Impressos redentoristas promovem o marxismo e o movimento 'LGBT' em paróquias






CHEGOU-NOS A DENÚNCIA de que em algumas paróquias católicas de Teresina, PI, estão sendo distribuídos, aos paroquianos e ao povo em geral, jornais ou informativos redentoristas da vice-província de Fortaleza (são postos também junto aos folhetos de Missa) com conteúdos de forte e descarada apologia da famigerada "'teologia' da libertação" – a pior de todas as heresias da história da Igreja, segundo Bento XVI. 

Sobre essa moderna heresia de teor marxista, que impactou profunda e especialmente toda a América Latina e já fora combatida por muitos padres, teólogos e pensadores verdadeiramente católicos e também por todos os Papas desde o seu surgimento, aconselhamos a leitura do magistral documento do cardeal Ratzinger "Eu vos explico a 'teologia' da libertação" (leia) e a série de conferências do padre Paulo Ricardo de Azevedo Jr. intitulada "Revolução e marxismo cultural" (assista).

Sim, os informativos em questão trazem explícito conteúdo ideológico marxista, com uma coletânea de discursos de teor abertamente político partidário e até a apologia do movimento "LGBT". Entre artigos quase inacreditáveis pelo anticatolicismo, insensatez e irreverência para com o Sagrado, um traz o título: "A Paixão de Cristo na paixão dos LGBT (!)"; outro compara, abertamente e sem rodeios, Karl Marx a Jesus Cristo (!!). Mais ainda, os textos contém inúmeras nuances heréticas, defendidas como se fossem parte da Doutrina da Igreja. 

Seguindo fielmente a tradição marxista, tais conteúdos apresentam mentiras como verdades, enquanto que as autênticas verdades da fé cristã são cuidadosamente omitidas ou disfarçadas. Não se menciona, é claro, a absoluta incompatibilidade entre a doutrina marxista e o Evangelho de Nosso Senhor, que levou Papas a publicarem documentos contra o comunismo e até a decretar a excomunhão latæ sententiæ a quem o promove; menos ainda se fala das constantes zombarias e gravíssimas profanações promovidas pelo movimento LGBT à Igreja, aos símbolos sagrados católicos e à fé cristã como um todo.

Nada disso, porém, causa espanto em quem já se acostumou com o teor das postagens no site dos mesmos redentoristas de Fortaleza (veja). Enojam, sim, aos verdadeiros fiéis católicos, mas já não causam espanto, pois o descalabro se tornou uma pavorosa rotina. Como simplesmente aceitar que tais religiosos sigam proclamando livremente a doutrina comunista, enquanto que gozam de plena comunhão com Roma, ao contrário do que ocorre, por exemplo, com os fidelíssimos padres da FSSPX, punidos pelo amor à Tradição e à Liturgia? A resposta é, no mínimo, difícil.

Víboras, cada vez mais numerosas e mais audaciosas, invadiram a Santa Igreja, tomaram os espaços, conquistaram cargos importantes – de comando – na Casa de Deus. Agora estão tomando decisões, ditando regras, controlando seminários, colégios, paróquias, dioceses inteiras. Trabalham unidos, organizada e incessantemente, com inteligência, pois os seus movimentos são orquestrados pela antiga Serpente. Inoculam sua peçonha em pobres vítimas desavisadas, que vão às igrejas com a reta intenção de guardar o preceito da Missa dominical, que procuram a Celebração Eucarística para adorar, prestar culto de ação de graças, obter a reparação dos pecados cometidos e pedir as graças de que necessitam. Mas encontram ambões transformados em palanques de políticos imundos, dissimulados, criminosos, promotores do aborto, do homossexualismo, da prostituição, da mentira e de tudo o mais que vai contra a vontade de Deus para os seres humanos. 

Eu soube de um lobo vestido de cordeiro que foi levar a sagrada e preciosa Eucaristia e um desses políticos malditos, inimigos de Cristo, lá na prisão onde se encontra justamente encarcerado, tratando-o como se fosse um mártir, um santo, um paladino da justiça. Suprema profanação do Corpo de Cristo. O fato é que certos servos do diabo travestidos de religiosos e sacerdotes não amam a Igreja; na realidade, é claro como água que a odeiam, e a odeiam com todas as suas forças, porque a Igreja Corpo de Cristo representa a virtude, o bem e o belo no meio do mundo, e eles amam seus vícios, o mal e a fealdade. O Senhor Jesus pede sacrifício, mas eles sequer possuem a honestidade necessária para considerar tal coisa; querem poder continuar dando vazão aos seus prazeres imorais livremente, entregar-se aos seus pecados sem culpa, chafurdar na lama sem se preocupar com o castigo divino.

