Hitler era católico? Era cristão?


RECENTEMENTE UMA de nossas leitoras, cujo nome não fomos autorizados a divulgar, entrou em contato com o nosso apostolado pedindo orientações sobre como se comportar em relação a uma situação tão absurda quanto (lamentavelmente) comum em nossos dias. Contou-nos ela que uma professora havia dito na escola à sua filha –, uma criança –, depois de saber que a menina era católica, que Hitler também era católico, e que até queria ser padre.

Claro e evidente que a intenção desta professora, que – assim como tantas e tantos outros, atualmente – deve ser adepta da ideologia marxista, é doutrinar a futura geração contra o cristianismo, especialmente contra a Igreja Católica. Essa fábula de Hitler "católico" já está bem manjada, mas os professores socialistas que temos hoje em dia (que geralmente não estão minimamente preocupados com a verdade) não perdem oportunidade para atacar a Igreja, seja de que jeito for. São capazes até de defender alguns dos maiores monstros que a humanidade já produziu, como Josef Stalin e Che Guevara, mas para a Igreja só têm ódio e calúnias. Sei o que estou dizendo, também tenho filho em idade escolar, e jé entrei em uma meia dúzia de querelas por conta de assuntos como este...

Bem, a resposta que dei à leitora é muito, muito simples. Nada mais que uma questão de lógica elementar: ora, se Hitler fosse mesmo católico, de fato, ele não teria feito o que fez. Isto não é óbvio? Ponto. Ainda que ele se julgasse e/ou declarasse católico (o que não se aplica), se apenas tivesse feito um por cento do que fez, sem arrepender-se, penitenciar-se e converter-se, já estaria automaticamente excluído da Comunhão da Igreja.

Estamos com isso afirmando que todo católico é moralmente irrepreensível? Evidente que não. Será que já houve, na História da humanidade, famosos católicosmembros do clero ou nãoque se tornaram conhecidos justamente por seus grandes pecados? A resposta é um sonoro "sim". Existem pérfidos criminosos católicos? Sim, sem dúvida, e muitos. Todavia a questão aqui é outra. O problema é que, por trás da fantasiosa teoria do "Hitler católico", via de regra está a clara tentativa de ligar as maldades do Führer, um dos mais célebres monstros da História, à fé católica, o que se traduz num completo absurdo.

Incentivei, então, a leitora a desafiar a professora a mostrar em qual documento a Igreja manda assassinar judeus ou qualquer pessoa. Que ela mostrasse onde é que o Catecismo da Igreja Católica, ou qualquer Papa, ou qualquer Encíclica, Carta apostólica, pastoral ou Bula, ou qualquer outra fonte oficial de doutrina católica, ensina a supremacia racial que Hitler pregava. Ora, se ele era católico, e fez tanto mal por ser católico (a ideia de fundo é essa – puro argumento ad hominem1 e nada mais), então ele teria que ter aprendido a fazer tanto mal na Igreja. Mas se o que ele pratica é contrário àquilo que a Igreja prega, então ele não pode representar a Igreja. Como disse, muito simples.

Mais do que simples, para qualquer pessoa que possua o mínimo de boa vontade. Não é o caso de muitos dos professores que estão formando nossos filhos, neste exato momento; ainda pior é que a maioria de nós não se mostra muito preocupada com isso.

Agora imaginemos que Hitler tenha realmente se declarado "católico" (não é o caso, como veremos com toda a clareza mais adiante: ele proibiu a exibição dos símbolos católicos, pronunciou por diversas vezes a sua aversão ao cristianismo, ordenou o assassinato de milhares de sacerdotes e promoveu o ocultismo no 3º Reich). Ainda que tivesse dito que era mesmo católico, o que a Igreja teria a ver com isso? Qualquer um pode se declarar o que quiser, mas são os atos de uma pessoa que a definem. Ora, o primeiro Mandamento do "Deus dos cristãos" é o amor – ao próprio Deus e ao próximo como a si mesmo –; logo, mesmo que alguém como Hitler se declarasse católico, evidentemente não era, de fato. Essa lorota surgiu, entre outas coisas, porque o pai de Adolf Hitler, este sim, era católico (a mãe era protestante), e quando criança o Führer chegou a ser coroinha. Aprofundaremos a questão, a partir daqui, com fontes e referências bibliográficas, como convém para quem deseja avançar além do "disse-que-disse".

Se existe uma lição elementar que todos os seres humanos civilizados já deveriam ter aprendido, é que não se deve acreditar no que os maus políticos dizem publicamente, pois ao menos em boa parte dos casos se tratam de mentiras para angariar apoio popular. Devemos, sim, observar o que o político realmente faz, na prática. Assim, por exemplo, um político pode, incansavelmente, berrar milhares de discursos pela defesa da democracia, enquanto "por baixo dos panos" trabalha pela instalação de uma ditadura em seu país (nós já vimos acontecer, e qualquer semelhança com o Brasil não é mera coincidência). – Prestar atenção no que um político faz é muito mais importante do dar ouvidos aos seus discursos. Esta verdade, claro, é ainda mais inexorável no caso de um reconhecido mentiroso contumaz como Hitler.

Certos ateus militantes alegam que Hitler era cristão principalmente por causa das declarações do seu livro "Mein Keimpf", no qual o führer alega estar lutando "em nome de Jesus Cristo". Mas os ateus se esquecem de "detalhes" muito importantes. O primeiro se traduz numa pergunta muito óbvia: porque dão tanto crédito a uma declaração de um monstro moral como Hitler, alguém que tão evidentemente não tinha compromisso algum com a verdade?

