Papa Francisco e o Milagre Eucarístico em Buenos Aires


O ATUAL Papa Francisco conduziu investigação para comprovar um dos maiores milagres eucarísticos da história recente, ocorrido em Buenos Aires em 1996

Foi o chamado Milagre Eucarístico de Buenos Aires, onde uma Hóstia Consagrada tornou-se Carne e Sangue. O Cardeal Jorge Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires, hoje Papa Francisco, ordenou que se chamasse um fotógrafo profissional para tirar fotos do acontecimento para que os fatos não se perdessem. Depois foram conduzidas pesquisas de laboratório coordenadas pelo Dr. Castañon.

Os Estudos mostraram que a matéria colhida da Hóstia era uma parte do ventrículo esquerdo, músculo do coração de uma pessoa com cerca de 30 anos, sangue tipo AB de uma pessoa que tivesse sofrido muito com a morte, tendo sido golpeado e espancado. Os cientistas que realizaram o exame e os estudos não sabiam que era material proveniente de uma Hóstia Consagrada: isso só lhes foi revelado após a análise, e foram surpreendidos porque haviam encontrado glóbulos vermelhos, glóbulos brancos pulsando durante a análise, como se o material tivesse sido colhido direto de um coração ainda vivo.


A Hóstia Consagrada tornou-se Carne e Sangue

Às 19h de 18 de agosto de 1996, o Padre Alejandro Pezet celebrava a Santa Missa em uma igreja no centro comercial de Buenos Aires. Como estava já terminando a distribuição da Sagrada Comunhão, uma mulher veio até a ele e informou que tinha encontrado uma hóstia descartada em um candelabro na parte de trás da igreja. Chegando ao lugar indicado, o Padre Alejandro Pezet viu a hóstia profanada. Como ele não pudesse consumi-la, colocou-o em uma tigela com água, como manda a norma local, e colocou-a no Santuário da Capela do Santíssimo Sacramento, aguardando que dissolvesse na água.

Na segunda-feira, 26 de agosto, ao abrir o Tabernáculo, viu com espanto que a Hóstia havia se tornado uma substância sangrenta. Relatou o fato então ao Arcebispo local Cardeal, Dom Jorge Bergoglio, que determinou que a Hóstia fosse fotografada profissionalmente. As fotos foram tiradas em 6 de setembro de 1996. Mostram claramente que a Hóstia, que se tornou um pedaço de Carne sangrenta, tinha aumentado consideravelmente de tamanho.


Análises Clínicas

Durante anos, a Hóstia permaneceu no Tabernáculo, e o acontecimento foi mantido em segredo estrito. Desde que a Hóstia não sofreu decomposição visível, o Cardeal Bergoglio decidiu mandar analisá-la cientificamente. 

Uma amostra do Tecido foi enviado para um laboratório em Buenos Aires. O laboratório relatou ter encontrado células vermelhas e brancas do sangue e do tecido de um coração humano. O laboratório também informou que a amostra de Tecido apresentava características de material humano ainda vivo, com as células pulsantes como se estivessem em um coração humano ainda vivo.
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Testes e análises clínicas: 'Não há explicação científica'

Em 1999, foi solicitado ao Dr. Ricardo Castañón Gomez que realizasse alguns testes adicionais. Em 5 de outubro de 1999, na presença de representantes do Cardeal Bergoglio, o Dr. Castañón retirou amostras dos do Tecido ensanguentado e enviou a Nova York para análises complementares. Para não prejudicar o estudo, propositalmente não foi informado à equipe de cientistas a sua verdadeira origem.
O laboratório relatou que a amostra foi recebida do tecido do músculo do coração de um ser humano ainda vivo.

Cinco anos mais tarde (2004), o Dr. Gomez contatou o Dr. Frederic Zugibe e pediu para avaliar uma amostra de teste, novamente mantendo em sigilo a origem da amostra. Dr. Zugibe, cardiologista renomado, determinou que a matéria analisada era constituída de “Carne e Sangue” humanos. O médico declarou o seguinte:

“O material analisado é um fragmento do músculo cardíaco que se encontra na parede do ventrículo esquerdo, músculo é responsável pela contração do coração. O ventrículo cardíaco esquerdo bombeia sangue para todas as partes do corpo. O músculo cardíaco tinha uma condição inflamatória e um grande número de células brancas do sangue, o que indica que o Coração estava vivo no momento da colheita da amostra, já que as células brancas do sangue morrem fora de um organismo vivo. Além do mais, essas células brancas do sangue haviam penetrado no tecido, o que indica ainda que o coração estava sob estresse severo, como se o proprietário tivesse sido espancado."

Evidentemente, foi uma grande surpresa para o cardiologista saber a verdadeira origem do tecido. Dois cientistas australianos, o cientista Mike Willesee e o advogado Ron Tesoriero, testemunharam os testes. Ao saberem de onde a amostra tinha sido recolhida, demonstraram grande surpresa. Racional, Mike Willesee perguntou ao médico por quanto tempo as células brancas do sangue teriam permanecido vivas se tivessem vindo de um pedaço de tecido humano que permaneceu na água. "Elas deixariam de existir em questão de minutos", disse o Dr. Zugibe. O médico  foi então informado que a fonte da Amostra fora inicialmente deixada em água durante um mês e, em seguida, durante três anos em um recipiente com água destilada, sendo depois retirada para análise.

Dr. Mike Willesee Zugibe declarou que não há maneira de explicar cientificamente este fato: “Como e por que uma Hóstia Consagrada pode mudar e tornar-se Carne e Sangue humanos? Permanece um mistério inexplicável para a ciência, um mistério totalmente fora da minha jurisdição".

Abaixo, um vídeo com o depoimento do Dr. Castañón e imagens do Milagre.


Dr. Ricardo Castañón Gomez fala sobre o
Milagre Eucarístico ocorrido em Buenos Aires



Tradução da palestra do Dr. Castañón no vídeo para o português:

Agora vou entrar em um tema que é muito interessante e que com certeza vou tratar com mais profundidade: eu fui chamado pelo Cardeal de Buenos Aires, - relato isso porque depois de muitos anos de trabalho a Igreja valoriza estas investigações, então me chamam. -  Ocorre que em Buenos Aires existe a "moda" de muitas pessoas receberem a Comunhão nas mãos. O resultado é que deixaram cair a Hóstia Consagrada, e como a Hóstia estava "suja " ninguém a quis recolher. Consagrada!

Então alguém avisa o Sacerdote e ele a recolhe e a guarda em água para que ela se dissolva: é uma norma que eles tem; depois molham as plantas com aquela água. Depois de uns cinco ou seis dias que estava no Tabernáculo, eles vão abrem o Tabernáculo e vêem que em vez de haver se desintegrado existem umas manchas vermelhas. Em diferentes formas vêem que o liquido aumenta nos dias sucessivos. Nesse momento me convidam a pegar algumas amostras e saber do que se trata.

Eu viajo duas vezes e obtenho duas amostras, uma é uma massa gelatinosa. Porque eu tenho contado a vocês sobre uma Hóstia, mas o mesmo ocorreu à outra, tenho duas amostras que devo analisar uma é esta, a outra é uma que exsudou em 1996 e que formou uma crosta seca.

