Ser cristão num mundo 'politicamente correto'


RECEBEMOS DE UM LEITOR anônimo, ao nosso artigo "O uso do incenso na Igreja Católica", o comentário que reproduzimos abaixo:

Sou católico, mas não concordo com os comentários impróprios feitos às outras religiões não católicas. Acho que deveria apenas cuidar de responder à pergunta formulada e não discorrer sobre uma questão que nem ao menos foi comentado."

Obrigado por expressar a sua opinião, anônimo. Diante do seu comentário, eu fiz questão de reler o texto, pronto a retificar qualquer passagem que pudesse ter soado "imprópria". Confesso que não encontrei nada que eu pudesse considerar rude ou ofensivo.

Sabe, não sou o que chamam "politicamente correto"; longe disso. Já até perdi bons empregos por causa disso. Tenho por hábito expressar-me com clareza, direta e objetivamente, procurando obedecer à ordem de Nosso Senhor: "O teu sim seja sim e o teu não seja não; o que passa disso vem do Maligno" (Mt 5,37). – Está aí uma coisa que o nosso mundo contemporâneo não suporta.

Para este apostolado, a verdade tem prioridade absoluta, e só depois dela ter sido posta com muita clareza é que vamos nos preocupar com o respeito humano – que é bem-vindo e ajuda muito nos relacionamentos –, mas para um cristão não deve ser o mais importante.



Fez-me lembrar da notícia que vi há pouco tempo, do cartaz de um filme de super-heróis que foi alvo do ataque raivoso de um bando de feministas e levou a produtora a desculpar-se e retirá-lo de circuito, o que gerou grande prejuízo. O problema todo é que, nesse cartaz, havia a imagem de um supervilão segurando pelo pescoço uma outra supervilã... Ora, isso não tem nada de machista, bem ao contrário, só demonstra que, no universo dos super-heróis, tanto os personagens masculinos quanto os femininos são dotados de poderes sobre-humanos, e por isso mesmo dá-lhe Mulher-Maravilha, Viúva Negra, Super-Girl e Mulher Hulk (entre muitas outras) surrando um bando de marmanjos desavisados por aí... E ninguém reclama.

O grande problema é que há agora uma praga terrível que infesta o mundo, que degenera as mentes e nos leva a um perigosíssimo estado de coisas: vivemos uma época em que apenas ter opinião sobre qualquer assunto já é "ofensivo" para alguém. E na religião não é diferente. Deveria, por motivos óbvios, mas não é. Absolutamente tudo o que qualquer pessoa diga precisa vir, necessariamente, antecedido por um "na minha opinião..." e seguido de um "...mas respeito todas as opiniões contrárias".

É proibido ter opinião! É proibido alguém dizer que gosta do azul, porque as pessoas que gostam do amarelo podem se ofender. É proibido dizer que 1 + 1 = 2, para não ofender os que não sabem somar e pensam que o resultado é 3, ou 4, ou 10 ou 1.000. Aliás, em muitas situações, os professores em sala de aula já não podem mais corrigir os alunos quando eles erram, por medo de traumatizá-los. Se o garoto diz: "Nós vai", a professora de português nem sempre pode ensinar que o correto é "nós vamos" porque isso seria um preconceito absurdo, uma atitude opressora, e afinal de contas a língua é o povo que faz... Que mal tremendo o marxismo fez ao mundo, meu Deus!

Assim, os estudantes mais aptos, ao invés de incentivados, são impedidos de progredir rápido, em "respeito" aos menos dotados, para que estes últimos não se sintam diminuídos, oprimidos pela elite dominante, e assim vamos "emburrecendo" um pouco mais a cada dia que passa. Hoje, alunos chegam ao ensino médio sem saber escrever, sem conhecer o hino nacional, sem saber quem descobriu o Brasil.

Vivemos um tempo em que é proibido dizer a verdade, porque a verdade, para o nosso mundo, não existe objetivamente. Cada um tem "a sua verdade", e o máximo que eu posso fazer é apresentar a "minha verdade", mas só se eu deixar bem claro que é apenas isto mesmo: a minha opinião, o que eu penso e o que eu "acho", pois a verdade, em última análise, não existe; cada um tem a sua e tudo bem. Eu tenho que aceitar, por exemplo, que dois homens e um cachorro que moram juntos são "uma família", tão ou mais digna que a minha, com meu pai e minha mãe que me geraram, eu e meus irmãos.

Tenho que aceitar, por força de decreto-lei, chamar um barbado de metro e oitenta, que nasceu com um grande pênis entre as pernas, de "senhorita" ou "senhora", e sabe por quê? Porque ele diz que "se sente" uma mulher. E tenho que aceitar que, na escola, ele use o mesmo banheiro que a minha filha, pelo mesmo motivo. Se eu me recusar, posso ser preso junto com ladrões e assassinos. Aliás, estes últimos têm muitas ONGs e associações para protegê-los, mas eu não serei considerado digno de piedade. Não eu, homem heterossexual, branco neto de europeus, capitalista e católico, pois represento em mim a pior escória que o mundo foi capaz de produzir.

Deixa-se então para lá e finge-se que não se ouve o fato insofismável que grita: apenas afirmar que "a verdade não existe" já é afirmar que pelo menos esta afirmação (que a verdade não existe) é verdadeira: logo, a verdade existe, de qualquer maneira! Sim, dizer que a verdade não existe é uma afirmação auto-contraditória em si mesma, mas sente-se lá e fique quieto quem não quiser arrumar confusão com o mundo. Bem, enquanto cristão de fé viva, que não se inclui entre os "mornos" que o Senhor vomitará fora de seu Corpo, estou disposto a comprar briga com o mundo inteiro pela Verdade, que é o próprio Cristo. Todavia nessa guerra não quero matar; quero antes dar a minha vida, se preciso for, para que a conheçam –, a Verdade que liberta, que é meu Sumo Bem e meu Tudo assim como é para todos os homens e mulheres, mesmo que não saibam ou não o reconheçam, – e que é a única Solução para esse mundo insano.

Pergunto-me o que seria de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nunca foi "politicamente correto" e não hesitou em chamar os hipócritas de hipócritas, ou de S. João Batista ('o maior dentre os nascidos de mulher') que chamou os falsos fariseus de "raça de víboras"... Se os ouvidos atuais se tornaram tão frágeis e delicados que qualquer palavra um pouquinho mais rígida parece insuportável, o que diriam, hoje, de um Messias que expulsa os vendilhões do Templo abaixo de chibatadas?

A Paz (inquieta) de Nosso Senhor Jesus Cristo, leitor anônimo!

