A descaracterização do homem (segundo a experiência) e a importância dos arquétipos (modelos)

Nossos heróis de ontem são um exemplo bastante claro da tremenda mudança de paradigma ocorrida nas últimas décadas: John Wayne, no auge da forma, encarnou impecavelmente o arquétipo (modelo) masculino em tempos nem tão distantes.

Por Prof. Igor Andrade – Frat. Laical São Próspero

PRIMEIRAMENTE, MEU OBJETIVO com este artigo não é elaborar um profundo trabalho científico sobre a crise do homem moderno – tal intento me exigiria mais do que tenho. Este é o que (creio) deveria ser chamado “primeiro passo”, um pequeno e custoso passo para um homem, mas talvez um grande e frutuoso passo para os jovens. O primeiro objetivo do presente trabalho é fazer uma análise dos fatos assim como eles são apresentados ao senso comum e destacar algumas causas do problema real que é a crise da masculinidade.
O segundo objetivo é a tentativa de mostrar qual seria o remédio (ou tratamento) mais imediato para o problema: o aprendizado pela imitação e a “aquisição” de hábitos – o que nos leva necessariamente a falar sobre os modelos a serem imitados, e por que meios.

Adiante no tema, não há dúvida de que os homens de hoje em dia passam por uma crise de masculinidade, isto é, não sabem ser homens, não têm porte de homens, não sabem agir como homens. Vivemos numa época onde a maioria dos homens não passam de meninos (alguns agem e portam-se como verdadeiras 'meninas') – e geralmente com barba. Belas, bem cuidadas e perfumadas barbas artisticamente desenhadas...

Tal problema é fruto de causas externas e internas. As causas externas podem ter, por sua vez, consequências também internas (isto é, as más vivências), além de modificar os meios, que são causas secundárias, para afetar internamente a pessoa. As causas internas também têm consequências internas (na medida em que afundam o sujeito nos vícios e maus hábitos) e externas (na medida em que as ações do sujeito têm consequências no mundo).

A começar pelas causas externas, muitos terão a impressão de que elas são as mais influentes – o que, em parte, é verdade, uma vez que a ferida do Pecado maculou a nossa liberdade e o nosso livre arbítrio – mas já deixo claro que há a culpa própria, e ela não é menos importante.

A causa externa mais imediata (com consequências internas) que afeta a masculinidade de um varão é a má educação que recebe dos pais desde a infância. Ser homem é um desafio desde sempre, o que fica claro pelos ritos de passagem da infância para a vida adulta, presentes na maioria das sociedades. O varão é portador de uma dignidade singular, ou melhor, de uma responsabilidade singular: é ele o provedor e protetor de si, da família (esposa, filhos e familiares dependentes próximos), e dos amigos (tendo, com estes, uma relação mais de igualdade que de dignidade de tipo distinto).

Assim sendo, o varão deve ser educado desde a meninice tendo em vista esse objetivo: ele deve ser portador de uma série de virtudes, de modo que seja possível cumprir tais responsabilidades. Essas virtudes são, dentre outras, a temperança, a justiça, a fortaleza, a prudência (chefe das três primeiras), a magnanimidade, o amor pelo seu próximo, a obediência aos superiores, a boa ordem, o bom senso, entre outras. Algumas virtudes e bons hábitos são adquiridos mais ligeiramente que outros, e por isso é importante ensiná-los desde a mais tenra idade aos meninos, para que mais depressa as tenham para a vida adulta.

Pais que não têm firmeza com os filhos, geram não homens, mas pequenos terroristas de espírito ditatorial e sentimentalista – e futuros frustrados. A firmeza no falar com os filhos, um distanciamento saudável deles (ensinando ao filho que este deve respeitar aos mais velhos da família), o castigo apropriado para cada transgressão (sem ser exagerado nem parco) e dando sempre a ciência de qual é o motivo do castigo, etc., tudo isto são sementes de fortaleza, justiça, obediência, boa ordem, e virtudes semelhantes – cujos frutos despontam com o passar dos anos –, que são plantadas no fértil solo da infância.

