A Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria


TRATA ESTE ESTUDO de um assunto de fundamental importância, não só para a nossa devoção, – nós, católicos, – pela Santíssima Virgem, como também para a fé cristã como um todo: a Imaculada Conceição de Nossa Senhora.

A doutrina da Imaculada Conceição (ou Imaculada Concepção) é um dogma da Igreja, e certamente um dos mais mal compreendidos. Um dogma, como vimos aqui, é uma verdade de fé que deve ser crida por todo cristão (assim como a própria existência de Deus, que é o primeiro dogma: se não cremos em Deus, para começar, não há como nos considerarmos cristãos). Logo, todo cristão deve crer na Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria. Ideal, porém, é conhecer para crer melhor. Para começar, é preciso entender muito bem o que quer dizer, exatamente, “Imaculada Conceição”.

A expressão "Imaculada Conceição" quer dizer que Nossa Senhora foi concebida sem a mancha do Pecado original, não tendo jamais pecado durante toda a sua vida. Mas como pode ser isto?

Antes de tudo é preciso saber que o Pecado original não consiste na dívida de pena eterna, isto é, no castigo condenatório merecido pelos descendentes de Adão, ele que era a cabeça do gênero humano. Segundo a doutrina católica (cf. Concílio de Trento), o Pecado original, verdadeiro e estrito pecado, é a dívida da culpa (cf. Dz 376, 789, 792). Assim é que S. Paulo Apóstolo decreta: "...Todos temos pecado" (cf. Rm 5,19). 

Deste modo, todos herdamos o Pecado original de nossos pais, eles de seus pais e assim sucessivamente até o primeiro homem. – E os efeitos do Pecado original são a tendência para o mal e para a inimizade com Deus. – Assim, a Virgem Maria também precisou ser salva, assim como qualquer um de nós, pelo Sacrifício Redentor de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela, porém, diferente de nós, já no instante de sua concepção foi preservada do Pecado original; consequentemente, foi poupada dos seus efeitos, já que foi remida não da maneira comum a todos (pelo Batismo), mas de maneira tal que a preservou de cometer pecado ou de sequer desejar cometê-lo.

Quando Pio IX proclamou o dogma, estabeleceu explicitamente que a Imaculada Conceição de Maria ocorreu por causa da Graça única de Deus, em vista dos Méritos de Jesus Cristo. Por isso, o problema da usurpação por parte de Maria do lugar de Cristo não existe. Ao contrário, o privilégio de Maria tem como fundamento a Graça salvífica de Deus em Cristo.

Podemos usar de uma comparação simples para facilitar a compreensão desta diferença: se uma pessoa cai num poço, e chafurda na lama ao fundo até que alguém a tire de lá, esta pessoa foi “salva” por quem a tirou. Perfeito. E se outra pessoa está já caindo no poço, em plena queda, sem chance nenhuma de se salvar por suas próprias forças, mas alguém suficientemente forte a segura em pleno ar e a puxa para a segurança, impedindo que mergulhe abaixo, esta também foi “salva” por quem impediu a sua queda. – Assim Nossa Senhora foi salva, como quem é salvo de cair no poço, ao invés de ser salva como quem já caiu dentro dele, sujou-se todo e se machucou (o caso de todos nós).

E era absolutamente necessário que assim fosse, por uma razão simples: Deus preparou a Virgem especialmente, desde a queda do homem (Gn 3,15), para carregar o Salvador, Deus mesmo, em seu ventre. Seu Filho não era um menino qualquer que depois “virou Deus”. Não. Ele era, ou melhor, é desde sempre e continuará, sem fim, o eterno "Eu Sou": YHWH1; DEUS.

Sim. A partir de sua concepção no seio da Virgem Maria, pelo Espírito Santo (Lc 1,31), Deus tomou nossa natureza humana, sem perder sua Natureza Divina, e fez-se homem. – E como vimos, o Pecado original é transmitido dos pais aos filhos. Segue daí que Jesus, sendo Deus, não poderia jamais vir ao mundo como fruto de um ventre contaminado pelo pecado; não poderia tomar carne e sangue de alguém que, como explica S. Paulo, é escravo do demônio (Hb 2,15), por tender ao pecado em virtude das consequências do Pecado original.

É preciso lembrar que o Sangue de Jesus, que nos salva, é o mesmo sangue de Maria; o Corpo de Jesus, único Sacrifício que pode nos reconciliar com Deus, é o Corpo formado do corpo de Maria, de quem o Senhor tomou sua constituição humana. Você já parou para pensar nisto? Já meditou sobre este Mistério tremendo? 

No Livro do Êxodo (25,10-22) vemos o extremo cuidado que Deus ordena na preparação e no trato para com a Arca da Antiga Aliança, destinada a portar as Tábuas onde Deus escrevera a Lei dada a Moisés (Dt 10,1-2). Para portar a Lei, o SENHOR manda que se faça a arca com muitíssimos e detalhados cuidados, que tem que ser de ouro e madeira de acácia, – os materiais mais nobres e puros, raros e caros na época.

De tão sagrada, esta Arca não pode sequer ser tocada! Em 2Sm 6,6-7, vemos como Oza, filho de Abinadab, ao perceber que os bois que carregavam o carro com a Arca tropeçam, sem pensar corre para a aparar com as mãos; e imediatamente cai morto, fulminado pela Santidade de Deus!

Ora, se para com a Arca da Antiga Aliança, – que guardava Tábuas de Pedra com a Lei do Antigo Testamento, – havia tanto rigor e era necessária tamanha pureza, o que não seria necessário para que a uma mulher fosse concedida a Graça incomensurável de ser, ela própria, o Tabernáculo da Nova e Eterna Aliança, que abrigaria em si mesma não tábuas de pedra, mas sim Corpo e Sangue, Alma e Divindade do Deus Vivo e Verdadeiro! Não teria que ser ela totalmente pura, imaculada? Mais uma vez, cabem as perguntas feitas acima: você já parou para pensar nisto? Já meditou sobre este Mistério tremendo? 

Tente imaginar como foi preparada aquela que levaria o próprio SENHOR e Salvador em seu ventre, aquela cujo sangue nutriria o Verbo de Deus feito Carne, cujo leite alimentaria Deus feito homem(!). Se a Arca que haveria de conter a Palavra escrita precisava ser puríssima, poderia o próprio Verbo do Deus Vivo e Encarnado ser concebido e se desenvolver dentro de um útero minimamente impuro? A Carne de Cristo poderia ter sido tomada e formada a partir de uma mulher comum, escrava do Pecado como qualquer outra?

Vemos claramente que não se trata de uma doutrina desprovida de fundamento, "inventada". É preciso entender que nem tudo as Sagradas Escrituras dizem explicitamente. Muito está dito implicitamente, e para ser compreendido necessita, – não sem razão, mas pelo próprio Desígnio Divino, – do ensinamento da Santa Igreja, que é, segundo as mesmas Escrituras, Casa do Deus Vivo, coluna e sustentáculo da Verdade (1Tm 3,15).



