Leitora protestante entende que não há problema com as imagens sacras. Mas...

Nos últimos tempos vêm se intensificando de modo assustador os crimes
de ódio e intolerância religiosa – gerados pela mais pura ignorância – com 
atentados a igrejas e imagens sacras. Entre estes, os ataques em série a 
várias igrejas em municípios do Rio Grande do Sul são apenas um exemplo

RECEBEMOS DA LEITORA Milena a mensagem que reproduzimos logo abaixo, seguida de nossa resposta, para o esclarecimento de tantos quantos pudermos atingir. Deus nos ajude a servi-lo cada vez melhor.

Eu li esse texto e outros (leia aqui) sobre as imagens. Concluí que, diferente de como eu pensava antes, não há problema em tê-las e honrar as pessoas nelas representadas. Porém agora como está em alta o assunto dos 300 anos de Aparecida, acabo me deparando com séries especiais e não estou entendendo muito... Vocês falam que não acreditam que a imagem em si tenha algum poder, o que seria superstição e idolatria, conforme o 1° mandamento e o catecismo, mas eu tenho visto afirmações como ''a área onde a capela foi erguida foi uma sugestão de um dos padres da época - para eles, do local, a santa poderia abençoar toda a cidade.'' Então na prática há uma crença sim que da imagem emana algum poder de benção cura, o que é evidenciado pelas peregrinações em busca de milagres... Também não entendo, visto que defendem como ícones, o fato de algumas imagens chorarem, aparecerem 'misteriosamente', aparições de 'Maria' pedindo templo em honra a ela mesma...

A idolatria é um mal e um pecado dos mais graves. E para combater este mal, precisamos (como é óbvio), antes de tudo conhecê-lo, saber o que é. Se não soubermos o que é a idolatria, como poderemos evitá-la?

A palavra "idolatria" vem de "ídolo" (do grego εἴδωλον, eidolon). Protestantes mal instruídos comumente confundem ícone com ídolo: ambos podem ser imagens, mas são radicalmente diferentes. De fato, mais do que diferentes, são realidades opostas, antagônicas, contrárias. Um ídolo ofende a Deus; um ícone é uma homenagem, louvor e forma de adoração a Deus.

Um objeto pode se tornar um ídolo se for colocado "no lugar" de Deus, isto é, se substituir o Deus Altíssimo no coração do devoto, se for o alvo principal da sua atenção, se vier em primeiro lugar nas suas orações e devoções. 

Um ídolo, resumindo, é um deus falso. Por isso é proibido pelo primeiro Mandamento da Lei de Deus, e é aqui que se comete também uma grande confusão, porque certos "pastores" imaginam que não fazer imagens é um Mandamento de Deus: na realidade, não fazer imagens de ídolos (falsos deuses) é o complemento de outro Mandamento, que é amar a Deus sobre todas as coisas (explicado em detalhes neste estudo).

Já o ícone, embora seja também uma imagem feita por mãos humanas, não é colocado no lugar de Deus, mas, ao contrário, remete a Ele e procura homenageá-lo. Sua função é ser como que uma seta que aponta para Deus ou uma janela que se abre para Deus.

Fica muito claro, a partir daí, que os ídolos são proibidos e os ícones (imagens sagradas) não são. Isso é um fato tão evidente e tão difícil de negar que até as igrejas protestantes mais antigas o reconhecem, e os luteranos alemães (que começaram toda essa confusão) já pediram desculpas formais pela injusta e pecaminosa quebra de imagens que aconteceu ao longo da História. Em nota oficial, disseram que hoje reconhecem que as imagens sagradas, "em suas mais variadas formas", têm "grande valor como expressão da espiritualidade" – logo, nada tem a ver com "idolatria". Declararam, ainda, que a igreja protestante alemã “se opõe à destruição de imagens” (saiba mais).

