Cardeal Brandmüller: “Aqueles que clamam por ‘sacerdotisas’ são hereges e excomungados”

Pelo revmo. Padre Carlos Alberto Azevedo, par. S. Judas Tadeu de Bangu - RJ

Não se trata de preconceito machista, mas coerência com a verdade revelada! diante de Deus ninguém tem "direitos", mas uma vocação gratuita de amor para servir como Ele quer!



AQUELES QUE PRESSIONAM pela ordenação de mulheres ao sacerdócio “cumprem os elementos da heresia” e efetivamente incorrem em excomunhão automática (ipso facto – latae sententiae), disse o presidente emérito do Pontifício Comitê das Ciências Históricas, cardeal Walter Brandmüller.

Em 2018, o cardeal Brandmüller – sagrado por Bento XVI e um dos quatro signatários das “Dubia” (saiba mais) – criticou francamente a secretária-geral do partido governista da CDU na Alemanha, Annegret Kramp-Karrenbauer, depois que ela pediu que a Igreja Católica ordenasse mulheres sacerdotisas.

Kramp-Karrenbauer, amplamente considerada uma vanguardista para suceder Angela Merkel como chanceler alemã, disse em uma entrevista ao Die Zeit: “É muito claro: as mulheres têm que assumir posições de liderança na Igreja!”... 

Ela acrescentou ainda que gostaria de ver "padres do sexo feminino"(?), mas que por enquanto a Igreja deveria se concentrar em “um objetivo mais realista, o diaconato feminino”.

É quase inacreditável como os maiores defensores do tão incensado “Estado laico”, que não admitem nenhuma influência de parte da Igreja Católica nos temas que se relacionam às leis e regras sociais, com a maior desfaçatez metem-se nos assuntos internos da Igreja e até querem ditar regras para os católicos!

A esse propósito, o Cardeal Brandmüller disse que a ideia de ordenação feminina contraria o fundamento do próprio Sacramento da Ordem, ideia essa que além de tudo já foi definitivamente descartada por São João Paulo II e, portanto, qualquer um que insista em promovê-la “deixou a fundação da fé católica” e “preenche os elementos da heresia que tem, como consequência, a exclusão [automática] da Igreja – a excomunhão ”.

Acrescentou o Cardeal que a Igreja não é uma “instituição humana”, mas vive de acordo com as “formas, estruturas e leis que lhe foram dadas pelo seu Divino Fundador, sobre o qual nenhum homem tem poder – nem o Papa e nenhum conselho eclesiástico”.

Brandmüller disse também que é “surpreendente” que certos temas heterodoxos absurdos estejam sendo mantidos vivos dentro da Igreja alemã. Estes são “sempre os mesmos: sacerdócio feminino, fim do celibato, intercomunhão, novo casamento após o divórcio... Recentemente, foi acrescentado o infeliz ‘sim’ dos bispos alemães à homossexualidade, mesmo a Igreja condenando-o veementemente”.

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Fonte:
Salve Roma,. em:
https://salveroma.com/2019/02/17/aqueles-que-clamam-mulheres-sacerdotisas-sao-hereges-e-excomungados-diz-cardeal-brandmuller-
Acesso 20/2/2019

CNBB a favor da ordenação de mulheres – e de mais e mais 'inculturação' na Liturgia, nos Sacramentos e na própria Teologia...

O beijo de Judas por Caravaggio

ALGUNS CATÓLICOS MAL formados e/ou mal informados – infelizmente não poucos – veem "exagero" ou "alarmismo" em tudo aquilo que vêm se denunciando há tempos, por meio de diversas mídias, contra a CNBB: heresias, apoio a crimes e criminosos, posicionamentos arbitrários contra os anseios dos fiéis e, especialmente, sua adesão claramente política-ideológica e mesmo partidária.

Outros, ainda, acreditam piamente que seria completamente vedado aos leigos criticar a conferência de bispos, imaginando o respeito à hierarquia eclesiástica como uma espécie de dever absoluto – de certo modo maior que todos os outros deveres do cristão – e como se a obediência cega fosse imposta a todos os católicos, não importando o que aconteça[1].

Quando se fala em marxismo cultural dominando a Conferência Nacional dos Bispos, ainda temos a oposição e até o deboche da parte de muitos católicos legalistas, como se tudo não passasse de "teoria da conspiração" ou coisa do tipo.

