O Papa Francisco vai canonizar Jacinta e Francisco Marto aos 13 de maio em Fátima

Serão as primeiras crianças não mártires a serem proclamadas Santas



O PAPA FRANCISCO vai canonizar, no 13 de maio, em Fátima, Jacinta e Francisco Marto, os dois pastorezinhos (pastorinhos) que junto a Lúcia tiveram as visões de Nossa Senhora em Fátima.

O Santo Padre anunciou a canonização durante o Consistório Ordinário Público desta quinta-feira, no Palácio Apostólico no Vaticano. Serão as primeiras crianças não-mártires a serem proclamadas Santas. Há 17 anos, na mesma data e no mesmo lugar, os dois irmãos eram beatificados por João Paulo II.

O pedido para investigar a santidade dos dois foi iniciado pela Diocese de Leiria, Portugal, somente em 1952, e concluído em 1989, com o decreto sobre a prática das virtudes, em consideração à idade das crianças.

O primeiro milagre atribuído à intercessão das duas crianças, necessário para a beatificação, foi reconhecido em 1999, e o segundo milagre, necessário para a canonização, foi reconhecido em 23 de março passado – a cura inexplicável de uma criança brasileira com um grave traumatismo crânio-encefálico, com a perda de material cerebral.


Cronologia abreviada da causa de canonização de Francisco e Jacinta

1919.04.04. Morte de Francisco Marto.

1920.02.20. Morte de Jacinta Marto.

1952.04.30. Primeira sessão dos Processos Diocesanos sobre a vida, virtudes e fama de santidade de
Francisco e de Jacinta Marto.

1979.06.02. Conclusão do Processo Diocesano sobre a vida, virtudes e fama de santidade de Jacinta.

1979.08.03. Conclusão do Processo Diocesano sobre a vida, virtudes e fama de santidade de Francisco.

1981. Sessão plenária da Congregação das Causas dos Santos dedicada ao tema da possibilidade de se canonizar crianças, cujo resultado é unanimemente positivo. O debate sobre o assunto fora impulsionado pela entrega dos Processos do Francisco e da Jacinta, em Roma.

1988. Entrega das Positio Super Virtutibus de Francisco e de Jacinta à Congrega- ção das Causas dos Santos.

1989.05.13. João Paulo II assina o Decreto sobre a heroicidade das virtudes de Francisco e Jacinta Marto.

1997 Instrução do Processo Diocesano super miro, para discernir a cura de uma mulher portuguesa de uma paraplegia, atribuída à intercessão dos irmãos Marto.

1999 Conclusão do Processo Diocesano, que declara a cura como rápida, completa, duradoura e cientificamente inexplicável. Redação e entrega da Positio super miro à Congregação das Causas dos Santos.

1999.06.28. Promulgação, pelo Papa João Paulo II, do decreto da cura miraculosa por intercessão de Francisco e Jacinta, aprovando a sua beatificação. Cronologia abreviada da causa de canonização de Francisco e Jacinta Marto

2000.05.13. Beatificação de Francisco e Jacinta por João Paulo II, em Fátima.

2016. Instrução do Processo Diocesano super miro, para discernir a cura de uma criança brasileira, atribuída à intercessão dos Beatos Francisco e Jacinta Marto.

2017. Conclusão do Processo Diocesano, que declara a cura como rápida, completa, duradoura e cientificamente inexplicável. Redação e entrega da Positio super miro à Congregação das Causas dos Santos.

2017.03.23. Promulgação, pelo Papa Francisco, do Decreto da cura miraculosa por intercessão dos Beatos Francisco e Jacinta, aprovando a sua canonização.
2017.04.20 Consistório onde se anunciou a Canonização para o dia 13 de maio de 2017, em Fátima.

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Fonte:
Zenit

Ligação para a notícia: 
https://pt.zenit.org/articles/o-papa-francisco-vai-canonizar-o-13-de-maio-em-fatima-jacinta-e-francisco-marto/
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Urgente! Senado aprova lei de imigração que rebaixa cidadania e soberania brasileiras


Por Paulo Eneas – Crítica Nacional

O SENADO APROVOU no início da noite do dia 18/4/2017 a chamada nova Lei de Migração. Por tremendo absurdo, a lei foi aprovada por 44 votos a favor e apenas 4 contra, com uma abstenção. A lei é de autoria do senador tucano comunista Aloysio Nunes, e foi elaborada a partir do lobby realizado por ONGs nacionais e estrangeiras junto aos políticos e junto aos vários órgãos do Estado brasileiro aparelhados pela esquerda. Os princípios que regem a lei foram ditados pela ONU e por suas agências.

Caso a lei venha a ser sancionada pelo presidente Michel Temer, significará que a condição de ser cidadão brasileiro, nascido ou naturalizado, passa a ser irrelevante para todos os fins que interessam, bem como para o exercício de direitos. A lei também impõe severas restrições ao trabalho da Polícia Federal e do policiamento de fronteiras para o controle de entrada de estrangeiros no país.

Com a nova lei, o Brasil passará a ser o destino preferencial de todos os tipos de criminosos internacionais, sejam terroristas ou traficantes da pior espécie, uma vez que cerceia e dificulta o trabalho da polícia federal para esse tipo de controle. A lei também torna virtualmente impossível extraditar qualquer estrangeiro que esteja no país, mesmo que tenha cometido crimes os mais graves.

