A invasão de "bispos" e a Sucessão Apostólica


COM O SURGIMENTO do Protestantismo Pentecostal, os fundadores de muitas denominações ditas "evangélicas" se resolveram intitular "bispos". Será que esses "bispos” pentecostais são bispos de fato ou praticam falsidade ideológica? É o que pretendemos esclarecer, de modo breve, neste artigo.


A origem da hierarquia da Igreja e a sucessão apostólica

A primeira sucessão apostólica encontramos nas páginas da Bíblia Sagrada. No Novo Testamento lemos, no capítulo 1 dos Atos dos Apóstolos, como S. Pedro declarou a vacância do posto (ministério) de Judas Iscariotes e apontou a necessidade de que alguém a ocupasse:

Naqueles dias, Pedro se pôs de pé em meio aos irmãos – o número de pessoas reunidas era de cerca de cento e vinte – e lhes disse: 'Irmãos, era preciso que se cumprisse a Escritura, em que o Espírito Santo, pela boca de Davi, havia falado acerca de Judas, que guiou aqueles que prenderam Jesus. Porque ele era um de nós e obteve um posto neste Ministério, convém, pois, que dentre os homens que andaram conosco todo o tempo em que Jesus viveu entre nós, a partir do batismo de João até o dia em que nos foi levado, um deles seja constituído testemunha conosco de sua ressurreição. Apresentaram dois: José, chamado Barsabás, de sobrenome Justo, e Matias. Então oraram assim: 'Tu, Senhor, que conheces os corações de todos, mostra-nos qual destes dois elegeste para ocupar no ministério do apostolado o posto do qual Judas desertou para ir para onde lhe correspondia'. Lançaram a sorte e caiu sobre Matias, que foi agregado ao número dos doze Apóstolos." (At 1,16-17.21-26).


Prova bíblica da instituição dos presbíteros por meio dos Apóstolos ou outros presbíteros previamente ordenados


Como vimos, está claríssima a consciência que tinham os Apóstolos de que o seu ministério não deveria permanecer vacante (posteriormente este ministério será desempenhado pelos bispos). Também estavam conscientes da obrigação que tinham de que seus sucessores poderiam exercer seu ministério de forma plena, organizando igrejas (dioceses e paróquias) e colocando à sua frente homens capazes. Assim, vemos como o livro dos Atos dos Apóstolos revela que uma das principais atividades dos Apóstolos era fundar igrejas e designar presbíteros para elas:

Designavam presbíteros em cada igreja e, após fazer oração e jejuns, os encomendavam ao Senhor em Quem haviam crido." (Atos 14,23)

No começo, os presbíteros eram nomeados exclusivamente pelos Apóstolos; posteriormente, também por outros presbíteros já ordenados. Não existia, como jamais existiu no verdadeiro cristianismo, o que se costuma ver em igrejas "evangélicas", onde alguém que possua certas capacidades ou aptidões simplesmente funda uma nova "igreja" e toma nela, por conta própria, o posto de "pastor".

Exemplos claros encontramos nas epístolas paulinas, onde S. Paulo menciona a ordenação de Timóteo como presbítero através da imposição das mãos, e o exorta a não instituir a qualquer pessoa como presbítero (evidente que, ainda mais, ninguém poderia se autoproclamar presbítero).

Por isto te recomendo que reavivas o carisma de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos. Porque o Senhor não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de caridade e de temperança. Não te envergonhes, pois, nem do testemunho que hás de dar de nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro. Ao contrário, suporta comigo os sofrimentos pelo Evangelho, ajudado pela força de Deus, que nos salvou e nos chamou para uma vocação santa, não por nossas obras, mas por sua própria determinação e por sua graça que nos deu desde toda a eternidade em Cristo Jesus." (2Tm 1,7-9)

Não descuideis do carisma que há em ti, que te foi comunicado pela intervenção profética através da imposição das mãos do colégio de presbíteros." (1Tm 4,14)
Não te precipites a impor as mãos sobre alguém, nem participes dos pecados alheios. Conserva-te puro." (1Tm 5,22)

Voltamos a frisar o que afirma S. Paulo: que a ordenação de Timóteo se deu mediante a imposição das mãos do colégio de presbíteros ou do "conselho de anciãos". Vemos então que os primeiros presbíteros foram ordenados pelos próprios Apóstolos e os presbíteros seguintes foram ordenados pelos Apóstolos ou por outros presbíteros previamente ordenados. O certo é que para que uma ordenação seja válida, é preciso que o aspirante seja ordenado por um presbítero que por sua vez tenha sido ordenado por outro presbítero, e assim sucessivamente, numa linha descendente que tem origem nos Apóstolos e, deles, ao próprio Senhor Jesus Cristo, que os elegeu. A esta legítima linha de sucessão chamamos "Sucessão Apostólica".
   
O mesmo ocorre com Tito, que também sendo um presbítero, é enviado por S. Paulo a organizar as igrejas e instituir presbíteros para o seu governo:

O motivo de ter-te deixado em Creta foi para que acabasses de organizar o que faltava e estabeleceres presbíteros em cada cidade, como te ordenei." (Tt 1,5)

A finalidade era sempre clara:

Tu, pois, filho meu, mantei-te forte na graça de Cristo Jesus; e do quanto me tens ouvido na presença de muitas testemunhas, confiai-o a homens fiéis, que sejam capazes, por sua vez, de instruir a outros" (2Tm 2,1-2)

Em conformidade com o claríssimo testemunho das Sagradas Escrituras, também em documentos extra-bíblicos antiquíssimos (desde o início do séc. II) é possível observarmos que a Igreja primitiva já estava organizada hierarquicamente com o colégio de bispos, presbíteros e diáconos.

