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Declaração de Fé católica endereçada a Sua Santidade, o papa Leão XIV, pelo Pe. Davide Pagliarani, Superior-Geral da FSSPX

COMPREEENDENDO PROFUNDAMENTE A DOR de tantos fiéis ditos "tradicionalistas" diante de um incompreensível duplo critério, reproduzimos mais abaixo a poderosa carta pública do Superior-Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, diante da iminente sagração de seus novos bispos em julho próximo (2026).

    Trata-se de uma situação sentida por esses nossos irmãos como gravemente injusta e intensamente dolorosa: católicos plenamente fiéis à Doutrina católica e à Liturgia que a Igreja guardou por quase dois milênios, que reconhecem como Papa o atual pontífice Leão XIV, e que suplicam apenas pelo direito de viver a Fé como sempre foi transmitida, desde os Apóstolos — por todos os Santos e Mártires, por todos os Doutores e Papas, pelos Padres da Igreja e pelos seus maiores Doutores em todos os tempos —, recebem em resposta ameaças de excomunhão, enquanto líderes de outras religiões (inclusive aquelas que historicamente foram consideradas hereges) ou que sequer creem em Cristo como Deus e Salvador, são acolhidos benevolamente com gestos públicos de cordialidade, diálogo e “caminhar juntos”.

Trump vs. Leão XIV: dois líderes americanos poderosos em confronto público

Uma das imagens postadas pelo Pres. Trump que geraram controvérsia

DE UM LADO, o "President" dos EUA criticou duramente o Pontífice católico em postagens nas suas redes sociais, chamando-o de "fraco no combate ao crime" e "péssimo em política externa". Trump afirmou que o papa deveria se concentrar em ser "um grande papa, não um político", especialmente após declarações do Vaticano contra a guerra no Irã e sobre migração.

A busca da data histórica do Nascimento de Cristo: 25 de dezembro é uma possibilidade factual


O TEMPO LITÚRGICO do Natal vai da véspera do próprio Natal de Nosso Senhor até o primeiro domingo depois da Festa da Epifania, em 6 de janeiro, quando se comemora o Batismo do mesmo Jesus Cristo.

Maria Corredentora? Mediação universal de Nossa Senhora? Tire suas dúvidas

O INACREDITÁVEL DOCUMENTO "Mater Populi Fidelis", do Dicastério para a Doutrina da Fé, capitaneado por Dom Tucho, para o espanto de muitos fiéis católicos (não o meu, que nada mais espero dessa nova 'igreja conciliar'), na prática proíbe aos católicos chamarem Nossa Senhora de "Corredentora" ou de "Medianeira" daqui para diante. De fato, o texto é apenas um resumo consolidado dos argumentos geralmente protestantes contra o uso desses títulos-tributos para a Santíssima Virgem Maria.

    O documento "desaconselha" o uso desses títulos, alegadamente, por razões "teológicas, pastorais e... ecumênicas". Nesta última palavra, porém, distingue-se, clara como água, a única verdadeira razão para tal aberração.

    Embora reconheça a cooperação singular de Maria na obra da salvação, o texto afirma que esses termos específicos são teologicamente "ambíguos" e que podem levar a "equívocos". Contra o título "Corredentora", o principal argumento apresentado é o risco de obscurecer a Mediação única de Cristo. O prefixo "co-" poderia sugerir uma participação equivalente à de Jesus, diminuindo a verdade revelada fundamental de que Cristo é o único Redentor. Além disso, o título não possuiria fundamento claro nas Sagradas Escrituras nem na Tradição apostólica antiga, sendo de uso relativamente recente. Lembra que o Concílio Vaticano II (claro...), de forma deliberada, evitou o termo para manter a centralidade de Cristo, e afirma que tal doutrina ainda não é madura para uma definição dogmática.

