Como fui reconduzida à Igreja de Cristo por ação de Nossa Senhora

APRESENTAMOS A SEGUIR a história da conversão de Themis, – de inimiga da Igreja a fervorosa católica.

"Desde criança fui membro da Igreja Presbiteriana e me achava feliz. Trabalhava como superintendente na escola dominical e tinha um único filho do meu casamento, que não foi bem-sucedido. Meu esposo era doente mental e logo no primeiro ano de casamento precisou afastar-se.

Aos quatorze anos, meu filho começou a ficar doente: foi diagnosticada uma anemia, que não sarava nunca. Isso durou até o médico descobrir que não era anemia que ele tinha, mas sim uma leucemia que já estava bem adiantada e não tinha mais cura. Nesse tempo eu cuidava de 11 crianças carentes em casa; achava que essa era uma obra bastante grande em minha vida, e não imaginava as coisas que estavam para acontecer.

Comecei o tratamento do meu filho com o Dr. Simbra Neli, médico e cientista muito importante no Brasil. Meu filho já tinha tumores pelo corpo todo, inclusive no olho e no ouvido direito, não enxergava direito e já não ouvia mais. Quando se aproximava a Páscoa, para o meu espanto, meu filho me disse: 'Mãe, eu queria que você fosse ao colégio (em que ele estudava e no qual eu lecionava pela manhã). Ao fundo do jardim tem uma gruta, e lá há uma imagem que eu não sei de quem é, mas os meninos católicos acendem velas diante dessa imagem para passar de ano, e a imagem está muito suja'. – Nessa época eu pintava pequenas peças de gesso durante a noite para ajudar no sustento das onze crianças e do tratamento do meu filho. Ele continuou: 'Você pega aquela imagem e pinta, para eu deixar de lembrança para o colégio?'.

Naquele momento eu experimentei emoções muito contraditórias, pois o meu filho estava morrendo e eu não queria negar o pedido. Por outro lado, pintar uma imagem católica seria realmente muito desagradável para mim, uma evangélica de crenças bem enraizadas. Mesmo assim, eu fui buscar a imagem. Era uma imagem grande, de mais de 80 cm, e estava muito suja. Eu a peguei pela cabeça e pus embaixo do braço; a diretora do colégio me viu e disse: 'Themis, você não deveria levar a imagem de Nossa Senhora das Graças desta maneira!'...

Foi assim que fiquei sabendo que se tratava da imagem de Nossa Senhora das Graças. Para mim, pouca diferença fazia, eu queria mesmo era quebrar aquela imagem. Mas em consideração ao pedido do meu filho, levei-a para casa; colocando-a em cima da mesa de trabalho, comecei a limpá-la. Já era tarde; à meia-noite eu deveria dar remédio ao meu filho: ele tinha uma violenta febre que subia de repente. De duas em duas horas eu precisava lhe dar remédio, de dia e de noite. Quando o toquei percebi que estava queimando de febre. Ele então abriu os olhos, olhou para a imagem em cima da mesa e disse: 'Como a imagem está linda!'... Eu pensei que ele estivesse delirando por causa da febre, mas ele continuou: 'Eu vou fazer um voto para Nossa Senhora'.

Eu não queria acreditar no que estava ouvindo, pois era um menino criado desde bebê na doutrina protestante, e nunca tinha entrado numa igreja católica. Nesse momento me senti profundamente revoltada, porque 'crentes' não fazem votos. Mas antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ele fez o seguinte voto: 'Pelo tempo que eu viver, seja muito ou pouco, quero que minha vida sirva a Deus, e quero ter uma imagem de Nossa Senhora igual a essa em casa, para sempre me lembrar disso'. Logo depois ele voltou a dormir.

Foi então que entrei num grande conflito de fé, porque eu não poderia ser fiel à minha igreja e deixar meu filho fazer um voto à Nossa Senhora, e muito menos ter uma imagem dela em casa. Eu era a primeira a fazer palestras na minha igreja sobre a inutilidade de pedir para Nossa Senhora!

Comecei a caminhar pela casa, muito nervosa, até chegarem as duas horas da manhã. Fui novamente dar o remédio ao meu filho, mas quando coloquei a mão nele, levei um susto! Achei que ele estivesse morrendo, porque a temperatura corporal tinha baixado, – estava normal, – mas então notei que haviam sumido todos os tumores do seu corpo, até mesmo os tumores do olho e do ouvido! Nesse momento ele abriu os olhos, enxergou bem e exclamou: 'Estou ouvindo! Não sinto dor, estou curado!'.

Depois desse acontecimento fui até minha igreja. Eu tinha um cargo importante lá, tinha que dar satisfações ao pastor e ao conselho da igreja. Chegando lá, ainda confusa, eu disse: 'Quero ficar aqui na igreja presbiteriana, porque gosto muito daqui. Não quero sair e acho que faço um bom trabalho, mas tenho um pedido: no domingo quero falar ao microfone, a todos os nossos irmãos, que Maria Santíssima quer e pode interceder por nós'.

'Ela só não nos faz isso porque nós não pedimos a ela. Ela é mãe dos católicos, e também é mãe dos evangélicos, dos espíritas, dos ateus... Maria Santíssima foi a mãe de Jesus e Ele quis, na última hora de sua vida, fazer dela a mãe de todos nós. Acontece que alguns filhos de coração duro não o percebem, são ingratos. É isso que nós, evangélicos, estamos fazendo, mas eu quero dizer para eles neste domingo que nós devemos voltar para nossa Mãe do Céu.'

O conselho não concordou com a minha ideia, e me disseram para voltar para casa e pensar por dois ou três meses, ler a Bíblia e tentar esquecer tudo aquilo. Aceitei, porque realmente eu precisava de um tempo. Fui para casa. Comecei a ler a Bíblia de novo, e foi só então que eu percebi que naquela mesma Bíblia, de onde eu já havia decorado trechos para atacar os católicos, estava claramente a instituição da Sagrada Eucaristia, que eu sempre desprezara. No Evangelho segundo João, Jesus disse para mim: 'O meu Corpo é verdadeiramente Alimento, o meu Sangue é verdadeiramente Bebida. Quem come da minha Carne e bebe do meu Sangue viverá para sempre'. E me senti apaixonar por Jesus como nunca antes em minha vida.

Então entendi que me aproximar de Maria não significa me afastar de Jesus, ao contrário; porque ela nos leva até Ele, e se aproximar dela é se aproximar dEle! Fui correndo para a igreja e disse aos irmãos do conselho: 'Eu quero muito ficar na igreja evangélica, mas agora em vez de um problema nós temos dois, porque eu não quero ficar só com Maria Santíssima, mas também descobri que preciso da Eucaristia! Quero colocar um Sacrário em nossa igreja e espero que nós possamos aprender alguma coisa sobre o Cristo maravilhoso que é Vida e vem comungar comigo em Corpo, Sangue, Alma... Que transforma a minha simples humanidade em verdadeiro Sacrário!”.

Evidentemente meus antigos irmãos não aceitaram o que tentava compartilhar com eles, porque aceitar seria se converter ao catolicismo. Então eu e minha família nos retiramos da igreja presbiteriana, fomos finalmente batizados como católicos e fizemos a nossa primeira Comunhão: eu, meu filho e as 11 crianças que moravam conosco! O colégio nos deu de presente aquela imagem que eu restaurei. O meu filho cursou o seminário até o 2° ano de Teologia, mas descobriu que sua vocação era outra: aconselhado pelo bispo, voltou para casa. Hoje é casado, tem três filhos e ajuda em nossa casa de acolhida. Atualmente temos um orfanato com trezentas crianças! Foi a partir do momento em que consagrei nossa casa à Nossa Senhora que me deixei levar de fato por Jesus, e desejei instalar um Sacrário dentro de casa, para que Jesus passasse a viver conosco de maneira mais íntima. Foi a partir desse momento que obtive a graça de poder cuidar não de onze crianças, mas de trezentas, – graças a Deus!

E atualmente estamos aumentando nossos trabalhos, estendendo o orfanato também para um asilo, com sessenta velhinhos desabrigados. A mensagem que eu deixo para todos os cristãos é a seguinte: Quer saber se a igreja que você frequenta é a verdadeira Igreja de Jesus Cristo? Olhe bem na sua igreja; se tiver um Sacrário com o Corpo de Jesus, você está na verdadeira Igreja do Senhor. Se não, saia correndo daí, porque essa não é a Igreja que Jesus deixou na Terra!"
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Pérolas aos porcos


NAS REDES SOCIAIS, vemos muitos católicos a desperdiçarem um tempo precioso de suas vidas debatendo com pessoas extremamente hostis à sua fé. Alguns poucos, bem preparados, até ganham os debates, mas o fato é que dificilmente convencem alguém. Outro problema é que, via de regra, se comportam com agressividade exagerada, conseguindo apenas aumentar o ódio gratuito e atraindo aos fiéis católicos a pecha de intolerantes.

Pior ainda é que a maior parte dos católicos, sem o devido preparo para minar o falatório desonesto dos seus opositores, acaba ficando sem argumentos diante de meia dúzia de citações bíblicas (quando a controvérsia é com protestantes) ou pseudo-"verdades" científicas (quando se discute com ateus militantes): inadvertidamente, entregam aos seus inimigos toda a munição de que necessitam.