O bispo era o chefe de uma "igreja", isto é, de uma diocese, um conjunto de paróquias geograficamente organizadas. Cada paróquia tinha como ministro um presbítero; este era o sacerdote responsável por ministrar os Sacramentos e orientar os fiéis na doutrina. Era normalmente auxiliado por diáconos. Tudo isto é testificado, por exemplo, nas sete cartas de Santo Inácio de Antioquia [1] datadas do ano 107 (escritas antes mesmo da organização final dos livros da Bíblia). Santo Inácio foi Bispo de Antioquia e discípulo pessoal dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo.


O Episcopado tem origem na Sucessão dos Apóstolos

Episcopado é o nome que se dá ao ministério do Bispo. O Episcopado tem origem no ministério dos Apóstolos, como vimos. Isto é, foi o próprio Senhor Jesus Cristo Quem elegeu os Apóstolos como Bispos da Sua Igreja, que Ele mesmo instituiu sobre a Terra (Mt 16,18). Com efeito, a Bíblia ensina que Nosso Senhor deu o governo da Igreja aos Santos Apóstolos: "Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e, quem me rejeita, rejeita àquEle que me enviou" (Lc 10,16).

Eles, os Apóstolos, estariam agora assentados na Cadeira de Moisés, e no lugar dos escribas e Fariseus (cf. Mt 23,2-3). Por isso, o Cristo deu a eles a autoridade que outrora foi dada a Moisés: "ligar e desligar, atar e desatar", com o sentido de unir e desunir: definir o que é certo e o que é errado em termos de doutrina verdadeiramente evangélica (cf. Mt 18,18). Por essa razão, São Paulo ensina que “a Igreja do Deus Vivo é a Coluna e o Fundamento da Verdade” (cf. 1Tm 3,15).

Como os Apóstolos não permaneceriam conosco para sempre, e como o mundo é muito grande, nas várias regiões e nações aonde eles iam pregando o Evangelho, iam também instituindo novos bispos, que deveriam cuidar do rebanho de Cristo em sua ausência. – E, claro, após a sua morte também. Afinal, Jesus prometeu que estaria com a sua Igreja até o fim dos tempos, e não até a morte dos Apóstolos (cf. Mt 28, 20).

Um dos testemunhos históricos mais antigos desta realidade está na Primeira Carta de São Clemente aos Coríntios (2), escrita por volta do ano 90 (dois séculos antes da composição final da Bíblia Cristã). Clemente, 4º. Bispo de Roma na sucessão de Pedro, escreveu:

(42) Os Apóstolos receberam do Senhor Jesus Cristo o Evangelho que nos pregaram. Jesus Cristo foi enviado por Deus; Cristo, portanto, vem de Deus, e os Apóstolos vêm de Cristo. As duas coisas, em ordem, provêm da Vontade de Deus. Eles receberam instruções e, repletos de certeza por causa da Ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, fortificados pela Palavra de Deus e com plena certeza dada pelo Espírito Santo, saíram anunciando que o Reino de Deus estava para chegar. Pregavam pelos campos e cidades, e aí produziam suas primícias, provando-as pelo Espírito, a fim de instituir com elas bispos e diáconos dos futuros fiéis. Isso não era algo novo: desde há muito tempo, a Escritura falava dos bispos e dos diáconos. Com efeito, em algum lugar está escrito: ‘Estabelecerei seus bispos na justiça e seus diáconos na fé’."

(44)Nossos Apóstolos conheciam, da parte do Senhor Jesus Cristo, que haveria disputas por causa da função episcopal. Por esse motivo, prevendo exatamente o futuro, instituíram aqueles de quem falávamos antes, e ordenaram que, por ocasião da morte desses, outros homens provados lhes sucedessem no ministério."

“A História Eclesiástica”[2], de Eusébio de Cesaréia, é outro dos mais rigorosos registros dos acontecimentos dos primeiros quatro séculos da Igreja, incluindo a realidade histórica da sucessão dos Apóstolos. Segundo a o ensinamento que os Apóstolos diretos de Jesus Cristo comunicaram aos seus discípulos, os bispos da Igreja são sucessores diretos dos Apóstolos. É exatamente por isso que, fora da Sucessão dos Santos Apóstolos, não há nem pode haver Episcopado verdadeiro: logo, não há Igreja de fato.


Ordenação Episcopal de Dom Júlio E. Akamine

Testemunhos históricos da Sucessão Apostólica

Alguns membros de algumas das novas seitas ditas "evangélicas" chegam ao extremo de alegar que a Sucessão Apostólica teria sido inventada pela Igreja Católica para sustentar que só ela possui bispos e presbíteros verdadeiros. Nada está mais distante da realidade, por tudo o que acabamos de ver e por muitos outros motivos, como o fato de que a Igreja Católica não alega que só ela possua bispos e presbíteros verdadeiros. Ela reconhece a validade dos ministros da Igreja Ortodoxa, que são também sucessores dos Apóstolos. – É no mínimo curioso como o subjetivismo protestante tenta inverter os fatos, querendo "reinventar" até a História! Não foi a Igreja Católica que inventou a Sucessão Apostólica: o protestantismo é que precisou inventar que a Sucessão dos Apóstolos não é um fato (ignorando as afirmações diretas das Sagradas Escrituras, que eles tem como regra de fé, juntamente com a farta documentação existente, os registros historiográficos, a arqueologia, etc.) pois esta é a maior prova de que as tais "igrejas", ditas "evangélicas", não são igrejas de fato, mas apenas seitas que deturpam o cristianismo original.


