Os dogmas da Igreja Católica

'A Assunção da Virgem', por Egid Quirin Asam (1692-1750)

PARA A IGREJA Católica, dogma é uma verdade de fé revelada por Deus. Logo, um dogma é imutável e definitivo; não pode ser mudado nem revogado, pois Deus, sendo Perfeito e Eterno, não está sujeito à mudança – o SENHOR é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hb 13,8).

Uma verdade divinamente revelada só pode ser considerada dogma quando proposta diretamente à fé cristã católica, através de uma definição solene (clarificação ou esclarecimento da Sã Doutrina), portanto infalível, do Magistério da Igreja. Para que tal aconteça, são necessárias duas condições:

a) O sentido deve ser suficientemente manifestado como sendo uma autêntica verdade revelada por Deus;

b) Essa verdade ou doutrina deve ser proposta e definida solenemente pela Igreja, Corpo de Cristo como um todo, como sendo verdade revelada e parte integrante da fé católica.

A palavra dogma vem do verbo grego dokein, que significa parecer, parecer bem. Portanto, o substantivo dogma exprime parecer no sentido técnico do termo (como quando se fala, por exemplo, no 'parecer' de um médico ou perito) sobre uma doutrina (filosófica, por exemplo). Na época patrística, o vocábulo era usado nas escolas filosóficas, para designar pontos-chave da doutrina desta ou daquela corrente, obrigatórios para os que aderissem a ela. O termo entrou também na área jurídica, para expressar uma decisão, um decreto, uma sentença.

Assim, nos Setenta (Septuaginta – saiba mais) e no Novo Testamento, dogma significa um decreto ou uma prescrição legal. Vejam-se, por exemplo, as disposições da lei judaica (Col 2,14; Ef 2,15), o edito de César Augusto (Lc 2,1), os editos do imperador (At 17,7) e as decisões do Concílio de Jerusalém, quando Paulo e Silas são encarregados de transmitir a dogmata que os Apóstolos e os anciãos haviam recebido "no Espírito Santo" (At 16,4). Essa prática antecipa, seguramente, o sentido futuro das decisões dogmáticas da Igreja.

Entre os primeiros padres da Igreja, a palavra significa decreto, preceito, ensinamento e, muitas vezes, uma instrução moral do Cristo. Do mesmo modo, para o cristianismo, "verdadeira Filosofia", os dogmata constituem os pontos fundamentais da fé e da prática religiosa e tudo o que é objeto de preceito1.


São 43 dogmas proclamados pela Igreja, que os divide em 8 categorias distintas:

1. Dogmas sobre Deus;

2. Dogmas sobre Jesus Cristo;

3. Dogmas sobre a criação do mundo;

4. Dogmas sobre o ser humano;

5. Dogmas marianos;

6. Dogmas sobre o Papa e a Igreja;

7. Dogmas sobre os Sacramentos;

8. Dogmas sobre as últimas coisas (Escatologia).

Apresentamos abaixo a lista de todos os dogmas da Igreja Católica, com sua respectiva breve descrição, organizados em suas categorias:


Dogmas sobre Deus:

1 – A Existência de Deus

A ideia de Deus não é inerente em nós, já que transcende a natureza humana, mas nós temos capacidade natural para conhecê-Lo, de certo modo espontaneamente, por meio de sua obra. O ser humano pode saber que Deus existe, por exemplo, mediante a observação atenta do universo natural.


2 – A Existência de Deus como Objeto de Fé

A existência de Deus, porém, não é apenas objeto do conhecimento da razão natural, mas também e principalmente é objeto da fé sobrenatural.


3 – A Unidade de Deus

Não existe mais que um único Deus.


4 – Deus é Eterno

Deus não tem princípio nem fim, está além do espaço e do tempo como somos capazes de experimentá-los e concebê-los.


5 – A Santíssima Trindade

No Deus Uno há três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Cada uma possui a imutável Essência Divina.


Dogmas sobre Jesus Cristo:

6 – Jesus Cristo é verdadeiro Deus e Filho de Deus por Essência

O Cristo possui a infinita Natureza Divina com todas as suas infinitas Perfeições, por haver sido gerado eternamente por Deus.


7 – Jesus possui duas naturezas que não se transformam nem se misturam ou confundem

Declara o Concílio de Calcedônia (451, IV): "Nosso Senhor Jesus Cristo, Ele mesmo perfeito em Divindade e Ele mesmo perfeito em humanidade (...) que se há de reconhecer nas duas naturezas: sem confusão, sem mudanças, sem divisão, sem separação e de modo algum apagada a diferença de natureza por causa da união, conservando cada natureza sua propriedade e concorrendo em uma só Pessoa" (Dz. 148).

Conforme as Sagradas Escrituras, "o Verbo se fez carne..." (Jo 1,14). / "...o qual, sendo de condição divina, não reteve avidamente o fato de ser igual a Deus, mas se despojou de Si mesmo, tomando a condição de servo, fazendo-se semelhante aos homens e aparecendo em seu porte como homem" (Fl 2,6-7). Vemos então que Cristo é possuidor de uma íntegra Natureza Divina e de uma íntegra natureza humana: a prova está, entre outros, nos seus milagres, em sua Ressurreição, em suas dores e no seu padecimento.


8 – Cada uma das Naturezas em Cristo possui uma própria vontade física e uma própria operação física

Declara o III Concílio de Constantinopla (680-681): "Proclamamos, conforme os ensinamentos dos Santos Padres, que não existem duas vontades físicas e duas operações físicas, de modo indivisível, de modo que não seja conversível, de modo inseparável e de modo não confuso. E estas duas vontades físicas não se opõem uma à outra como afirmam os ímpios hereges..." (Dz. 291 e Dz. 263-288).

Deus Filho diz a Deus Pai nas Sagradas Escrituras: "Não seja como Eu quero, mas sim como Tu queres" (Mt 26,39). / "Não seja feita a minha vontade, mas sim a Tua." (Lc 22,42). – Diz ainda aos discípulos: "Desci do Céu não para fazer a minha vontade, mas sim a vontade de Quem me enviou" (Jn 6,38). / "Ninguém me tira a vida, Eu a doei voluntariamente: tenho o poder para concedê-la e o poder de recobrá-la novamente" (Jo 10,18).

Apesar da dualidade física das duas vontades, existiu e existe a unidade moral, porque a vontade humana de Cristo se conforma em livre subordinação, de maneira perfeitíssima à Vontade Divina.


9 – Jesus Cristo, ainda que homem, é Filho Natural de Deus Pai

“Ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob o domínio da Lei, para resgatar os que se encontravam sob o domínio da Lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.” (Missal Romano, Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, 2ª Leitura – Gl 4, 4-5)


10 – Cristo imolou-se a si mesmo na Cruz como verdadeiro e próprio Sacrifício

No inefável Mistério, Cristo, por sua natureza humana, era ao mesmo tempo Sacerdote e Oferenda, mas por sua Natureza Divina, juntamente com o Pai e o Espírito Santo, era O Mesmo que recebia o Sacrifício.


11 – Cristo nos resgatou e reconciliou com Deus por meio do Sacrifício de sua morte na Cruz

Jesus Cristo quis oferecer-se a Si mesmo a Deus Pai, como Sacrifício apresentado sobre a ara da Cruz em sua Morte, para obter-no o perdão eterno.


12 – Ao terceiro dia depois de sua Morte, Cristo ressuscitou glorioso dentre os mortos

Ao terceiro dia, ressuscitado por sua própria Virtude, levantou-se Nosso Senhor Jesus do sepulcro.


13 – Cristo subiu em Corpo e Alma aos Céus e está assentado à direta de Deus Pai

Ressuscitou dentre os mortos e subiu ao Céu em Corpo e Alma.