A controvérsia protestante

Como sabemos, para nossos irmãos separados tudo o que importa é o que diz o texto da Escritura, – diferentes de nós, católicos, que temos a Igreja de Cristo, Corpo Místico de Cristo, como Mãe e Mestra. – De todo modo, é possível confirmar, sim, que as Sagradas Escrituras textualmente declaram Maria preservada do Pecado original, no Evangelho segundo S. Lucas (1,28), quando o Arcanjo Gabriel se mostra à pobre Virgem de Nazaré e a saúda, dizendo: “Ave, cheia de Graça, o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres!”.

Mesmo assim, a controvérsia existe, porque há discordância na tradução e/ou na interpretação desta tradução. Para entendê-la, vamos apreciar agora, de forma breve, as traduções protestantes desta passagem.

As principais traduções protestantes trazem a palavra "agraciada" ou "favorecida" no lugar de "cheia de Graça", na passagem de Lc 1,28. Para solucionar o problema, basta esclarecer, – o que faremos a partir daqui, – que a tradução literal (do grego koiné) da saudação do anjo a Maria pode ser para "cheia", "plena" ou "repleta" de Graça: a expressão quer dizer, objetivamente, que a Santa Virgem é completamente cheia, totalmente preenchida pela Graça Divina. Não foi sem razão que S. Jerônimo (séc. IV), o maior especialista cristão nas línguas bíblicas, ao traduzir as Escrituras para o latim (a Vulgata), usou a expressão Gratia plena (plena de Graça). E não existem muitas dúvidas quanto a este assunto entre os especialistas realmente importantes de hoje, sejam laicos, católicos, ortodoxos ou protestantes. Pode-se discutir doutrina, Teologia, lógica. Pode-se discorrer e elucubrar sobre as implicações do que o Anjo disse. Mas não se pode mudar o que o Anjo disse.

A expressão “cheia de Graça”, no original grego, é kecharitomene (κεχαριτωμένη), e expressa a Graça de Deus em plenitude. É usada por S. Paulo na Carta aos Efésios (1,5-6): “No seu Amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre Vontade, para fazer resplandecer a sua maravilhosa Graça (Charitou), que nos foi concedida por Ele no Bem-amado”.

Esclarecido este ponto, é preciso saber que há uma disputa insolúvel entre católicos e protestantes sobre a correta tradução do termo kecharitomene. Consideramos infrutífero entrar nessa discussão, a qual não nos pode levar senão a uma "queda de braço" sem vencedor, na palavra de um teólogo contra outro, um especialista em filologia contra outro. O que expusemos acima, evidentemente, é a posição católica, à qual fazemos nossa adesão de fé, de reta consciência diante de Deus. Podemos dizer, neste sentido, que o estudo respeitadíssimo da École Biblique et Archéologique Française de Jerusalém, do célebre Prof. Dr. Pierre Bordreuil e de tantos outros ícones do estudo das Escrituras nos idiomas originais (e também do seu contexto histórico-filológico), concorda 100% com o exposto aqui. A tradução do termo em questão deste renomado instituto é a seguinte:

"Kecharitomene: Cheia de Graça; literalmente: 'Tu que foste e permanecereis repleta do Favor divino".2

Aqui poderíamos entrar num novo debate: este "Favor" divino é o mesmo que Graça divina? Absolutamente sim, mas esta realmente não é a principal discordância entre católicos e protestantes. O que vemos como ponto fulcral das argumentações protestantes sobre o tema é no sentido de insistir que essa Graça ou esse Favor especial da parte de Deus para com Maria seria imerecido. – O que de modo algum é um problema, simplesmente porque é um fato mais do que claro que a doutrina católica jamais afirmou que Maria "mereceu" a Graça por si mesma, ou que foi por seus próprios méritos que recebeu a Graça. Como já dissemos de modo bem claro acima, cremos que Maria foi salva e recebeu essa Graça pelos Méritos de Cristo, único Salvador do gênero humano. Insistimos que também Maria foi salva, resgatada pelo Sacrifício do Cordeiro. – Porém, no caso dela essa salvação se deu de modo extraordinário.

Evidentemente, só pode ser "cheia de Graça" quem foi "agraciada", assim como só pode ser mergulhado quem foi molhado. Entretanto, as traduções “agraciada” ou "favorecida" não transmitem a plenitude da Graça recebida por Nossa Senhora. Tais interpretações do texto original deixam margem para uma imprecisão que simplesmente não se encontra no original grego. O kecharitomene de S. Lucas (1,28) diz, literalmente, que Maria sempre foi e sempre será plenamente cheia de Graça. E a Luz não tem comunhão com as trevas; Graça e pecado não habitam a mesma alma, porque são opostos (Rm 6,14).

Maria, além disso, é a única chamada Cheia ou Plena de Graça. Mais ainda, ela é chamada assim antes do Sacrifício do Cristo(!). Ora, uma mulher comum, uma escrava do Pecado original, alguém que peca e tornará a pecar, não poderia ser plenamente “cheia de Graça”. A Virgem, portanto, foi salva antes, no momento de sua concepção (diferente de nós), pelos Méritos de Cristo (assim como nós).

Que plenitude da Graça era essa que Maria alcançou? Era a Graça original, a Graça perdida, do tempo em que nossa natureza humana não estava sujeita ao Pecado, antes de o gênero humano cair e perder, por sua livre escolha, a Comunhão com Deus. Assim, do mesmo modo como nos tempos de Josué o SENHOR impediu que as águas do Jordão tocassem a Arca da Aliança (Js 3,11-16), o mesmo Deus também impediu que as torrentes do Pecado original tocassem a alma da Virgem no momento de sua concepção, com o fim de preparar o Tabernáculo pelo qual Deus Filho, o Cristo, viria.


"Se Maria é imaculada, porque precisou se purificar no Templo?"

Alguns dizem que a “prova” de que Maria não foi preservada do Pecado está no fato de ter cumprido os rituais de purificação (Lc 2,22) com uma oferenda pelo pecado (Lv 12,2-8). Mas o que o Evangelista diz é que “foram concluídos os dias da purificação de Maria segundo a Lei de Moisés”(Lc 2,22), e não que ela tivesse pecado. Nossa Senhora faz o sacrifício para submeter-se à Lei, assim como o próprio Cristo também o fez (Gl 4,4), mesmo sem precisar: para não ser causa de escândalo (Mt 17,26) e dar exemplo de obediência, para que saibamos obedecer à Lei de Cristo como Ele obedeceu à de Moisés.


"A Bíblia diz que todos pecaram; logo, Maria também pecou"

Outros querem ver na afirmação de S. Paulo (Rm 3,23), de que “todos pecaram”, uma evidência inconteste contra a Imaculada Conceição de Maria. Do mesmo modo, entretanto, esta afirmação não pode ser tomada genérica e literalmente, pois, se assim fosse, Nosso Senhor também teria pecado, pois Ele viveu neste mundo como homem, e a Escritura diz “todos”, genericamente. – Além disso, o mesmo Apóstolo, na mesma Epístola, fala dos que "não pecaram como Adão" (Rm 5,14).