Ensinar ao menino, por exemplo, que não pode comer o que bem entende e quando bem entende, que tem horário certo para se alimentar e que os doces não substituem o almoço, vai promover o desenvolvimento da virtude da temperança.

Ensinar ao menino que ele deve ficar calado quando perto de adultos que conversam e que não deve falar tudo o que quiser, para qualquer pessoa, gera o bom senso.

Estas e outras simples práticas educacionais forjam o caráter do menino e, por isso, os pais devem saber em quais momentos corrigir e em quais elogiar, qual a intensidade da punição e por quanto tempo ela deve durar; devem levar em consideração a idade e as disposições do menino; nunca devem agir por pura cólera ou afetados por sentimentos semelhantes.

...Em suma, os pais devem primeiro possuir as virtudes, para depois querê-las nos seus filhos.

A ausência da boa educação dos meninos é uma das causas externas da crise masculina que vemos hoje – e uma das mais terríveis. Outra causa que merece destaque (e cujas consequências são primeiro externas), é o meio no qual o jovem vive. Às vezes, uma boa educação pode não valer muita coisa se o jovem (na adolescência, por exemplo) sofrer uma intensa má influência de parte dos colegas de escola e amigos. Enquanto que uma boa amizade é um tesouro que leva para o Céu, uma má amizade é um Cavalo de Troia abarrotado de demônios. O jovem deve escolher seus amigos prudentemente, mas se ele sofre alguma carência pela ausência paterna ou materna, se não desenvolveu a prudência, se não entende que “pertencer a um grupo” não é a coisa mais importante da vida, etc., então a tendência de fazer más escolhas é grande.

Pelo contrário, um bom amigo é realmente um tesouro; um homem com boas amizades cresce, porque um bom amigo fala com franqueza e sinceridade; é um igual (divide o mesmo alimento, a mesma bebida e o mesmo maço de cigarros), exige do homem que ele seja bom, gerando, assim, um espírito de fraternidade e companheirismo.

Outra causa externa e a má relação com as mulheres. A má relação pode ser devida à mulher ou ao homem. Trataremos neste parágrafo do primeiro caso; e do segundo, mais abaixo. Ora, a má relação com as mulheres, neste primeiro sentido, se deve a um outro fenômeno semelhante e igualmente grave: a crise na feminilidade. Um dos efeitos desta segunda crise é a obsessão em ver e/ou tratar o homem como um inferior; isto leva boa parte dos homens em crise não a melhorar, buscando obter melhores condições, mas a piorar, fechando-se em si mesmo. Não é à toa que muitos parafraseiam Adão, dizendo: “A mulher me levou a agir assim” (Gn 3,12). Muitas promovem péssimas vivências aos homens – e péssimas vivências não levam o homem a tornar-se homem (plenamente), mas a regredir e permanecer na meninice, onde joga sempre a culpa em outrem.

Não me entendam mal, o que quero dizer é que, assim como os pais e os amigos são importantes na formação do caráter masculino, a mulher também o é. Por algum motivo, a mulher tem o poder de motivar o homem – não é por acaso que o motivo de eclodir a Guerra de Troia foi uma mulher (abstraio aqui a ação dos deuses na narrativa homérica).

Passando, agora, às causas internas, digo que o Pecado original fez com que o livre arbítrio sempre pendesse à desmedida. Por isso destaco aqui dois vícios principais que não só colaboram como também são a principal causa da crise na masculinidade: o excessivo amor próprio (ou vaidade) e o sentimentalismo. Ambos são irmãos gêmeos e inimigos da masculinidade; e não consigo falar sobre cada um separadamente, porque são siameses, mas posso falar sobre alguns frutos de cada um.

O primeiro é visto nestes homens desproporcionalmente preocupados com a aparência externa, que são excessiva ou parcamente autossuficientes (porque exagerar tanto na autossuficiência quanto na dependência de outrem são vícios para o homem), que são preguiçosos e pusilânimes, que nunca assumem a culpa da própria desgraça, que são explosivos ou muito tímidos, imprudentes ou covardes, etc.; todos estes vícios que maculam a masculinidade são filhos da vaidade e do excessivo amor próprio.

