O Sacramento do Batismo

Foto tirada durante o Batismo de Valentino Mora, filho de Erica Mora. Aconteceu na Paróquia da Assunção de N. Sª em Córdoba, Espanha. No momento em que Valentino chegou à pia batismal para receber o Sacramento, Erica pediu à fotógrafa Maria Silvana Salles, contratada por outros pais, que tirasse uma foto de seu filho como um favor, já que ela não tinha como pagar (clique sobre a imagem para ampliar).


É FUNDAMENTAL QUE TODO cristão compreenda bem a importância da graça do Batismo em sua vida. Este artigo, claro, não é suficiente para esclarecer completamente toda a riqueza e o valor do maravilhoso Sacramento do Batismo. Serve mais como um convite à reflexão.


O batismo de João e o Batismo cristão


Ninguém pode compreender o Batismo sem pensar na Ressurreição de Jesus. Na madrugada daquele domingo glorioso, o Pai derramou o Espírito Santo, Espírito de Ressurreição, sobre o Filho: seu Corpo e Alma foram ressuscitados. Jesus ficou pleno do Espírito Santo, de modo que sua natureza humana tornou-se gloriosa: Jesus foi manifestado na carne (natureza humana) e justificado (e ressuscitado) pelo Espírito (1Tm 3, 16).

Jesus Cristo, glorificado pelo Espírito Santo, entrou no Cenáculo de Jerusalém e derramou o Espírito da Ressurreição sobre os Apóstolos: “A paz esteja convosco! Recebei o Espírito Santo (Jo 20, 19-22)!” Jesus recebeu do Pai o Espírito Santo prometido, batizou nEle a Igreja e derramou sobre nós este mesmo Espírito (At 2, 32)!

João Batista já havia profetizado: “Eu batizo com água, mas vem aquele que batizará com o Espírito e com Fogo” (Jo 1, 33; Lc 3, 16). O batismo de João, na água, era preparatório para a vinda do Messias: ainda não era o Sacramento do Batismo, não era o Batismo cristão. É o Messias, isto é, o Ungido no Espírito de Ressurreição, quem batizará no Espírito. Cristo mesmo diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, o Senhor me ungiu” (Lc 4, 18). Os cristãos, portanto, nunca tiveram “batismo nas águas”: o nosso Batismo é no Espírito Santo! Falar em “batismo nas águas” é voltar ao Antigo Testamento; é parar em João Batista e desprezar o Sacramento do Batismo trazido por Cristo!

Foi no Domingo da Páscoa que os Apóstolos tornaram-se realmente cristãos; receberam a vida nova do Ressuscitado, foram transfigurados em Cristo! Aí nasceu a Igreja: na Ressurreição! Aí ela foi batizada e recebeu o poder de batizar: “Como o Pai me enviou, assim eu vos envio (Jo 20, 21)!” Assim, a Igreja deve batizar todo aquele que crê. Isto significa acolher Jesus Ressuscitado nas águas do Batismo. A palavra “batizar” vem do grego e significa, literalmente, mergulhar, imergir. Mas não significa mergulhar na água, e sim a imersão no Espírito Santo de Deus, o Espírito prometido que ressuscitou Jesus! É isso que o Evangelho afirma: “Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus (Jo 3, 5)”. Observe bem: da água, símbolo e sinal do Espírito, renascer do próprio Espírito!

O mesmo Evangelho confirma: “Jesus, de pé, diz em alta voz: ‘Se alguém tem sede, venha a mim e beba!’ (...) Ele falava do Espírito que deviam receber os que creram nEle...” (Jo 7, 37-39). São Paulo explicou: “De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único Corpo (1Cor 12, 13).” Os cristãos não batizam somente na água que purifica o corpo, e sim no Espírito que Jesus dá por sua Ressurreição!

Efeitos do Batismo - Primeiro, o Espírito dado no Batismo é para o perdão dos pecados: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome do Senhor Jesus Cristo, para a remissão dos pecados; e recebereis o Dom do Espírito Santo.” (At 2, 38) Aquele que é batizado, recebendo o Espírito, recebe o perdão dos pecados. O Espírito do Ressuscitado é Fogo que queima todo pecado e Água que faz brotar uma vida nova.

O Espírito nos livra, primeiramente, do Pecado Original. Todos nós, desde a nossa concepção, somos membros de uma humanidade pecadora e desarrumada; uma humanidade que, desde o início, teima em fechar-se para Deus. O resultado é o desequilíbrio, o egoísmo, a falta de rumo.

Pelo simples fato de sermos humanos já fazemos parte deste fechamento em relação a Deus. Somos membros da humanidade, partilhamos do seu passado, que condiciona o nosso presente, o que somos, pensamos e fazemos, assim como o nosso presente condiciona o futuro dos nossos filhos. São Paulo diz: “Todos pecaram e estão privados da Glória de Deus” (Rm 3,23). O salmista canta: “Minha mãe já me concebeu pecador” (Sl 51, 5). É este o sentido do Pecado Original: ninguém nasce justo ou santo diante de Deus. Mesmo a criança, ainda sem pecado pessoal, já traz a marca do fechamento para Deus, do egoísmo, e o manifesta nas suas malcriações, no egocentrismo, nas chantagens infantis... É este estado que chamamos de Pecado Original.

É essa força do pecado que o Batismo, na potência do Espírito Santo, apaga em nós: “Não existe mais condenação alguma para os que estão em Cristo Jesus.” (Rm 8, 1) E aos adultos, também os pecados pessoais são perdoados: “Se Cristo está em vós, o corpo está morto pelo pecado, mas o Espírito é vida, pela justiça (Rm 8, 2.10)”. O Batismo torna-nos realmente santos; somos santificados pelo Espírito daquele que destruiu o pecado: Cristo Jesus.

Aí surge uma questão importante: se é assim, por que continuamos caindo em tentação? Por que continuamos pecando, mesmo depois do Batismo? Para entender esta questão, é necessário saber distinguir o que é pecado e o que é a concupiscência.

Sim, mesmo aquele que crê em Jesus, e vive no seu Espírito, ainda experimenta a fraqueza. Isso acontece porque permanece uma tendência, uma inclinação para o pecado. Essa inclinação, segundo a Escritura e o Catecismo da Igreja, é a concupiscência. “O Batismo confere àquele que o recebe a graça da purificação dos pecados. Mas o batizado deve continuar a lutar contra a concupiscência da carne e as cobiças desordenadas (CIC §2520)”. A concupiscência não é pecado em si, desde que o cristão a combata: a doutrina da Igreja esclarece que a concupiscência foi-nos deixada para que possamos “combater o bom combate (2Tm 4, 7)”. Um mal desejo é concupiscência para o pecado, mas o pecado só se concretiza se alimentamos esse desejo ou se o satisfazemos. Por isso Jesus ensina a pedir ao Pai Celestial: “Não nos deixeis cair em tentação”.

