Agência de publicidade rompe relações com Nivea, após recusa de campanha pró-gay


A AGÊNCIA DE PUBLICIDADE FCB, que prestou serviços por mais de 100 anos para a fabricante de cosméticos Nivea (sim!), decidiu romper relações com a empresa depois que esta não aceitou uma proposta de campanha publicitária pró-gay. Apresentar duplas de homens ou de mulheres como "casais" é algo que vem se tornando um padrão na publicidade mundial em nossos tempos, haja vista o festival de cenas de beijos homossexuais a que fomos expostos pelas campanhas do último dia dos namorados, mesmo contra a vontade da maioria da população brasileira.

Segundo informações publicadas pela "AdAge" no final de junho, a Nivea não aceitou uma proposta da agência para uma nova campanha, com uma imagem na qual se vê dois homens de mãos dadas, apresentados como um "casal" de um "novo modelo de família". Os profissionais de criação da FCB, um dos quais é homossexual assumido, assinalaram que durante um telefonema a um representante da Nivea, cujo nome não foi revelado, este disse: “Nós não fazemos 'coisas' (produtos) para gays”.

O que esse representante da Nivea obviamente quis dizer é que os produtos não são pensados ou voltados para esse nicho específico, o público homossexual. A empresa, pensando comercialmente, não quer "nichar" a sua produção nem condicionar os seus produtos a nenhum grupo, e também não se mostrou interessada em assumir a bandeira da "homonormatividade" tão em moda nos nossos dias. Em resposta, incrivelmente o CEO da FCB, Carter Murray, enviou um memorando interno aos seus funcionários, assinalando que a agência renunciará à conta global da Nivea quando terminarem os contratos no final de 2019. Por absurdo que pareça, ao que tudo indica, quiseram encerrar uma conta milionária por puro apego a uma causa ideológica.

Até o momento, nenhum comentário oficial surgiu de parte dos representantes de ambas as partes, mas depois que a informação foi divulgada, como não poderia deixar de ser, rápidos como um raio diversos meios de comunicação em todo o mundo apresentaram a notícia como um caso de suposta “homofobia”. Já nas redes sociais, que se configuram hoje no último refúgio que restou às pessoas simples e comuns para que possam exprimir seus desejos e anseios, muitos defenderam o direito de escolha e a liberdade que toda empresa tem, de se engajar ou não em determinada causa.

Em declarações ao Grupo ACI, Agustín Laje, cientista político argentino, lembrou que “uma empresa privada desejar terminar seu contrato com outra não é em si mesmo um motivo de preocupação para aqueles que defendemos a liberdade”, mas, no caso de Nivea, há sim motivo de preocupação, porque hoje há um perigo notável para todo “indivíduo ou grupo que não segue à risca os ditames ideológicos em voga”.

Laje enfatiza que, para a agência em questão, assim como no mundo de hoje, o “pecado” da Nivea não foi ter atacado os LGBT –, já que ela não fez isso –, mas sim “em não tê-los celebrado”.

Em outras palavras, os LGBT já não querem mais apenas respeito, como diziam antes. Agora, além de respeitar, eles exigem que todos os aprovem, e mais do que isso, que os louvem, que os elevem ao patamar de bons, belos, exemplares. Na prática, querem se colocar em um nível acima daquele dos heterossexuais, querem direitos e privilégios especiais – algo que já estão conseguindo, haja vista a última decisão do nosso STF – que com a criação do crime de "homotransfobia" elevou os homossexuais a uma categoria de seres humanos com direitos especiais.

Laje diz ainda que o absurdo está à vista de todos: “A ‘tolerância pela diversidade’ que se acham no direito de exigir, da Nivea e de todos, não se aplica mais apenas ao que se faz, mas também ao que não se faz”. Não basta mais respeitar e dar espaço aos "gays"; é preciso apoiá-los, festejá-los, elogiá-los, ajudar a promover as suas pautas... Os que se recusarem serão perseguidos e sofrerão represálias.

