A Igreja e o carnaval: o cristão pode "brincar" o carnaval?


O CRISTÃO PODE participar das festas do carnaval? Muitos o perguntam, todos os anos, e há muita confusão a respeito do assunto. A dificuldade está no fato de que a Igreja não tem uma prescrição oficial a respeito, ao menos não há documento que fale explicitamente, textualmente, do carnaval propriamente dito. Ou será que a realidade não é bem essa?

Antes de tudo, precisamos reconhecer que existem festejos e grupos carnavalescos, principalmente em cidades interioranas e em Estados fora do eixo Rio-São Paulo, que comemoram o carnaval de maneira tranquila e saudável, e não é impossível encontrar ambientes onde se toque música decente e se encontrem pessoas que querem apenas descontrair, sem necessariamente cair nos abusos. Claro que não há pecado em se reunir com amigos e festejar o feriado, ou mesmo em procurar algum clube familiar para se divertir um pouco. Este artigo procura tratar o carnaval a partir de um ponto de vista mais genérico. Estamos falando daquilo que mais comumente se entende por carnaval, de suas origens e suas consequências.

Esclarecidos estes pontos, afora exceções e falsos moralismos, vemos que não é assim tão difícil  responder à pergunta que dá título a esta postagem, afinal. Enquanto cristãos, temos direito à hipocrisia? Até que ponto? E até que ponto é correto dizer que a Igreja silencia quanto ao tema carnaval?

É verdade que os documentos oficiais da Igreja não falam literalmente, como dissemos, do carnaval; mas diversos deles tratam, sim senhor, da obrigação que temos de evitar as ocasiões de pecado, e do quanto é isso importante. Ocasião de pecado é toda circunstância, coisa, lugar ou pessoa que estimule as paixões humanas, seduzindo a pessoa a pecar. – E atire a primeira pedra quem for capaz de afirmar, conscienciosamente, que os bailes e festas de carnaval atuais não são ocasiões mais do que propícias para todo tipo de pecado.

Não. Não há como negar que, falando no linguajar atual, os bailes e festas de carnaval que temos hoje são "mega-ocasiões" para o pecado! Vemos assim como a questão não é tão complexa. Na realidade, estamos tratando de coisa muito simples.

Verdadeiramente, segundo a Sã Doutrina de sempre da Igreja Católica, sob o patrocínio de Santo Afonso Maria de Ligório, "expor-se a uma ocasião próxima de pecado mortal, que se poderia evitar, já é pecado mortal de imprudência".

E é por esse caminho que vemos, hoje, a cristandade como que a se derreter, aniquilando-se a si mesma, como cera próxima do fogo. A necessária reforma das consciências cristãs requer necessariamente que se restitua às almas o horror pelo pecado. Não é possível querer ser cristão e continuar brincando com a própria salvação eterna, expondo-se aos sutis laços do inferno que são as ocasiões próximas de pecado. Assim, pergunta a Sagrada Escritura: “Pode alguém caminhar sobre brasas sem queimar os próprios pés?” (Pr 6,28).

E como já dizia um velho e experiente diretor de almas: “Em fugir ou não fugir da ocasião, consiste o cair ou não cair no pecado”. E este mesmo autor faz uma curiosa observação:

Somos muitas vezes nós que tentamos ao diabo! Por quê? Porque somos nós os que buscamos a ocasião, os que chamamos por ela; e buscar a ocasião em vez de ela nos buscar é, em vez de o diabo nos tentar a nós, tentarmos nós ao diabo...” (Pe. Manuel Bernardes, Sermões e Práticas, II)

Nada auxilia tanto os planos do demônio quanto as ocasiões de pecado. São como que as emboscadas onde a todo momento aquela antiga serpente prepara o bote. Logo não há outra alternativa para o homem: ou a fuga das más ocasiões ou a morte espiritual.

Adverte-nos, ainda, Sto. Afonso de Ligório:

Um sem número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado. Quantas almas lá no inferno não se lastimam e queixam: 'infeliz de mim! Se tivesse evitado aquela ocasião, não estaria agora condenado por toda a eternidade!'. (...) O Espírito Santo diz: 'Quem ama o perigo, nele perecerá' (Eclo 3,27). Segundo Sto. Tomás, a razão disso é que Deus nos abandona no perigo quando a ele nos expomos deliberadamente ou dele não nos afastamos. S. Bernardino de Sena diz que dentre todos os conselhos de Jesus Cristo, o mais importante e como que a base de toda a religião, é aquele pelo qual nos recomenda a fuga da ocasião de pecado.
(...) S. Pedro nos afirma que o demônio rodeia cada alma para ver se a pode tragar: 'Vosso adversário, o demônio, vos rodeia como um leão que ruge, procurando a quem devorar' (1Pd 5,8). S. Cipriano, explicando essas palavras, diz que o demônio espreita uma porta por onde possa entrar na alma; logo que se oferece uma ocasião perigosa, diz consigo mesmo: ‘Eis a porta pela qual poderei entrar’, e imediatamente sugere a tentação. Se então a alma se mostrar indolente para fugir da tentação, cairá seguramente, em especial se se tratar de um pecado impuro. É a razão por que ao demônio mais desagradam os propósitos de fugirmos das ocasiões de pecado, que as promessas de nunca mais ofendermos a Deus, porque as ocasiões não evitadas tornam-se como uma faixa que nos venda os olhos para não vermos as verdades eternas, as formas das coisas santas e as promessas feitas a Deus.
(...) É verdade que Deus atende a quem Lhe suplica, mas não poderá atender à oração daquele que conscientemente se expõe ao perigo e não o deixa, apesar de o conhecer.
(...) Ó Deus, quantos cristãos existem que, apesar de levarem uma vida piedosa, caem finalmente e obstinam-se no pecado, só porque não querem evitar a ocasião próxima do pecado impuro. Por isso nos aconselha S. Paulo (Fl 2,12): 'Com temor e tremor operai a vossa salvação'. Quem não teme e ousa expor-se às ocasiões perigosas, principalmente quando se trata do pecado impuro, dificilmente se salvará."
(LIGÓRIO, Santo Afonso Maria. Escola da Perfeição Cristã, comp. de textos do Santo Doutor pelo Padre Saint-Omer, CSSR, 4ª edição, Petrópolis: Vozes, 1955, pp. 44-48)


