Caso padre Rodrigo Maria: considerações


RECEBEMOS DE UM leitor cujo nome não estamos autorizados a divulgar uma relação de perguntas bem organizadas e pertinentes com relação à situação envolvendo o padre Rodrigo Maria. Como há uma série de outros leitores que igualmente vêm nos cobrando a nossa posição a respeito, achamos por bem publicar essas perguntas, seguidas de nossas respostas. 

Antes de qualquer coisa, cabe lembrar que:

1º Não somos um veículo jornalístico, e menos ainda um canal de jornalismo investigativo; a missão que abraçamos, para a glória de Deus, é a de apostolado;

2º Por isso mesmo, longe de nós a pretensão de julgar um caso tão delicado. Com esta postagem temos a única e mera intenção de compartilhar as nossas impressões sobre o caso, na medida de nossas possibilidades, como se faz numa conversa franca entre amigos. Segue a mensagem com as perguntas, seguida das nossas respostas:

Li o artigo, li também as noticias na mídia sobre a suspensão pelo Papa Francisco. Abri o site "Templário de Maria" para conhecer melhor a organização. (...) Nos esclarecimentos do ex-Padre Rodrigo Maria ele diz que foi a conselho do Bispo que pediu sua dispensa do sacerdócio! Para dizer a verdade, não entendi. Ele diz que não tem nenhum processo contra ele na Cúria no Vaticano e que está processando 10 pessoas por difamação.

A minha pergunta é: porque pedir dispensa se foi calúnia e segundo ele nada existiu de errado?

Nós sabemos que a Igreja através de seus membros recebe calúnias a toda hora. Se ele tinha convicção do seu sacerdócio e que ele nada fez porque pedir dispensa? Se acusarem O Fiel Católico, você, Sebastião vai encerrar as atividades? Parece-me que não.

Para ser sincero, está mal explicado. Repercutiu na mídia. Isto é ruim. Pois diante de tantos casos de pedofilia e homossexualidade na Igreja acreditamos no que lemos. Porque a CNBB do Brasil e a Conferencia dos Bispos do Paraguai não o defenderam? Muito estranho.

É um fato que as notícias são desencontradas. Mesmo canais sérios e responsáveis, como O Antagonista, veicularam a história de um outro modo. E também é fato que as informações a que conseguimos acesso são um pouco, como você diz, estranhas. Sim, a própria nota oficial do agora ex-padre, que divulgamos por aqui, parece no mínimo insuficiente diante de acusações tão graves. 

Realmente não sou apenas mais um curioso desinformado dando palpites pela internet: já há alguns anos que colaboradores da Fraternidade São Próspero, pessoas bastante respeitáveis que atuam na Igreja (inclusive na condição de formadores) e que conhecem de perto o trabalho do padre Rodrigo Maria, enviam-nos avisos quanto às graves acusações contra ele. Recentemente, descobrimos que há até um site –, bem montado por sinal –, produzido especialmente para "desmascarar" o agora ex-padre, com uma grande coleção de textos difamatórios e a divulgação de uma série de depoimentos de noviças e freiras que teriam sido estupradas ou abusadas por ele. Ainda mais estranho, constam também tentativas de defesa do padre que só servem para piorar a situação, já que o seu argumento central é o de que ele só mantinha relações sexuais consentidas com essas moças: havendo o consentimento, ele seria inocente das acusações de estupro e/ou abuso...

A verdade, porém, é que se você o esmiuçar esses conteúdos todos com a mínima seriedade, não vai encontrar nada além de muitas e pesadas acusações anônimas e nenhuma prova. Não se encontra a identidade de quem está produzindo essas acusações, sob a desculpa do sigilo, e nem mesmo a identidade de quem está veiculando todas essas informações publicamente. Não se acha sequer algum meio para entrar em contato com as pessoas que produzem a coisa toda. Ora, se as acusações são verdadeiras, se o ex-padre é realmente esse monstro tão terrível, porque não dar nomes aos bois? É muito fácil para qualquer um acusar qualquer pessoa dos piores crimes, permanecendo escondido nas sombras. Muito fácil e muito covarde.

Resumindo, então, sim, há muito de estranho e de inexplicado por trás de tudo: por um lado, as explicações são lacônicas, genéricas e insuficientes; por outro, quem acusa não tem provas e nem mostra a cara, como seria de se esperar diante de uma situação dessas – como aconteceu, por exemplo, no caso do tal "médium" João, dito "de deus".

Como eu simplesmente não conheço a verdade por trás das aparências e dessas informações conflitantes, vou me ater a responder às perguntas feitas baseado naquilo que sei e que conheço do caso.  Lá vamos:

Ele diz que não tem nenhum processo contra ele na Cúria no Vaticano e que está processando 10 pessoas por difamação. A minha pergunta é: porque pedir dispensa se foi calúnia e (...) nada existiu de errado? Se ele tinha convicção do seu sacerdócio, e de que ele nada fez, porque pedir dispensa?

A explicação geral ou a resposta padrão que se dá para essa pergunta, da parte dos apoiadores do ex-padre, é basicamente a seguinte: ele preferiu pedir a dispensa por entender que como leigo poderia atuar melhor e com mais fruto na evangelização do que como padre, já que ele nunca teve paz e foi sempre perseguido por ser um padre conservador.

Será que isso faz algum sentido? Difícil responder, porque não conhecemos com exatidão o grau dessas perseguições e nem como, de que modos e com qual intensidade aconteciam. Que ele foi muito perseguido e cerceado em suas atividades, é um fato inegável, assim como foi e continua sendo perseguido o padre Paulo Ricardo e como será com qualquer sacerdote que se oponha à agenda esquerdista da CNBB. Mas pedir dispensa por isso? Não é demais? Abrir mão do sacerdócio, do tão precioso Sacramento da Ordem? Do poder de trazer Cristo ao mundo por suas mãos?

Sim, parece demais. Difícil e dificílimo crer que um sacerdote amantíssimo do Senhor, como Rodrigo Maria sempre se colocou, fosse abrir mão do estado clerical com tanta facilidade. Não faz sentido.

Por outro lado, é fato que como leigo, livre das amarras da obediência a bispos modernistas autoritários e indignos, ele poderá fazer muito mais em termos de evangelização.

Posso dizer que, em tempos passados, a revista O FIEL CATÓLICO foi produzida em parceria com padres, até que exatamente um deles – por sinal um diretor espiritual exemplar e que foi um dos meus maiores apoiadores, inclusive financeiramente – deu-me o seguinte conselho: “Persevere e continue  fazendo o trabalho que você faz, porque é necessário. Nunca pare. Mas desista de querer padres como parceiros: nós estamos sempre amarrados e você precisa de liberdade total para dizer o que precisa ser dito. Trabalhe como um leigo para os leigos, é disso que a Igreja precisa, hoje. Serão os leigos a sustentar a fé da Igreja nestes tempos difíceis...”.

Desde então, a nossa fraternidade desenvolve um apostolado como organização laical, ainda que sob a direção de dignos sacerdotes. E, de fato, só ganhamos com isso. No passado, muita coisa nós não podíamos dizer: ainda que os padres quisessem e concordassem com determinados textos, temiam por represálias dos bispos. Tínhamos que ficar no "feijão com arroz", no "politicamente correto" que nunca foi a nossa vocação.

No caso do ex-padre, é possível que ele tenha pensado em libertar-se de uma situação semelhante para poder fazer mais e melhor pela Igreja? Possível, sim. Altamente improvável, também. A dignidade especialíssima e a própria condição do sacerdócio não é coisa da qual se abra mão com essa facilidade. Em todo caso, repito que não sabemos o que realmente houve, e tecer qualquer veredito a respeito seria um pecado.

