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As Profecias Messiânicas


“Huic omnes prophetae testimonium perhibent”
"Todos os profetas dão testemunho d’Ele"
(At 10,43)


“DEVES SER o único de passagem em Jerusalém que não sabes o que se passou lá nestes dias!", disse Cléofas. "Que foi?", perguntou-lhes o misterioso homem que se aproximara. – Era Jesus Ressuscitado Quem lhes falava, mas seus olhos estavam como que fechados, e não O puderam reconhecer.

"'Foi o que aconteceu a Jesus de Nazaré, um autêntico Profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante do povo... foi crucificado, morto e sepultado. – Esperávamos que fosse Ele libertar Israel... mas fato é que hoje é o terceiro dia desde que estas coisas sucederam!'. Disse-lhes Jesus: 'Ó estultos e tardos de espírito para acreditar em tudo o que anunciaram os Profetas!'. E começando por Moisés e discorrendo sobre todos os Profetas, explicou-lhes o que Lhe dizia respeito em todas as Escrituras"...

Qual terá sido esta divina lição, que lhes abriu as páginas sagradas e fez com que exclamassem os discípulos, um para o outro: "Não é verdade que sentíamos abrasar nossos corações enquanto falava conosco pelo caminho, explicando-nos as Escrituras?".

† † †

Um feito insólito na literatura universal, – diz o Pe. José María Mestre, – é o da redação, no intervalo de mais de mil anos, de uma série de livros escritos por homens de diferentes culturas, épocas, condições e que, não obstante, conservam a mais absoluta unidade de pensamento. Porém, mais insólito é que nesses livros sagrados encontremos uma série de predições relativas a um personagem futuro, que definem não apenas seu caráter pessoal como também as circunstâncias históricas em que deve aparecer e a obra grandiosa que deve realizar. São as profecias messiânicas, assim chamadas por se referirem à pessoa e à obra do Messias.

Que é o Messias? A palavra Messias, – equivalente em grego a "Cristo" ou "Ungido", – refere-se ao Redentor, Àquele cuja esperança está no centro mesmo da religião do povo hebreu e é o fio condutor de toda a história do Antigo Testamento. Diz-nos o autor citado:

"Assim como se ungiam os sacerdotes, reis e profetas, assim o futuro Redentor deveria ser o 'Ungido' por antonomásia, quer dizer, deveria ser no mais alto grau Sacerdote, Rei e Profeta, porquanto deveria receber a plenitude da unção, não já litúrgica e material, mas a unção por ela simbolizada, isto é, a efusão plena dos dons do Espírito Santo." 

Messias é, pois, um nome representativo de todos os títulos que há de reunir o futuro Redentor. O Messias, porque deverá ser ungido com a plenitude dos Dons de Deus, será o Rei por antonomásia, o Sacerdote, o Profeta, o Mestre do povo redimido; será o Filho de Deus, o Filho do homem, o Filho de Davi, o Enviado, o Emanuel, o Admirável, o Deus forte, o Pai do Século Futuro, o Príncipe da Paz.

† † †

As profecias messiânicas, pois, estão presentes por todo o Antigo Testamento e apresentam as características seguintes: são numerosas, abrangentes, – mesmo pormenores da vida do Messias estão especificados, – concordantes, precisas e, o que é mais, cumprem-se todas, sem exceção, na vida de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Uma informação importante: ao contrário do que se poderia imaginar, estas profecias não foram determinadas a posteriori. Como diz o mesmo autor, "não se aplicaram as profecias à Jesus buscando na literatura de Israel os traços que coincidissem com Ele e com os episódios de sua vida. Ao contrário, antes mesmo que Jesus viesse, a própria tradição judaica já havia reunido todas as profecias que falavam do Messias para formar na mente do povo um retrato bastante preciso do Salvador futuro que esperavam".

† † †

Voltemos agora à estrada de Emaús e, lado a lado com os discípulos, aprendamos com o misterioso homem que se aproximara o que anunciaram os profetas a respeito do Messias, Nosso Senhor.

[A relação das profecias abaixo a tiramos do artigo do Pe. José María Mestre, professor de Escritura Sagrada, publicado na revista Tradicion Catolica. A relação não se pretende exaustiva, antes quer apresentar apenas as principais profecias a respeito da vinda do Messias. Todas as citações Bíblicas foram copiadas da tradução da Vulgata, do Pe. Matos Soares. Recomendamos seguir lentamente, lendo todas as notas.]


1. Profecias messiânicas contidas no Pentateuco, isto é, desde o começo até o tempo de Moisés: o Messias é o Filho da Mulher que esmagará a cabeça da serpente1, descendente de Sem2, de Abraão3, de Isaac4, de Jacó5 e de Judá, e virá ao mundo quando o cetro de Israel tiver saído da casa deste Patriarca6, será vencedor de Satanás7, uma fonte de benção para todos os povos8, a Estrela que iluminará a todas as nações9, o Profeta anunciado por Moisés, isto é, interprete das vontades de Deus sobre a Terra, como Moisés e, como ele, Libertador, Mediador e Legislador, ainda que superior a Moisés10.

2. Durante o tempo dos juízes e dos reis até Davi, encontramos as seguintes indicações sobre o Messias: será o Ungido de Deus11; nascerá da família real de Davi12; será o Filho de Deus13, Rei de todos os povos14, Juiz de todas as nações15; Sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedec16; oferecer-se-á Ele mesmo em holocausto a Deus17, sofrerá as dores de uma paixão atrocíssima, descrita com muitos detalhes: crucifixão, repartição de suas vestes, sorteio de sua túnica18; não sofrerá a corrupção do sepulcro19; seu reino será eterno, um reino de justiça, mansidão e equidade20.

3. Se passamos aos profetas, os detalhes são muito abundantes: o Messias nascerá menino21, de uma Mãe Virgem22, na cidade de Belém23; é Deus24; será cheio do Espírito do Senhor25; aparecerá quando tenham passado as setenta semanas de anos anunciadas por Daniel26; terá um precursor27, começará a predicar nos confins de Zabulão e Neftali28, anunciará o Reino de Deus aos pobres e aos humildes29, abrirá os olhos dos cegos e devolverá a saúde aos enfermos30 e converterá as gentes, as quais serão também chamadas à salvação31; entrará em Jerusalém montado em um jumentinho32; instituirá um novo sacrifício33; será vendido por trinta moedas, com as quais se comprará o campo de um oleiro34; será levado perante os tribunais, porque é o Justo e se chama Filho de Deus35; sofrerá uma dolorosíssima paixão36, minuciosamente descrita: flagelação, cusparadas e bofetadas37, seu silêncio e mansidão, julgado com juízo iníquo, condenado a morte, contado entre malfeitores, sepultado em um sepulcro de rico, tendo oferecido sua vida para a expiação de nossos pecados38; glória de seu sepulcro39 e sua própria glorificação40; expansão de seu Reino41; etc.

Todas as profecias citadas se realizam ao pé a letra em uma única pessoa histórica da qual falam os Evangelhos: a Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, Ele é o Messias esperado, o Filho de Deus, o Filho do homem, o Redentor da humanidade.

Nosso Senhor mesmo afirmou seu título de Messias perante a mulher samaritana42, perante os judeus incrédulos, ao afirmar-lhes que Moisés e as Escrituras falavam d’Ele, e perante seus discípulos, aceitando o título de “Cristo” que lhe davam, e ao demonstrar-lhes como n’Ele se cumpriam as Escrituras. Assim, por exemplo, lançava no rosto de seus adversários: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e elas são as que dão testemunho de Mim, e não quereis vir a Mim para terdes a Vida... Porque, se vós crêsseis em Moisés, certamente creríeis também em Mim; porque ele escreveu de Mim.”43 Louva a confissão de Pedro e de Marta, que o chamam “o Cristo, Filho de Deus vivo” 44; e, depois de sua ressurreição, fala a seus discípulos: “Porventura não era necessário que o Cristo sofresse tais coisas, e que assim entrasse na sua glória? E começando por Moisés, e (discorrendo) por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se encontrava dito em todas as Escrituras45.

Os Evangelistas, especialmente S. Mateus e S. João, demonstram que os acontecimentos da vida de Jesus são o cumprimento das profecias: sua concepção virginal46, seu nascimento em Belém47, sua fuga para o Egito48, sua habitação em Nazaré49, seu precursor50, o início de sua predicação nos confins de Zabulão e Neftali51, seu zelo pela casa de seu Pai52, sua exaltação sobre a cruz, prefigurada e simbolizada pela serpente de bronze53, a Eucaristia, prefigurada e simbolizada pelo maná54, as curas dos enfermos55, seus milagres, que Isaías atribuía ao Messias56, sua mansidão57, sua futura ressurreição58, sua pregação em parábolas59, sua entrada em Jerusalém sobre um jumentinho60, sua divindade61, a traição de Judas62, as trinta moedas pelas quais será vendido63, repartição de suas vestes64, sua sede na cruz65, sua transfixão66.

