A crise política e econômica e o famoso 'Estado laico'

Votação do impeachment de Dilma Roussef (17/4/016)

ASSISTI ONTEM, no programa de final de tarde do canal Globo News, "Diálogos com Mário Sérgio Conti", jornalista famoso por suas trapalhadas, uma tragicômica entrevista com o prof. Luiz Felipe de Alencastro, da FGV (Fundação Getúlio Vargas) de São Paulo. Esquerdista incansável em sua missão sagrada de nos alertar quanto aos supostos grandes males provocados pelo conservadorismo na história do Brasil, Alencastro não perdeu a oportunidade para defender o chamado Partido dos Trabalhadores e suas táticas, aliás com uma competência bem maior que a do advogado (que deveria ser da União, mas que se comporta como funcionário particular de Dilma Roussef) José Eduardo Cardoso.

Algo que me chamou a atenção nesta entrevista foram os veementes e escandalizados protestos do entrevistado, – compartilhados e referenciados com idêntico escândalo pelo entrevistador, – contra a manifestação de parte dos deputados que votaram a favor do impeachment na Câmara dos Deputados no domingo, 17/4/016, pelo fato de terem falado em Deus ou invocado valores religiosos durante suas declarações, como se isto, por si só, desqualificasse qualquer ato ou posição dos que se atrevem a fazê-lo.

A mesma indignação, o mesmo escândalo e o mesmo horror vêm demonstrando outros jornalistas e comentadores desta e de outras emissoras: para estes, citar Deus ou afirmar princípios religiosos parece constituir o pior dos crimes para um representante do povo. Ainda no começo desta semana, disparou o Guga Chacra, correspondente da mesma Globo News em Nova York para o programa "Em Pauta": "Esta postura é preocupante, porque o Brasil é um país laico; com essas pessoas (que citam Deus), nós não conseguiremos 'avançar' na questão do gênero, por exemplo". Mal terminou de dizê-lo, recebeu as prontas e unânimes congratulações dos outros comentaristas, entre os quais Gerson Camarotti, Sandra Coutinho, Eliane Cantanhêde e o apresentador Sérgio Aguiar.

É neste momento que eu, do meu sofá, enquanto cidadão brasileiro honesto, contribuinte e, bem ou mal, consumidor de alguns programas daquela emissora, sinto-me traído.

Traído porque sou brasileiro e sou cristão, assim como algo em torno de 90% da população brasileira ou mais (Censo 2010/Pew Research Center). Fique claro que estes números contemplam apenas católicos e protestantes; se considerarmos também os adeptos das outras correntes religiosas existentes em nosso país, chegaremos realmente muito, muito perto dos 100%. Segundo o mesmo Censo, apenas ínfimos 0,39% da população brasileira é ateia).

Dizendo de outro modo, não chegamos sequer a um por cent... Não, não, na realidade não temos nem meio por cento de ateus em nosso país e, mesmo assim, entre os membros da dita "classe falante", a palavra de ordem, que assume características de mantra hipnótico que como num passe de mágica confere razão instantânea a quem o profere é: "O país é laico!", – dito no sentido de que qualquer manifestação pública de fé esteja terminantemente proibida ou, no mínimo, seja altamente inconveniente.

A frase é repetida infalivelmente toda vez que se ouse insinuar qualquer argumento que possa, ainda que indiretamente, levar à associação com pressupostos religiosos. E, como eu disse, encerra de imediato toda discussão, fecha instantaneamente a questão. Ninguém ousa discordar deste suposto argumento invencível. Se o país é laico, logo é inadmissível, absurdo, pavoroso e sumamente escandaloso que se use qualquer ponto de partida calcado na fé religiosa e/ou que sequer se pronuncie publicamente a palavra "Deus".


Guga Chacra

Assim, no programa "Em Pauta", todos os comentaristas concordaram, à velocidade da luz, com Guga Chacra, que acha um grande absurdo, uma prova cabal da suprema falta de bom senso ou de lógica que algum representante de um povo praticamente 100% crente em Deus ouse falar em... Deus!

