O vinho que Jesus e os apóstolos bebiam era alcoólico? É pecado consumir bebida alcoólica?


RECEBEMOS DO LEITOR Acácio a mensagem que reproduzimos abaixo, porque se refere a uma afirmação comum em certos meios neopentecostais e que é tomada como verdade por pessoas ingênuas.

A finalidade de tal mentira é, como de costume, atacar a Igreja Católica. Neste caso, pretendem demonstrar o que consideram um erro: a liberalidade com relação ao consumo – ainda que moderado – de bebidas alcoólicas.

Diz a lorota (não há outra expressão mais adequada) que o vinho consumido por Cristo e os Apóstolos, referido nos livros da Bíblia, era na verdade um inocente suquinho de uvas, já que consumir bebida alcoólica é proibido por diversas dessas "novas igrejas". Segue a pergunta do nosso consulente anônimo:

...Sou católico e a alguns dias conversando com um colega de trabalho protestante lhe disse sobre esses textos que vi aqui, [e] ele me disse que na tradução "certa" não é vinho mais suco de uva. O que posso dizer pra ele?

Caríssimo Acácio, o vinho era vinho mesmo, bem igual ao que consumimos hoje, feito da fermentação da uva – o que o tornava alcoólico, sim senhor.

Não há nenhuma sombra de dúvida sobre isso. O suco de uva dura pouco; após alguns dias envasado, começa a fermentar e se torna alcoólico; foi assim que a humanidade descobriu o vinho, e logo passou a apreciá-lo.

Também é preciso notar que justamente a fermentação, que torna a bebida alcoólica, era o único sistema de conservação que havia naquela época.

O que dizer a um protestante que nega o fato – Há inúmeras provas históricas e até arqueológicas que comprovam o que dissemos até aqui (veja), mas como para o protestante simplesmente não existe ou não tem nenhum valor qualquer coisa que se localize fora do que ficou registrado por escrito na Bíblia, você pode mostrar para ele o que a própria Bíblia diz a respeito:

No Antigo Testamento, vemos como Noé ficou embriagado tomando vinho, em Gênesis 9,18-27 e 19,31;34. 

Outro exemplo – este do tempo em que Cristo caminhou sobre a Terra – é o Pentecostes: diante da manifestação do Espírito Santo, diziam os incréus escarnecedores que os Apóstolos agitavam-se e falavam em línguas que desconheciam porque estavam "embriagados de vinho" (Atos 2,13).

Ora, ninguém fica embriagado tomando suco, não é mesmo?

Tanto isso é verdade que diversos textos da mesma Bíblia advertem quanto ao consumo imoderado do vinho, como vemos por exemplo em Provérbios 20,1 e Levítico 10,8, quando Deus ordena aos sacerdotes que não tomem vinho ou outra bebida forte quando fossem adentrar ao Tabernáculo. Se o vinho não fosse alcoólico, essas advertências, claro, não teriam nenhum sentido.

Encontrei até um site protestante que reconhece esse fato tão simples. Se quiser conferir, aí está:


Resumindo tudo, não deixaremos de dizer o óbvio, porque o óbvio quase sempre precisa ser dito. O mal e o pecado, neste caso como em tantos outros, não estão no consumo da coisa em si, mas sim na imoderação e nos efeitos dessa imoderação. Beber vinho ou outra bebida alcoólica não é pecado. Embriagar-se e perder o controle dos próprios atos, sim. 

Por isso mesmo, que os "fracos" – os alcoólatras ou aqueles que possuem tendência para a adicção – não o consumam, porque mesmo um pequeno gole seria, para estes, ocasião de pecado. Os que não possuem tal dificuldade, bebam moderadamente, e evitem fazê-lo diante dos que não podem beber, para não expô-los á tentação.

Por fim, é interessante lembrar também àqueles que por opção particular não bebem –, por achar que é melhor assim e/ou para evitar qualquer tipo de ocasião de pecado –, que estão fazendo algo digno e justo, mas... Não julguem os que não fizeram a mesma opção.

Toda abstenção e penitência é válida e pode ser muito útil, se não for transformada em mais um meio de vaidade, algo que servirá para aquele que o pratica considerar-se moral ou espiritualmente superior aos demais. Os abstêmios sigam em paz com suas consciências e ofereçam continuamente o seu sacrifício a Deus –, que saberá recompensar a cada um segundo sua honestidade e pureza de intenções –, sem querer impor aos outros aquilo que escolheram para si mesmos.

Esperamos ter ajudado a esclarecer a questão, por misericórdia divina.

** Assine a revista O FIEL CATÓLICO e tenha acesso a muito mais!

______
• Para saber mais sobre a origem e história do vinho
www.ofielcatolico.com.br

Padre não queria ser identificado como sacerdote católico após escândalos, mas recebeu uma mensagem clara dos Céus


EM UMA MENSAGEM no Facebook, um sacerdote admitiu que, diante dos escândalos de abusos sexuais envolvendo o clero, ele chegou a sentir vergonha de usar o clergyman ou "clesma" (o colarinho branco clerical, que identifica os padres quando não estão usando a batina). Uma triste situação, mas terminou vivendo uma magnífica experiência que lhe devolveu a paz.

Trata-se do Pe. Jonathan Slavinskas, nascido em 25 de junho de 1984 em Worcester, Massachusetts (EUA), e ordenado sacerdote em 2012. Atualmente, ele é pároco de St. Bernard's Catholic Church of Our Lady of Providence Parish, onde é atuante e muito querido, especialmente pela comunidade carente.

Em sua mensagem compartilhada nas redes sociais no último dia 19 (agosto/2018), o sacerdote contou que durante toda a semana "andou com o coração pesado" e "completamente aborrecido e frustrado depois da divulgação dos relatórios de abusos na Pensilvânia e da situação de McCarrick".

Recordou Slavinskas que, quando estava no ensino médio e depois, na faculdade, os escândalos ocorreram pela primeira vez no nordeste do seu país; deste modo ee era consciente da "sombra" que estaria sobre ele se decidisse tornar-se sacerdote. Entretanto, seguiu com o seu ministério confiando em Nosso Senhor.

A minha oração contínua foi pelas vítimas. Na medida em que seguem as notícias, o meu coração sofre mais. Agora, o clergyman representa algo totalmente oposto ao que deveria ser. Enquanto caminhava pelas ruas, questionava-me sobre quantas das pessoas que me viam se perguntavam: ‘Este será também um abusador sexual?'”, escreveu.

Disse ainda que, nos últimos dias, depois de passar da reitoria à paróquia, e enquanto distribuía materiais escolares a jovens carentes do bairro, alguém lhe disse: "Tire o clesma!". Entretanto, uma experiência que teve ao visitar um hospital lhe devolveu a esperança e o seu desejo de usar este símbolo do seu sacerdócio, novamente e com alegria. Conta o próprio paddre Slavinskas:

Hoje de manhã, eu não queria usar o clergyman. Eu estava envergonhado. Estava cansado. Estava com raiva, mas mesmo assim o usei. Depois, quando visitei os paroquianos doentes no hospital, passei perto de uma mulher que estava do lado de fora de um quarto. Enquanto eu continuava andando em direção ao elevador, ela se aproximou de mim por trás e me perguntou se eu era um sacerdote católico. Eu estava pronto para receber o golpe...
Mas quando me virei e disse 'sim?', a mulher me perguntou, com lágrimas nos olhos, se eu poderia ungir o seu irmão, que estava morrendo de câncer.

Em seguida, Pe. Slavinskas refletiu e disse a si mesmo que não importava o que pensara sobre o clergyman nos últimos dias, pois aquela mulher o viu como "um sinal de esperança e da Presença de Cristo".

Se eu tivesse decidisse não usá-lo, seu irmão não teria recebido a Sagrada Comunhão de que necessitava, e toda a sua família não teria experimentado o consolo", reconheceu o padre. Além disso, recordou que o clergyman não trata do que ele poderia sentir ou não, mas que se “refere a Jesus Cristo”, trata-se de "recordemos que não estamos viajando sozinhos neste mundo".

Certamente não sou digno de usá-lo, mas percebo que estou chamado a usá-lo, não por mim, mas pelo bem dos outros. Quando o coloco, devo pedir a Deus para que me converta em um sacerdote santo, uma ponte e não um obstáculo.

Depois desta experiência, Pe. Slavinskas começou a rezar todas as manhãs por "uma consciência mais profunda da grande responsabilidade e magnitude do que representam" essas peças que são parte da vestimenta de um sacerdote.

"Por favor, façam uma oração por mim", concluiu Pe. Slavinskas em seu depoimento.

Parabenizemos ao Padre Slavinskas, fiel católico, pela fidelidade e pela atitude de coragem! Aqui está sua página do Facebook.

** Assine a revista O FIEL CATÓLICO e tenha acesso a muito mais!

_____
Com ACI Digital 'VIRAL: Sacerdote não queria usar clesma após escândalo de abusos e isso foi o que aconteceu'.
www.ofielcatolico.com.br

Dom Athanasius Schneider sobre o caso Viganò


DOM ATHANASIUS SCHNEIDER O.R.C., o respeitado Bispo auxiliar de Astana, Cazaquistão, e Bispo titular de Celerina, Suíça, teceu reflexões públicas a respeito da carta também pública do cardeal Dom Carlo Maria Viganò (saiba mais) às quais foram publicadas em português pelo combativo apostolado "Fratres in Unun". Reproduzimos, abaixo, o resumo das suas declarações nos trechos mais importantes dos comentários de Sua Eminência. Segue.

