Divisão na Igreja: um novo cisma se aproxima?


RECEBEMOS DE NOSSO leitor Tiago, ao post "É piolho!", o comentário que reproduzimos abaixo, seguido de nossa resposta, já que consideramos que as questões trazidas por ele são do máximo interesse dos verdadeiros fiéis católicos dos nossos tempos. Segue:

Gostaria de parabenizar o autor pelo texto elucidativo e lançar uma questão. Tenho acompanhado as diversas postagens e denúncias feitas aqui no apostolado. Vários bispos questionando frontalmente e gravemente o papa, acusações de heresia e apostasia estão se tornando frequentes, uma grande divisão entre modernistas e tradicionalistas, enfim, estamos nós, a grosso modo, prestes a presenciar um novo movimento de reforma na Igreja, retornando-a a um momento pré Concílio Vaticano II? Ou, já estamos numa pré-reforma, num novo processo de ruptura, fazendo daí surgir duas Igrejas apartadas? Pelo pouco que conheço da reforma protestante, independente de quem esteja certo ou errado (modernistas ou tradicionalistas), me parece que a Igreja está ou caminha para uma situação semelhante, num contexto de grave contestação do papa, da governança e dos rumos da Igreja como um todo. (Tiago)


Salve Maria Imaculada!

Nós já tratamos destes temas por aqui, caríssimo Tiago, algumas vezes (uma destas aqui).

Bem, realmente não creio que poderíamos comparar aquilo que muito provavelmente está por vir com uma nova versão da dita "Reforma" protestante. O que se aproxima, no meu entender, parece-se mais com um novo grande cisma, semelhante ao Grande Cisma do Oriente, que ocorreu quando os líderes da Igreja de Constantinopla e os da Igreja de Roma excomungaram-se um ao outro, isso a partir do ano 1054 (não foi algo que se deu de uma vez, mas aconteceu como resultado de um processo gradativo, longo e complexo, que teve início ainda antes do século XI).

Digo isso porque o que houve com a rebelião de Lutero teve causas bastante diferentes dos motivos desta grande crise que presenciamos hoje, e principalmente porque a dita "Reforma" não foi de fato uma reforma no sentido da palavra, mas a demolição completa – pelos protestantes e para eles – da Doutrina e da Fé da Igreja como sempre fora (em nosso Curso Livre de Teologia teremos um livro completo que tratará do tema protestantismo de modo bastante abrangente).

No caso do protestantismo, foi um grupo que se rebelou e deixou a Igreja, desmembrando-se por livre vontade do Corpo de Cristo; não houve uma divisão propriamente dita, mas apenas um movimento que derivou da mesma Igreja e que, excomungado, a abandonou. Mas no caso do Grande Cisma, foi uma verdadeira cisão, uma divisão no sentido próprio da palavra, tanto assim que a própria palavra cisma, do grego schisma, significa "ruptura", "divisão", expressando teologicamente uma ruptura da comunhão/união eclesial.

De fato, vai ficando cada vez mais difícil negar que temos hoje "duas igrejas" dentro da Igreja, em dois grupos que claramente adotam religiões muito diferentes, não só em praxis religiosas diferentes (nos valores morais, no modo de rezar, na liturgia, na maneira de entender e celebrar a própria Missa) mas até mesmo no modo de crer naquilo que a Igreja ensina desde o seu cerne, a sua essência. Um dos primeiros a falar sobre isso, já na década de 1970, foi o grande Gustavo Corção.

Sempre evitei falar sobre certos assuntos –, evitando ferir a unidade da Igreja, evitando por em perigo as almas dos pequeninos, evitando escandalizar os mais simples, os menos instruídos –, mas eu mesmo já tive o profundo desprazer de presenciar, mais de uma vez, em salas de aulas de instituições supostamente católicas (e supostamente 'tradicionais'), em classes de seminaristas, professores PADRES dizerem que não existem milagres e que os católicos precisam adotar uma "fé madura"; que precisam entender de um modo diferente tudo aquilo que sempre afirmaram as Escrituras, a Tradição e o Magistério – inclusive a intercessão dos santos, inclusive a Virgindade Perpétua de Maria, INCLUSIVE A RESSURREIÇÃO DE CRISTO, INCLUSIVE A PRESENÇA REAL NA EUCARISTIA, etc... JÁ VI PROFESSOR-PADRE DE FACULDADE CATÓLICA ESCARNECER DO SACRÁRIO DIANTE DOS ALUNOS SEMINARISTAS!

