Bênçãos aos pares homossexuais nas igrejas e a Missa tradicional: os dois pesos e as duas medidas de Francisco


Por Henrique Sebastião (Frat. Laical S. Próspero),
com excertos de 
Tommaso Scandroglio (La Nuova Bussola Quotidiana)


TENTEMOS COMPARAR o fenômeno dentro da Igreja alemã, com reflexos já no Brasil e em diversas partes do mundo, do escândalo das bênçãos de pares homossexuais e o da provável decisão da Santa Sé de travar o direito de celebrar segundo o Vetus Ordo (Missa tridentina).


No primeiro caso, prostitui-se um sacramental; no segundo caso, castra-se um Sacramento. Isto é, no primeiro caso, abusa-se de um sacramental e, no segundo caso, impede-se a participação no Sacramento em sua forma mais plena.

No primeiro caso, temos um nutrido grupo de fiéis e sacerdotes que atuam em nítido contraste com o juízo da Congregação para a Doutrina da Fé, mas, apesar disso, Roma parece até aprovar (quando silencia, finge que o problema não existe, faz 'cara de paisagem' diante de problemas clamorosos como este, que é o típico modus operandi dos revolucionários socialistas enrustidos/infiltrados), uma vez que encontrou-se a escamoteação, denunciada pelo diretor do Instituto João Paulo II, para abençoar os pares: primeiro, um membro desse par; depois, o outro.


No segundo caso, temos um grupo de fiéis e sacerdotes que agem em obediência e de acordo com as disposições do Motu proprio de Bento XVI, mas, apesar disso, quer-se impedi-los de fazer uma escolha legítima. Portanto, no primeiro caso, abençoa-se a desobediência, no segundo caso, amaldiçoa-se a obediência.         


No primeiro caso, invoca-se a "misericórdia"; no segundo caso, a verdadeira misericórdia cristã é impedida de se apresentar. No primeiro caso, abrimo-nos ao "novo"; no segundo, fecham-se as portas para o "passado". No primeiro caso, defendem-se atores que agiram de forma barulhenta, provocatória, desordeira, raivosa e vulgar.  Os membros do movimento "LGBTQ+" muitas e muitas vezes blasfemaram contra Cristo, contra a Igreja, contra Nossa Senhora, contra os Santos, em suas passeatas e protestos. Profanaram nossos símbolos sagrados publicamente, à exaustão. No segundo caso, estão sendo atacados sujeitos que agiram sempre mansamente, em silêncio, pacífica e nobremente, com o máximo respeito ao Papa e a todos os bispos.

No primeiro caso, os leigos e sacerdotes envolvidos gabaram-se da sua atitude revolucionária e cismática para com a Igreja. No segundo caso, leigos e sacerdotes sentiam-se sempre intimamente consolados pelo fato de trilharem o sulco sagrado na companhia dos Santos, a via santa traçada e indicada desde sempre pela Igreja.          


Mas, entre as bênçãos de parelhas homossexuais e a decisão de recolocar a Missa em latim no armário da sacristia, também há elementos de continuidade. Sim, embora se tratem de tipos diferentes de continuidade, tanto no primeiro como no segundo caso o que se procura é conservar, manter algo que já existia antes: temos o compromisso, tanto de uns quanto de outros, com uma finalidade específica. Os que amam a Missa dita "de sempre" – ainda que esse termo possa não ser estritamente exato e admita discussão – querem, sim, continuar a fazer aquilo que a Igreja sempre fez. Em uma só frase, querem continuar católicos. Os que não hesitam em descartar tudo em nome da fraternidade universal e do acolhimento a tudo e a todos – tanto aos pecadores quanto aos seus pecados – também desejam a continuidade; querem continuar aquilo que foi iniciado no Concílio Vaticano II: a entronização dos revolucionários sobre os assentos dos herdeiros dos Apóstolos, com a instalação de uma igreja radicalmente nova no lugar da Igreja de Cristo.

A revolução, claro, já havia, e seus agentes agiam no seio do Corpo de Cristo muito antes do Concílio. Mas, com ele, suas teses foram formalmente admitidas, oficializadas, impostas como normas para os fiéis católicos.

Há que se discutir eternamente a questão que se impõe: afinal, os revolucionários inimigos de Cristo se aproveitaram do Concílio para se instalar no poder e promover o caos, mediante o amaldiçoado "espírito do Concílio", autor de toda a barbárie que assistimos hoje, ou esse mesmo "espírito" já era a parte mais atuante no próprio Concílio, que foi (e é) em si mesmo a grande vitória desse movimento nefando? Mons. Viganò, que se destaca pela coragem, dentre muitos outros nobres clérigos e teólogos dos nossos tempos, afirma que a segunda opção é a verdadeira. E diz mais: enquanto não o reconhecermos e enquanto não defenestrarmos o mal pela raiz, de uma vez por todas, a Igreja não poderá ser restaurada. Pensar o contrário é ilusão e ingenuidade.


Agora, o "espírito do Concílio" tornou-se imenso, gigante na Igreja: ocupa todos os espaços e a sua voz ecoa mais alto que a voz dos Apóstolos, que a voz dos Santos, e até mais alto que a voz do próprio Cristo. Por mais incrível que pareça, ainda que aquilo que esse "espírito" prega seja claramente contrário ao que ordenou expressamente Nosso Senhor, a imensa maioria não se move, não se incomoda, não se importa. Ou –, ainda mais incrível –, não o percebe.