Nós sabemos que a Igreja, através de seus membros, recebe calúnias a toda hora. Se ele tinha convicção do seu sacerdócio e que ele nada fez porque pedir dispensa? Se acusarem O FIEL CATÓLICO, você, Sebastião vai encerrar as atividades? Parece-me que não.

Parece-lhe certo, meu irmão. Eu venho enfrentando muitos problemas e grandes dificuldades há onze longos anos. Enquanto trabalhei ligado a padres, fui também vítima de intrigas e maledicências, e vivo uma luta diária para me manter e aos meus trabalhos de apostolado financeiramente, mas não desisto jamais. De fato, nem penso nisso, é algo que não sou capaz de sequer considerar. Desde que decidi dedicar meu trabalho e minha vida a Deus e à sua Igreja, foi para sempre. Não vivo se não for para o Corpo de Cristo: morro pela Igreja, nunca sem ela. Já precisei pedir muito dinheiro emprestado, já temi não ter o alimento para botar à mesa para minha família, mas nunca cogitei parar com o apostolado. Trabalho muitíssimo para manter a revista, este site e agora o curso livre de Teologia que vem em breve, porque é o que assumi como missão de vida: a formação do povo católico. Às vezes (muitas) é difícil, penoso e extremamente cansativo. Mas não desisto por nada. Não consigo, então, imaginar um sacerdote que desista de sua missão por qualquer motivo.

Para ser sincero, está mal explicado. Repercutiu na mídia. Isto é ruim. Pois diante de tantos casos de pedofilia e homossexualidade na Igreja acreditamos no que lemos. Porque a CNBB do Brasil e a Conferencia dos Bispos do Paraguai não o defenderam? Muito estranho.

Que está mal explicado e que há muito de estranho nessa história toda, eis aí um fato, que já reconheci logo no início desta reflexão. Por outro lado, acreditar no que se lê, como você diz, é o que acaba acontecendo em grande medida, sem dúvida – mas é um grande erro. A grande mídia é podre, absolutamente podre, parcial e desonesta em larga escala, como ficou demonstrado com tenebrosa clareza nas campanhas das últimas eleições presidenciais.

Entre os maiores disseminadores de fake news estão justamente alguns dos maiores veículos de informação de que dispomos, os que mais formam a opinião das pessoas incultas. Eu mesmo, que atuei como jornalista e conheci muitos daqueles considerados como os nossos "grandes comunicadores", sei bem do que falo. Hoje praticamente não temos a notícia pura e simples: temos altíssimas doses de propaganda política e ideológica intermediando e mascarando tudo o que nos chega, a tal ponto que muitas vezes os fatos tornam-se irreconhecíveis. "Rapaz negro morto por segurança!", lemos em letras garrafais na primeira página. Será um caso de racismo? Aí você vai se inteirar do assunto e descobre que quem matou também era negro ou pardo. E por aí vamos... Então, aproveito para deixar uma dica aos meus leitores: não creiam em tudo o que leem!

Por fim, a última pergunta é das mais importantes: por que a CNBB e a conferência de bispos do Paraguai não o defendeu?

Caríssimo, tenha a certeza de que o padre Rodrigo Maria não era o tipo de padre que seria defendido pelos bispos vermelhos da CNBB. Pelo contrário, ele era mesmo do tipo que eles costumam perseguir. Há poucos anos, também o padre Paulo Ricardo foi perseguido em Cuiabá, e por muito pouco – com ampla manifestação dos leigos – não recebeu uma séria punição, inclusive com a proibição dos seus canais na internet e a imposição do silêncio obsequioso, o que o impediria de dar aulas e mesmo de se manifestar publicamente. Poucos o sabem, mas até o ano passado ele estava proibido (sim) de dar palestras, audiências ou mesmo se apresentar em qualquer espaço paroquial e/ou mantido pela Igreja em São Paulo.

Então, não; infelizmente não devemos e não podemos esperar que a CNBB proteja os padres fiéis à Tradição e que queiram pregar as verdades eternas do Evangelho sem concessões e sem ceder à onda "politicamente correta" que assola o mundo. Enquanto leigos que somos, não há pecado, como nunca haverá, em dizer a verdade, e também não há erro em manifestar a nossa angústia e os nossos anseios aos senhores bispos, como nos garante o Código de Direito Canônico em seu cân. 212, e como já pregou o grande São Francisco de Sales: “Os inimigos declarados de Deus e da Igreja devem ser difamados tanto quanto se possa, desde que não se falte à verdade, sendo obra de caridade gritar: ‘Eis o lobo!’, quando está entre o rebanho, ou em qualquer lugar onde seja encontrado” (Filotea ou Introdução à Vida Devota III, cp.28).

* * *

Por fim, resta-nos rezar e também fazer a nossa parte, cada um de nós, pelo bem da Igreja. Como não conhecemos a verdade por trás das insuficientes informações que nos chegam quanto ao caso em questão, não nos cabe formar uma opinião definitiva ou categórica. Além de tudo, a Igreja é realmente muito eficiente em “abafar” esse tipo de caso, como deve mesmo fazer, para que não haja escândalo e para preservar os envolvidos do julgamento público, que é sempre temerário. Diante de Deus, cada um encontrará a paga pelos seus atos, disto nós sabemos.


Aos gritos de ‘fora comunistas!, leigos calam 
bispos ‘vermelhos da CNBB em evento em Brasília


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Nota de esclarecimento sobre a atual situação do padre Rodrigo Maria


DADO O INTERESSE de muitos leitores e as informações desencontradas disponíveis em mídias diversas, com redatores de blogs e canais sujos (como os da 'Revista Forum', 'Diário do centro do mundo', 'Extra classe' e outros veículos tradicionalmente desonestos) lambendo os beiços de satisfação, qual cães raivosos ou urubus assanhados diante da carniça – e, claro, aproveitando para associar o problema com o fato de este ter sido um dos padres a apoiar Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018 – e outros que, diante de fatos tão graves tentam simplesmente desmentir tudo e "tampar o sol com a peneira", estamos replicando a nota de esclarecimento disponibilizada pelo próprio agora ex-padre Rodrigo Maria em seus canais oficiais. Segue:


Diante da repercussão da nova situação do Padre Rodrigo Maria convém esclarecer e comunicar alguns pontos.

01 – A fé do Padre Rodrigo Maria, sua pertença e seu serviço a Igreja Católica nunca estiveram em questão. O mesmo seguirá no serviço a Deus e a Santa Igreja de Cristo;

02 – A renúncia ao exercício do ministério sacerdotal e consequentemente ao estado clerical, nunca foram desejados ou queridos pelo Padre Rodrigo Maria que, porém, acolheu a orientação de seu bispo para poder voltar a servir a Igreja, fazendo o que qualquer leigo pode fazer, sem ser impedido por amarras e restrições;

03 – O Padre Rodrigo Maria não deixou o exercício do ministério sacerdotal por confusão ou crise vocacional, mas tão somente para poder voltar a servir a Igreja da forma que compreendeu ser a mais adequada no momento, uma vez que há quase cinco anos vinha passando por restrições na realização de seu trabalho (às vezes parcial, às vezes totalmente); situação que poderia se prolongar por tempo indeterminado;

04 – O Padre Rodrigo Maria nunca foi afastado, interditado ou suspenso por Roma no exercício do ministério sacerdotal. Todas as restrições ou impedimentos por ele sofridos, emanaram da autoridade diocesana. Porém, é útil esclarecer que não pesa sobre ele nenhum tipo de castigo ou censura por parte da Igreja, seja universal ou diocesana;

