A RECENTE DIVULGAÇÃO pelo Dicastério para a Doutrina da Fé (DDF), sob o cardeal Victor Fernández (o polêmico 'dom Tucho'), quanto aos procedimentos para a reconciliação de sacerdotes e fiéis da FSSPX, coloca em evidência uma exigência clara: a adesão integral e irrestrita à doutrina do Concílio Vaticano II e a confissão da legitimidade da missa nova imposta por Paulo VI são condições irrevogáveis para a plena comunhão com Roma.
"De fato, a sagrada Tradição que preservamos em nossas almas pertence à Igreja, nossa Mãe — e não à Fraternidade São Pio X — e temos certeza de que um dia um Papa desejará usá-la para o bem da Igreja universal (...) Estamos certos de que um dia o Senhor ou um de seus sucessores desejará adotar o programa de São Pio X: “Restaurar todas as coisas em Cristo” (Instaurare omnia in Christo) . Nesse dia, o Santo Padre descobrirá na Fraternidade São Pio X não uma massa de serpentes e escorpiões, mas um pequeno exército de filhos leais, prontos a tudo para apoiá-lo na restauração de todas as coisas em Nosso Senhor e para reivindicar perante toda a humanidade os direitos inalienáveis de Cristo Rei sobre todas as almas e todas as nações.
Se puderes, apesar da Tua recente decisão, Santidade abençoa-nos como Teus filhos. Para nós, nada mudou e nada jamais mudará."
Nesta vídeo-análise o prof. Henrique Sebastião comenta a piedosa e tocante carta aberta do Padre Davide Pagliarini, Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), em resposta à injusta excomunhão decretada pelo Cardeal Víctor Manuel Fernández ("Dom Tucho").
É possível ativar legendas em português para este vídeo
“Estamos prontos a pagar qualquer preço para salvar a Igreja.”
“Vivemos uma circunstância totalmente excepcional, uma vez que, desde o Concílio Vaticano II até hoje, as autoridades da Igreja manifestam uma atitude contrária à Fé e agem contra a sagrada Tradição.”
“É um dever gravíssimo transmitir a graça do Episcopado a esses sacerdotes.”
“Consideramos que eventuais punições ou censuras contra este ato não têm nenhum valor.”
COMPREEENDENDO PROFUNDAMENTE A DOR de tantos fiéis ditos "tradicionalistas" diante de um incompreensível duplo critério, reproduzimos mais abaixo a poderosa carta pública do Superior-Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, diante da iminente sagração de seus novos bispos em julho próximo (2026).
Trata-se de uma situação sentida por esses nossos irmãos como gravemente injusta e intensamente dolorosa: católicos plenamente fiéis à Doutrina católica e à Liturgia que a Igreja guardou por quase dois milênios, que reconhecem como Papa o atual pontífice Leão XIV, e que suplicam apenas pelo direito de viver a Fé como sempre foi transmitida, desde os Apóstolos — por todos os Santos e Mártires, por todos os Doutores e Papas, pelos Padres da Igreja e pelos seus maiores Doutores em todos os tempos —, recebem em resposta ameaças de excomunhão, enquanto líderes de outras religiões (inclusive aquelas que historicamente foram consideradas hereges) ou que sequer creem em Cristo como Deus e Salvador, são acolhidos benevolamente com gestos públicos de cordialidade, diálogo e “caminhar juntos”.
A DATA OFICIAL é 24 de setembro de 2026. Em St. Louis, no Missouri (EUA), o Venerável Fulton Sheen será oficialmente declarado Beato, a última etapa antes da canonização. A cerimônia será presidida pelo Cardeal Luis Antonio Tagle, como representante do papa Leão XIV. Neste artigo opiniático, trataremos mais sobre o significado deste evento para a Igreja Católica dos nossos tempos do que sobre seus detalhes históricos, técnicos ou litúrgicos (falaremos dessas coisas em momento oportuno).
NO DIA 4 de OUTUBRO de 2025, o Papa Leão XIV publicou sua primeira exortação apostólica, intitulada Dilexi Te ('Eu te amei'), documento que se propõe a refletir sobre o amor pelos pobres, inspirado nas palavras de Cristo. À primeira vista, o texto parece uma meditação piedosa sobre a caridade cristã, invocando figuras como São João da Cruz e São John Henry Newman. No entanto, para tradicionalistas fiéis à Doutrina imutável da santa Igreja, essa escolha inaugural revela uma continuidade no mínimo preocupante com o legado altamente problemático (para dizer o mínimo) de seu predecessor, Francisco, priorizando questões temporais e sociais em detrimento da urgente necessidade de reafirmar as verdades eternas da Fé.