Conclusão

Desgraçadamente, sair por aí inventando “igrejas” e se intitulando a si mesmo "pastor", "bispo" e até "apóstolo" (!) é coisa muito, muito fácil, e praticamente estimulada pela nossa legislação, que inclusive oferece isenção de impostos a toda sorte de falsos profetas. Tanto é verdade quer, nos tempos atuais, "igrejas" são encaradas e geridas como se fossem empresas, verdadeiras máquinas de fazer dinheiro. Fundar "igreja" e se intitular a si mesmo de "bispo" é talvez o charlatanismo mais rentável de todos! Exemplos de patifes que amealharam imensas fortunas usando o santo Nome de Deus em vão e corrompendo o Evangelho são bem conhecidos. Infelizmente, pessoas ingênuas e desesperadas, sem nenhum conhecimento da fé e da verdadeira Igreja, nunca faltaram. A responsabilidade por essa situação, em parte é dos próprios presbíteros e bispos atuais, mas este é um outro problema muito vasto, que não nos compete analisar. Um dia, cada um de nós prestará contas diante do Justo Juiz. Por isso, católico, é de suma importância que você conheça o nosso passado, as nossas raízes, a história da verdadeira Igreja, e que preserve a memória cristã.

Em resumo, fora da sucessão regular dos Apóstolos não há verdadeiro episcopado, não há verdadeiro ministério, não há bispos e, menos ainda, "apóstolos". Não há Igreja de fato. Por esta razão, os chamados “bispos evangélicos" não são bispos, e suas “igrejas” não são igrejas. Dizer isto não é ser intolerante, nem rigoroso, nem grosseiro. É apenas e simplesmente falar a verdade. Ou será que para sermos gentis e tolerantes deveríamos ser coniventes com a mentira?

Já está mais do que na hora desses nossos irmãos saírem de sua falsa “redoma bíblica” e procurarem conhecer a verdadeira fé cristã, dos primeiros séculos, dos tempos em que a Bíblia Sagrada ainda nem estava definida, e que é a mesma fé de hoje e de sempre. Os que assim fizeram acabaram retornando para a primeira e única Igreja de Cristo, como aconteceu neste caso e em muitos outros.  –Pois Jesus é a Verdade, e Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre. O que sempre foi Verdade não pode ser mentira agora.

Peçamos a Deus que nossos irmãos separados ditos "evangélicos" sejam libertos do subjetivismo e do engano. E que mais e mais católicos busquem conhecer melhor o tesouro que possuem na Igreja Católica, e deem o seu testemunho sempre que tiverem oportunidade para tanto.

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[1] INÁCIO, de Antioquia. Padres Apostólicos - Carta aos Romanos. Tradução de Ivo Storniolo e Euclides M. 2ª. Edição. São Paulo: Paulus, 1995. (Patrística; 1). p. 103-108;

[2] CLEMENTE, Bispo de Roma. Padres Apostólicos, Primeira Carta de Clemente aos Coríntios. Tradução Ivo Storniolo, Euclides M. Balancin. São Paulo: Paulus, 1995. (Patrística, 1). p. 5-70;


[3] EUSEBIO, Bispo de Cesaréia. História Eclesiástica. Tradução Monjas Beneditinas do Mosteiro de Maria Mãe de Cristo. São Paulo: Paulus, 2000 (Patrística; 15).

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Ref.:

Apostolado "Veritatis Splendor", artigo "Estudando a sucessão apostólica", disp. em:
veritatis.com.br/apologetica/protestantismo/8115-estudando-a-sucessao-apostolica

Acesso 24/4/015
www.ofielcatolico.com.br

20 comentários:

  1. Olá, irmãos (as)!

    Simplesmente esplendoroso o artigo partilhado conosco. Mais um desse site, maravilhoso? Parabéns, Henrique e equipe!

    Quero citar um dos pontos mencionados no texto para justificar um dos porquês que saio em defesa do órgão CNBB nessa importante ferramenta de evangelização:

    "Episcopado é o nome que se dá ao ministério do Bispo. O Episcopado tem origem no ministério dos Apóstolos, como vimos. Isto é, foi o próprio Senhor Jesus Cristo Quem elegeu os Apóstolos como Bispos da Sua Igreja, que Ele mesmo instituiu sobre a Terra (Mt 16,18). Com efeito, a Bíblia ensina que Nosso Senhor deu o governo da Igreja aos Santos Apóstolos: "Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e, quem me rejeita, rejeita àquEle que me enviou" (Lc 10,16)".

    Tenho consciência de que as decisões do colégio de presbíteros, no caso da Conferência Episcopal Brasileira, não servem única e exclusivamente como definições e balisamento para a minha e a Fé dos irmãos Cristãos. Ainda mais se tratando de casos temporais. Isso significa que não estar a favor deles não caracteriza rejeição a eles e à Cristo sucessivamente. Correto?

    Alguns membros de lá, sendo ou não a favor da tal Reforma Política, muito bem citada aqui por alguns irmãos, na qual ferem as nossas raízes e valores, conforme conceitos defendidos, podem até induzir o servo ao erro, quando se fazem cúmplices propondo o tal plebiscito ao povo de Deus. Porém vejo também como uma oportunidade de democracia. Já pensou se não tivéssemos a oportunidade de opinar sobre tal. Vejo a participação dela como presença da Igreja aberta ao diálogo nessa questão.

    Penso que seja importante apresentar o erro e até propor análises menos complexos para que o povo simples de Deus possa compreender. Mas vejo que tem de ser com muita sabedoria e discernimento, e é sumamente interessante analisarmo-os com certo limite e cautela. Afinal, são os homens instituídos para suceder Jesus, através da Sucessão Apostólica, na qual merecem nosso respeito e obediência.

