Sobre o voto católico – como deve votar o cristão?


EXISTE "VOTO CATÓLICO"? Alguns entendem que não. Na realidade essa pergunta pode ser respondida em diversos níveis. Fixaremos esta nossa reflexão em dois deles.

No primeiro nível, o sociológico, a resposta é relativamente simples: se, por "voto católico" se entende a opção que os católicos manifestam nas urnas durante as eleições, é claro que existe "voto católico", entendido simplesmente como a opção ou o "voto dos católicos", porque baseado em suas convicções e escolhas fundamentadas naquilo em que creem. 

Muito bem. Vemos também, com esta primeira resposta, que geralmente a vontade católica se dilui nas respostas dadas pelas urnas, como um dado marginal que não tem especial importância na hora de se escolher os governantes. Isso porque os votantes, segundo alguns, participam nas eleições simplesmente como cidadãos, não como católicos. Embora o nosso enfoque por aqui esteja, por motivos óbvios, concentrado na ação católica, podemos tranquilamente dizer o mesmo quanto aos protestantes ou "evangélicos": ainda que sociologicamente possamos dizer que votaram católicos e protestantes, isto de maneira alguma se reflete nos resultados das eleições, se considerarmos que vivemos num país de confissão de esmagadora maioria cristã (aponta o IBGE que quase 90% da população brasileira, entre católicos e protestantes, se declara cristã).

Em eleições recentes, assistimos a uma brava luta da parte dos cristãos em geral na tentativa de conscientizar a população em não eleger candidatos favoráveis à legalização do aborto. Ainda assim, a candidata cujo partido traz, em seu programa de governo, o compromisso de viabilizar o aborto no Brasil (além de uma série de favorecimentos a questões contrárias à fé dos cristãos, como o incentivo à ideologia de gênero) foi eleita. Isso demonstra que a fé do povo tem um peso totalmente secundário na hora do voto. 

A partir daí podemos buscar uma segunda resposta, num nível mais profundo, para o que verdadeiramente define o voto católico: consistiria este num modo de decidir sobre as diferentes possibilidades eleitorais segundo a visão que nasce a partir da própria fé católica.

Esta segunda resposta nos lança numa nova pergunta: Existe no Cristianismo, na Igreja Católica, uma doutrina que se reflita diretamente em consequências sociais, políticas e eleitorais?

Como vimos, constatamos, com perplexidade, que, no passado e no presente, cristãos dão seu voto tranquilamente a propostas políticas não só muito diferentes entre si, mas também algumas gravemente imorais. Alguns exemplos externos: na Alemanha, houve católicos que ofereceram seus votos a um partido claramente anticatólico, o nazista. Em outros países, houve e há católicos que votaram em partidos políticos que promovem o ódio de classes (socialismo ou comunismo), ou que estão a favor de um capitalismo selvagem que pisoteia os direitos dos trabalhadores, ou que se caracterizam por uma mentalidade belicosa que origina guerras injustas, ou que faltam gravemente ao respeito que merece a liberdade religiosa e de consciência, ou que fomentam a destruição da família, etc.

Diante desta situação, damo-nos conta de que o voto católico não pode ser visto simplesmente em chave sociológica, senão que a identidade própria da fé cristã deve se fazer visível e ter consequências práticas nas eleições políticas.

Um católico que vote realmente como católico, por exemplo (dos mais óbvios), tem que deixar de lado os partidos que defendem o aborto e apoiar partidos promotores dos direitos dos filhos antes de nascer. Um católico que vote como católico estará contra qualquer partido racista ou que fomente a ideologia da luta de classes.

Causa uma profunda dor descobrir que muitos católicos não chegam a compreender o nexo que existe entre a sua fé, com todas as riquezas que contém, e o seu modo de participar da vida política. Às vezes, isso ocorre porque existe pouquíssima e precária formação, e os batizados se deixam levar pela propaganda ou por ideias dominantes. Outras vezes, se dá uma autêntica prostituição da consciência, por meio da qual chega-se a ver como bom algo intrinsecamente mau e injusto. Outras vezes, existe uma atitude covarde, quando somos chamados a defender as nossas convicções e preferimos optar pelo que nos parece mais confortável, conveniente, que nos permite "ficar de bem" com o mundo, sem nos fixarmos nos princípios básicos que todo católico deveria defender na vida social. Na prática.

