Quem eram os nicolaítas?


RECEBEMOS DE UM LEITOR cujo nome não estamos autorizados a divulgar a mensagem que reproduzimos abaixo, seguido de nossa reposta, que julgamos poderá ser do interesse de outros:

(Sobre a passagem de ) Apocalipse 2,6 (que menciona e condena os 'nicolaítas'), procurei resposta em alguns sites. Tentei encontrar respostas em alguns sites, mais porém nada tão confiavel... Mtos protestantes falam somente abobrinha!! E o seu blog eu leio as vezes q tenho algumas dúvidas e confio. Gostaria que vc me ajudasse a achar essa resposta!! Obrigado."

Trata-se de um tema difícil, porque a simples verdade é que não temos hoje fontes documentais confiáveis suficientemente claras para compreendermos bem o fenômeno nicolaíta. Falsos entendidos já tentaram se aproveitar dessa passagem obscura para forçar interpretações sem nenhum fundamento, invariavelmente com o fito de atacar a Igreja Católica (só para não variar). Pelo teor da sua mensagem, parece que você já conheceu alguns desses textos repletos de "abobrinhas", como diz. – Eu não diria melhor. – Vejamos o trecho em questão, antes de nos debruçarmos sobre ele na tentativa de compreender o seu significado (o trecho citado pelo consulente está destacado em negrito):

Ao anjo da igreja em Éfeso, escreve: Eis o que diz aquele que segura as sete estrelas na sua mão direita, aquele que anda pelo meio dos sete candelabros de ouro. Conheço tuas obras, teu trabalho e tua paciência: não podes suportar os maus, puseste à prova os que se dizem apóstolos e não o são, e os achaste mentirosos. Tens perseverança, sofreste pelo meu Nome e não desanimaste. Mas tenho contra ti que arrefeceste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, donde caíste. Arrepende-te e retorna às tuas primeiras obras. Senão, virei a ti e removerei o teu candelabro do seu lugar, caso não te arrependas. Mas isto tens de bem: detestas as obras dos nicolaítas, como eu as detesto. Quem tiver ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor darei de comer (do fruto) da Árvore da Vida, que se acha no Paraíso de Deus."
(Ap 2,1-7)

Na Mensagem ao anjo da igreja em Éfeso, o Senhor, entre outras advertências e exortações, destaca como positivo o fato de que essa comunidade detesta as práticas dos nicolaítas (2,6), assim como também Ele próprio as detesta. É diferente no caso da igreja em Pérgamo, recriminada por tolerar os que se prendem à doutrina de Balaão, que incitava o povo a comer alimentos sacrificados aos ídolos e à prostituição/imoralidades sexuais, além de (mais uma vez) tolerar os sequazes da doutrina dos nicolaítas (Ap 2,14-15).

Quem eram os nicolaítas? A palavra deriva da junção dos termos nikh (= triunfo; vitória,  com sentido de dominação sobre) e laos (= povo; gente; multidão, que aqui aludiria aos filhos de Israel ou aos cristãos); ou laikos (= leigo, com sentido de povo em geral conforme o grego moderno – a partir do séc. IV). Assim, o título nicolaítas, composto destas duas palavras, tem sentido de "dominadores do povo". Segundo Richard, autor protestante, “provavelmente os nicolaítas eram cristãos ricos que participavam ativamente das estruturas econômicas, sociais, culturais e, necessariamente, religiosas da cidade; buscavam, pois uma doutrina que compatibilizasse o cristianismo com tal integração.” 1

Já Hemer, outro autor protestante, diz que:

Os nicolaítas eram um movimento antinomista cujos antecedentes remontam à interpretação equivocada da liberdade paulina e cuja incidência talvez esteja ligada às pressões específicas do culto ao imperador e a sociedade pagã. É possível que o importante  símile feito com a figura de Balaão indique uma relação com movimentos semelhantes enfrentados pela Igreja em outros lugares. Na ausência de dados concretos, contudo, a natureza dessa relação não passa de especulação. Pode ser que houvesse um elemento gnóstico no ensino nicolaíta, mas, em nossos textos primários, trata-se de um erro prático, não de gnosticismo propriamente dito."2

Fizemos questão, até aqui, de publicar o testemunho de autores protestantes reconhecidos, para que fique bem claro que qualquer suposta "explicação" da parte de certos "pastores" e/ou blogs/websites ditas "evangélicos" é forçada e totalmente desprovida de base. O que podemos auferir da esparsa documentação histórica existente é que os nicolaítas praticavam sexo ilícito e eram imorais, além de adotarem práticas pagãs, e que talvez procurassem secularizar a Igreja, propondo uma doutrina que compatibilizasse a Igreja e o mundo, já que comporiam uma casta de cristãos ricos apegados aos bens materiais.

Basicamente é isso. Os exegetas reconhecem que hoje não dispomos de meios para conhecer em detalhes quais seriam exatamente os erros dos nicolaítas condenados no Livro do Apocalipse. Finalizamos com a explicação muito honesta o do abalizado Prof. Luiz da Rosa3, publicada no portal "A Bíblia.Org":

O contexto no qual as passagens sobre os nicolaítas aparecem é aquele da comunidade de Éfeso e de Pérgamo, duas das 7 igrejas às quais é escrita uma carta em Apocalipse. Trata-se, portanto, de uma doutrina/heresia presente em Éfeso e Pérgamo, por volta do ano 90 depois de Cristo. Contudo, hoje não conhecemos mais as características de tal heresia e podemos falar apenas baseados em poucos dados concretos.

Quanto ao fundador, por exemplo, Irineu (140-200 dC) diz que quem fundou tal heresia foi o diácono Nicolau (um dos 7 escolhidos em Atos dos Apóstolos 6). Eusébio de Cesareia, um século mais tarde, invés, contesta tal afirmação.

Quanto às suas práticas, a partir do Apocalipse não conseguimos detectar claramente quais eram as ações específicas. A maioria dos estudiosos fala em tentativa de introduzir na práxis cristã elementos do paganismo. Quais eram esses elementos, porém, não sabemos. Alguns ligam o movimento à práticas sexuais errôneas, mas creio que isso acontece por influência da história da Idade Média. De ato, naquele período, os religiosos que não observavam o celibato eram chamados de 'nicolaítas'. Contudo, a Idade Média e o início do cristianismo são duas realidades distantes uma da outra."

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1. RICHARD, Pablo. Apocalipsis, reconstrución de la esperanza. Quito: C. B. Verbo Divino, 1999, p.80.
2. HEMER, Colin, J. Letters to the Seven Churches of Asia In their Local Setting
Sheffield: Sheffield Academic Press, 1989.
3. Luiz da Rosa é bacharel em Filosofia pelo Instituto Filosófico Franciscano de Curitiba; cursou 4 anos de Teologia em Jerusalém pelo Instituto Teológico Ierosolumitano e é Mestre em Ciências Bíblicas no Pontífico Instituto Bíblico de Roma, além de Mestre em Comunicação Institucional Religiosa pela Faculdade Blanquerna de Barcelona, Espanha. Foi Professor de Sagrada Escritura no Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis (1995 e 2001) e de Tecnologias da Comunicação em Âmbito Religioso (2009 a 2011) na Pontifícia Universidade Antonianum, em Roma.
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Mensagem final do Papa Francisco na conclusão do Sínodo sobre a Família


CONCLUÍRAM-SE OS TRABALHOS do Sínodo dos Bispos sobre a Família (encerrado no último domingo, 25/10/015). Em sua intervenção final, o Papa Francisco deixou uma mensagem na qual procurou realçar a importância de se "defender o homem e não as ideias"; "o espírito e não 'a letra da doutrina'". Como de costume, sua preocupação central e ênfase estão na afirmação da Igreja como "Igreja dos pobres e dos pecadores". Em dados momentos, traz à discussão a relação entre as maneiras de difusão e aplicação da Doutrina da Igreja, enquanto conjunto de ensinamentos formais, e a realidade objetiva do mundo contemporâneo, com as suas particularidades e problemas próprios.
...Os verdadeiros defensores da doutrina não são os que defendem a letra, mas o espírito; não as ideias, mas o homem; não as fórmulas, mas a gratuidade do amor de Deus e do seu perdão. (...) Aquilo que parece normal para um bispo de um continente, pode resultar estranho, quase um escândalo, para o bispo doutro continente; aquilo que se considera violação de um direito numa sociedade, pode ser preceito óbvio e intocável noutra; aquilo que para alguns é liberdade de consciência, para outros pode ser só confusão. Na realidade, as culturas são muito diferentes entre si e cada princípio geral, se quiser ser observado e aplicado, precisa de ser inculturado.

Evidentemente, há polêmica envolvendo os frutos que serão futuramente gerados pelo Sínodo e o discurso papal, haja vista as mensagens que temos recebido. Para muitos, as considerações de Francisco seriam pouco claras e até contraditórias em alguns pontos (em um ponto enfatiza a suposta necessidade da inculturação na Igreja, que tantos maus frutos já rendeu na sua História recente, e em outro cita o 'perigo do relativismo'). O texto recorda certos pontos doutrinais sobre o Matrimônio e a família enquanto tal, mas é fato que omite pontos importantes e apresenta ambiguidades, além de enormes lacunas abertas na Disciplina em nome de uma "misericórdia pastoral" que poderá inegavelmente induzir ao relativismo (seria muita ingenuidade supor que isso não acontecerá, dada a realidade atual da Igreja).

Até aqui apresentamos a situação, de forma resumidíssima. Não nos cabe responder as perguntas lançadas no ar. Deixaria realmente o documento uma ampla margem para ser explorado como arma contra a Doutrina perene da Igreja? Publicamos abaixo  o texto integral do discurso de Francisco, um assunto que não podemos ignorar, para a reflexão de nossos leitores.


Amadas Beatitudes, Eminências, Excelências, Queridos irmãos e irmãs!

Quero, antes de mais, agradecer ao Senhor por ter guiado o nosso caminho sinodal nestes anos através do Espírito Santo, que nunca deixa faltar à Igreja o seu apoio.

Agradeço de todo o coração ao Cardeal Lorenzo Baldisseri, Secretário-Geral do Sínodo, a D. Fabio Fabene, Subsecretário e, juntamente com eles, agradeço ao Relator, o Cardeal Peter Erdö, e ao Secretário Especial, D. Bruno Forte, aos presidentes delegados, aos secretários, consultores, tradutores e todos aqueles que trabalharam de forma incansável e com total dedicação à Igreja: um cordial obrigado!

Agradeço a todos vós, amados padres sinodais, delegados fraternos, auditores, auditoras e conselheiros, párocos e famílias pela vossa ativa e frutuosa participação.

Agradeço ainda a todas as pessoas que se empenharam, de forma anônima e em silêncio, prestando a sua generosa contribuição para os trabalhos deste Sínodo.

Estai certos de que a todos recordo na minha oração ao Senhor para que vos recompense com a abundância dos seus dons e graças!

Enquanto acompanhava os trabalhos do Sínodo, pus-me esta pergunta: Que há-de significar, para a Igreja, encerrar este Sínodo dedicado à família?

Certamente não significa que esgotamos todos os temas inerentes à família, mas que procuramos iluminá-los com a luz do Evangelho, da tradição e da história bimilenária da Igreja, infundindo neles a alegria da esperança, sem cair na fácil repetição do que é indiscutível ou já se disse.

Seguramente não significa que encontramos soluções exaustivas para todas as dificuldades e dúvidas que desafiam e ameaçam a família, mas que colocamos tais dificuldades e dúvidas sob a luz da Fé, examinamo-las cuidadosamente, abordamo-las sem medo e sem esconder a cabeça na areia.

Significa que solicitamos todos a compreender a importância da instituição da família e do Matrimônio entre homem e mulher, fundado sobre a unidade e a indissolubilidade e a apreciá-la como base fundamental da sociedade e da vida humana.

Significa que escutamos e fizemos escutar as vozes das famílias e dos pastores da Igreja que vieram a Roma carregando sobre os ombros os fardos e as esperanças, as riquezas e os desafios das famílias do mundo inteiro.

Significa que demos provas da vitalidade da Igreja Católica, que não tem medo de abalar as consciências anestesiadas ou sujar as mãos discutindo, animada e francamente, sobre a família.
Significa que procuramos olhar e ler a realidade, melhor dito as realidades, de hoje com os olhos de Deus, para acender e iluminar, com a chama da fé, os corações dos homens, num período histórico de desânimo e de crise social, econômica, moral e de prevalecente negatividade.

Significa que testemunhamos a todos que o Evangelho continua a ser, para a Igreja, a fonte viva de novidade eterna, contra aqueles que querem «endoutriná-lo» como pedras mortas para as jogar contra os outros.

