'Toy Story 4' e as ideologias anticristãs sendo impostas às nossas crianças

Não sobrou praticamente nada da meiga e romântica 'Betty' original...
...na nova versão feminista-'empoderada' da Disney-Pixar.

ACABEI DE CHEGAR do cinema, onde fui levar meu piá de quase três anos de idade para assistir o seu primeiro filme na tela grande: escolhemos o novo "Toy Story" (4), mas... confesso que voltei do passeio um pouco chateado. O mundo está se tornando um lugar tão terrivelmente chato, e mais do que isso, tão perigoso e tão insuportável, especialmente para um cristão, que eu não tenho como não temer pelo futuro das nossas crianças. A coisa está realmente feia – muito, muito feia.

Já não podemos mais nem sequer assistir a um desenho animado sem sermos expostos às malditas ideologias anticristãs da moda. As últimas produções têm de tudo: ideologia de gênero, feminismo (observe os desenhos que seu filho assiste e veja como em praticamente todos eles as personagens femininas são sempre as protagonistas, enquanto que os masculinos são bobões, fracotes, covardes, sem iniciativa...), racismo (às avessas), apologia do homossexualismo, insinuações ateístas...

Neste Toy Story 4, logo de cara, no início do filme, quando "Bonnie" (a menina que é a nova dona do boneco cowboy 'Woody'), vai para o seu primeiro dia no jardim da infância, há uma cena muito rápida mostrando uma criança sendo deixada por "duas mães". Mais tarde, as "mães" voltam para pegar seu "filho" e dar-lhe um abraço.

Mais do que isso, a história traz a boneca "Betty", que conhecíamos como a doce namorada do (até então) protagonista Woody, transformada na verdadeira heroína da história, deixando o próprio Woody e seu parceiro "Buzz Lightyear" para trás em TODAS as cenas de ação.

Nos episódios anteriores, os heróis masculinos eram valentes e voluntariosos; sempre davam um jeito de salvar o dia com inventividade e coragem. Agora, é sempre a boneca – que trocou o vestido cor de rosa por calças compridas azuis – a tomar a iniciativa em todas as situações; é ela quem enfrenta e supera todos os perigos, é ela – e só ela – que manda em tudo o tempo todo e que salva os pobres personagens masculinos. Especialmente o boneco homem do espaço, Buzz, antes um herói destemido e obstinado em salvar seu velho amigo cowboy, está irreconhecível, apagado: sua atuação é totalmente secundária, sempre à sombra da "empoderada" Betty. 

Tem mais: à determinada altura, num ponto culminante da história, surge uma criança negra perdida no parque de diversões onde se passa a maior parte da trama, chorando copiosamente. É essa criança que vai acolher carinhosamente uma outra nova personagem, uma boneca (chamada 'Gaby-Gaby') rejeitada e ressentida por ter sido sempre desprezada por ter "nascido" com um defeito. O detalhe é que essa criança foi claramente desenhada para representar uma personagem "transgênero" (sim), já que não se pode definir se se trata de um menino ou de uma menina, ali postado(a) num canto, sob a penumbra da cena: logo de início, parece-se mais com um menino, mas a sua voz está mais para de menina. Uma bermuda azul com bolso lateral parece indicar um menino, mas a camisetinha com estampa de frutinha parece de menina… O cabelo também não é curto nem longo, e assim a cena se passa sem que se consiga definir qual o "gênero" daquela criança bondosa (claro) que acolhe a pobre boneca Gaby-Gaby, que – mais um "detalhe" –  pouco antes havia sido cruelmente rejeitada por uma menina de vestido cor de rosa (claro, mais uma vez...). Há uma mensagem sutil dizendo: "A menina de rosa é má, insensível; a criança 'transgênero' é boa, caridosa"... 

Assim, sutilmente, suavemente... e sem trégua, somos submetidos à implantação nefanda da ideologia de gênero, que vai semeando confusão e loucura naquilo que há de mais puro e mais inocente: o imaginário das nossas crianças. E não vão parar, eu sei disso.

*   *   *

Fato é que vai se tornando cada vez mais difícil aturar bandeiras ideológicas escancaradas em absolutamente tudo o que assistimos hoje em dia. Nossos personagens favoritos viraram meros coadjuvantes em Toy Story porque hoje é proibido que o homem se comporte como homem. Quem obrigatoriamente tem que vestir calças e fazer tudo o que os homens sempre fizeram são as mulheres.

Todavia não é só em “Toy Story” que temos as ideologias da moda – feminismo, racismo, gayzismo – dominando tudo. Longe disso. São muitíssimos os exemplos que poderíamos citar. De momento me lembro que, há alguns anos, resolveram refilmar um clássico do cinema de entretenimento dos anos 1980: “Os Caça Fantasmas”... só que mudaram os heróis do filme, que eram homens, por um quarteto de mulheres! Como o próprio diretor reconheceu depois, o filme, que era para ser pura diversão, virou um símbolo da causa feminista. Resultado? Um fracasso épico de bilheteria, é claro. Quem gostava e tinha boas lembranças da história original obviamente não gostou de uma mudança tão radical, uma verdadeira deturpação da coisa toda.

Isso sem falar do personagem "gay" no último "Vingadores" da Marvel (que já anuncia o seu primeiro super-herói LGBT nos cinemas), ou na nova saga “Star Wars”, que tem agora uma menina "jedi" como protagonista.

Tem mais: vem aí a versão em filme de “A Pequena Sereia”, e a protagonista (Ariel), que sempre foi ruiva de olhos claros (e assim permanece no imaginário do grande público), agora será negra, mudando completamente a essência da personagem original, tão querida e perfeita do jeito que era.

