A pastoralidade da Missa de sempre, dita 'Tridentina'

PARA NÓS É difícil encontrar outro adjetivo que não seja "imperdível" para esta palestra do Revmo. Sacerdote o Padre Ivan Chudzik, do Instituto do Bom Pastor em Belém do Pará. Que lindos frutos tem nos dado esta sociedade de vida apostólica de direito pontifício, com seus membros exercendo seu sacerdócio e sua consagração a Deus dentro da Tradição da Igreja de Cristo. Seus os guarde e fortaleça sempre mais, para o bem de todos. Mais uma vez: imperdível.


7 comentários:

  1. A paz de Jesus Cristo. A Missa Tridentina é maravilhosa, assim como o rito Bizantino da Igreja Greco-Católica Melquita, ligada ao Vaticano, onde tive o prazer de participar de uma Santa Missa de duas horas no bairro do Paraíso, em São Paulo. A Missa do Rito Romano, solidificada no Concílio Vaticano II, é também maravilhosa e cheia da Presença de Nosso Senhor Jesus Cristo, através da Sagrada Eucaristia. Não vejo nenhum problema no convívio dos vários Ritos, particularmente do Tridentino e Romano. São formas maravilhosas, cheias do Espírito Santo, de estar com Nosso Senhor Jesus Cristo. Sou contra a esquerdista Teologia da Libertação, das CEB's, católicos "modernistas", etc., mas vejo a Missa no Rito Romano, desde que celebrada sem exageros, dentro do que foi firmado no Concílio Vaticano II, muito valiosa e que possibilitou que católicos sem conhecimento de Latim, com pouca instrução, pudesse finalmente entender a Missa em sua língua, na sua forma pastoral, já que Litúrgica, espiritual, a língua não atrapalha em nada, pois está ali, presente, Jesus Cristo, através do Seu Corpo e Sangue. O avanço protestante já vinha de forma agressiva, bem antes do Concílio Vaticano II. Aqui no Brasil, basta fazer uma rápida pesquisa, várias denominações protestantes tradicionais e pentecostais que cresciam junto ao povo, com a sua forma coloquial de pregar. Sem contar os grupos denominados "espiritualistas" e religiões orientais asiáticas. Claro, não havia as protestantes neopentecostais, surgidas depois, com o atrativo falso e herético de negociar poder e riquezas com o Pai, mas isto é assunto para outro texto. Penso que o Concílio Vaticano II impediu que muitos católicos fossem cooptados pelas várias denominações protestantes que se espalhavam rapidamente pelo mundo católico desde o século XIX. Logo, repito o que escrevi no início: Ritos Tridentino e Romano são cheios de Fé e presença de Nosso Senhor Jesus Cristo. Gosto e aprecio os dois. O maior problema são os esquerdismos, relativismos, pessoas que desconhecem a fé católica e se dizem católicos, defendendo agendas heréticas, relativistas dos esquerdistas, um ultraje, só que isto nada tem a ver com a forma da Missa, nem com o Concílio Vaticano II, o mal teria agido de qualquer maneira para tentar destruir a nossa Santa Igreja, algo que nunca acontecerá, já que Jesus Cristo nos garantiu que a Sua Igreja prevalecerá sobre o mal. Que Nossa Senhora nos guie, interceda por nós junto ao Pai e ao Filho e que Jesus nos oriente e nos fortaleça na fé. Maravilhosa Santa Missa de Domingo! Salve Maria! Paz e Bem.

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  2. Algumas dúvidas no vosso texto caríssimo irmão Católico:
    - “A Missa do Rito Romano, solidificada no Concílio Vaticano II”. “Solidificada”? Poderia nos explicar melhor?
    - “Não vejo nenhum problema no convívio dos vários Ritos, particularmente do Tridentino e Romano”. Como assim, Rito Tridentino e Romano? Não é o mesmo Rito de forma diferente?
    Desde já agradeço pelas respostas esclarecedoras.
    André

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  3. A paz de Jesus Cristo, caro irmão, André. Realmente, ao escrever um texto um tanto longo, já ao cair da madrugada, me expressei mal. Deveria ter escrito: único Rito com duas formas, Tridentina e Romana. Ou seja: não existe "dois Ritos", é sim, único Rito com duas formas. Confirmo que aprecio as duas formas pelo que expus no meu texto anterior.

    "Solidificada", foi uma expressão que usei equivocadamente tb. Deveria ter usado "Revisada". Deixo textos que o caro irmão já conhece, com o intuito de confirmar único Rito. "São Justino Mártir, em sua primeira Apologia,[4] descreve a Eucaristia como celebrada em Roma por volta do ano 150 d.C.

    Mesmo com a liberdade litúrgica que o bispo tinha nos primeiros tempos, já aparecem, então, duas partes fixas: Pregação (Liturgia da Palavra) e Adoração (Liturgia Eucarística).

