Tempestade


CARÍSSIMOS LEITORES e irmãos em Cristo Jesus, aqui Henrique Sebastião, fundador e diretor deste singelíssimo apostolado. Nas duas últimas semanas (desde as festas de fim do ano 2016), dias em que nossa fraternidade observou um breve recesso, com seus membros não necessariamente descansando, mas tentando ao menos diminuir o ritmo da rotina massacrante do nosso cotidiano de estudos e trabalho ininterruptos, eu particularmente tive tempo para meditar sobre um assunto delicado. Devo dizer que, como homem das letras e de comunicação desde a adolescência, e eterno estudante da Filosofia, procuro escolher bem as palavras, pelos seus sentidos reais. E, sim, a palavra "delicado" descreve bem a situação a que quero me referir.

Pensei e refleti muito, implorando intimamente a Deus –, o Deus Amor-Criador incompreensível, a Quem por tantas e tantas vezes sou tão infiel e ingrato –, que me guiasse na decisão de falar ou não sobre um certo assunto por aqui. Prefiro sempre ignorar as questões polêmicas, quando são inúteis, quando não edificam nem servem para instruir os fiéis católicos e/ou, ao contrário, semeiam a confusão, a divisão ou a discórdia. Neste caso, porém, simplesmente ignorar seria omitir informação sobre algo realmente muito importante que vem acontecendo no seio da Igreja, envolvendo a mais alta hierarquia, e que vem transformando o panorama eclesial dos nossos tempos. Penso que não seria honesto de nossa parte – se é que somos apostolado católico – simplesmente agir como se nada acontecesse. Seria, talvez, agir conforme o "politicamente correto" que tanto criticamos.

"O Fiel Católico" nunca foi e nem pretende ser jamais – e se o bom Deus quiser, nunca será – o que chamam "politicamente correto"; esta, na verdade, é uma desgraça dos nossos tempos, que impede as pessoas de fazer escolhas reais, dizendo abertamente o que pensam; um tenebroso entrave que não as deixa tomar decisões importantes e simplesmente dizer: "Sim, sim; não, não". Hoje, somos praticamente obrigados a gostar (ou dizer que gostamos) de tudo igualmente, e apenas declarar alguma preferência já é dar motivo aos que preferem diferente que se sintam "ofendidos"... Aliás, os que mais berram em favor da tolerância, da diversidade e do respeito pelo outro são os que menos admitem discordância.

A desgraça começa a se tornar realmente preocupante, porém, quando o vício infecta a própria Igreja. Em uma entrevista concedida ao semanário francês "Homme Nouveau", ao finalzinho do ano passado, o exemplar cardeal Robert Sarah já exteriorizava a sua preocupação pela grande confusão que reina no mundo católico dos nossos tempos, inclusive entre bispos (valha-nos Deus, que deveriam ser os guardiões máximos da ortodoxia da doutrina), acerca da doutrina (sim!) da Igreja.


Cardeal Sarah

Segundo noticiosos como "La Nuova Bussola" e "InfoCatolica", o Cardeal declarou que se sente chamado a intervir oficialmente –, como Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos –, já que a grave desorientação atual implica o Matrimônio, a Penitência e a própria Eucaristia. Ainda segundo o Cardeal, a confusão que vivemos extrai a sua seiva da falta de formação que, lamentavelmente, afeta seus próprios irmãos no Episcopado(!).

Sarah destacou que cada bispo, ele mesmo antes de todos, in primis, está vinculado à Doutrina do Matrimônio entre homem e mulher, monogâmico e indissolúvel, que Cristo restaurou em sua forma original e no qual se encontra o bem do homem, da mulher, dos filhos que darão continuidade ao próprio gênero (aqui sim cabe a palavra) humano.

Sarah enfatizou que esta verdade não pode deixar de ter consequências a respeito de ideias muito em voga nos nossos dias, como, por exemplo, a de admitir-se à santa Comunhão aqueles que vivem em concubinato ou equiparar a dignidade da família abençoada por Deus às duplas de pessoas do mesmo sexo que simplesmente vivem juntas:

A Igreja inteira se manteve sempre firme no fato de que não se pode receber a Comunhão quando se é consciente de haver cometido pecado grave, um princípio que tem sido confirmado definitivamente pela encíclica Ecclesia de Eucharistia de São João Paulo II. (...) Nem sequer um Papa pode dispensar desta Lei divina
(Cardeal Robert Sarah)1


Confusão e dubia


Robert Spaemann

Já um dos mais destacados filósofos católicos da Alemanha, o prof. Robert Spaemann (professor emérito da universidade de Munique, filósofo especialista em Ética cristã, Bioética e direitos humanos e confidente de Bento XVI) saiu em defesa dos quatro Cardeais – aqui, afinal e sem alarde, entramos no âmago do assunto que não quer calar – que pediram ao Papa Francisco que esclarecesse as ambiguidades da Exortação Apostólica Amoris Laetitia a respeito dos Sacramentos para divorciados recasados. "É deplorável que apenas quatro Cardeais tenham tomado a iniciativa em relação a este tema", disse.

