Que deve fazer o fiel católico nestes tempos de crise e apostasia? – parte 3 | segunda posição: "Reconhecer e resistir"


Leia a parte anterior deste estudo

NA ÚLTIMA PARTE DESTA SÉRIE, apresentamos a postura daqueles católicos que, diante da grande crise – ou da grande apostasia em que estamos já inseridos, conforme demonstrarei mais adiante – escolhem portar-se como se tudo estivesse bem e nada houvesse de muito errado acontecendo na Igreja. Para estes, como vimos, o problema simplesmente não existe, a não ser na cabeça de fanáticos “rad trads”[1]. O Papa atual, como Vigário de Cristo sobre a Terra, deve ser respeitado e obedecido sempre e em qualquer caso. "Falar mal do Papa" é pecado, e só tocar no assunto já é uma coisa terrível; quem pensa nessas coisas absurdas deveria se converter e procurar urgentemente um padre para se confessar.


Além disso, creem e defendem os integrantes desse grupo que não houve nenhuma ruptura após o Vaticano II, apenas uma nova compreensão da doutrina, da moral e da liturgia – e até do próprio significado da Igreja de Cristo (logo, também da sua missão no mundo). Os que dizem o contrário são cismáticos que nem podem se considerar católicos.


Esta é, sem dúvida nenhuma, a posição mais cômoda: é coisa muito fácil e confortável simplesmente fechar os olhos e negar a realidade que nos cerca, eximindo-nos de qualquer responsabilidade, sob a desculpa da obediência. "É melhor errar com o Papa do que desobedecê-lo", eis um esdrúxulo provérbio que ouvimos por aí e que demonstra com assombrosa clareza o altíssimo nível da alienação que nos rodeia.

Claro, simplesmente obedecer e omitir-se, não pensar em nada, cumprir mecanicamente os preceitos, assistindo Missa aos domingos – e mantendo, talvez, alguma devoção particular aqui e ali – é a coisa mais fácil de se fazer. Por que eu me preocuparia, sendo leigo? Se os pastores não nos conduzem, se os mestres não nos instruem, só resta a resignação; o quedar-se inerte, esperando o fim inevitável. É assim que muitos pensam.


Mais cômodo ainda é pensar que, se tudo está como está, se as coisas assumem rumos inesperados ou opostos ao que imaginávamos, se agora tudo é contrário ao que tínhamos aprendido, deve ser por Vontade de Deus; se o Papa de agora ensina o oposto do que ensinaram todos os outros Papas, então só podemos aceitar, afinal é a Igreja que o está determinando. Obedecer e calar é o caminho mais certo. Certo?

Até poderíamos dizer que sim. Que como leigos, só podemos obedecer e confiar na Divina Providência; que nada há para se fazer, que nos resta apenas aceitar e rezar. Sim, "rezemos", repetem e insistem os pobres fiéis atordoados a cada novo escândalo, "é só o que podemos fazer".

Em outros tempos, talvez isso fosse mesmo verdade: a obrigação de aceitarmos, conformados, a nossa insignificância e incapacidade. Se os pastores não nos guiam, mantenhamo-nos então estáticos, confiantes. Fiquemos onde estamos, bem tranquilos.

Mas o problema, agora, é maior.

O problema é bem maior, de fato: o problema não é só que os pastores não estejam mais nos conduzindo, em segurança e a salvo dos lobos devoradores, à Fonte donde jorra a água da vida. O problema é que eles estão, sim, nos conduzindo, mas direto para a morte! Levam-nos, usando seus cajados, para a região das trevas, e nos atiram às feras, para sermos devorados! Este é o problema que enfrentamos: se não reagirmos, morreremos pelas mãos daqueles que deveriam ser, quais anjos de guarda, os nossos zelosos guardadores.

Então, que fazer? Evidentemente, não podemos crer nem dizer que tudo está bem. Temos bispos pregando – em plena homilia – que o homossexualismo é um dom de Deus! Temos o Sumo Pontífice da Igreja ensinando que não devemos jamais tentar converter a Cristo as pessoas de outras religiões, ou mesmo os ateus, porque isso é um pecado contra o ecumenismo! Temos procissões com imagens idolátricas acontecendo dentro de igrejas, diante do Altar sagrado!