Outra das consequências dessa lei será a de que, em curto prazo, o governo poderá, por meio de medida administrativa, retirar da Polícia Federal a atribuição que ela detém hoje de controlar a entrada de estrangeiros no país. Essa atribuição ficará a cargo de uma nova autoridade migratória, a ser constituída com a participação de representantes de ONGs e demais grupos lobistas globalistas que na prática irão passar a controlar a entrada de estrangeiros no nosso país.

O espírito da lei foi explicitado na fala de uma senadora petista durante a votação, que afirmou que a visão a ser adotada com a nova lei é a de que "uma pessoa de outra nacionalidade que esteja em território nacional não seja mais vista como estrangeiro, mas como cidadão detentor de plenos direitos". Em outras palavras, ser cidadão brasileiro nato ou naturalizado no Brasil passa a ser absolutamente irrelevante.

A aprovação dessa lei é uma das mais relevantes e robustas vitórias das correntes políticas de esquerda e globalistas que há anos atuam no sentido de atentar contra os interesses do país, contra nossa soberania e nosso território, e contra a cidadania dos brasileiros. A aprovação da nova lei mostrou também o quanto petistas e tucanos estão irmanados na defesa de uma agenda ideológica comum de natureza socialista: as defesas mais enfáticas do projeto de lei foram feitas pelos tucanos, aplaudidos por petistas.

Cabe agora aos ativistas e grupos organizados da sociedade dar início a uma articulação mais ampla que envolva ativismo digital, mobilizações de rua, esclarecimento da população e outras ações no sentido de pressionar o presidente Michel Temer a vetar esse projeto. Cumpre perguntar a Temer se ele quer entrar para a História como o presidente que sancionou a lei que decretou a extinção da soberania e da cidadania brasileiras.


* * *

Perguntamo-nos se findou o tempo de falar e apenas militar, e se está de fato iniciando-se o tempo em que será preciso agir pela salvaguarda de tudo o que ainda temos de mais sagrado em nosso país.

Nos vídeos abaixo, encontram-se os depoimentos de Leandro Ruschel (canal Terça Livre), do "youtuber" Nando Moura, da procuradora Bia Kicis, diretamente do Senado, do deputado Marcos Feliciano, da equipe do canal Terça Livre e a gravação da transmissão ao vivo feita pelo editor do Crítica Nacional, Paulo Eneas, sobre o mesmo assunto:

















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Fonte:
'Senado Aprova Lei de Imigração que Rebaixa Cidadania e Soberania Brasileiras', disp. em:
http://criticanacional.com.br/2017/04/18/senado-aprova-lei-de-imigracao-que-rebaixa-cidadania-e-soberania-brasileiras/
Acesso 18/4/017

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50 notáveis convertidos ao catolicismo

Por Matthew Bunson* – tradução livre de Henrique Sebastião


De cima para baixo e da direita para a esquerda: Cardeal Arinze, Dorothy Day, Gary Cooper, John Wayne, Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) e Robert Bork

A IGREJA EM TODO o mundo acolhe milhares de novos católicos na Vigília de Páscoa todos os anos: em média, somente nos EUA mais de 100 mil adultos entram para a Igreja Católica. São pessoas de diferentes faixas etárias, que chegam com experiências de vida também muito diversas. Alguns chegam à Igreja depois de longos anos de luta pessoal; alguns vêm já no final de suas vidas; outros, ainda, são levados à conversão por causa dos exemplos de santos, dignos sacerdotes, religiosos e leigos exemplares e/ou membros da família que dão testemunho de Jesus Cristo.

No final, é claro, eles chegam à mesma conclusão que um outro famoso convertido, o Cardeal John Henry Newman: "Em relação ao cristianismo, 10 mil dificuldades não fazem duvidar". Com certeza, muitos são encorajados em suas viagens pessoais ao catolicismo pelos modelos dos conversos famosos. Estrelas de cinema, poetas, romancistas, músicos, filósofos, cientistas e até rainhas estavam convencidos, em suas consciências, de que deveriam se tornar católicos. Eram pecadores (como todos nós) e, como um grupo tão diverso, tinham temperamentos, personalidades e fraquezas muito diferentes.

A variedade deslumbrante dos filhos da Igreja é em si mesma uma lembrança útil de que todos são chamados por Cristo, e que nenhum passado, por mais sombrio e perturbador que seja, nos torna indesejáveis ao amoroso Abraço de misericórdia e amor do Deus que é Amor e tem Misericórdia infinita.

Listamos abaixo 50 nomes dentre alguns dos mais notáveis ​​que se converteram ao longo do século passado – e que pelo seu exemplo certamente levaram à conversão de muitos outros:

1. Mortimer Adler (1902-2001): Filósofo e educador norte-americano, descobriu Santo Tomás de Aquino aos seus 20 anos de idade e tornou-se uma figura importante do Movimento Neo-Tomista.

2. Cardeal Francis Arinze (1932): convertido nigeriano batizado aos 9 anos pelo Beato Cipriano Tansi. Ele tornou-se o mais jovem bispo do mundo, aos 32 anos, e mais tarde foi nomeado cardeal e prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos.

3. Francis Beckwith (1960): Filósofo e teólogo, foi eleito presidente da Sociedade Teológica Evangélica, mas convertido ao Catolicismo em 2007.

4. Tony Blair (1953): Líder do Partido Trabalhista britânico e primeiro-ministro de 1997 a 2007, foi o primeiro-ministro mais jovem desde 1812. Sua esposa, Cherie, também é católica.