Curiosíssimo é que esses comunicadores profissionais e supostamente bem formados deveriam saber que Estado laico de modo algum é sinônimo de Estado ateu ou agnóstico, como brilhantemente esclarece o grande jurista Dr. Ives Gandra Martins:


O Estado laico não é ateu ou agnóstico. É um Estado desvinculado, nas decisões dos cidadãos que o assumem, de qualquer incidência direta das instituições religiosas de qualquer credo.  (...) O preâmbulo da Constituição Federal diz: 'Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático (...) promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil'. A Igreja Católica, os evangélicos ou judeus não estiveram na Assembleia Constituinte como instituições. Foram os cidadãos, de acordo com suas convicções, eleitos pelo povo, que definiram contra o voto daqueles que não acreditavam em Deus. (...) Quando se diz que, em um Estado laico, quem tem religião não tem voz, — porque vai levar suas convicções, — a pergunta que se faz é: e aqueles que têm convicções diferentes, com que direito as têm?”
Dr. Ives Gandra Martins, Seminário sobre liberdade religiosa, Assoc. dos Advogados de São Paulo (21/5/015)1

Disse tudo. Um Estado laico não mantém ou depende de alguma religião oficial. Não é a religião que submete o Estado, nem o representa, nem é a partir desta que o Estado se pauta, toma suas decisões e cria suas leis. Todavia, no Estado laico a religião, com os seus seus princípios, valores (morais e culturais) e influências, deve ter também a sua vez e o seu espaço, não sendo necessariamente rechaçada ou relegada à categoria de coisa ruim, inútil, desprezível. Nada disso.

Não cabem, portanto, esse estranhamento e essa rejeição tão absoluta de parte dos jornalistas pelo fato de os representantes do povo falarem em Deus ou citarem valores religiosos nos seus discursos. Ao contrário, nada mais natural, se é que estão falando em nome de um povo tão majoritariamente cristão e quase 100% crente num Deus Criador.

Evidente que os políticos religiosos precisam respeitar os seus pares ateus. Entretanto, é o caso de se perguntar que tipo de democracia nós vivemos, em que a vontade da esmagadora maioria é solenemente ignorada por um pequeno grupo de professores, intelectuais e comunicadores que, por sua vez, se veem no direito de determinar aquilo que será implantado, aceito, pregado e crido por todos. Em outras palavras, na prática é a opinião de "meia dúzia" sendo imposta a milhões; imposta a mim e a você, caro leitor.

Um exemplo muito claro está na questão do aborto. O brasileiro não quer a legalização. Vemos o aborto simplesmente como aquilo que é: o assassinato de um ser humano completamente inocente e completamente indefeso no ventre de sua mãe. A fé religiosa tem alguma influência nesta opinião? Provavelmente sim, ao menos em parte. Mas será que, por causa disso, a vontade soberana do povo se torna ilegítima? Claro e evidente que não! Ao contrário, nós temos direito à fé religiosa, e nossa fé influi, sim, nos nossos atos, nas nossas posturas, em nossa cultura, em nossas convicções. O governo atual, mesmo assim, tem como compromisso a “defesa da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos (até o nono mês de gestação!) no serviço público”2.

Ora, como é que um governo dito "democrático", de um partido que carrega a democracia como bandeira e fala o tempo todo em seu nome, quer empurrar "goela abaixo" desta população a implantação de leis que promovem algo que este mesmo povo vê como um mal em si mesmo?