Frente a esta situação, é urgente a formação e preparação dos católicos, que lhes permita participar na vida política com ideias claras e convicções firmes. Não podemos ver com indiferença o fato de que existem países de maioria católica governados por partidos políticos que promovem o aborto, que atacam a família, que não garantem direitos trabalhistas, que aprovam leis que fomentam a imoralidade pública.

Existe, para os católicos, uma série de princípios irrenunciáveis a partir dos quais podem e devem avaliar os partidos políticos. Aqueles partidos que não respeitam princípios católicos simplesmente não podem ser votados pelos católicos.

Quais são esses princípios? Podemos resumi-los, a partir de um documento importante da Igreja: a "NOTA DOUTRINAL SOBRE ALGUMAS QUESTÕES RELATIVAS AO COMPROMISSO E CONDUTA DOS CATÓLICOS NA VIDA POLÍTICA", Congregação para a Doutrina da Fé, 24 de novembro de 2002, n.4), nos seguintes pontos, alguns dos quais vamos transcrever literalmente:

1. O respeito à vida, também dos embriões humanos, e a clara oposição ao aborto e à eutanásia.

2. A tutela e a promoção da família, fundada no matrimônio monogâmico entre pessoas de sexo oposto e protegida em sua unidade e estabilidade, frente às leis modernas sobre o divórcio.

3. A liberdade dos pais na educação de seus filhos é um direito inalienável, reconhecido nas Declarações Internacionais dos Direitos Humanos.

4. A tutela social dos menores e a libertação das vitimas das modernas formas de escravidão.

5. O direito à liberdade religiosa.

6. O desenvolvimento de uma economia que esteja a serviço da pessoa e do bem comum, respeitando a justiça social, o princípio de solidariedade humana e de subsidiariedade, segundo o qual devem ser reconhecidos, respeitados e promovidos os direitos das pessoas, das famílias e das associações, assim como seu exercício.

7. O tema da paz, que é obra da justiça e da caridade, e que exige a recusa radical e absoluta da violência e do terrorismo, e requer um compromisso constante e vigilante da parte dos que têm a responsabilidade política.

O "voto católico" será, portanto, verdadeiramente católico se souber respeitar estes pontos essenciais para a vida social, que valem não somente para os católicos, mas para todos os homens e mulheres participantes de um Estado. São pontos, segundo diz a Nota Doutrinal antes citada (n.4), que "não admitem derrogações, exceções ou compromisso algum". Isto é, são pontos inegociáveis, sobre os quais um verdadeiro católico não pode ceder na hora votar numa urna.

A fé, temos de ter isso presente, ilumina e permite viver mais a fundo a justiça. Um católico, nesse sentido, sente-se chamado a construir um mundo em acordo com a verdade sobre o homem e sobre a sociedade, que respeite seriamente os direitos humanos. Por isso, o seu voto será responsável: excluirá qualquer opção e partido que vá contra os princípios que acabamos de enunciar; escolherá e promoverá aquelas opções que defendam programas nos quais sejam promovidos ou ao menos respeitados.

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Ref.:
Pe. Fernando Pascual, 'Existe el voto católico?", disp. em:
autorescatolicos.org/fpascual/fernandopascual616.htm

18 comentários:

  1. PARA NÃO PIORAR O QUE JÁ ESTÁ SUPER DEFICIENTE...
    EVITEM VOTAR NAS AVES-DE-RAPINA, ABUTRES PARTIDOS COMUNISTAS, TODOS CONSPIRANDO PELA DESTRUIÇÃO RELIGIOSA-ÉTICO-MORAL E FINANCEIRA DO BRASIL, ALIADOS DO FAMIGERADO PT E UNS DOS OUTROS!
    13 – PT – O DRAGÃO VERMELHO
    65 – PC do B
    50 – PSOL – do Jean Wyllys, que veio do esgoto do BBB da GRobo
    21 – PCB
    16 – PSTU
    40 – PCB
    12 – PDT
    29 – PCO
    10 - PRB, do Crivella, aliado do PT que fez do Brasil uma favela. Incluamos nos partidos nos quais jamais votaremos o PRB, nº 10, partido da Igreja Universal do ABORTISTA E ALIADO DE COMUNISTAS Edir Macedo e que era da base do desgoverno da quadrilha do PT!
    Ele saiu da base de apoio de Dilmandrake quando os outros partidos abandonavam o PT, como oportunista; votar no PRB seria favorecer os comunistas, pois a IURD compartilhava com os comunistas!
    18 – Rede de Sustentabilidade(dos comunistas no poder),o partideco VERMELHO da Marina MELANCIA Silva, que ficou apenas 25 anos no PT, refugio seguro dos que saem do PT e doutros PCs!

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  2. Acredito firmemente que é a responsabilidade e dever de todo cristão votar e votar a favor de líderes que promovam princípios bíblicos. Deus com certeza está em controle, mas isso não significa que não tenhamos que fazer mais nada para promover a Sua vontade. A Bíblia nos manda orar pelos nossos líderes em 1 Timóteo 2:1-4. Em relação à política e liderança, há evidência na Bíblia de que a nossa escolha de liderança às vezes desagrada a Deus (Oseias 8:4). A evidência do poder do pecado no mundo está por todo canto. Muito desse sofrimento é devido à liderança que não teme a Deus (Provérbios 28:12). A Bíblia dá aos cristãos instruções para obedecer à autoridade legítima, a menos que essa autoridade contradiga os comandos de Deus (Atos 5:27-29, Romanos 13:1-7). Como cristãos nascidos de novo, devemos tentar escolher líderes que vão se deixar ser guiados pelo Criador (1 Samuel 12:13-25). Candidatos ou propostas que violam os comandos bíblicos de vida, família, casamento e fé nunca devem ser apoiados (Provérbios 14:34). Os cristãos devem votar de acordo com as suas orações e estudo tanto da Palavra de Deus quanto das opções na cédula do voto.
    Os cristãos em muitos países nesse mundo são oprimidos e perseguidos. Eles sofrem sob governos que nada podem fazer para mudar e governos que odeiam a sua fé e tentam silenciar suas vozes. Esses crentes pregam o evangelho de Jesus Cristo arriscando as suas próprias vidas. Nos EUA, os cristãos foram abençoados com o direito de falar e escolher seus líderes sem temer por si ou suas famílias. Nos EUA, nas últimas eleições, cerca de 2 de cada 5 cristãos autoproclamados encararam esse direito como garantido e não votaram. Cerca de 1 em 5 cristãos elegíveis para votar não são sequer registrados.
    Nos dias de hoje, há muitos que querem excluir o nome e a mensagem de Jesus Cristo completamente do olho público. Votar é uma oportunidade de promover, proteger e preservar um governo que teme a Deus. Deixar de usar essa oportunidade significa deixar que pessoas que queiram rejeitar o nome de Cristo alcancem o seu objetivo. Os líderes que elegemos – ou que nada fazemos para remover do poder – têm grande influência sobre as nossas liberdades. Ele podem escolher proteger o nosso direito de louvor e de compartilhar o Evangelho, ou podem restringir esses direitos. Podem liderar a nossa nação rumo à retidão ou a um desastre moral. Como cristãos, precisamos nos erguer e estar dispostos a seguir o nosso comando de cumprir as nossas obrigações cívicas (Mateus 22:21).

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  3. Peço ajuda dos amigos católicos. Sei que este artigo não é o indicado para o que venho pedir, mas não sei onde deveria perguntar. Estou perdendo minhas amizades por defender minha Fé na Igreja Católica diante de amigos protestantes e espíritas.Não tenho facilidade para fazer amizades, sou muito reservada, estou sentindo um buraco na minha vida ! Não sei o que faço! Me orientem, me ajudem, por favor !