A Tradição foi quebrada em favor do progresso, para que se cedesse o seu lugar a um novo sentimento que é, na realidade, espelho fiel das heresias de sempre. Seja no caso das bênçãos escandalosas, que na prática representam a autenticação formal do pecado, seja no caso da Missa dos Santos que vai sendo, na prática, proibida, a decisão de Roma se baseia em avaliações de caráter político – disfarçadas de decisões de caráter pastoral – e não em avaliações de caráter moral e teológico. É nítido que o objetivo é alcançar uma meta muito antiga: legitimar a homossexualidade e deslegitimar a Eucaristia, mas fazê-lo aos poucos, suavemente, para que a maioria estúpida e indolente não perceba e não se importe, ficando apenas um pequeno grupo de "radicais" raivosos e "sem caridade" a criar contestações. Não a toa, o "papa" Francisco escreveu à Federação Luterana Mundial, sugerindo a intensificação de um diálogo que possibilitará a revogação da excomunhão de Lutero(!) – este herege e blasfemador infernal que odiava mais do que tudo à santa Missa – enaltecendo-o de mil maneiras e até celebrando em nome de toda a Igreja os 500 anos da "Reforma"[1]. 


Esse mesmo simulacro de igreja instalado em Roma, que celebrou com pompas o evento que mais condenou almas ao Inferno em toda a História, agora, sem alarde e sem dizer em voz alta, assim, "por baixo dos panos", admite a bênção dada a pares homossexuais dentro dos templos sagrados, ante o Altar do Sacrifício e ante o Sacrário onde habita Nosso Santíssimo Senhor. Ao mesmo tempo, a celebração da Missa dos Santos está em vias de ser, na prática, proibida: teremos que escolher entre assistir às verdadeiras profanações que chamam de "missa" ou rezar em casa. Ou, talvez, procurar alguma catacumba onde se esconda um padre santo que opte pela desobediência também santa, escolhendo antes obedecer a Deus do que ao papa.

Todos esses escândalos são apenas reflexos que nos mostram com absoluta clareza e acima de qualquer dúvida razoável – ao menos aos que receberam a graça da verdadeira Fé – que estamos vivendo agora os tempos da grande apostasia, profetizada por muitos Santos e predita até no Catecismo atual da Igreja Católica. São tempos de exceção, em que um suposto "papa" pode ensinar heresias abertamente (como denunciou D. Viganò, sem usar de meias palavras). Enquanto isso, os católicos supostamente "conservadores" e "tradicionais" continuam a fechar seus olhos e a insistir: "Não tem problema, não há motivo para alarde, o papa não está agindo ex-cathedra... Então, pode tudo...". Quem tem olhos para ver, que veja. E desperte. Pois dificilmente se passa um dia sem que eu me lembre das palavras que me disse pessoalmente o Cardeal D. Edmund Burke: Pray... and fight!


_____
[1] Saber mais:
http://ihu.unisinos.br/78-noticias/600712-a-revisao-da-excomunhao-de-lutero-em-tempos-de-covid-19-um-apelo-para-a-superacao-de-toda-forma-de-exclusao
Acesso em 10/6/2021



Compartilhe em suas redes!

15 comentários:

  1. Em 1892 - apenas 22 anos após o dogma do Concílio Vaticano I sobre a perpetuidade da linha de sucessão petrina - o jesuíta pe. Edmund James O’Reilly publicou um livro intitulado "The Relations of the Church to Society" (As Relações da Igreja com a Sociedade). Nesta obra, ele abordou a questão de um interregno prolongado e como isso se relacionaria com a perpetuidade da Igreja e as promessas de Cristo:

    The great schism of the West [1378-1417] suggests to me a reflection which I take the liberty of expressing here. If this schism had not occurred, the hypothesis of such a thing happening would appear to many chimerical. They would say it could not be; God would not permit the Church to come into so unhappy a situation. Heresies might spring up and spread and last painfully long, through the fault and to the perdition of their authors and abettors, to the great distress too of the faithful, increased by actual persecution in many places where the heretics were dominant. => But that the true Church should remain between thirty and forty years without a thoroughly ascertained Head, and representative of Christ on earth, this would not be. Yet it has been; and we have no guarantee that it will not be again, though we may fervently hope otherwise. What I would infer is, that we must not be too ready to pronounce on what God may permit. <= We know with absolute certainty that He will fulfil His promises; not allow anything to occur at variance with them; that He will sustain His Church and enable her to triumph over all enemies and difficulties; that He will give to each of the faithful those graces which are needed for each one’s service of Him and attainment of salvation, as He did during the great schism we have been considering, and in all the sufferings and trials which the Church has passed through from the beginning. We may also trust He will do a great deal more than what He has bound Himself to by His promises. We may look forward with a cheering probability to exemption for the future from some of the troubles and misfortunes that have befallen in the past. => But we, or our successors in future generations of Christians, shall perhaps see stranger evils than have yet been experienced, <= even before the immediate approach of that great winding up of all things on earth that will precede the day of judgment. I am not setting up for a prophet, nor pretending to see unhappy wonders, of which I have no knowledge whatever. All I mean to convey is that => contingencies regarding the Church, not excluded by the Divine promises, cannot be regarded as practically impossible, just because they would be terrible and distressing in a very high degree. <=