Henrique Sebastião
www.ofielcatolico.com.br

41 comentários:

  1. tenho uma conhecida professora que chamou o aluno pedro de "pedrinho", um menino de 7 anos, o pai foi a diretoria abrir uma reclamação, pois isso poderia traumatizar o garoto

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  2. Imaculada Conceição e Santo Anselmo

    Santo Anselmo da Cantuária, Santo Anselmo de Aosta, Santo Anselmo de Bec. Esse teólogo e filósofo escolástico fez notáveis contribuições que eternizaram seu nome. Uma delas é sua Teoria da Satisfação, trazida no livro Cur Deus Homo (Por que Deus se fez homem?), enquanto a outra é o Argumento Ontológico para a existência de Deus, no Proslogion. Ambas mostram uma tentativa de expressar a fé através de explicações racionais; tanto a Teoria quanto o Argumento são construídos a partir da razão (iluminada pela fé). É dele o famoso dizer: Credo ut intelligam (Creio para que possa entender, ou Creio para que possa inteligir). Daqui 21 anos se completará um milênio do seu nascimento.

    Anselmo é reconhecido como Santo e Doutor da Igreja pela Igreja Romana. Foi também Arcebispo da Cantuária e monge beneditino. Um católico romano leria Anselmo esperando encontrar nos seus textos genuína fé católica.

    Mas não é bem assim!

    Quando discute sua Teoria da Satisfação, Anselmo nos diz textualmente que:

    “ Pois assim como a natureza humana, estando incluída na pessoa de nosso primeiros pais, foi neles totalmente vencida pelo pecado (com a única exceção do homem a quem Deus, sendo capaz de criar de uma virgem, foi igualmente capaz de salvar do pecado de Adão), assim também, se toda ela não tivesse pecado, a natureza humana teria sido totalmente conquistada.” (Cur Deus Homo, livro I, cap. XVIII)

    Anselmo nos diz claramente que a única exceção ao pecado de Adão foi Cristo. Isso é claramente uma negação da Imaculada Conceição de Maria. Mas, para o seu tempo, Anselmo era considerado um bom católico. Como isso pode ser?

    Hoje, todo e qualquer bispo católico sabe sobre a Imaculada Conceição de Maria. Hoje, leia-se: a partir de 1854, quando foi definido o dogma da Imaculada Conceição, na bula papal Ineffabilis Deus.

    É evidente que um dogma não surge do nada. Havia afirmações anteriores da Imaculada Conceição, feitas por teólogos e clérigos. Mas a Igreja Romana sustenta que sua doutrina não muda. Ela afirma retirar sua doutrina da Sagrada Tradição, e baseada nessa Tradição (bem como nas Escrituras e no Magistério) ela define o que é dogma e o que é heresia.

    Ora, segue-se que Anselmo, mil anos atrás, mesmo sendo bispo e doutor da Igreja, não conhecia coisa alguma dessa “Tradição” de que Maria fora “concebida sem pecado”. Repito: Hoje, todo e qualquer bispo sabe sobre a Imaculada Conceição de Maria. Anselmo não.

    É claro que ser “bispo e doutor da Igreja” não garante que o que ele escreve seja infalível. Mas isso não desfaz a acusação de “heresia”. Ário só se tornou herege após o Concílio de Niceia? Negar a Imaculada Conceição só se tornou heresia após 1854? O que antes a Tradição e o Magistério permitiam hoje é proibido?

    Então, temos uma situação bastante interessante: se um católico romano hoje conscientemente negar a Imaculada Conceição, é declarado herético. Mas a citação de Anselmo claramente nega a Imaculada Conceição, e ele é reconhecido como santo e doutor da Igreja. Quanta coerência! Não é mesmo irmão separado Henrique Sebastião.

    Bruno Lima

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    1. Não, não é, Bruno. O texto que você copiou daquele site protestante muito arrogante simplesmente parte de pressupostos equivocados e totalmente absurdos. Se você quer discutir filosoficamente, em alto nível, deve primeiro aprender o significado que Sto. Anselmo atribui à expressão "natureza humana", e o que isso, teologicamente, quer dizer.

      A citação que você apresenta só nega a Imaculada Conceição, assim tão definitivamente, na imaginação dos inimigos da Igreja, mas, ainda que o fizesse, uma frase pinçada de um trecho de um texto escrito por um santo antes da definição de um dogma não representa a Teologia como um todo. Os santos não são infalíveis. Há afirmações equivocadas em textos de diversos santos, e não há nada de estranho nisso.

      Apostolado Fiel Católico

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    2. Tanta verborragia e o Henrique resolve com simples palavras objetivas num parágrafo. kkkkk k por isso gosto do Fiel Católico.

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    3. Este artigo foi postado no site evanjegue chinfrim “cristianismopuro”, que de puro não tem nada, no ano de 2012, sem nenhum comentário, e o Bruno Lima copiou e colou Ipsis litteris. Isto mostra o quanto os “evangélicos” são falsos cristãos.
      Aí vai uma dica para os protestantes: leitura do livro “Livre Arbítrio e Predestinação – Uma conciliação entre a presciência e a Graça Divina” do Grande Doutor Santo Anselmo de Cantuária.

      Seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!

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    4. Os hereges adoram caçar escritos de santos que poderiam aprovar suas heresias. O curioso é que eles nunca consideram o todo da obra do santo, ou dos santos em geral. Uma época a moda era S. Agostinho (mas ignoram a concepção explícita que ele tem da Eucaristia, por exemplo), noutra, S. Jerônimo (ignoram que ele condenou explicitamente os iconoclastas), e assim a roda do SOLA-SCRIPTURA continua girando, à procura de alguma meia-verdade para sustentar a mentira completa que é a fé dos hereges.

      No caso citado, há uma crença implícita do herege que o pensamento de UM homem (ainda que santo e doutor) condensa TODO o pensamento católico da época, como se não existisse NENHUM vestígio da Imaculada Conceição antes do século XIX.

      Apenas para degustação, neste site há uma coletânea de VÁRIOS católicos que os hereges tentam utilizar para negar apenas o que convem à sua heresia: http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/patristica/controversias/573-os-pais-da-igreja-eram-contra-o-dogma-da-imaculada-conceicao

      http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/patristica/controversias/645-a-imaculada-conceicao-de-maria-nos-padres-ocidentais-e-orientais

      http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/apologetica/virgem-maria/568-sao-tomas-de-aquino-a-imaculada-conceicao-e-a-celeuma-protestante

      Então, parem de SELECIONAR o que interessa a vocês entre nós, católicos. Vocês já fazem isso com a Bíblia e só conseguiram criar as IURDs e Valdemiros da vida. E vão estudar sua própria teologia antes de cair em historinha de blog:

      “... acima de tudo que é necessário para nós ver o que o pecado original é, para sermos capazes de entender como a santa Virgem Maria foi livre dele... como a concepção da Virgem Maria, cujo corpo foi procriado da mesma forma que as outras crianças, até que a alma foi infundida, não era necessário que ela fosse concebida como foi Cristo, pois ela foi capaz de ser trazida ao abrigo da lei do pecado original, até o momento em que sua alma foi agraciado Mas, no que diz respeito à outra concepção [a concepção passiva], isto é, a infusão de sua alma, acredita-se com devoção e santidade que ela foi trazida sem pecado original, de tal forma que, no momento de sua alma sendo infundida nela também foi similarmente purificada do pecado original, e no primeiro instante em que ela começou a viver, ela estava sem pecado, adornada com os dons de Deus.” (Sermão do Dia da Conceição de Maria, Mãe de Deus, 1527, citado por Thurian, página 197)

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    5. Bruno Lima, continue estudando que teu futuro é ser católico.