05As falsas acusações enviadas a Roma (Congregação para Doutrina da Fé), foram consideradas sem fundamento por esse órgão da Santa Sé que as examinou;

06 – Após o parecer de Roma (CDF), que não encontrou fundamento nas acusações enviadas aí contra o Padre Rodrigo Maria, o bispo diocesano resolveu realizar um processo local para averiguar as acusações que foram feitas. Hoje, o citado processo não existe mais e o Padre Rodrigo Maria não foi condenado, em nenhum momento, em decorrência do mesmo;

07 – Não existe na Justiça comum nenhuma denúncia ou processo contra o Padre Rodrigo Maria, e o que havia a nível canônico, como já dito, foi extinto sem que houvesse qualquer condenação;

08 – Segue na Justiça comum do Brasil os processos que o Padre Rodrigo Maria está movendo contra 10 pessoas que o caluniaram e denegriram publicamente em redes sociais;

09 – O Padre Rodrigo Maria nunca recebeu nenhum salário durante todo o tempo em que serviu em sua diocese no Paraguai, nem pediu ou recebeu da mesma qualquer tipo de ajuda financeira a título de auxílio para essa nova etapa de sua vida. Confiando na Providência divina, com a Graça de Deus e seu trabalho, procurará prover seu próprio sustento;

10 – O Padre Rodrigo pretende utilizar o tempo que se seguirá para alcançar junto a Deus a graça de uma mais profunda conversão e purificação, retomando ao serviço de evangelização e formação da forma possível a seu estado;

11 – Fazendo eco ao ensinamento magisterial de sempre da Santa Igreja Católica, seguirá lutando pela Sã Doutrina, contra a mentalidade e prática revolucionária e pelo bem e salvação dos irmãos;

12 – O Padre Rodrigo Maria deixa expressa sua gratidão a Deus e ao povo a quem pôde servir como sacerdote durante 19 anos. E, ao mesmo tempo em que pede perdão a Deus e aos irmãos pelas muitas faltas e erros cometidos durante sua caminhada, suplica a todos a caridade da intercessão para que seja fiel a vontade de Deus nos passos que se seguirão;

Assim que, juntamente com seu orientador espiritual, o Padre Rodrigo Maria entender ser o tempo, falará pessoal e diretamente sobre os temas aqui tratados.

A página TEMPLÁRIO DE MARIA, assim como outras mídias, continuarão a postar as pregações, formações e artigos do Padre Rodrigo Maria.

Na consciência de que a ordenação sacerdotal imprime caráter indelével tornando-o receptor das sagradas Ordens, “Sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque”, segue, de nossa parte, o respeito, a gratidão e o compromisso de oração pelo Padre Rodrigo Maria.

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Ser cristão num mundo 'politicamente correto'


RECEBEMOS DE UM LEITOR anônimo, ao nosso artigo "O uso do incenso na Igreja Católica", o comentário que reproduzimos abaixo:

Sou católico, mas não concordo com os comentários impróprios feitos às outras religiões não católicas. Acho que deveria apenas cuidar de responder à pergunta formulada e não discorrer sobre uma questão que nem ao menos foi comentado.

Obrigado por expressar a sua opinião, anônimo. Diante do seu comentário, eu fiz questão de reler o texto, pronto a retificar qualquer passagem que pudesse ter soado "imprópria". Confesso que não encontrei nada que eu pudesse considerar rude ou ofensivo.

Sabe, não sou o que chamam "politicamente correto"; longe disso. Já até perdi bons empregos por causa disso. Tenho por hábito expressar-me com clareza, direta e objetivamente, procurando obedecer à ordem de Nosso Senhor: "O teu sim seja sim e o teu não seja não; o que passa disso vem do Maligno" (Mt 5,37). – Está aí uma coisa que o nosso mundo contemporâneo não suporta.

Para este apostolado, a verdade tem prioridade absoluta, e só depois dela ter sido posta com muita clareza é que vamos nos preocupar com o respeito humano – que é bem-vindo e ajuda muito nos relacionamentos –, mas para um cristão não deve ser o mais importante.



Fez-me lembrar da notícia que vi há pouco tempo, do cartaz de um filme de super-heróis que foi alvo do ataque raivoso de um bando de feministas e levou a produtora a desculpar-se e retirá-lo de circuito, o que gerou grande prejuízo. O problema todo é que, nesse cartaz, havia a imagem de um supervilão segurando pelo pescoço uma outra supervilã... Ora, isso não tem nada de machista, bem ao contrário, só demonstra que, no universo dos super-heróis, tanto os personagens masculinos quanto os femininos são dotados de poderes sobre-humanos, e por isso mesmo dá-lhe Mulher-Maravilha, Viúva Negra, Super-Girl e Mulher Hulk (entre muitas outras) surrando um bando de marmanjos desavisados por aí... E ninguém reclama.

O grande problema é que há agora uma praga terrível que infesta o mundo, que degenera as mentes e nos leva a um perigosíssimo estado de coisas: vivemos uma época em que apenas ter opinião sobre qualquer assunto já é "ofensivo" para alguém. E na religião não é diferente. Deveria, por motivos óbvios, mas não é. Absolutamente tudo o que qualquer pessoa diga precisa vir, necessariamente, antecedido por um "na minha opinião..." e seguido de um "...mas respeito todas as opiniões contrárias".

É proibido ter opinião! É proibido alguém dizer que gosta do azul, porque as pessoas que gostam do amarelo podem se ofender. É proibido dizer que 1 + 1 = 2, para não ofender os que não sabem somar e pensam que o resultado é 3, ou 4, ou 10 ou 1.000. Aliás, em muitas situações, os professores em sala de aula já não podem mais corrigir os alunos quando eles erram, por medo de traumatizá-los. Se o garoto diz: "Nós vai", a professora de português nem sempre pode ensinar que o correto é "nós vamos" porque isso seria um preconceito absurdo, uma atitude opressora, e afinal de contas a língua é o povo que faz... Que mal tremendo o marxismo fez ao mundo, meu Deus!

Assim, os estudantes mais aptos, ao invés de incentivados, são impedidos de progredir rápido, em "respeito" aos menos dotados, para que estes últimos não se sintam diminuídos, oprimidos pela elite dominante, e assim vamos "emburrecendo" um pouco mais a cada dia que passa. Hoje, alunos chegam ao ensino médio sem saber escrever, sem conhecer o hino nacional, sem saber quem descobriu o Brasil.

Vivemos um tempo em que é proibido dizer a verdade, porque a verdade, para o nosso mundo, não existe objetivamente. Cada um tem "a sua verdade", e o máximo que eu posso fazer é apresentar a "minha verdade", mas só se eu deixar bem claro que é apenas isto mesmo: a minha opinião, o que eu penso e o que eu "acho", pois a verdade, em última análise, não existe; cada um tem a sua e tudo bem. Eu tenho que aceitar, por exemplo, que dois homens e um cachorro que moram juntos são "uma família", tão ou mais digna que a minha, com meu pai e minha mãe que me geraram, eu e meus irmãos.

Tenho que aceitar, por força de decreto-lei, chamar um barbado de metro e oitenta, que nasceu com um grande pênis entre as pernas, de "senhorita" ou "senhora", e sabe por quê? Porque ele diz que "se sente" uma mulher. E tenho que aceitar que, na escola, ele use o mesmo banheiro que a minha filha, pelo mesmo motivo. Se eu me recusar, posso ser preso junto com ladrões e assassinos. Aliás, estes últimos têm muitas ONGs e associações para protegê-los, mas eu não serei considerado digno de piedade. Não eu, homem heterossexual, branco neto de europeus, capitalista e católico, pois represento em mim a pior escória que o mundo foi capaz de produzir.