Entende a gravidade disto, Tiago? Consegue abarcar a profundidade da crise que vivemos agora? Percebe que esses "padres" já não são sacerdotes católicos, se é que um dia o foram? Sim, eles estão realmente excomungados, porque não creem no que a Igreja crê, não querem fazer o que a Igreja sempre fez, renegam verdades fundamentais da fé de modo pertinaz e publicamente[1]. E são estes que estão formando os nosso seminaristas, que serão os futuros (falsos) padres d(e uma falsa) Igreja! A verdade simples, nua e crua, é que eles não têm mais fé cristã. Outra verdade mais complexa e mais terrível, igualmente inegável, é que eles não se contentam em não ter fé, mas querem e procuram a todo custo, com grande determinação, destruir a Fé da Igreja.

Sim, eu, ainda jovem, ingênuo e idealista, por muito tempo quis denunciar os absurdos, as barbaridades, eu tentei reclamar para o bispo, para o Vaticano, para o Papa... Nada adiantava, mas eu insisti até entender que nada adiantaria, porque o bispo não só sabia de tudo, como também apoiava e participava do mesmo movimento de autodemolição da Igreja de Cristo!

Tudo começou com a fumaça de Satanás infiltrando-se na Casa de Deus, mas agora já estamos nos debatendo entre terríveis labaredas. E por mais que eu queira (como eu queria!), não posso negar que tudo piorou muitíssimo com a eleição de Francisco. 

Na época em que foi eleito o novo Papa, eu prestava serviço para a Cáritas Arquidiocesana de São Paulo, que é um reduto dos adeptos da herética "'teologia' da libertação" (TL). E eu os vi, de perto, comemorando e vibrando com grande entusiasmo o fato de terem conseguido colocar, afinal, um dos seus no posto máximo da Igreja. Leonardo Boff, um dos pais desta TL, que é a pior heresia da história da Igreja, exultou igualmente. Ele, um herege, que recentemente ostentou, triunfante, a carta de felicitações que recebeu do mesmo Papa.

De lá para cá, realmente temos perdido a referência. Se antes era difícil, agora tornou-se quase impossível resistir: não temos mais a quem reclamar, a quem recorrer. Sem Bento XVI, estamos órfãos cá na Terra. A alta cúpula sabe das Missas sacrílegas, dos abusos, das profanações, do sincretismo, dos gravíssimos escândalos que tantos e tantos padres vêm cometendo... E não se importa. Não só não se importa: os falsos padres, os verdadeiros herdeiros de Judas, recebem hoje todo o apoio e incentivo de seus superiores para continuar fazendo o que vêm fazendo. Enquanto isso, os padres dignos e fiéis são perseguidos, quando não afastados.

Sim, eu sei de muita coisa, eu vi muita coisa, aconteceu com sacerdotes amigos meus. Um deles, um padre diocesano muito sério, reverente e estudioso, após o Summorum Pontificum passou a celebrar a Missa tradicional em latim na igreja de sua paróquia, muito bem localizada em região importante e movimentada de São Paulo. Ali, porém, é um antro de paroquianos perversos, já doutrinados pelos mestres da falsa igreja. Choveram cartas de reclamação na mesa do bispo. Em pouquíssimo tempo, aquele pároco valoroso foi afastado, forçado e viajar para o exterior, a fazer um curso de três anos, sem expensas pagas. Ao retornar, como verdadeiro castigo, foi isolado em uma pequena paróquia de periferia, completamente assolada pela mesma heresia "da libertação".

Fatos pavorosos, que, estranhamente, não me fizeram perder a fé, mas a reforçaram. Sim, os verdadeiros seguidores de Cristo sempre foram e haverão de ser odiados e perseguidos; sempre foi assim e sempre será, como advertiu o próprio Salvador. E como disse profeticamente o Venerável Arcebispo Fulton Sheen, referindo-se claramente à existência das duas Igrejas que temos hoje:

Se você tiver que encontrar Cristo hoje, então procure uma Igreja que não se dá bem com o mundo. Procure por uma Igreja que é odiada pelo mundo como Cristo foi odiado pelo mundo. Procure pela Igreja que é acusada de estar desatualizada com os tempos modernos, como Nosso Senhor foi acusado de ser ignorante e nunca ter aprendido. Procure pela Igreja que os homens de hoje zombam e acusam de ser socialmente inferior, assim como zombaram de Nosso Senhor porque Ele veio de Nazaré.
Procure a Igreja que, em tempos de intolerância, os homens dizem que deve ser destruída em nome de Deus, do mesmo modo como aqueles que crucificaram Cristo julgavam estar prestando serviço a Deus.
Procure a Igreja que é rejeitada pelo mundo assim como Nosso Senhor foi rejeitado pelos homens. Procure a Igreja que em meio às confusões de opiniões conflitantes, seus membros a amam do mesmo modo como amam a Cristo e respeitem a sua voz como a voz do seu Fundador.
E então você começará a suspeitar que se essa Igreja é impopular com o espírito do mundo é porque ela não pertence a este mundo, e será infinitamente amada e infinitamente odiada como foi o próprio Cristo. Pois só aquilo que é de origem divina pode ser infinitamente odiado e infinitamente amado. Portanto, essa é a Igreja divina.
[SHEEN, Fulton J. Radio Replies, Vol. 1, p IX, Rumble & Carty, Tan Publishing]


*  *  *

Os dias trevosos em que eu presenciei professores-padres blasfemando e difundindo abertamente heresias em salas de aulas de universidades católicas já estão relativamente distantes. Isso foi há alguns bons anos, quando eu acreditava que ainda era possível aprender Teologia nas instituições formais. De lá para cá, a coisa piorou, e só piora mais e mais, a cada dia que passa. Antes, os agentes infiltrados a serviço da destruição da Igreja ao menos tentavam disfarçar suas intenções. Hoje, blasfemam e profanam a Casa de Deus abertamente: ultimamente tivemos notícias de bispo defendendo a prática homossexual como um "dom de Deus", em plena homilia; tivemos padre realizando procissão sincrética em louvor a Iemanjá (dentro de uma igreja católica); vimos padre promovendo "o direito da mulher" ao aborto, dentro de sua paróquia, aos seus paroquianos (este padre não recebeu punição alguma, mas um jovem leigo que o enfrentou está sendo processado)...

Do outro lado, temos os grupos ditos tradicionalistas, que cresceram muitíssimo nos últimos anos, e que mantém a fé naquilo que a Igreja sempre ensinou. Sabe, não é difícil encontrar falhas nesses grupos também, como em qualquer lugar que abrigue pessoas humanas. Seus defeitos estão geralmente relacionados ao pecado da soberba, à falta de caridade, à imprudência ao lidar com questões delicadas, ao descaso com a questão pastoral, a um clericalismo exacerbado, etc. Mas não se pode deixar de reconhecer, se tivermos um pingo de honestidade intelectual, que estes ainda creem em tudo aquilo que confessam no Credo, respeitam a Casa de Deus, têm zelo pelas coisas santas e têm fome e sede de justiça (Mt 5,6).

Então, quando vejo o trabalho de certos apostolados leigos meio desajeitados e imprudentes, como é o caso da "TV Nossa Senhora de Fátima" no Youtube, ganhando cada vez mais notoriedade e mais inscritos, eu não posso me surpreender. Quando vejo o sedevacantismo conquistando cada vez mais adeptos (ou, no mínimo, simpatizantes) e convencendo cada vez mais gente, também não me surpreendo. Tudo isso faz parte de um movimento que é, ao meu ver, irreversível.

Porque se continuarmos a presenciar a Igreja tomada por traidores da fé travestidos de padres e bispos, chegará um momento em que a ruptura será inevitável. Se a Barca de Pedro continuar no mesmo rumo em que se encontra agora, muito em breve não haverá outra opção, a não ser uma destas três:

1) Aceitarmos que tudo aquilo em que cremos, tudo aquilo que os santos Evangelhos testemunham, tudo aquilo que os Santos pregaram e pelo que os mártires entregaram suas vidas... tudo estava simplesmente errado, e que precisamos jogar isso tudo fora, assumindo um novo tipo de fé completamente diferente – uma fé  que deixa de ser transcendente para ser imanente, deixa de ser o caminhar para um Reino que "não é deste mundo" para se tornar uma instituição 100% focada no mero assistencialismo;