A maioria das mais recentes seitas derivadas do protestantismo, denominadas errada e genericamente "evangélicas" é que radicalizam e condenam qualquer tipo de imagem. Mas as imagens estão por toda parte: temos pinturas e esculturas de pessoas, sejam belos homens e mulheres, ou crianças, animais, formas da natureza, etc... E tudo isso pode servir como uma janela para o louvor a Deus. Ou pode se tornar um ídolo. Só depende de como se olha para essas imagens e como se lida com elas. Depende de qual a nossa relação com elas. Se você considera uma imagem o seu deus, então, sim, está cometendo o pecado de idolatria.

De fato, diante de qualquer criatura há sempre uma escolha a ser feita: ela será para você um ícone (um motivo para louvar e adorar a Deus) ou um ídolo (algo que você louva e adora no lugar de Deus)? Algo belo e agradável leva para Deus? Ou você o coloca no lugar de Deus?

O culto aos santos é lícito, e as Sagradas Escrituras atestam isso em muitíssimas passagens, como por exemplo quando a Virgem Maria, em seu belíssimo canto de louvor Magnificat, cheia do Espírito Santo, declara: “Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada" (Lc 1,48). Mais do que isso, Nosso Senhor Jesus Cristo mesmo, diretamente, diversas vezes se referiu a pessoas humanas como sendo “bem-aventuradas". Ora, Ele mesmo está louvando tais pessoas, chamando a atenção para a ação de Deus nessas criaturas. Estes são os santos, em homenagem aos quais produzimos ícones. E estes ícones apontam, em última análise, sempre para Deus. Um santo só é santo pelo Poder de Deus, e porque escolheu unir sua vida à Vida de Deus.

Assim, quando os católicos veneram um santo, o que fazem é tão somente louvor a Deus e ação de graças a Ele por usar seres humanos, frágeis e falhos, para realizar a sua grande Obra. No caso de um ícone, que recorda uma criatura, a mesma regra se aplica.

Portanto, é totalmente licito venerar as imagens e honrá-las, inclusive ajoelhar-se diante delas, falar com os santos diante de suas imagens, beijá-las, acender velas diante delas, simbolicamente oferecer flores... Tudo isso é permitido e até aconselhável. O II Concílio de Niceia determinou e esclareceu muito bem que o culto prestado às imagens jamais se dirige a imagem em si mesma, mas sim ao protótipo, ou seja àquele que está no Céu, e, por fim, a Deus. Um santo só é santo porque Deus resplandece nele a sua Glória: logo, o louvor é dirigido sempre a Deus.


* * *

A questão foi esclarecida, mas como ex-protestante eu sei bem que, mesmo diante desses esclarecimentos, ainda pode permanecer um ressentimento, uma ponta de dúvida a perturbar a mente. Por isso, vou aprofundar ainda um pouco mais, dizendo aquilo que sei que o leitor precisa ouvir. E também muitos católicos precisam aprender bem.

Será que ajoelhar-se diante de uma imagem, por exemplo, da Virgem Santíssima, pode ser idolatria? Sim, pode. 

Tudo depende do significado e da intenção daquele gesto. Se a Virgem (ou qualquer santo) for tratada como um ídolo, isto é, se for colocada no lugar de Deus, então há idolatria. Mas, se ela for vista como o que de fato é, uma imagem de nossa Mãe e Irmã que está no Céu, que intercede por nós e reza junto conosco ao mesmo Deus, que atua como um precioso atalho que conduz ao único Caminho que é Cristo –, que conduz para Deus –, então ali está o mistério sagrado do ícone, que favorece o culto e o louvor a Deus na Glória eterna que só a Ele pertence.

Também é verdade que precisamos reconhecer que existe muita ignorância e desinformação no interior da Igreja, que se agravou muitíssimo nas últimas décadas, especialmente após o CVII, sob a influência dos modernistas e em nome de um certo fictício "espírito do concílio". 

Algo que me deixa particularmente triste (e que é lamentavelmente comum) é estar numa igreja e ver algum visitante que entra, prostra-se piedosamente diante de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, por exemplo: fala com ela, toca seus pés, beija-a repetidas vezes, deixa bilhetinhos, etc. Logo a seguir, levanta-se e passa reto, incólume, diante do Sacrário e do Santíssimo Sacramento do Altar – onde se encontra realmente Presente Nosso Senhor e Salvador, em Pessoa, Ele que, sendo Alfa e Ômega, fez-se pequenino e sofreu todas as dores do mundo pelo nosso bem. 