Ademais, depois da Ascensão de Jesus, os mesmos Apóstolos uniram definitivamente ao Nome de Jesus o de Messias ou Cristo; Jesus será para sempre Jesus Cristo. São Mateus e São Marcos o chamaram assim desde as primeiras linhas de seus respectivos Evangelhos67; São Paulo chamará Jesus em suas Epístolas por 399 vezes com o "sobrenome" de Cristo.

† † †

"Era necessário que se cumprisse tudo o que de Mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos." (Lc 24, 44)

Aproximávamo-nos da aldeia, mas o homem que nos acompanha disse que ia mais para diante. "Permanece Conosco", rogamos. Ele consentiu e logo sentamo-nos à mesa. Ora, aconteceu que, após termos nos assentado, ele tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e ofereceu-lho. Nossos olhos, já cheios de lágrimas, por fim abriram-se – é o Senhor! – reconhecemos. Mas já tinha Ele desaparecido de nossa vista.



ANTIGO TESTAMENTO

PROFECIAS

NOVO TESTAMENTO

Mq 5, 2.

1a. Pátria do Messias: Belém.

Mt 2, 6; Jo 7, 42.

Gn 12, 3; 22, 18; 26, 4; 28, 14; 49, 8-12; 1 Pr 17, 11.

2a. Antepassados (em linha direta): Abraão, Isaac, Judá, Davi.

Mt 1, 2-6; Lc 3, 31-34.

Is 7, 14.

3a. Mãe: uma virgem. Pai: Deus.

Mt 1, 18-25; Lc 1, 27-34.

Nm 24, 17.

4a. Estrela e nascimento.

Mt 2, 2, 7, 9, 10.

Gn 49, 10; Ag 2, 8-10.

5a. Data de nascimento: fim do poder de Judá.

Lc 2, 1; Jo 19, 15.

Sl 71, 10, 11, 19; Is 40, 3-6.

6a. Adoração dos Magos.

Mt 2, 1-11.

Is 40, 3; Mt 3, 1; 4, 5.

7a.O Precursos: o novo Elias (São João Batista).

Mt 3, 1-3; Lc 1, 5-25, 57-80.

Jr 31, 15.

8a. Lamentos de Raquel (matança dos inocentes)

Mt 2, 18.

Os 11, 1.

9a. Fuga para o Egito.

Mt 2, 15.

Gn 49, 26; Dt 33, 16.

10a. Habitação em Nazaré.

Mt 2, 23.

Is 40, 3-4.

11a. Pregação de S. João Batista.

Mt 3, 1; 14, 1-10; Mc 1, 4; Lc 3, 3.

Sl 34, 13; 68, 11.

12a. Jejum no deserto.

Mt 4, 2; Mc 1, 13.

Is 9, 1.

13a. Princípio da pregação e dos milagres nos confins da terra de Neftali e de Zabulão.

Mt 4, 13-15.

Ez 47, 8ss; Is 29, 14.

14a. Escolha de homens simples para Apóstolos.

Mt 4, 18-21; Mc 1, 16; Lc 5, 2-11.

Is 35, 4-10.

15a. Cura dos cegos, surdo-mudos e de todo tipo de enfermidades.

Mt 11, 5.

Is 53, 7; 16, 1; 31, 1.

16 a. Doce como o cordeiro, forte como o leão.

Jo 1, 19; 16, 33; Ap 5, 5.

Is 53, 2-3; Sb 2, 12-20.

17 a. Humilde, desprezado e odiado, porque a mão de Deus estava com Ele.

Mt 11, 29; Lc 16, 14; Jo 15, 18.

Is 29, 14; 61, 1.

18a. Confunde aos sábios, prega aos pobres e aos pequenos.

Mt 11, 5; 1 Cor 1, 28.

Dt 18, 15ss; 1 Mc 14, 41.

19a. O Profeta fiel.

Mt 21, 11; Lc 7, 16; Jo 4, 19.

Is 11, 12; Ez 37.

20a. Incredulidade dos judeus.

Jo 22, 37-38; 1 Pd 2, 7-9.

Zc 9, 9.

21a. Entrada em Jerusalém sobre um Jumentinho.

Mt 21, 4-5.

Ml 1, 11; Sl 109, 4.

22a. Instituição dos novos sacrifício e sacerdócio.

Mt 26, 26-29; 1 Cor 11, 23-29.

Sl 17, 5-6; 54, 4-5.

23a. Agonia: suor de sangue.

Mc 14, 33; Lc 22, 42.

Sl 40, 10; 68, 9.

24a. Traição por parte de um amigo.

Mt 26, 14-15; Jo 13, 18, 26, 30.

Zc 11, 12-13.

25a.  Vendido por 30 moedas empregadas na compra do campo de um oleiro.

Mt 26, 15; 27, 3-10.

Sb 2, 10-20.

26a.  Levado aos tribunais porque é o Justo e se chama Filho de Deus.

Mt 26, 64-65; 27, 4-19.

Sl 2, 2.

27a. Condenado à morte por judeus e gentios.

Lc 23, 6-24.

Lm 4, 20

28a. Abandonado pelos Apóstolos.

Mt 26, 56.

Sl 34, 11; 108, 1; Is 53, 7.

29a. Falsas testemunhas; silêncio do acusado.

Mt 26, 59-60; 27, 12; Mc. 14, 56.

Is 50, 6.

30a. Cusparadas e Bofetadas

Mt 26, 67-68.

Is 53, 12.

31a. Colocado entre os malfeitores

Mc 15, 7ss.

Sb 2, 10-20.

32a. Condenado à morte, apesar de sua inocência reconhecida.

Mt 27, 24-26.

Gn 22, 6.

33a. Carrega o madeiro do sacrifício.

Jo 19, 17.

Sl 21, 18; Is 53, 12.

34a. Crucificado com cravos nas mãos e pés, entre dois ladrões.

Mt 27, 38; Mc 15, 24-27; Lc 23, 22.

Sl 21, 8; 34, 14.

35a. Os que passam meneiam a cabeça: insultos, provocações.

Mt 27, 39; Mc 15, 29.

Sl 21, 19.

36a. Repartição das vestes e sorteio de sua túnica.

Mt 27, 35; Lc 23, 34; Jo 19, 24.

Sl 68, 22.

37a. Fel e vinagre.

Mt 27, 34.

Sl 17, 7.

38a. Morre fora  de Jerusalém dando um grande bramido.

Mt 27, 32, 50; Jo 19, 30.

Ex 12; Sl 40, 10.

39a. Morre depois de ter celebrado a Páscoa.

Mt 25, 19ss

Ex 12; Is 53, 7.

40a. É o Cordeiro Pascal.

Jo 19, 33; 1 Cor 5, 7.

Ex 17, 12.

41a. Permanece na cruz até a tarde.

Mt 27, 57.

Gn 2, 21.

42a. Seu lado aberto.

Jo 19, 34.

Dn 9, 25-26.

43a. Data de sua morte.

Mt 24, 1-2.

Is 53, 9.

44a. Sepultura de rico, não de criminoso.

Jo 19, 38-39; Mt 27, 57.

Jn 2, 1; Is 11, 19.

45a. Ressurreição no terceiro dia.

Mt 28, 6-9; Jo 20, 14.

Is 11, 10; Nm 21, 8-9; Dt 33, 17.

46a. A cruz, estandarte e remédio.

Lc 2, 34; Jo 3, 14-15.

Ez 36, 25; Zc 13,1.

47a.  Remissão dos pecados por seu sangue.

Mt 26, 27-28; Lc 24, 45-46.

Zc 13, 1.

48a. Poder de perdoar os pecados.

Mt 28, 18; At 2, 38; 8, 36.

Sl 23, 7; 46, 6; 109,1.

49a. Ascensão: o Vencedor sentado à direita do Pai.

Mc 16, 19; At 1, 9; 2, 23ss

Jl 2, 28; Is 44, 3.

50a. Missão do Espírito Santo.

Lc 24, 49; Jo 7, 37ss; 16, 7; 20, 22; At 2, 2ss.

Is 49, 18; e muitos outros.

51a. Conversão dos Gentios

1 Tm 2, 4-7.

Is 54, 12-13.