Não querem saber do Cristo que é a Verdade, por isso construíram um espantalho com vestidos de revolucionário e o puseram em seu lugar. Pior, já nem temem a luz: o que fazem é escancarado, jogam-nos nas faces suas blasfêmias e imundícies. E riem.

Já conheço dignos padres (evidentemente não citarei nomes) que chegaram a me aconselhar não participar de certas celebrações da Missa que mais se traduzem em agravos a Nosso Senhor do que na renovação do Sacrifício do Calvário. Entre participar de uma verdadeira profanação e rezar em casa, no secreto do lar, talvez seja melhor mesmo a segunda opção. Quem vive nos grandes centros tem ainda a possibilidade de procurar os poucos lugares onde melhor se celebre. E quem não possui tal acesso? Estamos diante de um imenso rebanho de ovelhas sem pastor, como disse Nosso Senhor (Mc 6,34).

Mas o Senhor diz também: "Minha é a vingança" (Rm 12,19). Tenhamos bom ânimo! Ele, que expulsou os vendilhões do Templo, já venceu o mundo (Jo 16,33) e virá, para os que têm fome e sede de justiça (Mt 5, 6); no fim, cada um de nós terá que se apresentar diante d'Ele e prestar contas. Pela fé, sabemos que aqueles que perseverarem até o fim –, em meio a toda a apavorante tempestade –, serão salvos (Mt24,13). Vele por nós a Santíssima Virgem!

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Henrique Sebastião
Imagens por José Ribas Netto
www.ofielcatolico.com.br

5 comentários:

  1. ..."que chegaram a me aconselhar não participar de certas celebrações da Missa"... esse é um ponto bastante crucial, ao meu ver, tendo em vista que enfrento esse dilema interior: como continuar indo em missas que estão bastante distantes do verdadeiro sentido do Santo Sacrifício? Devo comparecer todo domingo em um arremedo de missa, algo vagamente parecido com uma? Ou é melhor mesmo ficar em casa, ou somente frequentar a igreja vazia e passar bons momentos perante o Sacrário?
    Aqui em minha cidade, por exemplo, jornais estão anunciando que dia tal vai ter a "Missa Sertaneja"... triste realidade!
    Nosso sofrimento é bastante doloroso, pois procuramos ler bons livros da Ecclesiae, Molokai, etc, e no plano teórico ficamos totalmente encantados com a liturgia, com a Missa e tal, mas daí chega na prática, e as coisas estão bastante diferentes, surgindo uma tremenda decepção. O que fazer, visto que num raio de centenas de quilômetros não temos a Missa Tridentina para assistir? Ou seria orgulho e presunção achar que as missas atuais não são válidas e portanto deveríamos ficar em casa? Que dilema, meu Deus!

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    1. Suas questões são legítimas e iguais às de milhões de católicos excluídos – para usar um termo que a esquerda adora – ao redor do mundo. A confusão e os abusos já superaram o limite do tolerável, e há milhões de bons e fiéis católicos que já não sabem mais o que fazer. A Missa parece ter sido desvirtuada e reformatada para agradar um determinado grupo, deixando do lado de fora uma multidão.

      Sua inquietação e suas perguntas merecem respostas bem refletidas, e como pode imaginar o assunto é complexíssimo e muito delicado. Para ser sincero, pensei muito antes de publicar esse trecho do artigo, pelo potencial que tem de provocar ainda mais confusão onde já há demais. Peço então que aguarde uma reflexão a respeito em forma de post.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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  2. Meu caro Edilson, sinto o mesmo que está sentindo. Como gostaria de poder assistir à uma missa Tridentina, nem que fosse uma vez por mês. Rezemos e peçamos à Virgem Maria, pois nos está faltando vinho.
    Pax !

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  3. Na minha diocese infelizmente não é diferente. Temos duas congregações (salesianos, escalabrianos)claramente contaminadas pela TL e pelo jeito jujuba de ser católico.Felizmente há uma paróquia onde o pároco dá ênfase a tradição, não permitindo abusos litúrgicos como bateção de palmas e comunhão self-service no Santo Sacrifício do Altar. Rezemos pela Santa Igreja

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