Sim, é duro ficar calado vendo nossa Igreja, nossa fé e valores mais sagrados sendo gratuita e injustamente atacados, profanados, caluniados. E temos mesmo que abrir a boca nas salas de aula, nos ambientes de trabalho, nas reuniões com amigos e com a família, como bons combatentes de Cristo que precisamos ser, até para exigir o devido respeito daqueles com quem convivemos. No mundo virtual, todavia, penso que 90% dessas discussões são uma grande perda de tempo e de energia. – Ainda que um católico bem formado seja habilidoso na defesa da fé e ganhe o debate (dizem que eu mesmo sou um desses), quase nunca o seu opositor reconhecerá que está errado. Sempre que eu entrei em debates deste tipo (às vezes, confesso, não resisto e ainda caio nestas esparrelas) e com argumentos sólidos calei a boca de algum desses sujeitos irresponsáveis, o que recebi em troca foi um simples e irritante "kkkkkk". Que me lembre, nunca, jamais alguém disse: "Obrigado por esclarecer, vou procurar me informar melhor sobre este assunto". E vemos que isto acontece, basicamente, por três motivos:

1. Nosso tempo apresenta um patético fenômeno: há uma multidão que, mesmo conhecendo determinado tema apenas “de orelhada” –, isto é, leram a orelha de algum livro, ou três linhas de algum artiguete de jornal, revista ou blog irresponsável sobre o assunto –, e já se consideram "doutores" altamente especializados, não só para opinar como também para "instruir" os outros. Vivemos dias em que pouquíssimos se dispõem a pesquisar a sério e estudar realmente a fundo (mesmo nas universidades), mas todos se veem como entendedores de tudo.

2. Nas redes sociais, o desejo de se construir uma boa imagem é enormemente potencializado. Todos querem passar a impressão de que são muito sábios, realizados, felizes, bem resolvidos. Assim, o anticatólico, ainda que não consiga sustentar os seus argumentos, nunca dará o braço a torcer, por causa da vaidade: fará de tudo para que a "plateia" online não perceba que ele é só um palpiteiro pretensioso e preconceituoso falando do que não sabe.

3. Vivemos tempos em que reina o relativismo. O gigante cardeal Ratzinger falou em "ditadura do relativismo", expressão cunhada por ele mesmo, brilhante por ser tão verdadeira. A verdade, em nossos dias, simplesmente não importa. As pessoas andam preocupadas em ter razão, em impor seus egos super inflados umas às outras, e estão realmente acreditando que "cada um tem a sua própria verdade". Assim, para a maioria, mais importante do que conhecer a verdade objetiva é impor a sua própria versão de verdade.

Vejamos o exemplo de uma situação muito comum num debate entre um católico e um anticatólico. O anticatólico diz que Pio XII foi "o Papa de Hitler". O católico prova ao sujeito, por "A + B", apresentando fontes confiáveis e documentação histórica, que Pio XII foi, isto sim, um herói do povo judeu, que salvou tantas vidas quanto pôde. O justo seria que o outro reconhecesse seu equívoco e, talvez, por boa educação, até agradecesse pelo esclarecimento. Mas o que normalmente acontece é coisa bem diferente: o caluniador não se dá por vencido, desvia o foco do assunto e começa a falar, por exemplo, da Inquisição ou da pedofilia de padres, vomitando gastos clichês sem o menor pudor. Como dissemos, a verdade, para ele, não importa. Importa apenas ter razão e "sair por cima", fazendo uma bela figura...

É muito importante, pois, desenvolver a sensibilidade necessária para entender com quem vale a pena debater ou não na web. É preciso reconhecer com quem se pode dialogar honestamente e quem está fechado em seu próprio mundo imaginário, tendo como únicos objetivos difamar a religião alheia e ter razão a qualquer custo.

De modo geral, sou pessimista quanto a debates em redes sociais. Já caí várias vezes na esparrela de discutir com amigos ou estranhos alienados no Facebook, Google Plus e outros canais. O resultado? Frustração e aborrecimento. Em muitas destas, honestamente posso dizer que ganhei o debate, mas não lucrei nada com isso. Comumente, sem conseguir sustentar suas teses absurdas, meus oponentes partem para a desqualificação pessoal, em desesperadas apelações ad hominem. Nas redes sociais, as "pérolas" que oferecemos – fatos históricos comprovados, bibliografia, documentação acadêmica, fontes confiáveis, ponderações teológicas e filosóficas bem fundamentadas – são tidas pelos anticatólicos como nada. Por não serem capazes de reconhecer o valor dessas coisas, não lhes tiram qualquer proveito. Antes, pisoteiam nossos tesouros e os afundam na imundície da lama intelectual e espiritual em que chafurdam.

Em toda página católica que se presta a debater Teologia e Doutrina, leitores rebatem os artigos apresentados, mas raramente ocorre uma troca de ideias realmente produtiva. Fato é que são poucos aqueles sinceramente interessados em compreender o catolicismo. Já dedicamos numerosas postagens especialmente para responder questões trazidas por pessoas que discordam de nós – principalmente "evangélicos", espíritas e pessoas sem religião – por se tratarem de ponderações pertinentes. Por outro lado, há uma multidão que vem até aqui para dizer que a Igreja é "a prostituta do Apocalipse" ou que crer em Deus é idiotice... Com estes, não perdemos tempo: diariamente, são muitos os comentários que vão direto para a lixeira. Hoje mesmo, depois de uma série de ofensas e provocações absolutamente gratuitas, um sujeito me desafiava a mostrar onde a Bíblia fala dessa "tal Maria"...

Considero mil vezes mais útil rezar pela conversão dos incrédulos e pecadores do que me desgastar em debates inúteis nas redes sociais, quando o meu oponente não está realmente interessado nem em trocar ideias nem em aprender algo de novo. As exceções são aquelas situações em que os ataques, por mais absurdos que sejam, trazem a oportunidade de esclarecer pontos importantes da fé para alguns outros, ou até para o conjunto total de nossos leitores. Deus nos ajude a prosseguir.
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Não há outra maneira de o celebrar!

Por Jorge Ferraz – Deus Lo Vult!

HÁ TODA AQUELA tendência moderna a que a religião seja considerada como uma questão de foro íntimo, subjetiva e que diga respeito somente às crenças internas de cada indivíduo, sem nenhum reflexo no mundo objetivo dos fatos empiricamente verificáveis. Sustentá-lo é um lugar-comum entre os que se consideram intelectuais e livre-pensadores, mas existe apenas um "pequeno" problema: o Cristianismo não se amolda a esta concepção religiosa de nenhuma maneira.

A Igreja é uma instituição histórica que nasce de fatos históricos: a Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, Deus e Homem Verdadeiro. No início do Cristianismo – a construção é de Bento XVI – não está uma grande ideia, nem uma grande descoberta, nem uma inspiração subjetiva profunda e nem nada do tipo: está uma Pessoa, a de Nosso Senhor – e, em particular, está o Seu Nascimento, celebrado em todo o mundo. O Cristianismo não é uma disposição de alma nem uma maneira abstrata de ver o mundo: o Cristianismo é uma realidade histórica, no sentido mais próprio que esta expressão é capaz de assumir.



Tudo na Igreja Católica tem esta orientação voltada para o sensível, para o empírico: aquilo que os primeiros Apóstolos anunciavam – é São João quem o diz (cf. 1Jo 1,1-3) – é o que eles viram e ouviram e tocaram com as suas mãos. Não se trata de uma ideia: a Fé “que recebemos dos Apóstolos” simplesmente não pode ser reduzida a uma questão de foro interno, a uma decisão meramente subjetiva e individual. Fazê-lo é destruir a própria Fé.

De fato, como sustentar que um Nascimento verdadeiro seja uma questão de foro íntimo? As ideias até podem nascer no universo privado de cada mente individual: os homens, no entanto, nascem no mundo exterior que é comum a todos os homens. Se um Menino verdadeiramente nos nasceu, se Ele veio ao mundo em Belém da Judeia, se isso se passou “na época da centésima nonagésima quarta Olimpíada de Atenas; no ano setecentos e cinquenta e dois da fundação de Roma; no ano quinhentos e trinta e oito do edito de Ciro, autorizando a volta do exílio e a reconstrução de Jerusalém; no quadragésimo segundo ano do império de César Otaviano Augusto, enquanto reinava a paz sobre a Terra” – como cantam as Kalendas de Natal, – se tudo é assim, como é possível então que o Cristianismo seja questão subjetiva que só diga respeito às disposições interiores dos que têm Fé? O caráter histórico da Encarnação é parte constituinte da Fé Cristã! E por mais que as pessoas teimem em “não acreditar”, o Deus-Menino continua nascido em uma estrebaria. 

Por mais que os homens duvidem, os anjos continuam a cantar o Glória a uma turba de assustados pastores. Por mais que os cegos insistam em fechar os olhos, a Luz continua a refulgir nas Trevas, em uma noite fria de dezembro, e de lá a iluminar toda a História. Porque, independente daquilo em que creiam os homens, a realidade se lhes impõe inexorável; a realidade é que o Verbo Divino se fez Carne, e é esse o prodígio que nós celebramos ainda hoje.

Celebramos ad extra, no mundo exterior a nós mesmos, porque foi ao mundo que Ele veio. Celebramos de modo visível e perceptível, porque o dia de hoje é justamente Aquele Dia em que o Deus Invisível Se fez visível e Se colocou ao nosso alcance. Celebramos abertamente, diante de todos, porque a Boa Nova hoje anunciada é causa de “alegria para todo o povo” (cf. Lc II,10). Celebramos, enfim, o Natal em público – porque não há outra maneira de o celebrar.
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A Ordem Natural – contra o relativismo


A CULTURA MODERNA foi perdendo gradualmente o sentido da ordem à medida em que a Filosofia foi se desvinculando da realidade cotidiana para refugiar-se em um jogo mental (abstrato), sem contato com as coisas concretas. Como consequência desse processo histórico, o homem foi substituindo os dados naturais da experiência pelas construções da razão e da imaginação.