52a. A religião, fonte de santidade.

Mt 19, 28.

Is 53; Sl 109.

53a. A religião, vitoriosa de todos os ataques.

Jo 16, 33.

Sl 2; 44; 67 25-26; 109; Is 9, 7; Dn 9

54a. Reino eterno de Cristo

Mt 16, 18; Ap 19, 15; Heb 13, 8


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1. Gn 3,15: "Porei inimizades entre ti e a mulher, e entre a tua posteridade e a posteridade dela. Ela te pisará a cabeça, e tu armarás traições ao teu calcanhar."

2.
Gn 9,27: "Dilate Deus a Jasef, e habite Jasef nas tendas de Sem, e Canaã seja seu escravo."


3.
Gn 22,18: "E na tua descendência serão benditas todas as nações da terra, porque obedeceste à minha voz."


4.
Gn 26,4: "E multiplicarei a tua descendência como as estrelas do céu; e darei à tua posteridade todas essas regiões; e na tua geração serão abençoadas todas as nações da terra."


5. Gn 28,14: "E a tua posteridade será como o pó da terra; dilatar-te-ás para o ocidente, e para o oriente, e para o setentrião, e para o meio-dia; e serão abençoadas em ti e na tua geração todas as tribos da terra."


6. Gn 49,10: “O cetro não será tirado de Judá, nem o príncipe de sua descendência, até que venha aquele que deve ser enviado. E ele será a expectação das nações.


7. Gn 3,15: ver nota 1.


8. Gn 22,18: “E na tua descendência serão benditas todas as nações da terra, porque obedeceste à minha voz”.


9. Nm 24,17: “Eu verei, mas não agora; eu o contemplarei, mas não de perto: nascerá uma estrela de Jacó, e levantar-se-á uma vara de Israel, e ferirá os capitães de Moab, e destruirá todos os filhos de Set”.


10. Dt 18,15: “O Senhor teu Deus te suscitará um Profeta como eu, da tua nação, e dentre teus irmãos”.


11. 1 Sm 2,10: “Tremerão diante do Senhor os seus inimigos, e ele trovejará sobre eles dos céus; o Senhor julgará as extremidades da terra, e dará o império ao seu rei, e exaltará a glória do seu Cristo.”


12. 1 Pr 17,11-14: “E quando os teus dias estiverem completos para ires para teu país, eu suscitarei depois um do teu sangue, que será dos teus filhos, e estabelecerei o seu reino.”


13. Sl 2,7-8: “Promulgarei o decreto do Senhor: O Senhor disse-me: “Tu és meu Filho, eu gerei-te hoje”.


14. Sl 2; 44; 109.


15. Sl 109,6: “Julgará as nações, amontoará cadáveres; esmagará cabeças sobre um vasto campo.”


16. Sl 109,4: “Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedec”.


17. Sl 39,7-8: “Não quiseste sacrifício nem oferenda, mas abriste-me os ouvidos. (Também) não pediste holocausto e vítima pelo pecado: então eu disse: Eis que venho: no rolo do livro está escrito de mim”.


18. Sl 21


19. Sl 15,10: “porque não abandonarás a minha alma na morada dos mortos, nem permitirás que o teu santo experimente corrupção.”


20. Sl 2; 44; 109.


21. Is 9,6: “Porquanto um menino nasceu para nós, e um filho nos foi dado e foi posto o principado sobre o seu ombro, e será chamado Admirável, Conselheiro, Deus forte, Pai do século futuro, Príncipe da Paz.”


22. Pois, por isso, o mesmo Senhor vos dará este sinal: Uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o seu nome será Emanuel.”


23. Mq 5,2: “E tu Belém, (chamada) Efrata, tu és pequenina entre os milhares de Judá; mas de ti é que há de sair (o Messias) aquele que há de reinar em Israel, e cuja geração é desde o princípio, desde os dias da eternidade.”


24. Is 7,14; 9,6; ver notas 22 e 21.


25. Is 11,1-2: “E sairá uma vara do tronco de Jessé, e uma flor brotará da sua raiz. E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, espírito de sabedoria e entendimento, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de ciência e de piedade”.


26. Dn 9,24-27: “Setenta semanas de anos foram decretadas sobre o teu povo e sobre a tua cidade santa, a fim de que a prevaricação se consuma, e o pecado tenha seu fim, e a iniqüidade se apague, e a justiça eterna seja trazida, e as visões e as profecias se cumpram, e o Santo dos santos seja ungido. Sabe, pois, isto e adverte-o bem: Desde a saída da ordem (ou edito) para Jerusalém ser edificada até ao Cristo chefe, passarão sete semanas e sessenta e duas semanas; e serão reedificadas as praças e os muros nos tempos de angústia. E depois das sessenta e duas semanas, será morto o Cristo, e o povo que o há de negar não será mais seu. E um povo com o seu capitão, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário; e o seu fim será um ruína total,e, depois do fim da guerra, virá a desolação decretada. E (o Cristo) confirmará com muitos a sua nova aliança durante uma semana; e no meio da semana fará cessar a hóstia e o sacrifício; e estará no tempo da abominação da desolação; e a desolação durará até à consumação e até ao fim (do mundo).”


27. Is 40,3-11: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai na solidão as veredas do nosso Deus. Todo o vale será alteado, e todo o monte e outeiro será rebaixado, e os caminhos tortuosos serão endireitados, e os escabrosos aplanados. Então a glória do Senhor se manifestará, e todos os homens verão ao mesmo tempo o que a boca do Senhor falou. (Ouvi) uma voz que me dizia: Clama. E eu disse: Que hei de clamar? (Clama que) toda a carne é feno, e que toda a sua glória é como a flor do campo. Secou-se o feno, e caiu a flor, porque o sopro do Senhor passou sobre ele. Verdadeiramente, o povo é feno; secou-se o feno, e caiu a flor; mas a palavra de nosso Senhor permanece para sempre. Sobe a um alto monte tu, que anuncias a boa nova a Sião; levanta com força a tua voz, tu, que anuncias a boa nova a Jerusalém; levanta-a, não temas. Dize às cidades de Judá: Eis aí o vosso Deus; eis que o Senhor Deus vem com fortaleza, e o seu braço dominará; a sua recompensa está com ele, e a sua obra está diante dele.”


28. Is 9,1: “No tempo passado foi levemente combatida a terra de Neftali, e no tempo futuro serão cobertas de glória a costa do mar, além do Jordão, a Galiléia das nações.”


29. Is 61,1: “O espírito do Senhor repousou sobre mim, porque o Senhor me ungiu; ele me enviou para evangelizar os mansos, para curar os contritos de coração, e pregar a redenção aos cativos, e a liberdade aos encarcerados”.


30. Is 35,5-6: “Então se abrirão os olhos dos cegos, e se desimpedirão os ouvidos dos surdos. Então saltará o coxo como um veado, e desatar-se-á a língua dos mudos; porque rebentarão mananciais de águas no deserto, e torrentes na solidão.”


31. Is 2,1-4: “Visão que teve Isaías, filho de Amós, sobre Judá e Jerusalém. E acontecerá os últimos dias que o monte da casa do Senhor terá os seus fundamentos no cume dos montes, e se elevará sobre os outeiros, e concorrerão a ele todas as gentes. E irão muitos povos, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor, e à casa do Deus de Jacó, e ele nos ensinará os seus caminhos, e nós andaremos pelas suas veredas, porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor. E julgará as nações, e convencerá de erro a muitos povos; os quais das suas espadas forjarão relhas de arados, e das suas lanças foices; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem daí por diante se adestrarão mais para a guerra.”


32. Zc 9,9: “Salta de alegria, ó filha de Sião, enche-te de Júbilo, ó filha de Jerusalém. Eis que o teu rei virá a ti, justo e salvador; ele é pobre, e vem montado sobre uma jumenta e sobre o potrinho da jumenta.”


33. Sl 109,4: “Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedec”. Ml 1, 11: “Porque, desde o nascer do sol até ao ponte, o meu nome é grande entre as nações, e em todo o lugar se sacrifica e se oferece ao meu nome uma oblação pura; poque o meu nome é grande entre as nações, diz o Senhor dos exércitos.”


34. Zc 11,12-13: “E eu disse-lhes: Se vos parece bem, dai-me a recompensa que me é devida (já que não me quereis por pastor); e, se não, deixai-vos disso. Então pagaram-me pelo meu salário trinta moedas de prata. E o Senhor disse-me: Arroja ao oleiro esse dinheiro, essa bela soma pela qual me apreciaram. E tomei as trinta moedas de prata, e lancei-as na casa do Senhor para o oleiro.”