Dogmas sobre a criação do mundo:

14 – Tudo o que existe foi criado por Deus a partir do Nada

A criação do mundo, a partir do nada, não apenas é uma verdade fundamental da Revelação cristã, mas ao mesmo tempo chega a alcançá-la a razão com apenas suas forças naturais, baseando-se, por exemplo, nos Argumentos Cosmológicos: Argumento da Causa Primeira2 e Argumento da Contingência3.


15 – Caráter temporal do mundo

O mundo teve princípio no tempo, pois o Infinito é capaz de criar o finito, e o Eterno é capaz de dar existência ao temporal.


16 – Conservação do mundo

Além de Criador, Deus é Conservador, pois conserva na Existência a todas as coisas criadas.


Dogmas sobre o ser humano:

17 – O homem é formado de corpo material e alma espiritual

Este dogma foi afirmado no IV Concílio de Latrão (1215), sob Inocêncio III (1198-1216), e no Concílio Vaticano I (1869-70), sob Pio IX (1846-78). Segundo a doutrina da Igreja, o corpo é parte essencialmente constituinte da natureza humana, e não carga e estorvo como disseram certos hereges. Igualmente, para defender o dogma católico contra os que dizem que consta de três partes essenciais: corpo, alma animal e alma espiritual, o Concílio de Constantinopla declarou "que o homem tem apenas uma alma racional e intelectual" (Dz. 338). A alma espiritual é o princípio da vida espiritual e ao mesmo tempo o é da vida animal (vegetativa e sensitiva) (Dz. 1655).

Declaram as Sagradas Escrituras: "O Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em seu rosto o alento da vida" (Gn 2,7). / "Antes que o pó volte à terra, de onde saiu, e o espírito retorne a Deus..." (Ecl 12,7). / "Não tenhais medo dos que matam o corpo e à alma não podem matar; temais muito mais Àquele que pode destruir o corpo e a alma na geena." (Mt 10,28).

Prova-se especulativamente a unicidade da alma no homem por testemunho da própria consciência, pela qual entendemos que o mesmo Eu, que é o princípio da atividade espiritual, é o mesmo que gera a sensibilidade e a vida vegetativa.


18 – O pecado de Adão se propaga a todos os seus descendentes por geração, não por imitação

O Pecado, que é morte da alma, se propaga de Adão a todos seus descendentes por geração, e não por imitação, sendo inerente a cada indivíduo.


19 – O homem caído não pode redimir-se a si próprio

Somente um ato livre por parte do Amor Divino poderia restaurar a ordem sobrenatural, destruída pelo Pecado. Sendo Deus infinitamente Grande, Justo e Perfeito, o crime contra Ele é infinitamente grave. Só poderia então ser resgatado mediante um Sacrifício infinitamente meritório e reparador, do qual nós não seríamos capazes.


Dogmas marianos:

20 – Imaculada Conceição e Virgindade Perpétua de Maria

A Santíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição foi, por singular Graça e Privilégio de Deus Onipotente, em previsão dos Méritos de Cristo Jesus, Salvador do gênero humano, preservada imune de toda mancha de culpa original. Assim era preciso que a Mãe do Senhor, o Tabernáculo da Nova e Eterna Aliança, fosse imaculada, assim como era intocável e feita do ouro mais puro a Arca da Antiga Aliança.

A doutrina da Virgindade Perpétua de Maria expressa a "real e perpétua virgindade de Maria mesmo no ato de dar à luz a Jesus, o Filho de Deus feito homem". Maria permaneceu sempre virgem (em grego: ἀειπαρθένος – aeiparthenos), fazendo de Jesus seu único Filho, cuja Concepção e Nascimento são milagrosos. Já nos anos 300, esta doutrina era amplamente apoiada pelos Padres da Igreja e, no século sétimo, foi afirmada num conjunto de concílios ecumênicos. Este é um ensinamento tanto católico quanto anglocatólico, ortodoxo e ortodoxo oriental, como se comprova em suas Liturgias, nas quais repetidamente se faz referência à Maria como "sempre virgem".

Embora seja um fato pouco difundido atualmente, até mesmo alguns dos primeiros reformadores protestantes apoiavam esta doutrina, e figuras importantes do anglicanismo, como Hugo Latimer e Thomas Cranmer, "seguiam a Tradição que herdaram, aceitando Maria como 'sempre virgem'" (BRADSHAW, Timothy. Commentary and Study Guide on the Seattle Statement Mary: Hope and Grace in Christ of the Anglican – Roman Catholic International Commission, 2005). A Virgindade Perpétua é ainda hoje defendida por teólogos anglicanos e luteranos.

[Saiba mais]


21
 – Maria, Mãe de Deus

Maria gerou a Cristo segundo a natureza humana, mas quem dela nasce transcende esta natureza humana. – O Filho de Maria é propriamente o Verbo Divino, encarnado em natureza humana. – Maria, então, é necessariamente mãe de Deus, posto que Jesus, o Verbo, é Deus: Cristo, sendo inseparavelmente verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, faz de Maria verdadeira mãe de Deus, por não haver separação entre as Naturezas humana e divina em Nosso Senhor e Salvador. Evidentemente, Maria não é anterior ao próprio Deus Onipotente e Criador de todas as coisas, nem é "deusa". Este dogma, pois, não deve ser confundido: Maria não é e nem poderia ser mãe de Deus segundo a Natureza Divina; entretanto, como as duas Naturezas no Cristo são inseparáveis, ela foi feita, por um inescrutável Mistério do próprio Deus, a um só tempo criatura, serva, filha e  mãe do Senhor. O título Mãe de Deus a Igreja lhe atribui como ato e reflexo de sua veneração por ela e adoração por Deus.


22 – A Assunção de Maria

A Virgem Maria foi assunta ao Céu imediatamente após o fim de sua vida terrena; seu corpo não sofreu corrupção como sucederá com os homens e mulheres que ressuscitarão até o final dos tempos, passando pela descomposição. A Assunção de Nossa Senhora foi transmitida pela Tradição escrita e oral da Igreja. Não se encontra explicitamente na Sagrada Escritura, mas está ali implícita. O fato histórico, segundo relatos dos primeiros cristãos e transmitido pelos séculos de forma inconteste, dá conta de que, na ocasião de Pentecostes, Maria Santíssima tinha mais ou menos 47 anos de idade. Depois desse fato, permaneceu ela ainda 25 anos na Terra, a educar e formar, por assim dizer, a Igreja nascente, como outrora educara e protegera Deus Filho em sua infância. Terminou sua missão neste mundo com a idade de 72 anos, conforme a opinião mais comum.

Diversos Santos Padres da Igreja atestam que os Apóstolos foram milagrosamente levados para Jerusalém na noite que precederia o desenlace da Bem-aventurada Virgem Maria. S. João Damasceno, um dos mais ilustres doutores da Igreja Oriental, refere que os fiéis de Jerusalém, ao terem notícia do falecimento de sua Mãe querida (como a chamavam), vieram em multidão prestar-lhe as últimas homenagens, e que logo se multiplicaram os milagres em redor de seu corpo. Três dias depois chegou o Apóstolo S. Tomé, que pediu para ver o corpo de Nossa Senhora. Ao retirar-se a pedra, o corpo já não mais se encontrava. Pela Virtude de seu Filho, a Virgem Santa ressuscitara. Anjos retiraram seu corpo imaculado e o transportaram ao Céu, onde ela vive na Glória inefável.

Estas antigas tradições da Igreja sobre o Mistério da Assunção da Mãe de Deus podem ser encontradas nos escritos dos Santos Padres e Doutores da Igreja dos primeiros séculos, e relatadas no Concílio geral de Calcedônia, em 451.


Dogmas sobre o Papa e a Igreja:

23 – A Igreja foi fundada pelo Deus-Homem, Jesus Cristo

Cristo fundou a Igreja; Ele estabeleceu os fundamentos substanciais da mesma, no tocante a sua doutrina, culto e constituição.