Já os filhos do sentimentalismo também são bem próximos dos vícios supracitados. São: a excessiva carência por atenção, a falta de efetividade no agir, a mentira e a falsidade, a falta de honra em guardar a palavra dada, dizer-se mais do que se é, não suportar a alteridade, etc. Trazidas à luz algumas causas e males da falta de masculinidade, podemos postular um tratamento.

O início do aprendizado de uma criança está na imitação. Todos os pais deste mundo sabem disso: o menino quer usar as roupas do pai porque enxerga algo nele: o pai é grande, forte, sabe falar, anda sem tropeçar, vai ao banheiro sozinho, trabalha, traz os víveres para casa, lhe dá presentes, etc. Tudo isso o menino tenta instintivamente imitar. Não há absurdo maior que o daqueles que argumentam que uma criança criada por uma dupla de homossexuais não haverá de imitá-los, ou que não será influenciado pela conduta daqueles com quem conviverá 24 horas por dia.

De fato, uma criança saudável para se desenvolver precisa ter acesso aos modelos masculino e feminino. “Pai, mãe e filho é a nossa primeira triangulação amorosa da vida. A princípio, o vínculo com a mãe é mais forte, mas o homem também é importante. A criança precisa do arquétipo masculino”, diz o artigo de psicologia de Isaac Ismar[1]. Os pais devem fomentar esse instinto de imitação e têm a grave responsabilidade de se configurarem em bons modelos a serem imitados. É bem simples: o princípio “faça o que eu digo, não faça o que eu faço” só funciona em certas ocasiões (como naquela em que o pai está executando um trabalho perigoso), e não deve ser usado sempre (se o pai fala muito palavrões e está sempre praguejando, o filho fará o mesmo; se ele reage desequilibrada e irracionalmente às contrariedades, idem).

Assim, na realidade, o princípio da imitação está sempre presente na vida humana: aprendemos por imitação e repetição (evidentemente, não me refiro aqui ao aprendizado puramente intelectual, antes que venham me acusar de mecanicista). O mesmo ocorre com o aprender a ser homem – e neste ponto a figura paterna é de suma importância; se ela existe ou não é plena, deve-se buscar outros modelos que a substituam na “imitabilidade”.

Talvez não seja producente elaborar uma lista de bons exemplos, mas posso elucidar aspectos a serem imitados, assim fica mais fácil reconhecer um modelo quando ele se apresentar.

Primeiramente ressalto os aspectos físicos, como o andar, o permanecer parado em pé e sentado, o vestir-se, o olhar, o gesticular, etc. Tudo isso se dá de modos diferentes no homem e na mulher; e bons modelos para os homens estão presentes em bons filmes à moda antiga (de faroeste, de guerra, etc.).

Em seguida, vem o falar e o portar-se. Trato-os separados dos demais dada a sua maior importância. A fala expressa exteriormente uma realidade interior, mas o homem não deve mostrar-se completamente para quem não é seu próximo (isso gera frustrações e perigos); ele deve saber adequar sua fala segundo a circunstância, e não ser descuidado, como um menino que fala a uma mulher o quão feia está sua maquiagem. Ele deve “falar como homem”. Claro, quem tem voz fina não é culpado disso, mas quem não sabe adequar sua voz, tornando-a mais grave ou amena, conforme a situação, deve procurar um fonoaudiólogo. Deve falar firmemente, de maneira única, além de honrar a palavra dada.

Quanto ao portar-se, digo com o Rei Davi: “Esto vir”/"Sê homem". O homem não deve ser escandaloso, "grudento", muito sentimental, nem parecer fraco ou frouxo como um laço mal amarrado. Se o leitor observar os aspectos citados no parágrafo anterior, terá maior facilidade neste ponto.