BEM-VINDO AO SEMANAL Boletim de Notícias Católicas alinhadas ao Tradicionalismo pela FLSP e prof. Henrique Sebastião! Neste episodio abordamos o período da semana de 8 a 19/9/2025:
• A peregrinação gay ao Vaticano como parte do calendário do Jubileu di Ano Santo 2025;
• A suspensão do Padre Libby Daños por ter abençoado um marco maçônico;
• Cardeal Burke celebra Missa Tradicional no Vaticano com permissão do Papa Leo XIV.
Junte-se a nós para refletir sobre esses e outro assuntos sob a luz da autêntica Fé católica e da Tradição da Igreja. Inscreva-se, ative o sino 🔔 de notificações e compartilhe com outros católicos! Deixe seu comentário com sugestões de temas para os próximos episódios!
NESTE SEGUNDO EPISÓDIO da série sobre o sobre o Concílio Vaticano II e suas causas e consequências para a vida da santa Igreja, o prof. Henrique Sebastião aprofunda suas análises com uma linguagem simples e acessível, porém não rasa, voltada para todos os católicos que desejam entender seus impactos e desafios. Toda semana um novo vídeo desta série.
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A INCLUSÃO DA PEREGRINAÇÃO da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) no calendário oficial do Jubileu de 2025 pela Santa Sé é específica e oficial, não genérica. O site oficial do Jubileu (iubilaeum2025.va) lista explicitamente a Peregrinação da Fraternidade como um evento jubilar, marcando a primeira vez, em décadas, que um grupo com status canônico não regularizado é reconhecido dessa forma em um calendário vaticano. Isso difere de inclusões genéricas, como peregrinações de dioceses ou grupos leigos, pois destaca nominalmente a FSSPX, apesar de todas as tensões históricas. A peregrinação ocorreu nos dias 20 e 21 de agosto deste 2025, com foco em Roma, como parte das celebrações do Ano Jubilar "Peregrinos da Esperança". A programação principal foi a seguinte:
• No dia 20, a chegada dos participantes e as preparações gerais, incluindo a conclusão da novena à Imaculada Conceição (iniciada em 11 de agosto). • 21 de agosto: Rosário público no Colle Oppio e Missa Solene na Basílica de São João de Latrão (sim, você não leu errado), e uma procissão até a Porta Santa da Basílica de São Pedro, com o lucro das indulgências jubilares. A celebração culminou na Festa do Coração Imaculado de Maria (22 de agosto), com ênfase em devoções tradicionais. • Participaram cerca de 600 sacerdotes, 500 religiosas e uma multidão de milhares de fiéis de diversos países, vindos de distritos da FSSPX na Europa, nas Américas e na Ásia...
EM 1936, POUCO ANTES antes de partir em viagem para os EUA, consta que o Secretário de Estado do Papa Pio XI, o Cardeal Eugênio Pacelli – futuro Papa Pio XII –, disse, de maneira assustadoramente profética, ao Conde Enrico Pietro Galleazzio (negritos nossos):
Suponha, meu caro amigo, que o comunismo seja apenas o mais visível dos órgãos de subversão contra a Igreja e contra a Tradição da Revelação divina; então [se for assim] nós vamos assistir à invasão de tudo o que é espiritual: a filosofia, a ciência, o direito, o ensino, as artes, a imprensa a literatura, o teatro, a religião. Estou obcecado pelas confidências da Virgem à pequena Lúcia de Fátima. Essa obstinação de Nossa Senhora diante do perigo que ameaça a Igreja é um aviso divino contra o suicídio que representaria a alteração da fé, em sua liturgia, sua teologia e em sua alma. (...)
Ouço ao meu redor os inovadores que querem desmantelar a Capela Sagrada, destruir a Chama universal da Igreja, rejeitar seus ornamentos, dar-lhe remorso pelo seu passado histórico. Pois bem, meu caro amigo, estou convicto de que a Igreja de Pedro deve assumir o seu passado ou então ela cavará a sua sepultura.
(...) um dia virá em que o mundo civilizado renegará seu Deus, em que a Igreja duvidará, como Pedro duvidou. Ela será tentada a crer que o homem se tornou Deus, que seu Filho é apenas um símbolo, uma filosofia como tantas outras, e nas igrejas os cristãos procurarão em vão pela lâmpada vermelha onde Deus os espera.[1]
Traduzimos uma interessantíssima reflexão postada no noticioso "The Remnant" (Minesota, EUA) pelo colunista Robert Morrison: gostaríamos de ter as respostas para as suas perguntas.