      Natanael

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    6. Bruno, Talvez se você estudar o significado de heresia e de Tradição para a Igreja você verá que não nenhuma contradição ou incoerência nisso que você trouxe.

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    7. Olá Henrique,não sei se esse Bruno Lima é o mesmo do site respostas cristas acredito que não até porque o cara é fera me desculpa a modesta. Agora tenta refutar o Lucas Banzoli ele escreveu um artigo onde ele diz PARA DESTRUIR DE VEZ COM O DOGMA DA IMACULADA CONCEIÇÃO já que vocês visitam outros sites refuta ele. Pedro Alves

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    8. Senhor Anînimo, Lucas Banzoli, assim como todos os protestantes que odeiam a Igreja Católica, não sabem fazer outra coisa que aporrinhar a vida dos outros, sobre tudo, de nós católicos.

      Ele fez um artigo que destrói de vez o dogma da Imaculada Conceição?, A é?!, nossa, e mais uma vez, ele, sem querer querendo, está rebaixando ainda mais, não Maria e nem a nós católicos, mas ao próprio SENHOR JESUS.

      Se ele, e todos os protestantes raciocinassem um pouquinho que seja, eles chegariam a uma conclusão lógica, mas, como raciocinar não é o forte deles, mas assim apenas rosnar contra a tudo que nós católicos cremos, mas se eles raciocinassem um pouquinho, como fizeram os padres da Igreja como Santo Agostinho e outros que defenderam a Imaculada Conceição de Maria, chegariam a algumas conclusões, entre elas:

      * JESUS por ser Verdadeiro DEUS, e Verdadeiro homem, não poderia vir a este mundo de qualquer maneira, mas, deveria ser preparado para ele, uma morada digna a fim de acolhe-lo, pois se no Antigo Testamento, o templo de Salomão fora construída de maneira digna para aí ser a morada de DEUS entre os homens, para aí se oferecer um culto digno a DEUS, assim como fora feita a Arca da Aliança, para aí se guardada a palavra escrita em tábuas de pedra, como então deveria ser feita para JESUS algo que o acolhesse de maneira digna, santa e pura.

      * Mediante ao que fora colocado anteriormente, não se concebe de outra maneira de como DEUS iria providenciar isto, o qual sabendo que JESUS deveria vir ao mundo como um ser humano, deveria ser concebido, gestado e nascido, de uma mulher, mas pensar que se ELE viesse de uma mulher qualquer, então JESUS seria um outro qualquer, como qualquer um de nós, o que é inconcebível, pois JESUS está acima de todos nós e até de sua mãe Maria, mas é justamente por ELE está acima de sua mãe Maria, no entanto, caberia ela, sua mãe está acima de todos nós, em um grau mais elevado que nós mas não acima de seu FILHO.

      * Por esta razão, Maria não seria santa por si mesma, mas por graça divina, e foi por graça divina que DEUS, antecipando nela os mérito da paixão de JESUS, que a fez imaculada, isenta de todo pecado, sendo o Original e os pessoais.

      * Por fim, não adianta o Henrique e qualquer um de nós debater com Lucas Banzoli ou com qualquer que seja, que eles sempre serão do contra, o que escrevi, se colocar para ela ou para qualquer outro protestante, eles vão discordar trazendo outros argumentos e contra argumentos, e será uma debate sem fim, então, será melhor cada um seguir a sua fé, com paz e armonia, e o resto deixa nas mãos do SENHOR.

      Mas seguir a fé com paz e armonia para os protestantes não existe, eles sempre vão querer refutar, brigar, achincalhar a fé católica e a nós católicos, neste momento será a hora, mesmo a todo custo, de nós católicos darmos as costas, sacudir os ombros e seguir em frente, e deixar esta gente rosnar o quanto querem, pois enquanto os cães ladram a caravana passa.

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    9. Muitos como o Bruno não entendem, é que, com relação ao dogma da Imaculada Conceição, este dogma não foi de imediato crido em todo mundo cristão, como demonstrou o site Apoligistas Católicos (http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/patristica/controversias/645-a-imaculada-conceicao-de-maria-nos-padres-ocidentais-e-orientais), pois haviam entre os padres da Igreja como São Basílio e São João Crisostomo, que não acreditavam na Imaculada Conceição, se deveu a alguns fatores, no qual podemos observar:

      1º) A Igreja no início não se preocupou tanto com Maria, mas sim com JESUS CRISTO, haja vista, que era e é ELE o fundamento de nossa fé, e portanto, tudo que decorria de JESUS, deveria ser: anunciado, explicado e compreendido, assim como faz a Igreja até hoje, haja vista, que nas nossas catequeses, nunca se começa a falar por Maria, mas sim por DEUS PAI, o filho JESUS CRISTO, e o ESPIRITO SANTO, Maria viria depois no decorrer em que for demonstrado as revelações trazidas por JESUS.

      * A pessoa de JESUS, seu anuncio, as explicações de quem ELE era, e tudo mais, ocupou grande parte das funções no início da Igreja, que mesmo assim, não foi o bastante para que evitassem que surgissem heresias que duvidassem da divindade de JESUS, como foi o arianismo, e com estas heresias, é que forma surgindo os primeiros tratados de teologia, e as primeiras definições dogmáticas em concílios, tudo em torno da pessoa de JESUS.

      * Somente mais tarde, em que fora definida, finalmente, sanando todas a dúvidas em torno da pessoa de JESUS, foi que então a Igreja pode se voltar a pessoa de Maria e estuda-la mais afundo, e foi isto que aconteceu, quando se definiu o primeiro dogma da pessoa de Maria, no concílio de Eféso em 431 foi proclamada o dogma da maternidade divina de Maria, ou seja, Maria é mãe de DEUS.