De fato, sobre a dubia apresentada pelos cardeais Walter Brandmüller, Raymond L. Burke, Carlo Caffarra e Joachim Meisner, Spaemann destacou, em entrevista ao diário italiano "Nuova Bussola Quotidiana" (12/016), que os quatro têm autoridade e razão em dar a conhecer publicamente a sua petição, para abordar a perplexidade que a Amoris Laetitia criou, mesmo entre o episcopado. Spaemann já havia expressado sua preocupação pela ambiguidade da Exortação, classificando-a como uma "ruptura com a Tradição": "Com a dubia, os Cardeais assumem o seu dever de apoiar com o seu conselho, na medida em que são 'senadores' da Igreja junto com a pessoa do Santo Padre".

Recentemente, o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal Gerhard Ludwig Müller, sugeriu que o Papa poderia consultar a sua congregação para resolver a ambiguidade. Quanto ao silêncio do Sumo Pontífice, que até agora não respondeu aos Cardeais, Spaemann escreveu: "A negativa do Papa em responder ao chamado dos quatro Cardeais me enche de grande preocupação, já que, de alguma maneira, o Magistério supremo neste caso está sendo degradado. O Papa tem, claramente, aversão a estas decisões, que requerem um 'sim' ou um 'não' direto".

Spaemann insistiu em que o caminho de Cristo carrega uma clara distinção entre verdadeiro e falso: o Senhor da Igreja sempre deu a seus discípulos a resposta clara a decisões deste tipo. À pregunta específica sobre o adultério, Ele sacudiu os Apóstolos com a simplicidade e clareza do seu Ensinamento"2.


John Finnis (PhD por Oxford)

O brilhante professor Spaemann não está só. Longe disso. Outros titãs do pensamento teológico o acompanham. Os prestigiosos John Finnis e Germain Grisez3 também pediram formalmente, em carta aberta ao papa Francisco, que aclare e condene com objetividade as interpretações incorretas de Amoris Laetitia, que não são conforme o Magistério da Igreja; mais do que isso, pediram ao corpo dos bispos que se aderisse à sua petição.

Da carta enviada ao Papa, que igualmente não teve resposta, consta o trecho seguinte:

Quando um bispo atua in Persona Christi, cumprindo seu dever de ensinar em matérias de fé e moral mediante a identificação de proposições às quais exige que os fiéis prestem seu assentimento, cabe presumir que tenta expor verdades que pertencem a um único e idêntico conjunto de verdades: primariamente, aquelas confiadas por Jesus à sua Igreja, e, secundariamente, aquelas necessárias para preservar as verdades primárias como invioláveis e/ou para expô-las com fidelidade. Posto que as verdades deste tipo não podem substituir-se ou anular-se entre si, deve presumir-se que as expressões do Papa ou de outros bispos proferidas ao ensinar in Persona Christi são coerentes entre si quando se as interpreta cuidadosamente. Em consequência, é um abuso de uma expressão magisterial de tal tipo pretender apoiar-se nela sem haver procurado interpretá-la antes desta maneira.4


Dom Athanasius Schneider

Não poderíamos deixar de acrescentar a este cenário a recente e impactante declaração de Dom Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Astana, Cazaquistão, na Fundação Lepanto, que afirmou existir na Igreja de hoje “uma estranha forma de cisma, na qual muitos eclesiásticos guardam uma unidade formal com o Papa, por vezes, para o bem de suas próprias carreiras e por uma espécie de papolatria”, mas que, “ao mesmo tempo, romperam os laços com Cristo, a Verdade, e com Cristo, a verdadeira Cabeça da Igreja”. Fizeram-no ao negar a verdade do Matrimônio e ao aderir “a um evangelho da liberdade sexual”, que rompe com o Sexto Mandamento (assista à entrevista na íntegra – em francês). Pesado? Muito. Corajoso? Muitíssimo. Um gesto de admirável fidelidade ou de rebeldia?

Ao cabo, possivelmente a entrevista concedida pelo Cardeal Raymond Burke à EWTN sobre o mesmo assunto parece ser, até agora, o material que melhor explica, ao menos de modo condensado e realmente claro, a raiz de tão graves dificuldades. Aos 16 min., o entrevistador pergunta sobre um possível cisma na Igreja. Com ela, abaixo, encerramos esta triste postagem.




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1. LifeSiteNews, 'Pope’s exhortation is a ‘breach’ with Catholic Tradition: leading German philosopher', by Claire Chretien, disp. em:
https://www.lifesitenews.com/news/popes-exhortation-is-a-breach-with-catholic-tradition-leading-german-philos
Acesso 16/1/017.