    Em relação ao título "Medianeira de todas as graças", o documento reafirma que Cristo é o único Mediador entre Deus e os homens, conforme a Escritura (1Tm 2,5). O uso deste título para Maria poderia gerar "confusão doutrinal", sugerindo que ela seja uma fonte de graça "paralela" ou independente de Cristo. A mediação de Maria é de intercessão e de maternidade, um papel subordinado e dependente da mediação exclusiva de Cristo, de quem fluem todas as graças. Por fim (e aqui chegamos ao cerne da questão toda, o motivo real da publicação desse documento) ambos os títulos representam um obstáculo significativo ao diálogo ecumênico com outras denominações cristãs. Bingo!

    A recomendação do documento, por fim, é favorecer títulos como "Mãe do Povo Fiel" ou "Mãe da Igreja", que expressam o papel de Maria de forma teologicamente segura, sem os riscos de desequilíbrio doutrinal associados aos de "Corredentora" e "Medianeira de todas as graças".

*  *  *

    Apresentados os pontos centrais da questão até aqui, passemos a analisá-los com um pouco mais de detalhe:


    1. O título Corredentora aplicado a Maria, juntamente com a noção da sua mediação universal, podem ser mal interpretados e/ou gerar equívocos?


    Sim, sem dúvida. Todavia, o mesmo vale para praticamente todos os outros títulos dogmáticos conferidos a Nossa Senhora. Todos eles requerem boa catequese para serem corretamente  compreendidos. "Mãe de Deus", por exemplo, é um título que igualmente pode soar ambíguo e que tem potencial para gerar equívocos. Tanto é assim que esta é uma das principais armas usadas pelos protestantes desde sempre contra o culto mariano. No entanto, o primeiro a chamar Maria Mãe de Deus foi o próprio Espírito Santo, pela boca de Santa Isabel, como vemos no primeiro capítulo do Evangelho segundo São Lucas: "De onde me vem a honra de vir a mim a mãe do meu Senhor?" (Lc 1,43).

    Essa frase, conforme dita por Santa Isabel inspirada pelo Espírito Santo, no original, é a seguinte:

πόθεν μοι τοῦτο ἵνα ἔλθῃ ἡ μήτηρ τοῦ κυρίου μου πρὸς μέ


    A palavra grega traduzida por "Senhor", aí, é κυρίου (kyriou), que significa exatamente o título divino "Senhor". O κυρίου (Kyriou) em Lc 1,43 é a mesma palavra grega usada no Novo Testamento e na Septuaginta (LXX) para traduzir o Nome divino יהוה (YHWH) do Deus de Israel. Como por exemplo:

    Êxodo 3,14 – “Eu Sou o Que Sou” — ἐγώ εἰμι ὁ ὤν… κύριος — “Eu Sou o Senhor”.

    Atos 2,36 – Pedro no Pentecostes: κύριον αὐτὸν καὶ χριστὸν ἐποίησεν ὁ θεός — “Deus o fez Senhor e Cristo”.


    A forma κυρίου (genitivo singular masculino de κύριος), no contexto da passagem em questão, apresenta Santa Isabel reconhecendo, por Inspiração divina, que o Filho de Maria não é apenas um profeta, mas o próprio SENHOR Encarnado.    

    Note-se, então, que mesmo com o "risco" de alguém entender errado o título de Mãe de Deus, a Igreja não pode negá-lo nem deixar de reconhecê-lo, já que consta da Revelação e foi sempre reafirmado pelo santo Magistério, em todos os Papas, Doutores e Santos da Igreja.

    Entretanto, pessoas ignorantes e/ou mal intencionadas continuam imaginando que dizer isso é um grave erro e até uma blasfêmia, já que Deus é o Criador de todos e Maria é criatura, portanto não poderia ser "mãe de Deus". Evidentemente, o sentido do dogma não é este, mas sim o de que Jesus, sendo Deus e sendo homem a um só tempo, é inteiramente Filho de Maria. Ela, portanto, é sua mãe. Ele sendo Deus, ela é então Mãe de Deus. Ponto.