      * Foi a partir deste primeiro dogma, que foram depois proclamadas as seguinte, culminado com o dogma da assunção de Maria em 1950 pelo Papa Pio XII, porem, antes que tal dogma seja proclamado, poderá ser livre a adesão ou não de que um credo, por não ser tão evidente assim, possa ser estudado, e por isto é que os protestante acham estranho que nem todos os escritos patristicos fossem favoráveis a Imaculada Conceição de Maria, mais para nós católicos fica fácil de entender, haja vista, que tal dogma ainda estava em estudo, e não havia definição clara e objetiva por parte da Igreja, sendo que tal definição só venho anos mais tarde, em 1854 pelo Papa Pio IX.

      Sidnei

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    10. Quanto a visitar outro sites, eu não sei quanto ao Henrique e os demais aqui, mas eu não costumo visitar sites e blogs que falam mau da Igreja Católica. tem cabimento ir a uma casa, aonde eu sei que os que moram naquela casa, vão falar mau da minha mãe e de meu pai, numa casa dessa eu não coloco meus pés é nunca.

      Sidnei.

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    11. Sidnei Barbosa, concordo com a sua afirmação de que pessoas como o Lucas Banzoli sempre irão contra argumentar criando um debate sem fim. Mas gostaria muito de saber do professor Henrique se existe possibilidade de conversão para pessoas como o Lucas Banzoli e o Bruno Lima.

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    12. SIDNEI,

      Os protestantes têm um problema sério com um assunto chamado DESENVOLVIMENTO DA DOUTRINA.

      TODA religião se desenvolve com o tempo, não nasce pronta e acabada. O próprio Deus diz, por meio dos autores inspirados, que Ele foi se revelando aos poucos ao Seu povo.

      Religiões se desenvolvem. A compreensão que os fiéis têm a respeito da própria fé vai amadurecendo com os séculos de debates, pesquisas e meditações, além da experiência histórica.

      O que importa é saber separar DESENVOLVIMENTO DE DOUTRINA da CORRUPÇÃO da doutrina. É basicamente com isso que se preocupou o Cardeal JOHN HENRY NEWMAN, ex-protestante, por sinal.

      Os dogmas marianos são DESENVOLVIMENTOS da doutrina cristã, assim como muitos outros (a divindade e humanidade de Cristo, a Trindade, o próprio cânon bíblico, etc). Basta pegar qualquer livro de história da Mariologia para constatar isso aí.

      É a velha mania do NOMINALISMO: tentar extrair o significado das coisas apenas pelo nome que dão a elas. Eles vêem que o Papa proclamou um Dogma em 1854, daí concluem que não existia Mariologia na Igreja até aquela época. Eles vêem um Edito de Constantino em 313 oficializando a fé católica e concluem que ela foi FUNDADA nesse ano.

      É analfabetismo nivel Dilma. Nem mesmo os historiadores protestantes caem em baboseiras desse naipe. Só os tupiniquins, que são analfabetos.

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    13. Concordo contigo João.

      Inclusive ontem eu entrei nesse site protestante desse tal de Lucas e depois de trocar algumas mensagens com ele, eu notei que quando ele é encurralado ele usa mentiras pra tentar sair.
      A conversa foi sobre St. Agostinho dessa forma:

      Alguém postou: Se Santo Agostinho discordasse da doutrina da igreja católica. Ele nem seria considerado Santo pela igreja, já começa por aí.

      Ele: Ele também é considerado santo pela Igreja Ortodoxa, será que ele não discordava em nada deles também?

      Eu: Discordava não Lucas, a Igreja Ortodoxa só veio existir muito tempo depois de Santo Agostinho.

      Ele: E a Romana também.

      Eu: Também não Lucas, se você considera que a Igreja Católica foi fundada por Constantino, consequentemente ela já existia.

      Ele: Quando foi que eu disse que a Igreja Católica foi fundada por Constantino?

      (já dava pra eu parar por aqui, mas continuei....)
      Eu: No dia 2 de Abril de 2013.
      Título que você próprio escreveu: A Igreja Católica Romana de Constantino. E coloquei o link.

      Ele: O site citado nunca foi meu. Eu nunca escrevi aquele título (texto com a própria autoria dele).

      Enfim... realmente não vale a pena.
      Max

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    14. Max, li seus questionamentos no blog do Lucas Banzoli e realmente foram exatamente como vc publicou aqui.

      Infelizmente ficou aquela impressão de que estamos numa guerra sem fim.

      Eles afirmam serem a verdadeira Igreja Católica de Cristo e que nós somos os corruptos da Igreja Católica Romana.

      Denilson

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    15. Caríssimos leitores, especialmente Pedro Alves,

      Com todo o respeito do mundo, preciso dizer que eu, literalmente, tenho coisas bem mais úteis e importantes para fazer do que dar "ibope" a estes sites protestantes irresponsáveis que publicam ridículas tolices contra a Igreja, entrando nessas autênticas vãs disputas para responder às barbaridades que inventam todos os dias.

      Se eu fosse me dedicar a esses bate-bocas inúteis, não me sobraria tempo para fazer mais nada. Minha agenda já anda bastante lotada. Além disso, em 99% por cento dos casos, as supostas grandes "refutações" que esses pseudo-entendidos publicam são tolices tão crassas, e "fundamentadas" em argumentos tão ralos, que qualquer buscador sincero não têm a menor dificuldade em encontrar a verdade dos fatos, por meio da mais simples pesquisa.

      Assim, concordo com o Sidnei: não tenho por hábito entrar nas casas nas quais sei que não sou bem-vindo e que não serei escutado. Ao cego por opção –, que não quer enxergar –, não adianta dizer: "Veja, aqui está a verdade!"... Aproveitemos melhor o precioso tempo que Deus nos dá.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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  3. Caro Bruno! Então Paulo não é apóstolo porque perseguiu os cristãos? Ou porque ele perseguiu os cristãos, é lícito persegui-los? Afinal de contas, o que quis mostrar com "seu" texto?

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  4. Parabéns Henrique Sebastião pelo texto incrível! 👏🏻👏🏻💒❤️

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  5. A verdade é que a maioria hoje em dia se fez refém de uma minoria. Simplesmente porque essa minoria é ativa nos meios de comunicação e se promove como moderna, libertadora e atual. Já a maioria sofre da apatia, acorrentada ao valores do mundo moderno que não expressam significado algum.

    Uma conhecida apresentadora disse recentemente na tv que não considerava normal o relacionamento homossexual. E diante da enxurrada de críticas, voltou atrás. Vivemos uma nova ditadura, a das minorias, que dizem defender a liberdade (desde que essa liberdade não seja usada contra seus interesses). Me parece uma nova versão da Revolução Francesa - Liberdade, igualdade e fraternidade - para aqueles que pensam e agem de acordo com os interesses revolucionários, para os demais: eis a guilhotina. Daqui a pouco os héteros deverão se sentir constrangidos por não serem abertos a experiências homossexuais. Triste mas me parece que caminhamos a largos passos para esse mundo bacana e repleto de possibilidades. A história mostra que civilizações antigas já beberam dessa fonte, e mostra também a decadência dessas sociedades ligada a suas condições de degradação moral.