Um terceiro e último ponto que importa abordar nestas considerações é que o cristianismo, – no caso a Igreja Católica, – com seus valores, ideais e princípios inegociáveis, construiu a nossa civilização. Nosso país e nossa cultura são fundados e permanecem fortemente calcados na contribuição da Igreja. Se hoje temos, – entre muitas outras coisas, – as casas de caridade, hospitais, a universidade, a cartografia, a educação e o Direito, como os conhecemos, temos a obrigação de saber que tudo isso não foi apenas fortemente influenciado, mas verdadeiramente construído pela e com a Igreja e sobre as bases dos valores judaico-cristãos. Como é que um pequeníssimo grupo de comunicadores poderia então, de uma hora para outra, decidir que de agora em diante é proibido falar em Deus?! Sob a alegação de que não podemos "ofender" aqueles que não têm fé? Ora, isto é simplesmente ridículo, dada a simples estatística, a mera aceitação da realidade dos fatos.

Por fim, cabe dizer que a concepção dos que entendem que num Estado laico só os que não acreditam num Criador é que podem definir as regras de convivência, – vedando qualquer manifestação contrária ao seu ateísmo ou agnosticismo, – representa o panorama da autêntica ditadura de uma ínfima minoria contra a vontade da suprema maioria. Deveriam estes, até por coerência, lutar pela supressão de todos os feriados religiosos, a partir do maior deles, o Natal. Deveriam pedir a mudança de todos os nomes de cidades que têm santos como patronos e destruir todos os símbolos que lembrassem qualquer invocação religiosa, como uma das sete maravilhas do mundo moderno, o Cristo Redentor, para não criar constrangimentos aos 0,39% que não acreditam em Deus. Deveriam protestar também contra o fato de a moeda padrão do mundo, o Dólar, ter como inscrição a frase "In God We Trust".

Não permitiremos que, por esta onda de loucura e incoerência, seja pisoteado todo o passado da nossa civilização, desde a obra de Monteiro Lobato às Epístolas de São Paulo, não ficando imunes sequer as obras clássicas dos grandes filósofos, como Sócrates, Platão e Aristóteles, entre tantos outros.


O discurso avassalador do senador Magno Malta (PR-ES), em vídeo editado por Felipe Moura Brasil



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1. Consultor Jurídico, 'Estado laico não é ateu ou agnóstico, diz Ives Gandra Martins', disp. em:
conjur.com.br/2014-mai-21/estado-laico-nao-ateu-ou-agnostico-ives-gandra-martins
Acesso 22/4/016
2. Resoluções do 3º Congresso do PT, p. 80. disp. em:
pt.org.br/wp-content/uploads/2014/03/Resolucoesdo3oCongressoPT.pdf
Acesso 
22/4/016
www.ofielcatolico.com.br

19 comentários:

  1. Olha, eu senti uma mudança. Até uns dias at´ras a Globo estava batendo sem dó no PT. Agora, tem umas 2 ou 3 semanas, começaram a dar um espaço enorme pra os pronunciamentos da presidente, o advogado de defesa, etc. Não sei se o governo e os militantes estão pressionando muito, mas o enfoque das notícias mudou. Outro dia por exemplo eles estavam descendo a lenha no Cunha diretamente, chamando de dissimulado pra baixo, mas pra falar da Dilma e do Lula eles pegam mais leve, disfarçam mais, usam palavras mais leves etc.

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    1. Também notei e são ótimas as reflexões do Fiel Católico
      Castro

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  2. Estes canalhas provavelmente gostariam que a religião no Brasil tivesse a mesma "liberdade religiosa", que tem os chineses:http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/economia/20160424/china-organizacoes-religiosas-devem-obedecer-partido-comunista/365673

    Sidnei

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  3. Um bom exemplo vem da Europa:
    http://saudepublicada.sul21.com.br/2016/04/19/uma-rede-de-municipios-por-um-estado-laico/