As negações modernas da ordem

Surgiram, assim, nos últimos dois séculos, diversas doutrinas, as vezes opostas entre si, mas cujo denominador comum consiste na negação de uma ordem natural. O materialismo positivista, o relativismo, o existencialismo, coincidem em negar a regularidade, a constância, a permanência da realidade; em particular, a existência de uma natureza humana e de uma ordem natural que sirvam de fundamento para as normas morais e para as relações sociais.

O materialismo positivista sustenta que todo o universo, tanto físico como humano, é constituído por um único princípio, que é a matéria. Afirma que a matéria está em movimento e trata de justificar a variedade de seres de toda espécie, existentes em nosso planeta, dizendo que as diversas partículas materiais vão mudando de lugar e se associam como consequência de forças mecânicas, que iriam se combinando por um acaso gigantesco. O acaso cósmico é erigido para poder negar a existência de Deus e sua inteligência ordenadora do mundo.

Por sua vez, a corrente relativista nega a existência de toda realidade permanente. Apoiando-se na experiência da mudança, das variações que se dão tanto na realidade física quanto na humana, o relativismo nega toda verdade transcendente e todo valor moral universal. Em semelhante concepção todo conhecimento, toda norma ética, toda estrutura social, são relativos a um tempo dado e um lugar determinado, mas perdem a vigência em outros casos. Tudo muda, tudo se transforma incessantemente, sem que se possa falar de uma ordem essencial.

De modo semelhante ao relativismo, a corrente existencialista enfatiza a contingência, nas incessantes variações que afetam a condição humana. O homem carece de natureza – proclama o existencialista ateu Jean-Paul Sartre (foto) – e ao não ter natureza, tampouco existe um Autor da natureza, quer dizer, Deus (ver "L’existencialisme est un humanisme", ed. Nagel, París, 1968, p. 22). Em consequência, o homem constrói a si mesmo através de sua liberdade; é o mero “projeto de sua liberdade”, carece de essência e só existe em um mundo absurdo, sem ordem nem sentido algum. Não há, portanto, outra moral a não ser a que o indivíduo fabrica para si. O existencialismo é um subjetivismo radical, no qual desaparece toda referência à realidade objetiva.


A raiz do erro

Em todos estes apóstolos da mudança pela mudança, a negação da Natureza e de sua ordem procedem de um mesmo erro fundamental. Participam da falsa crença de que falar de “essência”, de “natureza”, de “ordem”, implica cair em uma postura rígida, imóvel, totalmente estática. Isso é totalmente gratuito, pois não conexão alguma entre ambas afirmações. O problema real consiste em explicar a mudança, o movimento. Para poder fazê-lo, devemos reconhecer que em toda transformação há um elemento que varia e outro elemento que permanece.

Se não fosse assim, não poderíamos dizer que uma criança cresceu, que uma semente germinou em planta ou que nós somos os mesmos desde que nascemos há 20, 30 ou 70 anos... Se nada permanecesse, teríamos que admitir que a criança, a planta ou nós mesmos, somos seres absolutamente diferentes daqueles. Para que haja mudança deve haver algo que mudou, quer dizer, um sujeito da mudança. Do contrário, não haveria mudança alguma.

A filosofia cristã opõe a estes erros uma concepção muito distinta e conforme a experiência. Para além de toda mudança, há realidades permanentes: a essência ou natureza de cada coisa ou ser. A evidência da mudança não só não suprime essa natureza mas a pressupõem necessariamente. A experiência cotidiana nos mostra que as pereiras dão sempre peras e não maçãs nem nós moscada, e que os olmos nunca produzem peras. Por não se sabe que "deplorável estabilidade", as vacas sempre têm bezerros e não girafas nem elefantes, e, o que é ainda mais escandaloso, os carneiros têm sempre uma cabeça, uma calda e quatro patas... E quando, em alguma ocasião, aparece algum com cinco patas ou com duas cabeças, o bom senso exclama espontaneamente: “Que barbaridade, pobre animal defeituoso!” – Reações que não fazem senão provar que não só há natureza mas que existe uma ordem natural. A evidencia dessa ordem universal é que nos permite distinguir o normal do patológico, o são do enfermo, o louco do lúcido, o motor que funcionava bem do que funciona mal, o bom pai do mal pai, a lei justa da lei injusta... O bem do mal.


A ciência confirma a existência de uma ordem

O simples contato com as coisas, nos mostra, pois, que o natural existe na intimidade de cada ser. Porque a formiga é o que é, pode caminhar, alimentar-se e defender-se como o faz; porque o joão-de-barro é como é, pode construir seu ninho tal como faz; porque o homem é como é naturalmente, pode pensar, sentir, amar e trabalhar humanamente...

Mas a ciência aporta uma confirmação assombrosa à constatação não só de que cada ser têm uma essência ou natureza, mas de que essa natureza não é fruto do acaso, mas que possui uma Ordem, uma hierarquia, uma harmonia que se manifesta em todos os seres e em todos os fenômenos.

A simples observação nos mostra, com efeito, que há leis naturais que regem os fenômenos físicos e humanos. O homem sempre admirou a regularidade da marcha dos planetas, das inumeráveis constelações; sempre se assombrou com o ritmo das estações, das marés, da geração da vida. Mas o progresso cientifico atual, a física e a química contemporâneas, nos dizem que uma simples molécula de proteína contém 18 aminoácidos diferentes, dispostos em uma ordem bem estruturada. – Uma única molécula de albumina inclui dezenas de milhares de milhões de átomos, agrupados ordenadamente em uma estrutura dissimétrica.

Hoje sabemos que um ser vivo é constituído principalmente por moléculas de proteínas que contém entre 300 e 1000 aminoácidos. As transformações químicas das células são catalisadas por enzimas, que, por sua vez, possuem estruturas particulares. Um só organismo unicelular possui abundantes proteínas, além de lipídios, açucares, vitaminas, ácidos nucleicos.

Como explicar, então, à luz destas constatações, que a estrutura intima da matéria em seus níveis mais elementares exige um ordenamento tão perfeito, tão delicado, tão constante, para poder produzir o mais simples dos seres vivos? Se a isso somamos a existência não de um, mas de milhões de milhões de organismos monocelulares e a complexidade pavorosa dos organismos mais complexos, como sustentar que um acaso cedo preside tanta maravilha?

O moderno cálculo de probabilidades prova a impossibilidade de uma pura combinação fortuita. Em consequência, nem o acaso cego do materialismo, nem o relativismo, nem o subjetivismo existencialista conseguem explicar a ordem assombrosa do cosmo físico e da vida humana.

Por outro lado, como explicar logicamente a incoerência dos relativistas, para quem, – como já apontado por Aristóteles há 25 séculos, – tudo é relativo salvo o próprio relativismo?

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Fonte:
• SACHERI, Carlos Alberto. El orden natural, 6ª ed. [1. ed de 1975], Buenos Aires: Vórtice, 2008, pp. 45-48.
 – Com "As Muralhas da Cidade", disp. em:
http://muralhasdacidade.blogspot.com.br/2014/12/existe-uma-ordem-natural.html
Acesso 18/12/014
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Antifonas Maiores do Advento


O IMENSO DESEJO pela vinda do Cristo, que caracteriza todo o Advento, se exprime na Liturgia com uma impaciência tanto maior quanto se aproxima do Santo Natal.

"O Senhor vem de longe" (Introito do 1º Domingo Advento). – "O Senhor virá" (Introito do 2º Domingo do Advento). – "O Senhor está próximo" (Intróito do 3º Domingo do Advento)... E esta gradação se acentua cada vez mais. 

Assim começam, no dia 17 de dezembro, as Antífonas Maiores, também chamadas de "Antífonas do Ó" por causa de sua inicial. São um apelo vibrante ao Messias cujas prerrogativas e títulos gloriosos nos declaram.


Die 17 Decembris

O Sapientia

quæ ex ore Altissimi prodisti,

attingens a fine usque ad finem,

fortiter suaviter disponens omnia:

Veni ad docendum nos viam prudentiae
17 de dezembro

Ó Sabedoria

que saístes da boca do Altíssimo

atingindo de uma a outra extremidade

e tudo dispondo com força e suavidade:

Vinde ensinar-nos o caminho da prudência

Die 18 Decembris

O Adonai

et Dux domus Israel,

qui Moysi in igne flammæ rubi apparuisti

et ei in Sina legem dedisti:

Veni ad redimendum nos in brachio extento
18 de dezembro

Ó Adonai

guia da casa de Israel,

que aparecestes a Moisés na chama do fogo

no meio da sarça ardente e lhe deste a Lei no Sinai

Vinde resgatar-nos pelo poder do vosso braço.

Die 19 Decembris

O Radix Jesse

qui stas in signum populorum,

Super quem continebunt reges suum,

Quem gentes deprecabuntur:

Veni ad liberandum nos; jam noli tardare
19 de dezembro

Ó Raiz de Jessé

erguida como estandarte dos povos,

em cuja Presença os reis se calarão

e a Quem as nações invocarão,

Vinde libertar-nos; não tardeis jamais.

