Dom Antonio Keller: “Pobres dos fiéis católicos que frequentam as Santas Missas em muitas de nossas igrejas…”

Por Bíblia Católica News, com Veritatis Splendor


POBRES DOS FIÉIS católicos que frequentam as Santas Missas em muitas de nossas igrejas… Submetidos tantas vezes às arbitrariedades de uma pseudo-liturgia pautada por distorções, abusos, ridículas inserções de palmas, agitação de folhetos, danças, símbolos e mais símbolos que não simbolizam nada. Quanto abuso! Quanta arbitrariedade! Quanta falta de respeito não só para com Aquele para quem deveria dirigir-se a celebração, mas também para com os pobres fiéis que são obrigados a engolir esdrúxulas situações falsamente chamadas de 'inculturação litúrgica', mas que na verdade revelam falta de fé ou a ignorância das mais elementares verdades da fé em relação à Eucaristia, à Presença Real e outras. Pobres fiéis guiados por alguns pastores que arrotam slogans fundados em um palavreado eivado de conceitos atribuídos ao malfadado 'espírito do Concílio' que na verdade, de conciliar nada tem… Tal espírito passa longe daquilo que a Igreja de Cristo é e pretendeu favorecer com a reforma litúrgica. Pobres fiéis, forçados a ter de engolir o que destrói a fé, o que na prática nega a centralidade do Mistério de Cristo, poluindo-o com a tentativa de desfocar este Mistério através da inserção de conceitos ideologizados sobre Deus, o homem, a criação e tantas outras realidades.

A 'nobre simplicidade' apregoada pelo Concílio transformou-se em desculpa para um 'pobretismo' litúrgico que se expressa em despojamento do elementar, em relaxo, sujeira, descaso e outros defeitos. Dá-se à Liturgia, portanto a Deus, o que há de pior: no mínimo, o que é de gosto duvidoso. Chegamos ao tempo em que quem obedece as Normas Litúrgicas é acusado de rubricista. Ai de quem ousar usar os paramentos prescritos pela legislação litúrgica vigente. No mínimo será caracterizado como “romano”, o que na visão de muitos é considerado como uma ofensa. E quem celebrar usando com fidelidade os livros litúrgicos, “dizendo o que está em letras pretas e fazendo o que está em letras vermelhas” será execrado pelos apregoadores do “autêntico espírito do Concílio”. Sinceramente, é preciso muita, mas muita fé mesmo para não deixar de acreditar que ‘as portas do inferno não prevalecerão’, como nos ensina Nosso Senhor.”

Dom Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo de Frederico Westphalen, RS


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Fonte: 
Biblia Católica News, disponível em:
Acesso 17/9/014


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O que Perdemos... e o Caminho para a Restauração



Alguns abusos Litúrgicos na Missa Nova

ofielcatolico.com.br

14 comentários:

  1. palavra belas e fortes so para um leigo como eu fiquei na duvida, quais são os abuso e exageros e principalmente as distorções pois fique preocupado.
    gostaria se pudesse de mais informações
    a paz de nosso senhor Jesus Cristo esta convosco

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    1. Assista ao segundo vídeo, ao final do post, Roberto, e você entenderá do que o Sr. Bispo está falando.

      Apostolado Fiel Católico

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    2. eu estava preocupado por achar que fosse alguns abuso cometido nos louvores, so que pelo o que eu assisti no vidio muitas coisas so extremamente abusivas e outras so na realidade sacrilegios cometidos em plena celebração da santa missa
      na missa celebramos a santa ceia aonde nos fazemos parte do corpo de Cristo
      na santa missa e o principal lugar que colocamos em pratica o primeiro mandamento
      amar Deus sobre todas as coisas
      devemos adorar , honrar e principalmente respeita-lo

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  2. Gostei do post de Dom Antônio Keller, que de forma corajosa e sábia nos ensina sobre liturgia para a santa missa.

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  3. AKI NA MINHA COMUNIDADE A NOVA CAPELA ESTA TÃO DIFERENTE O SACRARIO ESTA NO LADO DA CAPELA E NÃO NO ALTAR ..... ME DEU A IMPRESSAO QUE ESTÃO QUERENDO TIRAR JESUS DO ALTAR E DO CENTRO DAS IGREJAS ISSO TBM FAS PARTE DA NOVA LITURGIA? A QUAL SE REFERE O SENHOR BISPO DOM ANTONIO...

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  4. Como partilhar esse postar com um carismático por exemplo? Tem de ter muita coragem mesmo. Sábias palavras nas não temos discernimento para propor tal reflexão. Pelo menos eu... Seria falta de fé?
    Que o Senhor nos capacite para esse tipo de reflexão e diálogo.
    Abraço fraterno!

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    1. O que o carismático precisa entender, José Antônio, é que ele pode, sim, cantar, dançar, interagir desse jeito animado que ele tanto gosta... Desde que não seja na Santa Missa! É simples!

      Ele precisa entender que grupo de oração é uma coisa, e a Celebração Eucarística é outra coisa, completamente diferente. Só isso.