Outro "detalhe" é o fato histórico de que Hitler mandou retirar a Bíblia das escolas e substitui-la pelo "Mein Keimpf". Um líder cristão faria algo assim? Ora, Hitler não apenas queria aniquilar fisicamente os judeus, mas também acabar com toda e qualquer influência cultural judaica presente na Alemanha, e ele passou a ver o cristianismo a partir de seu origem judaica, como veremos. Existe um amplo material histórico sobre este assunto, incluindo depoimentos de Hitler aos seus oficiais sobre o que os nazistas deviam pensar sobre o cristianismo, e seus planos para destruí-lo no regime nacional-socialista (nazista). Diversos livros, jornais, documentos e documentários produzidos por historiadores reconhecidos provam que Hitler era indubitavelmente um dos maiores anti-cristãos de todos os tempos, e, ainda mais, um homem que procurava recuperar o paganismo nórdico e cultuava entidades pagãs.



A clássica e impressionante obra "Ascensão e Queda do Terceiro Reich", do jornalista e escritor norte-americano William L. Shirer, relata em pormenores a história da Alemanha nazista. É considerada uma das mais importantes obras sobre o assunto escritas até hoje. Shirer, repórter da CBS, esteve na Alemanha durante vários anos, até dezembro de 1940, quando a crescente censura de suas emissões tornaram o seu trabalho impraticável. Escreveu ele:
Sob a liderança de Rosenberg, Bormann e Himmler, apoiados por Hitler, o regime nazista pretendia destruir o cristianismo na Alemanha e, se possível, substituir o antigo paganismo dos deuses germânicos tribais do passado pelo novo paganismo dos extremistas nazistas."



Outra obra importante é "The Swastika against the Cross" (A Suástica contra a Cruz), de Bruce Walker. Relata o autor:
Os nazistas planejaram a eliminação do cristianismo. Uma vez que isso era de conhecimento público, vários escritores reconheceram este fato crucial enquanto os nazistas estavam no poder. Hoje, em um clima político e social encharcado por medo e ódio ao cristianismo, a oposição nazista à religião é história 'politicamente incorreta'. Mas as palavras escritas em livros antigos não podem ser reescritas para se adequar à calúnia contemporânea contra o cristianismo. O registro de mais de quarenta livros publicados enquanto Hitler estava no poder tem clara e forte conclusão: a suástica estava em guerra contra a Cruz." (sinopse)



Em "The Nazi Persecution of the Churches" (A Perseguição Nazista às Igrejas), J. S. Conway descreve, com meticulosidade acadêmica e apoiado em farta documentação, a triste história da Igreja na Alemanha Nazista. Uma característica única do livro é que se baseia em documentos oficiais dos arquivos nazistas para revelar a política oficial para com as igrejas. Alguns membros da hierarquia nazista, como Bormann e Himmler, eram mais abertamente hostis ao cristianismo e acreditavam que a perseguição absoluta era a melhor maneira de lidar com aqueles que se recusassem a aceitar "o novo modelo do Estado". Outros achavam que o cristianismo estava condenado a morrer por si só, e que a política mais sensata era a de impor pressão disfarçada sobre a igreja, além da concentração de esforços em conquistar a simpatia da jovens, evitando usar hostilidade desnecessária que poderia enfraquecer o apoio popular ao governo.

Igualmente importante é a descrição detalhada das medidas tomadas pelo governo nazista para limitar as atividades das igrejas e apressar o seu esperado declínio. Muita atenção à lista que reproduzimos abaixo:

• Prisões, tortura e execução de milhares de clérigos em campos de concentração. Entre 1938 e 1945, os nazistas deportaram para o campo de concentração de Dachau 2.579 religiosos católicos, entre padres, seminaristas e monges. Este capítulo da Segunda Guerra, apesar de não muito divulgado, foi registrado pelo jornalista francês Guillaume Zeller em seu livro La Baraque des prêtres, Dachau, 1938-1945 ('O Pavilhão dos Padres, Dachau, 1938-1945'). Veja a entrevista que autor concedeu ao jornal "Le Figaro". Casos famosos são o do  grande São Maximiliano Maria Kolbe, sacerdote católico polonês morto em Auschwitz2 e o da freira Ir. Maria Restituta, denunciada, presa e executada pelo regime nazista por pendurar crucifixos nas paredes do Hospital de Modling, Viena, onde trabalhava como enfermeira chefe, contrariando as ordens de Hitler3.

• Assassinatos de opositores religiosos do regime e agressões físicas sobre clérigos, ignoradas pela polícia, eram comuns;

• Organizações e associações – acadêmicas, juvenis, de trabalhadores ou profissionais, femininas e esportivas – religiosas proibidas;

• Apreensão de bens da Igreja, incluindo imóveis de orfanatos, conventos e escolas (com insígnias religiosas removidas e professores demitidos);

• Demissão de funcionários públicos católicos;

• Publicações da igreja censuradas ou proibidas;

• Reuniões religiosas diretamente atacadas pela S. A.;

• Dissolução dos partidos políticos religiosos;

• Ataques à Igreja e ao cristianismo na imprensa;

• Tentativas de forçar todas as igrejas alemãs a serem controladas pelo Estado;

• Restrição de construção de edifícios religiosos;

• Vigilância dos serviços dos líderes de igrejas;

• Ataques públicos sobre a Igreja por líderes nazistas , incluindo Goebbels e Goering

• Proibição de criação de novos grupos religiosos;

• Funcionários públicos obrigados a retirar seus filhos das organizações religiosas juvenis sob a pena de perda de emprego;

• Orações proibidas nas assembleias escolares;

• Remoção de crucifixos e pinturas religiosas das escolas.