Muitos outros exemplos podemos encontrar, na Bíblia, do uso desta expressão generalizante ('todo'; 'todos') sem o significado literal que não permitiria nenhuma exceção: em Mt 4,24, está escrito: “Trouxeram-lhe todos os que tinham algum mal”, mas é óbvio que nem “todos” os doentes do mundo foram à Galileia, não é?

Em Jo 12,19, está escrito: “Nada conseguis; todos vão atrás dEle”, que é Jesus. E será que realmente todas as pessoas do mundo, sem exceção, seguem Jesus? Quem dera! Do mesmo modo, em Mt 3,5-6, vemos que “toda a Judeia e toda a terra dos arredores do Jordão” ia ser batizada por S. João Batista. Mas nós sabemos que nem todos foram batizados, já que isso deveria incluir todos os fariseus e saduceus, que tinham doutrinas divergentes entre si, e até Herodes, que o mandou matar. Logo, nem "todos" foram procurar o batismo de S. João. Assim como também nem “todo o povo”, sem exceção, assumiu a responsabilidade da morte de Cristo (como está escrito em Mt 27,25); e nem “todo o povo” que morava perto do mar (cf. Mc 2,13) ou que vivia na Cesareia de Filipe (cf. Mc 9,14) foi ouvir a Cristo, não ficando nem uma pessoa sequer em sua casa...

Estamos tratando aqui, simplesmente, de um recurso de linguagem chamado generalização, muito comum na cultura semita. Assim, além da exceção já evidente de Jesus na expressão generalizante usada por S. Paulo em Rm 3,23 (‘todos pecaram’), vemos que a palavra é comumente usada com o significado de “muitos” ou de “maioria”. Portanto, a passagem em questão não é e nem pode ser uma "prova" de que Maria pecou.

Por fim, depois de tantas demonstrações e comprovações claras da santidade especialíssima de Nossa Senhora, o que podemos nós dizer, então, senão o que lhe disse o Anjo?

Ave Maria, cheia de Graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres...

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1. O Tetragrama YHWH ou YHVH, constituído pelas consoantes hebraicas י (Yod) ה (Heh) ו (Vav) ה (Heh), refere-se ao Nome do Deus de Israel. Era escrito da direita para esquerda, ou seja, HWHY. O Tetragrama aparece mais de 6.800 vezes, – isolado ou em conjunção com outro dos diversos Nomes de Deus, – no texto hebraico do Antigo Testamento. Os nomes YaHWeH (traduzido para 'Iavé' ou, latinizado, 'Javé'), ou YeHoVaH (traduzido forçosamente para 'Jeová'), são transliterações possíveis nas línguas portuguesas e espanholas, mas boa parcela de eruditos respeitáveis preferem o uso mais primitivo das quatro consoantes "YHWH". Destes, a maioria favorece a opção "Yavé" ou (latinizado) "Javé" (JaHWeH ou YaHWeH). Das maiores provas disto é a vocalização e grafia da palavra "HalleluJah" ou "HalleluYah" (Aleluia) que é a junção das duas palavras hebraicas: "Hallelu" e "Jah". "Hallelu" é um imperativo de louvor; "Jah" é a forma abreviada do nome de de DEUS. Logo, o Nome de DEUS precisa ser, necessariamente "Jahweh" ou "Yahweh", pois não se diz "Aleluieo", como aconteceria se o Nome correto fosse "Jeová".

Temos ainda o testemunho histórico de fragmentos da Versão dos LXX do Antigo Testamento encontrados em Qumran, datados do primeiro século, demonstra que o tetragrama YHWH, ao invés de ser convertido para "Kyrios" (SENHOR), como é usual hoje, é transcrito para IAO, forma hebraica abreviada de Javé, ou seja, "Iah". Este termo também é usado por Diodoro Sículo (que viveu antes de Cristo). Já Irineu (+ 202 dC), Orígenes (+ 253 dC) e São Jerônimo usaram "Iaho". Clemente de Alexandria (+ 214 dC) usou "Iaoué"(pronuciado em Grego 'Iaué'). Epifânio (+ 403) e Teodoreto de Ciro (+ 438) usaram a forma "Iabé" (pronuciado em Grego 'Iavé'), de acordo com a pronúncia dos samaritanos. – A Enciclopédia Britanica, vol. 23, pág. 867 / Enciclopédia Judaica (1901), vol. 12, pág. 119.

2. Bible de Jérusalem – port., ed. rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002, p.1789, nota 'g'.

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Fontes e bibliografia:
• O'DONNELL, John. Introdução à Teologia Dogmática, São Paulo: Loyola, 1999.
• BOURGEOIS, Henri; TIHON, Paul & SESBOUE, Bernard. História dos Dogmas III – Os Sinais da Salvação, vol. 3, São Paulo: Loyola, 2005.
• BARREIRO, Álvaro. Assumiu a Nossa Carne e Acampou Entre Nós, São Paulo: Loyola, 1995.
DIVINO AFFLANTE SPIRITU, disponível em: www.vatican.va/holy_father/pius_xii/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_30091943_divino-afflante-spiritu_po.html
Acesso 20/10/014
• Estudo do apostolado "Veritatis Splendor", disponível em
www.veritatis.com.br/inicio/espaco-leitor/5484-leitor-pergunta-se-maria-santissima-e-cheia-de-graca-ou-agraciada
Acesso 19/10/014

ofielcatolico.com.br

37 comentários:

  1. Graça e Paz!

    Bom trabalho pelo post, Henrique. Eu apenas gostaria de houvessem mais informações históricas, não apenas bíblicas.
    Falando nisso, sei que esse é um assunto muito sensível a todos os católicos. Mas eu gostaria de discutir alguns pontos dos textos bíblicos citados. Se acharem que devemos conversar sobre isso, eu ficaria feliz em expor algumas ideias.

    Obrigado.

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    1. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não entendo ainda porque tanta resistência de ainda acreditar em santos e a igreja católica ter tantas imagens... Misericórdia Deus..

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    2. Anônimo, leia as postagens abaixo e, se tiver boa vontade, você entenderá:

      http://www.ofielcatolico.com.br/2010/01/imagem-na-igreja-e-idolatria.html

      http://www.ofielcatolico.com.br/2010/01/imagens-na-igreja-outra-vez.html

      Abraço fraterno e a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    3. O que eu não entendo é porque há tanta resistência em entender que a Bíblia não deve ser interpretada apenas por versículos isolados, até porque a própria Bíblia manda fazer imagens ou fala que Deus mandou fazer, como é o caso da serpente de bronze e do Templo de Salomão. Misericórdia, Deus... A paz de NSJC!