Há uma clara ignorância teológica e uma fé fortemente equivocada ou mal direcionada, nestes casos. Talvez, sim, essa pessoa esteja fazendo daquela imagem um ídolo, mesmo sem o saber. E boa parte da responsabilidade por essa situação é da nossa catequese tão deficiente, dos catequistas e párocos laxos.

Importa saber diferenciar as coisas, portanto: uma coisa é o que ensina a Igreja; outra coisa é a prática muitas vezes equivocada de muitos dos seus filhos mais humildes.

Existem, ainda, os Sacramentais, que são objetos consagrados a Deus e têm grande valor de santificação para nós, pois, por meio deles, Deus pode derramar suas bênçãos. Assim Deus agiu sempre, desde o AT, como no caso dos querubins instalados sobre a Arca da antiga Aliança, do meio dos quais Deus se manifestava aos sacerdotes, e a serpente de bronze, por meio da qual operava a cura do povo. Vemos também no relato bíblico que a serpente precisou justamente ser destruída quando passou a se tornar objeto de idolatria. Vemos então como o problema não está na imagem em si, mas no uso que se faz dela. 

Cremos que é da Vontade do SENHOR nos abençoar por intermédio da Igreja, e abençoar nossas casas, nossos corpos, nossos objetos. E onde existe a bênção de Deus, o demônio não pode tocar. 

Os Sacramentais são de grande benefício espiritual, como pequenos canais de comunhão com o Santo Criador. A palavra Sacramental significa “semelhante a um Sacramento”, mas há grandes diferenças entre uma coisa e outra. Os Sacramentais não conferem a Graça à maneira dos Sacramentos, mas são como que vias para esta, e como tal ajudam a santificar as diferentes circunstâncias da vida humana. Os Sacramentais despertam no cristão sentimentos de amor santo e de fé (CIC §1670-1667).

Os Sacramentais produzem seu efeito, no dizer teológico, ex opere Operantis (pela ação daquele que opera), isto é, depende da boa disposição dos que os operam. Assim, para que haja um frutuoso efeito das graças dos Sacramentais, são necessárias nossa plena consciência e boa disposição ao recebê-los (o amor, a fé, e reverência, a reta intenção, o espírito de adoração, o comprometimento interno...).

Os Sacramentais nos preparam para receber e cooperar com as graças que Deus nos concede. São, por si mesmos – como o próprio nome indica – transitórios e não permanentes. São numerosos, sendo que muitos teólogos os classificam em seis grupos: 1) Orans: as orações que se costuma rezar publicamente na Igreja, como o Pai Nosso, as Ladainhas, etc.; 2) Tinctus: o uso da água benta e certas unções que se usam na administração de Sacramentos e que não pertencem à sua essência; 3) Edens: indica o uso do pão bento (não a Eucaristia) ou outros alimentos santificados pela bênção de um Sacerdote; 4) Confessus: quando se reza o Confiteor para pedir perdão a Nosso Senhor por nossos pecados dos quais já não nos lembramos. 5) Dans: esmolas ou doações, espirituais ou corporais, bem como os atos de misericórdia prescritos pela Igreja (acima das esmolas que possamos dar, está o bem espiritual que possamos fazer ao próximo); 6) Benedicens: as bênçãos que dão o Papa, os Bispos e os sacerdotes; os exorcismos; a bênção de governantes, abades ou virgens e, em geral, todas as bênçãos sobre coisas santas.

Já os objetos bentos de devoção, como imagens, medalhas, velas e escapulários, também são considerados Sacramentais: o Crucifixo, a Medalha de Nossa Senhora das Graças e a Medalha de São Bento estão entre os maiores exemplos, sendo fundamental entender que não são "talismãs" nem "amuletos da sorte", e sim sinais visíveis da nossa fé. Não agem automaticamente contra as adversidades, como se tivessem "poderes mágicos", mas são como recursos auxiliares para nos unir ainda mais a Nosso Senhor e devem nos estimular no progresso da fé.