    Aproveitemos a liturgia de domingo (4º Domingo da Pascoa) para analisar mais e compreender um pouco mais o da maneira de pastorear que Cristo instituiu.

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    1. Sabe Jose, eu pensava igual a vc no começo da minha caminhada. Achava que todo padre e todo bispo merecia ser honrado, só por ser bispo/ padre. Só que eu comecei a ver as barbaridades que andam aprontando com o Corpo de Cristo e comecei a questionar. A´i comecei a estudar a história da Igreja e vi que várias vezes no passado tievemos padres e bispos indignos, hereges e até papas hereges. Teve tempo de fortes crises que a Igreja quase acabou, a maioria do clero apostatou. E aí vi que hoje em dia nós estamos vivendo um tempo desses. Então, não é só porque é bispo que eu tenho que idolatrar.
      você veja por exemplo que o papa Pio XIi publicou um decreto contra o comunismo, onde diz que toda pessoa que adere ao comunismo já est´a automaticamente excomungada. Então eu vejo que tem muito, muito mesmo bispo por aí que nem católico é mais. Tem padre e bispo que trocou a bíblia pela cartilhar marxista, eles não tem nem fé mais, não acreditam nem na Eucaristia.
      Eles estão excomungados e nem se importam, pq nem acreditam em nada disso, não acreditam na Igreja, eles tem uma outra visão da Igreja , é a Igreja que eles imaginam.
      Eu acredito que existe uma Igreja verdadeira que são os católicos fiéis, que acreditam em tudo que a Igrejas sempre acreditou, e tem os hereges. Infelizmente hoje em dia tá tudo muito misturado e nós que rezamos e temos fé recebemos a graça de saber qual é o caminho.
      Não vou chegar no extremo de dizer que todo bispo da cnbb é herege, mas que a coisa ali é muito complicada isso tá na cara. Lembra quando morreu o Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, aquele esquerdista radical, comunista de carteirinha?. Então, o dom Leonardo Steiner da CNBB soltou uma nota dizendo que ele era um exemplo de cristão na política. O homem era militante do aborto, gente!
      Entendeu, José? Aí fica dif´[icil,. eles mesmos vão fazendo a gente perder a fé neles. Sabe com eu conservo a minha fé? Estudando o catecismo é o principal. Se for escutar os bispos da cnbb, como diz o outro, "tá lascado". L.A

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    2. Olá Luís Antônio.
      Prazeroso esse nosso diálogo e suas palavras soaram com muita profundidade, verdade, coerência e preocupação ao mesmo tempo. Confesso que tenho os mesmos sentimentos que o Senhor.
      Esse site é tantos outros que vemos por aí são de uma importância e tanto porque nos levam a um aprofundamento na fé e caminhar, sem igual. Aqui encontro momentos como esses de podermos expor pensamentos, desabafar é ser ouvido. Ao mesmo tempo são uma ferramenta de muita inquietação.
      Tudo o que o Senhor sentiu com respeito à CNBB já senti. Toda a revolta contra às pessoas que distorcem a maneira de ser Cristão, tem sido uma das minhas maiores barreiras também. Passamos a conhecer a verdade e não podemos transmitir e solicitar aos irmãos porque tudo o que você mais sente, devido às colocações, é de ser um perfeccionista querendo ser melhor que os outros, quando não, apenas queremos ser Santos na autenticidade do Evangelho. Resumindo, parece sermos os poucos nessa condição e aí as coisas complicam.
      Sabe Luís, ser assim é necessário, mas numa comunidade de leigos, presbíteros que juntos formam a Igreja local, é bem diferente. Tendo perfil radialista às verdades de Cristo já me custaram algumas provações.
      Uma delas foi numa campanha de oração que lancei na quaresma onde solicitei apoio a 40 pessoas para meditarmos o terço durante o período, clamando por chuva, com ênfase na oração de Paulo IV. Achar as pessoas e te-las no projeto foi fácil. Foi bacana e pude apresenta-los numa intimidade com o Senhor. Foi simples e frutuoso até aí.
      Chegou num momento do projeto que senti que deveria ir mais fundo. Comecei a propo-los meditação da palavra com base a temas que pouco damos ênfase como questões de métodos contraceptivos, vícios, pornografia, política contra ao regime esquerdista, liturgia, entre tantas questões que fazem parte de nossas vidas. Então, no final da Campanha, no último dia de Oração que se encerraria no domingo de ramos tínhamos combinados uma Adoração simples e rápida diante do Sacrário. Sabem quantos dos 40 apareceram? Nenhum. Ficou eu e o Senhor lá. Provação? Talvez. Mas de lá para cá sai do Santissimo com a sensação de que não estamos preparados para a Verdade. Observei que as pessoas se afastaram de mim e das coisas que propunha. Foi assim com os Encontros Vocacionais que promoverá também.
      Não que deixei e jamais deixarei de propagar a Verdade no meu caminhar, mas é que naquele dia percebi que a Igreja perfeita que busco não existe e se eu quiser caminhar bem numa comunidade de irmãos, querendo ou não, tenho de colocar no trajeto a tolerância e, principalmente, a confiança na Misericórdia Divina.
      É por isso que proponho pé no chão e me afasto, por mais que sejam eloquentes os artigos do Frei Rojão, por exemplo. São verdades que no momento certo Deus os revelara. Não estamos preparados para difundi-las, creio.
      Abraço fraterno!

