Turma do STF decide que aborto nos três primeiros meses de gravidez não é crime

Min. Luís Roberto Barroso

Brasília, 29/11/2016 – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu descriminalizar o aborto no primeiro trimestre da gravidez. Seguindo o voto do ministro Luís Roberto Barroso (que teve garantido o seu direito a vida, não foi abortado por sua digníssima mãe e nasceu para o mundo, para hoje poder tomar suas decisões), o colegiado entendeu que são "inconstitucionais" os artigos do Código Penal que criminalizam o aborto. Ainda que o entendimento valha apenas para um caso concreto julgado pelo grupo nesta terça-feira, um perigosissimo precedente foi aberto nesta data fatídica.

Para o referido ministro, a criminalização do aborto nos três primeiros meses da gestação viola os direitos sexuais e reprodutivos da mulher, o direito à autonomia de fazer suas escolhas e o direito à integridade física e psíquica. No seu voto, Barroso também ressaltou que a criminalização do aborto não é aplicada em países "democráticos e desenvolvidos", e disse mais:

Em verdade, a criminalização confere uma proteção deficiente aos direitos sexuais e reprodutivos, à autonomia, à integridade psíquica e física, e à saúde da mulher, com reflexos sobre a igualdade de gênero(!) e impacto desproporcional sobre as mulheres mais pobres. Além disso, criminalizar a mulher que deseja abortar gera custos sociais e para o sistema de saúde, que decorrem da necessidade de a mulher se submeter a procedimentos inseguros, com aumento da morbidade e da letalidade.


Min. Edson Fachin

Min. Rosa Weber

O caso julgado pelo colegiado tratava da revogação de prisão de cinco pessoas detidas em uma operação da polícia do Rio de Janeiro em uma clínica clandestina, entre elas médicos e outros funcionários. Os cinco ministros da Primeira Turma votaram pela manutenção da liberdade dos envolvidos. Rosa Weber e Edson Fachin (que também tiveram garantido o seu sagrado direito a vida e igualmente não foram abortados, para que hoje possam tomar decisões tão claramente contrárias à vontade da maioria da população brasileira) acompanharam o voto de Barroso. Marco Aurélio e Luiz Fux não votaram sobre a questão do aborto e deliberaram apenas sobre a legalidade da prisão.


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E pensar que, supostamente, vivemos num país "democrático" – o que faz supor a ideia de lugar onde subsiste um sistema de governo em que o povo exerce a soberania. Alardeia-se a todo instante: "Democracia!", e a vontade soberana do povo não deixa os lábios, especialmente, daqueles que se colocam como paladinos na luta pela tal "igualdade de gênero" mencionada pelo ministro Barroso, e por aí se nota que pesa certa ideologia sobre tal decisão. Mas inúmeras pesquisas e censos já demonstraram e reafirmaram, soberbamente, que a imensa maioria do povo brasileiro é – radicalmente – contra a descriminalização ou legalização do aborto. Outra prova indiscutível desta realidade é que Dilma Roussef, por pouco, não perdeu as eleições presidenciais em 2014, exatamente por conta deste assunto. Ainda assim, somos representados por ministros que assim, sem mais, na calada da noite decidem contra a nossa vontade!

Rezemos pela Misericórdia divina, pelo nosso país e por essas pequenas e pobres vidas humanas, tratadas como "coisas" inanimadas que podem ser eliminadas sem nenhuma consequência, visando apenas a mera vontade dos pais, enquanto filmes já antigos mostram que o feto (bebê) com apenas 12 semanas de vida já sente acelerar seu coraçãozinho e tenta fugir dos frios instrumentos da morte dentro do útero de sua própria mãe durante o ato hediondo do aborto. 




Senhor nosso, Jesus Cristo, Autor da vida, livrai-nos da monstruosidade do aborto e guardai em bom lugar as pobres alminhas abortadas! Virgem santíssima, Mãe das mães imaculada, rogai a Deus, insistentemente, por esta especial intenção!

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Ref.:
Agência Brasil, 'Turma do STF decide que aborto nos três primeiros meses de gravidez não é crime', por André Richter, com edição de Luana Lourenço
http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-11/turma-do-stf-decide-que-aborto-nos-tres-primeiros-meses-de-gravidez-nao-e
Acesso 30/11/016

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O declinar de uma jovem nação: a profecia de Chesterton sobre os Estados Unidos


Frei Zaqueu (freizaqueu@gmail.com)

À GUISA DE PRÓLOGO, não sou teólogo. Nem analista político, crítico literário ou adivinho. Tampouco historiador. Como não sou dotado da erudição, autodidatismo ou média acima das médias de um bom número de senhores e senhoras que plantam árvores e colocam no (às vezes retiram do) mundo filhos e filhas, para, ao fim e ao cabo, deixarem suas pegadas nas linhas que se perpetuam pelas bibliotecas, livrarias e internet mundo afora. Alguns merecedores do nosso mais profundo respeito e ouvidos, outros nem tanto, e outros ainda somente com “um pé lá, outro cá”. Se alguma virtude há, esta é a de reconhecer a grandiosidade da minha pequenez, daí que o que siga primeiro se revista do mais comuns dos sentidos, o sentido comum, para logo poder dar voz a quem a merece. Uma e outra coisa, porém, carentes de mérito próprio. E vamos ao que interessa.


Dias atrás vi um vídeo no qual se falava sobre as clarividências de um senhor por nome Edgar Cayce (foto), cuja passagem por nosso mundo se deu entre 1877 e 1945 e do qual ainda não ouvira falar graças, também, à condição acima apontada. Era este senhor – ao que parece pessoa de boas intenções – norte-americano. Chamou-me a atenção o fato de uma de suas previsões situar o fim de seu país, os Estados Unidos da América, no momento em que o seu 44º presidente, que seria negro, assumisse o poder. Também – sou obrigado a confessar – chamou-me a atenção uma previsão destas proporções sobre esse país por nele viver minha irmã mais nova e sua família. A profecia, que já teve uma de suas duas faces devidamente desveladas (sobre a cor de seu 44º presidente), ao que consta veio novamente à tona pelo fato de aquele país acabar de eleger um novo presidente branco, após o negro, às portas, portanto, de concluir o que seria o período destinado à validade profética sem que a outra face fosse devidamente descoberta, inserindo assim a profecia do sr. Cayce no rol das falsificadas, que são a maioria. Entretanto, em um outro vídeo havia uma plausível defesa à veracidade desse vaticínio, e não era nada ligado ao assassinato do novo presidente, à eclosão da terceira guerra ou às tão badaladas catástrofes naturais vindas do exterior, mas do planeta. A coisa se explicava de forma muito mais simples, concreta e verossímil. E é que os Estados Unidos podem, sim, estar na iminência do fim. Ao menos tal como o conhecemos. O motivo é o mesmo que antes cavalgou sobre este país e que passou aos livros de história como Movimento Separatista. Os EUA, segundo gente competente, estão às portas de concretizar também ele o seu cisma, liderados por um dos Estados membros, a Califórnia[1]. E, pelo andar da carruagem, pode ser que se concretize antes mesmo de o novo presidente de direito assumir de fato, dando por isso cumprimento à segunda parte desta clarividência, então íntegramente clara e desvelada para que se queira provar o contrário.

Entretanto, para não ser acusado de vender gato por lebre – comércio em clara ascensão na atualidade – o que interessará, mais que o supracitado vaticínio, será uma outra profecia oriunda não de um profeta ou místico visionário (ao menos em sentido stricto), mas de um jornalista. Ainda que, a bem da verdade, já quase um candidato aos Altares, o que nos daria o primeiro santo jornalista da História. Como dito em outro lugar[2], algo providencial considerando esses tempos carregados de pecados jornalísticos. Em um trecho de "Hereges"[3], o inglês Gilbert Keith Chesterton nos brinda com outra de suas abrangentes análises em que antecipa décadas e mesmo séculos de acontecimentos humanos em suas mais variáveis facetas e campos de batalha. Não sem espanto – aos que desconhecem ou não o autor – encontramos uma fina lógica nesta análise, fruto e resultado das grandes mentes com que a Providência, a exemplo dos luzeiros proféticos[4], nos alumia em noite escura. Tal análise não pode ocorrer sem uma visão sincrônica e diacrônica amplas, acrescida da perspicácia conjuntural de um enxadrista exímio. Ambas não faltaram a ele, capaz de ver o macro através do micro, o que neste caso será o mesmo que entender o mundo através do quintal de sua casa. Mas como a intenção é dar e não ser voz, ei-lo escrevendo, em 1905, sobre o futuro do “jovem” país dos Estados Unidos da América (aqui como metáfora, mas sem eufemismo ou hipérbole, poderíamos mesmo ver um pai escrevendo sobre um filho):

(...) Ao tocar nas colônias britânicas, não desejo ser mal-entendido. Não estou dizendo que as colônias ou os Estados Unidos não têm um futuro, ou que não serão grandes nações. Simplesmente nego todo o conjunto moderno de noções consagradas a respeito disso. Nego que estejam 'destinadas' ao futuro. Nego que estejam 'destinadas' a ser grandes nações. Nego (é claro) que qualquer coisa humana esteja destinada a ser qualquer coisa. Todas as absurdas metáforas físicas, tais como juventude e velhice, vida e morte, são, quando aplicadas a nações, nada além de tentativas pseudocientíficas de ocultar dos homens a terrível liberdade de suas almas solitárias.