E além do perdão dos pecados, o Espírito que recebemos no Batismo nos une, incorporando-nos em Cristo como membros de um só Corpo. Se temos o Espírito de Cristo, somos uma só coisa com Ele: “Aquele que se une ao Senhor, constitui com ele um só Espírito (1 Cor 6, 17)”! Maravilha das maravilhas! Pelo Batismo, a Vida do Ressuscitado, que é o Santo Espírito, habita em nós! Cristo está em nós e nós vivemos dEle e nEle! Assim, podemos dizer que o Batismo nos “cristifica”. Como São Paulo, podemos dizer: “Já não sou eu que vivo, mas Cristo vive em mim.” (Gl 2, 20)


Batismo das crianças na Bíblia?

A Sagrada Escritura cita vários exemplos de pagãos que professaram a fé cristã e que foram batizados "com toda a sua casa". A palavra "casa" ('oikos', no texto original em grego) designava o chefe de família com todos os seus domésticos, inclusive, sem nenhuma dúvida, as crianças:

"Disse-lhes Pedro: 'Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos que estão longe: a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar'." (At 2,38-39)
"E uma certa mulher chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia. E, depois que foi batizada, ela e a sua casa, rogou-nos dizendo: 'Se haveis julgado que eu seja fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e ficai ali'. E nos constrangeu a isso." (At 16,14-15)
"Tomando-os o carcereiro consigo naquela mesma noite, lavou-lhes os vergões; então logo foi batizado, ele e todos os seus." (At 16,33)
"Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor, com toda a sua casa; e muitos dos coríntios, ouvindo-o, creram e foram batizados." (At 18,8)
"Batizei também a família de Estéfanas; além destes, não sei se batizei algum outro." (1Cor 1,16)

No lugar e período histórico a que os textos sagrados se referem, simplesmente não existiam famílias sem crianças.


Argumentos protestantes e "evangélicos"

Membros de algumas comunidades protestantes (não todas), e "evangélicos" em geral (isto é, pentecostais e neopentecostais) costumam argumentar dizendo que Jesus foi apresentado no Templo quando criança e somente foi batizado na idade adulta, - e que por isso também os cristãos deveriam ser batizados somente quando adultos. - Trata-se de um argumento tão absurdo que é difícil crer que alguém minimamente consciente, de limpa consciência, possa aceitá-lo! Tais pessoas se esquecem de muitas realidades simplesmente óbvias, auto-evidentes.

Em primeiro lugar, o Batismo cristão faz parte do Ministério do próprio Jesus Cristo, que se iniciou aos seus 30 anos. Como é que Jesus poderia ter sido batizado quando criança se o Sacramento do Batismo, naquela ocasião, ainda não havia sido instituído, por Ele mesmo? Ora, o seu Ministério nem havia se iniciado ainda! Quando Jesus veio ao mundo, o cristianismo, - é claro, - ainda não existia. Logo, Ele não foi batizado segundo o costume cristão, simplesmente, porque esse costume ainda não existia.

Os ritos da lei mosaica só deixariam de valer após a Ressurreição do Cristo (cf. Mt 26,61). Por isso é que Jesus foi apresentado no Templo quando criança, pois a lei mosaica ainda valia e o Batismo cristão ainda não existia. Se fôssemos seguir o mesmo raciocínio, de batizar somente na idade adulta porque o Senhor foi batizado adulto, precisaríamos também circuncidar os nossos filhos e observar todos os preceitos da antiga Lei mosaica. Mas o fato é que a circuncisão, que era o sinal da iniciação do judeu na vida religiosa, era praticada nas crianças. - No cristianismo, a circuncisão (sinal da Antiga Aliança), foi substituída pelo Batismo (sinal da Nova e Eterna Aliança). Desta forma, o Batismo também pode e deve ser ministrado às crianças:

"NEle também fostes circuncidados com a circuncisão não feita por mãos no despojar do corpo da carne, a saber, a circuncisão de Cristo; tendo sido sepultados com Ele no Batismo, nEle também ressurgistes pela fé no Poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos." (Col 2,11-12)

Através do Batismo, o Espírito Santo nos dá um novo nascimento, nos regenerando. Por isso as crianças também devem ser batizadas, pois todos nós já nascemos pecadores. Todos são pecadores e carecem da Graça de Deus, em razão do pecado de Adão, inclusive as crianças: "Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram" (Rm 5,12). - "Certamente em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu a minha mãe" (Sl 51,5).

Ainda mais importante, óbvio e claramente dito nas Escrituras: o batismo de João, na água, como já vimos não é o Sacramento do Batismo, e João mesmo reconheceu que o seu batismo era completamente diferente do Batismo que nos daria o Messias, no Espírito Santo. Além de tudo, batizando crianças, a Igreja obedece ao Senhor, que diz: “Deixai vir a mim as criancinhas, e não as impeçais” (Mt 19, 14).

Outro argumento protestante é que as crianças não podem crer, e que o Batismo deve ser um ato consciente de quem está sendo batizado. Como vimos, porém, o Batismo regenera o homem. Por acaso se um filho de um protestante estiver doente, seu pai vai esperar que ele cresça para escolher se quer ou não tomar o remédio, ou vai lhe dar esse remédio, pelo seu bem, como responsável que é pela criança? Todo bom pai daria logo o remédio, é claro. O mesmo acontece com o Batismo.

"Tu me tiraste do ventre; Tu me preservaste, estando eu ainda aos seios de minha mãe. Sobre Ti fui lançado desde a madre; Tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe." (Sl 22,9-10)

A prática de batizar os filhos vem desde o princípio do cristianismo. Padres da Igreja primitiva, como Santo Irineu (século II), também atestam que desde o tempo dos Apóstolos a Igreja batiza os pequeninos. Se as crianças ainda não têm fé e não podem escolher por si próprias, são batizadas na fé da Igreja, representadas por seus pais e padrinhos.

Como ensina o Apóstolo Paulo, o Batismo é, na Nova e Eterna Aliança, o que foi a circuncisão na Antiga Aliança: ritual de entrada para o Povo de Deus (Cl 2, 11-12). Os judeus eram circuncidados e admitidos como membros do povo de Israel aos oito dias de vida, e ninguém perguntava se eles queriam ou não. Seus pais, por crerem em Deus e amar seus filhos, davam-lhes o maior presente que podiam: a fé! Exatamente o mesmo se dá no Batismo.


Sacramento do Batismo: a Prática

Quem pode ser padrinho ou madrinha do Batismo? Qualquer católico(a) que possa educar na fé aquele que vai ser batizado.

E os que morrem sem Batismo? Deus “quer que todos os homens sejam salvos (1Tm 2, 4).” A Igreja crê que aqueles que, sem culpa, não chegaram a abraçar a fé cristã nem a receber o Batismo, mas tenham vivido retamente de acordo com a sua consciência, podem receber a salvação de Cristo por meios que somente Deus conhece. Quanto às crianças que morrem sem o Batismo, se por um lado já nascem feridas pelo Pecado Original, também já nascem marcadas pela mesma salvação, que Cristo trouxe para todos.

Quem é o ministro do Batismo? É o bispo, padre ou diácono. Em caso de real necessidade, qualquer pessoa, mesmo não batizada, pode batizar, utilizando a fórmula: “Eu te batizo em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Logo que possível, porém, deve-se levar o batizando à igreja para que um sacerdote celebre os ritos complementares e anote seu nome no livro dos batizados.