    (Rev. Edmund J. O’Reilly, The Relations of the Church to Society [London: John Hodges, 1892], pp. 287-288)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Realmente excelente o texto, Anônimo. Palavras aparentemente proféticas. Tomei a liberdade de traduzi-las e reproduzir abaixo:

      O Grande Cisma do Ocidente [1378-1417] sugere-me uma reflexão que tomo a liberdade de exprimir aqui. Se esse cisma não tivesse ocorrido, a hipótese de tal coisa acontecer pareceria para muitos quimérica. Eles diriam que não poderia ser; Deus não permitiria que a Igreja entrasse em uma situação tão infeliz. As heresias podiam surgir e se espalhar e durar dolorosamente por muito tempo, por culpa e perdição de seus autores e cúmplices, para grande aflição também dos fiéis, aumentadas pela perseguição real em muitos lugares onde os hereges eram dominantes.

      Mas que a verdadeira Igreja permanecesse entre trinta e quarenta anos sem uma Cabeça totalmente averiguada e representante de Cristo na terra, isso não aconteceria. No entanto, tem sido; e não temos garantia de que não volte a acontecer, embora possamos ter uma esperança fervorosa de outra coisa. O que eu inferiria é que não devemos estar prontos demais para nos pronunciar sobre o que Deus pode permitir.

      Sabemos com absoluta certeza que Ele cumprirá Suas promessas; não permitir que nada ocorra em desacordo com eles; que Ele apoiará Sua Igreja e a capacitará a triunfar sobre todos os inimigos e dificuldades; que Ele dará a cada um dos fiéis aquelas graças que são necessárias para que cada um o sirva e alcance a salvação, como Ele fez durante o grande cisma que temos considerado, e em todos os sofrimentos e provações pelas quais a Igreja passou do começo. Também podemos confiar que Ele fará muito mais do que aquilo a que se comprometeu por meio de Suas promessas. Podemos aguardar com grande probabilidade a isenção para o futuro de alguns dos problemas e infortúnios que aconteceram no passado.

      Mas nós, ou nossos sucessores nas futuras gerações de cristãos, talvez vejamos males mais estranhos do que os que já foram experimentados, mesmo antes da aproximação imediata daquela grande dissolução de todas as coisas na terra que precederá o dia do julgamento. Não estou me preparando para um profeta, nem pretendo ver maravilhas infelizes, das quais não tenho nenhum conhecimento. Tudo o que quero dizer é que contingências em relação à Igreja, não excluídas pelas promessas divinas, não podem ser consideradas praticamente impossíveis, apenas porque seriam terríveis e angustiantes em alto grau.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo
      Apostolado Fiel Católico

      Excluir
  2. Essa história de só padre que reza missa em latim e celebra missa Tridentina celebra a "verdadeira" missa tem provocado um desserviço na unidade do reino de Deus. Essa história de procurar padre em catacumbas para celebrar a "verdadeira" missa provoca uma desobediência e quebra da unidade. Suas críticas são legítimas, mas quando se caminha para a desobediência não vejo que isso irá render bons frutos. Salve Maria! Deus abençoe o Papa e lhe dê sabedoria para guiar a sua Igreja.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muitos católicos honestos e bem intencionados pensam igual a você, Rogério. Infelizmente. Eu rezo para que despertem o quanto antes. Porque não sei mais que tipo de "unidade" seria possível em uma igreja cujo papa diz que é pecado grave tentar converter as pessoas de outras religiões, porque o ecumenismo importa mais do que obedecer a Cristo.

      Por longo tempo eu também pensei como você, e lutei contra a minha própria consciência para "não falar mal do papa", como dizem por aí. Mas não sei que unidade seria essa e nem mesmo que igreja poderia ser esta, que abençoa uniões homossexuais e que tipo de papa poderia perseguir os que querem ser santos e incentivar os pecadores e os bispos traidores de Cristo.

      Mas uma coisa sei, sem nenhuma sombra de dúvida: eu não quero ter parte com esta igreja, esta falsa igreja, por mais que dizer isso me doa e me faça sofrer, no mais fundo da minha alma. As minhas críticas "são justas", mas "não se pode desobedecer", você diz. Bem, eu prefiro obedecer a Nosso Senhor e andar com todos os Santos (obedecendo assim a todos os outros Papas da história da Igreja) do que obedecer a este, porque ele me manda trair a Cristo.

      Já não rezo para que Deus abençoe o Papa, mas para que um milagre aconteça e que ele se converta, e se torne católico em primeiro lugar.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo
      Apostolado Fiel Católico

      Excluir
    2. Concordo com o sr, Henrique. Essa questão da obediência não é razoável nessa situação, pois a obediência requer uma hirarquia na qual Cristo está no topo. Se quem vem logo abaixo dele não obedece, não devemos obedecê-lo. Há pouco tempo passei a ter a mesma posição que o sr. e não quero fazer parte dessa igreja que não é de nosso Senhor, pois a Igreja de Cristo é indefectível, é Santa e não santa e pecadora, o que seria blasfêmia só o pensar e quem dirá o dizer, ou ainda propagar o erro com todo o aparato burocrático que estava a serviço da verdadeira Igreja.