5. Cherry Boone (1954): Filha do famoso cantor "evangélico" Pat Boone. Casada em 1975 com o escritor Dan O'Neill, ela e seu marido se converteram ao catolicismo.

6. Robert Bork (1927-2012): juiz e jurista conservador americano mais conhecido pela viciosa luta política que bloqueou sua nomeação para a Suprema Corte dos EUA em 1987. Ele e sua esposa se converteram ao catolicismo em 2003.

7. Louis Bouyer (1913-2004): teólogo francês e um dos membros fundadores da Comissão Teológica Internacional e da revista teológica internacional Communio .

8. Dave Brubeck (1920-2012): Um dos mais renomados músicos de jazz americanos. Converteu-se em 1980 e foi encarregado de compor a Missa para Esperança .

9. Tim Conway (1933): Comediante americano mais conhecido por seu papel nos programas de televisão "McHale's Navy" e "The Carol Burnett Show".

10. Gary Cooper (1901-1961): Ator americano que ganhou três prêmios da Academia, incluindo "Melhor Ator" para Sargento York e High Noon . Ele teve um poderoso encontro com o Papa Pio XII em 1953 e entrou formalmente na Igreja em 1959.

11. Frederick Copleston (1907-1994): Inglês jesuíta e historiador da filosofia, ele se converteu à Igreja aos 18 anos e entrou na Companhia de Jesus em 1930.

12. Dorothy Day (1897-1980): Escritora , ativista social e co- fundadora do movimento do Trabalhador Católico com Peter Maurin. Sua causa para a canonização foi aberta em Nova York em 2000.

13. Catherine de Hueck Doherty (1896-1985): Líder canadense de justiça social e fundadora do apostolado da Casa das Madonas. Convertida da Igreja Ortodoxa Russa, sua causa de canonização foi aberta em 2000.

14. Diana Dors (1931-1984): atriz inglesa considerada uma clássica "blonde bombshell" nos filmes.

15. Cardeal Avery Dulles (1918-2008): jesuíta americano, teólogo e cardeal, filho do ex-secretário de Estado John Foster Dulles.

16. Newt Gingrich (1943): Presidente da Câmara dos Deputados dos EUA de 1995 a 1999, bem como autor, candidato presidencial e historiador.

17. Rumer Godden (1907-1998): romancista inglês mais conhecido como o autor dos romances Black Narcissus e In This House of Brede .

18. Graham Greene (1904-1991): escritor britânico mais conhecido em círculos católicos por seus romances Brighton Rock , O Poder ea Glória , O Coração da Matéria eo Fim do Caso .

19. Sir Alec Guinness (1914-2000): Ator britânico ganhador do Oscar de Melhor Ator em 1957 pela The Bridge on the River Kwai .

20. Scott Hahn (1957): Teólogo bíblico, apologista e prolífico escritor e orador. Sua esposa, Kimberly, também é um converso.

21. Susan Hayward (1917-1975): Atriz ganhadora do Oscar, que ganhou o Oscar por seu papel na prisão de morte Barbara Graham em I Want to Live! (1958).

22. Elisabeth Hesselblad (1870-1957): Sueca convertida do luteranismo e fundadora das irmãs Bridgettine, foi canonizada pelo Papa Francis em 2015.

23. Dietrich von Hildebrand (1889-1977): filósofo e teólogo alemão honrado por numerosos papas por suas imensas contribuições ao pensamento católico.

24. Katharine, duquesa de Kent (1933): A esposa do príncipe Edward, duque de Kent (um neto do rei George V e Queen Mary e primo-irmão da Rainha Elizabeth II), o primeiro membro da família real para converter desde 1701 .

25. Joyce Kilmer (1886-1918): poeta, jornalista e editor americano, mais conhecido por seu poema curto Trees (1913). Ele foi morto em 1918 no final da Primeira Guerra Mundial.

26. Russell Kirk (1918-1994): Teórico político americano e uma das figuras as mais influentes no movimento conservador americano.

27. Dean Koontz (1945): romancista prolífico que vendeu mais de 450 milhões de cópias de seus livros.

28. Clare Boothe Luce (1903-1987): A primeira mulher americana nomeada para um grande cargo de embaixador no exterior, membro da Câmara dos Deputados dos EUA de 1943 a 1947, escritora e dramaturga.

29. Cardeal Jean-Marie Lustiger (1926-2007): Arcebispo de Paris de 1981 a 2005, cardeal de 1983 e promotor do diálogo católico-judaico. Converteu-se do judaísmo.

30. Gabriel Marcel (1889-1973): filósofo francês, dramaturgo e existencialista cristão mais conhecido por seu trabalho O Mistério do Ser .

31. Jacques Maritain (1882-1973): filósofo francês, autor de mais de 60 livros e uma das figuras-chave no renascimento do tomismo nos tempos modernos. Ele e sua esposa, Raïssa, se converteram ao catolicismo em 1906.

32. Norma McCorvey (1947-2017): O autor do infame processo de 1973 Roe v. Wade que legalizou o aborto que posteriormente se tornou pró-vida.

33. Marshall McLuhan (1911-1980): Professor canadense, filósofo e teórico da mídia mais conhecido por cunhar as expressões "o meio é a mensagem" e "aldeia global".

34. Thomas Merton (1915-1968): monge e padre trapista americano , bem como poeta, ativista social e um dos mais famosos e controversos convertidos católicos do século XX.