Significa também que espoliamos os corações fechados que, frequentemente, se escondem mesmo por detrás dos ensinamentos da Igreja ou das boas intenções para se sentar na cátedra de Moisés e julgar, às vezes com superioridade e superficialidade, os casos difíceis e as famílias feridas.
Significa que afirmamos que a Igreja é Igreja dos pobres em espírito e dos pecadores à procura do perdão e não apenas dos justos e dos santos, ou melhor dos justos e dos santos quando se sentem pobres e pecadores.

Significa que procuramos abrir os horizontes para superar toda a hermenêutica conspiradora ou perspectiva fechada, para defender e difundir a liberdade dos filhos de Deus, para transmitir a beleza da Novidade cristã, por vezes coberta pela ferrugem duma linguagem arcaica ou simplesmente incompreensível.

No caminho deste Sínodo, as diferentes opiniões que se expressaram livremente – e às vezes, infelizmente, com métodos não inteiramente benévolos – enriqueceram e animaram certamente o diálogo, proporcionando a imagem viva duma Igreja que não usa «impressos prontos», mas que, da fonte inexaurível da sua fé, tira água viva para saciar os corações ressequidos[1].

E vimos também – sem entrar nas questões dogmáticas, bem definidas pelo Magistério da Igreja – que aquilo que parece normal para um bispo de um continente, pode resultar estranho, quase um escândalo, para o bispo doutro continente; aquilo que se considera violação de um direito numa sociedade, pode ser preceito óbvio e intocável noutra; aquilo que para alguns é liberdade de consciência, para outros pode ser só confusão. Na realidade, as culturas são muito diferentes entre si e cada princípio geral, se quiser ser observado e aplicado, precisa de ser inculturado[2].

O Sínodo de 1985, que comemorava o vigésimo aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II, falou da inculturação como da «íntima transformação dos autênticos valores culturais mediante a integração no cristianismo e a encarnação do cristianismo nas várias culturas humanas»[3]. A inculturação não debilita os valores verdadeiros, mas demonstra a sua verdadeira força e a sua autenticidade, já que eles adaptam-se sem se alterar, antes transformam pacífica e gradualmente as várias culturas[4].

Vimos, inclusive através da riqueza da nossa diversidade, que o desafio que temos pela frente é sempre o mesmo: anunciar o Evangelho ao homem de hoje, defendendo a família de todos os ataques ideológicos e individualistas.

E, sem nunca cair no perigo do relativismo ou de demonizar os outros, procuramos abraçar plena e corajosamente a bondade e a misericórdia de Deus, que ultrapassa os nossos cálculos humanos e nada mais quer senão que «todos os homens sejam salvos» (1Tm 2 4), para integrar e viver este Sínodo no contexto do Ano Extraordinário da Misericórdia que a Igreja está chamada a viver.

Amados irmãos!

A experiência do Sínodo fez-nos compreender melhor também que os verdadeiros defensores da doutrina não são os que defendem a letra, mas o espírito; não as ideias, mas o homem; não as fórmulas, mas a gratuidade do amor de Deus e do seu perdão. Isto não significa de forma alguma diminuir a importância das fórmulas, das leis e dos mandamentos divinos, mas exaltar a grandeza do verdadeiro Deus, que não nos trata segundo os nossos méritos nem segundo as nossas obras, mas unicamente segundo a generosidade sem limites da sua Misericórdia (cf. Rm 3,21-30; Sl 129/130; Lc 11,37-54). Significa vencer as tentações constantes do irmão mais velho (cf. Lc 15,25-32) e dos trabalhadores invejosos (cf. Mt 20,1-16). Antes, significa valorizar ainda mais as leis e os mandamentos, criados para o homem e não vice-versa (cf. Mc 2,27).

Neste sentido, o necessário arrependimento, as obras e os esforços humanos ganham um sentido mais profundo, não como preço da Salvação – que não se pode adquirir – realizada por Cristo gratuitamente na Cruz, mas como resposta Àquele que nos amou primeiro e salvou com o preço do seu sangue inocente, quando ainda éramos pecadores (cf. Rm 5,6).

O primeiro dever da Igreja não é aplicar condenações ou anátemas, mas proclamar a misericórdia de Deus, chamar à conversão e conduzir todos os homens à salvação do Senhor (cf. Jo 12, 44-50).
Do Beato Paulo VI temos estas palavras estupendas: «Por conseguinte podemos pensar que cada um dos nossos pecados ou fugas de Deus acende n’Ele uma chama de amor mais intenso, um desejo de nos reaver e inserir de novo no seu plano de salvação (...). Deus, em Cristo, revela-Se infinitamente bom (...). Deus é bom. E não apenas em Si mesmo; Deus – dizemo-lo chorando – é bom para nós. Ele nos ama, procura, pensa, conhece, inspira e espera… Ele – se tal se pode dizer – será feliz no dia em que regressarmos e Lhe dissermos: Senhor, na vossa bondade, perdoai-me. Vemos, assim, o nosso arrependimento tornar-se a alegria de Deus»[5].

Por sua vez São João Paulo II afirmava que «a Igreja vive uma vida autêntica, quando professa e proclama a misericórdia, (...) e quando aproxima os homens das fontes da misericórdia do Salvador das quais ela é depositária e dispensadora»[6].

Também o Papa Bento XVI disse: «Na realidade, a misericórdia é o núcleo da mensagem evangélica, é o próprio nome de Deus (...). Tudo o que a Igreja diz e realiza, manifesta a misericórdia que Deus sente pelo homem, portanto, por nós. Quando a Igreja deve reafirmar uma verdade menosprezada, ou um bem traído, fá-lo sempre estimulada pelo amor misericordioso, para que os homens tenham vida e a tenham em abundância (cf. Jo 10, 10)»[7].

Sob esta luz e graça, neste tempo de graça que a Igreja viveu dialogando e discutindo sobre a família, sentimo-nos enriquecidos mutuamente; e muitos de nós experimentaram a ação do Espírito Santo, que é o verdadeiro protagonista e artífice do Sínodo. Para todos nós, a palavra «família» já não soa como antes, a ponto de encontrarmos nela o resumo da sua vocação e o significado de todo o caminho sinodal[8].

Na verdade, para a Igreja, encerrar o Sínodo significa voltar realmente a «caminhar juntos» para levar a toda a parte do mundo, a cada diocese, a cada comunidade e a cada situação a luz do Evangelho, o abraço da Igreja e o apoio da misericórdia Deus!
Obrigado! Obrigado!

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1 Cf. PAPA FRANCISCO, Carta ao Magno Chanceler da "Pontificia Universidad Católica Argentina", no centenário da Faculdade de Teologia, 3 de Março de 2015.

2 Cf. PONTIFÍCIA COMISSÃO BÍBLICA, Fé e cultura à luz da Bíblia. Actas da Sessão Plenária de 1979 da Pontifícia Comissão Bíblica, LDC, Leumann 1981; CONC. ECUM. VAT. II, Gaudium et spes, 44.

3 Relação final (7 de Dezembro de 1985), II/D.4: L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 22/XII/1985), 652.

4 «Em virtude da sua missão pastoral, a Igreja deve manter-se sempre atenta às mudanças históricas e à evolução das mentalidades. Certamente não para se submeter a elas, mas para superar os obstáculos que possam opor-se à recepção das suas recomendações e das suas directrizes» (Entrevista ao Cardeal Georges Cottier, La Civiltà Cattolica, 3963-3964, 8 de Agosto de 2015, p. 272).

5 Homilia, 23 de Junho de 1968: Insegnamenti 6, 1968, 1177-1178.

6 Carta. enc. Dives in misericordia, 30 de Novembro de 1980, 13. Disse também: «No mistério pascal, (…) Deus mostra-Se-nos por aquilo que é: um Pai de coração terno, que não se rende diante da ingratidão dos seus filhos, e está
sempre disposto ao perdão» (JOÃO PAULO II, Alocução do «Regina Caeli», 23 de Abril de 1995: Insegnamenti 18/1, 1995, 1035). E descrevia a resistência à misericórdia com estas palavras: «A mentalidade contemporânea, talvez mais do que a do homem do passado, parece opor-se ao Deus de misericórdia e, além disso, tende a separar da vida e a tirar do coração humano a própria ideia da misericórdia. A palavra e o conceito de misericórdia parecem causar mal-estar ao homem» (Carta enc. Dives in misericordia, 2).

7 Alocução do «Regina Caeli», 30 de Março de 2008: Insegnamenti 4/1, 2008, 489-490. E, referindo-se ao poder da misericórdia, afirma: «É a misericórdia que põe um limite ao mal. Nela expressa-se a natureza muito peculiar de Deus - a sua santidade, o poder da verdade e do amor» (Homilia no Domingo da Divina Misericórdia, 15 de Abril de 2017: Insegnamenti 3/1, 2007, 667).

8 Uma análise, em acróstico, da palavra «família» ajuda-nos a resumir a missão da Igreja na sua tarefa de: Formar as novas gerações para viverem seriamente o amor, não como pretensão individualista baseada apenas no prazer e no «usa e joga fora», mas para acreditarem novamente no amor autêntico, fecundo e perpétuo, como o único caminho para sair de si mesmo, para se abrir ao outro, para sair da solidão, para viver a vontade de Deus, para se realizar plenamente, para compreender que o matrimônio é o «espaço onde se manifesta o amor divino, para defender a sacralidade da vida, de toda a vida, para defender a unidade e a indissolubilidade do vínculo conjugal como sinal da graça de Deus e da capacidade que o homem tem de amar seriamente» (Homilia na Missa de Abertura do Sínodo, 4 de Outubro de 2015) e para valorizar os cursos pré-matrimoniais como oportunidade de aprofundar o sentido cristão do sacramento do Matrimónio; Aviar-se ao encontro dos outros, porque uma Igreja fechada em si mesma é uma Igreja morta; uma Igreja que não sai do seu aprisco para procurar, acolher e conduzir todos a Cristo é uma Igreja que atraiçoa a sua missão e vocação; Manifestar e estender a misericórdia de Deus às famílias necessitadas, às pessoas abandonadas, aos idosos negligenciados, aos filhos feridos pela separação dos pais, às famílias pobres que lutam para sobreviver, aos pecadores que batem às nossas portas e àqueles que se mantêm longe, aos deficientes e a todos aqueles que se sentem feridos na alma e no corpo e aos casais dilacerados pela dor, a doença, a morte ou a perseguição; Iluminar as consciências, frequentemente rodeadas por dinâmicas nocivas e subtis que procuram até pôr-se no lugar de Deus criador: tais dinâmicas devem ser desmascaradas e combatidas no pleno respeito pela dignidade de cada pessoa; ganhar e reconstruir com humildade a confiança na Igreja, seriamente diminuída por causa da conduta e dos pecados dos seus próprios filhos; infelizmente, o contratestemunho e os escândalos cometidos dentro da Igreja por alguns clérigos afetaram a sua credibilidade e obscureceram o fulgor da sua mensagem salvífica; Labutar intensamente por apoiar e incentivar as famílias sãs, as famílias fiéis, as famílias numerosas que continuam, não obstante as suas fadigas diárias, a dar um grande testemunho de fidelidade aos ensinamentos da Igreja e aos mandamentos do Senhor; Idear uma pastoral familiar renovada, que esteja baseada no Evangelho e respeite as diferenças culturais; uma pastoral capaz de transmitir a Boa Nova com linguagem atraente e jubilosa e tirar do coração dos jovens o medo de assumir compromissos definitivos; uma pastoral que preste uma atenção particular aos filhos que são as verdadeiras vítimas das lacerações familiares; uma pastoral inovadora que implemente uma preparação adequada para o sacramento do Matrimônio e ponha termo a costumes vigentes que muitas vezes se preocupam mais com a aparência duma formalidade do que com a educação para um compromisso que dure a vida inteira; Amar incondicionalmente todas as famílias e, de modo particular, aquelas que atravessam um período de dificuldade: nenhuma família deve sentir-se sozinha ou excluída do amor e do abraço da Igreja; o verdadeiro escândalo é o medo de amar e de manifestar concretamente este amor.
[Texto original: Italiano]

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Fonte:
 News.Va, disp. em
news.va/pt/news/discurso-do-santo-padre-no-encerramento-da-xiv-ass

Acesso 26/10/015
www.ofielcatolico.com.br

Sociedade Bíblica do Brasil, ao publicar a Septuaginta, derruba antigo erro protestante


AINDA É COMUM nos meios protestantes, infelizmente, ouvir-se a afirmação de que “a Igreja Católica acrescentou sete livros à Bíblia" em algum momento da História. Segundo esta absurda teoria, esses livros (veja quais) seriam “apócrifos”. Um lamentável equívoco, – entre muitos outros, – difundido às vezes por puro desconhecimento e outras com a nítida intenção de caluniar a Igreja Católica.