Deixa-se então para lá e finge-se que não se ouve o fato insofismável que grita: apenas afirmar que "a verdade não existe" já é afirmar que pelo menos esta afirmação (que a verdade não existe) é verdadeira: logo, a verdade existe, de qualquer maneira! Sim, dizer que a verdade não existe é uma afirmação auto-contraditória em si mesma, mas sente-se lá e fique quieto quem não quiser arrumar confusão com o mundo. Bem, enquanto cristão de fé viva, que não se inclui entre os "mornos" que o Senhor vomitará fora de seu Corpo, estou disposto a comprar briga com o mundo inteiro pela Verdade, que é o próprio Cristo. Todavia nessa guerra não quero matar; quero antes dar a minha vida, se preciso for, para que a conheçam –, a Verdade que liberta, que é meu Sumo Bem e meu Tudo assim como é para todos os homens e mulheres, mesmo que não saibam ou não o reconheçam, – e que é a única Solução para esse mundo insano.

Pergunto-me o que seria de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nunca foi "politicamente correto" e não hesitou em chamar os hipócritas de hipócritas, ou de S. João Batista ('o maior dentre os nascidos de mulher') que chamou os falsos fariseus de "raça de víboras"... Se os ouvidos atuais se tornaram tão frágeis e delicados que qualquer palavra um pouquinho mais rígida parece insuportável, o que diriam, hoje, de um Messias que expulsa os vendilhões do Templo abaixo de chibatadas?

A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo, leitor anônimo!

Henrique Sebastião

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Cardeal Brandmüller: “Aqueles que clamam por ‘sacerdotisas’ são hereges e excomungados”

Pelo revmo. Padre Carlos Alberto Azevedo, par. S. Judas Tadeu de Bangu - RJ

Não se trata de preconceito machista, mas coerência com a verdade revelada! diante de Deus ninguém tem "direitos", mas uma vocação gratuita de amor para servir como Ele quer!



AQUELES QUE PRESSIONAM pela ordenação de mulheres ao sacerdócio “cumprem os elementos da heresia” e efetivamente incorrem em excomunhão automática (ipso facto – latae sententiae), disse o presidente emérito do Pontifício Comitê das Ciências Históricas, cardeal Walter Brandmüller.

Em 2018, o cardeal Brandmüller – sagrado por Bento XVI e um dos quatro signatários das “Dubia” (saiba mais) – criticou francamente a secretária-geral do partido governista da CDU na Alemanha, Annegret Kramp-Karrenbauer, depois que ela pediu que a Igreja Católica ordenasse mulheres sacerdotisas.

Kramp-Karrenbauer, amplamente considerada uma vanguardista para suceder Angela Merkel como chanceler alemã, disse em uma entrevista ao Die Zeit: “É muito claro: as mulheres têm que assumir posições de liderança na Igreja!”... 

Ela acrescentou ainda que gostaria de ver "padres do sexo feminino"(?), mas que por enquanto a Igreja deveria se concentrar em “um objetivo mais realista, o diaconato feminino”.

É quase inacreditável como os maiores defensores do tão incensado “Estado laico”, que não admitem nenhuma influência de parte da Igreja Católica nos temas que se relacionam às leis e regras sociais, com a maior desfaçatez metem-se nos assuntos internos da Igreja e até querem ditar regras para os católicos!

A esse propósito, o Cardeal Brandmüller disse que a ideia de ordenação feminina contraria o fundamento do próprio Sacramento da Ordem, ideia essa que além de tudo já foi definitivamente descartada por São João Paulo II e, portanto, qualquer um que insista em promovê-la “deixou a fundação da fé católica” e “preenche os elementos da heresia que tem, como consequência, a exclusão [automática] da Igreja – a excomunhão ”.

Acrescentou o Cardeal que a Igreja não é uma “instituição humana”, mas vive de acordo com as “formas, estruturas e leis que lhe foram dadas pelo seu Divino Fundador, sobre o qual nenhum homem tem poder – nem o Papa e nenhum conselho eclesiástico”.

Brandmüller disse também que é “surpreendente” que certos temas heterodoxos absurdos estejam sendo mantidos vivos dentro da Igreja alemã. Estes são “sempre os mesmos: sacerdócio feminino, fim do celibato, intercomunhão, novo casamento após o divórcio... Recentemente, foi acrescentado o infeliz ‘sim’ dos bispos alemães à homossexualidade, mesmo a Igreja condenando-o veementemente”.

_____
Fonte:
Salve Roma,. em:
https://salveroma.com/2019/02/17/aqueles-que-clamam-mulheres-sacerdotisas-sao-hereges-e-excomungados-diz-cardeal-brandmuller-
Acesso 20/2/2019

CNBB a favor da ordenação de mulheres – e de mais e mais 'inculturação' na Liturgia, nos Sacramentos e na própria Teologia...

O beijo de Judas por Caravaggio

ALGUNS CATÓLICOS MAL formados e/ou mal informados – infelizmente não poucos – veem "exagero" ou "alarmismo" em tudo aquilo que vêm se denunciando há tempos, por meio de diversas mídias, contra a CNBB: heresias, apoio a crimes e criminosos, posicionamentos arbitrários contra os anseios dos fiéis e, especialmente, sua adesão claramente política-ideológica e mesmo partidária.

Outros, ainda, acreditam piamente que seria completamente vedado aos leigos criticar a conferência de bispos, imaginando o respeito à hierarquia eclesiástica como uma espécie de dever absoluto – de certo modo maior que todos os outros deveres do cristão – e como se a obediência cega fosse imposta a todos os católicos, não importando o que aconteça[1].

Quando se fala em marxismo cultural dominando a Conferência Nacional dos Bispos, ainda temos a oposição e até o deboche da parte de muitos católicos legalistas, como se tudo não passasse de "teoria da conspiração" ou coisa do tipo.

Pois bem, a CNBB, mãe e eterna aliada do PT – e do PC do B, PSOL e outros partidos que por coerência nem sequer deveriam existir (assim como, por motivos óbvios, também não pode haver partido nazista) – posiciona-se mais uma vez contra os anseios da população em geral e especialmente do povo cristão, renegando a sagrada Tradição da Igreja de Cristo: a Regional Norte 1 está trabalhando ativamente para que no já polêmico Sínodo da Amazônia se aprove a "ordenação" de "diaconisas" e até de "sacerdotisas" ['ministério da presidência eucarística para homens e mulheres'], conforme mostra a reprodução digitalizada do documento recentemente tornado público, que disponibilizamos ao final deste artigo. 

A carta, um verdadeiro panfleto socialista, é resultado da "assembleia territorial pré-sinodal" realizada entre 30 de novembro e 2 de dezembro de 2018, em Manaus, com o objetivo de "sintetizar todas as escutas realizadas com os mais diversos grupos das nove (arqui)dioceses e prelazias do Amazonas e de Roraima," [...] "síntese realizada a partir dos 34 relatórios de escutas enviados à equipe de trabalho"[2]. Os blogs e sites "sujos", patrocinados por entidades de esquerda para disseminar diuturnamente matérias inverídicas contra o Governo (como é o caso do 'Brasil 247', Diário do centro do mundo' e 'Catraca livre', por exemplo), claro, já comemoram o acontecimento.

Observe-se que a carta faz questão de reproduzir uma coletânea dos famigerados termos típicos das ideologias anticristãs que, infiltradas na Igreja, têm provocado tanto mal e a confusão generalizada, dividindo o Corpo de Cristo em grupos ideológicos. Fala sobre "liturgia e sacramentos inculturados", "diálogo inter-religioso" e "intercultural", "teologia indígena", etc.

