Reflexões sobre a tal 'corrente conservadora'

O texto a seguir é corajoso e contém as opiniões particulares de um digno sacerdote de Cristo, fidelíssimo amante da Tradição e da Sã Doutrina. Não necessariamente expressa a posição de nosso apostolado em tudo o que diz, mas certamente suas reflexões remetem a problemas cuja resolução é urgente. Um texto necessário aos cristãos do nosso tempo.



Baseado em artigo do Revmo. Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa

COM O AGRAVAMENTO da crise na Igreja e as perspectivas sombrias quanto ao futuro do Brasil, as lideranças mais sensatas e responsáveis da Igreja e da sociedade civil começam a organizar-se e a arregimentar-se com vista a uma reação que impeça o triunfo completo do espírito revolucionário sobre toda a civilização ocidental. Fala-se da formação de uma "corrente conservadora". A proposta parece-me boa, mas carece de algumas balizas e merece reparos.

    Com efeito, no plano estritamente religioso (que se distingue mas não se separa do civil e tem sobre este sérias implicações) observa-se uma crescente resistência da parte de cardeais e bispos ditos conservadores ao pontificado de Francisco, que inegavelmente favoreceu grandemente o avanço da "teologia da libertação" e em levado às últimas consequências tudo aquilo que ficara implícito ou camuflado nos diversos documentos ambíguos do Vaticano II, Ocorre que os predecessores de Bergoglio preferiram deixar essas dificuldades como que pausadas ou "em standby", sem condená-las, considerando os erros como coisa sem maior importância, algo que não traria grandes consequências, sem imaginar talvez que viriam a incendiar toda a Igreja, deformando-lhe completamente a face, como acontece agora.

    Vem aí o novo sínodo, e b
asta pensar na proposta da ordenação de diaconisas e dos viri probati, um assunto que já devia estar encerrado. Não é segredo que as “acólitas” e as ministras da Eucaristia de João Paulo II desejam vivamente servir a Igreja de Francisco como diaconisas. E os padres a que elas auxiliam em suas paróquias ficarão felizes de tê-las como diaconisas em suas celebrações. Igualmente, os ministros da Eucaristia e os diáconos permanentes, inspirando-se no exemplo dos padres anglicanos casados (acolhidos na Igreja por Bento XVI), vão aceitar a ordenação presbiteral como se espera que seja proposto no próximo sínodo.

    Quanto ao favorecimento da "'teologia' da libertação", é preciso dizer que, embora tenha sido esta censurada por João Paulo II e Bento XVI em sua versão mais radical, Francisco desde o início a procurou respaldar na Pacem in terris de João XXIII, porque este documento preconiza uma colaboração da Igreja com os movimentos sociais que visam à promoção da “justiça social”.

    De maneira que a reação desses prelados ditos conservadores é canhestra e ineficaz, e por quê? Por que se recusa a combater o mal pela raiz. E se considerarmos as implicações de todo o seu acanhado discurso no campo político, as consequências podem ser ainda piores. Com efeito, a tendência é que, levados pelo erro da declaração Dignitatis Humanae, esses dignitários insistam em defender a democracia laica em colaboração com as outras religiões, especialmente o judaísmo, em nome de um grande equívoco do nosso tempo, a chamada “civilização judaico-cristã”. Esta não é a verdadeira civilização cristã. É a cultura liberal que se originou e desenvolveu nos Estados Unidos, paraíso das seitas protestantes e do judaísmo. Ou melhor, é um embuste da judeu-maçonaria.

    A verdadeira civilização é a antiga civilização europeia, tal como a edificou a Igreja Romana, sucessora de Israel, depositária de toda a Revelação divina e a guardiã da sabedoria dos antigos gregos e romanos.

    Tendo em vista os problemas apontados, parece-me que a colaboração dos católicos da Tradição com os purpurados conservadores hostis a Francisco deve ser discreta e condicional, a fim de evitar uma confusão entre os fiéis mais simples, que poderiam ser levados a crer que os inimigos de Francisco são perfeitos defensores da sagrada Tradição. Por outro lado, cumpre reconhecer que Francisco, indiretamente e sem querer, presta um grande serviço à Igreja na medida em que obriga os católicos perplexos a tomar uma posição, força-os a reconhecer que há um gravíssimo problema na Igreja e a examinar as suas causas. Aqueles que diziam que Lefèbvre era um anacronismo na Igreja hoje são obrigados a ver que o caminho trilhado por João Paulo II, Bento XVI e agora seguido mais radicalmente por Francisco conduz a uma igreja nova, em completa ruptura com toda a Tradição.

