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Frei Tiago de São José vs TFP & Arautos do Evangelho: a saga completa


 HÁ POUCOS DIAS, o polêmico Frei Tiago de São José — expoente do movimento sedevacantista no Brasil —, postou uma conferência na qual apontava falhas na atuação do apostolado fundado pelo Dr. Plínio Corrêa de Oliveira, da TFP e "o envolvimento dos Arautos do Evangelho e sua ligação com a Falsa Igreja do Vaticano II e outros organismos secretos para destruição do Catolicismo". Segundo o Frei, "esse grupo milionário é mais uma seita da nova igreja conciliar que não é a verdadeira Igreja católica".


    Logo em seguida, nosso parceiro Lorenzo Lazzarotto (fundador do canal História e Fé Católica) postou um vídeo no qual defendeu Dr. Plínio e a TFP e acusava o religioso de "caluniar e difamar um insigne líder católico do século XX", acrescentando que entrava nessa polêmica "movido unicamente pelo amor à verdade, e para que, talvez tocado pela graça, o religioso faça uma retratação pública das calúnias que publicamente divulgou". Tal vídeo, diga-se de passagem, gerou uma avalanche de comentários.

    Agora somos surpreendidos com uma boa entrevista feita por Carlos Laia, do canal "TFP, Mitos e Verdades", ao mesmo Frei Tiago, disponibilizada no mesmo canal, na qual debateu com o religioso, ao mesmo tempo em que lhe ofereceu a chance de esclarecer sua posição a respeito de toda essa disputa.

    O assunto é do interesse de todos os católicos bem formados, e consideramos que debates como esse deveriam acontecer mais e mais vezes, na busca pela verdade e pela solução para os gravíssimos problemas que assolam a Igreja dos nossos tempos. Reunimos aqui os três vídeos que contém toda a querela, desde o início. E você, leitor, o que pensa a respeito?

Precisamos falar sobre sedevacantismo




JÁ TRATAMOS POR AQUI a respeito deste assunto que assume cada vez maior importância, em uma série específica (veja). Mas com o agravamento da crise e o aumento dos escândalos da “nova igreja”, também chamada “igreja conciliar”, e diante da situação de mais e mais pessoas que vêm perdendo a fé nos últimos tempos, penso que realmente é preciso retomá-lo.

A Tese de Cassiciacum ou dos Materiais-Formalistas, chamada Tese Sedeprivacionista – conclusão

Leia a primeira parte deste estudo

Resumo da Tese de Cassiciacum


A TESE, COMO JÁ visto, é somente uma explicação teológica da situação da autoridade na Igreja depois do Concílio Vaticano II. Apresenta um sistema que 1) demonstra o motivo de os papas pós-Vaticano II não possuírem autoridade, e 2) demonstra como a linha interrupta de Papas desde São Pedro, ainda assim, prossegue. Ambas as coisas, como já vimos, são exigências do dogma católico.

A Tese de Cassiciacum ou dos Materiais-formalistas, chamada Tese Sedeprivacionista – parte 2


Leia a primeira parte deste estudo

ENTENDER A POSIÇÃO SEDEPRIVACIONISTA exige certo esforço intelectual – assim como ocorre em  relação a quase toda explicação teológica de cada um dos dogmas. O dogma da Santíssima Trindade, por exemplo, em sua apresentação, é simples: há três Pessoas em um só Deus. Ponto. Mas a explicação teológica sobre como podemos conceber essas três Pessoas em um só Deus é extremamente complexa (de fato, impossível de ser totalmente abarcada pelo intelecto humano). 

    A "Tese de Cassiciacum" de Mons. Guérard Des Lauriers é, em essência, nada mais que uma explicação para a situação da Igreja de hoje, a qual respeita as duas grandes exigências do dogma católico:

A Tese de Cassiciacum ou dos Materiais-formalistas, chamada Tese Sedeprivacionista – parte 1


NESTE ARTIGO, VEREMOS em detalhes a chamada Tese de Cassiciacum ou tese Material-formalista, ou ainda, como prefere a maioria, a Tese Sedeprivacionista (Sedeprivacionismo), uma posição teológica que vem ganhando adeptos e importância mediante a grande crise da Igreja dos nossos tempos (para muitos, com grande probabilidade de se tratar da grande apostasia profetizada desde os tempos antigos). 


    A tese foi proposta originalmente por sua Excia. Revma. Mons. Guérard Des Lauriers (foto)[1], reconhecido teólogo dominicano de atuação destacada durante o Pontificado de Pio XII, tendo sido  um importante conselheiro do mesmo Papa sobre o dogma da Assunção de Maria (proclamado na Constituição Apostólica Munificentissimus Deus); na mesma ocasião, ele desenvolveu ainda a doutrina do Magistério Ordinário Universal, que provava a infalibilidade do dogma. Foi também um dos principais teólogos que apoiaram a intenção de Pio XII de completar os dogmas marianos definindo a intercessão corredentora de Maria (uma biografia completa pode ser encontrada neste link). Sua Tese de Cassiciacum[2] trata de explicar a atual crise do Papado e da Igreja, e sobre qual posição pode-se adotar a respeito. 

Respondendo perguntas: crise, grande apostasia, autoridade do Papa, sedevacantismo, etc.