    Maria, por óbvio, não poderia ser Mãe de Deus Pai (dizer isso, sim, seria blasfêmia), mas é evidentemente a Mãe de Deus Filho. Isso está bem resumido inclusive no catecismo de João Paulo II: "Chamando-a de ‘Mãe de Deus’, a Igreja confessa que Jesus é inseparavelmente verdadeiro Deus e verdadeiro homem" (§ 495).

    Dissemos todo este preâmbulo para esclarecer que a Igreja não teme, nunca temeu e não pode temer proclamar a verdade por receio de ser mal interpretadaDeus não se rebaixa por medo de confusão; a Igreja não adapta a Revelação ao entendimento dos ignorantes ou mal-intencionados. Ela ensinadefende, explica — mas não nega e nem se omite.


    2. O prefixo "co-", de Corredentora, poderia sugerir uma participação equivalente à de Jesus na economia da salvação, diminuindo a verdade fundamental de que Cristo é o único Redentor?


    Não, absolutamente. Por isso mesmo não se diz que Maria é redentora, mas sim corredentora, isto é, que participa, que colabora, que atua conjuntamente. Nossa Senhora é corredentora de modo participativo, subordinado e dependente em relação a Cristo. Nunca houve confusão em relação a esse princípio fundamental em nenhum dos proponentes dessa doutrina. A justificativa apresentada, portanto, não se sustenta.

    Esclarecendo, a Corredenção mariana é a doutrina segundo a qual Maria, por sua livre adesão ao plano de Deus e por sua participação única nos sofrimentos de Cristo (especialmente ao pé da Cruz), cooperou de modo singular na obra da Redenção. Ela não é "redentora" no sentido de ser capaz, por ela mesma, de nos redimir como o Cristo (Ele é, sim, o único Redentor em sentido absoluto, segundo a Igreja Católica confessou desde sempre).

    
É verdade, reconhecemos, que nem a Corredenção e nem a Mediação universal de Maria foram proclamadas dogmaticamente, como verdade de fé (ou seja, não são verdades que obriguem os fiéis a crer de fide); no entanto, essas doutrinas foram ensinadas e corroboradas por numerosos papas (como Pio IX, Leão XIII, Pio X, Pio XI, Pio XII) em encíclicas, alocuções e catequeses, e estão presentes na Liturgia, na oração e em hinos tradicionais aprovadíssimos pelo Magistério. São defendidas por grandes Santos (como São Luís de Montfort, São Maximiliano Kolbe, Santa Catarina Labouré) e Doutores (como São Boaventura, São Bernardo, São Lourenço de Brindisi). São, portanto, parte do ensino constante e perene da santa Igreja e neste sentido podem ser considerados como verdades de fé.

    Um exemplo prático semelhante de verdade católica infalível não definida solenemente é a imoralidade intrínseca do aborto: mesmo sem nunca ter sido definida por um Concílio ou Papa ex cathedra, assim é, porque todos os Papas, em todos os tempos, a ensinaram como certa. Estamos tratando de verdades seguras para serem acreditadas, ainda que não obrigatórias sob pena de heresia.


    3. O uso desses títulos é mesmo "relativamente recente"? Desde quando a Igreja crê nisso? Quando surgiram essas expressões na História? Quem defendeu essa doutrina pela primeira vez?

    A doutrina da Corredenção mariana como a participação única e subordinada de Maria na obra redentora de Cristo tem raízes muito antigas na Tradição da Igreja, ainda que a expressão específica "Corredentora" (ou co-redemptrix em latim) seja um desenvolvimento posterior.

    1. Raízes antiquíssimas da ideia (séculos II-IV)

  • A doutrina não tem nada de nova: baseia-se na participação especialíssima de Maria na salvação, inspirada em passagens bíblicas como Lc 1,38 ("Faça-se em mim segundo a tua palavra") e Jo 19,25-27 (Maria ao pé da Cruz, como "mãe" da humanidade redimida).