    Quanto ao preocupante momento político do Brasil, é inútil dizer que não temos nenhum candidato à presidência da República que realmente represente os valores tradicionais da nação. Mais uma vez seremos obrigados a escolher o menos ruim. E o mais doloroso é que o debate político se limita ao problema econômico, isto é, a escolher o candidato que tenha consciência mais clara do gravíssimo problema fiscal e possa, em consequência, tomar as medidas necessárias para impedir que o Brasil acabe como a Venezuela. São os chamados políticos defensores do liberalismo econômico. Porque, nesse medíocre debate político nacional,  qualquer indivíduo que defenda a propriedade privada, a livre iniciativa, a economia de mercado, logo é classificado como "liberal", ainda que no plano dos valores morais e religiosos seja a favor dos princípios imutáveis.

    Essa confusão entre conservadores e liberais, própria da ignorância nacional, tem consequências nefastas. Como observou há uns dez anos um pensador brasileiro, nos EUA são conservadores aqueles que defendem a Constituição Federal e querem que haja uma relação harmoniosa entre Estado e religiões, que ficam assim asseguradas em seu direito a ter um espaço público na defesa dos seus valores, e liberais são aqueles que defendem uma nova interpretação da Constituição com a pretensão de reduzir a influência religiosa à vida privada. Ao passo que aqui no Brasil qualquer degenerado adepto da revolução cultural mas defensor da economia de mercado é tido na conta de liberal-conservador, e qualquer defensor dos valores morais perenes é tido como um liberal por ser defensor da economia de mercado.

    O termo "conservador" é tão impreciso e confuso quanto o jogo político "direita-esquerda". Que valores conserva um conservador anglo-saxão? A primeira-ministra conservadora da rainha Elisabeth é ultraliberal em matéria de costumes. Que defende um direitista liberal no Brasil? Não se cogita uma aliança entre Ciro Gomes e os democratas?

    Em conclusão, para testemunhar a nossa Fé, sou favorável a um apoio discreto aos cardeais ditos conservadores, e por uma questão de prudência, para evitar um mal maior que seria a completa ruína econômica do Brasil, defendo a arregimentação das forças “conservadoras” e liberais no Brasil, para derrotar nas próximas eleições os comunistas, contanto que tal aliança não represente um compromisso que venha a significar uma renúncia ao nosso combate pelo Reinado Social de Cristo.




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8 comentários:

  1. A despeito de várias disputas doutrinais entre conservadores e liberais. Penso que a Igreja passa por uma crise talvez sem precedentes, que cresceu e se espalhou como um câncer sob os olhos de ambas as correntes, que não conseguiram dar uma resposta adequada ao problema. Hoje onde o papa vai, se vê assolado por uma avalanche de críticas, cobranças e condenações por causa dos abusos aos menores. Para mim essa é a grande crise, o grande incêndio a se combater. O que aconteceu no Chile e com os bispos de lá foi icônico (no pior sentido), agora na Irlanda o sumo pontífice da Igreja Católica tomou um verdadeiro puxão de orelhas do primeiro ministro irlandês, que é abertamente homossexual, disse o primeiro ministro irlandês, sobre o combate aos abusos, diante do papa: "Santo Padre, peço que use sua posição e influência para conseguir este feito aqui na Irlanda e em todo o mundo. Devemos garantir que as palavras sejam seguidas de ações". O que para muitos parecia impensável ocorreu, um homossexual, dando lições de moral num papa. Restou ao papa, mais uma vez, lamentar e se desculpar.

    Falando em homossexuais, a Igreja parece que está se tornando um reduto deles, padres e mais padres homossexuais, o sacerdócio parece que virou profissão para essas pessoas, nem renunciar ao comportamento afetado e trejeitos homossexuais se preocupam, é algo visível e escancarado, ferida aberta na dignidade do sacerdócio, imaginem esse pessoal, no futuro, como bispos da Igreja...
    Os abusos já ocorreram, o que se pode fazer é evitar os futuros, agora essa questão do homossexualismo vai explodir alguma hora, já vemos escândalos de padres se envolvendo com rapazes, inclusive mediante pagamento, é uma questão que mais cedo ou mais tarde será um outro escândalo de proporção global. Sei que muitos vão discordar, mas o celibato obrigatório deve acabar, os viri probati talvez sejam um teste inicial, que não vejo com maus olhos, pois a aceitação de homossexuais assumidos no clero não pode ser pior do que de homens casados. E como todos sabem essa questão não é de fé ou doutrina, trata-se de regra disciplinar para o clero, no princípio sabemos que os sacerdotes podiam casar se quisessem, as Igrejas Católicas orientais, inclusive, têm padres casados. Deixo bem claro que não estou afirmando que a orientação sexual ou celibato está ligada aos abusos, mas como já aconselhava São Paulo: "os solteiros e às viúvas, digo que lhes é bom se permanecerem assim, como eu. Mas, se não podem guardar a continência, casem-se. É melhor casar do que abrasar-se." (I Cor - 7).