É um fato raro e extremamente grave, na história da Igreja, que um bispo acuse pública e especificamente o Papa reinante. (...) Dom Viganò confirmou sua declaração por meio de um juramento sacro invocando o nome de Deus. Não há, portanto, motivo razoável e plausível para duvidar da veracidade do conteúdo do documento do Arcebispo Carlo Maria Viganò.

(...) Católicos por todo o mundo, simples fiéis, os “pequenos”, estão profundamente chocados e escandalizados com os graves casos recentemente divulgados, nos quais autoridades da Igreja acobertaram e protegeram clérigos que cometeram abusos sexuais contra menores e contra seus próprios subordinados. Tal situação histórica, que a Igreja vive em nossos dias, requer absoluta transparência em todos os níveis da hierarquia da Igreja, e, em primeiro lugar, evidentemente, do próprio Papa.

(...) É completamente insuficiente e nada convincente que as autoridades da Igreja continuem a formular apelos genéricos de tolerância zero em casos de abusos sexuais por parte de clérigos e pelo término de acobertamento desses casos. Igualmente insuficientes são os apelos estereotipados de perdão em nome das autoridades da Igreja. Esses apelos por tolerância zero e pedidos de perdão se tornarão críveis somente se as autoridades da Cúria Romana lançarem as cartas à mesa, dando nome e sobrenome de todos aqueles na Cúria Romana – independentemente de seu posto e título – que acobertaram os casos de abusos sexuais de menores e de subordinados.

(...) Não surpreenderia se a oligarquia da mídia mainstream internacional, que promove a homossexualidade e a depravação moral, começasse a denegrir a pessoa do Arcebispo Viganò e deixasse o núcleo do assunto de seu documento cair no esquecimento.

(...) Firmeza e transparência em constatar e confessar os males na vida da Igreja ajudarão a iniciar um eficiente processo de purificação e renovação espiritual e moral. Antes de condenar os outros, todo detentor de cargo eclesiástico na Igreja, independentemente do cargo e título, deve se questionar, na Presença de Deus, se ele mesmo acobertou, de alguma forma, abusos sexuais. Descobrindo-se culpado, deveria confessá-lo publicamente, pois a Palavra de Deus o admoesta: 'Não te envergonhes de reconhecer tua culpa' (Ecl. 4,26). Pois, como São Pedro, o primeiro Papa, escreveu: 'Chegou o tempo do juízo, a começar pela Casa (Igreja) de Deus' (1 Pedro 4,17).

+ Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Maria Santíssima em Astana

** Assine a revista O FIEL CATÓLICO e tenha acesso a muito mais!

____
Fonte:
Fratres in Unun, 'Exclusivo – Reflexões de Dom Athanasius Schneider sobre o caso Viganò', disp. em:
https://fratresinunum.com/2018/08/28/exclusivo-reflexoes-de-dom-athanasius-schneider-sobre-o-caso-vigano/
Acesso 28/8/2018
www.ofielcatolico.com.br

Arcebispo pede publicamente a renúncia do papa Francisco


O CARDEAL ARCEBISPO italiano Carlo Maria Viganò (foto), ex-representante diplomático/núncio apostólico  da Santa Sé nos Estados Unidos, afirmou em uma carta divulgada no domingo último (26/8/2018) que o papa Francisco sabia desde 2013 das acusações de abuso sexual envolvendo o cardeal norte-americano Theodore McCarrick, e que falhou gravemente em punir o prelado. 

Viganò, de 77 anos, escreveu uma carta de 11 páginas [leia na íntegra (em inglês)] – que foi publicada por veículos de Imprensa europeus – na qual denuncia membros da Igreja de formarem um "lobby gay" e acobertarem as acusações contra o Cardeal americano. Segundo o depoimento, Francisco conheceu o caso em 23 de junho de 2013 porque o próprio núncio o comunicara; mesmo assim, Francisco "seguiu encobrindo McCarrick", diz o documento, que contém a seguinte afirmação:

Neste momento extremamente dramático para a Igreja, ele deve admitir seus erros e, seguindo o proclamado princípio de tolerância zero, o papa Francisco deve ser o primeiro a dar um bom exemplo aos cardeais e bispos que acobertaram os abusos de McCarrick e renunciar junto com todos eles.”

Em junho, McCarrick, de 88 anos, foi afastado do Colégio Cardinalício e o Papa argentino "dispôs sua suspensão para exercer publicamente seu ministério sacerdotal, assim como a obrigação de que permaneça em uma residência que lhe será atribuída para uma vida de oração e penitência".

Viganò ainda explica, na carta, que foi o próprio pontífice quem lhe perguntou em 2013: "Como é o cardeal McCarrick?", e que informou ao pontífice que o ex-arcebispo de Washington "corrompeu gerações de seminaristas e sacerdotes, e assim o papa Bento XVI o afastou, ordenando que ele se retirasse para uma vida de oração e penitência".

Ao assumir Francisco, entretanto, logo contrariou a decisão de Bento e desfez sua ordem; bem mais do que isso, "fez de McCarrick o seu fiel conselheiro junto com Maradiaga (Óscar Andrés Rodríguez, cardeal hondurenho)". 

Viganò diz que Francisco é um homem muito preocupado em passar uma imagem pública de humildade e santidade, mas que seus modos nos bastidores são diferentes do que procura aparentar: "Só quando foi obrigado pela denúncia de um menor, e sempre em função dos aplausos dos meios de comunicação, tomou medidas para, assim, proteger a sua imagem midiática", denuncia.

O Arcebispo italiano justificou a denúncia ao Papa dizendo que a carta foi ditada para que todos saibam que "a corrupção alcançou o topo da hierarquia eclesiástica". Viganò destacou que enviou vários relatórios sobre a conduta do ex-arcebispo de Washington, mas que foi ignorado pelos cardeais Angelo Sodano e Tarcisio Bertonepelos, respectivamente, secretários de Estado de João Paulo II e Bento XVI.


Gravidade da denúncia

O ex-núncio também acusou o atual arcebispo de Washington, Donald Wuerl, sucessor de McCarrick, de conhecer as acusações, pois, do mesmo modo, ele mesmo o informara quanto ao assunto em várias ocasiões.

Viganò denuncia vários membros católicos pertencentes à ala mais progressista e próxima de Francisco, como o cardeal Maradiaga, e garante que também tem "relatórios" contra o recém-nomeado substituto para os Assuntos Gerais da Secretaria de Estado do Vaticano, o venezuelano Edgar Peña Parra.

O documento, tem data de 22 de agosto, o que pode demonstrar uma certa hesitação da parte de Viganò em assumir tão pesada tarefa. No domingo, 26, veio a publicação, após as declarações de Francisco repudiando os abusos sexuais cometidos pelo clero na Irlanda, admitindo o "fracasso" da Igreja para lidar com a questão, durante o Encontro Mundial das Famílias em Dublin.



Assim como no caso das Dubia, Francisco também não se pronunciará quanto a este documento

O Papa Francisco disse neste domingo, 26, que ele não irá se pronunciar sobre as acusações.  Esta foi também a sia reação à época da publicação das Dubia (carta publicada por quatro eminentes cardeais que pediam filialmente uma explicação sobre as ambiguidades da Exortação Apostólica Amoris Laetitiasaiba mais).

Francisco conversou com jornalistas enquanto embarcava para deixar Dublin e voltar para Roma, após dois dias de visita à Irlanda.

"Eu li o documento esta manhã. Eu o li e vou dizer que, sinceramente, eu preciso dizer isso para vocês (jornalistas) e para todos vocês que estão interessados: leiam o documento cautelosamente e julguem por vocês mesmos", disse. "Eu não vou dizer uma palavra sobre isso. Eu acho que o documento fala por si mesmo e vocês (jornalistas) têm capacidade jornalística suficiente para chegar às suas próprias conclusões", completou.

Ele sabia ao menos desde junho de 2013 que McCarrick era um predador em série; e, mesmo sabendo que ele era um homem corrupto, (Francisco) o acobertou até o amargo fim. (da carta aberta do cardeal Carlo Maria  Viganò)
EFE e REUTERS, com Estadão e Veja
www.ofielcatolico.com.br

A desgraçada descendência de Judas


Por Pe. Heitor Matheus – LifeSiteNews.com
Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere

O ASSUNTO QUE EU gostaria de abordar hoje não é fácil. Mas ninguém pode ignorar o que tem ocorrido e fingir que nada aconteceu. Os escândalos noticiados ao longo dos últimos cinquenta ou sessenta anos são muitos dolorosos para a Igreja. E porque nos machucam, tendemos a não falar a respeito e deixar a água correr em silêncio. Isso, porém, não resolverá nada; pois a solução do problema não está em negar a sua existência. 

Temos de ser realistas. Se há algo de errado, devemos aprender a encará-lo. Por isso, precisamos enfrentar esses fatos terríveis que vemos hoje em dia. São escândalos que abalaram a fé de muitas pessoas boas. Algumas deixaram de crer em Deus porque foram traídas pelos homens. Não podemos esquecer que a nossa fé não se baseia em homens, mas em Deus. É Ele a Rocha da nossa salvação. 