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    4. É isso mesmo anônimo, Misericórdia de você e outros protestantes que não conseguem ver nada além daquilo que os seus pastores ensinam, vocês insistem nisso não nós. É bom lembrar que nós católicos consideramos santos aquelas pessoas que morreram em estado de graça e estão diante de Deus intercedendo por nós, da mesma forma que aqui na terra (se estivermos levando uma vida íntegra e de acordo com os ensinamentos de Deus), poderemos interceder uns pelos outros.
      Não somos a Igreja dos mortos, sabemos que depois da morte estaremos vivos, não “adormecidos” ou estado de “coma” pós morte conforme declaram algumas denominações por aí., pelo contrário. Lembro ainda que os santos gozam de proximidade com Deus e por isso podem nos ajudar a encontrar o caminho para a salvação. Devo lhe informar por fim, que as imagens não são para “adorarmos”, mas para nos lembrarem das pessoas que o representam, ou seja, serve para nos lembrarmos das pessoas que serviram a Deus e alcançaram a graça da vida eterna junto com este, é óbvio que você encontrará várias exceções a esta regra (pessoas virando a imagem Santo Antônio de cabeça para baixo para pedir uma graça), mas estas não representam os verdadeiros ensinamentos da Igreja.
      A Igreja Católica possuí de fato imagens de Santos mas Deus mesmo permite que se confeccionem imagens (Ex 25,10-22 e 37, 1-9), o que Deus não permite é a idolatria, ou seja, colocar algo (objeto ou imagem) no lugar de Deus criador, aí estaríamos substituído o seu poder e a sua divindade por algo feito por mãos humanas, o que segundo o catecismo da Igreja Católica é considerado pecado grave. Lembro ainda anônimo que o templo de Salomão possuía um número de imagens bem maior que qualquer outro templo católico nos dias de hoje.
      Peço apenas a Deus que tenha misericórdia de vocês com essa cegueira, e que Ele possa retirar as escamas que ainda estão nos olhos de vocês...
      E ao Henrique... Parabéns por mais um grande artigo... Deus abençoe
      Juliano A.R.P

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    5. João 17
      1 ¶ Jesus falou assim e, levantando seus olhos ao céu, e disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti;
      2 Assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste.
      3 E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. ... Único Deus Verdadeiro e a Jesus Cristo toda honra louvor graças glórias pra sempre.... Amém

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    6. Acho estranho esse blog ontem posteu 3 comentários em nenhum deles ofensivo pelo contrário de amor a Deus somente é hoje só vejo um comentário. Assim como antes de me responderem tinha feito dois comentários e um tbm foi apagado... Pq HEnrique??? Há motivos pra excluir meus comentários?????

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    7. Claro que sim, anônimo. O motivo é que você está num blog católico, e não há sentido em vir aqui fazer uma pregação "evangélica"; entende isto?

      Estamos bem firmes e convictos em nossa fé, e não temos problemas em dialogar com quem quer que seja, mas não queremos nem aceitamos tentativas de doutrinação contrária a Igreja de Jesus Cristo, da qual somos membros, por aqui. – Até porque já conhecemos bem aquilo que os "pastores evangélicos" têm a dizer sobre a nossa fé.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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  2. Como sempre, vejo este blog trazendo luz para os meus entendimentos e fortalecendo a minha fé.
    Recentemente, em um "diálogo" com uma pessoa não-católica sobre Maria, percebi a ênfase que esta pessoa dava ao termo "agraciada" ao descrever o seu entendimento.
    Na minha inocência, achei que o uso dessa expressão poderia representar um maior alinhamento de ideias. Mas agora entendo, um pouco melhor, o porquê de se enfatizar essa palavra e que, definitivamente, não se tratava de uma outra forma de dizer a mesma coisa.
    Mais uma vez, tem-se a Bíblia sendo manipulada de forma inescrupulosa, nessa vã tentativa de levar alguma legitimidade para as mais diversas interpretações particulares. Lamento que Maria seja um dos principais alvos desse tipo de atitude.

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  3. Olá, Henrique meu nome é Alex, leio sempre este blog-site mas nunca comentei.
    Gostaria de dizer que achei o estudo muito interessante e foi muito esclarecedor para mim.

    Sobre as partes de interpretações bíblicas vc sabe que nós podemos discutir bastante, porém eu acho perda de tempo, os católicos vão dar uma explicação os protestantes tem outra, até mesmo no significado das palavras. Então acho inútil se desgastar discutindo isso. Por exemplo muitos teólogos protestantes dizem que o kekharitomene significa "a favorecida / agraciada", mas eu já sei que outros teólogos protestantes concordam com o cheia de graça dos católicos. Precisamos respeitar também a antiguidade da igreja católica para a interpretação da Bíblia e isso infelizmente nem sempre acontece . Então, é tolice ficar discutindo essas interpretações das palavras. Vc mostrou a visão católica quem quiser ver a visão protestante tem vários sites por aí muito bons. Não vou postar aqui por respeito ao seu trabalho, mas quem se interessa é só pesquisar não é mesmo?.
    Então existem interpretações diferentes para as passagens em questão que nós poderíamos debater, mas o que me impressionou mesmo foi a parte teológica, confesso que mexeu comigo. O mais importante neste caso, como você disse, é o que a Palavra diz nas entrelinhas. Concordo que muita coisa a gente tem que ler nas entrelinhas, não está literalmente mas está lá, a gente precisa de discernimento para ver, não tem jeito. Só Deus dá esse discernimento. A santidade especial de Maria é uma dessas coisas, que infelizmente é um problema enorme entre os protestantes, na minha opinião sem motivo. Eu sempre tive um carinho muito grande pela "mãe do meu Senhor" (Lucas 1:43), e até acho que muitos protestantes são muito radicais para negar a dignidade especial de Maria.
    Mas tb acho (certeza) que os católicos exageram na devoção por Maria. Vc disse " o problema da usurpação por parte de Maria do lugar de Cristo não existe." mas eu não sei se isso é bem verdade na cabeça de todos os católicos. Acho que não.
    Conheço católicos de bem que são exemplo e acho que o povo católico ultimamente está acordando para algumas coisas que antes parecia que não ligavam muito. A doutrina, a Palavra, a verdade. Antes era uma coisa apenas ritual que eles faziam, ir a missa domingo e td bem. Isso era um erro muito grave, que eu acho que vem sendo corrigido. Sobre isso eu gostava muito do papa Bento, infelizmente acho que o novo papa Francisco está indo contra todo um trabalho muito sério e muito louvável que estava sendo feito, apesar da grande caridade dele. Sobre isso gostei muito do que falou o Arcebispo na outra postagem sobre o sínodo dos bispos, " A misericórdia faz sentido se ela estiver relacionada à verdade.” Isso é muito importante, não pode ficar só na misericórdia e esquecer de falar a verdade do Evangelho.

    Vamos orar juntos para que os verdadeiros cristãos possam trabalhar unidos pelo Reino de Deus!

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    1. Graça e Paz a todos.

      Alex, creio que você fez um comentário bastante equilibrado. Muito bom mesmo.
      Creio que o significado da frase " o problema da usurpação por parte de Maria do lugar de Cristo não existe" é que na doutrina oficial, isso não ocorre realmente. Mas como saber o entendimento de milhões de fiéis? Daí a necessidade de levar informação a essas pessoas, que é o que está sendo feito aqui pelo Blog.
      Como você bem disse, essa questão da tradução é controversa. Inclusive alguns tradutores católicos concordam com o significado "agraciada", sem que isso mude a crença deles nos dogmas católicos.
      Obrigado.