  • Primeiro defensor do conceito: Santo Ireneu de Lyon (c. 130-202), bispo e teólogo do século II(!), é considerado o pioneiro. Em sua obra Adversus Haereses (c. 180 d.C.), compara Maria à "nova Eva": assim como Eva colaborou na queda do homem por desobediência, Maria colabora na redenção por obediência total a Deus, tornando-se "causa salutis" (causa da salvação) para a humanidade, por meio de seu Filho. Isso é o embrião da ideia de cooperação redentora, mas sem o termo "corredentora".

    • Outros Padres da Igreja primitiva, como Santo Efrém, o Sírio (século IV), e São Cirilo de Alexandria (século V), reforçam isso: Cirilo chama Maria de "Tesouro venerável do mundo inteiro" pela qual a Trindade é glorificada, enfatizando sua união com Cristo na salvação.

    Essa fase é mais sobre a Maternidade espiritual de Maria e sua associação à Cruz, sem uma terminologia técnica.     2. Evolução medieval: O conceito se aprofunda (séculos X-XIII)

  • No século X, surge o título mais ousado de "Redentora" (redemptrix), atribuído a Maria em textos litúrgicos e teológicos, destacando sua intercessão e sofrimento unidos ao de Cristo. Isso reflete uma piedade crescente, mas ainda subordinada à redenção única de Jesus.

  • São Bernardo de Claraval (1090-1153), Doutor da Igreja e grande mariólogo medieval, é um dos primeiros a defender explicitamente a participação de Maria na redenção. Em seu Sermão sobre a Assunção (século XII), ele descreve Maria como cooperadora no mistério da redenção, completando o que "falta" à Paixão de Cristo (ecoando Cl 1,24, sobre São Paulo como "corredentor"). Bernardo enfatiza que Maria, ao pé da Cruz, sofreu com Cristo e assim se tornou "mãe dos viventes" na salvação.


    3. O surgimento da expressão "Corredentora" (século XIV)

  • A expressão "Corredentora" surge pela primeira vez no século XIV, em meio ao florescimento da teologia escolástica e da espiritualidade franciscana. Ela expressa melhor o caráter subordinado da participação de Maria (o prefixo "co-" significa "com" ou "junto a", nunca "igual a" Cristo, o único Redentor).

    • Quem defendeu pela primeira vez? Não há um único "inventor", mas teólogos como Alberto Magno (século XIII, precursor) e, mais explicitamente, autores franciscanos do século XIV (como São Pedro de João Olivi ou Guilherme de Ware) usam termos semelhantes em tratados sobre a dor de Maria no Calvário. O termo se populariza em escritos devocionais e litúrgicos, como hinos e orações que invocam Maria como "corredentora" pela sua oferta sacrificial.

    • Por volta de 1373, o teólogo Jean Gerson (ou outros contemporâneos) o emprega em contextos acadêmicos, ligando-o à ideia de Maria como "reparadora" do pecado original.

    Essa terminologia se torna comum no século XV, com o Concílio de Basileia (1439) discutindo-a, e se universaliza na teologia católica a partir daí.

    4. Desenvolvimento moderno e Magistério (séculos XIX-XX)

  • Papas como São Pio X (encíclica Ad Diem Illum, 1904) e Pio XII (Mystici Corporis, 1943) usam o termo ou o conceito, afirmando que Maria foi "associada" à redenção por Deus, completando-a com seu sofrimento (novamente, Cl 1,24).

*  *  *

    Aí está, caríssimos irmãos, uma breve apresentação do problema e um brevíssimo resumo da história. Não entraremos em pormenores por ora, mas cabe esclarecer, antes de finalizar, que os termos Redenção e Mediação referem-se a realidades distintas, mas inseparáveis. Redenção é o que fez Nosso Senhor Jesus Cristo ao redimir a humanidade na Cruz, o que representa a parte, por assim dizer, mais importante da sua missão. Já Mediação é como geralmente se designa tudo o que Ele fez e faz para nos ligar a Deus. Jesus é Mediador porque é Redentor: Maria, unida a Ele, participa, de modo subordinado e dependente, dessa mesma missão: ela é Corredentora quando ajuda na obra da salvação, e Medianeira quando faz com que as graças cheguem até nós.