EM SEU DISCURSO do Angelus de 27 de julho (2025), o Papa Leão XIV falou sobre a necessidade de nós, católicos “evitarmos a crueldade com o nosso próximo se quisermos poder chamar Deus de nosso Pai”, nos seguintes termos:
Quando recitamos o Pai-Nosso, além de celebrarmos a graça de sermos filhos de Deus, também expressamos nosso compromisso de corresponder a esse dom amando-nos uns aos outros como irmãos e irmãs em Cristo. Refletindo sobre isso, um dos Padres da Igreja escreveu: 'Devemos lembrar... e saber que, quando chamamos Deus de 'nosso Pai', devemos nos comportar como filhos de Deus' (São Cipriano de Cartago, De Dom. orat. , 11), e outro acrescenta: 'Não podeis chamar de Pai o Deus de toda a bondade se conservais um coração cruel e desumano; pois, nesse caso, não tendes mais em vós a marca da bondade do Pai celestial' (São João Crisóstomo, De orat. Dom. , 3). Não podemos rezar a Deus como 'Pai' e depois sermos rudes e insensíveis com os outros.'
Por mais que se trate de uma piedosa exortação, ficamos nos perguntando o que o novo pontífice pretende fazer para lidar com uma das crueldades mais perversas do mundo atual: os ataques contínuos do próprio Vaticano à pura Fé católica, e a sua perseguição às almas que nada mais desejam do que praticar a Religião com fidelidade. Parafraseando São João Crisóstomo, no Angelus, Leão XIV poderá chamar a Deus de Pai se mantiver o silêncio reinante nas últimas duras décadas sobre essas crueldades insondáveis?
NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, ao contrário do que muitos equivocadamente supõem hoje, nunca foi um pacifista (que é diferente de ser pacífico), mas avisou-nos com assombrosa clareza de que não veio trazer a paz ao mundo, mas sim a espada. Em uma passagem belíssima, profetizou exatamente o que estamos presenciando agora, especialmente dentro da própria Igreja:
Até os próprios cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois; vós valeis mais que muitos pássaros [porque dissera antes que os pássaros do céu são guardados e sustentados por Deus Pai do Céu].
Todo aquele, portanto, que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos Céus. Porém aquele que me negar diante dos homens, também Eu o negarei diante de meu Pai, que está nos Céus.
Não julgueis que vim trazer a paz ao mundo; não vim trazer a paz, mas a espada.
Porque vim separar o filho de seu pai, e a filha de sua mãe, e a nora da sua sogra. E os inimigos do homem serão os de sua própria casa.
Faz lembrar a forte profecia de Nossa Senhora dada em Akita, Japão, à Irmã Agnes Sasagawa[1]:
A obra do demônio se infiltrará mesmo na Igreja, de tal forma que veremos cardeais se opondo a cardeais, bispos contra bispos. Os padres que me veneram serão desprezados e combatidos por seus confrades (...) igrejas e altares serão saqueados; a Igreja estará cheia daqueles que aceitam concessões e o demônio pressionará muitos padres e almas consagradas a abandonarem o serviço do Senhor." (Mensagem aos 13 de outubro de 1973)
As Sagradas Escrituras, que constituem o documento infalível da Igreja por excelência, atestam que nos últimos dias a Fé verdadeira seria quase extinta no mundo. Dizem que no próprio “lugar santo” se instalaria a “abominação da desolação” (Mt 24,15) predita pelo Profeta Daniel, e que haveria um engano tão profundo que, se fosse possível, até os eleitos se perderiam (Mt 24,24).
A POLÊMICA COM O Centro Dom Bosco parece não ter fim. Já andei falando o que penso a respeito, em uma pequena série de três áudios-vídeos, os quais compartilho mais abaixo. Depois de um início bizarro e cansativo com acusações gratuitas e uma enxurrada de argumentos ad hominem, além do decepcionante festival de baixarias promovido pelo Pe. José Eduardo, entramos agora na fase dos que vêm tentar nos "explicar" o inexplicável... Algo que certamente dará início a uma depressiva e longa sessão de contorcionismos mentais, filosóficos e teológicos que virão para tentar justificar o Catecismo de 1992 e também o seu propiciador, o concílio do Vaticano II.
AQUI VOS FALA Henrique Sebastião. Eu custei a me aperceber da repercussão causada pela campanha de lançamento do livro "Os Erros do Catecismo Moderno", de Michael Haynes. Foi a pergunta de um aluno de nossa Formação Teológica que me fez proceder a uma breve pesquisa e ver que estão pipocando respostas indignadas à iniciativa do Centro Dom Bosco (CDB).