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  4. FARISAÍSMO A PERDER DE VISTA!
    Estado laico, COMO OS GENOCIDAS ESQUERDISTAS PROPAGAM POR AÍ, COMO OS COMUNISTAS DO PT E ASSOCIADOS, é um ESTADO ATEU MILITANTE, TRUCULENTO, INTOLERANTE E DISCRIMINADOR DE QUEM DISCORDE DELE, sendo um ESTADO POLITICAMENTE CORRETO, que não dialoga com ninguém, embora goste muito de falar em democracia e diálogo - apenas da boca para fora - uma gentalha de assustar em fingimentos aos fariseus do Templo de Jerusalém!
    Viram na votação do Congresso como os "DEMOCRATAS" do PT, PC do B e ass. usaram esse termo, melhor, vomitaram essa enganação de DEMOCRACIA?
    Só se for DEMONIOCRACIA, aí sim!
    Vejam alguns disfarces do "ESTADO LAICO" desses psicopatas comunistas do PT:
    Democracia - a mesma de Cuba, da coreia do Norte: eu mando, v obedece!.
    Diálogo - oportunidade de trapacearmos ou se impor.
    Esses esquerdistas, além de material-ateístas, são um bando de corruptos, chantagistas e estelionatarios de marca!
    Tiramos milhões da pobreza = Tiramos milhões(em especie) da pobreza por meio do arrochos, escravizando-os mais ainda!
    "UM GOVERNO SEM PRINCIPIOS ÉTICO-MORAIS NÃO PASSA DE UMA QUADRILHA DE MALFEITORES" - Bento XVI.
    Veja com se enquadra no PT e + PCs:
    "Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que ele detesta:
    olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente,
    coração que traça planos perversos, pés que se apressam para fazer o mal,
    a testemunha falsa que espalha mentiras e aquele que provoca discórdia entre irmãos". Pro 6 16-19.

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  5. Compaixão! É tudo o que devemos ter dessas pessoas que se sentem ofendidas quando alguém invoca a Deus. Feio mesmo foi votar homenageando filhos, esposas... Uma nação sem Deus, cedo ou tarde irá à ruína. Quem não se lembra do império soviético ateu e seus aliados, do chamado leste europeu? Ruíram! Porque feliz é a nação cujo Deus é o Senhor!

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    1. Também não acho que homenagear a família seja "feio". Por que seria? Homenagear Carlos Marighella, um criminoso que escreveu até livro ensinando a matar policiais, como fez um dos deputados, isto sim é tenebroso.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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  6. Formei em bacharel em Direito e tive um ótimo professor de filosofia, ele era católico, e sempre repetia a nós estudantes: - "O Estado é laico, mas nação é religiosa". Que Deus o tenha em Bom lugar.

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  7. Então... como o Jurista disse estado laico é uma condição legal e não espiritual...

    Legalmente não é permitido ao governo (em qualquer esfera de poder) impor vontades religiosas aos cidadãos... quem o faz normalmente é meio que intolerante...

    Quanto aos nossos representantes... são como eu disse: representantes, escolhidos por nós por causa de sua ideologia, caracteristicas, qualidades e até convicções religiosas, homoafetivas, etc...

    este camarada (o representante) vai trabalhar para agradar seu eleitorado, supostamente fazendo aquilo que ele havia prometido ou demonstrado durante as campanhas eleitorais...

    exigir que ele não invoque o nome do Senhor, peça cobertura espiritual, mande um beijo para sua esposa, filhos, etc... é ridiculo... não sou filho ou parente de nenhum deputado e não me senti ofendido em ve-los homenageando seus familiares, esposas, grupos eleitorais, etc... quanto mais a deus... tem que adora o diabo... e se este camarada mandasse um abraço para o dito cujo? nem um problema... a salvação é individual e não por atacado, muitos dos que invocaram a deus, são na verdade servos do cão... e como funciona?

    quanto ao Brasil ser laico... deveria ser... mas não é! (até diz que é), mas um país tem de ser governado para todos e não para uma maioria... imagine se tivéssemos uma maioria mulsumana ou induista?
    seria legal para os cristãos...
    vivemos em uma terra que não é a nossa, o Senhor deixou claro que seríamos estrangeiros enquanto aqui e nossa nova morada seria na NJ (nova jerusalem)...