35. Sb 2,10-20: “Oprimamos o justo que é pobre, e não poupemos a viúva, nem respeitaremos as cãs do velho de muitos dias. E seja a nossa força a lei da justiça; porque aquilo que é fraco, para nada serve. Armemos pois laços ao justo, porque nos é molesto, e é contrário às nossas obras, e nos lança em rosto as transgressões da lei, e desonra-nos, publicando as faltas do nosso procedimento. Ele afirma que tem a ciência de Deus, e chama-se a si filho de Deus. Fez-se o censor dos nossos próprios pensamentos. Só o vê-lo nos é insuportável; porque a sua vida não é semelhante a dos outros, e o seu proceder é muito diferente. Somos considerados por ele como pessoas vãs, e abstém-se do nosso modo de viver como duma coisa imunda, e prefere o fim dos justos, e gloria-se de que tem a Deus por pai. Vejamos pois, se os seus discursos são verdadeiros e experimentemos o que lhe acontecerá, e veremos qual será o seu fim. Porque se é verdadeiro Filho de Deus, (Deus) o amparará e o livrará das mãos dos seus inimigos. Ponhamo-lo à prova por meio de ultrajes e tormentos, para que conheçamos a sua mansidão e provemos a sua paciência. Condenemo-lo à morte mais infame, e ver-se-á o resultado das suas palavras.”


36. Is 53,2-3: “E ele subirá como arbusto diante dele, e como raiz que sai de uma terra sequiosa; ele não tem beleza, nem formosura, e vimo-lo, e não tinha parecença do que era, e por isso não fizemos caso dele. Ele era desprezado, e o último dos homens, um homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e o seu rosto estava encoberto; era desprezado, e por isso nenhum caso fizeram dele.”


37. Is 50,6: “Eu entreguei o meu corpo aos que me feriam, e a minha face os que me arrancavam a barba; não desviei a minha face dos que me injuriavam e cuspiam.”


38. Is 53.


39. Is 11,10: “Naquele dia o (Messias) rebento da raiz de Jessé, que está posto por estandarte dos povos, será invocado pelas nações, e será glorioso o seu sepulcro.”


40. Is 52,13-15: “Eis que o meu servo procederá com inteligência, será exaltado e elevado, e chegará ao cúmulo da glória. Assim como pasmaram muitos à vista de ti, assim será sem glória o seu aspecto entre os homens, e a sua figura desprezível entre os filhos dos homens. Ele borrifará (ou purificará com o seu sangue) muitas nações, diante dele os reis taparão a boca; porque o viram aqueles a quem nada tinha sido anunciado a seu respeito; e os que não tinham ouvido falar dele o contemplarão.”


41. Is 60,1-4: “Levanta-te, recebe a luz, Jerusalém, porque chegou a tua luz e a glória do Senhor nasceu sobre ti. Porque eis que as trevas cobrirão a terra e a escuridão dos povos; mas sobre ti nascerá o Senhor e a sua glória se verá em ti. E as nações caminharão à tua luz, e os reis ao resplendor da tua aurora. Levanta em roda os olhos e vê: todos esses se congregaram, vieram a ti; teus filhos virão de longe, e tuas filhas surgirão de todos os lados. “


42. Jo 4,25: “Disse-lhe a mulher: Eu sei que vai chegar o Messias; quando, pois, ele vier, nos anunciará todas as coisas. Disse-lhe Jesus: Sou eu, que falo contigo.”


43. Jo 5,39; 46.


44. Mt 16,16: “Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, Filho de Deus vivo.”


45. Lc 24,26-27. Ver também Lc 24, 44-45.


46. Mt 1,22-23: “Ora, tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor por meio do profeta, que diz: Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamarão pelo nome de Emanuel, que quer dizer: Deus conosco.”


47. Mt 2,4-6: “E, convocando todos os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo, perguntava-lhes onde havia de nascer o Cristo. E eles disseram-lhe: Em Belém de Judá; porque assim foi escrito pelo profeta: E tu Belém, terra de Judá, não és a mínima entre as principais (cidades) de Judá, porque de ti sairá o chefe que há de comandar Israel, meu povo.”


48. Mt 2,14-15: “E ele, levantando-se, tomou de noite o menino e sua mãe, e retirou-se para o Egito. E lá esteve até à morte de Herodes, cumprindo-se deste modo o que tinha sido dito pelo Senhor por meio do profeta, que disse: Do Egito chamei o meu filho.”


49. Mt 2,22-23: “Mas, ouvindo (dizer) que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Heródes, temeu ir para lá; e, avisado em sonhos, retirou-se para a Galiléia. E, indo (para lá), habitou na cidade que se chama Nazaré, cumprindo-se deste modo o que tinha sido predito pelos profetas: Será chamado Nazareno.


50. Mt 3,3: “Porque este é (o homem) de quem falou o profeta Isaías, dizendo: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai as suas veredas.”


51. Mt 4,13-16: “E, deixada a cidade de Nazaré, foi habitar em Cafarnaum (cidade) marítima, nos confins de Zabulão e Neftali, cumprindo-se deste modo o que tinha sido dito pelo profeta Isaías: A terra de Zabulão e a terra de Neftali, (terra) que confina com o mar, (país) além do Jordão, a Galiléia dos gentios, este povo, que jazia nas trevas, viu uma grande luz; e a luz levantou-se para os que jaziam na região da sombra da morte”.


52. Jo 2,17: “Então lembraram-se seus discípulos do que está escrito: O zelo da tua casa devorou-me.”


53. Jo 3,14: “E como Moisés levantou no deserto a serpente, assim também importa que seja levantado o Filho do homem.”


54. Jo 6,48-51: “Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram. Mas este é o pão que desceu do céu, para que aquele que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo, que desci do céu.”


55.
Mt 8,16-17: “E pela tarde apresentaram-lhe muitos possessos do demônio, e ele com a (sua) palavra expelia os espíritos (maus), e curou todos os enfermos; cumprindo deste modo o que foi anunciado pelo profeta Isaías, que diz: Ele mesmo tomou as nossas enfermidades, e carregou com as nossas doenças.”


56. Mt 11,4-5: “E, respondendo Jesus, disse-lhes: Ide, e contai a João o que ouvistes e lestes. Os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, os pobres são evangelizados.”


57. Mt 12,15-21: “E Jesus, sabendo-o, retirou-se daquele lugar, e seguiram-no muitos, e curou-os a todos. E ordenou-lhes que não o descobrissem. Para que se cumprisse o que foi anunciado pelo profeta Isaías, que diz: Eis o meu servo, que eu escolhi, o meu amado, em quem a minha alma pôs as suas complacências. Porei sobre ele o meu espírito, e ele anunciará a justiça às nações. Não contenderá, nem clamará, nem ouvirá alguém a sua voz nas praças; não quebrará a cana fendida, nem apagará a torcida que fumega, até que conduza a justiça à vitória; e as gentes esperarão no seu nome.”


58. Mt 12,40: “Porque, assim como Jonas esteve no ventre da baleia três dias e três noites, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra.”


59. Mt 13,14-15: “E cumpre-se neles a profecia de Isaías, que diz: Ouvireis com os ouvidos, e não entendereis; e vereis com os olhos, e não vereis. Porque o coração deste povo tornou-se insensível, e os seus ouvidos tornaram-se duros, e fecharam os olhos para não suceder que vejam com os olhos, e ouçam com os ouvidos, e entendam com o coração, e se convertam, e eu os sare.”


60. Mt 21,4-5: “Ora, tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que tinha sido anunciado pelo profeta, que disse: Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti manso, montado sobre uma jumenta e sobre um jumentinho, filho da que leva o jugo.”


61. Mt 22,41-45: “E estando juntos os fariseus, Jesus interrogou-os, dizendo: Que vos parece do Cristo? De quem é ele filho? Responderam-lhe: De Davi. Jesus disse-lhes: Como pois lhe chama Davi, em espírito, Senhor, dizendo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Senta-te à minha mão direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés? Se pois Davi o chama Senhor, como é ele seu filho?”


62. Mt 26,23-24: “E ele, respondendo, disse: O que mete comigo a mão no prato, esse me entregará. O Filho do homem vai certamente, como está escrito dele, mas ai daquele homem por quem será entregue o Filho do homem! Melhor fora a tal homem que não tivesse nascido.”


63. Mt 27,9-10: “Então se cumpriu o que foi predito por Jeremias profeta, que diz: E tomaram as trinta moedas de prata, custo daquele cujo preço foi avaliado pelos filhos de Israel; e deram-nas pelo campo do oleiro, como o Senhor me ordenou.”