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    3. Caro José Antônio, tenho que dizer que em certa época também cheguei a apoiar a CNBB, porque achava que ela era basicamente a Igreja Católica no Brasil. Achava que tínhamos que obedecê-la porque devemos obediência aos bispos, mas como bem apontou Luis, estava errado. No entanto, em boa parte graças aos posts do grande Frei Clemente Rojão, percebi que a CNBB não é nada mais nada menos do que uma conferência dos bispos que só tem atribuições administrativas, não doutrinárias. Logo, não temos obrigação alguma de obedecer a ela, como se ela fosse a representante oficial da Santa Sé no Brasil.
      Outra coisa, José, é que mesmo tendo alguns bispos fiéis no seu meio, a CNBB prega oficialmente contra os príncipios da Igreja. Ora, se há bispos fiéis, apoiemos esses bispos, mas se a instituição é infiel, no caso da CNBB, é dominada fortemente pelo pensamento esquerdista e marxista dos nossos dias, temos sim que combatê-la, defender a nossa fé, provar aos bispos hereges que ainda há católicos verdadeiros nesse país. A tolerância e confiança na Misericórdia Divina devem ser em relação aos pecadores, não ao pecado.
      Peço que leia atenciosamente esses posts do frei Rojão que tratam do tema:http://www.freirojao.com.br/2014/11/cnbb-pra-que.html e http://www.freirojao.com.br/2015/04/menelaus-e-os-macabeus-do-ai-ui-ai-ui.html
      A paz de NSJC!

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    4. Peço desculpas pelos vários erros de digitação do meu comentário anterior. Mania de escrever muito rápido que passa impressão de desleixo. Perdão amigos.
      L.A.

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    5. Os erros de digitação não importam, a sua mensagem foi muito clara.

      Dom Sérgio da Rocha, novo presidente da cnb do b disse: “A palavra da Igreja é profética, é de anúncio e de denúncia”. Então por que as denúncias "proféticas" da cnb do b são idênticas às dos partidos esquerdistas e especialmente do partido do governo?

      Por que as "denúncias" da cnb do b são apenas sobre valores “esquerdisticamente corretos”, como a maioridade penal, a demarcação de terras indígenas, a reforma política (que contém uma série de pontos absurdamente anticatólicos), todas matérias em que a CNBB tem a companhia da elite esquerdista, capitaneada pelo partido governante do país?

      Por que a inércia quando se trata de denunciar profeticamente (verdadeiramente) o aborto, o homossexualismo, a imoralidade que destrói a inocência das nossas crianças hoje e corrompe a família, os valores cristãos, a espiritualidade genuinamente católica, a salvação?

      Curiosamente esses temas também não são compartilhados pela “cumpanherada” da esquerda no Brasil...

      Enfim, isso tudo é profetismo ou é petismo?

      O falso-profetismo desses impostores da cnb do b, esses traidores de Cristo, chamam de “progresso” as obras das trevas e o que eles anunciam como “boa nova” é o triunfo da abominação e do ateísmo e de todas as ameças que todos os papas condenaram. Nosso Senhor e a santa Virgem previram e nos avisaram de tudo isso.

      Quando foi que se viu esses impostores da cnb do b "denunciando" tanto que vemos e que vai contra a palavra de Deus, contra o Reino de Deus? Destruição da família, sacrilégio, "direito à blasfêmia", a profanação da Liturgia, etc?

      São de uma cegueira que só pode ser castigo ou ardil do demônio, pois vêem as ovelhas correndo em debandada para o redil protestante dia após dia, ou caindo no mais completo indiferentismo religioso, e mesmo assim insistem no mesmo discurso que defendem há décadas e que produziu essa apostasia em massa na Igreja.

      E eu tenho que dizer "amém"? Não, senhor, Sr. José Antônio, o amém dos fiéis católicos eles não terão jamais, até que se convertam e se tornem dignos católicos eles mesmos.

      Arthur Schleier

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  2. Pessoal, vocês estão corretos nas colocações sobre as atitudes incoerentes por parte de alguns que fazem parte da CNBB, mas continuo a discordar dos pontos de generalização. Classificar tudo como comunista podem trazer sérias consequências. Vejam o que tem ocorrido com o Cardeal Dom Odilo Pedro. Vocês o conhecem melhor que eu e podem partilhar se procedem as acusações.

    Meu amigo daqui de Amparo, Vanderlei de Lima saiu em defesa dele, com base no argumento abaixo, e lançou a petição no Citizengo. Se vocês concordam com meu amigo, por favor, ajuda-nos a defendê-lo e, consequentemente, a Igreja de Cristo.

    Desculpem-me pelos erros de digitação também. Estou no celular e atrapalha. Desculpe-me se o arquivo foi em duplicidade, Henrique.

    Por: Vanderlei de Lima
    Filósofo é Escritor

    O Cardeal Arcebispo de São Paulo (SP), Dom Odilo Pedro Scherer, foi recentemente acusado, em redes sociais, a partir de interpretações errôneas das normas disciplinares e canônicas da Igreja, de (ABSURDO!) estar excomungado por ser comunista.

    Ora, o próprio Dom Odilo, sabiamente, não fez caso da acusação e desmentiu serenamente, como é próprio aos homens de Deus, a acusação que lhe fizeram, conforme se lê a seguir no jornal O São Paulo, órgão da Arquidiocese homônima:

    “O SÃO PAULO - Houve quem, nesses dias, espalhou nas redes sociais que o senhor é “comunista”. O que tem a dizer sobre essa suspeita?”