Die 20 Decembris

O Clavis David

et Sceptrum domus Israel:

qui aperis, et nemo claudit;

claudis et nemo aperit:

Veni, et educ vinctum de domo carceris,

sedentem in tenebris et umbra mortis
20 de dezembro

Ó Chave de Davi

o Cetro da casa de Israel

que abris e ninguém fecha;

fechais e ninguém abre:

Vinde e libertai da prisão o cativo

assentado nas trevas e à sombra da morte.

Die 21 Decembris

O Oriens

Splendor lucis æternæ, et sol justitiæ

Veni et illumina sedentes in tenebris

et umbra mortis.
21 de dezembro

Ó Oriente

Esplendor da luz eterna e sol da justiça

Vinde e iluminai os que estão sentados

nas trevas e à sombra da morte.

Die 22 Decembris

O Rex gentium

et desideratus earum

Lapisque Angularis,

qui facis utraque unum:

Veni et salva hominem quem de limo formasti
22 de dezembro

Ó Rei das nações

e objeto de seus desejos,

Pedra Angular

que reunis em Vós judeus e gentios:

Vinde e salvai o homem que do limo formastes

Die 23 Decembris

O Emmanuel,

Rex et legifer noster,

Exspectatio gentium,

et Salvador earum:

Veni ad salvandum nos, Domine Deus noster
23 de dezembro

Ó Emanuel,

nosso Rei e Legislador,

Esperança e Salvador das nações,

Vinde salvar-nos,

Senhor nosso Deus.

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LEFEBVRE, Dom Gaspar. Missal Quotidiano e Vesperal. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960.

Com "Em Defesa da Santa Fé", disponível em

http://emdefesadasantafe.blogspot.com.br/2014/12/17-de-dezembro-antifonas-maiores.html
Acesso 16/12/014
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Camilianos arriscam suas vidas na luta contra o ebola


EM MEIO À EPIDEMIA de ebola na África ocidental, – com mais de 17 mil casos e 6 mil mortes, – voluntários continuam pondo em risco suas vidas para ajudar a combater a terrível doença. Entre eles estão os religiosos camilianos, em Serra Leoa. A ordem dos clérigos regulares ministros dos enfermos, ou simplesmente camilianos, foi fundada em 1590 pelo religioso São Camilo de Lellis, e é voltada à assistência espiritual e corporal dos doentes (saiba mais).

Em testemunho à agência Fides, o Padre Baby Ellickal, vigário da província da Índia, contou que quatro novos religiosos de sua equipe devem se juntar aos que já estão em Serra Leoa após um período de treinamento em Roma: “Nosso compromisso é particularmente focado em três áreas de intervenção: a reabertura do Hospital do Espírito Santo da Diocese de Makeni, (...) a assistência à força de trabalho diocesana (...) em matéria de mobilização social e prevenção em meio às comunidades locais, bem como o apoio humanitário às famílias e vilarejos afetados, e o apoio psicológico, individual e comunitário, (...) às famílias em quarentena e, em particular, às crianças vítimas do vírus”.

O religioso conclui seu depoimento afirmando que, como o trabalho é enorme, outros irmãos devem se juntar ao combate, vindos da Índia, da Itália e das Filipinas.

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Fonte:
• Sem. DAVID, Filipe. Arquidiocese de São Paulo, Semanário “O São Paulo” nº 3031, ano 59, seção "Pelo Mundo" p. 9.
Com Ag. News.Va, disponível em:
http://www.news.va/pt/news/africaserra-leoa-camilianos-indianos-em-partida-pa
Acesso 16/12/014
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O culto da Igreja primitiva


COMO SERIA o culto que os verdadeiros cristãos devem prestar a Deus? Com o crescimento de centenas de seitas ditas "cristãs" no Brasil, vemos a soberba de muitos que afirmam que o culto que eles prestam é o único verdadeiro, pois seria o mesmo culto que os primeiros cristãos tributavam a Deus, – tudo supostamente confirmado, como de costume, pela Bíblia Sagrada. – Será?

Seria verdadeiro o argumento dos que se intitulam, a si mesmos, "evangélicos"? Muitos dentre estes também afirmam que a Missa católica é uma "invenção" humana, que Deus não ouve nem aceita, e que, é claro (e só para não variar), não teria "base bíblica" . Alguns chegam ao extremo de dizer que se trata de um sacrifício paganizado.

Para descobrir a verdade dos fatos, analisemos brevemente, juntos, a História da Igreja, para descobrir que tipo de culto e quais ritos os primeiros cristãos prestavam a Deus. – Pelo testemunho bíblico, sabemos que a Igreja primitiva seguia a doutrina e a sagrada Tradição dos Apóstolos, observando o Mandamento direto do Senhor: "Fazei isto em memória de mim. Todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciareis a minha morte, e confessareis a minha ressurreição" (1 Cor 11,26).

Adverte também Jesus no Evangelho segundo S. João “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos” (Jo 6, 53).

Na Comunhão do Pão e na oração perseveravam os primeiros cristãos após a Ressurreição do Cristo, que formavam o corpo da Igreja primitiva (conf. At 2, 42), já celebrando os santos Mistérios Sacramentais. Sabemos que no inicio do século II usavam a Disciplina do Arcano, com os Mistérios sendo celebrados secretamente para que não se paganizassem e se mantivessem vivos e puros no seio da Igreja. O serviço litúrgico era realizado em casas de membros da comunidade ou em lugares ocultos, como porões e catacumbas, devido à perseguição romana: nos tempos primitivos, muitos Apóstolos ministraram a Liturgia em suas casas, edificações conhecidas como Domus Eclesiae, que mais tarde viriam a se tornar Domus Dei, isto é, edifícios construídos exclusivamente para o culto cristão.

No primeiro dia depois do sábado, o "Dia do Senhor" (Ap 1,10), quando S. Paulo diz para partir o Pão (At 20,7), os cristãos cultuavam a Deus mais frequentemente. Faziam a leitura dos Profetas e das Epístolas, as cartas dos Apóstolos às primeiras comunidades da Igreja, suas primeiras paróquias e dioceses. Essas leituras eram explicadas e meditadas em grupo: tratava-se da homilia, do latim, que deriva do grego ὁμιλία e quer dizer discurso, instrução ou conversa, e se traduz numa pregação em estilo simples e quase coloquial do Evangelho e das leituras do dia. Vejamos o que dizem os Pais Apostólicos da Igreja, em registros dos séculos I e II dC:

No chamado 'Dia do Sol'[1], todos os fiéis das vilas e do campo se reúnem num mesmo lugar: em todas as oblações que fazemos, bendizemos e louvamos o Criador de todas as coisas, por Jesus Cristo, seu Filho, e pelo Espírito Santo. (...) Lêem-se os escritos dos profetas e os comentários dos apóstolos. Concluídas as leituras, o sacerdote faz um discurso em que instrui e exorta o povo a imitar tão belos exemplos. Em seguida, nos erguemos, recitamos várias orações, e oferecemos pão, vinho e água. O sacerdote pronuncia claramente várias orações e ações de graças, que são acompanhadas pelo povo, com a aclamação Amem! Distribuem-se os dons oferecidos, comunga-se desta oferenda, sobre a qual pronunciara-se a ação de graças, e os diáconos levam esta Comunhão aos ausentes. Os que possuem bens e riquezas dão uma esmola, conforme sua vontade, que é coletada e levada ao sacerdote que, com ela, socorre órfãos, viúvas, prisioneiros e forasteiros, pois ele é o encarregado de aliviar todas as necessidades. Celebramos nossas reuniões no 'Dia do Sol', porque ele é o primeiro dia da criação em que Deus separou a luz das trevas, e em que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos.
(S. JUSTINO MÁRTIR, nascido em 103 dC, filósofo pagão convertido, tornado sacerdote e martirizado, contemporâneo de Simeão – que viu Nosso Senhor Jesus Cristo – e de Sto. Inácio, Clemente – companheiro do Apóstolo Paulo – de Potino e de Irineu, discípulos de Policarpo. Apologia II)


Capela de Santo Ananias – Damasco (Síria), construída no século 1 dC, é exemplo de uma das primeiras casas de culto cristão. Mais que uma reunião de irmãos para louvar a Deus e ler a Bíblia, o centro do culto era a Eucaristia
Inscrição do sepulcro de uma mulher cristã da Igreja primitiva (séc. 6): "Aqui, descansa em paz Maxima, serva de Cristo, que viveu cerca de 25 anos (...) quando o senador Flavio Probus era o jovem cônsul. Ela morava com o marido há sete anos e seis meses. Foi amigável, fiel em tudo, bondosa e prudente." Antes do início do texto, a cruz demonstra que se tratava de uma cristã. Hoje, algumas 'igrejas ivangélicas' chegam a afirmar que a cruz não é símbolo cristão(!)...

Outro atestado é o de Sto. Inácio de Antioquia, (†110) terceiro bispo de Antioquia, sucessor de S, Pedro e de Evódio, contemporâneo dos Apóstolos quando criança, que declarou ter visto Nosso Senhor ressuscitado; ele conheceu pessoalmente S. Paulo e S. João Evangelista. Sob o imperador Trajano, foi preso e conduzido a Roma, onde morreu devorado por leões, no Coliseu. A caminho de Roma, escreveu cartas às comunidades da Igreja em Éfeso, Magnésia, Trales, Filadélfia, Esmirna e ao bispo São Policarpo de Esmirna. Apresenta alguns detalhes sobre a oblação da Eucaristia, na sua primeira carta aos cristãos de Esmirna (leia aqui). Nesta, ficou registrada por escrito, pela primeira vez (ao menos num documento que tenha chegado ao nosso conhecimento), a expressão “Igreja Católica”.