64. Jo 19,24: “E disseram uns para os outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver a quem tocará; cumpriu-se deste modo a Escritura, que diz: Repartiram os meus vestidos entre si, e lançaram sortes sobre a minha túnica. E os soldados assim fizeram.”


65. Jo 19,28: “Depois, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: Tenho sede.”


66. Jo 19,36-37: “Porque estas coisas sucederam, para que se cumprisse a Escritura: Não quebrareis dele osso algum. E também diz outro lugar da Escritura: Lançarão o olhara para aquele a quem transpassaram.”


67. Mt 1,1: “Livro da Genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.”; Mc 1,1: “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.”


____
Ref.:

Permanência.Org, disponível em:
http://permanencia.org.br/drupal/node/870

Acesso 8/10/014
ofielcatolico.com.br

30 de Setembro, Dia de São Jerônimo, Dia da Bíblia


NESTE ÚLTIMO dia do mês que a Igreja dedica à Sagrada Bíblia, à Exaltação da Santa Cruz, à Natividade, ao Santo nome de Maria e suas Dores, celebramos a memória do grande tradutor e exegeta das Sagradas Escrituras: São Jerônimo, presbítero e Doutor da Igreja.

Eusébio Sofrônio Jerônimo (Eusebius Sophronius Hieronymus) nascido na Dalmácia por volta do ano 340, tornou-se conhecido como escritor, filósofo, teólogo, retórico, gramático, dialético, historiador, exegeta e doutor. Com posse da herança dos pais, foi realizar sua vocação de ardoroso estudioso em Roma.

Na “Cidade Eterna”, Jerônimo aproveitou para visitar as Catacumbas, onde contemplava as capelas e se esforçava para decifrar os escritos nos túmulos dos mártires. Nessa cidade, teve um sonho determinante para a sua conversão: neste, ele se apresentava como cristão e era repreendido pelo próprio Cristo por estar faltando com a verdade (pois ainda não havia abraçado o estudo das Sagradas Escrituras, mas somente o dos escritos pagãos). No fim de sua permanência em Roma, foi batizado, com a idade de 18 anos, apesar de ter sido educado na fé cristã desde pequeno.

Iniciou então seus estudos teológicos e decidiu lançar-se numa peregrinação à Terra Santa, mas foi impedido por uma prolongada enfermidade que o obrigou a permanecer em Antioquia, onde prosseguiu com seus estudos. Enfastiado do mundo e desejoso de quietude e penitência, retirou-se para o deserto de Cálcida, com o propósito de seguir a vida eremítica.

Ordenado sacerdote em 379, retirou-se para estudar, a fim de responder com a ajuda da literatura às necessidades da época. Tendo estudado as línguas originais das Escrituras para melhor compreendê-las, Jerônimo pôde, a pedido do Papa Dâmaso, traduzir com precisão os Livros da Bíblia para o latim (língua oficial da Igreja na época), tradução que recebeu o nome de Vulgata. Serviu como secretário papal, tornando-se figura muito popular até a morte de Dâmaso.

Assim, com alegria e dedicação sem igual, Jerônimo se empenhou no avanço da Igreja universal. Foi amigo de outros grandes santos e Doutores da Igreja, como São Gregório Nanzianzeno e Santo Agostinho.

No ano de 386, saiu de Roma e seguiu como peregrino, afinal, à Terra Santa, a Belém, onde permaneceu como monge penitente e estudioso, convivendo com Santa Paula, Santo Eustáquio e outros. Pregou o Evangelho na Palestina e no Egito. Continuou devotando sua vida aos propósitos escolares, revisando traduções das Sagradas Escrituras e combatendo as heresias até o fim de sua vida neste mundo, que se deu no ano 420, aos 30 de setembro, quando tinha praticamente 80 anos de idade.

A Igreja declarou-o padroeiro de todos os que se dedicam ao estudo das Escrituras e fixou o “Dia da Bíblia” no mês do seu aniversário de morte, ou melhor, no dia de sua posse da grande promessa bíblica: a Vida Eterna.


Uma famosa lenda, imortalizada na obra Vita Divi Hieronymi, dá
conta de que S. Jerônimo teria amansado e domesticado um leão
no monastério de Jerusalém

Resumo da obra histórica e hagiográfica:

"Chronicon" ('Temporum Liber');

"De Viris Illustribus";

"Vita Pauli monachi";

"Vitae Patrum" ('Vita Pauli Primi Eremitae');

"Vita Malchi Monachi Captivi";

"Vita Hilarionis";

"Ad Heliodorum de Laude Vitae Solitariae";

"Ad Eustochium de Custodia Virginitatis";

"Ad Nepotianum de Vita Clericorum et Monachorum";

"Ad Paulinum de Studio Scripturarum";

"De Institutione Monachi";

"Ad Magnum de Scriptoribus Ecclesiasticis";

"Ad Laetam de Institutione Filiae";

"Adversus Jovinianum";

"Adversus Vigilancius";

"Contra Joannem Hierosolymitanum";

"Apologiae Contra Rufinum";

"Liber Tertius seu Ultima Responsio Adversus Scripta Rufini";

"Dialogus Contra Pelagianos".


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Fontes/ref.:

• MORENO, Francisco. São Jerônimo – a Espiritualidade do Deserto, São Paulo: Loyola, 1986.

• WILLIAMS, Megan Hale. The Monk and the Book: Jerome and the Making of Christian Scholarship. Chicago: University of Chicago Press, 2006.

• "Santo do Dia – São Jerônimo presbítero e doutor da Igreja", disponível em
http://santo.cancaonova.com/santo/sao-jeronimo-presbitero-e-doutor-da-igreja/
Acesso 29/9/014

ofielcatolico.com.br

Os santos podem interceder por nós ou encontram-se dormindo esperando o dia do Juízo?


DESDE O INÍCIO, a Igreja sempre ensinou que aqueles que morreram na Amizade do Senhor intercedem pelos que ainda se encontram na Terra. Essa doutrina, perfeitamente bíblica e totalmente coerente com a Fé dos cristãos desde sempre, é denominada intercessão dos santos. Diz o Catecismo da Igreja Católica:

“Pelo fato de os habitantes do Céu estarem mais intimamente unidos com Cristo, consolidam mais firmemente a toda a Igreja na santidade. (...) Não deixam de interceder por nós ante o Pai. Apresentam, por meio do único Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, os méritos que adquiriram na Terra. (...) Sua solicitude fraterna ajuda muito à nossa debilidade."
(CIC §956)

Para a Igreja de Cristo, portanto, os santos intercedem por nós junto ao Pai, não por seu próprio poder, mas pelo Poder de Cristo, Nosso Senhor, único Mediador entre Deus e os homens para a nossa salvação. Os adeptos do fundamentalismo bíblico, porém, costumam apresentar objeções à este ensinamento. Tais objeções podem ser divididas basicamente em cinco categorias. Neste estudo buscaremos analisá-las e respondê-las, uma por uma:


Objeção 1:
Jesus Cristo é o único Mediador entre Deus e os homens


Acabamos de ver que a Igreja Católica não nega a exclusividade da Mediação de Nosso Senhor. Mesmo assim, esta continua sendo, baseada na leitura literal de uma passagem da Sagrada Escritura, a principal das objeções à doutrina da intercessão dos santos. A passagem bíblica em questão, evidentemente, é 1 Timóteo 2, 5: "Pois há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens; um homem: Cristo Jesus". No entendimento de algumas pessoas, aqui a Sagrada Escritura não deixa dúvidas de que só Jesus pode interceder pelos homens junto a Deus.

E tais pessoas estão certas, sim, neste ponto específico. Não há nenhum santo – nem Pedro nem Paulo e nem a Santíssima Virgem Maria – que possa interceder por nós junto a Deus no sentido de salvar as nossas almas, de nos resgatar do Pecado e da morte. "Só Jesus salva!", costumam bradar os nossos irmãos afastados mais exaltados quando falamos dos santos, e a isso nós devemos responder, simplesmente, com um sonoro: Amém! Sem nenhuma dúvida, de todos os que pisaram esta Terra, somente Jesus é Deus, e somente Ele, sendo Deus, se fez Cordeiro Imolado para a nossa salvação: o único Sacrifício capaz de nos resgatar do Pecado e da morte é o de Cristo, insistimos mais uma vez, porque esta é e sempre foi a nossa fé e a verdadeira doutrina católica.