    “Dom Odilo - Quem me conhece sabe quem sou e o que penso. Não perdi a minha fé e nem trai minha missão como bispo da Igreja. Essa acusação só pode ser fruto de muita fantasia. É piada de mau gosto. Quem quiser me conhecer melhor, acompanhe-me nas missas que celebro aos domingos, geralmente às 11h, na Catedral da Sé. Meu pensamento também pode ser facilmente conhecido nos artigos que escrevo para o Jornal O São Paulo e que são reproduzidos no site www.arquidiocesedesaopaulo.org.br.”

    De nossa parte, porém, enquanto católicos, apostólicos, romanos, queremos expressar – com ao menos uma centena de assinaturas – nossa proximidade a Dom Odilo, neste momento – independentemente de que, especialmente no campo temporal, possamos, dentro do que o Código de Direito Canônico nos permite, manter alguma discordância – somos solidários e obedientes ao Bispo sucessor dos Apóstolos em comunhão com o Papa Francisco, sucessor de Pedro.

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    1. Eu, particularmente, não classifiquei todos como comunistas, José. Inclusive falei que podem sim existir bispos fiéis, mas a organização CNBB já se entregou ao comunismo.
      Acusar Dom Odilo de comunista sem ele ser, cometendo portanto uma injustiça, é diferente de assumir, com base em fatos, que a CNBB é comunista. Acho que a sua real intenção não é defender a CNBB e sim determinados membros dela que não compartilham com as decisões da conferência. A paz de NSJC!

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  3. Antes de qualquer coisa, Dom Odilo Pedro Sherer é um sacerdote, Olavo de Carvalho. Ele não é um Lula, João Pedro, Lenin, CheGuevara, etc. O admirava muito até o ponto de ver tal grosseria diante desse servo.

    Se o Canon citado pelo Sr. está correto ou não, não tenho conhecimento teologal para responder, mas vendo-o tomar as posições como tomou, sem dúvidas as verdades passarão a ser ocultadas porque no mínimo de respeito eles merecem. Muita baixaria. Não precisava se dirigir com tal façanha. Não estamos sabendo dialogar mais, minha gente.

    Perdoe-me a franqueza, Henrique, mas na minha humilde e insignificante opinião para alguns, tal ação não é frutífera para a Igreja. Espanta! E se acharmos coerentes a falta de senso e delicadeza dele, toda essa postagem sobre a Sucessão Apostolica, passa a perder sentido para nós Cristãos.

    Vejo que Padre Paulo Ricardo se saiu bem, em meu entendimento, explicando a ordem da natureza (ecologia) proposta por Deus. Mas ele mesmo reconheceu que não caiu bem estar de batina segurando uma arma. Uma ação pode desconstruir um grande projeto. O amo muito, sacerdote Paulo Azevedo e sou grato por sua sabedoria. Assim sendo, gostaria de saber a sua opinião diante de tal acontecimento.

    Me perguntam sobre Olavo eu não sei responder...

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  4. Henrique, primeiramente, parabéns. Esplendoroso artigo. Eu, particularmente, gosto muito de artigos como este que contrapõem a nossa Igreja com as denominações protestantes que grassam por aí, pois católicos são vítimas de seu proselitismo dia e noite. Penso que esses esclarecimentos têm muita importância. E eu, como recém converso, e, pois, cursando catequese para adultos, percebo a gigantesca ignorância dos que são nominalmente católicos. Não sabem o mais comezinho de Bíblia e de doutrina, por isso são “presas fáceis”. Agora uma dúvida: na Bíblia de Jerusalém, em At 14,23, aparece a palavra “ancião”, não “presbítero”. Como não conheço grego, gostaria de saber se isso implica alguma interpretação diferente, ou seja, se um e outro são a mesma coisa. Desde já, agradeço.

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  5. O post esta bom, porque nos fala a verdade, nos fala que a verdadeira igreja de Cristo é a igreja católica apostólica romana, por isso peçamos ao Divino Espírito Santo que nos ilumine e nos santifique.

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  6. Prezados, iniciei uma pesquisa sobre excomunhão aos comunistas e encontrei a definição abaixo. Gostaria de partilhar e saber se vocês podem complementar com o entendimento de vocês. São definições importantíssimas de interpretação do Canon sobre o tema. O autor é muito sério e comprometido com a Igreja e sua verdade.

    Se possível, publica essa mensagem, Henrique, para que os participantes dessa importantíssima ferramente possam contribuir. Não quero moralizar o pensamento socialista, mas é bom que tenhamos outros balizamentos para caminharmos na Verdade, grande objetivo desse apostolado o qual admiro muito.

    Excomunhão, Comunismo e Correção Fraterna.

    Tem-se difundido, repetidamente, nas redes sociais, uma mensagem mais ou menos nestes termos: de acordo com o Decreto Contra o Comunismo, emitido pelo Santo Ofício, atual Congregação para a Doutrina da Fé, em 1º/07/1949, estariam excomungados automaticamente (latae sententiae, em linguagem técnica) os leigos e clérigos que, de algum modo, favorecem o comunismo.

    A afirmação, feita sumariamente, por ignorância ou má-fé (Deus julgue!), pode levar dúvidas à consciência de não poucos católicos desejosos de se manterem fiéis a Cristo em sintonia com o Bispo – princípio de unidade em sua diocese e sem o qual nada do que diz respeito à Igreja pode ser feito (cf. Lumen Gentium, 23; Santo Inácio de Antioquia, Smyrn, 8,1) – unido, por sua vez, ao Santo Padre, o Papa (cf. Lumen Gentium, 27). Daí a oportunidade, prezado(a) leitor(a), deste artigo em cinco tópicos.