Então eu viajo à América do Norte, a um laboratório na Califórnia, levando essa amostra. Eu não lhes digo que vem de uma Hóstia. O "estudo cego" consiste em apresentar aos senhores laboratoristas a amostra e pedir que a analisem.

Qual é o resultado? "Dr, a amostra que o senhor nos trouxe é músculo do Coração, músculo do miocárdio, do ventrículo esquerdo". Este é o primeiro resultado mais há mais coisas a descobrir. Este estudo estamos realizando desde 1999, mas há alguns meses descobrimos que havia um grande expert em cardiologia em patologia e em bioquímica. É o único professor que escreveu um livro que explica de que foi morta uma pessoa quando o coração foi lesionado. Este professor é o famoso Dr. Frederick Zugibe. Então entregamos a ele as amostras e ele nos disse: "Essa pessoa que tinha esse Coração morreu muito mal-tratada, porque seu coração tem lesões que mostram que foi muito golpeada. Esse homem foi torturado!" - Ele não sabe que é uma Hóstia.

E logo ele disse: "Mas tem uma coisa que eu gostaria que vocês me explicassem: como é possível que quando eu estava estudando esta amostra, a amostra palpitava, pulsava? Então expliquem como vocês tiraram o coração de um morto e o trazem vivo ao meu laboratório em Nova York?"

"Professor Zugibe, não é o que o senhor pensa, isto é uma Hóstia Consagrada que começou a sangrar!"... Imaginem, seus cabelos quase saltaram da sua cabeça! Imaginem dizer a um homem que um pedaço de trigo se tornou Sangue e se coagulou, e agora é uma amostra de músculo de Coração!

Mas não termina por aí, porque ele perguntou como era possível que estevesse vivo ainda? Mas eu estou lhe dizendo que estou estudando desde 1999. São cinco anos que a amostra está comigo. Então eu viajo para o laboratório em Buenos Aires, há poucas semanas e busco os documentos dos primeiros estudos realizados em Buenos Aires; escreveu o laboratorista da primeira análise: "Observam-se alguns líquidos, células vermelhas do sangue, hemoglobina, e o que me chama a atenção é que as células estão se movendo e pulsando!".

As células estão palpitando e pulsando! Alguns dias já haviam se passado! E após 15 minutos as células do sangue morrem, todos os glóbulos brancos e vermelhos se decompõem! Então me interessou muito o tema do Coração e eu me intero que no século VII, em Lanciano, cidade localizada no sul da Itália, um sacerdote celebrava a Missa e duvidava se Cristo estava presente na Eucaristia. Ele duvidou, e no momento de sua dúvida, a Hóstia se transforma em Sangue e se coagula, e se torna um pedaço de Carne, se vocês viajarem a Lanciano poderão vê-la. Eu creio que alguns já tenha feito isso.

O Vinho se transforma em cinco coágulos de Sangue, que são como cinco "algodões" de Sangue. Mas são de distintos tamanhos os cinco e cada um pesa igual ao outro! Isto aconteceu no século VII, mas se conserva, então os italianos, na Conferência Episcopal da Itália, convidam, nos anos 70, o professor Dr. Linolli, que é um expert em bioquímica e patologia para estudar o caso, e este doutor nos disse que "é músculo do Coração igual a amostra que você tem "!

Ou seja, a amostra que eu tenho, que é dos anos 90, de Buenos Aires, é a mesma que esta! Pertence à mesma Pessoa... O que opinam disso?

O restante não lhes conto, porque senão não compram meu livro (risos). Mentira, não tenho um livro que fale sobre este assunto. Aqui estamos falando do que eu creio ser a prova de algo extraordinário. Posso eu comprovar que Jesus Cristo está presente na Eucaristia? Nosso Senhor disse a uma mística: "Eu faço milagres para os cegos e surdo, mas eu não quero fazer milagres porque quero que creiam por Fé".

Eu não sou nada para dizer "esta é a prova", mas eu apenas coloco sobre a mesa os resultados de minha pesquisa para que vocês meditem e para que tirem suas próprias conclusões. Eu não posso explicar porque uma imagem de gesso exsuda... Porque esta parede de gesso não exsuda? Porque só as imagens sagradas? Então eu creio que os senhores devem meditar.

O que Nosso Senhor está tentando nos dizer com esses Sinais? E logo me intero que no século XII havia outra pessoa, outro sacerdote que também duvidou que Cristo estava presente na Eucaristia, isto na Itália também e quando estava duvidando se Cristo estava presente ou não, o corporal que tinha se encheu de Sangue, mas aqui aconteceu algo impressionante, porque o Sangue correu do Altar e o Sangue correu no chão, e se vocês forem ver hoje, poderão ver que o Sangue penetrou no piso de mármore, o sangue corre e entra no mármore! É devido a esta experiência no século XII, que o Papa Urbano IV, que se encontrava perto de Orvieto, viaja ao lugar e para ver este Milagre, e Urbano pede a Santo Tomás de Aquino para celebrar uma Missa e o ritual para estabelecer a celebração de Corpus Christi.

Então, para que todos saibam que a celebração de Corpus Christi nasce de um milagre Eucarístico (fim do conteúdo do vídeo)...


* Apelo do Apostolado Fiel Católico aos católicos fiéis: homens e mulheres de fé, evitem ao máximo de comungar Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo nas mãos. Peçam para receber a Sagrada Eucaristia na língua, o que é um direito de todo católico.
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O dízimo na Igreja Católica


MUITOS PADRES e também fiéis católicos acham difícil falar sobre este assunto, principalmente por causa das deturpações que tantos ditos "pastores" – na verdade autênticos "mercadores da fé" – vêm promovendo nos últimos anos, usando de meia dúzia de passagens bíblicas como armas para extorquir e explorar pessoas simples e sem instrução. De fato é muito simples usar textos isolados da Bíblia para justificar qualquer ideia, e o próprio Satanás usou das Escrituras para tentar nosso Senhor Jesus Cristo, dizendo: "Está escrito..." (Mt 4,1-11, Mc 12,13 e Lc 4,1-13). Assim enriquecem, cada vez mais, os falsos profetas. O significado verdadeiro do dízimo, porém, é justo e verdadeiramente cristão.

Nos tempos do Antigo Testamento, a Lei de Moisés prescrevia o pagamento obrigatório de 10% dos rendimentos do fiel (pagos na forma de bens e mantimentos, principalmente produtos agrícolas) para manter
a tribo de Levi e os sacerdotes, responsáveis pela manutenção do Tabernáculo e depois do Templo, já que eles não tinham direito a heranças e territórios. Esses mantimentos eram também usados para assistir aos órfãos, viúvas e pobres em suas necessidades. Depois da destruição do Templo (no ano 70 dC), a classe sacerdotal e os sacrifícios cessaram, e os rabinos passaram a recomendar que os judeus prestassem auxílio aos mais necessitados.