Atestam as Sagradas Escrituras o que Jesus declarou a S. Pedro: "Bem aventurado és tu, Simão filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelaram (que Eu sou o Cristo), mas meu Pai que está nos Céus. Também Eu te declaro que és Pedro (no aramaico: Kepha = Pedra), e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela. Eu de darei as Chaves do Reino dos Céus, o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e o que desligares na Terra será desligado nos Céus." (Mt 16,17-19)


24 – Cristo constituiu o Apóstolo São Pedro como primeiro entre os Apóstolos e como cabeça visível de toda a Igreja, conferindo-lhe imediata e pessoalmente o primado da jurisdição

O Romano Pontífice é o sucessor do bem-aventurado S. Pedro e tem o primado terreno sobre todo o rebanho do Senhor, que é a Igreja. Este fato é atestado claramente, repetidas vezes, pelas Sagradas Escrituras:

** "Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: 'Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes?' Respondeu ele: 'Sim, Senhor, tu sabes que te amo'. Disse-lhe Jesus: 'Apascenta os meus cordeiros'. Perguntou-lhe outra vez: 'Simão, filho de Jonas, amas-me?' Respondeu-lhe: 'Sim, Senhor, tu sabes que te amo'. Disse-lhe Jesus: 'Apascenta os meus cordeiros'. Perguntou-lhe pela terceira vez: 'Simão, filho de João, amas-me?' Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: 'Amas-me?', e respondeu-lhe: 'Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo'. Disse-lhe Jesus: 'Apascenta as minhas ovelhas'.” (João 21,15-17)

*** “Irmãos, sabeis que há muito tempo Deus me escolheu dentre vós (Apóstolos), para que da minha boca os pagãos ouvissem a Palavra do Evangelho. ”, declara solenemente o próprio S. Pedro (At 15,7).

**** Diz o Senhor especialmente e somente a S. Pedro: “Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu, confirma os teus irmãos.” (Lc 22, 31-32)


25 – O Papa possui o pleno e supremo poder de jurisdição sobre toda Igreja, não somente nas questões de fé e costumes, mas também na disciplina e governo da Igreja

Conforme esta declaração, o poder do Papa é de jurisdição; universal; supremo; pleno; ordinário; episcopal; imediato.


26 – O Papa é infalível quando se pronuncia ex catedra

Para compreender este dogma, convém ter na lembrança: sujeito da infalibilidade papal é todo Papa legítimo, em sua qualidade de sucessor de Pedro. O objeto da infalibilidade são as verdades de fé e os costumes, revelados ou em íntima conexão com a Revelação Divina. A condição da infalibilidade é que o Papa fale ex catedra, isto é:

a) Que fale como pastor e mestre de todos os fiéis fazendo uso de sua suprema autoridade.

b) Que tenha a intenção de definir alguma doutrina de fé ou costume para que seja acreditada por todos os fiéis. As encíclicas pontificais não são definições ex catedra.

A razão da infalibilidade é a assistência sobrenatural do Espírito Santo, que preserva o supremo mestre da Igreja de todo erro, conforme a Promessa de Cristo ('Eis que estou convosco até o fim do mundo' – Mt 28,20). A consequência da infalibilidade é que as definições ex catedra dos Papas sejam por si mesmas irreformáveis, sem a possibilidade de intervenção posterior de qualquer autoridade, mesmo que seja outro Papa.


27 – A Igreja é infalível quando faz definição em matéria de fé e costumes

Estão sujeitos à infalibilidade:
• O Papa, quando fala ex catedra;
• O episcopado pleno, com o Papa, que é a cabeça do episcopado, é infalível quando, reunido em concílio ecumênico ou disperso pelo rebanho da Terra, ensina e promove uma verdade de fé ou de costumes para que todos os fiéis a sustentem.


Dogmas sobre os Sacramentos:

28 – O Batismo é verdadeiro Sacramento instituído por Jesus Cristo

Atestam as Sagradas Escrituras: "Jesus lhes disse: 'Toda autoridade me foi dada no Céu e na Terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo'.” [saiba mais].


29 – A Confirmação é verdadeiro e próprio Sacramento

Este Sacramento concede aos batizados a Fortaleza do Espírito Santo para que se consolidem interiormente em sua vida sobrenatural e confessem exteriormente com valentia sua fé em Jesus Cristo [saiba mais].


30 – A Igreja recebeu de Cristo o poder de perdoar os pecados cometidos após o Batismo

Foi comunicada aos Apóstolos e a seus legítimos sucessores o poder de perdoar e de reter os pecados para reconciliar aos fiéis caídos depois do Batismo. Cristo, que pode perdoar os pecados, deu à sua Igreja o poder de perdoá-los em seu Nome: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, serão perdoados; aqueles aos quais os retiverdes (não perdoardes), serão retidos” (Jo 20, 22ss).


31 – A Confissão Sacramental dos pecados está prescrita por Direito Divino e é necessária para a salvação

Basta indicar a culpa da consciência a sacerdote devidamente ordenado, mediante confissão secreta [saiba mais].


32 – A Eucaristia é verdadeiro Sacramento instituído por Cristo

Atestam as Sagradas Escrituras:

"Eu sou o Pão Vivo que desceu do Céu. Quem comer deste Pão viverá eternamente. E o Pão que eu hei de dar é a minha Carne, para a salvação do mundo." (Jo 6,51)

"Quem se alimenta da minha Carne e bebe do meu Sangue permanece em Mim, e Eu nele." (Jo 6, 56-57)

"Pois a minha Carne é verdadeiramente comida e o meu Sangue é verdadeiramente bebida." (Jo 6,55)

"O Cálice que tomamos não é a Comunhão com o Sangue de Cristo? O Pão (...) não é a Comunhão com o Corpo de Cristo?" (I Cor 10,16)

"Cada um se examine antes de comer desse Pão e beber desse Cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o Corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação." (I Cor 11,28-30)


33 – Cristo está Presente no Sacramento do Altar pela Transubstanciação de toda a substância do pão em seu Corpo e toda substância do vinho em seu Sangue

Transubstanciação é uma conversão no sentido passivo; é o trânsito de uma coisa a outra. Cessam as substâncias de Pão e Vinho, pois sucedem em seus lugares o Corpo e o Sangue de Cristo. A Transubstanciação é uma conversão milagrosa e singular diferente das conversões naturais, porque não apenas a matéria como também a forma do pão e do vinho são convertidas; apenas os acidentes permanecem sem mudar: continuamos vendo e experimentando fisicamente pão e vinho, mas substancialmente já não o são, porque neles está realmente o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

[Saiba mais sobre a Eucaristia, o centro da fé e da vida da Igreja]


34 – A Unção dos enfermos é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo

Atestam as Sagradas Escrituras:

“Está alguém enfermo entre vós? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor.” (Tg 5,14)

[Saiba mais]


35 – A Ordem é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo

Existe uma hierarquia instituída por ordenação Divina, que consta de Bispos, Presbíteros e Diáconos. As Sagradas Escrituras o atestam em Fl 1,1 [saiba mais].


36 – O Matrimônio é verdadeiro e próprio Sacramento

Cristo restaurou o Matrimônio instituído e bendito por Deus, fazendo que recobrasse seu primitivo ideal da unidade e indissolubilidade e elevando-o a dignidade de Sacramento [saiba mais].


Dogmas sobre as últimas coisas:

37 – A Morte e sua origem

A morte é consequência do pecado primitivo. O relato bíblico da Queda (Gn 3) utiliza uma linguagem feita de imagens, mas afirma um acontecimento primordial, um fato que ocorreu no início da história do homem. A Revelação dá-nos a certeza de fé de que toda a história humana está marcada pelo pecado original cometido livremente por nossos primeiros pais, trazendo como consequência a morte. "Porque o salário do pecado é a morte, mas o Dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm 6,23).