Temos cerimônias pagãs, com direito a adoração de imagens de ídolos, acontecendo nos jardins do Vaticano, com o patrocínio e a participação ativa do Papa! Temos o mesmo Papa ensinando formalmente, em documento por ele publicado, que todas as religiões são da Vontade de Deus! Ora, o "Santo Padre" também fez a Igreja celebrar os quinhentos anos da "Reforma" protestante, com direito à efígie de Lutero impressa em selo vaticano, retratado como um santo, ao lado de Cristo crucificado!

Temos a Doutrina radicalmente modificada, com dogmas como o Extra Ecclesiam nulla salus sendo sistematicamente renegados! Temos a Lex Orandi da Igreja sendo violentada, com a supressão das orações pela conversão dos pecadores! Temos o Vaticano entrando em acordo com o partido comunista chinês, dando-lhe o direito de escolher seus bispos, passando por cima de pilhas de cadáveres de mártires vítimas daquele sistema assassino! Temos duplas homossexuais com suas uniões abençoadas por padres e bispos, dentro das igrejas, diante do Sacrário, e o Papa parabenizando alguns dos grandes responsáveis por termos chegado a isso, como o padre James Martin e sua pastoral LGBTQI+! 


Sem exagero, dizemos que essa lista de escândalos – os quais já avançaram muito além da condição de meros escândalos, porque são atos de traição à Fé católica – poderia ser ampliada até preencher algumas dezenas de páginas. E, ao mesmo tempo em que tudo isso acontece, seminários tradicionais exemplares, com piedosos frutos e santas comunidades, são autoritariamente fechados, padres e bispos santos são perseguidos, vocações legítimas são podadas nos seminários, a santa Missa de sempre é proibida...

Como a situação pode ter chegado a este ponto? Será que Francisco é um antipapa? Ou será que tudo aquilo que a Igreja sempre ensinou até o Concílio Vaticano II estava errado, afinal? Porque não há como se negar que toda essa enxurrada de tragédias principiou após este evento desastroso, e em consequência direta dele. E, inegavelmente, não há como conciliar o que havia antes com o que há agora, por mais que se tente fazê-lo. Devemos, então, prestar fidelidade e obediência a este Papa, ou a todos os outros que vieram antes dele (especialmente os anteriores ao Concílio)?

Devemos nos resignar e nos assumir como católicos desta nova igreja ou firmar o pé como católicos da Igreja de sempre, dispostos a arcar com todo o ônus que essa opção implicará? Seremos "rad trads"? Ou é melhor fazer o que têm feito a maioria esmagadora: simplesmente relaxar e assumir-se como católico "jujuba"?


2) Segunda posição: Reconhecer e resistir  – Não se pode deixar de reconhecer a legitimidade e a autoridade do Papa (e consequentemente de todo o clero do Novus Ordo como legítima hierarquia católica), assim como também a do Vaticano II, como autêntico Concílio da Igreja; mas, ao mesmo tempo, é não só possível como também é necessário resistir ao Papa quando nos manda desobedecer a Cristo ou agir de modo contrário aos Mandamentos de Deus e/ou aos da Igreja, e renegar no Concílio tudo aquilo que contraria a Tradição e a verdadeira Doutrina cristã de sempre. 

D. Robert Grosseteste (1168/75–1253)---
Para tratar desta segunda posição possível frente à grande crise, neste ponto abriremos parênteses em nossa análise para citar uma grande figura da Igreja que é pouquíssimo conhecida do grande público: terá nosso leitor ouvido falar do santo bispo inglês Robert Grosseteste? Este foi um prelado absolutamente exemplar (sagrado Bispo de Lincoln em 1235), de assombrosos e múltiplos talentos e de uma Fé admirável, que viveu entre os séculos XII e XIII. Em sua época, produziu tratados científicos que impressionam os cientistas até hoje. Seu "Tratado sobre a luz" menciona a composição da estrutura atômica da matéria, e, em pleno Medievo, chegou a intuir, sem jamais afastar-se da Fé da Igreja ou de qualquer dogma, a teoria do "Big Bang" e até a concepção da astrofísica contemporânea de universos paralelos(!). Com justa razão, é considerado pioneiro do movimento científico e literário, bem como o primeiro matemático-físico do seu tempo.

