Sobre os falsos milagres e os poderes do demônio


O LEITOR "GILBERTO" enviou-nos, na postagem "Satanás, os demônios e o poder do mal", a pergunta que reproduzimos abaixo, seguida de nossa resposta, já que esta serve de complemento útil ao mesmo artigo:

Uma dúvida sobre o seguinte item:

'Realização de efeitos extraordinários, com aparência de milagres (o que explica muitos fenômenos inexplicados ocorridos em seitas heréticas e mesmo anticristãs);'

Um milagre verdadeiro tem origem no poder de Deus e não do homem (santo), correto? No caso do item acima, qual a origem do poder? Que tipo de poderes os demônios tem? Cura? Profecia? Por que eles tem esses poderes?"


Salve Maria Imaculada, Gilberto,

A Tradição da Igreja, ancorada no testemunho das sagradas Escrituras, sempre ensinou que o demônio possui grandes poderes, e que os usa para nos desviar do reto caminho. Já no Antigo Testamento vemos os chamados "magos do Egito" realizando prodígios, inclusive diante de Moisés (cf. Ex 7,10-12;22. 8,7).

Quando Satanás tenta Jesus no deserto, declara que havia recebido o poder sobre o mundo, e que inclusive podia dar este poder a quem quisesse (cf. Lc 4,6). Repetimos a afirmação, por sua importância: "(Disse o demônio:) 'Dar-te-ei todo o poder e a glória dos reinos, porque me foram dados, e dou-os a quem eu quero'".

S. João, autor sagrado do Livro do Apocalipse, em diversas passagens revela que o Anticristo realizará milagres que enganarão as massas:

E engana (o Anticristo) os que habitam a Terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da Besta (...)".
(13,14)

Porque são espíritos de demônios que realizam prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da Terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso".
(16,14)
E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta (...)".
(19,20)

Acreditar ou aceitar toda manifestação sobrenatural como ação divina é um erro gravíssimo que pode por nossas almas em risco. Nosso Senhor disse que muitos profetizariam, expulsariam demônios e realizariam muitos sinais e maravilhas, mas que não teriam parte com Ele (cf. Mt 7,22-23).

Vemos em nossos tempos muitos desses falsos profetas que enganam multidões, assim como Cristo nos alertou (Mt 24,24). Se ligarmos nossas TVs depois de certo horário da noite, nem se fale...


Às vezes, a pantomina é tão flagrantemente falsa que espanta que convença a tantos

S. Paulo Apóstolo também nos advertiu de que os servos do diabo seriam capazes de mostrar "todo o poder, e sinais e prodígios de mentira" (2Ts 2,9), alertando-nos de que não devemos nos surpreender com isso, pois até "o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz". (cf. 2Cor 11,14).

Como então discernir os verdadeiros dos falsos milagres? Como separar a atuação de verdadeiros "curandeiros" que dizem "Senhor, Senhor" mas que são na realidade falsos profetas negadores da verdadeira Doutrina de Cristo, que estão tão distantes deste Cristo quanto os feiticeiros africanos, porém são ainda muito piores, já que profanam o Nome do verdadeiro Deus?

Existem sinais que revelam claramente a diferença entre as curas realizadas por Nosso Senhor e seus Apóstolos e as dos falsos profetas de hoje. Por exemplo, o fato de que Jesus jamais fez propaganda sensacionalista das suas curas, com o intuito de arrebanhar seguidores, como fazem os "pastores" de hoje, que berram aos microfones toda vez que alguém alega que, durante um de seus cultos, alguém sentiu algum alívio de uma dor. Pelo contrário, Nosso Senhor fazia tudo com muita discrição, e até pedia sigilo aos que haviam recebido a graça da cura milagrosa (cf. Mt 8,1-4; 9,27-31).

Além disto, há um critério infalível para que possamos discernir se alguma cura, milagre ou graça muito especial veio de Deus ou se pode ser artifício do inimigo: se esta dádiva nos veio por intermédio da única Igreja que Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu neste mundo, então podemos ficar tranquilos: trata-se realmente de um Dom divino. Mas se o fenômeno estiver ocorrendo no ambiente de alguma comunidade que renega a Igreja Católica (que é o Corpo de Cristo), blasfema contra sua santa Tradição e seus santos, não observa seus Sacramentos e renega a sua autoridade, então é melhor manter os seus dois pés bem atrás!

A Paz
www.ofielcatolico.com.br

70 comentários:

  1. Goestei muito da resposta, Henrique. Fica muito claro suas explicações. Parabéns tambpém pela coragem de denunciar na cara os falsos profetas que temos, Falta isso na nossa Igreja. Até o papa fica dizendo que não importa a religião, acho que ele devia fazer o mesmo que vc faz.
    L.A.

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    1. O papa disse que não importa a religião ? Essa informação deve ser inexata, publicada por uma mídia sabotadora.O que acontece, hoje em dia, são só ataques a verdadeira Igreja.

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    2. Concordo. Para´bens pela coragem.
      Mirtes

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    3. Assiste esse vídeo e me diz que o papa não está igualando o Catolicismo com budismo, com judaísmo, com protestantismo, com islamismo.
      Ele diz isso aqui:
      "Não devemos deixar de rezar por isso e colaborar com quem pensa de modo diferente.

      Confio em Buda.
      Creio em Deus.
      Creio em Jesus Cristo.
      Creio em Deus, Alá.

      Muitos pensam de modo diferente, sentem de modo diferente,
      procuram Deus ou encontram Deus de muitos modos.

      Nesta multidão, nesta variedade de religiões,
      só há uma certeza que temos para todos:
      somos todos filhos de Deus.

      Creio no amor."
      O vídeo esta aqui:
      https://www.youtube.com/watch?v=kHsfzPv7gMU

      https://www.youtube.com/watch?v=kHsfzPv7gMU

      Aí eu fico confuso e bem confuso

      L.A.

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    4. Já vi este vídeo, e desisti de tentar entendê-lo, pois estava me fazendo mal.

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    5. Anônimos (o que custa pelo menos colocar um nome fictício?), já leram a NOSTRA AETATE?

      Esse documento, que é o horror dos quase-cismáticos-autopapas radtrads trata do diálogo entre as religiões.

      Pois bem, o que posso dizer, em resumo, é o que o Catecismo ensina sobre as outras religiões: algumas contem ELEMENTOS da Verdade (ou de "catolicidade"), da mesma forma que a natureza, a lógica e a razão humanas contem elementos da verdade.

      São esses elementos que podem levar ao conhecimento de Deus, que é A Verdade. Antes de existir Igreja ou Bíblia, Deus criou o mundo.

      É por isso que os primeiros apologistas (veja, por ex., S. Justino) usavam e abusavam da filosofia PAGÃ para atestar a razoabilidade da fé cristã.

      Do mesmo modo, não significa que tudo das crenças não-cristãs é falso, demoníaco e precisa ser jogado no lixo. Não. Todo elemento de Verdade leva a Deus.

      "Então podemos misturar as religiões?" Claro que não, cara-pálida. A pergunta correta é: "Então por que ser católico?"

      Porque a nossa fé é a única COMPLETA, isto é, com TODOS os elementos de verdade suficientes para levar ao conhecimento de Deus. É a única fé cheia de catolicidade. Nós temos o Deus Revelado (Cristo), a Graça revelada (os sacramentos), os professores inspirados por Deus (O Magistério), enfim, temos um MAPA DETALHADO, claro, do caminho até o Céu.

      Os outros religiosos não. No máximo eles possuem um mapa obscuro, impreciso, faltando pedaços. Um mapa impreciso dificilmente levará alguem ao destino correto.

      É por isso que somos católicos.


      **********************

      Agora quanto ao vídeo do Papa, ele está em plena concordância com a visão da Igreja desde o CVII. Se essa visão é a correta, se ela é um desenvolvimento legitmo da doutrina (como explica John Newman) ou se ela é um alien, isto não me cabe discutir. Eu só prefiro confiar nos Papas, que são muito mais católicos do que eu ou algum radtradzinho de facebook.

      O Senhor sabe que faço o melhor que posso com meu conhecimento.

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    6. Ademais, segue aqui um debate sobre a NOSTRA AETATE (em inglês): http://www.patheos.com/blogs/davearmstrong/2004/06/dialogue-vatican-ii-and-other-religions-nostra-aetate.html

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    7. Oi João, eu já li o documento Aetate mas acho que o nosso querido papa foi muito imprudente nesse vídeo aí, viu. O que ele disse ali vai muito além (bota muito nisso!) do que a Igreja diz aceita nessa busca de uma boa convivência .

      Concordo com o LA, ele deu totalmente a entender que somo s todos irmãos, que só importa o amor e tudo isso a Igreja sempre condenou. As pessoas vão tentar "explicar" , mas pra mim ele passou raspando na heresia, nessa. Ainda bem que a Igreja não crê que o papa é impecável nem infalível sempre. Gosto muito do papa, mas ele quer tanto valorizar a miseric´rdia que acaba esquece da verdade.

      Abç.

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    8. Oi João, eu já li o documento nostra Aetate mas acho que o nosso querido papa foi muito imprudente nesse vídeo aí, viu. O que ele disse ali vai muito além (bota muito nisso!) do que a Igreja diz aceita nessa busca de uma boa convivência .

      Concordo com o LA, ele deu totalmente a entender que só importa o amor , ele disse que A ÚNICA CERTEZA que temos é que somos todos filhos de Deus, e tudo isso a Igreja sempre condenou. As pessoas agora vão tentar "explicar" , mas pra mim ele passou raspando na heresia, nessa.

      Ainda bem que a Igreja não crê que o papa é impecável nem infalível sempre. Gosto muito do papa Francisco, mas ele quer tanto valorizar a misericórdia que acaba esquecendo da verdade.

      Abç.

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    9. Vi o vídeo e dentro do seu contexto, não tem nada de absurdo. O papa declara que a maioria das pessoas têm alguma crença, e isto seria um motivo para o diálogo entre as religiões, e que deveríamos rezar por esse diálogo. Ai aparece um budista, um judeu, um católico e um muçulmano, afirmando suas crenças. Diz o papa que todos têm modos diferentes de pensar e sentir e buscam a Deus e o encontram de maneiras diferentes. E que nós católicos temos uma certeza que abarca a todos:Todos são filhos de Deus e convergem na crença do amor.

      O papa emérito Bento XVI diz o seguinte: Cristo é totalmente diferente de todos os fundadores de outras religiões, e não pode ser reduzido a um Buda, ou a um Sócrates, ou a um Confúcio. É realmente a ponte entre
      o céu e a terra, a luz da verdade que se mostrou a todos nós. Mas o dom de conhecer Jesus não significa que não haja fragmentos importantes de verdade em outras religiões. À luz de Cristo, podemos instaurar um diálogo fecundo com um ponto de referência comum, e assim podemos ver como todos esses fragmentos de verdade contribuem para
      um aprofundamento da nossa própria fé e para uma autêntica comunhão espiritual da humanidade (Citações Cardeal Ratzinger, pág 58). Não devemos tirar conclusões precipitadas, afirmar que o papa está igualando as religiões, com base em um vídeo de 1:30 min é injusto. Antes de mais nada deve-se levar em consideração, que o papa Francisco tem 47 anos de sacerdócio, tem muita coisa além desse vídeo para se conhecer, para se compreender sua mensagem.

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    10. "Todo elemento de verdade leva a Deus". Bem... Não, na Verdade, não. Se TODO (ou seja, sem exceção) elemento de Verdade levasse a Deus, os terroristas do Estado Islâmico estariam sendo levados a Deus por reconhecerem que NSJC foi um homem santo (o que é um elemento de Verdade) assim como os outros islâmicos. Vou mais além: até os satanistas estariam sendo levados a Deus por crerem no elemento de Verdade que é a existência dEle, além, é claro, na crença nos anjos e demônios. Agora, ALGUNS elementos de Verdade presentes nas religiões não-cristãs PODEM levar a Deus? Sim, se acabarem conduzindo, indiretamente, os seus crentes ao Corpo Místico de NSJC, que é a sua Santa Igreja, Coluna e Sustentáculo da Verdade.
      Mas isso se estivermos falando de levar ao CONVÍVIO de Deus, porque levar à Salvação, por si só, nenhum elemento de Verdade leva, se estiver fora da Verdade plena, revelada por Deus não à toa mas sim com o propósito de nos salvarmos.
      "Então por que ser católico? Porque a nossa fé..." A "nossa" fé qual, João? Acho que agora é a minha vez de perguntar: Nós quem, cara pálida? Nós católicos acreditamos que a visão da Igreja, de quem Cristo é a Cabeça, SEMPRE estará correta e é Una em todos os lugares (catolicidade) e em todas as épocas, remontando ao início da Tradição Apostólica (apostolicidade). Portanto, qualquer pessoa que diga algo como "Se a visão da Igreja desde tal Concílio é correta não me cabe discutir, eu não sei (à la Pilatos, 'eu lavo minhas mãos')" está extremamente longe de ser um católico apostólico romano. Pode ser um caótico, um mundano, um cismático, etc, mas católico não.
      Continua...