38 – O Céu (Paraíso)

As almas dos justos, que no instante da morte se acham livres de toda culpa e pena de pecado, entram no Céu.


39 – O Inferno

As almas dos que morrem em estado de pecado mortal vão ao inferno.


40 – O Purgatório

As almas dos justos que no instante da morte estão agravadas por pecados veniais ou por penas temporais devidas pelo pecado vão ao Purgatório. O Purgatório é estado de purificação.


41 – O Fim do mundo e a Segunda vinda de Cristo

No fim do mundo, Cristo, rodeado de Majestade, virá de novo para julgar os homens.


42 – A Ressurreição dos Mortos no Último Dia

Aos que creem em Jesus e se alimentam de seu Corpo e bebem de seu Sangue, Ele lhes promete a ressurreição para vida eterna de Paz e Plenitude.


43 – O Juízo Universal

O Cristo, Senhor e Salvador, depois de seu Retorno, julgará a todos os homens.

_______________________
1. Cf. JUSTINO, 1ª Apol., 44,1; TACIANO, Discours aux Grecs, 27,1; ATENÁGORAS, Supplique au sujet des chrétiens, 3,11,1; A Diognète, 5,3; CLEMENTE DE ALEXANDRIA, Stromates, 7,16,104,1; ORÍGENES, Contre Celse, 1,7; 2,24; 3,39; 3,76; 5,22; EUSÉBIO DE CESAREIA, Histoire Ecclesiastique, I,3,12; 4,4. Cf. W. KASPER, Dogme et Évangile, Paris: Castermans, 1967, pp.31, em THEOBALD, Christoph; SESBOUE, Bernard. História dos dogmas t. 4, a Palavra da Salvação. São Paulo: Loyola, 2006, pp. 60.

2.
 Os argumentos da Causa Primeira ou Primeira Causa resultam das nossas observações quotidianas das maneiras pelas quais as coisas ou acontecimentos da vida de todos os dias parecem ser causados para ser ou para ocorrer. Observamos, por exemplo, que pôr açúcar na chávena do café causa a doçura do seu gosto, que pôr água na planta causa o seu crescimento e que riscar um fósforo na presença de oxigênio o faz arder. No entanto, é impossível explicar a existência de tudo em termos de causa e efeito, porque isso significaria que deveria haver uma série sem fim de causas, o que concretamente se mostra lógica e racionalmente impossível. 
Assim:
a) Na vida de todos os dias, descobrimos que tanto os objetos como os acontecimentos são causados por outros (tal como o crescimento das plantas é provocado pela absorção de nutrientes).
b) Uma série infinita de causas desse tipo, porém, é impossível porque então não haveria uma primeira causa, e, portanto, não poderia haver uma segunda, terceira, etc.
c) Logo, deve haver (é preciso que haja) uma primeira causa: Deus. – MCGRATH, Alister E. Fundamentos do Diálogo Entre Ciência e Religião, São Paulo: Loyola, 2005, pp. 124-125.

3. Uma vez feita a distinção entre coisas que têm causas e coisas que não têm causas, se alguma coisa existe, ou será o tipo de coisa que requer algo fora de si mesma para existir, ou o tipo de coisa que não o requer. Se não é possível haver uma regressão infinita de coisas que requerem causas fora de si [e se é verdade que há alguma coisa que requer causa fora de si: o universo e tudo o que nele existe], então não pode haver uma regressão infinita de tais causas, e, portanto, você tem que ter um término dessa regressão [Deus é a melhor explicação para o término dessa regressão]. – PURTILL Richard. Contemporary Philosophy of Religion. New Jersey: Blackwell, 2001, pp. 358-359.

_________________
Referência e bibliografia:
• BOURGEOIS, Henry. História dos Dogmas 3 - Os sinais da salvação, Vol.s 1,2,3. São Paulo: Loyola, 2005.
• THEOBALD, Christoph; SESBOUE, Bernard. História dos dogmas tomo 4, a Palavra da Salvação. São Paulo: Loyola, 2006, pp. 60 ss.
• VIDIGAL, Pe. José Raimundo. Catecismo do Católico de Hoje. Aparecida: Santuário.
• Catecismo da Igreja Católica (CIC),§88 a §93 e §889 a §891.
 MIRAVALLE, Mark. Introduction to Mary, Goleta: Queenship Publishing, 1993, 
pp. 56-64
• BROWN, Raymond Edward. Mary in the New Testament, Philadelphia: Fortress Press, 1978, p. 273.
• Verbete "Definição dogmática", da Enciclopédia Católica Popular, em http://ecclesia.pt/catolicopedia/
Acesso 27/8/013.
ofielcatolico.blogspot.com

40 comentários:

  1. Oi, Henrique. Saberia me dizer porque não há dogmas sobre os Santos Anjos entre os 43 listados? A paz de NSJC!

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    1. Historicamente, a Igreja sempre procurou estabelecer o menor número possível de dogmas, Petrivalianici. Não é do desejo de ninguém que se estabeleça uma fé completamente "engessada": existem inúmeros carismas dentro da Igreja, que a enriquecem e que precisam ser respeitados.

      Todas as vezes em que se recorreu à proclamação de dogmas, foi em razão de heresias, que precisavam ser debeladas para que a fé não se perdesse, para que não se deformasse o Corpo Místico de Cristo. Logo, existe uma doutrina específica sobre uma série de temáticas, – incluindo a dos anjos, – mas que não exigiram (ainda) a proclamação de dogmas específicos.

      Apostolado Fiel Católico

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    2. Obrigado por explicar.

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    3. Boa resposta, Henrique, que Deus e a Virgem Santíssima lhe abençoem.
      IRLEI GERALDO DA SILVA

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  2. Graça e Paz.

    Henrique, em qual livro dos pais da Igreja se encontra o relato do dogma 22?

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    1. Alguns autores primitivos/patrísticos que trataram o tema: Pseudo-Melito de Sardes, Epifânio de Salamissa, Timóteo de Jerusalém, João o Teólogo, Gregório de Tours, Teoteknos de Livias, Modesto de Jerusalém, Germano de Constantinopla, São João Damasceno.

      Algumas obras primitivas sobre a assunção da Virgem Maria:

      A Dormição da Santa mãe de Deus (João o Teólogo)

      A passagem da abençoada virgem Maria (José de Arimateia)

      A passagem da abençoada virgem Maria (Melito de Sardes)

      Homilia sobre a Dormição (Cirílo de Jerusalém)

      Homilia sobre a Dormição (Evódio de Roma)

      Homilia sobre a Dormição (Teodósio de Alexandria)

      Homilias sobre a Dormição da virgem (João Damasceno)

      "Os Seis Livros Apócrifos" (séc. IV) – visualize e baixe gratuitamente na página abaixo:

      http://pages.uoregon.edu/sshoemak/texts/Syriac/Six%20Books%20Wright.pdf

      Apostolado Fiel Católico

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  3. Henrique, senti falta de dogmas sobre o ESPIRITO SANTO, há algum dogma especifico somente para a pessoa do ESPIRITO SANTO?.

    Anonimo Sidnei.

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    1. O Dogma apenas afirma uma verdade de fé, sem necessariamente esgotar a doutrina que lhe concerne; o dogma da Santíssima Trindade especifica a Natureza e as Qualidades do Espírito Santo enquanto Pessoa Divina, isto é, afirma que Ele é Deus.

      A Natureza e as Qualidades específicas, por assim dizer, do Espírito Santo, são investigadas e esmiuçadas (evidentemente, dentro do que nos foi Revelado) nos documentos da Igreja.

