Prostrar-se ou ajoelhar-se é adorar?


UM LEITOR ANÔNIMO enviou-nos, ao post Veneração à Virgem Maria, o comentário que reproduzimos abaixo:

Os católicos dizem que não adoram Maria e os santos, mas vivem se ajoelhando para ela (eles). A Bíblia diz: 'Somente ao Senhor teu Deus adorarás' (Mateus 4: 10)! Portanto os católicos são idólatras sim!

A questão é muito simples, mas é recorrente, e já foi muito bem respondida em diversas publicações católicas, e também em outras páginas virtuais competentes, como é o caso do ótimo blog da Associação Diocesana Servos de Maria, ao qual recorremos como referência para esta nossa resposta. Ocorre que prostrar-se não significa, necessariamente, adoração, e a própria Bíblia Sagrada, única e exclusiva regra de fé dos nossos irmãozinhos afastados, ditos "evangélicos", está cheia de exemplos dessa verdade. As dificuldades se dão porque, via de regra, não leem as Escrituras de modo consciente e consistente, com o devido discernimento da noção de todo, mas apegam-se a determinadas coletâneas de passagens. Recorramos então às próprias Escrituras, para demonstrar alguns exemplos bem claros a esse respeito. Segue.


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No Livro de Josué, podemos ler:

Josué rasgou suas vestes e prostrou-se com a face por terra até a tarde diante da Arca do Senhor, tanto ele como os anciãos de Israel. (Js 7,6)

• Por acaso Josué, então o sumo líder do povo de Deus, juntamente com os anciãos de Israel, estavam adorando a Arca, ou aos querubins esculpidos sobre a tampa da mesma Arca? Eram eles "idólatras"? Deixaremos a resposta a cargo daqueles que nos questionam.


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Já no Primeiro Livro dos Reis, lemos:

O profeta Natã entrou e prostrou-se, com o rosto por terra, diante do rei Davi. (1Rs 1,22-23)

• Natã, profeta de Deus, estava adorando o rei Davi? Era ele também, então, um idólatra?


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Um pouco mais adiante, no mesmo livro, está escrito:

O rei Salomão mandou mensageiros, e fizeram Adonias descer do altar. Ele então veio e prostrou-se diante do rei, que lhe disse: 'Volta para a tua casa'. (1Rs 1,53)

• Vemos aqui uma simples descrição do antigo costume de se prostrar, isto é, ajoelhar-se, diante do rei. Se ajoelhar-se diante de um símbolo religioso (como a Arca da Aliança), ou diante do rei fosse sinônimo de adoração, todo o Israel, povo de Deus do Antigo Testamento, seria idólatra.


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No Segundo Livro dos Reis, vemos o seguinte:

Eliseu atravessou o rio. Os irmãos profetas (...) vieram ao seu encontro e prostraram-se por terra, diante dele.

• Estavam os profetas de Deus "idolatrando", adorando a Eliseu?

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Além destes, existem diversos outros exemplos nas páginas das Sagradas Escrituras que demonstram, com toda a clareza, que prostrar-se não é, necessariamente, um gesto de adoração, a qual devemos somente a Deus. Por vezes, é dever de todo temente a Deus prostrar-se diante de um símbolo ou mesmo de uma pessoa que representa o poder, a autoridade e/ou a glória de Deus. O ato de um cristão que se prostra diante da Cruz de Cristo, diante do Altar ou diante de algum símbolo religioso –, como é o caso das imagens sacras, sejam as que representam Nosso Senhor, a Santíssima Virgem ou os santos –, Santo Tomás de Aquino esclareceu com a sua habitual maestria:

O culto da religião não se dirige às imagens em si como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado (Cristo). Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende para a Realidade da qual é imagem (Deus). (Suma 2-2. q. 81, a. 3, ad 3: Ed. Leon. 9, 180. / CIC §2132).