2. Sensus Fidei/La Nuova Bussola/InfoCatólica, disp. em:
http://www.sensusfidei.com.br/2016/12/02/o-cardeal-sarah-manifesta-sua-preocupacao-pela-grande-confusao-que-reina-no-catolicismo/#.WH4wbPArKCg
Acesso 16/1/017

3. John Finnis é Professor Emérito de Direito e Filosofia Jurídica, universidade de Oxford; Membro da Academia Britânica (seções de Direito e Filosofia); Catedrático Biolchini Family, universidade de Notre Dame, Indiana; Membro da Comissão Teológica Internacional da Santa Sé 1986–91. Germain Grisez é Professor Emérito de Ética Cristã, universidade Mount St. Mary; Professor de Filosofia, universidade de Georgetown 1957–72 y; Campion College, universidade de Regina 1972–79; Professor Emérito de Ética Cristã Most Rev. Harry J. Flynn; Universidadee Mount St. Mary 1979–2009.

4. InfoVaticana, disp. em:
http://infovaticana.com/2016/12/10/3146196/
Acesso 16/7/017
www.ofielcatolico.com.br

20 comentários:

  1. Respondendo à indagação proposta pelo post: "Um gesto de admirável fidelidade ou de rebeldia?" Os dois. Fidelidade à doutrina CATÓLICA (isto é, que professa que a Igreja é a mesma em todos os lugares, Universal) e APOSTÓLICA (a qual declara que ela é a mesma em todas as épocas, por confessar e preservar a mesma Fé dos apóstolos) e, em suma, a Nosso Senhor, cujos ensinamentos sobre o Sagrado Matrimônio foram claros, sem respeito humano, e dados de forma enfática e objetiva, e muita rebeldia, sim, contra decisões tomadas por parte da hierarquia que por sua vez são rebeldes em relação a Cristo.
    Muita rebeldia contra quem quer que queira adorar o papa, em vez de rezar por ele, e contra quem quer que tenha intimidade/ligação com Leonardo Boff, George Soros, et caterva, admitida(s) por essas próprias figuras, salva a fidelidade no reconhecimento do Sumo Pontífice como sucessor de S.Pedro que é, e na ortodoxia e fidelidade ao Senhor.
    Que Nossa Senhora de Fátima, que nos alertou tanto sobre o comunismo (o qual não tem nada a ser comparado com o catolicismo) e cujo centenário das aparições celebramos em 13 de maio próximo (data, esta sim, para se comemorar, diferente da maldita Revolução Protestante) interceda por nós!

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  2. Os cardeais que estão contra certas interpretações do papa Francisco e alguns cardeais dentro do Vaticano têm toda razão, pois não se pode separar a práxis da letra, pois os 2 caminham juntos, sem separação.
    Quando nosso Divino Mestre Jesus promulgou seus preceitos, sempre foi muito claro, sim ou não, nunca abrindo exceções para esse ou aquele caso particular, como querem dentro do Vaticano.
    Já o papa Francisco preferiria mais atuação na pastoral que a letra e deixando tais decisões por conta de bispos e padres, o que poderia gera muita confusão a mais do que está acontecendo, pois alguns desses, muito mais entre os padres, seriam relaxados ou até desses enfiados em partidos de esquerda.

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  3. OI! Sou ainda jovem e tenteo ser um bom católico, por isso eu amo o papa pq é o nosso pai, mas realmente eu sou um que fica confuso com essas coisas. Não entendo muitas atitudes dele. Pra falar a verdade eu fico triste. Acho que ele está sempre só preocupado com o ecumenismo, a ecologia, os problemas sociais .. . Mas ele não se preocupa com esse povo todo milhões de pessoas! que ficam confusas como eu fico. Acho que esse pai está precisando de ser um pouco mais rígido. Tem hora do amor e tem hora de ser firme só que ele é só paz e amor. Tb não entendo como os cardeais escolhidos pelo Bento 16 votaram nesse papa.
    ISVS

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  4. Que bom Henrique Sebastião, ter decidido falar sobre este assunto. Um Católico verdadeiro, não deixaria nunca de avisar seus irmãos sobre uma possível ruptura doutrinal, gerando inclusive o início de um cisma, mesmo que tivesse procedência de nosso Pontífice. Está no caminho certo Henrique Sebastião. Seja bem vindo aos cristãos remanescentes na luta contra o “politicamente correto”, o mundano, para engrossar as fileiras do verdadeiro povo de Deus.

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  5. Muito triste o que acontece neste pontificado; esse espírito de confusão jamais procederia do Espírito Santo.
    Parabéns pelo seu proceder, senhor Henrique; os católicos têm o direito de entender o que se passa hoje na Igreja. Quem dera que outros blogs que se dizem católicos fizessem como você fez e expusessem a verdade. Mas muitos preferem continuar no politicamente
    correto. Talvez seja mais conveniente pra eles.

    Ana Maria.

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  6. Triste pela situação de confusão em que vivemos, mas feliz por saber que ainda existem cardeais que AMAM E DEFENDEM A VERDADE.

    Só me respondam uma coisa:

    De que adiantará para a nossa salvação o amor ao próximo, sem o amor a verdade? (que é o Nosso Senhor Jesus Cristo). Se amamos o próximo, mas não guardamos a Doutrina de Cristo, Seus Ensinamentos... estaremos no erro... (na verdade, estamos mundanizados e impregnados com o respeito humano, com o politicamente correto, triste realidade de querer a estima humana, totalmente diferente do Juízo de Deus).