Sobre a festa do carnaval

Muitos imaginam que o carnaval tem origem brasileira, mas a festa existe desde a Antiguidade. De fato, não se conhece ao certo a origem do carnaval, assim como a origem do nome. Historicamente é uma festa popular coletiva, transmitida através dos séculos como herança de  antiquíssimas festas pagãs realizadas entre 17 de dezembro (Saturnais – em honra a deus Saturno, na mitologia grega) e 15 de fevereiro (Lupercais – em honra a deus Pã, na Roma Antiga).

Dentre os pesquisadores, correntes diversas adotam prováveis origens diferentes. Há os que defendem que a comemoração do carnaval tem suas raízes em alguma festa primitiva, de caráter orgíaco, realizada em honra do ressurgimento da primavera. Em certos rituais agrários da Antiguidade (10000 aC), homens e mulheres pintavam rostos e corpos e entregavam-se à dança, festa e embriaguez. Outros autores acreditam que o carnaval tenha se iniciado nas alegres festas do Egito em honra à deusa Ísis (2000 aC).

O carnaval pagão começa quando Pisistrato oficializa o culto ao deus Dionísio na Grécia, no século VII aC. O primeiro foco de grande concentração carnavalesca de que se conhecem fontes seguras acontecia no Egito: era dança e cantoria em volta de fogueiras. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.

Depois, a tradição se espalhou por Grécia e Roma, entre os séculos VII e VI dC. Nessa época, sexo e embriaguez já se faziam presentes na festa. - Em seguida, o Carnaval chega em Veneza para, daí, se espalhar pelo mundo. Diz-se que foi lá que a festa tomou as características atuais: máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles.

No início da Era Cristã, a Igreja deu uma nova orientação às festividades do carnaval. Ao contrário do que se diz, o catolicismo não "adotou" o carnaval, mas deu à festa popular um novo sentido, já que ela foi anexada ao calendário religioso antecedendo a Quaresma. A festa agora terminava em penitência, na Quarta-feira de Cinzas.

Como se vê, lamentavelmente, apesar de a Igreja ter sempre tentado dar um novo sentido à festa da carne, não obteve nisso um grande sucesso. Se formos comparar o que ocorre hoje com as festas que ocorriam na antiguidade pagã, não veremos grandes diferenças. Orgias, embriaguez, brigas, mortes... Excessos de todo tipo, enfim.

Como cristãos, somos sempre chamados a santidade, e o sentido da palavra santo é "outro" ou "separado". Santo é aquilo/aquele que está separado do impuro ou do profano para o serviço de Deus. Não podemos, em situação alguma, fazer parte de algo que está em oposição a Deus. O carnaval não é exceção.

Sempre é oportuno lembrar o que diz S. Paulo Apóstolo:

Não podeis beber ao mesmo tempo o Cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da Mesa do Senhor e da mesa dos demônios." (1Cor 10,19-22)


Um interessante depoimento
do Prof. Felipe Aquino



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Ref.:
• Miguel Maria Claret - "A Cera e o Fogo"
• MONTFORT Associação Cultural
http://montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=cera_fogo&lang=bra
Acesso 01/03/014
• Últimas e derradeiras graças, "A Fuga das Ocasiões de Pecado: um dos mais graves deveres da vida espiritual", disponível em:
http://derradeirasgracas.com/3.%20V%C3%A1rios%20Assuntos/A%20Fuga%20das%20ocasi%C3%B5es%20de%20pecado%20.htm
Acesso 1/3/014
ofielcatolico.blogspot.com

38 comentários:

  1. Graça e Paz!

    Parece que não se fala em outra coisa na mídia brasileira. No entanto, mais da metade dos brasileiros, creio eu, gostam é de descansar e fugir das orgias do carnaval.

    É loucura para os homens carnais, que não tem o Espírito Santo, evitarem as bebedices, sexo antes do casamento e exageros de todo tipo.

    Fico feliz com a determinação do Blog, que corajosamente enfrenta essa festa diabólica, apoiada por um mundo que jaz no Maligno.

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  2. E o pior é que tá cheio de cristão do IBGE nessa folia e ainda "agradecendo a Deus"

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  3. Uma festa que começou sendo criada por Satanás jamais poderia se tornar santa, É assim que eu penso!