** Com a comprovação histórica de todas as medidas listadas acima, ainda será possível que alguém creia que "Hitler era católico"?



O livro "Hitler’s Table Talk" ('Conversas à mesa com Hitler') reúne conversas de Hitler com outros líderes nazistas, geralmente realizadas à mesa do almoço ou jantar, entre os anos de 1941 e 1944. Citaremos aqui algumas passagens escolhidas, evidentemente as relacionadas ao tema que ora contemplamos, traduzidas:
O golpe mais pesado que já atingiu a humanidade foi a vinda do cristianismo. O bolchevismo é filho ilegítimo do cristianismo. Ambos são invenções dos judeus. (pág. 13)
Não se diga que o cristianismo trouxe ao homem a vida da alma, visto que a evolução estava na ordem natural das coisas. (pág. 13)
O cristianismo é uma rebelião contra a lei natural, um protesto contra a natureza. Em sua lógica extrema, o cristianismo significa o cultivo sistemático da falha humana. (pág. 57)
A melhor coisa é deixar o cristianismo morrer de forma natural. Uma morte lenta tem algo de reconfortante. O dogma do cristianismo se desgasta perante os avanços da ciência. A religião terá de fazer mais e mais concessões. Gradualmente, os mitos desmoronarão. (pág. 65)
O cristianismo, é claro, atingiu o pico do absurdo (...). E é por isso que um dia a sua estrutura irá desmoronar. A ciência já impregnou a humanidade. Consequentemente, quanto mais o cristianismo se apega aos seus dogmas, mais rápido declinará. (pág. 66)
Mas o cristianismo é uma invenção de cérebros doentes: ninguém poderia imaginar nada mais sem sentido, nem qualquer forma mais indecente de transformar a ideia da Divindade em um escárnio. (pág. 150)
Com tudo na mesa, não temos razão para desejar que os italianos e espanhóis devem libertar-se da droga do cristianismo. Seremos os únicos imunes à doença. (pág. 151)
Não se pode ter sucesso ao conceber quanta crueldade, ignomínia e falsidade a intrusão do cristianismo tem escrito para este nosso mundo. (pág. 294)



Em seu livro "Apoiando Hitler – consentimento e coerção na Alemanha Nazista", o historiador Robert Gellately revela que Hitler inicialmente recebeu amplo apoio do povo alemão, por vários motivos, como o assistencialismo econômico, o forte combate ao crime, à prostituição e à degeneração moral, o fortalecimento da economia, a geração de empregos, etc. Hitler era um líder populista e carismático, e é evidente que com suas atitudes energéticas alcançando ótimos resultados, obteria o apoio popular que buscava. Entretanto, o antissemitismo não era ainda o ponto forte do regime nazista àquela época: o führer queria inicialmente conquistar e consolidar o máximo apoio popular, e para isso fez uso também de técnicas de oratória e teatro, com intensa propaganda midiática. Registra Gellately:
Hitler também buscou se aproximar de oponentes, como os católicos, assinando um tratado com o Vaticano em 8 de Julho de 1933. Até então os eleitores católicos mantinham-se leais ao seu Partido do Centro, sendo os principais responsáveis pelo fato de os nazistas não conseguirem maioria eleitoral. Logo os católicos, em pouco tempo, se ajustaram à ditadura. Os protestantes, contudo, desde o início foram mais simpáticos ao nazismo. Nas eleições religiosas de 1933, dois terços dos eleitores apoiaram a seita cristã alemã que desejava integrar nazismo e cristianismo (numa nova religião) e expulsar os judeus que haviam se convertido ao protestantismo. Hitler fez um curto apelo pelo rádio aos protestantes, na véspera dessas eleições religiosas, e pediu-lhes que mostrassem seu apoio às políticas nazistas. Ele não teve como ficar decepcionado pelos resultados pró-nazistas." (Pág. 41)

Ao longo do livro, Gellately vai revelando ainda quem Hitler apontava como "inimigo do Estado":
Outra parte do evento (Congresso) em Nuremberg, frequentemente negligenciada, aconteceu em 11 de Setembro,quando Hitler proclamou o que chamou de 'uma luta contra inimigos internos da nação'. Esses 'inimigos' eram vagamente definidos como o 'marxismo judaico e a democracia parlamentar a ele associado'; 'o moral e politicamente depravado Partido do Centro Católico'; e 'certos elementos de uma burguesia burra, reacionária e incapaz de aprender'. A proclamação não informou quais passos seriam dados, mas soou como o princípio de uma guerra social." (Pág. 76-77)

Algum ateu pode explicar como é que um líder "cristão católico" considera o partido católico como um dos principais inimigos do Estado, o qual ele mesmo comandava? É um estranho problema de lógica que os precisa ser resolvido... Mais ainda:
Precisamente nessa época [1936], o Conselho da Igreja Evangélica Alemã escreveu a Hitler para manifestar reservas a respeito da nova Alemanha. O Conselho expressou preocupação com o quanto o país estava se distanciando do Cristianismo, e os membros também mencionaram que estavam com a consciência pesada pela prolongada existência dos campos de concentração [que os nazistas afirmavam ser apenas prisões temporários para inimigos políticos do Estado] e da Gestapo. Infelizmente, nada resultou desse protesto brando." (Pág. 102)

Não se entende muito bem como é que um líder "cristão", que detém amplos poderes políticos, permitiu que a sociedade, à qual governava com mão de ferro, tivesse se distanciado do cristianismo.