35. Vittorio Messori (1941): jornalista italiano mais conhecido por suas entrevistas em livro "O Relatório Ratzinger: Uma Entrevista Exclusiva sobre o Estado da Igreja" (1985) e "Cruzando o Limiar de Esperança pelo Papa João Paulo II" (1994).

36. Malcolm Muggeridge (1903-1990): jornalista, satirista e escritor britânico. Ele se tornou um católico em 1982 com sua esposa, Kitty, em grande parte pela influência de Santa Teresa de Calcutá.

37. Bernard Nathanson (1926-2011): Médico americano e membro fundador da NARAL Pro-Choice America, que se juntou ao movimento pró-vida na década de 1970.

38. Rainha Nazli (1894-1978): Rainha do Egito de 1919 a 1936 como a segunda esposa do rei Fuad e mãe do rei Farouk do Egito. Ela e sua filha, Fathia, se converteram do Islã em 1950.

39. Patricia Neal (1926-2010): Atriz vencedora do Oscar pela sua performance em Hud ( 1963). Ela se converteu ao catolicismo alguns meses antes de sua morte.

40. Richard John Neuhaus (1936-2009): Antigo pastor luterano, escritor, teólogo e fundador e editor da revista First Things .

41. Robert Novak (1931-2009): jornalista americano, colunista e comentarista político conservador.

42. Joseph Pearce (1961): escritor e biógrafo literário inglês.

43. Walker Percy (1916 -1990): escritor americano amado por seus romances que confrontam a luta do homem com a modernidade.

44. Knute Rockne (1888-1931): Treinador norueguês da equipe de futebol Notre Dame de 1918 a 1930 e considerado um dos maiores treinadores da história do esporte.

45. Adrienne von Speyr (1902-1967): Médico suíço, escritor espiritual e místico, autor de mais de 60 livros de espiritualidade e teologia.

46. Santa Teresa Benedicta da Cruz (Edith Stein) (1891-1942): filósofo judeu-alemão e freira carmelita descalça que morreu em Auschwitz. Foi canonizada por São João Paulo II em 1998.

47. Sigrid Undset (1882-1949): romancista norueguês que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1928.

48. Evelyn Waugh (1903-1966): Escritor inglês famoso por seu romance Brideshead Revisited (1945).

49. John Wayne (1907-1979): Ator premiado pela Academia, amado por seus papéis em westerns e filmes de guerra.

50. Israel Zolli (1881-1956): estudioso judeu italiano e rabino-chefe em Roma de 1940 a 1945. Amigo do Papa Pio XII, converteu-se do judaísmo ao catolicismo em 1945.

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* Matthew Bunson é editor-sénior e contribuinte sênior da EWTN News.

Este artigo foi indicado ao nosso apostolado pelo leitor Wagner Marchiori



Fonte:
National Catholic Register, '50 Catholic Converts: Notable Churchgoers of the Last Century'disp. em:

http://ncregister.com/daily-news/50-catholic-converts-notable-new-church-members-over-the-last-century

Acesso 18/4/017
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Os mártires brasileiros de Cunhaú e Uruaçu

Por Ivanaldo Santos, filósofo – Fraternidade São Próspero
(ivanaldosantos@yahoo.com.br)



EXISTE UM CAPÍTULO pouco conhecido e fascinante da história do Brasil. Trata-se do martírio, no século XVII, de um grupo de cristãos conhecidos como os Mártires de Cunhaú e Uruaçu, Protomártires do Brasil e Mártires do Brasil. De forma sintética, resume-se a história desse martírio da seguinte forma:

Mártires de Cunhaú e Uruaçu é o título dado aos 30 cristãos martirizados, no interior do Rio Grande do Norte no século XVII. Foram vitimas de duas chacinas, ambas no ano de 1645, no contexto das invasões holandesas ao nordeste do Brasil. A primeira chacina ocorreu na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho de Cunhaú, município de Canguaretama; e a segunda em Uruaçu, comunidade do município de São Gonçalo do Amarante. Nessas duas chacinas, um grupo formado principalmente por soldados e comerciantes holandeses desejava que os fiéis católicos se convertessem ao protestantismo, negassem publicamente a fé cristã, e, por causa disso, ajudassem a combater a insurreição popular contra a invasão holandesa. Naquele momento histórico, essa insurreição acontecia principalmente no estado de Pernambuco. Como os fiéis se recusaram a atender as exigências e a ajudar o invasor holandês, foram assassinados dentro da capela.

Muitos morreram de joelhos e o ato de maior heroísmo se deu por parte de Mateus Moreira que, antes de morrer, gritou a clássica oração: "Louvado Seja o Santíssimo Sacramento". Entre os cristãos martirizados encontram-se o Padre André de Soveral e o Padre Ambrósio Francisco Ferro.

Desde o século XVIII o martírio de Cunhaú e Uruaçu é citado, referendado e investigado por historiadores, cronistas e outros pesquisadores. Entre esses pesquisadores cita-se, por exemplo, Tavares de Lira e Câmara Cascudo. A partir da década de 1980, esse acontecimento histórico foi redescoberto, investigado e analisado por intelectuais como Dom Alair Vilar e o Monsenhor Francisco de Assis Pereira. Entre as consequências positivas desse esforço, dentre outras, consta o processo de beatificação dos mártires.