2) Perdermos a fé de vez e deixamos essa história de religião para lá, aceitando que não há milagres, portanto não há Salvador do Mundo, pois não há Ressurreição, nem Céu e nem Inferno. Comamos, bebamos e entreguemo-nos aos prazeres deste mundo, que a vida é curta. Deixemos a própria ideia de Igreja e tornemo-nos ateus;

3) Rejeitarmos a caricatura de Igreja que os homens que ocupam as Cátedras dos Apóstolos querem nos impor e cortarmos relações com ela, assumindo que chegou o tempo em que é preciso escolher entre ser fiel à Cristo ou à boa parte do clero, e entre uma ou outra entre as "duas Igrejas" que procuram ocupar o mesmo espaço.

Enquanto leigos, por óbvio, não podemos redirecionar a Igreja, nem temos poder para por ordem na Casa. Só podemos rezar intensamente, e além disso precisamos nos manifestar e nos manter fiéis, como fizeram os leigos dos tempos de Santo Atanásio, boicotando os bispos hereges e apoiando os santos. Esta é, em verdade, a nossa obrigação.

Também não estou aqui querendo apontar onde é que estão os verdadeiros católicos (acho que é óbvio), mas responder á pergunta de meu irmão em Cristo, Tiago, e dizer que sim, como já disse e repeti, há "duas igrejas" dentro da Igreja, uma falsa e outra verdadeira. E, a continuar assim, dentro em breve teremos que optar por uma das duas. Falar nisso, vem aí o Sínodo da Amazônia...

Henrique Sebastião

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[1] 'Chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do Batismo, de qualquer verdade que se deva crer com fé divina e católica, ou a dúvida pertinaz a respeito dela; apostasia é o repúdio total da fé cristã. (Código de Direito Canônico, 25/1/983, Cân. 751).

16 comentários:

  1. Prezado Henrique, seu relato é realmente estarrecedor. Compreendo a gravidade, tinha uma certa noção de que algumas situações na Igreja atual, não correspondiam a doutrina tradicional, achava que a Igreja estava passando por um período de transição e infelizmente se tornando um ser meio que invertebrado, porém não imaginava que se planejava a destruição da fé em si, pois negar a ressurreição de Cristo é negar o pilar principal da fé cristã, a fé madura não pode ser o ateísmo ou agnosticismo.

    Obrigado pela atenção.

    A paz de Cristo!

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  2. A paz de Jesus Cristo. Irmão em Cristo, Henrique Sebastião, li com calma o seu relato. é muito triste essa situação atual que se passa em nossa Igreja. Às vezes eu me pergunto se não sou muito rigoroso, se não cometo o pecado da Vaidade, achando-me um sábio entre os normais. Vejo muita coisa acontecendo na Igreja que não gosto, e vai ao encontro do que escreveu aqui você, caro Henrique. Me preocupa também os futuros padres que saem dos seminários com professores relativistas destruindo a fé deles.

    Eu comecei, tem poucos anos, um curso de extensão de Teologia na minha Diocese. Precisei parar por problemas particulares, mas estava desanimado com o curso, também. Tinha padre-professor e leigo católico, tentando mostrar uma Igreja sem Mistérios, Milagres e outras heresias que não colocarei aqui.

    É desanimador. Parece que será mesmo necessário ( tomara que não), um grande Cisma, como aconteceu há séculos.

    Bento XVI parecia que iria resgatar a Igreja, impedir teorias de esquerda e sincronismo religioso, mas nada pôde fazer.

    O que tem acontecido, agora com mais força, mostra uma Igreja sem respeito ao que foi passado por Jesus Cristo, apóstolos e tantos papas durante os séculos.

    Tem este site e outros, incluindo em língua inglesa, que vem demonstrando através de várias matérias, os fatos tão conflitantes que se sucedem dia após dia na nossa amada Igreja.

    Penso que no momento só nos cabe orar e vigiar. Vigiar a nós mesmos por dois bons motivos: não se deixar levar por uma vaidade maligna, e também saber separar o joio do trigo, ou seja, não perder o que nos faz ser católicos: crer em tudo que Jesus ensinou, o que está nas Sagradas Escrituras, na tradição da Santa Igreja, no Magistério dela.

    Que a Sagrada Santíssima Trindade nos ajude.

    Salve Maria. Paz e Bem.

