Estado católico

O batismo de Clóvis, rei dos francos, por François Louis Dejuinne

Por Guilherme Freire

O ESTADO PODE ser católico de dois modos. O Estado pode ser católico de “baixo para cima”, que é quando as pessoas são católicas ou admiram o catolicismo e, organicamente, a organização pública vai se conformando com o espírito das pessoas, isto é, dos cidadãos. Isto pode ocorrer, por assim dizer, de modo "natural" e progressivo, mesmo que não seja em um Estado democrático. Sendo este um caso em que os leigos simplesmente cumprem o seu papel, os sacerdotes não precisam assumir funções administrativas. 

O Estado pode também ser católico de “cima para baixo”: isso se dá quando há uma imposição e uma violação da liberdade das pessoas, e nesse caso elas, coagidas, podem vir a desenvolver mais ódio do que admiração pelo catolicismo. A tendência deste segundo tipo é o aumento dos católicos por conveniência e o fortalecimento de um Estado artificial. 

Os dois modelos se encontram na História, quase sempre misturados. A conversão de Clóvis é um exemplo do primeiro. Frederico II do Sacro Império é um exemplo do segundo. A conversão de Constantino se deu pelo esforço de evangelização; já o mesmo Constantino querer dar palpite em concílio da Igreja é um exemplo do segundo.

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2 comentários:

  1. Foi excelente vocês terem tocado nesse assunto. A cada dia que passa o que vejo é que o modelo "de baixo para cima" é o mais certo, prudente, sábio etc. Foi assim que os comunistas fizerem, o próprio lula disse, primeiro eles "socializaram" a sociedade para depois chegaram ao poder (Estado). Primeiro a sociedade deve ser católica praticante e para depois influenciar a política e o Estado (dentro ou fora dele). E outra: percebo que tem muito tradicionalista, clero e leigo, tentando colocar o arado na frente dos bois quando tratam de um Estado Católico, essa falta de bom senso deles me deixa irado.

    Wagner

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