      Apostolado Fiel Católico

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  4. Interessante , são só uns 3 ou 4 dogmas que os protestantes discordam, pelo que eu sei,l. Até o Maria Mãe de Deus acho que eles reconhecem, porque se Jesus é Deus e Maria é Mãe de Jesus e não há divisão em Jesus então ela é Mãe de Deus.

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    1. Na verdade, Gi, eles discordam de mais de 3 ou 4. Somando alguns dogmas marianos aos referentes á Igreja, ao Papa e alguns sacramentos, além do Purgatório, devem ser mais de 10. A paz de NSJC!

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    2. Petrivalianici, tem razão. Eu contei uns 10 mesmo.
      Gi, os protestantes evitam o termo Maria mãe de Deus. Mas o seu raciocínio está correto. O termo mãe de Deus, pelo que sei, veio de uma reação da Igreja a uma heresia que dizia que Jesus ou era apenas homem ou apenas Deus. Os pais da Igreja argumentaram então que Maria era mãe de Deus, pois Jesus sendo homem nascido de Maria, era também Deus, com suas duas naturezas em harmonia.

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    3. Gi, Henrique e Filipe, realmente existem divergencias em algumas doutrinas assumidas com o passar dos anos, (existem algumas que são relativamente recentes como o dogma 22, que passou a valer após o padre PIO 12 em 1950 - e com um embasamento "fraco", mas válido para a ICAR, pois para o protestante a biblia é a única fonte doutrinária aceita e não livros não canomicos - para nós Maria foi formidável, mas diferentemente do que ocorreu com Enoque e Elias, ela morreu sim, assim com Lazaro, suas irmãs, seus vizinhos, como José, etc...), mas desde o número 20 (a eterna virgindade da irmã Maria, que foi casada com José - e ai entra uma porção de "justificativas" para alicerçar o tal dogma, muito embora seja muito complicado ficar duelando com os textos que foram "traduzidos" do grego... fica mais fácil e produtivo debater este assunto quando ambos debatedores lêm o idioma original, para evitar desgastes). No dogma 21, onde também temos divergencias, gostaria de deixar uma reflexão: Jesus foi concebido sem necessidade de uma relação sexual,foi homem 100% até o início do seu ministério, após o batismo de João, Maria prestou excelente serviço ao reino sendo mãe do salvador... mas como no início do evangelio de João, "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus..." Deus não tem início, nem fim (até vocês reconhecem isso - dogma 4), quem tem mãe, começou a partir dela... Jesus já era, é e há de ser... Paz seja com todos - Andre Gouvea

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    4. Deus não tem início nem fim, mas como ser humano, é lógico que Ele teve uma mãe. Não, NSJC não começou a partir de Sua Santa Mãe, pois Ele sempre foi Deus, no Céu. No entanto, Ele nunca foi homem aqui na Terra antes dela e, como Ele nasceu do ventre da Santíssima Virgem, podemos sim dizer que ela é a Mãe de Deus. E NSJC foi homem até o início do seu ministério e depois também, só por observação. A paz de NSJC!

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    5. Vamos raciocinar, se uma pessoa nasce de uma mulher o que esta pessoa é desta mulher? Respota: Filho. Se uma mulher da a luz a uma pessoa, o que esta mulher é para esta pessoa? Resposta: Mãe. JESUS Verdadeiro homem e verdadeiro DEUS, nasceu de Maria, o que JESUS Verdadeiro homem e Verdadeiro DEUS é de Maria? Resposta: Filho. Maria dá a luz a JESUS Verdadeiro homem e Verdadeiro DEUS, o que Maria é de JESUS Verdadeiro homem e Verdadeiro DEUS? Resposta: Mãe. Se JESUS que é inteiramente DEUS e inteiramente homem nasceu de Maria e todo aquele que nasce de uma mulher se torna filho desta mulher, e toda mulher que dá a luz a uma pessoa e ela se torna então mãe desta pessoa, então é logico afirmar que Maria é mãe de DEUS, não que ela deu inicio a DEUS que é eterno, porém, se DEUS na pessoa de seu Filho JESUS, quis nascer de uma mulher ELE se torna assim filho dela e ela mãe DELE. Isto é lógico, e só ter um pouco de raciocínio que o pensamento fecha naturalmente, tanto que fecha que a Igreja bateu o martelo sobre isto a séculos e somente protestantes que querem por que querem negar isto, não porque acreditam que não tenha lógica sobre isto, mas no fundo no fundo é para justamente ser contra a Igreja Católica, porque para eles tudo que vem da Igreja Católica esta errado e tem que ser combatido a todo instante e com todas as forças, porém, mau sabem eles que os que mais saem prejudicados nesta história toda são eles mesmo, pois querendo negar a maternidade divina de Maria, passam a mensagem que JESUS não é DEUS, ou pior ainda que JESUS sumiu ser DEUS somente quando saiu do ventre de Maria ou após isto, quem sabe, no eu batismo ou em outra ocasião qualquer, o que é inverossímil, haja vista ou que JESUS é DEUS desde sua concepção ou se tornou DEUS em qualquer momento de sua vida menos no ato da concepção que é a situação mais lógica em afirma sua divindade unia da sua humanidade desde aí e para sempre, pois para sempre JESUS será DEUS e homem, ELE jamais deixará de ser desde sua concepção Verdadeiro DEUS e Verdadeiro homem, nisto que nós cremos, nisto que nós confessamos. Amém.

      Anonimo Sidnei.

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    6. Amigo André :Desculpe me mas...irei desabafar: pessoalmente,quando me deparo com essa discussão sobre Maria...me sinto exausta. Sim porque nunca(parece me pelo menos ) que um protestante entenderá Maria...
      se apegar apenas ao fato de Maria ter dado é luz ao Salvador e só isso...é tipica discussão racionalista e superficial: caminho do engano humano e árido. Maria nāo deu a Divindade a Jesus, logicamente.E não ė por isso que Ela é tão importante para nós catolicos .Nenhum ser humano parece ter a capacidade de compreender o tamanho do Amor Divino, de sua Caridade, de sua Compaixão.Não, Não temos esta capacidade... tentamos, mas não a compreendemos tal tamanha Perfeição . E uns, tentam menos que outros.
      A Mãe de Jesus não foi apenas mãe; Maria foi essencial aos planos de Deus.Foi antes de nascer, já planejada pela Providência Divina. Deus não toma decisões de um momento para outro. Se Maria não fosse importante ao nível que é e quem não aceita não entende, Jesus teria aparecido debaixo de uma pedra ou vindo de ônibus. Maria é a maior prova Divina de seu incalculável e incompreensível Amor por nós. Nós uniu eternamente, colocando seu filho, Jesus, como um homem de carne e osso, nascido de uma criatura.Mas como Divindade,teria que nascer de uma criatura digna e livre do pecado original. Limpa. Maria já estava planejada a vir.
      Maria aqui, foi humilde, se colocando confiante ao plano de Deus se entregando totalmente ao que não conhecia simplesmente por amor e fé em Deus.Um ensinamento tremendo para nós de como é possível ser obediente, Leal, manso e ter confiança em Deus. Ela conseguiu.
      Educou Jesus (as vezes acho que protestantes são mau agradecidos-perdoem-me- pois ignoram o trabalho,dedicação e educação dada por suas mães,pois o que são quando adultos tem sim e ver com o que aprendem, portanto assim como fazem com a Mãe de Jesus? Maria auxiliou Jesus sendo sua mãe,de alguma forma, mesmo que mínima.). Em bodas de Canná Maria simplesmente mostrou já sua preocupação e Amor para com os homens, querendo junto de seu Filho interceder para ajudá -Los (vinho). Mas os protestantes apenas se apegam, por exemplo, em que ele diz "mulher" para própria mãe (como se mulher na época fosse pejorativo, infelizmente como é hoje - sem educação quem age assim.). Ela é uma mulher, se fosse um pato, Jesus falaria "pato". Acho que deu pra entender o ponto.No caso do vinho,Ela deu um " empurrãozinho" em Jesus. Tipico de mães doces e zelosas, ao contrário que pregam os frios.
      Maria foi recompensada por Deus, e se tornou nossa certeza de Seu Amor por nós. Nossa ligação. E já que não era uma mulher comum ( por favor, Deus não olhou lá de cima e viu uma mulher indo comprar pão e exclamou : Sim, está será a Mãe de meu filho!- fala sério! ), teria sim diferencial em seu destino pós-terra que qualquer outra criatura.
      Ignorar Maria, é ignorar a Mão Misericordiosa de Deus, pois foi isso desde o começo. Ela merece ser exaltada, por todos os séculos dos séculos, pois eis aqui minha mãe, modelo de mulher e criatura, assim como Deus merece ser adorado e glorificado por todos os séculos dos séculos! Obrigada pela atenção e paciência amigo!Glória tibi Domine. Mari Branco