    o brasil tem legislação específica que fixa e determina os feriados religiosos (acho que todos católicos, inclusive o natal, que não é comemorado por todos os protestantes)

    a maioria das leis organicas preve nos loteamentos novos, um espaço para templos religiosos católicos livres de iptu (não é crítica) apenas uma observação...

    em todos os tribunais existem crucifixos com uma imagem de Jesus pregado, coisa que eu particularmente não concordo, mas conheço a justificativa... apenas não concordo... é uma figura religiosa "enfiada" garganta abaixo dos cidadãos (de todos os cidadãos)e não apenas dos católicos ou protestantes...

    Andre Gouvea

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  8. "imagine se tivéssemos uma maioria mulsumana ou induista?"

    Se o Brasil fosse de maioria muçulmana ou hinduísta, ou, se eu vivesse a na Turquia (país de maioria muçulmana) ou na Índia (país de maioria hinduísta), o qual lá, há feriados respectivamente, muçulmanos e hinduístas, cidades e ruas que trazem nomes de pessoas ilustres destas duas religiões, ou até mesmo, quem saber há símbolos religiosos nas esferas públicas destas duas religiões, qual seria minha posição nisto tudo?. A minha posição seria a de respeito, haja vista, que aí eu sou minoria, e não me sentiria agredido, porque há símbolos religiosos na esfera pública e enaltece a fé religiosa daqueles povos, ou que há feriados, nomes de cidade e ruas que trazem a memória pessoas importantes da religião da maioria daquele povo. Eu me colocaria no meu lugar, e apenas pediria a liberdade de culto, para eu livremente exercitar minha fé em DEUS segundo minhas convicções, de resto, não veria problema algum em viver em uma sociedade aonde eu e demais seguidores da fé que professos fossemos minorias em meio a um povo que seguisse uma fé diferente da minha, e cuja esta fé da maioria, se colocar de maneira tão contundente no dia a dia daqueles povos, como na questão de feriados, nomes de cidades e até símbolos religiosos em repartições públicas. Só no Ocidente por aversão a fé cristã, sobretudo a fé católica, há este estardalhaço todo, e isto vem sempre de grupos laicistas, compostos em sua maioria de ateus e protestantes, que quando o assunto é atacar a Igreja Católica, se esquecem de suas diferenças, se dão as mãos e avançam contra a Igreja Católica, com tal raiva e ódio, que chega até patológico tal comportamento.

    Sidnei

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    1. Amém!

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    2. Amém!

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    3. Calma Sidnei... parece que toda vez que tento participar deste site você me recebe com hostilidade?

      Três pontos:

      Primeiro... acho que você não entendeu bem quando eu falei sobre imagine se fôssemos de maioria muçulmana ou hinduísta... você pensou somente em dias festivos? bom quanto a isso até para mim que não sou católico (se bem que eu não conheço um sequer de qualquer religião) não reclamo de ficar em casa de folga por causa de alguma data religiosa... mas estava me referindo justamente nas proibições e atrocidades que são realizadas, culto cristão é proibido nestas nações, casamentos? somente os arranjados pelos pais... julgamentos nas praças seguidos de apedrejamentos... e como você disse, lá como minoria, teríamos que apenas respeitar? claro que não! teríamos que nos submeter ou estaríamos como criminosos, correndo risco de morte... sabe por que? porque lá rege a lei da maioria (e eu pude ver de perto, pois já estive por muito tempo na India)... não existe respeito...

      segundo ponto: um governo tem de ser voltado para todos sim... não consigo entender um governo que favorece apenas uma gigantesca e esmagadora maioria... então as minorias estariam fadadas ao fracasso e a desaparecer?... não falo apenas de datas festivas e de nomes de cidades ou praças... mas de respeito para com todos...