Cremos que a questão esteja mais do que respondida, com base na Bíblia Sagrada e na Tradição Cristã, que vem desde o início do Cristianismo e permanece até os nosso dias, como parte do Fidei Depositum da Sã Doutrina confiada à Igreja do Senhor – assim como tambéestá escrito.
ofielcatolico.com.br

22 comentários:

  1. TODA GLORIA EM MARIA É PURA GRAÇA
    “Ó Maria, quem és tu, destinada a ser Mãe do Filho de Deus? Como o merecestes? Como se há de formar em te aquele que fez a ti? De onde, repito, te vem tão grande bem? Tu és virgem, és santa, fizestes um voto. Mas é mais magnífico ainda o que mereceste. E muito mais, o que recebeste de graça. Como foi isso? Forma-se em ti quem te fez a ti. Faz-se em ti aquele por meio de quem tu mesmo foste feita (fit in te qui fecit te; fit in te per quem facta es).
    Sim, aquele por quem foram feitos o céu e a terra, por quem foram feitas todas as coisas! Em ti, o Verbo de Deus faz-se carne! Recebendo nossa humanidade, não perde a sua divindade! O Verbo uni-se à carne, e teu seio é o tálamo de matrimônio tão sagrado. Volto a repeti-lo: teu seio e o tálamo de tão grande matrimonio, isto e, da união do Verbo com a carne. Dele “procede o mesmo esposo como de um leito nupcial” (Sl 18,56).
    Maria, Jesus ao ser concebido em ti, encontrou-te virgem, e uma vez nascido ele te deixa virgem. Concede-te a fecundidade, sem te privar da integridade! De onde te vem tudo isso? Talvez, pareça importuno interrogar assim a Virgem, e temo molestar-lhe os ouvidos com essas minhas palavras. Vejo, porém, que a Virgem cheia de rubor, responde instruindo-me: Por que tu me perguntas de onde me veio tudo isso? Ruborizo-me ao te responder, declarando-te o que é o meu maior bem. Escuta a saudação do anjo, e reconhece em mim as fontes de tua salvação. Crê naquele em quem eu acreditei. Por que tu me perguntas de onde me veio tudo isso? Que o próprio anjo te dê a resposta: Dize-me, ó anjo, de onde veio tal glória a Maria? E o anjo diz: Eu já o declarei ao saudá-la: "Ave, cheia de graça" (Gratia plena!) (Lc 1,28) - Sermão 291
    Este item 6 do sermão 291 é particularmente belo e evocativo. Revela de modo comovente o grande amor e a sincera admiração de Santo Agostinho para com a Virgem Maria.
    Nesse mundo maravilhoso da graça divina, o doutor de Hipona encontra-se como em seu campo próprio: ele, o "Doutor da Graça".
    Convém reler toda a carta encíclica Redemptoris Marter, do papa João Paulo II, em particular a primeira parte, no item 1: "Cheia de Graça", para sentirmos como os ensinamentos do Santo Padre acham-se em perfeita consonância com os de Santo Agostinho.
    Extraído do Livro: "A Virgem Maria"- Santo Agostinho (cem textos marianos)
    Encíclica: http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_25031987_redemptoris-mater_po.html

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  2. O post é interessante e cheio de sabedoria. Que o bom Deus nos ilumine. Amém. Por isso concordo plenamente com a mensagem do mesmo.

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  3. Sobre a questão da adoração e como ela é praticada pelos católicos e não católicos, achei muito interessante a reflexão posta em um livro que li recentemente. Ei-la: "Veio-me então à cabeça esta ideia: a questão está no que se considera 'adoração'.
    Os protestantes definem a adoração em termos de cantos, louvores e pregações. Assim, quando os católicos cantam a Maria, lhe dirigem súplicas através da oração e pregam sobre ela, os protestantes interpretam que está sendo adorada. Mas os católicos definem a adoração como o sacrifício do corpo e do sangue de Jesus, e nunca ofereceriam um sacrifício de Maria ou a Maria sobre o altar."
    Kimberly Hahn, Todos os Caminhos Levam a Roma.
    Eli

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    1. Exato, Eli!!

      É por isso que sou fã do casal Hahn e sempre tenho exemplares desse livro para presentear protestantes.