Cremos porque Deus revelou-se a Si mesmo. Ainda que todos os sacerdotes fossem indignos da nossa confiança, isso em nada diminuiria a verdade da nossa religião. Traidores sempre os houve entre nós, desde o início da Igreja. Quando Nosso Senhor Jesus Cristo escolheu os doze Apóstolos, havia entre eles um traidor: um homem eleito Apóstolo, que durante três anos conviveu com Nosso Senhor. Um homem encarregado de pregar a Verdade e agraciado inclusive com o poder de operar milagres. Um homem ordenado padre na Quinta-Feira Santa… Este homem era um traidor. Ele trocou a vida do Mestre por um punhado de moedas; ele abandonou sua vocação a fim de satisfazer sua paixão. 

No caso de Judas, foi o amor ao dinheiro o que o fez perder Deus, mas poderia ter sido qualquer outro vício. Ele poderia estar sentado em um trono no Céu, mas ele preferiu o Inferno. 

Oh! quão horrível é contemplar a queda de um “anjo”! No entanto, convém notar que os primeiros cristãos não perderam a fé diante da traição de Judas; tampouco pensaram eles que, sendo Judas um Apóstolo, também os outros Onze haveriam de ser traidores. 

Não. Se adotarmos as “proporções” do Evangelho, podemos dizer que, a cada doze homens, um é traidor. Quando ouvirdes, pois, a notícia de um escândalo envolvendo um padre indigno da própria vocação, lembrai-vos, por favor, dos outros onze padres fiéis, cujos nomes não saem nos jornais [pois cumprir os Mandamentos de Deus e seguir o Evangelho não costuma dar 'ibope']. 

Lembrai-vos e consolai-vos, porque, para cada traidor, há onze bons servos de Deus. Não podemos desconfiar de Pedro, Tiago e João e dos demais por causa de Judas. Sim, havia um traidor entre os Apóstolos, mas os outros Onze permaneceram fiéis. 

Não permitamos que tais escândalos fragilizem a nossa fé. Esta missão é do diabo: destruir a Igreja de Deus, lançando-lhe no rosto imaculado a vergonha e a imundície de seus membros. Toda essa confusão, todas essas heresias, toda essa imoralidade, tudo isso não passa da fumaça de Satanás que penetrou a Igreja. Seja como for, a Igreja continua a mesma, a Esposa de Cristo, ainda que o seu rosto se encontre desfigurado pelos pecados de seus membros. A Igreja não se corrompeu, ainda que dentro dela haja muita gente corrompida. Lembrai-vos: a Igreja é, em si mesma, sem pecado, mas não sem pecadores. 

Poderíamos, contudo, perguntar-nos: qual é a raiz do problema? Qual é causa de todos estes escândalos? Irmãos, duas são as causas. Antes de tudo, temos a perversidade, a malícia desses criminosos, que são pessoal e completamente responsáveis por todo o mal que praticaram. E eles fizeram muito mal, feriram muitas pessoas. O mais profundo círculo do Inferno está reservado a essa desgraçada descendência de Judas, que são todos os padres infiéis, caso não se arrependam a tempo. 

Eis a causa imediata do problema: a malícia desses traidores, que deram as costas a Deus para servir os ídolos de suas paixões perversas. Há, porém, uma outra causa, que poderíamos chamar “mediata” ou “remota”, mas nem por isso menos importante para compreendermos o problema. E esta causa, irmãos, são os nossos próprios pecados. Os pecados de cada um de nós. Sei que preferiríeis não ouvi-lo, mas o fato é que os maus sacerdotes são um castigo de Deus devido aos nossos pecados. Deixai-me ler-vos o que há vários séculos escreveu São João Eudes: 

O sinal mais claro da ira divina e o castigo mais terrível que Deus pode lançar sobre o mundo é permitir que o seu povo caia nas mãos de padres que o são mais de nome que de coração, de sacerdotes que praticam a crueldade de lobos rapaces em vez da caridade de pastores zelosos. Permitir uma tal coisa é prova evidente de que Deus está irado com o seu povo, sobre o qual faz recair o mais pavoroso efeito de sua ira. É por isso que Ele clama sem cessar aos cristãos: “Voltai, filhos rebeldes, voltai, e dar-vos-ei pastores segundo o meu coração” (Jr 3, 14-15). Nesse sentido, a imoralidade da vida dos padres constitui um flagelo contra os pecados do povo. 

Meus irmãos, como nos deviam fazer tremer estas palavras! O triste estado em que vemos hoje a Igreja é consequência também dos nossos pecados. Estamos sendo punidos por Deus. A crise que hoje nos assola é, ao fim e ao cabo, uma crise de santidade. Falta de santidade, em primeiro lugar, no clero; mas falta de santidade também entre os leigos. 

Por nossa infidelidade, provocamos a ira divina. Eis o ponto a que chegamos hoje. Mas o que podemos fazer, agora, para ajudar a Igreja nestes tempos tão conturbados? A primeira coisa a fazer, meus irmãos, é pedir a Deus por santos sacerdotes. Nosso Senhor Jesus Cristo disse: “Pedi ao Senhor da messe que envie operários à sua messe”. A Igreja sempre viu nessas palavras a obrigação de todos fiéis de rezar e fazer penitência, a fim de que Deus nos envie santos sacerdotes. 

Há cerca de cinquenta ou sessenta anos, a Igreja tinha o costume de dedicar anualmente doze dias de oração e penitência à santificação dos sacerdotes — eram as chamadas “Têmporas”. Doze dias de oração e penitência, que já não existem mais para boa parte dos fiéis, já que o costume se extinguiu com a reforma litúrgica. Com mudanças como esta, não é de espantar o quão baixo tenhamos caído! 

De fato, quem hoje reza pelos padres? Quem se mortifica por eles? Temo que bem poucos hoje aqui poderiam levantar a mão e dizer: “eu”. Precisamos lembrar que os fiéis têm uma grave responsabilidade na santificação do clero. 

A segunda [e talvez mais importante] coisa que devemos fazer para ajudar a Igreja é trabalhar em nossa santificação pessoal, pois, como vimos, essa praga de maus padres é um castigo dos nosso próprios pecados. Temos de compreender que formamos um só Corpo, de modo que os pecados de um membro afetam os demais. Nossos pecados têm consequências espirituais, não só para nós, mas para as nossas famílias e para toda a Igreja, e isso de tal maneira que poderíamos dizer que, quando nos degradamos pelo pecado, é a toda a Igreja que envilecemos; mas quando, ao contrário, buscamos elevar-nos por uma vida santa, elevamos conosco toda a Igreja. Dessa forma, queridos irmãos, todos estes escândalos devem ser para nós um apelo pessoal de conversão, uma chamada a rezarmos mais, a fazermos mais penitência, a pedirmos a Deus que se compadeça de nós e conceda à sua Igreja bons padres, santos sacerdotes, segundo o seu próprio Coração. 

Três coisas, portanto, devemos ter em mente ao depararmos com um escândalo. Primeira: nossa fé não se baseia em homens, mas em Deus. Segunda: mesmo entre os doze Apóstolos havia um traidor. E terceira, os padres precisam das nossa orações. 

Reclamar e lamentar-se, irmãos, não basta. Se queremos bons e santos sacerdotes, nós todos precisamos rezar. Amém.

** Assine a revista O FIEL CATÓLICO e tenha acesso a muito mais!
col
___
Fonte:

https://padrepauloricardo.org/blog/a-desgracada-descendencia-de-judas
Acesso 27/8/2018

www.ofielcatolico.com.br

Movimento pela apostasia em massa na Argentina

COALIZÃO QUE DEFENDE o "Estado laico" – com uma concepção completamente distorcida do termo, já que laico não é sinônimo de ateu, e as convicções morais/espirituais/religiosas da população devem ser levadas em conta em qualquer sociedade de Direito democrático – ganhou destaque em manifestações a favor da legalização do aborto, rejeitada recentemente pelo Senado. 

Lá como cá, os militantes das ideologias anticristãs, mesmo constituindo uma minoria, são exemplarmente persistentes em suas metas e nunca não se dão por derrotados: quando a população pensa que o mal foi vencido, lá ressurgem eles com novas iniciativas. 

Vem ganhando força na Argentina esse movimento claramente satânico, que se opõe a qualquer influência de entidades religiosas na política e encoraja a população a abandonar (claro) a Igreja Católica, especialmente após a recente rejeição pelo Legislativo da legalização do aborto no país. Segundo o grupo, milhares já entregaram seus formulários de renúncia formal à Igreja. 


Vendedor oferece lenço com slogan pró Estado laico durante manifestação de apostasia coletiva em Buenos Aires (Foto: DW / Deutsche Welle)

Em manifesto publicado em seu portal de internet, a organização chamada "Coalizão Argentina por um Estado Laico" (CAEL) condena o que chama de "manobras exercidas por algumas autoridades eclesiásticas para atrasar, obstaculizar e renegar o exercício da liberdade de consciência e religião daquelas pessoas que renunciam sua afiliação à Igreja Católica". O grupo solicita a eliminação dos dados pessoais dos registros da Igreja.

Fundada em 2009, a CAEL se tornou mais conhecida durante as manifestações no início de agosto a favor do projeto de lei que visava legalizar o aborto na Argentina, distribuindo lenços de cor laranja. Após ser aprovada por maioria apertada na Câmara, a proposta acabou sendo rejeitada pelo Senado. A maioria maciça da população argentina comemorou o resultado, mas os inimigos de Cristo não desistem: no último sábado, dia 18 de agosto, centenas de pessoas se reuniram em Buenos Aires para o evento denominado "apostasia coletiva", convocado pela CAEL. A organização distribuiu formulários de renúncia à Igreja Católica, que serão entregues à Conferência Episcopal do país, terra natal do papa Francisco.