Abstêm-se eles da Eucaristia e da oração, por que não reconhecem que a Eucaristia é Carne de nosso Salvador Jesus Cristo, Carne que padeceu por nos­sos pecados e que o Pai, em Sua Bondade, ressuscitou.”
(Epístola aos Esmirnenses: Cap. VII; Santo Inácio de Antioquia)

Sto. Ireneu de Lião, (130-202) eminente teólogo ocidental, confirma-nos o Sacrifício que era prestado pelos primeiros cristãos figurado no Sacrifício de Cristo. Em outra obra ele ressalta a importância e a transubstanciação na Eucaristia:

(Nosso Senhor) nos ensinou também que há um novo Sacrifício da Nova Aliança, Sacrifício que a Igreja recebeu dos Apóstolos, e que se oferece em todos os lugares da Terra ao Deus que se nos dá em Alimento como Primícia dos favores que Ele nos concede no Novo Testamento. Já o havia prefigurado Malaquias. (...) O que equivale dizer, com toda a clareza, que o povo primeiramente eleito não havia mais de oferecer sacrifícios, senão que em todo lugar se ofereceria um Sacrifício puro, e que seu Nome seria glorificado entre as nações.”
(Adversus Haereses)

Outro Registro é o Didaqué (leia na íntegra aqui), catecismo cristão escrito por volta do ano 120 aD, antes do Evangelho segundo João e de outros livros no Novo Testamento da Bíblia, um dos mais antigos registros do cristianismo. Este também trata do culto cristão e da celebração dos primeiros crentes após transcrever regras a respeito da celebração da Eucaristia. Diz:

Que ninguém coma nem beba da Eucaristia sem antes ter sido batizado em Nome do Senhor, pois sobre isso o Senhor disse: 'Não dêem as coisas santas aos cães'.”
(Didaqué, Cap. IX, Nº 5)

Também diz sobre a reunião dos crentes:

Reúnam-se no Dia do Senhor para partir o Pão e agradecer, após ter confessado seus pecados, para que o Sacrifício seja puro.”
(Didaqué, Cap. XIV, nº 1)

O que têm em comum estes testemunhos do I e do II séculos? Por meio deles podemos observar que os primeiros cristãos perseveravam na Comunhão e na Celebração Eucarística, e todos comprovam a Liturgia católica como única herdeira da liturgia dos primeiros cristãos em suas reuniões, que no mínimo a partir do séc. III passou a ser conhecida pelo termo "Missa", que procede do latim “mitere”, e significa "enviar". Missa é o particípio que adquire sentido de substantivo: "missão”.

E como ficam os cultos daqueles alegados "cristãos" que atacam a santa Missa, e que não passam de simples reuniões para a leitura da Bíblia, – com a sua inevitável interpretação particular, que as próprias Escrituras condenam (2Pd 1,20), – canto de louvores e orações espontâneas? Como visto, estes sim, são totalmente carentes de embasamento histórico e bíblico!

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Fontes e referência bibliográfica:
• STONE, Darwell. A History of the Doctrine of the Holy Eucharist, Oregon: Aeterna Press, vol.s 1/2, 2014.
• CECHINATO, Luiz. A Missa Parte por Parte, São Paulo: Vozes, 1991.
• PRADO, Alexandre de Castro. Considerações Sobre A Missa No Séc. II segundo S. Justino, São Paulo: USP, 2011.
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Menos Estado, mais caridade


UM CASAL DE CATÓLICOS norte-americanos aposta em iniciativas não governamentais e locais para ajudar os pobres. Agora com quase 80 anos de idade, John Saeman foi um importante executivo no setor de telecomunicações e foi nomeado Cavaleiro de São Gregório pelo Papa João Paulo II, por seu trabalho e dedicação à Igreja Católica e à sua missão.

John e Carolyn, sua esposa, têm três filhos e 14 netos. Ambos trabalharam no conselho da Papal Foundation, uma organização norte-americana criada para ajudar financeiramente o Santo Padre com obras pastorais e de caridade por todo o mundo. John também foi o diretor de outra fundação, a Daniels Found, com investimentos em educação e no combate à dependência de álcool e drogas, entre outas atividades. O casal lembra que o ensinamento social da Igreja se baseia nos princípios da dignidade humana, solidariedade e subsidiariedade:

"A solidariedade estipula que a sociedade deve se unir na busca do bem comum; a subsidiariedade requer que as mazelas sociais sejam tratadas no nível local."

Segundo o casal, os três princípios são ameaçados pela concentração ou centralização de poder. Um dos exemplos disso são os programas governamentais mal projetados, feitos de tal forma que promovem a dependência do auxílio financeiro em vez de ajudar as pessoas a ascender socialmente.

Com essa visão, eles concentram seus trabalhos e dinheiro em apoiar organizações católicas não governamentais, investindo no auxílio a pessoas sem moradia e em um programa chamado "Sementes da Esperança", que oferece bolsas de estudo a jovens de baixa renda, independentemente de raça. cor da pele ou nacionalidade.

O casal não tem medo de afirmar:

"Nossa convicção é a de que um governo [com poder] reduzido é mais conveniente para tirar as pessoas da pobreza"

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Fonte:
Sem. DAVID, Filipe. Arquidiocese de São Paulo, Semanário “O São Paulo” nº 3031, ano 59, seção "Pelo Mundo" p. 9.

Escândalos na Igreja e a perseverança do cristão


RECENTEMENTE, UMA assinante de nossa revista impressa, cujo nome não estamos autorizados a divulgar, enviou ao nosso endereço de e-mail uma interessante mensagem, cujo trecho principal reproduzimos abaixo, seguido de nossa resposta, – esperando, em Cristo, que seja útil também aos nossos demais leitores:

"Tenho um (...) assunto polêmico! O Filme Philomena. Foi muito falado algum tempo atrás. O que mais me incomoda é colocarem as freiras como responsáveis pelas as vendas das crianças que foram adotadas.(cruelmente). Você saberia dizer se isso realmente acontecia? Tenho justificado esse acontecimento pra mim assim: Se os pais puderam abandoná-la grávida, por que cobrar tanto das freiras! Mas dentro de mim, eu sei que elas eram severas e as vezes cruel. E isso me incomoda!
Não sei como pelo menos,amenizar..."

Prezadíssima leitora, ficamos realmente felizes em saber que o nosso trabalho esteja, de algum modo, sendo útil na sua jornada. Parabéns por buscar, por estudar e se aprofundar na fé. Isto é sumamente importante; é o que nos pediu o primeiro Papa: "Estejais sempre prontos a dar a razão da vossa esperança diante daqueles que vos questionam" (1Pd 3, 15). E quando você me pergunta sobre o filme "Philomena", eu vejo que preciso lhe dizer algo que será de importância realmente fundamental nesta sua caminhada. [Digo-o porque esta não é a primeira vez que nos escreve com dúvidas deste tipo: 'é verdade que tal católico foi capaz de cometer grandes pecados? Como explicar tal coisa?'] 

O que devo lhe dizer é isto: se você realmente quiser continuar sendo cristã, precisa entender que na Igreja não existem somente pessoas boas, santas ou justas. Se você vai se escandalizar ou ficar psicologicamente abalada a cada vez que ficar sabendo de alguma maldade praticada por padres, freiras, bispos ou mesmo papas, você vai acabar perdendo a fé. Esta questão é realmente muito importante. Chego a dizer que compreendê-la é como um estágio que o cristão precisa superar. Eu (que não sou santo) passei por isso, e todos os santos cujas vidas eu estudei tiveram que superar essa etapa.



Vejamos: quando conhecemos a Igreja de Cristo, nos apaixonamos, porque encontramos a nossa casa, o nosso lugar no mundo; entendemos finalmente o que Deus quer de nós e onde Ele quer que estejamos; queremos comungar com Ele e o servir... É um primeiro estágio da conversão, repleto de felicidade e empolgação. Queremos ajudar as ações da Igreja, queremos mostrar ao mundo que pertencemos a esta Igreja, queremos participar dos seus movimentos e ações pastorais...

Mas aí, com o passar do tempo, fatalmente começamos a nos decepcionar com uma série de coisas. E se a nossa fé não for sólida, se não estiver bem direcionada e ancorada onde deve estar, corremos o risco de deixar que essas decepções tomem conta de tudo e, a médio-longo prazo, até de abandonar a Igreja.

Tudo começa quando vemos que os nosso irmãos católicos não são assim tão santos, como achamos que eles deveriam ser. É uma dura realidade, mas, ao menos na maioria dos casos, boa parte deles parece não ter sequer a mínima boa vontade, e outros tantos nos dão a impressão de que nem mesmo têm fé. Parece que vão à igreja por uma simples questão de preceito, obrigação ou costume, nada mais. Eles não dão bom testemunho, como deveriam, e muitas vezes, pelo contrário, fazem o contrário do que esperávamos deles. Isso entristece, magoa a alma. É uma profunda decepção.

