Todas as religiões são boas? Todas são iguais?




NESTE ARTIGO, COMO em todos os que publicamos, tomamos um grande cuidado para não oferecer a nossa própria resposta, – nossa posição a respeito do assunto em questão, – mas sim aquilo que a Igreja diz e o que representa a verdadeira fé da Igreja, em consonância com os ensinamentos do Magistério, nos documentos da Santa Sé.

No livro "O Sal da Terra"1, que é na realidade a publicação de uma longa entrevista concedida pelo então cardeal Joseph Ratzinger ao jornalista Peter Seewald, o agora papa emérito Bento XVI falou sobre este posicionamento, atualmente tão comum, de se atribuir a todas as religiões o mesmo valor, considerando-as todas mais ou menos iguais. A título de nota, vale acrescentar: àquela época, Seewald era declaradamente ateu; as respostas que obteve nesta entrevista causaram-lhe tão forte impressão que logo depois converteu-se, tornando-se católico.

Entre outros temas, o Cardeal Ratzinger foi categórico ao afirmar que, com certeza, nem todas as religiões são iguais. Afirmou mesmo, sem reservas, que algumas religiões não podem sequer ser consideradas boas. Disse que existem formas de religião de tal maneira corrompidas e insalubres que não são capazes de levar o homem a Deus; pelo contrário, servem tão-somente para aliená-lo. Nestas e noutras, entendemos porque Bento XVI foi tão odiado e combatido, fora da Igreja, e até boicotado dentro dela. O mundo sempre preferiu e vai continuar preferindo quem use de meias verdades, ou adoce a realidade com uma generosa porção de açúcar, ou ainda quem simplesmente não diga a verdade quando esta for capaz de melindrar as sensibilidades alheias. Alguém que "respeite" a todos, e/ou que considere o respeito humano mais importante do que a proclamação das verdades do Evangelho.

Uma opinião assim tão clara e direta é altamente contrastante com o modo de ser "politicamente correto" dos nossos tempos. Vivemos dias em que apenas emitir opinião sobre qualquer assunto já é motivo para que alguém se declare "ofendido". Acostumamo-nos a aceitar tudo, a conviver com tudo, a dizer sempre que tudo está bem, que tanto faz, que tudo é válido e tudo pode, porque ficar de bem com todos é o mais importante. Não compensa brigar por nada, nem mesmo pelo bem, pelo bom, pelo que é certo, pela defesa dos bons valores e/ou da verdade. 

Em contrapartida, é um fato incontestável que nós só podemos nos ajudar uns aos outros se formos capazes de franqueza e de honestidade; amigo é aquele que ajuda, e nós só podemos efetivamente ajudar alguém se apontarmos os erros desse alguém, se existirem e nós formos capazes de vê-los, e dizer com clareza o que precisa ser feito para resolvê-los, se estiver ao nosso alcance. Da mesma maneira, se quisermos receber ajuda de alguém, precisamos ter humildade para aceitar críticas e procurar entender as falhas apontadas em nós mesmos.

Assim, retomando a resposta dada por Ratzinger à pergunta de Seewald: "Por que a Igreja não adota uma posição mais aberta com relação ao pluralismo religioso? Todas religiões não são boas?". O Cardeal responde dizendo que não é verdade que todas as religiões são boas. Historicamente não é verdade; logicamente também não.

Historicamente não é verdade porque existiram e existem religiões simplesmente más, que ao longo de sua existência pregaram o ódio, o terrorismo, a destruição pela destruição. Algumas praticaram –, e ainda praticam –, mesmo o sacrifício humano. É evidente que tais modalidades religiosas, mesmo em uma sociedade como a nossa, em que a liberdade é cláusula pétrea, simplesmente não têm direito de existir, pelo simples fato de atentarem contra a própria humanidade.

Do ponto de vista da lógica, independentemente de se admitir ou não alguma proposição de fé –mesmo do ponto de vista puramente laico e racional – não é possível pôr no mesmo nível uma religião que prega absoluto amor ao próximo, como é o caso do cristianismo, com uma religião que oferece o holocausto de crianças em honra a um ser de trevas, como é o caso das seitas satânicas. Ainda que a liberdade religiosa seja cláusula pétrea de nossa constituição, é preciso admitir que uma religião que combata a própria civilização, que pregue o ódio, o terrorismo, que vá contra os princípios mais básicos da dignidade humana, simplesmente não devem (por certo não deveriam) ser toleradas.