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    1. Anônima, o que vale mais, as "supostas" amizades ou sua Fé em Cristo Jesus? O fato de você está defendendo sua Fé Católica é uma prova, pela Graça de Deus, que você conhece a verdade. Não caia na tentação do inimigo, essas amizades passam, tudo aqui passa...

      se eles não aceitam, não se preocupe, Deus mandará novas amizades pra você, dentro da própria Igreja Católica que você frequenta, o que você não deve é agir com covardia, CORAGEM! defenda sua Fé a todo custo e VIVA e Igreja e o Evangelho no seu dia a dia.

      Se você é reservada, veja o lado bom, aproveite essa "qualidade" para crescer espiritualmente, tendo uma vida unida a Deus, de oração, frequência aos Sacramentos, Santa Missa, aliado ao cumprimento dos deveres do seu "estado de vida", sem negligenciar suas obrigações diárias.

      Peça auxílio a Virgem Maria, rezando o Santo Terço todos os dias, Ela te auxiliará nesses momentos de provação.

      Salve Maria Imaculada!

      A Paz de Cristo!

      André

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    2. Sr. Anonimo, eu também tenho dificuldades em fazer amigos, port também ser uma pessoa reservada, então eu procuro me apegar ainda mais em DEUS, na Igreja, na fé. Procuro estar mais próximo possível de meus pais, e se você tem ainda os seus, fique com eles o mais tempo possível, se você é casado e tem filhos, fique ainda mais com eles também. Também digo o seguinte, se está difícil manter amizade por causa da religião em defender sua fé, procure maneirar um pouco esta defesa em vez de defender, passe a testemunhar. Testemunhe mostrando a eles que você é um bom cristão através de gestos e palavras, pois você bater de frente com eles, só vai acontecer o que esta acontecendo agora. Eu não costume defender minha fé com ninguém, a não ser na internet em blogs como esta aqui, então também te aconselho que se você quer defender sua fé, defenda por aqui, enquanto pessoalmente com teus amigos, testemunhe elas, garanto, eles também reconhecerão que a Igreja Católica é a Igreja de CRISTO pela teu testemunho do que bater de frente com eles. Eu sei que as vezes não da para ficar calado diante de calunias de difamações promovidas por estas pessoas, se quiseres, na medida do possível esclareçam eles, mas eles não quiserem aceitar, se eles resistirem, abaixe a guarde, ore por eles, e continue a testemunhar, como disse São Francisco: "EVANGELIZE SEMPRE, SE NECESSÁRIO, USE PALAVRAS”.

      Sidnei.

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    3. Agradeço suas palavras, André e Sidnei. Trazem um pouco de conforto pra mim. Tentarei seguir as orientações de vocês.
      Gostaria de pedir também ao Henrique Sebastião(fundador deste Apostolado) e ao Petrivalianic que me deem seus conselhos. Voces são ardorosos defensores da Fé Católica e de nossa Igreja Católica. Será muito importante pra mim a ajuda de vocês, que já devem ter sentido muito isso na pele o que estou sofrendo.

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    4. Peço, por favor, anônimo, que use ao menos um pseudônimo qualquer, para que possamos conversar melhor. É um pouco esquisito falar com uma pessoa sem nome, sem sabermos sequer se é homem ou mulher, entende isto?

      De minha parte, pergunto-lhe: valerá a pena tentar manter "amizades" que não sabem respeitar a sua fé? Não será mais interessante partir para uma espécie de recomeço, procurando, em outros lugares, pessoas mais interessantes?

      Talvez um recomeço não seja fácil, e falar é sem dúvida mais simples do que fazer, mas às vezes é um esforço necessário.

      Por outro lado, é bom lembrar que é preciso saber falar sobre esses temas com pessoas de outras religiões (ultimamente, até com outros católicos), de preferência a partir de uma boa base de conhecimentos, com muita caridade e paciência infinita... Muitas vezes, como diz o Sidnei, é melhor calar do que entrar em disputas inúteis, optando por dar bom testemunho nos gestos e posturas.

      Diante da difusão de calúnias, devemos, sim, nos pronunciar e procurar esclarecer a questão, porque nesse caso é nossa obrigação defender a Igreja; mas quando se tratam de interpretações particulares sobre questões difíceis e coisas assim, muitas vezes convém optar pelo silêncio prudente.