No caso dos Estados Unidos, por certo, um alerta desse tipo é urgente e essencial. Os Estados Unidos, como qualquer outro empreendimento humano, podem certamente, no sentido espiritual, viver ou morrer da forma que escolherem. Mas, no presente momento, a questão que os Estados Unidos têm de considerar muito seriamente não é quão perto estão do nascimento e do início, mas quão perto podem estar do fim... Que evidência verídica temos de que os Estados Unidos são uma força viçosa e não decadente? Possuem uma grande população como a China; têm muito dinheiro, como a vencida Cartago ou a moribunda Veneza. Estão cheios de agitação e irritabilidade, como Atenas antes da ruína, e todas as cidades gregas ao declinar... Tudo isso é perfeitamente compatível com tédio e declínio. Há três formas ou símbolos principais com que uma nação se pode mostrar essencialmente grande e satisfeita – pelo heroísmo no governo, pelo heroísmo nas armas e pelo heroísmo nas artes...

Submetidos a tais testes eternos, os Estados Unidos não parecem, de modo algum, puros e intocados. Aparecem com todas as fraquezas e desgastes da moderna Inglaterra ou de qualquer potência ocidental. Na política, estão divididos como a Inglaterra, entre o selvagem oportunismo e a insinceridade. Na guerra e no posicionamento nacional frente à guerra, as similaridades com a Inglaterra são ainda mais manifestas e deprimentes. Podemos dizer, com razoável precisão, que há três estágios na vida de um povo forte. No princípio, é uma pequena potência e luta com pequenas potências. Em seguida, se torna uma grande potência e luta contra grandes potências. Então é uma grande potência e luta contra pequenas potências, mas finge que são grandes potências, para reacender as cinzas da antiga emoção e vaidade. Depois disso, o próximo passo é se tornar uma pequena potência...

Mas ao chegarmos ao último teste da nacionalidade, o teste da arte e das letras, o caso é quase terrível. As colônias britânicas não produziram nenhum grande artista... Mas os Estados Unidos produziram grandes artistas. E esse fato certamente prova que estão repletos de uma boa futilidade e do fim de todas as coisas... As colônias não falaram, e estão a salvo. O silêncio delas pode ser o silêncio de um nascituro. Mas, dos Estados Unidos, vem um lamento doce e assustador, tão inequívoco quanto o lamento de um moribundo.

Em um conciso e nada abalizado resumo, cujas vistas terão o direito e mesmo o dever de refutar, permitam-me apenas uma pequena digressão sobre o heroísmo dos governos, das armas e das artes acima mencionados, à guisa de epílogo:

No tocante ao primeiro, parece-me fato que a política americana tenha já logrado o renascimento da panis et circenses romana. Muito pouco neste país se leva a sério neste sentido, a começar pelos próprios protagonistas políticos. Há uma sensação de fast food e não só entre os alimentos. Mas, para ficar nesta metáfora, a impressão de comida congelada soa tão palatável que mesmo o profissional de jornalismo já não mais a disfarça tão profissionalmente. Pareceria mesmo que de um tempo para cá se permita colocar fim aos disfarces. Coisas que acontecem entre cardápios congelados com prazo de validade, salvo se ocorrer imprevistos. Mas estes são, via de regra, exceção. Se não, entram para a categoria daqueles imprevistos previsíveis. Poderíamos aqui esperar o descongelamento completo para ver se o prazo não espirou ou se não falsificaram a validade. De toda forma ainda há um cheiro de azedo no ar...

No tangente às segundas vejo, não obstante a miopia e o astigmatismo que me são característicos, assim: veio a primeira fase em que os EUA, por exemplo, engordaram à base de proteicas terras mexicanas ainda como potência de shorts; em seguida veio a segunda fase, com a Segunda Guerra, agora lutando a grande potência de calças compridas; então, de um tempo esfriando a marmita com a Guerra Fria, ainda que os fornos nucleares continuassem a todo vapor, reascendem-se as emotivas cinzas da “vaidades das vaidades” às custas de poderosos e ameaçadores inimigos como o Vietnã, o Afeganistão e o Iraque. Certamente pudéssemos incluir a Colômbia, mas me parece que ali tenha sido suficiente o Rambo com sua equipe. Agora... bem, agora desconfio que é se preparar para encolher, porque se se descongela a torta atômica, não sei não.

Por fim, quanto às terceiras, basta lembrar o recente Nobel de literatura ao senhor Dylan e não será o caso de precisarmos de Cayce ou de Chesterton: o essencial já é visível aos olhos.

Aos 30 de novembro do ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2016
Frei Zaqueu

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1.
http://www.cartacapital.com.br/internacional/calexit-movimento-tenta-independencia-da-california


2. Frei Zaqueu: O Casamento Tem Cura. Em:  http://www.ofielcatolico.com.br/2006/11/o-casamento-tem-cura.html

3. CHESTERTON, G.K. Hereges. 3ª ed. Ecclesiae: Campinas, 2014, pp. 251-254.

4. Cf. 2 Pe I,19.
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Não se engane com as falsas 'igrejas católicas'


Parece, mas não é: no alto, o falso padre Erwin Mena, que foi preso nos EUA após enganar fiéis e roubar dinheiro de paróquias por décadas; logo acima, o também falso padre (ou arcebispo!) W. Schuler, que enganou muita gente na Bahia e acabou preso em São Paulo.

UMA LEITORA E IRMÃ em Cristo, cujo nome não estamos autorizados a divulgar, pediu-nos ajuda e uma resposta segura para a seguinte questão: "Poderia me informar se a 'Igreja Católica Apostólica Contemporânea' está ligada à Igreja Católica Apostólica Romana ou é uma seita herética como as protestantes? (...)".

Esta moça prossegue em sua mensagem, dizendo que pediu conselhos a um "padre" desta "igreja", por ingenuidade, achando tratar-se de sacerdote católico, mas estranhou as respostas e a postura "mente aberta" demais do tal sujeito. Resolvemos, então, a título de esclarecimento de nossos demais leitores, reproduzir o teor da resposta que lhe demos, por aqui também, ainda que acreditemos que a grande maioria já conheça bem a resposta.

Uma característica importante da verdadeira Igreja de Cristo, que é Católica, Apostólica e Romana (veja porquê) é a sua unicidade. Isto é o que faz dela uma única instituição, com um só Senhor, uma só Fé e um só Batismo (Ef 4,5). Seja em uma pequena capela ou em uma centenária e majestosa basílica, as leituras da Missa serão as mesmas, os ritos são os mesmos e seguem uma mesma ordem determinada, que vem desde o tempo dos Apóstolos, como atestam os registros históricos dos Pais Apostólicos da Igreja dos séculos I e II dC:

No chamado 'Dia do Sol'[1], todos os fiéis das vilas e do campo se reúnem num mesmo lugar: em todas as oblações que fazemos, bendizemos e louvamos o Criador de todas as coisas, por Jesus Cristo, seu Filho, e pelo Espírito Santo. (...) Lêem-se os escritos dos profetas e os comentários dos apóstolos. Concluídas as leituras, o sacerdote faz um discurso em que instrui e exorta o povo a imitar tão belos exemplos. Em seguida, nos erguemos, recitamos várias orações, e oferecemos pão, vinho e água. O sacerdote pronuncia claramente várias orações e ações de graças, que são acompanhadas pelo povo, com a aclamação Amem! Distribuem-se os dons oferecidos, comunga-se desta oferenda, sobre a qual pronunciara-se a ação de graças, e os diáconos levam esta Comunhão aos ausentes. Os que possuem bens e riquezas dão uma esmola, conforme sua vontade, que é coletada e levada ao sacerdote que, com ela, socorre órfãos, viúvas, prisioneiros e forasteiros, pois ele é o encarregado de aliviar todas as necessidades. Celebramos nossas reuniões no 'Dia do Sol', porque ele é o primeiro dia da criação em que Deus separou a luz das trevas, e em que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos.
(S. JUSTINO MÁRTIR, nascido em 103 dC, filósofo pagão convertido, tornado sacerdote e martirizado, contemporâneo de Simeão – que viu Nosso Senhor Jesus Cristo – e de Sto. Inácio, Clemente – companheiro do Apóstolo Paulo – de Potino e de Irineu, discípulos de Policarpo. Apologia II)

Como vemos, a liturgia e a doutrina da Igreja de Cristo possuem um fundamento sagrado, imutável e bem definido, não muda com os modismos do mundo. A obediência ao Papa como vigário de Cristo a faz diferente das outras comunidades professadamente cristãs, que surgiram ao longo dos séculos em período de crises.

Esta artigo quer especialmente alertar nossos leitores sobre novas instituições que surgiram e continuam surgindo e que têm feito uso, inclusive, do termo "católico" compondo suas denominações, mesmo sem comungar com a única instituição genuinamente cristã católica e bimilenar, porque fundada pelo próprio Jesus Cristo: a Igreja Católica Apostólica Romana. Muitas destas usam elementos tais como vestes sacerdotais, imagens de anjos e santos, vitrais, incenso e o estilo arquitetônico próprio da Igreja Católica original; chamam seus cultos de "missa" e seus pregadores de "padres", têm seus próprios "bispos", etc. Tudo com a clara intenção de confundir as mentes mais ingênuas e/ou despreparadas – as quais, sabemos, superabundam em nosso país. Milhares de pessoas simples ou desatentas vão a tais "missas" e/ou contraem suas falsos "sacramentos" imaginando que estão indo à verdadeira Igreja Católica Apostólica Romana.