Como seria de se esperar, Dom Mario Antonio da Silva, bispo de Roraima e presidente do mesma Regional Norte I da CNBB, não deixou passar a oportunidade de criticar o atual Governo democraticamente eleito: "Sabemos que o caminho é a comunidade (...). Vivemos em tempos difíceis de muitos desafios e também de possíveis ameaças a nível nacional (sic)..."[3]. Este senhor faz questão de se posicionar ao lado de criminosos, inimigos da família e de todos os valores cristãos mais sagrados, como um membro da patética "resistência" esquerdista, ao lado de militantes feministas, LGBTQs, abortistas, etc, etc.

Não só o Governo tem legítimas razões para acompanhar as temerárias "pautas" do Sínodo da Amazônia; todo fiel católico leigo também as têm, na medida em que já podemos ter certeza de que essa será mais uma ocasião em que a Santa Igreja estará sob intenso ataque do "apostolado da revolução" e da horda dos incansáveis herdeiros de Judas que, travestidos de bispos, instalaram-se na cátedra dos Apóstolos e trabalham para corroer, por dentro, os alicerces da Casa de Deus. Ressoa pelos ares, mais uma vez, o o eco angustiado das amargas palavras de Nosso Senhor: "Esta é a vossa hora e o poder das trevas" (Lc 22,53).

Miserere, Domini!


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Notas:

[1] O que não é verdade e não corresponde à Doutrina cristã católica, e nem ao dever dos leigos, conforme garante o Código de Direito Canônico em seu cân 212 (§§ 2-3) (saiba mais lendo este artigo).

[2] Conf. website da Reg. Norte da CNBB, vide:
cnbbnorte1.blogspot.com/2018/12/regional-finaliza-processo-de-sintese.html?fbclid=IwAR1-8j9rNDfFrJ7Wit0HU4I8xcKCoJo4T8lFp-ohk2TmGYh3qjPMhlX4ll4
Acesso 15/2/2019

[3] Idem.
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Uma nota final sobre o caso da procissão em honra a Iemanjá numa igreja católica apostólica romana

Possivelmente nunca em toda a História tenham se registrado tantos casos de profanações e ultrajes na Igreja Católica


O DIGNO, HONRADO E EXEMPLAR padre Gabriel Vila Verde postou em sua página do Facebook uma nota esclarecendo que um vídeo veiculado nas redes sociais em que aparece um bispo aparentemente católico louvando à entidade "Iemanjá" não é bispo católico de fato, e nem o caso aconteceu em uma igreja católica apostólica romana, e sim em um salão da "igreja católica independente" –, uma entre as muitas seitas que usam o título "católica" com a intenção de enganar os incautos –, nos seguintes termos:

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Este caso não tem nada a ver –, como o próprio padre nos confirmou diretamente –, com o outro, muitíssimo mais grave, do culto e procissão em honra de Iemanjá que de fato ocorreram dentro de uma igreja católica apostólica romana na Bahia (veja).

Mesmo assim, por conta dessa nota do Padre, diversas pessoas bem intencionadas entraram em contato conosco para, supostamente, "corrigir" o que teria sido "um equívoco" de nossa parte ao publicarmos sobre a profanação que realmente aconteceu, confundindo os dois eventos. Na esteira da confusão, outros tantos se manifestaram a nós no sentido de que "verdadeiros católicos" não divulgam tais notícias e/ou que esse tipo de atitude só pode partir de gente que apenas quer ver "o circo pegar fogo" e coisas desse tipo.

Em primeiro lugar, queremos esclarecer que nossa Fraternidade trabalha com muita seriedade e máxima reverência para com as coisas da Igreja, levamos muitíssimo a sério a responsabilidade que assumimos em evangelizar e esclarecer o povo católico. De modo algum publicaríamos alguma notícia desse tipo, especialmente assim tão grave, sem confirmar antes as fontes e a sua veracidade.

O filme da referida procissão, postado naquele artigo, mostra com toda a clareza que tudo ocorreu mesmo no interior da igreja de Nossa Senhora d'Ajuda, em Porto Seguro, BA (por sinal o primeiro templo católico mariano do Brasil). As imagens não deixam dúvidas e qualquer pessoa pode confrontar as imagens que aparecem no vídeo com as fotografias do interior da igreja (veja aqui).

Em segundo lugar, fazemos questão de registrar que, no nosso entender, é sumamente importante, é realmente necessário que os fiéis católicos, juntamente com os dignos sacerdotes, manifestem-se e usem do seu direito de exigir explicações aos senhores bispos em casos desse tipo, porque tais situações são simplesmente inadmissíveis e o silêncio só ajuda a multiplicá-las.

Nunca é demais lembrar que o Código de Direito Canônico (Cân 212) garante aos leigos o direito de "manifestar aos pastores da igreja as próprias necessidades, principalmente espirituais, e os próprios anseios", e diz também que nós temos "o direito e, às vezes, até o dever de manifestar aos pastores sagrados a própria opinião sobre o que afeta o bem da igreja".

Pois bem, diante de uma situação tão importante quanto essa, de flagrante profanação e pecado gravíssimo – de culto de idolatria dentro do lugar santo – cometido pública e abertamente sob a anuência de um ou de um grupo de sacerdotes, não seria melhor que manifestássemos todos, unidos, a nossa angústia e até a nossa indignação, como cristãos fiéis que devemos ser, do que simplesmente tentar "tampar o sol com a peneira" e fingir que nada está acontecendo?

Como disse Edmund Burke, para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada. E é isso que vem ocorrendo na Igreja, não é de hoje. Como diretor deste apostolado, que tem algum peso e certa importância no segmento de informação católica via internet, e que recebe muitos acessos diários, muitas vezes recebo mensagens de clérigos com denúncias de abusos da parte de seus pares ou bispos, pedindo que os divulguemos. Eles mesmos, porém, nunca autorizam que se divulgue suas identidades, preferem sempre se esconder, porque têm medo de represálias, temem punições de seus superiores hierárquicos. Que fazer diante de tal situação?

[Por isso é que temos por patrono a São Próspero de Aquitânia que, sendo leigo, instruiu aos bispos e ao próprio Papa de seu tempo.]

Sacerdotes ungidos do Senhor, não sejam mais covardes! A covardia é um pecado e, em alguns casos, muito grave! Não foi por covardia que Pedro renegou a Cristo por três vezes? Creiam no Poder maior de Deus e enfrentem os inimigos da Igreja com destemor! Não se ocultem, não balbuciem como bebês e nem murmurem com as suas cabeças baixas, mas gritem bem alto e proclamem a verdade do alto dos telhados! Vocês têm bons exemplos entre bispos e cardeais (como Burke, Sarah, Athanasius, Müller e tantos outros)! Sigam esses modelos e ergam suas cabeças, porque nós – o rebanho que vos foi confiado – vivemos agora dispersos e confusos, errando por precipícios, entre espinhos e rodeados pelos lobos! Lutem por nós, garantam-nos o direito às verdades eternas do santo Evangelho e à Salvação que nos legou o Cristo, como é vosso dever! Coragem, pela Santíssima Virgem e por São Miguel, coragem! Nós e outros apostolados leigos tentamos fazer a nossa parte, mas sem a vossa ajuda corajosa, tudo é muito difícil! Até quando permanecerão escondidos, entrincheirados sob a desculpa da "prudência"? Contem com as orações dos verdadeiros fiéis católicos e vão à luta com fé, e a vitória será garantida!