Pois bem, a CNBB, mãe e eterna aliada do PT – e do PC do B, PSOL e outros partidos que por coerência nem sequer deveriam existir (assim como, por motivos óbvios, também não pode haver partido nazista) – posiciona-se mais uma vez contra os anseios da população em geral e especialmente do povo cristão, renegando a sagrada Tradição da Igreja de Cristo: a Regional Norte 1 está trabalhando ativamente para que no já polêmico Sínodo da Amazônia se aprove a "ordenação" de "diaconisas" e até de "sacerdotisas" ['ministério da presidência eucarística para homens e mulheres'], conforme mostra a reprodução digitalizada do documento recentemente tornado público, que disponibilizamos ao final deste artigo. 

A carta, um verdadeiro panfleto socialista, é resultado da "assembleia territorial pré-sinodal" realizada entre 30 de novembro e 2 de dezembro de 2018, em Manaus, com o objetivo de "sintetizar todas as escutas realizadas com os mais diversos grupos das nove (arqui)dioceses e prelazias do Amazonas e de Roraima," [...] "síntese realizada a partir dos 34 relatórios de escutas enviados à equipe de trabalho"[2]. Os blogs e sites "sujos", patrocinados por entidades de esquerda para disseminar diuturnamente matérias inverídicas contra o Governo (como é o caso do 'Brasil 247', Diário do centro do mundo' e 'Catraca livre', por exemplo), claro, já comemoram o acontecimento.

Observe-se que a carta faz questão de reproduzir uma coletânea dos famigerados termos típicos das ideologias anticristãs que, infiltradas na Igreja, têm provocado tanto mal e a confusão generalizada, dividindo o Corpo de Cristo em grupos ideológicos. Fala sobre "liturgia e sacramentos inculturados", "diálogo inter-religioso" e "intercultural", "teologia indígena", etc.

Como seria de se esperar, Dom Mario Antonio da Silva, bispo de Roraima e presidente do mesma Regional Norte I da CNBB, não deixou passar a oportunidade de criticar o atual Governo democraticamente eleito: "Sabemos que o caminho é a comunidade (...). Vivemos em tempos difíceis de muitos desafios e também de possíveis ameaças a nível nacional (sic)..."[3]. Este senhor faz questão de se posicionar ao lado de criminosos, inimigos da família e de todos os valores cristãos mais sagrados, como um membro da patética "resistência" esquerdista, ao lado de militantes feministas, LGBTQs, abortistas, etc, etc.

Não só o Governo tem legítimas razões para acompanhar as temerárias "pautas" do Sínodo da Amazônia; todo fiel católico leigo também as têm, na medida em que já podemos ter certeza de que essa será mais uma ocasião em que a Santa Igreja estará sob intenso ataque do "apostolado da revolução" e da horda dos incansáveis herdeiros de Judas que, travestidos de bispos, instalaram-se na cátedra dos Apóstolos e trabalham para corroer, por dentro, os alicerces da Casa de Deus. Ressoa pelos ares, mais uma vez, o o eco angustiado das amargas palavras de Nosso Senhor: "Esta é a vossa hora e o poder das trevas" (Lc 22,53).

Miserere, Domini!


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Notas:

[1] O que não é verdade e não corresponde à Doutrina cristã católica, e nem ao dever dos leigos, conforme garante o Código de Direito Canônico em seu cân 212 (§§ 2-3) (saiba mais lendo este artigo).

[2] Conf. website da Reg. Norte da CNBB, vide:
cnbbnorte1.blogspot.com/2018/12/regional-finaliza-processo-de-sintese.html?fbclid=IwAR1-8j9rNDfFrJ7Wit0HU4I8xcKCoJo4T8lFp-ohk2TmGYh3qjPMhlX4ll4
Acesso 15/2/2019

[3] Idem.
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Uma nota final sobre o caso da procissão em honra a Iemanjá numa igreja católica apostólica romana

Possivelmente nunca em toda a História tenham se registrado tantos casos de profanações e ultrajes na Igreja Católica


O DIGNO, HONRADO E EXEMPLAR padre Gabriel Vila Verde postou em sua página do Facebook uma nota esclarecendo que um vídeo veiculado nas redes sociais em que aparece um bispo aparentemente católico louvando à entidade "Iemanjá" não é bispo católico de fato, e nem o caso aconteceu em uma igreja católica apostólica romana, e sim em um salão da "igreja católica independente" –, uma entre as muitas seitas que usam o título "católica" com a intenção de enganar os incautos –, nos seguintes termos:

Clique sobre a imagem para ampliá-la

Este caso não tem nada a ver –, como o próprio padre nos confirmou diretamente –, com o outro, muitíssimo mais grave, do culto e procissão em honra de Iemanjá que de fato ocorreram dentro de uma igreja católica apostólica romana na Bahia (veja).