O que é necessário para o rito do Batismo? Fundamentalmente, a água. O Batismo pode ser feito por tríplice imersão ou infusão, isto é, derramando-se três vezes água na cabeça da criança e pronunciando-se as palavras rituais. São ritos complementares: o Sinal da Cruz (o batizado pertence a Cristo), a leitura da Palavra, a imposição da mão e a unção do peito (a Força de Cristo toma conta da pessoa, expulsando todo influxo maligno), a renúncia a Satanás, a confissão da fé católica, a unção com o Santo Crisma (o batizado foi ungido, como Cristo, pelo Espírito Santo), a veste branca (glória e imortalidade), a vela acesa (o novo cristão foi iluminado pelo Ressuscitado) e a oração do Pai Nosso, que recorda que o novo cristão agora é filho de Deus e pode, como Jesus, chamá-lo de Pai.

A preparação para o Batismo1 - Os pais cristãos têm obrigação de cuidar para que as crianças sejam batizadas nas primeiras semanas de vida, e toda a comunidade deve oferecer aos pais a oportunidade da preparação para o Batismo dos seus filhos. Essa preparação é um conjunto de iniciativas para oferecer aos pais e padrinhos a correta orientação e a inserção na vida da Igreja. O Batismo incorpora o batizando à comunidade, por isso o ideal é que a preparação e a celebração sejam feitos na paróquia onde os pais ou o próprio batizando (caso adulto) moram ou frequentem.

Os encontros com a comunidade devem ser participativos, fraternos e coerentes com a realidade da pessoa. É importante usar a sensibilidade e adequar o conteúdo aos participantes. A comunidade deve mostrar, através de gestos concretos, a vivência da fé e do amor fraterno. Crianças até sete anos de idade não precisam de preparação, mas acima disso devem ser inseridas na comunidade, assim como os adultos, para que aprendam a importância dos Sacramentos e possam vivenciar Deus de fato.

Em sua vida, até hoje, existiram diversos momentos decisivos e importantes, que são comemorados por você, por sua família e amigos todos os anos: o dia em que você nasceu, o dia em que se casou... São comemorações válidas, sem dúvida. E se essas coisas temporárias, que um dia perderão a importância e o significado, pois pertencem a este mundo passageiro, merecem ser celebradas, imagine então o dia do seu Batismo, dia em que você nasceu para a vida eterna, a vida na Graça Divina, que dura para sempre? O dia em que você foi integrado ao Corpo de Cristo?

Responda rápido: qual a data do seu Batismo? Você procura ir à Missa, ou pelo menos rezar de modo especial, nesse dia? Você reflete sobre o grande dom que Deus lhe ofereceu? Pois é... 

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Fontes e referência bibliográfica:
1. ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO. Diretório dos Sacramentos. São Paulo: Paulinas, 1982.

• COSTA, Henrique Soares, Pe. O Sacramento do Batismo, disponível em:
http://www.padrehenrique.com/index.php/sacramentos/batismo. Acesso em: 17 abr. 2012.
• HORTAL, Jesus. Sacramentos da Igreja na sua Dimensão Canônico-Pastoral. São Paulo: Loyola, 2000, pp. 51-80.
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Introdução aos Sacramentos da Igreja

A partir desta postagem, O Fiel Católico inicia uma série especial sobre os Sacramentos da Igreja, começando por esta introdução, a partir da qual partiremos para o estudo e apreciação de cada um dos Sacramentos em particular. Os textos desta seção especial são totalmente fundamentados no Catecismo da Igreja Católica (CIC). Boa leitura!



PARA FALAR dos Sacramentos, é bem possível utilizar a passagem do Livro do Profeta Isaías: “Tirareis com alegria as Águas das Fontes da Salvação!” (Is 12,3).

Sacramentos são canais da Graça, das bênçãos divinas e da redenção para a humanidade, isto é, para cada um de nós. São sinais da Salvação de Deus para todo aquele que crê, conforme a promessa de São João Evangelista: “Quem crê nEle (Nosso Senhor Jesus Cristo) não é condenado.” (João 3,16-18).

O Catecismo da Igreja Católica define os Sacramentos como “Sinais sensíveis (palavras e ações), acessíveis à nossa humanidade atual (que) realizam eficazmente a Graça que significam, em virtude da ação de Cristo e pelo poder do Espírito Santo.” (CIC §1084). O que isto quer dizer, exatamente?

Quer dizer que a Graça Divina, que é inefável, espiritual e imperceptível aos nossos sentidos físicos (a não ser em seus efeitos) assume um meio que pode ser percebido e experimentado por nós, seres humanos. Pelos Sacramentos, a Graça santificante de Deus torna-se possível de ser vista, tocada, provada... Foi preciso que Jesus Cristo escolhesse um meio de se comunicar e interagir com os seres humanos neste mundo, e Ele o fez através dos Sacramentos.

São João Crisóstomo (344 - 407 dC), bispo e doutor da Igreja, esclareceu bem a questão:

“Cristãos, se vocês fossem incorpóreos, os dons de Deus para vocês também o seriam; mas como suas almas estão unidas aos seus corpos físicos, Deus quis apresentar-se por meio dos dons sensíveis...”1

Em outras palavras, como vivemos num mundo físico, Deus manifesta sua Graça por meio de sinais físicos. Os efeitos sobrenaturais dos Sacramentos manifestam-se, assim, por meio da matéria, como na água no Batismo e no pão e no vinho da Eucaristia. Diz a oração cerimonial: “Ó Deus, pelos sinais visíveis dos Sacramentos realizais maravilhas invisíveis”. São estes os sinais visíveis dos Sacramentos: a água do Batismo, o óleo do Crisma e da Unção dos enfermos; o pão e o vinho da Eucaristia; a imposição das mãos do Bispo sobre o ordinando; as palavras que exprimem a consagração dos noivos que se unem em Matrimônio; a contrição e a satisfação da Confissão ou Penitência.

A celebração litúrgica dos Sacramentos pertence à dimensão dos símbolos, que é uma linguagem expressiva que representa a imensa riqueza que Cristo tem para nós. A Igreja teceu, em torno destes símbolos da Graça, um cerimonial bastante elaborado, rico em devoção e poesia, a partir de uma estrutura que também é pedagógica. As orações, gestos e ritos próprios acentuam a ação da Misericórdia e do Poder Divinos.

Os Efeitos dos Sacramentos - Os efeitos sobrenaturais dos Sacramentos não dependem da competência ou do “poder” do sacerdote ou do ministro do Sacramento, pois é Cristo mesmo quem opera através do seu devido representante. Toda virtude do Sacramento vem do Redentor, que é o seu Autor e principal Ministro. Apenas Cristo, enquanto Deus, poderia instituir estes meios de santificação pelos quais Ele prosseguiria, através dos tempos, o seu trabalho sacerdotal.