      Excluir
    3. Henrique, você acha que a Missa que é celebrada na maioria das igrejas católicas do mundo não é verdadeira? Você só participa de Missas Tridentinas?

      O Vaticano soltou uma nota dizendo que não pode abençoar uniões homossexuais, como você deve ter visto, agora tem os desobedientes.

      Eu continuo pedindo para Deus abençoar o Papa Francisco, pois a benção de Deus sempre é algo positivo, que leva à conversão e salvação. Também sempre lembro da profecia que vocês divulgaram aqui, inclusive, da vidente Marie Julie Jahenny que "menciona um Papa que, no último momento, inverterá sua política e fará um apelo solene ao clero, mas já não será obedecido; pelo contrário, uma Assembleia de Bispos vai exigir ainda mais liberdade, declarando que não obedecerão.

      Diz, então, que a "revolução vermelha" estourará."


      Existe uma profecia que também fala sobre isso, da aparição das Três Fontes, Nossa Senhora da Revelação, na Itália, ao vidente Bruno Cornacchiola, um católico que fez as 9 primeiras sextas-feiras do mês ao Sacratíssimo Coração de Jesus, mas que depois foi ao protestantismo e planejou matar o Papa, até que a Virgem apareceu para ele. Esse vidente viu o Papa ser pressionado por bispos para cometer heresia e o Papa sofria, não querendo, até que negou e depois veio a ser assassinado com tiros. Isso me faz pensar que o Papa Francisco pode ser o Papa assassinado da visão de Fátima.

      Infelizmente os Papas de antes do Concílio Vaticano II também tem culpa do que ocorre na Igreja hoje, eles não consagraram a Rússia a partir de 1929, como Nossa Senhora havia pedido e os comunistas se infiltraram na década de 1930, como denunciou a ex-comunista Bella Dodd. O cisma virá, mas Deus está no controle e tenho fé que Ele agirá no momento certo.

      Excluir
    4. Salve Maria, SAMANTA! Obrigado pela participação e confiança em nosso apostolado. Respondo às suas perguntas, uma por uma:

      1. Não, eu não diria que a Missa celebrada "na maioria" das igrejas, hoje, não é "verdadeira", mas creio, sim, que em boa parte das nossas paróquias estão sendo celebradas Missas inválidas, porque maus padres podem oferecer falsos sacrifícios no Altar. Explico:

      Para que a Missa seja "falsa", basta que não se cumpram as exigências da Igreja que conferem validade aos Sacramentos; e para que os Sacramentos – inclusive o Santo Sacrifício – sejam válidos, segundo formulação definida durante o reinado de Pio XII, são necessárias as seguintes condições:

      a) que a matéria seja válida;

      b) que a fórmula seja correta (ou a 'forma', que se dá na recitação das palavras corretamente proferidas);

      c) que sejam conferidos por um ministro válido;

      d) que haja, da parte do ministro, a intenção ou o desejo de fazer aquilo que a Igreja sempre fez ao ministrar os santos Sacramentos.

      Nesta última condição, como se pode deduzir, está a maior dificuldade. Nesses dias de crise extraordinária em que vivemos, somos postos em muitas situações nas quais a intenção do celebrante é claramente duvidosa. Quem de nós, por exemplo, já não passou pela experiência de, após acusarmos os nossos pecados na Confissão sacramental, notarmos que o padre não recitou a fórmula necessária para a nossa absolvição?

      Cabe dizer que nem a ignorância e nem a má formação, assim como também os pecados (mesmo se forem graves) ou as falhas morais do sacerdote não impedem que ele ministre validamente os Sacramentos. Mas... se ele não tiver a correta intenção de cumprir o que manda a Igreja e fazer o que a Igreja sempre fez, isto pode, sim, comprometer a Missa que ele celebra, a absolvição que ele confere e todos os demais Sacramentos que ele ministra. Por essa razão, procuro sempre que posso frequentar a Missa tradicional da Igreja – ou, como tenho feito ultimamente, a Missa de rito oriental, já que onde moro há uma capela mantida pela comunidade ucraniana que a celebra (rito de S. João Crisóstomo).

      2. Voltando ao gravíssimo caso comentado neste post, o Vaticano se limitar a soltar uma nota é muito pouco, Samanta! Ora isso é praticamente mais um escândalo, é uma piada de mau gosto! Estamos diante de um escândalo enorme, uma gravíssima afronta ao Corpo de Nosso Senhor, algo que coloca milhares ou milhões de almas em risco. Um pecado mortal está sendo cometido publicamente por padres e bispos, e com pertinácia: isso é, por definição, apostasia. Esses padres apóstatas, no mínimo, tem que ser afastados. Não é possível o Papa da Igreja simplesmente soltar uma notinha e permitir que o escândalo, o pecado, o flagelo ao Corpo de Cristo continue! Entende isto? Essa notinha não vale absolutamente nada, isso é uma ofensa a todos nós, católicos que queremos manter nossa fidelidade às Escrituras, à Tradição e ao Magistério.