Recentemente, a entidade protestante SBB (Sociedade Bíblica do Brasil), que publica as bíblias protestantes em nosso país, acabou com séculos deste grosso engano, quando publicou, para a surpresa de todos, a Septuaginta, – a antiga tradução bíblica que reúne os livros do Velho Testamento usada pelos Apóstolos de Jesus e que contém os mesmos sete livros católicos que eles, protestantes, alegavam ser um acréscimo feito pela Igreja Católica. – A SBB publicou o seguinte (vago e confuso) texto em uma nota de promoção da obra:

Septuaginta (ou Tradução dos Setenta): esta foi a primeira tradução. Realizada por 70 sábios, ela contém sete livros que não fazem parte da coleção hebraica, pois não estavam incluídos quando o cânon (ou lista oficial) do Antigo Testamento foi estabelecido por exegetas israelitas no final do Século I dC.
A igreja primitiva geralmente incluía tais livros em sua Bíblia. Eles são chamados apócrifos ou deuterocanônicos (sic) e encontram-se presentes nas Bíblias de algumas igrejas.
Esta tradução do Antigo Testamento foi utilizada em sinagogas de todas as regiões
do Mediterrâneo e representou um instrumento fundamental nos esforços empreendidos
pelos primeiros discípulos de Jesus na propagação dos ensinamentos de Deus.1

A nota é digna de citação por reconhecer que a versão dos textos bíblicos adotada pela Igreja primitiva é a mesma usada até hoje por nós, católicos, o que não deixa de ser um grande avanço. Além disso, reconhece categoricamente que os protestantes não seguem o cânon da Igreja de Cristo, e sim o da comunidade hebraica/israelita(!), – a suprema incoerência. – Apesar destes acertos, também há muitos e graves erros na apresentação da SBB, alguns realmente elementares. Dentro de nossas próprias limitações, procuraremos efetuar, abaixo, as devidas correções ao obscuro texto da SBB:

1) SBB: “Esta foi a primeira tradução. Realizada por 70 sábios, ela contém sete livros que não fazem parte da coleção hebraica, pois não estavam incluídos quando o cânon (ou lista oficial) do Antigo Testamento foi estabelecido por exegetas israelitas no final do Século I dC.

Correção: os sete livros não fazem parte da “coleção hebraica”, porque esta é muito posterior à coleção cristã, datando no mínimo do final do primeiro século, – sendo que fontes respeitadas datam a sua conclusão no segundo século, como é o caso da Enciclopédia Judaica (veja aqui). – Já a Septuaginta é anterior a Cristo (aprox. séc. III aC). Trata-se, portanto, de um erro crasso. O “detalhe” que faz toda a diferença é que essa lista sem os sete livros em questão foi produzida pelos judeus que perseguiram Jesus e os Apóstolos e que queriam extirpar os livros cristãos do meio judaico. Confirmando este  fato, diz a SBB em espantosa e claríssima contradição: “A igreja primitiva geralmente incluía tais livros em sua Bíblia”(!).

Outro "detalhe" imprescindível: esta “Igreja primitiva” citada no texto é, evidentemente, a primeira e única Igreja deixada por Jesus e continuada pelos Apóstolos, a única Igreja que possui uma história bimilenar, a mesma Igreja Católica e Apostólica atualmente sediada em Roma.

Mais um "detalhe" que muda tudo: os protestantes aceitam a autoridade da Igreja Católica para definir o cânon do Novo Testamento, – que é o cumprimento e a consumação de toda a mensagem das Sagradas Escrituras para nós, cristãos, – mas a renegam na definição do cânon do Antigo Testamento. Baseados em que autoridade fizeram tal escolha? Esta é uma pergunta sem resposta.


2) SBB: “
Eles são chamados apócrifos ou deuterocanônicos e encontram-se presentes nas Bíblias de algumas igrejas.

Correção: os sete livros são chamados “apócrifos” única e exclusivamente pelos inimigos de Cristo, que os excluíram de seu particular cânon judaico, feito somente no final do primeiro século. Deram-lhes desonestamente o nome de “apócrifos” para desclassificá-los; os protestantes, ávidos por se diferenciarem cada vez mais e em definitivo da Igreja Católica, adotaram o erro e se uniram aos carrascos e escarnecedores de Jesus.

De fato, o termo "apócrifo" sempre significou um "escrito de assunto sagrado não incluído pela Igreja no cânon das Escrituras autênticas e divinamente inspiradas"2, e "texto religioso cristão que não se inclui na lista canônica de livros da Bíblia"3. Logo, demonstrado está que “apócrifos”, na realidade, são os livros que ficaram de fora do cânon da Igreja, entre os quais não se incluem os livros excluídos pelos protestantes. Os que constam da Septuaginta evidentemente estão incluídos no cânon da Igreja, e isto a SBB inadvertidamente reconhece, quando afirma: “A igreja primitiva geralmente incluía tais livros em sua Bíblia”.


3) SBB: “
Esta tradução do Antigo Testamento foi utilizada em sinagogas de todas as regiões do Mediterrâneo e representou um instrumento fundamental nos esforços empreendidos pelos primeiros discípulos de Jesus na propagação dos ensinamentos de Deus.

Aqui não há o que corrigir, pois a SBB simplesmente confessa que a Septuaginta, isto é, o Velho Testamento da Bíblia cristã e católica de sempre, foi sempre utilizada pela Igreja, desde o princípio, inclusive nas sinagogas "de todas as regiões do Mediterrâneo" como "instrumento fundamental" para a evangelização. Corretíssimo. Isso explica o porquê de tais livros já se encontrarem, inclusive, na Bíblia de Gutemberg, impressa cerca de um século antes da Reforma Protestante.

• A Bíblia de Gutemberg pode ser acessada e integralmente consultada na Biblioteca Britânica, neste link: British Library/Gutember Bible

Martinho Lutero
Lutero traduziu para o alemão os livros deuterocanônicos. Sua edição de 1534 traz o mesmo catálogo dos católicos. A sociedade Bíblica protestante, até o séc. XIX, incluía os deuterocanônicos em suas edições da Bíblia. Depois disso os excluiu, e para justificar essa grave heresia, elaborou uma coleção de calúnias contra a Igreja Católica. Até hoje certas seitas pentecostais e neo pentecostais costumam levianamente pregar uma justificativa mentirosa para cada livro que renegaram.

Logo, o que o protestantismo usa não é de fato a Bíblia dos cristãos, mas o cânon farisaico do Velho Testamento, junto ao cânon católico do Novo Testamento. Desse modo, o que o protestantismo prega não pode de modo algum ser a verdade, já que defende o princípio da Bíblia como "única regra de fé e prática".

Vejamos agora o resultado do curioso proceder da SBB para com o público protestante: a bíblia protestante "Almeida", que contém o Novo Testamento conforme o cânon da Igreja Católica e o Velho Testamento faltando sete livros, numa encadernação bem cuidada custa aproximadamente R$ 44,00. Pois bem. Os mesmos protestantes que retiraram aqueles sete livros desta bíblia, agora disponibilizam para venda a Septuaginta, que contém os mesmos sete livros que haviam tirado, por valores em torno dos R$ 134,00(!). 

Ora informamos a todos os protestantes bem intencionados que em qualquer livraria católica se pode adquirir uma excelente versão da Bíblia completa, como sempre foi usada pela Igreja de Cristo desde o início, conforme a própria SBB admite, por menos de R$20,00.

Caríssimos irmãos separados, o seu Velho Testamento é exatamente a Septuaginta que as lojas protestantes tentam vender-lhes por altos valores, depois de ter-lhes vendido uma bíblia incompleta. Que ninguém vos engane mais uma vez.


No esclarecedor vídeo abaixo, o padre Paulo Ricardo de Azevedo Jr. trata sobre o mesmo tema e aprofunda a questão:




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** Adaptado do texto de Fernando Nascimento para o blog 'Fim da Farsa'

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1. Esta nota encontrava-se até recentemente no website da SBB, em http://sbb.org.br/interna.asp?areaID=45, porém não se encontra atualmente, ainda que permaneça replicada em diversas páginas protestantes, geralmente acompanhada de críticas.
2. Dicionário Enciclopédia Encarta 99.

3. Dicionário Caldas Aulete digital.
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O Catecismo e os catecismos da Igreja Católica


** Faça aqui o download gratuito do Catecismo da Igreja Católica (CIC) completo

VEMOS HOJE muita gente bem intencionada que parece encontrar problemas para entender o que vem a ser, exatamente, o Catecismo da Igreja Católica. Para grande parcela da população católica, dizer “Catecismo” pode ser uma referência às enfadonhas "aulinhas" que tiveram, quando crianças, que na maior parte das vezes consistiam de atividades que não lhes deixaram marcas: brincar, colorir, desenhar. Para os que têm uma participação mais ativa na vida eclesial, a referência é ao Catecismo do Papa João Paulo II. Raros são os católicos que vão além disto, e raros também são aqueles que percebem o que realmente vem a ser o Catecismo.

Muitos catecismos já foram escritos. O primeiro deles, provavelmente, é o livro conhecido como Didaquê (cujo conteúdo publicamos aqui). O Catecismo de João Paulo II é apenas o mais recente. O objetivo de todos os catecismos, todavia, é o mesmo: a apresentação sucinta e ordenada das verdades de Fé em que o cristão deve crer.

O Catecismo Maior de
São Pio X
Cada catecismo foi escrito tendo um público determinado em mente, enfatizando mais este ou aquele aspecto da Fé, procurando sanar os erros mais comuns de seu tempo. Tradicionalmente, os Catecismos podem ser de três tipos: o Primeiro Catecismo, contendo uma apresentação extremamente abreviada dos pontos principais da Fé, frequentemente em forma de perguntas e respostas a memorizar. O objetivo deste tipo de Catecismo é a utilização em aulas de preparação para a Primeira Comunhão. Há quem diga que não seria pedagogicamente aconselhável usar esse tipo de memorização; esta não é a nossa opinião: se por um lado a memorização sozinha pode não servir para muita coisa, por outro, quando auxiliada por explicações claras e precisas pode perfeitamente servir para que os pontos mais fundamentais e necessários sejam memorizados e fiquem, por assim dizer, “disponíveis” na mente da pessoa para que possam ser trazidos à memória (e à consciência) quando se fizer necessário, ao contrário de cantorias, joguinhos e pinturas a lápis de cor.

Uma historieta que ouvi outro dia mostra bem essa função da memorização: contou-me um sacerdote que estivera recentemente à beira da cama de um moribundo, e sua filha, chorando, murmurava contra o que ela concebia como injustiça: a morte próxima do pai. Repetia que não podia ser para "aquilo" que o pai tinha vindo ao mundo, para sofrer daquela maneira, e afirmava que Deus estaria sendo injusto. O padre perguntou-lhe então “para que havia sido criado o homem?”, e a moça de pronto respondeu, como havia memorizado muitos anos antes: “o homem foi criado para conhecer, amar e servir a Deus neste mundo, e depois gozá-lo para sempre no outro mundo”. Atônita, ela mesma se deu conta das palavras que havia pronunciado, e percebeu a resposta divina de esperança que, em sua dor, até então vinha se negando a perceber.

O segundo tipo é o Segundo Catecismo, muitas vezes ainda em perguntas e respostas, porém mais aprofundado, destinado ao estudo de crianças mais velhas e adolescentes.

O terceiro tipo, o Terceiro Catecismo, em que se enquadra o Catecismo de João Paulo II, é um livro que contém um resumo um pouco mais aprofundado e explicado das verdades essenciais da Fé cristã, apresentando as mesmas verdades eternas ao público de um determinado tempo e de uma determinada ocasião.

O Catecismo de João Paulo II foi concebido como uma maneira de ajudar a refrear as muitas falsas interpretações do Concílio Vaticano II, que se haviam espalhado pelo mundo para a confusão dos fiéis. Para que se tenha uma ideia, na Holanda chegou a ser publicado um falso “catecismo” que negava as verdades mais básicas da Fé, apoiando-se em falsas interpretações dos textos do Concílio, – ou melhor, naquele famigerado e fictício “espírito do Concílio" ao qual os adeptos da herética "‘teologia’ da libertação" tanto recorrem em seus erros. – À época, o Papa Paulo VI mandou que este livro fosse corrigido, mas isso nunca foi feito (saiba mais).