    Por fim, destacamos que o Magistério da Santa Igreja, por meio do seu órgão competente (antigamente a Congregação da Inquisição ou Santo Ofício, criada em 1542), detém plenamente o direito de vetar a promulgação de determinado dogma. Este é o papel que lhe cabe propriamente. Pe. José Eduardo virá rápido e com toda a presteza reafirmar e berrar isso aos quatro cantos. Aqui nos limitamos a demonstrar, apenas, porque as razões apresentadas no documento Mater Populi Fidelis definitivamente não se sustentam segundo a sacra Tradição da Igreja Católica.

Atenção: em razão do ocorrido e visando o esclarecimento do povo católico, a editora Realeza (site 'Obras  Católicas') aplicou temporariamente um desconto especial de 50% à obra clássica do Revmo. Pe. José Bover, SJ, "Maria Medianeira Universal". Este livro não é uma coleção de sentimentalismos devocionais, mas de uma investigação teológica meticulosa e profunda. Acesse por este link e garanta o seu desconto: adquira agora o seu exemplar!

Prof. Carlos Nougué responde ao Padre José Eduardo

A tese da falsa Irmã Lúcia: quais as chances?

Paulo VI com o Bispo Pereira Venâncio e Ir. Lúcia (ou será que...?)

NOSSO ARTIGO E VÍDEO sobre a clara e bem evidente possibilidade de a apostasia propiciada pelo Concílio Vaticano II ter sido prevista em Fátima (veja) trouxe alguns comentários sobre a tese da substituição da vidente Ir. Lúcia dos Santos por uma impostora, defendida inclusive por bons amigos e irmãos em Cristo e apologetas que eu respeito, como o prof. Carlos Bezerra. De fato, não é de hoje que me questionam quanto à minha posição sobre o assunto. Segue abaixo a minha resposta, tão sucinta quanto possível.

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Palavra aos católicos, por Sidney Silveira — sobre o presente momento de contendas e reações desproporcionadas


JAMAIS ESCONDI DE PESSOAS próximas — nem de ninguém, diga-se — minha adesão à posição doutrinal da FSSPX em face da crise que sangra a Igreja Católica desde o Concílio Vaticano II. Isto aliás não é de hoje: já em 2009 eu publicava no Brasil "A Candeia Debaixo do Alqueire", livro em forma de "quaestio disputata" da lavra do tomista argentino Álvaro Calderón, até então um completo desconhecido entre nós.

Nougé foi cirúrgico


TENHO AUMENTADO O MEU repeito pelo prof. Carlos Nougué ultimamente, por dois motivos: primeiro, porque tenho me aprofundado mais nos seus conteúdos e tenho notado neles honestidade e zelo que só se encontram em quem possui Fé autêntica.

    Não concordo com ele em 100% do que afirma ou defende (de fato tenho problemas com algumas de suas conclusões a respeito da crise na Igreja), mas isso é coisa perfeitamente natural, que não me causa nenhum estranhamento nem me impede de indicá-lo.

    Em sua plataforma (https://cursos.estudostomistas.org) ele inclusive oferece gratuitamente uma série de cursos completos muito bem elaborados, dentre os quais eu destaco um intitulado "A Atual Crise na Igreja", com 13 aulas completas. Mas o motivo deste post é a precisão cirúrgica com que, no vídeo abaixo, depois de indicar boas leituras, ele se referiu à polêmica envolvendo o Centro Dom Bosco, especialmente no que tange ao papel assumido nesse caso por Bernardo Küster. Abaixo:



Vigário Episcopal, em carta pública, adverte fiéis da Arquidiocese contra o Centro Dom Bosco


MONS. ANDRÉ SAMPAIO de Oliveira, Delegado Episcopal para a Atenção Pastoral dos Grupos de Fiéis que Celebram o Rito Romano Segundo o Missal Anterior à Reforma de 1970 (alguém sabia que existia isso?) da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, torna pública carta de esclarecimento pela qual adverte aos fiéis católicos que devem abster-se de participar das atividades promovidas pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X e por associações jurídica ou espiritualmente a ela vinculadas, como é o caso do Centro Dom Bosco.