    1) Entende-se por excomunhão a penalidade canônica mais forte no âmbito eclesiástico; significa a privação da comunhão visível da Igreja (sacramentos, exercício de ofícios, ministérios, etc.), mas – e isso é importante – não exclui por si só a pessoa da graça divina, perdida apenas pelo pecado grave, que é perdoado, ordinariamente, no sacramento da Confissão. Distinguem-se dois tipos de excomunhão: a) a ferendae sententiae, que depende de um processo canônico, com direito ao contraditório, e b) a latae sententiae, que decorre do próprio delito em si, mas fica apenas no foro íntimo do sujeito errante (cf. cânon 1314) enquanto a autoridade eclesiástica competente – e só ela, mais ninguém – não declarar ou sentenciar publicamente a excomunhão.

    2) O Decreto ao qual se apegam os que tratam da excomunhão dos comunistas não é normativo como parece, mas, sim, interpretativo de alguns pontos do Código de Direito Canônico de 1917, abolido pelo Código de 1983 (cf. cânon 6) em vigor, e só diz respeito a quem professa o materialismo dialético, ou seja, àquele que nega a existência de Deus e a imortalidade da alma humana (cf. Pio XI. Divini Redemptoris, 1937, n. 9). Os demais, ainda que colaborem com doutrinas comprovadamente comunistas ou semelhantes, incorrem em pecado grave, pois cooperam ou tornam-se cúmplices de algo grave (cf. Catecismo da Igreja Católica n. 1868), mas não caem em excomunhão automática, segundo o longo e elucidativo editorial do jornal L’Osservatore Romano, órgão oficioso da Santa Sé, de 27/07/1949.

    Continua...

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  7. 3) O foco, portanto, está agora no cânon 1364 do atual Código, que prevê a excomunhão automática para os apóstatas (aqueles que repudiam totalmente a fé cristã, cf. cânon 751). Ora, é certo que quem professa, convictamente, o materialismo, opõe-se à fé da Igreja e, portanto, está excomungado. Frise-se, porém, que não fica necessariamente fora da comunhão eclesial todo membro ou colaborador de partidos comunistas, nem os simpatizantes autodeclarados dessa doutrina “intrinsecamente perversa” (Pio XI. Divini Redemptoris, n. 58), a não ser que a essa colaboração se some o repúdio da fé. Todos esses colaboradores ou simpatizantes incorrem, no entanto, como dito, em pecado grave, perdoado, se houver arrependimento, na Confissão sacramental.

    4) Pergunta-se, no entanto: poderia um clérigo ou leigo católico aderir a uma doutrina perniciosa como o comunismo? – Sem dúvida, pois todos nós somos sujeitos a falhas, embora nunca se saiba bem até que ponto pode chegar tal adesão. Afinal, só Deus conhece o ser humano por dentro (cf. Sl 139; Mt 6,4). Na prática, porém, se o fiel tem dúvidas quanto à conduta de uma autoridade eclesiástica, toca-lhe o direito e até o dever de, respeitosamente, expor a ela a sua inquietação (cf. cânon 212, §§ 2-3).

    5) Caso, porém, seja necessário fazer uma correção fraterna, ainda que dura, use-se o método de Mateus 18,15-18, pois todos têm o direito à boa fama (cf. cânon 220). Aliás, a propósito, parafraseando São Tomás de Aquino († 1279), o Papa Francisco disse, em homilia na Casa Santa Martha, no dia 12/09/14: “Se você não é capaz de fazer a correção fraterna com amor, com caridade, na verdade e com humildade, você fará uma ofensa e uma destruição ao coração daquela pessoa. Você fará uma fofoca a mais, que fere e, assim, você se tornará um cego hipócrita, como diz Jesus” (cf. Mt 7,1-5).

    Vanderlei de Lima é filósofo pela PUC-Campinas (SP) e escritor. Artigo enviado a vários órgãos de imprensa a pedido de amigos(as) católicos(as).

    Fonte: http://refletindo7.blogspot.com.br/2015/05/excomunhao-comunismo-e-correcao-fraterna.html

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    1. Assim como no texto do competentíssimo advogado Rodrigo Pedroso, um bom amigo meu, o que vejo neste é outra tentativa de negar ou reinterpretar algo que está dito explicitamente no decreto de 1949.

      Este texto, ao menos, é mais coerente que o do Rodrigo, que inutilmente se esforçou em tentar tampar o sol com a peneira e não se constrangeu em usar do mais despudorado argumento ad hominen, chamando Olavo de Carvalho de "astrólogo", como se um erro autorizasse outro.

      Certamente haverá de surgir, a partir de agora, uma longa série de artigos como este, tentando "desdizer" o que foi dito, reinterpretar o texto, tornar o sim em não e o não em sim...

      Se o favorecimento do comunismo dá excomunhão ou é "apenas" pecado mortal, de qualquer jeito a situação da Igreja em nosso país e em nosso continente, hoje, é assustadora. Como é possível, por exemplo, que continue atuando livremente a nefasta "pastoral da juventude", sem que nenhum de nossos bispos tome uma atitude severa?

      De minha parte, prefiro continuar guardando silêncio, pelo bem das almas.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    2. Não entendi... Se o comunismo é materialista , então porque os materialistas não comunistas estão excomungados e os comunas não? Se é motivo de excomunhão negar a existência de Deus e a imortalidade da alma, então por que os adeptos da doutrina de Marx, que nega tudo isso,não estão excomungados?
      Perdoem-me se estou sendo muito repetitivo ao citar o Frei Rojão sobre o comunismo, mas é que ele é tão brilhante nesse tema que não há como não citá-lo, como nesse recente post dele que expõe qual seria a desculpa caso fosse o nazismo:http://www.freirojao.com.br/2015/05/zig-heil-no-mais-alto-dos-ceus.html
      A paz de NSJC!