Os Mártires de Cunhaú e Uruaçu foram beatificados no dia 5/3/2000 pela Papa João Paulo II. No dia 3/10/2015 o Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, anunciou oficialmente que o Papa Francisco canonizará, em data ainda não agendada, os Mártires de Cunhaú e Uruaçu, uma informação que foi confirmada, no mesmo dia, pela Sala de Impressa da Santa Sé. Espera-se que essa canonização aconteça durante a visita do Papa Francisco ao Brasil, no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em 2017.

De forma resumida apontam-se seis pontos positivos que envolvem a redescoberto e o interesse histórico em torno dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, um interesse que culminou na beatificação e na provável canonização dos mártires pela Igreja.

Primeiro, importante oportunidade, quase única, de se investigar de forma séria a história colonial e a formação das cidades históricas no nordeste do Brasil e especialmente no Rio Grande do Norte.

Segundo, rara oportunidade de se promover e efetivar a preservação do patrimônio histórico (casas, igrejas, prédios, etc) das cidades históricas do Rio Grande do Norte, como, por exemplo, Canguaretama e São Gonçalo do Amarante.

Terceiro, promoção da cultura por meio das festas, danças e ritos populares.

Quarto, promoção do turismo, especialmente do turismo religioso. Vale salientar que o turismo é uma das maiores fontes de emprego e renda no Rio Grande do Norte.

Quinto, os Mártires de Cunhaú e Uruaçu devem constar como um importante capítulo nos livros de História do Rio Grande do Norte e de História do Brasil.

Sexto, realização de escavações arqueológicas e de investigações históricas, antropológicas e de outras matrizes nos sítios históricos de Cunhaú e Uruaçu.

Por fim, afirma-se que os Mártires de Cunhaú e Uruaçu são um importante acontecimento histórico, sociocultural e religioso que precisa ser mais investigado e divulgado nas escolas, públicas e privadas, nos centros culturais e de difusão do conhecimento. Trata-se de um dos mais importantes acontecimentos ligados ao período colonial, ao domínio holandês no nordeste do Brasil e a história do Rio Grande do Norte.

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Bibliografia consultada:

ANDRADE, Rosa Lúcia. Fé e sacrifício no Engenho Cunhaú. In: A República, Suplemento 'Nós do RN', Natal, Ano II, n. 20, julho, 2006, p. 3-6.


BETTENCOURT Dom Estêvão. A inquisição protestante, in: Pergunte e Responderemos n. 500, fevereiro, 2004.


CARVALHO, Alfredo. Um intérprete dos Tapuios. Natal: Sebo Vermelho, 2011.


MONTEIRO, Eymard. Mártires de Cunhaú e Uruaçu. Natal: Nordeste, 1997.


OLIVEIRA, Luiz Antônio. O teatro da memória e da história: alguns problemas de alteridade nas representações do passado presentes no culto aos mártires de Cunhaú-RN. In: Mneme, Revista de Humanidades, v. 4, n. 08, 2010.


PEREIRA, Monsenhor Francisco de Assis. Protomártires do Brasil. Aparecida: Santuário, 2009.

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Professora abortista, feminista e pró-'gênero' não participa de evento em faculdade católica

Profª Valeska Zanello

PROFESSORA ABORTISTA, feminista e pró-"gênero" foi desconvidada a participar do Encontro de Psicologia promovido pela Faculdade Católica Dom Orione em Araguaína (TO), pela direção da instituição, numa decisão que foi aplaudida pelo corpo discente.

Reproduzimos, a seguir, o comentário público da professora no Facebook e a Nota de Repúdio do "movimento LGBT da UFT". Logo a seguir, a Nota de Apoio de estudantes da instituição, compartilhado por Keywison Lucas. Todas essas notas, por si, dispensam maiores explicações sobre o ocorrido.


O comentário da professora


Nota de repúdio

Palmas, 17 de abril de 2017

O Núcleo de Estudos, Pesquisas e Extensão em Sexualidade, Corporalidades e Direitos, criado em agosto de 2009 junto a da Universidade Federal do Tocantins – UFT, vem a público repudiar a decisão da Direção Geral e Acadêmica da Faculdade Católica Dom Orione apresentada na Comunicação Interna nº 001/2017, que recusa o nome da Professora Doutora Valeska Zanello (Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília – UnB) para o I Encontro de Psicologia da Faculdade Católica Dom Orione de Araguaína, Tocantins.

Neste documento, a Direção Geral e Acadêmica da Faculdade Dom Orione justifica a recusa da participação da pesquisadora da UnB indicando que acolhe “respeitosamente as objeções feitas pelo Bispo Diocesano, quanto à participação no I Encontro de Psicologia de uma profissional conhecida por sua atuação em favor do aborto”.

O Núcleo de Estudos, Pesquisas e Extensão em Sexualidade, Corporalidades e Direitos, sob coordenação da Professora Doutora Bruna Andrade Irineu (Curso de Serviço Social/UFT) e Professora Doutora Cristina Vianna Moreira dos Santos (Curso de Psicologia/UFT), reúne pesquisadoras e pesquisadores engajadas/os com os estudos de gênero e sexualidade, especialmente com a perspectiva teórico-política feminista de combate ao sexismo, o racismo e a LGBTfobia, bem como a garantia de autonomia e direito ao corpo às mulheres nos processos decisórios que incidem em sua vida.