Procurando, assim, mostrar que o Concílio Vaticano II visava o aprofundamento, não a negação nem a modificação, da Fé da Igreja, o Papa João Paulo II lançou o mais recente Catecismo, que procura apresentar a mesma Fé de sempre de uma forma mais atual, visando a eliminação dos erros do tempo presente. A parte mais rica deste Catecismo é a sua apresentação do que é negado pelas escolas de pensamento mais recentes: a cristologia ortodoxa, ou seja, o conhecimento da humanidade e divindade de Nosso Senhor, e a antropologia teológica, ou seja, a percepção verdadeira de quem é o homem.


Papa São Pio V

Se no Brasil, felizmente, os erros europeus não tiveram grande alcance, os nossos problemas vêm mais das influências nefandas do espiritismo e do protestantismo pentecostal e neopentecostal. Para esclarecer às pessoas cuja antropologia teológica foi contaminada por tais erros é bastante útil, ainda que não seja voltado especificamente para tal.

Para os erros decorrentes especificamente da contaminação protestante, contudo, parece-nos mais eficaz empregar o Catecismo dito Romano, promulgado por São Pio V e escrito por São Carlos Borromeu após o Concílio de Trento (disponível para download aqui). Este Concílio foi convocado para fornecer à Igreja definições e modos de agir quanto à então nascente heresia protestante. Assim, as partes deste Catecismo que dizem respeito à Sacramentologia, ao culto dos Santos e outras verdades de Fé negadas pelo protestantismo são extremamente úteis para o cristão brasileiro.

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Texto adaptado do artigo do Profº Carlos Ramalhete para a revista 'In Guardia' nº2, de outubro de 2011, pp. 57-58.
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Há compatibilidade entre cristianismo e espiritismo?

CATÓLICOS PODEM frequentar o espiritismo? À primeira vista pode parecer uma questão elementar, principalmente para os fiéis católicos bem formados, todavia essa pergunta volta a baila de tempos em tempos. De fato, nos centros espíritas é dito que sim, que não há problema em ser católico e frequentar o espiritismo. Mas o que a Igreja tem a dizer sobre isso?



A leitora "Lila" enviou-nos a pergunta que reproduzimos abaixo:

Vou sempre no centro espirita e sou muito bem tratada, sou católica mas eles dizem que não importa a religião da pessoa. (...) Não troco a minha religião por nada, mas não vejo problema ir no centro espírita. Qual o problema nisso?"

Antes de responder, caríssima Lila, faríamos nós uma pergunta: você foi informada, por lá, que para eles não há problema em "frequentar" as duas religiões. Mas você já se interessou em saber o que a Igreja acha? Já que você afirma que não troca de religião, não seria mais coerente, em primeiro lugar, saber o que a sua religião ensina?

Bem, para entender a situação, em primeiro lugar, é preciso saber o que é espiritismo e o que é ser espírita. Como os espíritas se definem? Os cursos e livros da Federação Espírita Brasileira são claros: espírita é aquele que aceita e observa as revelações que vem dos espíritos. A orientação dos espíritos é o cerne de toda a doutrina espírita, nas informações supostamente transmitidas pelas almas de pessoas já falecidas aos chamados "médiuns".

Vemos, então, que toda a doutrina espírita está baseada e fundamentada nas informações e orientações que nos chegam a partir de “entidades" ou espíritos "desencarnados”. São estes que orientam, que revelam os ensinamentos e tudo aquilo que se entende como verdadeiro e recomendável.

Deste ponto de partida muito fundamental já é possível perceber que se trata de um sistema de crenças completamente diferente do cristianismo. As bases da nossa fé não nos foram transmitidas por “espíritos”, no plural: não são “entidades” nem pessoas que já morreram, mas sim o Espírito Santo, isto é, Deus mesmo Quem revela a doutrina e guia a sua Igreja. Cremos que Jesus Cristo instituiu a sua Igreja sobre a Terra. Nós, cristãos, cremos na Revelação de Deus, enquanto Os espíritas creem nas revelações de espíritos de pessoas falecidas.

Nós, cristãos católicos, cremos que Deus inspirou os autores da Bíblia Sagrada para a nossa instrução e meditação. Os espíritas vêem a Bíblia como uma obra que possui valor apenas moral, por sinal bastante relativo e maleável, não sagrado e imutável. Allan Kardec (aliás Hippolyte Léon Denizard Rivail, nome de batismo que estava desacreditado nos meios acadêmicos quando ele adotou o pseudônimo)  escreveu seu “'evangelho' segundo o espiritismo” escolhendo cuidadosamente alguns trechos da Bíblia que lhe pareciam concordar com o que ele próprio ensinava, e descartando todas as partes que claramente o contrariavam.

O que provoca confusão é que muitos espíritas (inclusive autores de muitas publicações) costumam se declarar “cristãos”; falam muito em Jesus e até em Maria, citam nomes de santos católicos e chegam a usar orações da Igreja em seus cultos. Mas de que "Jesus" eles estariam falando, se afinal não creem que Jesus é o Cristo, isto é, nosso Senhor, Salvador e Deus?

Para os espíritas, Jesus é apenas um “espírito evoluído”, uma espécie de “entidade” iluminada que pode indicar o caminho para a nossa "evolução espiritual". Nada mais. Nós, católicos, cremos que Deus se fez homem e habitou entre nós: este é Jesus, o Verbo ou Palavra de Deus, a Revelação de Deus Pai, o Alfa e o Ômega, Princípio e Fim de todas as coisas.

Para o fiel católico Jesus não é “guia”, nem “espírito de luz” ou “entidade” e nem qualquer coisa deste gênero. Jesus é Deus conosco todos os dias. Por Ele tudo se fez, e “é nEle que vivemos, nos movemos, e existimos” (At 17,28).

Como poderíamos nós, cristãos, participar em uma instituição que contraria justamente o princípio mais sagrado e basilar da nossa fé? Uma religião ou filosofia que não aceita o Sacrifício d'Aquele que tantas dores e angústias sofreu, até se entregar a mais horrenda das mortes, pela nossa salvação? É honesto se declarar "católico" e frequentar, ao mesmo tempo, centros espíritas? Claro e evidente que não!

Além de tudo, cremos que a Igreja é a Presença de Cristo na História. Ela é o Corpo do Senhor, – sendo Jesus mesmo a Cabeça, e a Igreja seu Corpo Vivo neste mundo (Ef 5,23-30). – Para estarmos em Comunhão plena com Deus, precisamos ser membros desta Igreja. O cristianismo, portanto, não é apenas uma “doutrina”: é muito mais do que isso!

Na Encíclica Deus Caritas Est, o Papa Bento XVI ensina, com muita propriedade e autoridade, que o cristianismo "é um acontecimento”. É Deus que irrompe na História, e nos encontramos com Ele por meio do próprio Cristo Salvador. Tudo isso é negado pelo espiritismo.

Outra diferença profunda é a crença na reencarnação. O espiritismo adotou muitos princípios do paganismo, entre os quais este; para eles, os seres humanos vão “reencarnando” muitas vezes, e assim, por seus próprios esforços e méritos, vão se aperfeiçoando e merecendo a realização espiritual. Nós, cristãos, reconhecemos que, por nossos próprios esforços, não conseguimos chegar a Deus, mas é Deus Quem nos dá a Salvação.

A Bíblia ensina que já há milhares de anos os homens vêm tentando alcançar o céu por seus próprios esforços. É este o grande ensinamento da história da Torre de Babel (Gn 11): os seres humanos tentaram construir uma torre alta o bastante para chegar ao céu: nessa metáfora, a torre é a capacidade humana para crescer, se aprimorar, conquistar a glória e a eternidade. O “céu” representa a Salvação, a vida eterna no mundo dos deuses, conforme os pagãos que construíam a torre acreditavam naquela época, achando que o Paraíso era um lugar acima das nuvens. Deus então confunde as línguas, mostrando aos seres humanos que são incapazes, por suas próprias forças, de alcançar o Paraíso.

Esses antigos pagãos achavam que poderiam subir por eles mesmos, metro a metro, até chegar a Deus. É exatamente isso o que a doutrina da reencarnação ensina. Vamos reencarnando, aprendendo, "evoluindo", e assim chegamos a Deus. Mas como poderíamos "evoluir", se na vida presente nos esquecemos de tudo o que vivemos e aprendemos na encarnação passada? E a pergunta que jamais poderá ser respondida: para que então Jesus teria se entregado ao martírio, se todos nós já seríamos salvos de qualquer jeito, reencarnando milhares de vezes?

Não. Nós não podemos chegar a Deus por nós mesmos. Por isso Deus mesmo veio até nós, na Pessoa de Jesus Cristo, e nos deixou a Sua Igreja, a Sua Palavra e os Seus Sacramentos. – Todos estes são negados pelo espiritismo.

Vemos então que espiritismo e cristianismo são propostas religiosas/filosóficas completamente diferentes. Tudo o que os espíritas pensam e ensinam é o avesso daquilo que nós, católicos, cremos. Por que não podemos ser católicos e espíritas ao mesmo tempo? Simples: porque somos cristãos, e o espiritismo descarta todas as bases sobre as quais o cristianismo se fundamenta: a Divindade do Cristo, a Eucaristia e todos os outros Sacramentos, a intercessão dos santos, a existência dos anjos, a Imaculada Concepção e, principalmente, a salvação pela Graça: salvação que obtemos por Amor, sem depender de uma infinita sucessão de reencarnações.

Que Nosso Senhor ilumine para a fidelidade à Santa Igreja o entendimento de todos aqueles que erram entre seitas espíritas!
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Após visão do inferno, atriz alemã desiste da carreira e se torna eremita


O NOVO LIVRO do jornalista Antonio Socci, intitulado Avventurieri dell'eterno (Rizzoli, 2015), apresenta aos leitores o incrível testemunho de Katja Giammona (foto). Uma história que, – assegura o autor, – "tocará o fundo de sua alma".

A entrevista da ex-atriz foi dada com a permissão específica de seu pai espiritual. Para ela, de fato, "retirada do mundo com toda a sua vaidade", os contatos com o mundo externo são agora extremamente reduzidos, quase inexistentes. A disponibilidade para a entrevista foi dada via e-mail e telefone. Benedita, – como hoje se chama, na vida religiosa, – só concordou em falar porque sabe que "o seu testemunho pode ajudar a muitos".

Nascida em Wolfsburg, na Alemanha, a 11 de julho de 1975, em uma família de "testemunhas de 'Jeová'", Katja foi ensinada desde a infância a ler a Bíblia e acompanhar os pais em suas crenças. Mas, ainda no começo de sua adolescência, – graças a uma amiga católica e à ajuda de um pastor protestante, – a jovem sentiu o desejo de levar à perfeição o seu batismo, entrando plenamente na Igreja Católica (o batismo das 'testemunhas de Jeová', recorda Katja, não é considerado válido pela Igreja, porque não é ministrado em nome da Trindade).

Nos anos 90, Katja trabalhou na televisão e no cinema, realizando o sonho de tornar-se uma atriz famosa, na Alemanha e/ou na Itália. Sua carreira, todavia, foi definitivamente interrompida porque, como ela mesma explica, "Cristo me queria para Si, e que eu vivesse e trabalhasse somente para Ele, e não fazendo carreira para a TV – e para o inferno(!)".

Em fevereiro de 2002, estando em Berlim para o Festival Internacional de Cinema, aconteceu algo que mudou radicalmente a sua vida. Em visita à casa de alguns amigos, ela caiu num sono profundo, talvez por um desmaio ou pelo cansaço, indo parar em um pequeno quarto escuro. Naquele lugar, ela viu em torno de si muitas chamas que se elevavam do chão e começou a correr desesperadamente, sem achar uma saída.

Foi uma experiência real e impactante do inferno, a qual, embora tenha durado alguns momentos, pareceu-lhe uma eternidade. Ali, Katja encontrou um demônio disfarçado de jovem, que ria dela, dizendo: "Pode correr, mas daqui você não sai". Mesmo com o corpo intacto, ela sentia dores de queimaduras, um "sofrimento terrível", durante o qual ela chegou a pensar que iria morrer:

Eram sobretudo os pecados contra a castidade que me tinham levado à perdição. (...) O demônio ria do fato de que a minha alma, que procurava o verdadeiro Amor, que é Cristo, tinha sido afastada do caminho do seu Reino. Ele me mostrou os rapazes que passaram pela minha vida, ainda que apenas através de uma paquera ou de um pensamento. O nosso Bom Senhor Jesus nos ensina, no Evangelho, que é possível pecar só com um olhar ou um pensamento (cf. Mt 5,28). O ser humano quase sempre se esquece disso."