A Graça conferida por cada Sacramento é a participação na Vida Divina e/ou o crescimento nela, e também o auxílio eficaz para a prática das virtudes. Há, de fato, um efeito que é comum a todos os Sacramentos: a graça santificante, que nos aperfeiçoa como cristãos e nos torna mais aptos a seguir o Caminho que é o próprio Jesus Cristo.

Há também o efeito específico de cada Sacramento, a graça sacramental. Três Sacramentos conferem o caráter, que é um sinal espiritual que permanece para sempre. São eles o Batismo, a Confirmação e a Ordem, os quais só podem ser recebidos uma vez. A partir do Batismo, os Sacramentos pressupõem a fé. Conclui-se daí que os Sacramentos não são atos ou materiais “mágicos”, nem simples rituais sem a participação ativa e consciente da pessoa que os recebe. A resposta do fiel, dada com fé, é um elemento constitutivo do Sacramento, que é encontro, e como tal, necessita de diálogo. Um chama (Deus) e outro responde (fiel).

Levar outros à Graça - Viver a realidade sacramental é intensificar o nosso encontro pessoal e livre com o Filho de Deus. Isto modifica o modo de ser e leva o fiel, pouco a pouco, cada vez mais perto da perfeição da vida cristã. Mas levar as outras pessoas às Fontes da Vida e da Salvação também é missão de todo cristão: eis um belo e santo apostolado.

Os Sacramentos foram instituídos por Cristo e confiados à Igreja para que sejam levados a todos os povos. Através deles os cristãos exprimem e fortalecem a sua fé, prestam culto a Deus e santificam suas vidas.

Os Sacramentos são sete: Batismo, Eucaristia, Confissão, Crisma, Matrimônio, Ordem e Unção dos Enfermos.

As ações de amor de Jesus, - curando os doentes, perdoando os pecados, impondo as mãos às crianças, consolando os sofredores, instruindo àqueles que queriam aprender sobre o Reino de Deus... - Todos estes gestos se refletem e se prolongam nos Sacramentos realizados na comunidade cristã, em seu Nome e na força do seu Espírito. Saibamos nós desfrutar das maravilhas destas inesgotáveis Dádivas que recebemos de Deus gratuitamente, e saibamos também compartilhar o quanto é bom sermos fiéis católicos.

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1. MOSHEIM, John Laurence, D.D. Ecclesiastical History, Ancient and Modern, vol. VI. London: T. Cadell, 1826, p. 243.

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Livros citados pela Bíblia atualmente perdidos

O mais antigo fragmento conhecido do Novo Testamento (papiro do Evangelho de S. João, descoberto no Egito), data da primeira metade do século 2. Os escritos aparecem em ambos os lados, e a frente contém os versículos 31-33. No verso, versículos 37-38. - Biblioteca John Rylands (Manchester, Inglaterra)

UM ASSUNTO muito interessante para quem aprecia o estudo da História, da Teologia e especialmente das Sagradas Escrituras. Você sabia que diversos livros escritos e observados juntamente com as Escrituras canônicas, nos tempos antigos, foram perdidos no correr dos séculos? Abaixo, a lista desses livros e suas citações no texto da Bíblia que conhecemos. A Bíblia Sagrada, em sua forma atual, é o conjunto dos livros que pela fé são aceitos como divinamente inspirados pelo Concílio de Trento (1545-63). Entretanto, além dos textos autênticos, existem os livros apócrifos. Embora alguns destes tenham sido resgatados, grande parte deles se perdeu e hoje são conhecidos apenas por alusão indireta, como um grupo de vinte e sete livros irremediavelmente perdidos, que listamos abaixo.


1. Livro das Guerras de YHWH: "Por isso se diz no Livro das Guerras de YHWH: 'Assim como fez no Mar Vermelho, assim fará nas torrentes do Arnon. Os rochedos das torrentes se inclinaram, para descansar em Ar, e repousarem sobre os confins dos moabitas'" (Nm 21,14-15).

2. Livro do Justo: "Foi então que Josué falou ao Senhor, no dia em que o Senhor entregou os amorreus aos filhos de Israel. Disse Josué na presença de Israel: 'Sol, detém-te em Gabaão, e tu, lua, no vale de Ajalão!' E o sol e a lua pararam até que o povo se vingou de seus inimigos. Não está isto escrito no Livro do Justo? Parou pois o sol no meio do céu, e não se apressou a pôr-se durante o espaço de um dia" (Js 10,12-13).

"E (Davi) ordenou que ensinassem aos filhos de Judá o (cântico chamado do) arco, conforme está escrito no Livro do Justo. E disse: 'Considera, ó Israel, os que morreram sobre os teus altos, cobertos de feridas'" (2Sm 1,18).

3. Provérbios e Cânticos de Salomão: "Proferiu ele (Salomão) três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco. Discorreu acerca das plantas, desde o cedro que está no Líbano até o hissopo que brota da parede. Também falou dos animais e das aves, e dos répteis, e dos peixes" (1Rs 4,32-33).

4. Livro dos Atos de Salomão: "Quanto aos demais atos de Salomão, e a tudo quanto fez, e à sua sabedoria, porventura não está escrito no Livro dos Atos de Salomão?" (1Rs 11,41).

5. Livro das Crônicas dos Reis de Israel: "Quanto ao restante dos atos de Jeroboão, como guerreou e como reinou, está escrito no Livro das Crônicas dos Reis de Israel" (1Rs 14,19).

6. Livro das Crônicas dos Reis de Judá: "Quanto ao restante dos atos de Roboão, e a tudo quanto fez, porventura não está escrito no Livro das Crônicas dos Reis de Judá?" (1Rs 14,29).

7. Livro do Profeta Natã: "Os atos do rei Davi, tanto os primeiros quanto os últimos, estão escritos no livro de Samuel, o vidente, no Livro de Natã, o profeta, e no Livro de Gade, o vidente" (1Cr 29,29).

"Quanto ao resto dos atos de Salomão, dos primeiros aos últimos, porventura não estão escritos no livro da história de Natã, o profeta, e nos livros de Aías, o silonita, e nas visões de Ado, o vidente, acerca de Jeroboão, filho de Nebate?" (2Cr 9,29).

8. Livro de Samuel, o Vidente: "Os atos do rei Davi, tanto os primeiros quanto os últimos, estão escritos no livro de Samuel, o vidente, no Livro de Natã, o profeta, e no Livro de Gade, o vidente" (1Cr 29,29).

9. Livro de Aías, o Silonita: "Quanto ao resto dos atos de Salomão, dos primeiros aos últimos, porventura não estão escritos no livro da história de Natã, o profeta, e nos livros de Aías, o silonita, e nas visões de Ado, o vidente, acerca de Jeroboão, filho de Nebate?" (2Cr 9,29).

10. Livro de Ado, o Vidente: "Quanto ao resto dos atos de Salomão, dos primeiros aos últimos, porventura não estão escritos no livro da história de Natã, o profeta, e nos livros de Aías, o silonita, e nas visões de Ado, o vidente, acerca de Jeroboão, filho de Nebate?" (2Cr 9,29).