      terceiro ponto: por favor pare de toda hora achar que (ao menos eu) estou atacando a igreja católica apostólica romana... em nenhum momento critiquei ou as práticas ou aos dogmas... apenas mencionei o que ocorre no brasil (um país para quase todos), vai dizer que não?...

      como eu disse não critico quando um deputado cita a família, amigos, eleitores ou a Deus, mas dai a dizer que o brasil é laico é meio difícil de engolir... para te esclarecer... com este aumento de protestantes, não será de se admirar, Sidnei, que em breve teremos bancadas protestantes cada vez maiores no congresso/senado e logo está "não laicidade" se volta também para os protestantes, com por exemplo a festa das cabanas, pães asmos, etc. etc. etc...

      um país para todos deve respeitar a individualidade de cada um e não força a minoria as leis da maioria...

      Hoje por exemplo, estou na Itália, devo retornar para o Brasil no final de maio... e posso ver muito bem aqui um estado não laico, muito parecido com o brasil... mas que cultua muito a mitologia greco-romana... maioria, não todos...

      abraços

      Andre Gouvea

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    4. Henrique, havia colocado uma resposta aqui ao Andre Gouvea. A resposta sumiu?.

      Sidnei

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    5. Olá, Sidnei, desculpe a demora nesta minha resposta. Não me recordo deste seu comentário, e se já havia sido publicado não teria como "sumir"(?).

      Existem outros administradores que me auxiliam; a única possibilidade que imagino é que a mensagem tenha sido deletada por engano. De todo modo, peço desculpas pelo inconveniente; as mensagens de nossos leitores são muito importantes para nós.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    6. OLá Pessoal, Olá Sidnei...

      apenas para ilustrar o que eu estava dizendo... há quinze dias uma família inteira é queimada viva na Arabia Saudita por manter uma biblia cristã em casa (la agora a pena para este "crime" é a pena de morte) e esta semana no Paquistão... estão votando uma lei que dá liberdade ao homem "bater" em sua esposa... são exemplos reais das leis da maioria

      Andre

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  9. Pessoal eu acho que o que eles criticaram não foi o fato de se ter invocado o nome de Deus. E sim o fato de invocar o nome de Deus para respalda um processo duvidoso.
    Mas vamos ver oque diz a doutrina católica a esse respeito, em Êxodo cap. 20 e Deuteronômio cap. 5 estão escritos os Dez mandamentos da lei de Deus e no catecismo da igreja católica a partir da pg. 539 estão enumerados os dez mandamentos e o segundo mandamento diz: Não pronunciaras em vão o nome do senhor teu Deus, porque o senhor teu Deus não deixara impune aquele que pronunciar em vão seu nome. o paragrafo 2150 em diante do Catecismo diz: O segundo mandamento proíbe o juramento falso. fazer juramento ou jurar é invocar a Deus como testemunha do que se afirma. É invocar a veracidade divina como garantia de nossa própria veracidade. O juramento empenha o nome do senhor."É ao senhor teu Deus que temeras, a Ele serviras e pelo seu nome juraras"
    Abster-se de jurar falsamente é um dever para com Deus. Como criador e senhor, Deus é a regra de toda verdade. A palavra humana esta de acordo com Deus ou em oposição a Ele, que é a própria verdade. Quando é verídico e legitimo, o juramento põe à luz a relação da palavra humana com a verdade de Deus. O juramento falso invoca Deus para ser testemunha de uma mentira.
    Jesus expôs o segundo mandamento no sermão da montanha: "Ouvistes o que foi dito aos antigos: 'Não perjurarás, mas cumpriras os teus juramentos para com o senhor'. Eu, porém, vos digo: não jureis em hipótese nenhuma... seja o vosso 'sim', sim, e vosso 'não', não. O que passa disso vem do maligno. O oitavo mandamento diz: Não apresentaras um falso testemunho contra o teu próximo. cic pr 2468. A verdade como retidão do agir e da palavra humana tem o nome de veracidade, sinceridade ou franqueza. A verdade ou veracidade é a virtude que consiste em mostrar-se verdadeiro no agir e no falar guardando-se da duplicidade, da simulação e da hipocrisia." Os homens não poderiam viver juntos se não tivessem confiança reciproca, quer dizer, se não manifestassem a verdade uns aos outros. o Decimo mandamento diz Não cobiçaras... coisa alguma que pertença a teu próximo. cic.2536 Diz assim: Quando a lei nos diz: "não cobiçaras", ordena-nos em outros termos, que afastemos nossos desejos de tudo aquilo que não nos pertence. Pois a sede dos bens do próximo é imensa, infinita e nunca saciada, como está escrito: "Quem ama o dinheiro nunca se fartara de dinheiro. A lei de Deus proíbe ainda o desejo de cometer uma injustiça pela qual se prejudicaria o próximo em seus bens temporais. Então eu penso que aquelas pessoas deveriam refletir muito antes de ficar invocando o nome de Deus para respalda coisas de natureza duvidosa para não corre o risco de fazer de Deus uma testemunha da mentira da injustiça ou da inveja.
    em fim é isso que me parece que nossos políticos não estão nada preocupados com as pessoas do pais e sim com os seus próprios interesses. Que a paz de Jesus esteja conosco.