O tempo passa e a coisa só piora. Logo percebemos que o padre da nossa paróquia também não é aquele "santinho" que achamos que ele, – mais do que todos, – deveria ser. Esta decepção pode ser ainda pior. É triste dizer, mas nos nossos dias a situação é realmente difícil. Eu, com a Graça de nosso Bom e Misericordioso Deus, na minha busca, com o passar dos anos, acabei por ser levado a conhecer não um, mas vários sacerdotes dignos e santos. Que a situação geral do clero em nossos tempos é delicada, entretanto, é uma realidade da qual não se pode fugir, e os motivos são vários, desde má formação até a infiltração de uma certa ideologia contrária aos fundamentos de sempre da fé da Igreja, que vem ocorrendo há décadas, cresceu e hoje é impossível de se ignorar, porque contaminou boa parte do clero. É um assunto extremamente polêmico, sobre o qual você pode se informar assistindo a este vídeo, do Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Jr.

O fato de que existem (muitos) traidores no seio da Igreja é indiscutível, mas há um outro fator essencial nesta equação que também não pode ser ignorado: a má vontade da mídia e dos formadores de opinião, no geral, contra a Igreja. Há pouco tempo, por exemplo, depois que a grande mídia passou a divulgar com grande intensidade e sensacionalismo os casos de pedofilia no clero, milhares de pessoas, sentindo-se escandalizadas, deixaram de ir à igreja, não foram mais à Missa... Por quê? Porque essas pessoas confundem as coisas, e é uma confusão muito elementar: elas pensam que se existem padres ruins, então a Igreja não pode ser boa. Acham que se um padre é capaz de cometer uma monstruosidade tal como abusar sexualmente de uma criança, então não vale a pena ser católico, e já não é mais possível pertencer a esta Igreja...



Então, veja que é chegada a hora de todos nós, católicos, amadurecermos na fé, de crescermos e nos tornarmos cristãos adultos e bem formados. É hora de entender que a Igreja nunca foi formada exclusivamente por gente santa, – e isso vem desde o começo, desde os primeiríssimos tempos. É só você pensar que, até mesmo entre os doze que Jesus escolheu diretamente, havia um Judas, e até Pedro, o primeiro Papa, negou o Senhor por três vezes, dizendo: "Não conheço este homem"!

Hoje, a Igreja não é mais constituída por 12, mas por 1200000000 (1,2 bilhões de pessoas)! Se antes era um Judas, agora são milhões deles, e isto não deveria nos surpreender. Compreende o que estou dizendo? O ser humano não é confiável; é falho, está sempre sujeito ao pecado e às tentações do diabo, e a Bíblia é categórica ao nos prevenir: "Maldito o homem que confia no homem! (Jr 17,5). Não é porque alguém se torna padre ou freira que se torna automaticamente santo. Por isso, deixe que eu a previna: em toda a história da Igreja, até hoje, muitos padres, freiras e bispos, e até papas, fizeram coisas horríveis. – Mas (importante!) estas pessoas não representam a Igreja, e você sabe por quê? Simplesmente porque são traidoras da Igreja.

E então, quais são as pessoas que realmente representam a Igreja? Resposta: os santos e santas. Por quê? Ora, porque os santos são aqueles que cumprem os preceitos da Igreja! Só pode representar uma instituição quem está alinhado com ela, quem faz o que ela manda. Não é simples?

Agora eu vou lhe responder com muita objetividade sobre os fatos retratados no filme "Philomena". Eu realmente não sei até que ponto são 100% verdadeiros, mas... Isto não importa nada para a minha fé. Nada mesmo! Se eu sei que os filhos e filhas da Igreja são pessoas humanas, sujeitas ao pecado, assim como todos nós, isso não pode me afetar. Entende isto?

Também é interessante notar que alguns pecados são cometidos por pura maldade ou fraqueza, mas outros acontecem devido ao zelo em se fazer o que é certo e servir a Deus. Sim, e este último parece ter sido o o caso retratado no filme: havia um desejo de pureza, uma ansiedade em se cumprir os preceitos divinos, em não ofender a Deus, que fez com que aquelas pessoas se esquecessem do Mandamento maior, que é o do amor e da compaixão. Mas também é importante notar que estamos falando de uma outra época. O que sei é que a verdadeira Philomena recentemente encontrou-se com o Papa e se sentiu honrada e muito feliz com isso (veja aqui).

Agora, você já reparou como a grande mídia, os diretores de TV e cinema, os jornalistas... os formadores de opinião do "mundão", enfim, adoram apontar erros na Igreja Católica? Curioso, a Igreja é a instituição que mais pratica a caridade no mundo; neste exato momento, literalmente milhões de pessoas ao redor do nosso planeta estão sendo assistidas por algum organismo da Igreja, por milhares e milhares de santos anônimos que nunca têm o seu trabalho divulgado. Mas, se um padre ou uma freira (perdoe o mau jeito) soltarem um "pum" no elevador, isso vai ser noticiado no Jornal Nacional por uma semana inteira, e talvez até façam um filme sobre isso! Você consegue perceber, nesta realidade, o cumprimento da profecia de Nosso Senhor, de que seríamos odiados de todos por amor ao seu Nome?

Então, é isto, Letícia. A Igreja é a Casa de Deus (1Tm 3,15), é o Corpo Místico de Cristo (1Cor 12, 12; Cl 1, 18; Ef 5, 23; Rm 12, 4-5). Jesus diz que Ele é a Videira e nós, os membros da sua Igreja, seus ramos. É por meio da Igreja que recebemos os Sacramentos, desde o Batismo até a Sagrada Eucaristia, que nos põe em santa intimidade com o próprio Deus. Mas Ele nunca disse que todos os ramos seriam perfeitos, ou que não existiria pecado entre aqueles que resolvessem segui-lo. Ao contrário, Ele previu tribulações, tentações e apostasia. Então, se a sua fé vai se abalar a cada vez que você descobrir algum pecado dos filhos da Igreja, ela já está condenada. Saiba disto e aceite isto, ou desista de Jesus.
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O que é a Verdade? – conclusão do testemunho do ex-pastor protestante Marcus Grodi


Publicamos agora a segunda e conclusiva parte do testemunho de conversão completo (versão integral) do ex-pastor norte-americano Marcus C. Grodi, que é o fundador e presidente da organização “The Coming Home Network” e apresentador do programa semanal “The Journey Home”, transmitido pela EWTN (maior rede de comunicação religiosa do mundo). O site "O Fiel Católico" foi escolhido, como referência de pesquisa sobre Igreja Católica na internet, para a divulgação do texto estendido da história de sua conversão. A tradução é de Elton Netto, e a publicação do texto está autorizada pela assessoria de Marcus Grodi. Por ser extenso, publicamos o texto em duas partes, a primeira das quais pode ser lida aqui.



“Aprender muito faz você ficar exasperado”

Eu me senti nervoso assim que entrei no estacionamento daquela imensa estrutura Gótica. Nunca havia estado antes dentro de uma igreja católica, e eu não saiba o que esperar. Entrei rapidamente na igreja, passando em volta de uma pia de água benta, e andando rapidamente pelo corredor, sem ter certeza do protocolo correto para entrar e sentar no banco da igreja. Eu sabia que católicos inclinavam a cabeça ou faziam genuflexão ou algum tipo de reverência em direção ao Altar antes de entrar no banco para se sentarem. Mas eu simplesmente entrei e me sentei, torcendo para que eles não me reconhecessem como um protestante.

Depois de alguns minutos, quando nenhum semblante carrancudo me bateu no ombro, mostrando com o dedo indicador a direção da porta para eu me retirar, – “Vamos, amigo, já para a rua; nós sabemos que você não é católico”, – comecei então a relaxar. Olhei admirado o estranho, mas também incontestavelmente belo interior da igreja. Pouco tempo depois o Scott caminhou rapidamente, a passos largos, até o púlpito e começou sua palestra com uma oração. Quando ele fez o Sinal da Cruz, eu soube que ele havia verdadeiramente abandonado o barco. Meu coração apertou.

“Pobre Scott”, eu pensei, suspirando internamente. Os católicos o tapearam com seus argumentos engenhosos. Escutei atenciosamente sua fala a respeito da Última Ceia intitulada “o quarto cálice”, tentando com muito esforço detectar erros em seu modo de pensar. Porém, não consegui encontrar erro algum (a fala do Scott foi tão boa que eu plagiaria a maior parte no meu próximo sermão sobre comunhão).

Ao falar, ele utilizava em cada trecho a Escritura para apoiar o ensinamento católico sobre a Missa e a Eucaristia. Senti-me fascinado pelo que escutei. O Scott estava explicando o catolicismo de uma maneira que eu nunca havia imaginado que poderia ser possível: por meio da Bíblia! Da forma como ele explicava, a Missa e a Eucaristia não eram ofensivas ou estranhas para mim. No final de sua fala, quando o Scott exprimiu um inspirador chamado para uma conversão radical a Cristo, eu imaginei se talvez ele tivesse fingido uma conversão para poder se infiltrar na Igreja Católica a fim de trazer renovação e conversão aos católicos mortos espiritualmente. Não demorou muito para eu descobrir.

Após os aplausos da audiência diminuírem, fui até a frente para ver se ele me reconheceria. Uma multidão de pessoas com perguntas o rodeava. Fiquei poucos metros distante dele e estudei sua face enquanto ele falava para o grupo de pessoas, com seus típicos charme e convicção. Sim, aquele era o mesmo Scott que conheci no seminário. Agora ele usava um bigode e eu uma barba de estação (significativa mudança em relação aos nossos cortes limpos dos dias de seminário). Mas quando ele se virou para minha direção, seus olhos brilharam enquanto ele me cumprimentava silenciosamente com um largo sorriso. Logo ficamos próximos, nossas mãos se juntaram num caloroso aperto de mãos. Ele pediu desculpas caso tivesse me ofendido de alguma forma. “Não, claro que não!”, assegurei enquanto ríamos com o prazeroso desvio de curso que nos permitiu encontrar um ao outro novamente.