RECEBI DE UM CONSCIENCIOSO seminarista nosso leitor, o qual agora cursa Teologia em São Paulo e a quem infelizmente não poderei identificar, algumas perguntas, as quais respondi em particular. Pela utilidade das questões colocadas e pelo interesse geral, todavia, considero por bem compartilhá-las aqui. Como sugere o titulo, tem a ver com a nossa série de postagens sobre as posições possíveis perante a grande crise na Igreja (ou grande apostasia) e o sedevacantismo. Segue, portanto, esse conteúdo, com as minhas orações para que seja útil.

Que deve fazer o fiel católico nestes tempos de crise e apostasia? – parte 9 | RR e Sedevacantismo em debate


TEMOS RECEBIDO MENSAGENS de leitores solicitando uma previsão de prazo para a continuidade da nossa série especial sobre as posições possíveis aos fiéis católicos perante a crise/grande apostasia que reina na Igreja dos nossos tempos, intitulada "Que deve fazer o fiel católico nestes tempos de crise e apostasia?" (acesse) e pausada em sua parte n. 8.

Que deve fazer o fiel católico nestes tempos de crise e apostasia? – parte 8 | conclusão das reflexões sobre o Sedevacantismo


[AVISO: dentro deste tópico específico, tudo o que se afirma não representa necessariamente a posição da Fraternidade Laical São Próspero, mas expressa os pontos de vista defendidos pelos sedevacantistas, com o intuito de tentar esclarecê-los. Com este, encerramos a apresentação de suas principais argumentações, para posteriormente considerá-los segundo a nossa posição]

→ Leia a parte anterior desta série 

O Argumento Canônico


O Papa Paulo IV, ao perceber os graves perigos de sua época (1554) – pois naquele tempo já havia cardeais na Igreja promovendo o protestantismo –, por receio de que algum desses inimigos da Fé viesse a ser eleito Papa mediante alguma manipulação, produziu a célebre Constituição apostólica Cum Ex Apostulatus Officio (leia), determinando que fosse válida perpetuamente. Neste documento repousa, portanto, até o fim dos tempos, a Autoridade conferida por Cristo a São Pedro. Eis o que reza e determina essa Constituição:

Que deve fazer o fiel católico nestes tempos de crise e apostasia? – parte 7 | reflexões sobre o Sedevacantismo III


[AVISO: dentro deste tópico específico, tudo o que se afirma não representa necessariamente a posição da Fraternidade Laical São Próspero, mas expressa os pontos de vista defendidos pelos sedevacantistas, com o intuito de tentar esclarecê-los.]


VIMOS NO ESTUDO anterior (leia) sobre a gravidade de se querer fazer da Igreja uma espécie de república democrática, reduzindo toda a realidade sagrada do seu inefável Mistério à condição de uma organização meramente humana. O Concílio Vaticano II, todavia, foi ainda mais longe e garantiu a todos o direito à liberdade religiosa, baseando-se para isso na dignidade inalienável do ser humano.

Que deve fazer o fiel católico nestes tempos de crise e apostasia? – parte 6 | reflexões sobre o Sedevacantismo II

→ Leia a parte anterior desta série


[AVISO: dentro deste tópico específico, tudo o que se afirma não representa necessariamente a posição da Fraternidade Laical São Próspero, mas expressa os pontos de vista defendidos pelos sedevacantistas, com o intuito de tentar esclarecê-los.]


Um falso Papa à frente da Igreja: uma teoria absurda?

Existe hoje um sentimento e/ou uma compreensão generalizada de que a Igreja jamais, em tempo algum e em nenhuma hipótese, poderia ter um falso Papa, e que todos os que se atrevem a sequer considerar tal possibilidade são cismáticos ou loucos que não merecem nenhuma consideração. Mas é fato que a Igreja, ao longo de toda a sua longa história, já teve 42 antipapas (veja a lista completa). Destes, um dos casos mais notórios foi o do antipapa Anacleto II, que reinou de 1130 a 1138. Este foi  artificialmente implantado por uma eleição inválida, depois de Inocêncio II, o verdadeiro Papa, já ter sido canonicamente eleito. Apesar da falsidade, Anacleto II obteve o controle de Roma e o apoio da maior parte do Colégio dos Cardeais de seu tempo, e foi obedecido por quase toda a população romana por quase uma década, até que o verdadeiro Vigário de Cristo recuperasse o controle da cidade, no ano 1138[4].

Que deve fazer o fiel católico nestes tempos de crise e apostasia? – parte 5 | reflexões sobre o Sedevacantismo I

→ Leia a parte anterior desta série

TRATAMOS NESTA SÉRIE sobre as diferentes posições que se apresentam aos fiéis católicos frente à crise terrível que assola a Igreja, assumindo realmente as principais características daquilo que poderíamos esperar da grande apostasia, profetizada desde os tempos antigos e descrita até mesmo no novo Catecismo.

Que deve fazer o fiel católico nestes tempos de crise e apostasia? – parte 4 | terceira posição: o Sedevacantismo

Leia a parte anterior desta série

TRATAMOS NESTA SÉRIE sobre as diferentes posições que se apresentam aos fiéis católicos frente à crise terrível que assola a Igreja – a qual, em nosso entendimento, já avançou muito além da condição de mera crise, assumindo as principais características daquilo que podemos esperar da grande apostasia profetizada desde os tempos antigos e descrita até no novo Catecismo de 1992.

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