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  4. A massa evangélica é oriunda em sua maioria, de classe social mais baixa, desprovida de recursos financeiros, tem pouca escolaridade, logo, se deixam enganar e alienar e os pastores enfiam isso na cabeça vazia destas pessoas. Crente é assim mesmo, intolerante, pensa que é dono da verdade quando de fato mal sabem ler e escrever. Por isso recorrem ao "salvador" acreditando em seus milagres e principalmente na Bíblia (muitos protestantes distorcem as escrituras a seu proveito). Católicos não adoram Maria, ela é a mãe do nosso salvador e apenas pedimos que Ela interceda por nós. Agora eu não tenho o costume de me ajoelhar diante de santos, só me ajoelho na entrada e saída das missas (exceto na sexta-feira santa).

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    1. Permita-me lhe fazer uma observação: Você disse que não tem o costume de se ajoelhar diante de santos. Nem sempre é bom se expressar dessa maneira, pois muitos evangélicos gostam de pegar no nosso pé por causa dessa maneira de dizer. O correto seria você ter dito: "eu não tenho o costume de me ajoelhar diante de imagem de santos. Pois sabemos que quem está ali é uma representação artística do santo e não o próprio. Graça e Paz!

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  5. Essa semana eu fui "agredida" no facebook por uns desses compartilhamentos dizendo que nós Católicos somos idólatras. A minha resposta, não sei se foi a melhor... mas eu disse a ela, que nós ajoelhamos diante de uma imagem sim, mas não para adorar, ajoelhamos para orar, para rezar. Que independente da imagem de um santo, um objeto, do lugar.. Só estamos ajoelhados porque estamos em contato com Deus, porque ele é o centro de todas nossas orações. Fazemos isso diante de uma imagem, porque é uma ótima forma de concentração, da mesma forma, que quando sinto saudades da minha falecida mãe, eu vejo uma foto dela, e faz-me bem.

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    1. Eu tenho uma dúvida: quando você se ajoelha em frente à uma imagem de JESUS, você está VENERANDO OU ADORANDO, já que Jesus faz parte da Santa Trindade e é digno de adoração?

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    2. Caro Wilson, o próprio post já responde essa pergunta: "Quanto ao ato de um cristão que se prostra diante da Cruz de Cristo, ou diante do Altar, ou diante de algum símbolo religioso como as imagens sacras, sejam as que representam Nosso Senhor Jesus Cristo, a Santíssima Virgem Maria ou os santos, São Tomás de Aquino o esclareceu com perfeição:

      “O culto da religião não se dirige às imagens em si como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é imagem.” (Suma Teológica, 2-2. q. 81, a. 3, ad 3: Ed. Leon. 9, 180. / CIC §2132)."
      Qual a parte do "imagem que nos conduzem ao Deus encarnado" e não "são o Deus encarnado" você não entendeu? A paz de NSJC!

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    3. O ato de adorar depende, antes de tudo, da intenção que se tem, Wilson. Veja, em algumas culturas, é costume que nas corporações militares, por exemplo, os subalternos se prostrem (ajoelhem-se) diante de seus superiores, para receber alguma honraria. Outro exemplo, em diversas modalidades de artes marciais vindas do Oriente, o estudante se põe de joelhos diante do mestre, antes e depois da aula.

      Poderíamos citar diversos exemplos parecidos com estes. Em nenhum dos casos está presente a "adoração" (culto de latria), simplesmente porque não há a intenção de se adorar alguém ou alguma coisa, mas apenas um gesto de respeito e reconhecimento da dignidade, capacidade ou grau hierárquico superior do outro.

      Só a título de curiosidade, ontem mesmo eu fui ao ortopedista e ele me fez ajoelhar para verificar uma dor persistente que venho sentindo em minha perna esquerda. Será que eu cometi um ato de "idolatria", adorando o médico? Claro que não, porque, embora eu tenha repetido o mesmo gesto de quando me prostro diante de Cristo, eu não tinha intenção de adorar.

      Assim, quando me ajoelho em frente a uma imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo, – que evidentemente é apenas uma representação artística humana, portanto imperfeita, da Pessoa de Deus Filho, – estou fisicamente diante da imagem, mas adorando Aquele que a imagem representa, que é Senhor e Deus e reina inacessível aos meus sentidos físicos no Céu.

      Em nenhum momento confundo a imagem com Deus, até porque não sou assim tão louco e nem tão estúpido. No dia em que eu achar que aquela peça de gesso, madeira, pedra ou metal é Deus, por favor, tranquem-me no hospício mais próximo e joguem a chave fora, porque serei um caso perdido.