Depois de alguns minutos do obrigatório bate-papo: “Como vão sua esposa e sua família?”, deixei escapar o pensamento que estava em minha mente: “eu acho que é verdade o que eu ouvi. Por que você abandonou o barco e se tornou católico?”. O Scott me deu uma breve explicação de seu empenho para encontrar a verdade sobre o catolicismo. A multidão de pessoas ao nosso redor ouvia atentamente a história resumida de conversão. Ele me sugeriu pegar uma cópia da gravação de sua história de conversão, a qual a aglomeração estava adquirindo na entrada. Trocamos os números de telefones e apertamos as mãos mais uma vez. Em seguida, me dirigi para o fundo da igreja. Encontrei uma mesa coberta com fitas K7 a respeito da fé católica, gravadas pelo Scott e sua esposa Kimberly, bem como fitas com o Steve Wood, outro convertido para o catolicismo que também estudou no seminário de teologia Gordon-Conwell. Comprei um exemplar de cada fita e uma cópia do livro que o Scott recomendou, escrito por Karl Keating: "Catolicismo e Fundamentalismo".

Antes de sair, fiquei em pé ao fundo da igreja, olhando por um momento os ainda incomuns e atrativos símbolos do catolicismo: ícones e estátuas, ornamentos do Altar, velas, cabine de confessionário. Fiquei lá por algum tempo imaginando porque Deus havia me chamado para aquele lugar. Então eu caminhei para a noite de ar frio, minha cabeça estava atordoada e meu coração inundado com a confusa mistura de emoções. Fui a um restaurante fast food, peguei um hambúrguer para a minha viagem de retorno a casa, e coloquei a fita com a gravação do Scott no toca-fitas. Presumi que facilmente eu descobriria em que ponto ele teria cometido o erro. Estava a metade do caminho de casa, todavia passei a ficar tão dominado pela emoção que tive de sair da rodovia para limpar minha mente.

Ainda que a jornada do Scott para a Igreja Católica tenha sido muito diferente da que eu, sem saber, estava fazendo, as perguntas que ele e eu fizemos eram essencialmente as mesmas, – e ele encontrou as respostas, que mudaram drasticamente a sua vida. Elas eram muito convincentes. Seu testemunho me convenceu de que as causas da minha crescente insatisfação com o protestantismo não poderiam ser ignoradas. As respostas para minhas perguntas, ele afirmou, seriam encontradas na Igreja Católica. Essa ideia penetrou profundamente em mim.

Eu estava assustado e instigado pelo pensamento de que Deus poderia estar me chamando para dentro da Igreja Católica. Orei por algum tempo, com minha cabeça apoiada sobre o volante. Reuni meus pensamentos antes de ligar o carro novamente. Em seguida dirigi para casa.

No dia seguinte abri o livro “Catolicismo e Fundamentalismo” e o li completamente, terminando o último capítulo naquela noite. Enquanto me preparava para dormir, eu sabia que estava com problemas! Ficou claro para mim naquele momento em que os dois dogmas centrais da reforma protestante, Sola Scriptura (somente a Escritura) e Sola Fide (justificação somente pela fé), eram muito fracos em termos de fundamentação bíblica, e consequentemente também eu era fraco nos meus fundamentos.

Desse modo meu apetite ficou estimulado. Comecei a ler livros católicos, especialmente escritos pelos primeiros pais (padres) da Igreja. Seus escritos me ajudaram a entender a verdade a respeito da história da Igreja Católica antes da reforma protestante. Gastei incontáveis horas debatendo com católicos e protestantes, fazendo o meu melhor para submeter as afirmações católicas aos mais difíceis argumentos bíblicos que pude encontrar.

Marilyn, como você pode imaginar, não ficou contente quando eu disse a ela sobre a minha dificuldade com os argumentos da Igreja Católica. Embora inicialmente ela tenha dito para mim: “Isso tudo irá passar”, no final as coisas que eu estava aprendendo começaram a intrigá-la também. Então ela começou a estudar por conta própria. Enquanto eu investia bastante tempo e esforço lendo livro após livro, também compartilhava com ela os ensinamentos esclarecedores e de senso comum que eu estava descobrindo. Mais frequentemente do que não, nós podíamos concluir juntos quão mais sentido fazia e quão mais verdadeiro era o ponto de vista da Igreja Católica quando comparado com tudo o que havíamos encontrado na enorme variedade de opiniões protestantes. Existia profundidade, força histórica, uma consistência filosófica para os posicionamentos católicos com os quais nós nos deparamos. O Senhor trabalhou uma transformação surpreendente em nossas vidas, persuadindo a nós dois, lado a lado, passo a passo, juntos por todo o caminho.

Apesar de todas essas coisas boas que estávamos encontrando na Igreja Católica, também nos deparávamos com algumas situações confusas e perturbadoras. Encontrei padres que acharam estranho eu considerar a possibilidade de me converter à Igreja Católica. Eles achavam que a conversão seria desnecessária. Nós conhecemos católicos que sabiam pouco a respeito da fé católica e cujos estilos de vida conflitavam com os ensinamentos morais da Igreja. Quando nós participávamos das Missas, nos sentíamos malquistos e desassistidos por todos. Todavia, apesar desses obstáculos no caminho para a Igreja, continuamos estudando e orando para que o Senhor nos guiasse.

Após ouvir dúzias de fitas e digerir várias dúzias de livros, eu sabia que não mais poderia continuar protestante. Começou a ficar claro que a resposta protestante para a renovação da Igreja foi, acima de tudo, sem fundamentação bíblica. Jesus havia orado pela unidade entre os seus seguidores, e os Apóstolos Paulo e João haviam ambos ordenado a seus seguidores para se agarrarem firmemente na Verdade que eles haviam recebido, não deixando que opiniões os dividissem. Como protestantes, contudo, nós nos tornamos cegos de paixão com a nossa liberdade, colocando opiniões pessoais acima dos ensinamentos da autoridade da Igreja Católica.

Nós acreditávamos que a orientação do Espírito Santo era suficiente para guiar qualquer pessoa que estivesse sinceramente procurando pelo significado verdadeiro das Escrituras Sagradas. A resposta católica para esse ponto de vista é que a missão da Igreja é ensinar com certeza infalível. Cristo prometeu aos Apóstolos e a seus sucessores: “Quem vos ouve a Mim ouve, quem vos rejeita a Mim rejeita, e quem Me rejeita, rejeita Aquele que Me enviou.” (Lucas 10,16).

A Igreja primitiva acreditava nisso também. Uma passagem muito instigadora de Clemente, Bispo de Roma, saltou aos meus olhos um dia enquanto eu estudava a história da Igreja. Foi escrito aproximadamente na mesma época do evangelho de João: os Apóstolos receberam do Senhor Jesus Cristo o Evangelho para nós; e Jesus Cristo foi enviado por Deus. Cristo, desse modo, é de Deus, e os Apóstolos são de Cristo. Ambas as combinações, então, são por vontade de Deus. Recebendo suas instruções e sendo plenamente confiantes, por causa da Ressurreição do nosso Senhor Jesus Cristo, e confirmados na fé pela Palavra de Deus, eles foram adiante na plena certeza do Espírito Santo, pregando a Boa Nova: o Reino de Deus está próximo. Eles pregaram de um extremo ao outro de áreas rurais e de cidades; e eles nomearam seus primeiros convertidos, testando-os pelo Espírito, para serem bispos e diáconos de futuros crentes. Isso também não era uma novidade: sobre bispos e diáconos tinha sido escrito a respeito muito tempo antes. De fato, as Escrituras em algum lugar dizem: “Eu prepararei os seu bispos na retidão e os seus diáconos na fé”. (Epístola aos Coríntios 42,1-5).

Outra citação patrística (primeiros escritores cristãos, também conhecidos como 'Pais da Igreja') que ajudou a quebrar a muralha das minhas pressuposições protestantes foi essa de Irineu, bispo de Lião, escrita aproximadamente no ano 180:

"Quando, por conseguinte, nós temos tais provas, não se faz necessário buscar entre os outros a Verdade, a qual é facilmente obtida por meio da Igreja. Os Apóstolos, como homem rico em um banco, guardaram nela tudo de mais abundante que pertence à Verdade; e todos, quem quer que seja, tiram dela a bebida da vida. Ela é a entrada para a vida, enquanto todo o resto são ladrões e assaltantes. Por isso que seguramente é necessário evitá-los, enquanto cuida com máxima diligência das coisas pertencentes à Igreja, e se agarra à tradição da verdade. O que fazer então? Caso haja uma disputa sobre algum tipo de questão, não devemos recorrer às igrejas mais antigas, nas quais os Apóstolos eram íntimos, e obter deles o que é claro e certo em relação àquela questão? O que aconteceria se os Apóstolos não tivessem de fato deixado documentos escritos para nós? Não seria necessário seguir a ordem da tradição, a qual foi transmitida para aqueles a quem eles confiaram às igrejas?" (Contra as Heresias, 3, 4,1)

Estudei as causas da reforma protestante. A Igreja Católica daquela época verdadeiramente precisava de uma reforma, mas Martinho Lutero e os demais reformadores escolheram o erro, o não bíblico, para lidar com os problemas que eles viram na Igreja. A rota correta era e continua sendo justamente o que meu amigo presbiteriano havia me dito: não deixe a Igreja; não quebre a unidade da fé. Trabalhe na reforma genuína baseada nos Planos de Deus, não nos planos do homem, alcançando-a através de orações, penitência e bom exemplo.