    Vemos isto hoje diante de nossos olhos, quanto mais titubeamos com a verdade e com a moral, mais nossa sociedade se torna decadente, em todos os campos e setores.

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  6. Obrigado Henrique por mais essa maravilhosa postagem. Percebe-se que a crítica do Bruno às sadias obras do apostolado O Fiel Católico (na sua pessoa), se apresentam em tom sarcástico e malicioso, que por si só, são comportamentos abomináveis à qualquer cristão. Continue com essa grande obra. Que Deus te proteja em sua caminhada de evangelização. A cada matéria postada neste site, sob a égide da Doutrina da Santa Igreja Católica, que tantas mais pessoas fiéis ou não, mas sinceras em procurar conhecimentos, se manifestem como o missivista em tela. Que ele, assim como outros que pensam dessa maneira equivocada, sejam transformados e abençoados. Amém.
    Antonio da Silva Cabral.

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  7. Meu amigo, por tudo que voce escreveu (e que concordo com cada virgula) que eu deixei de participar de muitas paginas catolicas no FB. O que tem de papa la, nunca teve na historia da igreja desde São Pedreo.

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  8. O INTERPELANTE DE NÃO CRITICAR AS OUTRAS RELIGIÕES INDICA SER DA "DITADURA DO RELATIVISMO", UM POLITICAMENTE CORRETO!
    Ele ainda não sabe ou não quer saber que a Igreja católica, a única religião que é de origem divina e todas as outras meras seitas ou religiões pagãs de fundamentações humanas, inclusive as seitas protestantes, cada uma fundada por Lutero, Calvino, David Miranda, Edir macedo e mais de 30 000 seitas diferentes, cada qual querendo ser mais verdadeira que a outra, além de dissensas entre si, fora as de fundo de quintal!
    Esse cara é do tipo de "muito respeito, acolhimento, misericordia e ecumenismo" da Igreja de Jesus com as religiões humanas que não conduzem ninguém a lugar algum, a não ser para o caos!
    Dou o exemplo o islamismo, a 2ª em adeptos: de religião nada tem, mas uma ideologia totalitarista travestida de religião, adoradora de Alah, a deusa da lua, recordada em cima das mesquitas pelo quarto crescente, fundada em 622 DC pelo "profeta" Maomé.
    Mas ela propaga ser adoradora do Senhor Deus de Israel, o que é falso pois vejam 2 suratras do Alcorão:
    “Ó fiéis, não tomeis por amigos os judeus nem os cristãos; que sejam amigos entre si. Porém, quem dentre vós os tomar por amigos, certamente será um deles; e Alah não encaminha os iníquos” - Alcorão, Suratra 5,51.
    O Alcorão é fábrica de intolerantes do ISIS e suicidas, como dentre muitos mais similares:
    "O castigo, para aqueles que lutam contra Alah e contra o Seu Mensageiro e semeiam a corrupção na terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé opostos, ou banidos. Tal será, para eles, um aviltamento nesse mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo" - Alcorão, Suratra 5,33.
    Tudo QUE se separa da Igreja católica se relativiza: caso da igreja ortodoxa, onde cada diocese o bispo é autõnomo e o patriarca não passa de um entre iguais, dando margem ao relativismo, COM MUITAS SEITAS DE UM CISMA, como no sectarismo protestante, onde o relativismo é o carro-chefe!

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  9. Essa ideia do politicamente correto é totalmente equivocada, ela prejudica o profetismo da igreja. Por isso peçamos ao nosso bom Deus que nos proteja.

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  10. 1 parte:
    Sola Scriptura: A Bíblia como Palavra de Deus
    Muitos leitores veem a Bíblia apenas como obra prima literária humana Sr:Henrique Sebastião e não como a Palavra de Deus. Outros acreditam que a Bíblia é inspirada por conter a Palavra de Deus, juntamente com mitos, erros e lendas. A própria Bíblia esclarece que ela não é simplesmente uma literatura inspiradora como os livros de Shakespeare, Mílton, Homero ou um registro falível das palavras de Deus, mas que é a infalível Palavra de Deus (2Timóteo 3.16; 2Pedro 1.21).
    A palavra inspirada, no grego theopneustos, usada em 2Timóteo 3.16, significa Deus soprou. Assim sendo, a Escritura é soprada por Deus. Pedro falou que “a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2Pedro 1.21). Isto confirma que os escritores foram movidos por Deus para escrever aquilo que ele queria. Se Deus inspirou os escritos, concluímos certamente que são perfeitos e infalíveis.
    O que podemos dizer acerca da tradição oral? Não há possibilidade da verdade infalível de Deus ter sido transmitida de boca a boca durante sucessivas gerações? Sim, pode ter acontecido assim até chegar a sua forma autoritativa e final, por escrito. A tradição oral é instável e sujeita a alterações por causa do fator subjetivo: a memória incerta do guardião daquela tradição. A substância da fé foi transmitida oralmente desde Adão até Moisés, mas sua forma final e escrita, lavrada por Moisés, foi dirigida pelo Espírito Santo, para assegurar sua divina veracidade. As Escrituras enfatizam muito o seu referencial de escrito, e não atribuem veracidade divina à mera tradição oral. No Novo Testamento, as palavras pronunciadas pelas testemunhas vivas de Jesus valiam mais do que qualquer documento escrito; mas, com a perseguição dos imperadores e a dispersão dos cristãos, os apóstolos viram a necessida de conservar com exatidão os ensinamentos de Jesus, lavrando-os por escrito sob a orientação do Espírito Santo.