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Procissão em honra de Iemanjá dentro de igreja católica


ACONTECEU NO PRIMEIRO Santuário Mariano do Brasil, a Igreja Nossa Senhora d'Ajuda, em Porto Seguro, BA. Uma imagem de Iemanjá –, um "orixá feminino" ou entidade das águas de cultos africanos –, foi calorosamente saudada pelo povo eufórico enquanto passava em procissão, no alto de um andor em forma de barco, diante do Altar de Cristo, em pleno interior do Templo católico consagrado. A algazarra, a gritaria e os cânticos, desnecessário dizer, também não tinham absolutamente nada a ver com qualquer coisa que se pudesse chamar "Cristianismo". Segue ao final deste o vídeo da cena escabrosa.

Como se permitiu tal profanação? Quem são os irresponsáveis? O que será aplicado como correção e para que não volte a acontecer? A verdade é que muito dificilmente teremos alguma punição ou mesmo qualquer resposta para qualquer dessas perguntas. Tais profanações já se tornaram corriqueiras e acontecem quase que diariamente em nossas paróquias, com a aprovação de boa parte dos nossos bispos. Sob a desculpa do "ecumenismo" e da "inculturação", com o álibi de que Deus aceita tudo e a todos, seja qualquer inovação ou superstição de qualquer credo ou religião, pois "só o que importa é o coração" e outras heresias desse tipo.

Nunca é demais lembrar que aqueles que promovem esses pecados gravíssimos são padres, e padres que possuem a tal da "plena comunhão com Roma", ao mesmo tempo em que outros sacerdotes dignos, exemplares, santificados e fidelíssimos, não a têm.

Até quando? Respondo: até que venha um novo cisma e os verdadeiros cristãos católicos possam se reunir em paz para adorar, penitenciar-se, dar graças e suplicar a Deus como se deve, e termine a hipocrisia da "plena união" com uma Roma que fecha os olhos para todo tipo de crime contra o que há de mais sagrado e pune os que querem ser santos.

“Roma perderá a fé e se tornará sede do Anticristo”, difícil não lembrar de advertências como esta, feitas em La Salete, e tantas outras semelhantes, ditas por grandes santos e místicos da Igreja. Difícil não lembar da profecia da grande apostasia, que conta mesmo do Catecismo da Igreja Católica.

Quando virdes a abominação da desolação instalada no lugar santo — que o leitor entenda! — então (...) naquele tempo haverá uma grande tribulação, tal como não houve desde o princípio do mundo até agora, nem tornará a haver jamais. E se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma vida se salvaria. Mas, por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados.
(Santo Evangelho segundo S. Mateus 24,15)




Ato de desagravo ao Sacratíssimo Coração de Jesus, Nosso Senhor

Ao dileto leitor que chegou até este ponto da leitura, conclamamos que reze com fé e temor, ao menos uma vez (o ideal é repetir por três vezes), o Ato de Desagravo ensinado pelo Anjo de Portugal aos Pastorinhos de Fátima, por tão grandes sacrilégios que homens ingratos –, ainda pior, sacerdotes que preferem a herança de Judas –, cometem contra tão amável e adorável Salvador:

Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo; adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os Sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos Méritos Infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores.


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Cardel Müller publica Manifesto que é considerado quase uma correção ao pontificado de Francisco


Por LifeSiteNews

O CARDEAL GERHARD MÜLLER, que já foi o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, é unanimemente respeitado na Igreja por sua relevante autoridade eclesiástica e pela sólida formação teológica. Ele divulgou na última sexta-feira (8/8/2019) um Manifesto que se parece com uma correção de muitos dos pontos doutrinários confusos do Papa Francisco durante o seu pontificado até aqui

A intenção do Cardeal era divulgar o Manifesto no dia 10 de fevereiro: essa data é a véspera do aniversário do anúncio do papa Bento XVI, em 2013, de que desceria do Trono de S. Pedro e abdicaria de seu ofício papal, bem como a véspera da ordenação do próprio Müller ao sacerdócio. No entanto, um site polonês quebrou o embargo e divulgou o documento antes do previsto.

O papa Francisco retirou o cardeal Müller de seu cargo de chefe da Congregação para a Doutrina da Fé em 2017, depois de ter servido nessa função desde que foi nomeado por Bento XVI em 2012.

Em seu Manifesto, o Cardeal Müller não menciona diretamente o Papa atual, mas diz que lhe pediram para que prestasse um testemunho público da verdade "em face da crescente confusão sobre a doutrina da fé".

O Manifesto, aliás escrito com uma clareza doutrinal inegavelmente exemplar, foi divulgado na esteira do controverso documento conjunto do Papa Francisco com um líder islâmico que diz que “o pluralismo e a diversidade das religiões” são “desejados por Deus em sua sabedoria” – uma afirmação (ou mais uma) que muitos consideram que contraria a verdadeira Fé católica.

Müller está liberando seu manifesto para todos os fiéis católicos do mundo, traduzido para sete idiomas diferentes, permitindo assim uma ampla afirmação da Fé católica ortodoxa. O portal LifeSite está hospedando uma petição em sua plataforma "LifePetitions", para que o clero católico e os fiéis de todo o mundo possam, pela iniciativa do Cardeal, sinalizar visivelmente seu apoio à Fé católica íntegra, legítima e sem retoques ou disfarces.

** Para assinar a petição, acesse aqui

Entre outras coisas, em seu documento o Cardeal Müller esclarece, sem palavras ambíguas, a visão da Igreja Católica sobre o Islã, rejeitando a visão muçulmana de Cristo como um mero profeta, não como o Messias e Deus Salvador da humanidade. "Devemos resistir à recaída em heresias antigas com uma resolução clara, que viu em Jesus Cristo apenas uma boa pessoa, irmão e amigo, profeta e moralista", diz o Manifesto.

O Manifesto também aborda vários outros pontos difíceis, incluindo a inadmissibilidade da Santa Comunhão para católicos divorciados e recasados, bem como para os protestantes; a eternidade do Inferno; a proibição da instituição de sacerdotisas; o celibato sacerdotal, etc. Cardeal Müller também reafirma a ligação inseparável entre a Fé e a lei moral, e aponta para certas partes do ensinamento moral da Igreja “que são muitas vezes ignoradas hoje ”. Faz referência a várias partes do ensino moral do Catecismo que não podem ser relativizados.

Disponibilizamos, a seguir, a íntegra do Manifesto público do Cardeal Gerhard Müller, e mais abaixo o link para os que quiserem baixá-lo em PDF.


Declaração de fé

"Não se perturbe o vosso coração!" (João 14,1)

Ante a crescente confusão no ensinamento da doutrina da fé, muitos Bispos, sacerdotes, religiosos e leigos da Igreja Católica me pediram dar testemunho público da verdade da Revelação. É tarefa dos pastores guiar pelo caminho da salvação aos que se lhes foram confiados. Isto só pode ter êxito se se conhece este caminho e eles mesmos seguem adiante. A respeito disto a palavra do apóstolo nos indica: "Porque sobretudo vos entreguei o que eu também recebi" (1 Cor 15,3). Hoje em dia muitos cristãos já não são conscientes nem sequer dos ensinamentos básicos da fé, pelo qual existe um perigo crescente de apartar-se do caminho que leva à vida eterna. Mas segue sendo tarefa própria da Igreja conduzir às pessoas a Jesus Cristo, luz das nações (cf. LG 1). Nesta situação se expõe a questão da orientação. Segundo João Paulo II, o Catecismo da Igreja Católica é uma "norma segura para a doutrina da fé" (Fidei Depositum IV). Foi escrito com o objetivo de fortalecer aos irmãos e irmãs na fé, cuja fé é amplamente questionada pela "ditadura do relativismo"[1].