      A Santa Missa é a renovação do Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo no Calvário. Não é reunião festiva entre irmãos; não é partilha; não é confraternização. Esses elementos podem até estar envolvidos, mas fundamentalmente a Santa Missa é Sa-cri-fí-cio.

      Então, se eles querem dançar, cantar, bater palmas, se relacionar com as pessoas, ótimo! Que organizem seus encontros, grupos de oração, festas, jantares, bailes... O que quiserem. Nada de errado nisso. Mas não profanem a Santa Missa! É só isso e mais nada.

      Claro que tudo fica muito mais difícil quando a iniciativa de deturpar a Liturgia parte dos próprios padres, e todos nós sabemos que isso é o que mais vem acontecendo. Entretanto, se cada um de nós fizer a sua parte, protestar, mandar cartas aos bispos, procurar quem pense igual, para nos organizarmos em grupos, procurar as igrejas onde se celebra no rito tradicional e passar a assistir aí a Santa Missa... Se todos nos mobilizarmos, as coisas, aos poucos, vão mudando.

      Hoje, temos um movimento de resgate da identidade católica, das tradições católicas de sempre, que graças a Deus, vem crescendo e é mais forte entre os jovens. Vem aí uma nova geração de padres conservadores, que haverão de fazer a diferença, num futuro próximo. Até lá, cabe a cada um de nós, fiéis católicos, fazermos bem feita a nossa parte, com coragem e determinação.

      Agora, se você não tem aonde ir para assistir à Missa dignamente celebrada, pelo menos não entre "no embalo"! Mostre que você pensa diferente, que não aceita esse esculhambo do sagrado. Não bata palmas, não balance folheto, não faça coreografias ridículas. Concentre-se e reze, pedindo a misericórdia de Nosso Senhor. Exija receber a Sagrada Comunhão na língua, isso é um direito seu, e se o padre se recusar você pode denunciá-lo. Logo, outros vão perceber e acompanhá-lo. Uma só pessoa, fazendo o certo, pode fazer muita diferença.

      Abraço fraterno e a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    2. Obrigado pela resposta, Henrique, como sempre, enriquecedor.
      Tudo o que foi colocado acima, com a graça de Deus, consigo compreender e aceitar como fiel católico. Pelo que apresentou, vejo que consigo trazer para minha vida como membro do Corpo de Cristo e concordo com tudo. Não é fácil, cansa, mas vejo que estou correto em minhas interpretações quando proponho na comunidade.
      Sinceramente, se tratando de liturgia, muitas vezes me causa tristezas e angústias quando sempre temos de nos curvar para a coletividade. O argumento comunitário complica o crescimento: não somos Igreja sozinhos - dizem - e temos de aceitar celebrar conforme a maioria. Ai vem uma proposta diferente de seguir o que é correto, que são nossos verdadeiros preceitos e que nos conduzem verdadeiramente para perto de Deus e você é massacrado com argumentos terrenos. Vejo que a maioria das vezes o egoísmo e falta de entendimento do que se celebra falam mais alto. Às vezes tenho vontade de sair correndo de algumas celebrações por me apegar nas ações incoerentes dos fiéis e acabo sendo igualzinho a quem executou; tão impuro com o coração e o espírito de julgador que caio no mesmo aspecto inconsistente, creio.
      Enfim, tenho a esperança na minha comunidade porque realmente vejo luzes no fim do túnel com as novas propostas. Aqui já consigo observar tais ações boas.
      Que o Senhor nos abençoe e nos conduza no caminho correto.

      Saudoso abraço.

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  5. Querem conhecer os diversos tipos que se dizem católicos? Acessem o link bíblia católica news, que se encontra indicado na fonte e vejam os comentários.
    Percebe-se o grande índice de ignorância no que diz respeito aos documentos da Santa Igreja, inclusive, dos que se dizem padres.
    Vejam o que diz a Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia:
    “22. § 1. Regular a sagrada Liturgia compete ùnicamente à autoridade da Igreja, a
    qual reside na Sé Apostólica e, segundo as normas do direito, no Bispo.
    § 2. Em virtude do poder concedido pelo direito, pertence também às competentes assembleias episcopais territoriais de vário gênero legitimamente constituídas regular, dentro dos limites estabelecidos, a Liturgia.
    § 3. Por isso, ninguém mais, mesmo que seja sacerdote, ouse, por sua iniciativa,
    acrescentar, suprimir ou mudar seja o que for em matéria litúrgica.

    O então Cardeal Joseph Ratzinger, hoje muito querido e amado Papa Emérito Bento XVI, acrescenta: “A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas ‘simpáticas’, de invenções ‘cativantes’, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado”.

    Mais adiante, continua: “Para o católico, a liturgia é a Pátria comum, é a fonte mesma da sua identidade. Também por isso ela deve ser “predeterminada”, “imperturbável”, porque através do rito se manifesta a Santidade de Deus. Ao contrario, a revolta contra aquilo que foi chamado á velha rigidez rubricista’, acusada de inibir a ‘criatividade’, arrastou também a liturgia ao vértice do ‘faça-você-mesmo’, banalizando-a, porque reduzindo-a à nossa medíocre medida”.(livro: “A fé em Crise?)
    Kyrie Eleison!