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    11. "Eu só prefiro confiar nos Papas, que são muito mais católicos do que eu ou algum radtradzinho de facebook." Bem, aí está a prova cabal de que você não é católico. Como explicou Luis, a Igreja Católica crê que o Papa não é perfeito, nem infalível em todas as suas ações. Ele é um servo, não um avatar de Deus. Creio que você não faz nem idéia do significado da expressão 'ex cathedra'. Agora, para os cristãos cleaners, que crêem que o Papa é uma espécie de super-herói, que não pode errar nunca e "sempre será mais santo que qualquer um de nós, pobres mortais", isso realmente não existe. Os cleaners acreditam que a obediência incondicional se deve aos homens, não a Deus. Para eles, a autoridade dos papas deriva de si próprios, não de Deus. Resultado: eles sempre serão muito mais "católicos" que qualquer um que criticá-los. Certamente, senhor João, você deve acreditar que "os papas" são muito mais católicos que o autopapa radtradzinho de facebook Paulo de Tarso. Que o quase-cismático Atanásio de Alexandria. Que a radtradzinha Catarina de Siena.
      Se o papa, que é muito mais católico que eu, negou Cristo três vezes, quem sou eu para criticar? E se nos séculos X e XI algum papa teve várias amantes, praticava bebedeiras, assassinatos e todo tipo de imoralidade, porque eu o condenaria?
      Não adianta taxar os outros de autopapas quando você não sabe direito o que é e o que faz um papa.
      Continua...

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    12. Somos católicos não só porque a nossa fé é a única completa, mas também por ser a única que salva. Aqueles que se salvam estando na ignorância invencível não se salvam pelos méritos de suas religiões, mas sim por praticarem o que manda a sua consciência de acordo com o que foi disposto pelo Senhor em suas mentes.
      Ah, e quanto ao termo pejorativo "radtrads", deve-se analisar o que significa. Se a palavra quer dizer o que sugere, então todos os (verdadeiros) católicos são radtrads, pois todos somos radicais tradicionalistas. Ora, radical é aquele que segue e defende o que acredita até "as raízes", até suas origens, firmemente. É o oposto de superficial.
      Se certos veículos midiáticos formados por pessoas ignorantes atribuíram um sentido negativo à palavra, o problema é todo deles. Até porque, se a palavra radical tivesse um significado necessariamente negativo, não poderíamos falar que tivemos uma conversão radical ao Evangelho, com radical (verdadeira) mudança de vida. Quem deturpa o significado dessa palavra para caluniar os que crêem com firmeza e profundidade em sua fé só podem ser inimigos da Igreja, que vivem de forma superficial.
      E somos tradicionalistas sim, com a Graça de Deus, assim como somos "escrituristas" e "magisteristas", por cremos nas divinas inspiração e autoridade das Sagradas Escrituras, Tradição e Magistério. Isso define o que é um católico e o que não é, não de facebook, mas de vida real.
      Caro Tiago Agi, agora me dirigindo a você, apenas uma observaçãozinha: O Papa está errado sim, quando diz que todos buscam a Deus e o encontram de maneiras diferentes. Um muçulmano pode buscar e encontrar Alá, assim como um budista pode buscar e encontrar Buda, mas não Deus. E nem todas as religiões convergem no amor, nem em qualquer tipo de amor, infelizmente. Afirmar o contrário é sim igualar as religiões, além de demonstrar uma tremenda ignorância histórica e teológica (não estou falando de você, especificamente, e sim de quem quer que tenha dito isto, seja o papa ou não). A paz de NSJC!

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    13. Petrivalianici é claro que podemos tirar inúmeras conclusões deste vídeo, como foi feito: Igualdade de religiões, um Deus subjetivo, que pode ser Buda, Alá etc. Mas volto a dizer que tais conclusões não seriam justas, dado que provêm de um vídeo curtíssimo.

      Na minha opinião e pelo que eu acompanho do Papa Francisco, ele expressa sua ideia de que nós enquanto criaturas, filhos de Deus, temos pontos em comum, independente da religião, do modo que percebemos Deus. A intenção é concentrar nos nossos esforços para o bem comum, sem implicar numa religião comum ou num Deus comum.

      Nesse vídeo o amor é citado como crença comum, ponto de união. Mas não um amor deturpado, seja pela violência do islão, ou pelo fechamento ou isolamento judeu, por exemplo, e mesmo o amor ocidental, que se converteu numa espécie de permissivismo absoluto, libertinagem. Nem tudo que diz fazer o bem, é amor, seria ingênuo pensar assim! Mas é facílimo identificar o que não é amor.

      Observemos também algo muito importante! O papa não fala em momento algum em fé, seja única ou convergente, mas sim em crenças, são coisas diferentes. As crenças não podemos negá-las, elas existem, ainda que parcial ou totalmente falsas, mas isso não quer dizer que se reconheça em tais crenças uma fé completamente verdadeira. Como disse Bento XVI: podemos trabalhar com outras crenças a partir de seus fragmentos de verdade, naquilo que converge em ponto comum. E essa é, a meu ver, a mensagem principal de Francisco, colaborar com quem pensa de modo diferente, com quem acredita de um modo diferente, mas por um objetivo comum, ou seja, no caso do vídeo, a paz e justiça.
      Outro ponto fundamental é que o papa não fala só para os católicos, mas a mensagem se dirige a todos, assim como quando o papa trata do meio ambiente.
      Diz respeito a todos, a paz, a justiça e a conservação ambiental. É bom para todos, não importa a crença.
      A paz de Cristo!

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    14. Podemos tirar conclusões justas sim, Tiago, deste vídeo. O que não podemos é tirar conclusões (ter evidências para análise sim, mas conclusões não) de TODO o pontificado de Francisco só a partir do vídeo.
      O erro já começa quando dizemos que religiões são "modos de perceber Deus". Ora, se não há um Deus comum para todas elas, não podemos dizer que todas são "modos de percebê-lo", entende? Algumas sim, como o judaísmo e o cristianismo, que partem de crenças diferentes acerca do mesmo Deus, mas não é o caso do cristianismo com a umbanda, por exemplo.
      Se nem tudo que se diz ser amor é o verdadeiro Amor, então o Amor não pode ser usado como denominador comum para o diálogo entre todas as religiões! Não há um único conceito de Amor que abranja todos os credos. O fato de Deus se encarnar para salvar a humanidade é visto como sinal de humildade e um dos maiores de Amor para uma religião, mas inimaginável blasfêmia para outras (judaísmo e islamismo)!
      Podemos sim trabalhar com outras religiões a partir dos seus fragmentos de Verdade, se for para o DIÁLOGO. Não precisamos de pontos em comum no que cremos para colaborarmos para a paz e a justiça, isso nós podemos fazer até com os ateus. De qualquer forma, que fique bem claro que o conceito de paz a ser trabalhado é limitadíssimo e diz respeito somente até onde as diversas religiões concordam sobre o que seja a paz. A Paz com p maiúsculo, que somente NSJC pode dar, envolve coisas nas quais eu não sei se até mesmo os judeus, mais próximos de nós cristãos, acreditam.
      Henrique, eu nem tento mais explicar nem entender "o que o Papa quis dizer" dentro da doutrina católica. Um homem com 47 anos de sacerdócio, como disse Tiago, e tamanha experiência eclesiástica e pastoral deve saber muito bem qual o peso que suas palavras têm, e para quais públicos se dirige. Não basta só ter boas intenções, é necessário expressá-las bem, dentro do contexto e para as pessoas com as quais se fala. Até porque, como diz o ditado, de boas intenções o lugar cujas portas não prevalecerão contra a Igreja está cheio! Também continuo rezando. A Paz de NSJC!

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    15. Peço licença para deixar a minha modestíssima opinião.

      Para mim é claro que o conteúdo do vídeo em questão é temerário. Entendo a intenção e creio na sinceridade do Papa, mas essas falas (e imagens) permitem, sim, interpretações diversas: umas possíveis e conformes à Doutrina da Igreja, outras não.

      Em especial, dizer que "só há uma certeza que temos para todos: somos todos filhos de Deus", foi de uma infelicidade total, principalmente partindo de um Papa. Sei bem que ele está dizendo que esta é a única certeza que é comum a todos, mas à primeira vista fica a impressão de que o próprio guardião da fé cristã está dizendo, simplesmente, que a "única certeza" é esta; logo, não teríamos certeza da autenticidade da Igreja, de que Jesus Cristo é o Filho de Deus ou da salvação em Cristo, por meio da Igreja.

      Se a "única certeza" é aquela, então todo o resto é duvidoso? É relativo?

      Infelizmente, mais uma vez precisamos explicar "o que o Papa quis dizer". E em tempos tão conturbados quanto os nossos, em que reinam as seitas heréticas e o relativismo, precisamos muito que as verdades sejam ditas às claras, sem meios tons, sem aberturas perigosas para múltiplas interpretações. Assim, considero natural que um vídeo como este provoque reações contrárias. Natural e talvez mesmo necessário.

      Falo em meu nome.

      Continuo rezando

      Henrique Sebastião

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    16. Eu entendo que as palavras do papa Francisco causem grande desconforto para nós, já vi esse vídeo umas 5 vezes, repetindo para mim mesmo: O que está sendo dito não é exatamente nesse ou naquele sentido!

      Me recordo de uma fala que o papa usava com certa freqüência, e que está na Evangelii Gaudium: “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças”. É uma chave para compreendermos seu estilo pessoal como papa. Ele fala de improviso sem grandes temores das repercussões. Devemos estar conscientes de que este papa vai ser controverso. Esta não é a primeira, nem deverá ser a última vez, que vamos nos deter em alguma fala polêmica.

      Também deve ser levado em consideração, que na história da Igreja este diálogo com outras religiões é relativamente recente, o papa está se aventurando em terreno desconhecido e é natural que ocorram alguns tropeços.
      Alguns podem pensar: O papa podia ter afirmado a fé católica naquele vídeo! Mas e o diálogo? Outros podem dizer: O papa não precisava dizer aquelas palavras! Mas o que ele deveria dizer? Da necessidade do diálogo, da colaboração pela paz e justiça? Isso já diz a ONU e como vemos, não tem dado muitos frutos.

      Esse é o grande desafio! Como se aproximar das outras religiões, sem que o diálogo fique naquele patamar abstrativo, vago, de boas intenções. Ou descambe para o debate, o enfrentamento, de qual religião é melhor, eu estou com a verdade e você não.

      Então, quem vai estender a mão primeiro? Eu não, deixe que o outro me procure, que se abra primeiro. Isso não é fácil! Ao dirigir a noite faça um teste: Eu costumo usar luz baixa sempre que avisto um motorista, mas tem muita gente que fica esperando; se ele não usar luz baixa, também não uso; preferem passar um pelo outro se ofuscando do que serem generosos, do que dar o primeiro passo. Imagino que não seja fácil a missão do papa, se este for um de seus objetivos, peço que o Espirito Santo o ilumine.

      A paz de Cristo!

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    17. Petri,

      Sem juízos a meu respeito. Você não faz nem ideia do que eu busquei saber durante meses de silêncio virtual antes de desfilar baboseiras como "vc não é católico"

      A rigor, se você quer entrar no tecnicismo, para ser católico basta o batismo. Pode falar com qualquer canonista.

      Voltando à minha fala: se você é incapaz de reconhecer nuances interpretativas, entonações e destaques num texto, então está apenas replicando a postura dos protestantes SOLA SCRIPTURA, que só enxergam o sentido literal dos discursos.

      Eu não sou ignorante a ponto de dizer que "tudo que qualquer Papa diz é lei e devo acreditar, seguir e obedecer sem questionar". Eu sei muito bem as condições limitadas sob as quais uma declaração papal é tida como infalível (aliás, esse foi um dos primeiros argumentos protestantes que enfrentei). Então não vem falar besteira.

      Meu texto foi claro no seguinte: o diálogo entre religiões não é um monstro modernista, como muitos radtrads querem fazer parecer. Dá uma olhada na internet, o que não falta é autopapa jogando anátema pra tudo quanto é lado e "invalidando" o CVII e 3-4 pontificados por causa do diálogo entre religiões. Então, novamente, não falei besteira.

      (quanto ao termo radtrad, me refiro às eminências virtuais que se julgam mais católicas, mais santas, mais conhecedoras da "tradição" do que centenas de bons bispos, sacerdotes, Papas e, claro, a Santa Igreja como um todo. Mas como vc só compreende o sentido literal do discurso, está explicado)

      Por fim, fiz um chamado à humildade: ANTES de sair por aí dando uma de cavaleiro da verdade, templário, cruzado de facebook, o (bom) católico deve cuidar da sua alma. Ele é um exemplo em seu meio? Ele é reconhecido pela sua caridade e abnegação? Ele vive os sacramentos? De que forma ele exercita a humildade?