    "Se alguém me ama, guardará a minha palavra"

    (A Verdade está nos Santos Evangelhos e no verdadeiro Magistério da Santa Igreja Católica)

    "Permanecei na Verdade..."

    Quanto ao Santo Padre, rezemos por ele e por toda Igreja, que a nossa situação tá feia...

    Fim dos tempos!

    E o combate espiritual está acontecendo AGORA!

    Até quando cruzaremos os braços, fingindo que está tudo certo?

    QUEM REZA E AMA A VERDADE, ESTÁ SOFRENDO TERRÍVEIS COMBATES...

    Salve Maria Imaculada!

    A Paz de Cristo!

    André

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  7. Em nenhum momento escutei alguém falar de misericordia, existem católicos praticantes que o padre da paróquia conhece sabe de suas práticas cristãs dentro da paróquia, mas que tiveram que separar-se de seu primeiro conjugue por ter sofrido ataques físicos. Será que Jesus condenaria essa pessoa por ter procurado a felicidade com outra pessoa e estar vivendo anos de casamento civil e ter formado filhos dentro da Igreja Católica? Existem exeções de cristãos que não podem ser condenados em vida e separados da Eucaristia por situações que não foram culpados. A Igreja deve procurar uma solução e é isso que o Papa está fazendo, procurando uma solução moral e MISERICORDIOSA para o seu povo. Será que nós não estamos proibindo católicos merecedores de estar na presença de Jesus? Não creio que certos irmãos não mereçam estar na presença de Deus na Eucaristia, enquanto existem milhares de pecadores graves recebendo a Eucaristia e a Igreja não os proíbe mesmo sabendo que são pecadores (como muitos políticos que indiretamente matam doentes em hospitais, porque roubaram o erário publico) e recebem a Eucaristia em solenidades. Pensemos nisso.

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    1. Meu irmão Marcos Augusto, se uma pessoa foi casada validamente na Santa Igreja e sofreu agressões, sendo obrigada a se separar, a verdadeira felicidade não deixará de existir, já que a felicidade NÃO SE ENCONTRA EM NENHUMA PESSOA ESPECIFICAMENTE, SOMENTE EM CRISTO JESUS.

      Como essa pessoa fará?

      Pedir a Deus e a Nossa Senhora a Graça de Viver a CASTIDADE em todos os sentidos, não se unindo irregularmente com ninguém (pois é casada perante Deus)... isso no caso de Matrimônio válido! e poderá receber a Sagrada Eucaristia normalmente, bastando estar em Estado de Graça (sem nenhum pecado grave).

      Essa Doutrina não é minha nem apenas da Igreja, mas de Cristo Jesus!

      Aliás, tenho uma amiga que vive essa situação, foi casada, teve que se "separar" por motivos semelhantes, e há muito vive a castidade, sozinha, e recebe a Sagrada Comunhão, escondida aos olhos do mundo, pobre, humilde, mas feliz unida ao Nosso Senhor Jesus Cristo! Aí depende do conceito de felicidade de cada um... o dela foi "abraçar" a VERDADE, CRISTO!

      Não há falta de misericórdia nenhuma nessa proibição da Santa Igreja.

      Mas detalhe: nós cristãos que defendemos esse ensinamento, também defendemos que não se pode receber a SAGRADA EUCARISTIA EM NENHUMA ESPÉCIE DE PECADO GRAVE, SEJA QUAL FOR, NÃO EXISTE ACEPÇÃO ENTRE OS PECADOS nessa situação, SE É GRAVE, NÃO PODE! Para isso, temos o Sacramento da Confissão.


      Esses cardeais discutem isso pois é um caso aberto de pecado grave, mas todos nós cristãos devemos saber, ou pelo menos procurar aprender, que isso vale pra todo e qualquer pecado grave, para não nos tornarmos hipócritas!

      Cabe aos pastores... Padres, Bispos... apascentarem e instruírem o rebanho que lhes foi confiado!

      Salve Maria Imaculada!

      A Paz de Cristo!

      André

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    2. Mas que engodo! Casais de segunda união não estão a ser condenados ao fogo do inferno quando não se permite acesso a alguns sacramentos. Nessa vida temos que fazer escolhas e elas estão diretamente ligadas ao caminho do Senhor. Se Jesus restaurou o sentido da união homem e mulher como era a ideia original, entre o Cristo e a vida do segundo matrimônio, decidir pelo outro caminho [o de "recasar"] foi escolha dos tais e não da Igreja, que guarda os Mandamentos de Cristo. A igreja tem o Magistério para instruir tais casais, mas de forma alguma devemos perder a apostolicidade dos ensinamentos [e violar os Sacramentos] por causa do pensamento modernista de muitos que se infiltraram no clero.