      [...Continua...]

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    5. [...Conclusão]

      Vou deixar um exemplo: há alguns anos, participei de um curso sobre segurança no trânsito, e em dado momento o professor, sem absolutamente nenhuma razão, usou de um exemplo ridículo, dizendo que um padre católico não tem como aconselhar um casal ou uma família, pelo fato de não ser casado e não ter família. Este exemplo idiota foi usado num contexto completamente equivocado, e, pelo fato de se tratar de um sujeito extremamente falante –, como se pode imaginar, do tipo que fala sem pensar –, e diante da reação de aprovação geral da sala, em vez de desafiá-lo ou entrar no mérito da questão, limitei-me a levantar a minha voz e observar, com calma, porém firmemente: "Bem, de minha parte posso dizer que conheço mais de um caso de casais que tiveram seus casamentos literalmente salvos pelo aconselhamento de um bom sacerdote. Trabalho com padres e sei que eles podem não ter a experiência vivencial direta de uma relação matrimonial, mas o tipo de conselho que podem dar é espiritual e tem mais a ver com as virtudes que marido e mulher devem ter para o relacionamento dar certo. Em muitos casos, isso vale bem mais do que a mera psicologia. Além disso, quem procura o conselho do padre tem fé na doutrina da Igreja, que diz que por meio dos sacerdotes podemos obter o Auxílio divino. Por isso, não concordo com a comparação".

      O palestrante emudeceu e ficou muito, realmente muito surpreso com a minha reação. Ele certamente não estava acostumado a ver um católico reagir daquela maneira. Permaneceu atônito por um tempo, sem saber o que dizer, enquanto em toda a sala ouvia-se um "zumzumzum" de fases como: "Isso é verdade", e: "Nesse ponto ele tem razão"...

      Logo o palestrante mudou sua postura, dizendo que não tinha a intenção de desrespeitar a religião de ninguém e até se desculpou. Eu disse que tudo bem, que só quisera esclarecer as coisas, e assim a palestra seguiu com essa questão resolvida.

      Veja, eu fui polido e falei com muita calma, deixando claro que não queria discutir nem provar que eu estava certo, apenas esclarecer o real sentido das coisas (atenção) segundo a fé católica. E tudo ficou bem.

      Mas, se por acaso o sujeito insistisse em debater, eu estava pronto a evitar o bate-boca inútil, deixando claro que ninguém é obrigado a ser católico nem compartilhar da minha fé, mas que todos têm, isto sim, a obrigação de respeitar e de conhecer o assunto antes de criticar ou tecer opinião a respeito.

      Bem, é apenas um exemplo, de como podemos nos comportar para evitar conflitos desnecessários que não são proveitosos para ninguém. Mas, insisto, para que as coisas se resolvam dessa maneira e tenham esse feliz desfecho, é importante construir e cultivar um bom conhecimento a respeito dos principais supostos temas polêmicos em que se costuma envolver a Igreja Católica.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    6. [Aproveitando a deixa: vem aí o nosso manual bíblico católico, a ser lançado nos próximos dias e que tem por finalidade exatamente a instrução dos católicos para que saibam como se portar em situações deste tipo, de desafio aos nossos princípios e convicções mais essenciais, nestes tempos de materialismo e incredulidade generalizados]