      Depois de tudo isso, eu deixo mais uma tarefa aos jihadistas-do-anátema: procurem um único santo que incentivou a falta de respeito com o Papa que eu vejo na internet (chamando Papa de antipapa, de anticristo, de modernista, de Bergoglio, qualquer adjetivo pejorativo). Aí sim esse tipo desprezível, arrogante, legalista e fariseu merecerá atenção de quem ainda luta com seus vícios e pecados.

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    18. Ademais, pra quem tem interesse em conhecer antes de sair dando anátemas, o Dave Armstrong (um dos maiores apologistas bíblicos em atividade) tem vários artigos (em inglês) sobre essas dificuldades de discurso do Papa Francisco:

      http://www.patheos.com/blogs/davearmstrong/?s=pope+francis

      Eu acho esse aqui especial:
      http://www.patheos.com/blogs/davearmstrong/2015/07/pope-francis-defended-helpful-resources-for-confused-troubled-and-frustrated-folks.html

      Ele escreveu até mesmo um LIVRO sobre isso:
      http://www.patheos.com/blogs/davearmstrong/2014/01/books-by-dave-armstrong-pope-francis-explained-survey-of-myths-legends-and-catholic-defenses-in-harmony-with-tradition.html

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    19. Tiago Agi,

      O que exatamente você considera "estender a mão" a uma pessoa de outra religião?

      É fato inegável que, há muito tempo, a Igreja vem assumindo uma postura bastante compassiva, humilde e respeitosa para com as outras religiões. Diria mesmo que temos dado exemplo de tolerância e respeito ao direito do outro de escolher o seu próprio caminho. Infelizmente, a recíproca está muito longe de ser verdadeira.

      Sendo assim, porque esse suposto "diálogo" seria tão fundamental?

      Digo "suposto" porque, afinal, como é que se deveria dialogar com alguém que nega aquilo que você tem por mais sagrado? Usando a sua analogia, se você está na estrada e lá vem um veículo no sentido contrário, que grande "diálogo" seria possível travar? No máximo um "Bom dia" ou um "Como vai". Se você vai para o norte e ele para o sul, vocês vão apenas se cruzar em algum ponto, mas não vão viajar lado a lado. Basta a cortesia, a boa educação. Basta que um não obstrua o caminho do outro. Isso é suficiente.

      Honestamente, não vejo essa necessidade tão urgente de um profundíssimo diálogo ecumênico, – aliás falsamente ecumênico, porque essa ideia pós-moderna de ecumenismo, para que fosse viável, exigiria uma aceitação mútua entre duas ou mais partes, e não um esforço unilateral.

      Além disso, também não considero que essa utópica aproximação esteja tão diretamente relacionada a essa "colaboração pela paz e justiça" no mundo, como você sugere. Insisto: a tolerância e o respeito (o que, como já disse, temos praticado há muito tempo) é mais do que suficiente para que exista a paz. Eu não preciso (e não devo), para me dar bem com todo mundo, dar a entender que seguir Jesus, Maomé ou Buda não importa, pois o amor basta. Isso não está certo e não funciona, simplesmente porque o outro também não pensa assim.

      Já dizia o filósofo: "Quem quer ser amigo de todo mundo acaba não sendo verdadeiro amigo de ninguém".

      Um breve "passar de olhos" pelas páginas da História vai mostrar que praticamente todos os grandes santos foram odiados, ao menos por alguns, e muitos martirizados por amor à Verdade, assim como Jesus Cristo foi odiado e morto, sendo Ele a própria Verdade. E por quê? Porque não estava preocupado em ser aquele amigão "politicamente correto" de todos. Nosso Senhor proclamou a Verdade claramente, e ordenou que fizéssemos o mesmo, a plenos pulmões, do alto dos telhados (Mt 10,27). Então, que faremos? Falaremos baixinho, ou nem falaremos, com medo de "ofender" aquela pessoa de outra religião?

      Não. Isso seria a mais elementar negação da fé. Se os santos tivessem feito isso, se tivessem essa verdadeira obsessão atual com o respeito humano, hoje não teríamos a Igreja.

      Não vejo esse tal "grande desafio" como algo necessário para a Igreja e nem para as outras religiões.

      [continua...]

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    20. [...conclusão]

      "Como se aproximar das outras religiões, sem que o diálogo fique naquele patamar abstrativo, vago, de boas intenções" e sem descambar "para o debate, o enfrentamento, de qual religião é melhor, qual está com a verdade e outra não", você pergunta.

      Eu respondo: simplesmente não há como! Sabe por quê? Porque a única maneira de eu me fazer assim tão próximo de alguém que não crê no mesmo que eu, – supondo que nem eu nem ele sejamos relativistas, – seria negando aquilo em que eu creio! Ora, num diálogo com uma pessoa de outra religião, para não dizer que a minha própria religião é a verdadeira, eu teria que:

      a) admitir que a dela é a verdadeira, ou

      b) admitir que nenhuma das duas é a verdadeira (com o que ela também não concordaria), ou

      c) pelo menos, admitir que eu não tenho a plena convicção de que a minha seja a verdadeira.

      Em qualquer destes casos, eu de fato renego a fé em Cristo!

      Mas, pelo outro lado, se eu proclamo aquilo em que creio, – como o Cristo me mandou fazer, – isto inevitavelmente vai gerar o debate, porque o outro vai retrucar eu terei a obrigação cristã de responder (1Pd 3,15).

      Assim, não há meio termo, não há fórmula mágica, porque não é possível ser sem ser, crer sem crer, seguir sem seguir, assim como uma mulher não pode estar "meio grávida"! Ou está ou não! Ou é ou não é cristão católico! E se para ser seu amigo eu tenho que esconder a minha fé debaixo da mesa, então eu não quero ser seu amigo! Basta que eu o respeite e você me respeite. Simples.

      Então, "quem vai estender a mão primeiro"? Bem, a mão da Igreja está estendida há muito tempo. Mas se você disser: "Eu aperto a sua mão se você negar a sua fé", – e é exatamente isto o acontece, – então essa aproximação não vai acontecer nunca, e nem deve acontecer.

      Para que haja a paz, é suficiente o respeito mútuo. Esta é a aproximação possível.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    21. João, com o que vc falou eu concordo plenamente. Mas tem uma coisa: nunca antes um papa deu tanto motivo pra desrespeito. Ele mesmo diz que não quer ser chamdo de papa, ele não dá a benção pontifícia em respeito aos ateus..Aí complica ! Mas vc tem razão
      L.A.

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    22. Um grupo misto de católicos e protestantes se formou, uns poucos anos, aqui mesmo no meu bairro (prefiro não citar nomes). Passaram a reunir-se para leitura da Bíblia e oração, semanalmente, no começo parecia muito bom. O pároco soube e logo disse que aquilo era uma maravilha, essa iniciativa era uma grande esperança, que a reaproximação entre cristãos era algo muito salutar, e logo ofereceu o salão paroquial para a realização desses encontros.

      Mas tinha um "pequeno problema". Para que os encontros continuassem, os protestantes do grupo passaram a fazer as seguintes exigências:
      1) os católicos tinham que retirar todas as imagens e símbolos sagrados católicos do salão paroquial.
      2) Que o nome de Maria fosse completamente banido das orações;
      3) Que, igualmente, ninguém pedisse a intercessão de santo algum;
      4) Que ninguém fizesse o sinal da Cruz.

      Os católicos, muito preocupados em "estender a mão", concordaram com tudo.

      Saldo da experiência: após poucos meses, alguns católicos do grupo deixaram a Igreja e se tornaram protestantes, e os outros terminaram percebendo que estavam aos poucos traindo a fé católica em nome de uma aproximação fraterna com pessoas que não tinham a mesma disposição.

      Compartilhando

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    23. "Você não faz nem ideia do que eu busquei saber durante meses de silêncio virtual antes de desfilar baboseiras como "vc não é católico""
      Não, eu faço idéia das baboseiras que VOCÊ falou, independente do quanto buscou saber para falá-las, como taxar os outros de "autopapas" e cismáticos enquanto diz que não sabe se a visão da Igreja desde o CVII está correta, como se ela pudesse estar errada! "A rigor, se você quer entrar no tecnicismo, para ser católico basta o batismo. Pode falar com qualquer canonista."
      Não, não basta o batismo não senhor. Ou você acha que o Sacramento da Confirmação não serve para nada? O batismo introduz a pessoa na Igreja Católica, mas se ela negar a existência da catolicidade e apostolicidade, que primeiro definem o católico, ela deixa de ser católica e se torna apóstata. É sério que você acha que Lutero, Calvino e outros inúmeros hereges foram católicos A VIDA TODA apenas porque foram batizados? Depois sou eu que estou falando baboseiras!
      "Voltando à minha fala: se você é incapaz de reconhecer nuances interpretativas, entonações e destaques num texto, então está apenas replicando a postura dos protestantes SOLA SCRIPTURA, que só enxergam o sentido literal dos discursos." Até no conceito de Sola Scriptura você se enganou. Os protestantes só dizem seguir o que está NA BÍBLIA, de forma literal ou metafórica. A propósito, sei reconhecer nuances interpretativas, entonações e destaques sim.
      "Eu não sou ignorante a ponto de dizer que "tudo que qualquer Papa diz é lei e devo acreditar, seguir e obedecer sem questionar". Eu sei muito bem as condições limitadas sob as quais uma declaração papal é tida como infalível (aliás, esse foi um dos primeiros argumentos protestantes que enfrentei). Então não vem falar besteira." Que ótimo, pois no seu texto você adotou a postura cleaner de dizer que prefere confiar NOS PAPAS em geral, sem especificar os papas e as condições, que são obrigatoriamente mais católicos do que qualquer leigo (você ou seus opositores), comentando um vídeo do papa Francisco. Ora, você confia nele porque ele é papa, e consequentemente "mais católico do que você" ou porque ele tem zelo pela ortodoxia, assim como vários de seus antecessores? Tudo isso faz parte do estilo do seu texto (o que inclui entonações, destaques, etc), e entendi muito bem.
      Continua...

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    24. "Meu texto foi claro no seguinte: o diálogo entre religiões não é um monstro modernista, como muitos radtrads querem fazer parecer. Dá uma olhada na internet, o que não falta é autopapa jogando anátema pra tudo quanto é lado e "invalidando" o CVII e 3-4 pontificados por causa do diálogo entre religiões. Então, novamente, não falei besteira."
      Primeiro que só a sua confusão entre o verdadeiro ecumenismo e a fala do papa Francisco, que foram muito bem diferenciados por Henrique, já é besteira. Ninguém aqui estava criticando o diálogo entre as religiões, mas sim a forma errônea através da qual o papa faz esse diálogo. Novamente pergunto qual o significado da expressão "radtrads", pois se for o que sugere, ela define todos os católicos. Se realmente for assim, só um não-católico poderia usá-la, com esse sentido pejorativo. Bem, não conheço tais ditos autopapas. Não devem ser católicos, pois um verdadeiro católico condenaria o CVII (e qualquer concílio) e qualquer pontificado pelo falso ecumenismo e gravíssimos erros (pastorais, exegéticos, litúrgicos, etc), nunca o verdadeiro ecumenismo.
      "(quanto ao termo radtrad, me refiro às eminências virtuais que se julgam mais católicas, mais santas, mais conhecedoras da "tradição" do que centenas de bons bispos, sacerdotes, Papas e, claro, a Santa Igreja como um todo. Mas como vc só compreende o sentido literal do discurso, está explicado)". Não, Seu João, eu compreendo o discurso como um todo. Diferente de você, que não consegue nem distinguir o verdadeiro do falso ecumenismo (irenismo). Novamente pergunto: A palavra radtrad vem de que? Você não pode criar neologismos ao seu bel-prazer apenas por achar "legais" sem atentar para o significado das palavras. Ah, e se eu só entendesse o sentido literal do discurso, eu não usaria expressões como "cleaners". Sei muito bem qual a diferença entre um limpador (quem limpa uma casa, um carro, etc) e um falso católico que trata o Papa como um deus, por exemplo. Eu compreendo o sentido REAL das palavras. Ou se por acaso alguém lhe chamar de idiota e disser que a palavra está sendo usada no sentido metafórico de "amigo", você vai levá-lo a sério?
      Continua...