Então, em que sentido cremos na intercessão dos santos? Neste ponto, prezado leitor, abro parênteses para deixar um testemunho pessoal: ocorre que eu mesmo, há anos, andava perdido, desorientado e confuso, procurando Deus numa série de falsas doutrinas. Cheguei a acreditar na validade da necromancia como caminho para chegar a Deus, pois achava que todas as religiões eram iguais e que procurar conhecer a "retrógrada" Igreja Católica seria uma perda de tempo...

Entretanto, através do testemunho e do exemplo de uma série de bons e fiéis cristãos católicos, acabei conhecendo a verdadeira Igreja Católica. E percebi que a Igreja que eu imaginava era apenas uma espécie de espantalho, uma falsidade pintada por falsos profetas, completamente diferente da Igreja Católica real – aquela que de fato existe.

O que eu ouvia dizer da Igreja, nas falsas religiões que eu frequentava, era uma caricatura, uma imagem totalmente distorcida da realidade. Através de um longo e progressivo processo de conhecimento da Igreja, rezando com fé e estudando com honestidade os primeiros Padres, a História da Igreja desde o início, a vida dos santos, o Catecismo, conversando com bons padres e assistindo com frequência à Santa Missa, fui agraciado com o conhecimento da Verdade que eu tanto procurava.

A minha vida se tornou, então, cheia de Luz e da Graça divina, e hoje eu posso dizer que conheço, a cada dia um pouco mais, o verdadeiro Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Agora navego em segurança, na ilustríssima companhia de incontáveis santos e santas, os do Céu e alguns cá da Terra, por este mar muitas vezes bravio, a bordo do grande Barco da Igreja.

Essa é uma longa história, mas por que mencionei agora a minha experiência de vida? Porque o meu exemplo é perfeito para ilustrar a ideia que tento transmitir: foi através do testemunho e do exemplo dos bons católicos que eu encontrei o verdadeiro Cristo, e, n'Ele, encontrei a salvação. Sendo assim, eu poderia dizer que esses bons cristãos me salvaram? De certo modo, sim, embora Quem tenha me salvado verdadeiramente tenha sido Jesus – e unicamente Ele poderia fazê-lo. Mesmo assim, daqueles que me conduziram ao Salvador eu poderia dizer que foram, sim, em um certo sentido, meus "salvadores". Porque eles foram como que reflexos do único verdadeiro Salvador, que é Cristo. – E é exatamente isso o que todo cristão fiel deve ser neste mundo: um reflexo de Cristo.

Outro exemplo: imagine-se, leitor, perdido num deserto, vagando há vários dias, já quase a ponto de morrer de sede: um viajante passa por você, conduzindo um jipe; ele não para, não lhe presta socorro nem lhe dá de beber, mas indica a direção que você deve seguir para se salvar. Desesperado, você segue a orientação desse viajante, segue o caminho que ele indicou e logo encontra uma habitação; ao bater na porta, alguém muito caridoso prontamente o atende, o acolhe e lhe dá água fresca, alimento e um leito para descansar. Além de tudo, essa alma bondosa lhe permite usar o telefone, para que você peça ajuda e possa enfim retornar à segurança do seu lar. Pois bem: sua vida foi salva. Quem o salvou? O viajante não lhe deu água nem alimento, nem mesmo carona. Quem lhe deu água, comida, descanso e a possibilidade de retornar ao lar foi o dono da casa. O viajante, porém, indicou o caminho até ele.

O mesmo ocorre com a intercessão dos santos. Eles mesmos não são o Caminho. O único Caminho para a salvação é Jesus; insisto que somente Ele se deu em Sacrifício para a nossa salvação, e que só Ele poderia fazê-lo. Mas os santos nos indicam o Caminho e, mais do que isso, são agentes do próprio Salvador a caminhar junto conosco; levam nossas intenções a Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

Agora veja: se alguém crê naquilo que está escrito na Bíblia, também precisa crer na intercessão dos santos. Não podemos tomar uma parte isolada da Bíblia, acreditar somente nesse trecho particular e descartar todo o resto. Se cremos nas Sagradas Escrituras, precisamos crer em toda ela, meditar em tudo o que diz, e tudo dentro do seu devido contexto. E por acaso não ensina o Apóstolo Paulo, nas mesmas Escrituras, que os cristãos devem dirigir orações a Deus em favor de todos? Vejamos o que diz o primeiro versículo da própria 1 Carta a Timóteo:

“Acima de tudo, recomendo que se façam pedidos, orações, súplicas, e ações de graças por todos os homens, pelos reis e todos os que detêm autoridade, para que possamos viver uma vida calma e tranquila, com toda a piedade e dignidade."
(1Tm 2,1)

Ora, quem pede a Deus pelo outro, com "pedidos, orações e súplicas", está intercedendo pelo outro junto a Deus. Sim, S. Paulo nos pede abertamente, no versículo 1, que antes de tudo sejamos intercessores junto a Deus, uns pelos outros. E é logo adiante, nessa mesma Epístola, no versículo 5, que ele vai dizer que só Jesus é nosso Mediador. Estaria o Apóstolo se contradizendo?

Também na Carta de S. Tiago, capítulo 5, versículo 16, está escrito o seguinte:

“Confessai uns aos outros os vossos pecados e orai uns pelos outros, para que sejais curados. A oração fervorosa (ou assídua) do justo tem grande poder."

Afinal, se eu creio na Bíblia, em que devo crer? Que somente Jesus intercede por nós, ou que nós também podemos interceder uns pelos outros? Ensina a Bíblia uma coisa numa parte e outra coisa diferente, em outra parte? Não. Se a Bíblia contradissesse a si mesma, não seria Palavra de Deus. Na verdade, a solução para esse dilema é bem simples: a questão é que, dentro do contexto bíblico, a natureza da intercessão tratada no versículo 1 de 1 Timóteo é diferente da mediação do versículo 5.


No Antigo Testamento, a mediação entre Deus e os homens se dava através da prática da Lei e dos sacrifícios e ofertas no Templo. No Novo Testamento, isto é, na Nova e Eterna Aliança entre Deus e os seres humanos, é Cristo quem nos reconcilia com Deus através do seu Sacrifício único e suficiente na Cruz. É esta a nova mediação, e é neste sentido que o Cristo é nosso único Mediador, pois através d'Ele recuperamos para sempre a Amizade com Deus: "Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos" (Rm 5, 19).

Portanto, a exclusividade da medição de Cristo se refere à justificação e à salvação dos seres humanos. Mas a intercessão dos santos é de uma outra natureza: refere-se à graça que Deus nos concede de intercedermos uns pelos outros. É dessa maneira que os santos intercedem por nós.

Que podemos e devemos interceder uns pelos ouros é um fato com que os protestantes/"evangélicos" concordam; não há nenhum problema, nenhuma discordância quanto a isso, e aí já se quebra o argumento de que só Jesus pode interceder. Mas eu sei bem o que dirão, então: que nós, cristãos que vivemos ainda neste mundo, podemos interceder uns pelos outros pelo fato de estarmos vivos, mas que no caso dos santos já falecidos é diferente. Veremos agora esta outra objeção, em todos os seus desdobramentos.


Objeção 2:
Aqueles que já morreram, mesmo que tenham sido santos, não podem interceder por nós aqui na Terra, porque após a morte não há consciência; ficamos todos como que 'dormindo', esperando o Dia da Ressurreição

Os defensores desta objeção usam como fundamento as palavras do Eclesiastes e também as da Primeira Epístola aos Tessalonicenses :

“Com efeito, os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem mais nada; para eles não há mais recompensa, porque sua lembrança está esquecida (...) Tudo que tua mão encontra para fazer, faze-o com todas as tuas faculdades, pois que na região dos mortos, para onde vais, não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria.”
(Ecl 9, 5.10)

“Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem.”
(1Ts 4,13-15)

Mais uma vez, é preciso manter em mente que a Bíblia é um conjunto coeso de livros, que precisa ser entendido como um todo: se quisermos entender a sua Mensagem mais profunda, não podemos tomar uma parte isoladamente e elaborar a partir desta uma doutrina diferente daquela que a Igreja ensina. Esta é a razão de Jesus Cristo ter dado autoridade a Pedro e aos Apóstolos para conduzir a sua Igreja até a sua volta. É por isso, também, que o Senhor jamais nos disse que bastaria o exame das Escrituras para encontrar o Reino de Deus e alcançar a Salvação.

Pois bem. Se alguém crê na Bíblia, não pode aceitar a doutrina da "inconsciência", que diz que os mortos estão como que "dormindo", aguardando o Dia do Juízo", simplesmente porque há diversos outros versículos muito claros na Sagrada Escritura que dizem o contrário. Podemos ver, por exemplo, Isaías 14,9-10; 1 Pedro 3,19; Mateus 17,3; Apocalipse 5,8; 6,10; 7,10.