Apostasia significa apostasia, o repúdio total e consciente da fé cristã (saiba mais). Segundo a fé cristã, tais pessoas estão, literalmente, pedindo para ser extirpadas do Corpo de Cristo e escolhendo não entrar no Céu. Longas filas se formaram na capital e em outras seis cidades do país. Os organizadores esperam ainda que milhares de pessoas registrem oficialmente o desejo de que a Igreja não interfira na política e de que seus nomes sejam retirados dos registros.

"Estamos recebendo apostasias de todos os que quererem renunciar a seus laços com a Igreja", disse Maria José Albaya, uma das organizadoras do evento. Segundo a coalizão, algumas dioceses se recusaram a iniciar os trâmites da desfiliação. "Este feito constitui uma grave violação das liberdades de consciência e religião", diz o manifesto.

Para se desvincular da Igreja, as pessoas que foram batizadas devem enviar uma carta à instituição informando sua decisão. No texto, deve ser mencionado o ano e o local onde ocorreu a cerimônia, além de uma breve explicação dos motivos da desfiliação.

A primeira "apostasia coletiva" foi organizada em 8 de agosto, dia do debate sobre o aborto legal no Senado. Na ocasião, cerca de 2.500 pessoas apresentaram sua renúncia à Igreja Católica e no último fim de semana o número de desfiliações foi similar, segundo a CAEL.

O movimento considera que a rejeição do projeto de lei que legalizaria o aborto até a 14ª semana de gestação foi influenciada pelas autoridades eclesiásticas. A Igreja Católica, assim como as protestantes/"evangélicas", opuseram-se fortemente à iniciativa, organizando manifestações e atos religiosos. 

Apesar do barulho feito pela CAEL, a Constituição da Argentina já assegura o direito à liberdade religiosa, ainda que o Estado outorgue um status jurídico preferencial à Igreja Católica – o que não é de se estranhar, na medida em que mais de dois terços dos 43 milhões de argentinos declaram-se católicos e, em qualquer regime democrático, a vontade da maioria prevalece.
_____
Fonte:
Portal Terra, 'Movimento impulsiona desfiliação da Igreja Católica na Argentina', em
terra.com.br/noticias/movimento-impulsiona-desfiliacao-da-igreja-catolica-na-argentina,c9f3fdc8c61a55091777cef4e3f0c1751j31h0m3.html
Acesso 25/8/2018
www.ofielcatolico.com.br

A corrente conservadora

O texto a seguir é corajoso e pode provocar polêmica, na medida em que contém opiniões particulares – ainda que as opiniões de um digno sacerdote de Cristo, fidelíssimo amante da Tradição e da Sã Doutrina de Nosso Senhor. Não necessariamente expressa a posição de nosso apostolado em tudo o que diz (ainda que definitivamente concordemos com ele em quase tudo), mas certamente é de grande valor e leva a reflexões não apenas importantes, mas necessárias aos cristãos do nosso tempo.



Pelo Revmo. Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa

COM O AGRAVAMENTO da crise na Igreja e as perspectivas sombrias quanto ao futuro do Brasil, as lideranças mais sensatas e responsáveis da Igreja e da sociedade civil começam a organizar-se e a arregimentar-se com vista a uma reação que impeça o triunfo completo do espírito revolucionário sobre toda a civilização ocidental. Fala-se da formação de uma "corrente conservadora". A proposta parece-me boa, mas carece de algumas balizas e merece reparos.

Com efeito, no plano estritamente religioso (que se distingue mas não se separa do civil, mas antes tem sobre este sérias implicações) observa-se uma crescente resistência da parte de cardeais e bispos ditos "ratzingerianos" ao pontificado de Francisco I, que inegavelmente tem favorecido o avanço da "teologia da libertação" e pretende levar às últimas consequências tudo aquilo que ficou implícito ou camuflado nos diversos documentos ambíguos do Vaticano II e os predecessores de Bergoglio preferiram deixar congelado a condenar como um erro sutil que mais tarde poderia incendiar toda a Igreja como acontece agora.

Basta pensar na proposta da ordenação de diaconisas e dos viri probati. As “acólitas” e as ministras da Eucaristia de João Paulo II desejam vivamente servir a Igreja de Francisco como diaconisas. E os padres a que elas auxiliam em suas paróquias ficarão felizes de tê-las como diaconisas em suas celebrações. Igualmente, os ministros da Eucaristia e os diáconos permanentes, inspirando-se no exemplo dos padres anglicanos casados, acolhidos na Igreja Latina por Bento XVI, vão aceitar a ordenação presbiteral como se espera seja proposto no próximo sínodo da Amazônia. E quanto ao favorecimento da teologia da libertação, é preciso dizer que, embora tenha sido esta censurada por João Paulo II em sua versão mais radical, Francisco tem respaldo na Pacem in terris de João XXIII, porque este documento preconiza uma colaboração da Igreja com todos os movimentos sociais que, não obstante surgidos de correntes ideológicas alheias à tradição cristã, visam à promoção da “justiça social”.

De maneira que a reação desses prelados ditos conservadores ou ratzingerianos é canhestra e corre o risco de ser ineficaz, porque se recusa a combater o mal pela raiz. E se considerarmos as implicações de todo o seu discurso acanhado no campo político, as consequências podem ser ainda piores. Com efeito, a tendência é que, levados pelo erro da declaração Dignitatis Humanae, esses dignitários insistam em defender a democracia laica em colaboração com as outras religiões, especialmente o judaísmo, em nome de um grande equívoco do nosso tempo, a chamada “civilização judaico-cristã”. Esta não é a verdadeira civilização cristã. É a cultura liberal que se originou e desenvolveu nos Estados Unidos, paraíso das seitas protestantes e do judaísmo. Ou melhor, é um embuste da judeu-maçonaria. A verdadeira civilização é a antiga civilização europeia, tal como a edificou a Igreja Romana, sucessora de Israel, depositária de toda a Revelação divina e guardiã da sabedoria dos antigos gregos e romanos.

Tendo em vista os problemas apontados, parece-me que a colaboração dos católicos da Tradição com os purpurados conservadores hostis a Francisco deve ser muito discreta e condicional, a fim de evitar uma confusão entre os fiéis mais simples, que poderiam ser levados a crer que os inimigos de Francisco I são defensores intrépidos da sagrada tradição. Por outro lado, cumpre reconhecer que Francisco, indiretamente e sem querer, presta um grande serviço à Igreja na medida em que obriga os católicos hoje perplexos a tomar uma posição, a reconhecer que há um problema na Igreja e a examinar as causas desse problema. Aqueles que diziam que Lefèbvre era um anacronismo na Igreja hoje são obrigados a ver que o caminho trilhado por João Paulo II, Bento XVI e agora seguido por Francisco conduz a uma igreja nova, em completa ruptura com toda a Tradição.

Quanto ao preocupante momento político do Brasil, é inútil dizer que não temos nenhum candidato à presidência da República que realmente represente os valores tradicionais da nação. Mais uma vez seremos obrigados a escolher o menos ruim. E o mais doloroso é que o debate político se limita ao problema econômico, isto é, a escolher o candidato que tenha consciência mais clara do gravíssimo problema fiscal e possa, em consequência, tomar as medidas necessárias para impedir que o Brasil acabe como a Venezuela. São os chamados políticos defensores do liberalismo econômico. Porque no medíocre debate político nacional qualquer indivíduo que defenda a propriedade privada, a livre iniciativa, a economia de mercado, logo é classificado como liberal, ainda que no plano dos valores morais e religiosos seja a favor dos princípios imutáveis.

Essa confusão entre conservadores e liberais, própria da ignorância nacional tem consequências negativas. Como observou há uns dez anos um pensador brasileiro, nos EUA são conservadores aqueles que defendem a Constituição federal e querem que haja uma relação harmoniosa entre o Estado e as diversas religiões na América do Norte, que ficam assim asseguradas em seu direito a ter um espaço público na defesa dos seus valores, e liberais são aqueles que defendem uma nova interpretação da Constituição com a pretensão de reduzir a influência religiosa à vida privada. Ao passo que aqui no Brasil qualquer degenerado adepto da revolução cultural mas defensor da economia de mercado é tido na conta de liberal-conservador e qualquer defensor dos valores morais perenes é tido como um liberal por ser defensor da economia de mercado.

Uma das consequências negativas dessa confusão consiste no perigo de se, porventura, amanhã a arregimentação das forças conservadoras for bem sucedida (o que desejamos para evitar a 'venezuelização' do Brasil), os católicos defensores do Reinado Social de Cristo virem a pensar que o sistema político norte-americano baseado na liberdade dos cultos e na soberania popular é o sistema político próprio da cristandade. Na verdade, os EUA são filhos da Revolução moderna. De modo que o termo conservador é tão impreciso e confuso quanto o jogo político direita-esquerda. Que valores conserva um conservador anglo-saxão? A primeira-ministra conservadora da rainha Elisabeth é ultraliberal em matéria de costumes. Que defende um direitista liberal no Brasil? Não se cogita uma aliança entre Ciro Gomes e os democratas?

Em conclusão, para testemunhar nossa fé, sou favorável a um apoio discreto aos cardeais ditos conservadores, e por uma questão de prudência, para evitar um mal maior que seria a completa ruína econômica do Brasil, defendo a arregimentação das forças “conservadoras” e liberais no Brasil, para derrotar nas próximas eleições os comunistas, contato que tal aliança não represente um compromisso que venha a significar uma renúncia ao nosso combate pelo Reinado Social de Cristo.