Uma última observação ao comentário da leitora Milena é que tirou algumas de suas conclusões de portais de notícias não ligados à Igreja. Há muita desinformação sobre a doutrina católica por aí. Para compreender o que a Igreja realmente ensina, consulte sempre o Catecismo da Igreja Católica e os documentos magisteriais.

___
Ref:
• D'ELBOUX, Luiz G. Silveira. Doutrina católica 13ª ed., São Paulo: Loyola, 1997, pp. 96-98
• Padre Paulo Ricardo, Culto aos santos e suas imagens, disp. em:
https://padrepauloricardo.org/episodios/culto-aos-santos-e-suas-imagens
Acesso 25/9/017

www.ofielcatolico.com.br

17 comentários:

  1. Respostas
    1. Realmente muito bem explicado!

      Ruth

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  2. Seria bom esclarecer este ponto da pergunta da Milena; "a área onde a capela foi erguida foi uma sugestão de um dos padres da época - para eles, do local, a santa poderia abençoar toda a cidade.", como se aqui derivasse que a "Santa" seria a própria imagem, que a imagem por si mesma é que iria abençoar a cidade, o que se verificarmos com o texto acima, aí sim, incorreria em idolatria, haja vista, que a imagem por si mesma nada pode fazer, porém, como a imagem só tem a função de representar Maria a mãe de JESUS, DEUS e homem, e na ordem da graça, também nossa mãe, esta sim, nos céus, pode nos abençoar, como boa mãe dadivosa que é. Portanto é inconcebível a qualquer católico acreditar que uma imagem pode realizar qualquer benção, quando é Maria quem nos abençoa e a imagem somente está aí para a representar, assim como é inconcebível que um protestante julgue a Igreja Católica que esteja ensinando o erro da idolatria a seus fieis, quando a Igreja ensina que imagens que atuam como ícones, são somente para representar a Maria, os Anjos e os Santos e o próprio SENHOR JESUS CRISTO, e que só se guardam a este função, de representa-los e nada mais, benção dos céus vem diretamente de DEUS, PAI, FILHO E O ESPÍRITO SANTO, e também de Maria que como mãe, também nos abençoa com sua ternura maternal,a todos nós, que em CRISTO somos também seus filhos.

    Sidnei.

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  3. Perfeito, concordo, realmente muitos leigos desinformados podem errar no culto aos santos. Mas acho que existem muitos sacerdotes que abusam da popularidade de determinados santos.

    Quando tem alguma festa ou momento de devoção a algum santo após a missa, a liturgia oficial fica em segundo plano, é literalmente atropelada. O padre já começa a homilia dizendo: "Vou falar pouco hoje pra não atrasar", ou seja, dá a ideia de que a reflexão cuidadosa da palavra de Deus, lida pouco antes, é um desperdício de tempo, que se pode encurtar. A oração Eucarística fica sem pontuação e intervalo entre as palavras: Nanoiteemqueiaserentregueeletomouopão...Tomaitodosecomeiistoéomeucorpo... Tem que apressar para não atrasar! É triste de ver.

    São Coroações ou homenagens a santos fora de contexto, porque simplesmente algum apostolado ou movimento pediu para se fazer naquele dia.

    Já vi sacerdote falando de um "poder" de Maria e recentemente a expressão: co-redentora... Por mais que amemos Maria e tudo que ela representa na salvação, tais formas de se referir a ela, não foram definidas pela Igreja e não poderiam ser ditas aos fiéis de forma solta e displicente como se fosse algum dogma definido.