Igreja contra o Nazismo

A Igreja Católica – assim como as protestantes – inicialmente chegou a apoiar o partido nacional-socialista, porque julgava que o objetivo de Hitler era criar um Estado forte e patriota que pudesse reerguer a Alemanha da grave crise social, econômica e política em que se encontrava após a 1ª Guerra Mundial e o fracassado experimento da República de Weimar. Mas nem o nazismo nem o fascismo tiveram apoio da Igreja Católica, e isso é facilmente demonstrável através das Encíclicas Papais de Pio XI, a seguir:

Non Abbiamo Bisogno (Nós Não Precisamos) é o nome de uma das Encíclicas de Pio XI, promulgada em 29 de junho de 1931, na qual o Papa condena abertamente o fascismo italiano. A encíclica tem uma postura fortemente antifascista e, como retaliação à sua publicação, o ditador fascista Benito Mussolini ordenou que fossem dissolvidas as associações católicas de jovens na Itália.

Mit Brennender Sorge (Com Profunda Preocupação) é outra Encíclica papal de Pio XI, escrita em 14 de março de 1937, que condenou o nazismo e sua ideologia racista. A reação do ditador nazista Adolf Hitler também foi violenta, avançando fortemente a perseguição de católicos na Alemanha, incluindo fechamento de igrejas e prisões de padres e fiéis. – É importante que se entenda que foi justamente devido a esse tipo de retaliação da parte dos ditadores, que causavam ainda mais sofrimento e tragédias, que a postura da Igreja não foi mais severa, preferindo trabalhar em silêncio.

Hitler ascendeu ao poder em 1933, através de um decreto que o transformava de chanceler a führer;
em 1937 (apenas 4 anos depois), ao início do conhecimento das perseguições violentas a grupos minoritários, o Papa Pio XI publicou sua Encíclica condenando o nacional-socialismo alemão.

Pergunta sem resposta: se Hitler era mesmo "católico", porque não acatou as ordens do Papa expressas nas referidas Encíclicas? As Encíclicas papais citadas acima, por si só, já refutam completamente a ideia de que a Igreja apoiou o nazismo ou o fascismo.

Outra coisa, bem diferente, é dizer que existiram casos isolados de clérigos coniventes com o regime de Hitler, por não acreditarem na extrema maldade do regime nazista (que, diga-se de passagem, era inacreditável para milhões de cidadãos alemães, na época). Isto é, sim, fato, que demonstra apenas a desobediência de tais padres à hierarquia eclesiástica estabelecida. Sempre houve presbíteros desobedientes e hereges na Igreja de Cristo, e por certo sempre haverão, até o último dia.

Recomendamos, ainda, o livro "Conspiração contra o Vaticano", do jornalista americano Dan Kurzman, que demonstra – com exuberância de documentos e depoimentos – planos de Hitler para invadir o Vaticano e sequestrar o papa Pio XII(!)


A fraude sobre a "omissão" de Pio XII:

Não há como abordar o assunto nazismo e Igreja sem falar da calúnia que já se tornou clássica. Curiosamente, foram os ateus e inimigos da Igreja em geral, estes sim, que adotaram a tática da propaganda nazista de J. Goebbels, a quem se atribui a frase infame: "Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade" (cf. STILLE, Alexander, em 'The Sack of Rome', 2007, pág. 14; MOORE, Mike, 'A World Without Walls: Freedom, Development, Free Trade and Global Governance', 2003, pág. 63).

Muitos, no correr dos anos, alegaram que o Papa Pio XII foi um pontífice omisso no que tange ao sofrimento dos judeus e ao totalitarismo nazista, em grande parte devido à influência do infame livro "O Papa de Hitler" de John Cornwell. O que não sabem (nem procuram saber) é que o próprio autor desta tese infeliz acaba por desmenti-la, até no mesmo livro, como vemos:
Cardeal Theodor Innitzer (...) , esse príncipe da Igreja, levou sua ousadia a ponto de receber Hitler calorosamente em Viena. Pacelli (o Papa), ficou indignado com este ato de adesão local. Pacelli divulgou um aviso no L’Osservatore Romano declarando que a recepção a Hitler, oferecida pela hierarquia austríaca, não tinha endosso da Santa Sé. (Pág. 222)
A 3 de março, o Berliner Morgenpost declarou: 'A eleição de Pacelli não é aceita favoravelmente na Alemanha, já que ele sempre foi hostil ao nacional-socialismo'. (Pág. 239)




Indicamos aos leitores que desejarem se aprofundar mais neste assunto específico, dois excelentes livros, que constituem aprofundados trabalhos de pesquisa histórica. São eles "Os Judeus do Papa", de Gordon Thomas, e "Pio XII: o Papa dos Judeus" de Andrea Tornielli, que demonstram com precisão como Pio XII articulou um grande plano humanitário para ajudar os judeus, – em sigilo, para não despertar a ira e retaliação ainda maior de Hitler.