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  4. Nessas datas todo o cuidado é pouco, antes de aceitar o Deus que hoje eu sirvo com muita alegria e prazer, cheguei a brincar quando tinha apenas 8,9,10 anos quando existia um carnaval mais decente e clube onde brincava nas matines acompanhados de familiares, . Lamentavelmente hoje não tempos a chance de passar para os nossos filhos, pois tudo acabou, mudou e ficou mais perigoso!! corremos m grande risco até mesmo ao abrir o nosso portão? Ainda sou do velho ditado que:( BOA ROMARIA FAZ QUEM SUA CASA ESTA EM PAZ ) N ão que sejamos escravos de nosso próprio lar, temos de viver a vida, trabalhar e sustentar a nossa família, Mas, se podemos evitar certas coisas Deus agradece., Não vou radicalizar com os meus filhos, impedindo-os de sair, mas, que tenham muito cuidado a onde vai e com quem vai e onde vão ficar. e só me resta ORAR por eles quando saem de casa, para que Deus os guarde a todo o tempo.

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  5. Henrique,

    Você considera que a festa do Carnaval é intrinsecamente má ou que é "esse" Carnaval vivido nos dias atuais - permeado de músicas, danças, vestes e comportamentos lascivos - que é mal e deve ser evitado?
    Em outras palavras, seria lícito brincar o Carnaval se fosse realizado com roupas, músicas, danças e comportamentos decentes?

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    1. Olá, Wagner,

      Pelo que sei e pelo que aponta a pesquisa histórica, penso que podemos afirmar que essa festa nunca foi baseada num comportamento decente. De fato, carnaval e decência/moderação são como que termos antônimos.

      A ideia do carnaval sempre foi justamente o oposto de tudo o que você descreveu ao final do seu comentário: seja para comemorar o fim do inverno e a chegada da primavera, seja como uma espécie de despedida (dos prazeres) da carne, a intenção sempre foi a de, – como se diz popularmente no Brasil de hoje, – "enfiar o pé na jaca", mesmo.

      O carnaval foi concebido para servir como uma espécie de catarse, um tempo em que todos teriam a oportunidade de dar vazão aos seus desejos reprimidos, mesmo os mais inconfessáveis, sem receio de punição. Assim, mesmo nas representações mais antigas, o carnaval é sempre uma festa orgiástica, de liberação, com mulheres nuas, embriaguez, deboche, etc.

      Então, eu concebo um carnaval tranquilo e sem libertinagens quase como o que seria uma oktoberfest sem cerveja. Ou então, como diz a canção: "Futebol sem bola, Piu-Piu sem Frajola, circo sem palhaço, namoro sem abraço"...

      Em todo o caso, eu sei que o texto do post é rígido, talvez antipático, porque trata do carnaval a partir de um olhar mais genérico. Claro que não há pecado em se reunir com amigos e festejar o feriado, ou mesmo em procurar algum clube mais familiar e se divertir um pouco.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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  6. Creio que nem todo tipo de carnaval é pecado. Os bacanais da Grécia e Roma antigas, assim como muitos de hoje em dia, com certeza se encaixam bem nas ocasiões do pecado das quais nos fala Santo Afonso. No entanto, ainda existem blocos carnavalescos (principalmente aqui no meu Estado) e ambientes nos quais há músicas decentes e as pessoas só querem se divertir, sem necessariamente cometer algum pecado. A paz de NSJC!

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    1. Petrivalianici, nesse ponto concordo com o Henrique. A pergunta que temos que fazer é: nossa presença o Carnaval honra a Deus de alguma forma?
      Uma vez, vi uma pessoa dizer que a farra do Boi não era pecado, afinal as pessoas estavam ali só para se divertir. Isso é um absurdo!
      Há duas posturas que creio serem relevantes, principalmente para os jovens cristãos, no Carnaval. Acho que as Igrejas deveriam estimulá-los mais:

      1 - Retiro espiritual, onde podem se reunir para cultuar e aprender de Deus;
      2 - Evangelização, onde vão às ruas para falar do amor de Deus.

      Que Deus nos abençoe!

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    2. Caro Filipe, quando você pergunta se nossa presença no Carnaval honra a Deus de alguma forma, eu lhe questiono: DE QUE Carnaval você está falando??? Dos blocos e ambientes dos quais eu falei, com músicas alegres e tradicionais nas quais é impossível encontrar alguma blasfêmia ou imoralidade? Cantadas por gente que nada tem a ver com a farra do boi, e que quer sim se divertir, sem violar nenhum dos Mandamentos? Ou dos bacanais praticados por foliões que, obviamente, desonram a Deus, que eu também citei?
      Retiros espirituais e evangelização devem ser praticados em qualquer momento do ano, com ou sem Carnaval, mas dizer que manisfetações culturais de séculos e bebedeiras e orgias imorais são tudo "farinha do mesmo saco", ambas inimigas de Cristo, é no mínimo ignorância. A paz de NSJC!


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    3. Você está sendo radical no seu ponto de vista.

      Primeiro que o post já diz que nem todo carnaval é pecado, segundo que esse carnaval onde "é impossível encontrar imoralidade" eu ainda não vi, sinceramente! Vamos ser honestos! Que terra é essa que é a sua, que tem carnaval e ninguém fica bêbado, ninguém se assanha? Só se você mora no Paraíso e ninguém está sabendo.