    Hoje mesmo li numa página católica, Aletéia, as seguintes frases: Imagem de Nossa Senhora Aparecida do Santuário Nacional será sustentada por um trono, que esteve nesta quarta-feira, 13, em fase de testes para os festejos de outubro pelos 300 anos do encontro da Padroeira do Brasil... Produzido em acrílico, o trono traz a figura dos três pescadores... contará com uma iluminação de led em toda base e no apoio, que também terá movimento giratório e no qual ficará a Mãe Santíssima. (https://pt.aleteia.org/2017/09/22/conheca-o-trono-da-imagem-de-nossa-senhora-para-os-300-anos-de-aparecida/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt). Em dois parágrafos consecutivos, o autor confunde duas vezes a pessoa de Maria com sua imagem, como se fossem um mesmo ser, pareceu que foi a padroeira do brasil encontrada no rio e não sua imagem, ou nossa mãe santíssima no trono e não sua imagem. Nossa mãe santíssima é a imagem de Maria? A padroeira do país é a imagem de nossa senhora? Evidente que não, mas é o que pode ser entendido por algum leitor desavisado.

    Infelizmente este tipo de confusão é comum, mas não deveria ser. Quem é a maior prejudicada é a própria Igreja e a saudável devoção aos santos, pois muitas dessas "derrapadas", servem de pretextos para as acusações protestantes que todos conhecemos bem, dizem: os católicos dizem que a imagem é representação, mas agem como se o santo fosse a própria imagem.

    Penso que tudo tem seu lugar e forma apropriada, bom seria que o clero desse o exemplo e se preocupasse mais com o ensino da doutrina correta, do que tantos assuntos externos a Igreja, que vemos muitos se envolvendo e dando verdadeiros vexames hoje em dia.

    A paz de Cristo!

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    1. Perfeito!!! Quem convive em meio a pessoas protestantes paga caro por esses equívocos, que, infelizmente, por vezes são cometidos até por sacerdotes católicos. Direto vem alguém me mostrar essas notícias e vídeos de padres no youtube em que são cometidos esses deslizes para me dizer 'está vendo! Agora vai dizer que não é idolatria!' ironizam e falam 'ah só parece neh! Desculpa, esqueci que ele só estava venerando' E não adianta responder mostrando vídeos de protestantes falando baboseiras, porque falam 'mas eu não concordo com ele, agora vocês são um só lembra, se a Igreja não concordasse com essas coisas já teria os corrigido'... Nem sei o que responder, não aguento mais isso, gera conflito interno e externo... Por conta dos abusos quase que largo mão de tentar entender e explicar essas coisas... Para evitar escândalo com quem convivo venerar e seguir simplesmente Jesus puro, até porque ele é a base da nossa salvação... Fico na dúvida se me estresso a toa ao tentar defender alguma ideia perante alguém que já crê em Jesus, pois penso que a pessoa não vai deixar de ser salva por não concordar comigo especialmente pelos abusos... Fico sem argumentos, simples assim.

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    2. Desanima mesmo! Quando se tem alguma noção da doutrina e observamos que a pratica, ou seja, a realidade não corresponde, é algo verdadeiramente angustiante. Estou ainda procurando a resposta para este tipo de discrepância, se é falta de zelo, conveniência ou comodismo, sinceramente não sei. E o pior é que aqueles que deveriam buscar e assegurar a observância da doutrina parecem pouco se importar. Os bispos precisam sair da clausura em que vivem nas sedes diocesanas e acompanhar o rebanho de Deus, confiado a eles mais de perto.

      A grande pergunta é: Porque tentar educar protestantes na fé da Igreja, quando a maioria dos católicos são os mais necessitados? Não sabem o que é um sacramento, quais são, a importância do casamento, batismo etc. E em grande parte, são esses católicos que mudam para uma seita protestante qualquer e saem de lá dizendo que encontraram "Jesuis", simplesmente porque escutaram o pastor berrar uma hora de pregação e mais outra hora de louvor, como se isso fosse culto a Deus. Jesus "puro" se entendi o que você quis dizer, só pode ser encontrado na Eucaristia, o próprio Cristo estabeleceu assim. Por isso tenho me concentrado na liturgia oficial do missal romano, e tento evitar participar de manifestações de piedade popular, porque é ai que as coisas desandam.