Sua extraordinária aptidão para as ciências, todavia, não o impediram de ser um Bispo santo, que se distinguiu pelo zelo em promover a salvação das almas e, de modo especial, por seu grande amor ao Papado.

O principal objetivo de D. Grosseteste foi o de “reformar a sociedade por meio da reforma do clero”[2]. Ele se tornou conhecido em toda a Inglaterra por exigir uma disciplina rigorosa de seus sacerdotes, com a renúncia à recompensa pecuniária, a obrigação de residência, a máxima reverência na celebração da Santa Missa, a fidelidade na recitação do Ofício Divino, a educação do povo e a disponibilidade para os doentes e as crianças. Com tais regras, o santo Bispo elevou o nível das pregações e da formação do clero, com ênfase na sua conduta moral.


Dentre tantas virtudes, porém, uma das suas características mais marcantes foi a veneração pelo Papado, o Primado Petrino, descrita nestes termos por um de seus biógrafos: “O mais interessante aspecto da teoria de Grosseteste na formação e função da hierarquia eclesiástica é a exaltação do Papado. Ele foi provavelmente o papista mais fervoroso e resoluto entre os escritores ingleses medievais”[3].

D. Grosseteste via com horror a simples ideia de desobedecer à autoridade eclesiástica legitimamente estabelecida; considerava a obediência como única resposta correta a uma tal autoridade, porque dada por Deus. Mas ele entendia, igualmente, que essa mesma autoridade só pode subsistir dentro de limites claramente definidos; se tais limites forem excedidos, então a recusa da obediência deixa automaticamente de ser um pecado, tornando-se virtude e até uma obrigação do verdadeiro fiel católico. Sim, o Papa possui a Plenitudo Potestatis. Mas, assim como todos os medievais de seu tempo, D. Grosseteste sabia que tal poder não é arbitrário, e sim uma obrigação conferida para o serviço de todo o Corpo de Cristo, a Igreja. Tal poder é dado ao Papa para a salvação das almas, para edificar o Corpo, não para destruí-lo. O Papa é o Vigário de Cristo, mas não o próprio Cristo (pensar assim configuraria a papolatria), e deve exercer seu poder de acordo com a vontade de Cristo, nunca em conflito com esta. Em 1237, este santo Bispo escreveu a um legado pontifício:

Deus não permita que a Santa Sé e os que a presidem, aos quais normalmente cumpre prestar obediência em tudo quanto ordenam, tornem-se, pelo contrário, causa da perda da fé para as pessoas que comandam, o que é contrário aos preceitos de Cristo e à Sua vontade. Deus não permita que, para qualquer pessoa verdadeiramente unida a Cristo e que não queira de forma alguma agir contra a Sua Vontade, esta Sé e aqueles que a presidem possam ser causa da perda da fé ou de aparente cisma, ordenando fazer aquilo que se opõe à vontade de Cristo.[4]


Haveria muito mais a falar sobre D. Grosseteste, sobre o modo como heroicamente resistiu aos abusos do poder papal por Inocêncio IV, ou sobre os milagres acontecidos após a sua morte (1253), junto ao seu túmulo, que logo se tornou local de culto e devoção. E também haveria uma grande quantidade de citações de outros grandes nomes, entre santos, Papas, Bispos, Cardeais e grande teólogos que atestam exatamente a mesma coisa: “Enganam-se redondamente os que julgam que a obediência consiste em fazer irrestritamente tudo o que é mandado (pelos pastores da Igreja), se isso for contra os Mandamentos de Deus e os da Santa Igreja.” (São Francisco de Sales, Entretiens Spirituels, c. XI); e ainda: “Aquele que faz o mal sob o pretexto de obediência, faz antes um ato de rebeldia. Porque faz uma inversão: deixa de obedecer a Deus para obedecer aos homens.” (São Bernardo de Claraval, cf. Oeuvr Completes de S. Bernard, Charpentier, Tomo I, Episto VII).

