Bispos italianos querem revogar o Summorum Pontificum


BISPOS ITALIANOS sugeriram, durante o seu atual encontro autunal, abolir o Motu Proprio Summorum Pontificum, que autoriza a celebração da santa Missa no rito tradicional em latim, conforme relatado pelo MessaInLatino.it (16 de novembro/2018).

O arcebispo de Gorizia, Carlo Radaelli (foto), de 62 anos, disse que Bento XVI cometeu um "erro" ao escrever, no Summorum Pontificum, que a Missa Antiga nunca foi revogada. Em vez disso, Radaelli afirma que a Missa Romana teria sido abolida por Paulo VI. A partir disso e em consequência, o Motu Proprio de Bento XVI seria nulo ou inválido.

Não é surpresa que muitos prelados apoiem as afirmações de Radaelli. Dentre estes, o modernista padre Luigi Girardi, que dirige o Instituto Romano da liturgia pastoral; o bispo de Novara, Franco Brambilla, e outros bispos anônimos do sul da Itália.

Radaelli e Brambilla foram, ambos, nomeados por Bento XVI.


* * *

Eu, Henrique Sebastião, tenho dito e repetido que se aproxima um novo cisma para a história da Igreja. Não estou só nessa análise: por exemplo o Padre Paulo Ricardo me disse, há alguns anos, que considera essa hipótese totalmente viável caso as coisas continuem no rumo em que se encontram. Há tempos, realmente desde antes do CVII – e com intensidade e fúria redobradas depois deste – temos o choque entre "duas igrejas" dentro da Igreja: uns querem a Igreja antiga, outros querem uma Igreja (literal e totalmente) nova. Diga-se, de passagem, que o mais lamentável é que poucos queiram a Igreja atemporal e de sempre.

De fato, ao assistir a Missa no rito tradicional (Missa de sempre) e a chamada "missa nova" de Paulo VI (da forma como é mais comumente celebrada hoje, com toda a sorte de inovações e total liberdade sobre a liturgia), temos a clara impressão de que não se trata da mesma celebração; sem nenhum exagero, alguém que nada conhecesse de catolicismo poderia duvidar seriamente de que fossem, ambas, expressões da mesma religião, e menos ainda do mesmo evento sagrado (o santo Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo no Calvário). 

Acho difícil que venha a acontecer, ao menos por enquanto, mas a decisão de revogar o Summorum Pontificum de Bento XVI seria, sem dúvida, um marco importantíssimo, senão o ato central na concretização desse novo cisma. E pelo andar da carruagem, mesmo sabendo que a divisão jamais foi a vontade de Deus para os seus filhos, com honestidade tenho que dizer que já não sei se isso seria bom ou mau.

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9 comentários:

  1. Muito triste ler essa notícia. Eu nunca tive o privilégio de assistir à Santa Missa no rito antigo. Roguemos a intercessão de Nossa Senhora para que não cometam essa loucura.

    Que Deus tenha misericórdia de sua Igreja.

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    1. Nunex, não sei de onde você é, mas aqui pode encontrar alguns lugares que são celebradas:
      https://www.fsspx.com.br/priorados-missoes-e-comunidades-amigas/

      no dia 2 deste mês (finados) assisti pela primeira vez uma missa em Cuiabá - MT. É algo extraordinário.

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  2. Interessante, numa época em que se fala tanto em respeito a diversidade, de opiniões, de gostos e comportamentos, ainda que estranhos ou de mal gosto, não seria válido respeitar a missa tradicional em latim e aqueles que gostam dela? Se fala tanto aqui nessa missa, mas na minha diocese nunca ouvi falar. Se alguém souber de uma cidade no sul de Minas, onde se celebra a missa tradicional, estou disposto a participar para conhecer.

    A paz de Cristo!

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    1. Caro Tiago, veja neste Site: https://www.missatridentina.com.br/index.php/locais-de-missa-sp-635210905/55-minas-gerais

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  3. Paulo VI e a “fumaça de Satanás”, presente na Igreja há quarenta anos

    Como bem notou um vaticanista recentemente, Paulo VI fez notar a entrada da “fumaça de Satanás” na Igreja, mas ninguém a viu sair… De fato, a dúvida, a inquietação, os confrontos que caracterizam uma terrível crise de fé, têm sua causa em buscar a luz fora da Igreja, através das janelas imprudentemente abertas para o mundo no Concílio Vaticano II. É essa mesma crise de fé que penetrou hoje até o fundo no povo católico, expondo-o à influência da modernidade sem nenhum princípio moral. Pois, embora notada e lastimada por Paulo VI em 1972, a crise não foi combatida em suas causas.

    Artigo Michelangelo Nasca

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  4. Pois é, tenho a impressão que foi Paulo VI que abriu a brecha para a fumaça de Satanás entrar. Foi ambiguo e quis mais agradar aos homens do que a Deus. Pelo menos é isso que suas atitudes vistas hoje passam para nós.

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  5. Itacir Camilo Rovars6 de dezembro de 2018 15:53

    A missa tridentina é a verdade. É o sacrifício de Cristo no Calvário. A missa de Paulo VI é uma festa de ritos profanos, um festival de bate palmas...Parecido com um culto protestante, que não abusam tanto qanto se abusa hoje na Igreja Católica. Alguém estava no Calvário, naquele dia, batendo palmas??

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    1. Carissimo Itacir Camilo, grande rancor existente no vosso coração, irmão. São duas formas litúrgicas de Celebrar o Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, uma Ordinária e outra Extraordenaria, MAS A MESMA FÉ.
      Abusos eu já presenciei também na Forma Extraordinaria do Rito Romano, dependem muito de quem está celebrando.
      Seja Louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!

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