"Quanto ao resto dos atos de Roboão, dos primeiros aos últimos, está escrito nos livros de Semaias, o profeta, e de Ado, o vidente, e diligentemente registrado: 'houve guerra entre Roboão e Jeroboão durante todos os seus dias'" (2Cr 12,15).

"Quanto ao resto dos atos de Abias, seu caráter e obras, está diligentemente escrito no Livro de Ado, o profeta" (2Cr. 13,22).

11. Livros de Semaias, o profeta: "Quanto ao resto dos atos de Roboão, dos primeiros aos últimos, está escrito nos livros de Semaias, o profeta, e de Ado, o vidente, e diligentemente registrado: 'houve guerra entre Roboão e Jeroboão durante todos os seus dias'" (2Cr 12,15).


Fragmento da Septuaginta Grega

12. Livro dos Reis de Judá e Israel: "Mas os feitos de Asa, dos primeiros aos últimos, estão escritos no Livro dos Reis de Judá e Israel" (2Cr 16,11).

13. Livro dos Reis de Israel e Judá: "Quanto ao resto dos atos de Joatão, e todas as suas guerras e obras, estão escritos no Livro dos Reis de Israel e Judá" (2Cr 27,7).

14. Livro dos Reis: "O relato dos seus filhos, as muitas sentenças proferidas contra ele e o registro da restauração da casa de Deus, estão escritos diligentemente no Livro dos Reis. E Amasias, seu filho, reinou em seu lugar" (2Cr 24,27).

15. Anais dos Reis de Israel: "Mas o resto dos atos de Manassés, sua oração ao seu Deus e as palavras dos videntes que falaram-lhe em nome do Senhor Deus de Israel, estão contidas nos Anais dos Reis de Israel" (2Cr 33,18).

16. Comentários de Jeú, filho de Hanani: "Mas o resto dos atos de Josafá, dos primeiros aos últimos, estão escritos nos comentários de Jeú, filho de Hanani, que observou nos Livros dos Reis de Israel" (2Cr 20,34).

17. A História de Osias, por Isaías, filho de Amós, o profeta: "Mas o resto dos atos de Ozias, dos primeiros aos últimos, foi escrito por Isaías, filho de Amós, o profeta" (2Cr. 26,22).

18. Livro de Hozai: "A oração que ele (Manassés) fez, como foi ouvido, todos os seus pecados e o desprezo (de Deus), os lugares também em que mandou edificar altos, em que mandou plantar bosques, e colocar estátuas, antes de fazer penitência, encontra-se tudo escrito no Livro de Hozai" (2Cr 33,19).

19. Livros dos Medos e dos Persas: "Ora, o rei Assuero tinha imposto tributo a toda terra e todas ilhas do mar. Nos Livros dos Medos e dos Persas se acha escrito qual foi o seu poder e o seu domínio, a dignidade e a grandeza a que ele exaltou Mardoqueu" (Est. 10,1-2).

20. Anais do Pontificado de João: "O resto dos atos de João, das suas guerras, das empresas que valorosamente se portou, da reedificação dos muros que construiu e de todas as suas ações, tudo está escrito no Livro dos Anais do seu pontificado, começando desde o tempo em que foi constituído sumo-pontífice em lugar de seu pai" (1Mc 16,23-24).

21. Descrições de Jeremias, o profeta: "Nos documentos referentes ao profeta Jeremias, lê-se que ele ordenou aos que eram levados para o cativeiro que tomassem o fogo, como já foi referido, e que lhe faz recomendações (...) Lia-se também nos mesmos escritos, que este profeta, por uma ordem particular recebida de Deus, mandou que se levassem com ele o tabernáculo e a Arca, quando escalou o monte a que Moisés tinha subido para ver a herança de Deus. Tendo ali chegado, Jeremias achou uma caverna; pôs nela o tabernáculo, a Arca e o altar dos perfumes, e tapou a entrada. Alguns dos que o seguiam voltaram de novo para marcar o caminho com sinais, mas não puderam encontrá-lo" (2Mac. 2,1.4-6).

22. Memórias e Comentários de Neemias: "Estas mesmas coisas se achavam nos comentários e memórias de Neemias, onde se lia que ele formou uma biblioteca, recolhendo os livros referentes aos reis e profetas, os de Davi e as cartas dos reis respeitantes às oferendas" (2Mc 2,13).

23. Os Cinco Livros de Jasão de Cirene: "A história de Judas Macabeu e seus irmãos, a purificação do grande templo e a dedicação do altar, as guerras contra Antíoco Epífanes e seu filho Êupator, as manifestações do céu a favor dos que pelejaram pelo judaísmo com valentia e zelo, os quais, sendo poucos, se tornaram senhores de todo o país e puseram em fuga um grande número de bárbaros, recobraram o templo famoso em todo o mundo, livraram a cidade da escravidão, restabeleceram as leis que iam ser abolidas, graças ao Senhor que lhes foi propício com evidentes provas da sua bondade, tudo isto, que Jasão de Cirene escreveu em cinco livros, procuramos nós resumir num só volume".


No Novo Testamento:

1. A Epístola Prévia de Paulo aos Coríntios: "Por carta vos escrevi que não tivésseis comunicação com os fornicadores; não certamente com os fornicadores deste mundo, ou com os avarentos, ou ladrões, ou com os idólatras; doutra sorte deveríeis sair deste mundo." (1Cor 5,9-10).

2. Epístola de Paulo aos Laodicenses: "Saudai os irmãos que estão em Laodiceia, e Ninfas e a igreja que se reúne em sua casa. Lida que for esta carta entre vós, fazei que seja lida também na Igreja dos Laodicenses; e vós, lede a carta dos laodicenses" (Cl 4,15-16).

3. A Profecia de Enoque: "Também Enoque, o sétimo patriarca depois de Adão, profetizou destes, dizendo: 'Eis que vem o Senhor, entre milhares dos seus santos, a fazer juízo contra todos, e a arguir todos os ímpios de todas as obras da sua impiedade, que impiamente fizeram, e de todas as palavras injuriosas, que os pecadores ímpios têm proferido contra Deus'" (Jd 1,14-15).

4. A Disputa pelo Corpo de Moisés: "Ora, quando o Arcanjo Miguel debatia com o demônio e lhe disputava o corpo de Moisés, não ousou fulminar contra ele uma sentença de execração, mas disse somente: 'Que o próprio Senhor te repreenda!'" (Jd 1,9).

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Ref.:
Artigo de "Charles the Hammer"
Fonte:
Website "Traditional Catholic Apologetics", com t
radução de Carlos Martins Nabeto, para o blog Vida Cristã, disponível em
http://adalges.blogspot.com/2011/09/livros-citados-pela-biblia-actualmente.html
acesso 18/2/014
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Fiel católica obtém Milagre em Israel

Israel pasmo: israelense católica
é objeto de milagre

[A emissão acima, do Canal 2 de Israel, é em língua árabe; as legendas são em hebraico. O texto do post abaixo sintetiza o conteúdo principal do vídeo]



Janeiro/014 – A CURA DO CÂNCER de Teresa Daoud, com fortes sinais de milagre,  – uma devota católica de nacionalidade israelense – abalou Israel, conforme publicou o noticioso "The Blaze".