Não são todas iguais e não há escapatória: é preciso escolher

Além de todo o exposto até aqui, há um fato histórico que determina de modo inexorável que não se possa considerar todas as religiões iguais: a fé em Jesus Cristo homem e Deus.

Maomé é profeta, não Deus; Buda é "o iluminado", não Deus; Confúcio é um grande sábio, não Deus. Cada fundador de cada religião ou seita que há no mundo foi ou é considerado um grande ser humano, um grande líder, alguém capaz de compreender Deus melhor do que os outros, ou falar com anjos, "entidades" espirituais ou da natureza, etc. O cristianismo se diferencia, radical e definitivamente, das demais religiões, porque segundo a nossa fé é a única religião fundada diretamente por Deus feito homem.

Jesus, aqu'Ele que adoramos – que para nós é Senhor, Salvador e Deus – nasceu em Belém, viveu em Nazaré, morreu em Jerusalém; foi condenado por Pôncio Pilatos, crucificado, morto e sepultado. São fatos concretos. Estamos postos diante de uma encruzilhada, e é preciso tomar uma decisão. Não é possível escolher permanecer "em cima do muro". Ou vai-se para um lado ou para outro: ou Jesus é Deus e, portanto, inescapavelmente todas as outras religiões estão em níveis inferiores, ainda que possam conter verdades (pois Deus se fez homem em Jesus Cristo e apenas o cristianismo o reconhece e prega), ou Jesus não é Deus, e nesse caso o cristianismo é a maior das farsas.

Ou cremos ou não, e isso necessariamente muda toda a nossa vida, em todos os níveis. Não se pode dizer: "Jesus é muito bom, é muito 'legal'; gosto dele e do que ele diz, é tudo muito bonito, mas eu prefiro continuar acreditando que ele foi um entre muitos outros profetas, santos ou 'avatares', porque Buda também é 'legal', assim como Mahavira, Zoroastro, Confúcio,  Maomé, todos os meus 'orixás' e etc, etc...".

Jesus não pode ser só "legal". Não pode ser um entre muitos, porque Ele se apresenta como Deus Todo-Poderoso e único Salvador. Se Ele diz a verdade, então crer n'Ele e aceitá-lo muda tudo. Se Ele mentiu ou estava profundamente equivocado, todos os que o seguem como Deus estão perdidos e levando outros à perdição. A proposta do cristianismo é aceitar Jesus como o Cristo, como Deus, Criador, Mantenedor e Destruidor de tudo o que existe. O cristão crê que todas as coisas encontram o seu sentido em Cristo. Tudo foi criado por Ele e para Ele. É Ele a razão de ser de tudo o que há; é o sentido da vida de cada homem e mulher, e isso significa que Ele é o Senhor de tudo.

A pregação cristã e católica consiste em dizer que Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, o Verbo de Deus encarnado, que continua vivo na história, num Corpo concreto chamado Igreja, e essa Igreja é Católica e Apostólica, tendo sua sede primacial em Roma, portanto é chamada Romana. Este mesmo Jesus Cristo continua Vivo e Presente através da Igreja, em seu Magistério e em seus Sacramentos.

Ou se aceita tudo isto, todo o pacote de verdades, todos estes fatos que convergem e estão intrinsecamente ligados entre si, ou não. Ou se crê ou se descarta. Ou se ama ou se abomina. Ou se adere ou se abandona. Não se pode dizer: "até gosto de Jesus, mas não sou radical". Ora, se Jesus é mesmo Deus e o único Doador da vida, o único Caminho para a salvação, então precisamos segui-lo, se é que desejamos a vida eterna. E se Jesus não é Deus, fujamos dele, porque veio propor o maior dos enganos!

Por tudo isso, não faz sentido dizer que as religiões são todas boas, ou todas iguais: ou somente o cristianismo é bom, ou apenas o cristianismo deve ser radicalmente descartado, e aí estaremos "livres" para abraçar todas as outras crenças, que não necessariamente se excluem. É preciso, é necessário escolher.