    Deixo um link de uma publicação em inglês, onde tem vários artigos mostrando a resistência ao mal que aflige a nossa Igreja e também artigos sobre o que esse Apostolado tanto demonstra: os caminhos errados que alguns líderes tem percorrido. Os tais defensores da TL e afins. Oremos, sempre.

    https://www.lifesitenews.com/catholic

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  3. Eu pontuo o seguinte:

    1) Há dois partidos na Igreja, os tradicionais e os hereges modernistas. É necessário que haja entre nós partidos [heresias] para que possam manifestar-se os que são realmente virtuosos (1 Cor 11,19). Muitos leigos vêm protagonizando a resistência católica, e o que é ainda mais animador, muitos religiosos e teólogos também. A Igreja é Una e Santa. Mas há um cabo de guerra entre os fiéis católicos e os hereges modernistas. Como eu li no Fratres in Unum, os hereges modernistas estão ficando velhos (próximos de irem para o inferno se não se arrependerem e mudar) e perdendo terreno, enquanto os fiéis ganham novos ordenados e cresce exponencialmente o interesse pela Tradição. Como denunciou o Bernardo Küster, que expôs o frustrado subversivo "Frei" Betto, a Teologia da Libertação não tem vez nas novenas. Os leigos piedosos são a esperança da Igreja:

    https://www.ofielcatolico.com.br/2019/07/a-desfacatez-dos-inimigos-da-igreja.html

    2) Para haver cisma definitivo tem de ser oficial, como o cisma de Miguel Cerulário. Os hereges modernistas não querem um cisma abrupto. Querem, isto sim, subverter a Igreja a conta-gotas. Eles são obstinados. São Pio X já os denunciava no séc. XIX. E por falar em cisma, denuncio aqui os agentes da Igreja Estatal Russa cooptando católicos assustados com a crise na Igreja -- tal igreja é aquela que edita calendário com a foto de Stálin (aliás, foi Stálin que reabilitou a Igreja "ortodoxa" em sua campanha nacionalista e perseguiu os católico e uniatas) e cujo Patriarca Kirill é o 'agente Mikhail' da KGB. Os bispos daquela igreja nacionalista beijam as mãos do Putin. Foi em Bizâncio que surgiram as grandes heresias, que o Papado de Roma, campeão da ortodoxia, debelou.

    3) Sobre comparar tal divisão com as das milhares de seitas protestantes contraditórias, é descabido. Vejam a diferença da postura católica da protestante:

    https://www.youtube.com/watch?v=y2LmT6nxgHI

    Como já escrevi, os hereges modernistas não querem sair da Igreja e fundar novas seitas. Eles querem subverter a Igreja, os seus dogmas irrevogáveis e os seus sacramentos. Mas nós não permitiremos! E cabe frisar que a Teologia da Libertação teve sua grande inspiração nos protestantes anabatistas:

    https://ipco.org.br/a-kgb-inventou-a-teologia-da-libertacao-simples-demais/

    É sabido que Lutero e os primeiros "reformadores" pregaram a poligamia, eram laxos quanto a moral sexual, por isso muitos hereges modernistas gostam tanto e celebram a deforma protestante. Basta ver a situação das seitas tradicionais da deforma, que hoje aceitam "casamento" gay, ordenação de mulheres e até o aborto. E ainda por cima tem protestante oportunista explorando a crise na Igreja!

    4) Quanto aos sedevacantistas, muitos espalham calúnias e heresias absurdamente anti-bíblicas que são recicladas pelos inimigos da Igreja, como foi exposto aqui:

    https://www.youtube.com/watch?v=MAJzZc5wWTs

    As portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja!

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    1. Caríssimo Augusto, sim, é animador ver que a resistência ao movimento revolucionário dentro da Igreja finalmente ganhou corpo e vem crescendo nos últimos tempos, conforme também pontuei no meu texto. E é inegável que o protagonismo nesta reação é dos leigos, isso admitido pelos bons sacerdotes.

      De fato, sempre houve partidos internos na Igreja, mas eu penso, e não estou só, que a crise atual é diferente e também mais grave do que a maioria das outras, em mais de um sentido.