Mesmo assim, por conta dessa nota do Padre, diversas pessoas bem intencionadas entraram em contato conosco para, supostamente, "corrigir" o que teria sido "um equívoco" de nossa parte ao publicarmos sobre a profanação que realmente aconteceu, confundindo os dois eventos. Na esteira da confusão, outros tantos se manifestaram a nós no sentido de que "verdadeiros católicos" não divulgam tais notícias e/ou que esse tipo de atitude só pode partir de gente que apenas quer ver "o circo pegar fogo" e coisas desse tipo.

Em primeiro lugar, queremos esclarecer que nossa Fraternidade trabalha com muita seriedade e máxima reverência para com as coisas da Igreja, levamos muitíssimo a sério a responsabilidade que assumimos em evangelizar e esclarecer o povo católico. De modo algum publicaríamos alguma notícia desse tipo, especialmente assim tão grave, sem confirmar antes as fontes e a sua veracidade.

O filme da referida procissão, postado naquele artigo, mostra com toda a clareza que tudo ocorreu mesmo no interior da igreja de Nossa Senhora d'Ajuda, em Porto Seguro, BA (por sinal o primeiro templo católico mariano do Brasil). As imagens não deixam dúvidas e qualquer pessoa pode confrontar as imagens que aparecem no vídeo com as fotografias do interior da igreja (veja aqui).

Em segundo lugar, fazemos questão de registrar que, no nosso entender, é sumamente importante, é realmente necessário que os fiéis católicos, juntamente com os dignos sacerdotes, manifestem-se e usem do seu direito de exigir explicações aos senhores bispos em casos desse tipo, porque tais situações são simplesmente inadmissíveis e o silêncio só ajuda a multiplicá-las.

Nunca é demais lembrar que o Código de Direito Canônico (Cân 212) garante aos leigos o direito de "manifestar aos pastores da igreja as próprias necessidades, principalmente espirituais, e os próprios anseios", e diz também que nós temos "o direito e, às vezes, até o dever de manifestar aos pastores sagrados a própria opinião sobre o que afeta o bem da igreja".

Pois bem, diante de uma situação tão importante quanto essa, de flagrante profanação e pecado gravíssimo – de culto de idolatria dentro do lugar santo – cometido pública e abertamente sob a anuência de um ou de um grupo de sacerdotes, não seria melhor que manifestássemos todos, unidos, a nossa angústia e até a nossa indignação, como cristãos fiéis que devemos ser, do que simplesmente tentar "tampar o sol com a peneira" e fingir que nada está acontecendo?

Como disse Edmund Burke, para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada. E é isso que vem ocorrendo na Igreja, não é de hoje. Como diretor deste apostolado, que tem algum peso e certa importância no segmento de informação católica via internet, e que recebe muitos acessos diários, muitas vezes recebo mensagens de clérigos com denúncias de abusos da parte de seus pares ou bispos, pedindo que os divulguemos. Eles mesmos, porém, nunca autorizam que se divulgue suas identidades, preferem sempre se esconder, porque têm medo de represálias, temem punições de seus superiores hierárquicos. Que fazer diante de tal situação?

[Por isso é que temos por patrono a São Próspero de Aquitânia que, sendo leigo, instruiu aos bispos e ao próprio Papa de seu tempo.]

Sacerdotes ungidos do Senhor, não sejam mais covardes! A covardia é um pecado e, em alguns casos, muito grave! Não foi por covardia que Pedro renegou a Cristo por três vezes? Creiam no Poder maior de Deus e enfrentem os inimigos da Igreja com destemor! Não se ocultem, não balbuciem como bebês e nem murmurem com as suas cabeças baixas, mas gritem bem alto e proclamem a verdade do alto dos telhados! Vocês têm bons exemplos entre bispos e cardeais (como Burke, Sarah, Athanasius, Müller e tantos outros)! Sigam esses modelos e ergam suas cabeças, porque nós – o rebanho que vos foi confiado – vivemos agora dispersos e confusos, errando por precipícios, entre espinhos e rodeados pelos lobos! Lutem por nós, garantam-nos o direito às verdades eternas do santo Evangelho e à Salvação que nos legou o Cristo, como é vosso dever! Coragem, pela Santíssima Virgem e por São Miguel, coragem! Nós e outros apostolados leigos tentamos fazer a nossa parte, mas sem a vossa ajuda corajosa, tudo é muito difícil! Até quando permanecerão escondidos, entrincheirados sob a desculpa da "prudência"? Contem com as orações dos verdadeiros fiéis católicos e vão à luta com fé, e a vitória será garantida!