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  11. 2 parte:
    Cartas Eram Inspiradas
    O apóstolo Paulo escreveu pelo menos doze cartas Paulo afirmava ser apóstolo não da parte de homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai (Gálatas 1.1). Ele vira a Jesus: “Não vi eu a Jesus Cristo, Senhor nosso?” (1Coríntios 9.1). O evangelho por ele anunciado procedia de Deus: “não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo” (Gálatas 1.11-12); era aprovado por Deus (1Tessalonicenses 2.4) e tinha a autoridade divina: “se alguém cuida ser profeta ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor (1Coríntios 14.37).
    Os apóstolos eram orientados pelas palavras de Jesus sendo transmissores dos ensinos do Mestre. Com a perseguição contra a igreja, em Jerusalém, muitos foram dispersos pela Judeia e Samaria, exceto os apóstolos (Atos 8.1). Os dispersos iam por toda parte, anunciando a Oalavra, ou seja, Jesus Cristo, sua vida, morte e ressurreição. Destacavam também seu aspecto, seu senhorio, seu reinado e sua glorificação. Com a conversão do povo em várias cidades e a confusão teológica dos recém-convertidos, os apóstolos então escrevem cartas para animá-los, advertindo-os a permanecer nos ensinamentos de Jesus. Paulo, da prisão, escreve para que seus filhos espirituais permaneçam firmes no evangelho. Naquele tempo uma testemunha viva valia mais do que qualquer documento escrito. Morrendo os apóstolos, surge então a necessidade dos seus escritos. Também nesse período, outros escritos, sem credencial apostólica, apareceram alegando autoridade divina. No ano de 140 d.C. Marción fez uma distinção entre o Deus do Antigo Testamento, chamando-o de ‘Deus de juízo’, e o Deus do Novo Testamento, de ‘Deus bondoso e misericordioso’. Ele rejeitava o Velho Testamento como Escritura autêntica para a igreja. Pregava que os Apóstolos, com exceção de Paulo, tinham pervertido o evangelho de Jesus. Por esse motivo, Marción aceitava somente o evangelho de Lucas – apesar de alterá-lo – e dez epístolas paulinas – excluindo Hebreus, I e II Timóteo, Tito e Filemom. Esse foi o primeiro cânon do Novo Testamento desaprovado pela igreja.

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  12. 3 parte:
    Antes dessa data já circulavam os evangelhos, e algumas das epístolas de Paulo eram usadas e reputadas como Escrituras Sagradas. Como exemplo, temos Clemente de Roma, que foi o papa no episcopado de Roma, citado por Orígenes e Eusébio de Cesáreia (este o menciona em seu livro História Eclesiástica III, 15), reconhecendo-o como colaborador do apóstolo Paulo (Filemon 4.3). Ele escreve acerca das Escrituras: são “ditos do Espírito Santo e ditos através do Espírito Santo”, citando passagens da própria Bíblia, tais como: “o Espírito Santo disse” (Atos 13.2), o “Espírito Santo impediu” (Atos 16.6).
    Em sua carta aos Coríntios 45.2, Clemente escreve: “Vós vos curvastes sobre as Sagradas Escrituras, essas verdadeiras Escrituras dadas pelo Espírito Santo. Sabeis que nada de injusto e de falso está escrito nelas. Não encontrareis que os justos tenham sido rejeitados por homens santos”.
    Os apologistas da segunda metade do século II são mais explícitos ainda do que os pais apostólicos, sustentando a inspiração divina e inerrante das Escrituras.
    Irineu empregava a frase o “Espírito Santo diz”. Tertuliano dizia que somente o que estava escrito nas Escrituras era útil, e que as Escrituras eram as Palavras, Letras e a própria voz de Deus.
    Orígenes, o maior erudito da igreja primitiva, afirmava que a inspiração se estendia até os iotas e as demais letras das Escrituras. As palavras dos apóstolos não continham falha alguma, sendo inspiradas pelo Espírito Santo.
    Martinho Lutero, especializando-se nas epístolas aos Romanos, Gálatas e Hebreus, foi capaz de perceber claramente os erros da Igreja Católica Romana. Ao ver que os papas e os concílios podiam errar, passou a reconhecer a supremacia das Escrituras. Lutero e os Reformadores não queriam dizer com Sola Scriptura que a Bíblia é a única autoridade para a igreja. Pelo contrário, queriam dizer que a Bíblia é a única autoridade infalível dentro da igreja.
    Para Calvino os escritos dos apóstolos eram “pro dei oraculis habenda sunt” (foram oráculos recebidos de Deus), logo devemos aceitar “quid quid in sacris scripturis traditum est sine exceptione” (tudo quanto foi entregue nas Escrituras, sem exceção), auctorem eius (sc. scripturae) esse de um (Deus é o autor de toda as Escrituras).
    Um livro precisa satisfazer certas exigências para ser considerado procedente de um Deus Todo-Poderoso. Em primeiro lugar, ele deve ter sido transmitido corretamente desde a época em que foi originalmente escrito, para obtermos uma representação exata do que Deus disse e fez. Ele deve ser, também, acurado quando cita pessoas e eventos históricos. Um livro que confunde homens, datas e eventos não tem o direito de se apresentar como proveniente de um Deus infalível.

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  13. 4 parte:
    A Bíblia é mais que um livro comum. Ela se revela como sendo a Palavra sobrenatural de Deus. A Bíblia é a Palavra de Deus escrita com palavras humanas. Deus usou homens falíveis para receber e registrar a sua Palavra infalível, de modo que ela chegasse até nós sem erros.
    Parece difícil? Não para o nosso Deus, que diz: “Eis que sou o Senhor, o Deus de todos os viventes; acaso haveria coisa demasiadamente difícil para mim?” (Jeremias 32.27). A evidência de que as próprias palavras da Bíblia foram dadas por Deus, pode ser brevemente resumida, como segue:
    • Esta é a afirmação do texto clássico (2Timóteo 3.16);
    • É o testemunho enfático de Paulo, afirmando que falava em palavras ensinadas pelo Espírito (1Coríntios 2.13);
    • Fica evidente pela fórmula repetida “está escrito”;
    • Jesus disse que no Antigo Testamento estava escrito a seu respeito (Lucas 24.27; João 5.39; Hebreus 10.7).
    • O Novo Testamento constantemente equipara a Palavra de Deus com a Escritura (Mateus 21.42; Romanos 15.4; 2Pedro 3.16);
    • Jesus enfatizou que nem sequer a menor parte de uma palavra ou letra hebraica podia ser anulada (Mateus 5.18).
    Pr.Marcio falcão

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    Respostas
    1. Em tudo o que postou até aqui, Marcio Falcão, nenhuma novidade e nada que a Igreja Católica, isto é, a Igreja de Cristo, não ensine há dois milênios.

      Aliás, o cânon da Bíblia que os protestantes observam foi definido pela Igreja Católica, é sempre importante lembrar disso.

      Mas há um erro grave na sua exposição: Sola Scriptura não quer dizer apenas que a Bíblia foi inspirada por Deus; nisto nós cremos, já que somos nós, isto é, a Igreja, inspirada pelo Espírito Santo, a autora da Bíblia.

      A doutrina Sola Scriptura diz que "a Bíblia é a única (atenção, a única) regra de fé e prática do cristão". Isto é um absurdo completo, por uma infinidade de razões, inclusive por ser em si mesma uma doutrina anti-bíblica, e também uma grande e terrível heresia.