A solução evidente é que os versículos aparentemente contraditórios citados mais acima (obviamente) não fazem referência ao estado mental de todos os mortos, mas sim ao infortúnio espiritual daqueles que morreram em inimizade com Deus. Tanto é assim que o Livro dos Provérbios atesta que "o sábio escala o caminho da vida, para evitar a descida à morada dos mortos" (Pr 15,24). – A "região dos mortos" ali denominada é o lugar de desgraça para onde são encaminhados os inimigos de Deus. E acaso não morrerão também os sábios, como todos os outros? Claro que os sábios também morrem, mas a Bíblia diz que estes não irão para a "morada" ou "região dos mortos" onde "não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria".

Assim entendemos que o Livro do Eclesiastes, assim como a passagem de 1Tessalonicenses, nas passagens em questão, estão se referindo ao infortúnio que existe nessa "região dos mortos" para onde vão aqueles que estão mortos para Deus.

Muitos grupos de protestantes aceitam esta realidade, mas não querendo aceitar a doutrina católica, apelam ainda para uma outra argumentação, que veremos em seguida.


Objeção 3:
Os santos não podem ouvir as orações dos que estão na Terra, porque não são oniscientes e nem onipresentes

Esta argumentação em especial, quando a ouvimos pela primeira vez, parece fazer muito sentido. E agora? Será que um santo pode receber as nossas orações e os nossos pedidos de intercessão, mesmo não tendo onipresença e onisciência próprias? Vejamos o que diz o Livro dos Atos dos Apóstolos:

“De noite, Paulo teve uma visão: um macedônio, em pé, diante dele, lhe rogava: 'Passa à Macedônia, e vem em nosso auxílio!' Assim que teve essa visão, procuramos partir para a Macedônia, certos de que Deus nos chamava a pregar-lhes o Evangelho."
(At 16,9-10)

O que percebemos nesta passagem? Entre outras coisas, que S. Paulo não precisou ser onipresente e nem onisciente para receber a oração do Macedônio, que suplicava por auxílio. O próprio Apóstolo ensinou que a Igreja é o Corpo de Cristo: os que estão unidos a Cristo através da Igreja são membros do Seu Corpo. – Um só Corpo. – Isso quer dizer que tanto nós, aqui na Terra, quanto os que já morreram para este mundo, na Amizade do Senhor, todos somos membros da Igreja, do mesmo Corpo Místico, do qual o Senhor é a Cabeça:

“Agora alegro-me nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu Corpo, que é a Igreja."
(Cl 1, 24)

Como membros do Corpo de Cristo, enquanto cristãos, estamos mística e intimamente ligados uns aos outros: "Embora sejamos muitos, formamos um só Corpo em Cristo, e cada um de nós é membro do outro" (Rm 12,5). Nosso Senhor Jesus Cristo é a Cabeça do seu Corpo, que é a Igreja: "Ele é a Cabeça do Corpo, a Igreja" (Cl 1,18). Portanto, está claro que os santos, tanto os da Terra quando os que já estão no Céu, na Presença de Deus, estão ligados, enquanto membros do Corpo do Senhor, a Igreja.

Assim como a minha mão direita não pode se comunicar com a esquerda sem que esse comando tenha sido coordenado por minha cabeça, da mesma forma, no Corpo de Cristo, os membros podem se comunicar uns com os outros, sendo que essa comunicação acontece através da Cabeça, que é o próprio Cristo.

Desta maneira, quando nós pedimos aos santos que intercedam por nós junto a Deus, é como a comunicação de um membro com outro membro no Corpo de Cristo: acontece através de Cristo Jesus, que é Deus. Assim como a nossa cabeça pode coordenar movimentos simultâneos entre os vários membros de nosso corpo, Cristo, Cabeça da Igreja, que é onisciente e onipresente, possibilita a comunicação entre os membros do seu Corpo.

Portanto, o fato de os santos não serem onipotentes e oniscientes não impede que eles conheçam ou recebam os nossos pedidos e possam interceder por nós junto a Deus. "E da mão do anjo subiu à Presença de Deus a fumaça do incenso com as orações dos santos" (Ap 8,4).


Objeção 4:
Nós não podemos dirigir nossa orações aos santos pois isto caracterizaria a evocação dos mortos, que é proibida na Bíblia

Esta objeção baseia-se principalmente nos seguintes versículos:

“Não se ache no meio de ti quem pratique a adivinhação, o sortilégio, a magia, a necromancia, a evocação dos mortos: porque todo homem que fizer tais coisas constitui abominação para o Senhor."
(Dt 18, 9-14)

“Se uma pessoa recorrer aos espíritos ou adivinhos, e andar atrás deles, voltarei minha Face contra essa pessoa e a exterminarei do meio do meu povo. (...) Qualquer mulher ou homem que evocar espíritos será punido de morte."
(Lv 20, 6 - 27)

Destacamos acima os trechos que explicitam que a condenação divina se refere à evocação dos mortos. Sem dúvida Deus abomina a evocação dos mortos. No entanto, há uma tremenda diferença entre evocar os mortos e pedir a intercessão dos santos. Evocar os mortos, dentro deste contexto, é pedir ao espírito do defunto que se apresente e se comunique com os vivos, por meio de necromantes (atualmente chamados 'médiuns'), como se aquela pessoa falecida ainda estivesse vagando em algum lugar, numa dimensão paralela ou "penando" na Terra. Como podemos perceber, trata-se da mesmíssima prática dos espíritas de hoje.

O que Allan Kardec chamou de "mediunidade" já era praticado nos tempos do Antigo Testamento, e sempre foi categoricamente condenado por Deus. Ao invés de confiar na Providência Divina, os que praticam a necromancia ou mediunidade preferem confiar nas instruções de espíritos, dos quais não têm como conhecer a origem (conf. 1Sm 28).

No caso da intercessão dos santos, não estamos pedindo que o santo se apresente para conversar conosco através de algum médium ou "psicografar" uma carta a fim de obter informações. Nada disso. Estamos, sim, dirigindo pedidos de oração aos santos do Senhor, os quais, pela fé, cremos que estão mais vivos do que nós no Céu, o que é completamente diferente de invocação dos mortos. Continuamos confiando somente na Providência Divina, e continuamos crendo que, em última análise, somente Deus atende às nossas preces.

Desta forma, as proibições divinas quanto à prática de espiritismo não se aplicam de modo algum à doutrina da intercessão dos santos.


Objeção 5:
Não há referência bíblica quanto à intercessão dos santos

Aqui está uma objeção completamente falsa já na própria afirmação. Existem, sim senhor, diversos versículos bíblicos mostrando que os santos elevam as suas e as nossas orações na Presença de Deus. Vejamos:

“Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do Altar as almas dos homens imolados por causa da Palavra de Deus, e por causa do testemunho de que eram depositários. E clamavam a Deus em alta voz, dizendo: 'Até quando Tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da Terra?' Foi então dada a cada um deles uma veste branca, e foi-lhes dito que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que estavam com eles para ser mortos."
(Ap 6, 9-11)

“Os quatro viventes e os vinte e quatro anciões se prostraram diante do Cordeiro. Tinha cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos."
(Ap 5,8)

“A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus."
(Ap 8,4)

Vemos com toda a clareza como os santos, no Céu, clamam a Deus em intenção dos que estão na Terra. Sim, os santos elevam suas orações a Deus. E por que estariam orando, se já estão salvos, desfrutando da Presença divina? Suas orações são em nosso favor, para que os que estão no mundo também possam um dia estar com eles, na felicidade perfeita e eterna plenitude.

No Livro do Profeta Jeremias, lemos:

“Disse-me, então, o SENHOR: 'Mesmo que Moisés e Samuel se apresentassem diante de Mim, meu Coração não se voltaria para esse povo'."
(Jr 15,1)

No tempo de Jeremias, Moisés e Samuel já estavam mortos. No entanto, a Sagrada Escritura apresenta o SENHOR Deus, diretamente, dizendo que estes mesmos profetas, já mortos para o mundo, poderiam se colocar em sua Presença para pedir pelo povo de Israel. Se isto fosse uma completa impossibilidade, como pregam certos "pastores", então nem seria mencionada na Escritura – Aí está a intercessão dos santos, literalmente, no texto da Bíblia Sagrada.