"Sim, porque não entendemos quão loucamente somos amados por Deus", – prossegue Katja, – "com um Amor infinitamente maior que o de qualquer ser humano. Se considerássemos apenas isso, não poderíamos julgar insignificante 'um pensamento'". Um outro fato também ficou profundamente gravado em sua memória:

Esses homens, meus amigos, que caminhavam nas chamas, permaneciam ali. O demônio me disse que era ele quem tinha me seduzido através deles. Tinham sido usados por ele. Também notei que havia um ou outro que não ficava naquelas chamas. Isso significava que eles não estavam no inferno, talvez tivessem se confessado dos seus pecados. Mas aqueles outros permaneciam ali. Compreendi que eles já estavam no fogo e, depois, foram enviados a mim para atirar-me nas chamas. O demônio usa especialmente aqueles que já estão em pecado mortal para atirar outras almas no abismo."

Em dado momento, através de uma fenda "aberta" naquele quarto, Katja viu a sua mãe. Convertida à fé católica há alguns anos, ela cultivava o piedoso costume de se levantar à noite para rezar a Coroa de Santa Brígida1. O relógio da sala marcava três horas da madrugada e, enquanto sua mãe rezava, Katja suplicava-lhe ardentemente por oração (já que ela 'não podia rezar a Deus por si mesma', no estado em que se encontrava): "Mamma, prega per me! Ti scongiuro, prega per me!" – "Mamãe, reza por mim! Eu te imploro, reza por mim!".

Benedita conta que, depois de abandonar a seita das "testemunhas de 'Jeová'", sua mãe tornou-se uma alma de muita penitência, tendo feito jejuns e vigílias por longos sete anos, até que Deus acolhesse a oferta dela pela sua conversão. Ela também lamenta o fato de que tantas pessoas ignorem ou se esqueçam de rezar pela conversão dos pecadores. "O Senhor me revelou", – ela afirma, – "que, quando Ele salva uma alma, não o faz porque essa pessoa é especial, mas por pura misericórdia. Ele se comove com a oração, com os sacrifícios e com as lágrimas daqueles que imploram misericórdia e salvação para uma alma".

Assim, enquanto estava no inferno, a mãe de Katja não a escutava, mas, mesmo assim, rezava pela filha, como sempre fazia, com devoção e amor maternais, – uma oração que a própria filha recusava, porque, como ela conta: "Para mim eram orações de fanáticos que, em vez de fazer bem, traziam má sorte". Presa naquele lugar infernal, porém, ela afinal entendeu que não ter ninguém para rezar por ela era "uma verdadeira punição".

Subitamente, ela viu-se cair novamente em si, e se encontrou de novo em sua cama, imóvel, pálida, e com os lábios "ligeiramente azulados". Seus amigos estavam ali, espantados, enquanto ela tentava em vão pronunciar alguma palavra, – experiência típica de quem acorda de um coma, comenta Socci. – O que aos presentes pareceu um terrível pesadelo, para Katja representou muitíssimo mais: foi a experiência do inferno, que lhe mostrou a contradição de sua vida: enquanto se dizia católica, vivia afundada no pecado.


atriz Katja Giammona interpretando um de seus papéis

A atriz até então acreditava que o pecado não era algo tão sério, e dava de ombros para a voz de sua consciência: "Eu era uma pecadora que sequer me dava conta da própria condição. Porque o mundo nos repete insistentemente que pecados não existem". Mesmo se declarando católica "no papel", a atriz vivia com seu namorado, ignorando a gravidade do seu pecado e até considerando o seu sentimento de culpa como reflexo de um "fanatismo" herdado da religião. A partir daquela noite, ela sentiu a exigência de uma mudança radical na própria vida: terminou o seu relacionamento e fez uma peregrinação a Medjugorje, juntamente com sua mãe, com o propósito sincero de consagrar a sua vida ao serviço do Senhor.

Entre as várias formas de vida consagrada, Katja sentiu que sua vocação particular era o deserto. Depois de uma experiência na África, no deserto geográfico, entendeu que o verdadeiro deserto que Deus lhe havia preparado era aquele da alma. A essa altura, decidiu se aposentar, "como Maria Madalena aos pés de Jesus", abraçando a vida eremítica e tomando para si o nome religioso de Benedita.

Foi assim que Katja abandonou definitivamente sua antiga vida para colocar-se aos pés do Senhor, – a exemplo de São Bento, Santo Arsênio e Santo Antão, os quais têm em comum o fato de "terem confiado em Cristo e se entregado completamente a Ele", sem pretensões, sem procurar títulos, riquezas ou fama, abrindo mão do dinheiro, dos projetos mundanos e mesmo dos relacionamentos humanos, mas vivendo "dia após dia a Vontade divina".

Sua vocação, Katja diz tê-la aprendido de sua experiência pessoal: a primeira vocação é o Batismo, mas, depois, "deve-se estar pronto a deixar tudo e todos, se Cristo chama, como chamou o jovem rico":

A mim, depois de sete anos de sacrifício e oração por parte de minha mãe, foi dada a graça de compreender que não basta ser batizada e ser católica 'no papel'. Descobri que Deus é católico, que a sua Igreja é a nossa querida Mãe, que devemos praticar a fé, que devemos observar os Mandamentos e que o inferno existe!"

"Deus nos conhece e conhece a nossa vocação", ela diz, e isso não é uma "coisa da cabeça ou do próprio gosto, mas algo sobrenatural". É o Espírito Santo que guia, não a razão ou os cálculos humanos. "Não tenhamos a pretensão de entender tudo de Deus. Não devemos entender, mas amar".

Ao fim da entrevista, Benedita lança um apelo: "Aventurar-se com Cristo, acreditem em mim, vale a pena. Abram as portas dos seus corações a Cristo e Ele se revelará a vocês em todo o seu esplendor!".

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1. A Coroa ou Rosário de Santa Brígida se compõe de seis dezenas de Aves-Maria, precedidas cada uma de um Pai-Nosso e seguidas de um Credo, o que faz ao todo (contando-se o Pai-Nosso e as três Aves-Maria da cruz, sessenta e três Aves-Maria e sete Pai-Nossos. Chama-se Coroa ou Rosário de Santa Brígida porque esta santa o concebeu e o deu a conhecer com o objetivo de honrar os sessenta e três anos que, segundo a opinião comum, viveu a Santíssima Virgem sobre a Terra, suas sete alegrias e suas sete dores. Deve-se observar que, embora o rosário de Santa Brígida se componha de seis dezenas, podem-se ganhar as indulgências que lhe são concedidas rezando apenas cinco, e também rezando as quinze dezenas do rosário comum. (Arquivo da Secretaria da Sagrada Congregação de Indulgências, tomo VI, pág. 144).
Saiba mais.
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Fontes e ref.:
Aleteia, disp. em:
http://it.aleteia.org/2015/09/08/katja-giammona-dal-grande-schermo-al-piccolo-eremo-passando-per-linferno/
Acesso 20/10/015

• Katholischer Nachrichtendienst, disp. em: 
http://www.kath.net/news/16884,
Acesso 20/10/015
• Blog Padre Paulo Ricardo, disp. em
https://padrepauloricardo.org/blog/apos-ver-o-inferno-atriz-alema-desiste-da-carreira-para-se-tornar-eremita#at_pco=smlwn-1.0&at_si=56278d0f30b841d8&at_ab=per-13&at_pos=0&at_tot=1
Acesso 20/10/015

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Apelo urgentíssimo aos fiéis católicos! Apoiemos o Projeto de Lei para barrar a cultura da morte no Brasil


DIVULGAMOS IPSIS LITTERIS a mensagem de Antonio Donato enviada por Juliano A. R. P – 'Em defesa da Vida, da Igreja e da Verdade', com o padre Paulo Ricardo de Azevedo Jr. Abaixo:


Prezados amigos da Anistia pela Vida,

Acabamos de receber o e-mail abaixo descrevendo a iminente votação do PL 5.069/2013 na Câmara dos Deputados. Gostaria de pedir a todos que lessem imediatamente este mail e pudessem, de segunda a quinta, ligarem para os gabinetes dos deputados para exortá-los a votarem a favor do Projeto de Lei 5.069 de 2013.

É importante entender o alcance do que está acontecendo. Temos tudo o que é necessário para vencer a votação, se houver o devido respaldo da população.

É o evento mais importante para a Defesa da Vida no Brasil desde 1989, quando Luiza Erundina iniciou o processo todo com a inauguração do serviço de abortos ditos "legais" no Hospital do Jabaquara, em São Paulo.

É talvez a primeira vez, que eu saiba, em que se inicia efetivamente a reversão da legalização do aborto em algum país, fora o caso da Polônia, que reverteu a legalização do aborto quando caiu o regime comunista.

Até hoje os pro vidas no Brasil apenas se defenderam contra projetos que visavam legalizar o aborto. Agora, pela primeira vez, podemos começar a reverter parte da máquina da Cultura da Morte que foi construída, em um processo que esperamos que possa continuar prosseguindo incessantemente. Isto não poderá deixar de ter sua influência em outros países latino americanos.

Peço a todos que comuniquem a todos sobre o que está acontecendo, abram-lhes os olhos sobre a importância do que está para acontecer, e que se empenhem em mobilizar quantas pessoas puderem para escrever e telefonar à Câmara esta semana e a seguinte, se necessário for. Deus abençoe a todos.

Antonio Donato

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MENSAGEM ORIGINAL

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A TODOS OS QUE COMPREENDEM O VALOR DA VIDA HUMANA:

Está para ser votado, no Congresso Nacional, PELA PRIMEIRA VEZ, DESDE 1990, UM PROJETO DE LEI QUE IRÁ IMPEDIR O DESENVOLVIMENTO DA CULTURA DA MORTE NO BRASIL.

As chances de aprovação para o projeto são consideráveis, mas será necessária a sua ajuda para isto. Estou lhe escrevendo para pedir a sua ajuda, e de todos os seus contatos, para obter a aprovação deste projeto.

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APRESENTAÇÃO E RESUMO

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Está para ser votado, no Congresso Nacional, pela primeira vez desde 1990, um projeto de lei que irá impedir o desenvolvimento da Cultura da Morte no Brasil. Estou lhe escrevendo para pedir a sua ajuda, e de todos os seus contatos, para obter a aprovação deste projeto.

O deputado Evandro Gussi, do PV de São Paulo, apresentou nestes dias, à Câmara dos Deputados, um substitutivo para o Projeto de Lei 5.069 de 2013. O substitutivo está para ser votado nos próximos dias na Comissão de Constitucionalidade e Justiça da Câmara, dali seguindo para o Plenário. A pressão contra o projeto, movida pelas ONGs financiadas pelas Fundações Internacionais que promovem o aborto é gigantesca.

O projeto, entre outras coisas, estabelece que no caso de gravidez resultante de estupro, o aborto somente não será punido se a gravidez for constatada em exame de corpo de delito e comunicado à autoridade policial.

O projeto também criminaliza o anúncio e a venda de substâncias destinada a provocar aborto, assim como orientar gestantes sobre como praticar o aborto.

A esmagadora maioria dos brasileiros é totalmente contrária ao aborto, a aprovação ao aborto diminui a cada ano pelo menos desde 1994 e nos últimos seis anos, segundo os dados dos atendimentos pós-aborto fornecido pelo SUS, a própria prática do aborto tem diminuído a uma taxa de 12% ao ano todos os anos. O número de abortos clandestinos no Brasil não é um milhão por ano, como se sustenta falsamente e de modo proposital, mas cerca de 100 mil por ano, e este número está diminuindo aproximadamente a 12% ao ano. 

Veja uma palestra mostrando a verdade sobre este assunto, realizada no próprio Congresso Nacional brasileiro, em setembro de 2015, neste link:

Por que foi apresentado o Substitutivo do Projeto de Lei 5.069 de 2013? Porque governo do PT, conforme detalhamos mais adiante, contrariamente ao que toda a nação brasileira pensa sobre o assunto, anunciou em 2012 que pretendia criar serviços de orientação à gestante sobre os melhores meios de provocar ela mesmo um aborto. O Ministério da Saúde está trabalhando ativamente nesta direção. Para facilitar este programa, multiplicaram-se no Brasil, nos últimos anos, a propaganda e a venda de substâncias abortivas. Para agravar a situação, desde 2004, nos serviços de abortos em casos de estupro, por Norma do Ministério da Saúde, não se exige mais nenhuma prova de que houve estupro a não ser a própria palavra da gestante. Nestes serviços, afirmam as normas do Ministério, a palavra da gestante deve ser recebida com presunção de veracidade sem necessidade de nenhuma prova, e com isto multiplicaram-se assustadoramente os casos de abortos praticados pelos serviços públicos em que não houve qualquer violência.

Isto é apenas o resumo dos fatos.