Quais são estas novas "igrejas católicas" e/ou "apostólicas"? Disponibilizamos, abaixo, uma lista destas, ao menos as mais conhecidas (as três primeiras são as principais). Se algum de nossos leitores tiver conhecimento de alguma outra que não conste, fará a todos nós um grande obséquio se nos avisar, para que a incluamos:

• “Igreja católica apostólica brasileira”: fundada em 6 de julho de 1945. Geralmente está presente em cemitérios e ministrando os "sacramentos" do "batismo" e do "matrimônio". Utilizam a aparência e muitos elementos, termos e vestimentas católicas, confundindo bem quem não é assíduo às práticas da fé católica. Também celebram a própria "missa" que, contudo, não é válida.

• “Igreja católica apostólica carismática”: trata-se aqui de uma mistura injustificável de práticas e "sacramentos", todos evidentemente inválidos. Não possui nenhuma relação com a Igreja Católica Apostólica Romana ou com qualquer ramo da verdadeira Renovação Carismática Católica (RCC).

• “Igreja católica apostólica antiga”: seus "padres" e fiéis mentem, dizendo-se em comunhão com a Igreja una. Aceita em seus quadros homens e mulheres como sacerdotes e sacerdotisas.

• Igreja Anglicana Missionária do Redentor: (Região Nordeste): apesar de não adotar formalmente o nome católica, também se confessa "católica" e "apostólica".

• Igreja Apostólica Episcopal

Igreja Católica dos Padres Clementinos: há um vídeo rolando na rede com o "testemunho" de um tal "padre Robélio", apresentado como um ex-sacerdote católico que se converteu e virou "pastor evangélico". Mais uma mentira. Na realidade, este homem era "padre" desta falsa "igreja católica".

 Igreja Católica Apostólica Cristã: aqui uma demonstração de grossa ignorância, já que no título substituíram o título "romana" por "cristã", um flagrante (e nauseante) pleonasmo: se fosse mesmo Igreja e Católica, evidentemente já seria cristã.

 Igreja Católica Apostólica de Jerusalém: ainda mais ignorantes, imaginaram que substituir o título "Romana" por "de Jerusalém" lhes confere alguma autoridade... Ora, a Igreja de Nosso Senhor é Católica, Apostólica e também Romana porque sua sede primacial, atualmente, está em Roma, nada mais. Estará a sede desta seita baseada em Jerusalém? Evidente que não. Trata-se de uma instituição 100% tupiniquim. Além de desonestos, estão cegos para o óbvio.

 Igreja Católica Apostólica Ecumênica Contemporânea: nova dose cavalar de estupidez. "Católica" e "ecumênica", no sentido original, são sinônimos, já que o último termo não significava, no início, a união ou o entendimento entre religiões diferentes, mas sim a reunião universal (católica) dos bispos do mundo inteiro.

 Igreja Católica Apostólica Livre do Brasil

 Igreja Católica Apostólica Missionária de Evangelização

 Igreja Católica Apostólica Nacional

 Igreja Católica Apostólica Nordestina: o título, ao menos, nos faz rir um pouco...

 Igreja Católica Apostólica Tributária: oi?

 Igreja Católica da Primeira Ordem: pregam que a verdadeira Igreja de Jesus Cristo é a união de todas as denominações cristãs(!). Só não se sabe porque, então, tiveram que inventar mais uma...

 Igreja Católica Ecumênica: pleonasmos...

 Igreja Católica Ecumênica do Brasil: ...e mais pleonasmos...

 Igreja Católica Ecumênica Renovada: ...e mais pleonasmos.

 Igreja Católica e Apostólica Reunida no Brasil

 Igreja Episcopal Latina do Brasil

 Igreja Católica Apostólica Antiga: antiga? Bem, depende do ponto de vista, já que foi fundada em 2011. É conhecida também como Congregação Abracista.

 Santa Igreja Velha Católica ou vétero-católicos: são ex-católicos que não aceitaram a definição da infalibilidade do Papa em matéria de fé e de Moral proferida no Concílio do Vaticano I (1870). O respectivo clero é casado.

 Igreja Católica Apostólica Renovada


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Ao fim de toda essa hitória, o que mais nos impressiona é o fato inquestionável de que uma parte expressiva da sociedade é composta por pessoas que realmente querem ser enganadas. As "missas alternativas" do herege excomungado "padre Beto" (fruto da PJ, vídeo abaixo), por exemplo, realizadas no salão de um grêmio recreativo em Bauru (SP), permaneceram sempre lotadas.



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1. O Dia do Sol que se tornou sun-day no inglês.
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Ref.:
SOUZA, Vanderlúcio. 'Embora possua o nome, não é Igreja Católica Apostólica', disp. em:
http://blog.opovo.com.br/ancoradouro/embora-possua-o-nome-mas-nao-e-igreja-catolica/
Acesso 28/11/016

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Fatos que deveriam estar na lápide de Fidel Castro



PUBLICOU O PROF. e autor Carlos Eire, docente das disciplinas História e Estudos Religiosos pela Universidade de Yale: "Se este fosse um mundo justo, seriam inscritos (pelo menos) 13 pontos (leia-se crimes) na lápide de (Fidel) Castro, e estes deveriam ser, ainda, destacados em todos os seus obituários"[1].

Curioso ver o grande empenho que se fez e se faz, ainda hoje, para combater o nefasto regime nazista, denunciando-se, contínua e incessantemente, seus terríveis crimes contra a humanidade. Praticamente todas as semanas estreia novo documentário no "History Channel" (chamado 'Story Channel' pelo pe. Paulo Ricardo de Azevedo Jr., por seus pseudo-documentários sobre OVNIS, caçadores de fantasmas e supostas 'descobertas fantásticas' sobre os templários) com esta temática, retratando em todos os detalhes e minúcias as maldades cometidas por Adolf Hitler e comandados. Em diversos países a suástica –, símbolo que não foi criado por Hitler e nem teve origem no nazismo, mas remonta a culturas orientais antiquíssimas –, é proibido. No Brasil, a sua utilização pode dar 5 anos de cadeia. Ao mesmo tempo, o regime comunista, que ao longo de sua história foi responsável por atrocidades ainda maiores e por um número muitíssimo maior de vítimas inocentes[2], continua sendo livremente alardeado e propagandeado mundo afora, praticamente sem restrições[3].
Ninguém vê, nos grandes veículos de comunicação ou nas redes sociais, algum político populista ou jornalista conhecido defendendo Hitler; fazê-lo, de fato, representaria o fim de sua carreira, uma enxurrada de processos e possivelmente até prisão. Entretanto, há milhares de discursos e artigos idolatrando Fidel Castro mundo afora, até por autores norte-americanos, país para o qual o mesmo Fidel apontou mísseis atômicos há nem tanto tempo.

Aliás, partido nazista não pode, por força de lei (o que está corretíssimo). Todavia, curiosamente, partidos comunistas/socialistas não só pode como têm amplo apoio oficial e midiático. A presidente nacional do Partido Comunista do Brasil, deputada Luciana Santos (PE), lamentou a morte de Fidel em nota pública (26/11), dizendo que o sanguinário ditador cubano "liderou uma das mais belas experiências de socialismo no mundo"[3].

Ora, quem faleceu foi um dos ditadores mais brutais da História moderna. É bizarro que se lamente sua morte e mais ainda que tantos o elogiem. Os mesmos que pintam a vitória de Trump como o prenúncio da maior catástrofe global da História, enxergam na trajetória de um assassino cruel a imagem de um verdadeiro santo. A verdade é que milhões de cubanos aguardaram, em grande sofrimento, por este momento, que demorou demais a chegar. Recordam-se, perplexos, dos seus crimes, e recordarão até o fim de suas vidas a imensa dor e sofrimento que este verdadeiro monstro causou.

Por que alguns elogiam um monstro? Por que, a exemplo de Che Guevara, outro notório psicopata, Fidel Castro é retratado como "herói" dos pobres? Como explicar que, neste momento, os grandes portais testemunhem que há um "embate entre admiradores e críticos de Fidel Castro"? Por que o repúdio não é unânime? De fato, a habilidade para a enganação foi um dos maiores talentos de Castro, durante toda a sua vida, enquanto que a credulidade é uma das maiores debilidades do mundo em que vivemos.

Assim como o "führer", Castro era um gênio na criação de mitos, e a exemplo de Hitler valeu-se da sede humana por mitos e heróis. Suas mentiras eram belas e realmente muito sedutoras. Segundo Castro e seus propagandistas, o objetivo da revolução não foi criar um estado totalitário repressivo, nem a perpetuação de um déspota no poder, mas sim eliminar o analfabetismo, a pobreza, o racismo, as diferenças de classe e todos os males (conhecidos qualquer semelhança com a propaganda petista, por aqui, não é mera coincidência). Esta mentira atrevida se tornou crível graças, em grande medida, ao incessante alarde de Castro sobre escolaridade e assistência médica gratuitas, o que por sua vez criou o mito de uma revolução benevolente, empreendida contra a opressão e a tirania de poderosas "elites" capitalistas... Uma utopia praticamente irresistível para miseráveis e iletrados ignorantes – que, infelizmente, compõem a maioria da população em tantos países.