Padre José Eduardo está furioso!



"BURRICE", "PESSOAS SEM CÉREBRO", "indecentes", "infelizes", "seriedade fingida", "miséria moral", pessoas que "chamam sua mãe de prostituta"(!)... Estes são apenas alguns dos adjetivos usados pelo Revmo. Padre José Eduardo para se referir aos membros do CDB após a polêmica envolvendo o lançamento de um livro que aponta erros no Catecismo de 1992 (falamos a respeito aqui).

Sobre a polêmica do livro 'Os Erros do Catecismo Moderno' do Centro Dom Bosco — CDB



AQUI VOS FALA Henrique Sebastião. Eu custei a me aperceber da repercussão causada pela campanha de lançamento do livro "Os Erros do Catecismo Moderno", de Michael Haynes. Foi a pergunta de um aluno de nossa Formação Teológica que me fez proceder a uma breve pesquisa e ver que estão pipocando respostas indignadas à iniciativa do Centro Dom Bosco (CDB).

Leão XIV nomeou novo presidente da Pontifícia Academia para a Vida: uma escolha mais que polêmica

LEÃO XIV NOMEOU o Arcebispo Renzo Pegoraro como presidente da Pontifícia Academia para a Vida, informou a assessoria de imprensa do Vaticano há pouco mais de uma semana. O prelado italiano, que anteriormente atuou como chanceler da mesma Academia, cuja missão é promover a proteção da vida humana, sucede o também italiano Arcebispo Vincenzo Paglia, que ultrapassou a idade canônica de aposentadoria na Igreja (75 anos) em cinco anos, aposentando-se aos 80.

Frei Tiago de São José vs TFP & Arautos do Evangelho: a saga completa


 HÁ POUCOS DIAS, o polêmico Frei Tiago de São José — expoente do movimento sedevacantista no Brasil —, postou uma conferência na qual apontava falhas na atuação do apostolado fundado pelo Dr. Plínio Corrêa de Oliveira, da TFP e "o envolvimento dos Arautos do Evangelho e sua ligação com a Falsa Igreja do Vaticano II e outros organismos secretos para destruição do Catolicismo". Segundo o Frei, "esse grupo milionário é mais uma seita da nova igreja conciliar que não é a verdadeira Igreja católica".


    Logo em seguida, nosso parceiro Lorenzo Lazzarotto (fundador do canal História e Fé Católica) postou um vídeo no qual defendeu Dr. Plínio e a TFP e acusava o religioso de "caluniar e difamar um insigne líder católico do século XX", acrescentando que entrava nessa polêmica "movido unicamente pelo amor à verdade, e para que, talvez tocado pela graça, o religioso faça uma retratação pública das calúnias que publicamente divulgou". Tal vídeo, diga-se de passagem, gerou uma avalanche de comentários.

    Agora somos surpreendidos com uma boa entrevista feita por Carlos Laia, do canal "TFP, Mitos e Verdades", ao mesmo Frei Tiago, disponibilizada no mesmo canal, na qual debateu com o religioso, ao mesmo tempo em que lhe ofereceu a chance de esclarecer sua posição a respeito de toda essa disputa.

    O assunto é do interesse de todos os católicos bem formados, e consideramos que debates como esse deveriam acontecer mais e mais vezes, na busca pela verdade e pela solução para os gravíssimos problemas que assolam a Igreja dos nossos tempos. Reunimos aqui os três vídeos que contém toda a querela, desde o início. E você, leitor, o que pensa a respeito?

Viganò errou feio! Em que isso compromete suas acusações contra Francisco e o Vaticano II?