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Procissão em honra de Iemanjá dentro de igreja católica


ACONTECEU NO PRIMEIRO Santuário Mariano do Brasil, a Igreja Nossa Senhora d'Ajuda, em Porto Seguro, BA. Uma imagem de Iemanjá –, um "orixá feminino" ou entidade das águas de cultos africanos –, foi calorosamente saudada pelo povo eufórico enquanto passava em procissão, no alto de um andor em forma de barco, diante do Altar de Cristo, em pleno interior do Templo católico consagrado. A algazarra, a gritaria e os cânticos, desnecessário dizer, também não tinham absolutamente nada a ver com qualquer coisa que se pudesse chamar "Cristianismo". Segue ao final deste o vídeo da cena escabrosa.

Como se permitiu tal profanação? Quem são os irresponsáveis? O que será aplicado como correção e para que não volte a acontecer? A verdade é que muito dificilmente teremos alguma punição ou mesmo qualquer resposta para qualquer dessas perguntas. Tais profanações já se tornaram corriqueiras e acontecem quase que diariamente em nossas paróquias, com a aprovação de boa parte dos nossos bispos. Sob a desculpa do "ecumenismo" e da "inculturação", com o álibi de que Deus aceita tudo e a todos, seja qualquer inovação ou superstição de qualquer credo ou religião, pois "só o que importa é o coração" e outras heresias desse tipo.

Nunca é demais lembrar que aqueles que promovem esses pecados gravíssimos são padres, e padres que possuem a tal da "plena comunhão com Roma", ao mesmo tempo em que outros sacerdotes dignos, exemplares, santificados e fidelíssimos, não a têm.

Até quando? Respondo: até que venha um novo cisma e os verdadeiros cristãos católicos possam se reunir em paz para adorar, penitenciar-se, dar graças e suplicar a Deus como se deve, e termine a hipocrisia da "plena união" com uma Roma que fecha os olhos para todo tipo de crime contra o que há de mais sagrado e pune os que querem ser santos.

“Roma perderá a fé e se tornará sede do Anticristo”, difícil não lembrar de advertências como esta, feitas em La Salete, e tantas outras semelhantes, ditas por grandes santos e místicos da Igreja. Difícil não lembar da profecia da grande apostasia, que conta mesmo do Catecismo da Igreja Católica.

Quando virdes a abominação da desolação instalada no lugar santo — que o leitor entenda! — então (...) naquele tempo haverá uma grande tribulação, tal como não houve desde o princípio do mundo até agora, nem tornará a haver jamais. E se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma vida se salvaria. Mas, por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados.
(Santo Evangelho segundo S. Mateus 24,15)




Ato de desagravo ao Sacratíssimo Coração de Jesus, Nosso Senhor

Ao dileto leitor que chegou até este ponto da leitura, conclamamos que reze com fé e temor, ao menos uma vez (o ideal é repetir por três vezes), o Ato de Desagravo ensinado pelo Anjo de Portugal aos Pastorinhos de Fátima, por tão grandes sacrilégios que homens ingratos –, ainda pior, sacerdotes que preferem a herança de Judas –, cometem contra tão amável e adorável Salvador:

Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo; adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os Sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos Méritos Infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores.


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Cardel Müller publica Manifesto que é considerado quase uma correção ao pontificado de Francisco


Por LifeSiteNews

O CARDEAL GERHARD MÜLLER, que já foi o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, é unanimemente respeitado na Igreja por sua relevante autoridade eclesiástica e pela sólida formação teológica. Ele divulgou na última sexta-feira (8/8/2019) um Manifesto que se parece com uma correção de muitos dos pontos doutrinários confusos do Papa Francisco durante o seu pontificado até aqui

A intenção do Cardeal era divulgar o Manifesto no dia 10 de fevereiro: essa data é a véspera do aniversário do anúncio do papa Bento XVI, em 2013, de que desceria do Trono de S. Pedro e abdicaria de seu ofício papal, bem como a véspera da ordenação do próprio Müller ao sacerdócio. No entanto, um site polonês quebrou o embargo e divulgou o documento antes do previsto.

O papa Francisco retirou o cardeal Müller de seu cargo de chefe da Congregação para a Doutrina da Fé em 2017, depois de ter servido nessa função desde que foi nomeado por Bento XVI em 2012.

Em seu Manifesto, o Cardeal Müller não menciona diretamente o Papa atual, mas diz que lhe pediram para que prestasse um testemunho público da verdade "em face da crescente confusão sobre a doutrina da fé".

O Manifesto, aliás escrito com uma clareza doutrinal inegavelmente exemplar, foi divulgado na esteira do controverso documento conjunto do Papa Francisco com um líder islâmico que diz que “o pluralismo e a diversidade das religiões” são “desejados por Deus em sua sabedoria” – uma afirmação (ou mais uma) que muitos consideram que contraria a verdadeira Fé católica.