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    2. Eu leio muito seus comentários , Filipe vc é um cara respeitoso, orgulha os verdadeiros protestantes.
      É isso mesmo, eu estudo e sei que existem teólogos protestantes que mais parecem católicos, não é verdade? Até os apologistas católicos usam esses teólogos nas suas exortações. E tem os teólogos católicos tb que parece que se converteram ao protestantismo e não assumem rsrs.
      Mas eu acho de verdade que o importante é a verdade e muita caridade não é mesmo? Tive uma fase em que eu ficava discutindo doutrina com católico e com pentecostal hoje eu cansei de verdade. Confesso pra vc na frente do Henrique que eu prefiro os católicos. kk Não aguento mais os mesmos papos de sempre, é igual neste site-blog. -Sempre o mesmo, as imagens, a Maria... Isso não leva a nada, nada. Então cansei.
      Por isso eu falei que a parte teológica e a espiritualidade desse estudo me tocou profundamente, muito mais do que a discussão sobre a tradução que com certeza a gente pode brigar a semana inteira e não vai dar em nada. Paz!

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    3. Obrigado Alex. Na verdade, eu espero apenas discutir ideias, aprender coisas novas e diminuir preconceitos. Essas discussões aqui me obrigaram a estudar mais e conhecer mais. É uma das formas em que me sinto que posso glorificar a Deus.
      Você discutia com católicos e com pentecostais? Você era tradicional?
      Saiba que hoje eu prefiro discutir doutrina com católicos também. São discussões com maior nível de conhecimento e não vejo uma falsa tolerância a ideias, mas opiniões sinceras.
      Claro que o mais importante é viver Cristo, se deixar usar por Deus, fazer o bem, testemunhar. A marca dos Cristãos é o amor uns pelos outros. Se somos cristãos, temos que ser capazes disso, não importa se temos religiões diferentes.
      Mas não pense que é inútil discutir doutrina. É algo maravilhoso! Você foi tocado de forma especial discutindo teologia e doutrina, não? Apenas faça isso com pessoas que saibam conversar, para não acabar em divisão ou discussões inúteis. Eu estou por aqui, se quiser!

      Deus nos abençoe!

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    4. Bem-vindo, Alex. Concordo com quase tudo o que você disse. Sei muito bem da disputa insolúvel entre católicos e protestantes sobre a correta tradução do termo kecharitomene, e também acho infrutífero entrar nessa discussão (eu nem ia entrar nesse mérito no estudo), porque simplesmente fica a palavra de um teólogo contra outro, um especialista em filologia contra outro. O que eu expus no post, evidentemente, foi a posição católica, à qual eu fiz e faço minha adesão de fé, de reta consciência diante de Deus, por motivos óbvios.

      Posso dizer, neste sentido, que o estudo respeitadíssimo da École Biblique et Archéologique Française de Jerusalém, do Prof. Dr. Pierre Bordreuil e de tantos outros ícones do estudo das Escrituras nos idiomas originais (e também do seu contexto histórico-filológico), concorda 100% com o exposto no meu estudo.

      Sobre a tradução do termo em questão, atesta este renomado instituto:

      "Kecharitomene: Cheia de Graça; literalmente: 'Tu que foste e permanecereis repleta do Favor (Graça) divino".

      Aí poderíamos entrar num novo debate: este "Favor" divino é o mesmo que Graça divina? Sim, mas esta realmente não é a principal discordância. O que eu vejo como ponto fulcral das argumentações protestantes sobre o tema é no sentido de afirmar que essa Graça ou esse Favor especial da parte de Deus para com Maria seria imerecido. – Ora, mas é um fato bem claro que a doutrina católica jamais afirmou que Maria mereceu, ou que foi por seus próprios méritos que recebeu a Graça. Como o post que estamos comentando também reafirma, Maria foi salva e recebeu essa Graça pelos méritos de Cristo, único Salvador do gênero humano. Também Maria foi salva, resgatada pelo Sacrifício do Cordeiro. – O que cremos é que no caso dela essa salvação se deu de modo diferente, especial.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    5. Fonte da citação da École Biblique, do meu comentário anterior:

      Bible de Jérusalem, ed. rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002, p.1789, nota g.

      Apostolado Fiel Católico

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    6. Filipe, meus comentários ao Alex, acima, evidentemente são direcionados a você também. E, claro, a todos os leitores de "O Fiel Católico".

      Apostolado Fiel Católico

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    7. Obrigado pelo esclarecimento Henrique. Apenas uma observação que eu gostaria de fazer. O texto:

      "Porém, já veio Cristo, Sumo Sacerdote dos Bens vindouros. E através de um Tabernáculo mais excelente e mais perfeito, não construído por mãos humanas" (Hb 9,11)

      Creio que não se refere à Maria, mas sim ao trabalho de Cristo, já Glorificado no céu, como nosso Sumo Sacerdote. Ou seja, não se refere ao seu nascimento, mas sim ao seu trabalho depois da ressurreição.

      Obrigado.

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    8. Filipe, como o tabernáculo que levou NSJC ao mundo pode ser o seu trabalho depois da ressureição, se Ele veio no Seu nascimento? O único meio pelo qual Nosso Senhor veio ao mundo foi o nascimento, a partir do útero de Nossa Senhora. Logo, o Tabernáculo do qual fala a Carta aos Hebreus só pode ser a Mãe do Senhor. A paz de NSJC!

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    9. Graça e Paz!

      Eu nem vou entrar no mérito de nenhum dogma.
      Só que, neste texto, vejo que o autor de Hebreus, falando aos judeus convertidos, explica as diferenças entre o ritual judaico, passageiro e imperfeito, e a mediação de Cristo, no Céu, perfeita e eterna. É o entendimento que, para mim, é o mais lógico. Eu vou colocar os primeiros 15 versículos deste capítulo.
      -----------------------------------------
      A primeira aliança, na verdade, teve regulamentos rituais e seu santuário terrestre.
      Consistia numa tenda: a parte anterior encerrava o candelabro e a mesa com os pães da proposição; chamava-se Santo.
      Atrás do segundo véu achava-se a parte chamada Santo dos Santos.
      Aí estava o altar de ouro para os perfumes, e a Arca da Aliança coberta de ouro por todos os lados; dentro dela, a urna de ouro contendo o maná, a vara de Aarão que floresceu e as tábuas da aliança;
      em cima da arca, os querubins da glória estendendo a sombra de suas asas sobre o propiciatório. Mas não é aqui o lugar de falarmos destas coisas pormenorizadamente.
      Assim sendo, enquanto na primeira parte do tabernáculo entram continuamente os sacerdotes para desempenhar as funções,
      no segundo entra apenas o sumo sacerdote, somente uma vez ao ano, e ainda levando consigo o sangue para oferecer pelos seus próprios pecados e pelos do povo.
      Com o que significava o Espírito Santo que o caminho do Santo dos Santos ainda não estava livre, enquanto subsistisse o primeiro tabernáculo.
      Isto é também uma figura que se refere ao tempo presente, sinal de que os dons e sacrifícios que se ofereciam eram incapazes de justificar a consciência daquele que praticava o culto.
      Culto que consistia unicamente em comidas, bebidas e abluções diversas, ritos materiais que só podiam ter valor enquanto não fossem instituídos outros mais perfeitos.
      Porém, já veio Cristo, Sumo Sacerdote dos bens vindouros. E através de um tabernáculo mais excelente e mais perfeito, não construído por mãos humanas {isto é, não deste mundo},
      sem levar consigo o sangue de carneiros ou novilhos, mas com seu próprio sangue, entrou de uma vez por todas no santuário, adquirindo-nos uma redenção eterna.
      Pois se o sangue de carneiros e de touros e a cinza de uma vaca, com que se aspergem os impuros, santificam e purificam pelo menos os corpos,
      quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu como vítima sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência das obras mortas para o serviço do Deus vivo?