Assim é revelado que padres e feiras deram abrigo secreto a milhares de judeus em mosteiros e conventos, e que o Papa efetuou doações de ouro do próprio Vaticano para socorrer refugiados em Roma, tendo escondido milhares deles em sua própria residência enquanto os nazistas bombardeavam a cidade.



Um fato interessante – e bastante revelador – a respeito de Pio XII foi a conversão ao catolicismo, em fevereiro de 1945, de Israel Zolli, rabino-chefe de Roma durante a ocupação nazista e que adotou como nome de batismo Eugênio, em homenagem ao Papa Pio XII.

Por fim, os motivos para a alegação da suposta "omissão" do Papa Pio XII, e os bastidores do que estava realmente acontecendo dentro do Vaticano durante o regime nazista, foram magistralmente dissecados na obra de Peter Godman "O Vaticano e Hitler – a condenação secreta".

De fato, os nazistas esconderam suas reais intenções e seus verdadeiros planos durante os primeiros anos, enquanto utilizavam a educação estatal (e elaborados métodos de propaganda) para corromper a mentalidade do povo e aos poucos instalar o antissemitismo (demonizando os judeus) naquela geração. Quando os nazistas sentiram que a população estava "pronta", como eles queriam, passaram a falar abertamente (inclusive em jornais) sobre as atrocidades que tinham em mente, pois a grande maioria da população já não oferecia mais resistência à ideia (quem oferecesse resistência era imediatamente declarado 'traidor do Estado') e, pelo contrário, já a apoiava. – Quando os nazistas revelaram que seus planos iam além da melhoria econômica e social na Alemanha, e já não escondiam mais os seus sentimentos e planos antissemitas, a Igreja passou a repudiar o regime.


Documentário

Por fim, a todos aqueles que se interessarem em conhecer a verdadeira religião de Hitler e dos nazistas, há um correto documentário do Discovery Channel que esclarece o assunto em detalhes, o qual disponibilizamos abaixo:



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1. A falácia ad hominem (contra a pessoa) se configura na tentativa de se usar o descrédito de um indivíduo com o objetivo de demonstrar que suas afirmações ou posições são falsas: assim, se 'A' afirma 'B', e 'A' é uma pessoa desacreditada, logo, 'B' deve ser falso. Evidentemente, esta linha de raciocínio nem sempre é verdadeira ou aplicável. O argumento ad hominem, de natureza refutativa, via de regra concretiza-se em estratégias dissimuladas, como lançar suspeitas sobre causas ou instituições com base em determinados de seus membros que, por sua própria conduta, não representam aquela causa ou instituição (traidores). Ex.: João afirmou que 1 + 1 = 2; João é mau aluno em matemática; é sujo, desonesto e mau educado; logo, João não pode ter razão quando diz que 1 + 1 = 2. Na realidade, os defeitos de João não necessariamente significam que tudo o que ele diz ou em que acredita está errado.
(Ref.: 
Sofos Expressões Filosóficas, em sofos.wikidot.com)

2. O carisma do apostolado do padre polonês Maximiliano Maria Kolbe foi marcado pelo amor incondicional a Deus, na profundíssima devoção à Virgem Maria e na evangelização, exercida por meio da palavra, impressa e falada. A partir de 1922, com poucos recursos financeiros, instalou uma tipografia católica onde editou uma revista católica, um diário semanal, uma revista mariana infantil e outra em latim, para sacerdotes. Os números das tiragens eram surpreendentes, mas ele precisava de algo mais, por isso instalou uma emissora de rádio católica. Chegou a estender suas atividades apostólicas até o Japão. O seu objetivo era conquistar o mundo inteiro para Cristo por meio de Maria Imaculada. – Teve de voltar para a Polônia para cuidar da direção do seminário e da formação dos novos religiosos, ao início da Segunda Guerra Mundial: em 1939, as tropas nazistas tomaram a Polônia. Padre Kolbe foi preso duas vezes. Na última, em fevereiro de 1941, foi enviado para o campo de concentração de Auschwitz.

Em agosto de 1941, quando um prisioneiro fugiu do campo, como punição foram sorteados e condenados à morte outros dez prisioneiros. Um deles, Francisco Gajowniczek, passou a chorar em alta voz, dizendo que tinha mulher e filhos. Pe. Kolbe, o prisioneiro n. 16670, solicitou então ao comandante para morrer em seu lugar, e este concordou. Todos os dez condenados, completamente nus, foram postos numa pequena, úmida e escura cela subterrânea, para morrer de fome e sede. Duas semanas depois, sobrevivia ainda Pe. Kolbe, junto com mais 
três. Foram mortos então com uma injeção venenosa, para desocupar lugar. Era 14 de agosto de 1941. – Pe. Kolbe foi beatificado em 1971 e canonizado pelo Papa João Paulo II em 1982. O dia 14 de agosto foi incluído no Calendário Litúrgico para celebrar São Maximiliano Maria Kolbe. Na cerimônia de canonização estava presente o sobrevivente Francisco Gajowniczek, dando testemunho do heroísmo daquele que se ofereceu para morrer no seu lugar. – MARTINS, Antônio Maria. É Possível Ser Santo Hoje. São Paulo: Loyola, 1990, pp. 53-55.