      Sobre a inquisição, que você mencionou em sua outra mensagem, procure a resposta em nosso "Índice de respostas católicas para acusações protestantes e 'evangélicas'", endereço abaixo:

      http://www.ofielcatolico.com.br/2000/01/indice-de-respostas-catolicas-para.html

      Aí você encontrará as respostas para uma série de possíveis outras perguntas que deve ter para nos fazer. Mas por favor, procure primeiro esclarecer um assunto antes de passar para o próximo.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    4. VENERAR É O MESMO QUE ADORAR?
      Os evangélicos não aceitam a distinção que existe entre Dulia (veneração) e Latria (adoração) e dizem que venerar é o mesmo que adorar. Eles consideram que os cultos de veneração aos santos é uma idolatria, pois nos dicionários de português, venerar é o mesmo que adorar.
      Todavia, para nós, católicos, a Bíblia está muito acima de um simples dicionário, e, segundo a Bíblia, venerar não é o mesmo que adorar:
      - O povo judeu também venerava seus líderes: "Mas, levantando-se no conselho um certo fariseu, chamado Gamaliel, doutor da lei, VENERADO por todo o povo,... (Atos 5,34);
      - E, a própria Bíblia manda venerar o matrimônio: "VENERADO seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula,... (Hebreus 13.4 - Bíblia protestante)
      Seria correto dizer: ADORADO seja o matrimônio???
      Se os evangélicos lessem a Bíblia toda, levando em conta que a mesma não foi escrita em português, saberiam que venerar não pode jamais ser o mesmo que adorar.

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  6. gostei muito mim ajudou bastante nos meus conhecimentos da minha religião. Parabéns

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  7. Adoração
    A adoração exige amor, devoção, honra e respeito fazendo com que a pessoa seja levada a prestar culto a uma divindade. Este amor pode ser às vezes extremo, excessivo. O termo adoração geralmente se refere a atos específicos dereligiosos, direcionados a um ser sobrenatural podendo ser uma divindade ou algo natural como o dinheiro, o estudo destas práticas ou tradições corresponde à teologia.
    A adoração religiosa pode ser feita individualmente, em grupos informais ou como parte de um serviço organizado com um líder designado (como em uma igreja, sinagoga, templo ou mosteiro). Em termos naturais, alguns usam a adoração comoapoio ou respeito, quando direcionada a membros de classes sociais mais elevadas (tais como reis, imperadores oumonarcas) ou para uma pessoa estimada (tal como um amante).
    Segundo a Igreja Católica, o culto cristão de adoração (a latria) só deve e pode ser prestado a Deus, ou seja, à Santíssima Trindade. Os Santos e a Virgem Maria merecem somente um culto de veneração, que é a dulia (a hiperdulia no caso da Virgem Maria).
    Os atos típicos de adoração incluem:
    • Reza; .
    • Sacrifício (korban em Hebreu);
    • Rituais;
    • Meditação;
    • Feriados :
    • Peregrinações
    • Hino ou salmos;
    • A construção de templos ou altares;
    Fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Adora%C3%A7%C3%A3o

    Segundo a Igreja Católica, o culto cristão de adoração (a latria) só deve e pode ser prestado a Deus, ou seja, à Santíssima Trindade. Os Santos e a Virgem Maria merecem somente um culto de veneração, que é a dulia (a hiperdulia no caso da Virgem Maria).

    “Por mais que a igreja afirme que não adora maria e os santos, seus encinos e atos não dizem isto.”
    Os atos típicos de adoração incluem:

    • Reza; A ave maria,o terço, salva rainha..
    • Sacrifício (korban em Hebreu); Desconheço.
    • Rituais; Coroação de maria.
    • Meditação; o terço, e orações dirigidas a ela.
    • Feriados : 12 de outubro e entre tantos outros.
    • Festivais; Círio de Nossa Senhora de Nazaré ,mes de maria.
    • Peregrinações; Peregrinações a Aparecida do Norte, São Paulo.
    • Hino ou salmos; A varios...
    • A construção de templos ou altares; Basílica de Nossa Senhora Aparecida, altares para coroar Maria.


    Fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Adora%C3%A7%C3%A3o

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    1. “Por mais que a igreja afirme que não adora maria e os santos, seus encinos e atos não dizem isto.” Fonte: wikipédia.
      Entre um post que explica muito bem porque a Igreja Católica não adora imagens e um anônimo que tendo como fonte a wikipédia acha que a Igreja é contraditória em seus "encinos", sem argumentar ou explicar o porquê, resta saber em quem devemos acreditar. KKKKKKKKKK.
      A paz de NSJC!

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    2. Meu DEUS, mais um ignorante que confunde tudo, e coloca Adoração e Veneração em um mesmo saco. De maneira simples e direta, Adoração é reconhecer que somente DEUS é o criador e SENHOR de todas as coisas criadas, visíveis e invisíveis. Que somente ELE tem o poder de criar as coisas e mais ninguém. Somente ELE recebe o Único e Verdadeiro Sacrifício que é do seu próprio filho na cruz, que se torna presente em todas santas missas. Nunca vi na Igreja dizer que a missa é oferecida a Nossa Senhora ou algum Anjo ou Santo, mas a missa sempre é oferecida a DEUS, portanto, dizer que Sacrifícios são oferecidos a Maria e aos Santos, como haviam os sacrifícios do A.T. ou dos pagãos que sacrificam aos seus deuses, em que incluía até sacrifícios humanos, é de uma ignorância impar. Uma que os sacrifícios pagãos não tinham valor algum, porque se sacrificavam a deuses que não existiam e outra a dos judeus era só sombra do verdadeiro e único sacrifícios de CRISTO na cruz, que se torna presente em nossos altares. De resto, pelo amor de DEUS, faça um pouquinho de esforço para não dizer bobagens. Desde quando rezar o terço, coroar a imagens de Nossa Senhor é idolatria?, se se for na cabeça de quem não raciocina, pois se no mundo secular se colocam flores em monumentos a heróis da pátria, ou que fizeram a história nos mais diversos seguimentos da sociedade, sem ser idolatria, porque não podemos fazer o mesmo aos nosso heróis da fé, sobre tudo a Maria mãe do Rei dos Reis e portanto nossa Rainha, não só colocando flores no pés de suas imagens, mas coroando também, para sempre lembrarmos de que ela é a mãe de JESUS, que é nosso Rei e por isto ela é nossa Rainha. Rezar para ela, e daí, isto constitui idolatria?, rezar é uma forma de pedir, e pedimos recitando a saudação do Anjo Gabriel por ocasião da anunciação e da saudação de Santa Izabel por ocasião da Visitação que Maria fez a sua prima Santa Izabel, se pedir a Maria por meio destas saudações é idolatria, então os primeiros a cometer tal idolatria foram o Anjo Gabriel e Santa Izabel, e depois se tais saudações foi transformada em reza para se pedir a intercessão da Virgem, e não é isto que os protestantes fazem quando pedem ao pastor que orem por eles?, por acaso não estão os protestante cometendo idolatria ao pedir aos tal pastor que orem por eles?. Há mais pedimos aos pastor, mas não através de rezas, não interessa, a forma como os protestantes pedem aos pastor e a forma que nós católicos pedimos a Maria, não tira a intenção de se pedir a intercessão deles. A DEUS a oração deverá ser sempre um ato de adoração, e a Maria aos Anjos e aos Santo a oração sempre será um ato de pedir a intercessão deles em nosso favor, tal como fazem os protestantes aos seus pastores, quando pedem que estes orem pelos fieis. Feriados nunca foi ato de adoração, não sei de aonde foi buscar isto, se guardar feriados em memória de alguma pessoa constitui adoração, temos que cancelar o feriado de 21/04 dia de Tiradentes, já que estamos adorando o mártir da Inconfidência Mineira, fora outros feriados cívicos, os quais então estaríamos adorando nossa pátria.