Por ser Cristo o Supremo Sacerdote, consumou o sacerdócio levítico com todas as suas leis, dízimos e costumes, como esclarece o Apóstolo São Paulo na Carta aos Hebreus (Hb 7,1-28): “Com efeito, mudado o sacerdócio, é necessário que se mude também a lei" (Hebr 7, 12). Mais adiante, o mesmo santo Apóstolo arremata: “Com isso, está abolida a antiga legislação, por causa de sua ineficácia e inutilidade" (Hb 7,18).


Hoje,
o dízimo é uma doação regular e proporcional aos rendimentos do fiel, que todo batizado deve assumir. É antes de tudo uma grande graça, pois é uma forma concreta que o cristão tem para manifestar a sua fé em Deus e o seu amor ao próximo, já que é por meio dele que a Igreja se mantém em atividade, sustenta seus trabalhos de evangelização e realiza muitas obras de caridade e assistência aos menos favorecidos. Pelo dízimo, podemos viver as três virtudes mais importantes para todo cristão: a Fé, a Esperança e o Amor-caridade, que nos levam mais perto de Deus. 
O dízimo é um compromisso. Representa a nossa vontade de colaborar, de verdade, com o Projeto Divino neste mundo.

A palavra “dízimo” significa “décima parte”, e a sua origem está nos 10% que os judeus davam de tudo o que colhiam da terra com o seu trabalho. Também hoje todos são convidados a oferecer, de fato, a décima parte daquilo que ganham, mas isso não é um preceito: ninguém é obrigado e ninguém deve ser constrangido a fazê-lo. O importante é entender que o dízimo não é esmola. Deus, que jamais nos priva da nossa liberdade, merece a doação feita com alegria. - O que é doado de boa vontade faz bem a quem dá e a quem recebe!


O que é preciso para ser dízimo?


Cada pessoa deve definir livremente, sem tristeza nem constrangimento, qual percentual dos seus ganhos irá separar para o dízimo. Como visto, a Igreja não exige a doação de 10% de tudo o que você ganha. Porém, para ser considerado dízimo, é preciso que seja realmente um percentual, isto é, uma porcentagem dos seus ganhos, sendo no mínimo 1%. Se alguém ganha R$ 1.000,00 e oferece R$ 10,00, isto ainda pode ser considerado dízimo. Menos do que isso, porém, seria uma oferta.

A experiência pastoral comprova: aqueles que, confiantes na Providência Divina, optaram pelo dízimo integral, isto é, pela doação dos 10% de tudo o que ganham, não se arrependeram nem sentiram falta em seus orçamentos: ao contrário, muitos dizimistas dão o seu testemunho: depois que passaram a contribuir com a Igreja e a comunidade dessa maneira, passaram a se sentir especialmente abençoados: Deus não desampara os que nele confiam.

Mas isso não quer dizer que devemos dar o dízimo esperando "ganhar em dobro", nem receber algo em troca, como se pudéssemos barganhar com Deus. Aqueles que ensinam tais coisas nada entendem de cristianismo, não compreendem o contexto bíblico e menos ainda o significado de partilha, tão presente na Igreja primitiva. 

Jesus Cristo diz que há mais bem-aventurança em dar do que em receber (At 20, 35). Dar pensando no que se receberá de volta, portanto, não é dar, é negociar, é trocar, é barganhar. Só é possível dar, no sentido cristão, quando não se espera nada em troca.

A entrega do dízimo normalmente é mensal, porque a maioria das pessoas recebe salário todo mês. Já os que recebem semanalmente
, por exemplo, podem combinar de entregá-lo uma vez por semana. O importante é saber que o dízimo deve ser entregue na comunidade com a mesma regularidade com que se recebem os ganhos regulares.

Já as ofertas são doações espontâneas, com as quais o fiel também pode e deve participar da vida em comunidade, mas nesse caso não existe a regularidade, como no caso do dízimo. - Você pode e deve doar na hora do ofertório, durante as Missas, ou fazer depósitos nas caixas de coleta, mas não se trata de um compromisso fixo assumido com Deus, e sim de uma manifestação de amor e de confiança.

Cada vez mais católicos se conscientizam da importância do dízimo e das ofertas. É bom encontrar as igrejas limpas, bem equipadas, com tudo funcionando bem... Mas, infelizmente, muitos se esquecem de que, para isso, todos precisam colaborar! Somos a Família do Senhor, e cada templo da Igreja é uma casa de todos nós. A Igreja conta com o seu desejo de viver em Cristo, de assumir de fato o papel e a missão de ser, junto com seus irmãos de fé, membro de um mesmo Corpo: aceite o chamado de nosso Pai Eterno e diga sim ao compromisso de levar adiante os trabalhos evangelizadores da sua paróquia. Informe-se sobre como se tornar um dizimista e faça bem a sua parte.


Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama a quem dá com alegria.
(2Cor 9,7)


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Assessoria:
• Prof. Dr. Pe. Vicente de Melo, CSsR (Par. Nossa Senhora do Bom Sucesso, Guaratuba - PR, e comunidades diversas / janeiro de 2013);
• Pe. Luiz Paulo de Souza (atual pároco de São José de Vila Zelina, São Paulo - SP / janeiro 2013).
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Ref. bibliográfica:
TATTO, Antoninho. Dízimo, Expressão Forte da Comunidade, 10ª ed. São Paulo: O Recado, s/d.
www.ofielcatolico.com.br

Toda uma comunidade evangélica se converte ao catolicismo

Em todo o mundo, cada vez mais protestantes e "evangélicos" retornam à Igreja Católica. Conheça a história do Pastor Alex e de sua comunidade evangélica.

O ex-pastor Alex Jones

ACONTECEU NOS ESTADOS Unidos. A “Igreja Cristã Maranatha” ficava na Av. Oakman, Detroit. Hoje, o imóvel está à venda.

Tudo começou quando o pastor Alex Jones, 58 anos, passou a trocar o culto pentecostal por uma espécie de réplica da Missa. No domingo, 4 de junho de 2006, durante a celebração da Unidade Cristã e da Ascensão do Senhor, os líderes da congregação decidiram (por 39 votos a favor e 19 contra) dar os passos necessários para torná-la oficialmente católica. Uma história repleta de anseios, surpresas, amor e alegria.

“Eu pensava que algum espírito tinha se apossado dele”, disse Linda Stewart, sobrinha do pastor Alex. “Pensava que, na procura pela verdade, ele tinha se perdido”. Linda considera o tio como um pai, ela que foi adotada por ele desde o falecimento do verdadeiro pai. A preocupação da moça começou quando seu tio trocou o estudo da Bíblia, que era feito sempre às quartas-feiras, pelo estudo dos primitivos Padres da Igreja.

Gradualmente a congregação foi deixando o culto evangélico e retornando à Santa Missa: ajoelhar-se, o Sinal da Cruz, o Credo de Niceia, a Celebração Eucarística: todos os 9 passos. Linda explica: “Aprendi que a Igreja Católica era a grande prostituta do Apocalipse e o Papa era o Anticristo. E Maria? De modo algum! Éramos felizes e seguíamos Jesus. Eu estava triste e pensava: ‘ele está maluco se pensa que vamos cair nessa!’”.