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    25. "Por fim, fiz um chamado à humildade: ANTES de sair por aí dando uma de cavaleiro da verdade, templário, cruzado de facebook, o (bom) católico deve cuidar da sua alma." Em primeiro lugar, se com cavaleiro você quer dizer defensor, sou, com muito prazer, cavaleiro da Verdade, que me libertará. Antes isso que cavaleiro da mentira, que receberá o que colheu quando vier o Cavaleiro da Verdade propriamente dito (Ap 19). Não sou templário, pois não tenho nenhuma pretensão a sequer ir para a Terra Santa. Muito menos cruzado, pois não quero recuperar a Terra Santa, já que os cristãos já têm uma certa liberdade por lá (também não tenho facebook há um bom tempo, só pra desmoralizar os seus preconceitos). Quanto á minha alma, dela cuido eu. O meu Mestre falou que a minha mão esquerda não deveria saber o que a direita faz, muito menos você. Você pode sim me criticar, mas com base no que sabe sobre mim, no que eu falo por aqui. Também não adianta exigir humildade quando você trata os outros por carinhosos apelidos mentirosos só por criticarem o papa, como "cismáticos de facebook, whatsapp, Skype, etc"
      "Ele é um exemplo em seu meio? Ele é reconhecido pela sua caridade e abnegação? Ele vive os sacramentos? De que forma ele exercita a humildade?" Tudo o que você falou diz respeito a mim e a Deus. Digo apenas que tenho inúmeros defeitos, dentre eles a preguiça e muitas vezes a omissão, mas procuro nunca falhar na parresia e apologética (formas de caridade), por exemplo.
      "Depois de tudo isso, eu deixo mais uma tarefa aos jihadistas-do-anátema: procurem um único santo que incentivou a falta de respeito com o Papa que eu vejo na internet (chamando Papa de antipapa, de anticristo, de modernista, de Bergoglio, qualquer adjetivo pejorativo). Aí sim esse tipo desprezível, arrogante, legalista e fariseu merecerá atenção de quem ainda luta com seus vícios e pecados." Que os tais jihadistas cumpram a sua valiosa tarefa! Mas para isso receio que terão de deixar a Jihad e entender o conceito cristão de anátema. Não faz sentido chamar Francisco de Bergoglio, ou Bento de Ratzinger. Isso é coisa da mídia mundana. Se for provado que o Papa é modernista (e creio que se ele não for, talvez somente o professor Charles Xavier, com seus poderes telepáticos de ler mentes, poderá nos dizer, pois não é o que Francisco mostra em seus discursos polêmicos), é sinal de caridade cristã dizê-lo (e corrigir o pontíficie)! Se um papa do século IV era ariano ou se um renascentista era depravado, não seria desrespeito falar isso e poupar a Igreja de tamanha vergonha, como fizeram os grandes santos e santas do passado. É claro que um cleaner, defensor da infalibilidade incondicional do papa, não entenderá, mas prossigamos.
      Anticristo e antipapa ele não é, eu espero! Com certeza alguém que tratar o papa com adjetivos desnecessários e mentirosos é desprezível e arrogante. Legalista não, pois se tivesse qualquer apego pela Lei de Deus não faria isso. Fariseu também não, pois eram justamente os fariseus que, obcecados pela hierarquia, se opunham a Jesus Cristo, que criticou abertamente os sacerdotes de sua época. Os cleaners, imitando-os, certamente fariam o mesmo. "Mais respeito com o Sumo-Sacerdote!" E paf, um tapa na cara de Jesus...
      Continua...

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    26. "Ademais, pra quem tem interesse em conhecer antes de sair dando anátemas, o Dave Armstrong (um dos maiores apologistas bíblicos em atividade) tem vários artigos (em inglês) sobre essas dificuldades de discurso do Papa Francisco:"
      Como não dei nenhum anátema, e creio que você está ciente disso (até porque não seria possível que você não reconhecesse ao menos a diferença entre crítica e anátema), apenas se dirigindo às pessoas que podem eventualmente ter dado, nem muito menos dei antes de conhecer qualquer coisa, creio que lerei os artigos, mas não agora.
      Já ouvi falar de Dave Armstrong, mas não sei o que defende ao certo. Se for um católico verdadeiro e consciente, que sabe que a mídia se aoroveita dos discursos do atual sucessor de São Pedro para inventar e exagerar coisas, não sem culpa do próprio Francisco, que não modera as suas palavras e acaba facilitando a entrada do Inimigo da Igreja através do relativismo, marxismo, modernismo, etc, podendo sim ser por isso criticado, é bom que você seja um leitor dele.
      Agora, se for um cleaner, (ou para não dizer que não citei outros grupos de falsos católicos) sedevacantista (que é capaz de criticar até o sapato do papa), carismático sentimentalista ou marxólogo da "libertação", enfim, um lobo vestido de ovelha, eu honestamente tenho coisas mais importantes para fazer. Espero que ele não seja, mas novamente lhe adianto que vou ler os artigos disponibilizados no link.
      Aproveitando o gancho, gostaria de deixar aqui o link de um post do frei Clemente Rojão, verdadeiro sacerdote da Igreja de Cristo, que poderá explicar um pouco melhor o que venho falando até aqui:
      http://fratresinunum.com/2015/01/24/eu-vos-explico-os-cleaners/ .
      A Paz de NSJC!

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    27. Henrique Sebastião,considero estender a mão o ato de chamar para o diálogo, para a conversa, para o entendimento. Quando eu me referi à experiência de dirigir a noite, disse a respeito da dificuldade que as pessoas têm de dar o primeiro passo em direção ao outro, de baixar a guarda, ainda que seja uma mera cortesia. E mesmo que, em direções opostas, estão na mesma estrada, como você reconhece.

      E esse diálogo é importante por que: Em primeiro lugar, parece ser a vontade de nosso papa Francisco e até que eu seja convencido de que isto é uma má ideia, verei com bons olhos os esforços do papa.
      Em segundo lugar, o mundo impõe as diversas religiões desafios comuns. Seja pela intolerância ao que é religioso, seja pela exclusão dos valores religiosos da vida pública. Tentam incutir em nossas mentes que o Estado é laico e por isso, avesso à religião. Certa vez assistindo a um júri, um colega me questionou: O que fazem nesta sala um crucifixo e um quadro de Jesus? O Estado não é laico? Infelizmente não tive argumentos para respondê-lo na hora (se você ainda não tratou desse tema, acho que seria bom esclarecer para as pessoas o que é um Estado laico e quais os limites impostos, se eles realmente existem). Uma pastoral não pode entrar numa escola, porque pode ofender outras crenças, mas ir lá ensinar a usar preservativo ou anticoncepcional pode, falar de ideologia de gênero pode.

      E penso que outra razão importante seja promover um efetivo respeito mútuo, o mundo está em conflito. Cristãos e muçulmanos são jogados em cova comum pela intolerância religiosa terrorista. O perigo de grandes conflitos armados das potências, por recursos econômicos, (petróleo) tem como pretexto a religião, o combate a fanáticos religiosos.
      continua...

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    28. Concordo com você, Henrique Sebastião, a Igreja tem empregado muito mais energia na promoção do diálogo e da tolerância do que os demais, basta ver o que fazem os neo-pentecostais que deturpam e vandalizam a fé católica abertamente. Mas isso não deve nos desanimar, ao contrário, estimular a seguir num caminho de humildade. Claro que isso não significa ficar indefesos. Abertos ao diálogo, não ao espezinhamento,assim penso.

      Diz o papa Francisco: “Neste diálogo, sempre amável e cordial, nunca se deve descuidar o vínculo essencial entre diálogo e anúncio, que leva a Igreja a manter e intensificar as relações com os não-cristãos. Um sincretismo conciliador seria, no fundo, um totalitarismo de quantos pretendem conciliar prescindindo de valores que os transcendem e dos quais não são donos. A verdadeira abertura implica conservar-se firme nas próprias convicções mais profundas, com uma identidade clara e feliz, mas «disponível para compreender as do outro» e «sabendo que o diálogo pode enriquecer a ambos». Não nos serve uma abertura diplomática que diga sim a tudo para evitar problemas, porque seria um modo de enganar o outro e negar-lhe o bem que se recebeu como um dom para partilhar com generosidade. Longe de se contraporem, a evangelização e o diálogo inter-religioso apoiam-se e alimentam-se reciprocamente” (Evangelii Gaudium). Como se pode observar, segundo o pensamento do papa, o aprofundamento do diálogo não implica em renegar ou turvar a fé, pela amizade, por querer ser popular com todos.

      O que você entende por diálogo, por cooperação? Se para uma aproximação com outra pessoa, esta precisar estar perfeitamente alinhada ao que você pensa, você apenas quer se relacionar com um espelho. Se na escola do meu filho estão divulgando ideologias abortistas, de gênero, ateístas etc. Eu não posso me aproximar de uma outra família judia ou muçulmana para proteger nossos filhos de tais influências? Isso implica em esconder, renegar minha fé, em ser relativista? Mas como vou me aproximar e cooperar com essas pessoas sem as procurar? Sem dialogar com elas? Isso seria prejudicial? Mas estes valores não são caros a minha fé? E o mais importante, eu não os estaria compartilhando com outros crentes de forma positiva?

      Acho que o papa não nos está pedindo para aceitar as outras religiões, mas aceitar as outras pessoas. Valorizar o que nelas coincidem conosco. Verdade, não há fórmulas mágicas, as dificuldades são tremendas. Gostaria de ter uma resposta fácil, mas não tenho.

      Você afirma: Para que haja a paz, é suficiente o respeito mútuo. Esta é a aproximação possível. Lhe pergunto: E tal declaração é, foi, ou será suficiente, para impedir que a violência em nome da fé, cause perseguição, sofrimento e morte a nossos irmãos no oriente médio, ou mesmo na França, por exemplo?

      Como você vê a recente aproximação com os ortodoxos? Apesar da crença em Cristo, há muitas visões diferentes, seria audácia sonhar com uma fraternidade semelhante a ocorrida no passado?

      A paz de Cristo!

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    29. Arremedando o nosso professor Henrique, peso humildemente licença para postar uma frase que cisma não sai da minha mente:

      “O Papa não é um monarca absoluto cuja vontade é lei, mas sim o guardião da autêntica Tradição e, por isso, o primeiro fiador da obediência. Ele não pode fazer o que quiser, e justamente por isso pode se opor àqueles que pretende fazer o que querem”. Joseph Ratzinger (O Grande)

      Seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!

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    30. Bom, já que vc disse que vai dar uma olhada nos artigos que indiquei, sugiro mais esse: http://www.patheos.com/blogs/davearmstrong/2015/01/12-ways-that-pope-francis-is-pro.html

      Vou traduzi-lo e ver com o Henrique se ele pode postar aqui, com todas as advertências de praxe.

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    31. Tiago, como o seu comentário foi direcionado a Henrique, creio que é ele quem deve lhe dar uma resposta completa. Gostaria apenas de deixar claro que o respeito mútuo é sim suficiente para que não haja perseguições, violência, morte e sofrimento religiosos no Oriente Médio. É justamente por não haver esses respeito por parte dos muçulmanos de lá que há tudo isso. Se houvesse o respeito mútuo, não haveriam perseguições. Com todo respeito, como você não consegue entender isso? Obs: Acho que você quis dizer: Cristãos são jogados em covas por intolerantes religiosos terroristas, muçulmanos.
      Excelente citação, André! Daí se percebe que os defensores incondicionais dos papas não são católicos, por mais que cismem e exijam "humildade" expelindo arrogância.
      Ok, João, esperarei pelo texto com sua tradução então. Bem, como você não respondeu (ao menos até agora) as outras partes do meu comentário nem os outros, considero o assunto encerrado por aqui (por enquanto, talvez até você traduzir o artigo). A Paz de NSJC!

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    32. @Petri,

      Enquanto a tradução não termina, permita-me então continuar nossa conversa.

      Meu problema não é com o ato simples e isolado de criticar o Papa. Na verdade, é com a forma que isso tem sido feito (lembrando que eu me baseio no que já vi na internet).

      Os caras pegam CDC, 200 documentos da Igreja e tentam provar, por mil argumentos, que tal Papa é herege, é antipapa, é ilegítimo, que o Concílio só serviu pra afundar a Igreja e tb é inválido, que o Novus Ordo é inválido, enfim, tudo depois dos anos 50 é inválido.

      E é muito fácil fazer apologia na Internet ou montar um processo na internet. O leitor só tem acesso às palavras, não conhece o autor, não sabe as intenções do autor, seus conflitos, suas motivações de alma, etc. Essa é a pobreza e o risco de se aderir apenas à letra (piorado com o analfabetismo brasileiro).

      Então, a meu ver, crítica a um membro da Igreja deve ser feita com muita prudência. Eu já presenciei recem-convertidos perdendo a fé por causa dessas críticas.

      Como disse S. Paulo: "tudo me é lícito, mas nem tudo me convem". Não existe, a rigor, uma lei proibindo a crítica à Igreja, mas esta deve ser feita com prudência, da mesma forma que não existe uma lei proibindo tomar remédios, mas o uso de medicamentos deve ser prudente.

      As críticas são quase sempre feitas em ambiente público, de um modo que além de ter pouco efeito prático ("corrigir" um sacerdote), tem um efeito devastador naqueles que têm fé mais fraca e nos não-católicos.