O quadro dentro do qual se insere o projeto é mais amplo e está detalhado mais adiante. A realidade é que há um planejamento consciente por parte do governo, amparado pelo financiamento e pelas estratégias desenvolvidas por uma rede de Fundações Internacionais, que está conscientemente trabalhando para implantar a Cultura da Morte no Brasil e nos países que se opõem à prática do aborto, principalmente na América Latina. Os detalhes podem ser conferidos mais adiante nesta mesma mensagem.

Precisamos de sua ajuda para aprovar o Substitutivo do Projeto de Lei 5.069 de 2013. As ONGs que promovem o aborto no Brasil e alguns parlamentares que trabalham com elas estão conscientes da importância deste projeto e estão fazendo tudo o que podem para impedir sua aprovação. Precisamos que você telefone, envie fax e e-mails aos deputados da Comissão de Constitucionalidade e Justiça da Câmara pedindo-lhes que, em nome do povo brasileiro, aprovem o Substitutivo. Os telefones e e-mails dos deputados estão no final desta mensagem.

LEIA, ESTUDE E DIVULGUE TODOS OS DETALHES OFERECIDOS ABAIXO. AJUDE A CONSTRUIR A VERDADEIRA DEMOCRACIA BRASILEIRA

Agradeço a todos pelo imenso bem que estão ajudando a promover e procurarei manter a todos informados sobre o desenrolar dos fatos.

ALBERTO R. S. MONTEIRO

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Leia a seguir:

1. O QUE ESTÁ ACONTECENDO

2. O QUE DEVE SER FEITO

3. REFERÊNCIAS FUNDAMENTAIS

4. TELEFONES DOS DEPUTADOS DA COMISSÃO
DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE
CIDADANIA

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1. O QUE ESTÁ ACONTECENDO

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O Substitutivo do PL 5.069 de 2013, dentre outras disposições, criminaliza o anúncio e a venda de substâncias destinada a provocar aborto, assim como orientar gestantes sobre como praticar o aborto.

O projeto também estabelece que, diversamente do estabelecido nas normas publicadas em 2004 pelo Ministério da Saúde, no caso de gravidez resultante de estupro, o aborto somente não será punido se a
gravidez for constatada em exame de corpo de delito e comunicado à autoridade policial. Segundo o Ministério da Saúde, desde 2004 basta a palavra da mulher dizendo que foi estuprada e, desde 2013, depois da promulgação da Lei do Cavalo de Troia, basta dizer que a relação sexual não foi consentida.

A idéia básica para a implantação gradual e completa do aborto nos países que são a favor da vida, desenvolvida nos manuais internacionais de ativismo sobre aborto, consiste em implantar uma rede de serviços de abortos em casos de estupro e ampliar o conceito de estupro até praticamente englobar qualquer tipo de aborto. Esta é justamente a estratégia que está sendo seguida pelo Partido dos
Trabalhadores sob a orientação das grandes Fundações Internacionais. A história começou em 1989, quando a prefeita de São Paulo, Luiza Erundina, do PT, criou o primeiro serviço de abortos em caso de estupros no Hospital do Jabaquara. A partir da iniciativa de São Paulo, os fundamentos para a implantação da Cultura da Morte foram sendo construídos em todo o Brasil.

As referências detalhadas aos documentos básicos para as afirmações que são feitas a seguir estão no final desta mensagem.

Ao assumir a presidência, um dos primeiros atos de Lula em relação à questão do aborto foi assinar o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, em que ele se comprometia a legalizar o aborto no Brasil.

Em 2004, o governo do PT publicou, pelo Ministério da Saúde, uma Norma Técnica sobre os serviços de aborto em casos de estupro em que se passou a não mais exigir qualquer prova ou documento comprovando o estupro para que uma mulher pudesse pedir o aborto. Segundo a nova Norma, bastaria "A PALAVRA DA MULHER QUE BUSCA OS SERVIÇOS DE SAÚDE AFIRMANDO TER SOFRIDO VIOLÊNCIA, A QUAL DEVERÁ TER CREDIBILIDADE, DEVENDO SER RECEBIDA COM PRESUNÇÃO DE VERACIDADE".

Em abril de 2005 o governo brasileiro apresentou oficialmente à ONU, por duas vezes, a primeira em um documento entregue ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, e a segunda em outro documento apresentado ao Comitê do CEDAW, o compromisso de legalizar o aborto ainda no mandato do então presidente. 

Em setembro de 2005 o Lula apresentou ao Congresso Nacional, através da Ministra Nilcéia Freire, hoje diretora da Fundação Ford no Brasil, um projeto de lei, conhecido como substitutivo do PL 1135/95, que pretendia tornar legal e totalmente livre o aborto durante todos os nove meses da gravidez. 

Em abril de 2006 a descriminalização do aborto foi oficialmente incluída pelo PT como diretriz do programa de governo para o segundo mandato do Presidente Lula.

Quatro dias antes do primeiro turno das eleições para o segundo mandato, em 27 de setembro de 2006, o próprio Presidente Lula incluiu o aborto em seu programa pessoal de governo.

Em setembro de 2007 o Terceiro Congresso Nacional do PT aprovou em caráter obrigatório para todos os membros do Partido a descriminalização do aborto como programa de Partido.

No dia 17 de setembro de 2009, em um julgamento presidido pelo Deputado Ricardo Berzoini, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, e mais 38 juízes, o Partido condenou e na prática expulsou da organização os deputados federais Luiz Bassuma (do Estado da Bahia) e Henrique Afonso (do Estado do Acre), por terem se posicionado contra o aborto, defendido a vida desde a concepção, apresentado vários projetos de lei contra o aborto no Congresso Nacional e terem fundado e liderado a Frente Parlamentar a Favor da Vida; por unanimidade de votos, o júri considerou a atitude dos deputados uma infração contra a Ética Partidária.

No final do mandato do presidente Lula, vendo as dificuldades em implantar o aborto no Brasil, o governo decidiu contratar, em 2009, um grupo de Estudos para elaborar um novo programa para implantar o aborto no Brasil. O contrato recebeu o nome de Termo de Cooperação nº 137/2009, conforme aparece no Diário Oficial da União de 21 de dezembro de 2009, e se destinava a estabelecer um grupo de "Estudo e Pesquisa para Despenalizar o Aborto no Brasil e fortalecer o Sistema Único de Saúde -SUS".

Já no governo Dilma, em junho de 2012, governo brasileiro declarou, através do Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, que "O SISTEMA DE SAÚDE BRASILEIRO PASSARIA A ACOLHER AS MULHERES QUE DESEJAM FAZER ABORTO E ORIENTÁ-LA SOBRE COMO USAR CORRETAMENTE OS MÉTODOS EXISTENTES PARA ABORTAR.

CENTROS DE ACONSELHAMENTO INDICARIAM QUAIS SÃO, EM CADA CASO, OS MÉTODOS ABORTIVOS MAIS SEGUROS DO QUE OUTROS".

Através da Ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria das Políticas das Mulheres, a mesma data, o governo declarava à imprensa que "SOMENTE É CRIME PRATICAR O PRÓPRIO ABORTO, MAS QUE O GOVERNO ENTENDE QUE NÃO É CRIME ORIENTAR UMA MULHER SOBRE
COMO PRATICAR O ABORTO". 

No ano seguinte, possivelmente com o apoio técnico do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre o Aborto no Brasil, por iniciativa do Ministro da Saúde do governo Dilma, em uma das votações mais estranhas já havidas na história das duas casas do legislativo brasileiro, foi quatro vezes aprovado por unanimidade, um projeto para implantar o aborto. O título enganoso e a rapidez meteórica com que
foi tramitado, ocultou o verdadeiro teor da proposta.

Praticamente tudo foi planejado no dia 20 de fevereiro de 2013, quando o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reuniu-se com o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, pedindo ao parlamentar que, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, fosse votado, em regime de urgência, no plenário da Câmara, um substitutivo do Projeto de Lei que tramitava na Casa, desde 1991, com o nome de PL 60/1999.

Em um só dia, o pedido de urgência foi aprovado, emendado, apresentado, relatado, votado e aprovado por unanimidade no plenário da Câmara. Nos três meses seguintes o projeto foi novamente relatado e aprovado por unanimidade em duas comissões do Senado e no plenário do Senado. A iniciativa de praticamente todas as etapas da tramitação foi dos parlamentares do Partido dos Trabalhadores. O projeto foi sancionado integralmente pela presidente Dilma Rousseff no dia 1 de agosto de 2013, recebendo o nome de Lei 12.845 de 2013.

A lei aprovada não menciona a palavra aborto uma só vez, mas é disto que ela trata. Parece tratar-se apenas do atendimento médico às vítimas de violência sexual. Trata-se, porém, de uma lei tipo Cavalo de Tróia. Apresentado como uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher, traz em si tudo o que é necessário para implantar o aborto, virtualmente legalizado, em toda a rede do SUS, sem mencioná-lo uma única vez.

A lei do Cavalo de Tróia declara que todos os hospitais devem oferecer às vítimas de violência o "ATENDIMENTO INTEGRAL DOS AGRAVOS DECORRENTES DE VIOLÊNCIA SEXUAL".

Trata-se de um conceito que diz pouco para os leigos, mas muito para os que militam na área. "ATENDIMENTO INTEGRAL DOS AGRAVOS DECORRENTES DE VIOLÊNCIA SEXUAL" é o título da Norma Técnica do Ministério da Saúde que normatiza os atendimentos aos casos de aborto decorrentes de estupro. A norma estabelece que o conceito de "ATENDIMENTO INTEGRAL À VÍTIMA DE VIOLÊNCIA SEXUAL" inclui o direito ao aborto se, como decorrência da violência, ocorre uma gravidez. Até 2004 a violência sexual era considerada sinônimo de estupro. Mas a Lei do Cavalo de Troia introduziu uma nova terminologia para violência sexual. No artigo 2 da Lei do Cavalo de Troia a violência sexual, que nas Normas do Ministério, era sinônimo de estupro, passou a ser definida como "QUALQUER RELAÇÃO SEXUAL NÃO CONSENTIDA".

Nas palestras dos operadores dos serviços de abortos em caso de estupro já se ouvem exemplos como que se uma mulher casada não queria ter uma relação sexual e engravidou por causa disso, trata-se, segundo a nova lei, de uma violência sexual que dá direito ao aborto.

Nestes casos, segundo a normatização já em vigor do Ministério da Saúde, a quem caberá regulamentar a nova lei, o aborto deverá ser oferecido à mulher através do uso de medicamentos. Ora, este é exatamente o caso para o qual o Ministério da Saúde comentou, em 2012, que iria passar a orientar as mulheres sobre como praticar o aborto. Através de informações provenientes do Ministério, sabe-se que o Ministério, após uma primeira reação contrária por parte da população, está trabalhando ativamente na implantação deste programa.

O que facilitará a implantação dos serviços de aconselhamento sobre aborto é o próprio fato de que, desde 2004, as normas do Ministério da Saúde preveem que não é necessário apresentar provas da violência para pedir um aborto. Mas com a nova lei do Cavalo de Troia, em que o conceito de violência deixou de ser o estupro para qualquer relação não consentida, já não haveria mais sentido em apresentá-las, mesmo que estas fossem exigidas. Isto no caso de se pedir a realização do aborto. Com muito mais razão no caso de se pedir apenas a orientação sobre como praticá-lo.

Ademais, nos últimos anos está havendo, nos serviços de aborto em casos de estupro, um aumento considerável de abortos em situações inteiramente comuns e que não são resultantes nem de estupro nem de qualquer outra forma de violência. São casos que deveriam ser punidos por lei. As inúmeras pessoas que trabalham com atendimento a gestantes estão constantemente ouvindo relatos de pessoas que não foram estupradas, mas se dirigem aos serviços de aborto e obtém o aborto simplesmente porque declararam que foram vítimas de violência. Como o Ministério afirma que basta a palavra da gestante, estas pessoas obtém o aborto.

A história completa do ativismo do Partido dos Trabalhadores para implantar no Brasil a Cultura da Morte pode ser encontrada com todos os detalhes e referências nos quatro documentos listados abaixo. No resumo que acaba de ser apresentado foram rapidamente comentados os principais fatos para que possamos entender a importância da aprovação do Substitutivo do PL 5069/13. As fontes estão citadas, com muita fartura de detalhes, nestes endereços: 

COMO FOI PLANEJADA A INTRODUÇÃO DA CULTURA DA MORTE NO PAÍS: 

http://www.votopelavida.com/defesavidabrasil.pdf

A NOVA ESTRATÉGIA DA REDUÇÃO DE DANOS PARA IMPLANTAR A CULTURA DA MORTE:

http://www.votopelavida.com/maio2012.pdf

MENSAGENS SOBRE A TRAMITAÇÃO DA LEI DO CAVALO DE TROIA:

http://www.votopelavida.com/mensagens-lei-cavalo-de-troia.pdf

CRONOLOGIA DA LEI DO CAVALO DE TRÓIA:

http://www.votopelavida.com/cavalodetroia.pdf

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2. O QUE DEVE SER FEITO

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As ONGs que promovem o aborto, em conjunto com alguns parlamentares que defendem a implantação ao aborto, estão pressionando os deputados da Comissão de Constitucionalidade e Justiça para que rejeitem o Substitutivo do PL 5.069/2013.