“O conceito de ‘tolerância’ e ‘diversidade’ que se oferece é incapaz de tolerar qualquer manifestação, e bem mais ainda, qualquer não manifestação, que seja diversa à ideologia da 'diversidade'”, acrescentou Laje.

Finalmente, o argentino opinou que, neste caso, já não estamos “falando de autoritarismo, onde a autoridade silencia toda opinião dissidente, posto que é incapaz de tolerá-la”, mas “estamos falando de totalitarismo, onde a autoridade exige não o silêncio, mas a afirmação obrigatória, visto que nem sequer é capaz de tolerar o simples silêncio”.

“Hoje a ‘tolerância’ à ‘diversidade’ se realiza somente na medida em que participamos positiva e afirmativamente de um discurso que se torna absoluto e totalizante”, finalizou o cientista em política.


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Com ACI Digital, em:
https://www.acidigital.com/noticias/agencia-de-publicidade-rompe-relacoes-com-nivea-que-recusou-campanha-pro-gay-94635
Acesso 5/7/2019

2 comentários:

  1. A paz de Jesus Cristo. Perfeito o texto opinativo. Principalmente no tocante a ditadura dos relativistas da "homoafetividade". Quem é contra, mesmo se posicionando de forma civilizada, sem ofender, agredir, ameaçar, etc., apenas dizendo que não é correto, pela cultura judaico cristã, "casais" do mesmo sexo e ainda mais, incentivando a sociedade à práticas contrárias a Lei de Deus; fazerem apologia do homossexualismo,a pessoa já é tachada de machista, homofóbico, etc. Noutro dia, li em um site, matéria de apoio a um suposto pedido de "casamento" entre homossexuais em público, no setor de comentários, tinha um cidadão que ameaçava com print de opiniões contra, para posterior ação na Justiça. Absurdo, isto! Ninguém mais pode opinar que é contrário a casais homossexuais se beijando na frente das pessoas, principalmente, crianças e idosos, que já é ameaçado, xingado, cerceado da liberdade de opinião, garantida pela Constituição do Brasil. Jamais pensei que uma agência de publicidade iria preferir perder uma conta milionária de uma empresa grande, tradicional, em nome de suas convicções e posições favoráveis a ideologia de gênero. Só podemos pedir que Deus atue e nos dê discernimento para seguirmos firmes na Fé. Oremos! Salve Maria, Paz e Bem.

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  2. O fascismo, dizia Roland Barthes, não é impedir-nos de dizer; é obrigar-nos a dizer. E obrigar alguém a declarar, a gostar, a celebrar o anti-natural e pecaminoso homossexualismo é típico da ditadura gayzista. Essa é uma imposição satânica da qual nós cristão não podemos nos dobrar. Guido Barilla, infelizmente, se dobrou:

    https://exame.abril.com.br/negocios/como-a-barilla-foi-de-vila-a-empresa-amiga-dos-lgbt/

    O estilista Domenico Dolce manifestou-se contra a fertilização in vitro, defendendo a família natural, e que todos têm o direito a ter um pai e uma mãe, no que foi o bastante para despertar a ira de Elton John, que por sua vez incentivou, em vão, o boicote da marca Dolce & Gabbana:

    https://ocatequista.com.br/saiu-na-imprensa/item/15095-dolce-e-gabbana-gays-a-favor-da-familia-natural-despertam-ira-de-elton-John

    Hoje vemos grandes empresas engajadas na cultura da depravação, como a Virgin Group de Richard Branson. Tais empresas são revolucionárias e, através da propaganda, querem uma mudança de paradigma: a homonormatividade. Caso contrário, quem não aderir a tal loucura sofrerá boicotes e, como bem diz a profecia, não poderá comprar ou vender (Ap 13,16-17). O Estado, que deveria proteger a família natural, como previsto na Constituição, não faz mais nada. Há uma falsa dicotomia entre grandes empresas versus Estado e seus papéis nefastos muito discutida por liberais e esquerdistas.

    A Paz do Nosso Senhor Jesus Cristo.

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