1. O Deus Uno e Trino, revelado em Jesus Cristo

A personificação da fé de todos os cristãos se encontra na confissão da Santíssima Trindade. Convertemo-nos em discípulos de Jesus, filhos e amigos de Deus pelo batismo no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. A diferença das três pessoas na unidade divina (254) marca uma diferença fundamental em relação às outras religiões na crença em Deus e na imagem do homem. Na confissão de Jesus Cristo os espíritos se dividem. Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, gerado segundo sua natureza humana pelo Espírito Santo e nascido da Virgem Maria. O Verbo feito carne, o Filho de Deus, é o único redentor do mundo (679) e o único mediador entre Deus e os homens (846). Em consequência, a Primeira Carta de São João descreve como Anticristo àquele que nega sua divindade (1 João 2,22), já que Jesus Cristo, o Filho de Deus, é desde a eternidade um ser com Deus, seu Pai (663). A recaída em antigas heresias, que viam em Jesus Cristo só um bom homem, um irmão e amigo, um profeta e um moralista, deve ser combatida com clara determinação. Ele é, acima de tudo, o Verbo que estava com Deus e é Deus, o Filho do Pai, que assumiu nossa natureza humana para nos redimir e que deverá julgar os vivos e os mortos. Só ao Ele adoramos como o único e verdadeiro Deus na unidade com o Pai e o Espírito Santo (691).

2. A Igreja

Jesus Cristo fundou a Igreja como sinal visível e instrumento de salvação, que subsiste na Igreja Católica (816). Deu uma constituição sacramental à sua Igreja, que surgiu "do lado de Cristo dormido na Cruz" (766), e que permanece até sua consumação (765). Cristo Cabeça e os fiéis como membros do Corpo são uma pessoa mística (795), por isso a Igreja é Santa, porque o único mediador a estabeleceu e mantém sua estrutura visível (771). Através deles, a obra da redenção de Cristo se faz presente no tempo e no espaço na celebração dos santos sacramentos, especialmente no sacrifício eucarístico, a Santa Missa (1330). A Igreja transmite em Cristo a revelação divina que se estende a todos os elementos da doutrina, "incluindo a doutrina moral, sem a qual as verdades da salvação da fé não podem ser salvaguardadas, expostas ou observadas" (2035).

3. A ordem sacramental

A Igreja, em Jesus Cristo, é o sacramento universal de salvação (776). Ela não se reflete a si mesmo,  senão a luz de Cristo que brilha em seu rosto. Isto acontece só quando, não a maioria nem o espírito dos tempos, senão a verdade revelada em Jesus Cristo se converte no ponto de referência, porque Cristo confiou à Igreja católica a plenitude da graça e da verdade (819): Ele mesmo está presente nos sacramentos da Igreja. A Igreja não é uma associação fundada pelo homem cuja estrutura é votada por seus membros à vontade. É de origem divina. "O mesmo Cristo é a fonte do ministério na Igreja. Ele o instituiu, deu-lhe autoridade e missão, orientação e finalidade" (874). A admoestação do apóstolo segue sendo válida hoje em dia para que quem quer que pregue outro evangelho seja amaldiçoado, "embora sejamos nós mesmos ou um anjo do Céu" (Gl 1,8). A mediação da fé está indissoluvelmente ligada à credibilidade humana de seus mensageiros, que em alguns casos abandonaram aos que lhes foram confiados, perturbaram-nos e danificaram gravemente sua fé. Aqui a palavra da Escritura vai dirigida àqueles que não escutam a verdade e seguem seus próprios desejos, que adulam os ouvidos porque não podem suportar o são ensinamento (cf. 2 Tm 4,3-4).

A tarefa do Magistério da Igreja é "proteger o povo dos desvios e das falhas e lhe garantir a possibilidade objetiva de professar sem erro a fé autêntica" (890). Isto é especialmente certo com relação aos sete sacramentos. A Eucaristia é "fonte e ápice de toda a vida cristã" (1324). O sacrifício eucarístico, no qual Cristo nos implica em seu sacrifício da cruz, aponta à união mais íntima com Cristo (1382). Por isso, as Sagradas Escrituras, em relação à recepção da Sagrada Comunhão, advertem: "'quem come do pão e bebe da taça do Senhor indignamente, é réu do Corpo e do Sangue do Senhor' (1 Cor 11,27). Quem tem consciência de estar em pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes de aproximar-se a comungar" (1385). Da lógica interna do sacramento se desprende que os fiéis divorciados pelo civil, cujo matrimônio sacramental existe diante de Deus, os outros Cristãos, que não estão em plena comunhão com a fé católica, assim como todos aqueles que não estão propriamente dispostos, não recebem a Sagrada Eucaristia de maneira frutífera (1457) porque não lhes traz a salvação. Assinalar isto corresponde às obras espirituais de misericórdia.

A confissão dos pecados na confissão pelo menos uma vez ao ano pertence aos mandamentos da igreja (2042). Quando os fiéis já não confessam seus pecados nem recebem a absolvição, a redenção cai no vazio, já que, acima de tudo, Jesus Cristo se fez homem para nos redimir de nossos pecados. O poder do perdão que o Senhor Ressuscitado conferiu aos apóstolos e aos seus sucessores no ministério dos bispos e sacerdotes se aplica também aos pecados graves e veniais que cometemos depois do batismo. A prática atual da confissão deixa claro que a consciência dos fiéis não está suficientemente formada. A misericórdia de Deus nos é dada para cumprir seus mandamentos a fim de nos converter em um com sua santa vontade, não para evitar o chamado ao arrependimento (1458).

"O sacerdote continua a obra de redenção na terra" (1589). A ordenação sacerdotal "dá-lhe um poder sagrado" (1592), que é insubstituível porque, através dele, Jesus Cristo se faz sacramentalmente presente em sua ação salvífica. Portanto, os sacerdotes escolhem voluntariamente o celibato como "sinal de vida nova" (1579). Trata-se da entrega no serviço de Cristo e de seu reino vindouro. Enquanto à recepção da consagração nas três etapas deste ministério, a Igreja se reconhece a si mesma "vinculada por esta decisão do Senhor. Esta é a razão pela qual as mulheres não recebem a ordenação" (1577). Assumir isto como uma discriminação contra a mulher só mostra a falta de compreensão deste sacramento, que não se trata de um poder terreno, senão da representação de Cristo, o Esposo da Igreja.

4. A lei moral

A fé e a vida estão inseparavelmente unidas, porque a fé sem obras está morta (1815). A lei moral é obra da sabedoria divina e conduz o homem à bem-aventurança prometida (1950). Em consequência, "o conhecimento da lei moral divina e natural é necessário para fazer o bem e alcançar seu fim" (1955). Sua observância é necessária para a salvação de todos os homens de boa vontade. Porque os que morrem em pecado mortal sem se haver arrependido serão separados de Deus para sempre (1033). Isto leva a conseqüências práticas na vida dos cristãos, entre as quais se deve mencionar as que hoje se obscurecem com freqüência (cf. 2270-2283; 2350-2381). A lei moral não é uma carga, senão parte dessa verdade liberadora (cf. Jo 8,32) pela qual o cristão percorre o caminho da salvação, que não deve ser relativizada.

