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Entenda o Vaticano II: Um guia simplificado — parte 1


NESTE PRIMEIRO EPISÓDIO, o prof. Henrique Sebastião inicia suas análises sobre o Concílio Vaticano II e suas causas e consequências com uma linguagem simples e acessível, voltada para todos os católicos que desejam entender seus impactos e desafios. Toda semana um novo vídeo desta série.

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    ▶️ Conferência mencionada sobre o papel dos leigos durante as crises da Igreja: Leigo tem que 'calar a boca' sobre a crise na Igreja?

    ▶️ Assista ao primeiro episódio desta série.

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    Oferecemos uma formação vitalícia para o fiel católico, pensada para o leigo mas também útil para consagrados, religiosos e sacerdotes. Disciplinas teológicas específicas são ministradas contínua e sucessivamente. Trazemos novos conteúdos todos os meses, divididos sempre em cinco partes principais, as quais compõem nossos módulos: 

        1) Teologia Fundamental/Dogmática;

        2) Sagradas Escrituras;

        3) História da Igreja;

        4) Teologia Ascética e Mística (subsídios para a vida interior);

        5) Introdução à Patrologia e à Patrística.

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    Trata-se de uma formação para a vida cristã como um todo, que visa a preparação dos fiéis para enfrentar a grande crise da Igreja dos nossos tempos: uma formação abrangente e perene.

    • Henrique Sebastião é editor, redator e autor com artigos publicados em obras diversas. Possui formação em Teologia e Filosofia e é pesquisador da área de Ciência das Religiões. Atuou como jornalista para a Arquidiocese de SP entre 2013 e 2015. É o fundador da FLSP e o principal responsável pelo site O FIEL CATÓLICO.

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Liberdade de consciência — Um sistema próprio: não perca esta!


        Prof. Igor Andrade — Instituto La Salle e Frat. Laical São Próspero

O FILÓSOFO GREGO Sócrates foi levado a tribunal sob acusações de corromper a juventude e pregar contra os deuses, e foi condenado à morte por suicídio (ingerindo sicuta). Todo o drama é narrado por seu discípulo Ombros Largos, nas obras Apologia de Sócrates e Fédon.

O básico do básico sobre Teologia: o problema da Fé

HÁ ALGUNS ANOS anos houve um crescimento do interesse do leigo comum pelos conhecimentos teológicos. Havia um grande e geralmente honesto desejo de aprender sobre as coisas de Deus e da Igreja. Com a invasão das seitas protestantes e os constantes ataques que o católico comum sofria contra as suas crenças, ele enxergava nitidamente a necessidade de estar preparado para “responder a todo aquele que pedir a razão da sua esperança”, como recomendou o primeiro Papa (1Pd 3,15).

As Regras de São Bento servem para o seu tempo de estudos

QUEREMOS HOJE EXORTAR aos nossos diletos leitores e/ou estudantes de nossas formações quanto a certos conselhos utilíssimos do gigante São Bento de Núrsia, ao lado de Santo Antão Eremita o exemplo maior de todos os monges e o grande organizador das atividades da vida monástica. Esses conselhos, retirados de sua Regra, servem também e muito bem para nos auxiliar em nossos piedosos estudos.

    O primeiro auxílio de São Bento dá conta de que é preciso ter ordem e ritmo em nossa rotina de estudos, assim como precisamos dessas coisas para a própria vida. Em um mosteiro, a Regra impõe um tempo bem definido para cada coisa: oração, trabalho, leitura, meditação, descanso. Esse princípio que alguns julgam “antigo”, na realidade é atemporal e continua sendo ensinado como parte das habilidades de administração do tempo em escolas de negócios e livros de autoajuda, porque afinal descobriram que se trata de uma verdade inquestionável, de validade perpétua: estabelecer horários fixos para o início e o fim de cada tarefa ajuda e muito na sua eficiência.