Conclusão

Por outro lado, não estamos aqui pregando o ódio ou a intolerância contra as outras religiões. Pelo contrário, o cristão –, exatamente por ser inevitavelmente católico, isto é, universal –, prega a única verdade a todos, por uma questão de caridade. Não queremos esconder o grande "segredo" de que Deus se fez homem para a nossa salvação, e de que podemos comungar do seu Corpo e Sangue, Alma e Divindade, porque queremos a salvação de todos, e não a condenação de ninguém.

Não estamos pregando uma guerra santa. Não cremos que aqueles que não aceitam a nossa fé devam ser maltratados, degolados ou excluídos. Não fazemos acepção de pessoas, ao contrário. É nosso dever sagrado amar a todos, até mesmo (e especialmente) os que nos odeiam e nos maltratam (Mt 5,43-45). Entendemos que amar e tratar bem somente aqueles que nos amam é a prática, justamente, dos não cristãos (Mt 5,46-47). Amar a Deus e ao próximo (como a nós mesmos) é exatamente o que nos define. É nosso maior Mandamento, que resume todos os outros. Por isso, desde a época dos primeiros mártires, das primeiras perseguições, a fé católica foi sempre, como continua sendo hoje, não algo pelo que se mata, mas sim algo pelo que se morre.

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Ref.:
1. RATZINGER, Joseph Cardeal. O Sal da Terra, um diálogo com Peter Sewald. Rio de Janeiro: Imago, 2005.
• 'Todas as religiões são igualmente boas?', episódio de 'A resposta católica', vídeo-aula do padre Paulo Ricardo de Azevedo Jr., disp. em:
https://padrepauloricardo.org/episodios/todas-as-religioes-sao-igualmente-boas
Acesso 30/9/015
www.ofielcatolico.com.br

10 comentários:

  1. Mais uma verdadeira obra prima desse apostolado fiel católico que eu espero que não acabe nunca!!!!

    AJR

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  2. Post perfeito, me recordei da Carta a Diogneto, que emociona ao descrever os cristão, e por somos diferentes:

    “Os cristãos não se distinguem dos outros homens nem por sua terra, nem por sua língua, nem por seus costumes. Eles não moram em cidades separadas, nem falam línguas estranhas, nem têm qualquer modo especial de viver. Sua doutrina não foi inventada por eles, nem se deve ao talento e à especulação de homens curiosos; eles não professam, como outros, nenhum ensinamento humano. Pelo contrário: mesmo vivendo em cidades gregas e bárbaras, conforme a sorte de cada um, e adaptando-se aos costumes de cada lugar quanto à roupa, ao alimento e a todo o resto, eles testemunham um modo de vida admirável e, sem dúvida, paradoxal.

    Vivem na sua pátria, mas como se fossem forasteiros; participam de tudo como cristãos, e suportam tudo como estrangeiros. Toda pátria estrangeira é sua pátria, e cada pátria é para eles estrangeira. Casam-se como todos e geram filhos, mas não abandonam os recém-nascidos. Compartilham a mesa, mas não o leito; vivem na carne, mas não vivem segundo a carne; moram na terra, mas têm a sua cidadania no céu; obedecem às leis estabelecidas, mas, com a sua vida, superam todas as leis; amam a todos e são perseguidos por todos; são desconhecidos e, ainda assim, condenados; são assassinados, e, deste modo, recebem a vida; são pobres, mas enriquecem a muitos; carecem de tudo, mas têm abundância de tudo; são desprezados e, no desprezo, recebem a glória; são amaldiçoados, mas, depois, proclamados justos; são injuriados e, no entanto, bendizem; são maltratados e, apesar disso, prestam tributo; fazem o bem e são punidos como malfeitores; são condenados, mas se alegram como se recebessem a vida. Os judeus os combatem como estrangeiros; os gregos os perseguem; e quem os odeia não sabe dizer o motivo desse ódio.

    Assim como a alma está no corpo, assim os cristãos estão no mundo. A alma está espalhada por todas as partes do corpo; os cristãos, por todas as partes do mundo. A alma habita no corpo, mas não procede do corpo; os cristãos habitam no mundo, mas não pertencem ao mundo. A alma invisível está contida num corpo visível; os cristãos são visíveis no mundo, mas a sua religião é invisível. A carne odeia e combate a alma, mesmo não tendo recebido dela nenhuma ofensa, porque a alma a impede de gozar dos prazeres mundanos; embora não tenha recebido injustiça por parte dos cristãos, o mundo os odeia, porque eles se opõem aos seus prazeres desordenados. A alma ama a carne e os membros que a odeiam; os cristãos também amam aqueles que os odeiam. A alma está contida no corpo, mas é ela que sustenta o corpo; os cristãos estão no mundo, como numa prisão, mas são eles que sustentam o mundo. A alma imortal habita em uma tenda mortal; os cristãos também habitam, como estrangeiros, em moradas que se corrompem, esperando a incorruptibilidade nos céus. Maltratada no comer e no beber, a alma se aprimora; também os cristãos, maltratados, se multiplicam mais a cada dia. Esta é a posição que Deus lhes determinou; e a eles não é lícito rejeitá-la”.