      Hebreus 9:1-14

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    10. Filipe, o problema é que eu li o versículo até a palavra humanas, como está no post, e não até a parte da redenção eterna. Não quero desmerecer o dogma da Imaculada Conceição nem dizer que não há evidências bíblicas dele, mas se o texto de Hebreus 9, 1-14 está escrito do jeito que você apresentou creio que o Tabernáculo mencionado não seja NSVM. A paz de NSJC!

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    11. O trecho em questão foi retirado do post. Pertence ao estudo de um colega, em quem confio muito; por isso acrescentei ao meu próprio estudo sem a devida revisão. Trata-se de uma interpretação temerária, sem dúvida, à qual não me atentei antes. Falha minha, desculpo-me com todos.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    12. Filipe, não sei se estou me convertendo católico rsrs ,mas eu vejo que o debate como sempre , ficou em cima da interpretação escriturística. Gostaria de saber a sua opinião sobre a partte teológica que eu achei a argumentação muito forte.

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    13. Ufa!!! Você é de verdade, Alex? Um protestante que quer discutir outra coisa além daquilo que está escrito??? Quem foi que disse que malhar em ferro frio não adianta?

      Brincadeiras à parte, fico imensamente feliz só de pensar na possibilidade de que, através do meu trabalho, um protestante possa se descolar pelo menos um pouquinho da fixação na Letra e querer discutir espiritualidade... Ou qualquer outra coisa que não seja o binômio "O que está escrito / o que não está escrito"...

      Um abraço fraterno!

      Apostolado Fiel Católico

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    14. Henrique, obrigado por me permitir contribuir com o tema. Mais uma vez, você demonstra sua sinceridade, humildade e comprometimento com a verdade. O mesmo a você, Petrivalianici.
      Alex, o tema é complexo. Eu não ignoro a espiritualidade, de forma alguma. A Bíblia nos dá a direção, claro. Mas temos que viver a palavra, praticá-la, para que ela não se torne "letra morta".
      Se você, Alex, quiser que eu discorra sobre algum tema específico desse assunto complexo, ficarei feliz em escrever.

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    15. Henrique, se você retirou a passagem de Heb. 9,11 o qual aí designava que CRISTO veio por um tabernáculo que não fora feira por mãos humanas, sob a influência do Felipe Santos, estas de parabéns. De fato, em Heb. 9,11 nunca relacionei este tabernáculo com a Vigem Maria, mas como o próprio Felipe, em sua mensagem mencionou, se trata do tabernáculo dos céus, aonde JESUS entrou como novo Sumo Sacerdote da Nova Aliança. Seria estranho dizer que Heb. 9,11 seria Maria, porque diz que o tal tabernáculo fora construída sem intervenção humana, e Maria, mesmo que tenha sido concebida de forma miraculosa, o qual DEUS a preservou, no momento da concepção, do pecado original, em vista dos méritos de CRISTO na cruz, e aplicados em Maria de forma antecipada, porém, sua concepção miraculosa vai até aí, o restante, foi toda igual a nós o qual teve sim, participação humana, haja vista que que Maria fora concebida normalmente como todos nós, através da junção carnal de seus pais São Joaquim e Santa Ana. Até iria perguntas a você Henrique, se houve alguém na Igreja que se utilizou de Heb. 9,11 para designar que aí se trataria de Maria, mas como você explicou, você se baseou no trabalho de um amigo seu, restaria saber se ele se baseou em Heb. 9,11 para designar aí que o tal tabernáculo seria Maria, foi por conta própria dele, ou se ele baseou em outras fontes para chegar a esta conclusão. Muitas vezes, nós no afã de defender o que cremos, citamos algo fora do contexto, e isto depõe mais contra que a favor de nossa confissão de fé, e você foi humilde em verificar o erro, voltando atrás retirou tal citação deste seu trabalho. E para finalizar . Henrique, gostaria de saber de você a sua opinião a respeito das Passagens de Ap. 11 e 12, você não haja estranho que o final de Ap. 11 fecha com a visão da arca da aliança no céu e logo em seguida há um nova visão que também vem do céu, desta vez de uma mulher, que muios identificam com Maria, outros com a Igreja e outros ainda com o povo de Israel, mas levando em consideração que como você colocou no texto que Maria é comparada com a arca da aliança não será muita coincidência que ao fechar o cap. 11 com a arca da aliança e iniciar o cap. 12 com uma mulher, que muitos identificam como sendo a Vigem Maria?. Gostaria de uma opinião sua sobre isto?. Obrigado.

      Anonimo Sidnei.

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    16. Sidnei desculpe sei que não foi direcionado a mim a pergunta mais creio que esse vídeo ira responder seus questionamentos !
      http://www.ofielcatolico.com.br/2015/02/a-virgem-maria-arca-da-nova-e-eterna.html#links

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  4. Caro Henrique Sebastião, irmão em Cristo Jesus!
    Belíssimo e completo estudo sobre o Dogma da Imaculada Conceição da Santíssima Mãe de Deus, nossa e de toda a cristandade.
    Peço sua permissão para dar uma pequena e humilde contribuição com um texto mariológico muito famoso e antiguíssimo e histórico de Santo Agostinho, Bispo de Hipona. E o que eu sei até aqui, foi o pontapé inicial da bula de definição dogmática da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem, do Papa Pio IX, Ineffabilis Deus, de 08 de dezembro de 1854:
    “Pelágio menciona em sua obra De natura et gratia o nome dos santos, sobre os quais está dito nos livros Sagrados: “Não só não pecaram, mas viveram conforme a justiça”. Tais foram: Abel, Enoque, Melquisedec, Abraão, Isaac, Jocó, Josué de Neve, Finéas, Misael, Ezequiel, Mardoqueu, Samuel, Natã, Elias, Eliseu, Miquéias, Daniel, Ananias, Azarias, Misael, Simeão, José, esposo da Virgem Maria, e João. Pelagio acrescenta ainda algumas mulheres, como: Debora, Ana, Mãe de Samuel, Judite, Ester, a outra Ana, filha de Fanuel, Isabel e a própria mão de nosso Senhor e Salvador, do qual diz: “A piedade exige que a confessemos isenta de pecado”.
    Excetuando, pois, a santa Virgem Maria, acerca da qual, pela honra devida a nosso Senhor – quando se trata de pecados, não quero absolutamente levantar questão alguma (porque sabemos que lhe foi conferida maior abundancia de graça para vencer qualquer pecado). Mereceu ela conceber e dar à luz, ao que nos consta, sem pecado algum. Digo: “Excetuando, pois, esta Virgem”. Pois, se pudéssemos reunir todos os santos e santas, quando viviam sobre a terra, e perguntar-lhes se estavam isentos de todo pecado, como pensamos que haveriam eles de nos responder? Aquilo que Pelágio diz, ou aquilo que ensina o apóstolo João? Dize-me: Qualquer que haja sido a excelência da santidade deles nesta vida, no caso de podermos perguntar-lhes se viveram sem pecado, não teriam respondido em uníssono: “-Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamos-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós”(1Jo 1,8). (De natura et gratia 36,42 - texto extraído dos escritos dos anos 412 a 430 d.C) – do Livro A Virgem Maria, Santo Agostinho.
    “Dei gratia sumus quod sumus”, Católicos Apostólicos Romanos! A.M.D.G (Ad Majorem Dei Gloriam)
    Salve Maria!