      Concordo com o Filipe. Pra mim, o carnaval é o melhor tempo do ano pra fazer retiro espiritual. Abç

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    4. Luis Antonio, porque eu que apenas expliquei a diferença entre um carnaval sadio e desordenado de forma pacífica sou radical e você, que teima em dizer que carnaval decente só se encontra "no Paraíso" não é?
      Se o post diz que nem todo carnaval é pecado, que ótimo! Mas como vi gente dizendo que Carnaval e moderação são como termos antônimos, etc, apenas quis dar a opinião.
      Eu não disse que na minha terra ninguém fica bêbado ou se assanha, gente desordenada existe em todo lugar! Apenas disse que existem determinados grupos que sabem vivenciar o Carnaval com moderação. Existem músicas carnavalescas nas quais é impossível encontrar imoralidade sim! Se você ainda não viu o carnaval pernambucano, Luis, não tem o direito de dizer que os blocos por mim citados não sabem se divertir de forma equilibrada. É lógico que durante o carnaval sempre vai aparecer aquele povo que só pensa em beber, transar e fazer tudo o que os habitantes de Sodoma e Gomorra faziam, mas repito, ainda existe um carnaval decente sem nenhuma baixaria, e não fica no Paraíso! Se você nunca viu, que ao menos pesquise e tire a prova.
      Se o Carnaval é a melhor época do ano para se fazer retiros, é justamente por causa do carnaval insensato do qual eu falei, que afasta as pessoas de Deus, mas se vocês não conhecem o sensato do qual eu falei, saibam que ele existe. A paz de NSJC!

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    5. Petrivalianici, acho que o carnaval onde você mora é mais uma festa regional, diferente da realizada em outras partes do país. Sendo assim, acho que posso admitir o conselho do Apóstolo Paulo: se é parte de sua cultura e não escandaliza principalmente ou outros irmãos na fé, se a consciência não te acusa, se é louvável e há virtude; participe, sabendo que tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convèm.
      Digo isso porque amo o evangelho de Cristo, e amo você também, e não quero que você venha a tropeçar.

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    6. Obrigado, Filipe, aqui como em outros lugares há o excesso e a moderação, cabendo a nós decidir sobre como se divertir. Quão bom seria se todos os carnavais fossem motivo de orgulho para as suas culturas, e não sinal da deterioração delas! A paz de NSJC!

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    7. Sei que a discussão acima é um tanto antiga, mas gostaria de opinar, também. Em minha cidade, temos um tradicional bloco carnavalesco considerado completamente familiar. Sai durante o dia pelas ruas da cidade e estimula o uso de fantasias embaladas por um bate-papo entre amigos e marchinhas. A música não é tão alta e se pode ver crianças, idosos, jovens, enfim, pessoas de todas as idades se juntam para fazer um carnaval bem diferente do que ocorre a noite na avenida. Nos últimos anos, esse bloco tem ganhado mais adeptos (jovens, em sua maioria), e até começaram a desvirtuar o sentido do mesmo, levando carros com sons tonados, em um estilo musical que nada tem a ver com o sentido do bloco (pagode baiano). Para alegria de todos, isso mudou com a proibição de carros durante o percurso, apenas o som da banda das marchinhas.

      Contei isso só pra ilustrar que o carnaval pôde sim, nesse caso, alcançar um ambiente saudável. Frequento esse bloco desde que era criança e hoje, com 25, posso dizer que nunca vi nada obsceno ou degradante nesse ambiente.

      Cheguei até esse site em busca de uma orientação da igreja católica com relação a esse tipo de ambiente.

      "Claro que não há pecado em se reunir com amigos e festejar o feriado, ou mesmo em procurar algum clube familiar para se divertir um pouco." Essas palavras me levam a crer que a opinião do site é de que o ambiente do qual falei não é pecaminoso. Estou errada?

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    8. Claro que não! Mas, para nós fieis católicos é preciso levar sempre em consideração os ensinamentos da nossa Santa Igreja, no tocante as quatro Virtudes Cardeais: prudência, Justiça, fortaleza e temperança, pois, “A temperança é a virtude moral que modera a atração pelos prazeres e procura o equilíbrio no uso dos bens criados. Assegura o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os desejos dentro dos limites da honestidade. A pessoa temperante orienta para o bem seus apetites sensíveis, guarda uma santa discrição e "não se deixa levar a seguir as paixões do coração". A temperança é muitas vezes louvada no Antigo Testamento: "Não te deixes levar por tuas paixões e refreia os teus desejos" (Eclo 18,30). No Novo Testamento, é chamada de "moderação" ou "sobriedade". Devemos "viver com moderação, justiça e piedade neste mundo" (Tt 2,12).
      Viver bem não é outra coisa senão amar a Deus de todo o coração, de toda a alma e em toda forma de agir. Dedicar-lhe um amor integral (pela temperança) que nenhum infortúnio poderá abalar (o que depende da fortaleza), que obedece exclusivamente a Ele (e nisto consiste a justiça), que vela para discernir todas as coisas com receio de deixar-se surpreender pelo ardil e pela mentira (e isto é a prudência)”( §1809 do CIC).

      Seja sempre louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!
      Salve Maria!

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  7. Prezados, gostaria de indicar um artigo muito bom de um nosso amigo católico.
    http://escritoscatolicos.blogspot.com.br/

    MARIA SEMPRE!

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  8. CARNAVAL FESTA DA CARNE FESTA PAGÃ

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  9. Minha avó me contou que aqui em Brusque já teve um bloco chamado bloco dos homens bebados há um bom tempo, antes deu nascer, e que só dava confusão. Sempre evitei esses ambientes e aconselho vcs a fazerem o mesmo.