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    7. Isso é muito interessante. Me parece que os protestantes têm razão, pois a biblia fala dos irmaos de Jesus de cita nomes. como por exemplo de Tiago iramão do Senhor e de Maria sua irmão. Isso parece mais heresia não?

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    8. Não, Nivaldo. Não, senhor. Já explicamos essa surrada questão num artigo específico, que você pode ler acessando o endereço abaixo:

      http://www.ofielcatolico.com.br/2014/02/virgindade-perpetua-de-maria-mae-de.html

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    9. De fato o que me impressiona é a má intenção dos protestantes que estudam (pois há os muito fraquinhos, que leem a bíblia sem entendê-la) e sabem muito bem que se reunirem todas as perícopes do Novo Testamento vão chegar a conclusão que esses "irmãos" são na realidade primos de Jesus pois é perfeitamente possível estabelecer os pais ou as mães dos tais irmãos porque essas perícopes vão nomeando ora o pai ora a mãe de cada um deles.Argumentos horríveis como "filho primogênito" não poder ser "filho único", quando em aramaico e também no hebraico há literatura da mesma época do Novo Testamento em que se chama "filho primogênito" a filhos únicos, não havendo essa expressão em aramaico ou hebraico:"Filho unigênito" e como se usa a Koiné (grego arcaico) para expressar tudo o que foi falado em Aramaico, evidentemente não vai existir a expressão "unigênito". Ora, mas estas coisas sempre se soube e foram deturpadas pelo protestantismo tardio e não pelos primeiros reformadores.Em tempo: Tanto em aramaico como em hebraico não há uma palavra que designe "primo" a não ser no hebraico moderno, que criou esta expressão como "gíria" à partir da formação do Estado de Israel, em 1948.Até a palavra "Kepha" do aramaico (que era a língua que Jesus falava) não tem flexão de gênero, pois tanto significa o nome próprio Pedro como o substantivo concreto pedra. o mesmo acontece com a palavra "Pierre" em francês.Logo uma outra "explicação" de que Jesus se referia a Pedro como "Pedra de fé" é mera deformação do protestantismo tardio porque Kepha tem os dois significados, logo Jesus se referia mesmo a pessoa de Pedro. Isto também se evidencia na expressão exclusiva que aparece dezenas de vezes no Novo Testamento: "Jesus chamou a Pedro, e aos que estavam com ele". Jesus sempre se referia primeiramente a Pedro. Os reformadores admitiam realmente Pedro como chefe visível da Igreja. O que achavam é que a Igreja se perdeu através do tempo e que não era mais necessário ter um Papa nomeado sempre no lugar do apóstolo como líder, ou seja: "O protestantismo dos primeiros reformadores não negam a nomeação de Pedro como chefe visível da Igreja, mas achavam que seguir a homens que foram colocados sucessivamente no lugar dele já não mais fazia sentido.O protestantismo tardio procura deturpar as Sagradas Escrituras para negar verdades e provocar uma ruptura ente a Igreja Católica e a Igreja fundada por Jesus, ideia que não ocorre aos pais do protestantismo.Foi no concílio de Nicéia (que fica na Turquia) que se reafirmou, contra os hereges que queriam separar as duas naturezas em Jesus, a fé apostólica de Jesus com duas naturezas distintas porém inseparáveis e foi por isto que Maria não perdeu seu título apostólico de "Teotocus".

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    10. Gostei do desabafo de Mari Branco.
      Ri bastante com "Jesus vindo de ônibus" e "Maria indo comprar pão" kkkkk.
      Por fim, acrescento que de acordo com o item 5 do "Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem" Jesus tratava Maria publicamente como Mulher para favorecer sua humildade.
      Louvado seja NSJC!

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  5. Sempre quis saber a lista dos dogmas. Um tempinho atr'as eu já procurei sobre esse assunto em tudo quanto é lugar e não encontrei, mais uma vez OFC se superou! Parabéns!

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  6. Olá!
    Gostaria de saber a posição oficial ,da ICAR, de Santa Sé, sobre a existencia de demonios, inferno, diabo, entidades do mal, e etc. e o modo como agem (se existirem). É possivel espíritos malignos possuirem pessoas? Como acontece? Se acontece, qual a ação da Igreja para a expulsão ou retirada desses seres que controlam e agem na vida das pessoas? Quem é responsavel pelo exorcismo? Onde ocorre? O que permite ou acontece para que pessoas sejam possuídas? Todos estão vulneráveis a tais acontecimentos? Quem está vunerável?

    Peço encarecidamente que faça uma postagem completa sobre essas questões, tenho muitas dúvidas sobre este tema. Caso seja muito forte, ou por algum motivo não convenha publicar algo assim aqui, por favor mande em meu e-mail antmadre@gmail.com . Suas postagens são sempre muito esclarecedoras e por isso recorri a esta ótima ferramenta.

    Creio que muitas outras pessoas tenham dúvidas sobre este assunto, por isso tenho convicção de que seria válida uma postagem publica sobre isso, mesmo que em parte reduzida. Caso não for possível, repito, mande em meu e-mail.

    Obrigado pela atenção, que Deus continue te iluminando, abençoando e inspirando.

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    1. Antonico, a Igreja ensina que o diabo e seus demônios existem e caíram do Céu por desobediência a NSJC. É possível sim que eles possuam pessoas e, para livra-las, é realizado o exorcismo, através de um sacerdote especializado. Quanto ás suas outras perguntas, não tenho o estudo suficiente para responder e creio que Henrique possa lhe dar estas respostas, talvez em forma de post. A paz de NSJC!

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    2. Obrigado pela participação, Antonico Madre,

      Sua sugestão está anotada e será levada em conta. Temos alguns projetos sendo concluídos neste momento, por isso a resposta para suas perguntas, que são interessantes, podem demorar um pouco. Tenha paciência.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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  7. Qual o texto biblico, que se usa para a base de existir o purgatório

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  8. Você pode consultar nossas citações bíblicas e fontes sobre esse assunto no endereço abaixo:

    http://www.ofielcatolico.com.br/2001/05/existe-o-purgatorio.html

    A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

    Apostolado Fiel Católico

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  9. No aplicativo "Católico Orante" (gratuito para android) você encontra todos os dogmas. Basta acessar o aplicativo, ir em "Formação e Informação", depois em "Doutrina e Ensinamentos". Nesta seção está o resumo, o mínimo que todo católico deve saber.

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    1. Isso é uma maravilha! Muitíssimo obrigado por compartilhar. Que Jesus te proteja e ilumine. Que Deus seja louvado! Salve a Nossa Ave Maria! Abraço fraterno.

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  10. Olá, Henrique! Salve Maria!É pissivel afirmar que os dogmas sempre existiram e, em determinados momentos foram proclamados? Por exemplo, o fogo sempre esteve presente na natureza, no entanto só ficou conhecido após a sua descoberta. Vc pode me indicar alguma bibliografia sobre essa questão?