      2) O tema de um novo cisma é complexíssimo. Como se daria? Há muitas opiniões, mas há quase que um consenso entre analistas que o risco de acontecer é bastante alto. Seria preciso que um grupo de Cardeais legitimamente alçados considerasse Francisco inepto para governar (por motivos justos) e elegesse um novo Papa. A Igreja teria então "dois papas", assim como aconteceu em idas eras, sendo um necessariamente o antipapa. Assim se faria o cisma. Aliás, já chegamos a ter até três papas de uma vez (dois antipapas).

      Há um certo padre pregador muito famoso que mantém um apostolado bastante popular pela internet, que concorda comigo quanto a ser grande a possibilidade de isso acontecer, se tudo continuar caminhando como agora. Não posso dizer seu nome porque não tenho autorização, e também porque isso poderia complicá-lo.]

      3) A situação vai se agravando de tal modo que o sedevacantismo já parece que começa a se tornar um problema menor.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo
      Apostolado Fiel Católico

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    2. Prezado Augusto, eu considerei como um novo processo de reforma a grosso modo, não seria possível atualmente reproduzir as diversas nuances que resultaram na reforma, no entanto assim como no passado, observamos uma situação muito complexa e até dolorosa, afinal, mais uma triste divisão na unidade da Igreja, do corpo de Cristo. Hoje não seria possível repetir a conjuntura histórica da reforma ou do cisma. Na minha opinião, falta ainda o componente político, no cisma havia a figura do papa oriental, o patriarca de Constantinopla era muito influente e poderoso, na reforma haviam os príncipes e governantes dos reinos germânicos, que apoiaram e protegeram Lutero, ansiosos por se verem livres da influência da Igreja e dos espanhóis. Por enquanto ainda não há alguém com poder e influência suficientes para enfrentar o papado, porém vivemos numa época em que a realidade se modifica muito rapidamente. Contudo, nenhum dos dois processos, se de fato ocorrerem, nos trazem um horizonte futuro animador, visto que, pela experiência histórica geraram fraturas e sequelas até o momento, irreversíveis. A melhor esperança é que talvez num novo grande Concílio, o Espirito Santo haja e consiga aparar estas graves arestas, difícil, mas não impossível.

      A paz de Cristo!

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  4. Precisamos estar atentos e em oração, estudar nossa fé e nos preparar. Nossa Senhora já havia e vem nos alertando sobre isto. Parabéns pelo trabalho, que Jesus e Nossa Senhora te abençoem e proteja!

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  5. Sinceramente, não tenho ainda sabedoria católica suficiente para dizer quem produziu maior malefício para a Santa Igreja de Jesus Cristo, se a Renúncia ou o último Conclave.
    Leva-nos a crer, que até os dias de hoje, os “eleitos” continuam a perguntar ao Senhor: “Senhor a quem iremos?” (S. João 6, 68a), não ousarei citar o versículo seguinte, por não acreditar, infelizmente, na “Confissão” do atual.

    Seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!

    “Tens Palavras de Vida Eterna!”

    Mãe Maria, rogai por nós!

    André Katholikus

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  6. Francisco é o Falso Profeta Apocalíptico, de Apocalipse 13, 11 e está conduzindo a Nova Igreja totalmente Ecumênica do Anticristo, e chegamos ao fim dos tempos.

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  7. Boa noite a todos, especialmente ao nosso professor Henrique Sebastião! à parte tudo que foi dito , gostaria de acrescentar uma convicção pessoal minha com os distintos leitores desse blog com uma pergunta:
    Como estaria nossa amada Igreja se S.S. Bento XVI tivesse morrido ao invés de "renunciar"? Não estaria Deus escrevendo certo por linhas tortas a nossa história atual?
    De qualquer forma, só saberemos a resposta depois que Deus o chamar.
    Abraço a todos. Realmente é um prazer colaborar para a manutenção dessa obra.