O rito tridentino é dogma de fé? A Liturgia e a autoridade do clero posta em xeque

[A imagem retrata o Cardeal Annibale Bugnini, secretário da Comissão de Liturgia pós-Vaticano II e o grande arquiteto da reforma que resultou na missa nova, sendo cumprimentado pelo papa Paulo VI. Em 1975, o mesmo Paulo VI removeu Bugnini, então Arcebispo, de sua posição como Secretário da Sagrada Congregação para o Culto Divino e os Sacramentos, dissolveu a própria Congregação e, em 1976, o exilou para a nunciatura do Irã, segundo fortes indícios por ter descoberto que era maçom; todavia a sua obra magna, a missa nova, permanece até hoje.]


RECEBEMOS DO LEITOR Wesley Marcos Vicente, ao nosso artigo intitulado "'Missa de Sempre' – Faz sentido essa expressão?" o comentário que reproduzimos abaixo, seguido de nossa resposta, a qual julgamos que possa vir a ser útil para outros. O Bom Deus, pela intercessão da Santíssima Virgem, preserve-nos de ensinar ou induzir a qualquer erro.

O estudo de vocês é muito bom e profundo. Contudo, cabe ressaltar algumas perguntas.


A primeira: O Papa São Pio V criou um dogma quando determinou que o rito tridentino? Respondo: Não. Pois, sabemos todos que um dogma deve ser universal em relação a geografia (imutável em todo o mundo), tem que ser uma verdade atemporal (desde sempre, ou desde que Deus a criou ou a permitiu). Explico: Vocês mesmo tentaram com contorcionismo interpretativo dizer que o que ele determinou com "SEMPRE" não é bem assim ("Não quer dizer que exatamente aquele rito, com todas aquelas mesmas normas"), pois existem inúmeros ritos espalhados pelo mundo inteiro, como também a liturgia sofreu muitas mudanças ao longo do tempo ("Não se pode negar que houve um desenvolvimento da liturgia no correr dos séculos"). Então, se não é dogma, não vejo o porquê deste alvoroço em tratar a missa nova como válida, pois se vamos aceitar a reunião de milhares de bispos em um concílio e, no fim, ser apresentado um documento, aceito por todos, e adicionando uma reforma litúrgica como legítimo, não temos o que discutir, entretanto, se vamos considerar este concílio como "fumaça do demônio", então para o mundo que eu quero descer, pois não há nada mais herético e protestante que não acatar a decisão de bispos legalmente constituídos em um concílio legalmente instituído com documentos legais.


Segunda: O autor deste artigo te qual autoridade e formação? Acredito eu que ele é liturgista, teólogo, filósofo, historiador e sacerdote, pois achei muito pretensioso quando disse: "a chamada "missa nova" pode ser considerada um desvio completo e radical desse mesmo desenvolvimento orgânico presente em toda a história da Igreja". No texto cortado o autor determina que aquilo que foi legalmente constituído é radicalmente errado (Missa nova), enquanto o que outra Missa que também foi legalmente constituída é radicalmente verdade. Como ele identificou esse "erro" e esta "verdade"? Sabemos que aquilo que não é dogma pode ser modificado (como vimos na primeira pergunta), sabemos também que muitos outros pontos da vivência da Igreja sofreram alterações e evoluções ao longo do tempo, não vou aprofundar, mas a adoração Eucarística (com Jesus exposto) começou no segundo milênio, o monaquismo moldou a Europa, mas apareceu à posteriori, a forma de aplicar e exigir os sacramentos também foi sendo aperfeiçoado, etc. Então vejo uma certa rebeldia e precipitação por parte dos autores e dos tradicionalistas, talvez por isso alguns foram excomungados.


Por fim, temos uma hierarquia a seguir, e devemos seguir, enquanto um papa não declarar o contrário, precisamos seguir as determinações dos concílios e do magistério da igreja. Não sejam protestantes e por um conjunto de cismas abandonem a Igreja e a sua santa hierarquia.


Não estou defendendo abusos litúrgicos, mas temos que ser coerentes com o evangelho e com a sã doutrina.