MEU AMIGO, PARCEIRO e irmão em Cristo, Lorenzo Lazzarotto, postou um vídeo (veja) no qual busca alertar o povo católico quanto a certos posicionamentos aberrantes de Dom Viganò. Em especial, ele chama a atenção para o artigo de autoria do Arcebispo intitulado "Considerações sobre a crise russo-ucraniana", escrito em março de 2022, do qual consta o seguinte trecho:


A crise global que prepara a dissolução da sociedade tradicional envolveu também a Igreja Católica, cuja hierarquia é mantida refém de cortesãos do poder apóstatas. Houve um tempo em que Pontífices e Prelados enfrentavam os Reis sem respeito humano, porque sabiam que falavam com a voz de Jesus Cristo, Rei dos reis. 

A Roma dos Césares e dos Papas está deserta e silenciosa, tal como a Segunda Roma de Constantinopla esteve silenciosa durante séculos. Talvez a Providência tenha estabelecido que é Moscovo, a Terceira Roma, que hoje assume o papel de κατέχον [katehon] perante o mundo (2Ts 2,6), de obstáculo escatológico ao Anticristo.


    
Creio que a preocupação de Lorenzo tem razão de ser e concordo totalmente que esse posicionamento bizarro de Viganò, além de alheio à ortodoxia da fé e à Sã Doutrina, é suspeito. Apresentar a Rússia como salvadora da Cristandade é no mínimo, estranho, e eu considero que esse alerta é válido sobretudo para certos grupos que, de um momento para outro, passaram a considerar Viganò como uma espécie de novo Santo Atanásio, o líder perfeito que nos foi enviado pelo Céu, para ser seguido cegamente, qual farol luminoso que nos guie nestes dias de trevas.

    O alerta do Espírito Santo dado pela voz do Profeta ressoa agora de modo especial: “Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor” (Jr 17,5). Que a biografia de Viganò tem problemas e que ele já assumiu posturas temerárias no passado (bem esmiuçadas por Lorenzo no seu vídeo), é de conhecimento público. Mas eu, que o estive defendendo por aqui, continuarei a fazê-lo — naquilo que toca a sua defesa intransigente da Fé dos Apóstolos e em sua luta solitária contra os herdeiros de Judas infiltrados na Igreja —, com a plena convicção de que, nisso, ele deveria ser seguido por tantos outros que se dizem fiéis, mas que vergonhosamente se acovardam diante da apostasia generalizada. Até porque, é preciso lembrar, não foi por causa dessas afirmações que o homem foi excomungado, mas sim por insistir em pregar a verdade (simples assim). De fato, se ele estivesse de acordo com as novidades introduzidas pela nova "igreja conciliar e sinodal", seria sem dúvida parabenizado por essa sua postura tão "inclusiva" para com os "irmãos" russos...

5/7/2024 | É oficial: Vaticano excomungou Dom Viganò

COMO JÁ ERA ESPERADO e o próprio havia previsto, o Vaticano excomungou oficialmente o Arcebispo Carlo Maria Viganò, anunciou o Dicastério para a Doutrina da Fé nesta sexta-feira, dia 5 de julho. Viganò foi considerado culpado do crime canônico ou delito de cisma , a recusa em se submeter ao papa ou à comunhão da Igreja, na conclusão do processo penal extrajudicial do Vaticano dado em 4 de julho.

DECLARAÇÃO COMPLETA de Sua Excia. Mons Carlo Maria Viganò, Arcebispo Interino de Ulpiana, Núncio Apostólico, sobre a acusação de cisma do Vaticano

REPRODUZIMOS ABAIXO A ÍNTEGRA da carta pública de Dom Viganò a respeito da acusação e do processo que sofre da parte do Santo Ofício por crime de cisma, o que pode representar um dos fatos mais impactantes para a Igreja na atualidade, com potencial para desdobramentos importantíssimos, que venham a mudar definitivamente os rumos da Barca de Pedro. Rezemos para que tenha chegado o tempo de reverter toda a desgraça em que temos vivido, e para que este evento realmente represente o início de uma reação em massa que cesse a apostasia e a adesão maciça de nossos pastores a um projeto de igreja que nada tem a ver com o Evangelho de Cristo. O texto de Dom Viganò é luminoso, belíssimo: transparece sua angustiosa fidelidade à Igreja de sempre e o que têm sofrido aqueles que tentam permanecer fiéis a ela. É longo, mas merece ser lido e refletido.