Quanto aos aspectos morais, a imitação está no proceder segundo as circunstâncias. Deve-se fazer a pergunta: “Como um grande homem agiria neste caso?” – e a resposta pode ser obtida em livros de História, vidas dos santos ou até mesmo em ficções onde estas circunstâncias são mais ou menos apresentadas.

As vidas dos santos são as melhores fontes de referências no aspecto moral; é claro que, se a sua vocação é o matrimônio, você não precisa imitar a decisão de São Francisco em tornar-se frade, mas deve imitar sua coragem frente a um mau pai que se opõe à Vontade de Deus. Por isso, anexo alguns conselhos de São Luís IX, rei da França, ao seu filho mais velho, Filipe, e indico vivamente a leitura da Regra da Milícia de Santa Maria.

** A Regra da Milícia de Santa Maria está disponível para leitura e download na internet, neste link:

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Anexo: Conselhos de São Luís IX

I. Filho meu, que o teu principal cuidado e aplicação seja amares a Deus; porque sem amar a Deus é impossível conseguir a salvação.

II. Guarda-te de consentir, jamais, em pecado mortal, e determina-te antes a sofrer todo o gênero de tormentos do que em cometer uma só culpa semelhante.

III. Sofre as adversidades com igualdade de ânimo, reconhecendo que as mereceste; e deste modo te sairão proveitosas.

IV. Em tempo de bonança, humilha-te e dá graças a Deus; para que não suceda que, esvaecido teu coração, piore o que deveria melhorar.

V. Confessa-te minuciosamente, escolhendo para isto confessores prudentes e dutos que te ensinem o mal de que deve fugir e o bem que deves abraçar; e porta-te com eles de modo que tomem confiança para te advertir e repreender os teus vícios.

VI. Assiste aos Divinos Ofícios com devoção. Não se admita ali contos ou gracejos; nem os teus olhos andem vagando, curiosos, mas atendas à Presença de Deus com oração vocal e mental, especialmente na missa depois da Consagração.

VII. Sê de coração pio e brando para com os pobres e miseráveis, socorrendo-os quanto alcançarem tuas forças.

VIII. Quando alguma aflição te penaliza, abre-te com o teu confessor ou com algum homem santo e sentirás alívio.

IX. As pessoas com quem trata mais continua e familiarmente, tanto religiosos como seculares, procura que sejam de sólida e incorrupta virtude: com estes, gosta de conversar; pelo contrário, afasta-te da comunicação com ímpios e viciosos.

X. Ouve com agrado as práticas que são de Deus, tanto públicas quanto particulares; e solicita afetuosamente as orações dos virtuosos, os jubileus e indulgências.

XI. Tem amor a todo o bem e aborrecimento a todo o mal.

XII. Em tua presença, ninguém se atreva a falar palavra que facilite ou induza ao pecado mortal, ou manche a fama alheia – nem tu jamais fales mal do próximo com ânimo de murmurar.

XIII. Não consintas que alguém em tua presença perjure, blasfeme ou trate com irreverência a Deus ou aos santos, nem deixarás semelhante atrevimento passar sem castigo.

XIV. Renda a Deus, repetidamente, graças pelos benefícios que de sua mão recebestes; que o agradecimento de um te será digno de outros maiores.

XV. Observa a retidão e inteireza na administração da Justiça, regulando-te pelo que dispõem as leis, sem declinar a uma nem a outra parte; e não se lance de ti queixas dos desvalidos, informando-te da verdade.

XVI. Se alguém tem queixa de ti ou te move pleito, põe-te sempre de tua parte a averiguar a razão: deste modo teus ministros farão justiça com maior liberdade.

XVII. Se possui coisa alheia e te constar que o é, restitui logo, ainda que a herdaste de teus antepassados; e sendo o ponto duvidoso, ordena que homens doutos o vejam com cuidado, mas sem demoras; porque nisto hás de pôr o teu principal estudo, para que todos os seus súditos, especialmente ordens religiosas e o clero, gozem do fruto da paz e justiça.

XVIII. A teus pais deves amor, respeito e obediência.

XIX. Não apresentes benefícios eclesiásticos se não há sujeitos muito dignos: para o que te aconselharás com homens prudentes e timoratos.