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  10. NÃO VEJO NADA DEMAIS SUBSTITUIR FESTA PAGÃ PELAS
    CRISTÃS.E TAMBÉM NÃO SOU CONTRA AQUELE CARNAVAL
    DA ÉPOCA DA COLONIZAÇÃO,OU DE NOSSOS AVÓS QUE NEM SE COMPARA COM ESTES DE HOJE EM DIA.


    JESUS PARTICIPAVA DE ANIVERSÁRIOS,CASAMENTOS,
    FESTAS,BEBIA VINHO COM SEUS DISCÍPULOS,CLARO
    DEVERIA BEBER POUCO NÉ! ACHO QUE ELE ATÉ DANÇAVA
    AQUELAS DANÇAS JUDAICAS EM FIM...

    MAS SOU CONTRA ESSE CARNAVAL DE HOJE COM
    GENTE NUA,BÊBADA,E AQUELES ORIXÁS NOS CARROS.

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    1. O carnaval da atualidade contém os ingredientes da festança? Veja algumas citações de jornais sobre as festas de carnaval: “Multidões extremamente tumultuosas”. “Quatro dias de farra, bebedeira e festas noite adentro”. “Ressaca do carnaval pode durar vários dias para alguns foliões”. “Os sons quase ensurdecedores em lugares apertados fazem os shows das bandas de heavy metal . . . soarem baixo em comparação.” “Hoje em dia, qualquer festa de Carnaval sem gays é como um steak au poivre sem pimenta.” “Carnaval virou sinônimo de nudez total.” As danças de carnaval retratavam “cenas de masturbação . . . e várias formas de relações sexuais”.
      As semelhanças entre o carnaval de hoje e aquelas festas da antiguidade são tão impressionantes que um folião de uma bacanália se sentiria em casa se acordasse hoje no meio de uma festa de carnaval. E isso não nos deve surpreender, porque, segundo o diretor de programação de uma emissora de TV do Brasil, o produtor Cláudio Petraglia, “a origem do carnaval vem das festas de Dionísio e de Baco”; “a natureza do carnaval é essa mesma”. A The New Encyclopaedia Britannica diz que o carnaval pode ser relacionado com as saturnálias, festas pagãs da Roma antiga. Embora de uma época diferente, o carnaval faz parte da mesma família que seus antecessores: a festança.

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    2. É, pelo visto o analfabetismo ou semi-analfabetismo não se restringe aos comentaristas de posts apologéticos sobre o protestantismo ou espiritismo. Também por aqui aparecem certos anônimos que, se achando "a última bolacha do pacote" e pensando que ninguém refutou o seu discurso antes, no post ou nos comentários, vêm falar as suas surpreendentes e insofismáveis "verdades".
      Quanto às citações de jornais sobre as festas de carnaval, é necessário saber de que jornais se trata e se são sérios e confiáveis. Também me lembro de ver muitos artigos e reportagens de jornais e noticiários falando que "É bem próvavel que o santo papa (sic) Bergoglio finalmente aprove o casamento gay, o aborto, a eutanásia, a grandiosa ditadura do relativismo, etc" quando Francisco foi eleito, por exemplo.
      Só para termos uma idéia de como as informações trazidas pelo anônimo são verídicas, vejamos o seguinte trecho: "Hoje em dia, qualquer festa de Carnaval sem gays é como um steak au poivre sem pimenta.” KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK.
      Estou gargalhando aqui com tamanha ignorância generalista! Com certeza, há nudez total e cenas de masturbação nas danças ao ritmo do maracatu, nos papangus e nos blocos tradicionais recifenses, que eu conheço de perto.
      E tenha muito cuidado você que vai fazer uma festa de carnaval no salão do prédio, no quintal de casa, ou mesmo em lugares públicos onde você só encontra elementos de uma festa normal com músicas carnavalescas, como um bloco pertencente à família e aos amigos, pois, de acordo com o especialista anônimo, EM QUALQUER festa vai haver sons ensurdecedores, nudez, relações sexuais e bebedeiras. Mesmo que você não veja nada disso, vai estar lá mesmo assim, como uma "mensagem subliminar" no seu subconsciente. É uma "festança" de pura ignorância!
      A paz de NSJC!

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    3. Concordo que é impossível haver carnaval sem libertinagem.E estes supostos carnavais decentes não existem e nunca existiram.Nas matinées, quando éramos crianças não aprontávamos por ser durante o dia e também os adultos nos vigiavam.As músicas tocadas eram insinuações maliciosas e eram as mesmas durante a noite com os adultos.Os adultos praticavam os mesmos pecados que hoje em dia.

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    4. O que nunca existiu nem existe em nenhuma circunstância além dessa é tamanha ignorância e insistência infantil num assunto tão fácil de compreender, que a meu ver já foi suficientemente discutido por aqui (claro, para as pessoas inteligentes, pois os burros vão continuar falando as mesmas besteiras já refutadas até a morte).
      "quando éramos crianças não aprontávamos por ser durante o dia e também os adultos nos vigiavam." Quando você diz "éramos crianças" está se referindo a você e mais quem? Quem é esse nós que está subentendido aí? Você e seus amigos ou familiares? Se sim, então vossa senhoria acabou de provar que não só não cresceu como regrediu mentalmente, ficou mais infantil ainda! Só uma criança muito pequena poderia pensar que porque algo aconteceu com a família dela essa mesma coisa necessariamente aconteceu com todo mundo. Logo, se as músicas que você ouviu eram malicosas e os adultos que conheceu praticavam determinados pecados, TODAS AS MÚSICAS CARNAVALESCAS E ADULTOS DO MUNDO SÃO PECAMINOSOS, ONTEM HOJE E SEMPRE!
      Daí a máxima do "jênio": "Estes supostos carnavais decentes não existem e nunca existiram". Afinal, se o Sr Orlando nunca conheceu um carnaval decente, nenhum ser humano da face da terra poderia ter conhecido. Espero que o senhor não tenha alergia a camarão, pois com certeza todos nós também teríamos e aqueles que gostam do alimento não poderiam mais comê-lo, por exemplo. O seu comentário teria muita aprovação, sem dúvida, no jardim de infância, do qual você e o anônimo das 16:08 aparentemente se esqueceram de sair. Perdoem-me a impaciência com o mesmo discurso repetido e "papagaiado" de sempre! A paz de NSJC!