      Sidnei

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    3. Continuando

      Quanto aos Salmos, desconheço algum salmo que a Igreja fez a Maria, pois pelo que eu sei, a Igreja aceita somente os 150 salmos existentes na Bíblia, aonde os protestantes foram buscar salmos escrito a Maria isto é um mistério. Hinos, sim, temos é vários, agora, se cantar hinos a Maria, ou qualquer Anjo ou Santo constitui idolatria, meu DEUS, não escapa ninguém, então o amado que canta a sua amada, e até faz uma canção dirigida totalmente a ela, esta cometendo idolatria, filhos que fazem uma canção homenageando seus pais, estão cometendo idolatria, um país que tem seu hino nacional são idolatras, sem falar os torcedores que amam seu time de paixão e cantam o hino de seu time a plenos pulmões, estão todos no inferno, porque são todos idolatras. Veja até aonde vai a paranoia dos protestante em negar qualquer horam, respeito e reverência para com Maria, os Anjos e os Santos, tudo para eles é idolatria, não é por nada que há seitas que nem mais o aniversário festejam, porque dizem ser idolatria. Que gente tacanha que não consegue ver um palmo na frente do olhos, porque esta gente não acompanha um dia a dedicação de uma Igreja ou basílica as orações que são proferidas em tal consagração, se escuta perfeitamente que tal templo fora erguido para que DEUS seja adorado e que Maria ou o Santo o qual será titular de tal igreja será venerado. Mas a ignorância e a ânsia de acusar a Igreja Católica e os católicos é tanta que esta gente não para para pensar, raciocinar, enfim, não param para fazer nada, porque para eles só importa: julgar, julgar, julgar... e condenar, condenar, condenar.... Para mim esta gente que vão se catar, o que tenho em minha mente e no meus coração é que importa, e julgamento eu só temo o de DEUS, pois somente ELE é que me conhece por inteiro e não este protestante estúpidos que parecem saber mais dos católicos do que DEUS.

      Sidnei

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    4. Olha amigo, só para esclarecimento seu, existe um livro "Saltério á Virgem maria" de São Boaventura. Claro. Não contraria a Doutrina da Igreja, nem ensina a adorar Maria. Apenas é uma paródia dos 150 salmos bíblicos, dirigidos á Virgem Santíssima no sentido de venerá-la. :)

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  8. O protestantismo atual se mostra intolerante com a Virgem Santíssima, no entanto, Martinho Lutero, Calvino, Zwinglio, e os reformadores do Séc. XVI tinham uma estima e reverência profundas a Nossa Senhora, como poderemos ver abaixo. Algumas denominações protestantes estão redescobrindo isso. Por exemplo, Madre Basiléia Schlink, luterana, prega a recuperação da veneração à Virgem Mãe de Deus.

    Lutero, em 1522, escreveu um belo comentário do Magnificat de Nossa Senhora, onde repetidas vezes a chama de a “doce Mãe de Deus”. E nele Lutero pede à Virgem “que ore por ele”. Entre outras coisas ele disse da Virgem Maria: “Peçamos a Deus que nos faça compreender bem as palavras do Magnificat… Oxalá Cristo nos conceda esta graça por intercessão de sua Santa Mãe! Amém. (“Comentário do Magnificat”).

    Como então os protestantes, os seguidores de Lutero, não aceitam a intercessão de Nossa Senhora? É bom recordar também que Lutero implorou a intercessão de Santa Ana, mãe de Nossa Senhora, quando quase foi atingido por um raio.

    Lutero disse ainda: “Ela [Maria] nos ensina como devemos amar e louvar a Deus, com alma despojada e de modo verdadeiramente conveniente, sem pro¬curar nele o nosso interesse… Eis um modo elevado, puro e nobre de louvar: é bem próprio de um espírito alto e nobre como o da Virgem. ” (“Maria Mãe dos homens”, Edições Paulinas, SP, p. 561).

    “Maria – escreve Lutero – não se orgulha da sua dig¬nidade nem da sua indignidade, mas unicamente da consideração divina, que é tão superabundante de bondade e de graça que Deus olhou para uma serva assim tão insignificante e quis considerá-la com tanta magnificência e tanta honra… Ela não exaltou nem a vir¬gindade nem a humildade, mas unicamente o olhar divino repleto de graça. (…) De fato não deve ser louvada a sua pequenez, mas o olhar de Deus”. (idem)

    Lutero mostra que Nossa Senhora não atrai a nossa atenção sobre Si, mas leva-nos a olhar para Deus: “… Maria não quer ser um ídolo; não é Ela que faz, é Deus que faz todas as coisas. Deve ser invocada para que Deus, por meio da vontade dela, faça aquilo que pedimos; assim devem ser invocados também todos os outros santos, dei¬xando que a obra seja inteiramente de Deus” (idem pp.574-575).