Ela narrou o seu caso, em detalhes, ao Canal 2 de Israel, que também entrevistou seus médicos e analisou o caso clínico. Teresa sofria de um câncer maligno na perna, o qual se desenvolvia rapidamente. Sem alternativa, os médicos decidiram então amputar-lhe a perna.

A cirurgia foi adiada três vezes por razoes burocráticas. Ela interpretou os adiamentos como um sinal de que devia confiar mais na oração do que na intervenção médica. O Dr. Jacob Bickels, chefe do Departamento de Oncologia Ortopédica do Hospital Ichilov, em Tel Aviv, disse: “Era claro para mim que ela ia morrer em pouco tempo. Ela é uma mulher instruída, inteligente, lúcida, e quando uma pessoa assim toma uma decisão sabendo bem das consequências, nós a respeitamos”.


Teresa Daoud rezando na pequena igreja de S. Charbel Macklouf

Teresa ia rezar na igreja católica de sua cidade (foto). É uma igrejinha singela, precedida por uma grande escadaria, que agora ela pode subir com naturalidade. No seu interior há apenas um grande cruzeiro, a imagem de Nossa Senhora de Fátima, um quadro de São Charbel Macklouf e um humilde presépio.

Miraculosamente, segundo divulgado pea mídia israelense, quando Teresa estava no quinto mês da doença, de súbito novas chapas radiogáficas evidenciaram que o câncer havia desaparecido completamente(!). “Se alguém tivesse me contado esta história, eu teria dito que os dois, a doente e o doutor, estavam mal da cabeça. Isto é impossível!”, declarou o Dr. Jacob ao Canal 2 de Israel.

Professor em alta tecnologia médica, o Dr. Jacob mostrou as chapas do "antes e depois", que provam como o câncer, que se espalhava de modo violento, tinha desaparecido pura e simplesmente sem nenhum tratamento(!).



“Eu sentia dores em meu pé e em meu tornozelo, mas de início tentei ignorar”, explicou Teresa. Os médicos mandaram realizar radiografias e acharam um câncer do tamanho de uma laranja. A biópsia revelou tratar-se de um tumor maligno que crescia velozmente.

“Para mim foi um choque”, disse Teresa à TV, “mas eu comecei a pensar na minha vida sem a perna”. Após consultas com especialistas em oncologia de Israel e dos EUA, a única solução dada pela medicina era unânime: amputar. Teresa voltou ao seu lar em Ussfiya, uma aldeia árabe perto de Haifa, e rezou intensamente por sua cura.

Três meses depois, ela voltou ao Hospital Ichilov para mais uma consulta com o Dr. Jacob Bickels. As novas radiografias confirmaram, simplesmente, que o câncer tinha desaparecido! “Eu tive um choque quando eu vi o resultado, não podia acreditar. Eu perguntei ao doutor se não era uma confusão” – disse Teresa.

"Eu perguntei a ela o que tinha acontecido. Ela sorriu largamente e disse: ‘Eu rezei!’". - Eu então ordenei tirar novas radiografias, e o tumor havia se reduzido de modo impressionante!”, – contou o Dr. Jacob. - “Eu jamais tinha visto ou ouvido algo como isto. Eu sei que um câncer desse tipo não retrocede!”, explicou o médico.

Para que se tivesse certeza plena, Teresa foi objeto de mais uma biópsia, que foi realizada pelo próprio chefe do Departamento de Oncologia Ortopédica. “Este fenômeno não é possível e não há literatura clínica alguma nesse sentido!”, concluiu o especialista. “Cada vez que rezo, eu sinto paz e segurança. Eu tinha medo, mas estava em paz”, explicou Teresa.

“O efeito das coisas que acontecem na alma humana sobre as coisas que acontecem em seu corpo é uma área sobre a qual nós não entendemos praticamente nada”, acrescentou o Dr. Jacob Bickels. “Na minha opinião, isto é o que explica o caso de Teresa. Eu sou um homem prático. Eu sou um cirurgião de câncer. Eu não procuro soluções nos Céus, mas a única coisa que nós fizemos por Teresa foi demorar a tratá-la. Ela de fato não foi tratada.”, – Concluiu ele.

“É um presente de Deus!”, concluiu Teresa, por sua vez, com a singeleza daqueles que têm fé, para a TV israelense.

“Em verdade vos digo: se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’, e ela irá. Nada vos será impossível.”
(Mt 17,20)


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Fonte:
Rede noticiosa The Blaze, disponível em:
http://www.theblaze.com/stories/2014/01/05/a-gift-from-god-woman-and-her-doctor-say-prayer-miraculously-healed-her-malignant-cancerous-tumor/
Acesso 16/2/014
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O Sacramento da Crisma ou da Confirmação


EM NOSSO ESTUDO anterior apresentamos uma exposição sobre o Sacramento do Batismo. - Vimos que neste Sacramento somos mergulhados no Espírito do Cristo Ressuscitado. Esse Espírito nos "cristifica" e nos dá uma vida nova, a vida no Ressuscitado, aquela vida plena que a Escritura chama de Vida Eterna, porque é a Vida do próprio Eterno, que é Deus. Vimos que, habitados pelo Espírito de Amor, Espírito que é o Amor do Pai e do Filho, somos feitos Templos da Trindade Santíssima. Vamos agora tratar de um outro Sacramento, o segundo dos três que constituem a iniciação cristã. Trata-se do Sacramento da Crisma ou Confirmação.

Desde os seus primórdios, a Igreja de Cristo conhece este Sacramento, intimamente ligado ao Batismo, denominado Crisma ou Confirmação. Em que consiste este Sacramento? Qual o seu significado? Qual a sua fundamentação bíblica? É destas questões que trataremos neste artigo, começando com o Catecismo da Igreja Católica (CIC), que ensina:

A Confirmação aperfeiçoa a graça batismal; é o Sacramento que dá o Espírito Santo para enraizar-nos mais profundamente na filiação divina, incorporar-nos mais firmemente a Cristo, tornar mais sólida a nossa vinculação com a Igreja, associar-nos mais à sua missão e ajudar-nos a dar testemunho da fé cristã pela palavra, acompanhada das obras.
(CIC §1316)

Vale a pena, antes de mais nada, analisar essas palavras. São ditas duas coisas importantes a respeito da Crisma: ela aperfeiçoa a graça batismal e é o Sacramento que dá o Espírito Santo. Ora, será que a graça batismal é imperfeita? Mais ainda: o Batismo já não nos deu o Espírito? Não é no Espírito do Cristo ressuscitado que fomos mergulhados no santo Batismo? Além do mais, como católicos cremos que todo e cada Sacramento nos dá o Espírito Santo, e que somente no Espírito pode haver Sacramento. Sendo assim, como compreender as afirmações do Catecismo citadas acima?