O começo de tudo se deu quando Jones ouviu, num programa de rádio chamado “Catholic Answers” (‘Respostas Católicas’), o debate entre o protestante David Hunt e o apologista católico Karl Keating. O católico fez a pergunta-chave: “Em quem você acreditaria, no caso de um acidente, para saber o que aconteceu? Nos que estavam ali, como testemunhas oculares (Apóstolos), ou naquele que só apareceu depois de muitos anos (Lutero)?” O que era desde o princípio, o que ouvimos e vimos com nossos olhos, o que contemplamos e nossas mãos tocaram do Verbo da Vida. Porque a Vida se manifestou e nós a vimos; damos testemunho e anunciamos a Vida Eterna, que estava no Pai e se manifestou a nós; O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que tenhais comunhão conosco: nossa comunhão é com o Pai e com o Filho, Jesus Cristo. Escrevemos estas coisas para que a vossa alegria seja completa." (I João 1-4)

Keating acentuou que, para aprender a verdade sobre a Igreja Cristã, era necessário ler os Padres da Igreja Primitiva, isto é, aqueles que estiveram lá desde o começo da história. “Aquilo fazia sentido”, disse o pastor Jones: “Guardei no coração e ponderei; mas só vim a compreender tudo quando li os Padres da Igreja e conheci uma Cristandade que não tínhamos em nossa igreja”. “Percebi que o centro do culto dos primeiros cristãos não era somente a pregação e o louvor, mas a Eucaristia, como o Corpo e o Sangue de Cristo presente”, declarou ele ainda.

No começo do verão de 1998, o pastor Jones decidiu reativar o verdadeiro culto da Igreja Primitiva em sua comunidade. Passou a realizar uma espécie de celebração eucarística todos os domingos. “Minha congregação achava ridículo”, recorda ele. “Eles diziam que uma vez por mês era o suficiente”. Jones leu o livro “Cruzando o Tibete”, de Steve Ray, professor de Bíblia em Milão, e aprendeu muito sobre as Escrituras, o Batismo e a Eucaristia. Mais tarde pode conhecer este autor no Seminário do Sagrado Coração em Milão, e passou a encontrá-lo regularmente.

Os dois dialogavam quase diariamente, por telefone ou e-mail. Ao estudo da Bíblia somou-se o estudo da Patrologia, do Catecismo, da Virgem Maria e os santos, do Purgatório, da Teologia Sacramental... “Comecei a deixar de lado a Sola Scriptura (somente a Bíblia), que representa o coração e a alma da fé protestante”, diz Jones. Parte do povo começou a abandonar a congregação. Relata a sobrinha de Jones: “A cada domingo eu ia para casa e dizia: ‘este foi o último; não volto mais”. Mas como confiava que seu tio era um homem de Deus, acabava retornando sempre, e aos poucos as coisas começaram a fazer sentido para ela também.


Vídeo do testemunho emocionado de Alex Jones: "Como encontrei a Verdade na Igreja Católica":



No processo de mudar o culto da Comunidade Maranatha, pastor Jones finalmente percebeu o óbvio: “Por quê recriar a roda? Já existe a Igreja que faz o culto da maneira correta: a Igreja Católica!” “Comecei a perceber que a Igreja eterna era a Católica. Todas as outras tiveram uma data de início e foram fundadas por homens. Eu encontrara a Igreja de Jesus Cristo e estava querendo perder todo o resto.” A SITUAÇÃO DA ESPOSA “Parecia uma coisa temporária. Então ele começou a mudar as coisas drasticamente e eu me perturbei, porque achava que ele estava indo pelo caminho errado”, diz Donna Jones, 33 anos, esposa do ex-pastor Alex.

“Ele havia pregado que a Igreja Católica era cheia de idolatria”, completa ela: “Quando começou a abraçar essa fé, eu disse: ‘Tem alguma coisa errada aqui’”... Alex e Donna começaram a discutir sobre usos cristãos. Donna começou a estudar a Igreja Católica para contrariar o marido, na tentativa de desviá-lo daquele caminho, como ela explica: “Precisava de ‘munição’ para contra-atacar. Mas, logo que eu comecei a ler sobre os Padres da Igreja, uma mudança começou acontecer no meu coração”.

No verão de 1998, Dennis Walters, diretor do Rito de Iniciação Cristã para Adultos da Paróquia Cristo Rei (Ann Arbor), se encontrou com a família Jones. Walters forneceu exemplares do Catecismo aos líderes de toda a Congregação Maranatha, e respondia às muitas perguntas sobre a doutrina. Por quase 10 anos, Walters se encontrou com os Jones todas as terças-feiras, e ficavam juntos por 4 ou 5 horas. Ele conta que Donna lutou contra a possibilidade de admissão na Igreja Católica também porque isso significaria a perda do emprego bastante rentável do seu marido. Rindo, ela conta que orava assim: “Senhor, o que estou fazendo, após 25 anos de ministério? Eu não estou preparada para me tornar pedicure ou manicure...”. Mas conclui contando o que aconteceu depois de algum tempo: “Então o Espírito Santo me falou ao coração: ‘Eu não estou questionando sobre a sua concordância ou não. Estou tratando da sua conformação à Imagem de Cristo’”.

Exatamente 8 meses depois, numa tarde, Donna se dirigiu ao seu marido e anunciou: “Eu sou católica!”. Depois disso, Alex Jones concluiu: “Este é definitivamente um trabalho do Santo Espírito! Quando me foi revelado que esta era a sua Igreja, não foi difícil tomar a minha decisão, embora soubesse que isso me custaria tudo”.

Para formalizar a sua conversão, a Congregação Maranatha vêm se comunicando com a Arquidiocese de Detroit há mais de um ano. A Arquidiocese está procedendo com cautela, pois há muito a ser estudado, como a situação dos casados pela segunda vez e as posições que serão adequadas para os ministros da Maranatha dentro da Igreja Católica. Por enquanto, há a possibilidade de o ex-pastor Alex Jones entrar para o seminário e se tornar padre ou diácono. Ex-pastores casados convertidos têm feito isso: Steve Anderson, de White Lake, era padre numa “igreja carismática episcopal” antes de se unir à Igreja Católica. Casado e pai de três jovens rapazes, ele recebeu permissão de Roma para se tornar padre e entrará no Seminário Maior do Sagrado Coração, para começar 3 anos de estudos antes de ser ordenado para a Diocese de Lansing.

O resultado da votação dos líderes da Congregação, a favor da conversão à Igreja Católica, foi motivo de festa para Linda, a sobrinha de Jones. Na ocasião, ela declarou: “Estou muito feliz! Mal posso esperar para entrar em Comunhão plena com a Igreja Católica, porque acredito realmente que ela é a Igreja que Cristo deixou aqui, e preciso ser parte dessa Igreja!”...