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  8. Prezado Henrique, excelente explanação. Obrigado. Gostaria de saber sua opinião sobre como viver junto à Igreja nestes tempos complicados, em especial quanto à Missa e demais sacramentos. Na maior parte das cidades, como é o meu caso, não há igrejas que celebram a Missa no rito extraordinário (ou ao menos de forma mais honesta a "Missa nova"). Apesar disso, continuo indo às Missas aos sábados ou domingos (fingindo não ver muita coisa errada) e tento viver conforme a Tradição da Igreja na minha vida pessoal. Quando reflito sobre o assunto, muitas vezes me gera a dúvida: será que a posição/orientação de alguns grupos não estaria correta quanto à existência de duas Igrejas após o CVII? (como por exemplo: sacramentos de padres/bispos ordenados após o rito novo do CVII não são válidos, nem a Eucaristia na "Missa Nova", que por alguns grupos é considerada a abominação da desolação, sendo a orientação aos fiéis permanecer aos domingos em casa e rezar o Rosário). Não estariam eles sendo fiéis à Igreja de Cristo? Mas ao mesmo tempo penso, e a Eucaristia? Não seria pecado deixar de ir à Missa e deixar de receber os demais sacramentos, mesmo nas situações atuais ou através da "outra Igreja"? Isso me gerou muitas dúvidas tempos atrás, e acabei parando de ir atrás desses assuntos.....Mas também não acho honesto simplesmente aceitar e deixar o tempo passar. Me ajude, por favor.

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  9. Qual deverá ser a conduta de um cristão católico, se alguma pequena parte da Igreja se separa da comunhão na Fé universal?- Não cabe dúvida de que deverá antepor a saúde do corpo inteiro a um membro podre e contagioso. Mas, e se for uma novidade herética que não está limitada a um pequeno grupo, mas que ameaça contagiar à Igreja toda? - Em tal caso, o cristão deverá fazer todo o possível para agarrar-se à antiguidade, a qual não pode evidentemente ser alterada por nenhuma nova mentira. (São Vicente de Lerins,Commonitorium)

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  10. Este é um aspecto muito importante, e pelo mesmo é necessário conhecer e ter sempre presente, inclusive ilustrado com grande número de exemplos para que penetrem bem na mente, com o fim de que os verdadeiros católicos saibam que devem receber aos Doutores com a Igreja, e não abandonar a Igreja pelos Doutores. (São Vicente de Lerins, Commonitorium)

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  11. Salve Maria Imaculada, alguns meses atras quase me tornei protestante, minha esposa me pediu para não fazer, pois seria complicado em casa, ela católica, eu protestante, eu atendi a seu pedido, mas não queria simplesmente imitar as pessoas, repetir as posições na missa, queria saber o que era ser católico, conheci o Padre Paulo Ricardo, esse site, apologistascatolicos, e muitos outros que me ajudaram, conheci a Santa e Imaculada Igreja Católica Apostólica, me apaixonei pela a Igreja,tenho medo do futuro, do que pode acontecer com nossa Igreja, tenho medo de amigos católicos escolherem seguir a outra igreja, tenho medo de minha esposa não compreender isso tudo, moro no interior do ceara, aqui o sincretismo é absurdo, estou preocupado... Deus tenha misericórdia de todos nós.

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  12. Como foi bom ler o seu testemunho de cristão devoto as tradições da Santa Igreja de Cristo, oh! fiel homem de Deus: Henrique Sebastião. Concordo com cada palavra. Deus te trouxe para o lado dos cristãos remanescentes do final dos tempos, que não se deixam enganar pelas modernidades que o secularismo inseriu no Missal, desfigurando-o, dessacralizando-o quase que inteiramente, e gerando uma legião de sacerdotes rebeldes propagadores do erro. As Profecias estão se cumprindo, uma após a outra, tudo agora é só uma questão de tempo, para que tudo se cumpra conforme Jesus já nos avisou. Somente quem persistir na fé verdadeira será salvo

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  13. Não vou nesta onde da existência de duas igrejas, uma falsa e outra verdadeira, para mim só existe uma única Igreja, porém, há nelas joio e trigo misturados, e embora parece que o joio está mais numeroso que o trigo, é preciso que o trigo que são os verdadeiros cristãos católicos denunciem, como vem fazendo os estragos que o joio estão realizando dentro da Igreja e orar a Jesus que é o Senhor da Igreja para que afaste estes que tando mau fazem a sua Igreja. Pensar em sisma não é uma boa ideia, São Francisco no seu tempo em que a Igreja esta dilacerada por inúmeros escândalos e mau pastares não pensou em criar uma nova igreja, mas em seguir em frente com a mesma Igreja dando ele o exemplo de como santificar a Igreja e não a dilacerando ainda mais. Assim como São Francisco assim foram tantos outros santos e santas ao longo da história da Igreja, portanto, sejamos mai São Francisco e menos Lutero.

    Sidnei.

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    1. É porque não há duas igrejas, mas depois do cisma haverá a falsa e a Verdadeira.

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