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    7. Henrique, desculpe me colocar como Anônimo, deixarei abaixo um pseudônimo.Como de costume, mais uma vez gostei de ler sua posição, sempre esclarecedora e auxílio para nossas dúvidas. O problema é que são amizades de longa data, não são recentes. Uma delas me revelou há pouco seguir uma igreja protestante, tendo sido católica até outro dia. Diante da forma como ela está agindo, como a achar que apesar do Batismo, Eucaristia e Crisma, ela nunca deve ter sido católica de verdade, não é? Creio que um católico verdadeiro jamais abandona sua FÉ, esteja passando as provações que forem.Não é só a perda da amizade, mas a preocupação com a salvação dela. Um católico que recebeu a doutrina e agora participa de encontros com protestantes para leitura de Biblia e palestras, parece-me querer decretar a perda da salvação para si mesmo. Estou errada? Nem adianta eu tentar convencê-la porque não quer me ouvir. É estranho demais isso, vc pensa conhecer a pessoa e recebe ingratidão.E ainda vendo-a defendendo outra religião e dizer que a nossa tem falhas como todas as outras. Sou uma simples leiga, que procura se aprofundar no conhecimento da Igreja Católica e de seus dogmas. A situação é tão triste que nem se conhecesse toda a doutrina,eu conseguiria trazê-la de volta. Já chorei muito, já rezei muito, já falei com um padre sobre isso.Agradeço seu depoimento sobre a maneira como agiu com o palestrante. Mas é realmente necessário um profundo conhecimento para debater sobre religião. Essa amiga já perdi.Só um milagre pra ela se arrepender do que vem fazendo com a Igreja e comigo.Finalizando, gostaria muito de adquirir o manual bíblico católico. Ficarei atenta quando for divulgada a sua disponibilidade. Obrigada. Patricia

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    8. Boa noite Henrique,

      Por favor, quando o manual estiver disponível, avise aqui em uma postagem com os detalhes para adquirir, por gentileza meu amigo!

      Salve Maria Imaculada!

      A Paz de Cristo!

      André

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    9. Caro (a) anônimo,

      Penso que vale a pena você meditar sobre essas palavras de Jesus:

      "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi (...)"

      Reze muito por esses que se diziam seus amigos e aproveita esse sofrimento para se aproximar ainda mais do Amigo que é infinitamente fiel, nunca nos abandona e deu sua vida por nós.

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    10. Caríssima Patrícia, como você pediu meu conselho, tenho que dizer que duas passagens bíblicas me vem logo à cabeça quando penso nesse assunto, da apologética: 1Pedro 3,15 e São Mateus 7,6. Na primeira, São Pedro Apóstolo nos diz que devemos estar sempre prontos para responder àqueles que nos pedirem a razão da nossa esperança, o motivo de crermos em NSJC. Na segunda, o próprio Senhor nos alerta para que não joguemos pérolas aos porcos, nem coisas santas aos cães.
      As passagens, aparentemente contraditórias para muitos que as lêem, e num primeiro momento para mim também foram, nada mais do que se complementam: Devemos sim, ensinar e defender a nossa fé, com todo o respeito possível, tal qual São Francisco aos muçulmanos (além de outra infinidade de exemplos), mas não perder tempo com os "cachorros" (uso esse termo parafraseando NSJC) que não querem aprender, mas tão somente nos atacar, com "argumentos" ilógicos e ataques covardes. As pérolas, isto é, os sapientíssimos e sacratíssimos ensinamentos transmitidos por Deus desde o Antigo Testamento até hoje, com o Sagrado Magistério, e vou além: Qualquer texto ou frase inteligente, coerente e que nos edifique, como os do grande G.K.Chesterton, não podem ser ensinados ou apresentados aos arruaceiros que vão ignorá-los para em seguida sofismar coisas absurdas. Aqui é extremamente válido o provérbio nordestino, o qual faz parte da minha filosofia de vida: "O melhor remédio para um doido é outro na porta", o que equivale na prática a "pergunta idiota, resposta mais idiota ainda". Não podemos conversar em alto nível com quem só quer saber de atacar e atrapalhar, falando numa língua diferente dessas pessoas e esperando que elas entendam.
      Para você ter uma idéia, já vi alguém se escandalizar, num debate, por chamarem o atual papa, dentre outras coisas que podem sim ser classificadas como injustas, de Francisco. Chamando-o de João, José, ou Severino em vez do seu real nome, estariam o desrespeitando, me perguntei? E o mesmo sujeito, posteriormente, não poupou seus adversários ao baixar o verbo, rotulando-os de trastes e coisas piores. Por isso, acho até saudável evitar tais pessoas e ambientes (motivo pelo qual só comento, por exemplo, por aqui agora, em resposta a comentários a mim dirigidos). Entende o que estou falando?
      Sobre o seu caso pessoal, recomendo muita persistência na oração e defesa da fé, como você vem felizmente fazendo, e que peça ao Altíssimo amigos que lhe respeitem, independente do credo, e se possível que até lhe ajudem na sua caminhada pelo vale de lágrimas no qual nos encontramos.
      Pessoalmente, também não sou tão extrovertido assim, mas consigo fazer e tenho amigos, com os quais nunca precisei debater temas religiosos. Infelizmente, com a minha família é (ou foi) diferente: Já discuti religião e me senti de forma talvez semelhante à sua com parentes apóstatas, esquerdistas, etc, apesar de ter uma boa relação com eles e evitar tais disputas hoje. Rogo, porém, todas as noites, ao Altíssimo, que tire as escamas dos seus olhos como fez com São Paulo, antigo fariseu anticristão, e não permita que não professem integralmente a doutrina católica senão pela ignorância invencível, e não por conhecimento e vontade. "Se o Mundo vos odeia, sabei que odiou a Mim antes de vós" (São João 15,18). A Paz de NSJC!