** Assista o testemunho completo do ex-pastor Alex Jones

** Leia mais sobre o caso de Alex Jones
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Ser pai e ser cristão num mundo em crise moral e espiritual


PARECE OCORRER, no mundo atual, uma crise da paternidade. Cada vez menos homens querem assumir o título de “pai” com todas as obrigações e responsabilidades que isto implica. Quando Nosso Senhor Jesus Cristo diz: “A ninguém chameis pai” (Mt 23,9), estava obviamente se referindo à necessidade que todos temos de olhar primeiro para Deus, se é que pretendemos compreender o pleno significado da palavra – pois o Criador é a Fonte e a perfeição de toda a paternidade. S. Paulo Apóstolo diz (em Ef 3,14-15): “Dobro os joelhos em Presença do Pai do Céu, ao qual deve a sua existência toda família no Céu e na Terra”.

Se quisermos compreender o que é ser um pai, não devemos e não podemos olhar para o reino animal e nem para as fraquezas humanas. Se quisermos saber o que é ser pai, devemos olhar para Deus, meditar na Paternidade Divina, e assim poderemos vislumbrar um pouco da vocação que os pais têm aqui na Terra. Meditemos: quais os motivos de estarem faltando pais de verdade neste mundo em nossos tempos, e por que o demônio vem demonstrando tanto ódio tanto aos pais e ao seu papel fundamental?

Se existe uma figura que vem sendo atacada, em nossa sociedade, é a do pai. Nem sempre explicitamente, e por isso talvez nem todos percebam, mas a pessoa que deveria ser a mais forte, o modelo e o exemplo de todos e o sustentáculo da família, tem sido cada vez mais enfraquecida. Quantas e quantas famílias têm sido hoje constituídas, simplesmente, sem a figura do pai? Vivemos o hoje o extremo do absurdo de se considerar "família" um simples união de pessoas, sem a figura do pai e da mãe ou mesmo dos filhos. Dois homens ou duas mulheres homossexuais e um cachorro, vivendo juntos numa mesma casa, já são considerados uma "família linda" (já se tornou padrão dizer que não há diferença entre um cão e um filho), e ai de quem ousar discordar. Como é possível que tal aconteça? Como é que chegamos a este ponto?!

O inimigo espiritual da humanidade evidentemente quer destruir a família, e ele sem dúvida sabe por onde começar e a quem deve atingir primeiro: àquele que deveria ser a figura do próprio Deus no mundo; àquele que deveria ser, no seio da família, o ícone do Pai do Céu. Analisemos um pouco mais de perto esta triste realidade...

Em primeiro lugar, o fato de Deus Todo-Poderoso ser chamado, pelo Cristo e pelos santos, “Pai do Céu”, demonstra que a missão da paternidade é algo eminentemente espiritual. De fato, Nosso Senhor dizia Abba, que no hebraico coloquial tem significado realmente muito íntimo, próximo e cheio de ternura, algo como "Papai".

Se formos observar o reino animal, porém, veremos que ali a paternidade não tem consistência. Até encontraremos alguns elementos daquilo que entendemos por maternidade na observação dos bichos: entre os mamíferos, as fêmeas amamentam e cuidam dos seus filhotes por algum tempo; entre os pássaros, as fêmeas cuidam dos ninhos, protegendo os ovos. Claro que existe também a colaboração do macho, apesar de esta geralmente ser mais esporádica e menos próxima. O macho, via de regra, é o reprodutor; é aquele que, seguindo seus instintos, cumpre a tarefa de perpetuar a espécie. Logo que os filhotes atingem a fase adulta, estão por sua conta e risco: somem os laços de maternidade e, principalmente, de paternidade, de tal sorte que mesmo relacionamentos sexuais podem ocorrer entre os progenitores e suas crias. Quando falamos de paternidade no sentido humano, portanto, falamos de uma realidade não só física e genética, mas também espiritual.

Nosso Senhor Jesus Cristo, por sua vez, veio nos revelar uma realidade da qual a humanidade até então não suspeitava: Deus é Pai, e quer ser nosso Pai! No contexto do Antigo Testamento, a Paternidade Divina é sempre citada como metáfora, algo muito distante. Deus é chamado Pai do povo de Israel porque protegeu e confiou neste povo de modo especial. Em algumas oportunidades é também chamado Pai, mas por ser o Criador Todo-Poderoso. Deus é tratado como Pai, no seu sentido próprio, somente a partir de Jesus Cristo. O Messias é o Filho de Deus feito homem, e com isso revela que Deus é Pai, e assim mostra como Deus preza, sobremaneira, a família.

O Pai do Céu mandou seu Filho ao mundo, e se meditarmos neste sacratíssimo relacionamento Pai e Filho, repleto de um Amor tão incompreensível que também é Pessoa – o Espírito Santo – podemos perceber o significado mais perfeito de família e daquilo que Deus realmente espera da paternidade. Compreendemos assim porque o demônio se esmera tanto em derrubar a figura do pai.

Nos últimos séculos, no entanto, lamentavelmente, o que temos visto é a derrocada da figura do pai. Já com a reforma protestante foi atacada a figura de um grande pai espiritual universal, o pai terreno da grande comunidade cristã: o Papa. Os protestantes não aceitam um pai espiritual terreno. Depois vieram as revoluções e as quedas de diversas monarquias, de reis que também eram vistos, num sentido próprio, como pais de suas nações. A figura do pai veio e continua decaindo, no inconsciente coletivo; cada vez menos se sabe respeitá-lo, obedecê-lo, tê-lo como modelo e autoridade a ser não só observada, mas também admirada.

Agora, também nas famílias, a figura do pai vem diretamente sendo antagonizada pela sociedade atual. Existe claramente um projeto, um movimento, um processo em curso – que poderíamos chamar de satânico – para destruir a figura, a influência e a importância fundamental do pai na formação do ser humano.

Neste movimento sutil e tenebroso, um exército muito empenhado e competente de professores, autores, artistas e comunicadores esquerdistas vem desempenhando papel fundamental. Entre estes figuram nomes de grande popularidade e poder de formar opinião. Uma novela de grande sucesso, exibida recentemente pela maior rede de TV do Brasil (e que alcança diversos outros países), apresenta como uma espécie de herói nacional um personagem homossexual, desonesto e afetado, que chegou a jogar fora, numa caçamba de lixo, o próprio sobrinho recém-nascido. Tal personagem foi reverenciado, alcançou enorme popularidade e até hoje possui uma legião de fãs declarados.

De muitas maneiras, vemos na sociedade atual uma feminilização do homem: ele precisa se tornar cada vez mais materno e delicado – precisa assumir um certo ar e um comportamento cada vez mais dócil e suave, características e qualidades que são naturalmente típicas das mulheres. Se o homem não for assim, hoje, será desprezado, tratado como retrógrado, antiquado, reacionário... E ninguém quer esses rótulos. Ser pai no sentido tradicional tornou-se problemático, quando não inaceitável. Isso vem acontecendo na sociedade, na família e, devemos dizê-lo, até mesmo na própria Igreja. A figura poderosa e respeitável do sacerdote severo, antes viril e repleta de autoridade, foi substituída pela do "paizinho amiguinho", sempre muito "bonzinho", que fala aos fiéis como se falasse a crianças de 6 ou 7 anos de idade... O receio de melindrar a sensibilidade de pessoas cada vez mais frágeis está sempre presente. Por isso, não se fala mais no Inferno, dos castigos divinos (pois Deus, como Pai, castiga sim), das responsabilidades que homem e mulher devem assumir, das obrigações de pais e filhos. O tema das pregações parece que começa e termina sempre –, apenas e tão somente –, no amor, no perdão e na caridade divinos. E mais nada.