XX. Não empreendas guerras, especialmente contra católicos, sem maduro conselho e deliberação cautelosa. Se a urgência das causas te obriga a tomar armas, resguarda de todo dano as igrejas e os inocentes.

XXI. Se entre os vassalos se levantar contenda ou dissídio, procura o quanto puderes reduzi-los à concórdia.

XXII. Importa-te pôr bons ministros e governadores; e informar-te com sagacidade
dos teus procedimentos.

XXIII. Conserva sempre obediência e devoção à Igreja Romana, e com o Sumo Pontífice te portarás rendido e obsequioso como com teu pai espiritual.

XXIV. Dispõe que os gastos de tua pessoa e casa sejam moderados e conformes à razão e decência.

XXV. Por conclusão, te admoesto e requeiro, filho meu, que tu, alcançando-me em dias, ofereças a Deus pela minha alma orações e sacrifícios em todo o reino da França.

XXVI. Finalmente, amado filho, te rogo e desejo todos os bens que um bom pai pode desejar a seu filho. A Santíssima Trindade e todos os santos te guardem e defendam de qualquer mal; e o Senhor te conceda graça para viveres sempre bem, cumprindo sua santíssima vontade, de sorte que em ti seja
honrado e glorificado; e nós merecemos, acabada esta vida, gozar sua companhia, contemplando e louvando por infinitos séculos dos séculos. Amém.

______
[1] Clin. Psicologia Integrare, de São Paulo.

3 comentários:

  1. Triste realidade. A raiz do problema está na família e infelizmente o ciclo de desestruturação familiar está completo, e tende a se agravar a cada geração. A única preocupação de muitos pais é trabalhar para dar o smartphone, o videogame de última geração, o vestuário da moda, ou seja, filhos educados pela TV ou internet para ter e não ser. Outra grande parcela de pais entregues aos vícios e a vadiagem, expondo os filhos a todo tipo de comportamento impróprio. Não adianta taparmos o sol com a peneira, nem é necessário esperar a idade adulta, nas escolas já é visível a falta de estrutura e negligência dos responsáveis.
    E cabe um testemunho, filhos criados na Igreja, com vida de Igreja (não apenas missas), acompanhando os pais sempre que possível nas pastorais, movimentos e encontros, têm um comportamento diferenciado, lógico que essas famílias normalmente também já são mais estruturadas em valores, mas é um caminho para aquelas famílias que possam estar passando por problema ou que queiram evitá-los.

    A paz de Cristo!

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  2. A paz de Cristo. Muito bom e oportuno o texto do professor Igor. É bem isso que está contido no artigo. A figura usada aqui, do grande ator, John Wayne, é um grande exemplo do ser homem de verdade, masculino nato, sem barbas produzidas em salões típicos aos salões de beleza femininos. O comentário do Thiago vem corroborar com esse oportuno texto.

    O erro começa em casa, onde se dá tudo que a criança pede, sem dizer não. No caso masculino, é mais grave ainda, já que basta fazer birra que o menino conseguirá o que deseja. Claro, é ruim para as meninas também, pois ficarão dengosas e exigentes sobre tudo. tornarão a vida dos futuros maridos um inferno e estes não terão voz ativa para nada.

    Sei que parecerá misoginia minha, e não é, mas as mães tem culpa dessa situação atual por não ensinar os filhos a serem homens de verdade e muitas vezes calam os pais quando estes querem impor limites. Óbvio que tem muito pai omisso também. Já as mulheres, futuras esposas, grande parte feministas, gritarão aos quatro cantos que tudo podem, mas quando tiverem um problema maior, falarão para os seus maridos que eles é que são homens e devem resolver, o que provocará no homem com formação falha, uma grande confusão mental e ficarão sem saber qual atitude tomar.