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    11. Petrivalianici
      Acho que vc não compreendeu muito bem o que eu expus: eu disse que são amizades de muitos e muitos anos! Não são pessoas que conheci há outro dia. Eu as conheço há décadas !! Amigas com as quais eu saía pra conversar, pra comemorar aniversário, trocavamos e-mail, falavamos ao telefone, eu ia na casa delas !! E agora com uma delas, sou obrigada a considerá-la como MORTA, justamente quem seguia a Igreja Católica até outro dia, pq ela decidiu que a igreja protestante é a melhor coisa pra ela, enquanto eu fico chocada com tudo isso, querendo defender nossa Igreja e tentando converte-la. Não consigo mais ter contato com essa pessoa de forma nenhuma!! Entende isso? Não é fácil eu ter que ignorar tudo isso, não dá! Mas sou obrigada, porque a criatura ficou arrogante e se tornou uma protestante ! Agora me responda: ela foi batizada, fez a Eucaristia e foi crismada. Tornou-se uma herege e está excomungada automaticamente, não é? Já li sobre isso e um padre já me falou a resposta.Já li também que "Aquele que conhece a doutrina da Igreja Católica e sabendo que a Igreja foi fundada por Deus para necessária salvação, mas nela não perseverar, não poderá ser salvo". É isso, não é? Significa que se ela não se arrepender e não voltar para a Igreja, está em pecado mortal? Muito grave isso !! Obrigada por seu depoimento. Patricia

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    12. Patrícia, não entendo a sua indignação/crítica. Eu não disse que sua amizade com essas amigas era superficial ou recente, nem que era fácil ignorá-las. Apenas observei que, numa situação de debate com quem quer que seja, não adianta tentar argumentar com a pessoa utilizando o raciocínio e bons argumentos se ela não está disposta, nem deixar de esclarecer e ensinar aos que não sabem ou tem dúvidas, e realmente querem aprender.
      O que eu digo com ignorar não é deixar de lado a presença ou existência da pessoa querida, apenas evitar debates inúteis não levando em conta (ignorando) os ataques mencionados.
      Herege é todo aquele que, SENDO CATÓLICO (apostólico romano), isto é, cristão que crê plenamente na Catolicidade (A Igreja é Uma em todos os lugares, universal) e Apostolicidade (Ela é Uma em todas as épocas, preservando a mesma doutrina dos apóstolos) da Igreja de Cristo, e obviamente tendo conhecimento disso, renega um ou mais dogmas da Igreja, com toda a consciência do que está fazendo. (Por isso podemos dizer que Lutero foi um herege, enquanto Maomé não). O herege excomunga-se, sim, da Igreja, porque automaticamente não crê nela e logo dela não faz parte. Se a sua amiga era uma católica de verdade, algo raríssimo nos nossos dias, então sim, ela caiu no pecado da heresia e apostatou.
      A resposta da segunda pergunta é parecidíssima com a da primeira: Se ela realmente tinha conhecimento de que a Igreja é o Corpo de Cristo, lembrando-se da passagem da conversão de São Paulo, na qual fica claro que quem nega a Igreja renega o próprio Deus, e ainda assim aderiu a uma seita protestante, está também em pecado mortal. Sim, é gravíssimo, razão pela qual é gravíssimo que não tenhamos pastores, sobretudo na alta hierarquia da Igreja, que nos alertem para tudo isso e condenem de forma clara e objetiva o relativismo perigosíssimo que nos assola, salvo felizes exceções (como o padre que lhe orientou). Que Nosso Senhor conduza a sua amiga de volta para casa e a Paz dEle a você!