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    3. Caro irmão André, tudo que falastes eu sei, mas gostaria que alguém me desse uma solução para aqueles católicos que hoje estão em segunda união e que não podem abandonar seu segundo esposo (muitas vezes esse pecado gerou filhos) para viver a castidade. Não será uma condenação cruel imposta pela rigidez da lei? Será que Jesus ao ver a situação desse casal não os chamaria para sí? O que quero dizer com tudo isso é que paremos todos e vejamos o que se pode fazer por esses casais, pois muitas vezes os cursos de noivos (quando os há) não dão enfase a importância de casar-se na Igreja Católica casam as pessoas e não as preparam efetivamente, em parte nós como Igreja, também temos nossa parte de culpa. Se orientássemos esses casais com mais seriedade, talvez muitos desistiriam de casar e repensariam suas relações. Tenho medo que as vezes estejamos usando a rigidez das leis e não estejamos entendendo as palavras de Jesus e nos comportando como os fariseus colocando a lei acima da misericórdia de Deus que é o único que tem a última palavra na hora do justo julgamento. Esse é o meu medo. Rezo para que Papa Francisco consiga acalmar todos os corações e dê uma resposta provocada pelo Espírito Santo de Deus. Fique com Deus meu Irmão. Que nossa Igreja Amada permaneça sempre unida.

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    4. Marcos, se alguém foi regido sobre este assunto este alguém foi o próprio CRISTO que estabeleceu que o casamento seria indissolúvel, e que se um homem se divorciasse de sua esposa e contraísse um segundo casamento cometeria adultério, e quem casasse com a mulher repudiada também estaria cometendo adultério, portanto, JESU ter sido mais claro que isto é impossível.

      Se é é para dizer que estamos sendo rígidos com a lei, então comecemos com JESUS, que foi quem deu este ensinamento sobre o matrimônio e do divórcio, e também todos os demais papas, santos e doutores da Igreja que sempre defenderam a mesma coisa, somente de um tempo para cá, com esta enfase na misericórdia, sem lembrar que antes devemos nos converter, é que parece que alguns querem abrir as portas de qualquer jeito para que todos se aproximem da comunhão sem antes se arrependerem de seus pecados e de se confessarem, isto não é agir com misericórdia, isto é agir com frouxidão.

      Casais que vivem em uma segunda união, com filhos, e querem se aproximar da mesa eucarística, o Papa São João Paulo II, já havia dado uma solução, dolorosa, mas bem aos espírito do evangelho em que JESUS nos diz que devemos atravessar a porta estreita, pois larga e espaçosa é a porta que levarão a muitos a perdição, e a solução era de um casal que assim vive, que se abstenha-se das relações sexuais, e passassem a viverem não mais como marido e mulher, mas como irmãos.

      É uma solução dolorosa, ainda mais quando se tratam de casais jovens, que tenha uma intensa vida sexual?, é, mas não se vê outra saída, pois deixar tudo na confianças de uma suposta atenuante que anule qualquer culpabilidade de um casal que vive em uma segunda união e que mantém ativamente relações sexuais e vivendo assim, podem se aproximar da mesa eucarística, esta para mim não seria a melhor solução, elas mais me lembra porta espaçosa do que a porta estreita ensinada por JESUS nos evangelhos.

      Isto tudo não é para julgar a casais que vivem em uma união irregular perante a Igreja, que eles estejam todos no inferno, longe disto, mas isto tudo tem haver com prudência, se eles já vivem em uma união irregular, fazer que eles se aproximem da mesa eucarística mesmo persistindo tal união, não só vai adiantar nada como agravará ainda mais a situação deles, portanto, novamente devemos ecar a prudência, será melhor então que eles se quiserem viver neste estado de concubinato, então que não se aproximem da mesa eucarística até que se resolva isto tudo.

      Se não resolverem até o final da vida, devemos crer que DEUS que é o justo juiz irá julgar com imparcialidade a vida deste casal, e saberá se na vida deles houve agravantes e atenuantes que possam anular qualquer culpabilidade de pecado com relação a vida que levaram e assim eles serem recebidos nos céus, portanto, esta história de atenuantes e agravantes que anulam qualquer culpabilidade de um casal que vive em uma segunda união, só funcionará no dia do juízo final, mas não nesta vida, pois para esta vida, há os preceitos que DEUS deixou, aquilo que JESUS ensinou e que a Igreja sempre guardou, e é isto que devemos seguir e obedecer, pois ao final das contas, DEUS se alegrará mais com a obediência ao que a Igreja sempre ensinou (Lucas 10, 16), do que seguirmos aquilo que hajamos correto, ou a qualquer frouxidão nos ensinamentos da Igreja, revestido de alguma caridade, mas no final, só levará as pessoas ainda mais a praticar o erro: "Há caminho que parece reto ao homem; seu fim, porém, é o caminho da morte." (Prov. 14, 12)

      Sidnei.

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    5. Caro irmão Marcos, não precisa eu me alongar pois o irmão Sidnei já respondeu com excelência, utilizando as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo.

      Perceba que também nesses casos (pecados de uniões irregulares com filhos) existe a MISERICÓRDIA, bastando o sincero arrependimento e a CONFISSÃO, juntamente com o propósito de não mais pecar, bastando essas pessoas viverem a castidade, como irmãos, como todos nós devemos viver se não formos validamente casados perante a Igreja e Cristo.