3. PETERSON. 
Larry, 'Conheça a freira condenada à morte por um tribunal nazista', Aleteia, disp. em:
http://pt.aleteia.org/2016/04/14/conheca-a-freira-condenada-a-morte-por-um-tribunal-nazista/
Acesso 12/9/016


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Fontes e bibliografia:
• Estudo de Jonh Costa Almeida, 
"Hitler não era cristão e nem teve apoio oficial da Igreja", disponível em
http://diganaoaoesquerdismo.blogspot.com.br/2014/02/hitler-nao-era-cristao.html
Acesso 31/10/14
•  SHIRER, William L. Ascensão e Queda do Terceiro Reich. Rio de Janeiro: AGIR, 2008.
• WALKER, Bruce. The Swastika Against the Cross: The Nazi War on Christianity. Parker: Outskirts Press, 2008.
• STILLE, Alexander. The Sack of Rome, Londres: Penguin Books, 2007. 
• MOORE, Mike. A World Without Walls: Freedom, Development, Free Trade and Global Governance, Cambridge: Cambridge University Press, 2003. 
• CONWAY, J. F. The Nazi Persecution of the Churches. Vancouver: Regent College Publishing, 1997.
• CAMERON, Norman. Hitler's Table Talk, 1941-1944: His Private Conversations. New York: Enigma Books, 2000.
• GELLATELY, Robert. Apoiando Hitler, consentimento e coerção na Alemanha Nazista. Rio de Janeiro: Record, 2012.
• THOMAS, Gordon. Os Judeus do Papa. Alfragide: Casa das Letras, 2012.
• TORNIELLI, Andrea. Pio XII: o Papa dos Judeus. Porto: Editora Civilização, 2003.
ofielcatolico.com.br

30 comentários:

  1. Provas é o que não faltam para afirmamos que Hitler não era um cristão católico. São vários mártires vitimas do nazismo, e um dos principais e o Polonês franciscano São Maximiliano Maria Kolbe, fundador da Milícia da Imaculada.

    São Maximiliano Maria Kolbe, rogai por nós!

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    1. André, optei por não falar de São Maximiliano Maria Kolbe, achando que o texto se estenderia demais. Você me fez mudar de ideia: acrescentei uma nota especial sobre ele. Afinal, este mártir, sozinho, já derruba de uma vez por todas a absurda e ridícula teoria de "Hitler católico".

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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  2. Henrique, o OFC se superou de novo!!! Muito bom mesmo, mais completo impossível. Disse tudo! Tirou todas as dúvidas. Só no OFC!

    KK

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  3. Henrique, poderia nos esclarecer sobre outra grane calunia a respeito dos nazistas e a Igreja que sopram por aí, e com respeito a dizer que o Vaticano promoveu a fuga de vários nazistas para a América do Sul. sobre tudo para o Brasil e a Argentina. Poderá ter havido alguns membros da Igreja, entre o quais que se encontravam dentro do Vaticano, e que simpatizantes a Hitler e o nazismos usaram de sua influência para facilitar a fuga de alguns membros do partido nazista para a América do Sul, porém, jogar a culpabilidade disto a toda a Igreja, acredito que seja uma grande safadeza, mas, mesmo assim peço a sua opinião Henrique e dos demais colegas, até aonde isto é verdade, e em que estes que alegam tal ocorrido se basearam para dizer que o Vaticano auxiliou na fuga de vários membros do partido nazista a América do Sul. Obrigado.

    Anonimo Sidnei.

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    1. Como expresso no post, Sidnei, existiram casos isolados de clérigos coniventes com o regime de Hitler, sem dúvida por não acreditarem na extrema maldade do regime nazista (que, diga-se de passagem, era inacreditável para milhões de cidadãos alemães, na época). Isto aconteceu, sim, e demonstra apenas a desobediência desses padres à hierarquia eclesiástica estabelecida, que condenou o nazismo publicamente.

      Sempre houveram presbíteros desobedientes e hereges na Igreja de Cristo, e por certo sempre haverão, até o último dia.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    2. Convém distinguir:

      Vaticano (Estado) e Clero Católico.

      O Clero não é homogêneo no pensar e nas preferências políticas. Veja-se o exemplo de nosso próprio país e de outros latino-americanos, com padres, frades e até bispos envolvidos até à medula com o marxismo da teologia da libertação.
      Frise-se, ainda, que alguns casos de requerimentos de passaportes ao Estado do Vaticano apresentavam somente a alegação de conterrâneo precisando afastar-se do país. A pretensa conexão que se quer fazer entre Vaticano e ajuda a nazistas fugitivos é para lá de forçada.

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  4. Graça e Paz!
    Gostaria de contribuir com um pouco da história da Igreja Protestante nesse período, A influência do nazismo era tanta que pastores com sangue judeu eram impedidos de pregar. A população, iludida, não protestava. Dietrich Bonhoeffer era um pastor e teólogo alemão que viveu nessa época, e chegou a dizer que era necessário escolher entre ser Cristão e ser Alemão.
    Resumindo, criou-se a chamada igreja confessante, que tentava resistir ao massacre nazista. Em uma frase contundente ele declarou a igreja “culpada da morte dos mais fracos e dos mais indefesos irmãos e irmãs de Jesus Cristo”. Chegou-se a planejar o assassinato de Hitler, tamanho era o desespero daqueles tempos terríveis.
    Dietrich Bonhoeffer foi preso e morreu enforcado pelo regime nazista.

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    1. "...era necessário escolher entre ser cristão e ser alemão..."

      Por muitas gerações ainda será constrangedor ouvir isso, até mesmo para um descendente de alemães e com muitos amigos e parentes filhos de alemão, como eu [meu sangue é meio alemão e meio português: uma das muitas receitas tipicamente exóticas de cidadão 100% brasileiro...].