    A paz de Cristo!

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    Respostas
    1. "Sei que muitos vão discordar, mas o celibato obrigatório deve acabar"

      Não não discordo Tiago, tanto para mim não seria problema alguma ver homens casados sendo ordenados padres, já que isto é um disciplina eclesiástica e não um dogma, agora, o que vai ter de católico giando por causa disto vai, porque aí do Papa fazer algo assim, estará traindo um dogma. Dogma?, mas que dogma, não é dogma algum, apenas uma disciplina eclesiástica e nada mais, que o Papa se quiser pode mudas a qualquer momentos, prefiro ver homens casados exercendo o sacerdócio do que ver um monte de gays enrustidos debaixo de uma batina e depois provocando escândalos e mais escândalos aí essa gente não vê problema algum?.

      Sidnei.

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    2. O fim do celibato é uma demanda dos anti-católicos: mídia secular, esquerdistas, modernistas, mundanos e hereges. Ceder a essa demanda dos inimigos será uma derrota para a Igreja, mais uma ruptura com a Tradição. Entendam de uma vez por todas: o cerne do problema não é o celibato. Há casos de pedofilia entre pastores "evangélicos", pais de santos e rabinos. Sem falar de imãs muçulmanos. E como esses não são católicos, portanto não há ostensiva campanha difamatória contra eles. Celibato não é e jamais será um motivo impulsionador para se cometer abuso sexual infantil ou de qualquer natureza! O problema é a ordenação de homossexuais ou homens amantes dos prazeres da carne (para não dizer libertinos), sem vocação nenhuma para o sacerdócio. Com essas ordenações ruins que vem sendo feitas, mesmo que se acabasse com o celibato, os escândalos não terminariam. Celibato não é a causa da pedofilia. Pedofilia não é o efeito do celibato. Ponto.

      "Ao ver os prevaricadores sinto desgosto, porque eles não observam a vossa palavra." (Sl 118,158)

      SENHOR, DAI-NOS SANTOS SACERDOTES!

      https://pt.aleteia.org/2017/03/29/sou-um-padre-casado-e-acho-que-os-padres-nao-devem-se-casar/

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    3. Mas se devemos "deixar todo os trás família, bens etc" para seguir a Cristo, como manter uma família e ser padre ao mesmo tempo?

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    4. Tenho que para mim o padre ser casado ou não não irá influenciar em nada na minha salvação, poderá influenciar na salvação do padre, caso não cumprir com seu celibato, quebrando-o das formas mais vis possíveis, entre eles entram os abusos sexuais e praticas sodomitas.

      É óbvio que ordenando homens casados para o sacerdócio, não se terá o fim de todo e qualquer escândalo, poderá surgir outros, como padres adúlteros, filhos extraviados e até padres divorciados, e padres casados mais que escondem no armário sua homossexualidade, tal como muitos homens casados fazem por aí.

      As vezes penso que aprovar ordenação de homens casados para o sacerdócio seria a solução para refrear esta onda de padres gays que invadiram a Igreja nestes tempos e agora eis todos estes escândalos, mas se ordenar homens casados, surgirão outros escândalos.

      Já não sei mais o que pensar, agora só resta botar o joelho no chão e orar para JESUS dizendo: "SENHOR JESUS a Igreja é sua, resolva tudo isto, porque não somos fortes e santos o bastante para resolver."

      Sidnei.

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    5. Augusto, deixei bem claro que não estava afirmando que a orientação sexual ou celibato são as causas dos abusos, sei separar muito bem. Celibatários e homossexuais não são sinônimo de criminosos pedófilos, a maioria dos abusadores são heterossexuais casados. E digo mais, se o sujeito é homossexual, abre mão da prática e comportamento homossexual, para viver um sacerdócio casto e com dignidade, como deve ser, não serei eu a o julgar. Estou reclamando dos padres que ofendem a dignidade do sacerdócio por seu comportamento homossexual afeminado escancarado, tipo festas regadas a bebidas alcoólicas com vários rapazes na casa paroquial.

      Segundo, tenho um filho criança, vou deixá-lo se envolver na Igreja sabendo que há um padre com esse tipo de comportamento? Não vou, meu filho não será submetido a esse tipo de influência, ainda mais onde deveria estar protegido. Mas é minha opinião, pode me chamar de esquerdista, modernista, mundano e herege, afinal São Paulo o seria tanto quanto eu, pois ele mesmo admitia que os bispos fossem casados, conforme I Tim 3: "Porque o bispo tem o dever de ser irrepreensível, casado uma só vez...deve saber governar bem a sua casa, educar os seus filhos na obediência e na castidade." Se para São Paulo o bispo poderia se casar, cuidar de sua casa e educar seus filhos, a possibilidade existe, certo Luiz Felipe?