Em linhas gerais, aí está apresentada a posição que hoje é majoritária entre os que não são tão alienados a ponto de crer e defender que tudo esteja bem e absolutamente normal na Igreja:

1) Reconhecer a legitimidade e a autoridade de Francisco como verdadeiro Papa, assim como também o Vaticano II como um legítimo Concílio da Igreja, feito segundo a Vontade de Deus e, portanto, inquestionável... A não ser, apenas, talvez, com algumas restrições pontuais aqui e ali.

2) Também não se pode aceitar passivamente a tantos e tão graves escândalos como os que temos presenciado, além dos abusos e heresias onipresentes na tal "igreja pós-conciliar". Por isso, é preciso resistir a tudo isso, partindo para uma santa desobediência às ordens e decisões que contrariam a Tradição, o Magistério perene, os Mandamentos de Nosso Senhor e os da Igreja – mesmo que essas ordens e decisões partam diretamente do Papa em pessoa, a partir da Cátedra de Pedro. Estes são os chamados católicos "tradicionais", "tradicionalistas", "conservadores", "ortodoxos" ou por alguma outra alcunha semelhante. 


Enquadram-se neste grupo muitos admiráveis pastores que ainda nos restam, como o bispo Dom Athanasius Schneider (na imagem de cabeçalho deste artigo com Francisco), o Cardeal Raymond Burke, o Cardeal Gerhard Müller, o Arcebispo Carlo Maria Viganò (destaque para este), o Cardeal Walter Brandmüller e muitos outros modelares bispos e padres, como os da Fraternidade São Pio X (FSSPX), os do Instituto Bom Pastor (IBP) e da Resistência (União Sacerdotal Marcel Lefebvre), e mais outros, além de diversos grupos de leigos católicos influentes, como (para citar apenas algumas iniciativas nacionais) o Inst. Plínio Correia de Oliveira (IPCO), A Assoc. Cultural Montfort, a Frente Universitária e Estudantil Lepanto, o Centro Cultural Permanência e o valoroso Centro Dom Bosco. Deste último, temos a longa palestra do Prof. Pedro Affonseca (assista), na qual ele esclarece detalhadamente essa mesma posição, por eles adotada: reconhecer à "Sua Santidade o Papa Francisco", sim, e ao mesmo tempo resistir a ele, desobedecendo a esse Papa que teve "a desfaçatez" de tentar proibir algo "que não poderá nunca ser proibido por nenhum Papa" (a saber, a Missa de sempre). Parece contraditório? Sim, mas é o que se poderia fazer diante do cenário que temos. 

Então, está tudo resolvido? Basta reconhecer e resistir? É isso e só isso o que podemos e devemos fazer frente à crise tremenda que nos assola? Certo ou errado?

Sim, a solução do "reconhecer e resistir" parece a muitos a mais racional, a mais coerente e até a mais óbvia; parece fazer sentido para muita gente inteligente e importante, incluindo todos esses clérigos e teólogos de alta estatura. Mas... Temos que dizer que isso vai inevitavelmente implicar uma série de outros problemas realmente sérios, de difícil resolução. É o que veremos mais adiante, na continuidade desta série.

→ Ler a continuação

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[1] Os revolucionários costumam ser extremamente competentes para inventar apelidos desse tipo para desmoralizar os que se posicionam a favor da verdade; na época do processo de impeachment de Dilma Roussef, todos os que o apoiavam eram chamados de 'coxinhas'; pouco depois, quem tentasse argumentar a favor de qualquer proposta do atual presidente Bolsonaro era 'bolsominion'; agora, todos os que se atrevem a apresentar algum dado contra a eficácia do famigerado lockdown e das quarentenas no combate à pandemia, são "negacionistas"... E por aí vamos; ridicularizar o adversário com apelidos, quando ele tem razão, é muito mais fácil do que tentar argumentar contra os fatos que ele apresenta. Assim é que, de repente, coisas como a Fé na Doutrina de sempre e a defesa do rito romano mais venerável e mais santo da Missa tornaram-se coisas de "rad trads"...

