A vida de Santa Rita de Cássia


Por Lorenzo Lazzarotto

SANTA RITA nasceu na região da Úmbria, na Itália, em 1381, durante o apogeu do Humanismo e período inicial do Renascimento, duas 'revoluções culturais' que marcaram o fim da Cristandade Medieval e, sem as quais, a pregação protestante de Lutero não teria tido repercussão histórica.
    Rita nasceu após fervorosas súplicas dos pais, que já em idade avançada ainda não tinham tido filhos. Desde criança ela mostrou sinais de ser especialmente amada por Deus.

     Um sinal poético dessa predileção é que pequenas abelhas rodeavam-na desde a infância - sem assustá-la ou machucá-la - como se sua alma tivesse o perfume de uma flor. Aos 12 anos Santa Rita decidiu consagrar sua virgindade a Deus, mas os pais tinham outros planos, e arranjaram seu casamento com um jovem rico chamado Paulo Ferdinando.

    Logo, este se revelou um péssimo marido, e acumulou os vícios de embriaguez, adultério e violência. Santa Rita, que poderia escolher o desquite e passar a viver no celibato, surpreendentemente aceitou passar por essa provação oferecendo a Deus os sofrimentos pela conversão do marido, o que ocorreu após 12 longos anos. Entretanto, pouco tempo após sua emenda de vida, Paulo foi assassinado por antigos inimigos, e os gêmeos que nasceram deste Matrimônio cresceram sem pai. E, quando atingiram 14 anos, uma pessoa lhes contou sobre a causa da morte do pai, e ambos decidiram se vingar. Santa Rita rezou para que Deus os convertesse ou os chamasse a Si, e foi o que aconteceu.

    Sozinha no mundo, Santa Rita adentrou na Ordem de Santo Agostinho e tornou-se um modelo de religiosa. Sua vida foi marcada pela assídua e fervorosa meditação da Paixão de Cristo. Um dia, rogando a Deus que lhe marcasse com um sinal sensível da Paixão, viu um dos espinhos da Coroa de Jesus se desprender e cravar-se-lhe na testa como uma seta. A ferida causava a ela uma dor terrível, além de febre, e em pouco tempo começou a exalar um péssimo odor. Ela oferecia seu sofrimento a Deus, e pediu que a ferida curasse para participar das peregrinações pelo ano jubilar de 1450, o que foi prontamente atendido por Deus.

    Quando ela retornou da peregrinação, a dor e a ferida retornaram. Após seu falecimento, a antiga ferida passou a ser bela e brilhante como um rubi, e um perfume tomou conta de todo o Mosteiro de Cássia. Seu corpo está incorrupto há mais de 500 anos, e a Vinheira de Santa Rita continua a florescer.

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 Fonte: (LEHMANN, Padre João Batista - Na Luz Perpétua, Vol. I, pp. 425-29)

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