NESTA LIVE COM O PADRE Françoá Costa, nosso parceiro de apostolado Lorenzo Lazzarotto faz perguntas fundamentais e recebe respostas esclarecedoras. A definição das diferenças entre "progressistas", "conservadores" e "tradicionais" na Igreja, segundo os significados que estes termos ganharam nos últimos tempos na ordem eclesial, merece especial atenção. Do mesmo modo, a clareza na identificação da raiz do problema e a sua solução apresentada pelo Padre, que é precisa e corretíssima. Vale a pena ouvir com atenção.
O PROF. LUCAS LANCASTER vive a mesma experiência que nós, por aqui. É a sina de todo diretor de apostolado: tentar abrir os olhos ao grande público católico e perceber que a alienação é geral. Afora um pequeno grupo que mantêm o zelo pela Casa de Deus e que busca se conscientizar, com honestidade, da verdade dos fatos, a maioria segue alheia e nem sequer imagina o tamanho da gravidade da crise que estamos atravessando.
O CARDEAL WALTER KASPER disse que o próximo conclave pode demorar mais do que os dois anteriores e reiterou seu apoio à continuação das agendas do Papa Francisco.
Em uma entrevista ao canal alemão Domradio (veja), Kasper foi questionado sobre quanto tempo ele acha que o próximo conclave vai durar. "Não se pode dizer isso de jeito nenhum", disse o cardeal de 92 anos. "Os últimos conclaves foram todos relativamente rápidos. Desta vez, muitos cardeais não se conhecem, o que pode causar um atraso". E prosseguiu:
Ou se um grupo conspiratório com mais de um terço quiser eleger alguém que a maioria não quer, mas ainda tiver esse um terço, então é preciso começar tudo de novo. Isso pode atrasar bastante as coisas.
Os conclaves que elegeram Bento XVI em 2005 e Francisco em 2013 foram notavelmente breves. Ambos duraram apenas dois dias e menos de cinco votações.
Kasper fazia parte da infame Máfia de St. Gallen, um grupo de clérigos heterodoxos de alto escalão que se opuseram à eleição do Cardeal Joseph Ratzinger em 2005 e, segundo relatos, conspiraram para eleger Jorge Mario Bergoglio. O grupo teve várias reuniões em St. Gallen, Suíça, entre 1995 e 2006.
Kasper foi cardeal votante nos conclaves de 2005 e 2013, mas agora, felizmente, ultrapassou o limite da idade de 80 anos e, portanto, não poderá participar do próximo. Em sua entrevista à Domradio, o prelado alemão declarou seu desejo de que o próximo papa dê continuidade ao legado de Francisco.
"Francisco tomou muitas iniciativas, abriu muitas portas e permitiu que muitas perguntas fossem feitas. O fato de podermos discutir essas questões sem sermos censurados criou uma atmosfera diferente e nova", disse ele.
Kasper tem razão num ponto: toda e qualquer "censura" deixou de existir com Francisco; iniciou-se com ele uma era de vale-tudo nunca antes vista na Igreja. Mas o Cardeal parece ter se esquecido de citar uma exceção importante: todos aqueles que ele chama de "conspiradores" — quer dizer, todos os sacerdotes, bispos e cardeais de Fé simplesmente católica —, estes foram autoritariamente censurados, sim senhor, e afastados, banidos e/ou punidos das piores formas no último pontificado. Quem tiver dúvidas a respeito pode conferir uma pequena lista postada aqui mesmo há cerca de um ano e meio.
DURANTE A SÉTIMA congregação geral antes do Conclave, o Cardeal Beniamino Stella causou surpresa ao criticar abertamente a reforma da Cúria feita por Francisco, especialmente a abertura de cargos de governo a leigos. Sua fala, considerada por muitos a mais dura até agora [o Cardeal Müller não está só], expôs tensões profundas sobre a direção da Igreja. A polarização que cresce não é política no sentido comum, mas eclesiológica: entre uma visão institucional mais tradicional e outra que aposta na descentralização e nas mudanças pastorais.
QUANDO POSTEI ANTECIPADAMENTE esta live por aqui, não imaginava que seria uma aula assim tão completa. Deo gratias! Que todos os bons e verdadeiros sacerdotes do Altíssimo os sigam, para que tenhamos uma restauração das coisas na santa Igreja de Cristo.
O BOLETIM MENSAL deste dezembro de 2024 do Priorado Padre Anchieta de São Paulo (SP) da FSSPX traz algumas considerações importantes que nos levam a refletir sobre questões realmente fundamentais para a Igreja de hoje e de sempre. Traremos a seguir alguns comentários e desdobramentos a respeito de certos temas abordados aí. Segue.