      Para o mal informado de plantão, o celibato é obrigatório na Igreja Latina, que não é a Igreja Católica (A Igreja Católica é composta pela Igreja Latina e as demais 23 Igrejas sui iuris ou orientais) e na Igreja Católica o casamento de sacerdotes sempre foi e é permitido. Na Igreja Latina em uma certa época foi proibido, portanto não é heresia, nem modernismo, muito menos novidade, pois o sacerdote podia casar antes do celibato obrigatório, não é questão de tradição ou de fé, mera questão disciplinar, com um decreto isso cai por terra, mesmo porque não podemos ser como os fariseus, atando fardos a outros, que nós mesmos não queremos carregar, conforme São Mateus, 23 - 4.

      Claro Sidnei, escândalos sempre existirão e sempre existiram, mas quem sabe com um maior acesso de homens héteros casados ao sacerdócio não teremos de ficar ouvindo expressões como lobby gay atua no vaticano por exemplo. E acertou em cheio a chiadeira já começou, minha opinião, apoio e não tenho pelo que me envergonhar disso...

      A paz de Cristo!

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    6. 1) O fim do celibato é exatamente tudo o mais quer o lobby gay, inimigo da castidade:
      http://thyselfolord.blogspot.com/2018/08/lobby-gay-e-o-celibato-testemunho-do.html

      2) A Igreja proibe expressamente a ordenação de homossexuais, embora muitos seminários ignorem tal proibição:
      https://ocatequista.com.br/catequese-sem-sono/catolico-fail/item/18107-homossexuais-no-seminario-alguma-coisa-esta-fora-da-ordem

      3) Homossexual explica porque homens como ele não devem ser padres:
      https://www.ocatequista.com.br/saiu-na-imprensa/item/18213-homossexual-explica-porque-homens-como-ele-nao-devem-ser-padres

      4) Até mesmo o Pe. Fabio de Mello já fez uma brilhante defesa do celibato perante os anti-católicos:
      https://www.youtube.com/watch?v=R7rdHGnRkfE

      4) Razões para o celibato não faltam na História da Igreja e na Bíblia. O próprio Senhor assinala aqueles que se fizeram eunucos por amor do Reino dos Céus (Mt 19,11-12) e que seguem-No por onde quer que Ele vá (Ap 14,2-5):
      https://www.ofielcatolico.com.br/2016/01/o-celibato-sacerdotal-por-que-se-s.html

      http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/patristica/estudos-patristicos/806-pais-da-igreja-e-o-celibato-sacerdotal

      Paz e Bem!

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  2. Se me for permitido acrescentar mais lenha à fogueira, desde que seja para melhora das nossas constatações, e em busca da Verdade, ou mesmo para que seja descartado se for o caso...

    Para termos mais uma ideia dentre tantas da infinita sabedoria e grandeza do Filho de Deus, ele resumiu essa polêmica em uma frase: "A Cesar o que é de Cesar, e a Deus o que é de Deus".

    A pergunta que deu origem a isso foi uma tentativa de fazer Jesus cair em uma armadilha: a de ficar entre Roma e o poder político dos fariseus na Judéia. Se ele respondesse: "'sim" perderia aquilo que os fariseus consideravam como apoio popular. Se respondesse "não", seria taxado de insureicionista e colocado no plano de Barrabás (que, aliás, foi o primeiro poupado pelo sacrifício de nosso Senhor).

    Sim, depois de ser vencido no deserto por Jesus depois de 40 dias, o diabo tentou isso. Foi vencido na cruz, também. E continua tentando...

    Percebe-se que Jesus respeitava ambas as autoridades. Por uma razão simples: a terrena só diz respeito a nossa vida terrena, ainda que necessária. A eterna... não é preciso detalhar.

    Aqui, entra a doutrina da responsabilidade pessoal e do livre arbítrio. Se este conceito fosse bem compreendido e aplicado, não teríamos tanto problema. Mas não é. Ou o Estado resolve a falta de fé, ou Deus resolve o que o Estado deveria fazer.

    Com o perdão da dureza das palavras, estamos em uma geração de gente frouxa, medrosa, que não quer respeitar nem a Deus, e nem ao Estado, e a pretexto da imparcialidade acoberta uma vontade de se isentar de consequências.

    Ah, que falta faz um Josué ou uma Santa Perpétua



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