Anápolis, 11 de julho de 2018
São Pio I, Papa e Mártir

** Assine a revista O FIEL CATÓLICO e tenha acesso a muito mais!

Polonesas contra o feminismo: 'Não queremos que nos digam como devemos ser!'


UM VÍDEO PRODUZIDO pela página polonesa idź Pod Prąd (sim...) tem feito sucesso nas redes sociais. Postado em fevereiro deste 2018, a produção muito singela já teve milhões de visualizações e muitos milhares de compartilhamentos (aprox. 700 mil apenas na primeira página que o postou) e traz o depoimento de diversas mulheres polonesas contra o feminismo.

“O feminismo tira do homem a oportunidade de ser forte, guiar a família e proteger a mulher. E tira da mulher as suas características naturais, como graciosidade, beleza, sensibilidade e o direito de ser frágil. O feminismo força a mulher a provar que pode ser igualzinha aos homens”, diz umas das mulheres que aparecem na produção.

Uma outra diz que “é maravilhoso pedir ajuda a meu marido e saber que sempre posso contar com ele (...) Não consigo imaginar uma situação em que eu precise proteger meu esposo”. “Ser esposa e futura mãe faz com que eu me sinta realizada”, diz outra. “Desenvolva suas paixões, respeite a si mesma, respeite o seu corpo e, acima de tudo, comece a pensar” é a frase dita por ainda outra mulher bem resolvida.

Outras mulheres assumidamente satisfeitas com aquilo que são dizem outras grandes frases, como:

“Deus criou você de um jeito lindo. Deixe assim!”

“Uma mulher conservadora não tem que mudar nada. Ela sabe que é uma mulher e não sente falta de nada.”

“O feminismo é idiota. É contra o bom senso.” 

“Acho que hoje em dia as mulheres perderam a sua feminilidade, porque tentam se colocar no lugar dos homens.”

“Gostaríamos de dizer que não estamos interessadas no mundo projetado pelas feministas. Pouco nos importam a ideologia de gênero, as teorias queer, o ecologismo e outras ideias esquerdistas. Não queremos que nos digam o que devemos ser!”

“É hora de mostrar às feministas que a sua ideologia é estúpida e danosa para todas as mulheres. É hora de mostrar às mulheres normais que há milhões de nós!”

O vídeo promove o slogan “Sou uma mulher, #NãoUmaFeminista”. A página "idź Pod Prąd", que significa “Contra a corrente”, diz que oferece “pontos de vista que estão em conflito com as opiniões comumente promovidas”.

Assista ao vídeo, com legendas em inglês:


** Assine a revista O FIEL CATÓLICO e tenha acesso a muito mais!

____
Sempre família, 'Vídeo de polonesas contra o feminismo viraliza', disp. em:

https://www.semprefamilia.com.br/video-de-polonesas-contra-o-feminismo-viraliza-nao-queremos-que-nos-digam-o-que-devemos-ser/
Acesso 20/8/2018
www.ofielcatolico.com.br

Carta do Papa Francisco ao povo de Deus

ESCREVEU O SUMO PONTÍFICE da Igreja, papa Francisco, uma belíssima carta dirigida a todo o povo de Deus, a qual fala sobre a ferida e vergonha causada pelos casos de abusos sexuais cometidos por membros do clero na Pensilvânia. Na carta, pede o Papa aos fiéis católicos que rezem e façam jejum, além de cobrar uma atuação firme das autoridades competentes. Segue a íntegra da carta.



«Um membro sofre? Todos os outros membros sofrem com ele» (1 Co 12, 26). Estas palavras de São Paulo ressoam com força no meu coração ao constatar mais uma vez o sofrimento vivido por muitos menores por causa de abusos sexuais, de poder e de consciência cometidos por um número notável de clérigos e pessoas consagradas. Um crime que gera profundas feridas de dor e impotência, em primeiro lugar nas vítimas, mas também em suas famílias e na inteira comunidade, tanto entre os crentes como entre os não-crentes. Olhando para o passado, nunca será suficiente o que se faça para pedir perdão e procurar reparar o dano causado. Olhando para o futuro, nunca será pouco tudo o que for feito para gerar uma cultura capaz de evitar que essas situações não só não aconteçam, mas que não encontrem espaços para serem ocultadas e perpetuadas. A dor das vítimas e das suas famílias é também a nossa dor, por isso é preciso reafirmar mais uma vez o nosso compromisso em garantir a protecção de menores e de adultos em situações de vulnerabilidade.


1. Um membro sofre?

Nestes últimos dias, um relatório foi divulgado detalhando aquilo que vivenciaram pelo menos 1.000 sobreviventes, vítimas de abuso sexual, de poder e de consciência, nas mãos de sacerdotes por aproximadamente setenta anos. Embora seja possível dizer que a maioria dos casos corresponde ao passado, contudo, ao longo do tempo, conhecemos a dor de muitas das vítimas e constamos que as feridas nunca desaparecem e nos obrigam a condenar veementemente essas atrocidades, bem como unir esforços para erradicar essa cultura da morte; as feridas “nunca prescrevem”. A dor dessas vítimas é um gemido que clama ao céu, que alcança a alma e que, por muito tempo, foi ignorado, emudecido ou silenciado. Mas seu grito foi mais forte do que todas as medidas que tentaram silenciá-lo ou, inclusive, que procuraram resolvê-lo com decisões que aumentaram a gravidade caindo na cumplicidade. Clamor que o Senhor ouviu, demonstrando, mais uma vez, de que lado Ele quer estar. O cântico de Maria não se equivoca e continua a se sussurrar ao longo da história, porque o Senhor se lembra da promessa que fez a nossos pais: «dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias» (Lc 1, 51-53), e sentimos vergonha quando percebemos que o nosso estilo de vida contradisse e contradiz aquilo que proclamamos com a nossa voz.

Com vergonha e arrependimento, como comunidade eclesial, assumimos que não soubemos estar onde deveríamos estar, que não agimos a tempo para reconhecer a dimensão e a gravidade do dano que estava sendo causado em tantas vidas. Nós negligenciamos e abandonamos os pequenos. Faço minhas as palavras do então Cardeal Ratzinger quando, na Via Sacra escrita para a Sexta-feira Santa de 2005, uniu-se ao grito de dor de tantas vítimas, afirmando com força: «Quanta sujeira há na Igreja, e precisamente entre aqueles que, no sacerdócio, deveriam pertencer completamente a Ele! Quanta soberba, quanta autossuficiência!… A traição dos discípulos, a recepção indigna do seu Corpo e do seu Sangue é certamente o maior sofrimento do Redentor, o que Lhe trespassa o coração. Nada mais podemos fazer que dirigir-Lhe, do mais fundo da alma, este grito: Kyrie, eleison – Senhor, salvai-nos (cf. Mt 8, 25)» (Nona Estação).


2. Todos os outros membros sofrem com ele.

A dimensão e a gravidade dos acontecimentos obrigam a assumir esse facto de maneira global e comunitária. Embora seja importante e necessário em qualquer caminho de conversão tomar conhecimento do que aconteceu, isso, em si, não basta. Hoje, como Povo de Deus, somos desafiados a assumir a dor de nossos irmãos feridos na sua carne e no seu espírito. Se no passado a omissão pôde tornar-se uma forma de resposta, hoje queremos que seja a solidariedade, entendida no seu sentido mais profundo e desafiador, a tornar-se o nosso modo de fazer a história do presente e do futuro, num âmbito onde os conflitos, tensões e, especialmente, as vítimas de todo o tipo de abuso possam encontrar uma mão estendida que as proteja e resgate da sua dor (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 228). Essa solidariedade exige que, por nossa vez, denunciemos tudo o que possa comprometer a integridade de qualquer pessoa. Uma solidariedade que exige a luta contra todas as formas de corrupção, especialmente a espiritual «porque trata-se duma cegueira cómoda e autossuficiente, em que tudo acaba por parecer lícito: o engano, a calúnia, o egoísmo e muitas formas subtis de autorreferencialidade, já que “também Satanás se disfarça em anjo de luz” (2 Cor 11, 14)» (Exort. ap. Gaudete et exultate, 165). O chamado de Paulo para sofrer com quem sofre é o melhor antídoto contra qualquer tentativa de continuar reproduzindo entre nós as palavras de Caim: «Sou, porventura, o guardião do meu irmão?» (Gn 4, 9).

Reconheço o esforço e o trabalho que são feitos em diferentes partes do mundo para garantir e gerar as mediações necessárias que proporcionem segurança e protejam a integridade de crianças e de adultos em situação de vulnerabilidade, bem como a implementação da “tolerância zero” e de modos de prestar contas por parte de todos aqueles que realizem ou acobertem esses crimes. Tardamos em aplicar essas medidas e sanções tão necessárias, mas confio que elas ajudarão a garantir uma maior cultura do cuidado no presente e no futuro.

Juntamente com esses esforços, é necessário que cada batizado se sinta envolvido na transformação eclesial e social de que tanto necessitamos. Tal transformação exige conversão pessoal e comunitária, e nos leva dirigir os olhos na mesma direção do olhar do Senhor. São João Paulo II assim o dizia: «se verdadeiramente partimos da contemplação de Cristo, devemos saber vê-Lo sobretudo no rosto daqueles com quem Ele mesmo Se quis identificar» (Carta ap. Novo millennio ineunte, 49). Aprender a olhar para onde o Senhor olha, estar onde o Senhor quer que estejamos, converter o coração na Sua presença. Para isso nos ajudarão a oração e a penitência. Convido todo o Povo Santo fiel de Deus ao exercício penitencial da oração e do jejum, seguindo o mandato do Senhor[1], que desperte a nossa consciência, a nossa solidariedade e o compromisso com uma cultura do cuidado e o “nunca mais” a qualquer tipo e forma de abuso.