24/6/2024 | Dom Viganò será julgado pelo Vaticano por crime de cisma

DOM CARLO MARIA VIGANÒ será julgado por alegado crime de cisma, segundo o próprio comunicou publicamente. Citando um documento que publicou em seu site pessoal e postou em suas redes sociais, o ex-Núncio Papal nos EUA escreveu que foi convocado a Roma no dia 20 de junho, para enfrentar um processo penal extrajudicial por essa acusação.

O Pai-Nosso – o certo é dizer 'dívidas' ou 'ofensas'?


RECEBEMOS POR E-MAIL, de um leitor cujo nome não estamos autorizados a divulgar, a seguinte pergunta:

No Pai nosso o que é correto rezar: 'perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido', ou 'perdoai as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores'? Dizem que a tradução correta dos evangelhos originais é a segunda hipótese. Henrique Sebastião, se puder tirar esta minha dúvida eu agradeço. A paz de Jesus."

Como fica subentendido, não é nosso objetivo agora meditar a oração do Pai-Nosso. Procuraremos, pela Graça de Deus, resolver uma dificuldade que perturba alguns fiéis católicos que querem continuar seguindo com fidelidade a sagrada Tradição através do Magistério perene da Santa Madre Igreja.

    Há um provérbio popular que diz: "Ensinar o Pai-Nosso ao Vigário". Vivemos em tempos tão conturbados que tal provérbio está agora se realizando diariamente. Há muitos querendo ensinar o catecismo aos padres e bispos, e o pior, não totalmente sem razão.

A Igreja e o carnaval: o cristão pode "cair na folia"?

O CRISTÃO PODE participar das festas do carnaval? Muitos o perguntam, todos os anos, e há muita confusão a respeito do assunto. A dificuldade está no fato de que a Igreja não tem prescrição formal a respeito, ao menos não há um documento que trate textualmente do carnaval propriamente dito. Ou será que a realidade não é bem essa?

    Antes de tudo, precisamos reconhecer que ainda podem existir festejos e grupos carnavalescos, principalmente em cidades interioranas, que comemoram o carnaval de maneira tranquila e saudável, e que talvez não seja impossível encontrar ambientes onde se toque música decente e se encontrem pessoas que querem apenas descontrair, sem necessariamente cair nos abusos. Claro que não há pecado em se reunir com amigos e festejar o feriado, ou mesmo em procurar algum clube familiar para se divertir um pouco. Este artigo procura tratar o carnaval a partir de um ponto de vista mais genérico. Estamos falando daquilo que mais comumente se entende por carnaval, de suas origens e suas consequências.

Matrimônio e feminismo

Por Karlos Guedes para o Pela Fé Católica

A REFLEXÃO QUE EXPOREI neste texto foi concebida depois que, recentemente, fui a dois casamentos, culminando numa pequena tertúlia que também, por coincidência, teve como temática a mesma perícope de São Paulo aos efésios.


    Evidentemente, como se deverá imaginar, o texto diverge diametralmente do senso comum da sociedade (ou daquilo que querem reformar nela): a ideologia feminista que destrói a distinção no seio familiar entre homem e mulher, distinção essa concretizada no papel de ambos dentro do Matrimônio. Eis o polêmico texto sagrado:


As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor (…) Ora, assim como a Igreja está sujeita a Cristo, assim estejam também as mulheres a seus maridos em tudo [o que não é contra a Lei de Deus] (Ef 5,22ss).


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