não é nosso objetivo agora meditar a oração do Pai-Nosso. Procuraremos, pela Graça de Deus, resolver uma dificuldade que perturba alguns fiéis católicos que querem continuar seguindo com fidelidade a sagrada Tradição através do Magistério perene da Santa Madre Igreja.

    Há um provérbio popular que diz: "Ensinar o Pai-Nosso ao Vigário". Vivemos em tempos tão conturbados que tal provérbio está agora se realizando diariamente. Há muitos querendo ensinar o catecismo aos padres e bispos, e o pior, não totalmente sem razão.

Os versículos que eu nunca vi – quando era protestante


Por Marcus Grodi, ex-pastor protestante (seu testemunho exclusivo foi publicado aqui)

Tradução de João Marcos para a FLSP

Pastor protestante durante 15 anos, formado no Seminário Gordon-Cornwell, Marcus e sua família entraram na Igreja Católica em 20 de dezembro de 1992. Ele é o fundador e presidente da The Coming Home Network International, apostolado leigo dedicado a ajudar as pessoas a conhecer a Igreja Católica. Segue abaixo o seu depoimento sobre a cegueira espiritual em que viveu por longos anos.


UMA DAS EXPERIÊNCIAS mais comuns entre protestantes que se convertem ao Catolicismo é a descoberta de versículos “inéditos”. Mesmo depois de anos de estudo, sermões e ensino da Bíblia, algumas vezes do Gênesis ao Apocalipse, repentinamente um versículo "inédito" aparece como que por mágica, mudando toda a nossa vida. Algumas vezes se trata apenas de reconhecer um significado alternativo, mais claro de um versículo familiar, mas, geralmente, como ocorre com os versículos abaixo, parece que um católico entrou sorrateiramente em nossas casas e alterou a Bíblia!

O desafio de continuar sendo cristão católico na era da sinodalidade

Por Raymond Kowalski para o OnePeterFive*
Tradução/adaptação de Henrique Sebastião


SABEMOS AGORA QUE que o culminar do Papado de Francisco ocorrerá em outubro deste ano 2023 (independentemente de ele ainda estar por perto para o ver). É então que terá lugar o Sínodo sobre a Sinodalidade, algo que vem sendo construído há quase 11 anos.


    Quando o documento de trabalho do Sínodo foi lançado, o Padre Gerald Murray, escrevendo para o portal The Catholic Thing, em 24 de junho de 2023 previu o resultado:


...uma religião fictícia e ilusória de auto-adoração, na qual Deus é relegado ao papel do Afirmador Divino de tudo o que cada um decide acreditar.

A Igreja e o problema das drogas ilícitas

Por Caio Takeda 

O INTENSO CRESCIMENTO do uso de drogas em todo o mundo tem sido a maior preocupação de muitos governos. Qual o verdadeiro alcance do problema? A Igreja Católica trata dessa importante questão no seu Catecismo, no número 2291, ao constatar o fato: "O uso de drogas causa gravíssimos danos à saúde e à vida humana. Salvo indicações estritamente terapêuticas, constitui falta grave. Pela produção clandestina e o tráfico de drogas, (...) constituem cooperação direta com o mal, pois incitam a práticas gravemente contrárias à lei moral".

Todas as religiões são iguais? Todas dizem o mesmo, de modos diferentes?

Foi tudo em vão?

A PERGUNTA QUE DÁ título a este artigo é especialmente pertinente em nossos tempos. Vivemos numa sociedade em que a tolerância “politicamente correta” para com as diversas religiões não só está "na moda" como também constitui um verdadeiro compromisso para muita gente e muitas organizações importantes. Nem todos são mal intencionados. Conheço pessoalmente homens e mulheres de bem que acreditam e pregam a igualdade entre todas as crenças, principalmente em nome da paz. E em nome da "tolerância" e da "fraternidade humana", põem "num mesmo saco" a Religião, as diversas religiões e as seitas de todo e qualquer tipo.

A força dos símbolos

Como foi que passamos disto...

...para isto?!

DOIS PRINCÍPIOS BÁSICOS, aceitos com unanimidade, balizam o trabalho das empresas especializadas em estratégias de comunicação. O primeiro diz que existem apenas dois tipos de instituição: a que já sofreu e superou uma crise e a que ainda irá passar por uma. O segundo princípio dita que as crises, se bem gerenciadas, servem para aprimorar as instituições.

    A Igreja Católica, ao longo de 21 séculos de história, sofreu e teve que lidar com diversas e diferentes crises: das perseguições promovidas pelos judeus e pelo Império Romano nos primeiros séculos da era cristã àquelas promovidas pelos regimes ateus e totalitários que marcaram o século 20, até o atual genocídio dos chamados “adoradores da cruz” em países no Oriente e no continente africano com forte atuação de grupos islâmicos radicais.