Assim, repudiamos veementemente a atitude autoritária e conservadora da direção da Faculdade Católica Dom Orione em vetar a participação da pesquisadora no evento por seu posicionamento público feminista pró-aborto. Essa postura institucional anti-laica e incapaz de compreender a urgência pedagógica deste debate à formação profissional em Psicologia, demonstra o quanto precisamos estar atentas ao modo como o fundamentalismo tem buscado incidir contrariamente aos direitos sexuais e reprodutivos no Brasil através de argumentos que promovem uma ideia de educação “neutra” e “imparcial”. Recentemente, o projeto de lei “Escola sem partido” tem divulgado ideia semelhante onde propõe especialmente a “despolitização” das escolas de educação básica. Esse contexto de recrudescimento do conservadorismo tem auspiciado a reverberação do ódio à democracia.

Nossa solidariedade a pesquisadora da UnB, à equipe organizadora do evento e a todas às mulheres que cotidianamente são aviltadas e interpeladas pelo sexismo sustentado por argumentos fundamentalistas e conservadores.

Saudações Feministas,

Profª Drª Bruna A. Irineu
 Profª Drª Cristina Vianna M. dos Santos
– UFT

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Nota de apoio

Recentemente, a direção da Faculdade Católica Dom Orione vetou a participação da Dra. Valeska Zanello no I Encontro de Psicologia da Dom Orione promovido pela instituição. A palestrante é conhecida publicamente, em especial, pelo seu forte ativismo em favor do aborto. O motivo do veto obviamente é o choque entre a militância da palestrante com os princípios e valores da instituição, a qual considera a vida um bem sagrado e defende o respeito a este desde a sua concepção.

A Faculdade Católica Dom Orione foi transparente e coerente com o que defende, tendo permanecido firme em seu posicionamento. A instituição exerce uma atividade econômica fundamentada no Princípio da Livre Iniciativa, preconizado na Constituição Federal no art. 1, inciso IV. E sob o manto dessa Constituição faz pleno gozo de sua liberdade de decidir sobre a conveniência ou inconveniência referentes aos eventos que promove dentro de suas dependências.

Ainda, sendo inviolável o direito a liberdade de consciência e de crença de acordo com o art. 5, inciso VI, da Constituição Federal, a instituição fez uso dessa liberdade optando por não financiar ideias com as quais não simpatiza.

Sendo assim, os acadêmicos que se orgulham da coerência e firmeza da FACDO vêm por meio dessa nota manifestar o apoio ao excelente posicionamento da Faculdade, bem como celebrar o direito a vida.

Aos que, influenciados ou não, autoritariamente, não respeitam ou se opõem a decisão da instituição, desejamos que aprendam a celebrar a liberdade de escolha, respeitando especialmente a liberdade de consciência e de crença.

Estudantes da Faculdade Católica Dom Orione


* * *

São Luis Orione
O Fiel Católico parabeniza ao aluno Keywison Lucas e demais estudantes dessa instituição que parece não ser católica apenas no nome (o que infelizmente acontece com tantas outras faculdades ditas 'católicas' em nossos tempos). Parabenizamos especialmente aos revmos. sacerdotes Pe. Eduardo Caliman e Pe. Ademar José dos Santos, respectivamente o Diretor acadêmico e o Diretor geral da Dom Orione. Vosso glorioso patrono, no Céu, está certamente feliz com a vossa atitude e a coragem de perseverar nas virtudes da verdadeira fé cristã. Logo abaixo, o comunicado interno que trata da referida questão, a estas alturas já veiculado publicamente nas redes sociais.


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Feliz Páscoa – Tempo Pascal


O TEMPO PASCAL compreende cinquenta dias (do grego Πεντηκοστή = pentēkostḗ = pentecostes), que são vividos e celebrados como um só dia – o grande Domingo de Páscoa e compreendem "os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes. Devem ser celebrados com alegria e júbilo, como se se tratasse de um só e único dia festivo, como um grande Domingo" (Normas Universais do Ano Litúrgico, n. 22).

O Tempo Pascal é, em muitos sentidos, o mais importante de todo o Ano Litúrgico. É inaugurado na Vigília Pascal e celebrado durante sete semanas até a Solenidade de Pentecostes. É a Páscoa (do hebraico pesach, que significa 'passagem') de Cristo, nosso Senhor e Salvador, que passou da morte para vida, vida plena e eterna, sua (e nossa futura) existência definitiva e gloriosa. É a Páscoa também da Igreja, que é seu Corpo, introduzida na Vida nova de seu Senhor por meio do Espírito que Cristo lhe deu no dia do primeiro Pentecostes. A origem desta cinquentena remontae às origens do Ano Litúrgico.

Os judeus tinham já a "Festa das Semanas" (vide Dt 16,9-10), prefiguração do nosso Tempo Pascal, uma celebração inicialmente agrícola e depois comemorativa da Aliança no Sinai, aos cinquenta dias da Páscoa judaica. Os cristãos, organizaram sete semanas para prolongar a alegria da Ressurreição e para celebrar, ao final destes cinquenta dias, a Festa de Pentecostes, memorial da dádiva do Dom do Espírito Santo. Já do século II temos o testemunho de Tertuliano, o qual dá conta de que neste espaço de tempo não se jejua nem se faz penitência, mas vive-se uma profunda e prolongada alegria.



A Liturgia insiste no caráter unitário destas sete semanas. A primeira semana é a Oitava da Páscoa, em que, já por irradiação, os batizados na Vigília Pascal eram introduzidos a uma mais profunda sintonia com o Mistério de Cristo. A Oitava termina com o Domingo da Oitava, chamado "In Albis", porque nos tempos antigos, nesse dia, os recém batizados depunham as vestes brancas recebidas no dia de seu Batismo.