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  3. Gostaria de parabenizar os idealizadores deste blog, pois concordando ou não, respeito e considero aquele que tem argumento para defender sua Fé. Não sou católico e nem protestante, sou uma pessoa que buscar conhecimento para então fundamentar minha Fé em um caminho que me leve à Deus através de Jesus Cristo. Se me permitirem estarei sempre participando deste blog com perguntas para esclarecer minhas dúvidas sobre o Catolicismo e suas crenças.

    Sobre o post em si concordo em gênero e grau em dizer que nem todas religiões são iguais e é impossível que todas as religiões levem ao mesmo Deus, à não ser que deus seja contraditório, (o que duvido, pois se assim fosse Ele não seria Deus), como poderia Deus dizer a religião A que algo é errado e dizer a religião B que é correto. Não sei se há uma religião plenamente correta, mesmo que muitos insistem em dizer que a sua religião é a verdadeira.

    Mas não estou aqui para julgar se a religião católica é o não a verdadeira, quem à de julgar é Deus. Estou aqui para aprender com humildade com os escritos e opiniões dos irmãos.

    Que Deus nosso Pai através de Cristo Jesus nos ilumine com seu Espírito Santo para que possamos aprender uns com os outros o caminho da verdade. Amém

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    1. Seja muito bem vindo e conte com o nosso auxílio em sua busca pela Verdade. Eu um dia estive exatamente no ponto em que você está agora, e foi através de muito estudo, da oração contínua e da fé persistente que terminei por descobrir que a Verdade estava bem ao meu alcance, e que a Casa do Pai me esperava com as portas abertas, bem ali na esquina da rua onde moro.

      De imediato, posso lhe dizer que se você simplesmente refletir um pouco, vai chegar à conclusão de que a Verdade precisa existir em alguma religião, porque se não fosse assim Deus estaria nos condenando a uma vida de ignorância, sem nenhuma esperança de um dia alcançar a luz.

      Viveríamos errando entre uma e outra doutrina falsa, ou incompleta, imperfeita, sem esperança de jamais conhecer o que é verdade e o que é engano.

      Você esperaria isso da parte de um Deus presumivelmente misericordioso, amoroso e justo?


      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    2. Apostolado Fiel Católico

      Como disse: "Não sei se há uma religião plenamente correta", com isso quero dizer que talvez exista, mas até o momento não consegui ver em nenhuma religião uma total coerência entre o que ensinado e praticado dentro das igrejas.

      Acredito sim que Deus deixou uma Verdade a ser seguida, mas não tenho visto essa Verdade sendo principalmente "Praticada" dentro das religiões que tenho estudado. Vejo até ser pregado parte dessa Verdade mas na prática é outro assunto.

      Sabe Fiel Católico sou totalmente contra estudar uma religião baseado no que outros dizem, acho que o mais correto é ir direto a fonte como estou fazendo agora, procurando saber mais sobre o Catolicismo sobre a visão Católica, pois só assim poderei ter uma opinião mas coerente sobre as crenças e ideologia pregada e praticada pela Igreja Católica.

      Espero em Cristo Jesus que essa troca de conhecimentos possa ser a mais amigável possível.

      Acredito que a humildade seja o princípio da sabedoria, e que possamos aprender juntos a melhor forma de agradar a Deus.