A grande verdade é que as nossas famílias atuais, cada vez mais, parecem ter “duas mães”: uma “mãe com barba” e outra mãe sem barba, porque os dois –, pai e mãe, macho e fêmea –, querem fazer o papel da mulher... Ninguém mais quer assumir o papel do pai bravo, educador, amoroso porém detentor da autoridade última naquele núcleo familiar; responsável por prover não só o sustento, mas também e principalmente a base moral aos filhos.


O que caracteriza um pai?

Como definir a especificidade da figura do pai? O que o define? Analisando a ação de Deus Pai na História Sagrada, a partir do Antigo Testamento, vemos que a primeira coisa que o SENHOR faz é dar a sua Lei; é estabelecer os limites entre o que é certo e o que é errado. Isso é próprio da figura do pai: educar. Isto implica também castigar, sim, quando preciso – é próprio do amor verdadeiro e zeloso do pai. Quer queira quer não, o pai sempre significou, de algum modo, a lei. E isso também pode significar, em determinados momentos, um certo distanciamento – e é por isso que não se quer mais ser pai. Todos querem ser "modernos", querem ser bonzinhos, tolerantes... Querem ser "cúmplices" dos filhos. E para alguém se assumir como a lei, como aquele que impõe os limites, é preciso coragem, determinação, firmeza em suas convicções. Isso dá trabalho e pode gerar alguma antipatia. Evita-se correr o risco.

Deus, que inspira a nossa paternidade, é o mesmo que – para o nosso bem – apresenta os nossos limites, dá a Lei e nos mostra até onde podemos ir, apresentando a simples verdade: Ele é Deus, e não nós! Se quisermos ter uma vida realizada, feliz e plena, precisamos em primeiro lugar reconhecer este fato elementar.

Todo ser humano, em alguma fase de sua juventude, vive um período de rebeldia. Quer contestar a ordem estabelecida, quer impor o seu querer e o seu pensar, revolta-se contra "o sistema"... Ele quer, enfim, ser o seu próprio deus. Adolescentes, se não forem devidamente orientados, tornam-se pequenos ditadores. Cabe antes de tudo ao pai orientar, apontar a realidade, apresentar os limites, ensinar a lição fundamental: você não é deus.

O pai cristão deve fundamentalmente e sempre, afinal, conscientizar-se dos seguintes fatos: por um lado, a Paternidade Divina é insubstituível; por outro, os pais aqui na Terra são como ícones de Deus Pai.

São José não era propriamente pai de Jesus, mas ele de alguma forma serviu como um pai para o Senhor aqui na Terra, e não apenas socialmente, mas também, em algum nível, psicológica e espiritualmente. De alguma forma existia essa noção de paternidade sublime e sagrada, mesmo entre Jesus e José, e nós o percebemos quando a Virgem Maria diz a Jesus Menino, ao encontrá-lo no Templo: “Meu filho, por que fizeste isso? Teu pai e eu te procurávamos, cheios de aflição”. Por esta declaração de Maria Santíssima, vemos que Jesus chamava e tratava a S. José como pai, mesmo sabendo que aquele homem santo não era, de fato, seu pai. Mesmo assim, Jesus o respeitava como ícone de pai neste mundo.

E a Sagrada Escritura diz, ainda mais, que Jesus “desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito” (Lc 2,49-51). Jesus, aos doze anos de idade, depois de tratar dos “negócios de Seu Pai” – o próprio Deus, no Templo em Jerusalém – voltou com sua mãe e seu pai adotivo para Nazaré, onde viviam, e era-lhes obediente.

Jesus, o Filho de Deus e Deus, sujeito e obediente ao seu pai adotivo humano!
Que lição maravilhosa para os nossos jovenzinhos de hoje, sempre rebeldes e tão cheios de razão!

Evidente que assumir-se como ícone de pai não quer dizer obrigar os filhos a uma obediência cega, tiranizando-os e obrigando-os à obediência cega. A grande missão do pai de família cristão é colocar-se de joelhos diante do Pai dos pais, do qual provém toda a paternidade, para aprender como gerar espiritualmente aos seus filhos.


Sir Alec Guinness como Pe. Brown

Um grande testemunho de conversão é o do ator inglês Alec Guinness, mais conhecido das novas gerações pela sua interpretação do velho "jedi" Obi Wan Kenobi no filme Star Wars original, de 1977 (foto menor), que chegou a receber da realeza o título "Sir", em reconhecimento da sua brilhante carreira no cinema.

Sir
Guinness interpretou o personagem principal no filme “The misteryes of Fr. Brown" ('Os mistérios do Padre Brown'), de 1954. À ocasião, ele não tinha religião, declarando-se como agnóstico que não tinha conhecimento de religião e nem interesse nas coisas de Deus. Certo dia, ao terminar as filmagens, sentindo-se cansado, não retirou a fantasia de padre e preferiu retornar a pé ao hotel onde estava hospedado, localizado próximo à locação daquele dia, e ainda vestindo a batina. Ao cruzar uma esquina, surgiu-lhe uma criança dos seus oito anos de idade, que ele nunca soube identificar, e que lhe gritava: “Mon Père! Mon Père!” (‘Meu pai! Meu pai!’, que é como os franceses chamam carinhosamente os padres), achando, evidentemente, que ele fosse realmente um sacerdote...

O menino se aproxima, toma sua mão, e os dois caminham por um bom trecho de mãos dadas, enquanto a criança alegremente vai lhe confidenciando muitas coisas da sua vidinha, embora Sir Alec Guiness não o compreendesse bem, porque não falava fluentemente o francês. Ao final do percurso, o pequenino se despede com um: “Au revoir mon pere!”, e vai embora muito alegre.

O agnóstico Alec Guinness sentiu-se profundamente tocado por essa experiência simples. Passou a refletir sobre que religião seria essa, que faz com que uma criança confie tão completamente num desconhecido, apenas por ser padre, como se fosse realmente seu pai. E a confiança na figura do pai de uma comunidade, representada pelo padre, fez com que este famoso ator começasse a investigar o catolicismo e o que representa a religião católica. E assim se converteu. Sir Alec Guinness, a partir dali, viveu como um fiel católico até o dia de sua morte.

Isso ocorreu na primeira metade do século 20. Porém, diante deste belo testemunho, o que percebemos? A triste derrocada da figura do pai nas últimas décadas. E vemos que o demônio fez um trabalho tão bem feito que, hoje, muitos padres hesitam em demonstrar afeto para com uma criança.