Dentro da cinquentena pascal se celebra a Ascensão do Senhor, agora não necessariamente aos quarenta dias da Páscoa, mas no domingo sétimo de Páscoa, já que a preocupação é menos cronológica e mais teológica, e a Ascensão pertence, de maneira simples, ao Mistério da Páscoa do Senhor. E tudo se conclui com a vinda do Espírito em Pentecostes.

A unidade da Cinquentena é também destacada pela presença do Círio Pascal aceso em todas as celebrações, até o domingo de Pentecostes. Pelo motivo já explicado, os vários domingos não se chamam, por exemplo, "domingo III depois da Páscoa", e sim "Domingo III de Páscoa". As celebrações litúrgicas dessa Cinquentena expressam e nos auxiliam a viver o Mistério Pascal comunicado aos discípulos do Senhor Jesus.

As leituras da Palavra de Deus dos oito domingos deste Tempo na Santa Missa estão organizadas com essa intenção. A primeira é sempre dos Atos dos Apóstolos, a história da Igreja em seus primórdios, que em meio às suas debilidades e muitos obstáculos, viveu e difundiu a Páscoa do Senhor Jesus e a Sã Doutrina. A segunda leitura muda segundo os ciclos: a primeira Carta de São Pedro, a primeira Carta de São João e o Livro do Apocalipse.

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Fontes e ref.:
ACI Digital. O Que é a Páscoa?, disp. em:
www.acidigital.com/pascoa/pascoa.htm
BONDAM. Fernando José. Lecionário Patrístico Dominical, Petrópolis: Vozes, 2013.
www.ofielcatolico.com.br

Meditação sobre o Domingo de Ramos

Por Ricardo Krobel



Quem é este homem?
(Mt 21, 10)

Ele é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia.
(Mt 21, 11)

‘Tu és o Rei dos Judeus?’ – ‘Tu o dizes.’
(Mt 27, 11)

DURANTE A LEITURA dos Evangelhos do Domingo de Ramos, o que mais me levou à reflexão foram os questionamentos sobre quem é Jesus. E isso me remeteu a uma reflexão sobre "Quem sou eu"?

Quem sou eu para que eu ouse assumir o papel de Cristo?

Quem sou eu para que eu ouse tomar as palavras de meu Salvador como minhas?

Quem sou eu para que eu tenha a temeridade de "ser Cristo" diante dos outros?

É uma questão impressionante, e que talvez estranhamente, não tinha realmente me ocorrido antes de uma forma tão significativa. Talvez seja essa pergunta, "Quem sou eu?", que toda a Semana Santa e as grandes liturgias do Tríduo Pascal busquem responder, pois é questão que, em certo sentido, sustenta toda a nossa fé.

Quem sou eu realmente, para que meu Deus se torne carne para mim e venha viver comigo?

Quem sou eu, para que meu Deus me ame tanto e que sofra e morra por mim?

Quem sou eu diante do Mistério da Cruz?

Quem sou eu à luz da Ressurreição?

Quem sou eu, para que Cristo faça tudo isso por mim?

Eu sou um na multidão que o aclama em sua entrada em Jerusalém, em meu primeiro contato com Jesus, acenando entre palmas e aplausos, extático porque Ele veio para a cidade? Ainda estou no primeiro amor, ansioso para ver e ouvir o Senhor, ansioso para ver Seus milagres, mesmo que ainda não tenha certeza do meu relacionamento com Ele?

Ou sou Simão Pedro, em todas as minhas palavras e ações externas, o "melhor amigo" do Senhor – e ainda assim incomodado por não entender completamente Jesus, não ver Seus caminhos claramente, não poder controlá-Lo?

Mas, no íntimo de meu coração ainda estou apavorado, com medo do desafio que vem quando releio a pergunta "Quem é este Jesus para mim"? 

Sou uma das mulheres de Jerusalém, aquelas que choram pela futilidade e crueldade das ações dos homens, mas parecem impotentes para mudar alguma coisa?

Talvez eu seja o ladrão que zomba de Jesus, aquele que vê a celebridade pendurada ao seu lado em seu sofrimento, mas só pode pensar em si mesmo e em sua fuga - "Vá, faça o seu próximo truque, salve a si mesmo e a mim também".

É isso que eu quero?

Eu quero aquele Jesus que rapidamente vai tirar todos os problemas e a dor, mas de quem eu não quero mais nada?

Ou sou eu o bom ladrão, que reconhece que nada lhe resta, nada além de seu pecado e condenação justa e que ainda tem a coragem de pedir a este Jesus inocente apenas para lembrá-lo, e assim ganha a amizade de Cristo e sua própria salvação?

Ou eu sou Maria, sem palavras e perplexa aos pés da Cruz, perguntando-me onde está a mão de Deus nesta Vida que ela deu ao mundo, perguntando-se se isso é tudo que existe, como se a vida fosse apagada?

Ainda estou procurando descobrir onde Deus está na minha vida? Aquele Deus que antes parecia tão próximo, cujo toque trouxe tal alegria, mas que agora parece muito, muito distante?

Ou talvez, de alguma maneira, eu esteja com Cristo mesmo. Com Cristo no jardim, lutando em minhas orações e ações para deixar a vontade de Deus ser minha vontade também. Com Cristo pregado na Cruz, oferecendo perdão àqueles que – sem prestar atenção ao que fazem – parecem destruir tudo o que é bom. Com Cristo em seu último suspiro, quando Ele se entrega totalmente nas mãos do Pai.