      Desejo sinceramente que o Deus de paz nos ilumine e nos conduza em seu caminho. Amém

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    3. Caro Cleber, se queres ir direto a fonte, estais no caminho certo, consultando este maravilhoso Apostolado, para o aprimoramento do conhecimento teórico das verdades deixadas por Nosso Senhor Jesus Cristo.
      Agora, se queres ter uma “opinião mais coerente sobre as crenças e ideologia pregada e praticada pela Igreja Católica”, deves em primeiríssimo lugar engajar-se numa comunidade paroquial, na “pratica” da evangelização das verdades deixadas por Nosso Senhor Jesus Cristo, no serviço voluntario em favor dos mais necessitados. “Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha. (São Mateus 7, 24)
      Como podemos ver uma verdade sendo “praticada” dentro de uma religião, só por ouvir dizer ou por ter lido algo a respeito, sem ter praticado as Obras de Deus dentro desta religião? (Conf . São João 6, 28), e São Tiago nos diz que uma “fé sem obra é morta” (2, 26).
      “A religião pura e sem mácula aos olhos de Deus e nosso Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições, e conservar-se puro da corrupção deste mundo”. (São Tiago 1, 27). E, esta religião, sem sombra de dúvidas, preexiste na Santa Igreja Católica Apostólica Romana, espalhada por toda terra.
      Pense nisto!
      Seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!

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    4. Amado irmão André Catholicus a Paz de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo
      Já visitei uma igreja Católica e conheci um pouco do trabalho realizado pela mesma. Algo que parabenizo neste trabalho é realização de trabalhos sociais voluntários não só praticado pela igreja como por seus fiéis, mas um fato que me incomoda sobre a religião Católica é o que também vejo em outras religiões, uma incoerência muito grande entre o que é proclamado como crença pela igreja e o que é praticado.
      Por esse motivo estou buscando conhecer mais sobre a teoria (crenças) para fazer uma comparação mais apurada da pratica.
      Por exemplo digo sobre a adoração a imagens quando estudo as crenças Católicas (teoria) vejo a Igreja dizer que não ensina e nem apoia tais atos, mas na pratica vejo muitos ditos católicos cometerem a idolatria de adorar imagens, o irmão entende.
      Há uma diferença muito grande em alguns pontos defendidos pela igreja Católica e o que praticado pelos fiéis.
      Acredito que o Evangelho de Cristo não é só teoria e sim pratica. E estou lutando a cada dia para poder praticar este Evangelho, mesmo eu sendo falho.
      Que Deus abençoe o irmão e este trabalho de defesa e exposição das crenças Católicas.

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    5. Caro Cleber, tendo em vista que você já deve ter estudado o suficiente sobre o cristianismo na sua busca pela Verdade para saber que os pecados de um fiel não tornam a Igreja Católica pecadora, até porque a traição de Judas não fez da Igreja primitiva traidora do Evangelho, e que a veneração de imagens, algo atestado pela Bíblia, Tradição e Magistério, não constitui adoração das mesmas, diga-nos: que idolatria é essa que a Igreja condena, combate, não é praticada por boa parte dos fiéis (que veneram, mas não adoram ninguém além de Deus) mas ainda faz você achar a Igreja incoerente, como se ela também fosse culpada pela traição de Judas? A paz de NSJC!

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  4. Muito bom texto. Apenas discordo quanto ao fato da sede da Igreja de Cristo estar em Roma. Em verdade, a sede da Igreja do Senhor está em nós que O aceitamos como nosso Salvador (somos templo do Espírito Santo).

    O texto é límpido. Não podemos usar de relativismos que agradam a conveniência daqueles que nao creem em Jesus. Muito pelo contrário: temos que continuar pregando que Ele é o caminho, a verdade e a vida.

    O Brasil, assim como todo o mundo, vem sendo brutalmente atacado por essa necessidade de relativizar a fé, com aquele discurso de que todos os caminhos levam a Deus. Não, reafirmo! O único caminho se chama Jesus Cristo, pois quem, além dEle, sem pecado, morreu por todos nós, ressuscitando em um corpo glorificado ao terceiro dia?

    Que a paz do Senhor Jesus esteja com todos. Amém!

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    1. Caro anônimo, você está sendo completamente contraditório. Você não pode ser contra o relativismo se adota a postura relativista e ilógica de dizer que a sede da Igreja de Cristo está em nós (oi?), como se dentro de cada ser humano estivesse o lugar onde mora o Papa, sucessor de São Pedro e de onde ele comanda a Igreja.
      Só não acredito que você esteja realmente confundindo um templo físico, como a Basílica de São Pedro ou qualquer outra construção ligada ao culto, com o Templo do Espírito Santo do qual nos fala São Paulo. A paz de NSJC!

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