O testemunho dos primeiros cristãos

Finalizando este estudo, vejamos o que professavam os cristãos da Igreja primitiva, nos primeiros séculos, quando não havia divisão na Cristandade e a Igreja de Jesus Cristo era uma só:

“O Pontífice [o Papa] não é o único a se unir aos orantes. Os anjos e as almas dos juntos também se unem a eles na oração." – Orígenes (185-254 dC), Tratado da Oração

“Se um de nós partir primeiro deste mundo, não cessem as nossas orações pelos irmãos." – Cipriano de Cartago (200-258 dC), Epístola 57

“Aos que fizeram tudo o que tiveram ao seu alcance para permanecer fiéis, não lhes faltará, nem a guarda dos anjos nem a proteção dos santos." – Santo Hilário de Poitiers (310-367 dC), Apologetica ad Reprehensores Libri de Synodis Responsa

“Comemoramos os que adormeceram no Senhor antes de nós: Patriarcas, Profetas, Apóstolos e Mártires, para que Deus, por suas intercessões e orações, se digne receber as nossas." – São Cirilo de Jerusalém (315-386 dC), Catequeses Mistagógicas

“Em seguida [na Oração Eucarística], mencionamos os que já partiram: primeiro os Patricarcas, Profetas, Apóstolos e Mártires, para que Deus, em virtude de suas preces e intercessões, receba a nossa oração." – São Cirilo de Jerusalém, idem

“Se os Apóstolos e mártires, enquanto estavam em sua carne mortal, e ainda necessitados de cuidar de si, ainda podiam orar pelos outros, muito mais agora que já receberam a Coroa de suas vitórias e triunfos. Moisés, um só homem, alcançou de Deus o perdão para 600 mil homens armados; e Estevão, para seus perseguidores. Serão menos poderosos agora que reinam com Cristo? São Paulo diz que com suas orações salvara a vida de 276 homens, que seguiam com ele no navio [naufrágio na ilha de Malta]. E depois de sua morte, cessará sua boca e não pronunciará uma só palavra em favor daqueles que no mundo, por seu intermédio, creram no Evangelho?" – São Jerônimo (340-420 dC), Adversus Vigilancio 6

“Portanto, como bem sabem os fiéis, a disciplina eclesiástica prescreve que, quando se mencionam os mártires nesse lugar durante a Celebração Eucarística, não se reza por eles, mas pelos outros defuntos que também aí se comemoram. Não é conveniente orar por um Mártir, pois somos nós que devemos encomendar suas orações." - Santo Agostinho (391-430 d.C. - Sermão 159, 1)

“Não deixemos parecer para nós pouca coisa; que sejamos membros do mesmo Corpo que elas [Santa Perpétua e Santa Felicidade] (...). Nós nos maravilhamos com elas, elas sentem compaixão de nós. Nós nos alegramos por elas, elas oram por nós (...). Contudo, nós todos servimos um só Senhor, seguimos um só Mestre, atendemos um só Rei. Estamos unidos a uma Cabeça; nos dirigimos a uma Jerusalém; seguimos após um Amor, envolvendo uma Unidade." – Santo Agostinho (391-430 dC), Sermão 280,6

“Por vezes, é a intercessão dos santos que alcança o perdão das nossas faltas (1Jo 5,16; Tg 5,14-15) ou ainda a misericórdia e a fé." – São João Cassiano (360-435 dC), Conferência 20


Conclusão

Como podemos ver, quanto à doutrina da intercessão dos santos, não se trata de "invenção" do catolicismo, como afirmam certos falsos profetas, mas sim da legítima doutrina cristã como sempre foi, embasada tanto nas Sagradas Escrituras quanto na Tradição Apostólica. Quanto a isto, os primeiros cristãos jamais tiveram dúvidas (outra prova disso é que este tema jamais foi motivo de disputas conciliares). Esta doutrina só confirma o Amor de Deus para conosco e Seu Plano de que sejamos, uns para os outros, instrumentos deste Amor.

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Ref.:
LIMA, 
Alessandro, artigo 'A Intercessão dos Santos', disp. em
http://www.veritatis.com.br/apologetica/imagens-santos/555-a-intercessao-dos-santos
Acesso 25/9/014

29 de Setembro, Dia de São Miguel Arcanjo


SÃO MIGUEL, do hebraico עברית, que significa "Quem [é] como Deus?", um dos maiores e mais honrados arcanjos da Igreja de Cristo. Príncipe da Milícia Celeste, Deus o tem como poderoso Comandante na grande guerra contra o mal. É um grande aliado dos santos da Igreja contra Satanás e seus demônios.

Quando um cristão deixa este mundo, a Igreja pede na Missa de Réquiem que São Miguel o introduza na Luz celeste, daí o hábito de representá-lo segurando uma balança em que se pesem as almas. O nome de São Miguel aparece nas Sagradas Escrituras, nas seguintes passagens:

• Daniel 10,13.22: "O príncipe do reino persa resistiu-me durante vinte e um dias; mas eis que veio em meu socorro Miguel, um dos primeiros príncipes, e eu permaneci ao lado dos reis da Pérsia. (...) Contra esses adversários não há ninguém que me defenda a não ser Miguel, vosso príncipe."

• Em Daniel 12,1, diz o anjo sobre os últimos tempos: "Naquele tempo se levantará o grande Príncipe Miguel, o protetor dos filhos do vosso povo. Será uma época de desolação como jamais houve igual desde que as nações existem. Então, entre os filhos de teu povo, serão salvos todos aqueles que se acharem inscritos no livro."

• Em Apocalipse 12,7-9, São João fala do grande conflito do final dos tempos: "E houve no céu uma grande batalha: Miguel e os seus anjos pelejavam contra o Dragão, e o Dragão com os seus anjos pelejavam contra ele; porém estes não prevaleceram, e o seu lugar não se achou mais no céu."

• Na Epístola de São Judas 1,9, na célebre passagem em que São Miguel aparece disputando com o demônio o corpo de Moisés, que reflete uma antiga tradição judaica contida também em livros apócrifos.

São funções de São Miguel: combater a Satanás; resgatar as almas dos fiéis do poder do inimigo, especialmente na hora da morte; levar as almas dos homens para o julgamento. Patrono da Igreja e das ordens de cavaleiros da Idade Média, é o campeão do povo de Deus, tanto dos judeus da Antiga Lei quanto dos cristãos do Novo Testamento.



São Basílio e outros Padres Gregos, como Salmeron, Belarmino, e outros, colocam São Miguel acima de todos os anjos; dizem que ele é chamado arcanjo por ser é o Príncipe dos Anjos. Outros afirmam que ele é o Príncipe dos serafins, a primeira das nove ordens angélicas. Segundo São Tomás (Summa, I 113,3) ele é o Príncipe do último e coro, os dos anjos.

A Liturgia Romana parece concordar com os Padres Gregos; chamando-o de Princeps Militiae Coelestis quem honorificant angelorum cives (Príncipe da Milícia Celeste, a quem honram os anjos). A Liturgia Grega o chama de Archistrategos, o mais alto general.


Oração e Ladainha de São Miguel:


Sancte Michael Archangele, defende nos in praelio, contra nequitias et insidias diaboli esto praesidium: Imperet illi Deus, supplices deprecamur, tuque, Princeps Militiae Caelestis, Satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo, divina Virtute in infernum detrude. Amen.


São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, cobri-nos com vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos. E vós, Príncipe da Milícia Celeste, pelo divino Poder precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.


Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai Celeste que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho Redentor do mundo que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós.

São Miguel, rogai por nós, rogai por nós.
São Miguel, cheio de graça de Deus, rogai por nós.
São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, rogai por nós.
São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós.
São Miguel, poderosíssimo Príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós.
São Miguel, porta e estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós.
São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós.
São Miguel, guia e consolador do povo Israelita, rogai por nós.
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós.
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós.
São Miguel, luz dos Anjos,rogai por nós.
São Miguel, baluarte da verdadeira fé, rogai por nós.
São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da Cruz, rogai por nós.
São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós.
São Miguel, socorro muito certo,rogai por nós.
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós.
São Miguel, mensageiro da sentença eterna, rogai por nós.
São Miguel, consolador das almas do Purgatório, Vós a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, rogai por nós.
São Miguel, nosso Príncipe,rogai por nós.
São Miguel, nosso Advogado, rogai por nós.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do Mundo, perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do Mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do Mundo, tende piedade de nós, Senhor.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Rogai por nós glorioso São Miguel,
Príncipe da Igreja de Jesus Cristo.
Para que sejamos dignos das Suas promessas. Amém

Senhor Jesus Cristo, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, por intercessão de São Miguel Arcanjo, a Sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas no Céu e a trocar os bens do tempo presente pelos bens eternos. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém
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