Para cada um de nós, nestes dias da Semana Santa, a resposta à pergunta "Quem sou eu?" será diferente. E será diferente este ano do ano passado e dos anos anteriores, pois quando caminhamos com Jesus, quando chegamos a estar com Ele, quando O conhecemos como Ele é, em todo o Seu amor e sofrimento por nós, em todo o Mistério da Paixão, é então que nos veremos mais claramente e nos conheceremos como Deus nos conhece – como aqueles que Ele ama e salva.

E assim, ao participarmos de cada Liturgia da Semana Santa, obedecendo ao próprio mandamento de Cristo: "Fazei isto em memória de mim", não o faremos meramente para lembrá-Lo de algum modo intelectual, mas para descobrir o nosso verdadeiro eu n’Ele, e para sermos transformados por sua Graça em sua semelhança.

Peçamos então ao Cristo que derrame a Sua graça e o Seu Espírito abundantemente sobre nós nestes dias da Semana Santa, para que partilhando com Ele a vida e morte que Ele compartilhou conosco, possamos um dia vir a compartilhar em Sua glória. Amém!
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A vida não é justa: encontrando alegria por aceitar as coisas como elas são


Texto de Sam Gusman – 'The Catholic Gentleman'
Tradução – Felipe Marques


UMA DAS MAIS PERNICIOSAS mentiras do mundo moderno é a de que a vida seria fácil e confortável. Há até um senso no qual os modernos acreditam que estão intitulados a esse conforto e facilidade – que isso seria alguma espécie de direito humano fundamental.

Muitos de nós temos absorvido essa coisa sutil, mesmo que não o percebamos. Quando um problema vem até nós, quando a vida é inconveniente ou difícil, ficamos quase com raiva dessa "injustiça". É como se isso fosse algum tipo de "crime cósmico" que viola a vida fácil que acreditamos que deveríamos ter. Reclamamos e culpamos Deus por ter perturbado os nossos sonhos.

O simples fato é que a vida não é sempre justa. As coisas não são sempre fáceis, nem sequer pretendiam ser fáceis. Isso não significa que alguém em particular, muito menos Deus, seja culpado. As vezes as coisas somente são como são. E aceitar esse fato é o primeiro passo para a liberdade real.

Entre uma geração mais velha e mais resistente, havia um ditado que podia ser ouvido frequentemente: "A vida é difícil e então você morre". Ao primeiro relance, esse ditado soa brutal e pessimista, como se a vida fosse uma longa e miserável caminhada de trabalho duro coroada com a escuridão do vazio. Visto com uma outra luz, porém, esse dito bate em uma verdade mais profunda: somente quando você aceitar a vida como ela é, poderá realmente vivê-la com alegria.

As pessoas que viveram antes do advento da modernidade mecanizada eram realistas. Longe de antecipar uma vida com o conforto do ar condicionado, já esperavam que a vida fosse dura, até dolorosa. Ganhar a vida iria inquestionavelmente envolver trabalho, suor e sacrifício. Haveria tristeza ao longo do caminho. Longe de os deprimir, essa expectativa os libertava para que aproveitassem o lazer e os pequenos prazeres, que desfrutavam mais completamente. Quando você espera que as coisas sejam difíceis, você aproveita mais a sua facilidade.

O alvo da moderna e secular sociedade tem sido, em vários aspectos, uma longa jornada para erradicar o sofrimento. Para um mundo sem Deus e sem sentido objetivo, o sofrimento não pode ser algo além do maior mal existente. Aqueles de nós que cresceram nesse mundo secularizado têm sido criados para acreditar que temos direito a uma vida livre de sofrimentos e com prazeres maximizados. E se nós ultimamente não podemos escapar do sofrimento, devido à doença ou outras causas, seremos capazes de chegar ao ponto de tirar a própria vida para evitá-lo.

Ainda, paradoxalmente, é justamente a expectativa de que a vida seria livre de dor que nos causa o maior sofrimento. A dor na vida é verdadeiramente inevitável. A dor irá nos visitar de uma forma (e em algum grau) ou de outra. Nas palavras da antiga "Salve Regina", nós vivemos em um "vale de lágrimas". As provações e os desafios são inerentes em um mundo decaído e desordenado. Quanto mais nós resistirmos internamente a esse fato imutável, mais ansiedade, raiva e amargura o sofrimento que encontrarmos nos causará.

Na vida, a alegria que experimentamos está diretamente relacionada ao nosso estado de espírito. "Feliz é aquele que não espera nada," disse G. K. Chesterton, "porque ele desfrutará tudo". Se nós esperarmos facilidades, conforto e prazer sem fim, as dificuldades serão um choque rude e repugnante. Mas se nós esperamos que a vida inclua dor e sofrimento, não nos surpreenderemos quando vierem. Preferiremos suportá-los com paciência, implorando a misericórdia de Deus, para perseverarmos. Vamos também receber os dons da alegria e do prazer que experimentarmos com toda a maravilhosa humildade que vem com uma inesperada e imerecida surpresa, dizendo com os corações cheios: Benedicamos Domino! Bendigamos ao Senhor!

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Fonte:
http://catholicgentleman.net/2017/03/lifes-not-fair-finding-joy-by-accepting-things-as-they-are/
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