Eu não poderia mais continuar protestante. Permanecendo protestante eu obrigatoriamente estaria negando a Promessa de Cristo de guiar e proteger a Sua Igreja e de enviar o Espírito Santo para liderá-la dentro de toda a verdade (Mt 16,18-19, 18,18, 28,20; Jo 14,16, 14,25, 16,13). Porém, eu não poderia tolerar o pensamento de me tornar católico. Fui ensinado por tanto tempo a respeito do “romanismo” que, mesmo tendo intelectualmente descoberto que o catolicismo era a Verdade, vivi tempos difíceis para destruir meus preconceitos contra a Igreja.

Uma dificuldade chave era o ajuste psicológico à complexidade da Teologia católica. Diferentemente, minha forma de protestantismo era simples: admita que você seja um pecador, arrependa-se dos seus pecados, aceite Jesus como seu Salvador pessoal, confie Nele para perdoá-lo, e você será salvo. Continuei estudando as Escrituras e os livros católicos e investi muitas horas debatendo com amigos e colegas protestantes sobre questões difíceis como: Maria, orações para os santos, indulgências, Purgatório, celibato sacerdotal e a Eucaristia. Finalmente eu percebi que a questão mais importante era a autoridade. Toda essa discussão sobre como interpretar as Escrituras não chega a lugar nenhum se não houver um meio de saber com certeza infalível que determinada interpretação é a correta.

A autoridade dos ensinamentos do Magistério da Igreja é centrada na Cátedra de Pedro. Se eu puder aceitar essa doutrina, sei que poderei confiar tudo mais na Igreja.

Eu li as obras do padre Stanley Jaki “And on This Rock” e “The Keys to the Kingdon”, bem como os documentos do Vaticano II e dos Concílios anteriores, especialmente o de Trento. Estudei cuidadosamente as Escrituras e os escritos de Calvino, Lutero e de outros reformadores para testar os argumentos católicos. Hora após hora, descobria que os argumentos protestantes contra o Primado de Pedro simplesmente não tinham fundamentação bíblica e nem histórica. Ficou claro que a posição católica era a posição bíblica.

O Espírito Santo desferiu literalmente um golpe de misericórdia nos meus remanescentes preconceitos anticatólicos quando eu li o marcante livro do abençoado John Henry Newman “An Essay on the Development of Christian Doctrine”. De fato, minhas objeções se evaporaram quando eu li uma passagem na metade do livro. Aqui, Newman explica o desenvolvimento gradual da autoridade papal dessa forma: “É uma menor dificuldade a supremacia papal não ter sido formalmente reconhecida no segundo século, se comparada com o não reconhecimento formal, por parte da Igreja, da doutrina da Trindade Santa até o século quarto. Nenhuma doutrina é definida até que seja violada” (4, 3, 4).

Meu estudo sobre os argumentos católicos levou aproximadamente um ano e meio. Durante este período, Marilyn e eu estudamos juntos, dividimos como um casal os temores, as esperanças, os desafios que nos acompanharam ao longo do caminho para Roma. Nós íamos às Missas semanalmente, fazendo o percurso de carro para uma paróquia longe o suficiente (minha igreja presbiteriana era menos de uma milha de casa) para evitar a controvérsia e a confusão que sem dúvida surgiria se meus membros da congregação anterior soubessem que eu estava investigando Roma.

Gradualmente, começamos a nos sentir confortáveis fazendo todas as coisas que os católicos faziam na Missa (com exceção de receber a Comunhão, é claro). Doutrinalmente, emocionalmente e espiritualmente, nós nos sentimos preparados para entrar formalmente na Igreja. Permanecia, contudo, uma barreira para superarmos. Antes da Marilyn e eu nos conhecermos e nos apaixonarmos, ela tinha se divorciado após um breve casamento. Como nós éramos protestantes quando nos conhecemos e nos casamos, essa situação não causava problemas segundo o ponto de vista nosso e da nossa denominação. Não até o momento em que nos sentimos preparados para ingressar na Igreja Católica, quando fomos informados que não poderíamos, a menos que o primeiro casamento da minha esposa Marilyn fosse considerado nulo.

Primeiramente pensamos que Deus estava fazendo uma brincadeira conosco! Então nós passamos do estado de choque para o de raiva. Parecia tão injusto e ridiculamente hipócrita: poderíamos ter cometido quase qualquer outro pecado, não importasse quão abominável, e com uma confissão seríamos adequadamente purificados para admissão na Igreja. Entretanto, por causa desse erro, nosso ingresso na Igreja Católica tinha "morrido na praia".

Mas então nós nos lembramos do que tinha nos trazido para esse ponto em nossa peregrinação espiritual: nós estávamos a confiar em Deus com todo nosso coração e não no nosso discernimento particular. Nós estávamos a aceitá-Lo e A acreditar que Ele poderia dirigir nossos caminhos. Ficou evidente que esse era um teste final de perseverança enviado por Deus. Então Marilyn iniciou a difícil investigação do processo de nulidade, e aguardamos. Nós continuamos indo às Missas, permanecendo sentados no banco da paróquia, nossos corações doloridos, enquanto aqueles que estavam em nossa volta iam adiante para receber o Senhor na Santa Eucaristia. Mas exatamente por não ser possível receber a Eucaristia, nós aprendemos a apreciar o impressionante privilégio que Jesus concedeu no seu imenso Amor de recebê-Lo, Corpo e Sangue, Espírito e Divindade, no Abençoado Sacramento. A promessa do Senhor na Escritura tornou-se real para nós durante aquelas Missas: “o Senhor disciplina aquele a quem Ele ama” (Hb 12,6).

Após nove meses aguardando, nós soubemos que a nulidade do primeiro casamento da Marilyn foi reconhecida(!). Sem mais atrasos, nosso casamento foi abençoado, e nós fomos recebidos com grande entusiasmo e celebração dentro da Igreja Católica(!). Era um sentimento tão inacreditavelmente bom de finalmente estar no lar ao qual pertencíamos. Chorei silenciosas lágrimas de alegria e gratidão naquela primeira Missa, quando pude caminhar adiante com os demais irmãos e irmãs católicos para receber Jesus na Sagrada Comunhão.

Eu havia pedido a Deus por muitas vezes em oração “o que é a Verdade?”. Ele me respondeu nas Escrituras, dizendo: “Eu sou o Caminho, a Verdade, e a Vida”. Eu me alegro muito agora como católico, não só posso conhecer a Verdade, mas também recebê-La na Eucaristia.


Algumas Poucas Palavras para Finalizar

Penso ser importante mencionar mais um dos pensamentos do abençoado John Henry Newman, que fez uma diferença crucial no meu processo de conversão para a Igreja Católica. Ele, uma vez, bem observou: “Ir fundo na história é deixar de ser protestante”. Essa linha resume o motivo principal pelo qual eu abandonei o protestantismo, colocando de lado as Igrejas Ortodoxas do Oriente, e me tornado católico. Newman estava certo. Quanto mais leio a História da Igreja e as Escrituras, menos poderia permanecer confortavelmente protestante. Enxerguei que a Igreja Católica é que foi estabelecida por Jesus, e todas as outras que reivindicam o título “verdadeira igreja” deviam se colocar de lado e dar passagem. Foram a Bíblia e a História da Igreja que fizeram de mim um católico, contra a minha vontade (pelo menos no início) e para minha imensa surpresa.

Eu também aprendi que o outro lado do ditado de Newman é igualmente verdadeiro: parar de ir fundo na história é tornar-se protestante. Por isso nós católicos temos de conhecer por que nós acreditamos nos ensinamentos da Igreja, assim como conhecer a história por trás dessas verdades sobre a nossa salvação. Nós temos que nos preparar e a nossos filhos tal que nós possamos “sempre estar prontos a dar razão da nossa esperança a todo aquele que vo-la pede” (1Pd 3,15).

Vivendo corajosamente e proclamando A nossa fé, muitos irão escutar Cristo falar através de nós e serão trazidos ao conhecimento da Verdade em toda a sua plenitude na Igreja Católica. Deus abençoe você em sua própria jornada de fé!

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Marcus Grodi é o fundador e presidente do “The Coming Home Network International”. Ele frequentemente profere palestras e é o anfitrião dos programas da EWTN (http://www.ewtn.com/) veiculados duas vezes por semana: “The Journey Home” (televisão) e “Deep in Scripture” (radio). Escreve para vários periódicos católicos e é autor dos livros “How Firm a Foundation” (CHResources, 2002) e “Thoughts for the Journey Home” (CHResources, 2010). Marcus vive com sua esposa, Marilyn e seus dois filhos mais jovens, Peter e Richard, em uma pequena fazenda próxima de Zanesville, Ohio.
Uma versão anterior dessa estória foi publicada no livro “Surprised By Truth: 11 Converts Give the Biblica and Historical Reasons for Becoming Catholic - Patrikc Madrid, ed. (Basilica, 1994)”.
Essa história está publicada no livro “Journeys Home”, editado por Marcus Grodi (CHR resources, ver. Ed. 2011). Para solicitar o livro, clique aqui.
A versão original da história de conversão do Marcus Grodi encontra-se em:
http://chnetwork.org/2011/01/marcus-c-grodi-what-is-truth/

www.ofielcatolico.com.br

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