      3. A maior benção que posso pedir para este papa é a sua conversão. Não pode haver graça maior do que essa para um homem que se assentou sobre o Trono de Pedro para contrariar os Mandamentos de Cristo. É muito triste, mas é a verdade.

      4. A "revolução vermelha" já estourou na Igreja, isso é claríssimo, só não vê quem não quer.

      [CONTINUA...]

      Excluir
    5. [...CONCLUSÃO DO COMENTÁRIO ANTERIOR]

      5. A profecia de Cornacchiola (eu não a conheço suficientemente bem) não me parece se aplicar a Francisco, pois ele já incorreu em heresia e em negação da Fé em diversas oportunidades, e ele o faz conscientemente e com pertinácia. Além disso, esse papa vem sistematicamente promovendo os maus bispos e castigando àqueles que tentam fazer o que é certo, este é outro fato inegável. Estamos em uma situação MUITO delicada.

      6. Concordo. Sem dúvida os Papas de antes do Conc. Vaticano II também têm culpa, na questão da consagração da Rússia e em muitos outros casos. Mas nenhum deles chegou nem perto de fazer o que está sendo feito hoje. Não há como se comparar uma coisa com outra. Basta olhar os documentos e declarações que haviam antes do V-II e o que temos agora: são claramente duas religiões diferentes.

      7. Claro que eu também creio que Deus intervirá e salvará a sua Igreja. Quem não crê nisso nem é católico. Na verdade, não há nada de se estranhar em tudo o que estamos presenciando nestes dias de trevas: o próprio Catecismo da Igreja nos adverte para esses tempos, e o faz com assombrosa clareza. Estamos vivendo os dias terríveis da grande apostasia, mas no fim triunfará o Imaculado Coração de Maria, isto é, Deus fará cumprir sua Vontade e restituirá a ordem. O joio será separado do trigo e lançado à fornalha, mas quem perseverar até o fim será salvo.

      Deus a abençoe e guarde, e que a salve no último dia
      Apostolado Fiel Católico

      Excluir
    6. Henrique, você tem certeza de que os papas anteriores a Francisco não fizeram nada perto disso?

      De João Paulo II, de imediato vem à mente o Encontro de Assis, com uma estátua do Buda em cima de um altar. Por que isso seria menos grave que uma Pachamama em São Pedro?

      Mas focando em Bento XVI, que muitos ainda vêem como "tradicional", temos que:

      - Enquanto cardeal, afirmou, EM LIVRO, que um católico deve antes desejar o fortalecimento das confissões protestantes em vez de converter protestantes.

      - Enquanto cardeal, deu comunhão a protestantes, como ao "pastor" Roger Schutz, fundador de uma comunidade ecumênica em Taize, que o já papa Bento XVI mesmo via como exemplar, provavelmente porque lá não era vivido o "ecumenismo de retorno", e sim o de "compartilhamento" dos "tesouros de cada confissão". Leia o que ele, já papa, disse numa viagem apostólica a Colônia em 19 de Agosto de 2005 por ocasião da XX jornada mundial da juventude, e fica evidente que essa visão de fortalecer as confissões protestantes é a nova missão da Igreja: para ele, a missão não é mais fazer com que protestantes rejeitem seu passado, sua confissão de fé. E quanto a dar comunhão a protestantes, na verdade, João Paulo II em "Ecclesia de Eucharistia", 45, já disse que em certas circunstâncias é legítimo dar comunhão a não-católicos, mas confesso que não sei se isso é inovação.

      - Afirmou a uma tradutora luterana que trabalhava no Vaticano que era melhor que ela permanecesse luterana porque assim poderia fazer mais "para ambas as igrejas".

      - Pôs em questão, EM LIVRO, o primado de jurisdição romano, pelo que os "ortodoxos" (cismáticos) poderiam ser reintegrados à Igreja sem precisar admitir que o papa tem de fato esse primado de jurisdição.

      - Acredita que no primeiro milênio não havia o primado de jurisdição do papa, e que isso foi desenvolvimento posterior.

      - Enquanto papa, manteve essa visão, tanto que reconhecia a missão de patriarcas cismáticos como missão divina de pastores da Igreja de Cristo. A um, desejava que "possa Vossa Santidade continuar a cumprir fecundamente a missão que Deus lhe confiou" (carta ao patriarca Aleixo II).

      - Também fez encontro ecumênico em Assis, como João Paulo II.

      - Afirmou, em um livro de meditações diárias, que existem vários caminhos de salvação, e que uma grande questão que se nos apresenta é o porquê de ser católico em face disso.

      - Fez apelos em "Caritas in Veritate" para que fosse estabelecida uma autoridade de governança global (isso não é novidade de Francisco de maneira alguma).

      É só caçar essas coisas no site "Novus Ordo Watch", que tem as referências todas. Tenho em pdf os livros em que ele disse essas coisas, mas você pode encontrar nesse site, bem como no "igrejacatolica.org". É só tomar cuidado com um ou outro excesso e aproveitar o que há de verdadeiro.