      Um exemplo: os abusos litúrgicos. Ao invés de choramingar na Internet, é bem melhor e prudente esgotar todos os outros meios, a saber: falar com o sacerdote, depois o Bispo, depois a Sé.

      Essa postura corretiva reflete até mesmo a Bíblia: na Lei e no Novo Testamento é ensinado que, primeiro, deve-se corrigir o errante em privado, depois na presença de 02 testemunhas, depois em público e, caso nada disso tenha adiantado, temos que considerá-lo um pagão.

      É essa a postura dos críticos virtuais?


      PS: quanto aos exemplos de santos que criticaram, bem, eles eram....SANTOS. Seu testemunho de vida precede suas atitudes. Por isso perguntei se esses críticos de hoje são santos - não pq me interesso, mas pq o exemplo histórico é esse - quem criticou Papa abertamente, publicamente, de maneira justa, foram os santos. O santo tem um discernimento muito maior da realidade que nós, simples moradores da 1ª Morada.

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    33. Petrivalianici não perguntei se o respeito mútuo é suficiente para conter as violências. Perguntei se declarações acerca de respeito mútuo são suficientes, são coisas distintas. As declarações já foram feitas, mas os resultados práticos....
      E sim os terroristas islâmicos representam grande perigo aos próprios muçulmanos, tem haver com suas rixas internas, de xiitas vs sunitas. Há poucos dias um jovem muçulmano de 15 anos, teve a cabeça decepada por ouvir música! É um perigo para todos!

      Desculpe se não lhe pareço católico o suficiente, mas não me considero um defensor incondicional dos papas. Não gosto de taxar, ou desqualificar, as pessoas as quais não conheço, poderia lhe dizer: então vá pregar as suas "N" teses contra o papa na porta de alguma igreja, mas a conversa baixaria de nível! Fui honesto, disse que o papa era controverso. Só acho que temos de ter um pouco mais de boa vontade e não taxar o papa disso ou daquilo, baseados em frases soltas e fora de um contexto.

      A paz de Cristo!

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    34. Tiago Agi,

      Antes de tudo, peço desculpas a você e a todos os nossos irmãos, amigos e leitores, pela demora nas minhas respostas. As dificuldades financeiras têm me obrigado a empregar praticamente todo o meu tempo em trabalhos externos [assinem e divulguem a assinatura da nossa revista, para que eu possa me dedicar mais a este apostolado!].

      Responderei às suas réplicas por tópicos, para que a coisa não fique confusa. Identifiquei e separei os pontos principais da sua mensagem, e as reproduzo abaixo, entre aspas e numeradas, seguidas das minhas respostas:


      1) “(...) considero estender a mão o ato de chamar para o diálogo, para a conversa, para o entendimento.”

      – Sim, eu entendi muito bem, não há mistério aqui. Vou repetir mais uma vez o que falei no meu comentário, creio que de modo até insistente: primeiro, não vejo esta aproximação como algo assim tão fundamental. Segundo, não creio que isto possa ir muito além do que já temos praticado há tempos.

      Como também já disse, para que cessassem todos os conflitos, seria necessária, no mínimo, uma grande boa vontade mútua, – o que evidentemente não há, e nem há como se forçar.


      2) “(...) verei com bons olhos os esforços do papa...”

      – Eu não condeno os esforços do Papa, absolutamente, apenas entendo que ele deveria ser mais prudente no que diz. Confesso, aqui, que gostaria que ele fosse também mais misericordioso para com aqueles fiéis católicos de fé mais tradicional, os que buscam santificação e fidelidade à Tradição da Igreja. Às vezes dói o desprezo que ele parece demonstrar para com aquela “nova minoria excluída” brilhantemente referida pelo Cardeal Dolan em recente carta aberta: os católicos que querem ser santos (veja em
      http://www.ofielcatolico.com.br/2005/10/cardeal-dolan-pede-que-igreja-acolha.html).


      3) "E esse diálogo é importante por que(...)"

      – Não considero necessário rebater ou concordar com as suas motivações para levantar a bandeira do ecumenismo, por assim dizer. Suas razões são justas. Apenas não vejo esta ligação tão direta, como você vê, entre a aproximação entre as religiões e o combate às ações dos ateus militantes, dos governos anticristãos, das ideologias materialistas, etc.

      ** Sua proposta para a publicação de um estudo sobre o laicismo do Estado é excelente e será levada em conta.


      4) "'Não nos serve uma abertura diplomática que diga sim a tudo para evitar problemas, porque seria um modo de enganar o outro e negar-lhe o bem que se recebeu como um dom para partilhar com generosidade.' (Evangelii Gaudium)."

      – Amém! Infelizmente, devo ser honesto e dizer que este ponto de partida não está claramente exposto no vídeo que motivou toda esta conversa. Em muitos dos meios que frequento, vejo muitos católicos mais tradicionais que se sentem realmente perdidos, confusos. Alguns estão partindo para grupos como a FSSPX. E posso lhe garantir que não são esses monstros radtrads, intolerantes e antipapistas que por vezes se pinta por aí. Tem muita gente piedosa, honesta, culta e de fé profunda que não sabe para onde correr diante de tantas novidades que parecem contrariar tudo aquilo que a Igreja sempre ensinou. Não vou me prestar a desfiar aqui as tantas declarações e gestos polêmicos de Francisco. Veja-se o que lembrou L.A., por exemplo.

      Deixo claro que não nego a existência dos monstros radtrads, intolerantes e antipapistas da internet, que precisam ser desmascarados e combatidos.

      [continua...]

      Excluir
    35. [...continua...]

      5) "O que você entende por diálogo, por cooperação? Se para uma aproximação com outra pessoa, esta precisar estar perfeitamente alinhada ao que você pensa, você apenas quer se relacionar com um espelho. Se na escola do meu filho estão divulgando ideologias abortistas, de gênero, ateístas etc. Eu não posso me aproximar de uma família judia ou muçulmana para proteger nossos filhos de tais influências?"

      – São duas questões diferentes, aí. Diálogo é uma coisa, cooperação é outra. A cooperação, em situações como as que você está citando, seria, sim, bem-vinda. Se a minha casa está pegando fogo, eu peço ajuda urgente para o vizinho, sem perguntar qual a religião dele. Mas não foi isso o que começamos a discutir aqui, nem eu falei nada contra esta possível cooperação na preservação dos bons valores. O tema da discussão, – e foi sobre isso que me pronunciei, – era um vídeo no qual o Papa diz, literalmente que "a única certeza" que temos é que "somos todos filhos de Deus".

      Ora, esta afirmação é, sim, controversa, imprudente e perigosa.

      S. Francisco de Assis chamava “irmãos” e “irmãs” até aos elementos da natureza, mas, segundo a Teologia cristã mais elementar, filhos e filhas de Deus são aqueles que nasceram de novo em Cristo, e não qualquer pessoa que tenha fé em qualquer coisa, até mesmo em algum falso deus pagão. Foi “aos que o receberam” que Cristo deu “o poder de serem feitos filhos de Deus" e, portanto, irmãos entre si (Jo 1,12), e não a todos indistintamente.

      O vídeo em questão, no meu entendimento, como já disse antes, não só pode como deve ser criticado. Especialmente em se tratando do Papa Francisco, tão avesso à hierarquia eclesiástica (como lembrou L.A., ele até manifesta o desejo de não ser chamado 'Papa') e muito aberto às necessidades dos leigos, vejo como obrigação nossa, fiéis católicos, manifestar as nossas opiniões e angústias, anseios e expectativas. Compreende isto?

      Nem todos que manifestam suas preocupações com relação a esse tipo de atitude são "antipapistas" ou "cismáticos". Muitos católicos realmente exemplares andam seriamente preocupados e, pior, confusos. Disso sou testemunha.


      6) "(...) como vou me aproximar e cooperar com essas pessoas sem as procurar? Sem dialogar com elas? Isso seria prejudicial?"

      – Mais uma vez, já esclareci este ponto nos meus comentários anteriores. Tudo depende de que “diálogo” seria este e que “aproximação” seria esta. A maneira de se aproximar de uma pessoa de outra religião num momento de necessidade, para conclamá-lo a colaborar numa causa justa, como você exemplifica, seria muito simples: convidando, com respeito e deixando bem claro que ninguém vai tentar converter ninguém neste processo.

      Mais uma vez, sendo realista, particularmente considero essas situações não só difíceis como, em muitos casos, inviáveis. O exemplo citado pelo leitor “Torres”, pouco atrás, é perfeitamente cabível como exemplo para o que estamos discutindo, e eu também conheço inúmeros casos mais ou menos semelhantes, alguns escandalosos.

      [...continua...]

      Excluir
    36. [...continua...]

      7) "Acho que o papa não nos está pedindo para aceitar as outras religiões, mas aceitar as outras pessoas. Valorizar o que nelas coincidem conosco."

      Acredito piamente nisto, e mais uma vez louvo a sinceridade do Papa; suas razões são justas, mas o vídeo em questão deixa dúvidas perigosas, que inevitavelmente levarão à confusão e, em muitos casos, mais além, poderão ocasionar a perda da fé. Vou deixar um brevíssimo testemunho pessoal, que tem a ver com o que estamos discutindo aqui:

      Durante as celebrações da Semana Santa do ano passado, eu entrevistei a célebre atriz Eva Wilma para a produção de uma reportagem para o jornal “O São Paulo”, o órgão oficial de comunicação da Arquidiocese de São Paulo. O diretor do jornal me indicou esta entrevista porque, segundo ele, a famosa atriz é uma católica fiel e piedosa. Ocorre que durante a entrevista, as resposta que ela dava não iam lá muito ao encontro do que diria uma pessoa de fé genuína, alguém que de fato ama a Igreja e tem uma espiritualidade autenticamente católica. Ela insistia o tempo todo em dizer que era muito ecumênica, que para ela todas as religiões tinham igual valor e coisas desse tipo. Ao mesmo tempo, quando eu puxava o assunto novamente para as questões da fé católica (o tema da entrevista era esse) a todo instante ela elogiava o papa Francisco, dizendo que era este o melhor papa de todos os tempos, o mais querido, o mais santo... Quando, por fim, pedia a ela que dissesse algumas palavras sobre o Santo Padre, ela disse: “Não saberia dizer muita coisa sobre ele; mas algo que ele disse me conquistou de vez: ‘Quem sou eu para julgar?’... Isso era tudo o que os papas já deveriam ter dito há muito tempo, afinal, quem somos nós para julgar, não é? Cada um faz o que achar melhor, o importante é ser feliz...”

      Entende onde estou querendo chegar? Nem pude explicar a ela que o Papa, na realidade, concluiu esta mesma frase da seguinte maneira: “...O catecismo da Igreja católica explica muito bem”. – Para a grande mídia, a frase terminou em “julgar”... e adoraram. Só contei este episódio para que fique claro como o que eu afirmei logo aí atrás pode parecer, mas não é exagero: uma palavra mal escolhida de um Papa pode levar muita gente a perder a fé.

      E infelizmente tenho que dizer que vejo, sim, que nesta tentativa de aproximação, faz-se um esforço no sentido de se minimizar a fé em prol de um amor fraterno universal idealizado e utópico que supostamente seria mais importante do que tudo o mais. Digo de novo: se os santos pensassem assim, hoje não teríamos a Igreja. E se a Igreja começar a se comportar assim, talvez nossos netos ou bisnetos não a tenham.


      8) "Você afirma: Para que haja a paz, é suficiente o respeito mútuo. Esta é a aproximação possível. Lhe pergunto: E tal declaração é, foi, ou será suficiente, para impedir que a violência em nome da fé, cause perseguição, sofrimento e morte a nossos irmãos no oriente médio, ou mesmo na França, por exemplo?"

      Não, não foi suficiente. Eu disse que é o possível, não disse isso resolve tudo e nunca mais teremos conflitos. Sempre teremos conflitos, ao contrário do que sonhava o John Lennon, e isso não deveria nos escandalizar, se é que somos cristãos, porque sobre isso Nosso Senhor nos preveniu, sem meias palavras:

      "Qualquer que me negar diante dos homens, Eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos Céus. Não cuideis que vim trazer a paz à Terra; não vim trazer paz, mas espada."
      (Mt 10,33-34)

      E disse ainda mais:

      "Porque Eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra (...). Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim não é digno de Mim."
      (Mt 10,35-37)

      Atrevo-me a dizer o que é óbvio nas palavras do Cristo: quem ama a paz mais do que a Ele não é digno dEle.

      [...continua...]

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    37. [...conclusão]

      9) "Como você vê a recente aproximação com os ortodoxos? Apesar da crença em Cristo, há muitas visões diferentes, seria audácia sonhar com uma fraternidade semelhante a ocorrida no passado?"