    A estrutura da missa em Roma, segundo a descrição dada por São Justino é:

    Pregação
    Leituras—alternam-se, a partir do século IV, com a hinodia: Gradual, Aleluia etc. (na Missa Tridentina, as leituras foram reduzidas a uma epístola e o Evangelho, exceto para determinadas missas, especialmente em tempos de penitência como a quarta-feira de Cinzas).
    Homilia—seguindo as leituras, o celebrante faz um sermão.
    Preces—segue-se com a oração para toda a Igreja, também chamado de "oração dos fiéis". É por isso que um grande número de sermões de Santo Agostinho termina com a frase: "Agora, voltando-se para o Senhor, rezemos…"
    Adoração
    Ofertório—oferecem-se os dons que serão consagrados, pão e vinho.
    Consagração
    Comunhão

    Esta organização extremamente simples foi-nos conservada na celebração litúrgica da Sexta-feira Santa". ( fonte: Wikipédia).

    O que ocorreu na nova forma foi o acréscimo de mais leituras das Sagradas Escrituras,Prece dos fieis, o que acho positivo. Salientando a importância de se receber a Sagrada Eucaristia diretamente na boca e não como muitos presbíteros fazem ( na minha opinião, por vontade própria e de forma incorreta...), permitindo que o fiel receba o Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo diretamente na mão. Na minha paróquia, como na maioria, tem que ficar com as mãos para trás ou junto ao peito para que o presbítero ou Ministro perceba que o fiel quer receber a Eucaristia na forma correta. É uma falha que não está relacionada com a implantação da forma Romana. Penso que se o celebrante não se posiciona, o fiel deveria fazê-lo, mas os fieis hoje em dia estão mais preocupados em olhar a tela dos smartphones...Grato pela correção e tenha excelente quarta-feira! Salve Maria! Paz e Bem.

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  4. A paz de Cristo, irmão André. Completando, um texto do site, Veritatis Splendor: Leitor quer saber diferenças entre o rito novo e o tridentino
    12 anos ago
    0 comentários
    by Veritatis Splendor

    Tem se falado muito em “retorno da missa em latin”. Já sabemos, graças aos brilhantes esclarecimentos de vocês do VS, que esta afirmação está errada, uma vez que o que se quer realmente é a liberação do rito tridentino.

    Minha dúvida é:

    O quem tem de diferente entre o rito tridentino e o que utilizamos hoje?

    Desejando-lhes a paz, aguardo sua resposta

    Caríssimo sr. Anselmo, estimado em Cristo,

    Agradeço muito sua mensagem. Ela nos dá oportunidade para esclarecermos algumas coisas.

    Em primeiro lugar, o rito romano é um só. Há duas formas de celebrá-lo: a tradicional (ou tridentina, ou clássica, ou “de São Pio V”) e a reformada (ou nova, ou renovada, ou “de Paulo VI”). Claro que podemos chamar de rito tradicional e de rito novo, por extensão, mas, tecnicamente, ambos são formas de um mesmo rito, o romano.

    Aliás, esse rito romano admite um outro tipo particular, qual seja o chamado Uso Anglicano, oriundo da provisão pastoral dada pelo Papa às paróquias de ex-anglicanos que retornaram à comunhão com Roma nos Estados Unidos e na Inglaterra. É uma mescla do rito romano tradicional com elementos da liturgia celta, aproximando-se bastante da estrutura litúrgica anglicana. Além disso, existem variações particulares do rito romano para certos grupos: o uso cartusiano, o uso dominicano, o uso beneditino (com uma Liturgia das Horas estruturada de outra forma) e mesmo as pecualiaridades litúrgicas do Caminho Neocatecumenal, aprovadas ad experimentum pela Santa Sé.

    Dito isto, vejamos algumas diferenças entre o rito romano anterior à reforma de Paulo VI e o atualmente em vigor.

    O calendário litúrgico é distinto em ambas as formas, com mudanças de data na comemoração de alguns santos. Embora a estrutura siga o esquema da divisão em Próprio do Tempo e Próprio dos Santos, há pequenas modificações no modo de se fazer a combinação entre ambos. Mesmo no Próprio do Tempo, em que se mantém a divisão clássica dos tempos litúrgicos, há variações: o antigo “Tempo depois de Pentecostes” e o “Tempo depois da Epifania” são hoje o chamado “Tempo Comum”. Algumas festividades foram mudadas de seu dia também. Não só isso, mesmo a graduação das festas mudou, sendo hoje a divisão bem mais simples, o que é um ponto positivo da reforma litúrgica.

    O modo de se combinar certos rito com a Missa foi modificado igualmente. E também o Ofício Divino mudou: suprimiu-se a hora de Prima, e as Matinas passaram a se chamar Ofício das Leituras, podendo ser recitado a qualquer hora. A distribuição dos salmos no Saltério seguiu um esquema de quatro semanas, e vários textos do Ordinário foram mudados, em que pese a essência permanecer a mesma. Uma grande riqueza foi acrescentada no Próprio, notadamente no Ofício das Leituras, com farta citação patrística. Tanto é assim que, no rito antigo, era um só breviário e, no rito novo, agora são quatro volumes!