Ao mesmo tempo, um grande grupo de intelectuais, jornalistas e gente supostamente esclarecida comprou a ideia e acreditou no grande mito – ainda que tenham sido os primeiros a serem enjaulados ou assassinados por Castro em seu próprio reino –; mais do que isso, com o tempo, incrivelmente essas suposições doentias foram adquirindo intensidade similar a das convicções religiosas mais fanáticas. Ainda que corressem notícias de crimes bárbaros, perseguições e assassinatos, esses "idiotas úteis" continuavam irracionalmente crédulos. Dizer a tais crentes fanáticos que Castro prendeu, torturou e assassinou muito mais gente (milhares mais) que qualquer outro ditador latino-americano e proporcionalmente mais ou tanto quanto qualquer outro grande déspota da História, foi em vão. Sua crueldade bem documentada, ainda que reconhecida, não foi capaz de mudar as coisas, porque ele foi – e parece que seguirá por longo tempo – sendo julgado segundo um aberrante código de ética muito próprio, que escapa à lógica. 

Mais um vez, é exatamente o que ocorre em Brasil com relação ao PT (partido dos trabalhadores) que, quanto mais soberbamente é desmascarado como verdadeira quadrilha criminosa, mais atrai simpatia e tanto mais ferrenhamente o apoiam seus seguidores cegos, sejam artistas, jornalistas ou (pseudo)intelectuais. 

Esse desequilíbrio moral kafkiano tinha, sem dúvida, um toque de realismo mágico tão escandalosamente inverossímil quanto qualquer ficção que Gabriel García Márquez (amigo íntimo de Castro), poderia sonhar. Por exemplo, em 1998, na época em que o ex-presidente do Chile, Augusto Pinochet, foi preso em Londres por crimes de lesa-humanidade, o auto ungido “líder máximo” visitou a Espanha com festa, sem que lhe causassem problemas, mesmo que seus abusos aos direitos humanos tornassem pequenos os de Pinochet.

Ainda pior, cada vez que Castro viajava ao exterior, vergonhosamente muitos se derretiam diante de sua presença. Em 1995, quando foi a Nova York falar na ONU, personagens ilustres manobraram tão intensamente para ter a oportunidade de conhecê-lo, no apartamento de três andares do magnata Mort Zuckerman, na Quinta Avenida, que a revista Time declarou: “Fidel toma Manhattan!”. Para não ficar para trás, a Newsweek declarou Castro como “A maior atração de Manhattan”. Nenhum membro da mesma "elite" tão atacada, que se encontrou com Castro nesse dia, pareceu importante que em 1962 ele mesmo tivesse apontado armas nucleares contra suas cabeças.


Imagens de uma verdade que a grande mídia nacional (destaque para a rede Globo e Folha de SP) vergonhoamente esforçou-se para esconder: milhares de cubanos, em sinal de protesto, deram as costas para a passagem da urna funerária de Fidel, que passava em carro aberto pelas ruas. Mesmo na hora da morte, a dor por todo o mal causado não foi superada (saiba mais).

13 FATOS brutais e comprovados que deveriam estar na lápide de Fidel

• Converteu Cuba em colônia da União Soviética e quase causou um holocausto nuclear;

• Patrocinou o terrorismo como pôde e aliou-se a muitos dos piores ditadores da Terra;

• Foi o responsável direto por tantas execuções e desaparecimentos em Cuba que é difícil calcular um número preciso;

• Não tolerou oposição de espécie alguma e construiu campos de concentração que lotou ao máximo, em um ritmo sem precedentes. Encarcerou um porcentual maior de seu próprio povo do que a maioria dos demais ditadores modernos, entre eles Stálin;

• Aprovou e promoveu a prática da tortura e dos assassinatos extrajudiciais;

• Obrigou ao exílio quase 20% de seus compatriotas, muitos dos quais morreram no mar, sem ser vistos ou contados, enquanto fugiam;

• Apropriou-se de toda a propriedade para si mesmo e para seus seguidores; cortou a produção de alimentos; empobreceu a vasta maioria do seu próprio povo;

• Proibiu a iniciativa privada e mesmo os sindicatos, eliminou a ampla classe média cubana e converteu os cubanos em escravos do Estado;

• Perseguiu aos homossexuais e tentou erradicar as religiões;

• Censurou todos os meios de expressão e comunicação;

• Estabeleceu um sistema escolar fraudulento que doutrinou em vez de educar (semelhança com o govern do Brasil pelo PT de Lula e Dilma não é mera coincidência) e criou um sistema de saúde de dois níveis, com assistência médica inferior para a maioria dos cubanos e superior para si mesmo e para sua oligarquia. Depois, sustentou que todas as suas medidas repressivas eram absolutamente necessárias para assegurar a sobrevivência desses "projetos de bem estar social" ostensivamente “gratuitos”;

• Converteu Cuba em um labirinto de ruínas e estabeleceu uma sociedade de apartheid, em que os visitantes estrangeiros tinham direitos e privilégios vedados ao povo;

• Nunca se desculpou por seus crimes; nunca foi processado por eles.



Resumindo tudo, Fidel Castro foi o próprio "Big Brother", mais assustador dos personagens do romance magistral “1984”, de George Orwell. Bem, adeus Big Brother, rei dos pesadelos cubanos. Assim como o padre Ricardo de Barros Marques, não lamentamos a sua partida. Pedimos a Deus que também o seu sucessor em breve abandone o trono sangrento que herdou de suas mãos assassinas.

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Notas:
1.
Publicado no 'Washington Post' e 'Gazeta do Povo', seção 'Mundo', disp. em:

http://gazetadopovo.com.br/mundo/13-fatos-brutais-que-deveriam-estar-na-lapide-de-fidel-castro-at21189tvwtelu08d1uh7cdzh
Acesso 28/11/016

2. Junto com várias outras fontes, O 'Livro Negro do Comunismo' (ler online e baixar), de Stéphane Courtois e diversos outros autores (historiadores reconhecidos), com ampla apresentação de fontes e dados históricos concretos, estima em 100 milhões o número de vítimas do regime comunista ao longo da História(!), entre sacerdotes e religiosos, portadores de deficiências mentais ou físicas, homossexuais, sindicalistas e opositores do Partido único, entre outros. Já o regime nazista teria sido o responsável por 11 milhões de mortes.

3.
 Honrosas exceções são a Polônia, a Lituânia, a Geórgia e a Moldávia (https://portalconservador.com/paises-onde-o-simbolo-do-comunismo-e-proibido/).

4. As declarações foram divulgadas nas fontes oficiais do partido comunista, vide: http://vermelho.org.br/noticia/luciana_santos_sobre_morte_de_fidel_transformar_o_luto_em_luta/290250-1

Acesso 28/11/016
www.ofielcatolico.com.br

Ditador socialista, sanguinário e homofóbico, morre Fidel Castro, aos 90


Por Padre Ricardo de Barros Marques

FIDEL CASTRO morreu (aos 90) e não me entristeço com sua morte – até mesmo porque, para o cristão, a morte pode ser uma libertação, assim como pode ser uma descida para o inferno, segundo nos ensina o CATECISMO da IGREJA CATÓLICA.

Respeito a dor de sua família e de seus amigos mais íntimos, porque existem laços afetivos construídos que suplantam o elo das ideologias, e como católico que sou não me comprazo com a dor alheia. Contudo, entendo que cubanos (quantos eu não sei) comemorem a morte daquele que para eles não foi um "presidente" e sim um DITADOR.

A morte, de fato, em certas situações é um bem, e chega para todos, ricos e pobres, ateus e crentes, homens de qualquer vertente política ou religiosa, até para os DITADORES que podem usar do seu poder para se perpetuar no cargo – mas não na vida.

Não entendo nada da situação de CUBA, desconfio que FIDEL já não influenciava muita coisa por lá, mas sei que sua morte será encarada como a morte de um ÍCONE. E isso não será apagado, não morrerá – vide o que acontece até hoje com CHE GUEVARA. O homem morto de Cuba, Fidel, era um REVOLUCIONÁRIO, um ícone de uma "nova terra" – a mesma da qual várias pessoas tentavam (algumas conseguiram) fugir. Ele não acreditava em DEUS, não sei se morreu assim, sei que viveu dessa forma e mandou FUZILAR muitas pessoas inocentes. A "nova terra sem males" seria construída com derramamento de sangue. Será que Fidel CHOROU a morte de quem mandou matar? Será que respeitou o LUTO dos familiares? Não sei dizer.

Muitos homens já se levantaram hoje para lamentar a morte de Fidel ou prestar-lhe homenagens. Não me solidarizo com nenhum deles, pois não coaduno com suas causas socialistas, nem de um socialismo que se diga "democrático" nem de um socialismo construído sobre a DITADURA, como foi o do "General".

O fato de que eu não lamente a morte de Fidel não quer dizer que eu deseje que ele vá para o INFERNO. Rezo apenas para que DEUS seja JUSTO, sabendo que Ele é MISERICORDIOSO. Não posso colocar Fidel Castro no CÉU, mas não posso coloca-lo no lugar da perdição eterna. Na Bíblia, o Pai Abraão respondeu ao rico morto que seus parentes vivos já tinham as palavras dos Profetas que os alertaram contra o mal, bastaria que os escutassem. Será que FIDEL escutou a PALAVRA DE DEUS na sua integridade? Não sei, mas sei que a conversão existe, então pode ser que eu tenha uma grande surpresa quando morrer.