      Aqui temos um caso bastante particular. As diferenças entre a fé dos ortodoxos e a nossa é realmente pequena em comparação às outras situações; tratam-se de problemas que, segundo creio, poderiam ser superados se esta aproximação (aqui sim) crescesse. Há algum tempo, um bispo ortodoxo (infelizmente não me recordo qual) declarou que já não se lembrava mais do motivo do Cisma. É claro que ele estava apenas sendo simpático, querendo dizer dos muitíssimos pontos em comum, bem mais do que há pontos em comum entre católicos ou ortodoxos com os protestantes, islâmicos ou hindus, por exemplo.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    38. Sim, mas não foi a forma com a qual o anônimo e L.A, a quem você respondeu primeiro falaram. E me perdoe, João, mas o modo como você falou do papa deu a entender sim que o seu problema era com o mero ato de criticá-lo.
      Bem, os caras que afirmam que TUDO o que veio depois dos anos 50 é inválido são sedevacantistas, não católicos. Agora, se está provado que Francisco é herege, antipapa ou ilegítimo (que podem ser três coisas completamente diferentes), por um ou mil argumentos, está provado! Caso contrário, não está e eles estão mentindo ou enganados. Já houveram vários antipapas na história da Igreja, e sempre houve nas suas épocas quem se escandalizasse pelo simples fato de alguém duvidar da legitimidade deles. Outra diferença entre os católicos e os cleaners.
      É verdade que deve-se conhecer o autor cujo texto ou obra estão sendo lidos, mas também é verdade que o autor se dá a conhecer por meio do que fala ou escreve. Ou isso ou ele está mentindo, e sabemos quem é o pai da mentira.
      Os supostos recém-convertidos que perderam a fé por ouvirem críticas a um membro da Igreja nem sequer se converteram ao catolicismo, pois confundem o Corpo Místico do Salvador com os pecados individuais de seus filhos. Como disse São João: "Eles saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos"(1João 2,19). Sabe aqueles "católicos" que vão à Missa por causa do padre com quem simpatizam, não de NSJC? Pois é...
      Existem sim leis no Código Canônico que proíbem a crítica da Igreja. Um verdadeiro católico nunca criticaria a Igreja, indefectivelmente santa, por ser Corpo do próprio Cristo. A crítica deve ser feita, isto sim, aos membros da Igreja, que com seus pecados não a representam. Isso inclui os membros do clero e, consequentemente, o Papa.
      A crítica tem grande efeito prático, sim, no ambiente público, até pelo efeito educativo de ensinar a Sã Doutrina a todos, como Nosso Senhor fazia e ordenou. Quanto aos que têm uma fé mais fraca, francamente... SERÁ QUE SÃO ELES QUE TÊM QUE AMADURECER E APROFUNDAR SUA FÉ OU NÓS QUE TEMOS QUE DEIXAR DE ENSINÁ-LOS E DAR EXEMPLO, NOS ACOMODANDO A SUA SITUAÇÃO? Também não podemos ter a reação dos não-católicos como parâmetro para nossas críticas. Ou será que devemos deixar de condenar o terorismo apenas pelo "efeito devastador" que isso terá nos adoradores da deusa da Lua? Creio ser oportuno ler o debate sobre ecumenismo acima, principalmente o que foi colocado pelo sábio e inteligente criador desse Apostolado, Henrique Sebastião.
      Concordo em parte com o que você sobre os abusos litúrgicos, mas receio que as respostas do padre, do bispo e até o silêncio da Santa Sé correspondam à persistência do erro citada no Novo Testamento, daí as JUSTAS INDIGNAÇÕES na internet.
      Quanto aos santos, bem, você está partindo do pressuposto de que alguém precisa ser santo para criticar o clero... O que eu quis dizer é que essa crítica não é (sempre) pecaminosa, até porque muitos santos a fizeram. Tenho certeza que você sabe que o que conta para a crítica ser legítima e verdadeira é seu conteúdo, não os méritos de seus autores (mentalidade que origina os argumentos ad hominem). A Paz de NSJC!

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    39. Ok, Tiago.
      Os terroristas islâmicos representam perigo aos membros de sua própria religião sim, assim com Stálin a Trótsky. Contudo, os cristãos não são jogados nas mesmas covas dos muçulmanos. Uns são "infiéis", outros meros opositores e tudo é feito com base no alcorão. Portanto, as vítimas muçulmanas estão sendo agredidas em decorrência do próprio livro que seguem.
      Não falei em nenhum momento que você não era "católico o suficiente" no meu comentário. As minhas críticas à defesa incondicional do Papa foram dirigidas a João. Você que vá pregar a sua "tese" de confundir debatedores na porta do estabelecimento que lhe parecer adequado (escrevo assim por estar na Quaresma).
      O papa é controverso sim. É justamente por termos boa vontade que devemos analisar ao todo TODAS as entrevistas, todas as polêmicas, todas as frases ambíguas, para tirar conclusões do que ele realmente crê ou quer que pensemos que crê. De resto, muito contexto e pouco texto é pura imaginação. A Paz de NSJC!

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    40. Henrique Sebastião, suas preocupações são legitimas sim. É evidente que há uma fragmentação muito perigosa, cada um levanta sua própria bandeira, defende seu próprio ponto de vista.

      E claro que a mídia vai tentar transformar o papa numa estrela pop, afinal há o potencial de mais de 1 bilhão em audiência. E muitas são as pessoas que vêem o que querem ver, e no papa Francisco, talvez estejam enxergando uma liderança liberal. Não compartilho dessa visão, mas sim, num primeiro momento é isso que parece, é isso que as pessoas captam. A postura do papa, que se mostra mais inclinado a conceder entrevistas, também o expõe a confusão, as respostas são rápidas, sem muito tempo para reflexões.
      Mas em uma coisa parece que o papa Francisco conseguiu certo êxito: Mudar aquela pauta negativa, onde Igreja Católica e escândalo estavam sempre nas mesmas notícias. Claro que uma situação onde a mídia aplaude e os católicos é que se escandalizam, é sinal de algo que não vai bem. Mas é um papa aberto a ouvir, até questionários nos foram enviados para serem usados no sínodo das famílias.Quem sabe ele não ouve e atende as sugestões de maior clareza.
      Outra questão é que o papado viveu uma séria crise no pontificado de Bento XVI, obrigando-o a renunciar, Francisco parece ainda ter dificuldades, basta observar que em algumas ocasiões, ele dirige sérias críticas a cúria. E parece que os cardeais que o elegeram estavam de olho nesses problemas, pois ele é de fora da cúria e de fora da Europa. Não conhecemos esses problemas profundamente, mas parecem ser graves, a ponto de Bento XVI entregar documentos, que a mídia chamou de dossiê, nas mãos de Francisco.

      Há também essa situação de não gostar da hierarquia. Acho que não é bem assim, parece que ele quer que as decisões sejam tomadas de uma forma mais colegiada, mas na hora de dar os puxões de orelha, ele se vale muito bem da hierarquia, a cúria que o diga! Até onde eu sei, ele parece preferir ser chamado de Bispo de Roma, nas ocasiões formais, se gosta ou não de ser chamado de papa,sinceramente não sei, primeira vez que leio isto.
      Continua...

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    41. Mas voltando ao vídeo: Você disse e de fato, dizer que todos são filhos de Deus, realmente não corresponde ao ensinamento tradicional da Igreja, mas isso já foi dito por São João Paulo II, na Redemptoris Missio: “O cristão e as comunidades cristãs vivem profundamente inseridos na vida dos respectivos povos, e são também sinal do Evangelho pela fidelidade à sua pátria, ao seu povo, e à sua cultura nacional, sempre porém na liberdade que Cristo trouxe. O cristianismo está aberto à fraternidade universal, porque todos os homens são filhos do mesmo Pai e irmãos em Cristo”. Precisamos investigar qual sentido está sendo verdadeiramente empregado. Me chamou a atenção também, outro trecho que li na Redemptoris Missio: “A conversão e o baptismo inserem na Igreja, onde ela já existe, ou então implicam a constituição de novas comunidades, que confessem Jesus Senhor e Salvador. Isto faz parte do desígnio de Deus, a Quem aprouve « chamar os homens a participar da Sua própria vida, não um a um, mas constituídos como povo , no qual os Seus filhos dispersos fossem reconduzidos à unidade » Talvez, os crentes de outras religiões estejam sendo inseridos nesse contexto de filhos, porém, dispersos. A própria Evangelii Gaudium nos remete a Redemptoris Missio ao tratar dos não cristãos, mas de qualquer forma é difícil precisar.

      Enfim, a mim parece que as intenções de diálogo do papa são exatamente no sentido de diálogo para defender algum valor caro e comum as diferentes crenças. Pode não ser uma realidade urgente para nós, mas a mensagem do papa é universal, pode ser urgente para o oriente médio, para a Europa, para os chineses etc. Para mim não se trata desse ecumenismo de dar as mãos e cruzar o arco íris. De maneira alguma, me proporia ou aceitaria participar de um grupo de oração, ou estudo bíblico misto com protestantes, simplesmente porque na maioria dos casos eles não estão abertos a compreender minha fé.
      Também não considero que este diálogo e cooperação sejam algo a ocorrer diariamente, mas um exemplo muito recente é a questão da ideologia de gênero nas escolas, sentei com alguns amigos protestantes, e claro, chegamos a um denominador comum: isso não é bom. E essas questões são recorrentes, vão e voltam. Esses grupos são organizados, nós não, no momento da necessidade é que tentamos nos organizar, por isso talvez a ênfase em reiterar a questão da abertura, de estar dispostos a ouvir.

      A paz de Cristo!

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    42. Petrivalianici, você falava do João, mas dirigiu o comentário a mim, e como estou argumentando a respeito do papa... você apenas disse que esperaria a tradução do João.

      Males entendidos a parte, acho que não só o papa tem seus momentos de controverso. Nós também os temos, natureza humana, ou não, somos assim.

      Quando disse cova comum, disse literalmente. As vítimas estão sendo mortas e jogados em vala comum, conforme uma reportagem veiculada recentemente.

      Sim o papa é controverso, já afirmei isso algumas vezes, e sim estamos aqui tentando descobrir o que o papa quis dizer, mas nem sempre a boa vontade move as pessoas, estou certo de que não é o seu caso, ou dos demais, desculpe se lhe entendi mal e respondi rispidamente.

      A paz de Cristo!

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    43. Tiago, eu dirigi o meu comentário a você, depois a André e depois a João (até porque a minha discussão com você era sobre ecumenismo).
      Não só o papa tem seus momentos de controverso, mas ele É controverso.
      Em relação à cova comum, eu estava falando metaforicamente. Não sabia que os corpos estão sendos jogados na mesma vala.
      Mas entenda, Tiago: O mero esforço de tentar entender "o que o papa quis dizer", mesmo estando óbvio que ele usou de um linguajar relativista, já parte do pressuposto de que o papa não pode errar. E não, eu também não queria ter um papa que falasse tudo isso, mas é o que temos. O frei Rojão ilustrou isso muito bem num exemplo que está no link que eu mandei.
      Se está claro que o papa quis igualar as religiões, inventar mil desculpas de que não foi bem isso, a mídia deturpa tudo (e deturpava tudo sim com Bento XVI, por exemplo, que não dava margem para tais erros. Já Francisco, que dá, ela só precisa deturpar parcialmente), o papa estava passando mal, etc, é sinal de má vontade para com a Verdade. Como eu falei, de nada adianta apelar para contextos mirabolantes e/ou um suposto histórico de santidade do papa (que pode existir, mas ser interrompido por eventuais pecados dele), se a fala relativista está explícita no discurso, com todas as letras, em alto e bom som! Com todo o respeito que devo ao Vigário de NSJC, uma retratação por parte dele não faz mal nem mata ninguém não!
      O próprio São Pedro negou o Senhor três vezes e logo depois chorou amargamente. Posteriormente, foi perdoado pelo próprio Cristo e se tornou o exemplo para nós que é hoje. O mesmo pode acontecer com o papa Francisco, e qualquer outro. A Paz de NSJC!

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    44. Não sou teólogo, ou vaticanista, ou estudioso destes assuntos, mas dei uma conferida em alguns documentos da Igreja, e percebi que este tema da fraternidade universal é citado nas falas de Bento XVI, João Paulo II, Paulo VI. Me parece ser um tema pós CVII, e adotado pelos papas. Não me perguntem como isso se harmoniza ou se há harmonia com o ensinamento tradicional da Igreja, o que eu posso dizer é que não é nenhuma novidade recente do papa Francisco.