    Madre Basiléia, é da Sociedade das Irmãs de Darmtadt, fundada na Alemanha e presente no Brasil, luterana; no entanto, as irmãs dessa Comunidade acrescentam no seu nome de Batismo o de Maria, como acontece em algumas Congregações católicas. M. Basiléia escreveu o livro “Maria – Der Weg der Mutter des Herrn”, sobre o “Caminho de Maria”, publicado em Português, em Curitiba (1982), onde cita algumas coisas que Lutero escreveu da Virgem Maria, que transcrevemos da Revista Pergunte e Responderemos, n. 429, 1998 – Lutero e Maria Santíssima, pp. 81-86).

    Continua...

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  9. “O que são as servas, os servos, os senhores, as mulheres, os príncipes, os reis, os monarcas da terra, em comparação com a Virgem Maria, que, além de ter nascido de uma estirpe real, é também Mãe de Deus, a mulher mais importante da Terra? No meio de toda a Cristandade ela é a joia mais preciosa depois de Cristo, a qual nunca pode ser suficientemente exaltada; a imperatriz e rainha mais digna, elevada acima de toda nobreza, sabedoria e santidade”.

    “Por justiça teria sido necessário encomendar-lhe um carro de outro e conduzi-la com 4000 cavalos, tocando a trombeta diante da carruagem, anunciando: “Aqui viaja a mulher bendita entre todas as mulheres, a soberana de todo o gênero humano”. Mas tudo isso foi silenciado; a pobre jovenzinha segue a pé, por um caminho tão longo, e apesar disso, é de fato a Mãe de Deus. Por isso não nos deveríamos admirar, se todos os montes tivessem pulado e dançado de alegria”.

    “Esta única palavra “mãe de Deus” contém toda a sua honra. Ninguém pode dizer algo de maior dela ou exalta-la, dirigindo-se à ela, mesmo que tivessem tantas línguas quantas folhas crescem nas folhagens, quantas graminhas há na terra, quantas estrelas brilham no céu e quantos grãozinhos de areia existem no mar. Para entender o significado do que é ser mãe de Deus, é preciso pesar e avaliar esta palavra no coração”. (Explicação do Magníficat)
    Depois de citar essas palavras de Lutero, M. Basiléia ainda escreve: “Ao ler essas palavras de Martinho Lutero, que até o fim de sua vida honrava a mãe de Jesus, que santificava as festas de Maria e diariamente cantava o Magnificat, se percebe quão longe nós geralmente nos distanciamos da correta atitude para com ela, como Martinho Lutero nos ensina, baseando-se na Sagrada Escritura. Quão profundamente todos nós, evangélicos, deixamo-nos envolver por uma mentalidade racionalista, apesar de que em nossos escritos confessionais se leem sentenças como esta: “Maria é digna de ser honrada e exaltada no mais alto grau” (Art. 21,27 da Apologia de Confissão de Augsburgo).

    Em 1537, em seus “Artigos da Doutrina Cristã”, é o próprio Lutero quem diz: “O Filho de Deus fez-se homem, de modo a ser concebido do Espírito Santo sem o concurso de varão e a nascer de Maria pura, santa e sempre virgem”.

    Continua...

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  10. M.Basiléia explica porque escreveu este livro para os evangélicos: “Minha intenção ao escrever este opúsculo sobre o caminho de Maria, segundo o que diz dela a Sagrada Escritura, foi conscientemente reparar esta omissão pela qual me tornei culpada para com o testemunho da Palavra de Deus. Nas últimas décadas o Senhor me concedeu a graça de aprender a amar e honrar cada vez mais a Maria, a mãe de Jesus… Minha sincera intenção ao escrever esse livro, é fazer o que posso para ajudar, a fim de que entre nós, os evangélicos, a mãe de nosso Senhor seja novamente amada e honrada, como lhe compete, segundo as Palavras da Sagrada Escritura e conforme nos recomendou Martinho Lutero, nosso reformador”.