      Percebe que não falta Misericórdia?

      Mas a realidade é essa mesmo e temos que seguir, a porta é estreita, e larga é a porta da perdição. Aqui é sofrimento e luta meu irmão, vida fácil, de prazeres e de "pecados obstinados" é para os mundanos, para o Cristão são só dificuldades, provas, cruzes, tribulações... não existe Cristianismo fácil, tudo com facilidade não passa de ilusão!

      Alguns santos da Igreja afirmavam que essa vida terrena é uma constante luta contra os pecados, tentações, é um combate espiritual sem tréguas!

      Deus nos dá todos os meios necessários para esse combate: os Sacramentos, a vida da Graça, mas quer de nós a luta, a busca pela santidade, o horror a qualquer tipo de pecado, a perseverança final,...etc. Para que no final, após duras batalhas, possamos passar pela porta estreita da salvação, e ainda assim, contando com a Misericórdia do Senhor, pois ninguém merece a salvação, e não há santo nessa terra que a mereça por seus próprios méritos, tudo é BONDADE E MISERICÓRDIA DE DEUS.

      Salve Maria Imaculada!

      A Paz de Cristo!

      André!

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    6. Antes de mais nada, gostaria de recomendar a todos a leitura de um post no qual consta o apelo de três bispos para que a Tradição de dois mil anos da Igreja seja mantida e os mandamentos de Nosso Senhor sejam CUMPRIDOS, E NÃO ALTERADOS: http://revculturalfamilia.blogspot.com.br/2017/01/bispos-apelam-oracao-para-que-o-papa.html. Até porque, se o adultério (não estou falando de divórcio, e sim de adultério) não deve ser mais considerado pecado, nem que seja em caso de segunda união, então o ensinamento de 2000 anos da Igreja, que de graça recebemos, de Cristo e seus apóstolo não demonstrava Misericórdia? Então vocês, mundanos, estavam certos, e nós apostólicos (utilizando uma felicíssima nomenclatura do padre Paulo Ricardo) estávamos errados esse tempo todo? O próprio Deus estava errado? "Muitos de seus discípulos, ouvindo-o, disseram: É dura esta palavra, quem poderá ouvi-la?" "Desde então, muitos dos seus discípulos se retiraram e já não andavam com ele. Então Jesus perguntou aos doze: quereis vós também retirar-vos?" (João 6,60-61, 66-67). Repetindo uma frase que creio resumir bem esse assunto de autoria do nosso irmão Petrivalianici, retirada de um post que estava pesquisando sobre esse assunto, sobre a mensagem final do papa no Sínodo sobre a Família: " É o mundo que tem que se converter a Cristo, não o contrário!" Eis a Misericórdia do Pai para conosco: Nos chamar para a CONVERSÃO, quando estamos no erro! Nos castigar inclusive, sim, também, para nos livrar do fogo do inferno, ainda que estejamos intoxicados com o maldito respeito humano e politicamento correto! Nos chamar para a castidade, ainda que estejamos envoltos na lama da Revolução Sexual, e nisso se inclui: Que os jovens esperem até o Sagrado Matrimônio para ter relações sexuais, e caso contrário, se arrependam e confessem; Que os viciados na pornografia se curem deste mal e descubram a beleza de uma verdadeira sexualidade sadia, e não sejam liberados para pecar em nome de uma "tolerância" e "misericórdia" mundanas; Que o marido não traia sua esposa com o olhar desviado para a outra, pois segundo o próprio Senhor já está cometendo adultério; e que os que tiveram a DOR de se divorciar permaneçam na castidade, não procurando mais outras relações, a fim de poderem comungar do Corpo e Sangue de Cristo e passarem pela porta estreitíssima da salvação! Eis a verdadeira Misericórdia, aludida por André em seu comentário, tida e querida pelo Altíssimo. Continua...

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    7. Continuação:
      Em complemento a esse fato, nada melhor que um texto do artigo do qual falei recentemente: "Acreditar na indissolubilidade do matrimônio e contradizê-la com os próprios atos, considerando-se, ao mesmo tempo, livre de pecado grave, de modo a tranquilizar a própria consciência apenas pela fé na misericórdia Divina, é um auto-engano, contra o qual avisou Tertuliano, uma testemunha da fé e da prática da Igreja nos primeiros séculos:

      “Alguns dizem que para Deus é suficiente que se aceite a Sua vontade com o coração e com a alma, mesmo que as ações não correspondam: pensam, deste modo, poder pecar mantendo íntegro o princípio da fé e do temor a Deus: isto é exatamente como se alguém pretendesse manter um princípio de castidade, violando e corrompendo a santidade e a integridade do vínculo matrimonial” (Tertuliano, De paenitentia 5, 10)."
      Maviael JR, agora me dirigindo a você, "Casais de segunda união não estão a ser condenados ao fogo do inferno quando não se permite acesso a alguns sacramentos." Ah, não? Então por que não podem comungar? Ora, o que impede um fiel a ter acesso à Sagrada Eucaristia não são justamente os pecados graves? E não são justamente os pecados graves que levam ao inferno? É nisso que dá o maldito respeito humano e a frouxidão doutrinária que vivenciamos, além da corrupção linguística e de significados ( que tristemente aconteceu com palavras como 'conservador', 'radical', 'homofobia', etc, pela novilíngua esquerdista): fala-se muito em "situações irregulares" como se fosse algo brando, sem muitas consequências para a nossa salvação, quando na verdade tais situações estão 'fora da regra' porque constituem pecado grave, de adultério! Caso contrário, não haveria impedimento algum para essas pessoas comungarem. E sim, elas não estão condenadas ao fogo do inferno AINDA justamente por causa da Divina Misericórdia: porque ainda podem se arrepender, tais quais a mulher adúltera, não pecarem mais e viverem em castidade. Não estão condenados porque ainda não morreram, não porque o que fazem não leva ao inferno. É isso o que precisa ser dito nas missas, nas homilias, nos discursos dos papas e de TODOS os cardeais, pois em tese todos são católicos e apostólicos, e guardiões da verdade deixada pelo Senhor, mas infelizmente parece que alguns apostataram, e tenho certeza que não foram os autores das 'Dubia'.
      Meus irmãos, ouçamos o que nos pede nosso querido Deus e Sua santíssima Mãe, enquanto Ele fala com a Sua Misericórdia, antes que venha com a Justiça. O milagre de São Januário já não se realizou ano passado, e há mais tremores e terremotos na Itália, onde se localiza o Vaticano, não tenho dúvidas de que são Sinais do Céu. Oremos e vigiemos!

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  8. Parabéns pela atitude, caro amigo e irmão em NSJC Henrique Sebastião. Quem dera foste esta tempestade apenas uma tempestade de verão.

    Já se passaram mais de dois meses do dia que tomei conhecimento acerca das Dubias e infelizmente nada foi respondido. O que percebo - infelizmente - são manobras 'políticas' do Papa a fim de buscar o silêncio dos Cardeais que questionam suas atitudes.

    Rezemos pela perseverança destes Cardeais e de todos os Bispos e Sacerdotes que lutam com todas as suas forças pela manutenção da Sã Doutrina, nem que para isso tenham que diariamente nadar contra a correnteza proporcionada por estas tempestades que inundam Roma e as demais Dioceses do mundo.

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  9. Só pra finalizar, olha a preocupação de uma santa nesses casos de UNIÕES IRREGULARES:

    http://www.filhosdapaixao.org.br/missao/confraternizacoes/goias/001_confrat_14_10_2012/biog_laura.htm

    São esses santos exemplos que devemos olhar, nunca nos desviando da Verdadeira e Sã Doutrina de Cristo!

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  10. "10.Aos casados mando (não eu, mas o Senhor) que a mulher não se separe do marido.11.E, se ela estiver separada, que fique sem se casar, ou que se reconcilie com seu marido. Igualmente, o marido não repudie sua mulher." (1º Cor. 7, 10-11)

    Pelo comentário acima, devemos fazer duas distinções:

    1º) Uma mulher que apanha do marido, e até é ameaçada de morte, se quiser separar do marido, ela poderá e também poderá continuar a receber a comunhão normalmente, pois elas estando separada do marido, sem contrair um novo casamento, não estará em estado de adultério, e portanto livre de qualquer pecado, poderá se aproximar da mesa da eucaristia sem qualquer peso na consciência.

    2º) Porém seguindo o exemplo acima, se ela se separar do marido violento, e vier a casar novamente, persistindo a primeira união, esta mulher estará em uma união irregular, e infelizmente, enquanto não se resolver o problema desta união irregular, por prudência, ela não pode se aproximar da mesa da eucaristia.

    A recomendação de São Paulo acima (1º Cor. 7, 10-11), é clara o bastante para responder a esta indagação, será que São Paulo não era misericordioso?, ela não tinha compaixão com as pessoas?. Não, não se trata de misericórdia ou compaixão, de fato, uma mulher que decide se separar de um marido violento, ninguém pode a julgar por esta decisão, porém, devemos por caridade informar a esta mulher, que se ela decidir se casar novamente, persistindo a primeira união, ela não terá como se aproximar da mesa da eucaristia até que se resolva este problema, isto tudo tem haver com prudência.