5. A vida eterna

Muitos se perguntam hoje por que a Igreja, todavia está ali, embora os bispos prefiram desempenhar o papel de políticos em lugar de proclamar o Evangelho como mestres da fé. A visão não deve ser diluída por trivialidades, mas o proprium da Igreja deve ser tematizado. Cada pessoa tem uma alma imortal, que é separada do corpo na morte, esperando a ressurreição dos mortos (366). A morte faz definitiva a decisão do homem a favor ou contra Deus. Todo o mundo deve comparecer ante o tribunal imediatamente depois de sua morte (1021). Ou é necessária uma purificação ou o homem chega diretamente à bem-aventurança celestial e pode ver deus cara a cara. Existe também a terrível possibilidade de que um ser humano permaneça em contradição com Deus até o fim e, ao rejeitar definitivamente o seu amor, "condenar-se imediatamente para sempre" (1022). "Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti" (1847). O castigo da eternidade do inferno é uma realidade terrível, que -segundo o testemunho da Sagrada Escritura atrai para si todos aqueles que "morrem em estado de pecado mortal" (1035). O cristão passa pela porta estreita, porque "larga é a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela" (Mt 7,13).

Ocultar estas e outras verdades de fé e ensinar ao povo em consequência, é o pior engano, do qual o Catecismo adverte enfaticamente. Representa a prova final da Igreja e leva o povo a um engano religioso de mentiras, ao "preço de sua apostasia da verdade" (675); é o engano do Anticristo. "Ele enganará os que se perdem por toda classe de injustiça, porque se fecharam ao amor da verdade, pela qual deviam ser salvos" (2 Tessalonicenses 2,10).

Invocação

Como operários da vinha do Senhor, temos todos a responsabilidade de recordar estas verdades fundamentais aderindo-nos ao que nós mesmos recebemos. Queremos animar o povo a caminhar pelo caminho de Jesus Cristo com decisão, para alcançar a vida eterna obedecendo seus mandamentos (2075).

Peçamos ao Senhor que nos faça saber quão grande é o dom da fé católica, que abre a porta para a vida eterna. "Porque quem se envergonhar de mim e de minhas palavras nesta geração adúltera e pecadora, também o Filho do homem se envergonhará dele quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos" (Mc 8, 38). Portanto, estamos comprometidos a fortalecer a fé, na qual confessamos a verdade, que é o mesmo Jesus Cristo.

Estas palavras também se dirigem em particular a nós, Bispos e sacerdotes quando Paulo, o apóstolo de Jesus Cristo, dá esta admoestação ao seu companheiro de armas e sucessor Timóteo: "Conjuro-te em presença de Deus e de Cristo Jesus que há de vir julgar os vivos e mortos, por sua Manifestação e por seu Reino: "Proclama a Palavra, insiste a tempo e a destempo, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e doutrina. Porque virá um tempo em que os homens não suportarão, a sã doutrina, mas sim, arrastados por suas próprias paixões, far-se-ão com um acervo de mestres pelo afã de ouvir novidades; apartarão seus ouvidos da verdade e se voltarão para as fábulas. Tu, pelo contrário, portas-te em tudo com prudência, suporta os sofrimentos, realiza a função de evangelizador, desempenha com perfeição teu ministério." (2 Tm 4,1-5).

Que Maria, a Mãe de Deus, nos implore a graça de nos aferrar à verdade de Jesus Cristo sem vacilar.
Unido na fé e na oração

Gerhard Cardinal Müller

Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fe, desde 2012/2017

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[1] Os números que aparecem no texto correspondem ao Catecismo da Igreja Católica.


** Baixar o Manifesto (PDF)

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Verdadeira liberdade – salvo do vício terrível da pornografia

Consideramos bastante conveniente publicar e compartilhar publicamente o depoimento que recebemos de nosso leitor Jonathan Andrade, pois trata de um tema bastante complexo e que representa a mesma dificuldade de muitíssimos outros leitores. Trata-se de um verdadeiro mal dos nossos tempos, para o qual uma multidão, constituída principalmente por jovens, busca uma saída. Que seja de proveito e, como lembra o próprio autor, sirva especialmente de alerta para os pais, pois o mal que o afligiu é muito, muito comum, e pode começar bem cedo.



DURANTE UM TEMPO hesitei em responder ao pedido de vocês, mas após pensar um pouco e ouvir a Palavra de Deus (Mc 5, 19-20) resolvi escreve meu testemunho; talvez possa ser de ajuda e alerta para as pessoas.

Sou um ex-viciado em pornografia, o fui por 12 anos. Tive meus primeiros contatos com pornografia aos 11 anos de idade. É surpreendente quão longe uma criança pode ir ao navegar, sem observação, na internet. Depois de um certo tempo, consumir material pornográfico se tornou tão natural quanto beber água, e fui crescendo e vivendo tendo esse vício como uma constante em minha vida, com todas as consequências e efeitos que traz consigo: lapsos de memória, dificuldade de concentração e confusão cerebral, ansiedade e tantas outras; sem falar nas consequências espirituais. apesar de à época eu ainda não ter fé: era batizado, mas meu catolicismo não passou da primeira comunhão.

Algumas más companhias também contribuíam para o meu vício; não que todos os meus colegas de colégio consumissem esse tipo de material, mas com alguns chegava a compartilhar e falar sobre, inclusive com uma menina (vê-se que hoje esse mal as atinge também, diferente do que acontecia até há pouco tempo).

Em 2016, porém, aos 22 anos, as coisas começaram a mudar. Aqueles efeitos que o vício causa, que não me incomodavam (achava-os coisas normais), passaram a me incomodar e comecei a ver que aquilo não era normal, que havia algo de errado comigo; era quase como se alguém tirasse a venda dos meus olhos. Comecei então a procurar a fonte disso tudo e pelos efeitos encontrei a causa: eu era viciado em pornografia. 

No início estranhei, nem sabia que isso existia (acho que a maioria das pessoas não sabe), mas vi que era isso mesmo. Estudei o vício, suas consequências neurológicas e o tratamento (ficar 3 meses sem consumir pornografia). Achei que seria fácil, parecia fácil, mas foi um ano inteiro de tentativas e quedas, sem que eu conseguisse sair do lugar, principalmente porque a cultura de nossos tempos não é amigável com aqueles que buscam a pureza, seja na moda, seja nas propagandas, em filmes, músicas e etc.

No mesmo ano eu estava tendo um despertar político, o que me levou a ler e principalmente assistir comentadores políticos. Um desses comentadores, ainda que falasse sobre política, era na realidade um apologista católico e no contato com seus vídeos sobre a fé fui tendo contato com a Igreja e com temas relacionados a ela. Depois passei a ler e ver outros sites, principalmente o do Pe. Paulo Ricardo, personagem essencial nessa história, porque foi a partir dele que entendi que o fundamento do problema era espiritual e que mesmo que vejamos o bem em nossa frente muitas vezes não somos capazes de alcançá-lo. Nesse momento eu me converti, ao entender o fundamento espiritual das coisas e também do meu problema. Retornei à Igreja, confessei-me e comecei o verdadeiro combate: o combate espiritual.

Fundamentado numa vida de oração e realizando diversos sacrifícios e práticas ascéticas, uma verdadeira mudança de hábitos – desde os lugares a frequentar, pessoas com quem me relacionar, coisas à assistir e tomando muito cuidado com a guarda dos olhos e do coração – busquei a pureza; sempre com o doce nome de Nossa Senhora nos lábios e sua singela oração como arma nas duras batalhas que viriam

Livrei-me do vício e, embora apareçam tentações aqui e ali, lembrando-me que o combate só acaba na morte, nunca mais tive contato com esse tipo de coisa.

Apesar da cura da doença espiritual que me afligia ser, por si mesma, uma grande graça, considero a minha conversão a maior graça que recebi, pois é o fundamento de todas as outras; creio que poucas coisas se compararão ao momento em que, ao voltar à Igreja, recebi a absolvição, pois foi como se o próprio Deus me dissesse “ Tu es meu filho, eu hoje te gerei” (Sl 2).

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