      Mesmo assim, no geral, apesar dessa terrível mancha deixada na História da humanidade, mesmo com essa mácula tenebrosa, acho que o povo alemão ainda tem motivos para se orgulhar, e é muito importante lembrar que as novas e novíssimas gerações nada tem a ver com os crimes de seus pais. – Dos quais, via de regra, se envergonham profundamente.

      "Wir auf Gott vertrauen"

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    2. Então Filipe aí vem um moleque qualquer e posta essa foto do Hitler cumprimentando um pastor e um padre e acha que tá '" provando " que o Hitler era cristão. Já via num monte de lugar . Até o Rodrigo Constantino fez isso. Brincadiera?

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    3. Estou falando essa foto que está no começo do post.

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    4. "Mesmo assim, no geral, apesar dessa terrível mancha deixada na História da humanidade, mesmo com essa mácula tenebrosa, acho que o povo alemão ainda tem motivos para se orgulhar"

      Não falarei dos alemães protestantes como Lutero e Bah, mas dos alemães católicos, o quais quando se fala em Alemanha todo mundo pensa que lá só tem protestantes luteranos e nenhum católico, porém, se for para fazer a lista de católicos alemães, vamos se surpreender o quanto de católicos a Alemanha deu ao mundo o qual influenciaram de forma positiva em diversas áreas e em diversos seguimentos, começando pelo religioso: Papa Bento XVI, político: Konrad Adenauer; Inventores: Gutemberg; político e social: Bispo Wilhelm Emmanuel von Ketteler, e por aí afora, e fora, os alemães católicos que vieram para o Brasil e entre seus descendente que muito ajudaram (juntamente com os alemães protestantes) no desenvolvimento do país. Se for para colocar no fiel da balança os católicos alemães tem mais a se orgulhar do que se envergonhar face aos que seus antepassados realizaram com relação ao apoio que deram a Hitler e ao regime nazista, embora, é claro, que é sempre bom lembrar disto, para não repetir o mesmo ato, quer seja no presente ou em algum futuro distante, porém, acredito que tudo isto já esta mais que superado.

      Anonimo Sidnei.

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    5. Pela misericórdia de Deus, as novas gerações do povo alemão repudiam o passado de violência e podem hoje, sem impedimentos, serem alemães e cristãos. Louvemos a Deus por tão grande amor!

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  5. O que mais me entristece é saber que a calúnia vem da boca de uma professora, que deveria instruir...

    Uma boa semana.

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  6. li ni folha on line que uma das primeiras coisas que a presidente Dilma fes foi mandar retirar a Bíblia e o Crucifixo da" sua sala" isso me deixa muito pensativo pois esta ai nos pensamentos nazistas separar igreja do estado para não termais voz .

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    1. Na vdd isso é graças ao estado laico

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    2. Isso o que, anônimo? A separação entre Igreja (i maiúsculo) e Estado (e maiúsculo) ocorre sim graças ao Estado laico, mas a retirada de crucifixos, como Hitler fez, ocorre graças ao Estado laicista. A paz de NSJC!

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  7. Recomendo também o livro "Conspiração contra o Vaticano", do jornalista americano Dan Kurzman que demonstra - com exuberância de documentos e depoimentos - os planos de Hitler para invadir o Vaticano e sequestrar Pio XII

    http://www.letraselivros.com.br/livros/2134-conspiracao-contra-o-vaticano-dan-kurzman-

    Um fato interessante a respeito de Pio XII foi a conversão ao catolicismo, em fevereiro de 1945, de Israel Zolli, rabino-chefe de Roma durante a ocupação nazista e que adotou como nome de batismo Eugênio, em homenagem ao Papa Pio XII.

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  8. Hitler acerto na pagina 65, "deixar o cristianismo morrer lentamente" e é isso que acontece hoje, em especial na Europa! Os muçulmanos vão ocupando a Europa e vão destruir o cristianismo, e isso só em mais uns 20-30 anos! Mas a maior imbecilidade é que estão falando de Hitler, e do outro lado os assassinos comunistas mataram milhares de padres e destruíram igrejas, o que Hitler não fiz e isso é uma perversão dos valores!

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  9. Louvado seja Nosso Senhor, Jesus Cristo!

    Amados colaboradores do OFC, que maravilhoso trabalho vocês fazem para defender a Igreja de Deus! Eu, que estive algum tempo afastado, retornei a minha casa, e tenho estudado e descoberto coisas maravilhosas das quais não tinha conhecimento quando era apenas um "frequentador" da Igreja e não um católico legítimo. Parabéns pelo trabalho de pesquisa. Trata-se de ótima fonte de consulta e um instrumento para nós, católicos, defendermos a nossa fé contra aqueles teimam em caluniar e difamar!

    Abraços e fiquem na paz de Deus!

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  10. Oi, Henrique. Lembro de ter ouvido algumas vezes em meios acadêmicos que o Estado do Vaticano foi fundado em 1929 através de um acordo entre o Papa Pio XI e Mussolini, ditador fascista da Itália.
    De acordo com um professor de história de uma escola que frequentei, Mussolini havia prometido que permitiria que o papa governasse o Vaticano se a Igreja apoiasse o partido fascista. Assim, segundo ele, a Igreja teria "se vendido".
    Já sei que os erros dos filhos da Igreja não a tornam pecadora, então não poderia ter sido ela que "se vendeu" aos fascistas, mas mesmo assim gostaria de saber se essa versão da história procede ou não. A paz de NSJC!