Definitivamente, não sou DEUS para afirmar que essa ou aquela pessoa esteja no inferno – mesmo quem fez da vida dos outros um "inferno". Sei que a perdição eterna existe, isso é dogma de fé, mas não são as minhas ideias ou meu desejo que se condene alguém, dando-lhe uma passagem para o "fogo que não se apaga". Minhas diferenças não limitam a MISERICÓRDIA DIVINA, mas o fato de a misericórdia de Deus ser maior que meus julgamentos e misérias não me dá o direito de desdenhá-la de tal modo que eu possa passar a viver de qualquer maneira. Sei que Deus é JUSTO e também sei que foi somente ao ladrão arrependido que JESUS garantiu que estaria com Ele no PARAÍSO, tendo se calado quanto ao outro ladrão.

A única coisa de que me regozijo, olhando para o lado de cá, com a morte de Fidel Castro, é com o GOLPE dado pela nossa irmã – assim chamava São Francisco a morte – no SOCIALISMO, nos SOCIALISTAS e nos BOLIVARIANOS. Olhando para o lado de lá, entrego tudo nas mãos d'Aquele em Quem confio, e peço que não habite em mim o ódio, que me poderá levar ao inferno.
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Rejeitadas as acusações contra o fundador dos Franciscanos da Imaculada


Por María Teresa Moretti
Tradução: Frei Zaqueu

APÓS QUASE UM ano de investigações, o Fiscal do Tribunal de Avellino, D. A. Del Bene, pediu a rejeição do processo contra o Padre Stefano Maria Manelli (foto), fundador da Ordem dos Franciscanos da Imaculada, atualmente ainda sob o governo de um Comissário Pontifício, sem que, desde 2013, se tenha dado una motivação válida da parte da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

Recentemente, Pe. Stefano Manelli foi objeto de uma campanha midiática particularmente virulenta, que em realidade parecia inspirada e orquestrada por alguém pertencente a sua própria Ordem religiosa. Acusações que buscavam produzir um forte impacto midiático, declarações escandalosas de ex-monjas e mesmo a divulgação da suspeita de um assassinato. Na saga dos Franciscanos da Imaculada não se economizaram recursos dignos de um folhetim de décima categoria, e nos meios de comunicação existe alguém que tem seguido com demasiado interesse –, e sem muito espírito crítico –, a onda mal intencionada de acusações.

Agora que a Justiça, com a petição de rejeição, faz de verdade justiça contra una campanha que poderíamos definir difamatória, emerge o fato de que o fundador do Instituto dos Frades Franciscanos da Imaculada foi injustamente acusado de haver prejudicado a integridade física e moral das monjas do convento de Frigento, maltratando-as e mesmo realizando atos de violência sexual.

As pessoas próximas ao Padre Manelli comentam que o êxito das investigações finalmente vem aclarando a falácia das hipóteses da acusação, restituindo justiça e dignidade ao Padre Stefano Manelli, há muito objeto de caluniosos e difamatórios ataques amplificados pelos órgãos da imprensa.

Agora que a Magistratura disse que, ao que tudo indica, Padre Manelli nunca violou, maltratou ou assassinou ninguém, torna-se urgente e necessária a formulação da pergunta à “Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica”: que fez Padre Manelli, e que fizeram os Franciscanos da Imaculada para serem tratados com tanta dureza?

Não sem ironia, a crônica tem querido que a notícia da rejeição chegasse justo ao final do Ano da Misericórdia…

Mas só Deus sabe se chega demasiado tarde, pois desde 8 de setembro de 2015, os “novos” Frades Franciscanos da Imaculada, alinhados com o pontificado atual:

• Já não são os que fundaram o Padre Manelli junto com o Padre Pellettieri;

• Já não são os que aprovou em 1990 a Santa Sé, reinando o Sumo Pontífice São João Paulo II;

• Já não são os que obtiveram em 1998 o Direito Pontifício.

Os “novos” FFI já não professam o Voto Mariano, segundo a espiritualidade de São Maximiliano Kolbe, tampouco praticam o Voto de Pobreza de São Francisco de Assis nem seguem a ascética e mística autenticamente franciscanas; menos ainda celebram a Santa Missa segundo o Motu Proprio Summorum Pontificum.

De momento, a triste história da Ordem fundada pelo Padre Manelli parece um dos casos, talvez o mais clamoroso, da autodestruição da Igreja pós-conciliar, uma Igreja que devora seus filhos mais belos e fecundos. Acabado o Ano da Misericórdia, esperemos que comece (com urgência) o Ano da Justiça de Deus.

Maria Teresa Moretti

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Fonte:
'Desestimadas las acusaciones contra el fundador de los Franciscanos de la Inmaculada', disp. em
http://adelantelafe.com/desestimadas-las-acusaciones-padre-manelli-fundador-los-franciscanos-la-inmaculada/
Acesso 25/11/016
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Jesus Cristo Rei da Polônia – poloneses dão exemplo para o mundo




NOSSO SENHOR JESUS CRISTO tornou-se oficialmente o Rei da Polônia, e com direito a aval do presidente do país, Andrzej Duda, que no último fim de semana (20/11/016) compareceu à cerimônia de entronização acompanhado por vários integrantes do governo e deputados do partido governante, Lei e Justiça. Não, não se trata aqui do desvario de algum tablóide sensacionalista. É a notícia concreta de um fato recente. É que de tanto sermos caluniados e perseguidos, de tanto ouvirmos sobre profanações dos nossos templos, desrespeito aos nossos símbolos sagrados e a tudo o que concerne à nossa fé, custamos a crer numa notícia tão esplêndica quanto esta.

De fato, esta não é a primeira vez que se concede a Jesus Cristo o trono da Polônia, já que em algumas ocasiões (as mais recentes em Jasna Góra, 1997, e Sagiewnikim, no ano 2000) ocorreram cerimônias parecidas, ainda que não tenham contado com a presença dos respectivos Chefes de Estado.

Os bispos do país explicaram que o ato representa o reconhecimento honorário do Reinado de Cristo não só na Polônia, mas em "todo o mundo", embora na documentação eclesiástica a cerimônia seja descrita como "um ato de aceitação nacional do Reino de Cristo e de submissão a seu Poder divino".

A Missa de homenagem, que aconteceu no santuário de Lagiewniki, próximo à Cracóvia, também contou a presença de milhares de fiéis, muitos dos quais profundamente emocionados, que viram atendida a vontade de ver Jesus Cristo no trono polonês (sete meses depois que a hierarquia católica aprovou a exaltação).

Além de Duda, do partido nacionalista e conservador Lei e Justiça, que presidiu o ato acompanhado por sua mãe, Jadwiga, também estiveram presentes os ministros de Justiça e do Meio Ambiente, Zbigniew Ziobro e Jan Szyszko, e vários deputados da legenda.





A presença de representantes do alto escalão do partido mostra a proximidade entre a Igreja Católica e o governo deste partido, que nunca negou a identificação com os postulados do catolicismo.

Os exemplos do peso dos valores católicos na alta política polonesa são muitos. O mais recente é a luta do Lei e Justiça para conseguir a restrição do aborto, o que fez em outubro com que milhares de mulheres polonesas fossem às ruas para pedir mais liberdade para abortar.

A relação do governo é muito próxima com os setores mais conservadores da Igreja polonesa, inclusive o conhecido sacerdote redentorista Tadeusz Rydyk, fundador da emissora Rádio Maryja, da rede de televisão Trwam e da universidade de Ciências Sociais e Comunicação de Torun, no centro da Polônia.

A grande Imprensa internacional, como é de se esperar, segue criticando esta e outras ações dos "setores reacionários" da sociedade polonesa, que estão na oposição após a vitória eleitoral do Lei e Justiça em 2015, e que pediram em repetidas ocasiões uma declaração política de entronização de Jesus Cristo como Rei da Polônia – apesar de, em março de 2008, o episcopado ter considerado que uma resolução assim seria 'inadequada e desnecessária'(!). Sim, dileto leitor, você não entendeu errado: a cerimônica aconteceu apesar e contra a vontade do episcopado daquele país[1]...

Em março de 2010, milhares de pessoas manifestaram-se em Varsóvia com crucifixos, terços e bandeiras nacionais para pedir uma declaração conjunta de Estado e Igreja na qual Jesus Cristo fosse considerado Rei da Polônia e, antes, em 2006, 46 deputados poloneses (10% da câmara), entre eles integrantes do Lei e Justiça, propuseram um projeto de lei para proclamar Jesus como Monarca daquela nação.

Esses parlamentares argumentavam que Jesus deveria ser feito Rei por motivos teológicos e históricos, da mesma forma que a Virgem Maria, declarada Rainha honorária da Polônia pelo Rei João II Casimiro Vasa, há 350 anos. "A razão providencial e mais próxima para esse ato deve ser encontrada nas revelações supostamente recebidas pela serva de Deus Rosalia Zelkova", explicou o padre Paul McDonald, articulista do noticioso Rorate Caeli. "De acordo com ela, o Senhor pediu para ser devidamente entronizado como Rei da nação polonesa, de um modo especial e não apenas 'nos corações' dos polacos. Isso salvaria a Polônia de uma próxima guerra que viria".

À parte tal revelação privada, também o Magistério da Igreja possui ensinamentos bem claros a respeito da Soberania de Cristo sobre os povos. Uma das manifestações mais importantes nesse sentido é a Carta Encíclica Quas Primas (leia – em português), do Papa Pio XI, publicada em 1925.