Afirma-se que a Crisma aperfeiçoa a graça batismal no sentido de torná-la "madura", aperfeiçoada, plenamente desenvolvida. É importante compreender bem isto. No Batismo, nós recebemos o Espírito do Cristo Ressuscitado; ele nos é dado como vida divina, vida nova, vida eterna que faz de nós novas criaturas. Procure reler tudo quanto dissemos sobre isso ao expor o Sacramento do Batismo. Ora, esta vida não é algo estático, parado, congelado; como toda vida, ela vai crescendo sempre mais, e assim vai nos configurando cada vez mais ao Cristo Jesus, para que sejamos como ramos da Videira que é Ele próprio, vivamos como reflexo do Senhor neste mundo. Pois bem, o Sacramento da Crisma é o que leva esta vida na Graça, recebida no Batismo, à sua maturidade. Na Crisma, o Espírito que nos tinha sido dado como vida, nos é dado como Força divina, que nos dá a capacidade de testemunhar Jesus, de anunciar o Evangelho e assumir ativamente nosso lugar na comunidade eclesial. Por isso mesmo é que se diz que a Crisma confirma o Batismo, que é o Sacramento da Confirmação.

Não é que o Batismo seja incompleto e necessite ser completado. O sentido é outro: a Confirmação nos dá a graça da maturidade cristã, de tal modo que a vida nova recebida no Batismo pode e deve, agora com a Crisma, ser testemunhada e transbordada para os outros com a graça deste Sacramento.

Em outras palavras: enquanto que no Batismo a vida recebida é graça que nos renova e transforma, na Confirmação esta mesma vida é Dom que devemos testemunhar e partilhar. Por isso o crismado deve estar consciente do seu lugar na Igreja, na comunidade eclesial, e do seu dever de testemunhar o Cristo sendo, como se diz, um soldado do Senhor.


"Combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a Coroa da Justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda." (2 Tm 4,7-8)

Aqui convém eliminar um mal entendido. Em geral se afirma que a Crisma é o Sacramento da maturidade cristã e confirma o Batismo porque recebemos este quando crianças pequenas e aquele quando jovens, já sabendo o que queríamos. Não é assim: a maturidade que a Crisma nos dá não é a maturidade psicológica, mas sim a maturidade espiritual. Em outras palavras: se uma criancinha for batizada e crismada, seu “organismo espiritual”, sua estrutura cristã, por assim dizer, já recebeu a maturidade. Que fique bem claro: a Confirmação nos concede uma graça distinta do Batismo. Sem este Sacramento não há maturidade na vida cristã. Por isso mesmo, rigorosamente falando, todo aquele que assume qualquer trabalho na Comunidade deve ser crismado.

Há ainda uma outra distinção importante no modo de agir do Espírito no Batismo e na Confirmação: no Batismo o Espírito nos é dado como Espírito que torna o Pai e o Filho presentes em nós, fazendo-nos, assim, templos da Trindade. Na Confirmação, ao invés, o Espírito dá-nos algo que é próprio dele como Terceira Pessoa da Trindade, a saber: a força, a coragem, o ânimo, o vigor, a doçura para testemunhar o Senhor Jesus. A fé da Igreja exprimiu isso muito bem com a imagem dos Dons do Espírito.

Agora podemos entender porque o Catecismo fala, no texto acima citado, numa mais profunda incorporação a Cristo: é que com a Confirmação o Espírito nos une ao Cristo na sua missão de Sacerdote, Profeta e Rei, para que sejamos, na comunidade eclesial e no mundo, continuadores de sua Missão, continuadores do próprio Cristo.

Por fim e como complemento, importa dizer que a Crisma está relacionada, direta ou indiretamente, com o Batismo no Espírito Santo mencionado nas Sagradas Escrituras (At 1,5). Embora haja alguma controvérsia teológica, por um lado não podemos afirmar que se tratem exatamente de uma "mesma coisa"; porém, se cremos que este Sacramento nos confere os Dons do Espírito Santo, a relação é real e inevitável.


Resumo

Crisma, portanto, é o Sacramento que confere os Dons do Espírito Santo, conduzindo o fiel católico ao caminho da perfeição cristã. Representa como que a passagem da infância para a fase adulta, espiritualmente falando. Nesse sentido é que a Crisma é o Sacramento da Confirmação do Batismo. A Crisma é a confirmação do Batismo porque fortalece a Graça que este nos deu: se o Batismo nos imerge no Espírito Santo, a Crisma deve nos tornar “fortes e robustos” no mesmo Espírito, enquanto cristãos e membros do Corpo Místico de Cristo neste mundo, a Santa Igreja.

A palavra Crisma vem do grego e significa Óleo da Unção. O termo, no feminino (a Crisma), refere-se ao Sacramento em si, e no masculino (o crisma), refere-se ao óleo de ungir. Ungir é untar a fronte do crismando com o óleo próprio, em cruz. O óleo usado na cerimônia da Crisma é consagrado na Missa da Quinta-Feira Santa.

Três passos são necessários à administração da Crisma: a imposição das mãos sobre a cabeça do crismando; a unção com o óleo na fronte; as palavra do Bispo: “Recebe por este sinal o Espírito Santo, Dom de Deus”, ao que o crismando responde: “Amém”.

É o Bispo quem ministra o Sacramento da Crisma, mas em sua ausência pode delegar essa missão a um padre. Durante a celebração, o Bispo suplica os Dons do Espírito Santo na seguinte oração:

Deus Todo-Poderoso, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, pela água e pelo Espírito Santo destes uma vida nova a estes vossos servos, libertando-os do pecado, enviai sobre eles o Espírito Santo Paráclito; dai-lhes, Senhor, o Espírito de sabedoria e de inteligência, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de ciência e de piedade, e enchei-os do Espírito do vosso temor.


Os Sete Dons do Espírito Santo:

Sabedoria - Não sabedoria do mundo, mas aquela que nos faz reconhecer e buscar a Verdade, que é Deus, Fonte da Sabedoria. Verdade que encontramos na Bíblia e na orientação da Igreja.

Entendimento - Dom que nos faz aceitar as verdades reveladas por Deus.

Conselho - É a luz para distinguir o certo do errado, o verdadeiro do falso, e assim orientarmos acertadamente a nossa vida, e as vidas daqueles que precisam de um conselho nosso.

Ciência - Não as ciências do mundo, mas a ciência do Sagrado, das coisas de Deus. Ciência da Verdade e da Vida. Por esse Dom, o Espírito Santo nos indi-ca o caminho a seguir na realização da nossa verdadeira vocação.

Fortaleza - É o Dom da coragem para viver fielmente a fé no dia-a-dia, até mesmo no martírio, se for preciso.

Piedade - É o Dom pelo qual o Espírito Santo nos dá o gosto de amar e servir a Deus com alegria. Nesse Dom nos é dado o "sabor" inigualável das coisas de Deus.

Temor de Deus - Não é "medo de Deus", já que “o Perfeito Amor lança fora o medo; quem tem medo não é perfeito no Amor” (Jo 4, 18). Temor de Deus significa viver o Amor sincero por Deus, tão grande que queima o coração de respeito e sincera devoção pelo Criador. Não é pavor da Justiça Divina, é zelo em agradar a Deus.