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  11. Olá, Henrique. Eu defendo a tese que os dogmas sempre existiram, mesmo antes de serem proclamados. Faço uma comparação: o fogo, por exemplo, sempre existiu na natureza; logo, não foi criado, mas descoberto e revelado ao homem em determinado momento da história assim como os dogmas da Igreja, que sempre existiram, mas em algum momento foram anunciados como verdades de fe. Preciso de fontes teóricas que ratifiquem este pensamento. É para um teabalho de pós graduação em Latim. Salve Maria!

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    1. Sim, sem dúvida, Caelius, e poderíamos usar também de outros exemplos, como a esfericidade da Terra: o nosso planeta sempre foi esférico, mas a humanidade não conheceu sempre esta simples realidade. E mesmo depois de saber, foi preciso fazer uma afirmação científica formal a respeito. Não é porque a ciência diz que a Terra é esférica que ela é esférica, mas o contrário: a ciência o afirma porque foi capaz de alcançar este fato concreto.

      Assim, no caso da ciência, astrônomos precisaram afirmar e definir "oficialmente": a Terra é esférica (redonda).

      No caso das verdades espirituais/religiosas se dá o mesmo. Então, vejamos: "Cristo subiu em Corpo e Alma aos Céus e está assentado à direta de Deus Pai". Isto é dogma da Igreja. E será que passou a ser verdade somente a partir do momento em que se tornou dogma (isto é, foi reconhecido como verdade pela Igreja)? Evidente que não. O Senhor ascendeu aos Céus e a Igreja já sabia disso desde o início. A proclamação do dogma é apenas a afirmação formal e normativa (para toda a Igreja) de algo que se sabe acima de dúvida.

      A Ascensão de Jesus Cristo, porém, é uma verdade que foi desde o início conhecida, como atestam as Sagradas Escrituras. Já a assunção da Santíssima virgem é uma verdade que veio a ser oficialmente reconhecida e afirmada muito mais tarde. Isso não quer dizer que foi uma "invenção" da Igreja ou a reinterpretação forçada de algo. Pelo contrário, antigas tradições da Igreja sobre o Mistério da Assunção da Mãe de Deus podem ser encontradas nos escritos dos Santos Padres e Doutores da Igreja dos primeiros séculos, e também foram relatadas no Concílio geral de Calcedônia, em 451. Entretanto, o reconhecimento desta doutrina como verdadeira e de adesão necessária veio somente no dia 1º de novembro de 1950, pelo Papa Pio XII.

      À luz do que foi exposto, verifica-se que uma "definição de dogma" (tal como a de Pio XII em relação à Assunção corporal de Maria) não significa a "criação de um novo dogma": não se criam dogmas, pois a Revelação se encerrou com a morte do último Apóstolo. Uma definição dogmática vem a ser apenas a afirmação solene e extraordinária de alguma proposição já contida no Depósito da Fé professada por toda a Cristandade.

      O motivo pelo qual o Magistério da Igreja, de quando em quando (sem plano preconcebido), procede a uma definição solene, é geralmente um surto de erro ou controvérsias em torno de algum ponto dogmático. A fim de remover mais eficazmente o perigo de deturpação da fé, a Santa Igreja afirma então, de maneira extraordinária, pela voz de seu Cabeça visível (o Papa) ou de um concilio ecumênico, a sentença da verdade; tal intervenção, porém, constitui sempre regime de exceção.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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  12. AO CONTRARIO DO RELATIVISTA PROTESTANTISMO, ONDE V É O PROPRIO DOGMA...
    A palavra “Dogma” significa em grego DECISÃO, e a doutrina da Igreja usa esse termo para indicar um consenso entre os bispos do mundo inteiro e confirmado pelo S Padre, sobre algo referente à fé que deve ser observado sem restrições por toda a Igreja, pelos séculos afora, desde os Apóstolos.
    Nesse caso, esse consenso doutrinario é tido pelos bispos como verdade de fé e S Padre o papa o ratifica, se concordar e, tomada essa decisão final dele, torna-se portanto uma norma definitiva comum sobre uma questão doutrinaria, recordando as decisões tomadas desde os apóstolos, como em At 15,28.
    Instruídos pelo Espírito Santo, os Padres da Igreja e idem escritores eclesiásticos antigos utilizavam a palavra "Dogma" para designar o conjunto dos ensinamentos e das normas de Jesus; também significava uma decisão da Igreja para se evitarem polêmicas, ou criarem divisões entre eventuais posicionamentos de certos fieis desinformados ou mal intencionados, ou mesmo que se evitassem grupos separatistas acerca de um determinado ensinamento!
    Assim, a Igreja via teólogos e pensadores cristãos, determinou o sentido de Dogma, e na linguagem atual do Magistério e da Teologia, o “Dogma” é uma doutrina que a Igreja determinou que não pode ser contestada por vir intacta desde seus primordios, assim defendida por varios séculos afora, mantida sem reinterpretações ou acomodamentos aos tempos ou a situações externas, portanto um ensinamento definitivo e inquestionável!
    Dessa forma, é uma verdade revelada, de uma forma que obriga o povo cristão a crer nele, em sua totalidade, de modo que sua negação total ou parcial é repelida como heresia e estigmatizada com anátema aos rebeldes e contestadores irreversiveis!
    Lutero foi um desses notorios hereges, embora em nosso meio atual tenhamos dentro da Igreja muitas de suas reedições entre o povo até entre os clérigos, como os apoiadores de adaptações, e mesmo os apoiadores da esdrúxula "evolução dogmática" e de apegados ao modernismo, contrastante com o cristianismo!
    Os sedizentes católicos em todos os âmbitos que crêem, aceitam, praticam ou disseminam algo que a Igreja condena, como o espiritismo, as seitas protestantes, o marxismo, caso da TL-comunistas, modernismo, sincretismo etc., ou mesmo que discordem parcialmente de algum de seus dogmas, fá-los hereges se persistirem no erro, automaticamente alijando-se da Igreja!
    Os Dogmas já definidos pelo Magistério da Igreja são definitivos, inadaptaveis a tempos ou circunstancias, sendo eles verdades de fé, contidas na Tradição, a qual é anterior à Biblia e posteriormente redigidos ou não nela, deles se excluindo invencionices humanas.
    Os protestantes combatem os Dogmas da Igreja católica sem darem contas que suas seitas, por serem criações humanas, portanto relativistas, sendo vulneraraveis a mudanças doutrinarias em cada seita, obedecendo a um num certo "dogma" que é o proprio dono, fundador e pastor da seita!
    Mesmo assim, o pastor fica submetido a criterio do "fiel", concordar ou não com o "dogma" dele, já que nas seitas cada um é quem decide a qual "dogma" seguir...

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  13. Sempre fui católico, mas sempre tive muitas dúvidas sobre o que a Igreja de Cristo ensina. Quando criança e adolescente, lá pelos idos dos anos 80, nunca sabia defender minha fé quando protestantes (alguns até amigos) se insinuavam a contestar e até a zombar da minha fé católica. Hoje com auxílio de ótimas referências, principalmente deste apostolado, sinto-me com minha fé renovada e mais forte que nunca. Obrigado por esse artigo,pois, como se diz no popular: fiquei de alma lavada como ele. Paz e muitas bênçãos a todos. Que Deus sempre seja louvado e adorado. Jesus e Maria, misericórdia de nós e do mundo inteiro.

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  14. Ola,Henrique e toda a equipe do site.Primeiramente,gostaria de elogiar o ótimo trabalho desse site.Vocês tem me ajudado muito ,com muitas dúvidas .Acreditem , vocês contribuiram para minha conversâo ao catolicismo.Continuem o seu trabalho ,tenho certeza que está dando frutos.