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    1. Em última análise, nós não temos como julgar as intenções dos que citaram "Deus" na votação, Jefferson. Seria leviano de nossa parte afirmar peremptoriamente que este ou aquele agiu falsamente.

      De todo modo, minhas críticas são quanto ao escândalo manifestado por grande parte da mídia apenas e pelo fato de Deus ter sido citado. Não há nada de errado nisso, aliás pelo contrário.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    2. Concordo perfeitamente com você Henrique quando você diz que nós não temos como julgar e nem devemos o Evangelho de São Matheus no cap.7 versículo 1 diz Não julgueis os outros, e Deus não vos julgara. 2 pois com o mesmo critério com que julgardes os outros, sereis julgados. e citando mas uma vez o catecismo no paragrafo 2477 que diz: O respeito a reputação das pessoas proíbe qualquer atitude e palavra capazes de causar um prejuízo. torna-se culpado de juízo temerário aquele que, mesmo tacitamente, admite como verdadeiro, sem fundamento suficiente, um defeito moral no próximo. E levando em conta que aqueles políticos que votaram a favor do processo são em sua grande maioria pessoas com a índole posta em questionamento pelo supremo tribunal federal. Ai me veio na mente aquela passagem de Matheus 7,3 que diz: Por que observar o cisco que esta no olho de teu irmão, se não enxergas a trave que esta no teu olho? como tens coragem de dizer ao irmão 'Deixa-me tirar o cisco de teu olho', sendo que tens uma trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e então enxergaras bem para poder tirar o cisco do olho de teu irmão. E analisando tudo que aconteceu naquele picadeiro da câmara no dia 17/04/2016 eu penso que o povo brasileiro precisa rever as suas convicções eleitorais. E ainda ver pessoas que se dizem bancada evangélica dar um voto com um ar intolerante com palavras de sentimento contrario ao Evangelho, é muito difícil de assistir tamanho espetáculo.
      Mas em todo caso Henrique agradeço muito por você ter me permitido expressar o meu ponto de vista, e quero dizer que a muito tempo tenho observado o seu apostolado, e tenho visto a grande contribuição doutrinaria que você tem dado a mim e ao povo católico e também a pessoas de outras denominações. E dizer que para muitos o trabalho de guiar o povo de Deus não é muito levado a sério mas a verdade é que a responsabilidade é tão grande que, A este respeito disse belamente Santo Agostinho: "Atemoriza-me o que sou para vós; consola-me o que sou convosco. Pois para vós sou bispo, convosco sou cristão. Aquilo é um dever, isto uma graça. O primeiro é um perigo, o segundo salvação.

      A paz de Nosso Senhor Jesus cristo esteja sempre com você.

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