      Não é porque um padre, um bispo, ou mesmo algum papa (e olha que já passaram papas realmente prejudiciais a Igreja), erram, que devemos desistir, a doutrina está ai para ser seguida, se alguém se desvia, mesmo que seja parte do clero, não quer dizer que todos têm de desviar, mesmo porque em última instância, é Cristo o cabeça da Igreja. Agora, pergunte ao sujeito que lhe mostra vídeos de padres deslizando, se na igreja dele se encontra alguém como Teresa de Calcutá, Francisco de Assis, Antônio de Pádua, Tomás de Aquino etc. Não têm. O que traz um grande alívio é justamente olhar para esses santos e santas e saber que para cada mal exemplo, a Igreja tem inúmeros bons. E pode ter certeza, se algo que se identifica como igreja cristã, não tem santos, no mínimo não passa de uma fé estéril, sem frutos, pois o próprio Deus nos chama a santidade.

      Penso que é um problema parecido com o que se passa com a política hoje, enquanto o povo não se tornar exigente com a ética, seremos um país governado por corruptos. Enquanto nós leigos, não nos tornarmos exigentes quanto a observância da doutrina, seremos conduzidos por um clero medíocre, infelizmente.

      A paz de Cristo!

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    3. Anonimo, acredito que o Tiago Agi nos deu um bom conselho, de ao invés tentar convencer os protestantes de algo, vamos ensinar nossos irmãos católico, que desconhecem a doutrina verdadeira, e que são mais devocionistas do que católicos.

      Aos protestantes, deixe para DEUS, já que não podemos fazer mais nada, e quando a gente espera daqueles que deveriam ensinar a reta doutrina (Papa, Bispos os Padres), daí é que não sai nada mesmo, somete gente dizendo bobagens, que dão mais razão ainda aos protestantes.

      Então quando algum protestante vier te atazanar com alguma coisa, fique tranquilo, não responda nada, interiormente faça um oração pedindo a a DEUS, Uno e Trino, paciência em aturar essa gente, e ore também por eles, pois eles agem assim é por que querem brigas e contendas, eles agem assim, porque eles não vivem em paz, pois se vivessem em paz, não partiriam para cima de quem não crê como eles, e respeitariam a fé alheia, ou eles partem a não ser se forem confrontados com a doutrina deles, tal como alguns deles fazem conosco, mas se isto não acontecer, se eles são os primeiros a atacar, não revide, o silencio nestas horas é a maior arma, lembre de JESUS diante de Pôncio Pilatos, que ficou calado diante das perguntas dele na hora da paixão e silêncio dele foi mais eloquente que muitas palavras que poderia ter proferido.

      Sidnei.

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  4. Mas, afinal qual é a verdadeira imagem que retrata o rosto de Jesus e Maria e dos santos?

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    1. Isso não importa. O ícone não é uma fotografia, um registro imagético histórico. Funciona como homenagem a Deus por meio daquele servo de Deus (no caso dos Santos) ou do próprio Cristo. Portanto, é um símbolo, uma figura que pretende nos remeter ao Céu. Por isso vemos que Nosso Senhor e a Virgem Maria foram retratados de diferentes formas no correr dos tempos, conforme o contexto e o lugar da produção da arte sacra.

      Também no caso das aparições reconhecidas pela Igreja, vemos que a forma e a aparência mudam em cada situação, mas isso não é o mais importante. Nossa Senhora pode aparecer morena, loura, negra, indígena. Nosso Salvador pode aparecer como um frágil menino, como Servo Sofredor ou em forma de pura Luz. Já na Bíblia vemos isto, quando se manifesta de modos diferentes aos Apóstolos (que não o reconheceram, portanto sua aparência devia ser diferente daquela a que estavam acostumados), a S. Paulo Apóstolo na estrada para Damasco e a S. João, temível, no Apocalipse.