    Mas , gostaria de comentar pela primeira vez,justamente para pedir que me ajudassem em uma questão levantada por um bom amigo protestante.

    Não tem nada relacionado ao assunto da matéria.Então me desculpem se eu estou sendo incoveniente, ou colocando coisas fora do contexto.

    Basicamente , o pastor desse meu amigo teria ''denunciado'' ( não sei se é verdade , então não dá para chamar de denuncia ) que a Igreja Catolica sempre foi muito anti - semita , e foi responsavel por ''grandes massacres'' de judeus.

    O pastor citou :

    1-Massacres de judeus nas Cruzadas.

    2-A Inquisição Espanhola.

    3-Pogroms ( disse que teriam sido incentivados sacerdotes católicos ).

    4-Perseguição a judeus na Europa Medieval (quase todos os europeus eram católicos na época ,e ,portanto , a responsabilidade pelos ataque seria da Igreja).

    5-O caso de Santo William de Norwich.Eu nem sabia desse caso antes dessa conversa.Ele é um Santo inglês , que é considerado mártir. Ninguem nunca encontrou o assassino , mas acusaçoes cairam sobre uma comunidade judaica da cidade de Norwich.De acordo com o pastor , a Igreja teria usado esse caso para inflamar o ódio contra judeus.De inicio , achei que essa história fosse invençao , mas fui pesquisar , e esse Santo realmente existe.Pelo o que li , os judeus foram absolvidos das acusaçoes por falta de provas.

    Peço uma resposta , e que continuem com seu ótimo trabalho.Depois volto no site para checar o comentario.

    Bom domingo a todos.

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    1. Olha, Emanuel, diga a este pastor antes de querer vir esfregar na cara de nós católicos a respeito de perseguições que cristãos fomentaram contra os judeus, ele que leia o: "Sobre os Judeus e Suas Mentiras" (https://pt.wikipedia.org/wiki/Sobre_os_Judeus_e_Suas_Mentiras) de Martinho Lutero, para atestar que não foram somente os católicos a serem picados pela mosca do anti-semetismo. Portanto, que este pastor lave bem a boca e abaixe o seu dedo em riste contra nós católicos, pois se há cisco em nossos olhos, há traves nos olhos do protestantes também.

      Sidnei

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    2. Quanto ao que os pastor colocou, vamos a alguns fatos:

      1-Massacres de judeus nas Cruzadas.
      Primeiramente, deve-se ter em mente para que as cruzadas foram criadas, para que finalidade, antes de afirmar que as cruzadas fomentaram o massacre aos judeus, se houve alguma massacre por parte de alguns cruzados, eles cometeram um erro, um pecado gravíssimo, pois este não era o objetivo das cruzadas. Se houve tal massacre, o pecado recai aos cruzados que cometeram tal assassínio, e não na cruzada como um todo e nem nas costas da Igreja.


      2-A Inquisição Espanhola.
      A Inquisição espanhola foi uma inquisição quase totalmente estatal, ou seja, era o Estado espanhol quem organizava, dirigia e realizava as execuções julgadas pela inquisição. A Inquisição espanhola sofreu mais influência do estado espanhol, recém formado na época, após a expulsão dos muçulmanos da península ibérica, e como os judeus não eram bem visto pelos reis católicos por estes terem apoiado a anos os muçulmanos contra os cristãos, seria evidente que a carga de desconfianças iriam cari toda em cima dos judeus, e pois isto que a inquisição estatal espanhola foi tão implacável contra os judeus.

      3-Pogroms ( disse que teriam sido incentivados sacerdotes católicos ).
      Os progroms foi mais um movimentos de perseguição acontecido na Russia, país de maioria ortodoxa, do que em países de maioria católica ou até protestante, portanto, não vejo ligação entre os pogroms e sacerdotes católicos. Para mim isto é invencionice deste pastor protestante só para atacar gratuitamente a Igreja Católica.

      Continuar.

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    3. Continuação

      4-Perseguição a judeus na Europa Medieval (quase todos os europeus eram católicos na época ,e ,portanto , a responsabilidade pelos ataque seria da Igreja).
      Se houve perseguição durante a Idade Média aos judeus, tal perseguição não acabou com o protestantismo, muito pelo contrário, até intensificou, basta lembrar a obra de Lutero “Sobre os Judeus e Suas Mentiras” (https://pt.wikipedia.org/wiki/Sobre_os_Judeus_e_Suas_Mentiras); (http://ocatequista.com.br/archives/15203)
      Portanto, se católicos medievais cometeram exessos contra os judeus na Idade Média, os protestantes contianuaram a cometer na Idade Moderna, a diferença, é que a Igreja Católica reconhece que muito de seus filhos cometeram estes excessos e pedem perdão, enquanto os protestantes não reconhecem nada e vivem atacado os católicos como se eles fossem os pessoal mais santo da face da terra.

      5-O caso de Santo William de Norwich.
      Quanto ao caso deste santo, não conheço a fundo, mas se houve alguma acusação injusta contra os judeus, os acusando pela morte deste santo, a Igreja é humilde o suficiente para mais estes gesto de excessos de católicos que impregnados por um antissemitismo irracional, acabaram fazendo besteira, e hoje quem paga o pato é todos nós católicos que formamos a Igreja nos dias de hoje. Mas os protestantes antes de vir com o dedo em riste a nós, que olhem para eles mesmo, que também cometeram tais excessos, de movimentos antissemitas, sobre tudo, pela influência que Martinho Lutero exerceu sobre Hitler, quanto a sua obra citada acima, o qual todos sabemos como acabou.

      Sidnei

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  15. Parabéns pelo incrível trabalho.
    Deus oa projeta e de força a vocês para continuarem com esse canal incrivel.

    Vocês pensam em investir em outros canais (face, Twitter, etc.)?

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  16. Parabéns pelo incrível trabalho realizado. Deus abençoe a todos.

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  17. Nasci num lar protestante( assembléia de Deus) e odiava a Santa igreja católica! Desde cedo fui direcionado por meus pais, pastores e amigos a " odiar""o catolicismo porque para eles, era a " igreja do diabo"! Com vinte e cinco anos, conheçi na faculdade um rapaz que se tornou meu amigo e era um católico fervoroso, desses de frequentar missas, estudar a história da igreja com padres e ser um cristão exemplar! Ficava abismado pois apesar de todo ataque que professores universitários e alunos da sala lançavam contra a igreja católica, ele se mantinha firme e rebatia com maturidade as inverdades sobre a igreja que diziam. Depois começou a tirar dúvidas minhas sobre o catolicismo e ai me tirou a venda dos olhos que eu estava! Me falou dos pais da igreja, da historia da igreja e como a igreja foi a base da criação da civilização ocidental! Colocou por terra todos os falsos argumentos que os pastores protestantes me tinham ensinado e ai, não tinha como eu ficar sendo protestante depois de conhecer a lindíssima história da única igreja de Cristo, e ela é Santa, católica, apostólica e romana! Hoje tenho 45 anos, sou casado, tenho três filhos e sou católico convicto! Agradeço todos os dias ao Tomás meu amigo -irmão por ele ter sido esse anjo em minha vida. E digo a todos que hoje, sou muito feliz por também fazer parte da única igreja deixada por Cristo junto com minha esposa e nossos filhos.

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Este não é um espaço de "debates" e nem para disputas inter-religiosas que têm como motivação e resultado a insuflação das vaidades. Ao contrário, conscientes das nossas limitações, buscamos com humildade oferecer respostas católicas àqueles sinceramente interessados em aprender. Para tanto, somos associação leiga assistida por santos sacerdotes e composta por professores doutores, mestres e pesquisadores. Aos interessados em batalhas de egos, advertimos: não percam precioso tempo (que pode ser investido nos estudos, na oração e na prática da caridade) redigindo provocações e desafios infantis, pois não serão publicados.

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