      Excluir
    7. Não, ALTAIR, eu não digo que Francisco seja o único e nem o primeiro papa desses tempos de grande apostasia a propagar o erro e a provocar escândalo, semeando a confusão entre os fiéis. No meu entendimento, a coisa começou com João XXIII e o malfadado Vaticano II, a mudança da liturgia e da pastoralidade e o colegiado dos bispos (antes disso, até tivéramos alguns casos realmente muito raros – num universo de mais de 260 papas, apenas 3 ou 4 – em que um ou outro pontífice chegou a escorregar em termos de Doutrina, mas foram sempre casos pontuais). Já o que estamos vendo com Francisco é absolutamente inédito, é coisa nunca vista, especialmente em razão da sua contumácia. Ele sabe o que está fazendo, faz conscientemente e o reafirma o tempo todo. É um papa que não tem fé católica, simples assim.

      Nem João XXIII, nem Paulo VI, nem João Paulo II e nem Bento XVI jamais haviam negado a Fé cristã publicamente como este faz agora, e menos ainda com a persistência que ele faz. Nenhum Papa jamais havia dito, por exemplo (isto é realmente gravíssimo) que converter os povos a Cristo é "proselitismo", e que fazer isto é um "pecado". Ora, isso é contrariar frontalmente ao Mandamento de Jesus Cristo!

      Nenhum outro Papa jamais havia dito, por exemplo, que "todas as religiões são da vontade de Deus", ou que a "única certeza que temos é que somos todos filhos de Deus", não importando a religião que se tenha. Entende isto?

      Mas, sim, depois do Vaticano II temos montanhas de declarações dúbias, de escândalos e de confusão gerada pelos próprios papas e bispos. E só piora. Esse mal precisa ser extirpado, ou Nosso Senhor, quando retornar, não encontrará Fé sobre a Terra (mas, claro, confiamos no Poder de Deus que restaurará a ordem em sua Igreja).

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo
      Apostolado Fiel Católico

      Excluir
    8. Entendo sua posição. Porém, acredito que os outros papas não andam longe. Bergoglio vai de fato mais longe, mas não muito.

      Bergoglio já disse que outras religiões são queridas por Deus, mas a Nostra Aetate diz aos fiéis católicos que "reconheçam, conservem e promovam os bens espirituais" das falsas religiões. E de onde viriam, senão de Deus? Em cima disso, Wojtyla beijou o corão, promoveu Assis com Buda no altar (o que fez com que Dom Antônio de Castro Mayer se perguntasse onde está a cabeça visível da Igreja, do mesmo jeito que muitos fazem hoje por causa do episódio da Pachamama) e Ratzinger (Cooperadores de la verdad, págs. 263, 264) medita sobre o porquê de ser cristão/católico quando existem vários caminhos que conduzem à salvação (e se assim o fazem, teriam sido obra de quem, senão de Deus?).

      Bergoglio de fato já disse várias vezes que não é pra pregar o evangelho, em particular a doutrina católica, porque isso é um pecado contra o ecumenismo. Mas vejamos o que já disse Ratzinger:

      "E agora perguntemo-nos: que significa restabelecer a unidade de todos os cristãos? [...] esta unidade não significa aquilo a que se poderia chamar ecumenismo de volta: isto é, renegar e recusar a própria história da fé. Absolutamente não! Não significa uniformidade em todas as expressões da teologia e da espiritualidade, nas formas litúrgicas e na disciplina. Unidade na multiplicidade e multiplicidade na unidade [...]." (VIAGEM APOSTÓLICA A COLÓNIA
      POR OCASIÃO DA XX JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE - Sexta-feira, 19 de Agosto de 2005)

      Ou seja, para nós agora "absolutamente não" se trata mais de trazer protestantes de volta à Igreja. Daí para o pecado contra o ecumenismo, é só um pulinho. E isso ele disse enquanto "papa" (?), mas casa com o pensamento que ele já tinha enquanto cardeal:

      "Con todo, es posible definir con mayor claridad, a partir del anterior diagnóstico, la acción ahora requerida. Significa que el católico no ha de pretender ni la disolución de las confesiones ni la destrucción de las Iglesia del ámbito evangélico, sino todo lo contrario, que espera y confía en un fortalecimiento de la confesión y de la realidad eclesial." (Teoría de los Princípios Teológicos, págs. 243)

      Novamente, daí pro "Não é lícito convencer alguém da tua fé", há tanta diferença assim?

      Protestante vai até pro céu, mesmo ignorando se unir à Igreja:

      "Desejo também eu, neste contexto, recordar o grande pioneiro da unidade, Padre Roger Schutz, que foi assassinado de maneira tão trágica. Conhecia-o pessoalmente desde há muito tempo, e mantinha com ele uma relação pessoal de amizade. Visitou-me com frequência e, como já disse em Roma, no dia da sua morte recebi uma carta sua que me permaneceu no coração porque, nela, realçava a sua adesão ao meu caminho e anunciava desejar visitar-me. Agora visita-nos do alto e fala-nos." (VIAGEM APOSTÓLICA A COLÓNIA POR OCASIÃO DA XX JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE - Sexta-feira, 19 de Agosto de 2005)

      (CONTINUA...)

      Excluir
    9. (CONTINUAÇÃO)

      Outro exemplo é o do primado romano, de que já falei também.