    Aproveito e falo algo que tenho observado, mas algum psicólogo ( ou psicóloga), já deve ter escrito a respeito. Com a dita revolução feminista e sexual, as mulheres começaram a achar que o sexo, a relação sexual, as igualam aos homens, ou seja: basta "dormir" com um homem que ela já passa a ser igual a ele. Por isso que algumas mulheres com quem já conversei, incluindo parente, que se dizem católicas, afirmam sem o ruborizar da face e sem perceber a heresia que cometem, ter Jesus Cristo desposado Maria Madalena!!! Por que fazem isso? Por acharem que é preciso ter intimidade com o homem para se igualar a ele. Culpa, claro, do feminismo, da dita revolução sexual. Eu pergunto: Santa Madre Teresa de Calcutá, Santa Terezinha do Menino Jesus, Santa Catarina de Alexandria, cuja história é belíssima, Santa Teresa D'Ávila, Santa Rita de Cássia, Santa Catarina de Siena, e tantas outras santas, precisaram dormir com um homem para se igualar a ele? Claro que não! Santa Catarina de Alexandria morreu defendendo o Evangelho e a sua virgindade. São elas, iguais aos grandes santos e muito maiores que os homens comuns ( incluindo aí, reis, imperadores, etc.), sem "dormir" com eles para se firmarem junto ao homem.

    Como bem lembrou o Tiago, é fundamental levar os filhos desde crianças, às paróquias para que tenham uma atividade social e religiosa continua e se possível, com longa duração. Isso vem falhando há várias décadas, pois os pais não vão à Igreja e consequentemente, não levam os seus filhos. Quem o faz terão ótimos filhos, as meninas aprenderão desde cedo que sim, existe diferenças: homens são masculinos e mulheres femininas, não feministas. Isso livrará os filhos desses pais a adotarem a ideologia de gênero como regra normal social e também fará com que homens e mulheres adultos, com as suas características físicas,sociais e morais preservadas, a se respeitarem mutuamente, construindo com isso, uma família sólida que espelhará as futuras gerações.

    Se isso for feito, a sociedade como a conhecíamos ( pois já mudou), será restaurada e preservada. A fé cristã será restaurada e todos viverão melhor e verdadeiramente felizes.

    Oremos, irmãos.

    Salve Maria!

    Paz e Bem.

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    1. É resultado de uma era em que todos querem apenas os bônus sem ônus, de idealismos inconsequentes. As feministas querem absoluta igualdade, mas nenhuma foi lá protestar quando se reverteu a igualdade de idade para aposentadoria entre homens e mulheres, que na minha opinião é válida, pois muitas mulheres têm dupla jornada, com trabalho somado aos diversos afazeres do lar.

      A relação matrimonial deve ter um sinal de soma e não de igual, homem + mulher, não homem = mulher, pois cada um tem seu papel e condição particular, a esposa pode cuidar da casa e pode trabalhar fora para somar a sua renda com a do marido, bem como o homem pode ajudar nas tarefas domésticas para colaborar com a esposa, porém se a casa fica mal cuidada a responsabilidade maior é da esposa, vão dizer: ela é desleixada e se faltar algo de essencial em casa por preguiça do marido, vão dizer: ele é vagabundo, não gosta de trabalhar. Os idealismos são muito bonitos até o primeiro sinal de problema, e tudo desmoronar. Não tem muito haver com o assunto mas é um retrato da doença mental social em que vivemos. O G1 publicou a seguinte matéria com o título: homem trans engravida para realizar o sonho da família, fui ler a matéria porque seria algo inédito na história da humanidade, porém na realidade não passava de uma lésbica gravida. A realidade e a coerência evaporou-se. Outro exemplo, em uma revista de conteúdo adulto, mulheres nuas etc, estará estampado na sua capa, proibido para menores de 18 anos, conteúdo impróprio para menores, porém segundo as mentes mais modernas e criativas, levar as crianças num museu para observarem um sujeito completamente nu pode, qual a diferença? O pior é ter de assistir as autoridades tentando defender tal disparate. Não só a ausência de modelos em que os jovens possam se espelhar, mas também a ausência de bom gosto, disciplina, respeito, caráter etc, e principalmente ausência de Deus.

      A paz de Cristo!

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