      Quando o Henrique Sebastião, me chamou a atenção de que não podemos considerar a todos os homens como irmãos, confesso que essa não era a minha concepção, fui pesquisar e de fato o catecismo parece afirmar exatamente isso. Mas de algum lugar me vinha essa concepção e eu a encontro numa encíclica de São João Paulo II, está lá como um documento oficial da igreja para qualquer um ver, compreender é outra história. Se é certo ou não, também não posso dizer.
      Outro ponto discutível foi a fala de que todos procuram Deus e o encontram... também é uma frase polêmica evidentemente. Mas não me pareceu algo inédito, e de fato eu sabia que tinha visto algo num sentido parecido. Revirando coisas que eu já li, encontro estas falas de Bento XVI: “O facto de em todos os tempos ter havido e haver santos pagãos baseia-se em que em todos os lugares e em todos os tempos – embora muitas vezes com grande esforço e apenas parcialmente - a voz do coração era perceptível; a To-rah de Deus se nos fazia perceptível como obrigação dentro de nós mesmos, no nosso ser criatural, e desse modo tornava possível que superássemos a mera subjetividade na relação de uns com os outros e na relação com Deus. E isto é a salvação”, e “Voltamos a encontrar esta mesma ideia, ainda que exposta de outro modo, em Paulo, que nos diz que os gentios, quando guiados pela razão natural, sem Lei, cumprem os preceitos da Lei (Rom 2, 1-16). (...) no homem, existe a presença inegável da verdade, da verdade do Criador, que se oferece também por escrito na revelação da História Sagrada. O homem pode ver a verdade de Deus no fundo do seu ser criatural. É culpado se não a vê (Citações Cardeal Ratzinger). Gosto de ler os livros de Bento XVI, reconheço que não consigo acompanhar seus raciocínios muito de perto, mas me pareceu que Bento XVI defendeu que, sim, o homem pode perceber Deus, porque é criatura de Deus.
      Como já disse, não sou teólogo e nem estudioso destes assuntos, fica para a consciência de cada um avaliar o que está exposto.

      Pode dizer que estou defendendo o relativismo apelando para teorias mirabolantes, mas prefiro as teorias mirabolantes às afirmações displicentes. O papa não é imune ao erro, e podemos pedir que ele se retrate, mas antes temos a obrigação de comprovar o erro.

      Você mesmo pode tentar enviar seu pedido para que o papa se retrate, alguns já conseguiram respostas de próprio punho dele, ou mesmo telefonemas. Certa vez uma dúvida me preocupava e como não encontrava resposta, tentei enviar um e-mail a Congregação para a Doutrina da Fé. Até hoje não me responderam, mas foi o único risco que corri.

      A paz de Cristo!

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    45. Também encerro minha participação neste tópico do Ecumenismo. Deixo a todos que acompanharam o debate estas mensagens do Padre Paulo Ricardo sobre o assunto. Penso que ele é um bom sacerdote, bem alinhado à Doutrina da Igreja.

      > TODAS AS RELIGIÕES SÃO IGUALMENTE BOAS?
      https://padrepauloricardo.org/episodios/todas-as-religioes-sao-igualmente-boas

      > TODAS AS RELIGIÕES SÃO CAMINHOS DE SALVAÇÃO?
      https://padrepauloricardo.org/episodios/nos-podemos-afirmar-que-todas-as-religioes-sao-caminhos-de-salvacao

      > TODAS AS RELIGIÕES SÃO IGUAIS?
      https://padrepauloricardo.org/episodios/todas-as-religioes-sao-iguais

      > CONCÍLIO VATICANO II E A LIBERDADE RELIGIOSA
      https://padrepauloricardo.org/episodios/concilio-vaticano-ii-e-a-liberdade-religiosa

      > FORA DA IGREJA EXISTE SALVAÇÃO?
      https://padrepauloricardo.org/episodios/fora-da-igreja-existe-salvacao

      Creio que temos aí bom material para pensar.

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    46. O tema da fraternidade universal é um terreno um tanto quanto espinhoso em Teologia, Tiago. Vou pedir a um grande especialista que conheço que elabore uma resposta para você com maior propriedade do que aquela que eu seria capaz de dar. Mas posso adiantar que as afirmações nesse sentido não podem ser tomadas em sentido estreito e absoluto, ou então teríamos que rasgar muitas partes dos Evangelhos e das cartas dos Apóstolos de nossas Bíblias, pois são categóricas em dizer que nem a todos foi dada a Graça de serem feitos filhos de Deus.

      Podemos dizer que somos todos irmãos? Sim, porque somos todos criaturas de Deus, viemos da mesma Fonte, e a Igreja disse isso algumas vezes. Assim, até o vento e as pedras são nossos "irmãos", na concepção de um místico como S. Francisco de Assis, mas se avançarmos um pouco além disto, corremos o risco de cair num oceano de relativismo. É por essas e outras que o cristianismo não é "religião do livro": nem da Bíblia, nem do Catecismo e nem dos documentos dos Papas. Há um conjunto coeso, fundamentado no Tripé Tradição, Escrituras e Magistério, que precisa ser observado. Se tomarmos quaisquer citações isoladamente para sustentar determinado ponto de vista, fatalmente cairemos no erro.

      Em Teologia há uma disciplina denominada Soteriologia que esclarece bem as questões que você está propondo. Se, em sentido absoluto, já somos todos filhos amados de Deus, então por que foi necessário o Sacrifício de Nosso Senhor? Por que tanto heroísmo, tantos martírios e vidas entregues para a conversão dos povos? Por que a advertência do Cristo para que escolhêssemos a porta estreita? Naturalmente eu preferiria a porta larga e o caminho espaçoso, que é muito mais confortável. Há uma contrapartida, um esforço do ser humano para que essa filiação seja real e plena.

      No mais, realmente creio que este assunto já se esgotou. Você já deixou bem clara a sua postura quanto ao assunto e eu também deixei a minha. Encerro aqui a minha parte nesta discussão, agradecendo pela oportunidade.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    47. Henrique Sebastião, obrigado por sua consideração. E concordo plenamente, esta situação requer um aprofundamento, algumas vezes não conseguimos visualizar e interpretar o quadro como um todo.

      A paz de Cristo.

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    48. Tiago, creio que as suas observações no seu penúltimo comentário estão mais destinadas a Henrique do que a mim.
      Mas bem, é óbvio que o homem pode perceber Deus, pois se não pudesse nenhum de nós poderia. Buscá-lo e encontrá-lo, que foi o que o papa disse, ele só pode fazer se conhecê-lo, ou seja, se for judeu ou cristão.
      PORTANTO, AFIRMAR QUE TODOS OS HOMENS PROCURAM DEUS E O ENCONTRAM( aí estão obviamente incluídos os satanistas, por exemplo) É HERESIA RELATIVISTA SIM, e enorme desrespeito para com as Sagradas Escrituras, Sagrada Tradição e Sagrado Magistério da Igreja, fora da qual não há salvação (exceto em caso de ignorância invencível). Se o papa Francisco não foi inédito, estão errados ele e os outros que disseram isso. Desde quando uma coisa só é errada se for dita pela primeira vez?
      Erro comprovado, não faz sentido continuar defendendo o papa se você não acredita que ele é imune ao erro.
      Se eu enviar o pedido, como saber se o papa vai responder? Você mesmo falou que enviou um e-mail e até hoje não obteve resposta. DUVIDO que haja a menor chance de Francisco se retratar. Não se retratou pelo que falou no Sínodo, e nem em várias outras ocasiões. É mais capaz de ele dizer que eu estou "enterrando a cabeça na areia" e que vai "desnudar" o meu coração do que sequer responder se a fala dele foi herética. Por causa disso, prefiro rezar pelo papa e alertar para os outros do perigo de certas coisas que ele diz do que pedir que ele se retrate.
      A Paz de NSJC!

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    49. Petrivalianici você lê o que você escreve? Porque dizer que o papa incluiu os satanistas dentre aqueles que procuram Deus e o encontram, já é no mínimo, uma tremenda falta de bom senso, nem a mídia mais sensacionalista seria capaz de tal feito!

      Mas vou esperar a resposta do especialista que o Henrique Sebastião vai consultar, antes disso, não há sentido em ficar aqui remoendo tamanhos absurdos.
      E até lá, vou dar uma olhada no material que o João indicou.

      A paz de Cristo!

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    50. Tiago, o Petri é meio radical as vezes mas eu acho que o que ele falou tá certo: se TODOS procuram a Deus e encontram, os satanistas estão esse meio também. É aquela história das palavras ne, tem que tomar cuidado com as palavras ..

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    51. Caro Luis, já tendo explicado o significado correto da palavra radical, algo que todos os santos, apóstolos e profetas foram, e cujo oposto é superficial, afirmo que sou sim radical. O que você falou sobre o meu comentário está correto.
      Caro Tiago, absurda é a sua incapacidade de perceber algo tão simples: SE O PAPA DISSE QUE TODOS PROCURAM DEUS E O ENCONTRAM(algo que você próprio admitiu) ELE ESTÁ FALANDO DE TODAS AS PESSOAS (ou denominações, dependendo do contexto).
      Vou dar um exemplo mais simples para você entender: Se eu por acaso disser que "todas as frutas, independente da sua cor, têm origem vegetal", eu estou falando de TODAS as frutas ou apenas algumas? Certo ou errado (nesse caso certo), eu estou generalizando, ou seja, incluindo todos os tipos possíveis num só grupo.
      Eu leio muito bem o que escrevo. Diferente de você, que afirmou que segundo o papa "todos procuram Deus e o encontram", e não leu a palavra 'todos'. Como brilhantemente observou Luis, temos que ter cuidado com as palavras... Afinal, se todos procuram Deus e o encontram, estou é perdendo tempo falando na internet ao invés de matar infiéis para me encontrar com minhas sete esposas no "paraíso". Que Deus nos ajude! A Paz de NSJC!

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    52. Petrivalianici, sério que vamos aqui levar tudo ao pé da letra? Então quer dizer que se eu disser: O brasileiro é um povo hospitaleiro, em todos os lugares o visitante é bem tratado e acolhido. Eu estaria dizendo que todas as residências, fábricas, comércios etc, acolhem bem os visitantes? Para você parece que sim, é isso, todos é todos literalmente. Mas nem nossos hospitais tratam e acolhem bem os pacientes! Que absurdo, não é mesmo, como se diz todo se não é todo de verdade?
      Fulano está empenhado em passar no concurso público, estuda o tempo todo! Tempo todo são todas as horas, minutos e segundos, então o sujeito não dorme, não come, não toma banho etc, não é mesmo Petrivalianici?
      E você esqueceu de incluir no seu "todos" os ateus, devem estar lá os ateus procurando e encontrando Deus todos os dias não é mesmo? Se o papa diz que são todos, então são todas as pessoas, sem exceção! É absoluta loucura imaginar que a palavra todos comporta exceção!
      Então quando o adolescente revoltado diz: todo mundo me odeia! Literalmente são todas as pessoas do mundo, em todos os lugares, de todas as idades. Ele pode querer fazer parecer isso, mas sabemos que não é isso na realidade, ou não sabemos?
      Existe uma coisa que se chama figura de linguagem, nem sempre o que é dito tem sentido literal. Todo mundo adora chocolate, ai alguém diz: Mentira! Lá na minha rua tem um senhorzinho, que de tão rabugento, nem de chocolate ele gosta! Será que essa pessoa entendeu de fato o que foi dito?

      Acho que precisamos de um especialista em língua portuguesa também!

      E antes de ter cuidado com as palavras, temos de ter cuidado é com as mentes das pessoas é ali que mora o perigo!

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    53. "Seja o vosso sim, sim; o vosso não, não. Tudo além disto vem DO MALIGNO"(São Mateus 5,37).
      Uma palavra só pode ser perigosa se houver uma mente perigosa ou descuidada por trás, obviamente. Quanto à minha capacidade de compreender figuras de linguagem, já respondi isso a João. Se você não quis ler, paciência.
      Ocorre que você não sabe o que é contexto, Tiago. Respondendo aos seus exemplos:
      1:Quando se diz que em todos os lugares o visitante é bem tratado e acolhido, está implícito que são TODOS OS LUGARES QUE RECEBEM os visitantes. Os lugares que não recebem estão fora do conjunto analisado. Uma coisa é o papa dizer que todos os que ACREDITAM em Deus O buscam e o encontram (o que está errado, pois alguns apenas buscam). Outra coisa é o papa dizer que TODOS (sem especificar) buscam Deus e O encontram, pois aí ele está incluindo todas as pessoas.
      2: "Fulano estuda o tempo todo". Aqui está óbvio que a palavra tempo é metafórica, porém o contexto é diferente. Quando se diz que fulano estuda o tempo todo todos os interlocutores têm noção de que ele estuda muito tempo. É completamente diferente de um chefe de Estado que diz: "Todos os que cumprirem as leis não serão presos". O segundo contexto é equivalente ao do papa Francisco. Some-se a isto o fato de que o papa está falando numa entrevista, para jornalistas e pessoas do mundo todo. Ou será que o senhor Tiago não percebe a diferença entre dizer, numa conversa informal, que fulano estuda o tempo todo e declarar, numa entrevista para a imprensa, que "Todos estudam e tirarão boas notas"?
      E eu falei todas as pessoas OU DENOMINAÇÕES, DEPENDENDO DO CONTEXTO. Mais uma vez, como você não conhece a palavra contexto, a rejeita. De qualquer forma, o relativismo pode até ser usado para se referir aos ateus sim, sugerindo que eles buscam a Deus quando buscam o "conhecimento" e O encontram quando conhecem a si mesmos, pois Deus "está em cada um de nós".
      3: O mesmo do exemplo 2. Quando o adolescente revoltado diz que todo mundo o odeia, ele está se referindo a todos que conhece, e isso está implícito. Pelos motivos presentes na minha resposta ao exemplo 2, só acho que não é o mesmo contexto do papa Francisco, né...
      Obs: O mesmo se aplica ao "senhorzinho do rabugento".
      Agora, uma pergunta para o senhor Tiago: Se o papa por ventura disser que "todos nós iremos (e não podemos ir) para o Céu", sem estabelecer condição nenhuma, ele irá usar a língua portuguesa como desculpa para defender (ou "limpar", em inglês, clean) o pontíficie ou vai adimitir que Francisco estava errado ao não colocar condições e assim, com suas "palavrinhas inocentes", favorecer a crença de que o inferno não existe? Será que você acha que quando a Bíblia e os documentos apostólicos dizem "Não sê ambíguo" o Diviníssimo Espírito Santo está falando à toa, "assim por falar..."? Reflitamos. A Paz de NSJC!