Com a equipe do apostolado "Christo Nihil Praeponere" (padre Paulo Ricardo), entendemos que reconhecer e entronizar simbolicamente Nosso Senhor Jesus Cristo como Rei de uma nação significa, também, o brado de um grande "não" oficial. Está declarando a Polônia: "Não! Não queremos nem pretendemos tomar o lugar de Deus! Não vamos aprovar leis que contrariem a natureza das coisas, tal como criada por Deus!".

Para o bem de todos os homens, que se repita em muitos outros lugares e países, em todo o mundo, a mesma consagração realizada na Polônia. Viva Cristo Rei do Universo!

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1. Diante da proposta, Tadeusz Pieronek, membro do episcopado da Polônia e reitor da Academia Papal de Teologia de Cracóvia, descartou a medida e afirmou que "Cristo não precisa de uma resolução parlamentar para ser 'o Rei de nossos corações'".
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Fonte:
EFE/UOL, disp. em:

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2016/11/23/em-cerimonia-oficial-jesus-cristo-torna-se-rei-da-polonia.htm
Acesso 22/11/016
ofielcatolico.com.br

O Casamento tem cura


Por Frei Zaqueu (freizaqueu@gmail.com)

A família pode ser claramente caracterizada como a suprema instituição humana. Todos deveriam admitir que ela tem sido, até agora, a célula-mãe e a unidade central de quase todas as sociedades, salvo, na verdade, de sociedades como as da Lacedemônia, que decidiram pela “eficiência” e, portanto, pereceram sem deixar vestígios. O cristianismo... não alterou antiga e selvagem santidade; simplesmente a inverteu. Não negou a trindade de pai, mãe e filho. Apenas leu em sentido contrário,  fazendo-a passar para filho, mãe e pai. Esta não é chamada de família, mas de Sagrada Família, pois muitas coisas são santificadas ao virar de ponta-cabeça. (Chesterton, Hereges)


RECENTEMENTE TIVE acesso pelas redes sociais, estas fantásticas invenções que ao nos interligar nos mantêm enredados, a uma novidade tão antiga quanto a geração antediluviana. A separação de mais um casal. Não fosse talvez pela senhora em questão, pessoa pública e notória defensora de valores cristãos, a coisa ficasse como ficasse. Mas então o fato despertou-me estas linhas, que lanço à arena virtual por intermédio de almas caridosas e gentis para daí poder dizer com santo Inácio de Antioquia: que se tornem o trigo de Deus.

Os nossos tempos se encontram bem traduzidos, de maneira especial em duas passagens das Escrituras de difícil digestão, mesmo ingestão. A primeira dirigida ao gênero feminino, um dos dois únicos existentes, em que pese alguns distintos cientistas e estudiosos. São os tempos daquela espécie de mulher que, ao ir misturando distraidamente desejos e pecados jamais aprende que a conta para se entender a Trindade, na medida em que isso se possa dar, não é a da adição, mas da multiplicação. A segunda dirigida ao gênero masculino, o outro dos dois únicos, em que pese alguns distintos políticos e filósofos. São os daqueles homens que entram no salão alardeando sua nova e opulenta roupa de gala, sem dar-se conta de que ainda estão com o pijama. Assim que, mulher e homem, parecem ter chegado ao cume da baixeza humana, desconsiderando por completo a que vieram, porque já não se sabe de onde vieram ou para onde foram destinados. Melhor dizer, de Quem e para Quem.

Iniciamos, como visto, pela mulher, pois o início desse processo de involução se dá com ela, sem pré-conceitos ou discriminação, esta, no sentido comumente entendido. Mas o fato é que, uma vez desligados da dignidade com que, em Cristo, foram revestidos ('Tu o fizeste pouco inferior aos anjos, de glória e de honra o coroaste, e lhe deste o mando sobre as obras de tuas mãos.' – Sl VIII, 6s), invertem a ordem natural, pondo tudo de ponta-cabeça. E como por ordem divina a sociedade humana inicia com a família, sua célula-mãe, o Criador, sabendo de antemão das peripécias de suas criaturas, como nos aponta Chesterton, porá de ponta-cabeça as desordens das mesmas, reordenando-as com modelos de santificação, em nosso caso o de uma Família Sagrada, que demonstre a que a primeira e todas as demais vieram, ao tempo em que comprove que o ideal não só é desejável, mas realizável.

Para pecar, não precisamos sair do lugar (o que evidentemente vale para a santificação). Quando, pela herança da Queda original, o homem (leia-se: a humanidade; porque hoje é preciso aclarar sob pena de alguma espécie de homolatria) se torna propenso a essa desordem, instintivamente se agarra a qualquer folha de justificação para não se sentir nu. Ou para não permitir que o vejam nu. Se por algum resquício de uma longínqua integridade intelectual não consiga revestir sua nudez, isto é, justificar a desordem do pecado, não demorará a vir em seu auxílio a rebeldia soberba, fundamento de toda insana revolução. Revolta-se porque não se logrou dar rédea solta aos galopes dos desejos desenfreados, uma vez que existem mãos de cocheiro perseverando em manter as bestas longe do perigo de desembestar. Chame-se aquele consciência ou Anjo da Guarda. Até que se precipite cocheiros ao solo, arrebente-se freios, sacuda-se viseiras, desvencilhe-se de carroças e se ponha a galopar bestamente precipício abaixo, não como os três, mas como os dois mil suínos de uma história nada fictícia.

Assim que as insanidades estão atadas à vida. Elas a atingem direta e indiretamente. Um de seus maiores sintomas, que já vem causando úlceras de todos os tipos na vida de nossa enferma sociedade, é a hoje denominada “cultura da morte”, visceralmente interligada a uma determinada cosmovisão de mundo a que chamamos Gnose (coincidentemente a mesma que empresta sua inicial a determinados agrupamentos humanos que “Alardeando sabedoria, tornaram-se tolos e trocaram a glória do Deus incorruptível por uma imagem de seres corruptíveis...”). Já no A.T. encontramos bons exemplos desta cosmovisão gnóstica: no fratricídio de Caim, na sodomia dos habitantes de Sodoma, na tentativa de infanticídio por parte da meretriz dos tempos de Salomão, e mesmo no adultério e posterior homicídio de seu pai, o rei Davi: o que hoje conseguimos elevar a porcentagens até então impensáveis, ainda que previstas. Em nossos tempos, o hedonismo hodierno traduz de forma convincente os frutos desta insana cosmovisão: na guerra e violência banal e generalizada, no divórcio, no aborto, na eutanásia, na ideologia de gênero, enfim, no mal, no feio e no falso. Por isso hoje em dia existe um exemplo muito curioso em que vemos pessoas de todo tipo ansiando por dar justificativas ao injustificável. Assim, ao mesmo tempo em que sabemos que Deus, que fez homem e mulher complementários, e que “Por esta razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua esposa, e os dois se tornarão uma só carne.”, o que elucida a ordem: “o que Deus uniu, não o separe o homem!” (Gen II, 24; Mt XIX, 6; Mc X, 8; Efe V, 31); a esse Deus o queiramos responsabilizar e agradecer pelas separações dos homens – entenda-se homem e mulher – unidos sob um sagrado compromisso, o do casamento, apesar da concessão à famigerada carta de divórcio, concebida como exceção à regra e “por causa da dureza de vossos corações” (Mt XIX, 8). O que torna sem justificação possível uma coabitação entre Casamento e Divórcio, mui especialmente se se pressupor que tal coabitação possa se dar “graças a Deus”.

Parafraseando Chesterton, a questão sobre o casamento é que não há questão sobre o casamento. O pano de fundo é simplesmente um que se desmembra: ainda como herança da Queda, queremos a Redenção sem o Calvário. Desde a reprovação de nossos primeiros pais, herdamos uma ácida acídia que corrói o desejo do mérito justamente adquirido. Quer-se o prêmio sem o esforço. Daí que queremos a Deus sem a Cristo, e Cristo sem a Igreja; daí que queremos ao Crucificado sem a cruz, o bônus sem o ônus; daí que se quer o casal sem o casamento. Em minha cidade natal há um parque por nome Redenção. Ele nos diz algo a respeito do espírito com que o homem moderno busca ser redimido, e este é o recreativo. Penitência, jejum, esmola, sacrifício e tudo o que tange ao negar-se a si mesmo e tomar sua cruz, parte integrante não só do seguimento a Cristo, como de uma família, cheira à mofo, ou dá indigestão. O Antigo Testamento já o demostrava. O Novo já soava o alarme. A Igreja e os Santos o anunciaram e as heresias o comprovam.

Emblemático – por se tratar de algo em voga – é o caso de Lutero e sua invenção, o protestantismo. Entre costumeiras supressões, acaba por suprimir também a cruz, dela baixando o Crucificado para aliviar o fardo, ou a lembrança de um fracasso. Dado que falhe à (ou apague da) memória de seus fiéis o fato de Cristo desde sempre ter sido alegre e incompreensivelmente anunciado em seu instante menos glorioso, tido por isso como “... escândalo para os Judeus, loucura para os Gentios...”; é compreensível que se queira a Cristo, mas não a “Cristo crucificado...”, com suas loucuras e escândalos. E que se deseje ardentemente o Adveniat regnum tuum, mas sem o Fiat voluntas Tua. Já em relação ao catolicismo, para ficar em um bom, belo e verdadeiro – além de atual – exemplo, mencionemos a pequena cidade bósnia-herzegovina por nome Siroki-Brijeg. Lá não há (fábricas de) divórcios, garantindo assim, pela união terrena com o ser amado a união celeste com o Ser Amor; em consequência, tornando-se aqueles citadinos modelos universais. É que lá – coisa um tanto louca e escandalosa – quem casa não quer casa, quer cruz. E aqui está o segredo do anel.