O substitutivo poderá ser votado a qualquer momento, na próxima semana ou na seguinte.

No Brasil praticamente a totalidade da população é contra o aborto e contra a sua legalização. O povo é, a cada ano, crescentemente contrário ao aborto e o próprio número de abortos, que supõe-se ser proporcional à taxa de internações hospitalares por sequelas de aborto, segundo dados do SUS, está diminuindo no Brasil, nos últimos quatro anos, a uma taxa de 12% ao ano.

Somente pouquíssimas pessoas que estão no poder hoje são a favor do direito de matar a vida humana não nascida. Apesar do patrocínio  maciço do aborto pelas grandes financiadoras internacionais, a aprovação do aborto é uma das idéias mais ultrapassadas e retrógradas do mundo moderno. Toda a racionalização desenvolvida para apresentar o aborto como direito é puramente ideológica e vai contra os dados da ciência moderna.

Peço a todos os que reconhecem o valor e a dignidade da vida humana que se manifestem. EVIEM E-MAILS E FAXES, E TELEFONEM aos deputados da Comissão de Constitucionalidade da Câmara pedindo que aprovem o Substitutivo do PL 5.069/2013.

Devido ao grande número de deputados, a sugestão é a seguinte:

1. MANDE UM E-MAIL A TODOS OS INTEGRANTES DA COMISSÃO.

Um mesmo e-mail pode ser facilmente enviados a vários endereços.

2. TELEFONEM APENAS AOS GABINETES DAS LIDERANÇAS E AOS DEPUTADOS DO SEU PRÓPRIO ESTADO.

Por exemplo, quem for do Rio de Janeiro telefone aos gabinetes das lideranças e aos deputados do Estado do Rio de Janeiro. Quem for de Pernambuco telefone aos gabinetes das lideranças e aos deputados do Estado de Pernambuco. Os gabinetes dos deputados de cada Estado dão mais atenção aos seus eleitores do que aos eleitores de outros Estados.

3. SERIA IDEAL QUE TANTO OS QUE TELEFONAM COMO OS QUE ENVIAM MENSAGENS POSSAM ESTUDAR ESTA MENSAGEM EM SUA TOTALIDADE, ASSIM COMO OS DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA.

Baixe e imprima os documentos de referência. O problema é muito mais complexo do que normalmente nos acostumamos a pensar e o perigo é muito maior, para nós e para nossos filhos, do que costumamos admitir. O problema da defesa da vida é complexo e a implantação da Cultura da Vida irá exigir esforços prolongados de gerações consecutivas. Mas no fim a vida vencerá. Não se pode sustentar a mentira durante muito tempo a não ser que as pessoas aceitem ser passivamente enganadas. A construção da democracia exige estudo e esforço. Precisamos de todos enquanto cidadãos. 

4. A CITIZENGO também está promovendo uma petição endereçada aos deputados para aprovar o substitutivo.

A PETIÇÃO DA CITIZENGOPODE SER ASSINADA NESTE ENDEREÇO:

http://www.citizengo.org/pt-pt/30272-pela-aprovacao-do-pl-5069

Algumas outras observações são importantes:

1. DEVIDO À GRAVIDADE DA SITUAÇÃO, PEDIMOS QUE CADA UM ESCREVA ALGUMA
MENSAGEM COM SUAS PRÓPRIAS PALAVRAS EM VEZ DE MANDAR UMA MENSAGEM PREVIAMENTE PADRONIZADA.

2. QUEM PARTICIPAR DE ALGUMA IGREJA OU RELIGIÃO, NÃO SE MANIFESTE COMO RELIGIOSO, MAS COMO CIDADÃO OU PROFISSIONAL.

3. AOS DEPUTADOS E AOS FUNCIONÁRIOS DE SEUS GABINETES DEVE-SE O MAIOR RESPEITO EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA. TELEFONANDO OU ESCREVENDO SEJA SEMPRE EDUCADO AO EXTREMO, MAS NÃO DEIXE DE MANIFESTAR CLARAMENTE SEU PONTO DE VISTA.

4. É MUITO IMPORTANTE ALÉM DE ESCREVER E-MAILS, QUE PODEM SER FACILMENTE APAGADOS POR QUALQUER FUNCIONÁRIO COM UM CLIQUE DE MOUSE, QUE SE TELEFONE DE VIVA VOZ OU SE MANDE UM FAX.

5. NÃO ESQUEÇA DE PEDIR ENCARECIDAMENTE A TODA A SUA LISTA DE CONTATOS QUE FAÇAM O MESMO E QUE AVISEM TAMBÉM ÀS SUA LISTAS DE CONTATO.

Volto a agradecer a todos pelo imenso bem que estão ajudando a promover e procurarei manter a todos informados sobre o desenrolar dos fatos.

Alberto R. S. Monteiro

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3. REFERÊNCIAS FUNDAMENTAIS

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SUBSTITUTIVO DO PL 5.069 DE 2013:

http://www2.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=EFA70BF752042F60698243E6A6CBA99F.proposicoesWeb2?codteor=1399278&filename=Tramitacao-PL+5069/2013

PALESTRA NO CONGRESSO NACIONAL - A VERDADE SOBRE AS ESTATÍTICAS DO
ABORTO:

https://www.youtube.com/watch?v=LP9_xL-cKQY

COMO FOI PLANEJADA A INTRODUÇÃO DA CULTURA DA MORTE NO PAÍS:

http://www.votopelavida.com/defesavidabrasil.pdf

A NOVA ESTRATÉGIA DA REDUÇÃO DE DANOS PARA IMPLANTAR A CULTURA DA MORTE:

http://www.votopelavida.com/maio2012.pdf

MENSAGENS SOBRE A TRAMITAÇÃO DA LEI DO CAVALO DE TROIA:

http://www.votopelavida.com/mensagens-lei-cavalo-de-troia.pdf

CRONOLOGIA DA LEI DO CAVALO DE TROIA:

http://www.votopelavida.com/cavalodetroia.pdf

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4. TELEFONES DOS DEPUTADOS DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA

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MAILS DAS LIDERANÇAS E DOS DEPUTADOS DA CCJ:

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E-MAILS DAS LIDERANÇAS

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lid.govcamara@camara.leg.br, lid.min@camara.leg.br,

lid.pmdb@camara.leg.br, lid.psdb@camara.leg.br,

lid.pp@camara.leg.br, lid.pr@camara.leg.br,

lid.psd@camara.leg.br, lid.ptb@camara.leg.br,

lid.dem@camara.leg.br, lid.prb@camara.leg.br,

lid.pdt@camara.leg.br lid.solidariedade@camara.leg.br

lid.psc@camara.leg.br, lid.pros@camara.leg.br,

lid.phs@camara.leg.br, lid.pv@camara.leg.br,

dep.arthurlira@camara.leg.br,

dep.arnaldofariadesa@camara.leg.br,

dep.esperidiaoamin@camara.leg.br

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MEMBROS TITULARES DA CCJ

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dep.aguinaldoribeiro@camara.leg.br,

dep.alceumoreira@camara.leg.br, dep.andrefufuca@camara.leg.br,

dep.andremoura@camara.leg.br,

dep.antoniobulhoes@camara.leg.br,

dep.arthurlira@camara.leg.br,

dep.arthuroliveiramaia@camara.leg.br,

dep.bacelar@camara.leg.br, dep.carlosbezerra@camara.leg.br,

dep.covattifilho@camara.leg.br, dep.daniloforte@camara.leg.br,

dep.faustopinato@camara.leg.br, dep.felipemaia@camara.leg.br,

dep.hirangoncalves@camara.leg.br, dep.jhc@camara.leg.br,

dep.josefogaca@camara.leg.br,

dep.juscelinofilho@camara.leg.br,

dep.marceloaro@camara.leg.br,

dep.osmarserraglio@camara.leg.br,

dep.paeslandim@camara.leg.br, dep.paulomaluf@camara.leg.br,

dep.pr.marcofeliciano@camara.leg.br,

dep.rodrigopacheco@camara.leg.br,

dep.sergiosouza@camara.leg.br,

dep.venezianovitaldorego@camara.leg.br,

dep.altineucortes@camara.leg.br,

dep.capitaoaugusto@camara.leg.br,

dep.franciscofloriano@camara.leg.br,

dep.indiodacosta@camara.leg.br,

dep.jorginhomello@camara.leg.br,

dep.paulomagalhaes@camara.leg.br,

dep.rogeriorosso@camara.leg.br,

dep.ronaldofonseca@camara.leg.br,

dep.betinhogomes@camara.leg.br,

dep.bonifaciodeandrada@camara.leg.br,

dep.brunocovas@camara.leg.br, dep.evandrogussi@camara.leg.br,

dep.joaocampos@camara.leg.br, dep.jutahyjunior@camara.leg.br,

dep.lucianoducci@camara.leg.br,

dep.marcotebaldi@camara.leg.br,

dep.pastoreurico@camara.leg.br,

dep.pedrocunhalima@camara.leg.br,

dep.tadeualencar@camara.leg.br,

dep.giovanicherini@camara.leg.br,

dep.marcosrogerio@camara.leg.br,

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MEMBROS SUPLENTES DA CCJ

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dep.alexandreleite@camara.leg.br,

dep.carlosmarun@camara.leg.br, dep.edmararruda@camara.leg.br,

dep.efraimfilho@camara.leg.br,

dep.elmarnascimento@camara.leg.br,

dep.hildorocha@camara.leg.br,

dep.jeronimogoergen@camara.leg.br,

dep.laudiviocarvalho@camara.leg.br,

dep.leonardopicciani@camara.leg.br,

dep.lucasvergilio@camara.leg.br, dep.mainha@camara.leg.br,

dep.manoeljunior@camara.leg.br,

dep.marionegromontejr@camara.leg.br,

dep.marxbeltrao@camara.leg.br, dep.maurolopes@camara.leg.br,

dep.mendoncafilho@camara.leg.br, dep.odelmoleao@camara.leg.br,

dep.professorvictoriogalli@camara.leg.br,

dep.renataabreu@camara.leg.br,

dep.ricardobarros@camara.leg.br,

dep.sorayasantos@camara.leg.br, dep.tiaeron@camara.leg.br,

dep.vitorvalim@camara.leg.br,

dep.delegadoedermauro@camara.leg.br,

dep.fabiofaria@camara.leg.br, dep.goretepereira@camara.leg.br,

dep.jeffersoncampos@camara.leg.br,

dep.josenunes@camara.leg.br, dep.josenunes@camara.leg.br,

dep.laertebessa@camara.leg.br,

dep.lincolnportela@camara.leg.br,

dep.marcioalvino@camara.leg.br, dep.paulofreire@camara.leg.br,

dep.silascamara@camara.leg.br,

dep.valtenirpereira@camara.leg.br,

dep.wellingtonroberto@camara.leg.br,

dep.celiosilveira@camara.leg.br,

dep.delegadowaldir@camara.leg.br,

dep.gonzagapatriota@camara.leg.br, dep.maxfilho@camara.leg.br,

dep.pedrovilela@camara.leg.br, dep.rossoni@camara.leg.br,

dep.afonsomotta@camara.leg.br,

dep.wolneyqueiroz@camara.leg.br,

dep.ulduricojunior@camara.leg.br,

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TELEFONES DAS LIDERANÇAS DA CÂMARA

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lid.govcamara@camara.leg.br, TELEFONE: (61) 3215-9001

lid.min@camara.leg.br, TELEFONE: (61) 3215-9820

lid.pmdb@camara.leg.br, TELEFONE: (61) 3215-9181/80

lid.psdb@camara.leg.br, TELEFONE: (61) 3215-9345/9346

lid.pp@camara.leg.br, TELEFONE: (61) 3215-9426

lid.pr@camara.leg.br, TELEFONE: (61) 3215-9550

lid.psd@camara.leg.br, TELEFONE: (61) 3215-9650

lid.ptb@camara.leg.br, TELEFONE: (61) 3215-9502/9503

lid.dem@camara.leg.br, TELEFONE: (61) 3215-9265/9281

lid.prb@camara.leg.br, TELEFONE: (61) 3215-9880/9882/9884

lid.pdt@camara.leg.br TELEFONE: (61) 3215-9700/9701/9703

lid.solidariedade@camara.leg.br TELEFONE: (61) 3215-9985 / 3215-9986

lid.psc@camara.leg.br, TELEFONE: (61) 3215-9762/9771/9761

lid.pros@camara.leg.br, TELEFONE: (61) 3215-9990

lid.phs@camara.leg.br, TELEFONE: (61) 3215-8875

lid.pv@camara.leg.br, TELEFONE: (61) 3215-9790

dep.arthurlira@camara.leg.br, TELEFONE: (61) 3215-5942

dep.arnaldofariadesa@camara.leg.br, TELEFONE: (61) 3215-5929

dep.esperidiaoamin@camara.leg.br, TELEFONE: (61) 3215-5252

Disque Câmara no número: 0800 619 619

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TELEFONES DOS DEPUTADOS DA CCJ POR ESTADO