Nefarious: Leandro Ruschel comenta o novo filme que o stablishment odiou

O Sínodo Orwelliano



Traduzido e adaptado por Henrique Sebastião do artigo de Larry Chapp para o Catholic World Report


NA MINHA JUVENTUDE, frequentei um seminário conservador em minha formação de graduação. Eu estava bem com isso, já que, teologicamente, eu era um jovem conservador, cheio do zelo que geralmente vem com o idealismo juvenil. Era a época da insanidade antinomiana (só a fé basta) pós-conciliar, e parecia que a Igreja havia se tornado o refúgio preferido dos clérigos canalhas de todas as convicções teológicas dissidentes. Mas João Paulo II acabara de ser eleito, então também parecia haver esperança de que um jovem católico conservador como eu poderia realmente encontrar um lar e um porto seguro na Igreja.


    Mas eu estava errado.

Diante da grande crise, o que podem fazer os leigos, concretamente?

RECENTEMENTE, O ARTICULISTA do portal espanhol Infocatolica, que assina como Bruno M., tendo em vista os apavorantes augúrios do iminente "Sínodo da Sinodalidade", publicou um texto no qual tenta resumir e listar as reações possíveis aos fiéis católicos mediante a crise sem precedentes que vivemos e as ideias contrárias à Fé verdadeira introduzidas na Igreja nas últimas décadas, já que o grupo dos católicos resistentes quase nada foi capaz de fazer para impedir toda essa desgraça. Diante do terror da situação, muitos se apavoram sem saber a quem recorrer ou aonde procurar ajuda, e as iniciativas dos que pretendem resistir à destruição generalizada, mantendo a fidelidade a Cristo e ao seu Evangelho, são ainda incipentes e desencontradas. Seguem as soluções propostas pelo autor, com tradução de Henrique Sebastião.

Padre Wander de Jesus Maia fala sobre diversos assuntos de máximo interesse dos fiéis católicos dos nossos tempos


COMPARTILHAMOS AQUI UMA interessante entrevista com este honrado sacerdote, na qual aborda temas como a atual grande crise na Igreja, a desgraça da "teologia" da libertação, as aparições marianas e outros. 



4/6/2023 | Dom Hector Aguer, Arcebispo, sobre o Sínodo: 'A verdade objetiva não conta mais...'


"'ESTUPOR' É A PALAVRA que me sai da boca ao conhecer o conteúdo das 50 páginas do Instrumentum laboris para o Sínodo próximo, programado 'democraticamente' desde 2021", disse o Arcebispo emérito de La Plata, Dom Hector Aguer, em seu artigo para o portal Rorate Caeli, publicado em 4 de julho (2023). O La Prensa de Buenos Aires veiculou a notícia nestes termos:


O Vaticano publicou o espinhoso roteiro para o próximo Sínodo. "Há uma profunda necessidade de imitar nosso Mestre e Senhor em termos de capacidade de viver um aparente paradoxo: proclamar agressivamente seu autêntico ensinamento, ao mesmo tempo em que serve como testemunha de inclusão e aceitação radical".[1]


    "Que imitação agressiva e paradoxal de Cristo!", prosseguiu Dom Aguer. Bem, se a intenção é imitar o Senhor Jesus Cristo, então, por misericórdia, mostrem quando e onde foi que Ele assumiu essa agenda de "inclusão e aceitação radical"?? Cristo "aceitou" os erros dos fariseus? "Incluiu" os vendilhões do Templo? Simplesmente "aceitou" o pecado da mulher adúltera ou, depois de perdoá-la, mandou que não pecasse mais? Alguma vez Ele deixou de chamar os hipócritas de hipócritas e os pecadores de pecadores, em nome de uma "inclusão e aceitação radical"? Acaso compactuou com Satanás, ao ser tentado? De onde vem essa ideia infeliz e absolutamente anticristã proposta por aqueles que deveriam pastorear e conduzir as almas em segurança? Que igreja é essa, que já não reconhecemos??

O fim dos tempos e a vinda do Anticristo segundo o Venerável Arcebispo Fulton Sheen

O venerável Fulton Sheen (1895 - 1979) escreveu – em sua obra “Communism and the conscience of the West” (O comunismo e a consciência do Ocidente) – algumas linhas impressionantemente proféticas a respeito do fim dos tempos (ou a consumação dos séculos), a grande apostasia na Igreja e a vinda do Anticristo, que foram traduzidas para o português pelo padre Cléber Eduardo dos Santos Dias. 


* * *

NÓS ESTAMOS VIVENDO os dias do Apocalipse – os últimos dias da nossa era. As duas grandes forças – do Corpo Místico de Cristo e do Corpo Místico do Anticristo – começam a desenhar as linhas de batalha para o embate final.