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    5. O humilde carnavalesco Petrivalianici mostrando ter muita inteliJencia e pouca Sabedoria.

      Burro seria quem condena esta promíscua festa pagã ou quem se mostra ferrenho defensor dela, sem nenhuma humildade e cordialidade?

      Acompanho este site há tempos e admiro, além do Henrique, os comentaristas, inclusive você Petrivalianici, mas ultimamente algo te aconteceu meu caro, e parece que não foi bom.

      Estás muito intransigente e dono da verdade, mas carnaval não é da Verdade, Eterna e Imutável, da qual nós católicos devemos estar enamorados.

      Desculpe pela intromissão no assunto.

      Paz em Cristo Jesus.

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    6. Caro anônimo, quem parece ter "intelijencia" com j por aqui é você. Primeiro que eu já expliquei que nem todo carnaval é pagão e promíscuo e dei vários exemplos disso. Se você não acredita, o problema é seu. Também expliquei que a burrice está em repetir o mesmo discurso de sempre, mesmo se ele já foi refutado, o que transcende esse debate sobre o carnaval. Eu demonstro humildade e cordialidade sim, mas com quem merece. É só ver os meus comentários dos dias 14 e 15. Agora, quando a pessoa lê comentários anteriores ao seu, vê que os argumentos já foram refutados e continua com o mesmo discurso de sempre, como um robô programado para fazer aquilo, demonstra uma tremenda falta de educação para com os outros, pois está chamando-os de otários. Com esse tipo de gente sem a menor seriedade não há como não ser intransigente.
      Garanto que nada de estranho me aconteceu ultimamente. Se você fosse católico, saberia que a Verdade não tem dono, pois a Verdade é Deus. Eu sou um defensor da Verdade, e por isso abomino toda e qualquer ignorância generalista que acha que TODA festa de carnaval é pecaminosa. Sei que existem inúmeras ocasiões de pecado no carnaval, como também ambientes sadios e já falei isso em outros comentários. Burro é alguém que não lê eles, não quer nem procura entender (como também não procura entender os comentários dos outros, que fique bem claro) e já quer atirar pedras pra cima de mim, demonstrando, isto sim, verdadeira intransigência. Com esses, eu demonstro a caridade, cordialidade e humildade de São João Batista e NSJC com os vendilhões do Templo.
      Quem têm um comportamento semelhante ao seu e ao outro anônimo está enamorado com a mentira, e prova isso falando que, por ter conhecido uma experiência carnavalesca indecente, atribui a mesma indecência a todas as outras. A paz de NSJC!

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    7. OK sr. Petrivalianici. O sr. venceu, desculpe se lhe rotulei, pois acabei caindo no erro de certas pessoas que criticam exatamente o que estão fazendo.

      Seria bom o prezado Henrique colocar um aviso que, mais importante que o post, são as refutações do Petrivalianici. Pois aí ninguém mais cairá no terrível engano de comentar antes de ler suas refutações.

      Da minha parte lhe deixarei em paz, pois sua "refutação" para mim não teve efeito, pois como moro em uma grande capital do sul (onde carnaval como cultura não tem força), não conheço este utópico carnaval sadio, e nem nas pequenas cidade vizinhas e muito menos o que se vê na televisão.

      Esteja certo que sou católico sim, assim como estou certo de que o sr. é!

      Lhe peço desculpas por lhe importunar, o que vale é o alerta do post, pois carnaval é algo tão irrelevante para mim (e muitos católicos daqui), que nem sei por que perdi tempo comentando este assunto.

      Creio que grande maioria das pessoas (na atualidade - estou na casa dos 30, então não posso me basear por décadas atrás) não teve a oportunidade de vivenciar este tipo de carnaval sadio, e assim como sr. defende o que conhece, nós afirmamos o que conhecemos. Talvez vivemos em culturas muito diferentes, e a realidade regional sua é muito distante da nossa.

      No mais, para finalizarmos de forma cordial, o sr. poderia citar nominalmente um deste blocos sadios de seu estado (Pernanbuco?)? Li seus comentários e vi que o sr. afirma que existe, mas não localizei o nome de tais blocos. Respeitosamente gostaria de saber, pois para mim é algo raro e admirável.

      Paz e Bem!