Abortado espontaneamente com apenas 19 semanas de vida, Walter Joshua Fretz sobreviveu pouco fora do útero, mas, qual pequenino mártir, foi capaz de mostrar ao mundo que já era muito mais do que apenas um 'agrupamento de células', um 'tecido em formação' ou um mero 'feto' menos que humano e incapaz de sofrer. As imagens de Walter apreciando, num precioso momento congelado para a posteridade, o calor do colo de sua mãe, provaram ao mundo que todos os malditos, imundos, abomináveis e diabólicos rótulos dados aos nascituros pelos militantes do aborto são extremamente injustos e completamente falsos. Ele já era um ser humano completo, capaz de sofrer e sentir dor e prazer; sua pobre e singela vida causou impacto.

Há uma curiosa frase de efeito cunhada sob encomenda para traduzir o estado de ânimo/alma dos adeptos da liberdade absoluta (contradição em termos a tudo o que se refira à criação): “Poder trocar de marido/mulher como se troca de roupa”. Nada tão fácil e cômodo, livre de empecilhos. Ocorre que uma vez tornada lei a utopia, a separação pelo homem do que Deus uniu terá como uma de suas naturais consequências o aborto, natural empecilho à renovação de guarda-roupas. Não sabendo como justificar o matricídio (por vezes de mãos dadas com o parricídio), inventa-se o “argumento” de que, tal como a indumentária ou as partes por ela cobertas, a criança seja algo que pertença à mulher; de onde a palavra de (des)ordem: “meu corpo, minhas regras”. Claro sinal de que a doença já criou metástase, atingindo as faculdades intelectivas de mulheres e homens; e nos encontramos diante do mundo como um Grande Manicômio, como bem vaticinaram os visionários Huxley e Orwell. Como bem arquitetaram os gnósticos de Sião. Mas os defensores do casamento-indumento parecem não se contentar com esta pseudojustificação e vão além: querem tornar defensável que uma separação possa constituir um bem, um belo e um justo à prole – não raro, fruto de ato livre e espontaneamente acidental. É batido o “argumento” oferecido a ela na base da quantidade=qualidade: o de que, dada a nova situação, não se ponha abatida ou fique aflita, ao menos agora terá duas casas para morar.

O mais gramisciano dos gramscianos, o pensador marxista Antonio Gramsci, nos fez o prestimoso favor de descobrir que para se implantar o Comunismo a nível mundial bastaria “rifar” duas simples instituições, a Igreja Católica e a Família. E como chegou à conclusão? Muito sensatamente por descobrir serem estes os alicerces do mundo. Se houver alguma fundada objeção quanto à Igreja e o Oriente, tal objeção não pode ser aplicada à Família. E ainda assim ficaríamos como estamos, pois os valores contidos na e difundidos pela Igreja em todo o orbe não são nada mais que os Dez Mandamentos universalmente conhecidos porque inscritos no coração do homem, desde que este deixou sua condição puramente mineral.

Mas a questão é que o Casamento tem cura, e ela, bem administrada com a correta medicação, tornará novamente sadio o corpo, seu e de quem dele se beneficia. Valendo-nos de Gramsci como da víbora, se o Comunismo se alimenta, como parasita, da (morte da) Igreja e da Família; e se o Comunismo já provou ser por si um câncer, portanto uma enfermidade social e por cima gangrenada; dois remédios nos restam para extirpá-lo, antes que estirpe todo o corpo social. E tais remédios já nos ensinaram as avós das avós de nossas avós. Assim que a Igreja e a Família, glóbulos brancos contra as células cancerígenas do Comunismo (e de tantas outras), sua doença, são a cura para o casamento. Contudo, há que saber extrair o veneno da própria serpente que o morde para então poder entrar neste jardim sagrado, neste oásis em meio ao deserto, já tão maltratado pelas intempéries e fauna peçonhenta. Para poder beber de suas fontes, provar de seus frutos (permitidos) e desfrutar de sua sombra, pois que há um “vale da sombra da morte” à espreita em cada esquina, em cada mídia, em cada diversão e ainda que nos custe, em cada igreja. Mas que não desesperemos, como guia no caminho nos foi dada uma Sagrada Família. Em seu seio, uma Mulher, que obviamente é uma Mãe. Com Ela a promessa de que um belo dia seu materno Coração triunfará.

Aos 23 de novembro do ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2016

Frei Zaqueu

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Em tempo: O jornalista inglês Gilbert Keith Chesterton, detentor de uma vasta, versátil e inigualável produção literária, e possível primeiro santo jornalista da Igreja (mui providencial a esses tempos de abundante pecado jornalístico), nos deixou o feliz e apaixonante ensaio sobre o Casamento intitulado: The Superstition of Divorce. Ele traz a dupla vantagem de nos servir, ao casamento e à família. E se puder acrescentar ainda outra serventia não menos desprezível, ele também nos servirá à eterna felicidade. Mas se com ele abrimos este artigo, com ele podemos com justiça encerrá-lo, pois aos que há muito decretaram a morte do casamento tal como nos foi proposto pelo Criador, ele responde: 'Essa sociedade nunca será capaz de julgar o casamento. O casamento julgará essa sociedade; e possivelmente irá condená-la.'
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A Igreja Católica está entre as instituições com mais alto índice de confiança do nosso país

Clique sobre o gráfico para vê-lo ampliado

A PESQUISA ANUAL do Índice de Confiança na Justiça (ICJBrasil), pela Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, com consulta a residentes das capitais e regiões metropolitanas do Distrito Federal, Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo durante o primeiro semestre de 2016 e divulgada na última semana de outubro do mesmo ano, apontou as Forças Armadas com o maior índice de confiança dos brasileiros (59%), seguida muito de perto pela Igreja Católica (57%). Partidos políticos ficam na última colocação, com 7% de confiança.

"Retratar a confiança do cidadão em uma instituição significa identificar se o cidadão acredita que essa instituição cumpre a sua função com qualidade, se faz isso de forma em que benefícios de sua atuação sejam maiores que os seus custos e se essa instituição é levada em conta no dia-a-dia do cidadão comum", diz o relatório.

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Fonte:
FGV Escola de Direito de SP, disp. em:
http://direitosp.fgv.br/en/node/133218
Acesso 4/11/016
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10 maneiras simples de aproximar os seus filhos de Deus


Por Nory Camargo
Tradução e adaptação: Henrique Sebastião


OS PAIS SÃO responsáveis por proteger, cuidar, criar e educar os seus filhos, desde o momento da concepção – e são responsáveis também pela sua educação espiritual, obrigação esta que vem sendo bastante negligenciada nos últimos tempos. Por esse motivo, gostaríamos de apresentar 10 jeitos simples de aproximar as nossas crianças de Deus, já desde o momento em que ficamos sabendo que seremos pais.

Procuramos entender ‘onde’ estão deveras os filhos no seu caminho? Sabemos onde realmente está a sua alma? E sobretudo: queremos sabê-lo? Estamos convictos de que eles, na realidade, não estão à espera de algo mais?
(Papa Francisco, audiência geral, 20/5/015)


1. Rezar em voz alta durante a gravidez

Diversos estudos apontam que os bebês sempre escutam a nossa voz (já desde antes do nascimento), por isso é importante que nossos momentos de oração sejam frequentes, regulares e tão serenos quanto possível. Escolha um lugar confortável, sem interrupção ou distração. Se não tiver, você pode constuir um pequeno oratório ou rezar enquanto contempla uma imagem de Nosso Senhor, da Santíssima Virgem ou de algum santo de devoção, para que os seus pensamentos permaneçam focados na oração. Deixe o seu bebê sentir que aquele é um momento único e especial para ambos. Escolha um horário do dia, para fazer daquilo uma rotina. Enquanto rezar, acaricie a sua barriga. E o bebê irá sentir que a oração também é feita por ele e com ele.


2. Levar os filhos à Missa

Alguns se incomodam com crianças pequenas na Missa, pois elas muitas vezes choram alto, fazem barulho, deixam as pessoas desconfortáveis e não ficam paradas. E, sem hipocrisia, reconheçamos: às vezes elas acabam mesmo atrapalhando a nossa concentração e a dos outros. Porém, a nossa recomendação é que você leve seu filho à Missa todos os domingos, como fazia antes dele nascer. Se ele ainda é pequeno e chora, a amamentação pode acalmá-lo (a mãe certamente conhece o melhor jeito de serenar os ânimos do seu pimpolho). Se ele for maiorzinho e já souber engatinhar ou caminhar, e fazer birra durante a celebração, leve-o para fora da igreja, repreenda-o com muita suavidade, passeie com ele até que se acalme, e então volte para a Missa. Porém, se o seu filho já tem consciência de que domingo é dia de Missa, mas não consegue ficar parado, chora alto ou se joga no chão? Nesse caso, claramente, o problema é outro (mais de educação, que deve ser cuidadosamente dada em casa, do que qualquer outra coisa), mesmo assim é possível resolver. Leve-o para fora da igreja, agache-se na altura dele e explique, olhando nos olhos, de um devagar e tranquilamente, porque vocês estão ali e porque os bons modos são muito importantes durante a Missa.