      Assim, não importa tanto a aparência quanto a função e a mensagem que o ícone transmite.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    2. Afinal, qual é a verdadeira imagem de Platão, Aristóteles ou Homero?
      Devemos nos abster de figurar suas imagens como símbolos do intelecto ou da cultura porque não temos suas fotografias ou retratos?

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    3. Perfeito, Wagner. Tenho a impressão de que suas perguntas ficarão sem resposta...

      Apostolado Fiel Católico

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    4. Apesar de algumas controvérsias, a tradição da Igreja considera o santo Sudário e o véu de Verônica ou vero ícone como retratações fieis de Nosso Senhor...

      A paz de Cristo!

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    5. Incoerências protestantes 19 - Ícones e Fotografias:
      https://www.youtube.com/watch?v=DSp5TphXmMw

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  5. Por favor leia novamente o post

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  6. Caro irmão Henrique Sebastião e todos do Apostolado Fiel Católico pelo brilhante e instrutivo texto, bem como parabenizamos também a irmã Milena, por sua humildade em procurar sanar sua dúvidas sobre o tema, com o Fiel Católico.
    À luz de tudo que foi bem explicado pelo Apostolado, nos chamou atenção a referência, com muita razão, que você, Henrique, faz a dificuldade que muitos fiéis católicos, como nós também, têm para diferenciar essas situações mostradas, assim como sobre o seu conhecimento como também, sobre a história da Igreja Católica e sua fundamentação bíblica, através de versículos afins.
    Isso, posso até está enganado, Deus bem sabe mas, acho que se for possível,gostaria de deixar a sugestão ao Apostolado Fiel Católico, para que avalie a possibilidade de que, amparado por sua experiência cristã e pela graça de Deus, produzisse uma matéria especial sobre esse assunto, que não tenho dúvidas, muitos nos intuiríamos sobre o tema, além de contribuir muito para o nivelamento no seu entendimento, no âmbito da Igreja de Cristo.
    Paz e bem e que a graça de Deus e a paz de Jesus Cristo, esteja com todos.
    Sebastião Farias
    Leigo católico

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  7. Não concordo que possa existir IDOLATRIA em relação à Virgem Maria e aos santos, mesmo que a pessoa tenha a intenção de divinizá-los. ÍDOLO é um falso deus, isto é, o diabo, que sempre quer ser ADORADO em lugar de DEUS. É uma entidade, que está em constante competição contra DEUS e que tenta enganar as pessoas, com mentiras e falsos milagres. Por outro lado, os santos são considerados amigos de DEUS (João 15,15) e nunca podem ser confundidos com ÍDOLOS. Aguardo retificação em relação a informação inexata, identificada no texto, pois, ao contrário, só fomentará a falsa ideia, por parte dos hereges protestantes, de que nós, católicos, somos idólatras .

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    1. Caríssimo, por aqui fazemos sempre e constantemente muita questão de não apresentar ideias particulares, mas sim repetir o que é legítima doutrina católica.

      Em catolicismo, não existe "não concordo". O que o artigo expõe é o ensinamento da Igreja. Se você "não concorda", cai em pecado de desobediência, e se não for por ignorância poderá chegar ao extremo de se excluir da Comunhão com o Corpo de Cristo.

      Nem Maria nem Santo algum pode ser adorado como um Deus, e menos ainda suas imagens. Veja o que diz a respeito o Catecismo:

      "2113. A idolatria não diz respeito somente aos falsos cultos do paganismo. Ela é uma tentação constante da fé. Consiste em divinizar o que não é Deus. Existe idolatria quando o
      homem presta honra e veneração a uma criatura em lugar de Deus
      ."

      "2114. A vida humana unifica-se na adoração do Único. O Mandamento de adorar o único Senhor simplifica o homem e o livra de uma dispersão infinita. A idolatria é uma perversão do sentimento religioso inato do homem. O idólatra é aquele que 'refere a qualquer coisa que não seja Deus a sua indestrutível noção de Deus'".

      Mais claro do que isso, seria impossível. É o mesmo que afirmamos em nosso estudo.

      Por favor, reflita cuidadosamente sobre estas questões fundamentais da nossa fé.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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