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    8. Se você acha que as minhas refutações aos que me responderam são mais importantes do que o post, a opinião é apenas sua, anônimo. Para mim, elas são apenas um complemento ao que Henrique disse no segundo parágrafo, que não seria necessário se não houvesse tanta repetição de argumentos por parte dos "puritanos" anti-carnavalescos.
      Se você tem um carnaval sadio como utópico apenas porque não conhece, insisto que o problema e a opinião são todos seus. Eu também nunca vi um tubarão ou um pinguim ao vivo, mas nem por isso considero esses seres fantasiosos. Agora, que (quaisquer) bacanal e baderneira viram notícia de forma muito mais fácil que festas normais é verdade, e com o carnaval não é diferente.
      Se você é católico, não chame os outros de "donos da Verdade" pois a Verdade não tem dono.
      Desculpas aceitas. Só não sei porque você tratou esse tema tão irrevelante para você como uma "promíscua festa pagã longe da Verdade". Concordo que podemos viver em diferentes realidades culturais, daí muitas pessoas não conhecerem um carnaval sadio. O que elas não têm direito é de generalizar, principalmente quando outras realidades foram apresentadas.
      Bem, "de cabeça" eu me lembro dos tradicionais blocos líricos de Recife, como o Bloco da Saudade, Bloco das Flores e o eterno Madeira do Rosarinho. Imagino eu que também deva haver blocos e festas decentes, ainda que em pouca quantidade, no resto do país. A paz de NSJC!

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    9. E por falar no Bloco das Flores, que tal relembrar dos tempos de criança dos carnavais saudosos dos tempos idéias do velho Raul Morais, de autoria do saudoso Nelson Ferreira:

      Felinto, Pedro Salgado, Guilherme, Fenelon
      Cadê teus blocos famosos
      Bloco das Flores, Andaluzas, Pirilampos, Apôs-Fum
      Dos carnavais saudosos

      Na alta madrugada
      O coro entoava

      Do bloco a marcha-regresso
      E era o sucesso dos tempos ideais
      Do velho Raul Moraes
      Adeus adeus minha gente
      Que já cantamos bastante
      E Recife adormecia
      Ficava a sonhar
      Ao som da triste melodia

      Frevo de Bloco Evocação Nr 1, de Nelson Ferreira, 1956
      Veja o vídeo na voz de Antonio da Nóbrega
      https://www.youtube.com/watch?v=St8Zw7dZ_8c


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    10. E que saudade, André, desses carnavais de outrora! Hoje, esses blocos infelizmente caíram no esquecimento para muitas pessoas, que por sua vez ficam ouvindo músicas de péssima qualidade as quais eu nem vou citar o nome, denegrindo a imagem do carnaval e desvalorizando a cultura recifense da qual deveriam se orgulhar. Talvez seja por isso que o nome de um desses principais blocos seja Saudade.
      "Madeira do Rosarinho
      Vem à cidade sua fama mostrar
      E traz com seu pessoal
      Seu estandarte tão original"!
      https://m.letras.mus.br/capiba/174179/ . A paz de NSJC!

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    11. Essa questão do carnaval é o seguinte: quem gosta defende, quem não gosta ataca. A verdade que todo mundo vê é que é muito difícil um carnaval saudável e sem malícia, sem bebedeira, com brincadeira pura e tal. O nome já diz, festa da carne.

      Mas deve existir isso em algum lugar. Alguns falam que antigamente era uma coisa mais pura, mas se você presta atenção nas letras das marchinhas vê que não bem assim não. É tudo com duplo sentido, conotação sexual, puxando pra promiscuidade.

      Eu, como não gosto nem de samba nem sei dançar nem quero aprender nem gosto desse tipo de festa, fico numa boa curtindo o feriado, com boa leitura, rezando e curtindo com bons amigos que tambémn não gostam.

      Mas realmente falta sentimento de fraternidade pra alguns participantes aqui, que se acham donos do espaço. Precisa de mais humildade e caridade pra poder dialogar com paz e correção fraterna se preciso.

      Abraços!

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    12. Caro Luis, não tenho nada a acrescentar no primeiro parágrafo do seu comentário. Quanto ao segundo, francamente... Gostaria que você refizesse a frase "É tudo com duplo sentido, conotação sexual, puxando pra promiscuidade" para se referir às marchinhas após ler COMPLETAMENTE o meu comentário e o de André. Só isso.
      Eu também não gosto nem danço samba, e não vejo impedimento para brincar o carnaval por causa disso. Pra falar a verdade, eu prefiro passar o feriado em casa ou viajando sem ir a determinado bloco. Apenas gosto das marchinhas e reconheço um carnaval de qualidade quando vejo.
      Concordo plenamente que muitos por aqui se sentem donos do espaço, fingindo que os comentários dos outros não existem ao repetirem as mesmas falácias (ex: o carnaval que eu conheci era imoral, então qualquer carnaval é imoral, ponto), somente reconhecendo a existência dos próprios comentários. O recado que o anônimo do dia 15 deu para Henrique é, a meu ver, um excelente exemplo de quem quer ser "dono do espaço".
      É justamente por falta de humildade e caridade que certos anônimos chamam os outros indiretamente de idiotas, rejeitando os argumentos alheios apenas para falar o que já falaram. Como a maior forma de caridade é a proclamação da Verdade e Nosso Senhor certamente considerava como irmãos os seus adversários, e nem por isso foi menos rígido que eles, eu humildemente creio não me encaixar no grupo dos quais você falou. Abraços e a paz de NSJC!

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    13. PS: Eu quis dizer: "foi menos rígido com eles".

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  11. CARNAVAL...Divertimento ou festança?
    A Palavra de Deus diz que há “tempo para rir . . . e tempo para saltitar”. (Eclesiastes 3:4) Como a palavra hebraica para “rir” também pode ser traduzida por “festejar”, fica claro que, no que diz respeito ao nosso Criador, não há nada de errado em divertir-se de forma sadia.