      Papa Pio IX, Concílio Vaticano I, Sessão 4, Cap. 2, ex cathedra: “Certamente que ninguém duvida, ou melhor, que todas as épocas sabem que o santo e beatíssimo Pedro, príncipe e cabeça dos Apóstolos, coluna da fé e fundamento da Igreja Católica, recebeu as chaves do reino das mãos de Nosso Senhor Jesus Cristo, Salvador e Redentor do género humano; e foi até o tempo presente e sempre será aquele que vive e preside e exerce o juízo em seus sucessores, os bispos da Santa Sé romana, por Ele fundada e por Seu sangue consagrada. Logo, quem quer que suceda a Pedro nesta cátedra, segundo a instituição de Cristo mesmo obterá o primado de Pedro sobre a Igreja universal.”

      Papa Pio IX, Concílio Vaticano I, Sessão 4, Cap. 3, Cânon, ex cathedra: “Assim pois, se alguém disser que o Romano Pontífice tem apenas o cargo de inspecção ou direcção, mas não o pleno e supremo poder de jurisdição sobre a Igreja universal, não só em matérias pertinentes à fé e aos costumes, mas também naquelas relacionadas com a disciplina e governo da Igreja espalhada por todo o mundo; ou que possui apenas as partes mais importantes, mas não toda a plenitude deste poder supremo… SEJA ANÁTEMA.”

      Você acha que Ratzinger não sabe disso, que foi definido como dogma que o papa tem primado de jurisdição, e que isso vem desde o começo, com São Pedro? Nós dois sabemos, e é óbvio que ele sabe. Sabe, e conscientemente ficava a discutir a possibilidade de simplesmente deixar isso pra lá:

      "Es ciertamente claro que el patriarca no abandona aquí el suelo de las Iglesias orientales ni admite un primado de jurisdicción occidental. Pero no es menos cierto que también destaca lo que el oriente afirma a propósito de la secuencia en el rango de jerarquía y derecho de los obispos iguales de la Iglesia y merecería la pena reflexionar si esta fórmula arcaica, que no sabe nada de «primados de jurisdicción», pero sí de un primer puesto de «honor» y ágape, no podría ser valorado como una visión básicamente suficiente en cuanto a la realidad misma acerca de la posición de Roma en la Iglesia" (Teoría de los Princípios Teológicos, pág. 261)

      "Dicho de otro modo: Roma no debe exigir de oriente una doctrina del primado distinta de la que fue formulada y vivida en el primer milenio. Si el 25 de julio de 1967, con ocasión de la visita del papa a Fanar, el patriarca Atenágoras le reconocía como sucesor de Pedro y como el primero en honor entre nosotros, y presidente de la caridad, se encuentra ya, en labios de este gran dirigente eclesiástico, el contenido esencial de las sentencias sobre el primado del primer milenio. Y Roma no debe pedir nada más." (Teoría de los Princípios Teológicos, págs. 238, 239)

      Alguém que conhece mas não se intimida com os anátemas dos séculos anteriores por acaso tem a fé católica dos seus antecessores de antes do Vaticano II? E não basta abandonar um único artigo de fé para estar fora da Igreja Católica?

      Eu já pensei assim, que com Francisco tínhamos chegado finalmente a uma mudança de essência, e não apenas de grau, mas hoje já não penso mais. Wojtyla mesmo já disse que no Vaticano II foi simplesmente redefinida a natureza da Igreja (Signo de Contradicción, pág. 24), e pra mim hoje é cada dia mais me convenço de que o que esses homens têm feito é liderar outra coisa que já não é a Igreja Católica, pois simplesmente não professam a mesma fé. Francisco vai um pouco além, é verdade, mas não muito, e no fim das contas o que há é só o desabrochar do que já estava implícito na pregação dos papas anteriores e do próprio Vaticano II. Não vão faltar declarações de Ratzinger afirmando a continuidade com Bergoglio, que só há um papa e que Bergoglio simplesmente trilha um caminho papal estabelecido. Tivéssemos nós vivido a era das redes sociais nos pontificados anteriores, freqüentemente teríamos sido pegos escandalizados várias vezes, assim como se escandalizaram os heróis da fé e incontáveis fiéis que viveram conscientemente esse período.

      Excluir
    10. Concordo plenamente com o que você diz, ALTAIR. Não estou de modo algum dizendo que toda a desgraça começou com Francisco. Estou bem a par da situação (eu estudo o desenvolvimento dessa crise há anos e não seria assim tão ingênuo). Apenas insisto que Francisco está avançando para onde ninguém jamais se atrevera, até agora.

      O mais difícil, neste momento, é fazer o leigo católico comum entender a natureza e a gravidade da situação: basta apontar a simples realidade dos fatos para que venha alguém chamá-lo de "cismático" e dizer que verdadeiros católicos não podem nunca "falar mal" do papa... Supliquemos pela misericórdia de Deus e pela intercessão da Virgem pela Igreja, e para que Nosso Senhor nos mande bons padres as quais possamos recorrer.

      Estou à disposição para conversar mais a respeito, quando quiser.

      A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo
      Apostolado Fiel Católico

      Excluir
  3. A paz de Cristo.

    Concordo totalmente com esse texto, infelizmente; verdadeiro, necessário.