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  6. Meus irmãos e irmãs fieis católicos,
    Graça e paz!
    Se por ventura quiseres ver como se deve celebrar uma Santa Missa, dentro dos padrões e normas da nossa Santa Igreja de Jesus Cristo, sem “surpresas ‘simpáticas’ e sem invenções ‘cativantes’” (Bento XVI), como disse outro santo Bispo Dom Henrique Soares: uma celebração “enxuta”, vejam o vídeo da Celebração Eucarística do dia 07 Set 14, celebrada pelo Exmo Revmo Dom Antonio Carlos Rossi Keller - Bispo de Frederico Westphaln (RS), paramentado no estilo Romano:

    https://www.youtube.com/watch?v=TWtOCjZP0vE#t=1284

    Kyrie Eleison!

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    1. Muito obrigado, André cxm. Pastores como este nos fazem ver que ainda há esperança, e haverá enquanto tivermos bispos assim conduzindo a Barca de Pedro.

      Também podemos ver que a Missa "nova" não precisa ser (e não deve ser) necessariamente aquela série de profanações a que, infelizmente, muitos de nós já estão acostumados. Na paróquia Nossa Senhora do Brasil, em São Paulo, a Santa Missa no rito ordinário também é celebrada com a devida dignidade, com a Comunhão dada aos fiéis de joelhos, na língua. Inclusive, em certos horários e ocasiões, com coral polifônico e a benção em latim.

      Nem tudo está perdido, meus irmãos.

      Apostolado Fiel Católico

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    2. É certo, caro irmão Henrique. Nem tudo está perdido, graças ao nosso bom Deus!
      Os agradecimentos são meus, por permitir nossas manifestações como leigos fieis católicos nesse seu Apostolado.
      Já residi por longos oito anos na grande São Paulo, em Osasco, e lá frequentávamos uma paróquia que até então, não se via abusos litúrgicos. Diferentemente daqui, nordeste brasileiro. São pouquíssimas as paróquia cumpridoras da fiel liturgia, infelizmente! Mas, está crescente a participação dos jovens nas celebrações da Santa Missa no rito extraordinário.
      Das Paróquias que eu conheço por aqui, jamais foi visto no rito ordinário ser proferida uma oração em latim e nem a participação de coral polifônico.
      Deus seja Louvado!

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  7. Prezados, SM.

    Há dois anos se deu a minha adesão formal ao Catolicismo, após a recepção dos santos sacramentos... foram momentos de grande júbilo, uma alegria que não sou capaz de descrever.

    Sim, dois anos... e que decepção!

    Antes de me tornar católico, tinha uma visão pouco respeitosa em relação à Igreja: os padres "pops", alguns escândalos morais e o discurso vazio de certos bispos eram, para mim, a prova de que a Igreja não se distinguia em nada de partidos políticos... tudo isso obscurecia a imagem verdadeira da Igreja.

    Por várias razões, que não destaco pela falta de tempo e espaço, me converti. Foram alguns meses de relativa calmaria: para mim, bater palmas na Santa Missa, comungar sob duas espécias no estilo "self-service" e esculhambar o rito com as mais ridículas e protestantosas musiquetas era algo comum.

    Ledo engano!

    A paróquia que frequento é bela (apropriada até mesmo para o rito tridentino), o padre é um homem bom e realmente preocupado com seus fiéis... mas não há como negar que a Missa é ultrajada.

    Comunhão sob duas espécies estilo "self-service", pandeiro, baixo, balões coloridos, homilias que só falam de problemas sociais e nunca de conversão...

    Sabe quantas vezes, em dois anos, ouvi a palavra inferno? Nunca.

    Mesmo a minha vocação religiosa foi prejudicada neste intervalo. Minha vida espiritual também não foi poupada.

    Parece que não há espaço para os católicos "tradicionais" - se bem que todo católico deve ser "tradicional", enfim -, apenas para os festeiros e socialistas.

    E sequer tenho escolha: as duas paróquias mais próximas à minha casa seguem o mesmo padrão. A única opção que tenho é me deslocar para o centro, onde teria acesso à Missa Tridentina, o que é bem cansativo, sem contar as dificuldades relacionadas ao transporte, já que não dirijo.

    Eis as razões da atual fuga em massa dos católicos: muitos, como eu, sofrem calados.

    Até quando, Senhor?

    Peço desculpas pelo desabafo.

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    1. É lamentável mesmo o estado em que se encontra a Igreja. Já faz dois anos quase que você fez este desabafo, e espero que tenha encontrado um novo lugar para frequentar. Eu também tenho que descolocar para longe de minha residência para assistir uma celebração que me complete, que se tenha zelo e faça sentido, e olha que moro a uns três quarteirões da igreja do bairro. Mas vale a pena, mesmo tendo que gastar combustível, esperar o ônibus, metrô, não abro mão de ir. Como diz uma amiga minha, é melhor não ir a uma péssima celebração, do que ir e sair de lá pecando. Ou como diz a grande escritora Adélia Prado, sair da Missa com vontade de rezar.

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