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ALAGOAS

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Arthur Lira PP/AL Telefone: (61) 3215-5942
dep.arthurlira@camara.leg.br

Marx Beltrão PMDB/AL Telefone: (61) 3215-5474
dep.marxbeltrao@camara.leg.br

Pedro Vilela PSDB/AL Telefone: (61) 3215-5705
dep.pedrovilela@camara.leg.br

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BAHIA

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Arthur Oliveira Maia SD/BA Telefone: (61)
3215-5830 dep.arthuroliveiramaia@camara.leg.br

Paulo Magalhães PSD/BA Telefone: (61) 3215-5903
dep.paulomagalhaes@camara.leg.br

Jutahy Junior PSDB/BA Telefone: (61) 3215-5407
dep.jutahyjunior@camara.leg.br

Elmar Nascimento DEM/BA Telefone: (61) 3215-5935
dep.elmarnascimento@camara.leg.br

Mário Negromonte Jr. PP/BA Telefone: (61)
3215-5517 dep.marionegromontejr@camara.leg.br

Tia Eron PRB/BA Telefone: (61) 3215-5618
dep.tiaeron@camara.leg.br

José Nunes PSD/BA Telefone: (61) 3215-5728
dep.josenunes@camara.leg.br

Félix Mendonça Júnior PDT/BA Telefone: (61)
3215-5912 dep.felixmendoncajunior@camara.leg.br

Uldurico Junior PTC/BA Telefone: (61) 3215-5729
dep.ulduricojunior@camara.leg.br

----------------------------------------------------------------

CEARÁ

----------------------------------------------------------------

Danilo Forte PSB/CE Telefone: (61) 3215-5384
dep.daniloforte@camara.leg.br

Vitor Valim PMDB/CE Telefone: (61) 3215-5545
dep.vitorvalim@camara.leg.br

Gorete Pereira PR/CE Telefone: (61) 3215-5206
dep.goretepereira@camara.leg.br

----------------------------------------------------------------

DISTRITO FEDERAL

----------------------------------------------------------------

Rogério Rosso PSD/DF Telefone: (61) 3215-5283
dep.rogeriorosso@camara.leg.br

Ronaldo Fonseca PROS/DF Telefone: (61) 3215-5223
dep.ronaldofonseca@camara.leg.br

----------------------------------------------------------------

ESPÍRITO SANTO

----------------------------------------------------------------

Max Filho PSDB/ES Telefone: (61) 3215-5276
dep.maxfilho@camara.leg.br

----------------------------------------------------------------

GOIÁS

----------------------------------------------------------------

Lucas Vergilio SD/GO Telefone: (61) 3215-5816
dep.lucasvergilio@camara.leg.br

Célio Silveira PSDB/GO Telefone: (61) 3215-5565
dep.celiosilveira@camara.leg.br

Delegado Waldir PSDB/GO Telefone: (61) 3215-5645
dep.delegadowaldir@camara.leg.br

João Campos PSDB/GO Telefone: (61) 3215-5315
dep.joaocampos@camara.leg.br

----------------------------------------------------------------

MARANHÃO

----------------------------------------------------------------

André Fufuca PEN/MA Telefone: (61) 3215-5945
dep.andrefufuca@camara.leg.br

Juscelino Filho PRP/MA Telefone: (61) 3215-5370
dep.juscelinofilho@camara.leg.br

Hildo Rocha PMDB/MA Telefone: (61) 3215-5734
dep.hildorocha@camara.leg.br

Sarney Filho PV/MA Telefone: (61) 3215-5202
dep.sarneyfilho@camara.leg.br

----------------------------------------------------------------

MATO GROSSO

----------------------------------------------------------------

Carlos Bezerra PMDB/MT Telefone: (61) 3215-5815
dep.carlosbezerra@camara.leg.br

Professor Victório Galli PSC/MT Telefone: (61)
3215-5539 dep.professorvictoriogalli@camara.leg.br

Valtenir Pereira PROS/MT Telefone: (61)
3215-5913 dep.valtenirpereira@camara.leg.br

----------------------------------------------------------------

MATO GROSSO DO SUL

----------------------------------------------------------------

Carlos Marun PMDB/MS Telefone: (61) 3215-5372
dep.carlosmarun@camara.leg.br

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MINAS GERAIS

Rodrigo Pacheco PMDB/MG Telefone: (61) 3215-5720
dep.rodrigopacheco@camara.leg.br

Bonifácio de Andrada PSDB/MG Telefone: (61)
3215-5208 dep.bonifaciodeandrada@camara.leg.br

Júlio Delgado PSB/MG Telefone: (61) 3215-5323
dep.juliodelgado@camara.leg.br

Luis Tibé PTdoB/MG Telefone: (61) 3215-5632
dep.luistibe@camara.leg.br

Laudivio Carvalho PMDB/MG Telefone: (61)
3215-5717 dep.laudiviocarvalho@camara.leg.br

Mauro Lopes PMDB/MG Telefone: (61) 3215-5844
dep.maurolopes@camara.leg.br

Odelmo Leão PP/MG Telefone: (61) 3215-5419
dep.odelmoleao@camara.leg.br

Lincoln Portela PR/MG (Gab. 615-IVTelefone: (61)
3215-5615 dep.lincolnportela@camara.leg.br

Subtenente Gonzaga PDT/MG (Gab. 750-IV Telefone:
(61) 3215-5750 dep.subtenentegonzaga@camara.leg.br

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PARAÍBA

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Aguinaldo Ribeiro PP/PB Telefone: (61) 3215-5735
dep.aguinaldoribeiro@camara.leg.br

Veneziano Vital do Rêgo PMDB/PB Telefone: (61)
3215-5833 dep.venezianovitaldorego@camara.leg.br

Pedro Cunha Lima PSDB/PB Telefone: (61)
3215-5611 dep.pedrocunhalima@camara.leg.br

Manoel Junior PMDB/PB Telefone: (61) 3215-5601
dep.manoeljunior@camara.leg.br

Wellington Roberto PR/PB Telefone: (61) 3215-5514
dep.wellingtonroberto@camara.leg.br

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PARANÁ

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Osmar Serraglio PMDB/PR Telefone: (61) 3215-5845
dep.osmarserraglio@camara.leg.br

Sergio Souza PMDB/PR Telefone: (61) 3215-5702
dep.sergiosouza@camara.leg.br

Luciano Ducci PSB/PR Telefone: (61) 3215-5427
dep.lucianoducci@camara.leg.br

Edmar Arruda PSC/PR Telefone: (61) 3215-5962
dep.edmararruda@camara.leg.br

Ricardo Barros PP/PR Telefone: (61) 3215-5412
dep.ricardobarros@camara.leg.br

Rossoni PSDB/PR (Gab. 513-IVTelefone: (61)
3215-5513 dep.rossoni@camara.leg.br

Sandro Alex PPS/PR Telefone: (61) 3215-5221
dep.sandroalex@camara.leg.br

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PERNAMBUCO

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Betinho Gomes PSDB/PE Telefone: (61) 3215-5269
dep.betinhogomes@camara.leg.br

Pastor Eurico PSB/PE Telefone: (61) 3215-5906
dep.pastoreurico@camara.leg.br

Tadeu Alencar PSB/PE Telefone: (61) 3215-5820
dep.tadeualencar@camara.leg.br

Mendonça Filho DEM/PE Telefone: (61) 3215-5314
dep.mendoncafilho@camara.leg.br

Silvio Costa PSC/PE Telefone: (61) 3215-5417
dep.silviocosta@camara.leg.br

Gonzaga Patriota PSB/PE Telefone: (61) 3215-5430
dep.gonzagapatriota@camara.leg.br

Wolney Queiroz PDT/PE Telefone: (61) 3215-5936
dep.wolneyqueiroz@camara.leg.br

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PIAUÍ

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Mainha SD/PI Telefone: (61) 3215-5624
dep.mainha@camara.leg.br

Paes Landim PTB/PI Telefone: (61) 3215-5648
dep.paeslandim@camara.leg.br

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RIO GRANDE DO NORTE

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Felipe Maia DEM/RN Telefone: (61) 3215-5528
dep.felipemaia@camara.leg.br

Fábio Faria PSD/RN Telefone: (61) 3215-5706
dep.fabiofaria@camara.leg.br

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RIO GRANDE DO SUL

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Alceu Moreira PMDB/R S Telefone: (61) 3215-5238
dep.alceumoreira@camara.leg.br

Covatti Filho PP/RS Telefone: (61) 3215-5228
dep.covattifilho@camara.leg.br

José Fogaça PMDB/RS Telefone: (61) 3215-5376
dep.josefogaca@camara.leg.br

Giovani Cherini PDT/RS Telefone: (61) 3215-5468
dep.giovanicherini@camara.leg.br

Jerônimo Goergen PP/RS Telefone: (61) 3215-5316
dep.jeronimogoergen@camara.leg.br

Nelson Marchezan Junior PSDB/RS Telefone: (61)
3215-5250 dep.nelsonmarchezanjunior@camara.leg.br

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RIO DE JANEIRO

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Altineu Côrtes PR/RJ Telefone: (61) 3215-5578
dep.altineucortes@camara.leg.br

Francisco Floriano PR/RJ Telefone: (61) 3215-5719
dep.franciscofloriano@camara.leg.br

Indio da Costa PSD/RJ Telefone: (61) 3215-5509
dep.indiodacosta@camara.leg.br

Leonardo Picciani PMDB/RJ Telefone: (61)
3215-5302 dep.leonardopicciani@camara.leg.br

Soraya Santos PMDB/RJ Telefone: (61) 3215-5352
dep.sorayasantos@camara.leg.br

Dr. João PR/RJ Telefone: (61) 3215-5911
dep.dr.joao@camara.leg.br

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RONDÔNIA

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Marcos Rogério PDT/RO Telefone: (61) 3215-5930
dep.marcosrogerio@camara.leg.br

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RORAIMA

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Hiran Gonçalves PMN/RR Telefone: (61) 3215-5274
dep.hirangoncalves@camara.leg.br

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SANTA CATARINA

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Esperidião Amin PP/SC Telefone: (61) 3215-5252
dep.esperidiaoamin@camara.leg.br

Jorginho Mello PR/SC Telefone: (61) 3215-5329
dep.jorginhomello@camara.leg.br

Marco Tebaldi PSDB/SC Telefone: (61) 3215-5284
dep.marcotebaldi@camara.leg.br

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SÃO PAULO

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Antonio Bulhões PRB/SP Telefone: (61) 3215-5327
dep.antoniobulhoes@camara.leg.br

Fausto Pinato PRB/SP Telefone: (61) 3215-5562
dep.faustopinato@camara.leg.br

Arnaldo Faria de Sá PTB/SP Telefone: (61)
3215-5929 dep.arnaldofariadesa@camara.leg.br

Pr. Marco Feliciano PSC/SP Telefone: (61)
3215-5254 dep.pr.marcofeliciano@camara.leg.br

Capitão Augusto PR/SP Telefone: (61) 3215-5273
dep.capitaoaugusto@camara.leg.br

Bruno Covas PSDB/SP Telefone: (61) 3215-5521
dep.brunocovas@camara.leg.br

Alexandre Leite DEM/SP Telefone: (61) 3215-5841
dep.alexandreleite@camara.leg.br

Renata Abreu PTN/SP Telefone: (61) 3215-5726
dep.renataabreu@camara.leg.br

Jefferson Campos PSD/SP Telefone: (61) 3215-5346
dep.jeffersoncampos@camara.leg.br

Marcio Alvino PR/SP Telefone: (61) 3215-5331
dep.marcioalvino@camara.leg.br

Paulo Freire PR/SP Telefone: (61) 3215-5416
dep.paulofreire@camara.leg.br

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SERGIPE

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Andre Moura PSC/SE Telefone: (61) 3215-5846
dep.andremoura@camara.leg.br

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