É impossível imaginar uma conversão do agir eclesial sem a participação activa de todos os membros do Povo de Deus. Além disso, toda vez que tentamos suplantar, silenciar, ignorar, reduzir em pequenas elites o povo de Deus, construímos comunidades, planos, ênfases teológicas, espiritualidades e estruturas sem raízes, sem memória, sem rostos, sem corpos, enfim, sem vidas[2]. Isto se manifesta claramente num modo anômalo de entender a autoridade na Igreja – tão comum em muitas comunidades onde ocorreram as condutas de abuso sexual, de poder e de consciência – como é o clericalismo, aquela «atitude que não só anula a personalidade dos cristãos, mas tende também a diminuir e a subestimar a graça batismal que o Espírito Santo pôs no coração do nosso povo»[3]. O clericalismo, favorecido tanto pelos próprios sacerdotes como pelos leigos, gera uma ruptura no corpo eclesial que beneficia e ajuda a perpetuar muitos dos males que denunciamos hoje. Dizer não ao abuso, é dizer energicamente não a qualquer forma de clericalismo.

É sempre bom lembrar que o Senhor, «na história da salvação, salvou um povo. Não há identidade plena, sem pertença a um povo. Por isso, ninguém se salva sozinho, como indivíduo isolado, mas Deus atrai-nos tendo em conta a complexa rede de relações interpessoais que se estabelecem na comunidade humana: Deus quis entrar numa dinâmica popular, na dinâmica dum povo» (Exort. ap. Gaudete et exultate, 6). Portanto, a única maneira de respondermos a esse mal que prejudicou tantas vidas é vivê-lo como uma tarefa que nos envolve e corresponde a todos como Povo de Deus. Essa consciência de nos sentirmos parte de um povo e de uma história comum nos permitirá reconhecer nossos pecados e erros do passado com uma abertura penitencial capaz de se deixar renovar a partir de dentro. Tudo o que for feito para erradicar a cultura do abuso em nossas comunidades, sem a participação activa de todos os membros da Igreja, não será capaz de gerar as dinâmicas necessárias para uma transformação saudável e realista. A dimensão penitencial do jejum e da oração ajudar-nos-á, como Povo de Deus, a nos colocar diante do Senhor e de nossos irmãos feridos, como pecadores que imploram o perdão e a graça da vergonha e da conversão e, assim, podermos elaborar acções que criem dinâmicas em sintonia com o Evangelho. Porque «sempre que procuramos voltar à fonte e recuperar o frescor original do Evangelho, despontam novas estradas, métodos criativos, outras formas de expressão, sinais mais eloquentes, palavras cheias de renovado significado para o mundo actual» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 11).

É imperativo que nós, como Igreja, possamos reconhecer e condenar, com dor e vergonha, as atrocidades cometidas por pessoas consagradas, clérigos, e inclusive por todos aqueles que tinham a missão de assistir e cuidar dos mais vulneráveis. Peçamos perdão pelos pecados, nossos e dos outros. A consciência do pecado nos ajuda a reconhecer os erros, delitos e feridas geradas no passado e permite nos abrir e nos comprometer mais com o presente num caminho de conversão renovada.

Da mesma forma, a penitência e a oração nos ajudarão a sensibilizar os nossos olhos e os nossos corações para o sofrimento alheio e a superar o afã de domínio e controle que muitas vezes se torna a raiz desses males. Que o jejum e a oração despertem os nossos ouvidos para a dor silenciada em crianças, jovens e pessoas com necessidades especiais. Jejum que nos dá fome e sede de justiça e nos encoraja a caminhar na verdade, dando apoio a todas as medidas judiciais que sejam necessárias. Um jejum que nos sacuda e nos leve ao compromisso com a verdade e na caridade com todos os homens de boa vontade e com a sociedade em geral, para lutar contra qualquer tipo de abuso de poder, sexual e de consciência.

Desta forma, poderemos tornar transparente a vocação para a qual fomos chamados a ser «um sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano» (Conc. Ecum. Vat. II, Lumen gentium, 1).

«Um membro sofre? Todos os outros membros sofrem com ele», disse-nos São Paulo. Através da atitude de oração e penitência, poderemos entrar em sintonia pessoal e comunitária com essa exortação, para que cresça em nós o dom da compaixão, justiça, prevenção e reparação. Maria soube estar ao pé da cruz de seu Filho. Não o fez de uma maneira qualquer, mas permaneceu firme de pé e ao seu lado. Com essa postura, Ela manifesta o seu modo de estar na vida. Quando experimentamos a desolação que nos produz essas chagas eclesiais, com Maria nos fará bem «insistir mais na oração» (cf. S. Inácio de Loiola, Exercícios Espirituais, 319), procurando crescer mais no amor e na fidelidade à Igreja. Ela, a primeira discípula, nos ensina a todos os discípulos como somos convidados a enfrentar o sofrimento do inocente, sem evasões ou pusilanimidade. Olhar para Maria é aprender a descobrir onde e como o discípulo de Cristo deve estar.

Que o Espírito Santo nos dê a graça da conversão e da unção interior para poder expressar, diante desses crimes de abuso, a nossa compunção e a nossa decisão de lutar com coragem.

Francisco, 266º Sumo Pontífice da Igreja de Cristo

Cidade do Vaticano, 20 de Agosto de 2018.


_______
1. «Esta espécie de demónios não se expulsa senão à força de oração e de jejum» Mt 17, 21.

2. Cf. Carta do Santo Padre Francisco ao Povo de Deus que peregrina no Chile, 31 de Maio de 2018.

3. Carta do Papa Francisco ao Cardeal Marc Ouellet, Presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, 19 de Março de 2018.

** Assine a revista O FIEL CATÓLICO e tenha acesso a muito mais!

____
Fonte:
http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/letters/2018/documents/papa-francesco_20180820_lettera-popolo-didio.html
Acesso 20/8/2018

A Igreja e o problema das drogas ilícitas

Kelly Costelo, 16 anos, morta por uso de 'ecstasy'

CERTA CANDIDATA à presidência da república do Brasil nestas eleições de 2018, apesar de se dizer "evangélica", é a favor da despenalização do aborto e da liberação do uso das drogas agora ilícitas. De fato ela não se declara textualmente "a favor", mas sim que quer promover plebiscitos sobre essas questões. Mas, ora, se alguém quer trazer para discussão e decisão popular alguma coisa que já é crime, dando chance para que essa coisa seja legalizada, isso, na prática já é favorecer a coisa. Mais do que isso, ela ainda critica os que se posicionam, segundo ela, "radicalmente" contrários a tais propostas. 

Sobre a chacina de inocentes que se denomina aborto (ou com o desonesto eufemismo 'interrupção voluntária de gravidez') muito já foi dito, e de fato nem deveria ser preciso dizer mais nada – ou será que já estamos sendo obrigados a produzir longas teses para provar ao mundo que a grama é verde? Realmente parece que sim. Mas este artigo de Caio Takeda trata especificamente do problema das drogas.


O intenso crescimento do uso de drogas em todo o mundo tem sido a maior preocupação de muitos governos. Qual o verdadeiro alcance do problema? A Igreja Católica trata dessa importante questão no seu Catecismo, no número 2291, ao constatar o fato: "O uso de drogas causa gravíssimos danos à saúde e à vida humana. Salvo indicações estritamente terapêuticas, constitui falta grave. A produção clandestina e o tráfico de drogas (...) constituem cooperação direta com o mal, pois incitam a práticas gravemente contrárias à lei moral".

Além de constatar a gravidade do uso de drogas para o corpo físico, para a sociedade como um todo e para a alma, a Igreja não deixa de se preocupar com a “cooperação com o mal” que desempenhamos quando tomamos parte em qualquer patamar do longo caminho que a droga percorre, da produção ao usuário.

É evidente que a intemperança é aliada no momento da decisão individual que culmina no “experimentar” de qualquer droga. É fato que uma série de fatores têm contribuído para tornar os jovens cada vez mais vulneráveis aos apelos de uma mídia que parece comprometida com uma política favorável à legalização das drogas. Mas a Igreja Católica –, e não apenas ela –, tem alertado com frequência sobre o perigo escondido na imoderação que conduz ao vício.

Não é segredo que a Igreja sente com mais intensidade o efeito da política globalista favorável às drogas, já que ela é diretamente responsável por milhares de instituições de caridade que cuidam de pessoas que foram vítimas de políticas irresponsáveis.


* * *

Um argumento muito comum, que ouvimos há muito tempo (especialmente da parte dos usuários de drogas), é: "Não há diferença entre fumar um cigarro ou tomar uma cerveja, por exemplo, e fumar maconha, já que todos são drogas.

Segundo essa fraquíssima linha de pensamento, as ações dos que se posicionam contra o uso das drogas ilícitas seriam hipócritas: que moral teria alguém que aprecia tomar o seu drinque, vez em quando, para criticar aqueles que apreciam um inocente "baseado"? Hoje, não faltam supostos estudos que parecem sugerir que o consumo da maconha seria até menos prejudicial que o do álcool ou o do cigarro comum.