Müller está liberando seu manifesto para todos os fiéis católicos do mundo, traduzido para sete idiomas diferentes, permitindo assim uma ampla afirmação da Fé católica ortodoxa. O portal LifeSite está hospedando uma petição em sua plataforma "LifePetitions", para que o clero católico e os fiéis de todo o mundo possam, pela iniciativa do Cardeal, sinalizar visivelmente seu apoio à Fé católica íntegra, legítima e sem retoques ou disfarces.

** Para assinar a petição, acesse aqui

Entre outras coisas, em seu documento o Cardeal Müller esclarece, sem palavras ambíguas, a visão da Igreja Católica sobre o Islã, rejeitando a visão muçulmana de Cristo como um mero profeta, não como o Messias e Deus Salvador da humanidade. "Devemos resistir à recaída em heresias antigas com uma resolução clara, que viu em Jesus Cristo apenas uma boa pessoa, irmão e amigo, profeta e moralista", diz o Manifesto.

O Manifesto também aborda vários outros pontos difíceis, incluindo a inadmissibilidade da Santa Comunhão para católicos divorciados e recasados, bem como para os protestantes; a eternidade do Inferno; a proibição da instituição de sacerdotisas; o celibato sacerdotal, etc. Cardeal Müller também reafirma a ligação inseparável entre a Fé e a lei moral, e aponta para certas partes do ensinamento moral da Igreja “que são muitas vezes ignoradas hoje ”. Faz referência a várias partes do ensino moral do Catecismo que não podem ser relativizados.

Disponibilizamos, a seguir, a íntegra do Manifesto público do Cardeal Gerhard Müller, e mais abaixo o link para os que quiserem baixá-lo em PDF.


Declaração de fé

"Não se perturbe o vosso coração!" (João 14,1)

Ante a crescente confusão no ensinamento da doutrina da fé, muitos Bispos, sacerdotes, religiosos e leigos da Igreja Católica me pediram dar testemunho público da verdade da Revelação. É tarefa dos pastores guiar pelo caminho da salvação aos que se lhes foram confiados. Isto só pode ter êxito se se conhece este caminho e eles mesmos seguem adiante. A respeito disto a palavra do apóstolo nos indica: "Porque sobretudo vos entreguei o que eu também recebi" (1 Cor 15,3). Hoje em dia muitos cristãos já não são conscientes nem sequer dos ensinamentos básicos da fé, pelo qual existe um perigo crescente de apartar-se do caminho que leva à vida eterna. Mas segue sendo tarefa própria da Igreja conduzir às pessoas a Jesus Cristo, luz das nações (cf. LG 1). Nesta situação se expõe a questão da orientação. Segundo João Paulo II, o Catecismo da Igreja Católica é uma "norma segura para a doutrina da fé" (Fidei Depositum IV). Foi escrito com o objetivo de fortalecer aos irmãos e irmãs na fé, cuja fé é amplamente questionada pela "ditadura do relativismo"[1].

1. O Deus Uno e Trino, revelado em Jesus Cristo

A personificação da fé de todos os cristãos se encontra na confissão da Santíssima Trindade. Convertemo-nos em discípulos de Jesus, filhos e amigos de Deus pelo batismo no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. A diferença das três pessoas na unidade divina (254) marca uma diferença fundamental em relação às outras religiões na crença em Deus e na imagem do homem. Na confissão de Jesus Cristo os espíritos se dividem. Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, gerado segundo sua natureza humana pelo Espírito Santo e nascido da Virgem Maria. O Verbo feito carne, o Filho de Deus, é o único redentor do mundo (679) e o único mediador entre Deus e os homens (846). Em consequência, a Primeira Carta de São João descreve como Anticristo àquele que nega sua divindade (1 João 2,22), já que Jesus Cristo, o Filho de Deus, é desde a eternidade um ser com Deus, seu Pai (663). A recaída em antigas heresias, que viam em Jesus Cristo só um bom homem, um irmão e amigo, um profeta e um moralista, deve ser combatida com clara determinação. Ele é, acima de tudo, o Verbo que estava com Deus e é Deus, o Filho do Pai, que assumiu nossa natureza humana para nos redimir e que deverá julgar os vivos e os mortos. Só ao Ele adoramos como o único e verdadeiro Deus na unidade com o Pai e o Espírito Santo (691).