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  5. ...Já na Missa mesmo, algumas distinções:

    a) no rito antigo, a celebração começava com as orações ao pé do altar, logo após a procissão de entrada, seguindo-se o Confiteor, o Introitus, o Kyrie e o Gloria; já no rito novo, não há as orações ao pé do altar, havendo, após a procissão, o Introitus (se não foi cantado durante a procissão), o Confiteor, o Kyrie e o Gloria, mudando, então a ordem;
    b) o próprio Confiteor era dito de uma outra forma, um pouco mais longa, e sempre duas vezes, uma pelo sacerdote, outra pelo povo; hoje é só uma;
    c) após a absolvição que se seguia ao Confiteor, o sacerdote recitava uma outra fórmula, pela reforma suprimida, em que clamava o perdão e a indulgência dos pecados, durante a qual os fiéis se persignavam;
    d) havia um só modo de recitar o ato penitencial, qual seja o Confiteor, e hoje há três: o Confiteor, o “Tende misericórdia” e um Kyrie seguido de tropários;
    e) como o ato penitencial era sempre o Confiteor, o Kyrie sempre se dizia, mas hoje ele é dito salvo quando houver, no ato penitencial, a fórmula com o Kyrie e seus tropários;
    f) o Kyrie continha nove invocações e hoje tem seis, salvo quando, cantado em gregoriano, a melodia obriga às nove;
    g) o Gloria era sempre dito, exceto na Quaresma, Advento e Missas pelos defuntos; hoje só em Domingos, Solenidades, festas e quando há alguma ocasião especial (formaturas, ação de graças), sendo, igualmente, suprimido naqueles tempos;
    h) como o calendário litúrgico é distinto em ambas as formas, as leituras nem sempre coincidem;
    i) aliás, havia sempre uma só leitura, o salmo, o aleluia e o Evangelho, e hoje só é assim nos dias feriais, nas festas e memórias, dado que nos Domingos e Solenidades, há mais uma leitura, o que é uma grande riqueza;
    j) as leituras eram distribuídas em um lecionário de um ano apenas, e hoje, no rito novo, o lecionário dominical é trienal e o ferial bienal, aumentando, consideravelmente, as leituras bíblicas;
    k) no rito antigo não havia as preces dos fiéis, sendo tal prática restaurada pelo rito novo;
    l) o Credo era sempre o Niceno, e hoje pode-se usar tanto o Niceno quanto o Apostólico;

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  6. ...m) o Ofertório era maior, com as orações ditas em voz baixa; a antífona do Ofertório era obrigatória; hoje, o Ofertório é mais simples, e a antífona é apenas uma opção, podendo ser cantado algum hino ou mesmo ser dito o Ofertório em voz alta; as preces para o Lavabo são distintas, mas o “De coração contrito” é o mesmo em ambas as formas;
    n) a Oração Eucarística era apenas o Cânon Romano e hoje temos, além dele, mais três que constam do Missal Romano, sem contar as duas para diversas necessidades, aquelas próprias para Missas com Crianças e outras que foram anexadas;
    o) o Pai Nosso era dito em pelo sacerdote, e o povo apenas repetia a última frase; hoje é dito por todos;
    p) a Comunhão era dada obrigatoriamente na boca e estando o fiel de joelhos; se bem que essa é a forma mais correta e mais louvável de se comungar, resta lícita a prática da Comunhão na mão ou, ainda que na boca, de joelhos;
    q) a concelebração só existia na Missa do Crisma e nas Ordenações; hoje pode-se sempre concelebrar;
    r) era obrigatório o uso do manípulo; hoje esse paramento é facultativo;
    s) a bênção era dada após o “Ite, Missa est”, e hoje a ordem se inverteu;
    t) após os ritos finais, o sacerdote lia o Último Evangelho, i.e., o Prólogo do Evangelho de São João, cerimônia que foi suprimida no rito novo;
    u) não só o Ordinário da Missa (a parte fixa, isso que até agora comentamos) foi modificado, com cerimônias alteradas, outras suprimidas e ainda algumas outras acrescentadas; também o Próprio da Missa (a parte variável) sofreu alterações: a Coleta, a Oração sobre as Oferendas, a Pós Comunhão, o Prefácio e as Antífonas foram aumentadas, outras alteradas, resgatando-se textos medievais e patrísticos riquíssimos;
    v) muitos formulários de Missa foram acrescentados: Missas para diversas necessidades, Missas votivas, Missas rituais, Próprios de Santos, Comuns de Santos etc;
    w) o rito antigo era obrigatório em latim, exceto a Liturgia da Palavra – que pode ser feita em vernáculo -, e o novo pode ser todo em latim ou em vernáculo;
    x) a posição do sacerdote no rito antigo era “versus Deum”, e no rito novo pode ser “versus Deum”, “versus populum” (a mais comum) ou mesmo um misto entre ambas (“versus Deum” na Liturgia Eucarística e “versus populum” na Liturgia da Palavra);
    y) o incenso estava reservado para as Missas Cantadas e para as Missas Solenes, e hoje qualquer Missa pode ter incenso.

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  7. Obrigado pelas respostas, mas não precisava copiar e colar tantos textos de outros sites, aqui neste Apostolado, você encontra todos estes assuntos melhores abordados, creia!
    Fica na paz!
    André

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