      Para entender melhor esta e outras questões na visão da primeira e única Igreja instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo, pesquise no nosso "Índice de respostas católicas para acusações protestantes e 'evangélicas'", endereço abaixo:

      http://www.ofielcatolico.com.br/2000/01/indice-de-respostas-catolicas-para.html

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    2. Sugiro, também, ao Márcio que se aprofunde no conceito de Tradição (com T maiúsculo) na doutrina da Igreja que não se confunde, simpliciter, com o de tradições orais.

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    3. "A tradição oral é instável e sujeita a alterações por causa do fator subjetivo: a memória incerta do guardião daquela tradição."

      E isto também não acontece com as Sagradas Escrituras?, o qual se pode constatar entre os protestantes as diversas interpretações que estes dão sobre diversos temas da Bíblia, pois se de fato, as Sagradas Escrituras fosse a única fonte de fé sem variação alguma de instabilidade, todas, repito, todas as igrejas protestantes, teriam uma única interpretação, e nem haveria diversas igrejas protestante interpretando a Bíblia de um jeito e de outro, mas haveria não somente uma única interpretação mas também uma única Igreja protestante.

      JESUS deixou uma Igreja e um Sagrado Magistério nesta Igreja para justamente definir a partir das Sagradas Escrituras e da Sagrada Tradição, as Verdades que os membros desta única Igreja deveriam seguir, e não ficar sujeitos ao sabor de interpretações subjetivas de quem quer que fosse, e assim, garantir a unidade tão querida por JESUS em sua Igreja.

      "Memória incerta do guardião daquela tradição", só se for de tradições meramente humanas, mas não aquilo que JESUS e os Apóstolos ensinaram e que fora guardada de viva voz, e não somente por escrito, pois estes o ESPÍRITO SANTO, incumbiu de não haver incertezas nenhuma daquilo que JESUS e os Apóstolos ensinaram e que fora transmitida a todos, quer por escrito ou oralmente.

      Sidnei

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    4. Além disso, Sidnei, o mesmíssimo argumento se poderia usar contra os protestantes, já que as Sagradas Escrituras são, em última análise, a Tradição por escrito. Assim como eles creem que o Espírito Santo inspira o leitor em sua interpretação particular (evidente heresia, que inclusive, por suprema contradição, ficou atestada na própria Bíblia em 2Pd 1,20) nós cremos (e nossa fé, sim, é ratificada pelas Escrituras) que o Espírito Santo conduz a Igreja de Cristo até a consumação dos séculos.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    5. Ainda aproveitando a sua observação, Sidnei, sobre esse trecho do comentário do Marcio Falcão que eu não havia comentado anteriormente, quero esclarecer um outro ponto:

      "As Escrituras enfatizam muito o seu referencial de escrito, e não atribuem veracidade divina à mera tradição oral."

      Isso simplesmente não é verdade. Além das passagens que deixam claro que as Escrituras, isoladas do contexto e da pertença à Igreja, Corpo de Cristo, não bastam (como 1Pd 1,20 e Jo 5,39, entre outras), temos, sim senhor, tanto explícita quanto implicitamente a atribuição de autoridade à Tradição:

      “Em Nome de nosso Senhor Jesus Cristo, apartai-vos de todo irmão que não anda segundo a Tradição que de nós recebeu.”
      (2Ts 3,6)

      Em 2Ts 2, 15, as Escrituras claramente mostram como equivalentes o valor doutrinal da Tradição e o das próprias Escrituras:

      “Então, irmãos, estai firmes e guardai a Tradição que vos foi ensinada, seja por palavra (Tradição), seja por epístola nossa (Bíblia).”

      Quem tem olhos para ver, que veja.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo

      Apostolado Fiel Católico

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    6. Pr.Marcio falcão, em 1° lugar, lhe aconselharia a se aprofundar melhor no significado da Sola Scriptura. Você parece mais preocupado em tentar ensinar A Igreja o que é Tradição do que realmente conhecer uma das idéias basilares do protestantismo.

      Você já parte do erro primário de tentar contrapor a Bíblia a tradição, quando são partes de um mesmo propósito. E ainda de um erro infantil, ao comparar a Tradição bimilenar da Igreja a uma simples brincadeira do telefone sem fio: Como se a transmissão da fé fosse um mero “boca a boca” ao longo dos séculos, tipo: “Pedrinho saiu atrasado” e 500 anos depois, a afirmação chegaria como: “Pedrinho caiu do cavalo”.

      Transcreverei alguns trechos do livro de Karl Rahner e Joseph Ratzinger: Revelação e Tradição, que creio poder elucidar melhor sobre o que de fato é tradição.

      “Antigo dilema: poder-se-á confiar a palavra à Igreja sem temor de que ela, sob a tesoura do Magistério ou envolta no mato selvagem do sensus fidelium, perca a sua força própria e sua vitalidade? Esta é a pergunta que os Protestantes fazem aos Católicos. Poder-se-á aceitar a autonomia da palavra, sem com isto ser esta exposta ao arbítrio dos exegetas, aos maus tratos por parte dos historiadores e, enfim, ao completo desamparo? Eis como os Católicos revidam aos Protestantes. Com efeito, segundo nossa doutrina, não é a nós que compete decidir se queremos ou não confiar a palavra à Igreja. Foi o próprio Senhor quem lha confiou. Note-se, entretanto, que quando o Católico encara seriamente este assunto, não deixa de considerar o zelo pela pureza da palavra revelada, como um dever da mais alta importância”.

      Sobre a suficiência da Escritura: “A Escritura e a Tradição não podem ser entendidas uma sem a outra, no sentido que ambas têm, à luz da fé. O problema “Escritura e Tradição” permanecerá insolúvel, enquanto não for reduzido a uma só questão, a saber, a questão “Revelação e Tradição”, e inserida, enfim, no amplo contexto a que pertence”.
      “O fato de existir uma “Tradição” repousa, antes de tudo, na diferença que permeia entre estas duas realidades: “Revelação” e “Escritura”. A Revelação exprime propriamente o falar e o agir de Deus em relação aos homens. Designa uma realidade expressa pela Escritura, sem ser, contudo, a própria Escritura. A Revelação, por conseguinte, ultrapassa a Escritura na mesma medida em que a realidade ultrapassa a sua expressão escrita. Desta diferença entre a Escritura e a Revelação resulta claramente que, de todo independentemente da questão se a Escritura é ou não é a única fonte material, em rigor, nunca existe para o cristão a sola Scriptura. A Escritura não é a Revelação. É, sim, em última análise, uma parte desta realidade mais ampla”.