2. A Igreja

Jesus Cristo fundou a Igreja como sinal visível e instrumento de salvação, que subsiste na Igreja Católica (816). Deu uma constituição sacramental à sua Igreja, que surgiu "do lado de Cristo dormido na Cruz" (766), e que permanece até sua consumação (765). Cristo Cabeça e os fiéis como membros do Corpo são uma pessoa mística (795), por isso a Igreja é Santa, porque o único mediador a estabeleceu e mantém sua estrutura visível (771). Através deles, a obra da redenção de Cristo se faz presente no tempo e no espaço na celebração dos santos sacramentos, especialmente no sacrifício eucarístico, a Santa Missa (1330). A Igreja transmite em Cristo a revelação divina que se estende a todos os elementos da doutrina, "incluindo a doutrina moral, sem a qual as verdades da salvação da fé não podem ser salvaguardadas, expostas ou observadas" (2035).

3. A ordem sacramental

A Igreja, em Jesus Cristo, é o sacramento universal de salvação (776). Ela não se reflete a si mesmo,  senão a luz de Cristo que brilha em seu rosto. Isto acontece só quando, não a maioria nem o espírito dos tempos, senão a verdade revelada em Jesus Cristo se converte no ponto de referência, porque Cristo confiou à Igreja católica a plenitude da graça e da verdade (819): Ele mesmo está presente nos sacramentos da Igreja. A Igreja não é uma associação fundada pelo homem cuja estrutura é votada por seus membros à vontade. É de origem divina. "O mesmo Cristo é a fonte do ministério na Igreja. Ele o instituiu, deu-lhe autoridade e missão, orientação e finalidade" (874). A admoestação do apóstolo segue sendo válida hoje em dia para que quem quer que pregue outro evangelho seja amaldiçoado, "embora sejamos nós mesmos ou um anjo do Céu" (Gl 1,8). A mediação da fé está indissoluvelmente ligada à credibilidade humana de seus mensageiros, que em alguns casos abandonaram aos que lhes foram confiados, perturbaram-nos e danificaram gravemente sua fé. Aqui a palavra da Escritura vai dirigida àqueles que não escutam a verdade e seguem seus próprios desejos, que adulam os ouvidos porque não podem suportar o são ensinamento (cf. 2 Tm 4,3-4).

A tarefa do Magistério da Igreja é "proteger o povo dos desvios e das falhas e lhe garantir a possibilidade objetiva de professar sem erro a fé autêntica" (890). Isto é especialmente certo com relação aos sete sacramentos. A Eucaristia é "fonte e ápice de toda a vida cristã" (1324). O sacrifício eucarístico, no qual Cristo nos implica em seu sacrifício da cruz, aponta à união mais íntima com Cristo (1382). Por isso, as Sagradas Escrituras, em relação à recepção da Sagrada Comunhão, advertem: "'quem come do pão e bebe da taça do Senhor indignamente, é réu do Corpo e do Sangue do Senhor' (1 Cor 11,27). Quem tem consciência de estar em pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes de aproximar-se a comungar" (1385). Da lógica interna do sacramento se desprende que os fiéis divorciados pelo civil, cujo matrimônio sacramental existe diante de Deus, os outros Cristãos, que não estão em plena comunhão com a fé católica, assim como todos aqueles que não estão propriamente dispostos, não recebem a Sagrada Eucaristia de maneira frutífera (1457) porque não lhes traz a salvação. Assinalar isto corresponde às obras espirituais de misericórdia.

A confissão dos pecados na confissão pelo menos uma vez ao ano pertence aos mandamentos da igreja (2042). Quando os fiéis já não confessam seus pecados nem recebem a absolvição, a redenção cai no vazio, já que, acima de tudo, Jesus Cristo se fez homem para nos redimir de nossos pecados. O poder do perdão que o Senhor Ressuscitado conferiu aos apóstolos e aos seus sucessores no ministério dos bispos e sacerdotes se aplica também aos pecados graves e veniais que cometemos depois do batismo. A prática atual da confissão deixa claro que a consciência dos fiéis não está suficientemente formada. A misericórdia de Deus nos é dada para cumprir seus mandamentos a fim de nos converter em um com sua santa vontade, não para evitar o chamado ao arrependimento (1458).

"O sacerdote continua a obra de redenção na terra" (1589). A ordenação sacerdotal "dá-lhe um poder sagrado" (1592), que é insubstituível porque, através dele, Jesus Cristo se faz sacramentalmente presente em sua ação salvífica. Portanto, os sacerdotes escolhem voluntariamente o celibato como "sinal de vida nova" (1579). Trata-se da entrega no serviço de Cristo e de seu reino vindouro. Enquanto à recepção da consagração nas três etapas deste ministério, a Igreja se reconhece a si mesma "vinculada por esta decisão do Senhor. Esta é a razão pela qual as mulheres não recebem a ordenação" (1577). Assumir isto como uma discriminação contra a mulher só mostra a falta de compreensão deste sacramento, que não se trata de um poder terreno, senão da representação de Cristo, o Esposo da Igreja.