[2] CALLUS, D. A. Robert Grosseteste, Oxford: Clarendon Press, 1955, p.150.

[3] Ibidem, p.183.

[4] PANTIN, W. A. Grosseteste’s relations with the papacy and the crown, apud CALLLUS, D. A., op. cit., pp. 190-191.


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3 comentários:

  1. *QUOD SEMPER, QUOD UBIQUE, QUOD AB OMNIBUS CREDITUM EST!
    FORA DISSO, DESCONSIDERE, COMO ALGO ERRÔNEO, PORTANTO - DESACREDITÁVEL,, SEM CONFIABILIDADE ALGUMA!
    O papa Francisco, como seu modo exegético, ao acaso está prosseguindo nas pegadas conservadoras, segundo as centenas de santos e santos papas predecessores, cujos ensinamentos baseados por primeiro na tradição e depois então é que apareceu a biblia, mais ou menos em 312 dC, senão apoiando as piores escórias da humanidade que são os endiabrados comunistas-maçonaria-NOM, mesmo os relativistas e alienantes protestantes do livre arbítrio, em cujas seitas cada faz o que quer e o pastor é igual a qualquer um dos obreiros, no entanto, enganam facilmente os católicos só de tradição, desinformados e incautos que caem em suas garras e, para piorar ainda o papa Francisco nomeando Lutero de "Testemunho do Evangelho"! A qual deles, de Tomé, de Maria Madalena? Ou só se forem desses supostos evangelhos apócrifos, ai sim, nós entraríamos e compartilharíamos em pleno e total acordo!
    Algum desses papas, mesmo do Vaticano II, como S João Paulo II e Bento XVI apoiariam sinistros trastes martelo e foice, como os Castro de Cuba, Xi LI Ping, o mega salteador e saqueador do Brasil Lula como sua organizada quadrilha, o vermelho Fernando Sánchez, Ortega, Maduro, Boff-TL-PT? Garanto que não, de jeito nenhum, como nessa porcaria comunista que os trouxas dos hermanos argentinos votaram, o F Sánchez, doravante estarão procurando comida nos lixões e, em breve, ela será a Venezuela II, mais que garantido e, muitos deles já estão fugindo de lá, arriscando a própria vida nos rios e matagais perigosos para residirem no Brasil!
    Até o incrível de acontecer: os cubanos já principiaram a fazer passeatas contra ditadura vermelha, a qual se instalou no país há pouco mais de 60 anos e até hoje o povo está na mais absoluta miséria, comendo do pão que diabo amassou com suas patas!
    * S Vicente de Lérins.

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  2. Não faz sentido os grupos que se enquadram nessa posição.
    Fala-se assim: "...assim como também o Vaticano II como um legítimo Concílio da Igreja, feito segundo a Vontade de Deus e, portanto, inquestionável... Apenas, talvez, algumas restrições pontuais aqui e ali."
    Logo após, o autor do texto enquadra nessa posição grupos e pessoas que atacam ferozmente o CVII, como o Centro Dom Bosco e a FSSPX. Não compreendo o porquê do autor fazer isto. À primeira vista, parece-me uma contradição.

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    1. Claro que há contradição, Pedro, exatamente aí é que está a questão. Mas o problema não está no modo como autor do texto (eu mesmo) apresenta a questão, e sim na questão em si mesma. Entende isto? Não estou faltando com a verdade nem inventando nada disso: realmente a postura desses grupos (e de muitos outros semelhantes, que não citei textualmente) é esta mesma: por um lado, RECONHECEM o Papa e o Vaticano II, e por outro os criticam e se veem no direito de RESISIR a a eles, apontar seus erros, "filtrar" neles o que é válido e o que não é.

      Mas fique tranquilo, na continuação desta série apresentarei as consequências e conclusões que necessariamente derivam deste ponto em que paramos.


      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo
      Apostolado Fiel Católico

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