Consta que o grande S. João Maria Vianney, celebrado pela Igreja em 4 de agosto, passou várias horas da sua vida diante do Sacrário, aos prantos, pedindo a Jesus: “Senhor, convertei a minha paróquia”. Todas as ações pastorais dos padres, bem como todas as nossas iniciativas como pais de família, só têm sentido se forem acompanhadas da Paternidade espiritual e da confiança primeira em Deus. Somente assim é possível ser verdadeiramente, simplesmente... Pai.

Peçamos a Nosso Senhor e à Santíssima Virgem que nos auxiliem a restabelecer a necessária figura do autêntico pai neste mundo secularizado e cada vez mais materialista.

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Ref.:
Sermão de Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Jr., disponível em:
http://padrepauloricardo.org/episodios/crise-da-paternidade
Acesso 20/01/014
www.ofielcatolico.com.br

2º Domingo do Tempo Comum, ano A - "Eis o Cordeiro de Deus"


VAMOS refletir a Sagrada Escritura, como a Igreja nos propõe para este segundo domingo do Tempo Comum do ano A: Evangelho segundo S. João, 1, 29-34.

A leitura do Evangelho inicia-se com a frase solene dita pelo grande S. João Batista, com a qual já estamos, todos nós, católicos, bastante habituados: “Eis o Cordeiro de Deus! Eis Aquele que tira o pecado do mundo!”.

Essa frase ocorre na Santa Missa não somente no momento em que o sacerdote eleva a Hóstia Consagrada e a profere, mas também no canto-súplica que insiste por duas vezes: “Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós”, e, numa terceira vez, completa-se com "Dai-nos a Paz".

Talvez, porém, exatamente por conhecermos tão bem esta frase, pelo uso cotidiano que fazemos dela em nossas Celebrações, é que devamos fazer uma pausa para refletir, verdadeiramente, no seu significado mais profundo. Em primeiro lugar, o que significa o título “Cordeiro de Deus (Agnus Dei)”?

O titulo Cordeiro de Deus alude claramente ao cordeiro pascal, isto é, identifica o Sacrifício de Cristo ao do cordeiro que era imolado todos os anos pelos judeus para recordar a libertação do povo de Deus no Egito.

O próprio Evangelho segundo S. João é todo voltado a esta temática do Cordeiro: Jesus, no cap. 19, é condenado a morte no mesmo momento em que, no Templo, os sacerdotes imolavam os cordeiros em preparação ao sacrifício pascal (cf. vs. 14). Uma outra alusão a Jesus como Cordeiro Imolado vemos também quando os soldados querem quebrar suas pernas, quando Ele morre na cruz, mas acabam por não fazê-lo. – Assim como os ossos do cordeiro pascal não podiam ser quebrados (Jo 19,36), também os do Messias. É evidente a referência a Jesus como o Cordeiro Pascal definitivo, que veio para libertar não apenas um povo da escravidão temporal, mas sim toda a humanidade da escravidão do pecado e da morte.



O famoso teólogo luterano Joachim Jeremias (1900-1979), internacionalmente reconhecido como investigador da historicidade dos eventos descritos nos Evangelhos, escreveu um artigo para o Dicionário Bíblico-Teológico Kittel (Gerhard) sobre o assunto. Parece ter sido ele um dos primeiros a apontar que a palavra cordeiro, no aramaico, possui uma gama de significados mais ampla do que parece à primeira vista. O vocábulo Talyá pode significar, além de cordeiro, servo e, até mesmo, menino. Isso pode nos revelar que, na cena histórica em que S. João aponta para Jesus, ele talvez estivesse jogando com as palavras: “Eis o Cordeiro de Deus”, na boca de S. João, poderia significar ao mesmo tempo: “Eis o Servo de Deus”, ou: "Eis o Menino de Deus", no sentido de Filho.

E isso nos conduz imediatamente ao quarto e último “Cântico do Servo Sofredor” do Profeta Isaías, que já foi descrito como "Evangelho segundo Isaías" (Is 52), em que o Servo Sofredor é também comparado ao Cordeiro que, mudo, é levado ao matadouro, e pelas chagas do qual somos curados, pois carregou sobre si os nossos pecados. A palavra “carregou” também traz um significado interessante, porque nos lembra da Cruz. E não podemos deixar de mencionar o Livro do Apocalipse, que chama a Jesus de Cordeiro nada menos que vinte e oito vezes em vinte e dois capítulos. Vemos quanta riqueza se encontra na leitura do Evangelho deste domingo, apenas em sua expressão inicial: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o Pecado do Mundo".

A história da humanidade mostra que o pecado cavou um abismo entre o Criador e a criatura. A humanidade, por si só, não poderia e não pode superar esse abismo. Para realizar o que era impossível aos homens, Deus prometeu um Redentor. Jesus revelou que essa Promessa, renovada através dos séculos, não se restringia apenas a Israel, mas destinava-se à humanidade inteira. S. Paulo afirma na segunda leitura que todos são “chamados a ser santos” (1Cor 1,2). Isso só é possível porque o “Cordeiro de Deus”, ou seja, o Consagrado por excelência, “tira o pecado do mundo”. Jesus associa, assimila e integra cada ser humano à sua própria Vida como Oferta agradável ao Pai. O Deus Santo e Santificador aceita, em Jesus, a consagração da vida de cada pessoa. Dessa forma, supera a ruptura abissal entre Criador e criatura.

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Referências:
Site Padre Paulo Ricardo, artigo "Eis o Cordeiro de Deus", homilia do 2º Domingo do Tempo Comum, ano A, disponível em
http://padrepauloricardo.org/episodios/eis-o-cordeiro-de-deus
Acesso 17/1/014

Roteiro de Liturgia, Portal Dehonianos. Ano A, 
2º Domingo do Tempo Comum, disponível em:
http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_dominical_ver.asp?liturgiaid=385
Acesso 17/1/014

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Cristão pode fazer tatuagem? As tatuagens e a Bíblia Sagrada


UMA LEITORA, – cujo nome não fomos autorizados a divulgar, enviou a seguinte pergunta para o e-mail ofielcatolico@gmail.com:

"Gostaria de saber o que a bíblia diz a respeito das tatuagens, e em qual evangelho encontro a resposta."

Reproduzimos abaixo nossa resposta, enviada à leitora, por considerarmos que possa representar também as dúvidas de outros leitores. Que seja útil.

A Bíblia Sagrada não menciona, direta ou literalmente, a questão das tatuagens, mas algumas passagens estão relacionadas ao tema. Vejamos o que a Escritura tem a dizer:

"Não fareis lacerações na vossa carne pelos mortos; nem no vosso corpo imprimireis qualquer marca. Eu sou o SENHOR." (Lv 19,28)

Pelo contexto do texto do Levítico (e também de Deuteronômio 14,1-2) vemos que as marcas no corpo tinham relação com os rituais pagãos que envolviam a necromancia (consulta aos mortos; o mesmo que hoje é chamado de 'mediunidade'). As marcas no corpo faziam parte da vinculação da pessoa à crença nos deuses e na prática dos seus rituais pagãos, e os simbolizavam.