    A palavra “festança”, ou kó·mos, em grego, ocorre três vezes nas Escrituras Gregas Cristãs, sempre com sentido desfavorável. (Romanos 13:13; Gálatas 5:21; 1 Pedro 4:3) E isso não surpreende, porque kó·mos relaciona-se com festas de má fama, bem conhecidas dos primeiros cristãos de fala grega. Que festas?

    O historiador Will Durant explica: “Um grupo de pessoas transportando os falos sagrados [símbolo do órgão sexual masculino] e cantando ditirambos [canções] a Dionísio . . . constituía, na terminologia grega, um komos, ou festividade.” Dionísio, o deus do vinho na mitologia grega, foi mais tarde adotado pelos romanos, que lhe deram o nome de Baco. A relação com kó·mos, porém, sobreviveu à mudança do nome. O Dr. James Macknight, erudito bíblico, escreveu: ‘A palavra kó·mois [uma forma plural de ko·mos] vem de Comus, o deus das festanças.

    Essas festanças homenageavam Baco, que por isso era chamado Comastes.’ As celebrações em homenagem a Dionísio e a Baco eram a própria encarnação da festança.
    O carnaval da atualidade contém os ingredientes da festança? Veja algumas citações de jornais sobre as festas de carnaval: “Multidões extremamente tumultuosas”. “Quatro dias de farra, bebedeira e festas noite adentro”. “Ressaca do carnaval pode durar vários dias para alguns foliões”. “Os sons quase ensurdecedores em lugares apertados fazem os shows das bandas de heavy metal . . . soarem baixo em comparação.” “Hoje em dia, qualquer festa de Carnaval sem gays é como um steak au poivre sem pimenta.” “Carnaval virou sinônimo de nudez total.” As danças de carnaval retratavam “cenas de masturbação . . . e várias formas de relações sexuais”.

    As semelhanças entre o carnaval de hoje e aquelas festas da antiguidade são tão impressionantes que um folião de uma bacanália se sentiria em casa se acordasse hoje no meio de uma festa de carnaval. E isso não nos deve surpreender, porque, segundo o diretor de programação de uma emissora de TV do Brasil, o produtor Cláudio Petraglia, “a origem do carnaval vem das festas de Dionísio e de Baco”; “a natureza do carnaval é essa mesma”.

    A The New Encyclopaedia Britannica diz que o carnaval pode ser relacionado com as saturnálias, festas pagãs da Roma antiga. Embora de uma época diferente, o carnaval faz parte da mesma família que seus antecessores: a festança.

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  12. Amados de Deus. estou pesquisando sobre este assunto, "igreja e carnaval" para escrever um artigo. Cheguei até aqui e gostei dos debates acima. Diante do texto acima e de alguns debates lido, percebo que a uma maioria entre os que aqui estão, entendem que carnaval não combina com a verdadeira vontade do nosso criador,(que é boa, perfeita e agradável Rm 12.2) e percebi também que o limiar do "pode ou não pode" participar desta festa não é clara, e a ausência da autoridade da Palavra de Deus, possibilita transitar entre o santo e o profano.
    Mas uma reportagem me chamou à atenção e é por ela que cheguei aqui. Segundo a reportagem, o carnaval do rio neste ano (2016) teve o apoio da arquidiocese do rio, segue abaixo o link da reportagem, mas diate disto, gostaria de ler suas percepções sobre este assunto. Na Graça e na paz do Senhor Jesus.

    A igreja de dom Orani Tempesta (arcebispo do Rio), contemporânea e progressista, merece nosso diálogo — diz o carnavalesco, católico e devoto de São Jorge,

    http://oglobo.globo.com/rio/carnaval/2016/com-apoio-da-igreja-ao-menos-sete-escolas-do-grupo-especial-terao-icones-religiosos-18626767

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    Respostas
    1. Caro Kleber, não há ausência nenhuma da autoridade que a Palavra de Deus deu a São Pedro e aos demais apóstolos em relação a esse tema. O sincretismo religioso é sim condenado pela Igreja, a quem foi passada a autoridade pela própria Palavra de Deus. Portanto, não há ausência nenhuma que possibilite transitar entre o sagrado e o profano.
      Há sim uma divisão clara entre o que pode e o que não pode no carnaval: A divisão entre o pecado e o que é lícito (santo ou não). Para discernir as aplicações disso na festa, é necessária a prudência que Santo Afonso nos pede.
      Quanto ao irenismo e sincretismo promovidos pela arquidiocese do Rio, é de dar nojo! Mas também, o que podíamos esperar? Com uma CNBB comunista num país com uma séria crise no sacerdócio como o nosso, uma hora uma barbaridade dessas iria acontecer. Oremos pela preservação da Sã Doutrina de sempre e pela Igreja no Brasil! A paz de NSJC!

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  13. Diante dos expostos acima, textos e comentários, como entender esta reportagem (Segue link abaixo), onde sete escolas de saanba do Rio de Janeiro, neste ano de 2016, teve, segundo a reportagem "as polêmicas foram deixadas para trás, pela primeira vez haverá um enredo repleto de referências católicas" agora na minha opinião, é quase inacreditável, "com aprovação, apoio e consultoria da Arquidiocese do Rio". Será isto mesmo?

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  14. seue link: http://oglobo.globo.com/rio/carnaval/2016/com-apoio-da-igreja-ao-menos-sete-escolas-do-grupo-especial-terao-icones-religiosos-18626767

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