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    1. Mais um texto (segundo texto) histórico de Santo Agostinho, sobre o pecado relacionado ao dogma Mariano da Imaculada Conceição:

      “Quanto à concupiscência, pela qual Cristo não quis ser concebido, e que constitui a causa da propagação do mal no gênero humano, acontece o seguinte: ainda que o corpo de Maria tenha tido aí sua origem, ela não o transmitiu ao corpo daquele a quem concebeu em seu seio, pois isso se deu sem ser por força dessa concupiscência.
      E todo aquele que negue a carne de Cristo ser “à semelhança” da carne de pecado, e equipare a carne de Cristo com a de todos os outros homens, que vêm a este mundo, afirmando serem todos de igual pureza, deve ser considerado como um execrando herege.” (Contra Iulianum V, 15,22)
      “Agostinho foi o primeiro a elucidar com clareza e precisão o caráter da culpa inerente ao pecado de Adão, transmitida a todos os homens por contágio, não por decisão pessoal. Afirma ele que o pecado original é transmitido de geração em geração pela “concupiscentia carnalis”, visto que os filhos são assim gerados pelos pais.
      Cristo, porém, foi isento do pecado original porque veio ao mundo, sem que tivesse havido “Concubitu”. E com Maria? No famoso texto tirado do De natura et gratia 36,42, vimos como Agostinho afirma de modo solene a absoluta isenção de pecado em Maria, por ter sido ela escolhida para mãe de Jesus, o Santo por excelência, o qual não pode conhecer relação alguma com o pecado. Ocorre, porém, que em outra passagem, no ardor da polêmica contra os pelagianos, ele virá a afirmar com vigor a universalidade do pecado original, ligando-o sempre à concupiscência, que acompanha o ato de procriação. Logo, decorre que unicamente o corpo de Cristo teria sido concebido isento de pecado. Entretanto, isso não é admissível com Maria, conforme foi sempre tradição na Igreja. Leia-se, no texto (próximo texto a ser postado), como Pelágio logo se prevaleceu da afirmação de Agostinho no texto acima, e acusou-o vivamente” . (do Livro A Virgem Maria – Santo Agostinho).
      Paz e Salve Maria!

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  5. Bom dia. A paz de Cristo a todos.
    Gostaria de transcrever, só para incrementar, a oração do dia da missa da Imaculada, a qual é celebrada dia 08 de dezembro, e uma parte da Oração Eucarística da missa de 12 de outubro, dia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

    Oração do dia: "Ó Deus, que preparastes uma digna habitação para o vosso Filho, por meio da imaculada conceição da Virgem Maria, preservando-a de todo pecado em previsão dos méritos de Cristo, concedei-nos chegar até vós purificados também de toda culpa por sua materna intercessão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém".

    Oração Eucarística: "NA VERDADE, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso. A fim de preparar para o vosso Filho mãe que fosse digna dele, preservastes a Virgem Maria da mancha do pecado original, enriquecendo-a com a plenitude da vossa graça. Nela, nos destes as primícias da Igreja, esposa de Cristo, sem ruga e sem mancha, resplandecente de beleza. Puríssima, na verdade, devia ser a Virgem que nos daria o Salvador, o Cordeiro sem mancha, que tira os nossos pecados."

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  6. Mais um texto (terceiro e último) sobre a imaculada conceição da Virgem Maria, Mãe de Deus:
    “Palavras de Juliano: Joviniano é acusado de ser inimigo de Ambrósio mas se o compararmos a ti, ó Agostinho, ele até merece ser absorvido (...) Pois nega Joviniano a virgindade de Maria no parto. E tu entregas Maria pela condição mesma de seu nascimento, ao poder do demônio.
    Palavras de Agostinho: Mui amável de tua parte quereres comparar-me a Joviniano, com a intenção de provar que sou pior do que ele. Encanta-me receber, em companhia de Ambrósio, teu calunioso ultraje. Entristece-me, porém, ver-te enlouquecido. Dizes que sou pior do que Joviniano, por ser maniqueu. O que vem a significar isso? Que, com Ambrósio, confesso a existência do pecado original, o qual tu, com Pelágio, negas? (...) Nós não atribuímos ao demônio poder algum sobre Maria, em virtude de seu nascimento, visto que a graça do renascimento veio a desfazer nela mesma condição”. (Opus imperfectum contra Iulianum IV, 122).
    “Este texto mariano já tem sido alvo de calorosas discursões pelos teólogos. Aquela referencia de Agostinho a Maria, no Contra Iuliano V, 15, 22 (texto anterior), não havia passado despercebida a Juliano de Eclana. Na réplica do bispo de Hipona, que lemos no presente texto, no trecho final, há referencia “à graça do renascimento”, e não à preservação do pecado de origem. Ora, isso levaria a uma contradição.
    O cardeal Pellegrino, profundo conhecedor de toda esta controvérsia, reconhece que, apesar da resposta aqui dada a Juliano, e ainda a do VI, 22 na mesma obra, não fica eliminada a dúvida sobre a exceção de Maria do pecado original, no entender de S. Agostinho. Parece até estar como reforçada a unidade da exceção para Cristo. Entretanto o contraste das afirmações agostinianas emitidas em tom peremptório e absoluto, têm alimentado a polêmica entre os intérpretes de Agostinho sobre sua real crença na conceição imaculada de Maria, isto é, em outros termos, na sua isenção do pecado original.
    Ora, o mesmo cardeal Pellegrino, com sabedoria, chega a uma explicação convincente ao impasse. Diz ele que tal dúvida deriva de uma oposição aparente. Já que Agostinho estabelece com firmeza, mas de maneira pessoal e “insuficientemente comprovada”, que a propagação do pecado original se dê pela concupiscência, ligada a todo ato de procriação.
    A consequência de tal afirmação, naturalmente, agrava a situação em referencia a Maria.
    Mas, por outro lado, ocorre que Agostinho afirma com veemência a isenção absoluta de qualquer pecado em Maria (cf. De natura gratia 36, 42). Ora. Tal afirmação constitui, na verdade, um testemunho que está em consonância com toda a comunidade.
    No presente texto lemos Agostinho afirmar ainda que a Virgem Maria nunca esteve sob o domínio do demônio! Logo, Deus a criou imaculada!
    E existe, além disso, argumento decisivo de validez universal, em favor da crença na imaculada conceição de Maria. É o de índole cristológica. E quem o apostou foi S. Agostinho! Esse excelso privilégio lhe é atribuído: “Propter honorem Domini”!
    Logo, indiretamente pelo menos, Agostinho reconhece a imaculada conceição de Maria, tendo contribuído para sua definição dogmática.
    (do livro A Virgem Maria – Santo Agostinho - Cem textos marianos com comentários)

    Ad Majorem Dei Gloriam

    Ó, Maria Santíssima, concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a vós!