4. A lei moral

A fé e a vida estão inseparavelmente unidas, porque a fé sem obras está morta (1815). A lei moral é obra da sabedoria divina e conduz o homem à bem-aventurança prometida (1950). Em consequência, "o conhecimento da lei moral divina e natural é necessário para fazer o bem e alcançar seu fim" (1955). Sua observância é necessária para a salvação de todos os homens de boa vontade. Porque os que morrem em pecado mortal sem se haver arrependido serão separados de Deus para sempre (1033). Isto leva a conseqüências práticas na vida dos cristãos, entre as quais se deve mencionar as que hoje se obscurecem com freqüência (cf. 2270-2283; 2350-2381). A lei moral não é uma carga, senão parte dessa verdade liberadora (cf. Jo 8,32) pela qual o cristão percorre o caminho da salvação, que não deve ser relativizada.

5. A vida eterna

Muitos se perguntam hoje por que a Igreja, todavia está ali, embora os bispos prefiram desempenhar o papel de políticos em lugar de proclamar o Evangelho como mestres da fé. A visão não deve ser diluída por trivialidades, mas o proprium da Igreja deve ser tematizado. Cada pessoa tem uma alma imortal, que é separada do corpo na morte, esperando a ressurreição dos mortos (366). A morte faz definitiva a decisão do homem a favor ou contra Deus. Todo o mundo deve comparecer ante o tribunal imediatamente depois de sua morte (1021). Ou é necessária uma purificação ou o homem chega diretamente à bem-aventurança celestial e pode ver deus cara a cara. Existe também a terrível possibilidade de que um ser humano permaneça em contradição com Deus até o fim e, ao rejeitar definitivamente o seu amor, "condenar-se imediatamente para sempre" (1022). "Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti" (1847). O castigo da eternidade do inferno é uma realidade terrível, que -segundo o testemunho da Sagrada Escritura atrai para si todos aqueles que "morrem em estado de pecado mortal" (1035). O cristão passa pela porta estreita, porque "larga é a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela" (Mt 7,13).

Ocultar estas e outras verdades de fé e ensinar ao povo em consequência, é o pior engano, do qual o Catecismo adverte enfaticamente. Representa a prova final da Igreja e leva o povo a um engano religioso de mentiras, ao "preço de sua apostasia da verdade" (675); é o engano do Anticristo. "Ele enganará os que se perdem por toda classe de injustiça, porque se fecharam ao amor da verdade, pela qual deviam ser salvos" (2 Tessalonicenses 2,10).

Invocação

Como operários da vinha do Senhor, temos todos a responsabilidade de recordar estas verdades fundamentais aderindo-nos ao que nós mesmos recebemos. Queremos animar o povo a caminhar pelo caminho de Jesus Cristo com decisão, para alcançar a vida eterna obedecendo seus mandamentos (2075).

Peçamos ao Senhor que nos faça saber quão grande é o dom da fé católica, que abre a porta para a vida eterna. "Porque quem se envergonhar de mim e de minhas palavras nesta geração adúltera e pecadora, também o Filho do homem se envergonhará dele quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos" (Mc 8, 38). Portanto, estamos comprometidos a fortalecer a fé, na qual confessamos a verdade, que é o mesmo Jesus Cristo.

Estas palavras também se dirigem em particular a nós, Bispos e sacerdotes quando Paulo, o apóstolo de Jesus Cristo, dá esta admoestação ao seu companheiro de armas e sucessor Timóteo: "Conjuro-te em presença de Deus e de Cristo Jesus que há de vir julgar os vivos e mortos, por sua Manifestação e por seu Reino: "Proclama a Palavra, insiste a tempo e a destempo, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e doutrina. Porque virá um tempo em que os homens não suportarão, a sã doutrina, mas sim, arrastados por suas próprias paixões, far-se-ão com um acervo de mestres pelo afã de ouvir novidades; apartarão seus ouvidos da verdade e se voltarão para as fábulas. Tu, pelo contrário, portas-te em tudo com prudência, suporta os sofrimentos, realiza a função de evangelizador, desempenha com perfeição teu ministério." (2 Tm 4,1-5).