    Devemos obedecer ao papa ou a Jesus Cristo? Bem, nas passagens do Santo Evangelho, Jesus nos dá o caminho a seguir: "Levai o Evangelho à todas as criaturas...", ou seja, sim, o católico deve evangelizar índios, muçulmanos, budistas, hinduístas, ateus e quem mais estiver nessa terra. Sim, jamais insistir, como muitos Reformistas fazem, pois Cristo também disse para bater na porta e onde ela não se abrir, não voltar mais lá. Óbvio que essa pessoa que se recusar a abrir a porta, poderá ser salva, mas terá que ir atrás do evangelista, não é mesmo? O importante é que o cristão TEM que bater na porta e claro, mais de uma vez, porém sem "deitar" na porta, esperando que um dia ela se abra.

    Ecumenismo, isso "non ecziste!", como diria o saudoso padre Quevedo! Se os jesuítas autênticos, aqueles que vieram com Cabral ao Brasil em 1500, não evangelizassem os índios, como seria hoje? Será que José de Anchieta deveria pegar a Pachamama, colocá-la na nau e voltar à Europa, com a imagem da deusa indígena, colocando-a em uma Igreja, em Portugal? Penso que o jesuíta Francisco, faria isso, se viesse ao Brasil junto com os primeiros colonizadores.

    Sim, Henrique Sebastião, um papa ( e seu grande grupo de apoio, com vários padres, bispos, arcebispos, além de muitos leigos, incluindo aí, vários ateus...), que diz sim às bênçãos aos homossexuais, mas diz não aos católicos que querem a Missa Tridentina e a manutenção dos valores eternos da Igreja fundada por Jesus Cristo que, claro; jamais serão "caducados", pois o Evangelho não tem prazo de validade, não é um "produto" para consumo, mas a salvação da alma.

    Tenho pensando muito ultimamente, nesses tempos difíceis. Talvez, se isso continuar, tenhamos que tomar alguma atitude mais drástica, com relação a essa "nova igreja", que Francisco e seu grupo, querem criar.

    Pena que na minha região, apenas tem uma única Igreja com celebração mensal da Missa no Rito Tridentino.

    Enfim, oremos à Santíssima Trindade que atue na Igreja física e nos dê coragem para lutar com Cristo, não aceitar o que vem contra Ele.

    Afinal, os 'mornos", não serão admitidos no Reino do Senhor.

    Abraços,

    Salve Maria!

    ResponderExcluir
  4. A paz de Cristo.

    Caros irmãos: mais uma de Francisco, confirmando o caminho errado que ele segue. Peço perdão ao Pai se eu estiver exagerando, mais isso, é pouco provável.

    Saiu em vários sites católicos no mundo, ontem, dia 28/06 ( Não vou citar o que esse dia "comemora", mas orgulho é grave pecado e ter "orgulho" de práticas extremamente contrárias as Leis de Deus; e ainda ter apoio de políticos e da grande mídia para essa gente serviçal do Maligno, é um grande sinal que a sociedade de hoje em grande número, almeja a eternidade no Inferno e terão esse castigo, com certeza...), o apoio do atual ocupante da Cadeira de Pedro ao padre James Martin, apoiador dos lgbt's.

    Link do site Templário de Maria:

    https://templariodemaria.com/papa-francisco-manifesta-apoio-ao-padre-james-martin-e-seu-controverso-ministerio-lgbt/

    Francisco chegou a escrever ao tal padre, dizendo: “O ‘estilo’ de Deus tem três elementos: proximidade, compaixão e ternura. É assim que Ele se aproxima de cada um de nós”, isso está no artigo e eu verifiquei em outros sites, confirmando as palavras de Francisco, na tal carta. Oras, "estilo" de Deus tem três elementos, segundo o atual papa: "proximidade, compaixão e ternura...", então, pode-se fazer o que quiser no mundo ( matar, roubar, mentir, fraudar, falsificar, extorquir, cometer atos sexuais fora do casamento com "vários" sexos, etc...), que o Pai irá perdoar, mesmo que não haja real arrependimento, mudança de atitude, conversão???

    Vou parar por aqui antes que acabe xingando membros do clero, inclusive, o mais alto. Deus perdoe os meus pensamentos agora, a minha ira!

    Oremos, irmãos, oremos e lutemos!

    Salve Maria, Santíssima, que ela interceda por todos nós, nesse pedido de socorro que faço agora.

    Abs.,


    ResponderExcluir

** Inscreva-se para o Curso Livre de Teologia da Frat. Laical São Próspero e receba livros digitais de altíssima qualidade todos os meses, além de áudio-aulas exclusivas e canal para tirar suas dúvidas, tudo por R$29,00/mês. Ajude-nos a continuar trabalhando pelo esclarecimento da fé cristã e católica!


AVISO aos comentaristas:
Este não é um espaço de "debates" e nem para disputas inter-religiosas que têm como motivação e resultado a insuflação das vaidades. Ao contrário, conscientes das nossas limitações, buscamos com humildade oferecer respostas católicas àqueles sinceramente interessados em aprender. Para tanto, somos associação leiga assistida por santos sacerdotes e composta por professores doutores, mestres e pesquisadores. Aos interessados em batalhas de egos, advertimos: não percam precioso tempo (que pode ser investido nos estudos, na oração e na prática da caridade) redigindo provocações e desafios infantis, pois não serão publicados.

Subir