Importante: se você for muito duro, castigar o seu filho quando ele fizer birra ou arrastá-lo abruptamente para a saída, se “fuzilá-lo” com o olhar ou gritar com ele fora da igreja, isso é muito perigoso, porque então será grande a chance de que ele passe a odiar os domingos e o momento de ir à igreja. Com o tempo, vai associar a Missa e as coisas de Deus com coisas "chatas", penosas, tediosas e que se faz por pura obrigação. Na cabecinha dele, ir à Missa será um castigo; isso provocará um grande estrago para a sua alma, que ele poderá arrastar por toda a vida. Assim que se sentir independente, vai querer se livrar da penosa obrigação. Deixando as coisas bem claras, com muito diálogo, fale para ele sobre as coisas do Céu, sobre Deus, Jesus Cristo, Nossa Mãe do Céu e nossos irmãos os santos e anjos de Deus. Adquira um exemplar de algum bom catecismo infantil e leia para ele. 

Na medida do possível, tente se colocar no lugar das crianças. Nessa idade, você também não conseguia ficar parado ou prestar atenção em algo por mais que 15 ou 20 minutos de cada vez. Sempre que vou à Missa, tenho que sair e acalmar o meu filho pelo menos umas 10 vezes, para depois retornarmos. Não desista, pois apesar de serem pequenos, eles sabem muito bem como nos manipular. A coisa importante é que as crianças percebam que, não importa quantas vezes tenhamos que sair da Igreja, nós sempre retornaremos, até a Missa acabar.

* Uma dica extra de O Fiel Católico: se você tem filho(s) pequeno(s) que costumam fazer muito barulho e distrair as outras pessoas, evite sentar-se nos primeiros bancos da igreja, por uma questão de consideração e respeito ao próximo. Se o seu filho fala, grita ou chora muito, se anda pela igreja e você tem que sair com ele com frequência, é claro que vai incomodar muito mais se você for se acomodar na frente de todos. Procure acomodar-se nas últimas fileiras, onde o ruído será menor e a movimentação não vai interferir tanto na concentração dos outros.


3. Rezar com eles antes de dormir

Pode ser ao lado da cama ou do berço, mas ponham-se de joelhos e rezem. Quando as crianças são pequenas, tudo as fascina e as provoca curiosidade. Elas são capazes de imitar o que é bom e, infelizmente, também o que é ruim. Ensine o seu filho a fazer o sinal da cruz. Mas tente não prolongar demais esse momento, senão a criança vai querer fazer outra coisa. Se o seu filho ainda é um bebê, pegue a mãozinha dele para fazer o sinal da cruz, e depois rezem juntos. É provável que elas tentem chamar a sua atenção enquanto estiver rezando: vão conversar, cantar, vão pegar os brinquedos ou puxar a sua blusa. Aproveite essa oportunidade para explicar o que vocês estão fazendo, porque é importante, e convide o seu filho a rezar também. Peça que ele repita as suas palavras, ou então pergunte: "Por que você gostaria de agradecer a Deus hoje?", ou "Você quer mandar uma mensagem comigo para a Virgem Maria?". Repare como perguntas desse tipo vão surpreendê-lo.


4. Acostumar as crianças com imagens de Jesus e de Maria


Todo católico deveria ter um oratório em casa. Não é necessário que seja grande, mas deve ficar num lugar especial, visível e acessível a todos os membros da família. É muito importante que nossas crianças sejam expostas às imagens sagradas de Jesus, de Maria, dos santos e dos anjos de Deus. Ensinamos o meu filho de 15 meses a mandar beijos para a santíssima Virgem. Sempre que ele vê uma imagem de Nossa Senhora, não importa onde esteja, manda um beijinho para ela, e meu coração se derrete...

Crianças aprendem depressa; é fundamental que, nos seus 5 primeiros anos de vida, nós as ensinemos tudo o que for possível. Certo dia, meu filho achou o chaveiro de minha mãe numa bolsa. Quando viu que ali havia uma imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, sem que ninguém dissesse nada (fez uma cara de surpresa), ele nos olhou por um segundo e depois a beijou. Você pode colocar um crucifixo no quarto do seu filho e, na cabeceira da cama, a imagem da Virgem Maria ou do Anjo da Guarda.



5. Deixar que escolham filmes e livros sobre Deus

Aproveite o gosto do seu filho pelos filmes e pelas histórias. Compre filmes como “A Arca de Noé”, “Davi e Golias”, “O Bom Samaritano”, “O Filho Pródigo”, “A História de José e seus Irmãos”, “Os Milagres de Jesus”, “O Príncipe do Egito”, “José: O Rei dos Sonhos”, etc. Também há vários livros que, com ilustrações e de um jeito divertido, ensinam as histórias da Bíblia para as crianças. Você pode comprar livros bíblicos infantis para colorir, disponíveis em muitas livrarias ou bibliotecas (cuidado com os que trazem pregações protestantes e interpretações equivocadas dos textos bíblicos).

Assim, você dará aos seus filhos opções de escolha. Jamais os obrigue ou castigue caso não queiram praticar uma atividade. Você pode oferecer uma opção diferente a cada final de semana, e convidá-los a ir comprar com você o livro ou o filme que preferem. Esse é um jeito simples e divertido para que nossos filhos aprendam, desde muito pequenos, sobre a vida de Jesus, da Virgem Maria e dos santos.


6. Deixar que participem de atividades ligadas à igreja

Se na escola dos seus filhos existe um grupo missionário infantil, incentive-os e deixe que se tornem membros. Se eles gostam de teatro, deixe que participem de peças religiosas. Se eles gostam de cantar, incentive-os a participarem do coral da igreja. Se a escola recolhe roupas ou alimentos para os necessitados, explique porque devemos ajudar o próximo. Nunca proíba o seu filho de participar dessas atividades se ele tiver interesse. Deixe que ele tenha essa experiência e sempre mantenha uma atitude positiva em relação às suas conquistas e aventuras. Faça com que ele saiba o quanto Deus aprecia o seu bom comportamento e solidariedade, e o quanto você se orgulha de tê-lo como filho.


7. Deixar que vejam que há crianças que não têm tudo

Levar nossos filhos a fundações ou instituições de assistência infantil é uma linda experiência para todos os envolvidos: para as crianças que visitamos, para nossos filhos e para nós mesmos. Ajudá-los a ver que o mundo não é um lugar ideal, e que nem todas as crianças têm um lar com um papai e uma mamãe, é algo que lhes abrirá os corações. Você pode ir visitar uma fundação para a adoção de crianças, ou um hospital infantil. Todas as crianças merecem ser amadas e ouvidas. Os seus filhos podem passar por essa experiência pelo menos duas vezes por ano. Organize um jogo de futebol, uma tarde no cinema, uma confraternização com uma entidade de sua escolha. O seu filho entenderá que nem todas as crianças possuem os mesmos privilégios que ele. Ele aprenderá a dividir, verá os outros como iguais. Não havendo diferenciações durante essas atividades, ele se tornará uma criança consciente, disposta a sempre ajudar o próximo.


8. Ensinar os filhos a apreciar a natureza

Não é necessário viajar a países distantes para que o seu filho aprenda a admirar paisagens impressionantes. Uma flor já basta para falar da Presença de Deus em cada uma de suas menores criaturas, no céu, no mar, nas estrelas, na lua, nas árvores, nas montanhas. Tente perguntar ao seu filho o quanto ele acha que Deus o ama (a resposta pode te comover), mas você pode lhe dar algumas dicas. Desafie-o a contar as estrelas ou a adivinhar a profundidade do oceano. E diga que assim é o amor de Deus: infinito, maior que a quantidade de estrelas no céu, ou dos grãos de areia na praia. É importante que nossos filhos saibam que tudo o que nos cerca foi criado por Deus. Viajar pode ser também uma oportunidade perfeita para que você converse sobre Deus com os seus filhos.


9. Ensinar que dar é melhor que receber

A época do Natal é perfeita para essa atividade. Há duas maneiras de agir: a primeira é comprar brinquedos ou roupas para crianças carentes, para que elas também possam celebrar. A outra opção é pedir aos seus filhos para doar brinquedos que estejam em boas condições e que eles já não utilizem. Devemos incluir as crianças em todas as fases do processo, desde a compra ou a escolha dos brinquedos, passando pela embalagem, até chegar na entrega final em pessoa. 

Assim, elas entenderão que possuir coisas não é fácil para todo mundo, e que nem todas as crianças têm o privilégio de terem pais provedores. Esse ato de generosidade pode acontecer em qualquer época do ano, pois o importante é transmitir para as crianças o amor por aqueles que mais precisam. Ao final da atividade, podemos perguntar como eles se sentiram levando presentes para outras crianças, ou o que eles mais gostaram em tudo aquilo. Podemos encontrar Deus de muitas maneiras, e devemos ensiná-los que a caridade traz enorme felicidade.


10. Ensinar a fazer ação de graças

O café da manhã, o almoço e o jantar podem ser ocasiões perfeitas para ensinar aos nossos filhos que devemos agradecer a Deus por tudo que Ele nos dá, inclusive a comida em nossa mesa. Lembre-se de que o seu exemplo é a melhor ferramenta, torne-se um exemplo para os seus filhos, e faça ação de graças onde você estiver. Peça aos seus filhos para repetir as suas palavras, e eles aprenderão a fazer o mesmo por conta própria.

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Fonte:
'10 Simple Ways to Bring Your Children Closer to God', disp. em:
http://catholic-link.org/2016/11/01/10-children-closer-god/
Acesso 14/11/016
www.ofielcatolico.com.br

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