Seria desnecessário dizer que não temos absolutamente nada contra pessoas negras, ao contrário: é muito bom que se produzam cada vez mais e mais filmes com protagonistas negros, e também "pardos", asiáticos e indígenas (e que esses tipos deixem de ser os eternos 'amigos do mocinho' louro de olhos azuis). Problema é quando mudam assim radicalmente uma personagem consagrada, sob o pretexto de combater o racismo; claro que para fazer isso seria mil vezes preferível criar uma nova personagem: por que não contar a história de uma nova sereia negra (pelo que vi, a atriz negra escalada para o papel da Ariel é belíssima e muito simpática; tem tudo para emplacar uma nova heroína das crianças)? Que tal uma irmã da Ariel, ou uma outra sereia que não tivesse nada a ver com a Ariel? Tudo, menos violentar assim uma personagem clássica e amada do público do jeito que sempre foi.

Um absurdo ainda maior, sem dúvida, foi chamar uma atriz "parda" (e ainda por cima baixinha, Tessa Thompson) para encarnar a guerreira – NÓRDICA – Valquíria, que obviamente sempre foi, nas histórias em quadrinhos, uma loura monumental, de mais de metro e oitenta. Em comparação, isso é o mesmo que seria escalar um garotinho louro ou japonês, por exemplo, para interpretar o nosso Saci Pererê. Não haveria nisso nenhum sentido, simplesmente porque o Saci é e sempre será negro.

Por fim, a verdade é que, nas produções atuais, além de não poder mais haver homem que se comporte com virilidade, também não pode mais ter mulher que seja feminina, frágil, meiga, romântica, desejosa de ser protegida pelo herói, ou simplesmente uma mãe e dona de casa exemplar. E também não pode mais ter filme com protagonista branco, másculo, bem sucedido e heterossexual – a não ser que se trate do pior e mais desprezível vilão. Este é o nosso mundo "politicamente correto": tão errado, tão irritante e tão preocupante.

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4 comentários:

  1. A paz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Está mesmo complicado viver nestes últimos tempos tão anti valores cristãos. Aliás, anti valores judaicos-cristãos, pois os alicerces da sociedade Ocidental estão fincados nos valores judaicos-cristãos. Claro, a ira desta sociedade "moderna", socialista, feminista, abortista, pró ideologia do gênero, é toda voltada contra o Cristianismo,particularmente, o Católico Romano, pois como única grande religião com único líder, pastor, o Papa; tem condições de brecar o avanço de ideias/ideologias diabólicas, já que o assunto exposto e combatido no texto, entre outros com o mesmo tema, só pode ser inspirado pelo anjo caído. E para não ficar "apenas" na referência religiosa, mesmo em uma sociedade ateia, tais distorções seriam nefastas, levando esta sociedade a um grande degradação moral, comparável ao Império Romano antes da conversão cristã, infelizmente, já no final do referido império, o que não impediu o seu declínio total. Nem tinha como impedir, pois a sociedade romana já estava destruída devido aos séculos de devassidão ateia. Concordo totalmente com o autor do texto, em tudo o que escreveu. Mudar a cor de pele dos personagens já conhecidos do público, com a desculpa de combater o preconceito racial ( algo muito bem esclarecido pelo autor do texto...), a introdução de personagens com a nomenclatura sexual plural, feminismo, mostrando o ser masculino como inútil, inferior, etc., e a mulher só tendo valor se for masculinizada, algo sem sentido algum; demonstram como estes movimentos "modernistas", querem destruir a sociedade cristã, tradicional. Parece que a sociedade futura se transformará em uma Sodoma e Gomorra se os cristãos nada fizerem para deter o avanço do Maligno. Sim, há tempo de deter a destruição da família, da moral. Que os pais saibam orientar os filhos e os padres da Santa Igreja, e neste caso, também os pastores das Igrejas protestantes tradicionais, saibam orientar os seus fieis a não aceitar tão imposição. Claro, como Cristo nos ensinou, combater o mal sem violência, apenas com oração e ações jurídicas que a Lei permite. Quanto ao referido filme/desenho, cristão não deve assistir nem a nenhuma obra que promova a ideologia do gênero, o feminismo, aborto, ateísmo, etc. Nossa Senhora, rogai por nós! Jesus Cristo, livrai-nos de todo o mal, Amém! Paz e Bem.

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  2. Acho positivo que a mulher deixe de ser vista como uma simples subalterna subserviente, a doméstica que faxina, lava e passa, como era retratada especialmente no passado. A mulher tem muitas qualidades, pode e deve ser também protagonista das histórias de ficção e da vida real. Quantas mulheres heroicas conhecemos, abandonadas muitas vezes, por maridos ou companheiros covardes, criam e educam suas família com garra, determinação e trabalho árduo? O grande erro da cultura atual não é valorizar a mulher, mas valorizar a mulher em detrimento do homem, uma desconstrução forçosa e ridícula da ideia de sexo frágil, para a mulher se afirmar o homem tem que ser diminuído, idiotizado, fragilizado.

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    1. Concordo Tiago, mais pra isso é fácil a solução, CRIE NOVOS PERSONAGENS, NOVAS HISTORIAS, não pervertam aquilo que já está consolidado, fazer isso é desonestidade intelectual, se existe publico para esse tipo de visão de mundo pronto resolvido, crie suas próprias histórias e seja "feliz". Agora utilizar de histórias conceituadas e embutir novas convicções de mundo goela abaixo para um publico infantil isso é o pódio da desonestidade.

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  3. Não aguento mais ver homens sendo retratados como débeis mentais. Os meninos são expostos a isso a vida inteira e, quando se comportam assim, as mulheres surtam e fazem textos, dizem que isso é culpa do machismo que só quer torturar e sobrecarregar mulheres. Enfim... Saco cheio!

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