Já o dragão, um dos temas preferidos para as "tattoos" atuais, no contexto bíblico, representa o demônio. Porém, mais importante do que saber aquilo que a Bíblia diz literalmente, é entender que não é recomendável que um cristão marque seu corpo para o resto da vida com tatuagens, pois o seu corpo é Templo do Espírito Santo, como diz São Paulo Apóstolo em sua primeira carta aos coríntios:

"Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom Preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus." (1Cor 6,19,20)

Como cristãos, devemos buscar e nos identificar com Jesus e seguir o seu exemplo, e não com os modismos do mundo: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm; todas as coisas são lícitas, mas nem todas as coisas edificam" (1Cor 10,23).

"Rogo-vos, pois, irmãos, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos adapteis a este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (Rm 12,1,2)


Carla Perez e a sua "tattoo radical"

Agora que todo mundo tem, a tatuagem deixou de ser a marca 
de uma personalidade forte ou um sinal de rebeldia

Hoje em dia parece que todo mundo está se tatuando, e já faz algum tempo que tatuagem deixou de ser um gesto de rebeldia ou algo que diferencia a pessoa. Pelo contrário, agora, quem quer ser igual aos outros é que corre logo a se tatuar.

Não aconselhamos ninguém a se tatuar, mas é claro que nós não devemos considerar uma pessoa tatuada como pecadora, nem julgar alguém por conta de sua(s) tatuagem(ns). Ninguém deve deixar de se aproximar de Deus por ser ou não tatuado. Deus é Pai Misericordioso.


O que mais fazer para se sentir diferente? Que tal tornar-se um fiel católico? Aí está algo realmente incomum, nos dias de hoje...


Com a palavra, o Pe. Paulo
Ricardo de Azevedo Jr.:



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Os verdadeiros católicos


Volta e meia nos perguntam a respeito de uma suposta grande perda de fiéis por parte da Igreja Católica. Essa perda existe mesmo? Devemos nos preocupar com isso? Por quê?

POUCAS SEMANAS após ser eleito Papa (abril/2005), numa de suas primeiras aparições públicas, Bento XVI ouviu de um jornalista a seguinte pergunta: “O senhor está preocupado com a perda de fiéis pela Igreja nos últimos anos?” Consta que o Sumo Pontífice encarou seu interlocutor com firmeza e respondeu calmamente: “A Igreja não perdeu nenhum fiel. Aqueles que se foram nunca foram fiéis católicos realmente. Não se pode perder o que nunca se teve. Os que deixaram a Igreja eram indecisos, curiosos ou pessoas que estavam apenas ‘cumprindo uma obrigação’ passada por seus pais ou avós. Os que vêm e vão não pertencem ao Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja na Terra. Da mesma maneira, os que são católicos mas ainda não estão na Igreja, infalivelmente chegarão ou retornarão a ela no devido tempo. A Igreja, Casa e Família de Deus, surgiu como um pequeno grupo; não importa a quantidade, e sim a qualidade dos seus filhos, como cristãos conscientes e santificados”.



A resposta causou admiração. Alguns entenderam a coerência na resposta do Papa e passaram a admirá-lo a partir dali. É bem possível também que outros tenham se escandalizado, imaginando que fora uma afirmação presunçosa. Mas os verdadeiros católicos, - exatamente aqueles a quem o Pontífice se referiu, - compreenderam bem e perceberam, naquela ocasião, que este seria um grande Papa, um líder enviado pela Providência Divina a um mundo complicado, num momento delicado. João Paulo II era respeitado pelo mundo todo, até por muçulmanos. Alguns esperavam que sua morte causaria um esmorecimento, mas as Missas presididas por Bento XVI reúnem ainda mais fiéis que as de João Paulo, segundo dados oficiais do Vaticano.

A afirmação de Bento XVI é realista. Podemos tomar um exemplo, para efeito de comparação: imagine uma pessoa que visita a sua casa. Essa pessoa pode frequentar a sua residência ou, por qualquer motivo, até morar nela por algum tempo; mas depois retoma o seu próprio caminho e se vai. Essa pessoa, por ter frequentado a sua casa, faz parte da sua família? Basta estar junto a uma família para fazer parte dela? Não.

São muitos os que frequentam a Igreja por algum tempo: “assistem” às Missas e até ajudam em algum grupo ou pastoral. Depois se indispõem com o padre ou com algum membro da comunidade e vão embora sem olhar para trás. Não era por Cristo que estavam ali. Estavam ao lado das pessoas, mas não estavam verdadeiramente unidas a essas pessoas, e muito menos a Deus. Não eram irmãos, nem amigos; eram “conhecidos”. Quando um conhecido se sente contrariado, ele se vai, porque não há ligação. Entre verdadeiros irmãos é diferente. Principalmente quando são irmãos não por laços de sangue, mas de alma. Irmãos porque comungam da mesma fé, da mesma história, porque crêem no mesmo Deus e nos mesmos valores, têm uma mesma missão e compartilham dos mesmos princípios. Caminham juntos e unidos, não para “agradar” um ao outro, nem para “aparecer” ou se sociabilizar apenas, mas porque crêem em Algo Maior, que é seu Deus e Pai. Amam esse Deus e sabem que Ele é a Fonte da Vida e de todas as Graças. Não abandonam sua casa por nada.

Se alguém caminhou junto com o Povo de Deus por um tempo, mas nunca comungou dessa União sagrada de fato, e de repente começa a frequentar outra “igreja”, e logo passa a difamar a Igreja Católica, este é um “fiel” que a Igreja “perdeu”? Não. São pessoas que nunca aprofundaram sua fé, mas ao integrar outra comunidade são rápidos em afirmar que “encontraram Jesus” por lá. Que bom seria se de fato encontrassem Jesus, porque os verdadeiros católicos já o encontraram há muito tempo.

Há um exemplo curioso num fórum de discussão evangélico da internet. Um participante autodenominado “Mehid” deixa o seguinte depoimento: “Meu vizinho dá testemunhos nas igrejas evangélicas, se dizendo ‘ex-católico’, mas eu nunca o vi na igreja católica, em celebração alguma! Vejo ‘crentes’ dizendo barbaridades usando sempre aquela afirmação: ‘quando eu era católico...’ Mas a minha tia assiste ao programa da igreja Mundial, e ela disse que muitas pessoas vão dar testemunhos e citam outras igrejas evangélicas, justificando que não se sentiam bem nelas, até entrar na Mundial, e aí tudo ficou lindo nas suas vidas. Mas agora lá é proibido citar outras igrejas evangélicas, porque as citadas começaram a reclamar. Só da católica pode falar”.

“Então, muitos dizem que saíram da Igreja Católica porque não encontraram Jesus lá, mas eles entram numa igreja evangélica e depois pulam para outra. Se entram numa igreja evangélica porque Jesus está lá, por quê saem dessa igreja e pulam para outras igrejas? Será que Jesus pula de igreja em igreja, e as pessoas vão pulando com ele? Se a errada é a católica, porque quando a pessoa ‘se converte’ fica pulando de igreja, feito macaco sem galho?”

Seria engraçado, se não fosse triste. Por isso, católicos, não nos preocupemos: se um dia formos a minoria, seremos minoria com Cristo.

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