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    1. Já vi essa mesmíssima estória só que em sites protestantes, falando que a igreja católica se corrompeu e concordou com os desmandos do regime facista da época, o que em minha humilde opinião merece uma explanação pelo Professor Henrique ( acho q é um professor autor ou visitante do site pelo que me informaram).

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    2. Será de altíssima importância aos irmãos ou irmãs que freqüentam este rico Apostolado, a fim de sanar suas dúvidas ou registrar algum comentário, ler em primeiríssimo lugar, com carinho, o link “Sobre Nós” na parte superior da página deste website “O Fiel Católico”. Só assim, terá toda informação necessária sobre os que aqui labutam.
      Os que não agirem desta forma, é o mesmo que comprar um livro, começar a ler sem mesmo antes saber quem é realmente o seu autor, sua biografia e para que se destina.

      Sejamos mais arguciosos!

      Seja Louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!

      Salve Maria!

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    3. Bem lembrado, André e obrigada por me-apresentar o link contendo as informações sobre o professor Henrique e integrantes do apostolado Fiel Católico. Ah, e vc saberia responder a pergunta do Petrivalianice que eu tbm tenho dúvidas?

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    4. Olha, certa vez quando residi na grande São Paulo, iniciei por pouco tempo numa certa dita Faculdade “católica” no Pari, certo “curso de teologia”, em que um professor sacerdote “católico” dizia que esta historia da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, não passa de invenção humana, que a ressurreição não foi como agente conhece hoje, e que nos dias modernos de hoje, faz-se necessário se repensar na ressurreição de Cristo, ou melhor, reformular o anuncio da ressurreição de Jesus Cristo em linguagem moderna, até nos indicou um livro de um doutor em teologia, Andrés T. Queiruga. De pronto o refutei alto e em bom tom dizendo:

      - Padre, a sua fé é vã!!!!

      Para um bom entendedor e que se diz conhecedor da Palavra de Deus, um simples adjetivo monossílabo basta! E bastou mesmo! No mesmo instante o camarada fechou a sua bolsa, se despediu da turma com a seguinte frase: - “Com certos tradicionalistas não há diálogo...Tchau!” (já estava no final da aula).

      Creio não ser necessário dizer qual seguimento teológico o dito professor (e os demais) seguia ou segue, e nem se ainda faz parte do Magistério da Igreja, mas de uma coisa eu tenho quase certeza, apoia as Ongs “católicas pelo direito de decidir” (decidir o quê, não se sabe) e CEBs.

      Agora, para saber se um professor está falando a verdade, é necessário pergunta-lo (no ato), qual livro de historia narra tal assunto, ou refutá-lo caso se tenha conhecimento do assunto.

      Sobre a fundação do Estado Pontifício, tenho nos meus arquivos alguns dados interessantíssimos que podem ser encontrados também no link abaixo de um site muito esplendoroso e coirmão:
      http://www.veritatis.com.br/inicio/espaco-leitor/5884-leitor-pergunta-sobre-doacao-do-vaticano-para-a-igreja

      Seja Louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!

      Nossa Senhora da Candelária, rogai por nós!

      “Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra. Porque os meus olhos viram a vossa salvação que preparastes diante de todos os povos, como luz para iluminar as nações, e para a glória de vosso povo de Israel”. (São Lucas 2, 29-32)

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    5. Caríssimo André, obrigado por responder à minha pergunta! Como não tinha conhecimento do assunto, não respondi nem perguntei nada ao professor.
      Obrigado também à irmã 'dona' Capitu pela participação na resposta ao meu comentário.
      Compreendi bem a história dos Estados Pontifícios no post do Veritatis que você indicou. No entanto, confesso que não vi nenhuma refutação à afirmação de que o Papa apoiou Mussolini e o fascismo, mas sim as razões e necessidade da existência de um território administrativo para a Igreja. A paz de NSJC!

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  11. Os ateus militantes falam muito isso. Eu tenho a seguinte teória: Eles trabalham tanto um lado do cérebro, que esquecem o outro. Hitler foi um dos maiores estrategistas da humanidade, era nítido que ele usava o nome do cristianismo como bode espiatório das suas loucuras anti-semitas. Só para ter se ter noção, ele se fez de "amigo" do Stalin por anos, contudo, depois de muito pensar e se planejar, foi atacar a Rússia, para a surpresa de Satlin e cia (O que muitos alegam ter sido a principal causa da queda doimpério nazista, pois o inverno russo matou muitos soldados).
    O própio ditador ariano disse: "O Cristianismo é feito para mentes doentes"
    De fato ele não errou, pois Jesus ensinou que devemos salvar os doentes, porque são eles que precisam de ajuda.

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  12. Execpecional esse artigo. E foram mais ainda que comprovaram ser uma farsa o tal cristianismo de Hitler como a Irmã Maria Restituta http://pt.aleteia.org/2016/04/14/conheca-a-freira-condenada-a-morte-por-um-tribunal-nazista/

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  13. E que tipo de católico faria isso também? http://ocatequista.com.br/archives/16411

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  14. O ideal é o pai ou mãe levar essa questao a secretaria e se possivel, notificar o diretor, ou processar a professora, pois mentir ou omitir em sala de aula, é crime como mentir em qualquer outro lugar, é difamação, é calunia... evidencias não faltam, eu fico triste pois Aristoteles jamais imaginaria que a escola estatal chegaria a esse ponto....

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