Paz e bem,

Wesley Marcos Vicente

Seria a devoção à Virgem Maria uma reinvenção do culto as antigas deusas pagãs? – conclusão

Por David MacDonald
Tradução de Carlos Martins Nabeto
Adaptação de Henrique Sebastião


Estátuas da Mãe com o Menino


** Ler a primeira parte deste estudo

Alguns sustentam que as imagens de Maria Santíssima com o Menino Jesus nos braços foram inspiradas em estátuas de Isis carregando em seus braços Hórus, ou alguma outra deusa pagã que tivesse sido representada carregando seu filho, ou mesmo (no caso dos mais desonestos) que seria uma forma enrustida de homenagem às tais deusas. Sim, é hilário, mas isso existe. Como responder a essas acusações?

Seria a devoção à Virgem Maria uma reinvenção do culto as antigas deusas pagãs? – parte 1

Cabeça de Artemis

Por David MacDonald
Tradução de Carlos Martins Nabeto
Adaptação de Henrique Sebastião


O "EVANGÉLICO" RALPH Woodrow sustentou a tese de que o culto católico à Virgem Maria seria uma espécie de reedição dos antigos cultos às deusas pagãs. Escreveu um livro a respeito deste assunto que teve boa penetração no EUA, no qual estabeleceu uma ligação forçada entre Catolicismo e paganismo, baseado em um outro livro escrito em 1857 por Alexander Hislop, intitulado "As Duas Babilônias". 

A história da santa Inquisição – pela qual deveríamos agradecer à Igreja Católica

JÁ TRATAMOS SOBRE o tema Inquisição por aqui, em estudos completos como "Entendendo a Inquisição e as Inquisições" e "Porque a Inquisição não é um constrangimento para os católicos". Agora, vem Lorenzo Lazzarotto acrescentar sua didática colaboração a respeito, com a costumeira competência. Segue.

O recomendado opúsculo do Padre Félix Sardá y Salvany

A História da Inquisição: para muitos, um aparato de repressão ideológica voltado para calar todos os "esclarecidos" que contestavam o poder e as riquezas da Igreja Católica na Idade Média. Mas quem, dentre todos que opinam sobre o tema Inquisição, leu AO MENOS um único livro sobre o assunto? E um livro de História, não alguma coletânea de sensacionalismos baratos e ridículos ao estilo de Dan Brown?

Qual a melhor Bíblia de estudos? – Parte 9 (final): A "Bíblia laica"

Este artigo é parte de nossa Formação Integral e Permanente em fascículos (conheça)

COM ESTA SÉRIE apresentamos o elementar da matéria em questão, abordando as principais edições das Sagradas Escrituras disponíveis em língua portuguesa. Quanto às diversas versões protestantes, mesmo que em alguns pontos e sob certos enfoques específicos possam ter virtudes, por motivos óbvios devem ser todas evitadas, a não ser estritamente para efeito de comparação entre traduções.

Qual a melhor Bíblia de estudos? – Parte 8: Qual Bíblia NÃO ler


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NÃO SE PODE honestamente encerrar o assunto desta série especial sem denunciar um abuso realmente gravíssimo, já que a herética “‘teologia’ da libertação” (TL) tentou apoderar-se também das Sagradas Escrituras para pregar a doutrina de Karl Marx nas entrelinhas da Palavra de Deus. Trata-se da péssima e mesmo criminosa edição intitulada “Bíblia Sagrada, edição pastoral”, da editora Paulus.

Qual a melhor Bíblia de estudos? – Parte 7: Bíblias para a leitura devota


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DEPOIS DE TANTAS análises, qual é, então, a edição da Bíblia que o católico deveria usar no seu dia a dia, para as suas devoções, em sua leitura piedosa, orações e meditações? Qual a versão da Bíblia que, pondo de parte os estudos e o interesse mais científico e técnico, adapte-se mais perfeitamente à sua Fé, que não lance dúvidas ou questões secundárias e desnecessárias à frente de uma compreensão honesta e favoreça a leitura edificante? A resposta é simples e já foi dada: a Bíblia católica deve ter por base as traduções do texto da Vulgata e especialmente a Neo Vulgata – estas, por assim dizer, representam a tradução oficial das Sagradas Escrituras da Igreja Católica.