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    13. Prezado Henrique Sebastião, Salve Maria! Também já me deparei com esse argumento torpe de que ''padre não pode dar aconselhamentos sobre matrimônio, pois padre não é casado'':

      http://www.omensageiro.org.br/como-um-padre-pode-dar-conselhos-matrimoniais-se-nao-e-casado/

      Já vi esse argumento também num programa alcoviteiro daquela seita da TV Record, expressando autoridade, mas expressado indireta e conotativamente (sic). Já viu, né?

      Um padre falar sobre sexualidade parece ser non sense para os palpiteiros, porque padres geralmente(!) são celibatários. Mas para eles não seria, se a posteriori assim o fosse. Ora, o sábio sempre aprende com os erros dos outros, e quem leva uma vida contemplativa sempre aprende com as experiências dos outros (cf. Ecl 1,13-18).

      Existem muitas formas diferentes de se salvar ou manter um casamento, e os próprios casais dizem que cada caso é um caso específico, dado as idiossincrasias dos seres humanos. Portanto, não existe uma panacéia assim tão simples que vá harmonizar todos os casados.

      O próprio São Paulo Apóstolo, mesmo sendo celibatário, disse ao casal como deve proceder um para com o outro (cf. 1 Cor 7/ Ef 5,22-33/ Cl 3,18-19), portanto não devemos levar em consideração as falácias aposteriorísticas desse gente.

      A Paz do Nosso Senhor Jesus Cristo.

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  4. Louvado seja Deus! Que artigo bom! Claro, explicativo, objetivo... Ótimo para aconselhar os Católicos que são contaminados com ideologias de alguns candidatos. Nossa Igreja é uma mãe tão querida que nos aconselha até em nossos votos.
    Que o Senhor vos conceda ainda mais sabedoria para continar escrevendo artigos assim.
    Salve Maria

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  5. O cristão deve é lutar por um regime mais justo e digno para o país. Não é difícil enxergar que não é de novos presidentes que precisamos, mas sim de um novo regime e uma nova forma de governo. A República está corrompida e incorrigível, por isso está na hora de mudar. A solução para o Brasil é retomar os caminhos que trilhava S.M.I. Dom Pedro II. O cristão deve saber que a Monarquia é uma forma de governo instituída por Deus desde o Antigo Testamento, e juntamente com o regime parlamentarista, seria capaz de colocar o país na direção certa rumo ao progresso e ao desenvolvimento. Para ter uma noção de como a Monarquia Parlamentarista é um sistema "ruim", podemos citar países "pobres" como a Inglaterra, o Japão, a Noruega, a Dinamarca... Todos esse países possuem essa forma de governo. Devem saber também que no parlamentarismo se houver crise, a resposta é mais rápida, pois o monarca pode dissolver o parlamento a qualquer momento e convocar novas eleições para o povo decidir o que será melhor para a nação. Já no presidencialismo, temos que esperar "só" 4 anos para eleger um novo governante que nem sabemos se irá conseguir tirar o país da crise, e caso não consiga, somam-se mais 4 anos de espera... A Monarquia funciona porque o monarca é educado em berço cristão a trabalhar com dignidade e honestidade, a trabalhar pelo bem da nação, a trabalhar em honra do nome da própria família e dos filhos! O que o cristão precisa fazer é deixar de apoiar um sistema corrupto e conscientizar os demais cidadãos a lutarem pela restauração da Monarquia no Brasil, e se queremos, conseguimos, pois sabemos que a união faz a força. Paz e bem, Salve Maria Imaculada!

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