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  7. Henrique,a antiga arca ninguém poderia toca-lá,mas Maria como a nova arca ninguém poderia toca-lá também.

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  8. "Agraciada", "Altamente favorecida", "Favorecida" ou "Cheia de Graça"?

    Qual desses termos é a melhor tradução de Lucas 1,28?

    Os evangélicos dizem que a tradução católica, "cheia de graça", é incorreta.
    Os católicos, dizem que a tradução Protestante é que está incorreta.

    Mas quem, afinal, está com a razão?

    Na verdade, tanto católicos quanto protestantes estão errados.

    A melhor tradução, para Lucas I - 28 seria "Plenamente Santa", e não esses acima citados.

    Explico:

    Acontece que esses termos são traduzidos da expressão Grega “Kecaritwmenh”.

    Que quer dizer isso?

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  9. Antes, ao analisarmos o verso, vemos que o anjo não a chamou pelo seu nome.

    Por isso, na Bíblia católica temos "Ave, cheia de graça". Nas protestantes, "Alegra-te, agraciada".
    O anjo não disse "Ave (Ou alegra-te)" Maria.
    Mas analisando o texto original do evangelho de São Lucas escrito em GREGO:
    Ao invés de chamá-la por seu nome, o anjo usou um PRONOME para se referir a Maria.
    Isso quer dizer que o anjo deu um OUTRO nome a Virgem Maria.
    Isso significa que, o nome de Maria era, na realidade, a natureza do seu ser.
    Esse é o significado de nome na Bíblia.

    Por exemplo, quando Moisés perguntou a Deus o seu nome, Ele lhe respondeu "Eu sou Aquele que Sou". Que quer dizer isso? Primeiro, Deus diz que seu nome é, na verdade, sua natureza. Deus é Aquele que é em si mesmo, e não precisa de mais nada para ser. Deus é Eterno.

    Assim também, o termo "Kecaritwmenh" não quer dizer apenas algo momentâneo de Maria, mas antes quer dizer A NATUREZA DO SER DELA. Ou seja, a Virgem Maria não "estava" Kecaritwmenh, mas ela "ERA" Kecaritwmenh.

    Kecaritwmenh é um particípio PERFEITO do verbo "Charitoo", que quer dizer "estado de santidade diante de Deus".
    Ou seja, para responder de forma mais objetiva, "Charitoo" quer dizer "santidade".

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  10. O prefixo "Ke" significa que a Virgem Maria é, desde um tempo passado indefinido, ou seja, desde sua concepção, "charitoo", SANTA.

    O sufixo "mene" significa que a Virgem Maria SEMPRE SERÁ "charitoo", SANTA.

    Assim, temos que a Virgem Maria, segundo o anjo, era SANTA antes daquele momento desde a sua concepção, e continua a ser SANTA por todo o SEMPRE.

    Mas, como eu disse, essa expressão é um PARTICÍPIO PERFEITO.

    Particípio quer dizer que Maria participava dessa santidade, ou seja, não era próprio dela, mas alguém (Deus) lhe outorgou essa santidade.

    PERFEITO quer dizer que Maria ERA (e não "estava") SANTA PERFEITAMENTE, logo IMACULADA!

    Ou seja, como eu disse no começa desse texto, tanto as traduções católicas como protestantes estão erradas com suas traduções, pois "Kecaritwmenh" seria melhor e perfeitamente traduzido como "PLENAMENTE SANTA".

    A Biblia oficial da Igreja Católica, a Vulgata, traz o termo Gratia Plena", que quer dizer "Plena de Graça".

    O termo "favorecida", ou algo parecido, nunca antes tinha sido usado, e passou a ser usado apenas com as versos protestantes (Ou cismáticas) da Biblia, desde o Séc. XV.

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  11. Lucas I,28 (Grego Original) :"kai eiselqwn o aggeloV proV authn eipen caire 'kecaritwmenh' o kurioV meta sou euloghmenh su en gunaixin"


    Ainda, no verso 28, vemos o anjo saudando a Virgem Maria com a saudação "Caire".

    Essa saudação era usada APENAS para saudar a reis, ou imperadores (Pessoas SUPERIORES).

    Para saudar pessoas normais, ou inferiores, era usado o termo "cairete".

    Ou seja, segundo o Evangelho de Lucas, o anjo chamou a Virgem Maria de RAINHA (ou Imperatriz) e que ela lhe era SUPERIOR.

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  12. Outros caso onde é usado a palavra "caire" e "cairete"

    Vejam... Aqui o Evangelista Mateus usa a palavra "CAIRETE" para saudar as mulheres:

    São Mateus 28,9 : "wV de eporeuonto apaggeilai toiV maqhtaiV autou kai idou o ihsouV aphnthsen autaiV legwn "CAIRETE" ai de proselqousai ekrathsan autou touV podaV kai prosekunhsan autw"

    Tradução

    "Nisso, o próprio Jesus veio-lhes ao encontro e disse: “Alegrai-vos!” Elas se aproximaram e abraçaram seus pés, em adoração.

    Agora aqui, vemos o uso do "CAIRE", que era usado APENAS PARA SAUDAR REIS E IMPERADORES.
    Tanto é assim que quando os soldados zombavam de Jesus, para saudá-lo como REI, usaram a palavra CAIRE:

    João 19, 3 "Aproximavam-se dele e diziam: “Viva o 'REI' dos Judeus!”; e batiam nele."

    Grego:

    "kai elegon 'CAIRE' o basileuV twn ioudaiwn kai edidoun autw rapismata"

    Fica provado, PELA BIBLIA, que:

    1) Maria é IMACULADA/PLENAMENTE SANTA.
    2)O anjo Gabriel saudou a Virgem Maria como se ela fosse uma RAINHA, e se reconheceu INFERIOR a ela.

    Então, Maria, se é SUPERIOR aos anjos, é também superior aos homens.
    Quando se fazia o "AVE" OU "SALVE" era necessário SE AJOELHAR, diante do REI, RAINHA OU IMPERADOR! O texto mostra que o arcanjo se ajoelhou, o versículo 29, comprova que ELA MESMA se assustou com a saudação do arcanjo, "... e considerava que TIPO DE SAUDAÇÃO SERIA ESTA."!

    Outro fato (cf. Lc 1). É a primeira vez que se tem notícia de um Anjo ter se ajoelhado ao se apresentar para uma mulher. Em outras passagens bíblicas, quando um anjo se apresenta, normalmente a pessoa visitada é que se abaixa.

    Maria, em toda a criação, é a mais elevada em beleza, em santidade, em virtude etc.

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