Qual a melhor Bíblia de estudos? – Parte 6: A Bíblia da Universidade de Navarra


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OUTRA EDIÇÃO RESPEITABILÍSSIMA das Sagradas Escrituras é a Bíblia da Universidade de  Navarra. Esta foi apresentada ao público após 33 anos de intensos trabalhos, aos 10 de fevereiro de 2005: trata-se de uma edição histórica que procurou se ancorar no meritório objetivo de associar o rigor científico a uma linguagem acessível a todos os públicos[1], mas sem abrir mão nem de uma coisa nem de outra – um requisito sem dúvida necessário para qualquer versão confiável da Bíblia. A tradução portuguesa é da Difusora Bíblica (Província Portuguesa dos Capuchinhos), aprovada pela Conferência Episcopal Portuguesa.

Qual a melhor Bíblia de estudos? – Parte 5: A Bíblia ‘TEB’


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OUTRA TRADUÇÃO DA BÍBLIA respeitável e sempre citada em avaliações técnicas é aquela conhecida pela sigla TEB (Tradução Ecumênica da Bíblia), versão em português da mundialmente famosa TOB francesa (Traduction Oecuménique de la Bible), publicada no Brasil pela editora Loyola. Temos aqui o mais honesto e mais bem elaborado modelo das traduções ditas “ecumênicas”, assim chamada devido à composição interconfessional dos seus elaboradores e porque ela se adapta, no AT, à sequência judaica. A primeira edição da TEB foi lançada em 1994, e essa versão é a que consideraremos nesta análise.

Qual a melhor Bíblia de estudos? – Parte 4: A Bíblia do Peregrino


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FEITOS TODOS ESSES esclarecimentos essenciais, que entendemos por bem apresentar neste exato momento do seu Curso, podemos retomar nossa apreciação sobre as edições da Bíblia de que dispomos em língua portuguesa. A próxima de nossa lista é aquela denominada Bíblia do Peregrino.

Qual a melhor Bíblia de estudos? – Parte 3: a Bíblia de Jerusalém


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CERTAMENTE, A TRADUÇÃO que permanece a mais recomendada pelos (e para) teólogos é da "Bíblia de Jerusalém" – não por acaso a versão preferencialmente utilizada nesta formação, conforme aviso em nosso Apêndice introdutório[1]. Os tradutores foram os padres Luís Henrique Eloy e Silva, Ney Brasil Pereira (falecido em 2017) e Johan Konings, levando em consideração sua primeira versão, os textos nas línguas originais, a Vulgata de São Jerônimo e a Neo Vulgata, mas tem como base o Texto Crítico (ou Eclético)[2], usando também variações do Texto Majoritário em todo o Novo Testamento. O Antigo Testamento usa como base o Texto Massorético, variações da Septuaginta e da Vulgata Latina.

Qual a melhor Bíblia de estudos? – Parte 2: a Bíblia da CNBB


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PROSSEGUIMOS FALANDO DA (NOVA) tradução da Bíblia publicada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), lançada em novembro de 2018[1], que tem sua principal importância na medida em que traz o texto-referência para a liturgia romana, sendo que a falta de padrão das traduções usadas nas celebrações litúrgicas em solo nacional era um problema antigo que deverá estar agora resolvido (dera-nos Deus que este fosse nosso maior problema no que toca à sagrada liturgia!..).

Qual a melhor Bíblia de estudos?


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UMA PERGUNTA MUITO comum e recorrente entre os estudantes iniciantes da Teologia é a que dá título a esta série: qual é, afinal, a melhor Bíblia de estudos para o estudante de Teologia católico?

'Homens de boa vontade' ou ‘os que Ele ama’?



 “Glória a Deus nas Alturas, e paz na Terra aos homens de boa vontade!”
(Lc 2,14)


A MAIORIA DE NÓS nós já ouviu esse versículo bíblico alguma vez na vida, muito especialmente em época de Natal: talvez em um belo cartão, cantado por um coral ou até em algum comercial de televisão. Sim, é um texto bem conhecido até por quem nunca na vida abriu um exemplar da Bíblia para ler.

Ouça o OFCast deste sábado: especial Crise na Igreja parte II






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