Que Maria, a Mãe de Deus, nos implore a graça de nos aferrar à verdade de Jesus Cristo sem vacilar.
Unido na fé e na oração

Gerhard Cardinal Müller

Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fe, desde 2012/2017

________
[1] Os números que aparecem no texto correspondem ao Catecismo da Igreja Católica.


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Verdadeira liberdade – salvo do vício terrível da pornografia

Consideramos bastante conveniente publicar e compartilhar publicamente o depoimento que recebemos de nosso leitor Jonathan Andrade, pois trata de um tema bastante complexo e que representa a mesma dificuldade de muitíssimos outros leitores. Trata-se de um verdadeiro mal dos nossos tempos, para o qual uma multidão, constituída principalmente por jovens, busca uma saída. Que seja de proveito e, como lembra o próprio autor, sirva especialmente de alerta para os pais, pois o mal que o afligiu é muito, muito comum, e pode começar bem cedo.



DURANTE UM TEMPO hesitei em responder ao pedido de vocês, mas após pensar um pouco e ouvir a Palavra de Deus (Mc 5, 19-20) resolvi escreve meu testemunho; talvez possa ser de ajuda e alerta para as pessoas.

Sou um ex-viciado em pornografia, o fui por 12 anos. Tive meus primeiros contatos com pornografia aos 11 anos de idade. É surpreendente quão longe uma criança pode ir ao navegar, sem observação, na internet. Depois de um certo tempo, consumir material pornográfico se tornou tão natural quanto beber água, e fui crescendo e vivendo tendo esse vício como uma constante em minha vida, com todas as consequências e efeitos que traz consigo: lapsos de memória, dificuldade de concentração e confusão cerebral, ansiedade e tantas outras; sem falar nas consequências espirituais. apesar de à época eu ainda não ter fé: era batizado, mas meu catolicismo não passou da primeira comunhão.

Algumas más companhias também contribuíam para o meu vício; não que todos os meus colegas de colégio consumissem esse tipo de material, mas com alguns chegava a compartilhar e falar sobre, inclusive com uma menina (vê-se que hoje esse mal as atinge também, diferente do que acontecia até há pouco tempo).

Em 2016, porém, aos 22 anos, as coisas começaram a mudar. Aqueles efeitos que o vício causa, que não me incomodavam (achava-os coisas normais), passaram a me incomodar e comecei a ver que aquilo não era normal, que havia algo de errado comigo; era quase como se alguém tirasse a venda dos meus olhos. Comecei então a procurar a fonte disso tudo e pelos efeitos encontrei a causa: eu era viciado em pornografia. 

No início estranhei, nem sabia que isso existia (acho que a maioria das pessoas não sabe), mas vi que era isso mesmo. Estudei o vício, suas consequências neurológicas e o tratamento (ficar 3 meses sem consumir pornografia). Achei que seria fácil, parecia fácil, mas foi um ano inteiro de tentativas e quedas, sem que eu conseguisse sair do lugar, principalmente porque a cultura de nossos tempos não é amigável com aqueles que buscam a pureza, seja na moda, seja nas propagandas, em filmes, músicas e etc.

No mesmo ano eu estava tendo um despertar político, o que me levou a ler e principalmente assistir comentadores políticos. Um desses comentadores, ainda que falasse sobre política, era na realidade um apologista católico e no contato com seus vídeos sobre a fé fui tendo contato com a Igreja e com temas relacionados a ela. Depois passei a ler e ver outros sites, principalmente o do Pe. Paulo Ricardo, personagem essencial nessa história, porque foi a partir dele que entendi que o fundamento do problema era espiritual e que mesmo que vejamos o bem em nossa frente muitas vezes não somos capazes de alcançá-lo. Nesse momento eu me converti, ao entender o fundamento espiritual das coisas e também do meu problema. Retornei à Igreja, confessei-me e comecei o verdadeiro combate: o combate espiritual.

Fundamentado numa vida de oração e realizando diversos sacrifícios e práticas ascéticas, uma verdadeira mudança de hábitos – desde os lugares a frequentar, pessoas com quem me relacionar, coisas à assistir e tomando muito cuidado com a guarda dos olhos e do coração – busquei a pureza; sempre com o doce nome de Nossa Senhora nos lábios e sua singela oração como arma nas duras batalhas que viriam

Livrei-me do vício e, embora apareçam tentações aqui e ali, lembrando-me que o combate só acaba na morte, nunca mais tive contato com esse tipo de coisa.

Apesar da cura da doença espiritual que me afligia ser, por si mesma, uma grande graça, considero a minha conversão a maior graça que recebi, pois é o fundamento de todas as outras; creio que poucas coisas se compararão ao momento em que, ao voltar à Igreja, recebi a absolvição, pois foi como se o próprio Deus me dissesse “ Tu es meu filho, eu hoje te gerei” (Sl 2).

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