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    54. Pertivalianici, acho que nem eu nem você vimos o vídeo com atenção, não há a palavra todos não.

      Aos 26 segundos do vídeo o papa diz: Muitos (e não todos) pensam de modo diferente, sentem de modo diferente,
      procuram Deus ou encontram Deus de muitos modos. Pode conferir, o papa não diz todos, o papa diz muitos!

      E eu causei toda essa confusão lá atrás! Peço desculpas, entendi errado, o papa não diz que todos procuram a Deus e o encontram, ele disse muitos procuram a Deus ou encontram.

      De fato, uma palavra só pode ser perigosa se houver uma mente perigosa ou descuidada por trás!

      A paz de Cristo!


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    55. É verdade, Tiago, mas todos somos falhos. Também peço desculpas por não ter visto com atenção o que o papa falou. Se ele foi relativista, certamente não foi pelo uso dessa frase, dessa forma. Me enganei. A Paz de NSJC!

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  2. Henrique, eu lembrei da famosa "prova dos espíritos" presente em 1 João 4,2-3

    "Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;
    E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já agora está no mundo."

    Ademais, quanto aos milagres vale uma outra prova: a científica. NENHUMA outra religião verifica tão rigorosamente os milagres quanto a Igreja Católica, analisando-os até mesmo através de cientistas de outras religiões ou ateus.

    A Igreja é MUITO cautelosa em reconhecer milagres. Lembram do caso da "óstia sangrando" de Utah? Pois bem, a Igreja declarou, depois de perícia, que não se tratava de milagre.

    Que outra religião faz o mesmo e "se coloca à prova"? Cadê os laudos, as perícias em todos esses milagres de TV?

    Para conhecer o rigor da Igreja na avaliação dos milagres, leiam esses livros:

    > THE INCORRUPTIBLES - Joan Carroll Cruz
    http://www.amazon.com/Incorruptibles-Incorruption-Bodies-Various-Catholic/dp/0895550660

    > EUCHARISTIC MIRACLES - Joan Carroll Cruz
    http://www.amazon.com/Eucharistic-Miracles-Phenomena-Lives-Saints/dp/0895553031

    > EXPLORING THE MIRACULOUS - William O Neil (formado em Stanford e caçador de milagres)
    http://www.amazon.com/Exploring-Miraculous-Michael-ONeill/dp/1612787797/

    Quando alguma outra "igreja" fizer o mesmo com seus milagres, aí aceito discutir o aspecto espiritual deles.

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    1. Lembro apenas que todo texto bíblico, como sempre digo, deve ser compreendido em coerência com todo o conjunto da Revelação contida nas sagradas Escrituras. Esta definição de 1Jo 4,2-3, por exemplo, está relacionada diretamente ao paganismo da sua época, em que muitos fenômenos estranhos pareciam atestar o poder dos falsos deuses.

      Hoje, muitos falsos profetas confessam, sim, o Nome de Cristo, mas nem por isso devemos crer neles. É de fundamental importância lembrar a advertência de Nosso Senhor para toda a sua Igreja:

      "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus." (Mt 7,21)

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    2. Quanto ao rigor científico observado antes de atestar um milagre ou declará-lo digno de crédito pelos fiéis, sim, muito bem lembrado, João: somente a Igreja Católica é tão séria e rigorosa também neste ponto.

      Apostolado Fiel Católico

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  3. Olá Henrique, muito boa noite.
    Não queria atrapalhar ou misturar os assuntos, mas gostaria de uma ajuda. Estou em debate com um evangélico e gostaria se uma boa resposta...

    Ele diz que: a veneração que foi dada a arca da aliança por Davi e por outros, de nada tem haver com as imagens de santo pois a arca era a representação da presença de Deus...

    Desde já agradeço pela ajuda... A paz de Cristo e o amor de Maria!

    Ricardo

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    1. anonimo aqui neste site tem ja tem varios post sobre esse assunto que sao otimos! eu mesmo ja rebati varios protestantes com eles e te digo que nunca mais nenhum deles me encheu o saco sobre a veneração das imagens. Boa sorte e salve Maria.

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    2. Perdão, Ricardo, minha rotina anda muito estressante, pelo que me esqueci desta sua pergunta.

      Bem, esta é uma daquelas pretensas "refutações" à fé católica que de tão infantis e desprovidas de sentido se tornam difíceis de responder!

      Ora, mas que tolice é esta? Sobre a Arca estavam imagens de querubins, não estavam? Sim, estavam. E será que os israelitas fiéis, – que eram exatamente os que veneravam a Arca, – adoravam aquelas esculturas? Claro que não. Eles se prostravam diante de imagens (a própria Arca não deixa de ser uma 'imagem' em certo sentido, pois é uma representação física, material, tangível e visível) para pedir graças.

      "A arca era a representação da Presença de Deus"? Sim, e os santos são o quê, para nós? Acaso não sabemos que todo milagre vem de Deus, e somente de Deus? Além disto não sabemos que todas as graças vêm de Deus e somente de Deus? Não sabemos que nossa própria vida, e mais ainda, nossa permanência, vem de uma única Fonte, que é Deus? Os santos são representantes de Deus junto a nós, e representantes muitíssimo mais próximos e importantes do que qualquer arca. Vejamos isto melhor.

      Por que veneramos os santos? Por que, por vezes, chegamos a nos prostrar diante das suas imagens? Por eles próprios? Evidente que não. Também os antigos israelitas, – eles, que nos legaram o conhecimento de que só há um Deus e que esse Deus é o único digno de adoração, – se prostravam diante de seus reis e profetas. E porque o faziam? Exatamente por que estes reis e profetas representavam, para eles, o Poder e a Presença de Deus.

      Prostrar-se não quer dizer necessariamente adoração. Pode significar reverência, humildade diante de alguém que é maior do que nós, que sabe mais, que tem mais mérito ou mais importância em algum sentido. Porém, mais importante do que isso é saber que os que possuem mais mérito é porque mais receberam deste mesmo Deus. Então, reconhecendo seus méritos, louvamos a Deus, adoramos a Deus, reconhecemos a grandeza e generosidade de Deus. Deus é o Sumo Bem, e todo bem que há em nós procede de Deus. Nos santos que vivem no Céu, em Deus, em plenitude, esta realidade é superlativa.

      Os santos de Deus são, para nós, sinais da Presença de Deus, de modo semelhante ao que era a Arca para os antigos judeus, porém, sinais bem mais importantes, maiores, mais próximos e até mais carinhosos da Presença de Deus, por assim dizer. Porque são sinais enviados depois de firmada a Nova e Eterna Aliança entre Deus e os homens, são homens e mulheres que foram "outros Cristos" no mundo, porque foram "um com Ele" assim como Ele é "Um com o Pai" (João 17,11-21).

      Então, os santos são imensamente mais sagrados e dignos de veneração e de culto do que a Arca da Antiga Aliança, que representava as coisas que já passaram. Eles estão ao nosso lado hoje, aqui, agora, são nossos irmãos e membros do mesmo Corpo que nós, junto conosco, numa união profundíssima; não são a lembrança de um passado que já foi consumado em Cristo e que já não tem mais nenhum sentido, como é o caso da Arca.

      Por isso mesmo, Deus falou pela boca do Profeta Jeremias:

      "E sucederá que, quando vos multiplicardes e frutificardes na terra, naqueles dias, diz o SENHOR, nunca mais se dirá: 'A Arca da Aliança do SENHOR', nem ela lhes virá mais ao coração; nem dela se lembrarão, nem a visitarão nem se fará outra." (3, 14-17)

      Se você ainda não o fez, faça uma boa pesquisa em nosso "Índice de respostas católicas a acusações protestantes e 'evangélicas'". Há uma pequena coleção que trata sobre imagens e temas relacionados. Leia com atenção, reflita, aprofunde sua pesquisa, fale com Deus, peça inspiração divina e compreenderá bem essa questão, o suficiente para ser capaz de desmantelar acusações tão tolas.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    3. Olá Henrique, muito obrigado pela atenção!
      Fiz um bom uso de seu estudo e fiz uma boa análise do mesmo índice.
      Eles, os protestantes, ficaram sem argumentos. Mas como sempre eles correm e vem com outras acusacoes. Mas com o seu apostolado bem elaborado, fica fácil estudalo e refutar essas outras acusações e defender a Nossa amada Igreja Católica!
      Muito obrigado Henrique!

      Gostaria de adquirir a revista Fiel Católico em casa... Mas tenho um problema, não consigo acessar meu e-mail ele deve estar com problemas e também não consigo criar outro. Só navego pela internet usando o celular... E ele não é um celular moderno. E também sou meio atrapalhado pra mexer com internet..rsrsrs.
      Não sei, mas se caso você mandar boletos ou a conta, terei um grande prazer em ajuda-lo nessa caminhada.

      Um forte abraço... Salve rainha!

      Ass: Ricardo

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    4. Bem, Ricardo, parece que no seu caso seria interessante a assinatura da revista impressa, que enviamos mensalmente via correios. Temos à disposição para envio os números de 1 a 13. Disponibilizamos a opção depósito bancário para as pessoas que não trabalham ou não querem usar cartão de crédito, mas seria preciso um e-mail ou pelo menos uma conta no Facebook, porque enviamos lembretes mensais na data escolhida.

      Nossos dados bancários são:

      Depósitos para:

      ** Caixa Econômica Federal
      Agência: 1618 - Conta poupança: 100.588-4
      (L. Henrique S. Sebastião)

      ** Banco Bradesco
      Agência: 6616-8 - Conta poupança: 100.0085-8
      (L. Henrique S. Sebastião)

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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  4. Como pastores sao bons hipnologos .
    Usao de varias tecnicas da hipnose pra levar ao transe quem é mais sucetivel e dizem q é um demonio uma entidade e outras coisas mais .
    Henrrique gostaria q falasse desse assunto se possivel .
    Desde ja agradecido
    A Paz de Cristo .

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  5. Deus nos alertou de tudo isso na palavra contida na Bíblia. Só não ve quem não quer.

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  6. Olá irmão, também usei Argumentos fortíssimos desse Apostolado e todos passaram sem refutações.
    Mas especificamente nessa acusação sobre a arca, não consigo elaborar um argumento plausível!

    Mesmo assim agradeço a atenção

    Salve rainha!

    Ass: Ricardo

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    1. Ricardo, sua resposta foi dada no seu primeiro comentário, que continha a pergunta, mais acima.

      Apostolado Fiel Católico

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  7. Boa tarde,
    Isso também pode ser dito em relação ao espiritismo? Cirurgia espiritual? "Receber mensagens do além"?
    Além disso, me passou pela cabeça agora, já ouvi bastante sobre ir em psiquiatra ou algo assim, e fazer uma "viagem no tempo" saber quem "você era numa época passada e lembrar do que fez". Isso se enquadraria no assunto deste post também?
    Obrigada e abraços

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    1. Conheço alguns pesquisadores desses supostos fenômenos, Natália, e a opinião comum entre eles é que, em sua maioria, esses casos não passam de puro e simples charlatanismo. Recentemente, o portal Hype Science publicou uma matéria interessante sobre o famoso "médium" "João de Deus", que você pode ler no endereço abaixo:

      http://hypescience.com/joao-de-deus-nao-faz-milagre-nenhum-descubra-aqui-o-porque/

      Outros casos não passam de sugestão hipnótica e alguns outros são bem explicados pela parapsicologia, que é uma ciência fascinante.

      Fora disto, parece-nos que sim, também há a ação do demônio em determinados casos, bem mais raros, mas para tratar o assunto com a devida seriedade seria necessária uma longa pesquisa e investigação para a produção de um estudo minimamente aprofundado, como procuramos sempre fazer por aqui. Fica anotada a sua dica.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

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