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    7. Continuação...
      Falsa idéia de que as Tradições são apenas o que não está escrito: “Seripando fala das Tradições escritas, inseridas na Escritura, como as cláusulas de Tiago, o costume de as mulheres se cobrirem com um véu... etc. E o autor adverte que estas práticas foram abolidas. Isto porque, embora associadas à palavra de Deus na Escritura, dela “muito diferem”, pois a palavra divina de modo nenhum poderia ser abolida. A estas tradições Seripando opõe as não referidas na Bíblia e que ora são apostólicas ou oriundas de Concílios universais e aceitas por toda a Igreja, ora são particulares e muito variáveis. Este texto nos leva a uma surpreendente conclusão: para Seripando e muitos outros Padres tridentinos, existem tradições na Escritura. “Tradição” não significa o não-escrito. Existe quer dentro da Escritura, quer fora dela”.

      O que é Tradição? “Tradição se refere à institutio vitæ, à presença atuante da Palavra revelada, na existência cristã. Tradição é, noutros termos, a eficácia da palavra de Deus. Sem ela, a palavra ficaria estéril”.

      Na Audiência Geral de 26 de Abril de 2006, o papa emérito conceitua a Tradição como: “A comunhão no tempo”.

      Na Bíblia, o Concílio de Jerusalém nos mostra como se desenvolve a Tradição na Igreja: Quando da contenda levantada por ex-fariseus, que com base nas escrituras, afirmavam a necessidade de circuncisão para a salvação. Levantou-se Pedro e disse: Irmãos, vós sabeis que há muito tempo Deus escolheu-me dentre vós, para que da minha boca ouvissem os gentios a palavra do Evangelho e cressem. Deus, que conhece os corações, apresentou testemunho a favor deles, dando-lhes o Espírito Santo, como também a nós, e não fez distinção alguma entre nós e eles, purificando os seus corações pela fé.... Atos (XV; 6-9). Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior peso além destas coisas necessárias: que vos abstenhais de coisas sacrificadas aos ídolos, de sangue, de animais sufocados e de fornicação; destas coisas fareis bem de vos guardar. (XV; 28-29). “Esta actualização permanente da presença activa de Jesus Senhor no seu povo, realizada pelo Espírito Santo e expressa na Igreja através do ministério apostólico e a comunhão fraterna, é aquilo que em sentido teológico se quer dizer com a palavra Tradição: ela não é a simples transmissão material de quanto foi doado no início aos Apóstolos, mas a presença eficaz do Senhor Jesus, crucificado e ressuscitado, que acompanha e guia no Espírito a comunidade por ele reunida”.

      A paz de Cristo!

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    8. THIAGO,

      Fiquei muito curioso pelo livro citado por vc!

      Resumidamente: Tradição e Escritura fazem parte da REVELAÇÃO de Deus aos homens. Aliás, este mesmo Deus revela-se até na natureza, como diz tão bem S. Paulo no início da carta aos Romanos.

      Além do mais, é preciso lembrar que quase nenhum protestante CHEGOU A PENSAR que TODOS interpretam a Bíblia, todos elaboram (ou seguem) uma "tradição" de interpretação da Bíblia.

      É por esse fato que existem milhares de denominações protestantes, pq cada uma segue uma "tradição de interpretação".

      A grande questão é: QUAL "tradição de interpretação" é a verdadeira? Ou melhor: QUEM tem AUTORIDADE para interpretar infalivelmente a Bíblia?

      Quando um protestante faz a última questão, podemos dizer que ele "não está longe do Reino de Deus" (Marcos 12:34). É só ele começar a pesquisar.

      Enquanto o protestante não admitir isso (que todos têm tradições bíblicas), é muito difícil debater ou dialogar sobre fé com eles.

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    9. Tiago Agi, foi exatamente pensando nas reflexões de Ratzinger sobre o tema que escrevi acima que Tradição não é sinônimo de tradições não escritas ou orais!

      Sim, Tradição é o agir do Espírito Santo - através do magistério ordinário e\ou extraordinário da Igreja - na compreensão da Revelação\Palavra. Não é, de modo algum, uma listinha de verdades reveladas, gnosticamente guardadas, e que aos poucos os Papas vão desvelando, como parece crer os comentaristas protestantes acima.

      Se você tem interesse em se aprofundar nessa abordagem ratzingeriana, recomendo a leitura do volume VII\1 do Opera Omnia, de Ratzinger (sobre os textos do Concílio Vaticano II). Há lá dois ou três extensos capítulos espetaculares sobre isso!

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    10. Obrigado pela indicação Wagner, gosto muito de ler o que escreveu o papa emérito, confesso que algumas vezes não consigo acompanhar muito de perto seu raciocínio. Mas nada que um pouco de esforço não resolva. Suas ideias são de uma clareza e profundidade que me mantém grudados na obra até terminar.

      João, eu encontrei este livro em PDF, infelizmente não tenho o link, mas é muito bom.

      A paz de Cristo!

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  14. Pr. Márcio,

    Onde foi que algum católico decente ou alguma publicação oficial da Igreja negou que a Bíblia é a Palavra de Deus?

    Se você é honesto, leia o documento DEI VERBUM, presente em quase todas as Bíblias católicas. Vai lhe interessar.

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  15. Bem, hoje em dia vivemos uma sociedade que não "aguenta" ouvir nada. Onde, na minha infância, levar uns tapas dos pais era sinal de educação, hoje se tornou agressão. Por estas e diversas outras formas de absolutismo que a mídia e a sociedade tenta empregar, acabamos por deixar em questão a própria verdade que vem de Deus. O Cristo, que viveu entre nós, foi Crucificado e Ressuscitou, não passa de um "homem" que não se adequava aos ideais da época. Triste ver a situação que nosso mundo toma, mas com imensa esperança no coração de que por meio da vida de oração contrita, aos moldes de Santa Teresa d'Ávila, possamos interceder por esta humanidade que pensa assim! Pois, neste ano, propício da misericórdia, as manifestações do mal são bem maiores, para que os filhos de Deus não a alcancem, ou sequer a busquem. Sejamos promotores da paz, pois somente assim, possamos fazer a diferença nestes tempos. Que a Paz do Nosso Senhor esteja com todos vós.

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  16. O que mais me preocupa nisso tudo, é a infiltração dessas pessoas com pensamentos relativistas dentro da Igreja! Vindas de católicos e principalmente vindas de sacerdotes!
    Me enoja esse discurso jujuba do "nao julgueis"!! "Jesus só veio ensinar o amor"

    Mas sabe o que é mais curioso? Nao "julgueis" os outros! Mas a nós católicos podem nos julgar, acusar, escarnecer a vontade! Normal! (Quem é católico ja passou por isso!)
    Mas se nós nos posicionarmos contrários as outras ideologias, pensamentos e religiões, mesmo com respaldo, bíblico, histórico ou até mesmo científico, estaremos errados!Devemos nos calar!

    Isso vindo de católicos para mim é o fim da picada! E dói ver esses sacerdotes famosos com discurso relativista na tv contrariando até mesmo doutrinas da Igreja para agradar o mundo! É de cortar o coração!
















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