Seria a devoção à Virgem Maria uma reinvenção do culto as antigas deusas pagãs? – conclusão

Por David MacDonald
Tradução de Carlos Martins Nabeto
Adaptação de Henrique Sebastião


Estátuas da Mãe com o Menino


** Ler a primeira parte deste estudo

Alguns sustentam que as imagens de Maria Santíssima com o Menino Jesus nos braços foram inspiradas em estátuas de Isis carregando em seus braços Hórus, ou alguma outra deusa pagã que tivesse sido representada carregando seu filho, ou mesmo (no caso dos mais desonestos) que seria uma forma enrustida de homenagem às tais deusas. Sim, é hilário, mas isso existe. Como responder a essas acusações?

Seria a devoção à Virgem Maria uma reinvenção do culto as antigas deusas pagãs? – parte 1

Cabeça de Artemis

Por David MacDonald
Tradução de Carlos Martins Nabeto
Adaptação de Henrique Sebastião


O "EVANGÉLICO" RALPH Woodrow sustentou a tese de que o culto católico à Virgem Maria seria uma espécie de reedição dos antigos cultos às deusas pagãs. Escreveu um livro a respeito deste assunto que teve boa penetração no EUA, no qual estabeleceu uma ligação forçada entre Catolicismo e paganismo, baseado em um outro livro escrito em 1857 por Alexander Hislop, intitulado "As Duas Babilônias". 

Sacerdote ensina como viver a Quaresma, como fazer penitência na prática e quais os seus frutos para a alma

COMO SUBSÍDIO PARA que nossos leitores vivam bem este tempo propício que vivemos agora, – o tempo quaresmal, – publicamos uma entrevista exclusiva com o Revmo. Padre Francisco Reginaldo Henriques de Miranda, atualmente pároco de Nossa Senhora das Graças do Jardim Elba, São Paulo (SP), dada a Felipe Marques, membro da Fraternidade São Próspero, especialmente para O Fiel Católico. Agradecemos a este digno sacerdote pela disposição em nos auxiliar, e rogamos a Deus que seus esclarecimentos e exortações venham a ser úteis para muitos. Abaixo, uma breve apresentação do entrevistado, e, a seguir, a entrevista propriamente dita.


"Deus sempre me pegou pela mão, e assim me trouxe até aqui."


PADRE REGINALDO, COMO como é mais conhecido, é natural de Bom Sucesso, PR. Quando criança, morava na roça, e um padre alemão celebrava as Missas naquela região, às quais o pequeno Reginaldo assistia com atenção. Ia depois para sua casa e simulava a Celebração Eucarística para seus irmãos, como se fosse ele o padre. A vocação veio cedo, como se vê...

A Quaresma e São José


Por Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa
– Capela Santa Maria das Vitorias


NORMALMENTE, DURANTE O MÊS de março, a piedade católica se concentra em duas grandes devoções: a Quaresma e a solenidade do glorioso patriarca São José, celebrada dia 19.

A Verdade, um estudo filosófico – conclusão

Por Ir. Jean-Dominique, o.p.
Tradução de Euro B. de Barros


Santo Tomás de Aquino, pintura espanhola anônima do séc. XIX
** Ler a primeira parte

Artigo 4º — O verdadeiro e o bem

ESTE ARTIGO ESTENDERÁ o problema da verdade a todo o agir humano.

    A vontade é, de fato, o princípio imediato de toda ação humana. Um ato é dito propriamente “humano” quando é voluntário. Ora, o objeto da vontade é o bem. A vontade é um “apetite”, um desejo de bem que o faz ser procurado quando dele se é privado, e que faz repousar quando já está este possuído.

A Verdade, um estudo filosófico – parte IV


Por Ir. Jean-Dominique, o.p.
Tradução de Euro B. de Barros


** Ler a primeira parte

Artigo 3º — O verdadeiro e o ser

Consideramos, até aqui, a verdade na inteligência que conhece. Falta-nos compará-la com a existência real das coisas. Há uma prioridade de uma sobre a outra? Uma é condicionada pela outra?

    A questão é formulada naturalmente, porque, se o verdadeiro é anterior ao ser, o pensamento precede a existência das coisas. Caso contrário, se o ser tem prioridade sobre o conhecimento, parece que deve escapar à apreensão de qualquer inteligência.

A Verdade, um estudo filosófico – parte III

Por Ir. Jean-Dominique, o.p.
Tradução de Euro B. de Barros

Santo Tomás de Aquino, gravura italiana não datada (Ann Ronan Picture/Thinkstock)


** Ler a primeira parte

Artigo 2º — A verdade está no julgamento

A VERDADE NOS APARECEU como uma relação de conformidade, – no seu ato de conhecimento, – com o real. No seu segundo artigo, Santo Tomás estuda a verdade a partir do primeiro termo, a inteligência. No terceiro, irá estudá-la a partir do real, procedendo da seguinte maneira: compara a verdade lógica (verdade na inteligência) com a verdade ontológica (verdade das coisas), a fim de deduzir sua diferença e melhor determinar a primeira.
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