Esquecem-se estes de um fato importantíssimo; há uma palavrinha envolvida nessa discussão que faz toda a diferença, e é esta: "ilícita".

Ainda que um dia viesse a se comprovar, acima de qualquer dúvida, que a maconha enquanto substância é inócua, que o seu consumo não traz qualquer prejuízo ao organismo humano, nada muda a terrível realidade: por ser ilícita, a cada vez que um usuário a adquire –, seja comprando numa "boca de fumo" ou indiretamente, de distribuidores contratados pelo tráfico –, ele está, literalmente, sustentando o sistema criminoso que mantém e possibilita que alguns dos piores e mais cruéis bandidos que conhecemos continuem as suas atividades.

Verdadeira hipocrisia é a daqueles que consomem as drogas ilícitas e se escandalizam com as notícias de assassinatos e torturas perpetrados por bandidos que eles mesmos financiam e sustentam. Cada morte, cada gota de sangue inocente derramado, cada vida ceifada pelo sistema criminoso que proporciona aquela droga, é diretamente financiada por cada consumidor da mesma droga; por cada pessoa inconsequente que imagina que o seu simples cigarrinho de maconha não passa de uma diversão inocente.

É esta cooperação para o mal que a Igreja condena como pecado grave; um pecado ainda pior que o de consumir a droga por si e o risco para a saúde que este consumo implica, assim como se dá no uso irresponsável de todo e qualquer tipo de droga.

Sim, a bebida alcoólica e o cigarro comum também são drogas. Mas a grande, a enorme diferença entre tomar uma cerveja e fumar um baseado é que, no primeiro caso, quem consome está ajudando a sustentar uma empresa legal, que contribui com a sociedade pagando impostos, gerando empregos e favorecendo gente honesta. No segundo caso, quem consome está diretamente sustentando bandidos e assassinos, torturadores de crianças e destruidores da ordem social. Mais do que isso, destruidores dos futuros de uma multidão de jovens imaturos que não veem mal no ato de fumar um "cigarrinho do capeta".

Sendo verdade todo o exposto até aqui, alguns poderão imaginar que se confirma, então, a teoria de que legalizar as drogas ilícitas seria, ao menos, uma parte da solução? O advogado Paulo Moleta responde com propriedade, em dez objetivos tópicos, a seguir:


10 razões para não legalizar as drogas
Por Paulo Moleta

1- A desculpa mais comum dos defensores da legalização é de que fracassou a política mundial de combate às drogas. Ora, isso significaria acreditar que, se a polícia não consegue cumprir sua missão, vamos então des criminalizar o máximo que pudermos para aliviar o sistema policial e penal. Na realidade, o Estado tem que rever suas estratégias de combate ao crime, inclusive o de tráfico internacional de drogas.

2 - A tese de que algo proibido atrai mais a atenção do ser humano é outro engodo. Isso nos levaria ao raciocínio trágico de que todas as leis devem ser banidas para que as pessoas se comportem melhor, respeitando umas às outras.

3 - O argumento de que a legalização forçaria o crime organizado a sair do comércio de drogas é outra falácia. Qualquer um sabe que existe mercado paralelo para tudo. E, no caso das drogas, os traficantes não abandonariam o segmento em hipótese alguma. Não apenas porque muitos deles são usuários e não se inscreveriam em nenhum programa oficial para adquirir sua cota, como assim também fariam muitos dependentes que não se sentem seguros em confessar o próprio vício.

4 - Outra cascata é dizer que a legalização da droga permitiria a regularização do mercado e um preço muito mais baixo acabaria com a necessidade de se roubar para conseguir dinheiro para as drogas. Muitos usuários de drogas praticam crimes não por necessidade, mas apenas porque se sentem mais estimulados a emoções fortes, sobretudo com o uso de drogas pesadas como a cocaína. Crime também está associado à rebeldia.

5 - Legalizar as drogas porque estaria aumentando o número de usuários também não cola. Se realmente está aumentando o número de usuários de drogas ilícitas - na contramão do combate à cultura do tabaco e do álcool - o Estado deveria investir tudo na prevenção contra o uso de drogas lícitas ou ilícitas até porque essa medida resultaria em menos gastos com o tratamento médico dessas pessoas.

6 - A legalização não ajudaria a disseminar informação real sobre as drogas, em hipótese alguma. O que permitiria saber dos perigos das drogas é aumentar os investimentos e esforços em prol de uma cultura de prevenção.

7 - As políticas de redução de dano (o uso controlado de drogas injetáveis, por exemplo) são de fato importantes para se salvar vidas, mas não significam em hipótese alguma que legitimam a legalização das drogas. São coisas diferentes. Quem já "dançou", tem direito a ser inserido nessa política para não morrer e matar outros.

8 - Ao contrário do que defendem alguns, a legalização não restauraria o direito de se usar drogas "responsavelmente", porque drogas quase sempre não combinam com responsabilidade social e nem individual. Como não há dúvida de que drogas fazem mal à saúde, como alguém que as usa pode ser considerado responsável consigo mesmo? Há uma contradição nisso.

9 - Se as prisões por uso de droga são discriminatórias do ponto de vista social ('um pobre com um quilo de maconha é preso por tráfico e um integrante de classe média, com a mesma quantidade, é preso por uso'), o que é preciso é nivelar a punição ao crime, ao menos com um processo judicial, como acontece hoje, e não liberar todos.

10 - Não existe absolutamente nenhuma evidência de que a legalização esteja resolvendo o problema no mundo. E é óbvio que, para surtir algum efeito, uma política de legalização tem que ser globalizada. Não terá êxito algum se for aprovada apenas por um país, porque o tráfico internacional de drogas, assim como outros tipos de crimes, hoje é totalmente globalizado e conectado.
Caio Takeda atua há mais de dez anos ajudando a resgatar a dignidade de dependentes químicos. Além de palestrante e ativista sobre a temática do combate às drogas, é o fundador da comunidade terapêutica “Acolhida”, que possui cinco unidades no Estado de São Paulo. Assim como muitos santos sacerdotes, apela a todos para que divulguem e ajudem iniciativas que buscam devolver a dignidade dessas pessoas desamparadas. É um apelo que ele faz a todos os cristãos, unidos pelo bem da verdade e da justiça, que começa com um possante NÃO a todos os movimentos, de todos os cunhos políticos, que pretendam legalizar drogas. Como nos alerta a Santa Igreja, nós não podemos compactuar com o Mal.

______
Jusbrasil, em:
https://paulocwb.jusbrasil.com.br/artigos/209752299/10-razoes-para-nao-legalizar-as-drogas
Acesso 21/8/2018
www.ofielcatolico.com.br

Este jovem mandou três padres para a cadeia... mentindo contra eles


...MAS A INOCÊNCIA não costuma ser destacada pela mídia ávida por acusações, ainda que sejam caluniosas

A influente revista norte-americana Newsweek publicou extensa reportagem sobre a série de falsidades do ex-coroinha Daniel Gallagher, que se tornara conhecido no país como “Billy Doe”. As mentiras do jovem redundaram na injusta condenação de três sacerdotes e um professor da arquidiocese da Filadélfia, acusados de abusos sexuais cometidos contra ele.

Em 2011, Daniel Gallagher, então com 22 anos, virou manchete nos Estados Unidos ao afirmar que tinha sido violentado diversas vezes pelos padres Charles Engelhardt e Edward Avery (este último acabaria deixando o ministério sacerdotal) e pelo professor Bernard Sheroe quando cursava a quinta e a sexta séries na escola da paróquia de São Jerônimo, na Filadélfia. Seu testemunho levou à condenação dos três supostos agressores e também do pe. William Lynn, ex-vigário da arquidiocese para assuntos do clero, considerado culpado de acobertamento. Foi o primeiro caso da história em que um administrador católico foi condenado por esse tipo de acusação.

O processo foi estendido contra a arquidiocese da Filadélfia, condenada a pagar a “Billy Doe” uma indenização de aproximadamente 5 milhões de dólares. O valor foi pago em agosto de 2015.

Nesse meio tempo, o pe. Charles Engelhardt morreu na cadeia, em novembro de 2014, após ter um pedido negado pela justiça para se submeter a uma cirurgia cardíaca.

Desde as primeiras acusações lançadas por “Billy Doe” em 2009, o jovem apresentou pelo menos nove versões diferentes dos supostos abusos de que se dizia vítima. Sua história, por mais inconsistente que se revelasse, foi o suficiente para atrair as atenções da jornalista Sabrina Rubin Erdely, da revista Rolling Stone, que, em 2011, deu voz às denúncias do rapaz num longuíssimo artigo intitulado “The Catholic Church’s Secret Sex-Crime Files” (“Os arquivos secretos dos crimes sexuais da Igreja Católica”). O texto descrevia “Billy Doe” como “um doce e amável menino de boa aparência juvenil”.

A mesma jornalista escreveu mais tarde sobre o caso de “Jackie”, estudante da Universidade de Virginia que declarava ter sido estuprada por 7 homens durante uma festa de acadêmicos. Pouco tempo depois, descobriu-se que a história de 2014, garrafalmente estampada nas capas da mídia americana e mundial durante semanas, não passava de pura mentira de “Jackie”.

A revista Rolling Stone teve de se retratar publicamente – e agora enfrenta dois processos por difamação.