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    3. E u já tinha notado que o Henrique está guardando silêncio. É o seguinte: essa questão é tão complicada que eu acho que nem o dom Odilo sabe direito o que acontece. O padre Paulo Ricardo tirou o vídeo que falava disso do ar. Por que] será? Acho que ele se empolgou e falou uma coisa e depois viu que não era bem aquilo.,,
      O Olavo de Carvalho é muito bom, fala muitas verdades e eu queria mil olavos no brasil, mas no dia que ele aprender a respeitar as pessoas, vai ganhar muito mais com isso.
      Eu só acho o seguinte, Petrivalianici, se o arcebispo e a maioria dos nossos bispos não estão excomungados mas estão incorrendo em pecado grave, e isso eles estão mesmo, ninguém tem dúvida, qual é a diferença? Quem está em pecado grave está excluído da Comunhão da Igreja, então de todo jeito nós estamos muito mal, como disse o Henrique.
      Olha só, o PT é parceiro do PC do B e de tudo quanto é ditador comunista do mundo, então como é que o dom Odilo fala que o PT não é comunista, gente? Como ele tem um assessor declarado petista de carteirinha, o tal do Rafael Alberto? E depois vem emitir notinha de repúdio pra cima da gente? O Henrique não fala mas eu falo: estamos decepcionados com os nossos bispos de São Paulo e eles tem muito o que nos explicar, sim senhor. Eu acho que nós temos que começar e continuar um movimento muito forte de repúdio, NÓS CATÓLICOS é que temos que repudiar esses bispos traidores, sem baixaria, sem palavrão, com muito respeito, mas deixar claro que não vamos tolerar esses judas como sucessores dos santos apóstolos.

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    4. Site do Olavo:

      Tantas "manifestações de solidariedade", tantos protestos indignados, e NENHUMA, NEM SEQUER UMINHA tentativa de responder à questão substantiva: O decreto de Pio XII e João XXIII se aplica ou não ao Scherer? E, se não, por que não? Remover uma discussão do terreno da verdade e falsidade para o da competição de prestígio e apoio popular é uma PROVA INEQUÍVOCA DE DESONESTIDADE.

      *

      A única defesa possível do Sr. Scherer consistiria em alegar que ele ajudou organizações comunistas sem intenção de aderir ao materialismo comunista. Neste caso ele estaria fora da excomunhão automática, mas ainda assim seria obrigado a confessar seu pecado, mudar de conduta e advertir os fiéis quanto ao risco a que ele as expôs.

      *

      Aposto as minhas bolas em que, a esta altura, já reuniram uma comissão de tudo quanto é teólogo disponível, para arranjar um modo de isentar de culpa o sr. Scherer. Mas a culpa existe objetivamente, e só o que se pode discutir é a aplicabilidade da pena, com a ressalva de que discutir não é o mesmo que refutar.
      Luis Antonio

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    5. Meu caro Henrique Sebastião gostaria de saber se no site a um post relatando seu testemunho de conversão, procurei e não encontrei, se não tem daria um belo testemunho !

      Paz e bem !

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    6. Eu publiquei o meu testemunho há alguns anos, no antigo blog "Voz da Igreja", hoje extinto. Penso em disponibilizá-lo por aqui, mas precisa de algumas revisões, porque aborda questões muitíssimo delicadas.

      Apostolado Fiel Católico

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  8. Prezados(as)!
    Eis uma posição de um Bispo bem coerente da CNBB acerca do que temos dialogado:

    Por Dom Fernando Rifan

    http://domfernandorifan.blogspot.com.br/2015/05/o-bebe-e-agua-do-banho.html

    Um pequeno trecho...

    Quero deixar bem claro que, por ser Bispo da Santa Igreja Católica, dou minha adesão a tudo o que ensina o seu Magistério, nas suas diferentes formas e na proporção da exigência de suas expressões doutrinárias, sem restrições mentais ou subterfúgios.
    Em matéria de política ou questões sociais, minha posição é a da Doutrina Social da Igreja. Por isso, defendo a subordinação da ordem social à ordem moral estabelecida por Deus, a dignidade da pessoa humana, a busca do bem comum, a atenção especial aos pobres, a rejeição do socialismo e do marxismo, nas suas diferentes formas, o direito de propriedade, o princípio da subsidiariedade e os legítimos direitos humanos, principalmente a defesa da vida desde a concepção até o seu término natural.
    Ademais, ainda na questão agrária, compartilho com a posição de São João Paulo II quando ensinou: “É necessário recordar a doutrina tradicional de que a posse da terra ‘é ilegítima quando não é valorizada ou quando serve para impedir o trabalho dos outros, visando somente obter um ganho que não provém da expansão global do trabalho humano e da riqueza social, mas antes de sua repressão, da exploração ilícita, da especulação e da ruptura da solidariedade no mundo do trabalho’ (Centesimus Annus 43). Mas recordo, igualmente, as palavras do meu predecessor Leão XIII quando ensina que ‘nem a justiça, nem o bem comum consentem danificar alguém ou invadir a sua propriedade sob nenhum pretexto’ (Rerum Novarum, 30). A Igreja não pode estimular, inspirar ou apoiar as iniciativas ou movimentos de ocupação de terras, quer por invasões pelo uso da força, quer pela penetração sorrateira das propriedades agrícolas” (Discurso aos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, na sua visita ad limina, 21março de 1995).

    Abraço fraterno!

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