    Porém o que vemos no Amoris Laetitia, na parte que se fala dos casais em segunda união e a aproximação destes casais da mesa da eucaristia, parece soar como um afrouxamento em tudo que a Igreja ensinou até hoje sobre este tema. Talvez na ânsia de querer liberar a comunhão aos casais que estão neste estado, o Papa quis fazer um contraponto entre as atenuantes a agravantes que há nos pecados, e assim dizer que certos casais em segunda união não estão em estado de pecado grave, pois há atenuantes suficiente que anulam qualquer culpabilidade de casais que vivem em um segunda união irregular. Porém, o que parece uma suposta solução, para mim, só aumenta o problema, pois se ao verificar qualquer culpabilidade de um casal que vive em um segunda união, porém, há de se averiguar, que mesmo que não haja qualquer culpabilidade de um casal que vive em uma segunda união, porém, mesmo assim eles continuarão em uma união irregular, pois estão vivendo sem as bênçãos do Sacramento do Matrimônio, sendo assim, eles podem até não estar cometendo o pecado de adultério, mas estarão cometendo o de fornicação, e assim se abrirá um procedente muito perigoso, pois sendo assim, casais que vivem somente amasiados ou casais de namorados que mantém relações sexuais antes do casamento, também dirão que estarão aptos a receber a eucaristia, sem as benção do Sacramento do Matrimônio, pois dirão que há atenuantes em suas relações que anulem qualquer culpabilidade diante do que fazem.

    Portanto, as coisas não são tão simples como parece, e qualquer coisa que diga ser uma solução fácil, irá gerar mais confusão do que já está gerando, e ao invés de facilitar a vida dos casais em segunda união só irá piora ainda mais a situação deles perante a DEUS e a Igreja.

    Sidnei

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  11. Concordo com os Cardeais, nosso querido Papa deve focar na Verdade revelada por Cristo!

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  12. O senhor fez bem em abordar o assunto em um post aqui no "Fiel Católico". A situação da Igreja está periclitante e, sem querer faltar com o respeito devido ao nosso pai espiritual o Papa Francisco, seu pontificado está sendo desastroso. Só um cego não vê isso, ou quem está dormindo no ponto. Não respeitar os quatro cardeais que lhe propuseram os dubia, negando-se a responder não só a eles, como a todos os fiéis, claramente, de forma direta, é prolongar a confusão e obstruir o trabalho pastoral dos sacerdotes nas paróquias. Rezo todo santo dia pelo Papa Francisco, porque ele não tem sido um bom Vigário de Cristo na Terra. O pontificado dele se preocupa muito em fazer boa figura junto aos inimigos da Igreja, seja os muçulmanos, seja os protestantes, seja os esquerdistas, e assim por diante. Pode reparar que todos aqueles que não gostam da Igreja nutrem um bom conceito do Papa Francisco, não porque ele seja exemplarmente católico e, sim, porque ele passa por cima do Magistério, da Doutrina e da Disciplina católica, empurrando no mundo moderno a Santa Igreja para o precipício. Já entre os católicos que amam a Jesus Cristo, que procuram ser fiéis à Sua Igreja, para estes, dentre os quais me incluo, o Papa Francisco é motivo de confusão, preocupação e até perplexidade. O que ele faz pode atirar os católicos na tibieza e na apostasia, a influência dele leva a isso! Graças a Deus me volto mais ao Magistério de Sempre, aos Papas exemplares e santos do passado, e me volto à Francisco só quando é inevitável. Quero permanecer católico e morrer católico, haja o que houver, sofra o que sofrer, sempre amando a Nosso Senhor, à sua Igreja e sempre agradecendo, faça chuva (ou melhor dizendo, tempestade rs) ou faça sol. Ainda que se evoque a preocupação do Papa quanto à Misericórdia, que é apanágio de todo verdadeiro cristão, não se é misericordioso sem estar ligado à Verdade e à Justiça. Os três tem de estar juntos, é difícil, inclusive para explicar, nos alongamos, mas é assim; do contrário, nessa onda atual de sorrir, sorrir, sorrir e ser misericordioso, caímos inevitavelmente no politicamente correto. Ser cristão é muito mais do que isso, requer uma adesão muito mais profunda. Essa de sorrir, sorrir, sorrir e ser misericordioso sem ferir ninguém é coisa de quem busca prestígio social, aceitação a qualquer custo, ser bonitinho e legalzinho no conceito dos outros, e não ser cristão, e muito menos, ser católico! Ser católico é comprar briga, sim! Que o diga o magistral São Sebastião, que comemoramos ontem... ele podia ter sobrevivido depois de flechado e atirado no rio, mudando-se de país e vivendo uma vida retirada em algum eremitério, sob nome falso, se resguardando até o fim de seus dias, afinal, ele já havia passado por um doloroso martírio e sobrevivido, pela graça de Deus. Já havia se provado corajoso e fiel à Deus. Porém, não contente com isso, depois de restabelecido, voltou à presença do imperador Diocleciano, outrora seu amigo, e então seu declarado inimigo, e esfregou na cara dele seus abusos, injustiças e impiedade!! O testemunho de São Sebastião é muito escandaloso para os dias de hoje... só que o excesso de comedimento e de "panos quentes" que se vive hoje no meio católico está atirando o mundo em escândalos cada vez mais inaceitáveis, na direção oposta. O seu apostolado no Fiel Católico realmente prima pela qualidade e pela clareza de propósito, não se sinta inapropriado por ter abordado a rixa entre os quatro cardeais e o Papa Francisco. O senhor está apenas cumprindo com seu dever e com reta consciência. Continue!

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  13. Gostei do post e da entrevista, por isso peçamos a Jesus que ilumine a sua igreja

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