Voltando ao caso dos padres acusados por mentiras semelhantes: a congregação religiosa do pe. Engelhardt, os Oblatos de São Francisco de Sales, contratou os serviços do psiquiatra forense Stephen Mechanik para avaliar “Billy Doe”, com ordem judicial. No relatório de 40 páginas, divulgado pela revista Newsweek, o psiquiatra mostra os resultados dos exames de MMPI-2 (Inventário de Personalidade Multifásico de Minnesota), aplicados ao jovem acusador: nos exames, “Billy Doe” admite que mentiu e que forneceu “informações pouco confiáveis” sobre o caso.



Para demonstrar que o jovem “nem sempre foi honesto com seus prestadores de serviços médicos”, o psiquiatra fez uma revisão minuciosa da trajetória clínica de Daniel Gallagher, o “Billy Doe”: nada menos que 28 instituições entre clínicas de reabilitação por uso de drogas, hospitais, médicos e conselheiros sanitários.

Em uma das mentiras de Daniel Gallagher, contada em 2007 e repetida em 2011, ele se dizia “paramédico e surfista profissional” e alegava ter tido que abandonar o esporte devido ao vício em drogas. Diante do Dr. Mechanik, porém, ele admitiu que não era paramédico e que nunca foi surfista profissional. O rapaz também tinha afirmado que sofria de hérnia de disco, mas o Dr. Mechanik constatou que nenhum dos registros médicos indicava qualquer diagnóstico desse alegado quadro. Da mesma forma, nas acusações de abuso sexual, o rapaz apresentou, segundo o perito, “informações contraditórias e pouco fiáveis” quanto aos detalhes dos supostos ataques, o que implica que “não é possível concluir com grau razoável de certeza psiquiátrica ou psicológica que o Sr. Daniel Gallagher tenha sido abusado sexualmente”.

A trajetória de Daniel Gallagher inclui fatos verificados como o consumo e tráfico de heroína, além da expulsão de duas escolas secundárias e da passagem por 23 centros de reabilitação por uso de drogas num período de 10 anos. Ele ainda foi detido 6 vezes por roubo e por tráfico de drogas, incluindo um caso de posse e tentativa de distribuição de 56 pacotes de heroína.

“Curiosamente”, nada disso parece ter levantado as suspeitas da justiça norte-americana, que deu crédito ao jovem apesar da falta de provas e, com base apenas em acusações contraditórias, condenou à cadeia, injustamente, os três sacerdotes católicos e o professor apontados como estupradores.

E não foi por falta de alertas: em declaração confidencial obtida e divulgada pela Newsweek, o detetive Joseph Walsh foi consultado, em 29 de janeiro de 2015, sobre nove contradições importantes na história de Daniel Gallagher. O investigador testemunhou que, quando interrogara o rapaz sobre as suas contradições, Daniel adotava três atitudes: ou permanecia sentado sem dizer nada, ou se limitava a alegar que estava drogado, ou contava mais uma história diferente.

A própria revista Newsweek afirma que há um conjunto de razões para se acreditar que Daniel Gallagher mente reiteradamente. A publicação cita, como exemplo adicional aos já mencionados, registros escolares de numerosas denúncias de lesões físicas e psíquicas supostamente sofridas pelo rapaz – todas refutadas.

A quantidade de absurdos no julgamento dos acusados levou o Tribunal Superior do Estado da Pensilvânia, em 22 de dezembro de 2015, a anular pela segunda vez a condenação do pe. William Lynn e a ordenar um novo julgamento. Três juízes concluíram que a magistrada da primeira instância, M. Teresa Sarmina, tinha admitido como provas 21 acusações adicionais de abuso sexual contra o sacerdote – mas as acusações remontavam a 1948, três anos antes do nascimento do padre.

No funeral do pe. Engelhardt, o superior provincial dos Oblatos de São Francisco de Sales, pe. James Greenfield, revelou que, na véspera do julgamento, o falecido sacerdote tinha recebido a proposta de “negociar um acordo para sair da prisão e realizar serviços comunitários”. O sacerdote preferiu ficar na cadeia “porque não pretendia perjurar contra si mesmo ao se declarar culpado de um crime que simplesmente não tinha cometido”.

Justiça e verdade
O escândalo de sacerdotes, religiosos e freiras da Igreja católica responsáveis por abusos morais, econômicos e sexuais é um fato dolorosamente real e comprovado em dezenas de países de todos os continentes.

E é dever de justiça denunciar e punir com rigor cada um desses crimes, tanto por parte das autoridades civis quanto das eclesiásticas – nem sempre, porém, as autoridades eclesiásticas envolvidas tiveram mão firme para cumprir este dever, envolvendo-se, algumas delas, no escândalo adicional do acobertamento dos abusadores.

Os Papas Bento XVI e Francisco impulsionaram medidas rígidas de combate tanto a esses crimes quanto ao seu encobrimento por parte de autoridades cúmplices, embora a rede de facilitação de abusos fosse ampla o suficiente para continuar interpondo obstáculos às novas medidas de transparência, punição dos criminosos e indenização às vítimas.

Apesar dessas sabotagens, as medidas adotadas pela Igreja têm sido firmes e efetivas, conforme pode ser conferido nas matérias recomendadas abaixo(ou em muitíssimas outras):

As medidas da Igreja católica para enfrentar e solucionar o problema têm lhe dado lugar de destaque positivo entre as muitas outras instituições que, com bem menos sensacionalismo midiático, também vêm sendo acusadas de crimes idênticos – e isso envolve políticos, juízes, autoridades policiais e do exército, figurões do mundo das finanças internacionais e dos impérios da mídia, astros do cinema e da televisão e craques do universo esportivo, além de outras religiões e seitas, para citar apenas uma parte dos setores já comprovadamente manchados. Mas a mídia, assim como a ONU e sua agenda ideológica nem sempre interessada na verdade dos fatos, prefere evidenciar e até amplificar os casos ligados a clérigos.

Além de se esforçar para ampliar ao máximo toda acusação contra a Igreja, coisa que não costuma fazer com o mesmo empenho no caso de outras instituições, a mídia também parece esforçar-se para dar o mínimo possível de destaque às notícias sobre a inocência de padres caluniados e até presos injustamente por crimes que não cometeram.

** Assine a revista O FIEL CATÓLICO e tenha acesso a muito mais!

____
Com o portal parceiro Aleteia, em:
https://pt.aleteia.org/2017/05/17/este-jovem-levou-3-padres-para-a-cadeia-mentindo-contra-eles/
Acesso 17/9/2018
www.ofielcatolico.com.br

Rezar com constância o santo Rosário: um depoimento



ANTES DE SER CATÓLICO, e mesmo algum tempo depois de convertido, sempre achava exagerado o que se dizia a respeito do Rosário. Como poderia, pensava eu, um suporte para oração repetitiva ser causa de tanta transformação, sustento, consolação, incentivo, força? 

Então eu resolvi me dar a chance e rezar ao menos um terço por dia. Durante semanas, nada parecia ter acontecido, mas mesmo assim segui o intento, porque, se por um lado desconfiava da eficácia dessa oração, por outro cria sobrenaturalmente nas mensagens de Nossa Senhora em Fátima e em outros momentos da História. 

Porém, a partir de um determinado ponto, por falta de disciplina e constância, fui espaçando os dias em que pegava no terço, chegando a ficar semanas inteiras sem recorrer às contas de Aves-Maria. Foi então que senti o baque: caí num estado espiritual «piorado» (que nada mais era que o estado anterior), e, olhando retroativamente, percebi que não era tanto que nada havia acontecido desde que começara a rezar o terço, mas que eu havia estado desatento demais para percebê-lo. 

Comecei a olhar em retrocesso: fato é que todas as minhas relações interpessoais haviam melhorado; minha vida profissional começou a organizar-se (porque eu comecei a organizar-me); a ansiedade com que lutei durante anos se dissipava a cada dia; uma paz inexplicável e nunca antes experimentada havia aparecido diante de mim e lá ficado; pequenas coisas, mas muito significantes, deram-me sinal de que teria de ter havido intervenção externa no rumo das coisas; passei a sentir um amor que jamais havia sentido pelas pessoas; passei a estar tranquilo, mesmo em meio a algumas adversidades até um pouco sérias, e foi aí que eu percebi que havia sido ela.

Isto é algo que os protestantes, que é de onde eu vim, jamais poderão entender. Deus «quis» nos dar uma mãe, a Sua mãe, que nos ama e zela por nós, que quer que sejamos perfeitos e todos do seu filho. Que está ansiosa por conceder-nos as graças que lhe foram confiadas. Uma mãe boa, muito melhor do que mereceríamos, que nos aguarda com seus braços abertos enquanto andamos extraviados pelo mundo. Soubera eu disso antes, e muita dor teria evitado, mas a verdade é que, às vezes, a corrupção é tão enorme, que não se chega à luz (da verdade) e ao calor (do amor) senão depois de uma amarga via purgativa.

Hoje eu entendo por experiência o que só sabia pela teoria, e a amo sobremaneira, porque ela me amou primeiro, e quero ser dela. Ontem fez 31 anos que fui batizado em uma igreja que a ela lhe foi dedicada, sob o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, e desde então ela estivera comigo, suportando a minha rebeldia, me esperando. Que não seja mais assim.

Oh, Tota Pulchra! Amo-vos como a uma mãe, respeito-vos e submeto-me a vós, como a uma senhora! Levai-me a vosso Filho e concedei-me as graças de que preciso até o fim dos meus dias. Amém.
www.ofielcatolico.com.br

Receba O Fiel Católico em seu e-mail