A Crisma na prática

Quem pode receber a Confirmação? Todo batizado pode receber este Sacramento (Cân. 889, §1) uma vez. Para recebê-la licitamente é necessário estar devidamente preparado, disposto e em condições de renovar as promessas do Batismo (Cân. 889, §2). Como regra geral, a idade mínima é de 14 anos. O candidato à Confirmação deve professar a fé, estar em estado de graça (confessar antes), ter a intenção de receber o Sacramento e estar preparado para ser discípulo e testemunha de Cristo, na comunidade eclesial e nas ocupações temporais (CIC §1319).

Padrinho/Madrinha: não podem ser os pais do crismando (Cân. 893 e 874). Precisa ser católico, confirmado, ter recebido o Santíssimo Sacramento da Eucaristia e estar disposto a orientar sua vida de acordo com a fé e o encargo que vai assumir (Cân. 874, §1). Precisa ter dezesseis anos completos, a não ser que outra idade seja determinada pelo Bispo diocesano (Cân. 874, §1). É desaconselhável escolher como padrinho o esposo(a), namorado(a) ou noivo(a). Alguém de outra religião pode ser admitido como testemunha da confirmação, ao lado de um padrinho católico.

Preparação: Após a primeira Eucaristia, o adolescente deve participar de encontros de perseverança e atividades paroquiais próprias para sua idade, dando continuidade ao processo de formação na Fé. Os padrinhos e pais devem acompanhar a formação do crismando, e participar dos encontros e palestras promovidas pela Igreja, sobre temas bíblicos, morais, doutrinários e litúrgicos. É recomendada a leitura dos bons livros católicos que levem à melhor compreensão possível a respeito do grande passo que será dado.

A preparação deve ter a duração de ao menos um ano, com encontros de evangelização e formação na fé, bem como a participação nas celebrações da comunidade.

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Fontes e referência bibliográfica:


• COSTA, Henrique Soares da, Bispo. "O Sacramento do Batismo", disponível em:
http://domhenrique.com.br/index.php/sacramentos/confirmacao/176-o-sacramento-da-confirmacao-i
acesso 20/2/014


• ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO. Diretório dos Sacramentos da Arquidiocese de São Paulo. São Paulo: Paulinas, 1982.

• PEREIRA, Leonardo Tarcísio Gonçalves, Pe. Tocar o Senhor. São Paulo: Loyola, 10ª ed., 2004, pp. 57-59.

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6º Domingo do Tempo Comum, ano A, Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. Mateus (5,17-37)


DIANTE DO EVANGELHO deste domingo, antes de tudo, é preciso compreender o seu espírito. O decálogo de Moisés nem sempre era propositivo: “Não matarás, não adulterarás, não roubarás...”. A lei dizia “Não”. Jesus havia antes dado o preâmbulo do seu discurso: as bem-aventuranças. Sua pregação é propositiva e positiva, ao chamar os seguidores da Boa Nova, isto é, do Evangelho, de felizes, bem-aventurados. 

Percebemos que Jesus não está preocupado com a exterioridade da Lei, mas com a interioridade. Não com a aparência, mas com a essência. A Lei é importante pois é pedagogia, estabelece os limites que esclarecem e opõem o certo ao errado. Mas a Lei, separada de sua essência, do seu propósito fundamental, por si só pode escravizar. S. Paulo Apóstolo é o exemplo de buscador da Verdade que percebeu que, em determinado ponto do percurso, sem que percebesse, tornou-se alguém que apenas vivia uma série de preceitos, automaticamente, inconscientemente. Ele já não era mais livre, na posição de fariseu rígido que vivia por um conjunto de regras e preceitos, esquecido do fundamento e da razão dessas regras e preceitos. O Apóstolo escreveu em suas cartas que, antes de conhecer o Cristo, era um seguidor da norma fria; vivia deste modo para que sua consciência ficasse em paz, esperando a recompensa "obrigatória" da parte de Deus. 

Jesus, porém, no Sermão da Montanha apresenta a Boa Nova como um caminho que não apenas nos liberta do pecado, mas também da escravidão da Lei. Isso não quer dizer, de modo algum, que devamos viver sem Lei, mas sim que o seguidor do Caminho, que é Jesus Cristo, não deve olhar apenas para as formas e preceitos, esquecendo-se do significado maior que há por trás e antes deles: "A Lei foi feita para o homem, e não o homem para a Lei" (cf. Mc 2,27-28). Sempre haverá o risco de olharmos para o preceito, esquecendo-nos da lei fundamental do Amor-Caridade e da Misericórdia. 

O Evangelho nos leva também a olhar para a totalidade de nossa vida, para o significado de nossa existência diante da proposta divina. Seria um erro, nessa linha, ler o texto do Evangelho deste domingo sem o espírito de Jesus. Deste modo, poderíamos nos sentir ainda mais aprisionados pelas palavras do Cristo, vendo-o como um "novo Moisés", do que pelos preceitos judaicos. O Senhor deseja que olhemos com novo olhar, que tenhamos a Lei do Amor-Caridade em nossos corações. Assim, mais do que uma vivência exterior e superficial do cristianismo, é preciso amar como Jesus amou, - amar a todos e perdoar a quem nos agride; cultivar a cada dia um novo modo de relacionamento com o nosso próximo; viver o matrimônio sem egoísmos e irresponsabilidades; falar a verdade sem artifícios ('O teu sim seja sim e o teu não seja não' - Mt 5,37); estar, enfim, no mundo como reflexo do Cristo que vive em nós.

Por isso, não basta confessar os pecados a cada passo, numa consciência obstinada pela pureza e não ter a vida toda transformada, convertida, o que implica em um coração verdadeiramente voltado para Deus. Devemos confessar, sim, e mudar de rumo. Conversão significa uma mudança radical de direção. Jesus diz: "Vai e não peques mais". Não basta obter o perdão somente para voltar a cair novamente nas mesmas armadilhas. 

É possível, - e é isto que muitos fazem, - viver uma religião falsa, um seguimento aparente, uma disciplina religiosa rígida, porém sem fé verdadeira, sem amor, sem alegria. Ser cristão não é ser escravo de proibições, fugindo do pecado pelo medo da condenação do Deus vingador. Ser cristão é ser seguidor do Cristo movido por seu Amor ilimitado e transcendente. É sair de si mesmo movido pela mística do Encontro pessoal que coloca a vida em movimento na direção do próximo e do próprio Deus: “Se quiseres observar os Mandamentos, eles te guardarão; se confias em Deus, tu também viverás. (...) Diante do homem estão a vida e a morte, o bem e o mal; ele receberá aquilo que preferir” (Eclo 15, 16-18). 

Em nossa vida, fazemos escolhas a todo momento. Deus respeita totalmente nossa liberdade de escolha, não nos força a nada. Somos absolutamente livres até para escolher a morte. Por outro lado, a proposta divina de salvação, como orientação de vida, está sempre diante de nós: apresenta-se o bem e o mal, e ao mesmo tempo a vida e a morte: se escolhermos bem, escolhemos a felicidade eterna; se escolhemos o mal, optamos pela ruína. 

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* Adaptado da Homilia do 6º Domingo do Tempo Comum, Ano A, do Pe Roberto Nentiwg
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