    Continua M. Basiléia: “A nossa Igreja Evangélica deixou de lhe prestar honra e louvor; receando com isso reduzir a honra devida a Jesus. Mas o que aconteceu é o seguinte: toda honra autêntica dirigida aos discípulos de Jesus e também à Sua Mãe aumenta a honra do Senhor. Pois foi Ele, só Ele, que os elegeu, os cobriu com sua graça e fez deles Seu vaso de eleição. Por sua fé, seu amor e sua dedicação para com Deus, é Deus colocado no centro das atenções e é glorificado”… “É também intenção nossa – como Imaculada de Maria – contribuir em obediência à Sagrada Escritura, para que nosso Senhor Jesus não seja entristecido por um comportamento nosso destituído de reverência para com Sua mãe ou até de desprezo. Pois ela é Sua mãe que O deu à luz e O criou e educou e a cujo respeito falou o Espírito Santo, por intermédio de Isabel: “Bem-aventurada a que creu”! João Calvino, o reformador protestante de Genebra, aceitou o título de “Mãe de Deus” (Théotokos) definido pelo Concílio de Éfeso, no ano 431, quando foi condenada a heresia de Nestório. Ele sustenta a Virgindade de Maria, afirmando que os irmãos de Jesus citados em Mt 13, 55 não são filhos de Maria, mas parentes do Senhor; professar o contrário, segundo Calvino, significa “ignorância”, “louca sutileza” e “abuso da Sagrada Escritura”. (Revista PR, n. 429, p. 34, 1998)

    Calvino disse: “Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus Cristo, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus.” (Comm. Sur l’Harm. Evang.,20)

    Em 1542, João Calvino publicou o Catecismo da Igreja de Genebra, onde se lê: “O Filho de Deus foi formado no seio da Virgem Maria… Isto aconteceu por ação milagrosa do Espírito Santo sem consórcio de varão” .

    “Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra.” (“Corpus Reformatorum”)

    Zwinglio, o reformador protestante de Zurich, conservou três festas marianas (Anunciação, Visitação, Apresentação no Templo) e a recitação da Ave Maria durante o culto sagrado. (PR, idem)

    John Wesley, fundador da Igreja metodista na Inglaterra, em 1739, disse: “Creio que [Jesus] foi feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e imaculada.”

    Ora, se os fundadores do protestantismo veneravam e amavam tanto a Virgem Maria, por que, então, hoje, observamos um afastamento da Mãe de Deus? Nossos irmãos separados devem com urgência rever esta questão, como pede a luterana M. Basiléia. Não queremos afrontar esses nossos irmãos, ao contrário, queremos apenas convidá-los para juntos louvarmos e honrarmos Aquela que nos deu o Salvador.

    Prof. Felipe Aquino

    Fonte: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2013/08/08/lutero-os-reformadores-e-nossa-senhora/

    Ademilson Moura

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  11. Por favor, peço encarecidamente à direção deste abençoado site Fiel Católico que analisem este meu vídeo postado no youtube: PROTESTANTISMO 2017 - 500 anos de heresias e mentiras. https://www.youtube.com/watch?v=LjjgxUSBxaU

    E trabalhem o material apresentado no meu vídeo para desmascarar as mentiras protestantes e preparar o fiel católico para se defender diante das traiçoeiras ciladas que os evangélicos os fazem cair. Por favor. Obrigado!

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  12. Quem tem Deus no coração, quem expressa Deus na sua vida, quem sabe o verdadeiro sentido de um ato, um culto, quem respeita o semelhante com "Imagem e semelhança de Deus", não faz caso com simbologia. Quem age dessa forma, é como quem chega na casa de alguém e diz: vou quebrar tua casa por causa da cortina; ou: arrancarei teu dedo por causa da aliança; não vou respeitar o semáforo, a Bandeira de um País. É a mesma coisa. Nunca me esqueço do que disse um evangélico, adulto, sério, confiável: SER EVANGÉLICO É FÁCIL, O DIFÍCIL É SER CRISTÃO. Espetacular isso. Se realmente vivesse evangelicamente, não teria medo de símbolo.

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